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Análise crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares

Paula Cruz do Marco

Turma DREC1 – 6 de Novembro de 2010

As bibliotecas escolares pretendem ter hoje um papel crucial na formação e educação dos alunos.
Ultrapassando o conceito de simples repositório de livros, a biblioteca escolar deve hoje ser um
elemento central no desenvolvimento dos alunos, completando a sua formação e despertando o
desejo de saber mais. Devem ser o centro nevrálgico do conhecimento dentro da instituição escolar. O
Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas escolares constitui uma ferramenta de melhoria e de
valorização das bibliotecas escolares para o cumprimento dessa missão. A sua implementação deve
explicada a toda a comunidade escolar e por esta deve compreendida e participada. É importante que
a Direcção da escola apoie e acompanhe a aplicação deste modelo, bem como as estruturas
pedagógicas como é o caso do Conselho pedagógico, ou os conselhos de ano e os Departamentos
curriculares. Neste âmbito importa, portanto debruçarmo-nos sobre a pertinência deste modelo; a sua
dimensão enquanto instrumento pedagógico e de melhoria; a sua organização estrutural e funcional, a
sua integração/ aplicação à realidade da escola e da Biblioteca Escolar e finalmente sobre a gestão das
mudanças que a sua aplicação impõe, sobretudo no que se refere aos níveis de participação da escola.

1. Porquê um Modelo de auto-avaliação?

São várias as razões para o desenvolvimento e implementação de um modelo de avaliação das


bibliotecas escolares. Trata-se por um lado de responder às mudanças tecnológicas e pedagógicas, que
exigem o desenvolvimento de novas competências por parte dos indivíduos.

1.1. Novos paradigmas educativos e a Web 2.0

O acesso a informação é cada vez mais fácil e imediato. A internet vem acrescentar às bibliotecas uma
nova dimensão e introduzir novos paradigmas de aprendizagem e construção de conhecimento. O
próprio conceito de aprendizagem modifica-se. O aluno passa a ser o construtor do seu próprio
conhecimento. Nesse sentido têm sido desenvolvidas várias estratégicas pedagógicas das quais, a
biblioteca como centro do conhecimento, deve ter um papel preponderante, não só no fornecimento
das ferramentas adequadas a quem procura, como na orientação das buscas, e no incentivo à
pesquisa, a busca de conhecimento.

1.2. A biblioteca escolar como centro de conhecimento

A mudança dos paradigmas vem realçar o papel das bibliotecas como local onde se busca o
conhecimento. Não só o conhecimento dos recursos mais clássicos como livros, como também o que
está patente em novos suportes digitais e em linha. A biblioteca tem a seu cargo gerir e orientar a
busca por esse conhecimento, não só para os alunos (que serão os seus principais receptores) como
para os professores e a comunidade escolar em geral. A biblioteca adquire um papel central na escola
com meio privilegiado de acesso à informação e a partir daí porta de entrada para o conhecimento.

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1.3. Valorização e reconhecimento das bibliotecas escolares

A biblioteca tem vindo a assumir um papel central na comunidade escolar, que vai para além do
desenvolvimento da literacia e da leitura junto dos alunos e do apoio no desenvolvimento dos
currículos escolares. O valor da biblioteca no ensino e sucesso dos alunos pode contudo diluir-se. O
Modelo de Auto-Avaliação constitui nesse sentido um instrumento de gestão que permite pôr em
evidência o contributo da biblioteca escolar enquanto parte vital da estrutura de aprendizagem da
escola.

2. O Modelo de Auto-Avaliação como instrumento pedagógico e de melhoria

O Modelo de avaliação é antes de mais uma ferramenta que se integra na gestão da biblioteca escolar
e que possibilita melhorar o seu funcionamento, identificando eventuais insuficiências, mas que
igualmente permite estabelecer uma correlação entre o trabalho desenvolvido pelos professores
bibliotecários na promoção da BE como factor determinante para o sucesso dos alunos.

O Modelo proposto vai para além dos aspectos funcionais do funcionamento de qualquer biblioteca
como sejam o número de utentes, de livros requisitados, quais os livros mais solicitados, etc. O
Modelo baseia-se numa forma de gestão dinâmica designada por “prática baseada em evidências”: A
prática baseada em evidências é um paradigma emergente da prática de muitas profissões.
Na utilização actual, o conceito de prática baseada em evidência tem duas dimensões
importantes. Em primeiro lugar, e já foi discutido, centra-se numa utilização consciente,
explícita e cuidadosamente escolhida da melhor investigação actual sobre evidências na
tomada de decisões sobre o desempenho do papel do bibliotecário escolar no dia-a-dia. Em
segundo lugar, a prática baseada em evidências é onde o trabalho diário do profissional é
direccionado para a demonstração do impacto e resultados concretos da tomada de decisões
sólidas e para a implementação de metas e objectivos organizacionais. (in“Professores
Bibliotecários Escolares: resultados da aprendizagem e prática baseada em evidências”)
Essa prática pressupõe não só beneficiar das experiências de outras bibliotecas, como sobretudo no
trabalho por objectivos concretos, mensuráveis e com impacto numa base local e diária. Torna-se
crucial nesse contexto identificaras questões, recolher e interpretar as evidências e extrair as
conclusões que irão orientar as acções subsequentes. O Modelo segue essa filosofia, privilegiando a
eficácia sobre a eficiência, os resultados sobre meios.

Importa salientar os pressupostos em que este modelo se baseia:

 Aferir o valor da BE na consecução dos objectivos da escola em que se insere;

 Pretende avaliar de uma forma holística a BE, e não as suas partes, sejam elas o PB ou a
equipa, devendo os resultados da avaliação ser encarados como um processo pedagógico e
regulador, sentindo a própria escola necessidade deste instrumento para deixar de o
perspectivar como algo externo e imposto;

 Trata-se de um modelo, portanto a sua utilização deve ser flexível e adaptada aos diferentes
contextos escolares; a sua maleabilidade também permite a sua aplicação aos vários graus do
ensino obrigatório até ao secundário;

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 Deverá fazer parte das rotinas da BE e não ser encarado apenas porque no final é preciso
produzir um relatório de avaliação

A aplicação do Modelo de Avaliação pretende servir de base para a elaboração de um plano de


desenvolvimento que considere claramente os pontos fortes e fracos, os objectivos e a prioridades da
BE, tendo em conta a realidade em que ela se insere.

3. Organização Estrutural e funcional

O modelo é um processo de auto-avaliação baseado na experiência das bibliotecas escolares inglesa,


com as devidas adaptações e que foram sendo introduzidas ao longo dos últimos anos em resultado
dos contributos fornecidos pelo aplicação do modelo a um número cada vez mais maior de BE.

3.1. Estrutura do Modelo de Avaliação

No Modelo a atenção em quatro domínios:


– apoio ao desenvolvimento curricular (que corresponde à ligação e articulação da biblioteca escolar
os docentes no que respeita a coordenação e a supervisão pedagógica);
– leitura e literacia (a sua promoção e incentivo);
– ligação à comunidade (projectos, actividades que estejam abertos à comunidade);
– gestão da biblioteca escolar (desde da gestão das colecções, das pessoas e dos meios até à ligação as
outras estruturas da escola e aos serviços que a biblioteca lhes presta).

Cada domínio é aferido através de vários indicadores que são escolhidos pela sua relevância no
funcionamento da biblioteca. Serão igualmente tidos em conta factores considerados críticos para o
sucesso. A avaliação desses indicadores é feita por intermédio da recolha de evidências (dados
mensuráveis recolhidos de modo sistemático). Paralelamente, são definidos perfis de desempenho,
que descrevem em quatro níveis o desempenho da biblioteca escolar.

3.2. Funcionamento do Modelo de Avaliação

O Modelo de Avaliação funciona em ciclos de quatro anos, sendo cada ano essencialmente
subordinado a um dos domínios definidos na estrutura. Para o domínio escolhido deverão ser
definidos os indicadores e os respectivos instrumentos, rotinas e procedimentos para recolha e registo
de evidências. Os resultados recolhidos são posteriormente comparados com os perfis de
desempenho, para conhecer as áreas mais fortes e as eventuais fraquezas.
Os resultados são depois compilados num relatório de auto-avaliação, o qual inclui as estratégias e
acções que se consideram fundamentais para a melhoria. O relatório deverá integrar o relatório de
autoavaliação da escola.
O relatório de auto-avaliação da biblioteca escolar está estruturado em três partes. A primeira integra
a informação referente ao domínio escolhido e avaliado. A segunda secção deve apresentar o
desempenho dos restantes domínios que não forma visados na avaliação. Por fim a terceira parte
deverá sintetizar os resultados e as acções a tomar.

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4. A integração e aplicação do Modelo à realidade da escola e da biblioteca.

A aplicação do Modelo deve ter em conta o contexto em que se insere a biblioteca e a escola. A sua
aplicação deve implicar o esforço de todos que não se esgota apenas no trabalho do professor
bibliotecário e da sua equipa como dos docentes, coordenação e comunidade escolar em geral. A sua
implementação implica um planeamento e uma selecção de indicadores, de métodos de recolha e de
registo de evidências que, para serem bem sucedidos, implicam um trabalho sistemático da
comunidade em geral.
Com a participação de toda comunidade é crucial, torna-se importante dar a conhecer o Modelo, a
forma como irá ser implementado e os benéficos que cada um poderá recolher com a sua
implementação. A comunidade irá aderir mais facilmente se compreender não só o alcance da auto-
avaliação como a forma como irá ser desenvolvida na sua escola.

5. As mudanças que o Modelo traz consigo.

Como ferramenta de gestão o Modelo de avaliação implica várias mudanças no funcionamento da


biblioteca e em certa medida da escola. Deverão ser desenvolvidas rotinas de recolha e registo de
dados, criados novos hábitos e procedimentos que possam ser medidos. A introdução desses
instrumentos não será fácil para todos, e implica uma adaptação a novas formas de trabalhar. Deverão
ser realizados mais registos, os procedimentos poderão complicar-se como consequência da recolha
de evidências.
O próprio resultado da avaliação irá sugerir mudanças que poderão enfrentar alguma resistência por
parte dos docentes, alunos e da comunidade em geral. As mudanças nem sempre são bem-vindas
contudo deverão ser implementadas para benefício da biblioteca escolar e da escola em geral.

Dever-se-á ter sempre presente o objectivo principal de todo este esforço de aperfeiçoamento e
valorização escolar: providenciar aos alunos os meios e conhecimentos para que esses se desenvolvam
como pessoas construtivas, autónomas que capazes de tirar o máximo das suas vidas, contribuindo
para o bem estar geral da sociedade.

Paula Cruz do Marco

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