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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA
FACULDADE DE ENGENHARIA ELÉTRICA

MATERIAL DIDÁTICO PARA

A DISCIPLINA

DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

PROF: PAULO S. DE J. GAMA

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA;
1-Electric Power Distribution System Engineering,2nd Ed, Turan Gönen, (CRC
Press)

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UNIDADE 1 : CARGA E DEMANDA


O abastecimento energético recebido pelos consumidoresa das
concessionárias é a última etapa de um processo que se inicia com a
produção de energia pelas usinas geradoras, passa pelos sistemas de
transmissão e de distribuição e chega ao seu destino final que são os
consumidores . Nas figuras de 1.1 a a 1.1 d mostramos aspectos
técnicos e estruturais destes sistemas.

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Figura 1.1 a1 - Estrutura básica de um sistema elétrico.

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Figura 1.1 a2 - Estrutura básica de um sistema elétrico

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Figura 1.1 b - Estrutura tradicional de uma rede de energia


elétrica. [Fonte: Aneel].

Classificação:
Acima de 765 kV (UAT)
230kV<V≤765kV (EAT)
35 kV <V≤ 230kV (AT)
1 kV<V≤ 35 kV (MT)
V ≤ 1000 V (BT)

Figura 1.1.c Faixas de tensão de sistemas elétricos

Distribuição
(13,8 kV)
(132 ou 230 kV) (13,8 kV)
G

Geração Transmissão Distribuição

Fig. 1.1- d- Diagrama unifilar de um sistema elétrico


De uma forma geral podemos representar o sistema por DIAGRAMA DE BLOCOS .
como mostramos abaixo:

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ENERGIA PRIMÁRIA

► Hidráulica
► Térmica
► Nuclear
► Etc.

Geração

ENERGIA ELÉTRICA

► Tensão de Geração
► Transformação. para Tensão
de Transmissão

Consumidores em tensão de
Transmissão
transmissão

ENERGIA ELÉTRICA

Transformação da tensão de
transmissão para a tensão de
sub-transmissão.
Consumidores em tensão de subtransmissão

Distribuição Consumidores em tensão primária

Consumidores em tensão baixa tensão

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CONSIDERAÇÕES GERAIS :

Os consumidores solicitam o sistema de potencia através de sua carga, que


pode ser associada à potencia ativa, reativa ou aparente, ou mesmo à corrente de
cada usuário de sistema.

Constituindo o objetivo final de todo sistema de potencia, a carga exige uma


caracterização suficientemente detalhada para fornecer subsídios a todo
dimensionamento do sistema quer no aspecto operacional de uma rede existente,
quer no planejamento de um sistema futuro.

As cargas são classificadas conforme vários critérios (localização geográfica,


finalidade, continuidade de atendimento exigido, etc.) além de serem caracterizadas
por fatores que quantificam propriedades que influem na concepção e geração de
sistema elétrico que as suprem.

O conhecimento da grandeza e característica da carga está sempre voltada


para o futuro, pois tanto a geração, como o planejamento do sistema pressupõe o
quanto a rede será solicitada, definindo apenas no período de antecipação:

 Na operação: semanas, dias, horas ou minutos


 No planejamento: meses ou anos

Em ambos os casos são aplicados técnicas estatísticas de previsão que


conjugados com resultados de medições fazem com que se atinja o objetivo
almejado.

Como em qualquer tratamento estatístico a previsão de carga em termos de


cidades apresenta um índice de certeza muito maior que a nível de ruas ou mesmo
de bairros. Este fator influi nas tolerâncias presentes no sistema elétrico resultando
uma reserva diferente nos diversos estágios da rede. É interessante notar que este
fator corresponde de maneira inversa à confiabilidade exigida, por exemplo; uma
linha de transmissão exige uma alta confiabilidade, mas por outro lado a previsão de
seu carregamento é preciso quando comparado com uma rede secundaria de
distribuição cuja previsão de carga é bem menos rigorosa.

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Tipos de carga:

Usualmente as cargas são classificadas segundo quatro critérios:

a) Localização geográfica
b) Finalidade para o qual se destina
c) Sensibilidade
d) Efeito sobre o sistema

A) LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

De acordo com a zona de atendimento, tensão

Central – Urbana – Suburbana – Rural – Etc.

B) FINALIDADE PARA A QUAL SE DESTINA

Residencial – comercial – industrial – poderes públicos -serviços públicos –


iluminação pública – próprio de concessionária – rural.

C) SENSIBILIDADE

A interrupção no fornecimento de energia causa:

a) Para a concessionária

 Perda de receita
 Imagem da empresa é afetada de modo negativo

b) Para o consumidor

 Prejuízo direto devido à suspensão temporária das atividades que necessitam


de luz e força para realização.
 Danos indiretos advinhos da interrupção de um processo que se encontrava
em um adiantado estágio de evolução no momento de falta de energia,
ocasionando-se com isso perda de produção, matéria prima, etc. ex: fábrica
de cimento, processamento de dados, etc.

As conseqüências para as concessionárias e os prejuízos diretos são comuns


a todas interrupções enquanto os danos indiretos podem existir em vários graus,

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quando a classificação das cargas por critérios de sensibilidade que define três
grupos de cargas:

 Normais – quando ocorrem apenas os prejuízos na imagem e na receita da


empresa e danos diretos.
 Semi-sensíveis – quando existem danos indiretos além daqueles relativos a
cargas normais.
 Sensível – quando os prejuízos indiretos são bastante elevados.

c) Efeitos sobre o sistema:

As cargas podem causar perturbações ao sistema, conforme sejam sua


conexão e seu comportamento no ciclo de trabalho.

Assim, quanto à conexão elas podem ser:

 Monofásicas
 Trifásicas
 Bifásicas
 Monofásicas a três fios

E quanto ao ciclo de trabalho elas agrupam-se em:

 Transitórios cíclicas
 Transitórios acíclicas

Alguns autores designam por cargas especiais aquelas que causam


perturbações no sistema. Um exemplo típico é constituído por um forno monofásico
de grande porte conectado a um sistema trifásico.

Curvas de carga diária típica para as diferentes categorias.

Carga Residencial Típica

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Carga Comercial :

Carga de iluminação pública

Carga

T (h)

3 6 9 12 15 18 21 24

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Um sistema de distribuição é composto pela associação dos diversos tipos de


categorias ,consequentemente a curva de carga para o sistema distribuidor será a
composição ponto a ponto das curvas de cargas constituintes do sistema.

Carga ou Potência Instalada;

Carga ou potência instalada é a soma das potencias nominais de todos os


aparelhos elétricos ligados em uma instalação ou sistema.

Entende-se por potencia nominal aquela escrita na placa do aparelho ou


máquina.

Demanda:

As máquinas e aparelhos nem sempre absorvem a sua potencia nominal, por


exemplo uma lâmpada incandescente absorve menor potencia se o valor da tensão
for menor, que a tensão nominal que alimenta e , inversamente, se a tensão for
maior que a nominal,com isso o valor da carga solicitado poderá ser diferente que o
valor nominal .

Performances diferentes são apresentados para os diversos tipos de


equipamentos elétricos, logo um sistema que alimenta um conjunto de cargas
“enxerga” uma potencia alimentada que não é a potencia instalada dos sistema, e
esta potencia chamamos de demanda ou “potencia demandada”.

A demanda representa a carga realmente absorvida por um aparelho ou


sistema de uma dada potencia nominal em um determinado tempo. A demanda é,
portanto, uma carga média, apresentando a solicitação exigida em um dado
aparelho ou máquina elétrica durante certo tempo, a este intervalo de tempo
denominamos intervalo de demanda.

Demanda de um consumidor, sistema ou instalação: é a carga média


absorvida durante um intervalo de tempo especificado.

O intervalo de tempo padronizado no Brasil é de 15 minutos.

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demanda inst.

15 min

Unidade de demanda; W, VA, Amp. . tempo

Curva de demanda (D=D (t)): é a curva que associa as demandas com os


tempos correspondentes, num período especificado. Quando o período é um dia,
obtêm-se a curva diária de carga.

carga Curv

Demanda
Inst.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 t(h)

A energia é calculada pela soma de todos os degraus de demanda pela expressão :

Demanda máxima: é a maior demanda ocorrida num período especificado.


Nota-se que a demanda máxima além de ser função do período especificado,
também o é do “intervalo de demanda” adotado.

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Demanda instantânea: é o valor da demanda quando o intervalo de


demanda tende a zero.

Demanda média: é a média aritmética das demandas em um intervalo de


tempo especificado. Como em qualquer ocasião que se considera “demanda” deve-
se sempre ter estabelecido o intervalo de demanda para se definir uma “demanda
média”.

A demanda media Dm é calculada em um dado período dividindo-se a


energia total consumida pelo período considerado.

Portanto para um intervalo Tn,temos:

Dm= E / TN,onde:

Demanda diversificada e demanda máxima não coincidente de um conjunto


de cargas – considerando um conjunto de cargas com diferentes “curvas de cargas”
nota-se que as demandas máximas das curvas não ocorrem, em geral no mesmo
instante.A figura a seguir caracteriza esta situação onde temos três cargas A, B e C
respectivamente.

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Portanto a demanda máxima do conjunto normalmente não é a soma das


demandas máximas individuais. Isto leva a de definir:

Demanda máxima diversificada - do conjunto como sendo a relação entre a


soma das demandas de cada carga, no instante que ocorre a demanda máxima do
conjunto, e o número de cargas. Quando se consideram outros instantes, que não
do momento da máxima do conjunto essa relação denomina- se simplesmente de
demanda diversificada. (vide figura abaixo:).

FATORES QUE CARACTERIZAM A CARGA:

Fator de carga (fc) – é a relação entre a demanda média Dm e a

demanda máxima DM, logo fc ≤ 1.

fc = Dm / DM

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Fator de diversidade (fdiv) de um conjunto de cargas é a relação entre


a soma das demandas máximas individuais e a demanda máxima do conjunto. Com
isso:

fdiv = ∑Dmaxind ∕ Dmax conj

temos portanto que:

fdiv ≥ 1

TM1 – instante em que ocorre a demanda máxima da carga 1


D1 (t)
D1 (tm)

TM TM 1

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TM2 – Instante em que ocorre a demanda máxima de carga 2

DZ (t)

TMZ TM

Tm3 – instante em que ocorre a demanda máxima da carga 3

D3 (t)

TM3 TM

TM – instante em que ocorre a demanda máxima do conjunto (D M = D (TM)) do


sistema.

DM

TM

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Demanda Diversificada

Demanda máxima diversificada ( D Max div);

DMax div = D ( TM ) / 3

Onde D ( TM ) = D1 ( TM ) + D2 ( TM ) + D3 ( TM )

Demanda máxima não coincidente;

Dnc) = { D1 ( TM1 ) + D2 ( TM2 ) + D3 ( TM 3) } ∕ 3

Diversidade de carga ( LD) = ∑ Dmax ind. – Dmax conj.

LD = (Dmax nc – Dmax div.) x N onde N é o numero de cargas

Fator de coincidência (fcoi) de um conjunto de cargas: É o inverso do fator de


diversidade.

Fator de contribuição (fcon) de uma carga integrante de um conjunto: É a relação


entre a sua demanda no instante de ocorrência de demanda máxima do conjunto e,
a demanda máxima do conjunto. Este fator expressa a contribuição de cada carga
na composição da demanda máxima.

Fator de demanda de um sistema: é a relação entre a demanda máxima (Dm) e a


capacidade instalada (Ci) ou potencia instalada, ambas nas mesmas unidades.

Curva de perdas e fator de perdas: Definido um sistema e um intervalo de


demanda a ele está associada uma curva de demanda. De modo análogo neste
intervalo temos a curva de perdas para o sistema.A energia perdida será
determinada pela área sob a referida curva.O fator de perdas fp é definido por:

fp = perda media / perda máxima.

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Horas equivalente para perdas:

Define-se como “número de horas equivalentes” (H eq) o tempo (em horas) que o
sistema deveria operar com perda máxima para produzir o mesmo valor de perda
despendido durante o período (em horas), ou seja:

Ep = Pm x TN

Ep = PM x Heq

Pm x TN = PM x Heq

Como Pm = fp x PM

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UNIDADE 2 :CONSTITUIÇÃO DOS SISTEMAS . DE


DISTRIBUIÇÂO
2-1- Introdução
Apresentamos na figura abaixo o sistema elétrico interligado que abastece o Brasil
em quase a sua totalidade.

Fig 2-11

O sistema de distribuição está localizado nas proximidades dos centros de


consumo,temos a sua configuração básica mostrada nos esboços a seguir :

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Fig. 2.1.2

Fig. 2.1.3

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2-2-Partes componentes do Sistema de Distribuição;


Como se observa o Sistema de Disteribuição é constituído
estruturalmente por:
2.2.1-Subestações.
2.2.2-Redes de subtransmissão.
2.2.3-Redes de distribuiçao primária.
2.2.4-Redes de distribuiçao secundária.

2.2.1-Subestações( SE):
Considerações Gerais:

A finalidade principal de uma subestação, (SE), é interligar e/ou chavear


linhas que operam sob tensões iguais ou diferentes, contando no segundo caso,
com equipamentos que se ocupam em transformar a tensão a níveis convenientes.

Em ultimo analise, a subestação promove a irradiação do fluxo de potência,


de maneira conveniente para operação do sistema.

Do ponto de pista de análise de sistema elétrico de potência uma SE pode ser


representada por um diagrama que contém:

 As linhas que convergem para a SE


 As linhas que emergem da SE
 Os transformadores
 Os barramentos
 Os disjuntores
 As seccionadoras
 Os equipamentos de medição, e controle

Este diagrama é denominado unifilar e a disposição dos diversos


equipamentos nele apresentados, define o arranjo da SE.

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O estabelecimento do diagrama do diagrama unifilar mais conveniente


prende-se a uma otimização de fatores:

 Confiabilidade: capacidade de manter a continuidade de serviço


durante operações onde haja componentes com defeito.

 Flexibilidade operativa: definida como sendo a possiblidade de


adaptação à topologia exigida pelo sistema mediante operações simples e
rápidas.

 Facilidade de manutenção: contar com reserva e instalações


suficientes para que possa haver manutenções preventivas e corretivas com
segurança, mantendo a continuidade de serviço através da operação das
áreas não afetadas.

 Possiblidade de ampliação: em alguns casos a demanda


crescente exige que haja ampliações nas SE’S, de modo que a fase final da
obra deve ser realizada em plena operação da primeira. Em outros casos
uma SE a plena carga deve ter sua capacidade aumentada em vista de
expansões não previstas da carga. Em ambas ocasiões a SE deve contar
com uma reserva para expansão tanto em termos de espaço como
modulação ao esquema adotado. Isto define este fator.

 Custo – constituído de parcelas relativas ao custo de:

 Equipamentos Eletricos de alta tensão


 Estruturas
 Fundações e obras civis
 Movimento de terra
 Mão de obra para construção e montagem
 Equipamentos de medição, controle e proteção
 Rede aérea e malha de terra
 Cabalagem de força e controle
 E outros de menor relevância

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Vale notar que todos os aspectos apresentados podem de maneira objetiva


ou subjetiva serem expressos em termos de custo. Assim, por exemplo, a
confiabilidade pode ser quantizada através do prejuízo cansado por interrupção e
mediante índices de falhas pode-se associar período de interrupção a um arranjo de
SE e consequentemente o seu custo.

Mostramos em sequencia abaixo diversas imagens de transformadores e de


subestações de distribuição:

Fig 2.2.1.1

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Fig 2.2.1.2

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Fig 2.2.1.3

Fig 2.2.1.4

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Fig 2.2.1.5

Fig 2.2.1.6

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Fig 2.2.1.7

Fig 2.2.1.8

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Arranjos de subestação:
Normalmente os arranjos dos SE’S são classificados conforme a forma que

os barramentos da SE se apresentam. Assinam os principais tipos são:

 Barramento simples
 Barramentos simples seccionado
 Barramento duplo
 Barramento principal e transferência
 Barramento principal e transferência e reserva
 Barramento em anel
 Barramento duplo com disjuntor e meio.

Os quais passam a ser apresentados a seguir:

A ordem em que foram expostos, traduzem de certa forma, uma crescente


eficiência, ora com aumento da confiabilidade, ora da flexibilidade, sendo
acompanhado naturalmente por acréscimos de custos. Essa tonricidade não deve
ser tomada com muito rigor, pois a quantização dos aspectos envolvidos pode situar
a adequabilidade de um arranjo em limites de conveniência dependendo da
ponderação dos fatores em cada caso.

Fig 2.2.1.9; SE com barramento simples

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A figura acima representa o primeiro tipo de arranjo que a par da sua

simplicidade e economia apresenta o grande inconveniente de colocar toda a SE


fora de serviço, em caso de defeito em barramento. A manutenção de qualquer
dispositivo também surge como uma limitação, pois impõe que o elemento a ele
associado (LT ou transformador) saia de serviço durante a manutenção.

Esse esquema pode ser melhorado com o seccionamento do barramento com

um seccionador ou um disjuntor, possibilitando a operação de metade de SE, nos


casos que no primeiro esquema se perdia toda SE. Figura abaixo.

Fig 2.2.1.10; SE com barramento simples seccionado

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A duplicação do arranjo anterior constitui o tipo barramento duplo que


aumenta substancialmente e flexibilidade de manobras, confiabilidade e facilidade
de manutenção, conforme se pode observar na figura abaixo.

Fig 2.2.1.11; SE com barramento duplo

Nesse arranjo (que pode ser seccionado ou não) pode-se operar com
quaisquer conjuntos de LT’s ou transformadores no barramento auxiliar, permitindo
manutenção em disjuntores ou mesmo no barramento. Evidentemente o custo é
muito maior que o anterior, porém consegue-se uma grande redução nesse índice
em se abrindo mão de algumas facilidades desse esquema, para adotar o arranjo
“barramento principal e transferência” mostrado na figura a seguir.

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Fig 2.2.1.12 ; SE com barramento principal e transferencia

Também nesse caso é possível a manutenção de todos disjuntores, pois o


disjuntor entre os barramentos pode substituir qualquer um dos demais. O defeito
em barramento implica na perda de SE, podendo ser minimizado com
seccionamento (por chaves ou disjuntores) no barramento principal. ver figura a
seguir;

Fig 2.2.1.13 ; SE com barramento principal seccionado e transferencia

A introdução no esquema anterior de um barramento de reserva, que se pode


conectar através de uma seccionadora a todos os disjuntores dos bays, constitui
uma facilidade de grande valia, fazendo com que o defeito em barramento seja

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contornado e o seccionamento dispensado. Esse arranjo assim constituído chama-


se barramento principal, transferência e reserva e está apresentado na figura:

Reserva

Transf.

Principal

Fig 2.2.1.14 ; SE com barramento principal ,reserva e transferencia

O barramento de reserva pode ser incorporada no de transferência, através


de sua supressão e conecção das secionadoras a ele associados, com o
barramento principal, como na figura. Abaixo:

Fig 2.2.1.15 ; SE com barramento duplo a cinco seccionadoras

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O arranjo seguinte “em anel”, reúne várias vantagens pois além de permitir
manutenção em disjuntores ou até em seções de barramento com facilidade, exige
apenas um disjuntor por LT ou transformador e ele conectado, traduzindo-se em um
custo relativamente baixo diante de outros com mesmas facilidades. Também são
permitidas várias configurações de operação, possibilitando a interconecção de LT’s
ou transformadores adjacentes. O defeito em barramento é facilmente isolado neste
caso, prejudicando, no entanto a linha ou transformador que estava conectado no
trecho atingido. A figura a seguir apresenta esse arranjo.

Fig 2.2.1.16 ; SE com barramento em anel

Finalizando esta descrição dos tipos fundamentais de arranjos de SE’s vem o


“barramento duplo com disjuntor e meio” que reúne quase todas as vantagens de
barramento duplo a um custo inferior. Essa esquema é conseguido através de
conexão dos dois barramentos com 3 disjuntores em série, de modo tal que das
duas conexões centrais emergem 2 LT’s ou 1 LT e um transformador a seguir;.

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Fig 2.2.1.17 ; SE com barramento duplo disjuntor e meio

Observa-se que qualquer disjuntor ou barramento pode ser colocado em


manutenção preventiva ou corretiva sem que haja para isso qualquer interrupção
mesmo transitória, pois os elementos restantes se ocupam em constituir um
caminho paralelo que substitui o elemento em falta.

Subestação de subtransmissão, de distribuição e


estações transformadoras
Embora a função essencial seja transferir energia através da conexão de
redes elétricas de tensões diferentes, as subestações de subtransmissão,
distribuição e estações transformadoras, diferem substancialmente pelo porte e
complexidades presentes em cada uma.

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As SE’s de subtransmissão são responsáveis pela transmissão de blocos de


carga da ordem de 100 MVA, operando na tensão superior com tensões de 138 kV,
230 kV ou 500 kV e na tensão inferior com tensões de 34.5 kV,69 kV ou 138 kV .
Delas emergem várias linhas de subtransmissão, que geralmente operando em anel
aberto, atendem as SE’s de distribuição.

Pelo grau de confiabilidade que tais unidades devem oferecer, é freqüente


adotar-se critérios de projeto que permitam a continuidade de serviço durante
situações onde alguns tipos de equipamentos (inclusive transformadores) se
encontram defeituosos, e arranjos elaborados que permitam facilidades na
operação. Assim a capacidade transformadora de tais SE’s é usualmente
dimensionada de tal forma que a saída de operação de um dos transformadores, por
razoes de manutenção preventiva ou mesmo falha, não implique em perda de carga,
exigindo apenas um redespacho da carga através das unidades restantes que
poderão operar inclusive com níveis de sobre carga toleráveis.

Por outro lado as subestações de distribuição apresentam arranjos mais


simples e capacidades de transformação de menor vulto que as de subtransmissão.
Também os níveis de tensão envolvidos são menores, sendo freqüentes 138 kV, 69
kV e 34,5 kV na tensão superior AT e 13,8 kV na tensão inferior. Estas SE’s são
responsáveis pelo suprimento da rede primaria que se espalha por todos centros
consumidores. Embora uma SE de distribuição típica tenha duas ou três unidades
transformadoras de 15 a 30 MVA, existem SE’s que atendem a pequenas
localidades com um transformador de 2,5 a 7,5 MVA. Devido à pequena área de
influência dessas SE’s e aos freqüentes recursos de transferência de blocos de
carga, em tensão primaria, entre SE’s de distribuição adjancentes, os critérios de
continuidade de serviço são mais brandos, tolerando-se SE’s com barramento
simples, seccionado e classificando-se como de grande mérito um arranjo de barra
simples e transferência. Não obstante sempre que possível, persegue-se o mesmo
critério de operação, em condição de contingência mencionado acima, onde não se
deve perder carga quando um transformador se encontra fora de serviço. Neste
caso isto pode ser conseguido com a redistribuição de cargas nos transformadores
restantes e remanejamento na rede primária.

Finalmente, as estações transformadoras (ET) constituem o ultimo estágio de


transformação de tensão da energia elétrica, antes de entregá-lo ao consumidor de

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BT, que é a classe mais numerosa, representando, geralmente, a maior parcela do


consumo. Tais estações são montadas em postes, ou câmara subterrâneas
conforme a rede seja aérea ou subterrânea. Existem caso onde as ET’s são
abrigadas em compartimentos especiais de edifícios ou mesmo em construções
especialmente destinadas a esse fim, constituídas de cabinas de alvenaria
localizadas em jardins ou demais logradouros públicos.

As ET’s transformam a tensão primária, em geral 13,8 kV, em baixa tensão


220V/127V ou 380/220V conforme a região ,suprindo a rede secundária no
atendimento aos consumidores. Em geral seu arranjo é bastante simples:

Na rede aérea é composta por chve seccionadora com fusíveis que conecta o
transformador à rede primária, e este por sua vez se liga a rede secundária.

Na rede subterrânea, seccionadores (com ou sem fusíveis) conectam o


transformador à rede primária; o qual se liga
à secundária diretamente ou por chaves protetoras em redes em malha, a
simplicidade é compatível com o nível de carga que distribuem: 10 a 100 kVA na
rede aérea e algumas centenas de kVAs na network subterrânea, porém neste
ultimo uso admite-se contingência de transformador.

De modo geral uma ET de rede aérea é composta por um único


transformador monofásico ou trifásico conforme seja a conveniência do sistema e da
carga..

A Norma NTD-02 da CELPA apresenta os detalhes construtivos das estações


consumidoras ( Estações transformadoras) ,que os profissionais devem seguir
quando na elaboração dos seus projetos ou trabalhos relativos ao assunto.

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2.2.2-Redes de Subtransmissão
O transporte de energia entre SE’s de substransmissão/distribuição é
realizado por redes de subtransmissão, constituídas geralmente por circuitos aéreos,
operando sob tensão de 34,5 kV, 69 kV ou 138kV, percorrendo distancias de
dezenas de quilômetros.

Restrições presentes em grandes centros urbanos exigem, por vezes, a


adoção de circuitos subterrâneos de subtransmissão.

A topologia dos circuitos é radial ou em anel, porém a operação se faz


predominantemente em esquema radial, justificado pela facilidade do despacho , da
proteção .

Assim, as áreas que apresentam redes em anel, geralmente integradas por


cargas de maior importância, operam em anel aberto, contando, portanto com outras
opções de atendimento em situações de contingência.

Os cabos são dispostos em torres metálicas ou de concreto, quase sempre do


tipo ACSR formando circuito duplo. A escolha da bitola a ser utilizada obedece a
critérios econômicos e deve respeitar a critérios pré-estabelecidos de corrente e
tensão.

O projeto mecânico da linha define o espaçamento entre as torres de acordo


com as condições climáticas vigentes, cabo escolhido, etc. a altura do condutor ao
solo é especificada por norma e, é geralmente o elemento limitante do fluxo de
potencia que a linha pode transmitir. Com efeito, o compromisso que o projeto
estabelece, tem de um lado o número de torres que determina os tamanhos dos
vãos e consequentemente o aumento de flexa com o aumento da carga e, de outro a
capacidade transmissível das linhas que respeitados os critérios de tensão e
corrente máxima admissível pelo cabo, fica dependendo apenas da folga que a flexa
apresenta, diminuindo a distancia condutor solo.

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2.2.3-Redes de distribuiçao primária.


As redes primarias são constituídas por circuitos trifásicos ou monofásicos
desgnados por alimentadores que, emergem das SE’ s de distribuição através de
bays de saída constituídos por disjuntor, seccionadoras, e instalações para proteção
e medição. Além disso outros equipamentos, como chaves seccionadoras,
reguladores de tensão, bancos de capacitores, seccionalizadores e religadores
também podem integrar os sistemas de distribuição primária.

Os circuitos primários operar usualmente 13,8 kV carregando blocos de


potência de alguns MVA a distâncias da ordem de quilômetros. Ao longo do
percurso do alimentador são atendidos consumidores dessa tensão e estações
transformadoras de distribuição secundária.

Principais terminologias usadas em distribuição primaria.

 Rede aérea / alimentador aérea


 Rede subterrânea/alimentador subterrâneo
 Subestações.
 Disjuntor
 Chave basculante
 Chave seccionadora
 Chave corta-circuito
 Chave normalmente fechada
 Chave normalmente aberta
 Postes/estruturas
 Religador
 Seccionalizadora
 Etc.

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Redes aéreas e subterrâneas

 Radial
 Radial com socorro

É o tipo mais simples de rede radial. Que evolui em forma de arvore, cujo
tronco é chamado alimentador principal ou tronco e aos demais “ramos”, de ramais
ou laterais.

Evidentemente a confiabilidade desse arranjo é baixa, pois apesar de haver


seccionadores com fusíveis nas derivações dos ramais, um defeito na rede por tirar
todo o alimentador de serviço, e se tal falha for de caráter permanente o suprimento
de toda rede a jusante à primeira seccionadora imediatamente a montante do
defeito, será interrompido.

Radial com Socorro ou Recurso NF2 NF3

AL1
NA
5 NA
NF1 NA
6

NA
7 NF 8 NF 10
AL2
9 NF NF

Para minimizar os inconvenientes dos alimentadores radiai, usa-se o


esquema acima, pois ao terem áreas de suprimento interrompidas, que dependendo
do defeito serão bem pequenas.

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Alimentadores de uso exclusivo em sistemas


subterrâneos.

1) primário em anel.

O sistema primário em anel é apresentado na figura acima, este tipo de


sistema encerra o compromisso entre o elevado custo (disjuntores e proteção) e a
alta confiabilidade ele só é praticamente utilizado em áreas de cidades que
apresentam elevada densidade de carga.

2-Primário seletivo

NF NA NA NF

87
42

O primário seletivo caracteriza-se por oferecer uma opção de atendimento à carga ,


quando falha um dos alimentadores, pois o alimentador sã, assume a carga.

3-Spot – network

É o tipo de sistema que apresenta o maior grande confiabilidade e de custo mais


elevado, contam ainda com dois alimentadores que são fechados em paralelo pelo
secundário dos transformadores.

1
2

A
K

Network protector (protetor de redes

5 6
Quando ocorre uma falha no ponto K,
teremos um desligamento de A, 6, 1 e 3.

A rede de distribuição urbana é constituída pelas linhas de distribuição


primária e secundária e se inicia nas subestações abaixadoras, onde a
tensão da linha de subtransmissão é abaixada para valores
padronizados da rede primária (13,8kV; 34,5kV)

87
43

As linhas de distribuição primária alimentam diretamente as indústrias e


os prédios de grande porte (comerciais, institucionais e residenciais),
que possuem subestação abaixadora própria e as subestações que
abastecem a rede secundaria publica.. As figuras abaixo representam
o sistema básico de distribuição aérea.

87
44

87
45

Estrutura urbana com circuito primário,secundário e iluminação pública.

2.2.4-Redes de distribuiçao secundária.

Os consumidores em baixa tensão são atendidos por redes que podem


ser aéreas ou subterrâneas. No sistema CELPA o limite de atendimento
é de 75 KW de carga instalada ..As alimentações destes consumidores
é feita por circuitos que passaremos a descrever a seguir:

CIRCUITOS MONOFÁSICOS, BIFÁSICOS E TRIFÁSICOS

 Circuitos monofásicos são aqueles que são alimentados por


fase e neutro , por exemplo: circuitos para iluminação e
tomadas comuns.

 Circuitos bifásicos: são aqueles em que a alimentação é feita
utilizando-se duas fases e neutro

 Circuitos trifásicos: são aqueles que recebem como
alimentação três fasese neutro.
Apresentamos na figura abaixo varias

EXPRESSÕES PARA CALCULO DE CORRENTE EM CIRCUITOS MONOFÁSICOS,


BIFÁSICOS E TRIFÁSICOS

As expressões gerais da potência aparente para os circuitos


monofásicos, bifásicos e trifásicos são dadas por:

 Circuitos monofásicos: S = Vf . I

 Circuitos bifásicos: S = V . I

87
46

 Circuitos trifásicos: S = 3 V.I

 Onde;

Vf Tensão entre fase e neutro( tensão de fase).

V Tensão entrer fase e fase ( tensão de linha)

S Potencia aparente do equipamento em VA ,sempre lembrando


que esta é a potencia aparente que o equipamento retira da rede.

I Corrente de carga do equipamento.

Lembrando que ; S = P / cós θ

Onde ;P e a potencia ativa em Watt e cós θ é o fator de potencia da carga

Para o cálculo da corrente deve ser feito o estudo do fator de potencia para cada
carga.

Uma boa aproximação é usar os seguintes:

Circuito de iluminação usando apenas lâmpadas incandescente; cós θ =1

Circuito de iluminação em geral; cós θ =0,92

Circuito de ar condicionado; cós θ =0,85

Circuito de chuveiro elétrico; cós θ =1

-LIMITES PARA ALIMENTAÇÃO MONOFÁSICA, BIFÁSICA E TRIFÁSICA


DE CONSUMIDORES

A alimentação de um consumidor é determinada de acordo com o tipo


de carga que o mesmo possui e pela sua carga total instalada , que é a
soma de todas as potências nominais dos equipamentos (lâmpadas,
motores), incluindo as tomadas e para ligações trifásicas pelo calculo da
demanda. Os consumidores podem, então, ser classificados segundo o
seguinte critério:

87
47

 Consumidores monofásicos (F-N): carga total instalada de até


10 kW.

 Consumidores bifásicos (F-F-N): carga total instalada de até


15kW.

 Consumidores trifásicos (F-F-F-N): carga total instalada de até


75kW.

Consumidores com carga total instalada superior a 75kW


devem ser alimentados pela rede de média tensão e possuir subestação
abaixadora própria.

Quanto a configurações as redes secundarias podem ser:


Radial aérea

Radial subterrânea

Rede secundaria reticulada

87
48

Radial aérea;

São as redes publicas que estamos acostumados a ver em nossas cidades.O


diagrama abaixo mostra uma rede secundaria aérea;

Radial subterrânea;

São redes projetadas com cabos isolados protegidos por dutos e normalmente os
transformadores estão em camaras subterrâneas.

A figura abaixo mostra um sistema muito usado nos EUA, designado por undergroud
residential distribuition ( URD).

URD.

87
49

Trafo 1 Ø montados na superfície da terra

A figura abaixo mostra uma parte de rede sendo construída.

87
50

Secundário Reticulado

1.

As redes secundarias subterrâneas em malhas (network) são constituída por


um reticulado de cabos atendidos por varias câmaras transformadoras cujos
secundários se conectam através de chaves protetoras.

87
51

UNIDADE 3 : PLANEJAMENTO DE SISTEMAS DE


DISTRIBUIÇÃO-FLUXO DE POTÊNCIA

Para estudarmos as características operacionais de um sistema ,tais como


corrente ,tensões e potencia em cada parte temos que fazer a representação
adequada do sistema.Com isso lembraremos alguns modelos que representam
o sistema:

CIRCUITOS EQUIVALENTES PARA LINHAS

Representação das linhas

Considerações:

 As cargas que elas alimentam são equilibradas.


 Mesmo não apresentando espaçamento eqüilateral ou que não estejam
transpostas, a assimetria é pequena e as fases são consideradas em
equilíbrio.

a)Linha de transmissão curta.


1. Características:
1.1 Susceptância capacitiva total é tão pequena que pode ser omitida.
1.2 São linhas aéreas de 60hz com menos de 80km de extensão (valor
apenas para se ter uma idéia do comprimento, pois o que realmente
caracteriza a linha curta é a característica n° 1)
2. Circuito equivalente

ZL=(r + jx). ℓ Ic
Is

Fonte Vc
Vs Carga

87
52

Vs
ZIs

Vc
As linhas e redes de distribuição são consideradas bem representadas por este
modelo.

a) Linhas de comprimento médio


 O comprimento l está em geral no intervalo ; 80 ≤ ℓ ≤ 240 km
 Admitancia em paralelo, geralmente capacitiva pura é incluída.

Temos duas representações:

1. Representação T nominal.: quando toda a admitancia Y da linha é


considerada concentrada no meio da linha.

ZL/z
Is ZL/z Ic

Vs Vc

2. Representação nominal: é o circuito de uso mais frequente para se


representar linhas médias, e consiste em concentrarmos metade da
admitancia paralela, na extremidade da carga e a outra metade na
extremidade do ponto gerador.

87
53

Circuito equivalente nominal:

ZL
IS IC

Y/2 Y/2
VSs VRs

As equações de tensão s corrente para o circuito são:

Os circuitos T e não representam, rigorosamente a linha real, razão porque

em caso de dúvida sobre o comprimento da linha, deve-se usar o circuito

equivalente de linhas longas que é o exato. Os circuitos T e não são equivalentes

entre si, como pode ser verificação pela aplicação em ambos das equações de
transformação Y-Δ. Eles se aproximam mais entre si e ao circuito equivalente da
linha, quando esta é dividida em duas partes ou mais, cada qual, representada por

seu circuito nominal T ou , porém, nesse caso, o trabalho torna-se maior, devido

aos cálculos numéricos envolvidos.

b) Linhas longas

 O comprimento l geral é maior ou igual a 240 km


 Os parâmetros da linha não estão concentrados e sim uniformemente
distribuído ao longo da linha.

Circuito π equivalente:
IS Z’ IR

87
54

VS Y’/2 Y’/2
VR

Para uma posição x da rede, com origem na carga as equações para V e I


são:

Circuito Equivalente para Transformadores.

Em estudos de sistemas em regime permanente, despreza-se a corrente a


vazio dos transformadores uma vez que quando o mesmo já está energizado Io<<IN’
(a corrente a vazio do trafo é muito menor que a de sua operação nominal, logo
podemos desprezar o ramo paralelo, e com isso temos a conhecida representação
do trafo de dois enrolamentos na relação nominal

87
55

V1 aV22

Onde Z é a impedância dada por;

Z = j x onde x é a reatância em pu ,com as resistências dos bobinamentos


desprezadas e a é a relação de transformação..

DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADORES

1) Critérios Básicos

 Queda de tensão não superior ao valor prefixado


 Corrente máxima de cada trecho do alimentador não superior a admissível.
 Custo operacional anual mínimo, entendendo-se por custo operacional a
soma do custo anual de amortização da rede com o custo anual das perdas.

2) Definições

 Tensão máxima - é o maior valor eficaz da tensão num ponto ao sistema.


 Tensão mínima – é o menor valor eficaz da tensão num ponto do sistema.
 Tensão nominal – é o valor distribuído à tensão de um circuito ou sistema,
dentro de uma determinada classe de tensão com o propósito de designá-lo
convenientemente.
 Queda de tensão – é a diferença entre os valores eficazes máximo e mínimo
ao longo de linha.
 Queda de tensão percentual – é o valor da queda de tensão da linha
expressa como uma porcentagem da tensão nominal.

87
56

ΔV% =( (VM – Vm) / VN ) x 100

Onde:

VN= Tensão Nominal

VM = Tensão Máxima

Vm = Tensão Mínima

Alimentador radial com carga concentrada na


extremidade.
.

L é o comprimento do alimentador

S = P+j Q é a carga na extremidade

Z = r + j x Ω /km → impedancia especifica da linha

S
ℓ C

I
Vsf
S

Vcf
Vsf = Tensão na fonte entre fase e neutro

Vcf = tensa na carga entre fase e neutro

CÁLCULO DA QUEDA DE TENSÃO:

Vsf = Vcf + I . L. ( r + j x )l

87
57

Vsf

Vcf
x LI

r LI
I

Lembrar que dentro da raiz o termo é (Pr + Qx) / 3 Vnf e não é (Pr + Qa) / 3 Vnf

Como no limite temos

Vsf – Vcf = 0,05 Vnf pode-se conclui que o termo .((Px – Qr ) . l/ 3 Vnf) ² é desprezível,

Com isso:

Expressão geral da queda de


tensão de alimentadores
radiais com carga
concentrada.

87
58

Como:

P = S cos Ø e Q = S sen Ø

Designando-se K como queda de tensão especifica temos

A constante K é tabelada para diversos fatores de potencia e condutores e


tensão nominal.

A queda de tesão recomendada para os alimentadores é 5%.

Ou seja ΔV % = 5%.

CÁLCULO DA CORRENTE;

A corrente no alimentador é calculada pela expressão dos circuitos trifásicos;

I= S / 3 Vnom

Com o valor da corrente calculada se escolhe a bitola do cabo que


tenha capacidade de corrente igual ou maior que a corrente de carga.

Perdas no alimentador:

87
59

A perda de demanda p e de energia E no alimentador são


dadas por:

P = 3R I (t)2

E = pmu x T

E = fp x Perda máxima x T

E = fp x 3R Imax2 x T

Onde ;

T é o período de tempo de estudo.

No calculo do custo das perdas é usual em estudos de distribuição desprezar-


se a ´perda reativa com isso:

Cper = Custo da perda de energia + Custo da perda de demanda

Para o perfeito dimensionamento do alimentador deve ser atendido os três


critérios ;

Queda de tensão dentro do trecomendado

Corrente de carga em compatibilidade com a capacidade do cabo

Menor custo das perdas do cabo dentro do horizonte de planejamento.

ALIMENTADOR RADIAL COM CARGAS CONCENTRADAS AO LONGO DO


TRECHO;

ℓ6 (6) ℓ5 (5) ℓ4 (4) ℓ3 (3) (2) (1)


ℓ2 ℓ1

87
60

P’6 + jQ’6 P’5 + jQ’5 P’4 + jQ’4 P’3 + jQ’3 P’2 + jQ’2 P’1 + jQ’1

P6 + jQ6 P5 + jQ5 P4 + jQ4 P3 + jQ3 P2 + jQ2 P1 + jQ1

ℓi

I +1 P’i +jQi’ i
Qja’1

Cargas trifásicas equilibradas e constantes no tempo.

A queda de tensão nº ramo i+1, i que liga os nos i+1 a i será:

ΔVi+1,i = 100 . ( P’i ri + Q’i xi ) . li / V²nom

A queda de tensão total ΔV1% do nó n ao nó 1 será:

No caso particular que a bitola do condutor seja constante, tem-se:

r1 = r2 = ...ri = .... rn = r

x1 = x2 = ....xi = ... xn = x

e com isso:

Cálculo da Corrente:

Ic= S’n-1 / 3 Vnom

87
61

Ic= ( P’²n-1 + Q’²n-1 ) ½ / 3 Vnom

Pois a maior corrente que circula no alimentador é a do trecho n, n – 1.

IC < I admissível do caso.

Calculo de perda no alimentador

Em um trecho genérico i + 1 , i temos;

i+1 i

87
62

E a perda de demada máxima total no alimentador

Será:

A perda de energia será calculada pelo mesmo procedimento,isto é calculando-se a


energia perdida em cada trecho e fazendo~se a soma dos mesmos.

Alimentadores com carga uniformemente distribuída.

x dx


ℓ em kw

Carga distribuída: Pdis + Qdis MVA/Km

Para um alimentador com carga uniformemente distribuída ao longo de sua trajetória


temos as seguintes considerações:

1-È substituido por um alimentador com carga concentrada na sua extremidade com
a valor da carga reduzido á metade para efeito de calculo de queda de tensão .

Logo temos que o seu circuito equivalente será:

87
63

2- È substituido por um alimentador com carga concentrada na sua extremidade com


a valor da carga reduzido 1/ 3 do para efeito de calculo das perdas .

Logo o modelo equivalente p/ efeito de perdas será

Tabela para cálculo de queda de tensão em rede primária trifásica.

A planilha abaixo é muito utilizada o para cálculo de queda de tensão.

TRECHO CARGA CONDUTORES CONSTANTE QUEDA DE


K
TENSÃO

Designação Comprimento Distribuída Acumulada Total No Total


no fim do C/2+D trecho
trecho

A B C D E F G (BxExK) zh

H I

KM MVA MVA MVA AWG,M CM % %

87
64

Cálculo de queda de tensão em redes secundarias.

È usada a mesma planilha acima porém as distancias são medidas em hm e as


cargas medidas em kVA.

EXEMPLO:’

Aplicação: faça o calculo da queda de tensão para a rede secundaria mostrada na


figura abaixo:

g 0,8
.... - 1# 4 CA (4)

f 1,4 ---- 2 # 4 CA (4)

___ 3# 4 (4)
e 1,2
Cargas em KVA FATOR DE POT. = 0,80
TENSÃO 220 v
1,8

1,4
a T

d c b 2,4

0,2 1,8 2,4

TRECHO QUEDA DE TENSÃO

AC. Cont. No
Total CONDUTORES
Designação Comprimento Dist. Fim do k trecho Total
(c/2+D)*B
trecho eng

A B C D E F G H I

100 m KVA KVA KVAX100 N° AW (TON M % % %

T-a 0,30 - 13,4 4,02 3 # 4 (4) 0,31 1,25 1,25

a-b 0,80 2,4 4,4 4,49 3 # 4 (4) 0,31 1,39 2,64

b-c 0,30 - 2 0,6 0,95 0,57 3,21

c-d 0,30 - 0,2 0,06 2 # 4 (4) 0,95 0,057 3,27

a-e 0,90 1,8 3,4 3,87 3 # 4 (4) 0,31 1,19 2,44

e-f 0,30 - 2,2 0,66 1 # 4 (4) 1,9 1,25 3,69

87
65

- 0,40 - 0,8 0,32 1 # 4 (4) 1,9 0,61 4,30

TABELAS E DADOS DE CABOS USADOS EM REDES


ELETRICAS;
1- CABOS USADOS EM REDES AÉREAS NUAS
TABELA 1

CONDUTORES DE COBRE

SEÇÃO DO RESISTÊNCIA REATÂNCIA (ohms/km)


CONDUTOR (50°C)
BAIXA- ALTA-TENSÃO
OHMS/KM
Até 7,5 KV Até 15 KV
TENSÃO
AWG mm2 50 60 50 60 50 60
ciclos ciclos ciclos
ciclos ciclos ciclos
6 (F) 13,30 1,50 0,33 0,40 0,38 0,46 0,42 0,50
4 (7) 21,15 0,96 0,31 0,37 0,37 0,44 0,40 0,48
2 (7) 33,63 0,60 0,30 0,36 0,36 0,43 0,38 0,46
1/0 (7) 53,46 0,38 0,28 0,34 0,34 0,41 0,37 0,44
2/0 (7) 67,43 0,30 0,27 0,33 0,33 0,40 0,36 0,43
3/0 (7) 85,03 0,24 0,26 0,32 0,32 0,39 0,35 0,42
4/0 107,20 0,19 0,26 0,31 0,32 0,38 0,34 0,41
(19)
250 126,67 0,16 0,25 0,30 0,31 0,37 0,33 0,40
(19)
500 253,35 0,08 0,23 0,28 0,29 0,35 0,32 0,38
(19)
FONTE: Catálogo n° 5 – Pirelli – “fios e cabos de cobre nu”

87
66

TABELA 2

CONDUTORES DE ALUMÍNIO COM ALMA DE AÇO (ACSR) – USADO NAS LINHAS PRIMÁRIAS

SALÃO DO CORRENTES RESISTÊNCIA REATÂNCIA (ohms/km) CORRENTES


CONDUTOR MÁXIMAS (50° C) MÁXIMAS
AWG Formação
ADMISSÍVEIS Ohms/Km ADMISSÍVEIS
ou (AL X ATÉ 7,5 KV ATÉ 15 KV
(EMERGÊNCIA) (NORMAIS)
MC AÇO)
(A) (X) 50 60 50 60 Z (A) (XX)
M
ciclos ciclos ciclos ciclos em60
Equi
ciclos
4 6X1 140 1,39 0,38 0,46 0,41 0,49 1, 110
4738
2 6X1 180 0,88 0,36 0,43 0,39 0,47 0, 145
998
1/0 6X1 235 0,55 0,35 0,42 0,38 0,46 0, 195
767
2/0 6X1 270 0,44 0,34 0,41 0,37 0,44 0, 220
6222
3/0 6X1 310 0,35 0,34 0,41 0,36 0,43 0, 255
5544
4/0 6X1 350 0,27 0,33 0,40 0,36 0,43 0, 285
5077
266,8 26 X 1 450 0,22 0,30 0,36 0,33 0,40 0, 360
4565
366,4 26 X 1 525 0,17 0,29 0,35 0,32 0,38 0, 420
4163
Fonte: Eletrical Characteristics of ACSR – Alcoa
(X) – ambiente: 40° C – Elevação: 50/ C sobre o ambiente – emergência
(Xx) – jornal + ambiente 40° C – elevação: 30/ C sobre o ambiente

87
67

TABELA 3

CONDUTORES DE ALUMÍNIO PURO (A.A)


USADO NAS LINHAS SECUNDARIAS (B.T)

SEÇÃO DO REATÂNCIA (ohms/km)


CONDUTOR CORRENTES
RESISTÊNCIA
AWG Formação MÁXIMAS 50 60 Z (60)
(70° C)
ou (n° de fios) ADMISSÍVEIS ciclos ciclos
(OHMS/KM)
MCM (A) (X)
Equip.
4 7 105 1,64 0,32 0,38 1,68
2 7 140 1,02 0,30 0,36 1,08
1/0 7 190 0,65 0,28 0,34 0,73
2/0 7 220 0,53 0,27 0,33 0,62
3/0 7 255 0,39 0,27 0,32 0,50
4/0 19 300 0,33 0,26 0,31 0,45
266,8 19 345 0,26 0,25 0,30
336,4 19 405 0,20 0,24 0,29
Fonte: Kayser Aluminum Bus Conductor Technical Manual.
(X) ambiente: 40/ C – elevação: 30/ C sobre o ambiente

87
68

CONDUTORES DE COBRE

EXTRAÍDA DA TABELA 6 (CAT. N° 5 DA PIRELLI, PAG. 17)

CORRENTES ADMISSÍVEIS PARA DIFERENTES ELEVAÇÕES DE


TEMPERATURA NO CONDUTOR

CORRENTE EM ÁMPERES
CONDUTOR AUMENTO DE TEMPERATURA NO
CONDUTOR
Número Seção Número de 10° C 20° C 30° C 40° C 50° C
mm2 fios
6 13,30 1 57 80 97 110 121
4 21,15 7 78 109 133 152 167
2 33,63 7 106 147 179 205 226
1/0 53,46 7 143 199 242 275 305
2/0 67,43 7 166 230 281 320 354
3/0 85,03 7 192 267 326 370 412
4/0 107,20 19 223 310 378 430 479
250 126,67 19 245 347 423 482 534
500 253,35 19 388 540 659 750 834
NOTAS: 1) Os valores acima foram calculados para condutores com a superfície externa oxidada, estendidos ao
ar livre e expostos a um vento transversal com a velocidade de cerca de 2 km/hora.
2) O aumento de temperatura refere-se à elevação da temperatura do condutor acima do ambiente.
3) Temperatura máxima admissível no condutor: 80° C

2- CABOS USADOS EM REDES AÉREAS ISOLADAS

REDES PRIMARIAS ISOLADAS( SPACER)

87
69

CABO (mm2) CAPACIDADE DE CORRENTE( A) K ( ΔV%/ MVA.KM)

35 172 0,54

50 217 0,39

95 310 0,25

150 415 0,19

REDES SECUNDARIAS ISOLADAS( multiplex)

CABO (mm2) CAPACIDADE DE CORRENTE( A) K ( ΔV%/ KVA.hm)

3x 35+35 100 0,223

3x 70+70 157 0,119

3x120 +70 229 0,073

UNIDADE 4 : CAPACITORES EM SISTEMAS DE


DISTRIBUIÇÃO

87
70

Considerações gerais:

Os capacitores são aplicados nos sistemas elétricos de duas formas; ligados


em série, que denominamos compensação série e ligado em paralelo, denominada
compensação Shunt. Em ambas as aplicações os objetivos são; melhora do nível de
tensão redução das perdas e folga da capacidade do sistema.

Compensação série:

Neste caso a sua principal importância é reduzir a impedância total do


circuito, com isso é reduzida a queda de tensão e consequentemente melhorado o
nível de tensão na carga. O grande inconveniente da utilização dos capacitores em
série é a elevada correndo de curto circuito em conseqüência da redução da
impedância do trafego fonte carga. Esta elevada corrente provoca também o
aparecimento de sobre tensões indesejáveis no sistema. Portanto os sistemas
devem ser dotados de equipamentos de elevador, capacidade de ruptura MBI
compatível. Com isso sobem os custos da instalação.

A compensação série não é muito utilizada nos sistemas distribuição devido


os problemas de sobre-tensões que surgem quando de defeitos por exemplo vamos
analisar o seguinte problema:

Alimentador: 3 km
ACS 336,4 MCM
r = 0,19 Ω/km e x = 0,50 Ω/km
Zℓ = 3 (0,19 + j 0,5) = 0,57 + j 1,5 Ω
Se fizermos a compensação total teremos que:
Ze = - j 1,5 Ω
E a impedância equivalente será:
Zt = ze + zc = 0,57 Ω

No momento de um cinto trifásico no fim da linha teremos:

87
71

 é tensão

Como observamos é uma sobre tensão prejudicial ao sistema:

Compensação em derivação:

Contribuir para a diminuição seja da queda de tensão, seja das perdas, pela
redução da corrente que circula pelo alimentador, sem que se tenha problemas de
sobre tensões quando de defeitos. Define-se para a compensação derivada,
“flutuação de tensão pelo chaveamento de um banco” como sendo a variação da
tensão, no ponto de conexão do banco, quando do chaveamento do mesmo,
expressa em porcentagem, ou em por unidade, da tensão nominal do sistema.

Flutuação da tensão:

Sejam os circuitos abaixo:


RS xs RS

R R

vc

v
+ +
E x E x
- -

Banco de capacitores ligados Banco de capacitores desligados

i = tensão de alimentação do sistema em pu.

i' = tensão na carga com o banco de capacitores desligado

i = tensão na carga com o banco de capacitores ligado.

Zs = RS + j xs → xxxxxxxx entre xxxxxxx e carga em pu.

Z = r + jx → o ,, da carga em pu.

87
72

Z = -jxc = - imp do banco em pu.

J = g + jb – admitancia da carga (pu)

Jc= = admitancia do banco de capacitores

Teremos com o banco ligado: i=

I = Vx (y + yc)

E com isso:

I = b + i Zs = V [1 + Zs (y + yc)]

Ou seja:

Dando a flutuação de tensão, f é dado por

Acima é por demais laborioso, sendo oportuno der-se a algumas considerações:

 O sistema operando sem carga (y = 0)


 A tensão do gerador é a nominal (e = 1,0)
 A resistência da linha é nula (Zs = j)

Logo a flutuação será:

Como Wc = qc vnon = 1 pu Wc = q

E a potência de curtir do sistema é:

87
73

Normalmente é aceitável uma flutuação máxima é 3%.

Com isso calcula-se a capacidade máxima em MVA que podem ser injetadas
no sistema.

Diagramas Fasoriais

R xs I 1

+
Zload e
e
V1 Ixs

- θ
v1
I IR

Com R do sistema desprezível, sem o capacitor

e
Ixs

θ
v1’
I

87
74

Diagrama completo com capacitor inserido

R xs I’ 1 Ic

I
+

V Zload C
e
1c
-

Ic
e
θ θ

I’ IRz xsi'
V1’
(ILz – IC)
RI’
ILz
I

Observe-se se houver compensação plena o ângulo θ se anula.

87
75

Ampliação de capacitores alimentadores

Caso antes do capacito0072


SE
1
Z = R + jX

Onde;

S
Se: subestação

Z= impedância do alimentador que interliga o barramento da subestação ao


barramento 1, da carga

Com a instalação do capacitor, temos:

SE
1
Z = R + jX


Q°c

S°’ = S° - Q° c S°

S°’ = P + j Q – j Qc
S°’ = P +j (Q – Qc)

87
76

S’ =

A redução da demanda perdida será:

Quando há compensação pela, temos:

A energia perdida será calculada por:

87
77

UNIDADE 5 : REGULADORES EM SISTEMAS DE


DISTRIBUIÇÃO

REGULADORES DE TENSÃO

1. METODOLOGIA PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDO DE APLICAÇÃO DE


EQUIPAMENTOS DE REGULAÇÃO DE TENSÃO.

1.1 Reguladores de Tensão

1.1.1 – Condenações Gerais

O regulador de tensão é um auto-transformador com várias derivações no


enrolamento série, uma chave reversora de polaridade que permite adicionar ou
subtrair, a tensão do enrolamento série, é um controle automático, onde estão
localizados dos ajustes de novel de tensão, retardo de tempo e outros necessários à
operação do regulador. A figura 1 do anexo 1 ilustra os seus principais
componentes. Suas principais aplicações são nas subestações (onde a regulação
pode ser feita para toda a carga ou individualmente na saída de cada alimentador) e
em alimentadores longos, na maioria dos casos rurais.

Os reguladores de tensão corrigem a queda de tensão e reduzem a faixa de


variação de tensão do(s) alimentado(es) em que são instalados.

Sua instalação deve ser feita em pontos onde a tensão do alimentador em


carga máxima não atinja o limite inferior da faixa de variação de tensão permitida, e
que seja beneficiaria o maior número possível de consumidores levando em
consideração o crescimento da carga.

Quando a queda de tensão é excessiva uma regulação suplementar pode ser


feita pela instalação de outros reguladores, auto-boosters ou bancos de capacitores.
O número de bancos de reguladores em série é limitado pela capacidade térmica
dos condutores ou pelas perdas elétricas, sendo mais freqüente o uso de
reguladores em série em alimentadores rurais longos.

A figura 2 do anexo 1 ilustra uma aplicação pára correção de novéis de


tensão com o emprego de reguladores de tensão.

87
78

1.1.2 Localização

A localização de reguladores deve ser determinada através do perfil de


tensão do alimentador de modo que todo o sistema opere dentro das faixas
recomendadas pela portaria n° 047/78 do DNAEE, já levando em consideração o
crescimento de carga, conforme ilustrado na Figura 3 do anexo 1.

1.1.3 Escolha do regulador

Para a escolha de reguladores de tensão é necessário que a faixa de


regulação escolhida sejas suficiente para corrigir as variações de tensão no ponto de
instalação, e ainda compensar a queda de tensão do alimentador além do ponto de
sua instalação. A figura 4 do anexo 1 ilustra a sua melhor aplicação.

Os reguladores de tensão possuem uma faixa de regulação de tensão que


pode ser ajustada para os valores de ± 5%; ± 6,25%; ± 7,5% e ± 10%, sendo a
elevação ou redução de tensão feita através de 32 degraus (16 degraus para elevar
a 16 degraus para diminuir a tensão) de 5/8% cada um.

O cálculo das potências dos reguladores de tensão tipo de grau monofásicos


necessários para uma determinada aplicação é bastante simples, devendo-se
observar que:

a) A potência calculada de um regulador de tensão monofásico é o produto da


corrente de carga em ampéres pela faixa de regulação em Kv, ou seja.

Potência do regulador = corrente (ampéres) x faixa de regulação (Kv).

b) A faixa de regulação do regulador é a quantidade de elevação ou redução de


tensão introduzida pelo regulador. É usualmente expressa em porcentagem
ou em Kv.
c) A tensão nominal do regulador é a tensão de placa.
 Tipo do circuito (monofásico ou trifásico)
 Tensão nominal do circuito
 Potência aparente a regular
 Quantidade necessária da correção de tensão.

87
79

A figura 5 do anexo 1. Mostra um circuito simplificado do regulador de tensão,


onde se pode concluir que para uma máquina posição de aumento ou diminuição de
tensão, a faixa de regulação, em %, será:

Onde são respectivamente as tensões de entrada e saída do regulador:

então;

Onde:

% R = Máxima de regulação do regulador, em %. Fasico dividido por

Exemplo:

1) Dois reguladores ligados em delta-aberto devem regular um circuito trifásico a três


fios, com a tensão de 13.800 volts, 2.000 kVA e ± 10% regulação. Calcular a
potência desse banco.

Solução:

87
80

A regulação trifásica pode também ser obtida com a ligação em delta fechado.
Usando tal tipo de ligação a faixa de regulação é aproximadamente 50% maior que a
faixa de cada regulador individual. Isto é, quando instalados três reguladores
monofásicos, ± 10% de regulação, em delta fechado, a faixa de regulação do banco
trifásico é de aproximadamente ± 15%.

O diagrama fasorial de tensão da figura 8 do anexo 1 ilustra a relação 1,5


entre a faixa de regulação do banco e a dos reguladores individuais. A razão 1,5 não
é exata e sim extremamente aproximada para reguladores de tensão com menores
faixas de regulação. A figura 9 do anexo 1 mostra a variação percentual da tensão
de fase para diferentes tensões percentuais, nas posições de aumentar ou diminuir,
dos reguladores individuais.

Exemplo:

a) Para o exemplo 1, calcular a potência do banco de reguladores ligados em


delta fechado.

Solução:

Para determinar a regulação individual das unidades, a relação trifásica


precisa ser dividida por 1,5.

Então:

Cada regulador deve então ser de 77,28 kVA, 13.800 volts, 84 ampéres e ±
6,67% de faixa de regulação. Quando operado, a faixa de regulação resultante será
de ± 10%.

É importante observar que a redução da faixa de regulação possibilita aumentar a


capacidade do regulador, de acordo com a tabela abaixo:

VALORES PERCENTUAIS
Faixa de regulação 10 8,75 7,5 6,25 5
Corrente nominal 100 110 120 135 160

87
81

87
82

1.1.4 Tipos de Ligação

Um regulador de tensão pode regular um circuito monofásico ou uma fase de


um circuito trifásico.

Duas unidades ligadas em delta-aberto podem regular um circuito trifásico a 3


fios, delta, se ligados em delta. Podem também regular um circuito trifásico a 4 fios
em estrela. Multiaterrada, se ligados em estrela aterrada.

Três reguladores não devem ser ligados em estrela em circuito trifásico a 3


fios com neutro aterrado somenta na subestação pois haveria, provavelmente,
constante deslocamento do neutro devido a cargas ligadas entre / fase e neutro.

O quadro seguinte fornece indicação da regulação conseguida e do tipo de ligação


aconselhada em sistema trifásicos.

ESTRELA C/ NEUTRO ATERRADO ESTRELA C/ NEUTRO


SOMENTE NA SUBESTAÇÃO OU MULTIATERRADO 4 FIOS
DELTA – 3 FIOS
Ligação dos %da faixa de Ligação dos %de faixa da
reguladores regulação nominal reguladores regulação nominal

2 unidades em
100
delta aberto

3 unidades em 3 unidades em
150 100
delta fechado estrela aterrada

1.1.5 Controles do Regulador de Tensão

1.1.5.1 Descrição

Conforme já mencionado, o regulador de tensão é um auto-transformador


capaz de aumentar ou reduzir a sua tensão de saída, através da mudança
automática dos “taps”. O comando do mecanismo de comutação é feito através de
controles automáticos ou pela operação manual. O diagrama da figura abaixo
mostra o circuito do controle e a sua sequência de operação.

87
83

CIRCUITO DE
CONTROLE

a)
Tensão de saida do regulador

Transformador de Potencial

O transformador de potencial é conectado no lado de carga do regulador, e


tem como função principal a alimentação do circuito de controle com uma tensão
proporcional á de fase sendo que em alguns tipos alimenta também o motor de
mudança de “Tap”.

b) Transformador de Corrente

O transformador de corrente alimenta o circuito compensador de queda de


tensão com uma corrente proporcional à corrente de fase.

c) Compensador de Queda de Tensão (LDC)

O compensador de Queda de Tensão (LDC) é um componente do controle


que simula a impedância da linha desde o banco de reguladores, até o ponto de
regulação. Considerando um alimentador com carga concentrada, as figuras a
seguir ilustram o efeito da utilização do compensador da queda de tensão.

87
84

PERFIL DE TENSÃO DO ALIMENTADOR SEM A UTILIZAÇÃO DO LDC

ALIMENTADOR
V

CARGA MINÍMA
13,2 kV

CARGA MÁXIMA

13,2 kV

Sem a utilização do LDC a tensão de saída do regulador é mantida constante,


amenos da largura da faixa em qualquer condição de carga. No final do alimentador,
entretanto, haverá uma variação de tensão que dependerá da impedância do
alimentador e da variação da corrente em cargas máxima e mínima,
respectivamente.

ALIMENTADOR
R

14,1 kV

CARGA MÍNIMA
13,8 kV 13,8 Kv
CARGA MÁXIMA Variação de
tensão no final
do alimentador

PERFIL DE TENSÃO DO ALIMENTADOR COM A UTLIZAÇÃO DO LDC

A utilização do LDC permitirá reduzir a variação de tensão no final do


alimentador pela elevação da tensão na saída do regulador em condições de carga
máxima, equalizando e reduzindo a variação de tensão ao longo do alimentador.
Com a utilização do LDC, a tensão de saída do regulador não deverá ultrapassar a
máxima tensão permitida na rede primária.

87
85

A figura 10 do anexo 1 mostra a operação do LDC

O relé do nível de tensão comanda a operação do regulador, isto é, uma


mudança da tensão através do relé causa a atuação do regulador até que a tensão
no relé volte a seu valor predeterminado.

Se o transformador de potencial for ligado diretamente ao relé de nível de


tensão, a tensão de saída do regulador será vista diretamente pelo relé. Para o
regulador compensar a queda de tensão entre o regulador e um ponto
predeterminado (ponto de regulação) deve ser introduzida uma tensão entre o TP e
o relé de nível de tensão, proporcional à queda de tensão no alimentador, a qual
será subtraída da tensão do transformador de potência está é a função do LDC.

O relé de nível de tensão é ajustado para que com corrente de carga igual a
zero, a tensão de saída do regulador seja igual a tensão que se deseja no ponto de
regulação.

Levando em conta a relação de transformação dos transformadores de


corrente e potencial, os elementos R e X do LDC, são ajustados proporcionalmente
aos valores de R e X do alimentador assim ajustado manterá sempre o valor
predeterminado no ponto, de regulação.

A analogia entre o circuito do alimentador e o LDC é mostrada no diagrama


fasorial da figura 10 do anexo 1, onde:

VRO = Tensão de saída do regulador ou a tensão secundaria/do transformador de


potencial.

IL = Corrente do Alimentador ou a corrente no secundário/ do TC.

IL.RL = Queda de tensão na resistência do alimentador ou no elemento resistivo do


LDC.

IL.XL – Queda de tensão na reatância do alimentador ou no elemento reativo do LDC.

VR = É a tensão ponto de regulação ou a tensão no relé/do nível de tensão.

A figura 11 do anexo 1, ilustra um exemplo de utilização LDC.

d) Sensor de Tensão a Largura de Faixa.

87
86

O sensor de tensão recebe a tensão de saída do regulador e inicia a sua


operação. A tensão recebida pelo sensor é tensão de saída do regulador menos a
queda de tensão. Se a tensão vista pelo sensor está abaixo do valor ajustado, é
iniciada uma operação de elevação da tensão de saída do regulador; se a tensão
vista pelo sensor está acima do valor ajustado é iniciada uma operação para
redução da tensão de saída do regulador. A diferença entre o valor mais alto e mais
baixo das tensões ajustadas é definida como largura de faixa, e a tensão média
como nível de tensão. Os ajustes do sensor de tensão são mostrados na figura
abaixo:

A largura de faixa determinará a máxima queda de tensão do alimentador em


função da máxima variação de tensão/permissível para o mesmo, desde que o nível
de tensão/possa ser ajustado para qualquer valor.

Na figura 12 do anexo 1, está ilustrada uma aplicação dos ajustes, onde no 1°


caso o nível de tensão é ajustado em 131 volts e a largura de faixa em 4 volts. A
máxima queda de tensão permissível será então de 2,4% para que a faixa de
variação de tensão do alimentador seja mantida dentro dos limites pré-
estabelecidos. No segundo caso, a redução da largura de faixa para 2 volts e o
ajuste/no nível de tensão em 132 volts permitirão um aumento de queda de tensão
para 4,0% e consequentemente um maior carregamento do alimentador.

A redução excessiva da largura de faixa provocará um aumento do número de


operações do regulador, causando a redução da vida útil de seus contatos. Tanto
nos reguladores instalados em subestações quanto nos instalados em
alimentadores, a largura de faixa deve ser ajustada inicialmente em 2 volts (±1 volts).

Em geral, a largura de faixa não é utilizada para reduzir o número de


operações do regulador.

87
87

e) Retardo de Tempo

O retardo de tempo é utilizado para permitir ao regulador não operar nas


variações de tensão de curta duração. Para variações de tensão em intervalos
inferiores ao ajuste do retardo de tempo a operação do regulador é bloqueador,
permitindo a redução do número de operações.

Após a La. Mudança de “tap” o retardo de tempo não mais atua, sendo que
para as sucessivas mudanças o tempo gasto pelo regulador é de aproximadamente
6 segundos.

O tempo de retardo tem uma segunda função importantes: a coordenação de


dois mais reguladores e, série quando é necessário que o regulador mais próximo à
fonte de energia/responda mais depressa às variações de tensão para que se possa
evitar operações excessivas dos demais reguladores.

Exemplo:

Seja um regulador em que o retardo de tempo é ajustado em 30 segundos.


Se o valor de tensão ficar fora da faixa durante 154 segundos retornando para a mesma
e nela permanecendo por 15 segundos ou mais, o mecanismo de temporização volta à zero,
passando novamente a contar o tempo quando a tensão tornar a sair da faixa. Por outro lado,
suponha-se que foram verificados os seguintes tempos:

Tempo ajustado 30 segundos


Fora de faixa 15 segundos (+)
Volta a permanência na faixa 7 segundos
Novamente fora de faixa 10 segundos
Volta para a faixa 5 segundos
Fora de faixa 17 segundos
TOTAL 54 segundos

Tempo total fora da faixa: 42 – 12 = 30 segundos: o regulador atua. Verifica-


se que a atuação do regulador se deu somente após 54 segundos de ter a tensão
saído da faixa pela primeira vez.

87
88

1.1.5.2 Ajustes dos Controles do Regulador.


a) Nível de Tensão:

O nível de tensão deve ser ajustado para a tensão de fornecimento do


circuito, amenos que para possibilitar a determinação de R e X LDC, seja necessário
modificar este valor, como será mostrado nos parágrafos seguintes:

Largura de Faixa:

Tanto nos reguladores instalados na subestação, como nos instalados na


rede primaria, a largura de faixa deve ser ajustada inicialmente em 2 volts, a não ser
que seja necessária a modificação destes valores em função das características da
aplicação.

b) Retardo de tempo:

O ajuste do retardo de tempo deve ter em vista os seguintes objetivos.

 Permitir a coordenação da operação de reguladores em série, devendo os


reguladores mais distantes da fonte serem mais temporizados;
 Reduzir o número de operações;
 Permitir respostas mais rápidas do regulador em aplicações especiais.

Para os reguladores instalados nas saídas dos alimentadores recomenda-se


o ajuste de 30 segundos e para os instalados na rede de distribuição, em série com
aqueles, uma diferença mínima de 15 segundos na temporização. Em alguns caso,
poderá ser necessário aumentar o retardo do tempo, para reduzir o número de
operações.

c) Compensador de Queda de Tensão

A queda de tensão introduzida no circuito de controle do regulador pelo LDC


deve ser igual, na base de tensão do circuito do controle, à queda de tensão no
alimentador, entre o regulador e o ponto de regulação. Deve ser ressaltado, que a
máxima tensão no 1° transformador após o regulador não pode ultrapassar o limite
máximo fixado pela portaria n° 047 do DNAEE. Os valores a serem ajustados para R
e X são calculados considerando-se dois casos:

87
89

1° Caso:

Não existem derivações entre o regulador e o ponto de regulação.

Onde:

R = Valor do ajuste de R do regulador (V)

X = Valor do Ajuste de X do regulador: (V)

ITC = Corrente nominal do transformador de corrente do regulador (A).

N = Relação de transformação do transformador de potencial (tensão


primária/tensão secundária).

r = resistência do condutor (ohms/km).

x = Reatância do condutor (ohms/km)

d = Distância entre o regulador e o ponto da regulação em Km.

Exemplo:

Calculo o ajuste de R e X para a seguinte aplicação:

 Condutor 1/0 CAA (r = 0,65 ohm/km e x = 058 ohm/km)


 Distancia entre o regulador e o ponto de regulação: 5,0 km.
 Regulador 138 kVA, TC = 100A, RTC = 100/5 A N = 13.800/120 = 115

Solução:

87
90

2° Caso

Existem derivações entre o regulador e o ponto de regulação.

Quando existem derivações entre o regulador e o ponto de regulação, a


corrente que passa pelo TC é diferente da corrente no ponto de regulação, sendo
necessário modificar as equações dos ajustes de R e X para:

Onde:

Onde:

Re = Resistência efetiva do regulador ao ponto de regulação, ou valor de resistência


que multiplicado por Il dá uma queda de tensão de valor igual à queda resistiva no
ponto de regulação.

IL = Corrente no ponto de instalação do regulador.

IL1 = Corrente na 1ª seção (trecho entre o regulador e a primeira derivação) após o


regulador.

IL2 = Corrente na 2ª seção (trecho entre 1ª e 2ª derivação) após o regulador.

ILn = Corrente na ultima seção após o regulador.

r1 = Resistência do condutor na primeira seção (ohms/km).

d1 = comprimento da 1ª seção (os comprimentos das seções devem ser


considerados em dobro para circuitos monofásicos, devido à queda de tensão no
neutro).

n = Número de seções entre o regulador e o ponto de regulação.

87
91

Para o ajuste de x2, a equação será:

Onde:

Xe = reatância efetiva do regulador ao ponto de regulação ou valor de reatância que


multiplicado por II, dá uma queda de tensão de valor igual à queda reativa no ponto
de regulação.

Exemplo:

Calcular o ajuste de R e X para a seguinte aplicação.

Condutor: 1/0 CAA (r = 0,65 ohms/km e x = 0,58 ohms/km) distancia entre o


regulador e o ponto de regulação: 8,7 km.

Regulador: 138 kVA; ITC = 100A, RTC = 100/5A, TP = 13.800/120 = 115.

Ponto
1/0 – 2,5 Km 1/0 – 1,2 Km 1/0 – 5,0 Km
V de
Regulação

ILI = 100 A IL2 = 80A IL3 = 50A

FP = 0,85 FP = 0,85 FP = 0,85

87
92

Em alimentadores onde o cálculo de Re e Xe é muito trabalhoso, um


alternativa é medir a corrente e a tensão no ponto de instalação do regulador e
simultaneamente no ponto de regulação. A diferença entre os dois valores de tensão
será a queda de tensão entre os pontos medidos, ou.

Onde:

IL = Corrente no ponto de instalação do regulador (A).

QT = Queda de tensão entre os pontos medidos (V).

Ø = Ângulo do fator de potência do alimentador.

Conhecendo-se o valor médio da relação r/x do condutor entre o regulador e o


ponto de regulação, a equação acima pode ser resolvida R e e Xe, como abaixo:

O valor médio de r/x é dado por:

1/0
1/0 CAA
– 1,2 Km 2 CAA 4 CAA Ponto de
V regulação

d1 d2 d3
r1 x1 r2 x2 r3 x3

1.1.6 Operação em série de reguladores

87
93

1.1.6.1 Número e tipo de equipamentos se série

Os reguladores instalados ao longo dos alimentadores primário, corrigem a


queda de tensão excessiva e reduzem a faixa de regulação desse alimentador. Eles
são localizados em pontos onde a tensão do alimentador na hora da carga máxima
cai baixo de um mínimo valor permissível, já se levando em consideração o
crescimento da carga. A figura 13 do anexo 1 um regulador levando em
consideração o perfil de tensão e a queda de tensão excessiva na hora da carga
máxima. Esta figura ilustra o caso em que o aumento de tensão era necessário. Em
alguns alimentadores uma diminuição de tensão é necessária, quando esse
alimentador contém diversos bancos fixos de capacitores shunt e uma tensão maior
do que a máxima permissível ocorre durante as condições de carga leve.

Reguladores suplementares podem ser instaladas em série ao longo de um


alimentador, mas o seu número é limitado pela capacidade térmica dos condutores
ou pelas perdas elétricas.

Em alimentadores longos pode ser necessário a instalação de dois bancos de


reguladores e alguns vezes três em série, sendo este o número máximo
recomendável. Onde um ou dois reguladores suplementares em série são
necessários um aumento fixo de tensão deve ser analisado em vez de se usar um 3°
banco de reguladores. Isto é possível se o aumento de tensão fixo não ultrapassar
os limites máximos de tensão durante as condições de carga mínima. O aumento
fixo de tensão pode ser obtido com uma mudança de “tap” dos transformadores de
distribuição ou pela utilização de capacitores.

1.1.6.2 Coordenação dos Retardos de Tempo

A coordenação de dois o mais reguladores em série, é conseguida quando o


regulador mais próximo à fonte de energia responde mais depressa às variações de
tensão, de sorte a evitar operações excessivas dos demais reguladores. Em relação
à fonte de energia, cada regulador deve atuar mais lentamente que o anterior e mais
rapidamente que o posterior. Três reguladores em serie podem sempre ser
coordenados sem dificuldades pelo ajuste do retarde de tempo dos reguladores de
forma que haja uma diferença de pelo menos 10 (dez) e preferencialmente 15
(quinze) segundos entre reguladores adjecentes, conforme mostra a figura abaixo:

87
94
T1 T2 T3
SE I 2 3
T2 = T1 ↑ 15 T3 = T2 + 15
= T1 + 30

Se for necessário reduzir o número de operações do regulador da


subestação, os ajustes do retardo de tempo deste e dos outros reguladores devem
ser aumentados.

1.1.7 Operação em série com Capacitores

A aplicação de reguladores em série, ou reguladores em série com


capacitação requer a coordenação entre esses equipamentos para a operação de
um não cause a operação do outro, resultado maior resgaste dos contatos. Como
regra geral para equipamentos de regulação instalados em um mesmo alimentador,
a operação de uma unidade não deverá causar mudança de tensão na outra, maior
do que a largura da faixa desta unidade. Esta regra não é sempre possível de ser
aplicada quando reguladores e capacitores são instalados no mesmo alimentador,
face a variação de tensão relativamente alta causada pela operação dos bancos de
capacitores. Entretanto, devido a largura de faixa dos comandos de bancos de
capacitores serem sempre maior ldo que as dos reguladores e das poucas
operações diárias dos bancos de capacitores automáticos, a operação dos
reguladores determinada pelos capacitores não é considerada critica.

1.1.7.1 Reguladores e Capacitores Fixos.

Os capacitores fixos instalados entre a fonte e o regulador não apresentam


problemas de coordenação. Se os capacitores são instalados no lado da carga, a
corrente capacitiva fluindo no circuito do LDC afeta os ajustes, sendo necessários
algumas correções para compensar este efeito.

a) Capacitores Fixos Localizados no ponto de Regulação ou além dele.

Se não existem derivações ou carga instalada entre o regulador e o ponto de


regulação os ajustes de R e X são determinados sem considerar o efeito dos
capacitores porque as quedas de tensão no alimentador e no circuito do LDC,
devido a corrente capacitiva serão iguais.

87
95

Se existem derivações no trecho entre o regulador e o ponto de regulação, as


equações anteriormente definidas para o cálculo de R e X serão modificados para
introduzir o efeito da corrente capacitiva, IC da seguinte forma.

Onde:

IC = Corrente devida aos capacitores, em Amperes

Um outro método de corrigir o efeito dos capacitores, normalmente o mais


empregado, é determinar os ajustes de R e X como se não houvesse os capacitores,
e modificar o nível de tensão, como mostrado na equação abaixo:

Onde:

XA = Reatância, desde o regulador ao ponto de regulação considerando os


capacitores.

XE = reatância efetiva calculada sem considerar a corrente capacitiva.

KI = Razão da corrente do banco de capacitores pela corrente nominal primaria do


TC.

VR (novo) = Tensão com capacitores

VR (anterior) = tensão sem capacitores

Exemplo:

87
96

Calcular as modificações necessárias nos ajustes do regulador, (cálculos


anteriormente), se 600 KVAr em capacitores fixos são instalados no ponto de
regulação. A tensão nominal do regulador é de 120 volts referida ao secundário do
TP.

O ajuste inicial do novel de tensão é 100% e o fator de potência do


alimentador é 0,85 sem capacitores.

1° Caso:

Considerando quem a modificação será em R e X.

Calculo da corrente resultante nas seções.

Calculo de R e X.

87
97

2° Caso:

Considerando a redução do nível de tensão.

b) Capacitores fixos localizados entre o regulador e o ponto de regulação.

Se os capacitores são localizados entre o regulador e o ponto de regulação, a


corrente capacitiva IC, fluirá até o ponto de instalação dos reguladores não atingindo
o ponto de regulação. Neste caso a queda de tensão no LDC não será igual à queda
de tensão no alimentador devido a I C; sendo necessário modificar os ajustes do
regulador.

Se não há derivações no trecho entre o regulador e o ponto de regulação


(excluindo os capacitores) os ajustes serão calculados por:

Onde:

IL = Corrente de carga no regulador, em amperes.

IC = Corrente reativa devido aos capacitores, em amperes.

r1 = Resistência dos condutores no trecho entre oi regulador e os capacitores


(ohms/km)

d1 = Distância entre o regulador e os capacitores (km).

87
98

r2 = Resistência dos condutores no trecho entre os capacitores e o ponto de


regulação (ohms/km).

d2 = Distância entre os capacitores e o ponto de regulação (km).

Para redução do nível de tensão ao invés das modificações no LDC, a


equação será:

Onde:

XA = Reatância do trecho entre o regulador e o ponto de regulação.

X1 = Reatância do trecho entre o regulador e os capacitores.

Ki = Razão da corrente do capacitor pela corrente nominal primaria do TC.

Se existem derivações entre o regulador e o ponto de regulação, serão feitas


as seguintes modificações para as equações anteriores.

IC = O nas seções após os capacitores.

Pela redução do nível de tensão ao invés das modificações no LDC, a,


equação será:

Onde:

87
99

XE = A reatância efetiva desde o regulador ao ponto de regulação sem considerar os


capacitores.

X1 = Reatância desde o regulador os capacitores

K1 = Razão da corrente do banco de capacitor pela corrente nominal primária do TC.

c) Capacitores Fixos instalados em Vários Pontos.

Quando os capacitores fixos são instalados em diversos pontos do


alimentador, para cada instalação deve ser observado seu efeito. Um método
simples de se obter a correta operação do regulador quando existem diversas
instalações de bancos de capacitores é modificar o nível de tensão. A mudança do
nível de tensão necessária para cada banco é determinada separadamente como
descrito acima. A mudança do ajuste total é a soma das modificações requeridas
para cada banco.

1.1.8 Reguladores e Capacitores Automáticos.

Independentemente do tipo de controle utilizado para a operação dos


capacitores automáticos, o banco quando ligado afetará a operação do regulador
semelhantemente aos bancos de capacitores fixos como mostrado anteriormente.
Quando o controle de tensão é usado nos bancos automáticos, será também
necessário estudar o efeito das operações do regulador sobre o mesmo.

Se nos ajustes do regulador não for considerado o efeito dos bancos de


capacitores, quando eles estiverem em operação, os ajustes serão afetados.
Analogamente, se o seu efeito é considerado, o regulador não terá o desempenho
previsto, quando os capacitores estiverem fora de serviço.

a) Reguladores e bancos de Capacitores Automáticos Instalados no mesmo


local.

Se o banco de capacitores é localizado do lado da fonte, não haverá


necessidade de coordenação, pois a corrente do capacitor não fluirá através do
regulador. Entretanto, se houver necessidade de reduzir a corrente do regulador, na
maioria dos casos o banco de capacitores deve ser instalado no lado da carga do
regulador. A corrente do capacitor fluirá através do regulador e do compensador de

87
100

queda de tensão e entoa será necessário modificar os ajustes do controle para a


operação do regulador.

Se for utilizado o controle de tensão, os capacitores são ligados no lado da


carga do regulador, e o circuito de controle no lado da fonte. Desta maneira, as
operações do regulador não afetarão o controle de tensão dos capacitores.

As modificações nos ajustes do regulador, quando os capacitores estão


ligados no lado da carga, são calculados considerando os bancos de capacitores em
operação, como descrito para os bancos fixos. Entretanto, ao invés de usar o

aumento requerido para R e X ou calculado anteriormente), somente a metade

deste valor é ajustado. Isto resultará em valores de tensão ligeiramente diferentes


dos desejados no ponto de regulação em condições de carga máxima e mínima.
Para uma aplicação especifica, modificação do ajuste não deverá ser
necessariamente a metade do valor calculado.

Esta modificação dependerá do ciclo de carga do alimentador e do tempo em


que os capacitores ficam em operação. Se os capacitores operam durante a maior
parte do dia, deve ser usado um valor superior à metade; e se os bancos de
capacitores estão desenergizados na maior parte do dia o valor a ser usado deverá
ser inferior à metade.

Como já foi mencionado para os capacitores fixos, a modificação do nível de


tensão é o mais utilizado, devido a sua maior precisão e simplicidade quando
comparado com as modificações no LDC. (R e X).

b) Reguladores localizados distantes de bancos de capacitores/automáticos


instalados ao lado da carga.

Normalmente as operações do regulador não afetam o comando de tensão


dos capacitores. Algumas das razoes são:

 A largura da faixa de comando de tensão normalmente é maior do que a


largura da faixa do regulador;
 A mudança de tensão do ponto de instalação dos reguladores, devido a
operação do banco de capacitores, é menor do que a mudança de tensão do
ponto da instalação dos capacitores.

87
101

 O retardo de tempo do comando de tensão normalmente é maior do que o do


regulador.
 Se operações indesejáveis ocorrem a mudança da largura de faixa, ou do
retardo de tempo de um dos equipamento poderá corrigir este problema.

Exemplo:

A influência dos bancos de capacitores automáticos no ajustes do regulador


será mostrado nas aplicações abaixo.

a) Em um alimentador trifásico, com fator de potência 0,80, constituído de


condutores 1/0 CAA será instalado um banco de reguladores formando por
unidades de 138 kVA com ± 10% de regulação. Sabendo-se que a demanda
no ponto dos reguladores é 2.000kVA e o ponto de regulação está situado a
5,0 km do regulador. Calcular os seus ajustes.

 Características do regulador

Calculo de R e X

b) Quais as modificações necessárias nos ajustes se um banco de 600 kVAr for


instalado no lado de carga do regulador?

b.1) banco de capacitores junto aos reguladores.

Métodos da correção dos valores calculados para R e X.

87
102

Para o FP = 0,8

Como o banco de capacitores está junto dos reguladores, d1 = 0, então

Pela redução dos níveis de tensão

Considerando-se VR (anterior) = 120V

87
103

Então,

Considerando agora que somente a metade do valor corrigido deve ser


ajustado, nos dois métodos anteriores o ajuste efetivo será.

b.2) Sem capacitor

b.3) Com capacitor

Ou pelo método de redução dos níveis de tensão

b.4) banco de capacitores a 2,0 km dos reguladores.

 Métodos da correção dos valores calculados para R e X.

Onde:

87
104

Onde:

Considerando que somente a metade do valor a ser ajustado é requerido, teremos:

 Pela redução dos novéis de tensão

87
105

Ou

1.2 Auto Booster

1.2.1 Considerações Gerais

O Auto Booster e um auto-transformador regulador com comutação


automática de “tap” no enrolamento série, mediante 4 degraus que aumentam ou
diminuem a tensão em 1,,5 ou 2,5% conforme a unidade seja de 6 ou 10%. Sua
instalação à rede é feita com o intuito de abaixar ou elevar a tensão, ou seja, a sua
faixa de atuação pode ir de 0 a + 10% ou de 0 a -10%. É composto apenas de
dispositivos essenciais e não inclui o alto grau de sofisticação apresentada pelos
reguladores de tensão. Suas principais aplicações são em alimentadores longos,
linhas rurais e em trechos urbanos em que a queda de tensão ultrapassa os limites
mínimos permissíveis.

Na maioria dos casos, o Auto-Booster é também aplicado em alimentadores


com regulação de tensão de retaguarda.

1.2.2 Escolha dos Equipamentos

Os regulamentos de tensão tipo Auto-Booster são fabricados para várias


tensões até 14,4/29,4 kV. Eles tem um regime continuo de corrente de 50 e 100
ampéres e regulam alimentadores que tenham cargas em KVA iguais à corrente
nominal multiplicada pela tensão primária em kV.

Não há ajuste de largura de faixa a ser feito. A tensão de linha é mantida


dentre de uma largura de faixa pré-fixada de aproximadamente 5 volts (± 2,5 volts)
para todos os Auto-Boosters. Quando à operação em condições transitórias a
operação de troca de posições é prevenida mediante uma temporização inerente de
30 segundos para a primeira operação e 10 segundos para as subseqüentes na
mesma direção.

87
106

O Auto-Boosters é ligado à linha primária, do mesmo modo como é ligado um


regulador de tensão; ele pode regular, um circuito monofásico ou uma fase de um
circuito trifásico. Duas unidades ligadas em delta-aberto podem regular um circuito
trifásico a 3 (três) fios, delta, se ligados em delta. Podem também regular um circuito
trifásico a 4 (quatro) fios, estrela multi-aterrado, se ligados em estrela aterrada. Três
reguladores não devem ser ligados em estrela em circuito trifásicos a 3 (três) fios
com neutro aterrado somente na subestação, pois haveria, provavelmente,
constante deslocamento do neutro devido a cargas desequilibradas. Do mesmo
modo é desaconselhável a ligação em delta aberto ou fechado em sistemas
trifásicos a 4 (quatro) fios com cargas ligadas entre fase e neutro, porque neste
caso, o controle eletrônico não estaria sentido a mesma tensão que a carga e não
conseguiria boa regulação.

1.2.3 Ajustes dos Controles


a) Nível de Tensão

O nível re tensão, deve ser ajustado para a tensão nominal do circuito, sendo
a tensão regulada de saída igual ao ajuste do controle eletrônicos vezes a relação
do transformador de potencial interno.

b) Taps de Transformadores

A instalação de Auto-Boostes em qualquer ponto da rede, implicará na


colocação de todos os transformadores (tanto a jusante deste ponto, no tap
equivalente à tensão nominal do alimentador.

87
107

1.2.4 Operação em série de Auto-Boosters com reguladores de tensão.

Conforme já mencionado quanto à aplicação dos Auto-Booters, eles podem


ser utilizados para uma regulação suplementar, quando, a queda de tensão no
alimentador for excessiva, em série com outros equipamentos de regulação sendo o
mais indicado os reguladores de tensão.

Neste caso para haver coordenação basta que o ajuste do tempo de retardo
do regulador de tensão (equipamento de retaguarda seja menor que o tempo de
retarda pré-fixa (30 segundos) do auto-boosters.

No que concerne às larguras de faixa dos equipamentos não haverá


problemas de coordenação, já que a dos auto-boosters (aproximadamente ± 2,5
volts) é superior e dos reguladores de tensão.

1.2.5 Operação em série com Capacitores Fixos

Não há nenhum inconveniente, nem merece cuidados especiais, a operação


em série de auto-bootrs como capacitores fixos estejam estes localizados do lado da
fonte ou do lado da carga.

1.2.6 Operação em série com Capacitores Automáticos

Nenhum cuidado especial precisa ser tomando quando os capacitores


estiverem ligados do lado da fonte em relação ao Auto-Booster.

Quando os capacitores automáticos estiverem ligados do lado da carga e seu


controle for efetuado por tensão ou por tempo com supervisão de tensão, devera ser
levados em consideração os aumentos de tensão fornecidos pelo Auto-Booster,
quando do ajuste daqueles controles.

87
108

2. CONSIDERAÇÕES FINAIS

2.1 Instalação

A instalação de reguladores de tensão nas redes de distribuição merece


alguns cuidados especiais dentre os quais são aqui relacionados os seguintes:

a) Em nenhuma condição os reguladores de tensão deverão ser submetidos à


alimentação pelo lado da carga. Desta forma, após a instalação do
equipamento, ficarão impedidas aquelas manobras que acarretem tal
situação. Caso alguma dessas manobras se torne imprescindível à
manutenção a continuidade de serviço a um carga importante, o regulador
deverá ser previamente bai passado.
b) Não deverão ser efetuados manobras na rede que submetem o regulador a
uma carga resultante superior ao valor máximo correspondente à faixa de
regulação escolhida.
c) A corrente de curto circuito trifásico simétrica, no ponto de instalação do regulador não
deverá exceder aos seguintes valores.

Icc (A) t (S) t: tem máxima que o

-6400 0,85 equipamento poderá ficar


sujeito a corrente de
-5450 1,15
curto circuito trifásico
-4800 1,45
simétrica.
-4500 1,65

-4000 2,05

-3300 3,05

-2850 4,05

d) Os reguladores de tensão somente deverão ser energizados após obedecidos


os procedimentos indicados pelo fabricante para sua colocação em serviço.

87
109

2.2 Chaveamento

Todas as instalações de reguladores de tensão devem ser providas de chave


bai passe que possibilitem sua retirada de serviço quando da necessidade de
manutenção ou quando da realização de manobras que possam afetar o
equipamento.

2.3 Proteção

Todas as instalações de reguladores de tensão devem ser providas de pára-


raios tipo válvula, para prover proteção contra sobretensões.

2.4 Estruturas

Os reguladores de tensão devem ser instalados em pontos de fácil acesso,


podendo sê-lo em um único poste ou em bancadas.

No anexo IV são apresentadas, a titulo de orientação, alguns padrões de


estruturas de empresa que já operam reguladores de tensão.

2.5 Utilização de capacitores automáticos para prover regulação de tensão


a) Custo de bancos de capacitores automáticos equivalente ao custo de bancos
de reguladores de tensão.
b) As variações Ed tensão introduzidas por bancos de capacitores automáticos
são sempre inferiores aqueles obtidos com a utilização de reguladores de
tensão.
c) A utilização de capacitores em alimentadores com elevado fator de potência
original poderá levá-los a um fator de potência capacitivo e menor que o
anterior e conseqüente aumento das perdas elétricas.

87
110

2.6 Acompanhamento de Desempenho

O desempenho dos reguladores de tensão deve ser acompanhado


periodicamente. Para tanto, caberá ao órgão competente da empresa, a elaboração
de rotinas de acompanhamento, baseadas nas instruções do fabricante.

87
111

3. BIBLIOGRAFIA

Na elaboração do presente estudo foi utilizada a seguinte bibliografia:

 Distribution Systems – Westinghouse.


 Manuais de fabricantes de reguladores de tensão.
 Trabalhos de seminários de distribuição de energia elétrica.
 Trabalhos da CEMIG, CESP, COELBA e CELESC.
 Papers da Mc Graw – Edison.
 Papers da Westinghouse
 Papers da Sangano
 Papers da General Electric

87
112

4. RELAÇÃO DOS ANEXOS

Relação dos Anexos

 Anexo I – Figuras
 Anexo II – Tabela de fatores de demanda.
 Anexo III – Programa para cálculo de queda de tensão adaptado à
calculadora HP-25
 Anexo IV – Exemplo de estruturas para instalação de bancos de reguladores
de tensão.
 Anexo V – Exemplo de locação de reguladores de tensão em redes aéreas de
distribuição.

87
113

ANEXO 1

FIGURAS

87
114

87
115

FIGURA 1

TAP
REATÂNCIA
TENSÃO DE
TRANSFERÊNCIA
DE

LINHA

ENROLAMENTO
PRIMÁRIO

TENSÃO
REGULADA

INVERSOR DE POLARIDADE

DIAGRAMA ESQUEMÁTICO DE UM REGULADOR DE TENSÃO

87
116

FIGURA 2

PONTO LIMITE PARA A INSTALAÇÃO DO


REGULADOR
R R

V% V

105 105

Levando em consideração ao
95 aumento futuro de carga 95

CORREÇÃO DE NOVÉIS DE TENSÃO COM REGULADORES

FIGURA 3

87
117

PONTO LIMITE PARA A INSTALAÇÃO DO


REGULADOR
R

229
229
228
228
LARGURA DE FAIXA

220
220

LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO AO AUMENTO


FUTURO DE CARGA 202
202
201
201

LOCALIZAÇÃO DOS REGULADORES LEVANDO EM CONTA O CRESCIMENTO DA CARGA

87
118

TRANSFORMADOR DE FIGURA 4
SUBESTAÇÃO
REGULADOR DE TENSÃO
R
Alimentador
Primário
expresso
Primeiro transformador Último Transformador
240

235 Perfis de tensão em carga


pesada e eleve com regulação na
saída da subestação
230

225
Ponto
de
220 Regulação
Elevação ou redução Prevendo o
crescimento
de tensão devido ao
futuro da
215 Queda de tensão no regulador carga
transformador

QUEDA DE TENSÃO NO ALIMENTADOR

Perfil em carga pesada


Perfil em carga leve

87
119

FIGURA 5

Io
Io

E o CARGA
ALIMENTADOR Eo

CIRCUITO SIMPLIFICADO DE UM REGULADOR DE TENSÃO

FIGURA 6

REGULADOR 1 E AB IA
EAB
CARGA
ECB
REGULADOR 2 IB
E CB

IC

CONEXÃO DE 2 REGULADORES MONOFÁSICOS EM DELTA ABERTO

87
120

FIGURA 7

% R x EAB

100
A

A, B, C = TENSÃO DE ENTRADA DO
REGULADOR

B A, B, C = TENSÃO DE SAÍDA DO
REGULADOR

C % R x EBC
100

DIAGRAMA FASORIAL – REGULAÇÃO TRIFÁSICA

87
121

FIGURA 8

C‘

10 % EB ‘ C 115 % ES

C
100 % ES
10 % EC ‘ A
A
115 % ES
A‘
100 % ES

100 % ES
115 % ES

100 % EC ‘ B
B‘
A, B, C = TENSÃO DE ENTRADA DO REGULADOR
A, B, C = TENSÃO DE SAÍDA DO REGULADOR

A‘,B
B‘,C TENSÕES DE ENTRADA DO REGULADOR INDIVIDUAL
C” , A

E S – TENSÃO DE ENTRADA

DIAGRAMA FASOARIAL TRIFÁSICA COM REGULADORES MONOFÁSICO LIGADOS EM DELTA ABERTO

87
122

FIGURA 9

Aumento percent. De regulação


10

4 8 12 16
-16 -12 -8 -4 Aumento percentual da tensão de linha
Descréscimo Percentual da Tensão 2
de Linha

87
123

Descrescimo percent. De regulação


8

10

CURVA DA VARIAÇÃO PERCENTUAL NA TENSÃO DE LINHA PARA REGULADORES INDIVIDUAIS NAS POSIÇÕES DE ABAIXAR OU
ELEVAR, LIGADOS EM DELTA FECHADO USANDO TRÊS REGULADORES MONOFÁSICOS EM UM CIRCUITO TRIFÁSICO A TRÊS FIOS.

87
124

FIGURA 10 ALIMENTADOR PONTO DE REGULAÇÃO


S/E
XL
IL RL
CARGA

xL
RL

LDC
RELÉ DE NÍVEL DE TENSÃO (SENSOR DE
v
VRO TENSÃO)

VRO

XL IL
Ø VR
RL IL
IL

VRO = Tensão de saída do regulador


VR = Nível de tensão
IL = Corrente de linha no ponto de instalação do regulador
RL = Resistência do alimentador
XL = Reatância do alimentador
Ø = Ângulo do fator de potência
DIAGRAMA ESQUEMÁTICO E FASORIAL DO CIRCUITO DO CONTROLE E DO COMPENSADOR DE QUEDA DE TENSÃO NO REGULADOR DE TENSÃO

87
125

FIGURA 10
REDE PRIMÁRIA REDE PRIMÁRIA
V V
CARGA MÁXIMA CARGA MÁXIMA

V 134 V
V 134
134

133 133
133
REGULADOR
REDE PRIMÁRIA REFERIDA A 127 V

132 132
132

LARGURA DE FAIXA LARGURA DE FAIXA


131 PRIMEIRO 131
131
TRNSFORMADOR

130 130
130

129 129
129

VARIAÇÃO DO NÍVEL DE TENSÃO ÚLTIMO 128


128 TRANSFORMADOR
DEVIDO A UTILIZAÇÃO DO LDC

REGULADOR 127
127
127

126 126

125 125

PERFIS DE TENSÃO COM UTILIZAÇÃO DO LDC

87
126

87