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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ


CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA DE LOGÍSTICA E


GERÊNCIA DE MATERIAIS NO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

GUILHERME HENRIQUE WALTRICK NONATO


LUIS FELIPE AMARO VILELA
RUAN BEZERRA PEDRO
TAYLA FERREIRA ZANOTI

RESUMO: No seguinte trabalho dissertativo discorre-se sobre a importância da


matéria de logística e gerência de materiais na formação do engenheiro civil e a
relevância desse profissional qualificado na execução da obra no setor de
construção.
No decorrer desse estudo, apresentam-se características da disciplina e as
suas vantagens na prática.
Sabendo que o atual mercado visa o lucro, o engenheiro que demonstra
domínio da capacidade de melhorar toda a gestão e o custo da obra certamente
será aquele que terá maior espaço no mercado de trabalho.
O trabalho apresenta ações pontuais que permitem minimizar as falhas da
logística e gerência de materiais na construção civil.

Palavras-chave: Logística. Gerência de materiais. Estoque na obra. Mercado


de trabalho. Fluxo e transportes de materiais.

ABSTRACT: At this dissertative work, we talks about the importance of the class of
logistics and materials management in the formation of a civil engineer and the
relevance of qualified professional in the execution of the construction in the
construcion sector.
During this study, we present the discipline features and his advantages in
practice.
Knowing that the current market is to profit, the engineer who demonstrates
mastery of the ability to improve the overall management and the cost of the work will
certainly be the one who will have more space in the labor market.
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The paper presents specific actions that minimize the failures of logistics and
materials management in construction.

Keywords: Logistics. Materials management. Stock on site. Labor market. Flow and
material transport.

1. INTRODUÇÃO

Desde 2012, quando aconteceu o “boom” da economia brasileira, o setor da


construção atingiu também seu auge. Além da economia, um fato importante foi à
escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo, o que intensificou as obras no
país, então obras e obras foram surgindo em cada pedaço de terreno disponível.
Antes disso, a construção para evoluir precisava de profissionais capacitados
que pesquisassem e desenvolvessem métodos para que essas obras fossem
realizadas com eficiência, bom desempenho e tempo preciso. A partir daí nos
deparamos com a figura do engenheiro civil.
Dentro do setor de construção civil, foi necessária a busca de diferenciais que
trouxessem vantagens no mercado. A partir disso, a logística e a gerência de
materiais ganharam foco como principal ferramenta de competitividade, pois o seu
estudo tem o objetivo de facilitar o fluxo de produtos desde a aquisição da matéria-
prima até o ponto de consumo final, incluindo o gerenciamento do estoque na obra,
estudando a maneira mais viável tanto para o fluxo da obra como para a redução de
custos gerais. Essa é a grande importância da inclusão da matéria logística e
gerência de materiais na grade curricular do curso de engenharia civil.

2. PROBLEMATIZAÇÃO

Com o estudo da relevância da matéria de logística e gerência de materiais


na formação do engenheiro civil, iniciamos nossa problematização com a questão: e
se o engenheiro civil não tivesse capacidade de cuidar da logística da obra?
Imaginemos um profissional em atividade sem a habilidade de organizar,
planejar e coordenar a movimentação de materiais, certamente, à necessidade de
um responsável para esse setor surgiria, e assim o custo da obra aumentaria.
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A dimensão desse déficit do engenheiro no decorrer da obra poderia


desencadear a uma sequência de problemas que, verdadeiramente, atrasariam o
prazo da construção.
Um profissional da área de logística desenvolve habilidades e competências
em torno de um segmento cada vez mais voltado para os objetivos de organizar,
planejar e coordenar os fluxos de materiais, contudo possui habilidades diferentes
do conhecimento do engenheiro civil. Este certamente terá melhor visão para os
fluxos de materiais necessários para suprir o andamento da obra.

Figura 1 – Realidade da falta de logística.


Fonte: http://images.slideplayer.com.br/1/337265/slides/slide_3.jpg

3. A MATÉRIA DO CURSO

A matéria de Logística e Gerência de materiais é composta de muitos


assuntos importantes, alguns deles como o “Controle de estoques”, “Supply Chain
Management: distribuição e transporte” e “Compra e avaliação de fornecedores”.
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Aplicando em uma situação de trabalho do engenheiro, o mesmo é


responsável por passar ao proprietário da obra a melhor forma de estocar seus
materiais e assim planejar o canteiro de obra. Isto consiste na elaboração de um
projeto de construção mais eficaz, regulando o honorário do trabalhador para melhor
distribuição das tarefas. Além disso, a logística também estuda a forma de usar os
materiais nas suas melhores proporções para o respectivo serviço, pois para cada
obra varia a quantidade de cada produto.
Portanto, o engenheiro capacitado para tal serviço faz com que o estoque
seja organizado de maneira eficiente, evitando custos importunos no decorrer da
obra.
No setor de “Compra e avaliação de fornecedores” é importante a visão do
engenheiro em conhecer e avaliar a melhor forma de gastos, pois é de extrema valia
a qualidade do material a ser adquirido com os melhores preços. Tendo em vista
que toda obra busca qualidade e lucro, este levantamento é essencial para que os
objetivos sejam alcançados da melhor forma e em menor intervalo de tempo.
Para as construções de grandes portes é necessária uma empreiteira. Para a
contratação da mesma o engenheiro precisa avaliar e escolher qual conduzirá a
obra de maneira mais eficiente.
Esta área de atuação do engenheiro é de grande cuidado, é nesta etapa que
ocorre a maior parte do desperdício, perda de materiais pelo mau planejamento e
pela forma incorreta de transporte da carga até o canteiro de obra. Esses problemas
aparecem de diversas maneiras na obra, alguns deles são:
a) perda de materiais no transporte;
b) perdas por falha no dimensionamento de consumo de materiais
aglomerantes;
c) perdas por correções de trabalhos mal feitos ou com mão de obra baixa;
d) perdas por rupturas, quebras, ondulações, vazamentos, infiltrações,
realização errada de decaimento de nível, entre outros;
e) tempo perdido por correção de erros;
f) tempo gasto com equipamentos mal conduzidos e uma falta de
monitoramento;
g) compras feitas visando apenas o menor preço e não a qualidade;
h) contratação e seleção inadequada;
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i) atrasos que geram multas, custos financeiros, improvisos, horas a mais de


trabalho, entre outros;
É de fácil compreensão que a logística e a gerência de forma geral, é de
extrema necessidade para realização de uma obra fazendo-a ter bons resultados,
tempo eficiente, controle, organização, dentre vários benefícios. Um termo que se
enquadra muito bem quando se define logística é:

“A logística é o processo de planejar, programar e controlar, de


forma eficiente e econômica, o fluxo de suprimentos e em e o
fluxo de informações entes a todo o sistema desde a origem ao
destino final, objetivando o atendimento às necessidades dos
clientes.” (DIAS, 2005).

Em suma, concluímos que logística é a melhor forma de transportar os


materiais para o consumidor prezando sempre o planejamento, eficácia, economia
no transporte, correspondendo da melhor forma as expectativas do contratante que
espera ter seu produto entregue e com uma excelente qualidade. A figura abaixo
mostra de forma bem explicativa o processo de transporte de materiais:

Figura 2 - Adriano Aurélio R. et al. Contribuição da Logística na Indústria da


Construção Civil Brasileira. Revista Ciências Exatas, Taubaté, v.2, n. 1, 2008.

Outro fator presente na ementa da matéria consiste na compra e avaliação


dos fornecedores, um tópico de extrema importância pela tamanha expansão de
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mercado que temos hoje. Tal expansão acarreta a presença de mercados não
confiáveis, com produtos de baixa qualidade que podem prejudicar sua obra ou
então levar a obra de volta onde começou, ao chão. Eis que então surge mais uma
das muitas funções do responsável da obra, o engenheiro: a atribuição de analisar,
estudar, comparar e, quando necessário, fazer testes dos materiais a serem
adquiridos.
Além de fiscalizar a compra e a qualidade, o profissional gerencia os materiais
no andamento da obra, por exemplo, analisar o preparo do cimento e sua aplicação,
a melhor utilização de telhas e tijolos e madeiras, levando em conta o importante
fator da procedência dessa madeira, pois vivemos momentos drásticos com o
desmatamento no nosso país.
O engenheiro civil e presidente do Instituto Brasileiro de Auditoria de
Engenharia (Ibraeng), Marcio Soares da Rocha, explica “a prática do fiscal de obras
exige que ele tenha um bom conhecimento técnico das normas técnicas de
execução e projeto, bem como da legislação aplicável às obras e da legislação do
sistema Confea-Crea. Além disso, o fiscal precisa ser capacitado em relações
humanas para não complicar desnecessariamente as relações entre construtores e
contratantes".

Figura 3 – CARVALHO, Michele. Orçamento custo direto. Universidade de Brasília


(UNB). Brasília. 2013.
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O presidente da Ibraeng, além de citar a fiscalização de obra também enfatiza


a relação profissional e contratante. Tal relação que muitas vezes acaba em
discórdia no decorrer da obra, pois uma ideia mal planejada, uma orientação mal
efetuada, pode causar grandes problemas, com isso o engenheiro deve ser o mais
claro possível, flexível e muito compreensível com os acontecimentos que possam
vim no passar do tempo.
O engenheiro deve fazer seu papel com honestidade. Diversos jornais de
grande expressão já trouxeram manchetes de empresas de construção conhecida
mundialmente que evidenciam a falta de comprometimento da mesma, como uma
notícia publicada no site da rede Globo, G1, sobre corrupção e negócios
fraudulentos: “Na justificativa do memorando, ainda segundo a reportagem, Corrêa
Costa diz que o pedido de acesso à informação foi feito por um repórter da revista Época
que já produziu ‘matérias sobre a empresa Odebrecht e um suposto envolvimento do ex-
presidente Lula em seus negócios internacionais’.”
Não é novidade ter empreiteiras neste sistema de corrupção, pois com a
expansão deste mercado e a movimentação intensa de dinheiro nesse meio, provoca a
concorrência e fraudes para concessões.
O maior roubo da história brasileira, Petrobrás, teve empreitas envolvidas:
“A Petrobrás e o Ministério Público Federal (MPF) ingressaram com uma ação judicial
contra a empreiteira Mendes Júnior, pedindo uma indenização de R$ 298 milhões, parte
de uma estratégia para recuperar recursos desviados [...]”, manchete do site da rede
Globo, G1.
Também esta a cargo do engenheiro analisar todo o terreno onde será realizada
a obra. O mesmo influencia totalmente na compra de materiais, por isso é necessário um
estudo preciso analisando qual será o melhor projeto a construir e a quantidade de
produtos a ser adquirido. O cálculo para quantidade de materiais deve ser o mais exato
possível, otimizando a obra para que não extrapole ou falte materiais para o bom
desenvolvimento da obra.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do que foi apresentado no artigo, é fácil notar que é mais do que
essencial a presença da matéria de Logística e Gerência de Materiais no curso de
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Engenharia Civil. Levando em consideração todas as outras matérias, cada uma tem
seu valor na graduação do profissional.
Concluímos que se o engenheiro não tiver conhecimento de tudo que foi
mostrado e demonstrado nas áreas, especificamente, de transporte de materiais e
estoque e organização no canteiro de obras, certamente ele irá se deparar com
diversos problemas na construção, como demonstramos no decorrer do trabalho:
gastos decorrentes de desperdício de materiais, tanto no transporte quanto no
estoque e armazenamento, problemas de gerenciamento e no fluxo na obra, falta de
organização e o consequente aumento de horas trabalhadas.

5. REFERÊNCIAS

BARBOSA, Adriano Aurélio R. et al. Contribuição da Logística na Indústria da


Construção Civil Brasileira. Revista Ciências Exatas, Taubaté, v.2, n. 1, 2008.
Disponível em <http://periodicos.unitau.br/ojs-
2.2/index.php/exatas/article/viewFile/707/667>. Acesso em: 15 jun. 2015.

CARVALHO, Michele. Orçamento custo direto. Universidade de Brasília (UNB).


Brasília. 2013. Disponível em <http://image.slidesharecdn.com/aula16-
oramentocustodireto-indireto4parte2e3-140702171858-phpapp01/95/aula-16-
oramento-custo-direto-indireto-4-parte-2-e-3-24-638.jpg?cb=1404321695>. Acesso
em: 15 jun. 2015.

CHOCIAY, Andrea. ORÇAMENTO, PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS.


2013. Disponível em <http://pt.slideshare.net/andreachociay/oramento-planejamento-
e-controle-de-obras>. Acesso em: 20 jun. 2015.

DACOL, Karina. Fiscal de obras públicas. 2012. Disponível em


<http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/192/fiscal-de-obras-publicas-segunda-
maior-autoridade-do-canteiro-288025-1.aspx>. Acesso em: 19 jun. 2015.

EDIÇÃO site globo G1. Petrobras move as primeiras ações judiciais contra
empresas da Lava Jato. Disponível em < http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-
jato/noticia/2015/05/petrobras-tenta-na-justica-recuperar-r-62-bi-de-prejuizo-com-
corrupcao.html>. Acesso em: 19 jun. 2015.
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EMENTÁRIO das disciplinas obrigatórias: Engenharia Civil. Disponível em


<http://www.utfpr.edu.br/campomourao/cursos/bacharelados/Ofertados-neste-
Campus/engenharia-civil-1/ementaengenhariacivil2010.pdf> Acesso em: 15 jun.
2015.

EQUIPE de Redação Ciências e Tecnologia. História da engenharia: A origem e a


evolução. Disponível em <https://cienciasetecnologia.com/historia-da-engenharia/>.
Acesso em: 15 jun. 2015.

SALOMÃO, Lucas. Itamaraty diz que vai liberar acesso a documentos sobre
Odebrecht. Disponível em <http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/06/itamaraty-diz-
que-vai-liberar-acesso-documentos-sobre-odebrecht.html>. Acesso em: 19 jun. 2015

VIERA, Helio Flavio. Logística Aplicada à Construção Civil: Como Melhorar o Fluxo
de Produção nas Obras. Pini LTDA. Disponível em
<http://pt.slideshare.net/asccaldas/logstica-aplicada-a-construo-civil-hlio-flavio-
vieira>. Acesso em: 18 jun. 2015.