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Rumpho, Summer e Manhart buscam elucidar no artigo a relação de simbiose entre


lesmas marinhas com os cloroplastos das algas. Iniciam explicando a necessidade dessa
interação, visto que essas lesmas não possuem qualquer meio de proteção ± uma concha, por
exemplo ± e, vivem em um ambiente inóspito repleto de predadores. Tal situação resultou no
desenvolvimento de um mecanismo de defesa baseado na simbiose de plastídeos. Exemplificam
com as lesmas marinhas da classe dos Gastrópodes da ordem opisthobranchia e subordem
Sacoglossa que se alimentam de algas, perfurando as células e sugando todo seu conteúdo
celular. É válido mencionar que todo o material encontrado no interior da célula vai ser
descartado com exceção dos cloroplastos, que serão engolfados por fagocitose e distribuídos por
todo o sistema digestório.

Com a distribuição dos cloroplastos pelo sistema digestório, o qual é composto de


ramificações e fica somente a uma camada de distância da epiderme, as lesmas vão adquirir uma
coloração esverdeada e serão capazes de capturar a energia da luz e prosseguirem com a fixação
fotoautotrófica de CO2. De modo que esses produtos carbônicos resultantes poderão sustentar as
lesmas por meses e servir.

O curioso sobre o tema é que supostamente se trata da simbiose entre as algas e lesmas,
mas o conceito de simbiose diz que é uma associação entre dois organismos de vida livre
intactos, inclusive seu material genético, e que geralmente tal interação é intercelular, e quando
intracelular o simbionte não tem qualquer contato com o citosol da célula hospedeira. O que não
acontece com os objetos de estudo alvos nesse artigo, visto que o simbionte nesse caso vai ser
uma organela da alga marinha ± o cloroplasto ± que vai estar em contato direto com o citosol das
células da lesma, sem contar que o mesmo pode continuar ativo durante meses mesmo sem ter
nenhum contato com o núcleo citosólico da alga ± este importante devido à necessidade e
importâncias das proteínas sintetizadas.

O objetivo do artigo é basicamente de responder várias perguntas sobre o assunto sobre a


associação dos cloroplastos das algas e das lesmas marinhas. Tal qual o fato do cloroplasto
continuar funcional no organismo hospedeiro e qual a relação de simbiose que ocorre entre esses
organismos.




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Existe uma certa dúvida se essas interação lesma-cloroplasto é realmente uma relação de
simbiose. Por isso, autores como Mereschkovsky propuseram que tais cloroplastos eram
provenientes de cianobactérias a partir de um processo que chamou de simbiogênese. Douglas
(1994) acrescentou à ideia que nessa relação um dos parceiros deveria adquirir uma nova
propriedade metabólica. Logo, a interação lesma-cloroplasto pode ser considerada um tipo de
simbiose única, onde um deles vai tomar algo ³emprestado´ do outro.
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ipós o primeiro relato da existência de lesmas marinhas verdes em 1876, o estudo foi
renovado por Kawaguti e Yamasu em 1965, os quais desencadearam uma cadeia de curiosidade
em outros cientistas ao demonstrar a presença de cloroplastos provenientes de algas
pluricelulares, alga verde @  
, nas células digestivas da lesma
 .

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±m estudo demonstrou que a retenção do cloroplasto no organismo da lesma pode variar


da não retenção a uma retenção a longo prazo, e que a maioria das lesmas: ³fotossintetizantes´
são da ordem iscoglossa, classe dos Gastrópodes, subclasse Opistobranchia. ilgumas atividades
bioquímicas funcionais foram reportadas, tais quais, evolução de O2 dependente de luz e CO2,
fixação de CO2, exportação de foto assimilados e biossíntese de clorofila coronóide.

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icreditava-se inicialmente que todo simbionte das lesmas fotossintetizantes era de


origem da alga verde da ordem das Sinphonales. ipesar de ser mais fácil a alimentação e
absorção dos cloroplastos pelas lesmas nesse tipo de alga devido a sua organização e filamentos
± que possuem uma parede muito fina e com citoplasma multinucleado repleto de cloroplastos,
permitindo que as lesmas perfurem a parede com seus dentes adaptados e suguem todo o
conteúdo ±, sabe-se hoje que há uma grande variedade de algas ³doadoras´ de cloroplasto.

O exemplo mais comum seria as espécies de lesma


e alga@
. No entanto,
algumas espécies de lesma têm que se adaptar ao ciclo de vida das algas, tais quais a

 à alga 
 
.


 )

* 
 

O autor pontua que é o tipo de simbiose lesma-cloroplasto de maior duração, de 9 a 10


meses, e mais bem caracterizado em níveis bioquímicos e moleculares. Faz menção aos autores
± Mujer et al; 1996; Green et al: 2000; Graves et al : 1976 ± que primeiramente observaram a
presença de cloroplastos da V. Litorea na lesma E. Chlorotica, que os cloroplastos não se
acumulavam no lúmen das vesículas digestivas ± o que seria um sinal de digestão ±, e a ausência
de outras organelas das algas nas lesmas.


    )



É nativa do Sul da Flórida e habita águas salgadas com salinidade de 3% a 32%,


alimentam-se de algas tais quais a V.litorea e a V. compacta. Seu ciclo de vida dura
aproximadamente 11 meses e começa com a deposição de ovos pelas lesmas adultas no fim da
primavera. Demora de 7 a 8 dias para os ovos atingirem a fase de larvas, passam 14 dias se
alimentando de algas unicelulares, quando passam a se alimentar das algas pluricelulares ocorre
a metamorfose e se ³transformam´ em lesmas.

(!   


 


#

i explicação mais simples é a de que haveria um núcleo proveniente das células da alga
remanescente no citosol da célula hospedeira, nesse caso, da lesma. No entanto, como não foram
encontrados nenhum núcleo, os pesquisadores chegaram a cinco possibilidades: há um grande
numero de genes autônomos atuando nos cloroplastos das algas das quais as lesmas se
alimentam; os plastídeos e as proteínas essenciais são extremamente estáveis; não é necessária
tanta síntese protéica para suprir os cloroplasto quanto se esperava; alguma organela das células
das lesmas fica responsável por essa síntese protéica; há transferência de genes da alga para a
lesma.


 + ,
 
  #

Os autores começam essa seção explicando a origem dos cloroplastos, no caso


endossimbiose onde no passado este era um organismo de vida livre que foi engolfado por outro
organismo, e a prova é o seu sistema de endomembranas (possui duas membranas). Quando os
cloroplastos estão nas algas possui mais de duas membranas ao seu redor, porém, quando este é
engolfado pelas células da lesma restam somente duas. Isso da base para o argumento de que na
simbiose por células eucarióticas há a redução do número de membranas, e que outros
organismos considerados descendentes da simbiose podem provir de reduções por esse tipo de
simbiose (por células eucarióticas).


 - .

O tema elucidado é de suma importância, visto que trata sobre uma relação de simbiose
entre organismos de reinos distintos que abrange a absorção dos cloroplastos das algas e a
manutenção da sobrevivência e funcionalidade dos mesmos apesar de não haver evidências de
como esse processo ocorre.
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R±MPHO, E.M; S±MMER, E.J.; MiNHiRT, J.R 


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4    
  


 5
. PlantPhysiology, May 2000, Vol. 123, pp. 29-38