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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

DISCIPLINA DE MANUTENÇÃO E ENSAIOS


PROFESSOR FERNANDO PIAZZA
ELÉTRICOS

ENSAIOS PARA VERIFICAÇÃO DO ISOLAMENTO EM CABOS

ENSAIO SEGUNDO MAN – MANUAL DE MANUTENÇÃO DO SISTEMA ITP 0933026-01

1. Terminologia e Conceitos

Cabo de Energia: conjunto de fios encordoados, isolados ou não entre si, podendo o conjunto ser isolado ou não.

Isolamento: conjunto da propriedades adquiridas por um elemento condutor ou conjunto de elementos


condutores, decorrentes de sua isolação, em sentido puramente quantitativo relacionado com a capacidade de
suportar as solicitações de origem elétrica, que vierem a ser impostas.

Mufla: caixa metálica ou não metálica destinada a conter e proteger os condutores de um cabo, nos pontos em
que estes devem ser ligados a outros condutores.

Mufla terminal: mufla destinada a selar a extremidade de um cabo e assegurar saída isolada para os condutores
do mesmo.

Blindagem: é utilizada para confinar o campo elétrico do cabo ao isolamento do condutor, além de servir como
proteção dos cabos conectados a linhas aéreas ou sujeitos a potenciais induzidos e oferecer segurança no
manuseio do cabo.

Corrente de Fuga: corrente num material isolante submetido a um gradiente de potencial menor do que sua
rigidez dielétrica.

Tensão de Isolamento: são as tensões para as quais o cabo foi projetado (V0 /V).

Circuito equivalente de uma cabo de energia:


XL
R

Ri Xc

Blindagem
XL ⇒ reatância indutiva do condutor do cabo;
R ⇒ resistência do condutor do cabo;
Ri ⇒ imperfeições do dielétrico;
XC ⇒ reatância capacitiva entre os condutores e sua respectiva blindagem;
Circuito simplificado equivalente de um cabo de energia:

Ri X

Como é analisado o isolamento do cabo de energia, pode-se considerar XL e R (parâmetros do condutor) como
desprezíveis em relação à Ri e XC (parâmetros do isolamento).
Quando aplica-se um tensão CA haverá uma corrente através do capacitor, causando perdas no dielétrico ou
ainda uma pequena corrente de fuga através da resistência de isolamento. Como a aplicação de corrente
contínua, só haverá a circulação de corrente de fuga através da resistência de isolamento.

A corrente total será a soma de três componentes: IC, IA, e IF, onde:

a) corrente capacitiva de carga (IC): é resultado da aplicação de uma tensão à capacitância do isolamento e função
do material isolante do cabo. Inicia com o valor muito alto e decai muito rápido e exponencialmente até zero, de
V −t
acordo com a equação: I C = × e RC . Esta corrente não é considerada para efeito de avaliação da condição
R
do isolamento.
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b) corrente de absorção dielétrica (IA): surge devido à polarização e acumulação de cargas elétricas no interior de
dielétricos imperfeitos, estando sujeito a uma tensão em CC. É dada pela seguinte equação:
I A = ∆V × C × D × t − n .

V
c) corrente de fuga (IF): o valor da corrente de fuga é determinado pela lei de Ohm, ou seja: I F = .
R
Como IC e IA decrescem com o decorrer do tempo, a corrente medida após um tempo suficiente para atingir a
estabilização, será a corrente de fuga IF. Após a estabilização, a corrente de fuga deve permanecer constante,
independente do tempo, para determinado valor de tensão aplicada ao isolamento.

Deste modo, pode-se afirmar que o isolamento do cabo ensaiado suporta o valor de tensão aplicada. Porém, se
houver um aumento contínuo de corrente de fuga, mantendo-se constante a tensão, possivelmente a isolação do
cabo estará com defeito, podendo ser perfurada se houver continuidade de aplicação de tensão.

CORRENTES PRESENTES NUM DIELÉTRICO SUBMETIDO A UMA TENSÃO EM CC


2. Materiais Necessários

Equipamento portátil para ensaio de tensão aplicada em CC (Hypot).

Termômetro e higrômetro.

Cronômetro.

3. Preparativos

O cabo ensaiado deverá estar com suas muflas terminais instaladas, pois assim todo o conjunto é testado. As
muflas devem estar limpas e secas a fim de evitar fugas superficiais de corrente.

A umidade relativa do ar não deve ser superior a 70%.

4. Ensaio de Tensão Aplicada em CC com Hypot

Este ensaio é aplicado em duas etapas:

a) Ensaio “corrente de fuga x tensão”.

b) Ensaio “corrente de fuga x tempo”, imediatamente após o primeiro.

No ensaio “corrente de fuga x tensão”, a tensão é elevada vagarosamente em degraus de 5kV ou 10kV dependendo
da tensão ou isolamento do cabo, registrando-se o nível de tensão e a corrente de fuga correspondente. É fornecido
o limite de aplicação da tensão, porém deve-se interromper o acréscimo de tensão no ponto em que a curva “corrente
de fuga x tensão” apresentou uma tendência à subida brusca.
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GRÁFICO “CORRENTE DE FUGA x TENSÃO”

Pela análise do gráfico, verifica-se que o segmento da curva entre os ponto A e B indica uma variação quase linear e
suave da corrente de fuga, significando que o isolamento está se comportando adequadamente. Ao atingir o ponto C,
verifica-se início de uma subida rápida da corrente.

Mesmo quando a tensão limite não foi atingida, em função do aparecimento do ponto C, antes desta tensão limite, os
aumentos de tensão devem ser interrompidos neste ponto.

5. Execução do Ensaio

Partindo-se do zero, eleva-se a tensão gradativamente até o valor do 10 degrau, num tempo igual a 30 segundos;

Aguarda-se, no mínimo, 1minuto para a estabilização da corrente, efetuando-se, em seguida, a leitura da corrente
de fuga. Plota-se o primeiro ponto no gráfico;

Eleva-se a tensão gradativamente até o valor do 20 degrau, num tempo igual a 30 segundos;

Aguarda-se, novamente, 1minuto para a estabilização da corrente, efetuando-se, em seguida, a leitura da


corrente de fuga. Plota-se o segundo ponto no gráfico;

Repete-se a seqüência acima até atingir o valor de tensão limite de ensaio estabelecido;

Imediatamente após ser atingida a tensão de ensaio ou o ponto “C”, sem aguardar a estabilização da corrente,
efetuar a leitura desta última e plota-se o valor encontrado;

Mantendo-se fixa a tensão, efetuar leitura de corrente de 1 em 1 minuto até 10 minutos. Plota-se cada valor no
gráfico “corrente de fuga x tempo”;

Após cada 10 minutos, reduz-se a tensão até zero. Aguarda-se alguns minutos para que seja descarregada a
energia contida no cabo;

Por medida de segurança, aterra-se o cabo para a eliminação de eventuais cargas residuais.

6. Análise dos Resultados

Este ensaio é feito para uma avaliação comparativa de ensaios atuais com anteriores. A curva “corrente de fuga x
tempo” quando apresentar sinais de elevação, significará uma má condição do isolamento.

CABO COM ISOLAMENTO EM BOAS CONDIÇÕES CABO COM ISOLAMENTO DETERIORADO


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ENSAIO SEGUNDO ABNT – NBR 6813, e EB 2173

1. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO À TEMPERATURA AMBIENTE

A resistência de isolamento do cabo, referida ao comprimento de 1km, não deve ser inferior à calculada com a
fórmula, com a constante de isolamento (ki) especificada, como exemplo a cobertura XLPE tem ki=3700MΩkm,
para temperatura de 200C.

Existe um comprimento de cabo mínimo de 5m.

Para o cálculo da resistência de isolamento utiliza-se a seguinte fórmula:


D
k i × log10
RI = d ; onde:
l
RI ⇒ resistência de isolamento;
ki ⇒ constante de isolamento;
D ⇒ diâmetro sobre a cobertura, mm;
d ⇒ diâmetro sob a cobertura, mm.
Sob tensão elétrica CC, 300 a 500V, sendo o tempo mínimo 1 minuto e máximo 5 minutos.

A tensão é aplicada entre o condutor e a proteção metálica (blindagem), quando não houver a blindagem, aplicar
a tensão entre o condutor e a água (cabos imersos em água).

Este ensaio deve ser realizado após o ensaio de tensão aplicada em cabo submerso.

2. RESISTÊNCIA DE ISOLAMENTO À 900C

A resistência de isolamento do cabo, referida ao comprimento de 1km, não deve ser inferior à calculada com a
fórmula, com a constante de isolamento (ki) especificada, como exemplo a cobertura XLPE tem ki=3,7MΩkm, para
temperatura de 200C.

Existe um comprimento de cabo mínimo de 5m.

Utiliza-se a mesma fórmula utilizada para o cálculo da resistência de isolamento a temperatura ambiente

Sob tensão elétrica CC, 300 a 500V, sendo o tempo mínimo 1 minuto e máximo 5 minutos.

A tensão é aplicada entre o condutor e a proteção metálica (blindagem), quando não houver a blindagem, aplicar
a tensão entre o condutor e a água (cabos imersos em água).

Este ensaio deve ser realizado após o ensaio de tensão aplicada em cabo submerso.