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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

LICENCIATURA EM CIÊNCIAS
NATURAIS E MATEMÁTICA
A CIÊNCIA NA ÉPOCA DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

2019
Universidade Federal de Mato Grosso
Secretaria de Tecnologia Educacional
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL

LICENCIATURA EM CIÊNCIAS
NATURAIS E MATEMÁTICA
A CIÊNCIA NA ÉPOCA DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

2019
Universidade Federal de Mato Grosso
Secretaria de Tecnologia Educacional
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

Ministro da Educação
Abraham Weintraub

Reitora UFMT
Myrian Thereza de Moura Serra

Vice-reitor
Evandro Aparecido Soares da Silva

Pró-reitora Administrativa
Lisaiane Bortolini

Pró-reitora de Planejamento
Tereza Mertens Aguiar Veloso

Pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência


Fernando Tadeu de Miranda Borges

Pró-reitora de Ensino de Graduação


Lisiane Pereira de Jesus

Pró-reitora de Pesquisa
Patrícia Silva Osório

Secretário da SETEC/UFMT
Coordenador da UAB/UFMT
Alexandre Martins dos Anjos

Diretor da Educação a Distância UAB/CAPES


Carlos Cezar Modernel Lenuzza

Diretora do Instituto de Física


Iramaia Jorge Cabral de Paulo

Coord. do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Matemática


Marcelo Paes de Barros
SUMÁRIO

Biblioteca de Ícones 5

Caros acadêmicos 6

Objetivos da Disciplina 6

Unidade 1 – Revolução Industrial: mecanização dos sistemas de produção 7

1.1 A primeira fase da Revolução Industrial e seus aspectos constitutivos 7

1.2 A segunda fase da Revolução Industrial e seus aspectos constitutivos 9

Unidade 2 – Os derivados do petróleo e os compostos do carbono 10

Unidade 3 – As Representações Teóricas E Geométricas Dos Compostos Do Carbono 11

3.1 A tetravalência do carbono: a teoria da ligação química de Kekulé e seus desdobramentos em termos de
representação estrutural 11

Unidade 4 - Propriedades periódicas dos elementos químicos 17

4.1 Volume atômico e Raio atômico 19

4.2 Eletronegatividade 19

Unidade 5 - Análise elementar e a história da teoria atômica 20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24
Biblioteca de Ícones

Reflexão – Sinaliza que uma atividade reflexiva será desenvolvida. Para isso, sugerimos
que leia a questão feita e anote o que você pensa a respeito da abordagem, antes de
qualquer assimilação de novos conhecimentos.

Pesquisa e Exercícios – Indica uma atividade de pesquisa ou exercício propriamente


dito, elaborada com a finalidade de conferir a sua compreensão sobre um determinado
contexto informativo.

Saiba mais – Sugere o desenvolvimento de estudo complementar como textos e vídeos,


que têm por premissa apoiar o seu processo de compreensão dos conteúdos estudados,
auxiliando-o na construção da aprendizagem.
Caros acadêmicos

A revolução industrial é resultante da intensificação das relações humanas de produção


da vida material. De uma maneira geral a urbanização rápida e o aperfeiçoamento dos
meios de transporte no Século XVIII provocaram maior demanda de produtos e mercadorias
dando início, na Inglaterra, a mecanização dos sistemas de produção e superação do
artesanato do período anterior. Este período de fabricação de bens de consumo como
tecidos, utensílios de metal, produtos alimentícios resultou no aperfeiçoamento e invenção
de máquinas, assim como na melhoria da mão-de-obra especializada e utilização do vapor
como fonte de energia.

Há uma segunda Revolução Industrial a partir de 1860 com outras transformações


técnicas e econômicas. O processo de transformação do ferro em aço, a partir do final
do século XIX. O dínamo, cuja invenção criou condições para a substituição do vapor pela
eletricidade. E o uso intenso do petróleo e a invenção do motor a combustão resultou da
destilação de petróleo e obtenção de subprodutos. Foi o período da invenção do automóvel
movido à gasolina, do motor a diesel e dos dirigíveis aéreos. Atualmente falamos em uma
terceira revolução industrial: computadores e softwares avançados estão invadindo a
última esfera humana – os domínios da mente.

Problematizados por esses contextos produtivos do período industrial vamos estudar


fundamentos da química orgânica e da análise química elementar. Estudaremos a
representação estrutural da matéria e das moléculas dos compostos do carbono assim
como as propriedades periódicas da classificação periódica dos elementos.

Atentem para a leitura das referências propostas bem como para a realização das
atividades de aprendizagem.

Objetivos da Disciplina
Ao finalizar esta disciplina você deverá ser capaz de compreender: as estruturas das
moléculas dos compostos do carbono resultantes das representações teóricas e matemáticas
de energia e geometria molecular; a análise elementar a partir dos elementos químicos e
suas propriedades periódicas resultante das verificações experimentais e analíticas dos
sistemas materiais; os comportamentos das substâncias resultante das representações
teóricas das propriedades e da dinâmica dos sistemas químicos. E de identificar questões
sociais e ambientais do desenvolvimento da química industrial.

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6
Unidade 1 – Revolução Industrial: mecanização dos
sistemas de produção

Nesta unidade nos dedicaremos a aspectos históricos do período conhecido por


Revolução Industrial. Vamos tratar de grandes revoluções que mudaram a ordem política,
social, científica e econômica no mundo após o Renascimento. Há duas fases dessa
revolução que podemos focar: uma representada pelo pioneirismo da Inglaterra e a outra
pelo pioneirismo do petróleo.

1.1 A primeira fase da Revolução Industrial e seus aspectos


constitutivos

A Revolução Industrial marcada pelo pioneirismo inglês teve como fatores: reservas de
carvão mineral, reservas de minério de ferro, mão-de-obra disponível, capital suficiente e
mercado consumidor. A primeira revolução industrial é considerada resultado da evasão
da revolução agrícola o período era marcado por mão-de-obra abundante e barata. E pelo
processo de produção em série, ou seja, as mercadorias passaram a ser produzidas de
maneira uniforme e padronizadas. Foi neste período que ocorreu o desenvolvimento do
liberalismo econômico cuja base está na livre concorrência.

#1 REVOLUÇÃO #3 revolução #5 Século xx


TECNOLOGIA
INDUSTRIAL francesa

1760 1789 1901

1776 1830

Ilustração 1. Esquema
representacional do
#2 Revolução #4 revoluções de pioneirismo inglês na
americana 1830 Revolução Industrial.
- FRANÇA
Fonte: Marcos Pantoja.
- ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

- ALEMANHA
(Adaptado)

A expansão do imperialismo deu-se em função da busca de mercados externos que


servissem de escoadouro para o excedente de mercadorias das potências capitalistas. E por

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7
conseqüências surgiu o capitalismo financeiro e a formação dos grandes conglomerados
econômicos.

A expansão do comércio marítimo internacional e seu


#transformação do # OFICINA ARTESANAL OU
virtual domínio pela Inglaterra geraram o
capitalismo comercial DA MANUFATURA
(renascimento) aperfeiçoamento de máquinas e a invenção de outras,
CAPITALISMO INDUSTRIAL FÁBRICAS
melhoria da mão-de-obra especializada e utilização do
vapor como fonte de energia. Como conseqüências
$ $ tais processos afetaram a fabricação de bens de
Ilustração 2. Esquema representacional das consumo: tecidos, roupas, utensílios de metal, produtos
transições ocorridas na Revolução Industrial. alimentícios; em uma segunda etapa, foram atingidas
Fonte: Marcos Pantoja. (Adaptado)
as indústrias ligadas a bens de produção: máquinas,
siderurgia, química, ferramentas, etc. A manufatura de ferro e aço em grande escala foi a
ponte necessária entre as duas fases.

Quanto a eletrificação1 da sociedade no período destaca-se que no foi inventado o


condensador Século XVIII: a máquina armazenadora de cargas elétricas. Ainda naquele
século, Luigi Galvani (1737-1798) realizou sua famosa experiência, em que impulsos
elétricos produziam contrações na perna de uma rã morta. Pouco depois, Alessandro Volta
(1745-1827), ao fazer contato entre dois metais e a perna da rã morta, inventa a “pilha
voltaica“. Com essa invenção, obteve-se pela primeira vez uma fonte de corrente elétrica
estável. Depois disso, as investigações sobre a corrente elétrica avançaram cada vez mais.
A publicação do tratado sobre eletricidade e magnetismo, de James Clerk Maxwell (1831-
1879), em 1873, representou enorme avanço no estudo do eletromagnetismo.

SAIBA MAIS: A energia elétrica está para a segunda revolução industrial


assim como a máquina a vapor esteve para a primeira e com a luz elétrica as
taxas de lucratividade foram elevadas, permitindo o acelerado crescimento
industrial. Motores e máquinas menores e toda a parafernália eletrônica
subseqüente permitiram o desenvolvimento de um grande número de
utilidades domésticas, que seriam os bens de consumo duráveis que, juntamente com o
automóvel, constituem os maiores símbolos da sociedade moderna.

Em resumo a Primeira Revolução Industrial teve por características a fabricação de


bens industrializados; indústria têxtil e da mineração, o uso da energia a vapor. Quanto ao
transporte: o navio a vapor substituiu a escuna e a locomotiva a vapor substituiu os vagões
puxados a cavalo, substituindo assim, muito do trabalho físico. Na sociedade intensificam-
se os conflitos: capitalismo vs. socialismo, sindicatos, consumismo, homem verso máquina,
homem verso capital.
1. Tales de Mileto (640a.C.-535a.C.), do âmbar (em grego, élektron) surgiu o nome eletricidade. E no século XVII, primeiros
estudos sistemáticos: eletrificação por atrito. Em 1672, surge uma máquina geradora de cargas elétrica, e meio século
depois Stephen Gray (1666-1736) demonstrou a primeira distinção entre condutores e isolantes elétricos.

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8
QUESTIONAMENTO: O desenvolvimento da indústria de utilidades
domésticas ocorre como resposta natural à escassez e ao encarecimento
da mão-de-obra de serviços domésticos. Ou seja, a mão-de-obra de baixa
qualificação migra para a indústria e os salários dos serventes tendem a
acompanhar os salários industriais.

Com o crescimento do movimento feminista, vincula-se a idéia que as “donas de casa


devem se libertar da escravidão do trabalho doméstico”, o que intensifica a demanda por
utilidades domésticas devido ao aumento da renda familiar.

A alteração das relações com as tarefas domésticas foram benéficas para a sociedade
após o período industrial?

1.2 A segunda fase da Revolução Industrial e seus aspectos


constitutivos

A Segunda Revolução Industrial deu-se a partir de 1860 com transformações técnicas e


econômicas. O processo de Bessemer de transformação do ferro em aço (Henry Bessemer),
O dínamo, cuja invenção criou condições para a substituição do vapor pela eletricidade. O
“ouro negro” passou a ser utilizado como força motriz em navios e locomotivas.

Henry Bessemer (1813-1898) trabalhava na Armada britânica e se via desafiado por um


problema: O ferro era tão quebradiço, que as armas explodiam quando se usavam grandes
cargas de pólvora. Perguntava-se o que fazia o ferro transformar-se em aço. Enquanto o
minério de ferro estava sendo fundido um jato de ar era injetado sobre ele a fim de “acelerar
a queima”. Sabemos hoje que o jato de ar ajudava a queima e “afastava o carbono”. Como
resultado o minério, na parte superior transformava-se em aço. Bessemer decidiu fazer
com que o jato de ar atravessasse o ferro fundido. O que aconteceu foi que Henry Bessemer
produziu aço em 1885 em Alto Forno.

A destilação de petróleo e obtenção de subprodutos e a invenção do motor a combustão


impulsionaram as mudanças estruturais das indústrias que surgiam.

Em resumo a Segunda Revolução Industrial teve por características a conversão do ferro


em aço, a evolução dos motores e o uso de fonte de energia baseada no petróleo e na
eletricidade. A eletricidade também tem sua utilização para iluminar cidades e proporcionar
comunicação instantânea entre as pessoas. Na sociedade estes fatores continuaram a
transferir a carga da atividade econômica do homem para a máquina.

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PARA REFLETIR: Historiadores apontam que a seleção do local para as
fábricas de ferro dependia das características de cada região, isto é, se
ela possuía uma boa fonte de minérios, se existiam florestas naturais e,
com o advento da roda d’água, se havia rios ou riachos que serviam não
apenas para movimentar os foles dos Altos Fornos. Sendo uma tecnologia
extremamente suja e predatória, em alguns países como a Inglaterra, foram criadas leis de
proteção ambiental, o que regulava o crescimento dessas indústrias.

Unidade 2 – Os derivados do petróleo e os compostos do


carbono

O petróleo é uma mistura de hidrocarbonetos2 que apresenta diferentes massas


moleculares3 e, consequentemente, diferentes pontos de ebulição4. Os principais derivados
são apresentados como frações da destilação fracionada5 em refinarias de petróleo:

consiste de uma fração composta por propano e butano,


Gás liquefeito de petróleo (GLP) sendo armazenado em botijões e utilizados como gás de
cozinha

é um dos produtos de maior importância do petróleo, sendo


um liquido inflamável6 e volátil. Consiste de uma mistura
Gasolina
de isômeros de hidrocarbonetos de C5 a C9, comumente
apresentado como C8H18

é uma fração intermediária entre a gasolina e o óleo diesel.


Querosene Esse é obtido com ponto de ebulição variando de 150ºC a
300ºC.

2. Hidrocarbonetos são compostos que apresentam em sua composição elementar apenas Carbono e Hidrogênio ligados
em uma diversidade considerável de estruturas moleculares.
3. Massa molecular é uma unidade de medida calculada pela soma das massas atômicas dos elementos envolvidos na
molécula do composto e refere-se a massa de um mol de moléculas cuja unidade é g/mol.
4. Temperatura de ebulição, ou Ponto de Ebulição é definida com a temperatura em que a pressão de vapor do líquido
excede a pressão atmosférica e há passagem do estado líquido para o estado gasoso.
5. Destilação fracionada é o processo de separação dos componentes do petróleo que ocorre nas torres de fracionamento
em uma destilaria.
6. A identificação de um material inflamável está prevista na legislação brasileira, como é o caso da ABNT NBR 7505 ou do
decreto nº 98044/88 e Resolução ANTT nº 420/04. Essa classificação dos materiais depende da temperatura medida em
ºC conhecida por ponto de fulgor e pela pressão de vapor absoluta do material medida em Kgf/cm2, ou seja, depende de
grandezas referentes aos vapores emitidos em relação ao ar atmosférico. A identificação de um material volátil também
depende da medida de pressão de vapor do material e pode ser medida em mm Hg. Ou seja, é uma medida físico-química
determinante da velocidade de emissão de materiais para o ar atmosférico.

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é um combustível7 empregado em motores diesel. É um
Óleo diesel líquido mais viscoso que a gasolina o que garante a proprie-
dade de lubrificação.

é um produto comercial versátil de aplicação industrial am-


pla como: impermeabilizantes de papeis, gomas de mascar,
Parafinas
explosivos, lápis, revestimento internos, revestimento de
pneus e mangueiras.

é um sólido de cor escura, que apresenta massa molecu-


Asfalto lar média elevada, é obtido do resíduo das destilações do
petróleo.

ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Elabore um plano de aula destinada à


contextualização sócio-histórico-cultural da aprendizagem em ciências da
natureza. Exponha a seleção do conteúdo, objetivos, turma, período, tempo
e recursos escolhidos. Em seguida escreva um texto que possa ser usado
durante a aula. Lembre-se de abordar fundamentos teóricos e históricos
estudados no texto acima.

Unidade 3 – As Representações Teóricas E Geométricas


Dos Compostos Do Carbono

Nesta unidade vamos estudar as estruturas das moléculas dos compostos do carbono
resultantes das representações teóricas e matemáticas de energia e geometria molecular.
Também vamos estudar os comportamentos das substâncias resultante das representações
teóricas das propriedades e da dinâmica dos sistemas químicos.

3.1 A tetravalência do carbono: a teoria da ligação química de


Kekulé e seus desdobramentos em termos de representação
estrutural

A Química transformou-se nos últimos séculos. São conhecidas, atualmente, milhões


de substâncias químicas diferentes. As estruturas das moléculas orgânicas estiveram no
centro das discussões. No século XVII as diferenças entre os compostos minerais e orgânicos
são codificadas em função de sua origem inanimada e na vida, respectivamente, e tais
representações perduram no inicio do século XIX.

7. Combustível reage na presença de O2 liberando CO2, H2O e energia.

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11
Juntamente com Lavoisier as teorias da época mostravam que as
substâncias orgânicas continham carbono, hidrogênio e azoto (N).
Em 1815 Chevreul aperfeiçou métodos específicos de análise que
lhe permitiram fornecer em 1823 a composição dos “compostos
graxos de origem animal”, seguida das descobertas da morfina,
da brucina, da quinina, da estricnina, dos alcoóis.

A partir de substâncias minerais, Wöhler consegue reconstituir,


em 1824, o ácido oxálico e em 1828 a uréia, que são substâncias
orgânicas.
Figura 1. Representação
gráfica plana do benzeno. Os métodos da análise orgânica são completados em 1830, por
Fonte: mspc.eng.br Liebig. Sendo assim as definições contemporâneas representam
as substâncias como compostos do carbono.

Na medida em que a hipótese atômica é admitida, e primeiras interpretações da eletrólise,


aparecem após 1850 o conceito de Valência, dentre outros de Kekulé (Rosmorduc, 1985),
torna-se a representação teórica.

Em 1858, Kekulé escreve sua teoria da ligação química onde o carbono possui a valência8
4 e propõe a representação gráfica plana dos compostos orgânicos.

O sonho de Kekulé, advindo das evidências sobre os compostos de carbono na época e


da sua grande capacidade intuitiva e criativa – no qual os átomos “formavam uma cadeia”,
“um átomo maior abraçava outros dois menores” e “outros ainda maiores retinham três
ou mesmo quatro dos menores” levou Kekulé a propor os seguintes postulados: ligações
múltiplas, ligação a vários elementos, formação de ligações fortes do carbono com vários
átomos tais como o H, O, N, S e halogênios bem como com outros átomos de C.

Em 1874 J. H. Van’t Hoff supõe que o carbono está no centro de


um tetraedro e os átomos que se ligam a ele situam-se nos quatro
vértices do tetraedro.

E no caso do metano CH4 a molécula é perfeitamente simétrica.

Isso explica diversas das propriedades de compostos orgânicos


Figura 2. Representação
(Rosmorduc, 1985). E em especial as propriedades físicas de ponto
geométrica do metano. de ebulição dos compostos orgânicos.
Fonte: www.iq.unesp.br

8. A noção clássica de Kekulé coloca a valência como uma força inata ao elemento utilizada para atacar outros elementos
e expressa numericamente pelo numero de elementos monovalentes capazes de serem atacados por ele. A noção de
ligação química era o efeito resultante da ação dessa força.

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ATIVIDADE PRÁTICA - BURACO QUÍMICO

Este é um jogo de cartas, onde se exercita a seriação de seqüências definidas pelo número de
# QUANTIDADE DE CARTAS “ligações” que cada carta pode fazer, número este representado no canto esquerdo superior
POR ELEMENTO da carta. Cada carta conterá o símbolo de um dos elementos representativos mais simples e
14: 0He 18: 1H um número que corresponderá ao número de ligações que ele poderá fazer. Faz-se uma ana-
5: 2O5 : 3N logia dessas cartas com os elementos representativos mais simples da tabela periódica, e as
5: 4C5 : 1F
seqüências corresponderão a compostos que podem ser formados por estes elementos. O
!! baralho é constituído de 52 cartas, conforme descrito o número de cartas e seu tipo:

Material necessário: cartolina ou papel cartão, tesoura e caneta.

Para fazer as cartas: Recorte a cartolina em retângulos de aproximadamente 7cm x 4 cm. Escreva o símbolo dos elementos
em letras grandes no centro da carta e no canto esquerdo superior o número de ligações que o elemento pode fazer. Faça
para cada elemento o número de cartas especificados acima.

Regras do jogo: Leia com atenção.

1. Poderão participar 2 jogadores.

2. Cada jogador receberá 10 cartas.

3. Serão distribuídos também mais dois conjuntos de 5 cartas que comporão os “biribas”. O restante do baralho irá constituir
o bolo de cartas. Colocá-lo no centro da mesa de face para baixo.

4. Um dos jogadores inicia o jogo comprando uma carta do bolo de cartas e juntando-as às demais que já possui. Escolhe
então entre suas cartas uma para descartar na mesa. A seguir será a vez do outro jogador, que poderá então comprar uma
carta do bolo ou do descarte. Assim os jogadores se alteram consecutivamente.

5. Cada jogador poderá, durante sua vez de jogar, abaixar seqüências de cartas que obedeçam ao número de ligações que
cada carta poderá fazer. Assim a carta 1H determina que o elemento representado pela letra H poderá fazer somente uma
ligação. A carta 3N mostra que o elemento representado pela letra N fará 3 ligações. A carta 0He, sem nenhum número, não
poderá ligar-se a nenhuma outra carta, só podendo ser descartada.

6. Cartas como 2O; 3N ou 4C poderão ligar-se a mais de uma carta até satisfazer suas ligações. Por exemplo, a carta 4C poderá
ligar-se ao 2O, gastando assim duas ligações e então ligar-se a outras duas cartas de 1H. Assim teríamos a seqüência:

1
H 4
C 2
O
H
1

7. Atenção: Existe uma exceção: A carta 4C poderá também ligar-se a uma única carta de 2
O formando o CO, composto
conhecido como monóxido de carbono.

8. Quando um jogador acaba suas cartas abaixando as seqüências possíveis, pegará o biriba, continuando a jogar normal-
mente.

9. O jogador que acabar novamente com as suas cartas após pegar o biriba, encerrará o jogo, ganhando 20 pontos.

10. As cartas das seqüências abaixadas por cada jogador serão também contadas de acordo com as numerações respectivas.
Os pontos das cartas que sobrarem na mão serão descontados do total de pontos.

11. Ganhará o jogo aquele que tiver maior número de pontos.

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PARA SABER MAIS: A teoria da ligação química de Kekulé é apresentada
no artigo de Waldmir Nascimento de Araujo Neto, em A noção clássica
de valência publicada no caderno temático da Química Nova na Escola,
nº 7, dezembro de 2007. O texto também trata da dedução das fórmulas
estruturais e moleculares dos compostos e da dedução da geometria
tetraédrica do carbono.

ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Fazer exercício com balões para


representação visual das diferentes ocupações espaciais ao redor de um
átomo central. Ver em portaldoprofessor.mec.gov.br a discussão teórica.

De acordo com a Mecânica Quântica o carbono no estado ativado apresenta a seguinte


configuração:

Carbono: 2s □ 2p □□□

Kekulé já deduzia a partir da teoria de valência que o carbono deveria fazer quatro
ligações, a partir de 1930 a teoria de Kekulé passa a ser esclarecida através da Mecânica
Quântica.

Analisando a molécula de metano, CH4, correspondente à fórmula eletrônica apresentada


abaixo, se deduziria que o átomo de carbono contribuiria com um elétron, ou seja, o
carbono possuiria no seu ultimo nível quatro elétrons desemparelhado para realizar as
quatro ligações:

Figura 3. Representação Figura 4. Um dos elétrons 2s é


da fórmula eletrônica promovido ao subnível 2p, de acordo
do metano. com Masterton e Slowinsky (1990).

Essas representações são gráficas. A primeira ressalta os pares de elétrons entre o


carbono e seus ligantes. A segunda refere-se à configuração eletrônica dos orbitais do
carbono. Segundo esta teoria da valência cada interação de par de elétrons resulta na
formação da ligação química.

O aperfeiçoamento da teoria da ligação química levou à dedução da teoria da hibridização


que ajuda a explicar as ligações do carbono nos compostos orgânicos.

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14
Segundo esta teoria os orbitais da camada de valência poderiam se fundir ou hibridizarem
para formação de iguais orbitais. Isso explicaria, por exemplo, que as ligações do metano
teriam o mesmo comprimento já que todas elas seriam constituídas por orbitais iguais,
provenientes da hibridização.

TABELA 1. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DA HIBRIDIZAÇÃO DOS ORBITAIS DO CARBONO


Tipos de hibridização
sp³ sp² sp
Diferentes Representações

Figura 5. Formação de
quatro ligações covalentes
gráficas

compartilhando elétrons
com outros átomos, de
acordo com Masterton e
Slowinsky (1990). As retas Ilustração 3. Orbitais para Ilustração 4. Orbitais
tracejadas indicam os elétrons hibridização sp². para hibridização sp.
fornecidos pelo hidrogênio.

As representações gráficas acima buscam diferenciar teórica e energeticamente as


ligações ao redor do átomo de carbono em função da hibridização dos orbitais da camada
de valência.

Figura 6. Orbitais para presença de ligações sigmas e p


na hibridização do carbono. Fonte: if.ufrgs.br.

As representações teóricas em termos de ligações sigmas e pi também buscam diferenciar


energeticamente as ligações ao redor do átomo de carbono.

PARA SABER MAIS: A hibridização do Carbono pode ser estudada no artigo


de Joana Maria Ramos et.al. em O conceito de hibridização, publicado na
Revista Química Nova na Escola, nº 28, maio de 2008.

página

15
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Defina a hibridização e a geometria
espacial dos carbonos nos compostos: metano (CH4), etanol (H3CCH2OH),
acido acético (H3CCHO).

A representação nas estruturas moleculares pode ser feita


pela Teoria da Repulsão dos Pares Eletrônicos da Camada de
Valência, pois com esta foi possível dar origem a modelos de
distribuições geométricas espaciais dos ligantes ao redor do
carbono. A Teoria da Repulsão dos Pares Eletrônicos da
Camada de Valência (TRPECV) pode ser expressa da seguinte
maneira “ao redor do átomo central, os pares eletrônicos
ligantes e os não ligantes se repelem, tendendo a ficar tão
Figura 7. Representação de
uma estrutura piramidal. afastados quanto possível”.

TABELA 2. CASOS DE GEOMETRIA MOLECULAR DE COMPOSTOS ORGÂNICOS E ÁGUA


TIPO
Geometria Linear Geomatria Angular Geometria Tetraédrica
Total de pares de
elétrons ao redor do 2 3 4
átomo central

Distribuição de pares
Dois pares de elétrons ligados e Quatro pares de elétrons todos
de elétrons ao redor do Dois pares de elétrons ligados
dois não ligados ligados
átomo central

Hibridização do car-
sp sp2 sp3
bono

H–C C-H Figura 8. Representação Figura 9.


Exemplares - Molécula de um formaldeído Representação
–C OU H – C C – H OU C2H2 ou formol. Fonte: estrutural do
www.3dchem.com metano (CH4).
Fonte: mundofisico.
joinville.udesc.br

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As teorias de geometria molecular são resultantes de representações teóricas e
matemáticas a cerca da energia de atração e repulsão entre pares de elétrons do átomo
central em relação aos átomos ligantes.

TABELA 3. FÓRMULAS ESTRUTURAIS E MOLECULARES DOS COMPOSTOS

Nome Propeno Butano Etanol Propanal

Fórmula C3H6 C4H10 C2 H6O / H3CCH2OH C3H6


Molecular

Fórmula
Estrutural

H2C=CH–CH3 H3C–H2C–H2C–CH3 H3C–CH2OH

Tais representações teóricas estruturais têm sua relevância na compreensão das


propriedades físicas como o ponto de ebulição dos compostos orgânicos.

As propriedades físicas das substâncias estão associadas à polaridade das moléculas


bem como as respectivas geometrias moleculares. Por exemplo, o tetracloreto de carbono
apresenta uma geometria molecular tetraédrica apesar de conter ligações polares C-Cl,
dado a geometria simétrica tetraédrica tal molécula será apolar. Podemos verificar através
do modelo abaixo. Sendo apolar esse composto pouco solúvel em solventes polares como
a água. Ponto de ebulição e o ponto de fusão, tendo em vista a sua massa molecular são
relativamente pequenos.

Unidade 4 - Propriedades periódicas dos elementos


químicos

Nesta unidade vamos estudar os elementos químicos e suas propriedades periódicas


resultante das verificações experimentais e analíticas dos sistemas materiais.

Os elementos químicos se definem pela existência de átomos isótopos. Isótopos são


átomos de mesmo número atômico e diferente numero de massa. Número de massa – soma
de prótons e nêutrons do núcleo. E o Número atômico – número de prótons (característico
do elemento).

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17
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18
Vejamos duas propriedades periódicas em destaque:

4.1 Volume atômico e Raio atômico

Imagine uma fileira de 1 cm de átomos de sódio (raio atômico 185,8 pm): ela seria formada
por quase 27 milhões de átomos de sódio:

1 átomo 2 x 185,8 x 10-12m


Nº de átomos 1 x 10-2m

TABELA 4. RAIOS ATÔMICOS E DENSIDADES DOS METAIS


Átomo Raio Atômico/PM Densidade/Kg.dm-3
Cobre 128 8,96

Ferro 126 7,87

Alumínio 143 2,69


Fonte: Determinação de Raios Atômicos. Qnesc, nº 9, maio de 1999

As dimensões de átomos, íons e distâncias de ligação situam-se na faixa de 10-10 metros


(1 angstrom ou 100 pico metros).

4.2 Eletronegatividade

É a medida da energia de um átomo de um elemento químico ao atrair os elétrons


envolvidos na ligação covalente.

TABELA 5. PRINCIPAIS VALORES DE ELETRONEGATIVIDADE


Eletronegatividade
F O Cl N Br C S I P H Pb Mg Li
> > ~= > > ~= ~= > ~= > > >
4,0 3,5 3,0 3,0 2,8 2,5 2,5 2,5 2,1 2,1 1,8 1,2 1,0

Fonte: Atkins

A Eletronegatividade nas ligações químicas depende certos


fatores – a carga do núcleo, a distância dos elétrons mais
externos do núcleo e quantidade de barreiras que formam os
orbitais dos elétrons ao redor do núcleo. Isso explica porque
átomos pequenos são mais reativos, com pouco efeito
protetor do núcleo.
Figura 10. Ligação com diferença
de eletronegatividade. Fonte:
www.textoscientificos.com

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ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM:

1) Com base na tabela periódica responda: Qual o grupo de elementos


que possui maior eletronegatividade, e qual o grupo que possui menor
eletronegatividade?

2) Com base na eletronegativade identifique o pólo positivo e o negativo no composto


CO2 e justifique o comportamento gasoso em condições ambientais.

Unidade 5 - Análise elementar e a história da teoria


atômica

Nesta unidade vamos estudar a análise elementar a partir das verificações experimentais
e analíticas dos sistemas materiais. A análise dos constituintes dos sistemas materiais é
central nas atividades químicas. Um exemplo é o estudo da abundância dos elementos
químicos no universo ou na crosta terrestre. As representações teóricas de tal constituição
geraram diferentes conceitos de elemento9 como princípio constituinte da matéria.

Nesse sentido a análise se dedica a identificar massa molecular ou elemento químico


segundo os critérios modernos de conceituação.

A identificação de um elemento químico passou a ser feita pelo seu número atômico (Z) e
a sua caracterização considera a configuração eletrônica. O átomo este é constituído de um
núcleo formado por prótons (cargas elétricas positivas) e nêutrons (eletricamente neutros)
ao redor do qual se localizam os elétrons (cargas elétricas negativas). E a Força nuclear
(força forte) é tão maior quanto mais próxima as partículas estejam entre si. Estas forças
contrabalançam as forças elétricas de repulsão e o núcleo fica estável.

Os elétrons responsáveis pelas interações químicas são chamados de elétrons de


valência. O conceito de átomos isótopos10 tornou-se fundamental para a elaboração do
novo conceito de elemento químico, ou seja, a sua identidade elementar passou a agrupar
certo número de isótopos distintos.

PARA SABER MAIS: A teoria dos elementos químicos pode ser lida no
artigo de Maria da Conceição Marinho Oki em O conceito de elemento da
antiguidade à modernidade publicada na Revista Química Nova na Escola,
nº 16, novembro de 2002.
9. A origem do nome está relacionada com o termo grego stocheion. correspondente ao termo latino elementarium. O
conceito de elemento começou a se estruturar a partir da necessidade de explicação das mudanças observadas na
natureza.
10. Isótopos são átomos que apresentam mesmo número atômico e diferente número de massa entre si.

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ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Analise os dados apresentados abaixo
referentes à abundância de elementos nos sistemas químicos:

RESUMO DOS APLICATIVOS PARA DESENVOLVIMENTO DE JOGOS


A abundância dos elementos químicos no A abundância dos elementos químicos na
Universo crosta terrestre
O 49,5% Na 2,6%

Si 25,7% K 2,4%

Al 7,4% Mg 1,9%

Fe 4,7% H 0,9%

Ca 3,4% Ti 0,6%

1) Com base na análise dos dados responda quais os elementos químicos mais abundantes
no universo e na crosta terrestre?

2) Há uma pequena diversidade de elementos químicos presentes nos sistemas materiais


do Universo e na crosta terrestre. Em termos de número atômico qual regularidade que
podemos identificar. Qual propriedade periódica está associada aos elementos mais
abundantes seja no universo seja na crosta terrestre e qual a explicação moderna para a
evidência?

Atualmente as análises em laboratórios são diversificadas: Análises gravimétricas;


Análises volumétricas (ácida-base, precipitação, complexação e redox); Análises
espectrofotométricas (UV-visível, infravermelho, absorção atômica e espectrometria
de massa); Análises eletrométricas (potenciometria, contidutometria, amperometria,
eletrogravimetria, polarografia, voltametria); Análises cromatográficas (cromatografia de
coluna, cromatografia de camada delgada, cromatografia gasosa, cromatografia líquida de
alta eficiência).adro 1.

A análise gravimétrica está baseada na medida indireta da


massa de um (ou mais constituinte) de uma amostra, ou seja,
determinada espécie química será convertida em uma forma
separável do meio e, através de cálculos estequiométricos,
determinada a quantidade real de determinado elemento ou
composto químico, constituinte da amostra inicial.
Figura 11. Forno para produção de A análise volumétrica por titulação ácida-base corresponde
cinzas para análise de sólidos totais.

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a uma reação entre um ácido e uma base na presença de um indicador através da qual
o analista irá monitorar a mudança de cor na solução e os cálculos estarão baseados na
precisão da concentração de uma das soluções. A titulação potenciométrica consiste em
acompanhar os vários estágios e determinar o ponto final de um processo de titulação por
intermédio da medida do pH. Tais métodos analíticos mais utilizados na determinação de
um constituinte da amostra, tanto pelo baixo custo quanto pela baixa complexidade.

A análise da composição elementar resultou em impulso para a teoria atômica. Muitas


das evidencias experimentais desde a metade do século XIX, resultaram do estudo da
interação da radiação com a matéria. Nesse período a teoria eletromagnética ondulatória
foi desenvolvida por Maxwell e isso impulsionou a espectroscopia atômica. Considerando
as relações entre radiação, energia e matéria, pode-se observar que quando gases são
expostos a uma descarga elétrica ou aquecidos à altas temperaturas, uma emissão
característica da luz é observada. Evidências experimentais foram acumuladas no inicio
do século XX levando a modelos teóricos dos átomos com elétrons, com carga positiva
igual em módulo à carga negativa. Também foi postulado que a energia total do elétron é
constante quando se encontram em órbitas energeticamente permitidas.

PARA SABER MAIS: A identificação de elementos por espectroscopia pode


ser estudada no artigo de Carlos a. L. Filgueiras em A Espectroscopia e a
Química da Descoberta de Novos Elementos ao Limiar da Mecânica Quântica,
publicado na Revista Química Nova na Escola, nº 3, maio de 1996.

ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Leia os dados abaixo para responder as


questões propostas.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO ARROZ (SEGUNDO MENDEZ E RODRIGUES)


Produto Cozido Água % Proteína % Glícides %
Arroz branco 60,01 2,49 26,66

Arroz integral 62,60 3,55 30,21

Arroz parboilizado 68,66 2,31 24,65

Calcule a porcentagem de água presente em 5,008 g de amostra de arroz integral que


resultou em 3,077 g de material após secagem em estufa, à 105ºC, e avalie o resultado com
base na tabela acima citada. Indique o tipo de método analítico envolve a determinação
deste constituinte em laboratório de análise?

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ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Leia os dados abaixo para responder as
questões propostas.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO OVO (SEGUNDO HAUVER E HAUMANN)


Produto Massa total Água % Proteína % Gordura %
Ovo inteiro 100 65,5 11,8 11,0

Clara 58 88,0 11,0 0,2

Gema 31 48,0 17,5 32,5

1) Calcule a porcentagem de água presente em 5,008 g de amostra de gema de ovo que


resultou em 2,677 g de material após secagem em estufa, à 105ºC, e avalie o resultado com
base na tabela acima citada.

2) Complete o quadro baseado em informações da tabela periódica:

Constituinte
Caráter Metá-
Elementar da Família Período Nº Atômico
lico
célula viva
Oxigênio - O

Carbono - C

Hidrogênio - H

Nitrogênio - N

Cálcio - Ca

Enxofre - S

Fósforo - P

Sódio - Na

Magnésio - Mg

Potássio - K

3) Classifique os compostos abaixo em orgânicos ou inorgânicos.

a) Glicose ___________________ e) Amido ___________________

b) Sulfato de cobre ___________________ f) Óleo lubrificante ___________________

c) Ácido sulfúrico ___________________ g) Gás carbônico ___________________

d) Banha de porco ___________________ h) Nitrogênio líquido ___________________

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDERY, M. A., et. al. Para Compreender a Ciência: Uma Perspectiva Histórica. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo,
São Paulo: EDUC, 1996. p. 133-144 .

ATKINS, P. JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3ª edição. Porto
Alegre, Editora Bookman. 2006, 968p.

BAIRD, C. Química Ambiental. Editora Bookman, 2002, 622 p.

BERNAL, John Desmond. Ciência na História. Vol. 1, 2, 3,4. Livros Horizonte, 1975.

KOTZ, J. C. & TREICHEL JR., P. 2002. Química e reações químicas. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 4ª ed.

MAHAN, B.M. & MYERS, R. J. Química - Um Curso Universitário, Edgard Blucher, 4ª Edição - 1996 - 582p.

ROCHA-FILHO, R. C. e SILVA, R. R. Introdução aos cálculos da Química. São Paulo, McGraw-Hill/Makron Books, 1992.

ROSMORDUC, Jean. Uma História da Física e da Química de Tales a Einstein. Jorge Zahar Editor, 1985.

RUSSEL, John Balir. Química Geral. vol 1, 2ª ed. São Paulo: Editora Makron Books, 1994.

THUILLIER, P. De Arquimedes a Einstein: A Face Oculta da Invenção Científica. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,
1994.

Revista Química Nova na Escola. Publicação da Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química. Seleção de
artigos do nº. 01 ao nº. 34. (disponível em http://qnesc.sbq.org.br/online/)

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