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Reflexões sobre o Salmo 139

Texto: Salmo 139

Introdução
- É considerado por estudiosos o mais belo dos salmos. Destaca-se pelo seu aspecto literário,
mas é mais bem entendido em forma de oração.
- O salmista nesse texto descreve sua humilde caminhada com Deus e compartilha de seu
conhecimento experimental com o Senhor.

1 – A onisciência de Deus – 139.1-6


O salmista está absolutamente maravilhado com o fato de Deus ter conhecimento de tudo que
acontece com ele.
(1) Deus o sondou, examinou cuidadosamente os seus motivos.
(2) O assentar e o levantar, isto é, toda a sua vida quer no seu descanso, quer enquanto está
trabalhando. Para a expressão De longe entendes meus pensamentos “meus pensamentos
enquanto ainda estão sendo formulados”.
(3) Cercas o meu andar e o meu deitar é mais bem traduzido como: “Quando caminho ou
quando descanso, sou esquadrinhado por ti”.
(4) Sem que haja uma palavra [...] eis que, ó Senhor, tudo conheces: “Deus não conhece
meramente a palavra falada que os homens podem ouvir, mas seu verdadeiro significado e os
pensamentos secretos que motivaram sua expressão”.
(5) Cercaste é a palavra usada para sitiar uma cidade. O salmista se vê cercado, envolvido, por
Deus. Tradução: “Tu me cercas por trás e pela frente, pondo tua mão sobre mim”.
(6) Ciência igual a essa está muito além da realização ou mesmo da compreensão do homem.

2 – A Onipresença de Deus – 139.7-12


- O Deus onisciente está presente em todos os lugares. Não é possível fugir dele. Seu Espírito e
sua presença são penetrantes (7). Nem céu acima nem Seol (o lugar dos mortos) estão fora dos
limites do Senhor (8). Nem as asas da alva nem as extremidades do mar (9) podem nos levar
além ou estar fora do alcance da destra de Deus para nos guiar e suster (10). As trevas não
podem me cobrir, porque mesmo a noite será luz ao redor de mim (11) e trevas e luz são [...] a
mesma coisa para Deus (12). A onipresença de Deus é uma das doutrinas claramente definidas
na teologia: “Por onipresença entendemos que Deus não está excluído de nada.” Tomás de
Aquino: “Deus está em todas as coisas, não como parte da sua essência, nem como um
acidente, mas como um agente está presente naquilo em que opera”, e acrescenta: “Deus
está presente em qualquer lugar onde houver uma manifestação do seu poder”.

3 – A sabedoria de Deus – 139.13-18


- Os teus olhos me viram a substância ainda informe. Duas ideias estão envolvidas no
pensamento do salmista aqui: o modo maravilhoso pelo qual ele foi criado, e a maneira pela qual
Deus já sabia tudo o que estava acontecendo no processo. Ele parece enfatizar este último fato
ao ver a mão de Deus penetrando em toda a sua vida. Este é na verdade outra característica da
personalidade do Pai. Ele não só sabe, mas cuida de cada processo.

4. O Controle Providencial de Deus (139.17-22)


- Consciente da vontade de Deus que permeia tudo, o salmista também está persuadido de que a
vontade de Deus é “boa, agradável e perfeita” (Rm 12.2).
- Os pensamentos de Deus em relação a ele são preciosos (17), e a soma deles é muito grande
(17), em maior número do que a areia (18). Quando acordo, ainda estou contigo pode ser
entendido: “Acordo do meu devaneio e ainda continuo escondido em ti”; ou, como traduz a
NVI: “Se terminasse de contá-los, eu ainda estaria contigo”. Nem o devaneio, nem o sono,
nem a própria morte pode separar a alma confiante do Senhor.

A providência que protege o justo condena e, finalmente, destrói o ímpio (19). Uma elevada
percepção da santidade de Deus resulta na profunda convicção de como é terrível o pecado.
Homens de sangue são homens de violência e homicidas. O salmista afirma, de maneira
veemente, o seu ranço pelos que aborrecem o Senhor e seus maus caminhos (21- 22).
Precisamos exercer cautela nesse ponto, para não confundirmos o ódio contra o mal com o
ódio contra as pessoas que cometem o mal. Uma coisa, no entanto, precisa continuar clara:
devemos amar a justiça e odiar o mal. Os cristãos, semelhantemente às pessoas do AT, não
devem perder a capacidade de exercitar a ira santa diante da maldade.

5. Uma Oração Final (139.23-24)


- A oração que conclui o salmo é uma das mais belas e significativas de todo o Saltério. Como se
estivesse consciente do perigo de que seu ódio contra o mal pudesse inconscientemente passar
para uma atitude que desagradasse a Deus, o salmista expõe seu coração ao Senhor.
- Prova-me e conhece os meus pensamentos (23) pode ser traduzido como: “Examine os meus
motivos” (Harrison). Vê se há em mim algum caminho mau (24) é literalmente: “algum caminho
de mágoa”, ou “algum caminho pernicioso”, “algum caminho que possa se tomar
detestável ou repugnante”. Não é que nosso autor suspeitasse da presença de impiedade
dentro dele. Seu temor é que na fraqueza ou no descuido ele possa ofender a Deus. Protegido do
caminho errado, ele almeja ser guiado pelo caminho eterno. Uma oração digna expressa os três
pedidos feitos aqui: 1) Sonda-me; 2) prova-me; e 3) guia-me.

Conclusão
Vídeo
Sonda-me (original) – Pesquise, busca, investigue
Prova-me – Me teste, me prove
Guia-me – Me lidere, me traga para o caminho eterno

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