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Bullying na escola e em outros espaços

Entretanto, nem sempre as relações interpessoais nas salas acontecem de forma tranqüila. Um dos
fantasmas que rodam as escolas e salas de aula, hoje em dia, é o bullyng.

Essa forma de comportamento agressivo se caracteriza pela repetição, ou seja, trata-se de atitudes
violentas dirigidas a uma mesma vítima por diversas vezes e em diversas ocasiões. Pode acontecer
dentro ou fora da escola.

Um outro diferencial é que o bullyng sempre é realizado com a intenção de causar dano, vergonha ou
prejuízo a uma pessoa considerada mais frágil ou vulnerável.

Geralmente, essas práticas estão envolvidas com dificuldades de relacionamento, famílias


desestruturadas, brigas e uso de substâncias que causam dependência, insegurança na comunidade e
insatisfação com a vida.

Os chamados “valentões” – daí o nome bully, que em inglês tem esse significado – escolhem suas vítimas
principalmente pelas peculiaridades do contexto: pessoas com traços depressivos, baixa auto estima,
características físicas e sociais, raça, cor, idade…Qualquer elemento que possa ser utilizado pelo
agressor é fator de violência.

O bullyng não gera somente o sentimento de vergonha e dor. As vitimas podem desenvolver problemas
comportamentais e emocionais, prejudicando não só a vida escolar mas a vida como um todo. São
resultados recorrentes o estresse, a ansiedade, a diminuição e perda da autoestima, o sentimento de
invalidação, podendo inclusive levar ao suicídio.

Podem ocorrer quatro tipos de bullyng:

– Verbal: as agressões são faladas. Há gritos, xingamentos, ofensas;

– Físico: bater, tropeçar, empurrar, puxar, machucar;

– Relacional: exclusão do grupo, rejeição deliberada da pessoa para conversas, formação de grupos,
realização de atividades;

– Cyberbullyng: ocorre pelos meios virtuais e redes sociais.

Em nível escolar, o bullyng acarreta não só a queda do rendimento escolar, mas também a necessidade
de fuga resultando nas evasões, brigas, agressividades e até mesmo a banalização da violência.

Bullying em turmas com alta variação de idade

Imagine a seguinte situação: durante toda a vida José sempre quis estudar. Somente na aposentadoria,
aos sessenta anos, conseguiu se matricular na escola. As aulas são noturnas, mas tudo bem. A vontade
é maior que as dificuldades.

Porém, na mesma sala estuda Maria. Ela é uma garota de 22 anos, está com toda a energia. Ela não vê
com bons olhos a demora de José para realizar as atividades e nem gosta de ajudá-lo. Vive apelidando-o
de velho, lento, dentre outros nomes pejorativos e ofensivos. Diz sempre que tem desprezo por pessoas
idosas, questiona o porquê de José ainda querer estudar naquela idade. Evita que ele participe das
atividades no seu grupo de estudos e dificulta o acesso dele a informações sobre tarefas, provas e
conteúdos sempre que ele falta à aula. O que sente José dentro da sala de aula e também fora dela?
Invalidação, vergonha, medo, dor, desânimo. Sua história se torna menos que nada perto dessa
“valentona”, que se coloca como superior aproveitando-se da situação vulnerável da vítima.Por isso é
preciso ter atenção especial também em turmas com alta variação de idade. O bullyng não acontece
somente com crianças e adolescentes, mas também com adultos. Infelizmente, esse lado sombrio faz
parte da alma de pessoas que ainda precisam muito crescer.