Вы находитесь на странице: 1из 42

REDES DE COMPUTADORES

1) INTRODUÇÃO

! Tecnologia marcando o tempo:

♦ Século 18: grandes sistemas mecânicos acompanhando a


revolução industrial;

♦ Século 19: a era da máquina à vapor;

♦ Século 20: coleta, processamento e distribuição da informação:

" Redes telefônicas de alcance mundial;

" Invenção do rádio e da televisão;

" Nascimento e crescimento sem precedentes da indústria


dos computadores;

" Lançamento de satélites de comunicação.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 1

REDES DE COMPUTADORES

! Nos primeiros 20 anos da existência da indústria dos


computadores, os sistemas computacionais:

♦ Eram altamente centralizados (Centro de Processamento de


Dados) - CPD;

♦ Custavam pequenas (às vezes grandes) fortunas;

♦ Realizavam processamento de dados off-line.

! Ao longo dos últimos 15 anos, a união dos computadores e das


comunicações, mudou profundamente a forma como os sistemas
computacionais são organizados:

♦ O CPD antigo, cedeu lugar à um novo modelo em que um


número de computadores separados fisicamente, mas
interconectados através de sistemas de comunicação, realizam
o trabalho;

♦ Esses sistemas são chamados Redes de Computadores, e o


projeto e a organização dessas redes são o ponto focal desse
nosso curso.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 2


REDES DE COMPUTADORES

USOS DAS REDES DE COMPUTADORES

REDES NAS ORGANIZAÇÕES

! Compartilhamento de recurso, programas, equipamentos e dados


disponíveis para todos na rede, independente da localização física
de recursos e usuários;

! Alta disponibilidade de recursos, arquivos importantes e/ou muito


usados, podem ser replicados em dois ou mais computadores;

! Economia de dinheiro, dado que computadores de menor porte


apresentam uma relação custo/benefício melhor que
computadores de grande porte;

! Escalabilidade, pode-se aumentar a performance do sistema


gradualmente, de acordo com o crescimento da demanda,
acrescentando novos computadores (mais poderosos) à rede;

! Comunicação, ou a capacidade de permitir que pessoas separadas


fisicamente possam compartilhar informações de modo rápido e
fácil (escrever um livro conjuntamente, por exemplo) - esse,
talvez, seja o fruto mais importante da tecnologia de redes de
computadores.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 3

REDES DE COMPUTADORES

REDES PARA AS PESSOAS

! Acesso à informação remota, nas mais diversas formas (bancos,


lojas virtuais, jornais, sistemas de informação, etc.);

! Comunicação pessoa-a-pessoa, na forma de correio eletrônico,


reunião virtual (videoconferência), etc.;

! Entretenimento interativo, na forma de jogos via rede, vídeo/áudio


sob demanda, etc.

Todas as considerações já feitas revelam um mundo virtual ideal, cheio


de recursos e possibilidades.

O mundo real força-nos a encarar alguns problemas que estão em


discussão no momento.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 4


REDES DE COMPUTADORES

CONSIDERAÇÕES SOCIAIS

! A introdução em larga escala das redes de computadores trouxe


novos problemas sociais, éticos e políticos. Algumas questões não
respondidas totalmente ainda, são:

♦ Até que ponto a liberdade de opinião e expressão pode (deve)


ser respeitada?

♦ Operadores/gerentes de redes de computadores são


responsáveis pelas informações que nelas circulam? Um
proprietário de um provedor de acesso Internet deve
responder judicialmente por informações consideradas ilegais
armazenadas em seus computadores?

♦ Empregadores devem (podem) ter o direito de censurar as


mensagens enviadas/recebidas por seus empregados na rede
da empresa? O que dizer de estudantes nas escolas?

♦ Como tratar mensagens anônimas?

♦ Como tratar problemas de segurança nas redes?

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 5

REDES DE COMPUTADORES

! Em resumo:

♦ As redes de computadores, à exemplo da imprensa 500 anos


no passado, permitem ao cidadão disseminar suas idéias e
seus pontos de vista de uma forma nova para diferentes
audiências;

♦ Essa nova forma de liberdade, enseja questões sociais,


políticas e morais, ainda não resolvidas e, na sua maioria,
polêmicas.

Deixemos para a platéia discutir as soluções para esses


problemas.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 6


REDES DE COMPUTADORES

HARDWARE PARA REDES DE COMPUTADORES

! Embora não haja uma classificação aceita genericamente, duas


dimensões aparecem como as mais importantes:

♦ Tecnologia de transmissão; e

♦ Escala.

! Em relação à tecnologia de transmissão, de modo geral trabalha-se


com dois tipos:

♦ Redes de difusão (Broadcast networks); e

♦ Redes ponto-a-ponto (Point-to-point Networks).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 7

REDES DE COMPUTADORES

! Redes de difusão apresentam as seguintes características:

♦ Canal único de comunicação, compartilhado por todas as


máquinas da rede;

♦ Tráfego de pequenas mensagens, chamadas às vezes de


pacotes, enviadas por uma máquina e recebidas por todas;

♦ Pacotes com campo de endereço que especifica para que


máquina o mesmo deve ser entregue (unicasting);

♦ Um pacote recebido por uma máquina tem seu campo de


endereço verificado: se pertence à máquina que o recebeu, ele
é processado pela mesma; em caso contrário, é descartado;

♦ Um pacote pode ser endereçado a todas as máquinas da rede


ao mesmo tempo, usando um valor especial no campo de
endereço; Esse modo de operação é chamado de modo de
difusão (broadcasting).

♦ Um pacote pode ser endereçado a algumas máquinas da rede


ao mesmo tempo, usando outro valor especial no campo de
endereço. Esse modo de operação é chamado de multi-difusão
(multicasting).
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 8
REDES DE COMPUTADORES

! Redes ponto-a-ponto apresentam as seguintes características:

♦ Canal exclusivo de comunicação para interligação de quaisquer


duas máquinas na rede;

♦ Tráfego de pacotes enviados por uma máquina origem para


uma única máquina destino;

♦ Para ir de uma origem para um destino um pacote pode ter de


passar por uma ou mais máquinas intermediárias;

♦ Múltiplas rotas, de diferentes custos (tamanho, velocidade,


atraso), podem existir entre uma origem e um destino, de
modo que algoritmos de roteamento (escolha da melhor rota)
desempenham um papel relevante nessas redes.

! De modo geral (com a admissão de exceções):

♦ redes pequenas, localizadas em uma mesma região geográfica,


tendem a usar transmissão por difusão;

♦ redes grandes e geograficamente espalhadas usam


transmissão ponto-a-ponto.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 9

REDES DE COMPUTADORES

! Em relação à escala, uma classificação bastante adotada para as


redes é dada a seguir.

Distância Localização dos


entre Processadores Classificação
processadores
0,1 m Placa de circuito Máquina de fluxo de dados *
1m Sistema Multicomputador **
10 m Sala
100 m Prédio Rede em Área Local (Local Area
Network - LAN)
1 Km Região (campus)
10 Km Cidade Rede em Área Metropolitana
(Metropolitan Area Network - MAN)
100 Km País Rede em Área de Longo
1.000 Km Continente Alcance (Wide Area Network - WAN)
10.000 Km Planeta A Internet

* Máquinas de fluxo de dados são computadores com alta capacidade de


paralelismo que possuem muitas unidades funcionais capazes de operar
simultaneamente em um mesmo programa.

** Multicomputadores são sistemas que podem se comunicar


enviando/recebendo mensagens sobre barramentos muito curtos e rápidos

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 10


REDES DE COMPUTADORES

REDES LOCAIS DE COMPUTADORES (LOCAL AREA NETWORK – LAN)

! Redes Locais de Computadores apresentam as seguintes


características:

♦ São redes privadas, localizadas em um único prédio ou campus


de poucos quilômetros de tamanho;

♦ São extensamente usadas para conectar computadores


pessoais e estações de trabalho nas empresas para
compartilhar recursos e trocar informações;

! Se distinguem dos outros tipos de rede por três características:

♦ Seu tamanho restrito;

♦ Sua tecnologia de transmissão; e

♦ Sua topologia.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 11

REDES DE COMPUTADORES

! O tamanho restrito permite:

♦ Conhecer o pior tempo de transmissão com antecedência;

♦ Com base nesse conhecimento, usar certos tipos de projeto


que não seriam possíveis em caso contrário; e

♦ Com base nesse conhecimento, simplificar a gerência da rede.

! A tecnologia de transmissão se caracteriza, normalmente, por:

♦ Um canal de comunicação simples ao qual são conectadas


todas as máquinas;

♦ Velocidade de transmissão da ordem de 10 e/ou 100 Mbps,


com baixo atraso (dezenas de microsegundos) e poucos erros;

♦ Avanços recentes permitem velocidades de 155 e/ou 622 Mbps


(ATM), até 1.000 Mbps (Gigabit Ethernet).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 12


REDES DE COMPUTADORES

! As topologias mais utilizadas são:

♦ Barramento, onde, em um dado instante, uma máquina tem e


permissão de transmitir e todas as outras não podem transmitir,
com mecanismo de arbitragem usado para resolver conflitos
quando duas ou mais máquinas quiserem transmitir ao mesmo
tempo; esse mecanismo pode ser centralizado ou distribuído;
IEEE 802.3, mais conhecido como Ethernet, é uma rede de
difusão baseada em barramento bastante conhecida.

♦ Anel, que apresenta um mecanismo de transmissão semelhante


ao usado no barramento; IEEE 802.5, mais conhecido como IBM
token ring, é uma rede de difusão baseada em anel bastante
conhecida.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 13

REDES DE COMPUTADORES

(a) (b)

Figura 1. Redes de difusão: (a) barramento. (b) anel

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 14


REDES DE COMPUTADORES

! Redes de difusão podem ainda ser divididas em estáticas e


dinâmicas, dependendo de como o canal de transmissão é
utilizado:

♦ Estáticas: dividem o tempo disponível do canal em intervalos


discretos e usam um algoritmo de distribuição circular,
permitindo que cada máquina transmita somente quando
recebe um intervalo de tempo; desperdiçam capacidade do
canal quando uma máquina não tem nada para transmitir
durante o intervalo de tempo que lhe foi atribuído;

♦ Dinâmicas: um mecanismo de arbitragem (centralizado ou


distribuído) recebe requisições de utilização do canal e as
atende ou não de acordo com a ocupação do canal.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 15

REDES DE COMPUTADORES

REDES METROPOLITANAS (METROPOLITAN AREA NETWORK – MAN)

! São, basicamente, uma versão maior das Redes Locais, usando


tecnologias semelhantes;

! Suportam, em geral, dados e voz (telefonia), podendo estar


associadas à rede de televisão via cabo;

REDES DE LONGA DISTÂNCIA (WIDE AREA NETWORK – WAN)

! Espalham-se por uma área geográfica grande: p.ex. um país;

! Elas contêm grandes coleções de máquinas (hosts) que executam


programas de usuários (aplicações);

! Essas máquinas são conectadas por uma subrede de comunicação,


cujo trabalho é transportar mensagens de máquina a máquina,
como um sistema telefônico;

! Como separam os aspectos puros de comunicação (a subrede1) dos


aspectos das aplicações (as máquinas), seu projeto é mais
simplificado.

1
Subrede normalmente apresenta dois significados no mundo das Redes de Computadores. No texto,
procuraremos sempre deixar claro o significado pretendido no contexto apresentado.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 16
REDES DE COMPUTADORES

Host

R R R
R
R

Subrede R Roteador

Figura 2. Relacionamento entre máquinas e a subrede

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 17

REDES DE COMPUTADORES

! Na maioria das WANs, a subrede consiste de dois componentes


distintos:

♦ Linhas de transmissão, também chamados de circuitos, canais


ou troncos, que transportam bits entre elementos da rede;

♦ Elementos de comutação, que são computadores


especializados usados para conectar duas ou mais linhas de
transmissão, escolhendo sempre o melhor caminho para os
dados percorrerem para chegar ao seu destino; São chamados
de vários nomes:

" Nós de comutação de pacotes;


" Sistemas intermediários;
" Comutadores de dados;
" Roteadores (nosso termo preferido).

! Em uma Rede de Longa Distância, a subrede de transmissão pode


ser organizada como:

♦ ponto-a-ponto; e

♦ ponto-a-multiponto.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 18
REDES DE COMPUTADORES

! Na forma ponto-a-ponto, a transmissão de dados entre duas


máquinas que não compartilham um canal de comunicação se dá
pela utilização de máquinas intermediárias, em um princípio de
organização de subrede chamado de ponto-a-ponto (point-to-
point) ou de armazena-e-segue (store-and-forward) ou comutação
de pacote (packet-swithing).

! Na forma ponto-a-ponto uma consideração importante de projeto é


a topologia de conexão de roteadores.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 19

REDES DE COMPUTADORES

estrela anel hierárquica

conectividade total anéis interligados

mista

Figura 3. Topologias para subrede ponto-a-ponto

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 20


REDES DE COMPUTADORES

! Na forma ponto-a-multiponto, a transmissão de dados é baseada


em um sistema de satélites ou de rádio difusão em terra; todas as
máquinas podem ouvir a transmissão que uma máquina faz para o
satélite o ou rádio difusor.

Figura 4. Exemplo de subrede ponto-a-multiponto

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 21

REDES DE COMPUTADORES

REDES SEM FIO

! O crescimento do uso dos computadores móveis, tais como


notebooks e PDAs (Personal Digital Assistants), vem
proporcionando um interesse cada vez maior em redes sem fio
(wireless networks).

! Usados cada vez mais durante (literalmente) viagens, os


computadores móveis não dispõe de conexões tradicionais (por
fios) em carros, trens, hotéis, etc., o que torna a idéia de uma rede
totalmente baseada em ondas eletromagnéticas bastante
interessante.

! Redes sem fio podem ser usadas apropriadamente para:

♦ Escritórios portáteis;

♦ Manter sistemas de comunicação para, equipe de manutenção,


equipes de socorro);

♦ Uso militar em situações de conflito;

♦ Interconectar equipamentos em prédios históricos.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 22


REDES DE COMPUTADORES

! Redes sem fio versus computação móvel

Sem Móvel Aplicações


fio
Não Não Estações de trabalho fixas no local de trabalho
Não Sim Notebook usado em um hotel
Sim Não Redes locais em prédios históricos
Sim Sim Escritório portátil; PDA para controle de estoque

! Problemas das redes sem fio:

♦ Custo: ainda são mais caras que as redes convencionais;

♦ Velocidade: tipicamente trabalham em velocidades entre 1 a


10 Mbps, muito mais lento que redes locais convencionais (10
a 100 Mbps);

♦ Taxas de erro: freqüentemente maiores que nas redes


convencionais, podendo ocorrer interferência entre
computadores de diferentes redes.

! Novo padrão se estabelecendo Ethernet 802.11.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 23

REDES DE COMPUTADORES

INTER-REDES

! Muitas redes de computadores existem no mundo, freqüentemente


compostas por diferentes hardwares e softwares. A interconexão
dessas muitas redes se dá por máquinas chamadas de comportas
(gateways). À coleção dessas redes interconectadas dá-se o nome
de inter-rede ou internet.

! Uma forma comum de inter-rede é um conjunto de redes locais


(LANs) conectadas através de uma rede de longa distância (WAN)
e, para efeito do nosso curso, uma rede local conectada à uma
rede de longa distância forma uma inter-rede, embora não haja
consenso na literatura e na indústria sobre esse ponto.

! Cabe aqui diferenciar internet e Internet (com I maiúsculo). A


primeira, como dito acima, define um conjunto de redes
interconectadas. A segunda, da nome à maior de todas as inter-
redes em funcionamento no mundo atualmente.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 24


REDES DE COMPUTADORES

SOFTWARE PARA REDES DE COMPUTADORES

! As primeiras redes de computadores foram projetadas tendo:


♦ Hardware como a preocupação principal
♦ Software como um coadjuvante.

! Essa estratégia não funciona mais hoje em dia:


♦ O software é considerado uma das partes mais importantes na
concepção de novas tecnologias de redes de computadores

! Para reduzir a complexidade de projeto:


♦ A maioria das redes são organizadas como uma série de
camadas ou níveis, cada uma construída sobre a outra;
♦ O número de camadas, o nome, o conteúdo e a função de cada
camada varia de rede para rede, embora em todas as redes, o
objetivo de cada camada seja oferecer para a camada superior
certos serviços, liberando a camada superior de se preocupar
com os detalhes de implementação desses serviços;
♦ A camada N de uma máquina da rede desenvolve uma troca de
dados com a camada N de outra máquina;
♦ As regras e convenções que regem essa troca de dados são
conhecidas como protocolos da camada N.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 25

REDES DE COMPUTADORES
! Basicamente, um protocolo é um acerto entre as partes que se
comunicam sobre como a comunicação deve se desenvolver (Quem
fala primeiro? Como se identificar um para o outro? Se um não
entender uma dada mensagem, como proceder para pedir a
repetição da mesma?).

! Um exemplo de uma rede em cinco níveis pode ser visto na figura


abaixo.

máquina 1 máquina 2
protocolo da camada 5
camada 5 camada 5
interface 4/5
protocolo da camada 4
camada 4 camada 4
interface 3/4
protocolo da camada 3
camada 3 camada 3
interface 2/3
protocolo da camada 2
camada 2 camada 2
interface 1/2
protocolo da camada 1
camada 1 camada 1

meio físico

Figura 5. Camadas, protocolos e interfaces

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 26


REDES DE COMPUTADORES
! Não há transferência de dados direta entre a camada 5 de uma
máquina para a camada 5 de outra:

♦ Cada camada passa dados para a camada imediatamente


inferior, até a camada mais baixa ser atingida

♦ Junto da camada 1 está o meio físico de transmissão onde a


comunicação realmente acontece

♦ Entre cada par de camadas adjacentes, existe uma interface


que define que operações primitivas e que serviços a camada
inferior oferece para a camada superior, e o que cada camada
deve fazer para interagir com a outra.

! Um conjunto de camadas e protocolos de comunicação entre


camadas do mesmo nível define uma Arquitetura de Rede. Por
exemplo, a Internet usa a arquitetura TCP/IP ou a Arquitetura
Internet.

! Uma lista de protocolos usados por um certo sistema define uma


Pilha de Protocolos. Por exemplo, pode-se falar da pilha TCP/IP do
sistema operacional AIX da IBM, da pilha TCP/IP do sistema
operacional Solaris da SUN, da pilha TCP/IP do Windows
9x/ME/NT, etc.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 27

REDES DE COMPUTADORES

! Considerando nosso exemplo da figura anterior, poderíamos


definir a seguinte funcionalidade:

♦ Uma mensagem M, produzida por uma aplicação na camada 5,


é entregue à camada 4 para transmissão;

♦ A camada 4 coloca um cabeçalho na frente da mensagem para


identificá-la; o cabeçalho contém informações tais como um
número de seqüência para permitir que a camada 4 da
máquina destino entregue a mensagem na ordem correta, no
caso das camadas inferiores não manterem a ordem das
mesmas durante o encaminhamento;

♦ A camada 3, como em muitas redes, impõe um limite para o


tamanho das mensagens que transmite, precisando, em muitas
ocasiões, quebrar os dados que recebe da camada 4 em
unidades menores, chamadas às vezes de pacotes,
acrescentando a eles um novo cabeçalho (da camada 3);

♦ A camada 3 também decide que caminho físico usar (quando


houver mais de um), e passa o pacote para a camada 2 que,
por sua vez, acrescenta um novo cabeçalho e um terminador
(trailer ou sufixo) ao pacote, enviando para a camada 1 para a
transmissão.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 28
REDES DE COMPUTADORES

Camada Máquina Máquina


origem destino
protocolo da camada 5
5 M M

H protocolo da camada 4 H
4 4
M
4
M

protocolo da
H H M H M camada 3 H H M H M
3 3 4 1 3 2 3 4 1 3 2

protocolo da camada 2
H H H M T H H M T H H H M T H H M T
2 2 3 4 1 2 2 3 2 2 2 3 4 1 2 2 3 2 2

1
Meio físico

Figura 6. Exemplo de fluxo de informação na arquitetura de 5 camadas

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 29

REDES DE COMPUTADORES

CONSIDERAÇÕES DE PROJETO PARA AS CAMADAS

! Várias considerações dever ser feitas no projeto das camadas do


software de redes. Algumas das mais importantes são:

♦ Identificação de máquinas e/ou processos: uma rede congrega


vários computadores, alguns dos quais têm múltiplos processos,
logo é preciso existir um mecanismo de endereçamento de
máquinas e processos entre os computadores de uma rede;

♦ Formas de transmissão de dados: como os dados trafegam na


rede quando se dá a comunicação entre duas máquinas?

" Mão única (simplex): transmissão somente em um sentido


no canal de transmissão;

" Mão dupla alternada (half-duplex): transmissão em ambos


os sentidos, um sentido de cada vez;

" Mão dupla total (full-duplex): transmissão em ambos os


sentidos, ao mesmo tempo.

! Controle de erro: como os canais de comunicação não são


totalmente confiáveis, é necessário algum tipo de controle de erros
para garantir confiabilidade nas comunicações;
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 30
REDES DE COMPUTADORES

! Sequenciamento: dado que nem todo canal de transmissão


preserva a ordem das mensagens, algum tipo de controle de
sequenciamento deve existir para permitir ao receptor reordenar
as mensagens antes de entregá-las ao programa aplicativo;

! Controle de fluxo: como informar a um emissor rápido que um


receptor lento não comporta mais mensagens?

! Controle de fragmentação: como transmitir mensagens longas


sobre canais de comunicação com limitações no tamanho dos
blocos de dados que eles podem transmitir?

! Controle de mutiplexação: como aglutinar pequenas mensagens


em blocos maiores para melhor aproveitar a capacidade de um
canal de comunicação?

! Controle de encaminhamento de dados: que caminho uma


mensagem deve seguir quando existe mais de um disponível para
se atingir um mesmo destino? Algoritmos de tomada de decisão
(roteamento) devem ser usados para esse fim.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 31

REDES DE COMPUTADORES

INTERFACES E SERVIÇOS

! Considerando que a função de cada camada é prover serviços para


a camada superior, vamos definir alguns termos:

♦ Entidades (Entities): elementos ativos em cada camada. Um


elemento ativo pode ser software (p.ex. um processo) ou
hardware (p.ex. um processador de entrada e saída);

♦ Entidades pares ou parceiras (Peer Entities): entidades na


mesma camada de máquinas diferentes;

♦ Provedor de serviço (Service Provider): camada N que fornece


serviços para a camada N+1;

♦ Usuário de serviço (Service User): camada N+1 que usa


serviços da camada N;

♦ Ponto de acesso à serviço (Service Access Point - SAP): local


(forma) de acesso à um serviço em uma camada; Por exemplo,
os pontos de acesso a serviço da camada N, são aqueles
disponibilizados para a camada N + 1 para usos dos serviços
oferecidos pela camada N (possivelmente subrotinas e funções
com parâmetros bem definidos);
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 32
REDES DE COMPUTADORES

♦ Unidade de Dados de Interface (Interface Data Unit - IDU):


bloco de dados passados da camada N+1 para a camada N; É
composta de:

" Informação de Controle de Interface (Interface Control


Information - ICI): que ajuda a camada N no desempenho
de suas tarefas (p.ex. número de bytes do SDU);

" Unidade de Dados de Serviço (Service Data Unit - SDU):


dados a serem transmitidos para a entidade par (na
máquina destino);

♦ Unidade de Dados de Protocolo (Protocol Data Unit - PDU): Caso


necessário, a camada N fragmenta a SDU recebida da camada N+1,
enviando para a camada N-1 n PDUs precedidas de um cabeçalho
que informa à entidade par na máquina destino como recompor a
SDU original.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 33

REDES DE COMPUTADORES

SAP = Service Access Point

IDU = Interface Data Unit


Camada N+1
SDU = Service Data Unit
IDU
PDU = Protocol Data Unit
ICI SDU
ICI = Interface Control Information
SAP
Interface
Entidades da camada N trocam n-
PDUs em seu protocolo da camada N
ICI SDU

SDU
Camada N

n-PDU
Header

Figura 7. Relação entre camadas e interfaces

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 34


REDES DE COMPUTADORES

SERVIÇO ORIENTADO À CONEXÃO E SERVIÇO NÃO ORIENTADO À CONEXÃO

! Serviço Orientado à Conexão (Connection-Oriented): é aquele onde


o usuário do serviço precisa estabelecer uma conexão (trocar
dados de controle) com a entidade par na máquina destino antes
de enviar mensagens para a mesma. Após encerrar a transferência
de mensagens, deve encerrar a conexão de forma explícita; o
aspecto essencial da conexão é que ela atua como um tubo: o
emissor coloca objetos (bits) em uma ponta, e o receptor os
recebe na outra ponta, na mesma ordem; É um serviço confiável de
entrega de dados (baseado na confirmação de recebimento);

! Serviço não orientado à Conexão ou sem conexão


(Connectionless): é aquele onde o usuário do serviço envia
mensagens para a entidade par na máquina destino sem
comunicação prévia; o aspecto essencial da transmissão é que
cada mensagem trafega com informações completas do
destinatário e cada mensagem pode seguir caminhos distintos na
rede, podendo chegar ou não ao seu destino; É um serviço não
confiável de entrega de dados.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 35

REDES DE COMPUTADORES

PRIMITIVAS DE SERVIÇO

! Um conjunto de primitivas (operações) especifica formalmente um


serviço disponível para o usuário ou para uma entidade. As
primitivas pedem aos serviços para desenvolver alguma ação ou
informam sobre o resultado de uma ação executada por uma
entidade par. As primitivas são, normalmente, classificadas
conforme a figura abaixo.

Primitiva Significado
Requisição Uma entidade solicita ao serviço a execução de algum
trabalho
Indicação Uma entidade é informada sobre um evento
Resposta Uma entidade deseja responder para um evento
Confirmação A resposta para uma requisição anterior chegou
Figura 8. Classes de primitivas de serviço

! Para ilustrar o uso de primitivas, vamos supor a transferência de


uma mensagem de uma máquina 1 para uma máquina 2 em termos
das camadas N+1 e N em ambas as máquinas, como mostrado na
figura abaixo.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 36


REDES DE COMPUTADORES

Camada N+1 1 5 9
máquina 1
Camada N 4 8

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 tempo

Camana N+1 3 7
máquina 2
Camada N 2 6 10

Figura 9. Abertura de conexão, transferência de dados, Encerramento de conexão

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 37

REDES DE COMPUTADORES

! Vamos descrever o que ocorreu:

1. conexão(requisita) - requisita o estabelecimento de uma


conexão;

2. conexão(indica) - sinaliza o lado chamado (máquina 2);

3. conexão(responde) - o lado chamado sinaliza que aceita ou


rejeita a conexão;

4. conexão(confirma) - o lado chamador é informado do aceite da


conexão;

5. dados(requisita) - a máquina 1 solicita envio de dados;

6. dados(indica) - sinaliza chegada de dados na máquina 2;

7. dados(requisita) - a máquina 2 solicita envio de dados;

8. dados(indica) - sinaliza chegada de dados na máquina 1;

9. desconexão(requisita) - requisita o encerramento da conexão;

10. desconexão(indica) - sinaliza o lado chamado (máquina 2)


© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 38
REDES DE COMPUTADORES

! Uma analogia com uma ligação telefônica para chamar seu(sua)


namorado(a) para ir ao cinema pode ajudar a entender melhor.

1. conexão(requisita) - Você pega o telefone e disca o número


do(a) seu(sua) namorado(a);

2. conexão(indica) - o telefone dele(a) toca (ring, ring,...);

3. conexão(responda) - ele(a) atende o telefone;

4. conexão(confirma) - você ouve o telefone parar de tocar;

5. dados(requisita) - você faz o convite para ir ao cinema;

6. dados(indicação) - ele(a) ouve seu convite;

7. dados(requisita) - ele(a) diz que adoraria ir com você;

8. dados(indicação) - você ouve entusiasmado o aceite dele(a);

9. desconexão(requisita) - você desliga o telefone;

10. desconexão(indica) - ele(a) ouve você colocar o fone no


gancho e desliga também.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 39

REDES DE COMPUTADORES

OBSERVAÇÃO

! Serviços e protocolos são conceitos distintos que, embora


confundidos em alguns contextos, devem ser sempre bem
compreendidos:

♦ Um serviço é um conjunto de primitivas (operações) que uma


camada fornece para a camada acima dela; O serviço define
que operações a camada está preparada para executar para
seus usuários, mas não define como elas são implementadas.

♦ Um protocolo, em contrapartida, é um conjunto de regras que


governam o formato e o significado dos quadros, pacotes ou
mensagens que são trocados por duas entidades pares em uma
camada.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 40


REDES DE COMPUTADORES

MODELOS DE REFERÊNCIA PARA RCS

! Para facilitar a troca de dados entre máquinas de diversos


fabricantes, tornou-se necessário definir uma arquitetura padrão,
aberta e pública para redes de computadores. Com esse objetivo,
duas arquiteturas acabaram tornando-se referências no mundo:

♦ Arquitetura RM-OSI/ISO, cujo modelo foi proposto para ser


um referencial (de direito) para a indústria de computadores;

♦ Arquitetura TCP/IP (ou Internet), cujo modelo alternativo (de


fato) foi proposto com o objetivo de interligar redes
heterogêneas (locais, metropolitanas e de longa distância).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 41

REDES DE COMPUTADORES

ARQUITETURA RM-OSI/ISO

! Base comum para permitir o desenvolvimento coordenado de


padrões para interconexão de sistemas;

! Open Systems Interconetion – OSI, qualifica padrões para o


intercâmbio de dados entre sistemas; não implica em nenhuma
implementação de tecnologia, ou modo de interconexão
específicos.

! RM-OSI, por si só, não define a arquitetura de uma rede porque


não especifica com exatidão os serviços e protocolos de cada
camada (ele simplesmente diz o que cada camada deve fazer).
Dois sistemas distintos seguindo o RM-OSI não necessariamente
vão conseguir se comunicar.

! ISO produziu, e continua produzindo, documentos que definem


com precisão os serviços e protocolos de cada uma das camadas
do RM-OSI; são os chamados perfis funcionais que, quando
seguidos por dois fabricantes, garantem a intercomunicabilidade
entre dois sistemas.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 42


REDES DE COMPUTADORES

! Dois perfis funcionais importantes:

♦ MAP (Manufacturing Automation Protocols) (elaborado


inicialmente pela General Motors)

♦ TOP (Technical and Office Protocols) (elaborado inicialmente


pela Boing)

! Atualmente são responsabilidade do Map/Top Users Group,


administrado pela SME (Society of Manutacturing Enginieer). Veja
a figura a seguir.

! Outros perfis funcionais existem, tais como o GOSIP (Government


OSI Profile) e o POSIG (Perfil OSI do Governo Brasileiro), que
especificam padrões e as opções desses padrões para serem
usados pelo governo americano e brasileiro, respectivamente.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 43

REDES DE COMPUTADORES

AS CAMADAS DE PROTOCOLOS RM-OSI

! modelo RM-OSI possui sete camadas (ou níveis), mostradas na


figura abaixo.

Sistema A Sistema B

Aplicação Protocolo de Aplicação Aplicação


Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação
Sessão Protocolo de Sessão Sessão
Transporte Protocolo de Transporte Transporte
Rede Rede Rede Rede
Enlace Enlace Enlace Enlace
Física Física Física Física

Protocolo de Rede
Protocolo de Enlace
Protocolo de Camada Física
Figura 10. Camadas de protocolos do modelo RM-OSI
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 44
REDES DE COMPUTADORES

Nível físico:

! Fornece características mecânicas, elétricas, funcionais e de


procedimentos para ativar, manter e desativar conexões físicas
para a transmissão de bits entre entidades do nível de enlace;

! O protocolo do nível físico dedica-se à transmissão de uma cadeia


de bits;

! O projetista do protocolo deve decidir como representar 0s e 1s,


quanto tempo durará um bit - intervalo de sinalização, se a
transmissão é half ou full-duplex, como a conexão será
estabelecida e desfeita, quantos pinos terá o conector da rede e
quais seus significados, assim como outros detalhes elétricos e
mecânicos.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 45

REDES DE COMPUTADORES

Nível de enlace de dados:

! Detecta e, opcionalmente, corrige erros que ocorram no nível físico


(converte um canal de transmissão não confiável em confiável
para o uso do nível de rede);

! Divide a seqüência de bits a serem transferidos em quadros


(frames), cada um contendo alguma forma de redundância para
detecção de erros;

! Trata o problema de evitar que um emissor envie dados ao


receptor mais rapidamente que este possa processar. O problema
é evitado com o uso de algum mecanismo de controle de fluxo que
possibilita ao emissor saber qual o espaço disponível no receptor
em um dado momento.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 46


REDES DE COMPUTADORES

Nível de rede:

! Fornece ao nível de transporte uma independência em relação a


problemas de chaveamento e roteamento associados com o
estabelecimento e operação de uma conexão em rede.

! Filosofias usadas na implementação do serviço oferecido:

# Serviço de Datagrama (não orientado a conexão): Nesse


serviço cada bloco de dados transmitido não tem relação
passado/futuro com outros blocos, devendo carregar consigo
toda a informação de endereço destino. O roteamento é
determinado em cada nó da rede toda vez que um bloco chega;

# Serviço de Circuito Virtual (orientado à conexão): Nesse


serviço é necessário primeiramente que o transmissor envie
um pacote de estabelecimento de conexão, para que seja
estabelecido uma identificação associada ao circuito virtual,
para uso posterior pelos pacotes subsequentes com o mesmo
destino (os pacotes de uma mesma transmissão não são
independentes).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 47

REDES DE COMPUTADORES

Nível de transporte:

! Implementa comunicação fim a fim confiável, dado que o nível de


rede pode não garantir a entrega de um pacote no destino e nem a
ordem de chegada dos pacotes;

! Isola os níveis superiores da parte da transmissão da rede (nesse


nível, a comunicação se da efetivamente entre a máquina origem e
a máquina destino, enquanto que nos níveis inferiores a
comunicação se dá entre máquinas adjacentes que compõe o
trajeto de ligação entre a máquina origem e a máquina destino);

! Faz controle de fluxo, controle de seqüência fim a fim, detecção e


recuperação de erros fim a fim e segmentação e blocagem de
mensagens;

! Duas funções importantes desempenhadas pelo nível de


transporte:

♦ Multiplexação (multiplexing): várias conexões de transporte


partilhando a mesma conexão de rede; e

♦ Fracionamento (splitting): uma conexão de transporte ligada a


várias conexões de rede.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 48
REDES DE COMPUTADORES

Nível de sessão:

! Implementa mecanismos que permitem estruturar os circuitos


oferecidos pelo nível de transporte de modo a oferecer os
seguintes serviços:

♦ Gerenciamento de ficha (em redes com protocolos de


passagem de fichas (token pass): somente a entidade com a
posse da ficha pode transmitir seus dados;

♦ Controle de diálogo: permite o uso de pontos de sincronização


(marcas lógicas inseridas de tempos em tempos) ao longo da
comunicação entre duas aplicações para, no caso de uma
interrupção do serviço de comunicação, a transferência de
dados possa ser reiniciada a partir do último ponto de
sincronização;

♦ Gerência de atividades: permite ao nível de sessão diferenciar


partes (atividades) do intercâmbio de dados entre usuários da
camada de sessão, de modo a permitir, por exemplo, a
interrupção temporária do envio de uma mensagem de correio
eletrônico longa, em benefício da transmissão de uma
mensagem urgente curta.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 49

REDES DE COMPUTADORES

Nível de apresentação:

! Realiza transformações adequadas nos dados, antes de seu envio


ao nível de sessão;

! Transformações típicas são: compressão de dados, criptografia,


conversão de padrões de terminais e arquivos para padrões de
rede e vice-versa;

! Quando realizamos a transferência de um arquivo de um ambiente


ASCII (SUN/Solaris) para um ambiente EBCDIC (IBM/4381), o
nível de apresentação é o responsável pela conversão dos dados
de ASCII para EBCDIC.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 50


REDES DE COMPUTADORES

Nível de aplicação:

! Define funções de gerenciamento e mecanismos genéricos que


servem de suporte à construção de aplicações distribuídas. Dentre
essas funções podemos citar:

♦ ACSE (Association Control Service Element): associação entre


um ou mais usuários para o intercâmbio de dados (em
aplicações de comunicação conjunta, por exemplo);

♦ ROSE (Remote Operation Service Element): suporte para


chamada de procedimentos remotos;

♦ RTSE (Reliable Transfer Service Element): serviço de


transferência de dados confiável, tornando todos os
mecanismos de recuperação de erros transparentes aos
usuários do serviço.

♦ FTAM (File Transfer, Access and Management): acesso,


transferência e gerência de arquivos;

♦ DS (Directory Service): serviço de diretoria de nomes;

♦ MHS (Message Handling System): serviço de correio eletrônico.


© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 51

REDES DE COMPUTADORES

Sistema A dados dados Sistema B


SDU Aplic.
Aplicação A dados A dados Aplicação
PDU Aplic.
Apresentação A A dados A A dados Apresentação

Sessão S A A dados S A A dados Sessão

Transporte T S A A dados T S A A dados Transporte

Rede R T S A A dados R T S A A dados Rede

Enlace E R T S A A dados E E R T S A A dados E Enlace

Física Física

Figura 11. Transmissão de dados no RM-OSI

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 52


REDES DE COMPUTADORES

ARQUITETURA INTERNET (OU TCP/IP)

! Patrocinada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de


Defesa (Defense Advanced Research Projects Agency - DARPA) dos
Estados Unidos;

! Baseada principalmente em um serviço de transporte Orientado à


conexão fornecido pelo Protocolo de Controle de Transmissão
(Transmission Control Protocol - TCP) e um serviço de rede não
orientado a conexão (datagrama não confiável) fornecido pelo
protocolo Internet (Internet Protocol - IP);

! Seus padrões de arquitetura não são feitos por organismos


internacionais de padronização (como ISO ou IEEE), mas sim por
um corpo técnico denominado IAB (Internet Activity Board)
formado por pesquisadores seniores, a maioria deles tendo
participado do projeto e da implementação dos protocolos da
arquitetura Internet;

! A arquitetura Internet dá ênfase especial à interligação de redes


de diferentes tecnologias, considerando que não existe nenhuma
tecnologia que atenda aos anseios de toda a comunidade de
usuários.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 53

REDES DE COMPUTADORES

! A forma de permitir que esses usuários possam trocar informações


é interligar as redes às quais eles estão conectados, formando
assim uma inter-rede;

! Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma


máquina a ambas as redes, ficando essa máquina responsável por
transferir mensagens de uma rede para a outra;

! À essa máquina dá-se o nome de roteador Internet (Internet


Router) quando ela interliga redes de mesma arquitetura (p.ex.
duas redes baseadas em protocolo TCP/IP) e dá-se o nome de
gateway Internet (Internet Gateway) quando ela interliga redes
de arquiteturas diferentes (p. ex. uma rede baseada em protocolo
X.25 e uma rede baseada em protocolo TCP/IP). A figura a seguir
ilustra o conceito de inter-rede.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 54


REDES DE COMPUTADORES

G G
Rede 1
Rede 3
Rede 2
G G

Rede 4
G Rede 5

Figura 12. Ilustração do conceito de inter-rede

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 55

REDES DE COMPUTADORES

! A arquitetura Internet está organizada em quatro camadas


conceituais, construída sobre uma quinta camada que não faz
parte do modelo - chamada de intra-rede - como mostrado na
figura abaixo.

Máquina A Máquina B

Aplicação Aplicação
mensagem mensagem
Transporte Transporte
Roteador / Gateway
segmento segmento
Inter-rede Inter-rede Inter-rede
datagrama datagrama
interface interface interface interface
de rede de rede de rede de rede
quadro quadro

Rede Física 1 Rede Física 2

Figura 13. Arquitetura Internet

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 56


REDES DE COMPUTADORES

! Convém observar que a arquitetura Internet não faz nenhuma


restrição quanto às redes que são interligadas para formar a inter-
rede. Ou seja, qualquer tipo de rede pode ser interligada, bastando
que para isso seja desenvolvida uma interface que compatibilize a
tecnologia específica da rede com o protocolo IP.

Camada de Interface de Rede (ou acesso ao meio)

! Recebe datagramas IP do nível inter-rede e os transmite através


de uma rede específica, mapeando os endereços IP (lógicos) em
endereços físicos dos ‘hosts’ ou roteadores/gateways conectados
à rede.

Camada Inter-rede (ou somente rede)

! Transfere blocos de dados através da inter-rede da máquina


origem até a máquina destino. Recebe pedidos para transmitir
segmentos que contêm um endereço de rede origem e um
endereço de rede destino, encapsulando o pacote em um
datagrama IP (Internet Protocol). Um algoritmo de roteamento é
executado para determinar se o datagrama pode ser entregue
diretamente, ou se deve ser repassado para um roteador/gateway.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 57

REDES DE COMPUTADORES

! Com base no resultado da avaliação do roteamento, o datagrama é


passado para a interface de rede apropriada para ser transmitido.

! O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das


interfaces de rede e verifica se os mesmo devem ser repassados
para o nível de transporte local, ou se devem ser passados adiante
através de uma outra interface de rede.

Camada de Transporte

! Define a comunicação fim-a-fim entre aplicações. Quando usado


TCP (Transmission Control Protocol ), serviço orientado à conexão
confiável, tem-se os serviços: controle de erro, controle de fluxo,
sequenciamento e multiplexação do acesso ao nível inter-rede.
Com UDP (User Datagram Protocol), serviço de datagrama não
confiável, é oferecido apenas multiplexação/demultiplexação do
acesso ao nível inter-rede.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 58


REDES DE COMPUTADORES

Camada de Aplicação

! Ao nível de aplicação, os usuários usam programas de aplicação


para acessar os serviços disponíveis na rede. As aplicações, por
sua vez, interagem com o nível de transporte para enviar e receber
dados.

! Algumas aplicações disponíveis na Internet TCP/IP são:

♦ Simple Mail Transfer Protocol (SMTP): que oferece um serviço


de armazenamento-e-reencaminhamento (store-and-forward)
de mensagens;

♦ File Transfer Protocol (FTP): que fornece o serviço de


transferência de arquivos;

♦ Terminal Network (TELNET): que oferece o serviço de terminal


virtual;

♦ Domain Name System (DNS): que oferece o serviço de


mapeamento de nomes em endereços de rede;

♦ Hyper Text Transfer Protocol (HTTP): que oferece o serviço de


transferência de documentos hipertexto.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 59

REDES DE COMPUTADORES

COMPARAÇÃO ENTRE ISO RM-OSI E INTERNET TCP/IP

! A figura abaixo mostra a primeira diferença entre o RM-OSI e a


Internet TCP/IP: o primeiro tem sete camadas, o segundo quatro.

RM/OSI TCP/IP

Aplicação 7 Aplicação
Apresentação 6 Não
presentes
Sessão 5
no modelo
Transporte 4 Transporte
Rede 3 Rede
Enlace 2 Acesso ao
Física 1 meio

Figura 14. Arquiteturas ISO RM-OSI e Internet TCP/IP

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 60


REDES DE COMPUTADORES

! Documentação de serviços, interface entre camadas e protocolos:


♦ RM-OSI: descritos formalmente por organizações de
padronização
♦ TCP/IP: RFCs (Recall for Comments), normalmente elaborados
por comitês informais ou mesmo pessoas individualmente.

! Objetivos:
♦ RM-OSI: padronizar a comunicação de dados entre os vários
fabricantes de computadores
♦ TCP/IP: o objetivo de permitir a interligação de redes de
diversas tecnologias. Para tal foi desenvolvido um conjunto
específico de protocolos que resolve o problema de forma
simples e satisfatória, onde o nível físico, de enlace, e os
aspectos do nível de rede do RM-OSI, relativos à transmissão
de dados em uma única rede não são tratados pela arquitetura
TCP/IP, que os agrupa em um único nível chamado interface
de rede.

! Os serviços de rede do RM-OSI relativos à interconexão de redes


distintas são implementados na arquitetura TCP/IP pelo protocolo
IP, que é o único disponível e implementa datagrama não
confiável. Essa aparente inflexibilidade do nível de rede talvez seja
uma das principais razões do sucesso as Internet TCP/IP.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 61

REDES DE COMPUTADORES

! O nível de transporte da Internet TCP/IP oferece duas opções: o


TCP (circuito virtual) e o UDP (datagrama), que são equivalentes
aos protocolos orientado e não orientado à conexão do RM-OSI.

! Acima do nível de transporte está a camada de aplicação onde os


serviços dos níveis de sessão e apresentação do RM-OSI são
implementados de modo específico em cada aplicação (a
proposição RM-ISO é mais flexível - e razoável - no sentido de que
permite uma maior reutilização de esforços durante o
desenvolvimento de aplicações distribuídas).

! A arquitetura TCP/IP oferece uma solução simples (mas bastante


funcional) para o problema de interconexão de sistemas abertos.
Seus protocolos, sendo a primeira opção de solução não
proprietária para a interconexão de sistemas, tornaram-se um
padrão de facto.

! O RM-OSI, como padronização da ISO (com representantes de


vários países do mundo), se por um lado sofriam com a demora
pela especificação de padrões, por outro tinham uma
representatividade bem maior. Sendo elaborados por uma
instituição legalmente constituída, são considerados padrões de
jure.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 62


REDES DE COMPUTADORES

EXEMPLO DE REDES DE COMUNICAÇÃO DE DADOS

NOVELL NETWARE, WINDOWS NT, WINDOWS 2000, WINDOWS XP

! São sistemas de rede bastante populares , projetados para serem


usados pelas empresas na migração (downsizing) do modelo de
uso de computadores de grande porte (mainframes) para um
modelo de redes de computadores pessoais.

! São baseados no modelo cliente - servidor, onde cada usuário tem


à sua disposição um computador pessoal como cliente, usando os
recursos de um computador mais poderoso, que é o servidor,
fornecendo serviços de arquivos, banco de dados, impressão, etc.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 63

REDES DE COMPUTADORES

Servidor
Impressora

Cliente 1 Cliente 2 Cliente 3 Cliente 4


Figura 15. Rede com estrutura cliente - servidor

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 64


REDES DE COMPUTADORES

INTERNET

! Maior rede de computadores da atualidade, interliga


(internetworking) uma enorme quantidade de redes locais de
computadores através de roteadores (routers), todas usando uma
mesma arquitetura de rede (Arquitetura Internet ou TCP/IP).

! É oriunda do projeto ARPANET (Advanced Research Projects


Agency) dos EUA, tendo tido um crescimento exponencial a partir
de 1983 quando se interligou às redes:
♦ NSFNET (Nacional Science Foundation Network) dos EUA;
♦ SPAN (Space Physics Network) da NASA;
♦ HEPNET (High Energy Physics Network);
♦ BITNET (Because I's Time to Network) da IBM;
♦ EAN (European Academic Network);
♦ e muitas outras redes ao redor do mundo.

! Oferece uma série de serviços, sendo os mais tradicionais:


♦ Correio eletrônico (Email);
♦ Grupos de notícias (News);
♦ Terminal remoto (Remote login);
♦ Transferência de arquivos (File transfer);
♦ WWW (World Wide Web).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 65

REDES DE COMPUTADORES

REDES GIGABITS EXPERIMENTAIS

! Diversas experiências com redes de altíssima velocidade estão


sendo desenvolvidas no mundo. Alguns exemplos são:

♦ Aurora: interliga 4 locais nos EUA (MIT, Universidade da


Pensylvania, Laboratórios T.J. Watson da IBM e Bellcore) com
enlaces de fibra ótica à 622 Mbps. Foi construída
primordialmente para testar hardware (comutadores) da
Bellcore e da IBM usados em redes paralelas. As pesquisas
incluem tecnologia de comutação, protocolos para gigabits,
roteamento, controle de rede, memória virtual distribuída e
colaboração usando videoconferência;

♦ Blanca: interligando inicialmente Laboratórios Bell da AT&T,


Universidade da Califórnia em Berkeley e a Universidade de
Wisconcin, englobando, posteriormente novos locais, inclusive
a NFSNET. Parte de seus enlaces são feitos à 622 Mbps, sendo
a única rede de alta velocidade de alcance continental. As
pesquisas na rede incluem os efeitos do atraso na velocidade
da luz (nas fibras óticas), protocolos de controle de rede,
interfaces de alta velocidade e aplicações de gigabits, tais
como imagens médicas, modelos meteorológicos, rádio
astronomia.
© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 66
REDES DE COMPUTADORES

SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO DE DADOS

! Diversos serviços de comunicação de dados são oferecidos pelas


empresas de telecomunicação, notadamente as operadoras de
telefonia. Tais serviços são chamados genericamente de redes
públicas de comunicação de dados.

Linha Privativa de Comunicação de Dados (LPCD)

OU

Serviço de Linha de Dados Digital (SLDD)

! LPCDs fornecem serviços de ligação privativa de dois ou mais


pontos predeterminados
♦ Velocidade assíncrona: até 28,8 Kbps
♦ Velocidade síncrona: entre 64 Kbps até 2 Mbps
♦ Âmbito estadual: TELEMAR (telefônica do Estado)
♦ Âmbito nacional e internacional: Embratel (os chamados
canais Transdata) e outras novas operadoras;
♦ Em geral equipamentos (modems, multiplexadores, etc.) são
da empresa de telecomunicação.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 67

REDES DE COMPUTADORES

Local A Modem LPCD Modem Local B


Responsabilidade
da operadora

Modem Modem

Enlace
LPCD

LPCD

Local A Local B
de rádio
T T

Modem Modem

Figura 16. Serviço Transdata

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 68


REDES DE COMPUTADORES

SMDS - Switched Multimegabit Data Service

! Projetado pela empresa Bellcore (nos anos 80, entrando em


operação no início dos anos 90) dos EUA para a interligação de
redes locais geograficamente distribuídas.

! Oferece serviços de comunicação de dados em alta velocidade,


agindo como uma espinha dorsal de rede local.

SMDS

Figura 17. Redes locais ligadas via SMDS

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 69

REDES DE COMPUTADORES

Redes X.25

! Uma das primeiras redes de comunicação de dados públicas


oferecidas por diversos países (inclusive o Brasil):
♦ Desenvolvida durante os anos 70 pelo CCITT (hoje ITU-T);
♦ Oferece serviços de comutação de pacotes;
♦ Usa o protocolo X.25, orientado à conexão, suportando a
definição de circuitos virtuais comutados e circuitos virtuais
permanentes.

! No Brasil, foi batizada de Rede Nacional de Comunicação de Dados


por Comutação de Pacotes – RENPAC, que:
♦ Permite a comunicação de dados entre dois usuários
(assinantes) com transmissão simultânea de dados
segmentados em pacotes (com tamanho default de 128 bytes);
♦ É composta de nós de comutação (que encaminham pacotes)
nas principais cidades brasileiras, atendendo por acesso:
" dedicado - o equipamento terminal de dados (ETD) é ligado
diretamente à RENPAC por circuitos dedicados (Transdata)
- serviço RENPAC 3025 e 3028
" comutado - o equipamento terminal de dados é ligado à
RENPAC via rede pública de telefonia ou telex (acesso
discado) - serviço RENPAC 1000 e 2000 (atualmente
2028).

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 70


REDES DE COMPUTADORES

Acesso
Internacional
RENPAC 2028
Acesso discado assíncrono ASCII

RENPAC

RENPAC 3025 RENPAC 1000


Acesso dedicado síncrono X.25 Ap. TELEX

RENPAC 3028 RENPAC 3025


Acesso dedicado assíncrono ASCII Acesso dedicado síncrono X.25

Figura 18. Estrutura RENPAC

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 71

REDES DE COMPUTADORES

Comunicação de Dados via Satélite

! O Sistema Brasileiro de Telecomunicações por Satélite (SBTS) é


composto por satélites geoestacionários que funcionam como
estações repetidoras de sinais, sendo extremamente útil em países
de grande extensão territorial onde, com freqüência, várias
regiões têm maiores dificuldades de acesso e implantação de infra-
estrutura terrestre (como a região amazônica brasileira).

! O SBTS dispõe dos seguintes serviços:

♦ Serviço de comunicação de dados em alta velocidade -


DATASAT PLUS

♦ Serviço de difusão de dados - DATASAT UNI

♦ Serviço interativo de comunicação de dados - DATSAT BI

♦ Serviço Internacional de Comunicação de Dados em Alta


Velocidade - DIGISAT

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 72


REDES DE COMPUTADORES

Serviço de Comunicação de Dados em Alta Velocidade - Datasat Plus

! Disponibiliza serviço de comunicação de dados em velocidades


entre 19,2 Kbps e 2.048 Kbps, dedicado, bidirecional e
transparente a protocolos.

Satelite

T T

Local A Local B

Figura 19. Serviço de Comunicação de Dados em Alta Velocidade

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 73

REDES DE COMPUTADORES

Serviço de Difusão de Dados - Datasat UNI

! Disponibiliza serviço de comunicação de dados por difusão, com


um emissor básico e vários receptores, transmissão unidirecional
(simplex), endereçamento seletivo no sentido estação
mestre/microestação, nos modos de operação síncrono e
assíncrono, com velocidade de transmissão de até 128 Kbps.

Satelite

Local B
T
Estação Master
Local A EMBRATEL T

Local C
Figura 20. Serviço de Difusão de Dados

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 74


REDES DE COMPUTADORES

Serviço Interativo de Comunicação de Dados - Datasat Bi

! Serviço semelhante ao de difusão de dados, exceto pelo fato de


permitir comunicação bidirecional.

Satellite

Local B
T
Estação Master
Local A EMBRATEL T

Local C
Figura 21. Serviço Interativo de Comunicação de Dados

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 75

REDES DE COMPUTADORES

Serviço Internacional de Comunicação de Dados em Alta Velocidade -


Digisat

! Tem por objetivo básico prover serviço de comunicação de dados


em alta velocidade abrangendo os continentes americano e
europeu, permitindo circuitos ponto a ponto e multiponto nas
velocidades de 64 Kbps a 2.048 Kbps, sendo transparente a
protocolos.

Satelite

T T

Local A Local B

Figura 22. Serviço Internacional de Comunicação de Dados

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 76


REDES DE COMPUTADORES

Frame Relay

! Serviço de comunicação de dados oferecido por algumas


operadoras para clientes que desejam um circuito de comunicação
orientado à conexão confiável e barato:

♦ Permite a conexão de dois ou mais pontos de rede para envio


de pacotes de até 1600 bytes a velocidade de até 1,5 Mbps;

♦ Quando são mais de 2, usa-se um número de 10 bits para


endereçamento;

♦ Como a rede é comutada, o usuário pode usar sua velocidade


máxima de transmissão por alguns períodos de tempo
(rajadas), mas a média de longo prazo deve ficar abaixo de um
nível contratado;

♦ Quando somente dois pontos são conectados, Frame Relay


assemelha-se muito à utilização de canais Transdata, exceto
com relação ao custo que é muito menor porque sua taxação é
feita pela média do tráfego diário e seus canais de
comunicação são compartilhados.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 77

REDES DE COMPUTADORES

Empresa ACME Empresa ACME


Local A Local B

FR FR
FRAD FRAD

FR FR FR

FRAD FRAD

FR FR

Empresa do Zé Empresa do Zé
Local A Local B

FRAD: Frame Relay Acess Device


Figura 23. Rede Frame Relay

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 78


REDES DE COMPUTADORES

Rede Digital de Serviços Integrados em Faixa Larga RDSI-FL


(Broadband Integrated Services Digital Network - B-ISDN) e ATM

! Com tantos serviços de comunicação de dados, as operadoras de


telecomunicação têm um problema: gerenciar múltiplas redes
físicas (cabeamento) e lógicas (hardware e software);

! Uma solução proposta é a RDSI-FL, cujo objetivo é substituir todas


as redes existentes atualmente, tendo a capacidade de transmitir
todo o tipo de informação: vídeo sob demanda, sinal de TV de
várias origens, correio eletrônico multimídia, música com
qualidade de CD, interconexão de redes locais, redes de longa
distância de alta velocidade, etc.;

! A tecnologia que está tornando a RDSI-FL possível é chamada de


ATM (Asyncronous Transfer Mode) em oposição ao modo síncrono
(ligado à um relógio, amarrado no tempo) normalmente usado nos
serviços de comunicação de dados atuais;

! A idéia básica do ATM é transmitir todo tipo de informação em


pequenos pacotes de tamanho fixo chamados células. As células
têm 53 bytes de tamanho, sendo 5 usados para cabeçalho e 48
para dados do usuário.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 79

REDES DE COMPUTADORES

! ATM usa comutação de células no lugar de comutação de circuítos


(usado pelas operadoras de telecomunicação normalmente) para
estabelecer conexão entre dois pontos da rede. A comutação de
células apresenta as vantagens:
♦ É flexível, podendo manipular facilmente tráfego constante
(áudio e vídeo) e tráfego inconstante (dados normais);
♦ Em ambientes de altíssima velocidade (gigabits), é mais fácil e
simples trabalhar com técnicas de comutação de células do
que de multiplexação de canais, especialmente quando se usa
fibras óticas;
♦ Para distribuição de sinais de TV, difusão (broadcasting) é
essencial; comutação de células permite difusão, comutação de
circuítos não.

Consideração DQDB SMDS X.25 Frame ATM


Relay (AAL)
Orientada a conexão? Sim Não Sim Sim Sim
Velocidade 45 45 0,064 1,5 155
Comutada? Não Sim Sim Não Sim
Carga útil máxima 44 9188 512 1600 variável
Carga útil de tamanho fixo Sim Não Não Não sim
Circuito virtual permanente Não Não Sim Sim Sim
Difusão seletiva (multicasting) Não Sim Não Não Sim

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 80


REDES DE COMPUTADORES

PADRONIZAÇÃO EM REDES DE COMPUTADORES

! Padrões podem ser:


♦ De facto: para definições e/ou concepções que simplesmente
aconteceram, sem nenhum planejamento formal. Por exemplo,
os computadores IBM PC e seus sucessores ou a Arquitetura
Internet;
♦ De jure: para definições e/ou concepções definidas por alguma
organização de padronização (governamental ou não
governamental). Por exemplo, a Arquitetura RM-OSI ou a rede
IEEE 802.3 (Ethernet).

! No mundo das telecomunicações, tem-se:


♦ AT & T: American Telegraph & Telephone;

♦ ITU: International Telecomunication Union e suas divisões:


" ITU-R: Radiocomunications Sector;
" ITU-T: Telecommunications Standardization Sector;
" ITU-D: Development Sector;

♦ CCITT: Comité Consultatif International Télégraphique et


Téléphonique (hoje substituído pelo ITU-T)

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 81

REDES DE COMPUTADORES

! No mundo da padronização internacional, temos:

♦ ISO: International Standards Organization e seus membros


(organizações de padronização nacional de mais de 80 países),
entre os quais cita-se:
" ANSI (EUA): Americam National Standard Institute;
" BSI (Inglaterra);
" AFNOR (frança);
" DIN (Alemanha);
" ABNT (Brasil).

♦ NIST: National Institute of Standards and Technology, que é


uma agência do Depto. de Comércio dos EUA;

♦ IEEE: Institute of Electrical and Electronics Engineers, que é a


maior associação profissional do mundo.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 82


REDES DE COMPUTADORES

! Na Internet, temos:

♦ IAB: Internet Activities Board ou (mais recentemente)


Internet Architecture Board;

♦ RFCs: Request (ou Recall) for Comments;

♦ IRTF: Internet Research Task Force;

♦ IETF: Internet Engineering Task Force;

♦ IS: Internet Society.

© UFPB / CCT / DSC / PSN, 2001 * Parte 1: Introdução * Pág. 83