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*CAPITULO 1*

"Tenha piedade de nós"

Nascido sobre um solo pesado de um reino onde os habitantes já não viam mais
esperança, Pero d'Edwin um garoto alto e pateticamente magro achou conforto nos brilhantes
vitrais das capelas de sua cidade natal, a perda de seus páis e a ausência de algo para chamar de
familia foi preenchida em textos santos e pergaminhos manchados de mentiras que enalteciam
o valor imprescindível da fé humana. Os pesos dos crucifixos e as palavras santas proferidas
pelos sábios padres eram a luz de sua vida, saber que em algum lugar alguem zelaria por todas
as almas era tão nobre que fazia seu coração palpitar com a imagem de um mundo sem
difamações e ódio, um lugar onde todos poderiam viver como seres perfeitos.

O inteligente garoto passava horas decorando as ilustradas palavras que componhavam


os gigantescos grimorios sujos escondidos pela basílica enquanto espalhava observaçoes de
devaneios sobre a vida e a morte para os tão amados por ele falecidos enterrados na catedral.
Sempre seguindo gentil não importando a neblina que obscurecesse sua visão, Pero sempre se
via conectado com o mundos dos inexpressivos, conversando e ouvindo os fantasmas do que
outrorá foram seres marcados pelas infortunidades passageiras de tempos passados, o não mais
tão solitário rapaz agora possuia algo para chamar de fámilia, porém, jamais ele estaria
preparado para entender os tão emendrontados coraçoes de sacerdotes dominados pelos
conceitos simbolicos de um perfeiccionismo que depreciavam a verdadeira belesa vinda pela
compaixão com a morte, suas mentes cobertas pelo sabor adocicado do vinho em suas taças
douradas feitas apenas como fuga á uma realidade misteriosa era mais assustador do que olhar
para o mais fundo abismo da terra.

-Se a morte é a entrada de uma nova vida porque deveriamos teme-la?

Os mortos bradavam com furia:

*Vida, morte, cada passagem possui sua própria beleza!*

No fim ele já sabia, no fim era obvio, viver uma vida com medo da morte era tão natural
quanto ignorar o desconhecido, eles apenas defendiam um deus maior por puro medo de
enfrentar seu cruel e unico destino.

Perdido em meio a sentimentos de tristeza pela ignorancia dessa éra, Pero achou algo
ainda mais brilhante que vitrais com falsos símbolos estampados, ele achou uma jovem luz.
Phillip, esse foi o nome do que outrora preencheu empatia em um coração jogado a almas, o
carinho acompanhado de um carisma impecável foram o suficiente para acender chamas em sua
alma e derreter as correntes de angustia e ráiva que carregava pelos futuros nobres sem
esperanças. Branco como a neve, suave como a briza de outono e acompanhado de uma beleza
que faria nobres se ajoelharem perante seu brilho, isso era o que qualquer um poderia resumir
esse misterioso garoto.

Suas doloridas, porém doces palavras filosóficas sobre o sentido de tudo traziam calma a
um coração solitário rodeado de espectros, ele se viu encantado e maravilhado por tamanha
chama ardente que esse martir vivo mostrava ter e principalmente por tamanho ódio que ambos
pareciam ter em comum, ódio que serviria como junta da gigantesca empatia que teriam um
pelo outro.

Anos se passaram e uma linda amizade culminou entre eles, andando juntos e
estudando sobre tudo aquilo que aflorava desconhecimento em suas mentes. Pero havia lhe
ensinado a grandeza dos espiritos que afloravam na terra enquanto aprendia pelo novo amigo
sobre como uma boa conduta social era importante. Amor, ódio, raiva e alegria, todos esses
sentimentos eram tão visíveis em suas vidas que parecia até que ambos dançavam sobre o mar
de felicidade que experimentavam ao descobrir coisas novas relacionadas á grandeza do mundo
que circulava essas férteis mentes jovens. A dor já não parecia tão aparente em um passado sujo
em violencia, fome e morte derivado de um reino controlado por "demônios", a passagem da
vida era menos angustiante quando os humildes companheiros lutavam desbravadamente por
um amanhã melhor.

*CAPITULO 2*

"Meu sangue te pertence"

Com o completar de seus 19 anos Phillip foi sentenciado a serviço eterno ao


conglomerado nobre por mandato de sua mãe, esse feito poderia muito bem ser visto como se
entregar a uma vida de escravidão e sofrimento repleta de castigos e humilhaçoes vindas de
porcos banhados a ouro, havia a hora de partir e pagar por seus pecados com a dor da própria
carne. Condenado por traição á seu posto nobre da alta classe do reino, o jovem loiro se viu
diante daquilo que o trazia tanta repulsa, ele sábia de tamanha insgnificansia sua comparado a
um mero campones e se recusava a viver uma falsa vida como um diplomata ignorante cercado
e falsos auto plocamados deuses.
Em busca da liberdade da luz de seu amanhecer, Pero, fez tudo em seu alcance para
libertar seu amigo, lutou bravamente com os maiores diplomáticos do reino com o forte objetivo
em mente de ver Phillip liberto novamente, sua forte batalha intelectual teve tamanha
repercussão que em poucos dias suas palavras já podiam ser ouvidas pelos ouvidos
ornamentados do rei:

— Eu sou Pero d'Edwin e vim barganhar com o rei — As palavras do garoto emitiam tal
determinação que até mesmo os melhores patrulheiros se enchiam de temor. Podia tal criança
realmente estar tentando exercer, tal feito?

— Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras


pessoas o que elas não querem ouvir. A violência dos soldados destrói o que ela pretende
defender: a dignidade da vida, a liberdade do povo!

— Estou firmemente convencido que só se perde a liberdade por culpa da própria


fraqueza e jamais vou me render a perder quem eu amo por hipócritas, mentirosos gananciosos!
— Dizia ferozmente o garoto

Tais palavras foram o suficiente, mesmo sendo uma criança nobre algum perdoaria tal
infâmia cuspida em seu solo sagrado, estava na hora de ver o verdadeiro pai, "deus", o criador
de tudo e de todos, aquele que tem poder sobre essas terras. Como um homem encarcerado foi
levado ensanguentado pelos corredores brancos dos castelos, o início sua punição já estava
demarcada o suficiente em sua pele. O rei estava enfurecido, seu rosto trazia medo ao pobre
garoto lesionado que apenas estava a enxergar com um de seus olhos:

— O mais tolo de todos os erros ocorrem quando jovens inteligentes acreditam


reconhecer a verdade! — Suas palavras demonstravam egoismo e calma de um alguém que
jamis saboreou a miséria da carne humana. Pero reconhecia sua grandeza, mas de nenhuma
forma reconhecia sua humanidade.

— Phillip não tem culpa de nascer um nobre, deixe-o viver livre como um humano
deveria ser! — Quase não se entendia suas palavras em meio de tantos balbucios por causa da
tremenda dor que esta criança estava a suportar

O rei não tinha mais o que escutar em seus balbucios infantis e dignos de pena, havia de
chegar a hora de partir para o pobre determinado garoto. Com a ponta da espada na cabeça o
rei declarou a todos ali presentes:

— Eu declaro você Pero d'Edwin a mais nova vítima de nosso carrasco — Estava
decidido, a falsa excitação sem sentido vindo da plateia com certeza faria o mais lucido dos
homens vomitar de tamanha blasfêmia a vida. “Plebeus, nobres, religiosos, todos comemorando
por minha morte”, essas palavras lhe faziam questionar se no fim existe bondade nas pessoas, o
medo teria feito todos se ajoelharem a luxúria da pena de si mesmos?

O tempo frio do velho palanque ensanguentado de madeira fazia agora o nomeado


homem morto refletir sobre sua existência em meio a todo aquele caos do mundo, as
lembranças de sua infância pulava em sua memória da mesma forma que suas veias saltavam de
dor ao serem congeladas pelas correntes que o seguravam no alto do "tribunal", vendo tantas
pessoas que nem podia contar. Lembrando levemente dos momentos que nunca poderia voltar
atrás, das pessoas que se foram e de sonhos que nunca pode realizar, sonhando em poder falar
novamente com seu pai e sua mãe, por perde-los cedo ele queria poder ter conhecido melhor a
quem deu a vida a ele mesmo com o tremedno medo de que no fim não fossem tão diferentes
do gado desse reino. Abrindo sua boca para as escrituras sagradas, ele voltou a se entregar
àquilo que tanto havia preenchido suas tardes reflexivas ensolaradas, o frio aconchegante do
mundo dos mortos.
-Verei vocês do outro lado - Ele gaguejava de dor enquanto chicotes batiam em suas
costas e abriam as já fechadas cicatrizes.

Seus berros de dor eram suprimidos por trapos de panos amarrados forçadamente em
sua boca, os seus delirios mentais não conseguiam ecoar de maneira que suprimisse o lamento
daqueles observadores espectrais.
Os antigos padres que haviam lhe ensinado as lindas preces do amor viravam as costas
para tamanha face desesperadora vinda do moribundo futuro corpo pútrefo. Com um grito de
bravura os soldados seguiram com grandes sons de trombetas acompanhados dos clamores do
rei á tamanha festa feita em cima de mais uma morte insignificante, mas, porque realmente
havia tanto movimento envolvido em uma única morte? A resposta vinha em um gigantesco
machado acompanhado de um loiro garoto machucado, Phillip.

Com sangue escorrendo em sua boca e trapos tampando sua visão o pobre garoto
branco vinha em direção daquele que tanto lutou para salva-lo enquanto se via jogado em um
pandemônio sujo em um calabouço solitário, querendo o máximo possível ver seu amigo
novamente teria ele se arrastado a tamanha situação? Pero, tentava o máximo possível gritar
para seu amigo, mas era impossível sem vê-lo ou mesmo ouvi-lo o destino terminaria de forma
tão deplorável uma amizade construída em amor.

A monarquia observava com medo esse terrível abate, eles temiam o futuro que jovens
rebeldes como esse trariam a essa terra se seu fim não chegasse logo. Mulheres e crianças se
divertiam com a comida farta que os nobres estavam a entregar, não poderia haver nenhum mal-
entendido sobre a justiça daqueles que estavam no atual poder.

*CAPITULO 3*

Apocalipse
Com um grito sádico se deu o início:

— Bartholomeo Phelius, eu lhe garanti o perdão por seu pecado a monarquia e agora
você tera a chance de se livrar de um futuro repleto de sangue de um escravo, com este
machado se liberte de suas raizes nobres e se entregue a liberdade que tanto clama, como um
bom rei eu lhe darei a salvação! — Estas palavras ecoaram por todos os cantos do reino, o povo
se via na obrigação de enxergar o seu monarca como um bom homem, comida farta e festas, era
o reflexo perfeito de porcos alienados.

*CAPITULO 3*

Apocalipse

O futuro assassino segurava o machado com suas fracas mãos e o levantava para o céu,
os gritos euforicos não pareciam chegar em seus ouvidos, ele estava plenamente preparado para
se tornar um assasino, e com tremendo giro de lamina Phellius deu o golpe final a sua vida e um
golpe mais forte na sua amizade:

- Corra! Pero! - Com o fundo de sua alma o afamado nobre gritava enquando
desesperadamente partia as manchadas correntes lascadas de ferro.

Seus olhos abriram e suas pupilas rodeadas da linda cor de canjerana eram
acompanhadas de tamanho salto dado por ele, levantando como um relampago e correndo até
o tão buscado amigo seu acolhimento é dado a um forte som de aço despencando das mãos de
Phillip seguido de um forte empurrão vindo do mesmo.

Ele retirou as pressas a