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Aula 10

1000 Questões Comentadas - Leis Penais Extravagantes, Dir. Penal e Dir. Processual
Penal.

Professor: Alexandre Herculano


Prof. Alexandre Herculano Aula 10

Aula 10 - Tráfico Ilícito e Uso Indevido de Substâncias


Entorpecentes (Lei nº 11.343/2006). Crimes praticados por
particular contra a administração em geral.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação 1
2. Questões propostas 2
3. Questões comentadas 22
3.1. Crimes praticados por particular contra a 22
administração em geral.
3.2. Tráfico Ilícito e Uso Indevido de Substâncias 40
Entorpecentes (Lei nº 11.343/2006).
4. Gabarito 67

Olá, meus amigos!

Hoje vou abordar questões sobre os seguintes tópicos:

 Crimes praticados por particular contra a administração em

geral;

 Tráfico Ilícito e Uso Indevido de Substâncias Entorpecentes

(Lei nº 11.343/2006).

Meus amigos, primeiramente, façam as questões; e depois leiam os

comentários, mesmo que tenham acertado!

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Questões propostas

1) (2016 – CESPE - TRT - 8ª Região) Oficial de justiça que solicita

determinada quantia em dinheiro a advogado, para deixar de

cumprir diligência de que estava incumbido, comete o crime de

A) tráfico de influência.

B) concussão.

C) prevaricação.

D) corrupção ativa.

E) corrupção passiva.

2) (2016 - CAIP-IMES - Câmara Municipal de Atibaia – SP) Analise

o rol abaixo e que se refere aos dos crimes contra a administração

pública, especificamente aos crimes praticados por particular

contra a administração em geral e relacione corretamente o tipo

penal à descrição conceitual.

I- Corrupção ativa.

II- Resistência.

III- Tráfico de Influência.

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( ) Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a

funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando

auxílio;

( ) Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou

promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por

funcionário público no exercício da função;

( ) Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para

determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.

Assinale a alternativa com a sequência correta.

A) III, I e II.

B) I, II e III.

C) II, III e I.

D) I, III e II.

3) (2015 – FGV - TJ-PI - Analista Judiciário - Analista Judicial)

NÃO constitui crime praticado por funcionário público contra a

administração em geral:

A) excesso de exação;

B) violência arbitrária;

C) abandono de função;

D) corrupção ativa;

E) violação de sigilo funcional.

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4) (2015 – VUNESP - Prefeitura de Caieiras – SP) Sobre o delito de

corrupção ativa, pode-se afirmar que

A) é crime próprio.

B) tem como objeto jurídico a honestidade do funcionário público.

C) é crime formal.

D) é crime de concurso necessário

E) admite forma culposa.

5) (2015 – FCC - TCM-GO - Auditor Conselheiro Substituto) José

ofereceu R$ 1.000,00 para João, Oficial de Justiça, deixar de citá-

lo numa ação cível. João aceitou a oferta, mas José deixou de

honrá-la. Nesse caso, José responderá por corrupção ativa

A) consumada e João por corrupção ativa tentada.

B) tentada e João por prevaricação.

C) tentada e João por corrupção ativa consumada.

D) consumada e João por corrupção passiva consumada.

E) tentada e João por corrupção ativa tentada.

6) (2015 – VUNESP - CRO-SP - Advogado Junior) A conduta de

“opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a

funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja

prestando auxílio" caracteriza o crime de

A) desacato.

B) usurpação.

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C) resistência.

D) descaminho.

E) desobediência.

7) (2015 – VUNESP - Prefeitura de Caieiras – SP - Assessor

Jurídico/Procurador Geral) Antônio foi abordado por Policiais

Militares na via pública e, quando informado que seria conduzido

para a Delegacia de Polícia, pois era “procurado” pela Justiça,

passou a desferir socos e pontapés contra um dos policiais. Sobre

a conduta de Antônio, pode-se afirmar que

A) praticou o crime de desacato, previsto no artigo 331 do Código Penal.

B) praticou o crime de resistência, previsto no artigo 329 do Código

Penal.

C) praticou o crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código

Penal.

D) não praticou nenhum crime, pois todo cidadão tem direito à sua

autodefesa.

E) praticou o crime de corrupção ativa, previsto no artigo 333 do Código

Penal, pois pretendeu, com sua reação, corromper o funcionário público a

não cumprir ato de ofício.

8) (2015 – VUNESP - PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a

Classe) O crime de usurpação de função pública é qualificado se

A) do fato resulta prejuízo patrimonial para a Administração.

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B) do fato o agente aufere vantagem.

C) ocorre em local ermo ou de difícil acesso ou durante repouso noturno.

D) praticado mediante o uso de uniforme ou insígnias ou qualquer outro

elemento distintivo da atividade usurpada.

E) praticado em concurso de pessoas.

9) (2015 – CESPE - TCE-RN – Auditor) A respeito dos crimes

contra a administração pública e do crime de responsabilidade de

prefeitos e vereadores, julgue o próximo item.

Segundo o entendimento do STJ, é desnecessária a constituição definitiva

do crédito tributário por processo administrativo-fiscal para a

configuração do crime de descaminho.

10) (2015 – FUNIVERSA - SEAP-DF - Agente de Atividades

Penitenciárias) Segundo entendimento do STJ, do STF e da

doutrina dominante acerca do direito penal, julgue o item

subsequente.

O indivíduo que iluda, em parte, o pagamento de imposto devido pela

entrada de mercadoria no país pratica o delito de descaminho.

11) (FCC - 2007 - TJ-PE - Analista Judiciário) Em relação aos

Crimes contra a Administração Pública, considere:

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I. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda

que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,

vantagem indevida.

II. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou

indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,

mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal

vantagem.

III. Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem,

vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato

praticado por funcionário público no exercício da função.

IV. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário

público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de

ofício.

As assertivas correspondem, respectivamente, aos crimes de

A) concussão, corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa.

B) corrupção ativa, concussão, corrupção passiva e tráfico de influência.

C) corrupção passiva, tráfico de influência, concussão e corrupção ativa.

D) tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa e concussão.

E) concussão, corrupção ativa, tráfico de influência e corrupção passiva.

12) (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Judiciária)

No que concerne aos crimes praticados contra a Administração em

geral, é correto afirmar:

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A) O crime de resistência só se consuma se, em razão da violência ou

grave ameaça, o ato legal não vier a ser executado.

B) A reintrodução no país de produtos de fabricação nacional destinados

exclusivamente à exportação e de venda proibida no Brasil, constitui

crime de contrabando.

C) O crime de desacato admite a forma culposa quando o agente estiver

no exercício de suas funções.

D) O crime de corrupção passiva admite a forma culposa quando

cometido através de interposta pessoa.

E) O funcionário público, estando fora de suas funções, não pode cometer

crime de desobediência.

13) (2016 - CONSULPLAN - TJ-MG) Segundo o Código Penal,

Decreto-Lei nº 2.848/1940, são crimes praticados por particular

contra a administração em geral, EXCETO:

A) Corrupção passiva.

B) Desobediência.

C) Desacato.

D) Resistência.

14) (2016 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue o item em certo

ou errado.

O delito de usurpação de função pública admite uma forma qualificada,

qual seja, se do fato o agente aufere vantagem, cuja pena é de reclusão

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de dois a cinco anos. O delito de resistência, estabelecido no art. 329 do

Código Penal, admite uma forma qualificada, qual seja, se o ato, em

razão da resistência, não se executa.

15) (2016 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue o item em certo

ou errado.

O crime de tráfico de influência, previsto no art. 332 do Código Penal,

apresenta uma causa de aumento de pena em seu parágrafo único, qual

seja, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada

ao funcionário que vai praticar o ato. Referida causa de aumento

determina que a pena seja aumentada da metade.

16) (2016 - Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - Assistente

Administrativo) Quando alguém se opõe à execução de ato legal,

mediante ameaça a funcionário competente para executá-lo,

pratica o seguinte crime:

A) desobediência

B) resiliência

C) resistência

D) desacato

17) (2016 - FGV - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público -

Notificações e Atos Intimatórios) Técnico de notificação do

Ministério Público recebe documentos sigilosos oriundos de

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determinando procedimento para cumprimento de diligência. De

maneira negligente, porém, joga-os no lixo juntamente com

outros papéis de contas pessoais, causando, assim, o sumiço do

importante documento público. Considerando a situação narrada,

a conduta do técnico de notificação, sob o ponto de vista penal:

A) configura crime de excesso de exação;

B) configura crime de extravio, sonegação ou inutilização de livro ou

documento público;

C) configura crime de violação do sigilo funcional;

D) é atípica;

E) configura crime de modificação ou alteração não autorizada de sistema

de informações.

18) (2016 - TRF - 3ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) Pensando

nas pessoas que se dispõem a transportar drogas, no próprio

corpo, durante viagens internacionais, é possível dizer:

A) Se forem primárias, ostentarem bons antecedentes e não integrarem

organização criminosa, terão a pena reduzida de um sexto a dois terços;

B) Mesmo se forem primárias, ostentarem bons antecedentes e não

integrarem organização criminosa, não farão jus à redução de pena, haja

vista tratar-se de tráfico internacional;

C) São isentas de pena, haja vista o fato de estarem submetidas a

organizações criminosas que as obrigam a cometer o crime;

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D) Mesmo quando obrigadas a proceder dessa forma, devem ser punidas,

pois, em Direito Penal, o que importa é o resultado.

19) (VUNESP - 2014 - DPE-MS - Defensor Público) Assinale a

alternativa correta.

A) O disposto no art. 34 da lei de entorpecentes tipifica, em separado, a

conduta de quem colabora como informante com grupo criminoso

destinado ao tráfico de drogas.

B) Segundo entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, a

incidência da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4.º, da

Lei n.º 11.343/2006 retira a hediondez do crime de tráfico de drogas.

C) Na Lei n.º 11.343/2006, o legislador elegeu como circunstâncias

preponderantes para fixação da pena, dentre aquelas prevista no art. 59

do CP, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a

personalidade e a conduta social do agente.

D) A Lei n.º 11.343/2006 prevê o aumento de pena de um sexto até um

terço para o crime de tráfico quando o agente financiar a prática do

delito.

20) (VUNESP - 2014 - TJ-PA - Juiz de Direito Substituto) Assinale

a alternativa que apresenta o atual posicionamento do Supremo

Tribunal Federal com relação à posse de droga para consumo

pessoal, prevista no art. 28 da Lei n.º 11.343/2006, no qual, para

a Corte Suprema, tal conduta foi

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A) descriminalizada.

B) transformada em contravenção penal.

C) transformada em ilícito administrativo.

D) despenalizada

E) atenuada.

21) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Investigador de Polícia) Roberval

Taylor consumiu droga sem autorização ou em desacordo com

determinação legal ou regulamentar. Essa conduta, segundo a Lei

sobre Drogas (Lei n.º 11.343/06), pode submeter Roberval, entre

outras, às seguintes penas:

A) prisão e prestação de serviços à comunidade.

B) advertência sobre os efeitos das drogas e prestação de serviços à

comunidade

C) medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo

e detenção

D) cassação dos direitos políticos e advertência sobre os efeitos das

drogas.

E) multa e reclusão.

22) (VUNESP - 2012 - TJ-MG - Juiz) O legislador elegeu como

circunstâncias preponderantes, sobre o previsto no artigo 59 do

Código Penal Brasileiro, para a fixação das penas nos crimes de

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tráfico de drogas, Lei n.º 11.343/06, a natureza e quantidade da

substância,

A) a culpabilidade e a personalidade do agente.

B) a reincidência e a culpabilidade do agente.

C) a culpabilidade, as circunstâncias e as consequências do crime

D) a personalidade e a conduta social do agente.

23) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Com base na

interpretação doutrinária majoritária e no entendimento dos

tribunais superiores, julgue os itens.

Para a materialidade do crime de tráfico ilícito de entorpecentes

pressupõe-se a apreensão da droga, todavia, o mesmo não ocorre para o

crime de associação para o tráfico, cuja materialidade pode advir de

outros meios de prova.

24) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Quando se tratar

de crimes relativos ao tráfico de drogas, o prazo para a conclusão do

inquérito policial é de 30 dias, se o indiciado estiver preso e de 90 dias, se

estiver solto, podendo ser duplicados, mediante pedido justificado da

autoridade de polícia judiciária.

25) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) No que concerne

aos aspectos processuais das leis penais extravagantes e às

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inovações legais havidas no sistema processual penal, julgue os

itens a seguir.

O comércio ilegal de drogas envolvendo mais de um estado faz surgir o

tráfico interestadual de entorpecentes, deslocando-se a competência para

apuração e atuação da Polícia Federal, todavia, a competência para

processar e julgar o criminoso continua a ser da justiça estadual.

26) (CESPE – 2012 - PC CE – Inspetor de Polícia) As penas

cominadas ao delito de tráfico de drogas serão aumentadas de um sexto

a dois terços se o agente tiver utilizado transporte público com grande

aglomeração de pessoas para passar despercebido, sendo irrelevante se

ofereceu ou tentou disponibilizar a substância entorpecente para os

outros passageiros.

27) (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) Aquele que

oferece droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa

de seu relacionamento, para juntos a consumirem, está sujeito à

pena de

A) medida educativa de comparecimento a programa e curso educativo e

prestação de serviços à comunidade, apenas.

B) advertência sobre os efeitos das drogas e prestação de serviços à

comunidade, apenas.

C) reclusão, de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, e pagamento de 500

(quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias multa.

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D) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700

(setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das

sanções previstas no artigo 28 da Lei n.º 11.343/06.

29) (CESPE - Promotor – MPE-RR - 2010) Segundo a Lei Antidrogas,

para determinar se a droga apreendida sob a posse de um indivíduo

destina-se a consumo pessoal, o juiz deve-se ater à natureza e à

quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se

desenvolveu a ação, desconsiderando as circunstâncias sociais e pessoais

e também a conduta e os antecedentes do agente, sob pena de violação

do princípio da presunção de inocência.

30) (CESPE - Promotor – MPE-RR - 2010) Como a Lei Antidrogas não

prevê a aplicação de medida educativa o agente apenado por portar

drogas para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo

com determinação legal ou regulamentar, devem ser aplicadas as regras

pertinentes do CP.

31) (CESPE - Promotor - MPE-ES - 2010) Segundo a Lei Antidrogas,

para determinar se a droga apreendida sob a posse de um indivíduo

destina-se a consumo pessoal, o juiz deve-se ater à natureza e à

quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se

desenvolveu a ação, desconsiderando as circunstâncias sociais e pessoais

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e também a conduta e os antecedentes do agente, sob pena de violação

do princípio da presunção de inocência.

32) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2010) O atual procedimento

adotado nos crimes de tráfico de drogas estabelece a necessidade de

notificação do acusado, antes do recebimento da denúncia, para que o

mesmo apresente indispensável defesa prévia, bem como estabelece a

realização do interrogatório ao final da instrução e veda, de forma

expressa, a absolvição sumária.

33) (CESPE - Defensor Público - DPU - 2010) No que concerne ao

processo e ao procedimento dos crimes de tráfico de entorpecentes, é

correto afirmar que circunstâncias inerentes à conduta criminosa não

podem, sob pena de bis in idem, justificar o aumento da reprimenda.

34) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, a autoridade de polícia judiciária deve fazer, imediatamente,

comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado,

do qual será dada vista ao órgão do MP, em 24 horas.

35) (CESPE - 2012 - STJ – Analista Judiciário) O médico que, por

imprudência, prescrever a determinado paciente dose excessiva de

medicamento que causa dependência química estará sujeito à pena de

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advertência, e o juiz que apreciar o caso deverá comunicar o fato ao

Conselho Federal de Medicina.

36) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e

estabelecimento da materialidade do delito, é prescindível o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga.

37) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, o inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias, se o

indiciado estiver preso, e de 45 dias, se estiver solto.

38) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, a ausência do relatório circunstanciado torna nulo o inquérito

policial.

39) (CESPE - Agente da Polícia Federal - DPF - 2009) Nos crimes de

tráfico de substâncias entorpecentes, é isento de pena o agente que, em

razão da dependência ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou

força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer

que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de

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entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse

entendimento.

40) (CESPE - Agente da Polícia Federal - DPF - 2009) É atípica, por

falta de previsão na legislação pertinente ao assunto, a conduta do agente

que simplesmente colabora, como informante, com grupo ou associação

destinada ao tráfico ilícito de entorpecentes.

41) (CESPE - Agente - PC-PB - 2009) Findo o prazo para conclusão do

inquérito na apuração de crime de tráfico ilícito, a autoridade policial

remete os autos ao juízo competente, relatando sumariamente as

circunstâncias do fato, sendo-lhe vedado justificar as razões que a

levaram à classificação do delito.

42) (CESPE - Delegado PC-PB - 2009) No caso de porte de substância

entorpecente para uso próprio, não se impõe prisão em flagrante,

devendo o autor de fato ser imediatamente encaminhado ao juízo

competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele

comparecer.

43) (CESPE - Agente PC-PB - 2009) No crime de tráfico de drogas,

para a lavratura do auto de prisão em flagrante, é suficiente o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga, o qual será

necessariamente firmado por perito oficial.

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44) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2008) A competência para

processar e julgar crimes de tráfico ilícito de entorpecentes é, em regra,

da justiça estadual, exceto se caracterizado ilícito transnacional, quando

a competência será da justiça federal. Nesse contexto, a probabilidade de

a droga ser de origem estrangeira é suficiente para deslocar a

competência da justiça estadual para a justiça federal.

45) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2008) A inobservância do rito

procedimental estabelecido pela Lei n.º 11.343/2006 quanto à intimação

e consequente apresentação de defesa preliminar constitui causa de

nulidade relativa, sendo, pois, necessário que se comprove o prejuízo,

restando preclusa a alegação, se não for feita no momento oportuno.

46) (CESPE - Agente – PC-PB - 2007) Um indivíduo que seja preso em

flagrante pelo delito de tráfico ilícito de substância entorpecente poderá

ser beneficiado com a liberdade provisória, mediante o pagamento de

fiança.

47) (CESPE - Juiz – TJ-TO - 2007) A Lei n.º 11.343/2006 possibilita o

livramento condicional ao condenado por tráfico ilícito de entorpecente

após o cumprimento de três quintos da pena de condenação, em caso de

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réu primário, e dois terços, em caso de réu reincidente, ainda que

específico.

48) (CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal)

No que concerne aos aspectos penais e processuais da Lei de

Drogas e das normas de controle e fiscalização sobre produtos

químicos que direta ou indiretamente possam ser destinados à

elaboração ilícita de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou

que determinem dependência física ou psíquica, julgue os itens

seguintes.

Considere que determinado cidadão esteja sendo processado e julgado

por vender drogas em desacordo com determinação legal. Nessa situação,

se o réu for primário e tiver bons antecedentes, sua pena poderá ser

reduzida, respeitados os limites estabelecidos na lei.

49) (CESPE - Analista Processual – MPU - 2010) Em relação ao crime

de tráfico de drogas, considera-se, tráfico privilegiado o praticado por

agente primário, com bons antecedentes criminais, que não se dedica a

atividades criminosas nem integra organização criminosa, sendo-lhe

aplicada a redução de pena de um sexto a dois terços,

independentemente de o tráfico ser nacional ou internacional e da

quantidade ou espécie de droga apreendida, ainda que a pena mínima

fique aquém do mínimo legal.

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50) (CESPE - 2006 - OAB - Exame de Ordem - 1 - Primeira Fase)

De acordo com a legislação penal e a jurisprudência pátria,

sobretudo do STJ e do STF, julguem os itens.

Cultivar plantas destinadas à preparação de entorpecentes é crime,

segundo a Lei de Tóxicos.

51) (CESPE - 2012 - PC-AL - Escrivão de Polícia) Com base na Lei

de Drogas, julgue os itens a seguir.

O agente primário, de bons antecedentes, que não se dedique a

atividades criminosas nem integre organização criminosa, pratica o

denominado tráfico privilegiado, o que resulta em redução da pena. Esses

requisitos são subjetivos e cumulativos.

52) (CESPE - 2012 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Área Judiciária)

Acerca das leis penais extravagantes, julgue os itens

subsecutivos, de acordo com o magistério doutrinário e

jurisprudencial dominantes.

Suponha que Manoel, penalmente capaz, em caráter eventual e sem fins

lucrativos, forneça droga ao amigo Carlos, também imputável, e, juntos,

sejam flagrados pela polícia no momento do uso e que Manoel, de pronto,

alegue a posse da substância, afirmando tê-la fornecido ao amigo

gratuitamente. Nessa situação, a conduta de Manoel configura o tipo

penal privilegiado do tráfico ilícito de entorpecentes, que tem por

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finalidade abrandar a punição daquele que compartilha substância

entorpecente com amigos.

Questões comentadas

Crimes praticados por particular contra a administração em

geral.

1) (2016 – CESPE - TRT - 8ª Região) Oficial de justiça que solicita

determinada quantia em dinheiro a advogado, para deixar de

cumprir diligência de que estava incumbido, comete o crime de

A) tráfico de influência.

B) concussão.

C) prevaricação.

D) corrupção ativa.

E) corrupção passiva.

Comentários:

Vejamos as principais diferenças entre corrupção ativa e passiva:

Corrupção passiva Corrupção ativa


Administração Pública, Administração Pública,
Bem jurídico
especialmente sua especialmente sua
protegido
moralidade e moralidade e

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probidade. probidade.
Ativo: Funcionário
Ativo: qualquer pessoa
Sujeito ativo e público
Passivo: Administração
sujeito passivo Passivo: Administração
Pública
Pública
Solicitar, receber ou Oferecer ou prometer
Tipo objetivo aceitar vantagem vantagem indevida
indevida
Tipo subjetivo Dolo Dolo
Consuma-se com o
Consuma-se com a efetivo conhecimento
solicitação de do funcionário do
vantagem. Não é, em oferecimento ou
Consumação e
regra admissível a promessa de
tentativa
tentativa nas vantagem.
modalidades de A tentativa é
“solicitar” ou “aceitar” admissível na hipótese
de oferta escrita.
Reclusão, de dois a Reclusão, de dois a
doze anos e multa. A doze anos e multa. A
figura majorada prevê figura majorada prevê
a mesma pena a mesma pena
aumentada em um aumentada em um
Pena e Ação Penal terço, e a privilegiada terço. A ação penal é
detenção de três pública
meses a um ano ou incondicionada.
multa. A ação penal é
pública
incondicionada.

Gabarito: E.

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2) (2016 - CAIP-IMES - Câmara Municipal de Atibaia – SP) Analise

o rol abaixo e que se refere aos dos crimes contra a administração

pública, especificamente aos crimes praticados por particular

contra a administração em geral e relacione corretamente o tipo

penal à descrição conceitual.

I- Corrupção ativa.

II- Resistência.

III- Tráfico de Influência.

( ) Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a

funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando

auxílio;

( ) Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou

promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por

funcionário público no exercício da função;

( ) Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para

determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício.

Assinale a alternativa com a sequência correta.

A) III, I e II.

B) I, II e III.

C) II, III e I.

D) I, III e II.

Comentários:

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A questão menciona a literalidade desses três tipos penais. Vejamos:

“Corrupção ativa

Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário

público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de

ofício:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação

dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)

Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão

da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de

ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.

Resistência

Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou

ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe

esteja prestando auxílio:

Pena - detenção, de dois meses a dois anos.

§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa:

Pena - reclusão, de um a três anos.

§ 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das

correspondentes à violência.

Tráfico de Influência

Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem,

vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato

praticado por funcionário público no exercício da função:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

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Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente

alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao

funcionário.”

Gabarito: C.

3) (2015 – FGV - TJ-PI - Analista Judiciário - Analista Judicial)

NÃO constitui crime praticado por funcionário público contra a

administração em geral:

A) excesso de exação;

B) violência arbitrária;

C) abandono de função;

D) corrupção ativa;

E) violação de sigilo funcional.

Comentários:

Trata-se de corrupção ativa. Vejamos!

“Art. 333 - Oferecer ou prometer vantagem indevida a

funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar

ato de ofício:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação

dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)

Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão

da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de

ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.”

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Gabarito: D.

4) (2015 – VUNESP - Prefeitura de Caieiras – SP) Sobre o delito de

corrupção ativa, pode-se afirmar que

A) é crime próprio.

B) tem como objeto jurídico a honestidade do funcionário público.

C) é crime formal.

D) é crime de concurso necessário

E) admite forma culposa.

Comentários:

O crime de corrupção ativa é formal e instantâneo, consumando-se com a

simples promessa ou oferta de vantagem indevida.

Gabarito: C.

5) (2015 – FCC - TCM-GO - Auditor Conselheiro Substituto) José

ofereceu R$ 1.000,00 para João, Oficial de Justiça, deixar de citá-

lo numa ação cível. João aceitou a oferta, mas José deixou de

honrá-la. Nesse caso, José responderá por corrupção ativa

A) consumada e João por corrupção ativa tentada.

B) tentada e João por prevaricação.

C) tentada e João por corrupção ativa consumada.

D) consumada e João por corrupção passiva consumada.

E) tentada e João por corrupção ativa tentada.

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Comentários:

Trata-se de crime formal, logo responderá pelo crime corrupção passiva

de forma consumada.

Gabarito: D.

6) (2015 – VUNESP - CRO-SP - Advogado Junior) A conduta de

“opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a

funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja

prestando auxílio" caracteriza o crime de

A) desacato.

B) usurpação.

C) resistência.

D) descaminho.

E) desobediência.

Comentários:

Literalidade, vejamos:

Resistência

Art. 329 - Opor-se à execução de ato legal, mediante violência

ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a

quem lhe esteja prestando auxílio:

Pena - detenção, de dois meses a dois anos.

§ 1º - Se o ato, em razão da resistência, não se executa:

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Pena - reclusão, de um a três anos.

§ 2º - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das

correspondentes à violência.

Gabarito: C.

7) (2015 – VUNESP - Prefeitura de Caieiras – SP - Assessor

Jurídico/Procurador Geral) Antônio foi abordado por Policiais

Militares na via pública e, quando informado que seria conduzido

para a Delegacia de Polícia, pois era “procurado” pela Justiça,

passou a desferir socos e pontapés contra um dos policiais. Sobre

a conduta de Antônio, pode-se afirmar que

A) praticou o crime de desacato, previsto no artigo 331 do Código Penal.

B) praticou o crime de resistência, previsto no artigo 329 do Código

Penal.

C) praticou o crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código

Penal.

D) não praticou nenhum crime, pois todo cidadão tem direito à sua

autodefesa.

E) praticou o crime de corrupção ativa, previsto no artigo 333 do Código

Penal, pois pretendeu, com sua reação, corromper o funcionário público a

não cumprir ato de ofício.

Comentários:

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Trata-se de crime de resistência. Muito cuidado para não confundir com

o crime de desobediência. Vejamos!

Resistência Desobediência

Art. 329 - Opor-se à execução de Art. 330 - Desobedecer a ordem


ato legal, mediante violência legal de funcionário público:
ou ameaça a funcionário Pena - detenção, de quinze dias
competente para executá-lo ou a a seis meses, e multa.
quem lhe esteja prestando
auxílio:
Pena - detenção, de dois meses
a dois anos.
§ 1º - Se o ato, em razão da
resistência, não se executa:
Pena - reclusão, de um a três
anos.
§ 2º - As penas deste artigo são
aplicáveis sem prejuízo das
correspondentes à violência.

Crime de resistência -> ato Crime de desobediência ->


legal ordem legal
Crime de resistência ->
funcionário competente
Crime de resistência ->
violência/ ameaça
Crime de resistência ->
funcionário competente ou quem
lhe esteja auxiliando
Crime de resistência -> é delito
formal

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Tanto é assim que se o ato não


se executa, estaremos diante de
uma figura qualificada.

Gabarito: B.

8) (2015 – VUNESP - PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a

Classe) O crime de usurpação de função pública é qualificado se

A) do fato resulta prejuízo patrimonial para a Administração.

B) do fato o agente aufere vantagem.

C) ocorre em local ermo ou de difícil acesso ou durante repouso noturno.

D) praticado mediante o uso de uniforme ou insígnias ou qualquer outro

elemento distintivo da atividade usurpada.

E) praticado em concurso de pessoas.

Comentários:

Trata-se do parágrafo único do art. 328 do CP. Vejamos!

“Usurpação de função pública

Art. 328 - Usurpar o exercício de função pública:

Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa.

Parágrafo único - Se do fato o agente aufere vantagem:

Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa.”

Gabarito: B.

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9) (2015 – CESPE - TCE-RN – Auditor) A respeito dos crimes

contra a administração pública e do crime de responsabilidade de

prefeitos e vereadores, julgue o próximo item.

Segundo o entendimento do STJ, é desnecessária a constituição definitiva

do crédito tributário por processo administrativo-fiscal para a

configuração do crime de descaminho.

Comentários:

Vejamos o julgado do STJ:

“É desnecessária a constituição definitiva do crédito tributário por

processo administrativo-fiscal para a configuração do delito de

descaminho (art. 334 do CP). Isso porque o delito de descaminho é

crime formal que se perfaz com o ato de iludir o pagamento de imposto

devido pela entrada de mercadoria no país, razão pela qual o resultado da

conduta delituosa relacionada ao quantum do imposto devido não integra

o tipo legal. A norma penal do art. 334 do CP- elencada sob o Título XI:

"Dos Crimes Contra a Administração Pública" - visa proteger, em primeiro

plano, a integridade dosistema de controle de entrada e saída de

mercadorias do país como importante instrumento de política econômica.

Assim, o bem jurídico protegido pela norma é mais do que o mero valor

do imposto, engloba a própria estabilidade das atividades comerciais

dentro do país, refletindo na balança comercial entre o Brasil e outros

países. O produto inserido no mercado brasileiro fruto de descaminho,

além de lesar o fisco, enseja o comércio ilegal, concorrendo, de forma

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desleal, com os produzidos no país, gerando uma série de prejuízos para

a atividade empresarial brasileira. Ademais, as esferas administrativa e

penal são autônomas e independentes, sendo desinfluente, no crime de

descaminho, a constituição definitiva do crédito tributário pela primeira

para a incidência da segunda. HC 218.961-SP, Rel. Min. Laurita Vaz,

julgado em 15/10/2013”.

Gabarito: C.

10) (2015 – FUNIVERSA - SEAP-DF - Agente de Atividades

Penitenciárias) Segundo entendimento do STJ, do STF e da

doutrina dominante acerca do direito penal, julgue o item

subsequente.

O indivíduo que iluda, em parte, o pagamento de imposto devido pela

entrada de mercadoria no país pratica o delito de descaminho.

Comentários:

Comente o crime de descaminho quem iludi, no todo ou em parte, o

pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo

consumo de mercadoria.

Gabarito: C.

11) (FCC - 2007 - TJ-PE - Analista Judiciário) Em relação aos

Crimes contra a Administração Pública, considere:

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I. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda

que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela,

vantagem indevida.

II. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou

indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,

mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal

vantagem.

III. Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem,

vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato

praticado por funcionário público no exercício da função.

IV. Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário

público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de

ofício.

As assertivas correspondem, respectivamente, aos crimes de

A) concussão, corrupção passiva, tráfico de influência e corrupção ativa.

B) corrupção ativa, concussão, corrupção passiva e tráfico de influência.

C) corrupção passiva, tráfico de influência, concussão e corrupção ativa.

D) tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa e concussão.

E) concussão, corrupção ativa, tráfico de influência e corrupção passiva.

Comentários:

No crime de concussão, a elementar do tipo penal no art. 315 do CP é a

exigência de vantagem indevida que o agente faz em razão da função que

exerce ou da que irá assumir, já na corrupção passiva, o agente,

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funcionário público, solicita ou recebe vantagem ilícita (art. 317 do CP).

No crime de tráfico de influência, o agente - um particular - solicita,

exige, cobra ou obtém, para si ou para outrem, direta ou indiretamente,

vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato

praticado por funcionário público no exercício da função (art. 332 do CP) e

para fechar, no crime de corrupção ativa, o agente - um particular -

oferece ou promete vantagem indevida a funcionário público para

determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício, nos termos do

art. 333 do CP.

Gabarito: A.

12) (FCC - 2012 - TRE-PR - Analista Judiciário - Área Judiciária)

No que concerne aos crimes praticados contra a Administração em

geral, é correto afirmar:

A) O crime de resistência só se consuma se, em razão da violência ou

grave ameaça, o ato legal não vier a ser executado.

B) A reintrodução no país de produtos de fabricação nacional destinados

exclusivamente à exportação e de venda proibida no Brasil, constitui

crime de contrabando.

C) O crime de desacato admite a forma culposa quando o agente estiver

no exercício de suas funções.

D) O crime de corrupção passiva admite a forma culposa quando

cometido através de interposta pessoa.

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E) O funcionário público, estando fora de suas funções, não pode cometer

crime de desobediência.

Comentários:

A proibição pode compreender produto nacional, isto é, fabricado no

Brasil e, porque proibida sua venda no território nacional, destinado

exclusivamente à exportação. Logo, a posterior reintrodução da

mercadoria no território nacional constitui o crime de contrabando

previsto no art. 334 do CP. No caso da letra "A", já entra a qualificadora

caso o ato não venha ser executado. Já na letra "C", só temos crime

culposo no peculato. Quanto a letra "D" também, não adimite a forma

culposa. A letra "E" é bem "batida nos concursos, e como já falei,

segundo a maioria da doutrina, o funcionário público pode cometer o

crime de desobediência.

Gabarito: B.

13) (2016 - CONSULPLAN - TJ-MG) Segundo o Código Penal,

Decreto-Lei nº 2.848/1940, são crimes praticados por particular

contra a administração em geral, EXCETO:

A) Corrupção passiva.

B) Desobediência.

C) Desacato.

D) Resistência.

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Comentários:

Muita atenção, pois o crime de corrupção passiva é cometido por agente

público. Já o crime de corrupção ativa é cometido pelo particular.

Gabarito: A.

14) (2016 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue o item em certo

ou errado.

O delito de usurpação de função pública admite uma forma qualificada,

qual seja, se do fato o agente aufere vantagem, cuja pena é de reclusão

de dois a cinco anos. O delito de resistência, estabelecido no art. 329 do

Código Penal, admite uma forma qualificada, qual seja, se o ato, em

razão da resistência, não se executa.

Comentários:

O crime de usurpação de função pública está tipificado no art. 328 do CP:

"usurpar o exercício de função pública". Sendo que o parágrafo único traz

uma qualificadora no caso de o agente auferir vantagem. Já o crime de

resistência está tipificado no art. 329 do CP: "opor-se à execução de ato

legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para

executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio". Aqui, também, temos

uma qualificadora caso o ato, em razão da resistência, não se execute.

Gabarito: C.

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15) (2016 - MPE-SC - Promotor de Justiça) Julgue o item em certo

ou errado.

O crime de tráfico de influência, previsto no art. 332 do Código Penal,

apresenta uma causa de aumento de pena em seu parágrafo único, qual

seja, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada

ao funcionário que vai praticar o ato. Referida causa de aumento

determina que a pena seja aumentada da metade.

Comentários:

Isso mesmo! O crime de tráfico de influência está tipificado no art. 332 do

CP: "solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem

ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por

funcionário público no exercício da função". A pena é aumentada da

metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também

destinada ao funcionário.

Gabarito: C.

16) (2016 - Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ - Assistente

Administrativo) Quando alguém se opõe à execução de ato legal,

mediante ameaça a funcionário competente para executá-lo,

pratica o seguinte crime:

A) desobediência

B) resiliência

C) resistência

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D) desacato

Comentários:

O crime de resistência está tipificado no art. 329 do CP: "opor-se à

execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário

competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio".

Temos, neste crime, uma qualificadora caso o ato, em razão da

resistência, não se execute. Já o crime de desobediência está tipificado no

art. 330 do CP: "desobedecer a ordem legal de funcionário público". E o

crime de desacato, está tipificado no art. 331 do CP: "desacatar

funcionário público no exercício da função ou em razão dela".

Gabarito: C.

17) (2016 - FGV - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público -

Notificações e Atos Intimatórios) Técnico de notificação do

Ministério Público recebe documentos sigilosos oriundos de

determinando procedimento para cumprimento de diligência. De

maneira negligente, porém, joga-os no lixo juntamente com

outros papéis de contas pessoais, causando, assim, o sumiço do

importante documento público. Considerando a situação narrada,

a conduta do técnico de notificação, sob o ponto de vista penal:

A) configura crime de excesso de exação;

B) configura crime de extravio, sonegação ou inutilização de livro ou

documento público;

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C) configura crime de violação do sigilo funcional;

D) é atípica;

E) configura crime de modificação ou alteração não autorizada de sistema

de informações.

Comentários:

Questão tranquila, mas requer muita atenção. Quando a banca menciona

"De maneira negligente", o candidato tem que ficar atendo que há uma

forma "culposa", e pelo que aprendemos, falando em crimes contra a

Administração, só é possível no crime de peculato.

Gabarito: D.

Tráfico Ilícito e Uso Indevido de Substâncias Entorpecentes

(Lei nº 11.343/2006)

18) (2016 - TRF - 3ª REGIÃO - Juiz Federal Substituto) Pensando

nas pessoas que se dispõem a transportar drogas, no próprio

corpo, durante viagens internacionais, é possível dizer:

A) Se forem primárias, ostentarem bons antecedentes e não integrarem

organização criminosa, terão a pena reduzida de um sexto a dois terços;

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B) Mesmo se forem primárias, ostentarem bons antecedentes e não

integrarem organização criminosa, não farão jus à redução de pena, haja

vista tratar-se de tráfico internacional;

C) São isentas de pena, haja vista o fato de estarem submetidas a

organizações criminosas que as obrigam a cometer o crime;

D) Mesmo quando obrigadas a proceder dessa forma, devem ser punidas,

pois, em Direito Penal, o que importa é o resultado.

Comentários:

O art. 33 da Lei tipifica o crime de tráfico de drogas. O § 4º deixa

evidente que nesses delitos as penas poderão ser reduzidas de um

sexto a dois terços, desde que o agente seja primário, de bons

antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre

organização criminosa.

Gabarito: A.

19) (VUNESP - 2014 - DPE-MS - Defensor Público) Assinale a

alternativa correta.

A) O disposto no art. 34 da lei de entorpecentes tipifica, em separado, a

conduta de quem colabora como informante com grupo criminoso

destinado ao tráfico de drogas.

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B) Segundo entendimento sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça, a

incidência da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4.º, da

Lei n.º 11.343/2006 retira a hediondez do crime de tráfico de drogas.

C) Na Lei n.º 11.343/2006, o legislador elegeu como circunstâncias

preponderantes para fixação da pena, dentre aquelas prevista no art. 59

do CP, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a

personalidade e a conduta social do agente.

D) A Lei n.º 11.343/2006 prevê o aumento de pena de um sexto até um

terço para o crime de tráfico quando o agente financiar a prática do

delito.

Comentários:

Segundo o art. 42, "O juiz, na fixação das penas, considerará, com

preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e

a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta

social do agente”. Quanto à hediondez do tráfico privilegiado, a Súmula

512 do STJ menciona que a aplicação da causa de diminuição de pena

prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 não afasta a hediondez

do crime de tráfico de drogas.

Gabarito: C.

20) (VUNESP - 2014 - TJ-PA - Juiz de Direito Substituto) Assinale

a alternativa que apresenta o atual posicionamento do Supremo

Tribunal Federal com relação à posse de droga para consumo

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pessoal, prevista no art. 28 da Lei n.º 11.343/2006, no qual, para

a Corte Suprema, tal conduta foi

A) descriminalizada.

B) transformada em contravenção penal.

C) transformada em ilícito administrativo.

D) despenalizada

E) atenuada.

Comentários:

Portar droga para consumo próprio não foi descriminalizado pelo art. 28,

porém é preciso reconhecer que quem tiver sua conduta enquadrada

nesse dispositivo não será submetido a uma pena privativa de liberdade

(PPL). Por conta disso, o STF decidiu que o art. 28 operou a

despenalização da posse de droga para consumo pessoal, e não a sua

descriminalização (STF, 1.ª Turma, RE-QO 430.105/RJ, Rel. Min.

Sepúlveda Pertence, j. 13.02.2007, DJe 26.04.2007).

Gabarito: D.

21) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Investigador de Polícia) Roberval

Taylor consumiu droga sem autorização ou em desacordo com

determinação legal ou regulamentar. Essa conduta, segundo a Lei

sobre Drogas (Lei n.º 11.343/06), pode submeter Roberval, entre

outras, às seguintes penas:

A) prisão e prestação de serviços à comunidade.

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B) advertência sobre os efeitos das drogas e prestação de serviços à

comunidade

C) medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo

e detenção

D) cassação dos direitos políticos e advertência sobre os efeitos das

drogas.

E) multa e reclusão.

Comentários:

Vejamos o que menciona a Lei no seu art. 28:

“Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer

consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em

desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido

às seguintes penas:

I - advertência sobre os efeitos das drogas;

II - prestação de serviços à comunidade;

III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso

educativo.”

Gabarito: B.

22) (VUNESP - 2012 - TJ-MG - Juiz) O legislador elegeu como

circunstâncias preponderantes, sobre o previsto no artigo 59 do

Código Penal Brasileiro, para a fixação das penas nos crimes de

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tráfico de drogas, Lei n.º 11.343/06, a natureza e quantidade da

substância,

A) a culpabilidade e a personalidade do agente.

B) a reincidência e a culpabilidade do agente.

C) a culpabilidade, as circunstâncias e as consequências do crime

D) a personalidade e a conduta social do agente.

Comentários:

O art. 42 da Lei, menciona que "O juiz, na fixação das penas, considerará,

com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a

natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a

conduta social do agente."

Gabarito: D.

23) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Com base na

interpretação doutrinária majoritária e no entendimento dos

tribunais superiores, julgue os itens.

Para a materialidade do crime de tráfico ilícito de entorpecentes

pressupõe-se a apreensão da droga, todavia, o mesmo não ocorre para o

crime de associação para o tráfico, cuja materialidade pode advir de

outros meios de prova.

Comentários:

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Isso mesmo! No caso do tráfico é preciso a apreensão da droga, já na

associação, o dolo de associar-se é para a prática do crime de tráfico.

Assim, o momento consumativo dá-se com a formação da associação

para o fim de cometer tráfico, independentemente da eventual prática dos

crimes pretendidos pelo bando. O delito, portanto, independe da efetiva

prática dos crimes já mencionados. Não se admite a tentativa, de modo

que ou existe a reunião estável, e o crime se consumou, ou o fato ficou

na fase impunível da preparação. Embora seja necessária a estabilidade,

o crime se consuma ainda que a reunião seja para a realização de um

único delito de tráfico.

Gabarito: C.

24) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) Quando se tratar

de crimes relativos ao tráfico de drogas, o prazo para a conclusão do

inquérito policial é de 30 dias, se o indiciado estiver preso e de 90 dias, se

estiver solto, podendo ser duplicados, mediante pedido justificado da

autoridade de polícia judiciária.

Comentários:

Trata-se do art. 51 da Lei em estudo. Vejamos:

"Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta)

dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando

solto."

Gabarito: C.

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25) (CESPE - 2012 - PC-AL - Delegado de Polícia) No que concerne

aos aspectos processuais das leis penais extravagantes e às

inovações legais havidas no sistema processual penal, julgue os

itens a seguir.

O comércio ilegal de drogas envolvendo mais de um estado faz surgir o

tráfico interestadual de entorpecentes, deslocando-se a competência para

apuração e atuação da Polícia Federal, todavia, a competência para

processar e julgar o criminoso continua a ser da justiça estadual.

Comentários:

Pessoal, só o tráfico internacional é de competência da Justiça Federal.

O Tráfico interestadual continua a cargo da Justiça Estadual, vejamos:

"Súmula 522, STF: Salvo ocorrência de tráfico com o exterior,

quando, então, a competência será da Justiça Federal, compete a

justiça dos estados o processo e o julgamento dos crimes relativos

a entorpecentes."

Assim, o que o examinador quis confundir, foi se a PF era competente

para investigar tal crime, pois sim, já que é um tráfico interestadual. Essa

questão foi bem polemizada na época, mas, não está errada, ok?

Gabarito: C.

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26) (CESPE – 2012 - PC CE – Inspetor de Polícia) As penas

cominadas ao delito de tráfico de drogas serão aumentadas de um sexto

a dois terços se o agente tiver utilizado transporte público com grande

aglomeração de pessoas para passar despercebido, sendo irrelevante se

ofereceu ou tentou disponibilizar a substância entorpecente para os

outros passageiros.

Comentários:

A lei prevê, no art. 40, o aumento de pena se o crime de tráfico for

cometido nos seguintes locais, independentemente de qualquer outra

circunstância:

 Estabelecimentos prisionais;

 Estabelecimentos de ensino;

 Estabelecimentos hospitalares;

 Sedes de entidades estudantis, sociais, culturais, recreativas,

esportivas ou beneficentes;

 Locais de trabalho coletivo;

 Recintos onde se realizem espetáculos ou diversões de qualquer

natureza;

 Estabelecimento de serviços de tratamento de dependentes de

drogas ou de reinserção social;

 Unidades militares ou policiais;

 Transportes públicos.

Gabarito: C.

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27) (VUNESP - 2008 - DPE-MS - Defensor Público) Aquele que

oferece droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa

de seu relacionamento, para juntos a consumirem, está sujeito à

pena de

A) medida educativa de comparecimento a programa e curso educativo e

prestação de serviços à comunidade, apenas.

B) advertência sobre os efeitos das drogas e prestação de serviços à

comunidade, apenas.

C) reclusão, de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, e pagamento de 500

(quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias multa.

D) detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700

(setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das

sanções previstas no artigo 28 da Lei n.º 11.343/06.

Comentários:

O art. 33 deixa evidente no § 3º que quem oferece droga, eventualmente

e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a

consumirem está sujeito a pena de detenção, de 6 meses a 1 ano, e

pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa,

sem prejuízo das penas previstas no art. 28.

Gabarito: D.

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28) (CESPE - Promotor - MPE-SE - 2010) Para o STJ, os preceitos

legais em vigor impedem a conversão da pena corporal em restritiva de

direitos no caso de condenado por tráfico ilícito de substância

entorpecente.

Comentários:

O STJ tem se posicionado pelo cabimento da substituição da pena

corporal em restritiva de direitos no caso de condenado por tráfico ilícito

de substância entorpecente.

Gabarito: E.

29) (CESPE - Promotor – MPE-RR - 2010) Segundo a Lei Antidrogas,

para determinar se a droga apreendida sob a posse de um indivíduo

destina-se a consumo pessoal, o juiz deve-se ater à natureza e à

quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se

desenvolveu a ação, desconsiderando as circunstâncias sociais e pessoais

e também a conduta e os antecedentes do agente, sob pena de violação

do princípio da presunção de inocência.

Comentários:

Conforme o parágrafo 2º, do art. 28, para determinar se a droga

destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à

quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se

desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à

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conduta e aos antecedentes do agente, logo, a parte final da questão está

errada.

Gabarito: E.

30) (CESPE - Promotor – MPE-RR - 2010) Como a Lei Antidrogas não

prevê a aplicação de medida educativa o agente apenado por portar

drogas para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo

com determinação legal ou regulamentar, devem ser aplicadas as regras

pertinentes do CP.

Comentários:

A lei nº 11.343/06 prevê nos incisos do art. 28 as penalidades a serem

aplicadas de: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de

serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a

programa ou curso educativo, logo, a afirmativa acima está incorreta.

Gabarito: E.

31) (CESPE - Promotor - MPE-ES - 2010) Segundo a Lei Antidrogas,

para determinar se a droga apreendida sob a posse de um indivíduo

destina-se a consumo pessoal, o juiz deve-se ater à natureza e à

quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se

desenvolveu a ação, desconsiderando as circunstâncias sociais e pessoais

e também a conduta e os antecedentes do agente, sob pena de violação

do princípio da presunção de inocência.

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Comentários:

O § 2°, do art. 28, define que para determinar se a droga destinava-se a

consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da

substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a

ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos

antecedentes do agente.

Gabarito: E.

32) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2010) O atual procedimento

adotado nos crimes de tráfico de drogas estabelece a necessidade de

notificação do acusado, antes do recebimento da denúncia, para que o

mesmo apresente indispensável defesa prévia, bem como estabelece a

realização do interrogatório ao final da instrução e veda, de forma

expressa, a absolvição sumária.

Comentários:

Pessoal, a lei em questão não faz menção expressa sobre a rejeição da

denúncia após a resposta escrita, permite a aplicação subsidiária do

Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal, o que determina a

aplicação da absolvição sumária prevista no art. 397, do Código de

Processo Penal, no qual constam:

 a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;

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 a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do

agente, salvo inimputabilidade;

 que o fato narrado evidentemente não constitua crime;

 ou que a punibilidade do agente esteja extinta.

Gabarito: E.

33) (CESPE - Defensor Público - DPU - 2010) No que concerne ao

processo e ao procedimento dos crimes de tráfico de entorpecentes, é

correto afirmar que circunstâncias inerentes à conduta criminosa não

podem, sob pena de bis in idem, justificar o aumento da reprimenda.

Comentários:

Circunstâncias tipo a propagação do mal e a busca de lucro fácil, são

próprias da conduta delituosa, não podendo, sob pena de bis in idem,

atuar para justificar aumento da reprimenda, assim entende o STF, ok?

Gabarito: C.

34) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, a autoridade de polícia judiciária deve fazer, imediatamente,

comunicação ao juiz competente, remetendo-lhe cópia do auto lavrado,

do qual será dada vista ao órgão do MP, em 24 horas.

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Comentários:

Conforme o art. 50, ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de

polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente,

remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao órgão do

Ministério Público em 24 (vinte e quatro) horas.

Gabarito: C.

35) (CESPE - 2012 - STJ – Analista Judiciário) O médico que, por

imprudência, prescrever a determinado paciente dose excessiva de

medicamento que causa dependência química estará sujeito à pena de

advertência, e o juiz que apreciar o caso deverá comunicar o fato ao

Conselho Federal de Medicina.

Comentários:

Então, o crime, em questão, apenas pode ser praticado por profissionais

de saúde, ou seja, é um crime próprio, ok? E o juiz deve comunicar o fato

ao Conselho Profissional a que pertença o agente. Muita atenção! Este é

o único crime culposo previsto na Lei de Drogas.

Gabarito: E.

36) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e

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estabelecimento da materialidade do delito, é prescindível o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga.

Comentários:

Nos termos da lei, para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante

e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial

ou, na falta deste, por pessoa idônea. Pessoal, sei que alguns ainda têm

certas dificuldade em saber quando aplica "prescindível" e

"imprescindível", o primeiro é quando "não precisa", já o segundo é

quando "obrigatoriamente tem que ter", ok? Fiquem atentos com essas

duas palavrinhas!

Gabarito: E.

37) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, o inquérito policial será concluído no prazo de 30 dias, se o

indiciado estiver preso, e de 45 dias, se estiver solto.

Comentários:

Aqui o examinador forçou a barra. Não podem mais errar esse tipo de

questão, ok? Diz a lei que o inquérito policial será concluído no prazo de

30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias,

quando solto.

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Gabarito: E.

38) (CESPE - Agente de Investigação - PC-PB - 2009) Considerando

que uma pessoa tenha sido presa em flagrante pelo crime de tráfico de

drogas, a ausência do relatório circunstanciado torna nulo o inquérito

policial.

Comentários:

Segundo a Lei, findos os prazos do inquérito, a autoridade de polícia

judiciária, remetendo os autos do inquérito ao juízo, relatará

sumariamente as circunstâncias do fato, justificando as razões que a

levaram à classificação do delito, indicando a quantidade e natureza da

substância ou do produto apreendido, o local e as condições em que se

desenvolveu a ação criminosa, as circunstâncias da prisão, a conduta, a

qualificação e os antecedentes do agente. Esse relatório não precisa ser

circunstanciado. Já decidiu o STJ que a ausência de relatório configura

mera irregularidade, pois se trata de procedimento de caráter

informativo, sem contraditório e ampla defesa.

Gabarito: E.

39) (CESPE - Agente da Polícia Federal - DPF - 2009) Nos crimes de

tráfico de substâncias entorpecentes, é isento de pena o agente que, em

razão da dependência ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou

força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer

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que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de

entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse

entendimento.

Comentários:

Segundo o art. 45 da Lei de Drogas, é isento de pena o agente que, em

razão da dependência, ou sob o efeito, proveniente de caso fortuito ou

força maior, de droga, era, ao tempo da ação ou da omissão, qualquer

que tenha sido a infração penal praticada, inteiramente incapaz de

entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse

entendimento. Questão bem literal, o Cespe tem cobrado muito a

literalidade, por isso, é imprescindível a leitura da "lei seca"!

Gabarito: C.

40) (CESPE - Agente da Polícia Federal - DPF - 2009) É atípica, por

falta de previsão na legislação pertinente ao assunto, a conduta do agente

que simplesmente colabora, como informante, com grupo ou associação

destinada ao tráfico ilícito de entorpecentes.

Comentários:

Aqui temos a figura do art. 37, ou seja, o informante. Obviamente que a

colaboração como informante de apenas um traficante não caracteriza o

crime, pois o tipo penal fala em informante de grupo, o que pressupõe

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mais de um. No caso, dependendo das configurações específicas, poderá

haver a participação no crime de tráfico.

Gabarito: E.

41) (CESPE - Agente - PC-PB - 2009) Findo o prazo para conclusão do

inquérito na apuração de crime de tráfico ilícito, a autoridade policial

remete os autos ao juízo competente, relatando sumariamente as

circunstâncias do fato, sendo-lhe vedado justificar as razões que a

levaram à classificação do delito.

Comentários:

Nos termos da lei, um dos itens que precisam constar nos autos do

inquérito é exatamente a justificativa das razões que levaram a

autoridade policial a classificar o delito no tipo apontado.

Gabarito: E.

42) (CESPE - Delegado PC-PB - 2009) No caso de porte de substância

entorpecente para uso próprio, não se impõe prisão em flagrante,

devendo o autor de fato ser imediatamente encaminhado ao juízo

competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele

comparecer.

Comentários:

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Meus caros, segundo o art. 48 da Lei, é vedada a prisão em flagrante de

usuário de drogas. Assim, apreendido o agente e a droga, o condutor

deverá apresentá-lo imediatamente ao juízo competente ou, na falta

deste, à autoridade policial, no local em que se encontrar, e deverá lavrar

termo circunstanciado sobre o comparecimento ao juízo competente.

Gabarito: C.

43) (CESPE - Agente PC-PB - 2009) No crime de tráfico de drogas,

para a lavratura do auto de prisão em flagrante, é suficiente o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga, o qual será

necessariamente firmado por perito oficial

Comentários:

Segundo a Lei, "para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e

estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de

constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial

ou, na falta deste, por pessoa idônea."

Gabarito: E.

44) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2008) A competência para

processar e julgar crimes de tráfico ilícito de entorpecentes é, em regra,

da justiça estadual, exceto se caracterizado ilícito transnacional, quando

a competência será da justiça federal. Nesse contexto, a probabilidade de

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a droga ser de origem estrangeira é suficiente para deslocar a

competência da justiça estadual para a justiça federal.

Comentários:

Segundo a jurisprudência, a competência para processar e julgar crimes

de tráfico ilícito de entorpecentes é, em regra, da Justiça Estadual. No

caso de crime internacional, isto é, à distância, que possui base em mais

de um país, passa a ser da competência da Justiça Federal. Caso seja

apenas a provável origem estrangeira da droga, não se tem o crime

necessariamente como transnacional, reclamando, para tanto, prova

contundente da internacionalidade da conduta, de sorte a atrair a

competência da Justiça Federal.

Gabarito: E.

45) (CESPE - Promotor - MPE-RO - 2008) A inobservância do rito

procedimental estabelecido pela Lei n.º 11.343/2006 quanto à intimação

e consequente apresentação de defesa preliminar constitui causa de

nulidade relativa, sendo, pois, necessário que se comprove o prejuízo,

restando preclusa a alegação, se não for feita no momento oportuno.

Comentários:

Pessoal, conforme o entendimento da jurisprudência, a ausência de

defesa preliminar no procedimento estabelecido na lei nº 11.343/06 gera

nulidade absoluta, e não relativa, assim entende o STJ.

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Gabarito: E.

46) (CESPE - Agente – PC-PB - 2007) Um indivíduo que seja preso em

flagrante pelo delito de tráfico ilícito de substância entorpecente poderá

ser beneficiado com a liberdade provisória, mediante o pagamento de

fiança.

Comentários:

Segundo o art. 44, da Lei, os crimes de tráfico ilícito são inafiançáveis e

insuscetíveis de sursis, graça, indulto e anistia.

Gabarito: E.

47) (CESPE - Juiz – TJ-TO - 2007) A Lei n.º 11.343/2006 possibilita o

livramento condicional ao condenado por tráfico ilícito de entorpecente

após o cumprimento de três quintos da pena de condenação, em caso de

réu primário, e dois terços, em caso de réu reincidente, ainda que

específico.

Comentários:

Segundo o parágrafo único, do art. 44, o livramento condicional pode ser

concedido após o cumprimento de dois terços da pena, vedada a sua

concessão ao reincidente específico.

Gabarito: E.

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48) (CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal)

No que concerne aos aspectos penais e processuais da Lei de

Drogas e das normas de controle e fiscalização sobre produtos

químicos que direta ou indiretamente possam ser destinados à

elaboração ilícita de substâncias entorpecentes, psicotrópicas ou

que determinem dependência física ou psíquica, julgue os itens

seguintes.

Considere que determinado cidadão esteja sendo processado e julgado

por vender drogas em desacordo com determinação legal. Nessa situação,

se o réu for primário e tiver bons antecedentes, sua pena poderá ser

reduzida, respeitados os limites estabelecidos na lei.

Comentários:

Pessoal, nessa questão o examinador prevaleceu-se da "lei seca". O § 4o

do artigo 33 da Lei, deixa claro que é possível essa redução, caso o

agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades

criminosas nem integre organização criminosa, assim, temos que ter a

combinação desses quatro requisitos, ok? Vejamos a literalidade:

"Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar,

adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito,

transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar

a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem

autorização ou em desacordo com determinação legal ou

regulamentar:

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Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de

500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.

(...)

§ 4o Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas

poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o

agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às

atividades criminosas nem integre organização criminosa."

Gabarito: C.

49) (CESPE - Analista Processual – MPU - 2010) Em relação ao crime

de tráfico de drogas, considera-se, tráfico privilegiado o praticado por

agente primário, com bons antecedentes criminais, que não se dedica a

atividades criminosas nem integra organização criminosa, sendo-lhe

aplicada a redução de pena de um sexto a dois terços,

independentemente de o tráfico ser nacional ou internacional e da

quantidade ou espécie de droga apreendida, ainda que a pena mínima

fique aquém do mínimo legal.

Comentários:

Segundo o art. 33, § 4o, nos crimes de tráfico ilícito de drogas, as penas

poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja

primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas,

nem integre organização criminosa. Pessoal, para haver esse privilégio

temos que ter essas quatro condições, não pode faltar nenhuma delas,

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ok? Além disso, a questão tenta confundir o candidato ao citar

“independentemente de o tráfico ser nacional ou internacional e da

quantidade ou espécie de droga apreendida, ainda que a pena mínima

fique aquém do mínimo legal”.

E, segundo o STJ, a quantidade e a natureza da droga não irão impedir a

aplicação da diminuição de pena decorrente do crime de tráfico

privilegiado, muito menos o fato de o tráfico ser nacional ou internacional.

Gabarito: C.

50) (CESPE - 2006 - OAB - Exame de Ordem - 1 - Primeira Fase)

De acordo com a legislação penal e a jurisprudência pátria,

sobretudo do STJ e do STF, julguem os itens.

Cultivar plantas destinadas à preparação de entorpecentes é crime,

segundo a Lei de Tóxicos.

Comentários:

Aqui o examinado cobrou o inciso II do § 1o do art. 33, vejamos:

"§ 1o Nas mesmas penas incorre quem:

II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em

desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que

se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;"

Gabarito: C.

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51) (CESPE - 2012 - PC-AL - Escrivão de Polícia) Com base na Lei

de Drogas, julgue os itens a seguir.

O agente primário, de bons antecedentes, que não se dedique a

atividades criminosas nem integre organização criminosa, pratica o

denominado tráfico privilegiado, o que resulta em redução da pena. Esses

requisitos são subjetivos e cumulativos.

Comentários:

Isso mesmo, questão muito repetida!

Gabarito: C.

52) (CESPE - 2012 - TJ-AC - Técnico Judiciário - Área Judiciária)

Acerca das leis penais extravagantes, julgue os itens

subsecutivos, de acordo com o magistério doutrinário e

jurisprudencial dominantes.

Suponha que Manoel, penalmente capaz, em caráter eventual e sem fins

lucrativos, forneça droga ao amigo Carlos, também imputável, e, juntos,

sejam flagrados pela polícia no momento do uso e que Manoel, de pronto,

alegue a posse da substância, afirmando tê-la fornecido ao amigo

gratuitamente. Nessa situação, a conduta de Manoel configura o tipo

penal privilegiado do tráfico ilícito de entorpecentes, que tem por

finalidade abrandar a punição daquele que compartilha substância

entorpecente com amigos.

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Comentários:

Pessoal, o crime de tráfico previsto no Art. 33, § 3º é de menor potencial

ofensivo e crime de tráfico privilegiado. O examinador foi maldoso ao

colocar "gratuitamente", pois o candidato desatencioso pensaria em crime

do caput, ok?

"§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a

pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de

700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem

prejuízo das penas previstas no art. 28.

§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1o deste artigo, as penas

poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a

conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja

primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades

criminosas nem integre organização criminosa."

Gabarito: C.

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1-E 2-C 3-D 4-C 5-D

6-C 7-B 8-B 9-C 10-C

11-A 12-B 13-A 14-C 15-C

16-C 17-D 18-A 19-C 20-D

21-B 22-D 23-C 24-C 25-C

26-C 27-D 28-E 29-E 30-E

31-E 32-E 33-C 34-C 35-E

36-E 37-E 38-E 39-C 40-E

41-E 42-C 43-E 44-E 45-E

46-E 47-E 48-C 49-C 50-C

51-C 52-C

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