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IESP – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DA PARAÍBA

ENGENHARIA CIVIL
SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO

JOÃO AUGUSTO MEIRELES NETO


LUCIANA DE SOUZA SILVA
RAFAEL MANOEL DA SILVA

SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO NA


CONSTRUÇÃO CIVIL

JOÃO PESSOA
2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................2
2 SEGURANÇA E HIGIENE NA CONSTRUÇÃO CIVIL..............................................3
2.1 Definições de Acidente, Risco e Perigo..................................................................3
2.2 Medidas de Controle para Redução dos Riscos....................................................4
3 PLANO DE SEGURANÇA E HIGIENE NA CONSTRUÇÃO CIVIL...........................6
3.1 Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho – PCMAT........................6
3.2 Programa de Prevenção e Riscos Ambientais – PPRA.........................................7
3.3 Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional............................................7
3.4 Normas Regulamentadoras....................................................................................8
3.5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA..........................................9
3.6 Serviço Especializado em Engenharia e em Medicina do Trabalho - SESMT.......9
4 MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA E SEGURANÇA NO TRABALHO.......11
4.1 Exames Médicos...................................................................................................11
4.2 Treinamentos........................................................................................................11
4.3 Prevenção de Acidentes.......................................................................................12
4.4 Avaliação de Riscos Ambientais...........................................................................12
4.4 Prestação de Primeiros Socorros.........................................................................13
4.6. Proteção e Combate a Incêndios.........................................................................13
4.7 Sinalizações de Segurança...................................................................................14
4.8 Ordem e Limpeza no Canteiro de Obras..............................................................14
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................16
6 REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOS.......................................................................17
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1 INTRODUÇÃO

Os conceitos de segurança e higiene no trabalho estão diretamente ligados


ao ambiente da construção civil, sendo de suma importância para a execução de
rotinas e procedimentos de trabalho. A segurança do trabalho compreende normas e
procedimentos adequados para proteger o trabalhador dos riscos e perigos
presentes no ambiente laboral, garantindo assim sua integridade física e mental. Já
a higiene do trabalho está ligada ao diagnóstico e à prevenção das doenças
ocupacionais, a partir do estudo e do controle do homem e seu ambiente de
trabalho, possuindo um caráter preventivo por promover a saúde e o conforto do
funcionário, evitando que ele se ausente do trabalho por motivos de doença
(SODRÉ, 2008).
Existem muito fatores presentes no local de trabalho que devem ser
analisados para poder garantir que os conceitos sejam devidamente aplicados. A
temperatura, a umidade, a iluminação e os ruídos são fatores que influenciam na
segurança e saúde do trabalhador (SODRÉ, 2008). A Iluminação inadequada afeta a
visão do trabalhador, que exposto em longo prazo a esta condição, pode vir a ter
problemas de saúde e assim ter seu desempenho prejudicado. Como também
exposição constante a ruídos além do permitido, que ocasionam diversos problemas
auditivos, levando até a perda da audição (SODRÉ, 2008). Além disso, temos certas
atividades e equipamentos utilizados que trazem riscos a vida do colaborador, como
a execução de trabalhos em altura elevada e o manuseio de ferramentas e
máquinas cortantes (SODRÉ, 2008).
É necessário estudar todos fatores e riscos para poder criar um plano de
ações que garantam a segurança e a saúde no ambiente de trabalho de forma
eficiente e satisfatória. Neste trabalho referente à disciplina de segurança e higiene
no trabalho, estaremos abordando mais conceitos e métodos sobre esse assunto.
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2 SEGURANÇA E HIGIENE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A segurança e higiene é uma das principais preocupações para aqueles que


atuam no setor da construção civil, onde o fluxo de pessoas em ambientes perigosos
e a sua interação com máquinas e equipamentos é direta e constante (SIENGE,
2016). De acordo com a última atualização do Anuário Estatístico da Previdência
Social, entre 2007 e 2013, foram registrados cinco milhões de acidentes de trabalho
no Brasil, colocando a construção civil como o quinto setor econômico com o maior
número de acidentes e o segundo mais letal aos trabalhadores (SIENGE, 2016).
Esses dados alarmantes são resultado da falta de treinamento e do uso adequado
de equipamentos de proteção em atividades nas obras de construção, onde a
maioria dessas atividades trazem riscos aos trabalhadores, como trabalho em altura
e a utilização de materiais, equipamentos e produtos químicos que são perigosos.

2.1 Definições de Acidente, Risco e Perigo

Pode-se definir o conceito de acidente do trabalho como a ocorrência pelo


exercício de trabalho a serviço da empresa, que causa lesão corporal ou
perturbação funcional que cause morte, perda ou redução da capacidade para o
trabalhador permanente ou temporária[CITATION Mir04 \l 1046 ].
acidente como sendo toda a redução ou perda da capacidade do trabalhador
em exercer sua função laboral em decorrência de fatores associados ao trabalho.
O risco pode ser definido como a exposição a determinado perigo, estando
diretamente associado ao mesmo. Segundo a norma OHSAS 18.001[ CITATION
OHS13 \l 1046 ], o perigo é toda fonte, situação ou ato com potencial para provocar
danos humanos em termos de lesão ou doença. Um bom exemplo dessa relação, é
que se há um determinado equipamento cuja utilização implica em uma atividade
perigosa, como por exemplo, uma serra circular, ela representa um perigo para a
função. Então se um trabalhador utiliza esse equipamento para exercer sua função,
ele está exposto ao perigo, estando assim sujeito ao risco.
Sem ocorrer perigo, não há riscos, pois eles estão diretamente associados.
Além disso, mesmo se houver o perigo, não necessariamente vai haver o risco, pois
é necessário que haja a exposição.
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Os perigos mais comuns na construção civil estão na fase de execução das


obras de engenharia, onde temos um grande fluxo de pessoas andando pelo
canteiro de obras, utilizando inúmeras máquinas e equipamentos perigosos, como
serras, furadeiras, ferramentas metálicas, etc. Além disso, o manuseio de diversos
materiais que se tornam perigosos devido às circunstâncias da obra, como barra de
aço, perfis metálicos e de madeira, e o próprio concreto que é muito utilizado.
O perigo é evidente na maioria das atividades exercidas na construção, não
podendo ser eliminado totalmente, por isso a melhor solução para garantir a
segurança de todos no canteiro, é a adoção de medidas para reduzir os riscos
associados a cada atividade.

2.2 Medidas de Controle para Redução dos Riscos

A Norma OHSAS 18.001[ CITATION OHS13 \l 1046 ] é uma norma de


Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (SGSSO) que visa proteger
e assegurar que os colaboradores de uma organização tenham um ambiente de
trabalho saudável e seguro. Traz conceitos técnicos sobre acidente, risco e perigo, e
determina medidas para diminuição dos riscos no ambiente de trabalho, assim como
medidas que visam garantir a saúde ocupacional.
Segundo a OHSAS 18.001[ CITATION OHS13 \l 1046 ], as medidas de
controle de riscos devem seguir a seguinte sequência hierárquica:

 Eliminação: deve ser feita a eliminação máxima de todos os possíveis riscos


no ambiente de trabalho, para garantir que nenhum tipo de acidente venha a
acontecer. Isso pode ser feito adotando diversos métodos e soluções, como
medidas preventivas de treinamento e conscientização dos trabalhadores, uso
de equipamentos de segurança e programas de controle de riscos, fiscalização
continua das condições de segurança no ambiente laboral, etc.;
 Substituição: adoção de novas tecnologias voltadas para a construção, que
visam garantir mais segurança para o trabalhador, como novos tipos de
equipamentos de segurança, máquinas e ferramentas mais modernas e menos
perigosas, e que ofereçam menos riscos;
 Controles de Engenharia: utilização de programas de controle e qualidade na
obra, planejamento prévio das condições de segurança na obra, fiscalização
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continua das atividades realizadas por técnicos responsáveis da área de


segurança, e verificação das normas para o uso de máquinas, equipamentos e
ferramentas adequados;
 Sinalização / alertas e/ou controle administrativos: uso de sinalizações no
ambiente de trabalho que forneçam ao funcionário informações sobre os riscos
naquele local, além de orientar sobre as devidas medidas de segurança a
serem tomadas na realização de cada atividade. O melhor exemplo disso é o
uso de placas, luzes de alerta e sinais sonoros adequados para cada função na
obra;
 Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva – EPI e EPC: o uso de
EPI’s torna cada um responsável pela própria segurança, quando há o
treinamento e a orientação sobre uso de cada equipamento, mas isso não
isenta a empresa da responsabilidade de estar fiscalizando o uso correto deles.
Já o uso dos EPC’s é uma responsabilidade da empresa, pois é uma medida
de segurança coletiva para todas as pessoas presentes no ambiente de
trabalho. São exemplos de Equipamentos de proteção coletiva as barreiras de
proteção, as fitas, placas e luzes sinalizadoras, etc.;
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3 PLANO DE SEGURANÇA E HIGIENE NA CONSTRUÇÃO CIVIL

3.1 Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho – PCMAT

O PCMAT é um programa organizacional que tem como objetivo a prevenção


dos riscos e a informação e treinamento dos operários que ajudarão a reduzir a
chance de acidentes, assim como diminuir as suas consequências quando são
produzidos.
Para que ele funcione, deverá ser colocado em prática um programa de
segurança e saúde obedecendo rigorosamente, às normas de segurança,
principalmente a NR 18 [CITATION Min78 \l 1046 ], havendo a integração entre a
segurança, o projeto e a execução de obras. Se necessária a realização de algumas
alterações na execução da obra, com relação ao que foi estabelecido anteriormente,
terão que ser estudados os aspectos de segurança e saúde, tomando as medidas
necessárias para que essas mudanças não gerem riscos imprevisíveis.
O programa visa garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores, definindo
atribuições, responsabilidades e autoridade ao pessoal que administra, desempenha
e verifica atividades que influenciem na segurança e que auxiliam no processo
produtivo. Além disso, deve fazer previsão dos riscos que derivam do processo de
execução das obras, determinar as medidas de proteção e prevenção que evitem
ações e situações de risco, aplicando técnicas de execução que reduzam ao
máximo possível esses riscos de acidentes e doenças.
De acordo com o item 18.3 da NR 18, o PCMAT:

 É obrigatória sua elaboração e cumprimento nos estabelecimentos com vinte


trabalhadores ou mais, contemplando os aspectos desta NR e outros
dispositivos complementares de segurança;
 Deverá contemplar as exigências contidas na NR 9 – Programa de Prevenção
e Riscos Ambientais – PPRA;
 Deve ser mantido no estabelecimento a disposição do órgão regional do
Ministério do Trabalho – MTB;
 Deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado na área
de Segurança no Trabalho;
 Sua implementação é de responsabilidade do empregador ou condomínio.
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3.2 Programa de Prevenção e Riscos Ambientais – PPRA

O PPRA é um programa integrante do PCMAT, com objetivos de preservação


da segurança e saúde dos trabalhadores e proteção ao meio ambiente e recursos
naturais. Ele deve ser elaborado seguindo uma estrutura formada por: planejamento,
Estratégia, metas, metodologia, prioridades, cronograma, levantamento de
dados, avaliação e comunicação.
Para implantação do PPRA deve ser considerada sua relação com os
aspectos administrativos, técnicos e legais.

Aspectos Administrativos:

 Estruturação do PPRA considerando os requisitos da NR 9;


 Programas de treinamento;
 Elaboração de registros de dados;
 Assessoramento técnico de procedimentos administrativos.

Aspectos Técnicos:

 Análise de projetos de novas instalações, métodos e processos;


 Reconhecimento dos riscos ambientais e avaliação quantitativa;
 Estabelecimento e assessoramento na implementação de medidas de controle.

Aspectos Legais:

 Interação com o PCMSO ou Programa de Controle Médico de Saúde


Ocupacional (PCMSO) e com as NRs;
 Assessoramento técnico às questões jurídicas.
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3.3 Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional - PCMSO

O PCMSO, cuja obrigatoriedade foi estabelecida pela NR-7[ CITATION


Min781 \l 1046 ], é um programa médico que deve ter caráter de prevenção,
rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho.
Todas as empresas, independentemente do número de empregados ou do grau de
risco de sua atividade, estão obrigadas a elaborar e implementar o PCMSO, que
deve ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores,
especialmente os riscos identificados nas avaliações previstas no PPRA.
Uma das suas diretrizes mais importantes é aquela que estabelece que
devam ser consideradas as questões incidentes tanto sobre o indivíduo como sobre
a coletividade de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico
(MIRANDA E DIAS, 2004).
A norma estabelece, ainda, o prazo e a periodicidade para a realização das
avaliações clínicas, assim como define os critérios para a execução e interpretação
dos exames médicos complementares (os indicadores biológicos).
O PCMSO deve ser coordenado por um médico, com especialização em
medicina do trabalho, que será o responsável pela execução do programa. Ao
empregador, por sua vez, compete garantir a elaboração e efetiva implementação do
programa, assim como zelar pela sua eficácia (MIRANDA E DIAS, 2004).

3.4 Normas Regulamentadoras

As Normas Regulamentadoras foram estabelecidas pela Portaria do Ministério


do Trabalho Nº 3214 de 08 de outubro de 1978, cada uma tratando sobre um
assunto de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho. O descumprimento destas
normas já caracteriza a negligência, portanto é um ato ilícito, podendo ser
penalizado judicialmente. O cumprimento destas normas depende em sua maioria
da empresa, e inúmeros itens dependem principalmente do pessoal em nível de
supervisão e da CIPA.
Das normas estabelecidas pela Portaria do MTb, as mais conhecidas são:

 NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA;


 NR 6 - Equipamento de Proteção Individual;
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 NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;


 NR 8 – Edificações;
 NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA;
 NR 10 - Instalação e Serviços em Eletricidade;
 NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção;
 NR 23 - Proteção contra Incêndios
 NR 35 – Trabalho em altura;

3.5 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem como objetivo observar e


relatar as condições e meio ambiente de trabalho, solicitar medidas para reduzir,
minimizar e eliminar os riscos existentes ou neutraliza-los, e orientar os funcionários
quanto à prevenção de acidentes (CONCEITOZEN, 2017).
A CIPA deve discutir, em conjunto com o Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, o SESMT, os acidentes
ocorridos no local de trabalho, encaminhando para gerência do empreendimento o
resultado da discussão, e assim solicitar medidas que previnam a ocorrência de
novos acidentes (CONCEITOZEN, 2017).
A empresa que possuir na mesma cidade um ou mais canteiros de obra ou
frentes de trabalho, com menos de setenta empregados deve organizar CIPA
centralizada. Ela será composta de representantes dos empregados e do
empregador, devendo ter pelo menos um representante titular e um suplente, por
grupo de até cinquenta empregados em cada canteiro de obra, respeitando-se a
paridade prevista na NR 5.

3.6 Serviço Especializado em Engenharia e em Medicina do


Trabalho - SESMT

O SESMT é um serviço de assistência médica ocupacional que tem o objetivo


de trabalhar na prevenção e no tratamento de doenças ocupacionais preservando
assim a saúde dos trabalhadores. A sua finalidade é avaliar as condições de
segurança dos setores de uma empresa e elaborar projetos de melhorias que vão
deixar o ambiente mais seguro e agradável para o trabalho (CONCEITOZEN, 2018).
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Com esse serviço as empresas disponibilizam de profissionais qualificados, e


que vão ficar dentro da própria empresa auxiliando os empregados sempre que
preciso com assistência médica, conforme determinação da NR 4.
O SESMT é corpo médico formado pelos seguintes profissionais:

 Médico do Trabalho: O profissional deve ter diploma além do diploma de


médico, curso de pós-graduação na área de medicina do trabalho ou fazer a
residência médica em alguma área que seja relacionada com a saúde do
trabalhador.
 Engenheiro de Segurança do Trabalho: O profissional deve ter graduação em
Engenharia ou Arquitetura e possuir pós-graduação em Engenharia de
Segurança do Trabalho;
 Enfermeiro do Trabalho;
 Técnico em Segurança do Trabalho;
 Auxiliar de Enfermagem do Trabalho.

Algumas empresas podem apresentar um serviço mais completo, podendo


possuir outros profissionais como psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas
ocupacionais. Além disso, o SESMT juntamente com a CIPA, é o responsável por
promover a SIPAT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho,
evento com o objetivo de mostrar aos trabalhadores a importância de se trabalhar
usando os equipamentos de segurança e de evitar atividades de risco sem
preparação (CONCEITOZEN, 2017).
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4 MEDIDAS PREVENTIVAS DE MEDICINA E SEGURANÇA NO


TRABALHO

4.1 Exames Médicos

Todos os funcionários devem ser submetidos aos exames médicos


admissional, periódico, de mudança de função, de retorno ao trabalho, por conta da
empresa, nas condições especificadas pela NR 7 da Portaria nº 3214/78 do
Ministério do Trabalho.

 Admissional: No ato da admissão do pessoal;


 Periódico: Os exames médicos devem ser renovados periodicamente,
considerando-se a natureza das atividades e/ou operações.
 Mudança de função: O exame médico de mudança de função deverá ser
realizado antes da data de mudança de função do funcionário.
 Retorno ao trabalho: O exame médico de retorno ao trabalho deverá ser
realizado no primeiro dia de volta ao trabalho de funcionário ausente por
período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente de
natureza ocupacional ou não;
 Demissional: Por ocasião da dispensa ou desligamento do funcionário.

Há ainda o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) que comprova as


condições adequadas de saúde do trabalhador, sendo emitido em duas vias pelo
Médico do Trabalho, sendo uma via entregue ao funcionário e outra deve ser
arquivada junto ao prontuário do empregado e deverá ficar na obra que o
empregado se encontra, a disposição dos órgãos de fiscalização (FIOCRUZ, 2018).

4.2 Treinamentos

Todos os empregados devem receber treinamento admissional e periódico,


visando garantir a execução de suas atividades com segurança (FIOCRUZ, 2018). O
treinamento deve ter carga horária mínima de 06 horas, ser ministrado dentro do
horário de trabalho, antes do trabalhador iniciar suas atividades, constando de:

 Informações sobre Condições e Meio Ambiente de Trabalho;


_
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 Riscos inerentes à função;


_

 Uso adequado dos equipamentos de proteção individual – EPI;


_

 Informações sobre os equipamentos de proteção coletiva – EPC, existentes no


_

canteiro de obra.
 O treinamento periódico deve ser ministrado sempre que for necessário; e no
início de cada fase da obra.

4.3 Prevenção de Acidentes

As inspeções de segurança no trabalho têm um caráter eminentemente


preventivo, tendo por objetivo detectar condições inseguras e/ou atos inseguros, os
quais indicam as providências necessárias para o controle e eliminação das
condições inseguras e a necessidade de reciclagem de treinamento (FIOCRUZ,
2018). Elas são classificadas como:

 Inspeção Diária de Segurança: É realizada diariamente pelo Técnico de


Segurança no Trabalho, onde a direção da obra tomará as medidas
necessárias para a eliminação de riscos apontados;
 Inspeção Prévia de Novas Frentes de Serviço: É realizada pelo SESMT e o
responsável pela nova frente de serviço, analisando-se as prováveis
interferências, métodos e procedimentos a serem adotados para eliminação ou
neutralização dos riscos;
 Inspeção Mensal: É realizada mediante calendário prévio, no interior das
áreas de serviço, com a participação do Engenheiro, SESMT e representante
da CIPA.
 Inspeção Técnica: É realizado pelo SESMT, quando serão inspecionados
equipamentos, materiais e ferramentas recebidas pelo empreendimento,
 Checklist de Segurança: É realizada pelo SESMT, trimestralmente, uma
avaliação geral das condições de segurança e qualidade de vida da obra.

4.4 Avaliação de Riscos Ambientais


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Nos ambientes de trabalho, os riscos ambientais existentes, capazes de


causar danos à saúde do trabalhador em função da sua natureza, concentração ou
intensidade e tempo de exposição, são classificados em:

 Riscos físicos: ruídos, vibrações, radiações, calor, frio, pressões anormais;


 Riscos químicos: substâncias corrosivas ou tóxicas, poeiras, gases tóxicos,
vapores;
 Riscos biológicos: bactérias, fungos, bolores, vírus;
 Riscos ergonômicos: levantamento de cargas excessivas, esforços
repetitivos, postura inadequada, esforço físico intenso;
 Riscos de acidente: arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos
defeituosos, falta de treinamentos, armazenamento inadequado, instalações
elétricas clandestinas.

A CIPA juntamente com o SESMT deve elaborar sinalizações identificando


cada um desses riscos no ambiente laboral, sendo o mais importante o Mapa de
riscos ambientais.

4.4 Prestação de Primeiros Socorros

Todo canteiro de obras deve ser equipado com material necessário à


prestação de primeiros socorros (FIOCRUZ, 2018).
Deverá pelo menos possuir uma pessoa com treinamento e conhecimento em
Primeiros Socorros (ferimentos, queimaduras em geral, intoxicação,
envenenamento, desmaios, convulsões, males súbitos, etc.) considerando-se as
características próprias da atividade desenvolvida (FIOCRUZ, 2018).
A prestação de serviços emergenciais de primeiros socorros ajuda a diminuir
a gravidade da lesão sofrida no acidente de trabalho. Os suprimentos a serem
utilizados devem ser guardados em local adequado e de fácil acesso, aos cuidados
de pessoa treinada para este fim (FIOCRUZ, 2018).

4.6. Proteção e Combate a Incêndios


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É obrigatória a adoção de medida que atendam, de forma eficaz e de acordo


com as diretrizes estabelecidas na NR 23[ CITATION Min782 \l 1046 ], às
necessidades de prevenção e combate a incêndio para os diversos setores,
atividades, máquinas e equipamentos do canteiro de obras. É necessário um
sistema de alarme eficiente capaz de dar sinais perceptíveis em todos os locais da
construção. Alguns cuidados devem ser tomados para evitar riscos de acidentes que
levem à focos de incêndios no local da obra, alguns deles são:

 É proibida a execução de serviços de soldagem e corte a quente nos locais


onde estejam depositadas, ainda que temporariamente, substâncias
combustíveis, inflamáveis e explosivas.
 Proibir fumar ou portar cigarros ou assemelhados acesos, ou qualquer outro
material que possa produzir faísca ou chama;
 Evitar nas proximidades, a execução de operação com risco de centelhamento,
inclusive por impacto entre peças;
 Instalar sistema de ventilação adequado para a retirada de mistura de gases,
vapores inflamáveis ou explosivos do ambiente;
 Utilizar sinalizações nos locais de acesso, como placas com a inscrição “Risco
_

de Incêndio” ou “Risco de Explosão”.

4.7 Sinalizações de Segurança

O canteiro de obras deverá ser sinalizado com o objetivo de identificar os


locais de apoio que compõem o canteiro de obras, indicando as saídas por meio de
dizeres ou setas, mantendo a comunicação através de avisos, cartazes ou similares,
e advertir sobre perigo de contato ou acionamento acidental com partes móveis das
máquinas ou equipamentos e quanto ao risco de queda (FIOCRUZ, 2018).
Além disso, as sinalizações devem alertar quanto à obrigatoriedade do uso de
EPI, específico para atividade executada, com a devida sinalização e advertência
próxima ao posto de trabalho; alertar os trabalhadores quanto ao isolamento das
áreas de transporte e circulação de materiais por grua, guincho e guindaste, e
acessos e circulação de veículos e equipamentos na obra; identificar locais com
substâncias tóxicas, corrosivas, inflamáveis, explosivas e radioativas (FIOCRUZ,
2018).
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4.8 Ordem e Limpeza no Canteiro de Obras

O canteiro de obra deve se apresentar organizado, limpo e desimpedido,


notadamente nas vias de circulação, passagens e escadarias, sem a presença de
entulhos ou quaisquer sobras de material, que devem ser regularmente coletados e
removidos. Por ocasião de sua remoção devem ser tomados cuidados especiais, de
forma a evitar poeira excessiva e eventuais riscos (FIOCRUZ, 2018).
É proibida a queima de lixo ou qualquer outro material no interior do canteiro
de obra, assim como manter lixo ou entulho acumulado ou exposto em locais
inadequados no canteiro de obra (FIOCRUZ, 2018).
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A indústria da construção civil é uma das áreas cuja preocupação com higiene
e principalmente com segurança é alarmante por englobar um grande número de
pessoas lidando com condições de riscos, com ferramentas e equipamentos cujo
manuseio requer atenção em uma intensa e constante interação todos os dias. O
risco é uma realidade presente aos trabalhadores desse setor. Diante dessa
realidade levantamos a bandeira de alerta quando diz respeito aos acidentes de
trabalho, podemos fazer uma análise das condições inseguras de trabalho e dos
trabalhadores desatentos visto que, muitas vezes as causas estão diretamente
associadas a negligencias das aplicações das normas de regulamentadoras de
segurança e higiene e também a falta de treinamentos dos operários.
Contudo, em meio a tantas discussões a respeito da segurança e higiene no
trabalho na construção civil fica evidente que por meio de um planejamento
integrado e uma boa gestão de riscos, é possível minimizar os problemas e evitar os
problemas futuros. A aplicação das normas e um bom treinamento são vitais.
Quando instruídos a respeito da grande importância do emprego dos equipamentos
de proteção individual os operários estarão menos propícios aos riscos, pois uma
vez treinados e bem conscientizados não mais resistirão a aplicação das normas de
segurança.
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6 REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICOS

MINISTÉRIO DO TRABALHO. Norma Regulamentadora Nº 18. Brasília, DF. 1978.


MINISTÉRIO DO TRABALHO. Norma Regulamentadora Nº 23. Brasília, DF. 1978.
MINISTÉRIO DO TRABALHO. Norma Regulamentadora Nº 7. Brasília, DF. 1978.
SODRÉ, C. Higiene e Segurança no Trabalho. São Paulo, 2008. Disponível em:
<http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/higiene-e-seguranca-no-
trabalho/26243/> . Acesso em: 21 mar. 2019.
MIRANDA, C. R.; DIAS, C. R. SCIELO. PPRA/PCMSO: auditoria, inspeção do
trabalho e controle social, São Paulo, SP, 2004. Disponivel em:
<https://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
311X2004000100039>. Acesso em: 23 mar. 2019.
TEMPLUM CONSULTORIA. OHSAS 18001. Templum Consultoria, 2013.
Disponivel em: <https://certificacaoiso.com.br/ohsas-18001>. Acesso em: 22 mar.
2019.

CONCEITOZEN. O que é SESMT?. São Paulo, 2017. Disponível em:


<https://www.conceitozen.com.br/o-que-e-sesmt.html>. Acesso em 23 mar. 2019.
SIENGE PLATAFORM. Segurança do Trabalho na Construção Civil. São Paulo,
2016. Disponível em: <https://www.sienge.com.br/blog/seguranca-do-trabalho-na-
construcao-civil>. Acesso em 21 mar. 2019.
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Segurança na Construção Civil. São Paulo, 2018.
Disponível em: <http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/manuais/construcao
%20civil/Seguranca%20na%20Construcao%20Civil.pdf> . Acesso em: 21 mar. 2019.