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AVALIAÇÃO

INTERVENÇÃO & DIAGNÓSTICO


TDA - TDAH
VOL.01
Copyright-2019

por Daliane Oliveira

Todos os direitos em língua portuguesa reservados por:

Oliveira, Daliane_Moisés - PsiquEasy

Rio de Janeiro – Bahia - Brasil

+55(21) 97421-7212

https://www.psiqueasy.com.br

OLIVEIRA, Daliane.

ARTES GRÁFICAS: OLIVEIRA, Moisés; OLIVEIRA, Douglas.

TDA – TDAH / Orientações - Seleção de Jogos e Atividades

Autora da Seleção - Pp. Daliane Oliveira

Edição e Distribuição:

PsiquEasy Software e Materiais

Programação Visual

Moisés Rocha de Oliveira

Artes Gráficas

Douglas Soares Oliveira

Proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios a não ser em citações breves, com indicação da fonte.
APRESENTAÇÃO

Esse é mais um volume da Coleção: Avaliação, Intervenção e Diagnóstico, feito


com o intuito de auxiliar milhares de profissionais em vários países. São 8 volumes
abordando as Dificuldades de Aprendizagem Específicas (DAE), Psicomotricidade e
Jogos Lúdicos/DAE. Sabemos quanto tem sido difícil encontrar materiais que contribuíam
significativamente com o trabalho dos profissionais da Psicopedagogia, assim como da
Neuropsicopedagogia.
Existem muitos materiais que contemplam as mesmas temáticas, no entanto, muitas
delas estão com uma linguagem e/ou formulação que dificultam a compreensão.
Precisamos ter instrumentos que facilitem nosso dia a dia e que sejam de fácil interpretação.
Foram essas características que procuramos desenvolver em nossa coleção. Tentamos ser o
mais claro e objetivo possível.
Nesse volume abordaremos a temática TDA/TDAH – orientações como: O TDAH
é comum?, Sintomas de TDAH, Sintomas comuns de desatenção, Sintomas comuns de
hiperatividade e impulsividade, Tratamento, Cuidados, Medicamentos, Convívio,
Complicações, Questionário, SNPAP – IV, Entrevista, Direitos dos portadores de TDAH,
Escala de Avaliação ASRS – 18 Adultos, Neurofeedback, o uso de brinquedos e jogos na
intervenção do TDA/TDAH e Sugestões de Jogos para serem desenvolvidos como
atividades e/ou brincadeiras.
É importante conhecer mais sobre TDAH, os sintomas deste transtorno para saber
lidar com a(s) situação(s) de maneira confiante, visto que esse distúrbio atinge 5% das
crianças e adolescentes de todo o mundo. A demora em diagnosticar o caso pode trazer
sérias consequências para o desenvolvimento da criança.
Após pesquisas na internet, livros, congressos e vídeos direcionados ao tema
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), ficou comprovado que os
profissionais da educação, precisam ser orientados em como lidar com alunos tanto com
indisciplina e falta de limites, como saber diferenciar do Transtorno do Déficit de
Atenção e Hiperatividade (TDAH). Enquanto psicopedagogos precisamos saber como
orientar os professores caso venham perceber que um aluno demonstre agitação repetitiva,
falta de atenção, dificuldades de relacionamento, entre outros, para saberem diferenciar
uma situação da outra. Deixando claro que o sintoma de TDAH não se restringe apenas a
uma criança agitada, mas que uma criança quieta ao extremo também pode ser portadora
desse distúrbio.
O professor bem como pais e responsáveis precisam ser auxiliados em como buscar
ajuda caso o comportamento venha a persistir, encaminhando a criança, adolescente e/ou
adulto para especialistas da área, como Psiquiatra, Psicólogo, Neuropediatra ou
Psicopedagogo entre outros, que possam fazer a intervenção e um eventual tratamento.
O diagnóstico é afirmado após várias observações desses especialistas como
psiquiatras, psicólogos e neurologistas, após todos esses procedimentos a criança poderá
ser encaminhada para intervenções e acompanhamento de um psicopedagogo.
Devemos estar bem informados sobre as possibilidades de tratamento do quadro de
TDAH, incluindo a medicação e como ela age no sistema nervoso central e sobre os
comportamentos inadequados, além de entender que as melhoras ocorrem no aumento do
foco, da atenção, na execução, na caligrafia, nas habilidades motoras finais e na
melhora dos relacionamentos interpessoais.
A utilização de jogos é indicada para trabalhar no processo de Intervenção de
Portadores de TDA/TDAH, visto que é através dos jogos, que a criança e até mesmo
adolescentes e adultos submetem-se às regras e normas, onde poderão desenvolver suas
habilidades, seu raciocínio, auto-imagem, tolerar frustrações, saber ganhar ou perder,
saber esperar sua vez, planejar uma situação, aprender a ouvir, etc.
Segue no decorrer desse material diversas sugestões de jogos que podem ser
impressos em papel cartão ou folha A4 e plastificadas para terem uma durabilidade e
mobilidade bem maior.
Além dos Jogos também é indicado utilizar a ARTETERAPIA, pois também é uma
grande contribuição terapêutica durante o processo de diagnóstico ou mesmo de
intervenção com um portador de TDAH.
Essa coleção foi organizada com muito carinho, esperamos que sejam úteis e de
grande valia para todos os profissionais que adquiri-las.

Autora: Pp. Daliane Oliveira


SUMÁRIO

1. O Que é TDAH: Causa, Sintomas, Diagnóstico, Tratamento e Intervenção............07


2. O TDAH é Comum?.................................................................................................07
3. Sintomas de TDAH...................................................................................................08
4. Sintomas Comuns de Desatenção.............................................................................08
5. Sintomas Comuns de Hiperatividade e Impulsividade.............................................09
6. Tipos de TDA/TDAH...............................................................................................09
7. Sintomas Principais do TDAH Tipo Combinado / Misto.........................................10
8. Sintomas Principais do TDAH Tipo Desatento / Distraído......................................13
9. Sintomas Principais do TDAH Tipo Hiperativo / Impulsivo....................................14
10. Quais são as Causas do TDAH?................................................................................16
11. Fatores Genéticos......................................................................................................17
12. Anormalidades Cerebrais..........................................................................................17
13. Fatores Ambientais....................................................................................................17
14. Diagnóstico e Exames...............................................................................................18
15. Diagnóstico de TDAH...............................................................................................19
16. Tratamento e Cuidados..............................................................................................20
17. Medicamentos para TDAH.......................................................................................21
18. Convivendo (Prognóstico).........................................................................................23
19. Lidando com a Criança com TDAH..........................................................................23
20. TDAH na Escola.......................................................................................................24
21. Complicações Possíveis............................................................................................25
22. Acompanhamento Psicopedagógicas para Portadores de TDAH.............................27
23. O Benefício do Uso de Jogos como Intervenção em Crianças .................................30
24. As Contribuições da Arteterapia na Atuação Psicopedagógica................................32
25. Questionário TDAH-Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade...........37
26. SNAP-IV...................................................................................................................39
27. Questionário para Entrevista – TDAH......................................................................41
28. Direito dos Portadores de TDAH..............................................................................42
29. Escala de Avaliação ASRS-18 – Adultos..................................................................44
30. Neurofeedback como Tratamento Alternativo TDAH em Crianças.........................46
31. O Uso de Brinquedos e Jogos na Intervenção Psicopedagógica...............................49
32. TDA – TDAH e a Importância da Utilização de Jogos.............................................53
33. 224 Páginas com Sugestões de Jogos..............................................................54 á 276
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O QUE É TDAH: CAUSA, SINTOMAS, DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E
INTERVENÇÃO

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um


transtorno neurobiológico que aparece na infância e que na maioria dos casos acompanha o
indivíduo por toda a vida. O TDAH (CID-10, F90) se caracteriza pela combinação de
sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade sendo a
apresentação predominantemente desatenta conhecida por muitos como DDA (Distúrbio
do Déficit de Atenção). É importante dizer que o TDAH não é uma doença, portanto não
existe uma cura para solucioná-lo e sim um tratamento para melhor conviver com ele.
Os sintomas de TDAH podem se manifestar no início da infância. No entanto, o
diagnóstico pode ficar mais evidente a partir do momento que a criança vai para a escola,
pois a criança com TDAH pode apresentar dificuldade em prestar atenção à aula, responder
as questões sem terminar de ler e não conseguir ficar parado.

O TDAH É COMUM?

De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção a prevalência do


TDAH gira em torno de 3 a 5% da população infantil do Brasil e de vários países do
mundo onde o transtorno já foi pesquisado. Nos adultos estima-se prevalência em
aproximadamente 4%. Segundo o DSM-5, levantamentos populacionais sugerem que o
TDAH ocorre na maioria das culturas em cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos.

7
Segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª
Ed. 2013), o TDAH é mais frequente no sexo masculino do que no feminino na população
geral, na proporção de 2:1 em crianças e de 1,6:1 em adultos, com maiores chances de
pessoas do sexo feminino se apresentarem primariamente com características de desatenção
em comparação com as do sexo masculino.
As pessoas que convivem com o TDAH precisam de atenção, tratamento e
acolhimento. Isso porque esses indivíduos podem se sentir rejeitados e ter sua autoestima
abalada devido aos sintomas causados pelo transtorno. Para se ter uma ideia, crianças que
têm TDAH podem ter dificuldade em conseguir brincar com outras crianças, podem tirar
notas mais baixas e apresentar maior dificuldade para manter o foco. Da mesma forma, um
adulto com TDAH pode não ter um rendimento necessário para subir na carreira.
Porém, com diagnóstico e tratamento adequado é possível que as pessoas que
apresentam do TDAH tenham um rendimento adequado e uma boa qualidade de vida.

SINTOMAS DE TDAH

O DSM-5 tem alguns critérios que definem o diagnóstico de uma criança ou adulto
com TDAH. Em primeiro lugar, é necessário que a pessoa apresente um padrão persistente
de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfira no funcionamento e no
desenvolvimento. Para tanto, ela precisa apresentar sintomas destes dois aspectos.

SINTOMAS COMUNS DE DESATENÇÃO:

 Deixar de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades


escolares, de trabalho ou durante outras atividades;
 Ter dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas;
 Não escutar quando lhe dirigem a palavra;
 Não seguir instruções e não termina deveres de casa, tarefas domésticas ou tarefas
no local de trabalho;
 Ter dificuldade para organizar tarefas e atividades;
 Evitar, não gostar ou relutar em se envolver em tarefas que exijam esforço mental
prolongado (tarefas escolares, deveres de casa, preparo de relatórios etc.);
 Perder objetos necessários às tarefas ou atividades;
 Ser facilmente distraído por estímulos externos (para adolescentes mais velhos e
adultos pode incluir pensamentos não relacionados);

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 Ser esquecido em relação a atividades cotidianas.
SINTOMAS COMUNS DE HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE:

 Remexer ou batucar mãos e pés ou se contorcer na cadeira;


 Levantar da cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que
permaneça sentado (sala de aula, escritório, etc.);
 Correr ou subir nas coisas, em situações onde isso é inapropriado ou, em
adolescentes ou adultos, ter sensações de inquietude;
 Ser incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente;
 Não conseguir ou se sentir confortável em ficar parado por muito tempo, em
restaurantes, reuniões, etc.;
 Falar demais;
 Não conseguir aguardar a vez de falar, respondendo uma pergunta antes que seja
terminada ou completando a frase dos outros;
 Ter dificuldade de esperar a sua vez;
 Interrompe ou se intrometer em conversas e atividades, tentar assumir o controle do
que os outros estão fazendo ou usar coisas dos outros sem pedir.

Em geral, é preciso que a criança apresente seis ou mais desses sintomas por mais
de seis meses antes de ser feito o diagnóstico. Já em adultos ou adolescentes (com mais de
17 anos), é preciso apresentar apenas cinco destes sintomas.

Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estavam


presentes antes dos 12 anos de idade e em mais de dois ambientes, como a casa, escola,
trabalho, com amigos...

É preciso haver evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento


social, acadêmico ou profissional ou de que reduzem a sua qualidade. E os sintomas não
devem ser mais explicados dentro de outro transtorno mental, como transtorno bipolar,
transtorno de personalidade, entre outros...

TIPOS

O TDAH pode se apresentar com sintomas de desatenção e de hiperatividade ou


impulsividade. De acordo com a quantidade desses sintomas, podemos classificar o TDAH
em três subtipos:

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Apresentação combinada: Se tanto os critérios de desatenção e hiperatividade-
impulsividade são preenchidos nos últimos 6 meses.

Sintomas principais do TDAH Tipo Combinado / Misto

Distração e Lentificação

Desvia facilmente a atenção do que está fazendo e comete erros por prestar pouca
atenção a detalhes. Muitas vezes distrai-se com seus próprios devaneios ou então
um simples estímulo externo tira a pessoa do que está fazendo.
Dificuldade de concentração em palestras, aulas, leitura de livros (dificilmente
termina um livro, a não ser que o interesse muito).
Às vezes parece não ouvir quando o chamam (muitas vezes é interpretado como
egoísta, desinteressado).
Durante uma conversa pode distrair-se e prestar atenção em outras coisas,
principalmente quando está em grupos. Às vezes capta apenas partes do assunto ou
enquanto "ouve" já está pensando em outra coisa e interrompe a fala do outro.
Dificuldade em iniciar e finalizar tarefas que exijam esforço mental e atenção
focada por muito tempo.
Demora muito mais que outras pessoas para fazer atividades similares, se perde
muito pelo meio do caminho.
Sente sonolência e sensação de estar "desligando", especialmente quando precisa se
concentrar.

Esquecimentos

Problemas de memória a curto prazo: perde ou esquece objetos, nomes, prazos,


datas.
Dificuldade em seguir instruções, mesmo quando se propõe. Inicia bem e logo em
seguida muda, fazendo de outro jeito ou deixando de lado.
Pensa em fazer uma coisa e logo em seguida esquece o que iria fazer. Por exemplo,
quando vai buscar algo, pelo meio do caminho esquece.
Durante uma fala, pode ocorrer um "branco" e esquecer o que iria dizer.

10
Desorganização

Forte desorganização, não consegue planejar para concretizar (fica somente na


cabeça).
Dificuldade em organizar-se com objetos (mesa, gavetas, arquivos, papéis...), tudo é
uma permanente bagunça.
Problemas com planejamento do tempo. Perde a noção da passagem do tempo. Pode
sentir que o dia tem 48 horas ou que passou muito mais rápido do que pensava.

Agitação

Forte agitação e inquietação - em adultos, agitação mental é mais comum. Em


crianças é a hiperatividade física.
Inquietação – mexer as mãos e/ou pés quando sentado, musculatura tensa, com
dificuldade em ficar parado num lugar por muito tempo. Costuma ser o "dono" do
controle remoto.
Faz várias coisas ao mesmo tempo, está sempre a mil por hora, em busca de
novidades, de estímulos fortes. Detesta o tédio. Parece que não se contenta com uma
coisa apenas, especialmente coisas mais simples e menos estimulantes.
Consegue ler, assistir televisão e ouvir música ao mesmo tempo. Muitas vezes é
visto como imaturo, insaciável.
Costuma ser prolixo ao falar, perde sua objetividade em mil detalhes, sem perceber
como se comunica. No entanto, não tem a menor paciência em ouvir alguém como
ele, sem dar-se conta que é igual.
Pensa mais rápido que consegue falar, prejudicando a comunicação.
Impulsividade / Impaciência
Interrompe a fala do(s) outro(s); sua impaciência faz com que responda perguntas
antes mesmo de serem concluídas.
Sem filtro ao se expressar. Fala sem pensar, causando situações constrangedoras e
até mesmo ofensivas.
Impaciência: não suporta esperar ou aguardar por algo: filas, telefonemas,
atendimento em lojas, restaurantes, quer tudo para "ontem".
A comunicação costuma ser compulsiva, sem filtro para inibir respostas
inadequadas, o que pode provocar situações constrangedoras e/ou ofensivas: fala ou
faz e depois pensa.

11
Dificuldade em expressar-se: muitas vezes as palavras e a fala não acompanham a
velocidade da sua mente. Muitos quando estão em grupo, falam sem parar sem se
dar conta que outras pessoas gostariam de emitir opiniões, fazer colocações e o que
deveria ser um diálogo, transforma-se num monólogo que só interessa a quem está
falando.
Pode mudar inesperadamente de planos, metas… (mais em adultos). Em crianças,
perde rapidamente o interesse em brinquedos ou coisas que antes gostava ou queria
muito.

Compulsão

Pode falar, comer, comprar... compulsivamente e/ou sobrecarregar-se no trabalho.


Muitos acabam estressados, ansiosos e impacientes: são os workaholics.
Tendência ao vício: álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo…
Tendência a sobrecarga, exaustão e compulsividade (em adultos), risco de abuso de
álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo…

Intensidade

Baixo nível de tolerância: não sabe lidar com frustrações, com erros (nem os seus,
nem dos outros). Muitas vezes sente raiva e se recolhe.
Instabilidade de humor: ora está ótimo, ora está péssimo, sem que precise de
motivo sério para isso. Os fatores podem ser externos ou internos, uma vez que
costuma estar em eterno conflito.
Hipersensibilidade: pode melindrar-se facilmente, tendo uma tendência ao
desespero, como se seu mundo fosse desmoronar-se a qualquer instante,
incapacitando-o muitas vezes de ver a realidade como ela realmente é, e buscar
soluções.
Sexualidade instável: pode alternar períodos de grande impulsividade sexual com
outros de baixo desejo.
Tem um temperamento explosivo: não suporta críticas, provocações e/ou rejeição.
Rompe com certa facilidade relacionamentos de trabalho, sociais e/ou afetivos.
Dificuldade em ver a realidade com objetividade e buscar soluções.

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Predominantemente desatento: quando os critérios de desatenção são preenchidos nos
últimos seis meses, mas os critérios de hiperatividade não são;

Sintomas principais do TDAH Tipo Desatento / Distraído

Distração e Lentificação

Desvia facilmente a atenção do que está fazendo e comete erros por prestar
pouca atenção a detalhes. Muitas vezes distrai-se com seus próprios devaneios
ou então um simples estímulo externo tira a pessoa do que está fazendo.
Dificuldade de concentração em palestras, aulas, leitura de livros (dificilmente
termina um livro, a não ser que o interesse muito).
Às vezes parece não ouvir quando o chamam (muitas vezes é interpretado como
egoísta, desinteressado).
Durante uma conversa pode distrair-se e prestar atenção em outras coisas,
principalmente quando está em grupos. Às vezes capta apenas partes do assunto
ou enquanto "ouve" já está pensando em outra coisa e interrompe a fala do
outro.
Dificuldade em iniciar e finalizar tarefas que exijam esforço mental e atenção
focada por muito tempo.
Demora muito mais que outras pessoas para fazer atividades similares, se perde
muito pelo meio do caminho.
Sente sonolência e sensação de estar "desligando", especialmente quando
precisa se concentrar.

Esquecimentos

Problemas de memória a curto prazo: perde ou esquece objetos, nomes, prazos,


datas.
Dificuldade em seguir instruções, mesmo quando se propõe. Inicia bem e logo
em seguida muda, fazendo de outro jeito ou deixando de lado.
Pensa em fazer uma coisa e logo em seguida esquece o que iria fazer. Por
exemplo, quando vai buscar algo, pelo meio do caminho esquece.
Durante uma fala, pode ocorrer um "branco" e esquecer o que iria dizer.

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Desorganização

Forte desorganização, não consegue planejar para concretizar (fica somente na


cabeça).
Dificuldade em organizar-se com objetos (mesa, gavetas, arquivos, papéis...),
tudo é uma permanente bagunça.
Problemas com planejamento do tempo. Perde a noção da passagem do tempo.
Pode sentir que o dia tem 48 horas ou que passou muito mais rápido do que
pensava.

Predominantemente hiperativo-impulsivo: quando os critérios de hiperatividade são


preenchidos nos últimos seis meses, mas os critérios de desatenção não são.

Sintomas principais do TDAH Tipo Hiperativo / Impulsivo

Agitação

Forte agitação e inquietação - em adultos, agitação mental é mais comum. Em


crianças é a hiperatividade física.
Inquietação – mexer as mãos e/ou pés quando sentado, musculatura tensa, com
dificuldade em ficar parado num lugar por muito tempo. Costuma ser o "dono" do
controle remoto.
Faz várias coisas ao mesmo tempo, está sempre a mil por hora, em busca de
novidades, de estímulos fortes. Detesta o tédio. Parece que não se contenta com uma
coisa apenas, especialmente coisas mais simples e menos estimulantes.
Consegue ler, assistir televisão e ouvir música ao mesmo tempo. Muitas vezes é
visto como imaturo, insaciável.
Costuma ser prolixo ao falar, perde sua objetividade em mil detalhes, sem perceber
como se comunica. No entanto, não tem a menor paciência em ouvir alguém como
ele, sem dar-se conta que é igual.
Pensa mais rápido que consegue falar, prejudicando a comunicação.

Impulsividade / Impaciência

Interrompe a fala do(s) outro(s).

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Sua impaciência faz com que responda perguntas antes mesmo de serem concluídas.
Sem filtro ao se expressar. Fala sem pensar, causando situações constrangedoras e
até mesmo ofensivas.
Impaciência: não suporta esperar ou aguardar por algo: filas, telefonemas,
atendimento em lojas, restaurantes... quer tudo para "ontem".
A comunicação costuma ser compulsiva, sem filtro para inibir respostas
inadequadas, o que pode provocar situações constrangedoras e/ou ofensivas: fala ou
faz e depois pensa.
Dificuldade em expressar-se: muitas vezes as palavras e a fala não acompanham a
velocidade da sua mente. Muitos quando estão em grupo, falam sem parar sem se
dar conta que outras pessoas gostariam de emitir opiniões, fazer colocações e o que
deveria ser um diálogo, transforma-se num monólogo que só interessa a quem está
falando.
Pode mudar inesperadamente de planos, metas… (mais em adultos). Em crianças,
perde rapidamente o interesse em brinquedos ou coisas que antes gostava ou queria
muito.

Compulsão

Pode falar, comer, comprar, compulsivamente e/ou sobrecarregar-se no trabalho.


Muitos acabam estressados, ansiosos e impacientes: são os workaholics.
Tendência ao vício: álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo…
Tendência a sobrecarga, exaustão e compulsividade (em adultos), risco de abuso de
álcool, drogas, jogos, Internet e salas de bate papo…

Intensidade

Baixo nível de tolerância: não sabe lidar com frustrações, com erros (nem os seus,
nem dos outros). Muitas vezes sente raiva e se recolhe.
Instabilidade de humor: ora está ótimo, ora está péssimo, sem que precise de
motivo sério para isso. Os fatores podem ser externos ou internos, uma vez que
costuma estar em eterno conflito.
Hipersensibilidade: pode melindrar-se facilmente, tendo uma tendência ao
desespero, como se seu mundo fosse desmoronar-se a qualquer instante,
incapacitando-o muitas vezes de ver a realidade como ela realmente é, e buscar
soluções.

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Sexualidade instável: pode alternar períodos de grande impulsividade sexual com
outros de baixo desejo.
Tem um temperamento explosivo: não suporta críticas, provocações e/ou rejeição.
Rompe com certa facilidade relacionamentos de trabalho, sociais e/ou afetivos.
Dificuldade em ver a realidade com objetividade e buscar soluções.

Além disso, a pessoa pode ter três diferentes graus de TDAH:

Leve: Poucos sintomas estão presentes além daqueles necessários para fazer o
diagnóstico, e os sintomas resultam em não mais do que pequenos prejuízos no
funcionamento social, acadêmico ou Profissional;
Moderada: Sintomas ou prejuízo funcional entre “leve” e “grave” estão presentes;
Grave: Muitos sintomas além daqueles necessários para fazer o diagnóstico estão
presentes, ou vários sintomas particularmente graves estão presentes, ou os sintomas
podem resultar em prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional.

QUAIS SÃO AS CAUSAS DO TDAH?

O TDAH é um dos transtornos psiquiátricos mais bem estudados no mundo,


entretanto existe um questionamento contínuo sobre a sua origem e até o momento não há
um consenso científico sobre as suas reais causas, ou seja, quanto a ele ser inato (genético)
ou adquirido (ambiental).

Considerando-se que o TDAH é um transtorno heterogêneo (manifesta-se de


inúmeras formas) e dimensional (os sintomas se combinam nos mais variados graus de
intensidade) é possível inferir a complexidade da questão, com múltiplas causas e fatores de
risco. Assim, ainda continua difícil precisar a influência e a importância relativa de cada
fator no aparecimento do transtorno, havendo necessidade de mais pesquisas sobre o tema.

Em suma, a maioria dos estudiosos concorda com a origem multifatorial do TDAH,


com seus componentes genéticos e ambientais, em que provavelmente vários genes
anômalos de pequeno efeito em combinação com um ambiente hostil, formatariam um
cérebro alterado em sua estrutura química e anatômica.

Podemos dividir os fatores que causam o TDAH em fatores neurobiológicos (que


incluem genética e anormalidades cerebrais) e fatores ambientais. Entenda melhor cada um

16
deles:
FATORES GENÉTICOS

Os fatores genéticos parecem ter um papel bastante relevante na origem do TDAH.


As pesquisas são concordantes e mostram que a prevalência de TDAH é bem maior em
filhos e familiares de pessoas com TDAH em relação a pessoas sem o problema e que a
herdabilidade média do TDAH é estimada em 76%.
Estudos usando famílias e casos de gêmeos e adoção estabeleceram as bases
genéticas do TDAH, apoiando a contribuição genética para o surgimento do transtorno.
Estudos verificaram que 60% das crianças com TDAH tinham um dos pais com o
transtorno, que a probabilidade da criança ter o TDAH aumenta em até oito vezes se os pais
também tiverem o problema; que entre familiares de pessoas com TDAH o risco de se ter o
transtorno era cinco vezes maior que o de pessoas sem história familiar; que apesar de não
haver diferenças importantes na incidência de TDAH entre pais e irmãos de filhos adotivos
comparados a pais e irmãos da população controle, havia um padrão familiar de TDAH
entre os pais e irmãos biológicos de crianças com TDAH.

ANORMALIDADES CEREBRAIS

Muitos estudos de imagem feitos no cérebro mostraram evidências de disfunção em


pessoas com TDAH (no córtex pré-frontal, núcleos da base, cerebelo e outras).

FATORES AMBIENTAIS

 Baixo peso ao nascer (menos de 1.500 g) confere um risco 2 a 3 vezes maior para
TDAH, embora a maioria das crianças que nascem com baixo peso não
desenvolva o transtorno.
 Embora o TDAH esteja correlacionado com tabagismo na gestação, parte dessa
associação reflete um risco genético comum.
 Uma minoria de casos pode estar relacionada a reações a aspectos da dieta.
 Pode haver história de abuso infantil, negligência, múltiplos lares adotivos,
exposição a neurotoxinas (chumbo), infecções (por exemplo: encefalite) ou
exposição ao álcool durante a gestação.
 Exposição a toxinas ambientais foi correlacionada com o TDAH subsequente,
embora ainda não se saiba se tais associações são causais.

17
DIAGNÓSTICO E EXAMES

Se você estiver preocupado com o seu filho e suspeitar, pelos sinais apresentados,
que ele tenha o TDAH, consulte logo um especialista no tema. Os médicos habilitados a
fazerem um diagnóstico correto do TDAH precisam ser muito experientes no
reconhecimento dos sintomas e no tratamento do TDAH.

Os profissionais geralmente mais capacitados são os (neuro) psiquiatras, (neuro)


pediatras e neurologistas. Entretanto, em virtude da maioria das comorbidades do TDAH
ser de cunho psiquiátrico, o mais comum é que indivíduos com o transtorno procurem um
psiquiatra. No caso de crianças e adolescente, recomenda-se que os profissionais sejam da
área da infância e adolescência e experientes no assunto.

Caso você ou seu filho já tiverem sido diagnosticados com TDAH e já iniciaram o
tratamento, o mesmo deverá ser feito regularmente, sempre de acordo com as instruções
dadas pelo profissional.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar o TDAH são:

Psiquiatra
Neuropsiquiatra
Neuropediatra
Neurologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo.


Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

 Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram


 Histórico médico, incluindo outras condições que você tenha apresentado bem como
os medicamentos ou suplementos que esteja tomando com regularidade
 Receitas anteriores com os medicamentos já tomados
 Histórico de outras doença psiquiátricas.

18
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

 Qual o principal motivo pelo qual você veio à consulta?


 Quais os sintomas que mais o prejudicam?
 Quando e como começaram?
 Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
 Outras pessoas da família apresentam ou já apresentaram quadro parecido?
 Você tem ou já teve outros problemas de saúde e quais?
 Como é ou era o seu comportamento na escola?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando
pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas
relevantes antes da consulta acabar.

DIAGNÓSTICO DE TDAH

O diagnóstico para TDAH é inteiramente clínico, feito por médico especialista em


TDAH. Não é necessário exame de ressonância, eletroencefalograma ou qualquer outro que
avalie características físicas. Também não é preciso fazer avaliação neuropsicológica, só
em certos casos.

O processo diagnóstico de TDAH segue uma relação de critérios médicos


específicos, incluindo a determinação de subtipo, nível de remissão e gravidade do
transtorno.

Geralmente as consultas de pessoas com TDAH são mais longas, pois é preciso
colher as histórias não só do paciente, como também as de seus familiares mais próximos
(pais, irmãos, avós, etc.), em função da grande herdabilidade do TDAH.

Não menos importante é saber como transcorreram a gestação, parto, período pós-
parto, o desenvolvimento neuropsicomotor, a esfera social e a escolaridade (para
adolescentes investigar também a vida acadêmica, se há planos para ingressar em
faculdade, etc., e para adultos saber como está sendo a vida conjugal e profissional).

A primeira consulta deve ser feita só com a mãe ou com os pais. A segunda deve ser
feita com o paciente que pode ser a criança ou o adolescente. E a terceira, com todos
reunidos.

19
É também muito importante entender com detalhes o funcionamento da dinâmica
familiar do paciente, ou seja, qual é o modo que os pais e familiares lidam com ele, se os
pais o rotulam ou se fazem comparações com irmãos ou colegas, se eles sabem que o filho
apresenta um transtorno que tem tratamento, entre outras questões.

Inclusive, alguns adultos precisam chamar os pais, ou o cônjuge ou outros familiares


para reportarem como se transcorreram nos primeiros anos de vida, pois muitos adultos
podem não se recordar de dados importante de sua infância, escolaridade e outros dados da
vida. Os especialistas que tratam o TDAH só fazem o diagnóstico do transtorno após a
obtenção de todos os dados necessários ao mesmo.

O TDAH costuma ser observado com mais facilidade durante o ensino fundamental
pela desatenção, que fica mais saliente e prejudicial.

Na adolescência, a hiperatividade costuma diminuir podendo limitar-se a


comportamentos mais irrequietos ou sentimentos de inquietude interna e impaciência. O
transtorno pode permanecer “estável” neste período, mas alguns têm piora no curso da
doença e podem apresentar comportamentos antissociais.

A maioria dos adolescentes e adultos com TDAH apresentam redução da atividade


motora, embora persistam sintomas de desatenção, inquietude, impulsividade e
comprometimento das funções executivas (planejamento, organização, etc.).

O adulto costuma sofrer de desatenção, inquietude, impulsividade e presença de


compulsões. Uma parcela significativa de crianças com TDAH permanecem prejudicadas
por toda a vida.

TRATAMENTO E CUIDADOS

O tratamento precoce do TDAH é o “ponto-chave” para que a vida daqueles que


têm o transtorno seja mais saudável, produtiva e com mais qualidade. Por isso é
imprescindível que os sintomas sejam logo identificados e tratados corretamente.

O tratamento de crianças e adolescentes com TDAH é multidisciplinar, ou seja, se


baseia na intervenção com profissionais de várias áreas, como os da área médica, de saúde
mental e pedagógica. Avaliações com psicólogo, fonoaudiólogo, psicomotricista,
psicopedagogo, otorrinolaringologista, oftalmologista, e outros, podem ser necessárias,
conforme a demanda de cada caso.
20
Os psicoestimulantes são o padrão-ouro no tratamento do TDAH até os dias atuais.
Eles apresentam um alto poder de eficácia e melhoram o funcionamento das áreas cerebrais
responsáveis pelos sintomas do transtorno.

Portadores do TDAH e familiares devem frequentar Grupos de Apoio


Psicoeducativos sobre o TDAH, nos quais o profissional de saúde falam tudo sobre o
transtorno com informações claras e objetivas, para que eles aprendam a lidar com os
sintomas e também possam trocar vivências e experiências com outros portadores e
familiares. A orientação aos pais é fundamental, pois os instrui sobre a doença, facilita o
convívio em família, os ensinam a lidar com a criança e como prevenir futuras recaídas.

Em relação às intervenções psicoterápicas, a mais estudada e com maior evidência


científica de eficácia para os sintomas cardinais do TDAH é a Terapia Cognitivo
Comportamental (TCC). Crianças com TDAH muito desadaptativas demandam técnicas
comportamentais que podem ajudar muito. Nem toda a criança com TDAH necessita fazer
psicoterapia, o quadro sempre exige orientação familiar.

Nos casos mais complexos, com prejuízo funcional em várias áreas, presença de
comorbidades e pais de opiniões discordantes, devemos iniciar o tratamento pela
psicoeducação familiar e suporte educacional.

Nas famílias em que o TDAH for frequente, deve-se ter muito cuidado com as
variáveis ambientais que possam servir de gatilho para aqueles que tiverem predisposição
ao transtorno.

MEDICAMENTOS

O tratamento de primeira linha do TDAH é psicofarmacológico e feito com drogas


psicoestimulantes aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que
são o Metilfenidato (MPH) e o Dimesilato de Lisdexanfetamina, ambos com alto poder
de eficácia (78%) no tratamento de crianças acima dos seis anos, adolescentes e adultos
com TDAH.

Apesar do nome, essas drogas na verdade têm um efeito “calmante” em pessoas


com TDAH, e os resultados positivos do tratamento não tardam a serem percebidos pelo
paciente, escola e pelos que convivem com eles.

21
O MPH é encontrado na forma de liberação imediata (curta ação, 4h) e na forma
de liberação prolongada (8h e 12h de ação). O Dimesilato de Lisdexanfetamina é um
psicoestimulante derivado da anfetamina e de ação prolongada de 13 horas.

No Brasil temos três medicamentos à base de Metilfenidato e um, derivado de


anfetamina. As medicações à base de MPF devem ser feitas de acordo com o peso da
pessoa. Já os derivados anfetamínicos não dependem do peso. As doses devem ser feitas
nas doses indicadas, sob risco de fazermos subdoses e com isso não obtermos os resultados
esperados.

Outras drogas são consideradas de 2ª escolha e não têm efeito na desatenção:


Imipramina, Nortriptilina e Bupropiona (Antidepressivos). E a Clonidina (Anti-
hipertensivo).

Na prática, os efeitos adversos são raros, o mais comum é falta de apetite.

PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS:

 Perda de peso
 Sintomas gastrointestinais (náusea, dor abdominal)
 Insônia
 Tonturas
 Irritabilidade, labilidade afetiva
 Tiques.

É importante relatar qualquer um desses efeitos ao médico, que saberá aconselhar a


melhor forma de dribrá-los.

MEDICAMENTOS PARA TDAH

Os medicamentos mais usados para o tratamento de TDAH são:

 Concerta
 Efexor XR
 Ritalina

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso,

22
bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações
do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem
consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores
do que a prescrita, siga as instruções na bula.

CONVIVENDO (PROGNÓSTICO)

Uma das primeiras técnicas ensinadas à família é a suspensão das repreensões e dos
castigos. É importante que pessoas com TDAH sejam elogiadas, reconhecidas e valorizadas
pelo que elas têm de bom, sempre que fizerem algo corretamente. Este reforço positivo
aumenta a autoestima da criança e evita sérios problemas futuros. É muito prejudicial ficar
repreendendo ou castigando a criança todo o tempo.

Intervenções no âmbito escolar são importantes e muitas vezes é preciso um


acompanhamento psicopedagógico e reforço escolar. A intervenção escolar facilita o
convívio dessas crianças com os colegas e tenta impedir que elas se desinteressem pela
escola, o que é muito comum no TDAH.

Muitas escolas não apenas ainda desconhecem o TDAH, como não têm a
possibilidade de participar do tratamento dessas crianças, pelas mais variadas razões. É
fundamental que a escola receba todo o suporte informativo pertinente ao TDAH, seus
mecanismos e suas manifestações nas diferentes idades.

É preciso que a escola saiba de sua importância como uma das principais fontes
encaminhadoras de alunos para avaliação médica. Cada vez mais, é maior o número de
crianças e adolescentes que chegam aos consultórios médicos por indicação da escola.

LIDANDO COM A CRIANÇA COM TDAH

Saber lidar com os sintomas é uma das partes mais difíceis do processo de
tratamento do TDAH. Algumas medidas, no entanto, podem facilitar a convivência, tanto
por parte da criança quanto por parte da família. Veja quais são as dicas que você deve
aplicar ao seu filho com TDAH:

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ESTABELEÇA LIMITES E REGRAS

 Seja paciente, demonstre afeição e amor


 Faça elogios a seu filho, incentive-o e cumprimente-o sempre que ele conseguir
cumprir uma atividade. Quando precisar repreendê-lo, tome cuidado com a forma
com que vai fazer isso. O excesso de críticas prejudica a autoestima da criança
 Procure passar mais tempo na companhia de seu filho
 Busque formas de aumentar a autoestima de seu filho e coloque disciplina em sua
rotina
 Ensine seu filho a adquirir formas de organização adequadas, como calendário de
atividades diárias
 Seja claro e objetivo. Evite usar palavras de difícil entendimento ao se comunicar
com seu filho, procure usar palavras mais fáceis e frases curtas
 Ao falar com seu filho, fique à sua frente, olho no olho e fale com calma até ter
certeza de que ele o compreendeu
 Jamais exponha a criança ou crie constrangimentos a ela
 Tente usar criatividade e usar técnicas de motivação e recompensa com ele
 Não grite, use menos o “não” em detrimento de diálogos que o motivem a pensar e
refletir
 Seja um “expert” em TDAH, assim você certamente otimizará o tratamento do seu
filho.

TDAH NA ESCOLA

O ambiente em sala de aula pode ser desafiador para crianças que possuem o
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Elas têm dificuldades
para ficarem paradas, escutar silenciosamente e concentrar-se, o que torna o aprendizado
mais difícil, pois estas são posturas exigidas em período integral dentro das escolas.

Os pequenos acabam ficando frustrados, pois querem se comportar e aprender da


mesma forma que os colegas de classe. Entretanto, seus déficits neurológicos o impedem de
aprender de maneiras tradicionais.

O que está ao alcance dos pais, é ajudar os filhos a lidar com suas limitações, para
que possam cumprir os desafios da escola. Equipar a criança com estratégias de
aprendizado que ela possa levar para sala de aula, e falar com os professores sobre a melhor

24
forma de educar a criança, são apenas algumas das dicas para tornar essa fase menos
incômoda para os pequenos.

Veja a seguir, alguns planos de ação que podem melhorar a experiência da criança
com TDAH na escola:

 Planeje com antecedência: É possível falar com os professores ou diretores da


escola antes mesmo do ano letivo começar, para planejar estratégias de ensino
 Promova encontros: Combine um horário com o professor de seu filho, para falar
sobre a situação da criança. Se possível, realize os encontros na sala de aula, para
entender o ambiente físico que o pequeno vive parte do dia.
 Criem objetivos juntos: Discuta suas expectativas em relação ao ensino da criança
com o professor, para que em conjunto, vocês possam desenvolver metas realistas e
possíveis de serem alcançadas pelos pequenos.
 Escute atenciosamente: Por mais que seja difícil, ouça o que o professor tem a
dizer sobre as dificuldades de seu filho. Dessa forma, você entenderá melhor o seu
raciocínio.
 Troquem informações: Você conhece a história de seu filho, e o professor convive
com ele todos os dias. Juntos, vocês podem entender melhor as dificuldades da
criança. Faça observações livremente, e encoraje o educador a fazer o mesmo
 Seja sincero: Não se esqueça de citar quaisquer medicamentos que seu filho esteja
tomando, e explique quaisquer tratamentos. Pergunte ao professor quais táticas de
aprendizado estão funcionando em sala de aula, e quais não, para que você possa
aplicá-las em casa, por meio de educação domiciliar

COMPLICAÇÕES POSSÍVEIS

O TDAH não tratado ou mesmo não diagnosticado pode trazer diversas


consequência no dia a dia da criança, adolescente ou adulto com o quadro. Pessoas não
diagnosticadas não receberão tratamento e certamente continuarão sendo rotuladas de
preguiçosas e malcriadas, quando na verdade o que elas apresentam é um comportamento
biologicamente determinado, com um amadurecimento em regiões do cérebro que é
diferente daquele apresentado por indivíduos sem o transtorno.

Ainda, os estudos mostram que pessoas não tratadas precocemente terão mais
“prejuízos” ao longo dos anos e maior comprometimento da qualidade de vida em todos os
setores.
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O TDAH em crianças e adolescentes, em relação a seus pares e ou controles, se associa a:

 Maiores taxas de sentimento precoce de fracasso


 Menores índices de desempenho escolar e menos sucesso acadêmico
 Maiores chances de sentimentos de autoestima, autoconfiança e autoimagem baixos
 Maiores taxas de rejeição social e bullying
 Chances significativamente maiores para desenvolverem Transtorno de conduta na
adolescência.
 O TDAH em adultos se associa a:
 Pior desempenho, sucesso, assiduidade e pontualidade no campo profissional
 Maiores taxas de desemprego
 Altos níveis de conflito interpessoal
 Maiores índices de problemas e de assédio moral no trabalho
 Chance significativamente maior para desenvolver Transtorno de Personalidade
Antissocial
 Taxas maiores de Transtorno de Conduta, Transtornos por uso de substâncias e de
problemas com a Lei, prisão, crimes, morte precoce
 Maior probabilidade de sofrerem lesões, fraturas e hospitalizações além de acidentes
com ou sem vítimas, violações de trânsito, multas
 Maior probabilidade de obesidade ou outras compulsões.
 Prevenção
 Prevenção

A Neurociência ainda não sabe dizer ao certo de que forma é possível prevenir a
ocorrência de TDAH. O que se conhece hoje são formas que ajudam a reduzir o risco de
seu filho desenvolver o distúrbio.

Confira alguns exemplos:

Durante a gravidez, evite fazer uso de substâncias que possam prejudicar o


desenvolvimento fetal. Não beba bebidas alcoólicas, evite cigarros e outras drogas. Evite,
também, a exposição a toxinas ambientais. Proteja seu filho da exposição a poluentes e
toxinas, incluindo a fumaça de cigarro, produtos químicos agrícolas ou industriais e
chumbo.

FONTE: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/tdah
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ACOMPANHAMENTO PSICOPEDAGÓGICAS PARA PORTADORES DE TDAH

A psicopedagogia foi criada com o intuito de atender a uma demanda, que


apresentassem dificuldades de aprendizagem, e que geralmente vem acompanhada de
TDAH. O psicopedagogo pode atuar em diversas áreas de forma terapêutica e preventiva,
podendo assim compreender todos os processos de desenvolvimento e também das
aprendizagens humana, recorrendo a várias estratégias e ocupando-se dos problemas que
possam surgir.
O psicopedagogo pode desempenhar uma prática docente, envolvendo a preparação
de profissionais da educação, ou atuar dentro da própria escola para poderem trabalhar com
uma criança que apresente o transtorno, é um trabalho árduo que necessita de muito
empenho e dedicação, precisa de muita informação e uma intensa relação com a família
dessa criança e que não seja apenas um profissional da educação, precisa ser acolhedor, e
transmitir confiança tanto para a criança, quanto para a família.
Cabe ao professor detectar possíveis perturbações no processo de aprendizagem e
encaminhar a criança ou adolescente para uma avaliação psicopedagógica. Portanto o
psicopedagogo poderá participar da dinâmica de relações da comunidade educativa a fim de
favorecer o processo de integração e troca, promover orientações metodológicas de acordo
com as características dos indivíduos e grupos; pode realizar processo de orientação
educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo.
O trabalho psicopedagógico consiste em atuar diretamente sobre a dificuldade
escolar apresentada pela criança, procurando suprir essa defasagem e trabalhando para
reforçar o conteúdo possibilitando condições para que novas aprendizagens possam ocorrer
e orientar os professores em planejar atividades que possam atrair o portador do TDAH.
Ao fazer as intervenções com antecedência, o psicopedagogo poderá apresentar um
grande passo para minimizar o impacto negativo que o TDAH traz à vida da criança. Mas
quando ela não é tratada no momento certo, podem ocorrer experiências negativas de ordem
social, pessoal, familiar e escolar que permanecem na adolescência e fase adulta.
Na escola é necessário que haja alguma forma em que possa beneficiar a criança
portadora do TDAH, ficar atento para o histórico das famílias e estar o mais próximo
possível de todos, procurando estar em contato com os responsáveis, firmando assim um
vinculo verdadeiro com o intuito de ajudar o aluno e toda a família, o profissional precisa
dar importância às mesmas coisas que os pais dão ser é uma escola que complete a
educação que o aluno recebe em casa ou completar o que falta.

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A escola desempenha um papel de grande importância ao observar uma criança
hiperativa, pois geralmente nos intervalos de aula, ela costuma se meter em brigas e
confusões, ou prefere às vezes brincar sozinha, essa criança estará sempre tentando chamar
a atenção e se comporta como se fosse alienada. As meninas que sofrem desse transtorno,
são mais distraídas, falam demais ou simplesmente se isolam.
Os meninos não conseguem firmar amizades por muito tempo, são muitos agitados e
sempre interrompem as aulas. Na idade escolar, uma criança com sintoma de
hiperatividade, começa a ter que resolver os próprios problemas, sem a presença da família
para interceder por elas.
Um comportamento que antes era visto com engraçadinho ou imaturo, passa a não
ser mais tolerado e precisa então aprender a lidar com as regras, estruturas e também com
os limites estabelecidos pela instituição escolar organizada e geralmente demora certo
tempo para que se ajuste bem com as expectativas da escola.
Um dos fatores que mais dificultam o rendimento escolar da criança hiperativa é o
déficit de atenção, pois em todo momento sua atenção em sala de aula é requisitada pelos
colegas e professores.
Se a criança hiperativa tem dificuldades de atenção, toda sua aprendizagem pode
estar comprometida. A atenção da criança é flutuante, pois qualquer barulho ou movimento
a impede de concentrar-se no que começou a fazer.
A criança não consegue memorizar o que aprendeu devendo então ser ensinado
novamente no dia seguinte para que possa ser memorizado o conteúdo do dia anterior. O
professor não deve exigir a atenção demasiadamente, pois, aumenta a tensão emocional da
criança e reduz sua capacidade de prestar atenção.
A falta de atenção e concentração, como também a excessiva atividade motora em
uma criança hiperativa, interfere na aprendizagem levando ao baixo rendimento escolar,
como também a um desequilíbrio no convívio familiar.
É importante que as escolas estimulem os profissionais a fazerem cursos de
capacitação em como trabalhar com uma criança que apresente qualquer tipo de
dificuldades, tanto de aprendizagem, como dificuldades físicas de locomoção, visão e
audição. Uma escola preparada, treinada e orientada, está pronta para receber todo o tipo de
aluno, aplicando o direito a inclusão escolar.
A função de um psicopedagogo não se restringe apenas em intervir e diagnosticar,
mas também tratar o TDAH. Existem vários métodos para serem aplicados em um possível
tratamento, um deles são os jogos que exijam a concentração.

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Trata-se de um instrumento importantíssimo no tratamento de um portador de
TDAH, o jogo permite que se estabeleçam regras. Quando a criança aprende e brinca, ela
ocupa o mesmo espaço transacional no qual razão e emoção, objetividade e subjetividade se
encontram. Para jogar, é preciso exercitar uma lógica e uma ética, pois não basta apenas
jogar bem para ganhar, é preciso ganhar com dignidade.
Por isso, o jogo é um material de extrema importância na intervenção
psicopedagógico, pois possibilita o exercício das lógicas racionais e afetivas, fazendo-se
necessário para a ressignificação dos aspectos patológicos relacionados com a
aprendizagem humana.
As terapias ajudam as crianças a se autovalorizarem e a encontrarem alternativas
para se adaptarem socialmente. A ludoterapia, a psicopedagogia, o psicodrama, podem
ser técnicas valiosíssimas para serem usadas no tratamento de crianças hiperativas.

Autora: Eliane de Castro

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JOGOS para TDAH – O benefício do uso de jogos como intervenção em crianças com
TDAH

Leonardo Seda

Você já pensou em jogos para TDAH como tratamento do transtorno?


Estudo mostra que alguns subgrupos de TDAH em crianças podem se
beneficiar com um novo modelo de intervenções através de jogos.

O TDAH é um transtorno recorrente que atinge 5% das crianças no mundo todo


(por volta de uma a cada vinte crianças tem TDAH) e se manifesta de diversas formas.
Conhecemos a mais tradicional: a criança agitada na sala de aula que têm dificuldade de
realizar as tarefas, mas também existem outras manifestações do transtorno, como
dificuldades de planejamento, organização, e sem contar o peso da interação com outros
transtornos (chamado de comorbidades). Estudos já mostraram que essa variabilidade em
padrões sintomas estão relacionados à qualidade da resposta frente à diferentes estratégias
de tratamentos – uma estratégia pode funcionar para alguns, mas não para outros, e assim
vai. Aliás, um grande estudo chamado de Multimodal Treatment of Attention Deficit
Hyperactivity Disorder study (MTA) já identificou alguns potencias mediadores de
tratamento.
Nos últimos anos, vêm sendo estudada uma nova modalidade de intervenção
chamada Serious Games Interventions (pode ser traduzido para algo como Intervenções
por Jogos Sérios). Sérios Games são jogos desenvolvidos com uma finalidade específica,
não se limitando somente para promover entretenimento ao usuário. Um estudo foi
realizado por pesquisadores do Reino Unido e Holanda para determinar quais subgrupos de
crianças com TDAH podem se beneficiar com tal intervenção.
O estudo, que foi realizado na Bélgica e Holanda, examina 10 características pré-
intervenção (como gênero, idade, uso de medicação, gravidade dos sintomas, entre
outros) para examinar o impacto de Sérios Games em habilidades de gerenciamento de
tempo, planejamento/organização e cooperação. Ao todo, 143 crianças com TDAH e com
média de idade de 9 anos participaram do estudo.
O game escolhido foi um jogo online chamado “Plan-it Commander”, desenvolvido
por uma equipe multiprofissional, desde pesquisadores até pais de crianças com TDAH.
Este game visa melhorar habilidades como gerenciamento de tempo,
organização/planejamento e cooperação.

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Screenshot do jogo "Plan-it Commander"

Os participantes foram instruídos a jogar este jogo por uma hora, três vezes por
semana, durante 10 semanas como adição aos cuidados usuais (medicamento e/ou
psicoterapia).
Os resultados mostraram que meninas se beneficiaram mais com a intervenção,
seguido por meninos com menores níveis de sintomas de hiperatividade e maiores níveis
de Transtorno de Oposição Desafiante (TOD).
Estes dados são muito importantes, pois mostram que características como gênero,
nível de hiperatividade e comorbidade com Transtorno de Conduta (TC) são fatores
importantes a serem considerados para a escolha de estratégias de tratamento para jovens
com TDAH.
Estudos como este desempenham um papel fundamental para embasar decisões
médicas, como a melhor estratégia para cada caso individual. O Estudo MAPPA é um
estudo que avalia duas estratégias de intervenção eficazes para crianças escolares em uma
população de crianças pré-escolares. Para saber mais sobre nosso trabalho, clique aqui e
confira como participar e seus benefícios.

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AS CONTRIBUIÇÕES DA ARTETERAPIA NA ATUAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Juliana Bielawski Stroh*

O psicopedagogo em sua atuação institucional ou clínica pode exercer um trabalho


de reflexão e orientação familiar, possibilitando elaboração acerca do direcionamento das
condutas que favorecem a adequação e integração do indivíduo com TDAH, trazendo
perspectivas sob diretrizes de vida e evolução.
A criança ou adolescente portador de TDAH precisa ser estimulada de maneira
correta em tempo integral, para que mantenha sua atenção no que está fazendo ou
estudando. Neste processo, o psicopedagogo tem papel importante, cabendo-lhe intervir no
método cognitivo, junto à construção do saber, e fazer com que o paciente sinta-se capaz
de ter um bom desenvolvimento intelectual, profissional e pessoal.
Quando a criança ou adolescente estiver no processo de avaliação diagnóstica ou
mesmo já fazendo o tratamento interventivo:
O profissional pode focalizar dificuldades específicas da criança, em termos de
habilidades sociais, criando um espaço e situações para desenvolvê-las, por meio da
interação com a criança por intermédio de qualquer atividade lúdica. (Benczik, 2000, pg.
92)

Com isso a criança ou adolescente poderá desenvolver habilidades como:

 Saber ouvir;
 Iniciar uma conversa;
 Olhar nos olhos para falar;
 Fazer perguntas e dar respostas apropriadas;
 Oferecer ajuda para alguém;
 Brincar cooperando com o grupo;
 Sugerir outras brincadeiras, usando sua criatividade;
 Agradecer, falando obrigado;
 Saber pedir por favor;
 Manter-se sentada ou quieta por um período;
 Saber esperar sua vez para falar ou jogar;
 Ser amigável e gentil;

32
 Mostrar interesse em algum assunto;
 Respeitar o outro como um ser diferente que possui sentimentos e diferentes
opiniões;
 Dar atenção às outras pessoas;
 Saber perder, entendendo que não se pode sempre ganhar.

A arteterapia também é uma grande contribuição terapêutica durante o processo


de diagnóstico ou mesmo de intervenção com um portador de TDAH. Isto, porque tal
técnica traz ainda mais conhecimento no "lidar com o aprender", pelas mediações
artísticas. Além disso, a criança ou adolescente pode entrar em contato com suas emoções
mais profundas, sem precisar se expor, ou seja, falar quando não tem vontade.
Utilizando a arteterapia, a criança ou adolescente poderá compartilhar suas
experiências através da expressão da arte, facilitando a exteriorização de seus sentimentos
íntimos, demonstrando melhor seu jeito de pensar, de agir e sentir.
A arteterapia tem também como objetivo promover a autodescoberta do sujeito
pelo lúdico, pelas cores, representações, imaginações e fantasias, etc. Deve lhe ser
solicitado que descreva sua representação artística, encorajando-lhe a ir mais longe,
mantendo o diálogo entre a "Arte" e o "eu", ou seja, quando a criança expressa sua arte, ela
está expressando a si mesma.
Utilizando a arteterapia juntamente com a psicopedagogia, o paciente irá adquirir
um melhor auto-conhecimento, desenvolvendo a auto-estima e maior consciência de suas
dificuldades, melhorias e ações.
Durante o processo avaliativo que, como já colocado, pode ser também
interventivo, o profissional (psicopedagogo/arteterapeuta) deve antes de mais nada listar
alguns indicadores que devem ser observados, tais como:

A imaturidade com relação ao desenvolvimento da atenção, (que pode ser


associado a um jogo ou atividades com arteterapia);
O Déficit de atenção do paciente (que pode ser associado a um jogo ou a atividades
de arteterapia para diagnósticos);

Existem alguns tipos de intervenções relacionadas à psicopedagogia e à


arteterapia que podem ser utilizadas durante o processo, como:

Jogo com regras: Através dos jogos, a criança deverá submeter-se às regras e
normas, onde poderá desenvolver suas habilidades, seu raciocínio, auto-imagem,
33
tolerar frustrações, saber ganhar ou perder, saber esperar sua vez, planejar uma
situação, aprender a ouvir, etc.
Brincadeiras de representação (psicodrama): Através dos diálogos e da troca de
papéis, a criança pode desenvolver algumas habilidades, e o psicólogo servirá como
espelho, onde a criança poderá ver com mais clareza ser jeito de ser.
Atividade corporal cinestésica: O relaxamento associado ao controle da
respiração, ouvir silenciosamente uma música relaxante ou mesmo a massagem
corporal são medidas úteis para reduzir a tensão dos músculos do corpo e trazer a
atenção da criança para si mesma, fixando-se em si mesma e promovendo maior
centralização.
Uso de sucata: O uso de sucata para as crianças com TDA/H é muito bom, pois
elas podem utilizar sua criatividade, podem criar e formar novos materiais.

A seguir, há algumas indicações de jogos e atividades que podem ser trabalhadas


com uma criança ou adolescente que estejam num processo avaliativo/diagnóstico, ou
mesmo que já tenham sido diagnosticadas com TDAH (Fagali, 2010).

O trabalho com o barro: Gera concentração, captando a energia excessiva e


relaxando o paciente.

Jogos que alternam expansão de percepção e liberação do movimento com foco em


figuras, seus detalhes e na concentração de ações.

Atividades de construção criativa em que se usa a força com as mãos, liberando


energia represada, exemplo de trabalho de construção com madeira, pregos e
martelos. Alterna-se com atividades sutis, enfatizando a suavidade e delicadeza dos
movimentos. Os instrumentos podem ser as próprias mãos, pincéis de várias
texturas, giz de cera colorido (pintura e expansão da aquarela, guache e giz de cera,
no movimento alternado de contensão e expansão).

Atividades com velas, utilizando copinhos de plástico para formar uma mandala.
Esta atividade exige concentração, apesar de trabalhar também com fogo, o que traz
excitação à criança.

O trabalho com o corpo: Tensão alternada com relaxamento, diretamente


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associada aos movimentos corporais, imagens e elementos: Endureço e fico mole,
sou pedra, sou água.

Andar e contar histórias sobre situações de tensão e relaxamento, rápido e lento.

(Fazer com o movimento corporal amplo, ou apenas com as mãos e braços, os pés e
pernas).

O trabalho respiratório: Inspirar até o abdominal, bem lentamente, como se


enchesse uma bexiga, expirar como se soprasse pela boca tirando tudo que precisa
sair desde o abdômen. (inspiração e expiração com vários ritmos e duração, em
função das facilidades progressivas do aprendiz). Associar a histórias e imagens,
criando algo a partir disto, com sopros no canudo (de refresco) sobre um papel
molhado com tinta aguada (papel molhado e gotas de guache que são pintados com
auxílio do sopro no canudo).

Tocar com tambores liberando a energia e conversando com eles: forte, leve, no
centro e nas bordas do tambor, acelerado e lentamente, alterações de ritmos.
Conversas com o tambor do companheiro ou terapeuta, mantendo palavras, cantos,
ou acompanhando pelo som de uma música rítmica.

Jogos:

Furar com estiletes pontos no papel (exercício de pulsão nos detalhes), com curta e
longa duração, rápido e lento, formando uma figura, ou aleatoriamente.

Exercícios de detalhes, selecionar e reconhecer detalhes no fundo variado e


complexo. Jogo de quem descobre mais rápido: Cara a Cara.

Jogos de quem acha no todo, descoberta de erros, sempre alternado com projeções
mais excessivas do movimento e relaxamento: jogo dos sete erros, por exemplo.

Jogos de figura e fundo: Quem acha primeiro: Lince, Onde está Wally e outros.

Jogos com movimentos que requeiram atenção e rapidez diante de um sinal.


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Na área clínica, o trabalho do psicopedagogo pode ser preventivo, visando também
evitar o fracasso, seja este escolar, profissional ou pessoal, além de encaminhar à
propositura de novas possibilidades de ações, que farão com que ocorra uma melhora na
prática pedagógica, contribuindo para sua própria evolução.
Com relação à escola, a psicopedagoga vai atuar junto aos coordenadores e
professores, com o objetivo de levantar dados da rotina escolar do aluno, como seu
rendimento nas disciplinas, sua organização na sala e com seu material, interesse na
matéria, comportamento em sala de aula e nas atividades fora da sala, além de seu
relacionamento com os colegas e professores.
Durante o processo de aprendizagem, o psicopedagogo está voltado para o portador
de TDAH, sempre considerando as realidades objetivas e subjetivas que habitam o entorno
da criança e/ou adolescente. Além disso, deve considerar também o conhecimento em sua
complexidade dentro de uma dinâmica, onde os aspectos afetivos, cognitivos e sociais se
complementam.
A psicopedagogia possui uma estrutura interdisciplinar, pois seu principal objeto de
estudo é o ser cognoscente e todo o seu universo relacional, tendo como objetivo ajudar na
adequação da realidade da criança à sua possibilidade de aprendizagem, promovendo uma
ponte entre a criança e o conhecimento que está sendo transmitido, além de investigar e
considerar a forma como esta criança aprende, e quando isso não ocorre, por qual motivo
não ocorre esta aprendizagem.
Existem algumas técnicas que são mais utilizadas durante o "tratamento" de um
TDAH com o psicopedagogo, como: jogos de exercícios sensório-motores (amarelinha,
bola de gude), combinações intelectuais (damas, xadrez, carta, memória, quebra-cabeça,
etc.)
Quando é apresentado á criança temas e assuntos que ela goste, isso pode despertar
o gosto pela leitura, curiosidade por conhecer livros, gibis, e revistas novas,
Os contos de fadas também podem ser utilizados, tanto na fase do diagnóstico,
quanto durante a intervenção psicopedagógica. Utilizando esta técnica, o psicopedagogo
pode coletar dados cognitivos e mesmo psicanalíticos da criança.
Os jogos que possuem regras permitem que a criança, além de ter seu
desenvolvimento social quanto a limites, possa participar saber ganhar, perder, melhorar
seu desenvolvimento cognitivo, e possibilita a oportunidade para a criança saber onde está,
o motivo e o tipo de erro que cometeu, tendo chance de refazer, naquele momento, da
maneira correta. (Edyleine Bellini Peroni Benczik, 2000)
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QUESTIONÁRIO TDAH
Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade

Diagnóstico para Crianças

( 1 )Nem um ( 2 )Só um ( 3 ) Bastante ( 4 )Demais ( 5 )Pouco

1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou


comete erros por descuido nos trabalhos da escola ou
tarefas.

2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou


atividades de lazer
3. Parece não estar ouvindo quando se fala
diretamente com ele

4. Não segue instruções até o fim e não termina


deveres de escola, tarefas ou obrigações.

5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades

6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em


tarefas que exigem esforço mental prolongado.

7. Perde coisas necessárias para atividades (p. ex:


brinquedos, deveres da escola, lápis ou livros).

8. Distrai-se com estímulos externos

9. É esquecido em atividades do dia-a-dia

10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na


cadeira

11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras


situações em que se espera que fique sentado

12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas


coisas em situações em que isto é inapropriado

13. Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em


atividades de lazer de forma calma

37
14. Não para ou frequentemente está a “mil por
hora”.

15. Fala em excesso.

16. Responde as perguntas de forma precipitada antes


delas terem sido terminadas

17. Tem dificuldade de esperar sua vez

18. Interrompe os outros ou se intromete (p.ex. mete-


se nas conversas / jogos).

Como avaliar:

1) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a


9 = existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.

2) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10


a 18 = existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa
criança ou adolescente.

O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A)
para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A!


Veja abaixo os demais critérios.

CRITÉRIO A: Sintomas (vistos acima)

CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.

CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2


contextos diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).

CRITÉRIO D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos
sintomas.

CRITÉRIO E: Se existe outro problema (tal como depressão, deficiência mental,


psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

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SNAP-IV
A.B.D.A QUESTIONÁRIO ESCOLAR E FAMILIAR – CRIANÇAS E ADOLESCENTES
(LEVANTAMENTO DE INDICATIVOS DE TRANSTORNOS DO DÉFICIT DE
ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE)

O questionário denominado SNAP-IV foi construído a partir dos sintomas do


Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana
de Psiquiátrica. Esta é a tradução validada pelo GEDA – Grupo de Estudos do Déficit de
Atenção da UFRJ e pelo Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência da UFRGS.

IMPORTANTE: este questionário é apenas um ponto de partida para levantamento de


alguns possíveis sintomas primários do TDAH. O diagnóstico correto e preciso do TDAH
só pode ser feito através de uma longa anamnese (entrevista) com um profissional médico
especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra). Muitos dos sintomas relacionados
podem estar associados a outras comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições
clínicas e psicológicas.

Lembre-se sempre que qualquer diagnóstico só pode ser fornecido por um


profissional médico.

COMO AVALIAR:

1) Se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a


9 = existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.
2) se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 18
= existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa criança
ou adolescente.
3) O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A)
para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A!

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CRITÉRIOS

A: Sintomas (vistos no quadro).

B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.

C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes
(por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).
D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas.

E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os
sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

http://www.tdah.org.br/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=13&Itemid=118&lang=b r#sthash.5wT8rh7I.dpuf

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Aluno
Idade Ano escolar: _________________________________

ENTREVISTA - TDAH

Para cada item, escolha a coluna que melhor descreve o (a) aluno (a) (MARQUE UM X):

Bastante
Nem um

Demais
Só um
pouco

pouco
1. Não consegue prestar muita atenção a detalhes ou comete erros por
descuido nos trabalhos da escola ou tarefas

2. Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades de


lazer

3. Parece não estar ouvindo quando se fala diretamente com ele

4. Não segue instruções até o fim e não termina deveres de escola,


tarefas ou obrigações.

5. Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades

6. Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade em tarefas que


exigem esforço mental prolongado

7. Perde coisas necessárias para atividades ( ex: brinquedos, deveres


da escola, lápis ou livros)

8. Distrai-se com estímulos externos

9. É esquecido em atividades do dia-a-dia

10. Mexe com as mãos ou os pés ou se remexe na cadeira

11. Sai do lugar na sala de aula ou em outras situações em que se


espera que fique sentado

12. Corre de um lado para outro ou sobe demais nas coisas em


situações em que isto é inapropriado

13. Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em atividades de lazer


de forma calma

14. Não para ou frequentemente está a “mil por hora”

15. Fala em excesso

16. Responde as perguntas de forma precipitada antes delas terem sido


terminadas

17. Tem dificuldade de esperar sua vez

18. Interrompe os outros ou se intromete (por exemplo: intromete-se


nas conversas, jogos, etc.)

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DIREITO DOS PORTADORES DE TDAH
(Doutrina – Jurisprudência)

Segue abaixo algumas dúvidas constantes sobre os direitos dos Portadores de TDAH

Perguntas e Respostas

1. O que é Constituição?

A palavra constituição tem vários significados como: constituição do universo, constituição


da associação, da propriedade, da família, etc. A Constituição, propriamente dita, sob o aspecto
jurídico, é a lei maior que diz respeito à organização do Estado e às suas funções, que dispõe sob a
forma de Estado e de Governo e que disciplina e assegura a plena proteção dos direitos individuais.

2. Todos têm garantia ao acesso à educação escolar, inclusive os portadores de TDAH?

Sim. A Constituição Federal assegura esse direito, uma vez que a educação constitui condição
fundamental para o exercício da cidadania. Ademais a Constituição Federal veda quaisquer formas de
discriminação (artº 3º - inciso IV) e expressa no artº 228 inciso III que é dever do Estado garantir
atendimento especializado aos portadores de deficiência. Lembramos que o TDAH não é um simples
transtorno, mas um problema grave de saúde que afeta aproximadamente 10% da população mundial
caracterizada por uma combinação de dois tipos de sintomas: Desatenção e Hiperatividade –
Impulsividade. O que caracteriza a deficiência, assim entendida, de acordo com o Dicionário de
Língua Portuguesa, Aurélio – Ed.2010, é a falta, carência, insuficiência (física ou psíquica). Portanto,
não há como deixar de considerar tal transformação grave de saúde como deficiência.

3. As escolas podem proibir o acesso à educação escolar aos portadores do TDAH?

Além da proibição de qualquer discriminação contida expressamente na Constituição a própria


Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional reafirma o direito aos portadores de TDAH e
quaisquer diferenças que caracterizam a condição humana. Cabe à família, à escola e demais membros
da sociedade promoverem o entendimento com vistas a criar processos educativos e pedagógicos a fim
de coibir as diferenças por ventura existentes.

4. As escolas devem desenvolver projetos pedagógicos que contemplem a diversidade de alunos?

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Sim. É requisito fundamental para promover a educação escolar, a criação de diretrizes básicas
para inclusão de pessoas com TDAH no sistema de educação inclusiva.
5. Como agir em defesa dos direitos do aluno?

Buscar primeiramente a conciliação junto à instituição de ensino, não ocorrendo, procurar o


Conselho Tutelar, órgão permanente e autônomo encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos
da criança e do adolescente observado o art.131 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Em cada
município há no mínimo um Conselho Tutelar composto de cinco membros escolhidos pela
comunidade local.

6. Todo o problema que envolva portador de TDAH, na instituição de ensino, tem que ser
resolvido pelo Conselho Tutelar ou pelo Poder Judiciário?

Não. Devem ser esgotados todos os recursos no âmbito escolar.

7. Há uma legislação específica que dispõe sobre o diagnóstico e tratamento do TDAH na


educação básica?

Existe somente um projeto de Lei do Senado de nº402, de 2008, que ainda não se transformou
em lei. Entretanto, lembramos que dentre os direitos fundamentais assegurados pela Constituição, que
é a Lei Maior, está o direito à vida e à saúde. A criança e o adolescente que estão em fase de
desenvolvimento, devem merecer a proteção especial da família, da sociedade e do poder público,
como expressa a Carta Magna. O direito à vida reflete a mais importante das reivindicações do ser
humano através de padrões de comportamento biológico, quando se luta pela sobrevivência e pelas
necessidades orgânicas e psicossociais, quando se busca a coesão interna e sua própria valorização.

8. Não tendo recursos pode o portador de TDAH receber os medicamentos gratuitamente?

Deve, cabe ao Poder Público fornecer os medicamentos, quando demonstrado a sua


necessidade através da declaração médica.

9. Não estando à medicação na lista elaborada pelo Poder Público, mesmo assim é dever
fornecer a medicação?

Sim, uma vez que há responsabilidade solidária da União, dos Estados e dos Municípios, de
acordo com o art. 6º, 23º, II, 24, XII, 194º, 195º, 196º e 198º da Constituição, no que se refere ao
fornecimento de medicação, não estando incluída sua obrigatoriedade de constar na listagem do Poder
Público.

10. Caso não seja atendido o pedido pelo Poder Público, a quem recorrer?

Ao Poder Judiciário e não tendo recursos para fazê-lo, poderá efetivá-lo através da Defensoria
Pública.

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Eduardo Pessôa - Advogado ABDA – OAB/RJ 215556
ESCALA DE AVALIAÇÃO ASRS-18 – ADULTOS

Os critérios mais utilizados para o diagnóstico de transtorno do déficit de


atenção/hiperatividade (TDAH) são aqueles listados pela 5ª edição do Diagnostic and Statistical
Manual (DSM-V) da Associação Americana de Psiquiatria, baseados em estudos de campo com
crianças e adolescentes. A Adult Self-Report Scale (ASRS) foi desenvolvida para adaptar os
sintomas listados no DSM-V para o contexto da vida adulta. O presente estudo consistiu em uma
adaptação transcultural do instrumento original em inglês para uma versão final para uso corrente no
Brasil. Os resultados indicaram uma equivalência satisfatória entre as versões, tendo sido realizadas
alterações após o debriefing, ressaltando a importância dessa etapa em estudos desta natureza.

COMO AVALIAR

Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da


parte B (1 a 9) tiverem várias respostas marcadas como FREQUENTEMENTE ou MUITO
FREQUENTEMENTE existem chances do paciente ser portador de TDAH (pelo menos 4 em cada
uma das partes).

O questionário ASRS-18 é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se
fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

CRITÉRIO A: Sintomas (vistos na tabela abaixo).

CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (antes dos 12
anos).

CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos
diferentes (por ex., no trabalho, na vida social, na faculdade e no relacionamento conjugal ou familiar).

CRITÉRIO D: Há problemas evidentes por conta dos sintomas.

CRITÉRIO E: Se existe outro transtorno (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os
sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.

IMPORTANTE:

ESTE QUESTIONÁRIO É APENAS UM PONTO DE PARTIDA PARA LEVANTAMENTO DE ALGUNS


POSSÍVEIS SINTOMAS PRIMÁRIOS DO TDAH.
O DIAGNÓSTICO CORRETO E PRECISO DO TDAH SÓ PODE SER FEITO ATRAVÉS DE UMA LONGA
ANAMNESE (ENTREVISTA) COM UM PROFISSIONAL MÉDICO ESPECIALIZADO (PSIQUIATRA,
NEUROLOGISTA, NEUROPEDIATRA).
MUITOS DOS SINTOMAS ABAIXO RELACIONADOS PODEM ESTAR ASSOCIADOS A OUTRAS
COMORBIDADES CORRELATAS AO TDAH E OUTRAS CONDIÇÕES CLÍNICAS E PSICOLÓGICAS.
LEMBRE-SE SEMPRE QUE QUALQUER DIAGNÓSTICO SÓ PODE SER FORNECIDO POR UM
PROFISSIONAL MÉDICO.

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45
NEUROFEEDBACK COMO TRATAMENTO ALTERNATIVO TDAH EM CRIANÇAS

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno que aparece


na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a sua vida. Este tipo de transtorno em crianças é
um problema que preocupa pais, familiares, professores e profissionais envolvidos com o tema, tais
como: pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatras, neurologistas entre
outros.
De acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC),
aproximadamente 9% das crianças entre 02 a 17 anos de idade.
O TDAH é caracterizado pela falta de atenção e/ou concentração, impulsividade e
hiperatividade. A desatenção se manifesta em comportamentos como dificuldade em manter a atenção
nas tarefas, dificuldades em seguir instruções ou regras, a cometer erros por descuido, a perder coisas
desnecessariamente, esquecer-se de atividades diárias, deixar tarefas inacabadas, dificuldades para se
se organizar, relutar em fazer tarefas que exijam esforço mental constante. A hiperatividade pode ser
vista como excesso de energia e, a impulsividade refere-se a ações precipitadas que podem causar
algum dano ou prejuízo à pessoa (DSM - V).
Estudos apontam ainda que, crianças com TDAH podem apresentar baixo desempenho escolar
e muitos destes, podem apresentar dificuldades sociais e desenvolver ainda prejuízos profissionais.
Esse tipo de transtorno em crianças pode ser despercebido; pode ser observado como comportamento
indisciplinado ou até mesmo, visto como falta de educação nas ações, atitudes e atividades realizadas.
A escola é o local onde a criança passa boa tarde de seu tempo, é também onde ela é estimulada a
desenvolver suas funções; onde é observada e avaliada pelos professores e funcionários, aqueles que
estão convivendo com a mesma durante o horário escolar.
Por isso que geralmente nas escolas, as crianças com o TDAH passam a ser identificadas, pois
são vistas como aquelas que demostram com frequência ou regularidade, comportamentos de
inquietude, impulsividade, desatenção nas atividades realizadas ou falta de interesse nas atividades
propostas. Apresentam assim, prejuízos significativos ao seu desenvolvimento infantil.
Conforme observados a intensidade, forma e prejuízos no desenvolvimento infantil, a escola
muitas vezes relata os pais e/ou responsáveis.
O diagnóstico é confirmado então por médico especialista. Pode ser feito em conjunto com
outros profissionais, através de testagens e avaliações neuropsicológicas, sessões lúdicas e
terapêuticas.
O tratamento tradicional baseia-se no uso de medicamentos, entretanto 30% dos pacientes não
respondem a medicação, e ainda, podem sofrer algum efeito colateral da medicação, tais como: perda
de peso, irritabilidade e insônia, o que os impedem de manter a medicação.
46
Por isso, técnicas alternativas ao tratamento tradicional tem ganhado crescente interesse
internacional. Um dos tratamentos que tem mostrado benéfica é o Neurofeedback (NFB).

Sessão de Treinamento da tecnologia de Neurofeedback alemã , a mesma


tecnologia utilizada na Clínica Higashi

Acesse e assista o vídeo: https://youtu.be/7SkWEai988k

O Neurofeedback e um treinamento que visa o autocontrole das ondas cerebrais, a fim de


treinar o paciente para controle da atenção e também da hiperatividade.
Recentemente (2018), um estudo publicado pela Revista Europeia de Psiquiatria em
Adolescência & Crianças, demonstrou através de um estudo de revisão e meta-analise que, o
Neurofeedback teve melhora comparado a medicação, entretanto, sem os efeitos colaterais da
medicação com resultado mais duradouro e a longo prazo.
Outro estudo, publicado pelo Departamento de Psiquiatria e Adolescência da Universidade de
Frankfurt na Alemanha, demonstrou crianças com TDAH, separadas aleatoriamente, em dois grupos
um recebendo 25 sessões de Neurofeedback e outro grupo recebendo tratamento que simulava o NFB
(placebo), neste estudo foi demonstrado que as crianças que receberam o tratamento com o NFB
tiveram uma melhora considerável da atenção e da impulsividade, comparado aos que tiveram o
tratamento simulado (placebo).
No Brasil, em 2016, a Clínica Higashi, sob a direção do Dr. Rafael Higashi, médico, mestre
em medicina e neurologista, é a pioneira no Brasil a utilizar a tecnologia Alemã de Neurofeedback
com aparelho TheraPrax Neurocomm, o qual é certificado pela Comunidade Europeia (CE) e
clinicamente aprovado em protocolos internacionais.
O Neurofeedback surgiu a partir de princípios da neuropsicologia, por volta de 1960. Uma
década depois, ele foi utilizado como método terapêutico para redução de ataques epiléticos em
pacientes. Em 1980, o método foi utilizado para investigar aplicações em crianças com TDAH e os
resultados obtidos foram animadores. Em 1999, foi lançada a primeira monografia dedicada ao
Neurofeedback. A partir de então, o Neurofeedback começou a ser utilizado para outros tratamentos
como: ansiedade, depressão, insônia, dor crônica.
O treinamento se dá por percepção de estimulo, que informa quando o cérebro atinge ou não o
objetivo através das ondas cerebrais. Se o paciente apresentar distração, o equipamento vai trabalhar
em função da atenção. Se ele apresentar ansiedade, o equipamento trabalhara com ondas de padrões de

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estabilidade, visando diminuir a ansiedade ou o estresse. É importante ressaltar que o NFB não é
invasivo e sem contraindicações.
Com crianças, o atendimento é realizado de forma espontânea e lúdica, ou seja, utilizando o
brincar, que é meio natural de auto expressão da criança. Desta forma, o treinamento de
Neurofeedback é visto pela criança como um jogo, onde ela tem o objetivo de “atingir pontos”.
Através desse “jogo”, a criança e capaz de desenvolver importantes funções executivas, ou
seja, um conjunto de habilidades que permitem o desempenho de ações, emoções e comportamentos. E
ainda, se torna capaz de resolver problemas, desenvolver autoconfiança e autoestima.
Antes de iniciar o tratamento, é importante definir corretamente, através de consulta com um
especialista. Este avalia se pode ou não ser indicado o tratamento com o Neurofeedback, baseado em
falhas de tratamento anteriores, co-morbidades e objetivos específicos.
Caso indicado o tratamento, será definido um protocolo personalizado contendo o numero de
sessões e a duração de cada sessão. As sessões são realizadas conforme protocolo individual. No
Brasil, a Técnica do Neurofeedback, tem sido usado ainda para ganho de performance esportiva. Os
resultados podem ser otimizados de acordo com a persistência do treinamento.

Autora: Ana Carolina Peçanha M. Cardoso – Psicóloga, Ludoterapeuta, Coach, Especialista em Neurociências.

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O USO DE BRINQUEDOS E JOGOS NA INTERVENÇÃO
PSICOPEDAGÓGICA
Profª. Dra Leny Magalhães Mrech

Para todos aqueles que trabalham com Psicopedagogia e Educação Especial é bastante comum
à vivência de situações em que é preciso estabelecer a intervenção psicopedagógica em função das
necessidades especiais da criança. Os brinquedos, jogos e materiais pedagógicos desempenham neste
momento um papel nuclear.
Este trabalho visa discutir alguns aspectos fundamentais na estruturação do processo
psicopedagógico tendo em vista a construção do conhecimento e do saber por parte da criança através
do uso de brinquedos e jogos.
Tradicionalmente, este processo tem sido abordado a partir de uma ótica redutora que atribui a
uma ou duas variáveis a responsabilidade pelo processo de aprendizagem da criança. É bastante
comum os professores se referirem à situação familiar como a grande responsável pelos problemas
apresentados pela criança: "Os pais de fulano se separaram!". Esta postura introduz um
privilegiamento da variável psicológica, como se, através dela, fosse possível entender o que ocorre
com a criança.
A intervenção psicopedagógica veio introduzir uma contribuição mais rica no enfoque
pedagógico. O processo de aprendizagem da criança é compreendido como um processo pluricausal,
abrangente, implicando componentes de vários eixos de estruturação: afetivos, cognitivos, motores,
sociais, econômicos, políticos etc. A causa do processo de aprendizagem, bem como das dificuldades
de aprendizagem, deixa de ser localizada somente no aluno e no professor e passa a ser vista como um
processo maior com inúmeras variáveis que precisam ser apreendidas com bastante cuidado pelo
professor e psicopedagogo.
Um outro problema bastante grave a ser ressaltado é uma concepção redutora do modelo
piagetiano que tem sido adotada em boa parte dos cursos de Pedagogia, no qual são privilegiadas
apenas as colocações iniciais da sua obra. Ela tem direcionado os professores a conceberem o processo
de ensino-aprendizagem de uma maneira estática, universalista e atemporal. Com isto ficam de fora as
contribuições mais importantes de Piaget em relação aos processos de equilibração e reequilibração
das estruturas cognitivas.
O educador já não se defronta com um processo linear de crescimento e desenvolvimento, tanto
no desenvolvimento intrínseco como na expressão, mas com um realizar-se descontínuo no qual (is)
fases e períodos se entrecruzam, se opõem dialeticamente, oposições de que resulta uma nova
estruturação. Paragens (sic), acelerações, saltos bruscos, são a expressão formal. Isto altera
completamente o panorama da pedagogia graduada: se o desenvolvimento não é contínuo e

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ininterruptamente acelerado e progressivo, como se lhe adequará uma educação regulada por grandes
períodos de desenvolvimento?
Como pretender apreender a instabilidade do desenvolvimento pela estabilidade dum processo
educativo que se mede por anos? Os fins da pedagogia não deveriam apontar para o homem futuro, o
que realmente será permanente e atuante, e não para as etapas da idade evolutiva? (Merani, 1977: 91).
Um dos aspectos mais importantes a ser levado em conta pelo professor e pelo psicopedagogo é
o reconhecimento das estruturas prévias de alienação no saber que o professor e o aluno apresentam
em relação ao uso de brinquedos, jogos e materiais pedagógicos. São elas que impedem o objeto seja
empregado em uma gama mais rica de utilização.
Apresentamos abaixo algumas das estruturas de alienação no saber mais comuns,
tradicionalmente usadas pelos professores e alunos:

1. A concepção e capacidade lúdica do professor. Um professor que não sabe e/ou não gosta
de brincar dificilmente desenvolverá a capacidade lúdica dos seus alunos. Ele parte do
princípio de 'que o brincar é bobagem, perda de tempo. Assim, antes de lidar com a
ludicidade do aluno, é preciso que o professor desenvolva a sua própria. A capacidade
lúdica do professor é um processo que precisa ser pacientemente trabalhado. Ela não é
imediatamente alcançada. O professor que, não gostando de brincar, esforça-se por fazê-lo,
normalmente assume postura artificial, facilmente identificada pelos alunos. A atividade
proposta não anda. Em decorrência, muitas vezes os professores deduzem que brincar é
uma bobagem mesmo, e que nunca deveriam ter dado essa atividade em sala de aula. A
saída deste processo é um trabalho mais consistente e coerente do professor no
desenvolvimento da sua atividade lúdica.

2. Os modos estereotipados do professor conceber o material apresentado. Diante de um


material novo, é bastante comum o professor estabelecer, uma atitude distanciada em
relação a este objeto, colocando-se como especialista e não como quem! Brinca com o
material. O seu olhar. é técnico, basicamente o olhar do professor ou do psicopedagogo
sobre o objeto, isto é, um olhar adulto. Acontece que quem vai utilizar o objeto geralmente
é uma criança ou um adolescente. Muitas vezes aí se estabelece uma incompatibilidade
entre esses dois olhares.

3. As formas estereotipadas de o professor conceber o aluno. Esta estrutura de alienação no


saber introduz um problema bastante sério do ponto de vista da ludicidade. A imagem que
o professor tem do aluno não é o aluno. Este está em outro lugar, tendo de ser resgatado
através da fala na relação professor/aluno, psicopedagogo/aluno. É o próprio aluno que tem
de dizer quem ele é, do que gosta com que quer brincar etc. (Normalmente, este é um dos
processos mais difíceis de c) professor alterar. Para muitos professores, a imagem do aluno
chega a adquirir a certeza de uma crença. O professor acredita piamente que a imagem que
ele tem do aluno é o próprio aluno. Ele não percebe que, sendo uma imagem, é um
estereótipo, uma construção na linguagem. Em suma, não se dá conta de que a imagem do

50
aluno é uma produção sua, uma interpretação sua de quem é este aluno. O aluno está em
outro contexto, que deve ser resgatado através da própria relação.
4. As formas estereotipadas que o aluno concebe o professor, a instituição, o material
proposto. Elas podem impedir ou atrapalhar o seu contato com a instituição, com o
material proposto ou com o próprio professor. Uma imagem prévia da instituição feita
pelos alunos pode se antecipar à própria captação da instituição real. Uma imagem de uma
escola boa ou ruim tende a se perpetuar na mente dos alunos. Da mesma forma, as imagens
de bom e mau professor também se antecipam à atuação docente, determinando muitas
vezes os rumos do processo de ensino-aprendizagem. Se o aluno não gosta do material
proposto, é bastante comum ele rejeitá-lo, sem tentar estabelecer outra forma de interação.

5. As formas estereotipadas que envolvem o uso do material a ser empregado na comunidade


em geral. As grandes indústrias de brinquedos e materiais pedagógicos estabelecem alguns
parâmetros para o uso do material. Estes indicadores podem constituir imagens tão
impactantes que acabam por desviar o professor ou o psicopedagogo de um trabalho mais
aprofundado com o material. É bastante comum os pais e os especialistas (professores e
psicopedagogos) tomarem a indicação das faixas etárias, colocadas nas caixas de
brinquedos pelas indústrias, como verdades comprovadas. Acontece que muitas
classificações partem de indicadores empíricos, não de pesquisas abrangentes com faixas
de mercado estruturadas. A indústria pode ter testado em apenas um pequeno grupo de
crianças o uso dos brinquedos naquela faixa etária. Os resultados encontrados são
generalizados em seguida a um público maior. É a criança que deve se pronunciar a
respeito do material, não as indicações vagas do fabricante. Ela usa o brinquedo para
atender a uma necessidade especial do momento. Este processo lúdico é que tem que ser
privilegiado, e não quaisquer preconcepções dos adultos e/ou dos fabricantes a respeito do
brinquedo.

6. As formas estereotipadas que envolvem o uso do material a ser empregado. Muitas vezes o
professor utiliza brinquedos, jogos e materiais pedagógicos de uma maneira redutora e
rotineira. O material a ser dado para o aluno deverá ser farto e variado. O professor ou
psicopedagogo poderá criar locais onde, em seu próprio ritmo de trabalho, a criança poderá
escolher livremente o que quer fazer. Um dos exemplos mais eficazes desta forma de
trabalho são os cantinhos de música, ciências, artes etc. bastante empregados na pré-escola.
O uso do material deverá levar em conta as necessidades especiais e a singularidade do
aluno. O aluno poderá se recusar em um momento a trabalhar com o material, preferindo
ficar divagando ou conversando. No ensino de I' grau é fundamental que o professor
respeite este processo. As crianças chegam a trabalhar, às vezes, quatro horas seguidas em
atenção contínua. Ao longo desse período, podem ter um pequeno Intervalo para se
refazer, e depois voltar a prestar atenção. Isso não quer dizer que não se irá trabalhar o
porquê de a criança não ter desejado lidar com o objeto. No final da atividade, o professor
ou psicopedagogo pode pedir a cada criança para verbalizar livremente o que sentiu ao
brincar com o material. Elas podem dizer que não queriam brincar, queriam conversar,
ficar paradas etc. O aluno poderá fazer coisas totalmente imprevistas com o material, ações
que o professor ou psicopedagogo muitas vezes poderá considerar inadequadas. E preciso
julgar estas ações da perspectiva da criança. Somente o aluno, a partir da sua história de
vida, conhece as razões para agir daquela maneira.

51
SUGESTÕES DE
JOGOS

PSICOPEDAGÓGICA
&
NEUROPSICOPEDAGÓGICA
52
TDA – TDAH E A IMPORTANCIA DA UTILIZAÇÃO DE JOGOS

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) se caracteriza por uma


combinação de dois sintomas: desatenção e hiperatividade-impulsividade. As crianças são
consideradas como “avoadas” e vivendo no “mundo da lua”. Crianças com TDAH têm dificuldades
em executar tarefas, especialmente aquelas cujo sucesso depende de uma sequência orquestrada de
passos.
Jogos de regras podem ser recurso pedagógico eficaz para a aprendizagem de estudantes que
apresentam transtorno de déficit de atenção–hiperatividade (TDAH). Além de contribuir para
desenvolver habilidades acadêmicas como leitura, escrita e aritmética, eles colaboram para a
melhoria da atenção, da concentração e do autocontrole.
O primeiro passo de uma intervenção é fazer a avaliação das crianças quanto ao
desenvolvimento cognitivo. São feitas aferições psicopedagógicas e psicológicas para investigar
indícios de deficiência intelectual ou problemas de ordem psicológica, neurológica ou até mesmo
psiquiátrica que estejam inibindo o processo de aprendizagem escolar.
No processo de avaliação são consideradas, informações das famílias sobre o histórico de
desenvolvimento da criança e relatos dos professores quanto às dificuldades por ela apresentadas e
intervenções já desenvolvidas para sanar as dificuldades percebidas. Após esse processo de
investigação inicial, os alunos são encaminhados a atendimento em grupo, individual ou indireto
(por meio de atividades sugeridas ao professor para desenvolvimento em sala de aula).
1º Fazer encaminhamentos externos, de modo que a família possa procurar o atendimento médico
necessário para a complementação diagnóstica.
2º “O atendimento deve ser feito sempre privilegiando o uso de jogos”.

Atenção e Memória
A falta de foco e atenção compromete outra habilidade, a de formação de memória – uma coisa
depende da outra. Esta é uma correlação simples e potente para explicar o efeito do TDAH sobre o
processo de ensino e aprendizagem, especialmente o modelo tradicional de educação memoresco – que
valoriza e mede a eficácia do aprendizado do sujeito por meio de provas escritas.

Jogos e Brincadeiras

Evidentemente, jogos eletrônicos não são os únicos artefatos eficazes para amenizar os
problemas típicos decorrentes do TDAH. Jogos simples ajudam também contribuem

53
significativamente para o desenvolvimento das habilidades em questão.
MAIOR OU MENOR

Preparo do jogo:

 Imprimir as cartas;
 Colar em uma cartolina;
 Aplicar papel auto-adesivo transparente;
 Recortar nas linhas tracejadas para obter 16 cartas.

Como jogar:

Organizar duplas de crianças. Dispor as cartas no centro da mesa com os números para baixo.
Uma criança de cada vez vira uma carta. A que tiver o número maior fica com a carta. Ganha o jogo
quem ao final tiver mais cartas.

Qual é maior?

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Cartas para o Jogo

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QUEBRA-CABEÇA-TRIÂNGULO DAS DEZENAS

PREPARO DO JOGO:

 Imprimir o triângulo das dezenas;


 Colar em uma cartolina;
 Aplicar papel auto-adesivo transparente;
 Recortar nas linhas tracejadas para obter 25 peças de pequenos triângulos.

COMO JOGAR:

Entregar para as crianças as 25 peças. As crianças deverão montar um triângulo. O jogo inicia
com a peça que contém os números 10, 10, 0. Depois sucessivamente encaixar peças cujos segmentos
tenham cores iguais e a soma dos números for 10.

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NUMERAIS/QUANTIDADE - ED. INFANTIL

MATERIAL:

 Fichas com conjuntos desenhados nas quantidades de 0 a 10.


 Outras tantas fichas com os numerais escritos.
 As crianças passearão pela sala ao som de uma música.
 Quando a música parar, o aluno que tiver o cartão com o conjunto desenhado deverá procurar o
colega que tem o numeral correspondente à quantidade que ele tem desenhado na sua ficha.

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BATALHA

MATERIAL

 Cartas do baralho – de 0 a 10

CONTEÚDO

 Leitura de números, comparação....

A meta é ganhar mais cartas. Um dos jogadores distribui as cartas: uma para cada participante a
cada rodada. Na sua vez, cada jogador abre a primeira carta de seu monte. Aquele que virar a carta
mais alta pega todas as cartas para si. Todas as jogadas se repetem da mesma forma até que todas as
cartas já tenham sido distribuídas. Se abrirem cartas iguais, os jogadores que empataram devem virar
outra carta e aquele que tirar a maior ganha. Pode ser jogado em duplas ou pequenos grupos.

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7 COBRAS

MATERIAL

 2 dados, lápis e papel

CONTEÚDO

Soma de dados, leitura e grafia de números. Escreve-se a sequência numérica na folha de papel
(2 a 12). Na sua vez de jogar, o jogador soma os dados e marca com um X o número sorteado. Se a
soma der 7, o jogador desenha uma cobra no seu papel. Quem marcar todos os números primeiro, com
o menor número de cobras é o vencedor. Quem obter 7 cobras sai do jogo.

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COBRA

MATERIAL

 folha de papel, 1 ou 2 dados, lápis

CONTEÚDO

Sequencia numérica, soma, grafia e identificação de numerais


Joga-se em duplas ou pequenos grupos. Cada um desenha uma cobra dividida em pedacinhos onde
serão escritos os números (1 a 6 – se for jogado com apenas 1 dado) (2 a 12 se com 2). Na sua vez de
jogar, o participante joga os dados e faz um X ou pinta o pedacinho da cobra que contém a quantia
sorteada. Ganha quem pintar a cobra primeiro.

60
QUANTOS PATOS VOCÊ TEM?

MATERIAL

 2 ou 3 dados, folha de papel e lápis

CONTEÚDO

Soma de dados, sequencia numérica, comparação de quantidades, representação numérica.


Combina-se antes de iniciar o número de rodadas. Cada um, na sua vez de jogar, joga os dados e
efetua a soma marcando a quantidade obtida na sua folha. Ao final das rodadas, soma-se todas as
quantidades obtidas e ganha aquele que obteve maior números de “patos”.

61
NÚMERO OCULTO

MATERIAL

 Lápis e papel

CONTEÚDO

Comparação de quantidades, sequência numérica, raciocínio lógico matemático.


Sorteia-se um jogador para iniciar. Este pensará em um número dentro do limite estabelecido pelo
grupo (0 a 10 ou 10 a 20, ou 0 a 50, etc) anotando no papel sem deixar ninguém ver. Os outros
participantes deverão um de cada vez, dizer números a serem comparados com o número oculto
pensado pelo jogador. O aluno que pensou no número deve dizer se os números ditos pelos amigos são
maiores ou menores que o número pensado por ele, até que alguém descubra o número oculto e ganhe
o direito de pensar nele, iniciando uma nova rodada.

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O QUE MUDOU?

Material: cartões grandes com numerais em sequência.

Conteúdo: sequência numérica, identificação do numeral, noção de quantidade. Os cartões são

expostos no chão, ou sobre uma mesa, em sequência numérica. Toda a classe fica de costas para os

cartões e a professora retira um dos cartões. Conta até 3 e todos se voltam tentando descobrir o que

mudou. Depois passa a trocar 2 cartões de lugar. Em seguida poderá tirar 2 cartões. As crianças se

revessarão para substituir a professora.

63
JOGO DA ADIVINHAÇÃO

Material: 1 caixa, objetos variados ou 1 caixa de blocos lógicos.

Conteúdo: percepção tátil, contagem, identificação de numerais, cores, formas, tamanho, espessura.

Dividir as crianças em vários grupos e colocar os objetos ou blocos lógicos numa caixa no centro da

sala, fechada com uma tampa onde há um buraco, pelo qual passa apenas a mão da criança. De cada

grupo uma criança vai à caixa, a sua vez, coloca a mão, “adivinha” o que está sendo pedido (cor,

forma, espessura...). Se acertar, leva a peça para seu grupo, marcando ponto. Se errar, recoloca o

objeto na caixa. Ao final das rodadas combinadas, proceder à contagem de cada grupo comparando as

quantidades.

64
PIPA

Material: 1 caixa de blocos lógicos, giz de lousa.

Conteúdo: desenvolvimento da estética, noção de cor, forma, espessura, tamanho e quantidade.

A professora trabalha a motivação das crianças, perguntando se elas sabem o que é uma pipa, se já

viram uma voando com seu rabo comprido e colorido. Com os blocos podemos construir rabos de pipa

muito bonitos. A criança pega um bloco na caixa, fala tudo o que sabe sobre ela e em seguida coloca

sobre o rabo desenhado pela professora. Isto vai formar uma seqüência longa no chão da sala. Proceda

o registro escrito dessa atividade.

65
JOGO COR E QUANTIDADE

Material: cartelas de cores, 1 dado, pinos coloridos (ligue-ligue)

Conteúdo: noção de cores e quantidade.

A professora apresenta uma caixa com as cartelas coloridas. A criança joga o dado e pega uma cartela.

Ela deverá pegar os pinos de acordo com o que sair (por exemplo, se ela tirar uma cartela verde e no

dado tirar 5, deverá pegar 5 pinos verdes). Ganha o jogo quem tiver mais pinos depois de terminada a

ultima rodada combinada.

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VERDADE OU MENTIRA?

Material: 1 caixa de blocos lógicos

Conteúdo: construção de conceitos lógicos, noção de número, sequência numérica, contagem.

A classe é dividida em duplas, ou pequenos grupos. Numerar os grupos. Tirar a “sorte” pra ver quem

começa. Em seguida a professora esconde os blocos atrás de um anteparo, pega uma figura, dirige-se a

cada grupo (um de cada vez) e diz um absurdo. Por exemplo: estou segurando uma peça vermelha e

azul. Verdade ou Mentira? As crianças devem decidir, se a professora diz a verdade ou mentira. Ganha

1 ponto o grupo que acertar a resposta. Se o grupo errar, o próximo grupo tem o direito de responder.

Se esse também errar, passa a vez para o próximo. (a professora sempre respeitará a ordem numérica)

Para os jogos 5, 6, 7, 8 e 9, a professora procederá assim: Divide a classe em dois grupos. Espalha os

blocos lógicos sobre uma mesa e posiciona os grupos, em fila, a uma boa distancia da mesma. A

professora fica atrás da mesa, de forma que fique de frente para seus alunos. Ela sorteia uma das fichas

e o primeiro da fila de cada grupo deverá correr até a mesa e pegar o que se pede. Ganha 1 ponto o

grupo que conseguir primeiro achar a figura. No final contam-se os pontos de cada grupo.

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O TESOURO DO PIRATA

Material: 1 caixa de blocos lógicos.

Cada criança pega 1 figura da caixa de blocos lógicos e fica atenta à história. A professora inicia a

história: Era uma vez um pirata muito mau. Ele era dono de um navio e vivia de roubar tesouros. Um

dia ele roubou um baú cheinho de moedas de ouro e não repartiu com nenhum marujo de seu navio.

Naquela noite uma tempestade fez com que o navio batesse nas pedras. Um buraco se abriu no casco

do navio que foi ao fundo do mar. Todos os marujos e o prirata nadaram até uma pequena ilha e se

salvaram. O pirata estava inconformado e fez com que seus marujos mergulhassem, um a um, até o

fundo do mar para ver se recuperavam seu amado baú de moedas de ouro. Mas os marujos voltavam

de mãos vazias. O pirata começou a desconfiar que um dos marujos o estava enganando. Então ele

começa uma investigação. Nesse momento a professora vai dando as características do ladrão. Por

exemplo: o ladrão está com uma peça grande – os que estão com peças pequenas não são os ladrões e

devem guarda-las na caixa. Em seguida dó outra característica: O ladrão está com uma peça grande e

grossa .... depois grande grossa e vermelha .... grande, grossa, vermelha e de quatro lados, e finalmente

dá a ultima característica (escolhe entre quadrado e retângulo). A cada vez que fizer essa brincadeira

muda às características.

Variação: a professora entrega uma cartela com os dados da figura para que a criança descubra.
68
TIRANDO DO PRATO

Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada

criança), dado.

Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezam-se jogando o dado,

retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato

primeiro.

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JOGO DO 1 OU 2 (PARTES DO CORPO)

Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2).

Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e

procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas

(olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa

a vez. Jogar até esgotar as partes.

Você pode aproveito para fazer listas do que as crianças dizem durante o jogo (temos 1... temos 2).

Eles adoram esse jogo!

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SACOLA MÁGICA

Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade).

Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos

correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam

retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos).

Você pode usar aqueles bichinhos de plástico (que vendem em sacos p/ brinde de aniversário), ou

tampinhas de garrafa.

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DEZ COLORIDOS

Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis.

Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado

de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a

professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da

mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os

canudinhos do grupo.

Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais /

menos / mesma quantidade, etc.

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DITADO DE FORMAS E POSIÇÕES

Material: blocos lógicos

Conteúdo: noção espacial, lateralidade, raciocínio lógico, linguagem verbal, desenvolvimento de

conceitos diversos como: em cima, embaixo, dentro, fora, de um lado, do outro, etc...

Uma dupla de crianças, sentadas uma de costas para a outra tendo uma mesa à sua frente. Cada um

recebe blocos idênticos. Um deles deve montar uma cena com suas figuras. Depois disso, ditará ao seu

companheiro que tentará montar uma cena idêntica. O que dita deve dar o maior número de

informações possível. Por exemplo: Coloque o circulo vermelho no meio da mesa. Coloque o

quadrado azul em cima dele. O triângulo azul fica do lado direito do circulo.

Obs.: os blocos podem ser trocados por objetos diversos: cola, tesoura, caneca, lápis, etc.

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JOGO DAS DIFERENÇAS

Material: blocos lógicos

Conteúdo: os trabalhados com os blocos, percepção visual, desenvolvimento do raciocínio lógico.

Nesta atividade, as crianças trabalham sobre um quadro contendo três peças. O desafio consiste em

escolher a quarta peça observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de

diferenças existente entre as outras duas peças do quadro.

Exemplo:

1- triângulo, amarelo, grosso e grande;

2- quadrado, amarelo, grosso e grande;

3- retângulo, amarelo, grosso e grande;

Eles deverão escolher a quarta peça (círculo, amarelo, grosso e grande) observando que, entre

ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças (a

diferença na forma). As peças serão colocadas pela professora de forma que, em primeiro lugar, haja

apenas uma diferença. Depois duas, três e, por fim, quatro diferenças entre as peças...
74
FORMANDO CONJUNTOS HUMANOS

Objetivo:

 Reconhecer, identificar e formar conjuntos;

 Reconhecer os tipos de conjuntos;

 Identificar o número de elementos dos conjuntos.

Como formar os conjuntos:

Solicitar às crianças que se agrupem formando um conjunto de meninos e um conjunto de

meninos. Num segundo momento, solicitar que se agrupem de acordo com a altura, ou seja, meninos

mais altos e meninos mais baixos. Colocar barbante em volta dos grupos, dos conjuntos, formando os

diagramas. Formar um conjunto de professoras. Perguntar ás crianças quantos elementos têm este

conjunto. Elas responderão um elemento, então dizer-lhes que este é o que chamamos de conjunto

unitário, isto é, aquele que possui apenas um único elemento.

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ASSOCIE AO NÚMERO

Objetivo:

 Reconhecer e identificar os números e quantidades representadas por eles e associar os

números às quantidades correspondentes.

Como confeccionar o material:

1- Encape uma caixa de camisa ou uma caixa menor com papel ofício branco ou AP 24 branco,

colocando dez divisões, sendo separadas por cartolina branca ou papel cartão branco.

2- Escreva em dez cartões de cartolina branca ou papel cartão branco, números de 0 a 9 e cole um

número em cada divisão respeitando a sequência numérica.

3- Separe lápis de cor ou outro material, se preferir: Um lápis na cor azul, dois na cor amarela,

três na cor vermelha, quatro na cor marrom, cinco na cor verde, seis na cor laranja, sete na cor

preta oito na cor rosa e nove na cor roxa.

Modo de Jogar: Cada criança deverá colocar as quantidades de lápis da mesma cor onde estiver

cada número correspondente.


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CONSTRUINDO CONJUNTOS

Objetivo:

 Reconhecer, identificar e formar conjuntos;

 Reconhecer os tipos de conjuntos;

 Identificar o número de elementos de cada conjunto e o conjunto vazio.

Número de Participantes: Individual ou em grupo.

Como construir os conjuntos:

Utilizando giz de cera, lápis de cor, tampinhas de refrigerantes ou outro material que possa ser

agrupado, forme conjuntos colocando barbante em volta de cada conjunto para formar os diagramas.

Se quiser, pode colorir o barbante com guache ou cola colorida. Os conjuntos deverão ter de 1 a 9

elementos, inicialmente. Depois, pode-se acrescentar o conjunto vazio, que não terá nenhum elemento

dentro dele, mas isso só deverá ser feito numa etapa posterior. Os conjuntos poderão ser formados nas

mesas ou no chão da sala de aula.

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AMARELINHA

Objetivo:

 Reconhecer e identificar os números.

Como confeccionar o material:

Pinte uma Amarelinha com tinta óleo no chão da sala de aula ou do pátio, por exemplo.

Modo de Jogar:

Cada jogador deverá jogar a pedra em cada número de 1 a 8, um de cada vez e ir pulando de um pé só

até chegar no Céu (que fica no final da Amarelinha, depois de todas as casas).

O jogador que chegar ao céu primeiro, sem errar, ganhará o jogo.

78
MINI- MERCADO

Objetivo:

 Aprender a comprar e vender produtos; reconhecer e identificar o dinheiro brasileiro (cédulas e


moedas );
 Aprender a pagar;
 Dar troco e conferir se o troco está correto; aprender a “calcular” o que pode comprar com o
dinheiro que tem e a economizar nas compras.

Número de Participantes: Grupos de 6 alunos: Um será o caixa do mini- mercado e cinco serão os
compradores.

Como montar o mini- mercado:

1. Solicitar aos alunos, demais professores e funcionários que levem para a escola embalagens
vazias de produtos que são vendidos no supermercado, como por exemplo: sabão em pó,
manteiga, margarina, detergente, desinfetante, leite (em caixa ), refrigerante, entre vários outros
produtos.
2. Arrumar, juntamente com os alunos, os produtos em prateleiras, agrupando os produtos por
seções: Seção de Produtos de Limpeza, Seção de Gêneros Alimentícios: Massas: Pães, bolos,
biscoitos e outros, Seção de Laticínios: Leite, queijo, manteiga, margarina, requeijão e outros,
Seção de Utensílios do Lar: Copos, talheres, xícaras, entre outros.
3. Confeccionar uma caixa registradora e colocar dentro dela cédulas em miniatura encapadas
com contact transparente e moedas.
4. Adquirir alguns carrinhos e cestinhas de supermercado de plástico, em miniatura, para os
“fregueses” utilizarem para fazer as compras.

79
JOGO DO PRENDEDOR

Material: 2 dados (1 representando quantidade e outro utilizando cores), varal com prendendores

coloridos

Jogo de equipe - o professor, ou um aluno voluntario atiram os dados, as crianças ao sinal, correm em

direção do varal, vencedor quem conseguir cumprir a prova corretamente

Esse jogo foi desenvolvido com crianças na faixa etária de 5 e 6 anos, os dados foram feitos com caixa

de maionese grande.

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ATIVIDADES PARA INTERVENÇÃO

PSICOPEDAGÓGICA
&
NEUROPSICOPEDAGÓGICA

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IGUAL/DIFERENTE

LIGUE COM UM TRAÇO OS PIÕES QUE TEM ALGO EM COMUM.

PINTE AS FLORES QUE TEM FORMAS DIFERENTES.

88
GRANDEZA

PINTE A CAIXA MAIOR.

PINTE O LÁPIS MAIS FINO.

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POSIÇÃO

PINTE A BOLA QUE ESTÁ EM CIMA DA MESA.

PINTE AS FRUTAS QUE ESTÃO FORA DA FRUTEIRA.

90
CLASSIFICAÇÃO

PINTE A FIGURA QUE NÃO PERTENCE AO GRUPO DE CADA LINHA.

91
SEQUÊNCIA

OBSERVE A SEQUÊNCIA E PINTE.

COMPLETE A SEQUÊNCIA.

+1 +1

+2 +2

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GRÁFICO

PINTE AS BOLAS DE ACORDO COM A REPRESENTAÇÃO DAS QUANTIDADES.

QUANTIDADE DE BOLAS

VERDE VERMELHO AMARELO

PINTE DE ACORDO COM A LEGENDA.

10

93
OPERAÇÕES

COMPLETE O QUADRO PARA QUE O RESULTADO SEJA SEMPRE 10.

94
DOMINÓ DA TABUADA PARA IMPRIMIR

Esse jogo tem a finalidade de ajudar as crianças a aprenderem a tabuada. Contém todas as
tabuadas. Dividi as contas das tabuadas em quatro jogos, evitando repetições de resultados dentro de
cada um.

Título: Dominó da Tabuada

Objetivos:

 Resolver multiplicações mentalmente;

 Desenvolver o raciocínio lógico-matemático;

 Memorizar algoritmos simples da tabuada.

Materiais: Folhas impressas (ou caneta) e papel (de preferência firme), tesoura e fita adesiva larga

para plastificar.

Como confeccionar?

Você pode imprimir as folhas abaixo ou escrever com a caneta em fichas de papel recortadas e

divididas ao meio com a caneta. Veja abaixo cada um dos quatro kits.

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JOGO DO AEIOU

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JOGO DO SORVETE

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JOGO
QUEM
SOU EU?

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JOGO DESCOBRINDO A PALAVRA

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JOGO DAS PALAVRAS

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JOGO – COMPLETE AS CENAS DAS IMAGENS

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201
202
JOGO DAS PALAVRAS

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206
207
208
209
JOGO DAS CARTAS

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PALAVRA SECRETA

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COM QUAL LETRA COMEÇA O MEU NOME?

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247
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JOGO DOS NUMEROS E DAS CORES

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JOGO DAS CORES

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258
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260
JOGO DAS CORES E CATEGORIZAÇÃO DAS FIGURAS – NOMEAÇÃO E
PAREAMENTO

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JOGO DA CHAPEUZINHO VERMELHO

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JOGO DAS EMOÇÕES

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Contra distribuição e venda não autorizada, cada cópia é codificada com o nome do comprador,
isso implica que caso o apostila apareça na internet (grupos de whatsapp), o cliente será
acionado judicialmente. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998/
Crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184/

PROIBIDO O COMPARTILHAMENTO/VENDA E DISTRIBUIÇAO EM REDES


SOCIAIS/GRUPOS DE WHATSAPP OU QUALQUER OUTRA FORMA

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