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TELEJORNALISMO...

...GUIA RÁPIDO!

Organização: Fausto Coimbra


Junho 2016
TELEJORNALISMO é a prática profissional do jornalismo aplicada à televisão...

1. Termos mais comuns

Arte: Ilustração visual computadorizada, utilizada para facilitar a compreensão do


telespectador. Costuma-se usar em matérias que têm gráficos, tabelas e/ou números.

Background ou BG: Som do ambiente ou música de fundo que acompanha a fala do


repórter.

Cabeça da matéria ou cabeça do vt: É o lide (lead) da matéria. Quem lê é o


apresentador que introduz o assunto da matéria feita pelo repórter.

Exemplos: Cabeça de Matéria...

JORNAL DA BAND
Congresso aprova Marco Civil da Internet - http://goo.gl/yKOiQU

JORNAL HOJE
Câmara aprova Marco Civil da internet - http://goo.gl/UJOr54

JORNAL NACIONAL
Câmara dos Deputados aprova projeto do Marco Civil da internet - http://goo.gl/O3UPQz

JORNAL DA GLOBO
Marco Civil da Internet é aprovado na Câmara dos Deputados - http://goo.gl/mrD6Zi

Decupagem: É quando o editor marca a “minutagem” das melhores cenas e sonoras


feitas pela equipe de reportagem na rua, para facilitar a edição.

Deixa: Indicação para o Diretor de TV de onde ele deve cortar.

Entrevista: Diálogo entre o repórter e o personagem fonte da informação.

Escalada: São as manchetes do telejornal, sempre no início de cada edição. Serve para
prender a atenção do telespectador no início do jornal e informar quais serão as
principais notícias daquela edição. Ex: https://goo.gl/qQjXHr

Espelho: É o cronograma de como o telejornal irá se desenrolar. Prevê a entrada de


matérias, notas, blocos, chamadas e encerramento do telejornal.

Modelo Espelho: http://goo.gl/NzOhL0


GC (gerador de caractere): termo técnico que indica os créditos de uma matéria no
script.

Lead: Invariavelmente está na abertura da matéria ou a cabeça da matéria lida pelo


apresentador.

Link: Termo técnico que indica entrada ao vivo do repórter, do local onde acontece a
notícia.

Nota ao vivo / seca: Notícia lida pelo apresentador do telejornal, sem qualquer imagem
de ilustração.

Nota coberta: Nota cuja a cabeça é lida pelo apresentador e o texto seguinte é coberto
com imagens. Esta nota pode ser gravada ou ao vivo.

Nota pé: Nota lida pelo apresentador no final da matéria, com informações
complementares.

*Passagem: Gravação feita pelo repórter no local do acontecimento, com informações


a serem usadas na matéria. É o momento em que o repórter aparece para destacar um
aspecto da matéria.

Script (ou lauda): Papel com marcações especiais, em que o jornalista escreve os
textos.

Sonora: É a fala do entrevistado na matéria.

Stand-up: Quando o repórter faz uma gravação no local do acontecimento para


transmitir informações do fato. Se diferencia da Passagem, por, neste caso, poder ser
utilizado como único recurso na transmissão de uma notícia.

Teaser: Pequena chamada gravada pelo repórter com a manchete da notícia. Entra
durante a escalada do jornal.

Texto em off, ou off: Texto gravado pelo repórter – normalmente após a gravação da
matéria. É a narração da notícia, colocada durante a matéria.
2. Texto para TV

1. O primeiro passo para a redação de um texto na TV é conhecer as imagens


que podem ser usadas na edição. É preciso saber as imagens disponíveis para
poder fazer o “casamento” da palavra com a imagem.

2. Não descreva exatamente o que está na imagem, pois o resultado disso é a


redundância.

3. O texto começa com o lead (quem?, fez o quê?, quando? Como? Onde? E
Por quê?). Procure a novidade, o fato que atualiza a notícia e a torna o mais
atraente possível.

4. Procure escrever na ordem direta: SUJEITO, VERBO E COMPLEMENTO.

#ficaadica
Sujeito, Verbo e Complemento – Prof. Sidney Martins
https://goo.gl/Rh7dDJ

5. Evite frases intercaladas, entre vírgulas.


Ex: Aguardamos ansiosos, disseram os alunos, pela entrega dos trabalhos.

6. Evite frases longas: dificultam a respiração do apresentador e são mais difíceis


de ser entendidas. Cada frase deve passar uma ideia.

*** O texto de TV é escrito para ser falado (pelo apresentador) e ouvido (pelo telespectador) – essa
é a diferença básica entre o texto jornalístico para TV e o para impresso, de jornal ou revista... as
informações veiculadas pela TV não tem como serem relidas depois como acontece em impressos
e na internet...

7. Atenção com os gerúndios. Eles deixam as frases longas e enfraquecem o


texto. Nunca inicie uma frase com gerúndio.

8. A adjetivação excessiva ou inadequada enfraquece a qualidade e o impacto


da informação. Substantivos fortes e verbos na voz ativa reforçam a densidade
indispensável ao texto jornalístico.
9. Cuidado com “queísmo”. O uso excessivo do “que” principalmente na mesma
frase, prejudica o ritmo e empobrece o texto.

10. Fique atento com o ritmo do texto: procure usar frases curtas, palavras curtas
e pontuação correta.

11. A pontuação merece atenção especial. O uso dos sinais ortográficos facilita a
entonação da voz e a respiração do apresentador. Por exemplo, em frases
interrogativas faça uso (no Script) da técnica espanhola de pontuação. Coloque
um sinal de interrogação no início da frase, para não pegar o apresentador de
surpresa.
Ex: (?)Quem será o campeão brasileiro?

12. Leia sempre seu texto em voz alta, quantas vezes for necessário.

13. A repetição de palavras na TV, desde que na medida certa, ajuda na


compreensão da notícia.

14. Evite rimas e excesso de palavras com a mesma terminação.


Não é agradável ouvir, por exemplo:
“o temporal na capital alagou a marginal”;
“A organização da programação da televisão”.

15. Não permita que os cacófatos invadam seu texto...


Boca dela
Marca gol
Confisca gado

16. Prefira o uso do presente do indicativo e do futuro composto quando se referir


ao que vai acontecer.
Ex: “O presidente viaja amanhã”
ou
“O presidente vai viajar amanhã”
Evite
“O presidente viajará amanhã”
17. Seja criterioso no uso dos verbos no futuro do pretérito, eles expressam dúvida
e incerteza. Devem ser usados quando se tem consciência de um fato social,
mas não há provas.
Ex: “O suspeito teria atirado na vítima...”

18. Use cargo, profissão ou título para identificar autoridades e personalidades. A


forma de tratamento deve vir antes do nome.

19. Termos técnicos devem ser explicados. Expressões utilizadas apenas por
profissionais de uma determinada área devem ser “traduzidas”.

20. Redija (no Script - para o teleprompter) números por extenso para facilitar a
leitura do apresentador. Ex:
Dois terços da população
Setecentas caixas
Dois milhões e quinhentos mil reais
Onze de setembro de dois mil e um
Cento e cinquenta quilômetros por hora
Cinco quilos e trezentas gramas
Nove da manhã

21. Em algumas ocasiões números podem ser simplificados para que o


telespectador capte melhor a informação.

Ex: Cerca de oito milhões e quatrocentos mil reais, em vez de oito milhões
quatrocentos e um mil, setecentos e noventa e cinco reais e setenta e seis
centavos.

*OBS: Mas não arredonde um número, quando ele for a notícia principal.
3. PASSAGEM

A passagem consiste em uma comunicação direta com a câmera – e por meio dela com
o público. Além disso:

- ESTABELECE A PRESENÇA DO REPÓRTER NO LOCAL;

- NÃO REQUER MUITO TEMPO;

- É VERSÁTIL, POIS PODE SER USADO COMO ÚNICO RECURSO NA


TRANSMISSÃO DA NOTÍCIA (stand-up).

A técnica da passagem é baseada em três pontos:

- CAPACIDADE DE ARTICULAR DIRETAMENTE A LINGUAGEM FALADA;

- BOA MEMÓRIA;

- COMUNICAÇÃO FLUENTE E SEGURA.

Exemplos de passagem
https://goo.gl/nJXpBO
* Adequação da imagem ao fundo

Um dos objetivos da passagem é provar que os repórteres estão onde dizem


estar. Apresentações diante da câmera são realçadas com fundo relevantes, sempre
preferíveis àqueles sem nenhuma identificação. Mas informe ao telespectador a razão
de um determinado fundo. Palavras de apresentação devem explicar a escolha.

ATENÇÃO > Não se coloque sobre um fundo agitado a ponto de o telespectador não
se interessar pelo que você tem a dizer. Cenários barulhentos também distraem a
atenção do público.

4. TIPOS DE ENTREVISTAS PARA TV

Entrevistas programadas:
Pressupõe a disposição do entrevistado em participar, o que significa que às vezes as
coisas podem ser providenciadas com antecedência, permitindo ao repórter se preparar
devidamente.

Esta forma de entrevista costuma ocorrer nos domínios do entrevistado e tende a ser
utilizada para extrair opiniões e interpretações e não para obtenção de fatos.

Plantão na rua:
A entrevista feita num plantão de rua ocorre quando o repórter – às vezes literalmente
na porta de um edifício – fica esperando o entrevistado aparecer.

As perguntas geralmente são diretas – e comumente relacionadas ao resultado de


encontros ou negociações oficiais.

O “doorstepping” tende a ser um método de entrevista arriscado – pode falhar


totalmente, ou ser um sucesso.

Entrevistas (locais) com testemunhas oculares:


Entrevistas com testemunhas oculares, ou locais, buscam quase sempre informações
factuais. Aqui vem à tona aquela velha habilidade jornalística de persuadir alguém a
falar diante das câmeras. Testemunhas oculares de acidentes, catástrofes e crimes
fornecem a matéria prima da reportagem do dia-a-dia.

Povo fala:
A técnica consiste na mesma pergunta sendo formulada para cada entrevistado, de
modo que as respostas possam ser editadas em conjunto sem que o repórter aparece.

Coletivas:
Coletivas são entrevistas realizadas em grupo, às vezes reunindo até centenas de
jornalistas.

5. SCRIPT
Script é o nome dado à lauda, eletrônica ou de papel, utilizada na produção audiovisual,
em especial no telejornalismo.

Na parte superior, estão os espaços para identificação da data, do nome, do editor


(repórter ou redator), do jornal, do assunto (a retranca da matéria), do tempo da
matéria e do número que a página terá no script geral do jornal. Tal disposição de
informações varia de acordo com o modelo de Script adotado pelo telejornal.

O script é dividido horizontalmente em dois blocos, um à esquerda, que destina-se às


informações relativas à imagem ou a tudo o que aparecerá no vídeo, e outro, à direita
da página, apontando todos os dados referentes ao áudio do material.

No lado esquerdo do script são disponibilizadas informações sobre uso de câmeras,


de VT, slides, ilustrações e caracteres (nomes, datas, créditos que devem ser
inseridos sobre a imagem). Na coluna da esquerda ainda estão as indicações sobre o
locutor: se ele aparece no vídeo (LOC VIVO) ou se narra sem aparecer (LOC OFF).

No lado direito, além do texto, podem estar outras marcações de edição da matéria,
mas serão sempre marcações de áudio (som). A coluna da direita é destinada a tudo
que se relaciona ao som da matéria.

Cada script deve corresponder a uma matéria (notícia), não importa quantas linhas
sejam utilizadas

Exemplo de Script
http://goo.gl/hRLgU9

6. REFERÊNCIAS

BARBEIRO, Heródoto; LIMA, Paulo Rodolfo de. Manual de telejornalismo: os


segredos da notícia na TV. Rio de Janeiro, Campus, 2002.

PATERNOSTRO, V. O texto na tv: manual de telejornalismo. Rio de Janeiro,


Campus, 1999.

YORKE, Ivor. Jornalismo Diante das Câmeras. São Paulo, Summus, 1998.