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AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES DENTOESQUELÉTICAS E TEGUMENTARES
DO TRATAMENTO DA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE II COM EXTRAÇÕES DE
DOIS PRÉ-MOLARES SUPERIORES, QUATRO PRÉ-MOLARES E SEM
EXTRAÇÕES

TASSIANA MESQUITA SIMÃO

Tese apresentada à Faculdade de


Odontologia de Bauru, Universidade de São
Paulo, como parte dos requisitos para a
obtenção do título de Doutor em Odontologia,
área de concentração Ortodontia.

Orientador: Prof. Dr. Guilherme Janson.


Co-orientador: Prof. Dr. Bryan Tompson.

Bauru
2010
Simão, Tassiana Mesquita

Si42a Avaliação das alterações dentoesqueléticas e tegumentares


do tratamento da má oclusão de Classe II com extrações de
dois pré-molares superiores, quatro pré-molares e sem
extrações. Bauru, 2010. 289 p.; 30 cm

Tese (Doutorado).
Faculdade de Odontologia de Bauru.
Universidade de São Paulo.

Orientador: Prof. Dr. Guilherme Janson.

Co-Orientador: Prof. Dr. Bryan Tompson.

Autorizo, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos,


a reprodução total ou parcial desta tese, por processos
fotocopiadores e outros meios eletrônicos.

Assinatura da autora:

Data: 03 de setembro de 2010.

Projeto de pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em


Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru,
Universidade de São Paulo.
Processo nº 005/2008
Reunião realizada no dia 26 de fevereiro de 2008.
FOLHA DE APROVAÇÃO
DADOS CURRICULARES

Tassiana Mesquita Simão

03 de julho de 1977 Nascimento


Goiânia - GO

Filiação José Simão Neto


Inemá Mesquita Simão

1996 - 2000 Graduação em Odontologia na Faculdade de


Odontologia“João Prudente”, Anápolis (GO)

2000 Aperfeiçoamento em Ortodontia na EAP


Escola de Aperfeiçoamento Profissional,
Goiânia (GO)

2001 Aperfeiçoamento em Ortodontia no Instituto


Flávio Vellini, São Paulo (SP)

2001 - 2003 Aperfeiçoamento em Ortodontia na


ACOPEN, Assessoria e Consultoria em
Ortodontia, Pesquisa e Ensino, Bauru, (SP)

2005 - 2006 Pós-Graduação em Ortodontia, em nível de


Mestrado, Faculdade de Odontologia de
Bauru, Universidade de São Paulo

2007 - 2010 Pós-Graduação em Ortodontia, em nível de


Doutorado, Faculdade de Odontologia de
Bauru, Universidade de São Paulo
“Nada é pequeno, onde o amor é grande”.
(Sta Teresinha)
D edic a tó ria

Dedico este trabalho

A Deus, minha fortaleza e inspiração a cada amanhecer.

Aos meus queridos pais, Inemá e Simão, fonte inesgotável de


caráter, companheirismo, amor e compreensão, sem os quais esse
sonho não seria possível.
Aos meus queridos irmãos Marcelo e Luciano, às minhas
cunhadas Janaína e Miriana pelo estímulo e apoio incondicionais.

À minha querida sobrinha e afilhada Marcela: sua chegada


abrilhantou mais ainda minha vida. Você me fez sentir uma
felicidade imensurável de ser tia e madrinha.
Agradecimentos

Agradecimentos Especiais

Ao meu orientador Professor Doutor Guilherme Janson

Que à luz de seus preceitos de ética e cientificismo, apoiou e


viabilizou a concretização deste trabalho com seus valiosos ensinamentos
e confiança em mim depositados. Meus sinceros agradecimentos pelas
orientações constantes e paciência em trilhar este caminho, indispensáveis
para o meu aperfeiçoamento profissional. Sua admirável competência e
vivência científica são verdaderios exemplos e motivação aos seus
discípulos. Agradeço-lhe também por permitir realizar um dos meus
sonhos na elaboração de parte desta pesquisa em Toronto. Serei
eternamente grata por tudo que aprendi, levando comigo muito respeito e
admiração.

Ao meu co-orientador Professor Doutor Bryan Tompson


Meus sinceros agradecimentos pelas generosas assistências,
orientações constantes, preciosas oportunidades concedidas em Toronto e
por viabilizar a utilização do material desta pesquisa no Burlington
Growth Centre, Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto,
suportada com fundos provenientes do "Federal Department of Health
and Welfare" (Canadá), N°. 605-7-299; Província de Ontário PR 33
e "Varsity Fund". Minha eterna gratidão.
Agradecimentos

Meus sinceros agradecimentos


Aos Professores da Disciplina de Ortodontia da
Faculdade de Odontologia de Bauru
Dr. Arnaldo Pinzan, Dra. Daniela Gamba Garib-Carreira, Dr.
Décio Rodrigues Martins, Dr. José Fernando Castanha Henriques,
Dr. Marcos Roberto de Freitas e Dr. Renato Rodrigues de
Almeida, pela incontestável dedicação e competência no direcionamento
científico da prática docente, acrescentando experiência e cultura à nossa
formação. Meus sinceros agradecimentos pela valiosa contribuição para
a minha formação profissional e pela amizade proporcionada nesses
anos.

Ao prezado professor e amigo Dr.Décio Rodrigues Martins,


agradeço pelo carinho de me acolher como uma verdadeira neta com seus
admiráveis conselhos e amizade constantes em minha vida. Minha
valiosa admiração e gratidão à sua pessoa, à sua esposa,“tia”Tereza e
à sua filha e querida amiga Elaine.
À professora e querida amiga Daniela Gamba Garib-Carreira,
pelo constante compaheirismo nesta longa caminhada da vida
ortodôntica. Deus me concedeu, desde o início da carreira ortodôntica, o
brilho de tão admirável exemplo de pessoa e profissional.

Ao Professor Doutor José Roberto Lauris, pelos admiráveis


gestos de auxílio na análise estatística deste trabalho.
Agradecimentos

Meus sinceros agradecimentos


Aos amigos e colegas do curso de doutorado: Celso Tinoco Cavalcanti,
Danilo Pinelli Valarelli, Fabiane Louly Baptista Santos Silva,
Janine Della Valle Araki, Fábio Rogério Torres Maria, Lucelma
Vilela Pieri, Luiz Filiphe Gonçalves Canuto, Mayara Paim Patel,
Rachelle Simões Reis, Renata Cristina Gobbi de Oliveira, Ricardo
Cesar Gobbi de Oliveira, pelos agradáveis momentos durante o curso.

Aos queridos amigos, Sérgio e Kelly, pelo apoio, amizade, carinho e


cordialidade sempre constantes.

Ao queriodo amigo e técnico de informática, Daniel Francisco Rascão


Selmo, “Bonné” pelo verdadeiro laço de amizade, auxílio e carinho
aperfeiçoando minha vida pessoal e profissional. Você é um verdadeiro
exemplo de luta, coragem e perserverança, além de uma educação
admirável. Minha eterna gratidão pelos admiráveis conselhos.
Felicidades a você, a Cléo e ao Nicolas!

Às funcionárias do Departamento da Odontopediatria, em especial, às


amigas Lia e Lílian, pela amizade, apoio, incentivo e carinho concedidos
em todos esses anos.

Às funcionárias do Departamento de Saúde Coletiva, Rosa e Silvia,


pela atenção e serviços prestados. Em especial à querida amiga Rosa
pela valiosa amizade e lições de vida.
Agradecimentos

Aos funcionários da Disciplina de Ortodontia, Cris, Neide, “tia”


Maria e Verinha, por todo o auxílio e atenção, além do carinho,
amizade e agradável convivência. Em especial aos queridos amigos
Wagner e Sérgio, pelos valiosos conselhos e lições de vida.

Às funcionárias da ACOPEN, Luciana, e DªAdélia, pelos gestos de


auxílio, pela cordialidade constante e valiosa amizade.

Aos atenciosos e gentis funcionários da biblioteca e da pós-graduação.

À professora Eloísa Pereira, pela revisão gramatical deste trabalho, por


toda atenção, carinho e valiosa amizade. Minha eterna admiração.

À querida amiga Dr.a Tathiany Mendonça, pelo apoio, incentivo e


verdadeiros laços de amizade. Minha eterna gratidão.

À querida amiga Dr.a Karina Freitas, pela agradável companhia em


Toronto, juntamente com o seu filho Thiago. Aquele breve período foi o
suficente para conhecê-los e constituir uma grande amizade.

Às queridas amigas Luciana Pinzan e sua filha Giovanna, Marucia


Rodrigues e seu filho Rodrigo e Nathália Diz, pelos ótimos momentos
no curso de especialização da APCD e verdadeiros laços de amizade.

Às queridas amigas Renata Biella, Nuria Branco e Thaís Maria


Fernandes, pela valiosa amizade, apoio e cordialidade em sempre me
ajudar. Minha eterna gratidão.
Agradecimentos

Aos Professores da Faculdade de Odontologia da


Universidade de Toronto

Meu eterno agradecimento pelos ensinamentos profissionais,


experiência de vida, admirável convivência e por me acolherem com muito
carinho e atenção no período em Toronto. Vocês são muito especiais.

Agradecimentos (In Memorian) ao Dr. Frank


Popovich, Diretor do "Burlington Growth Centre" no
período de 1952 a 1995
Agradeço-lhe por ter proporcionado com esta documentação do
crescimento craniofacial a realização da minha pesquisa, deixando um
legado científico de imensurável valor para a ortodontia universal. Sua
partida abre uma lacuna. Porém, o legado que deixa para o mundo
científico, dificilmente será igualado ou superado.
Aos funcionários do Departamento de Ortodontia e da
Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto pelos
constantes gestos de auxílio, carinho muito acolhedores, além da preciosa
amizade. Vocês são muito especiais. Minha eterna gratidão.

Aos alunos e queridos amigos da Faculdade de Odontologia


da Universidade de Toronto, pelos verdadeiros laços de amizade,
companhia e agradáveis momentos.
Agradecimentos

Aos professores da Faculdade de Odontologia da


Universidade Federal de Goiás

Ao professor e amigo Dr. José Valladares Neto, meus sinceros


agradecimentos pelos admiráveis conselhos, valiosa amizade e apoio
imensurável no início da minha carreira ortodôntica, o qual possibilitou a
minha motivação em seguir essa longa trajetória incentivando-me a cada
dia com seu exemplo de pessoa e profissional. Minha eterna admiração e
agradecimento.

Ao professor e amigo Dr.Marcos Augusto Lenza, agradeço-lhe pelos


primeiros ensinamentos da ortodontia na minha vida, possibilitando com
sua paciência nos seus cursos de aperfeiçoamemto o meu aprimoramento
pessoal e profissional. Agradeço-lhe também pela amizade, apoio e
carinho concedidos nesse período inesquecível da minha vida.

Aos professores da Universidade


da Cidade de São Paulo

Aos professores, Dr. Flávio Vellini-Ferreira e Dr. Flávio Augusto


Cotrim-Ferreira, agradeço-lhes pela amizade e pelos ensinamentos dessa
complexa, mas cativante especialidade concedidos no inesquecível período
do curso de aperfeiçoamento.
Agradecimentos

Aos pacientes, por me incentivarem e contribuírem para meu aprendizado


constantemente.

A todas as pessoas que contribuíram direta ou indiretamente para a


realização deste trabalho.
Agradecimentos

Agradecimentos Administrativos

Ao Prof. Dr. José Carlos Pereira, Diretor da Faculdade de


Odontologia de Bauru-USP e à Profa Dra. Maria Aparecida de
Andrade Moreira Machado, Vice-Diretora desta mesma Instituição.

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo


(FAPESP), pela concessão da bolsa de estudo durante o curso do
doutorado.
Resumo

RESUMO

AVALIAÇÃO DAS ALTERAÇÕES DENTOESQUEL ÉTICAS E TEGUMENTARES DO


TRATAMENTO DA MÁ OCLUSÃO DE CLASSE II COM EXTRAÇÕES DE DOIS PRÉ-
MOLARES SUPERIORES, QUATRO PRÉ-MOLARES E SEM EXTRAÇÕES

O objetivo do estudo foi avaliar as estruturas dentoesqueléticas e


tegumentares finais, principalmente, a posição dos incisivos superiores de pacientes
submetidos ao tratamento sem extrações, com extrações de 2 pré-molares
superiores e 4 pré-molares no tratamento da má oclusão de Classe II, divisão 1. Um
grupo de oclusão normal também foi utilizado. A amostra de 120 indivíduos foi
dividida em quatro grupos, sendo três grupos experimentais e um grupo controle. O
grupo 1 constituiu-se de 30 pacientes (19 feminino e 11 masculino), com idade
média inicial e final de 12,38 e 14,95 anos, respectivamente, tratados sem
extrações. O grupo 2 constituiu-se de 30 pacientes (17 feminino e 13 masculino),
com idade média inicial e final de 12,68 e 15,28 anos, respectivamente, tratados
com extrações de 2 pré-molares superiores. O grupo 3 constituiu-se de 30 pacientes
(15 feminino e 15 masculino), com idade média inicial e final de 13,10 e 15,55 anos,
respectivamente, tratados com extrações de 4 pré-molares. O grupo 4 foi constituído
de 30 indivíduos (15 feminino e 15 masculino), com idade média de 14,93 anos e
oclusão normal derivado do Burlington Growth Centre, Departamento de Ortodontia
da Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto, Canadá. As condições
oclusais inicial e final dos grupos experimentais foram avaliadas nos modelos de
gesso utilizando o Índice Peer Assessment Rating (PAR), e as variáveis
cefalométricas finais da amostra foram obtidas em telerradiografias norma lateral e
comparadas pelo teste Análise de Variância (ANOVA). Os resultados demonstraram
que, o grupo 3 apresentou comprimento maxilar menor do que aquele dos grupos 1
e controle; padrão de crescimento mais vertical, incisivos superiores e inferiores
mais extruídos do que nos outros grupos. Os grupos experimentais apresentaram
maxila e mandíbula retruídas em relação ao grupo controle. Os incisivos superiores
apresentaram-se semelhantes entre os grupos experimentais, porém mais
verticalizados nos grupos 2 e 3 em relação ao grupo controle e os inferiores mais
vestibularizados no grupo 1 do que nos três grupos. O trespasse horizontal foi
Resumo

menor nos grupos tratados do que no grupo controle e o trespasse vertical foi menor
no grupo 2 em relação aos grupos 3 e 4. Os perfis ósseo e tegumentar mostraram-
se semelhantes entre os 4 grupos. Portanto, os três protocolos de tratamento foram
capazes de restringir o deslocamento anterior da maxila e apresentaram efeitos
semelhantes no componente mandibular, trespasse horizontal e, principalmente, na
posição dos incisivos superiores. Além disso, esses grupos demonstraram um ótimo
relacionamento entre as bases apicais, sem prejudicar o perfil facial em relação ao
grupo de oclusão normal.

Palavras-chave:
Má Oclusão de Classe II. Cefalometria. Protocolos de Tratamento.
Abstract

ABSTRACT

EVALUATION DENTOSKELETAL AND SOFT-TISSUE CHANGES OF CLASS II


MALOCCLUSION TREATMENT WITH TWO MAXILLARY PREMOLAR, FOUR
PREMOLAR AND NONEXTRACTION PROTOCOLS

The objective of this investigation was to evaluate the posttreatment


dentoskeletal and soft-tissue characteristics, mainly, the maxillary incisor position of
Class II, division 1 patients treated nonextraction, with two maxillary premolar and
with four premolar extraction protocols. A control group of normal occlusion was also
employed. The sample of 120 subjects was divided into four groups, three
experimental groups and one control group. Group 1 comprised 30 patients (19 girls,
11 boys) with initial and final mean age of 12.38 and 14.95 years, respectively, and
treated without extraction. Group 2 comprised 30 patients (17 girls, 13 boys) with
initial and final mean age of 12.68 and 15.28 years, respectively, treated with
extraction of 2 maxillary premolars. Group 3 comprised 30 patients (15 girls, 15 boys)
with initial and final mean age of 13.10 and 15.55 years, respectively, treated with
extraction of 4 premolars. Group 4 comprised 30 individuals (15 girls, 15 boys) with a
mean age of 14.93 years and with normal occlusion from the Burlington Growth
Centre, Orthodontics Department of the University of Toronto Dental School,
Canada. The initial and final occlusal features of the experimental groups were
evaluated on dental casts by Peer Assessment Rating (PAR) and the final
cephalometric characteristics of the sample were obtained in lateral cephalogram
and compared using ANOVA. The results demonstrated that the maxillary showed a
smaller length in group 3 than in group 1 and control group; greater vertical growth
pattern and greater maxillary and mandible incisors extrusion in group 3 than in the
other groups. The experimental group showed maxillary and mandible retrusion
regarding the control group. The maxillary incisors were similar among the
experimental groups; however they showed greater upright position in groups 2 and
3 than in the control group. The mandibular incisor presented greater buccal
displacement in group 1 than the three groups. The overjet was smaller in
experimental groups than in control group and the overbite was smaller in group 2
than in groups 3 and 4. The hard- and soft- tissue were similar in all groups.
Abstract

Therefore, the three treatment protocols were able to restrict the anterior
displacement of the maxillary and were similar regarding the mandibular component,
overjet, mainly, the maxillary incisor position. Besides that, these groups showed a
satisfatory maxillomandibular relationship without impairing the facial profile
regarding the normal occlusion group.

Key words: Class II malocclusion. Cephalometric. Treatment Protocols.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 Ilustração de um paciente com má oclusão de Classe


II, di visão 1, completa e bilateral. ............................................................. 124

Figura 2 Modelo de estudo inicial............................................................................. 125

Figura 3 Modelo de estudo final ............................................................................... 125

Figura 4 Telerradiografias em norma lateral. A. Inicial B. Final .......................... 126

Figura 5 Ilustração de um indivíduo com oclusão normal sem


tratamento ortodôntico prévio.................................................................... 128

Figura 6 Modelo de estudo de um indivíduo com oclusão normal


sem tratamento ortodôntico prévio........................................................... 129

Figura 7 Telerradiografia em norma lateral de um indivíduo com


oclusão normal sem tratamento ortodôntico prévio............................... 130

Figura 8 A régua PAR (Victoria University of Manchester).................................. 133

Figura 9 Medição da oclusão posterior no sentido ântero-


posterior........................................................................................................ 134

Figura 10 Medição do trespasse horizontal pelo PAR. A. Método


de medição do trespasse horizontal com a régua PAR.
B. Os incisivos laterais superiores se encontram
cruzados, embora os incisivos centrais apresentem
trespasse horizontal normal. ..................................................................... 135

Figura 11 Medição do trespasse vertical pelo PAR. A. Modelos


superior e inferior em oclusão. B. Modelo inferior
mostrando a altura dos incisivos inferiores............................................. 135

Figura 12 Medição da linha média pelo PAR. .......................................................... 136

Figura 13 Régua PAR utilizada para a medição do deslocamento


dos pontos de contato entre os incisivos centrais ................................. 137

Figura 14 Material A: Negatoscópio; B: Telerradiografia em


norma lateral; C: Folha de papel transparente
ultraphan....................................................................................................... 140

Figura 15 Traçado Anatômico..................................................................................... 141

Figura 16 Pontos Cefalométricos e Pontos de Referências


Anatômicos................................................................................................... 144

Figura 17 Linha e Planos de Referências Horizontais ............................................ 145


Figura 18 Linhas e Planos de Referência Verticais................................................. 146

Figura 19 Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Maxilares .............................. 147

Figura 20 Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Mandibulares ....................... 148

Figura 21 Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Maxilo-


Mandibulares................................................................................................ 149

Figura 22 Grandezas Cefalométricas Esqueléticas do Padrão de


Crescimento ................................................................................................. 150

Figura 23 Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Superiores -


Medidas Angulares ..................................................................................... 151

Figura 24 Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Superiores -


Medidas Lineares ........................................................................................ 152

Figura 25 Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Inferiores -


Medidas Angulares ..................................................................................... 153

Figura 26 Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Inferiores -


Medidas Lineares ........................................................................................ 154

Figura 27 Grandezas Cefalométricas das Relações Dentárias............................. 155

Figura 28 Grandezas Cefalométricas dos Perfis Ósseo e


Tegumentar.................................................................................................. 156

Figura 29 Sobreposição em SN centrado em S dos traçados


médios inicial dos grupos experimentais................................................. 182

Figura 30 Sobreposição em SN centrado em S dos traçados


médios final dos grupos experimentais. .................................................. 187

Figura 31 Sobreposição em SN centrado em S dos traçados


médios dos grupos experimentais e controle. ........................................ 188

Figura 32 Sobreposição no PP centrado em ENA dos traçados


médios final dos grupos experimentais ................................................... 191

Figura 33 Sobreposição no PP centrado em ENA dos traçados


médios dos grupos experimentais e controle ......................................... 191

Figura 34 Sobreposição no plano mandibular centrado na sínfise


dos traçados médios final dos grupos experimentais ........................... 195

Figura 35 Sobreposição no plano mandibular centrado na sínfise


dos traçados médios dos grupos experimentais e
controle. ........................................................................................................ 195
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Critérios de aplicação dos escores para os


componentes do índice PAR ..................................................................... 138

Tabela 2 Pontos cefalométricos e pontos de referências


anatômicos ................................................................................................... 143

Tabela 3 Avaliação do erro intraexaminador (teste t pareado e a


fórmula de Dahlberg para o erro sistemático e casual,
respectivamente) para o índice PAR. ...................................................... 164

Tabela 4 Avaliação do erro intraexaminador (teste t pareado e a


fórmula de Dahlberg para o erro sistemático e casual,
respectivamente) para as variáveis cefalométricas............................... 165

Tabela 5 Compatibilidade quanto à idade inicial e severidade


inicial da má oclusão dos grupos experimentais pelo
teste Análise de Variância (ANOVA)........................................................ 166

Tabela 6 Compatibilidade quanto às características


cefalométricas iniciais dos grupos experimentais pelo
teste Análise de Variância (ANOVA)........................................................ 167

Tabela 7 Compatibilidade quanto ao gênero dos grupos


experimentais e controle pelo teste Qui-Quadrado. .............................. 168

Tabela 8 Compatibilidade quanto à idade final dos grupos


experimentais e faixa etária do grupo controle. ..................................... 168

Tabela 9 Comparação cefalométrica final dos grupos


experimentais e de faixa etária compatível do grupo
controle pelos testes ANOVA e Tukey. ................................................... 169
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................................55

2 REVISÃO DE LITERATURA............................................................................................61

2.1 Histórico da Oclusão e Cefalometria ..................................................................64


2.1.1 Classificação Oclusionista ......................................................................64
2.1.2 Craniometria ou Cefalometria.................................................................64
2.2 Má oclusão de Classe II, divisão 1 e Oclusão Normal.....................................66
2.3 Protocolos de Tratamento da Má Oclusão de Classe II ..................................77
2.3.1 Sem extrações...........................................................................................77
2.3.2 Extrações de 2 pré-molares superiores ................................................81
2.3.3 Extrações de 4 pré-molares ....................................................................85
2.4 Incisivos Superiores e Inferiores .........................................................................89
2.4.1. Características da Posição dos Incisivos Superiores ........................89
2.4.2. Relação da posição dos incisivos e dos protocolos
de tratamento da Classe II, divisão 1...................................................97
2.5 Avaliação das Extrações baseadas na Cefalometria e no
Perfil Facial ....................................................................................................... 102
2.6 Índice de Avaliação ............................................................................................ 106
2.7 Conclusões da Revisão de Literatura.............................................................. 110

3 PROPOSIÇÃO ................................................................................................................. 113

4 MATERIAL E MÉTODOS .............................................................................................. 117

4.1 Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa................................................. 119


4.2 Material ................................................................................................................. 119
4.2.1 Grupos Experimentais........................................................................... 120
4.2.2 Grupo Controle....................................................................................... 126
4.3 Métodos ............................................................................................................... 130
4.3.1 Pastas Ortodônticas .............................................................................. 130
4.3.2 Análises de modelos ............................................................................. 132
4.3.3 Análise Cefalométrica ........................................................................... 139
4.3.4 Análise Estatística.................................................................................. 158

5 RESULTADOS ................................................................................................................ 161

6 DISCUSSÃO .................................................................................................................... 171

6.1 Seleção da amostra............................................................................................ 174


6.1.1 Grupos Experimentais........................................................................... 174
6.1.2 Grupo Controle....................................................................................... 175
6.2 Metodologia.......................................................................................................... 176
6.2.1 Modelo de Estudo.................................................................................. 177
6.2.2 Telerradiografia em norma lateral ....................................................... 178
6.3 Precisão da Metodologia ................................................................................... 178
6.4 Compatibilidade dos Grupos ............................................................................. 180
6.4.1 Gupos Experimentais ............................................................................ 180
6.4.2 Grupos Experimentais e Controle ....................................................... 183
6.5 Resultados .......................................................................................................... 184
6.5.1 Componente Maxilar ............................................................................. 184
6.5.2 Componente Mandibular....................................................................... 185
6.5.3 Relação Maxilo-Mandibular.................................................................. 186
6.5.4 Padrão de Crescimento ........................................................................ 186
6.5.5 Componente Dentoalveolar Superior ................................................. 189
6.5.6 Componente Dentoalveolar Inferior.................................................... 192
6.5.7 Relações Dentárias ............................................................................... 196
6.5.8 Perfis Ósseo e Tegumentar ................................................................. 198
6.6 Considerações Clínicas ..................................................................................... 198

7 CONCLUSÕES................................................................................................................ 201

REFERÊNCIAS................................................................................................................... 205

APÊNDICES ........................................................................................................................ 235

ANEXO ................................................................................................................................. 287


Introdução 57

1 INTRODUÇÃO

Atualmente, há uma tendência geral na ortodontia de muitos ortodontistas


apresentarem ainda grande influência dos princípios de ensinamentos de Angle
(ANGLE, 1906; ANGLE, 1928 ) e Tweed (TWEED, 1936a; TWEED, 1936b) por
finalizarem os tratamentos ortodônticos com molar em relação de Classe I. Embora
alguns estudos (BRAMBILLA, 2002; BARROS, 2004; JANSON et al., 2004a;
CAMARDELLA, 2006; LÉON-SALAZAR, 2006; ARAKI, 2007; JANSON et al., 2007a;
JANSON et al., 2009; JANSON et al., 2010) já tenham evidenciado que o tratamento
da Classe II, completa, com extrações de 2 pré-molares superiores é mais eficiente
em relação aos protocolos sem e com extrações de 4 pré-molares e apresentar-se
semelhante na estabilidade oclusal ao final do tratamento, algumas questões ainda
persistem.
Sabe-se que é imprescindível o conhecimento do parâmetro de normalidade
no tratamento da má oclusão. Sendo assim, as 6 Chaves estabelecidas por Andrews
(ANDREWS, 1972) para obtenção de oclusão normal facilitam a compreensão em
avaliar a qualidade da finalização do tratamento. Embora os ortodontistas almejem a
obtenção das 6 Chaves de Oclusão Normal de Andrews na finalização do
tratamento, muitas vezes essas dificilmente são alcançadas, dependendo do tipo e
da severidade da má oclusão.
Além de ressaltar a importância fundamental dessas chaves na oclusão
normal, Andrews (ANDREWS, 1972) enfatiza que a ausência de uma delas pode
resultar de forma negativa na oclusão. O autor (ANDREWS, 1972) afirmou que o
grau de inclinação da coroa dos incisivos influencia na estética da oclusão anterior e
posterior. A inclinação adequada dos incisivos contribui para overbite e oclusão
normal. Quando as coroas apresentam-se bastante verticalizadas, há ausência de
harmonia funcional e pode resultar em extrusão dentária (ANDREWS, 1972).
A avaliação histórica da ênfase do planejamento ortodôntico passou dos
molares para os incisivos inferiores e destes para os incisivos superiores, sendo que
a maioria dos casos ortodônticos requer alteração na posição dos incisivos
superiores para se atingir não somente o alinhamento harmonioso dos dentes, mas
também o posicionamento dentário no complexo facial, otimizando a estética facial
(MCLAUGHLIN et al., 2004).
58 Introdução

Sendo assim, a obtenção da 3ª Chave de Andrews é a questão


recentemente discutida na literatura (SANGCHAREARN; HO, 2007a;
SANGCHAREARN; HO, 2007b; WEYRICH; LISSON, 2009) em relação ao
tratamento da Classe II com os protocolos sem e com extrações. A inclinação dos
incisivos superiores apresenta um dos fatores essenciais para a obtenção da
oclusão normal após o tratamento ortodôntico. Com isso, especula-se que os
mesmos apresentam-se mais verticalizados, ou seja, torque vestibular inadequado
de coroa dos incisivos superiores no tratamento da Classe II, divisão 1 com
extrações de 2 pré-molares superiores em relação ao protocolo sem extrações. Esse
fato pode resultar nos overjet e overbite inadequados, fechamento incompleto do
espaço de extração ou ausência de ótima intercuspidação. Por outro lado, a
obtenção de overjet e overbite normais está diretamente relacionada com a
inclinação adequada dos incisivos superiores e inferiores (SANGCHAREARN; HO,
2007a).
Embora a severidade da discrepância ântero-posterior possa influenciar a
inclinação ideal dos incisivos, a compreensão deste relacionamento oclusal e seus
efeitos no overjet e overbite pode auxiliar o clínico no diagnóstico e plano de
tratamento (SANGCHAREARN; HO, 2007b).
Os protocolos de tratamento da Classe II, divisão 1, sem extrações e com
extrações de 2 e 4 pré-molares requerem a retração dos incisivos superiores para
corrigir o overjet acentuado, porém há uma tendência na literatura em afirmar que as
extrações de 2 pré-molares podem causar maior verticalização dos incisivos
superiores (WEYRICH; LISSON, 2009; SANGCHAREARN; HO, 2007a) e maior
retrusão do lábio, prejudicando mais o perfil facial do que no protocolo sem
extrações (PROFFIT et al., 1992; PROFFIT, 1994). Além disso, como o plano de
tratamento da Classe II envolvendo extrações de 2 pré-molares superiores
apresenta-se como efeito da compensação dos incisivos superiores e inferiores na
oclusão e a intercuspidação nos segmentos anterior e posterior é interdependente,
conclui-se que as alterações em um desses segmentos influenciam na
intercuspidação da oclusão total (SANGCHAREARN; HO, 2007b). Portanto, uma vez
que o objetivo do protocolo com extrações de 2 pré-molares superiores é corrigir a
relação de canino e manter o molar em Classe II (KESSEL, 1963; GIANELLY, 1998;
BRYK; WHITE, 2001; SFONDRINI et. al., 2002; JANSON et. al., 2004a), especula-se
Introdução 59

que, ao final do tratamento, esse protocolo resulta no posicionamento inadequado


do segmento anterior.
Diante disso, as investigações concernentes à posição dos incisivos
superiores, ao final do tratamento da Classe II, são escassas e ressalta a
importância de eliminar alguns dogmas que ainda persistem diante do protocolo com
extrações de 2 pré-molares superiores. Dessa forma, afirmar que a mecânica desse
protocolo poderia ocasionar a posição dos mesmos mais no sentido vertical é
contraditória aos estudos relatados na literatura e já comprovados cientificamente
quanto à qualidade de finalização com esses mesmos protocolos (BRAMBILLA,
2002; BARROS, 2004; JANSON et al., 2004a; CAMARDELLA, 2006; LÉON-
SALAZAR, 2006; ARAKI, 2007; JANSON et al., 2007a; JANSON et al., 2009;
JANSON et al., 2010). Sendo assim, embora os protocolos de tratamento com
extrações de 2 pré-molares superiores apresentem melhores resultados oclusais em
menor tempo de tratamento do que os protocolos sem e com extrações de 4 pré-
molares (JANSON et al., 2004a; JANSON et al., 2006a; JANSON et al., 2007a),
motivou-se a realizar um estudo que pudesse evidenciar especificamente o
comportamento dos incisivos, principalmente dos superiores, ao final do tratamento
nesses três protocolos com a oclusão normal.
Como a posição dos incisivos pode ser influenciada por outras
características dentoalveolares e pode influenciar o tecido mole, resolveu-se estudar
também essas características.
No intuito de investigar essa hipótese, propôs-se a avaliar as estruturas
dentoesqueléticas e tegumentar finais, principalmente dos incisivos superiores nos
melhores resultados oclusais dos protocolos sem e com extrações de 2 e 4 pré-
molares do tratamento da Classe II, divisão 1, completa e bilateral com o grupo de
oclusão normal sem tratamento ortodôntico prévio.
60 Introdução
Revisão de Literatura 63

2 REVISÃO DE LITERATURA

Considerando a natureza desta pesquisa, estudo cefalométrico do


tratamento da Classe II, divisão 1, com oclusão normal, a revisão de literatura
basear-se-á em uma perspectiva histórica dos estudos concernentes à oclusão
normal, má oclusão de Classe II, divisão 1, bem como os protocolos de tratamento,
destacando os seguintes tópicos:

2.1 Histórico da Oclusão e Cefalometria


2.1.1 Classificação Oclusionista
2.1.2 Craniometria ou Cefalometria
A. Radiográfica
B. Telerradiográfica

2.2 Má oclusão de Classe II, divisão 1 e Oclusão Normal

2.3 Protocolos de Tratamento da Má Oclusão de Classe II


2.3.1 Sem extrações
2.3.2 Extrações de 2 pré-molares superiores
2.3.3 Extrações de 4 pré-molares

2.4 Incisivos Superiores e Inferiores


2.4.1. Características da posição dos incisivos superiores
2.4.2. Relação da posição dos incisivos com os protocolos de
tratamento da Classe II, divisão 1

2.5 Avaliação das Extrações baseadas na Cefalometria e no Perfil


Facial

2.6 Índice de Avaliação

2.7 Conclusões da Revisão de Literatura


64 Revisão de Literatura

2.1 Histórico da Oclusão e Cefalometria

2.1.1 Classificação Oclusionista

O precursor da Ortodontia, Angle (ANGLE, 1899), em 1899, classificou as


más oclusões em três Classes distintas (Classe I, II e III) e proporcionou o primeiro
meio de diagnóstico ortodôntico científico. Em 1907, ao publicar a 7a edição de seu
livro (ANGLE, 1907), declarou que a base da ciência ortodôntica era a oclusão, e
que suas alterações só poderiam ser corrigidas conhecendo-se a sua normalidade.
Prosseguindo, definiu oclusão normal como sendo "as relações normais dos planos
inclinados oclusais dos dentes, quando os maxilares estão bem posicionados". Seus
estudos fundamentaram-se unicamente nas relações dento-oclusais e sua
classificação foi estática, com base na relação mésio-distal dos primeiros molares
permanentes e nas alterações da própria oclusão.

2.1.2 Craniometria ou Cefalometria

O estudo da cabeça como parte especializada da antropometria recebeu o


nome de craniometria ou cefalometria. Desde que Camper (1791) investigou o
prognatismo, craniometricamente, os antropólogos interessaram-se pela
determinação etnográfica da forma da face. A antropologia, estudando os diferentes
grupos raciais e étnicos, segundo a idade e o gênero, através de medidas das
variáveis, na posição e na forma das estruturas da face e do crânio, possibilitou o
estabelecimento de pontos e planos craniométricos. Certos pontos de referência e
medidas foram então determinados como auxílio aos antropólogos na interpretação
das relações crânio-faciais. Os ortodontistas da época aproveitaram-se desses
pontos como auxílio em seus diagnósticos.
Ainda com a pretensão de melhor diagnosticar e corrigir as más oclusões,
Hellman (1929) (HELLMAN, 1929), executando várias mensurações em crânios
secos de índios americanos, estudou a natureza das alterações ocorridas na face,
nos diferentes períodos de desenvolvimento, e em que extensão os dentes
participavam desse processo. Concluiu que a face deveria ser julgada unicamente
pela sua aparência externa, porém de um modo mais científico, pois constituía-se de
ossos, dentes e estruturas de suporte, em uma unidade anatômica organizada,
Revisão de Literatura 65

ensejando um funcionamento fisiologicamente perfeito e com boa aparência


estética. Afirmou que os dentes desempenham papel significante nas diversas
alterações que ocorrem na face, durante toda a vida. Finalmente, recomendou que
os dentistas deveriam considerar a face e os dentes como uma entidade biológica
interdependente, uma vez que as unidades dentárias ocupam posições no esqueleto
e contribuem para harmonizar esteticamente a face. Para isso, a época mais
importante para se estudar a interdependência dento-facial seria durante o
crescimento e o desenvolvimento.
Indiscutivelmente, muito do que se sabe a respeito dos tipos faciais e
alterações no crescimento e desenvolvimento foi publicado primeiramente na
literatura antropológica (GRABER, 1972).

A. Radiográfica

A partir de 1895, com a descoberta dos raios X, por Roentgen (ROMER,


1959), os estudos antropológicos realizados sobre o crânio evoluíram
consideravelmente.
Em 1922, Pacini (PACINI, 1922) publicou um trabalho sobre cefalometria,
denominado “Radiografias antropométricas do crânio”, onde modificou as técnicas
antropométricas existentes, empregando a radiografia e um posicionador de cabeça,
denominado craniostato.
Com o desenvolvimento da ortodontia, outros pesquisadores, percebendo
que não era possível considerar os arcos dentários interdependentes de suas
relações com o crânio e, no afã de ampliar os meios de diagnóstico com finalidade
ortodôntica, estudaram as íntimas relações dos arcos com as estruturas da cabeça.
Desenvolveram então as classificações craniofaciais. Segundo Guardo (GUARDO,
1967), as mais conhecidas foram as de Simon, Izard e Carrera as quais, baseadas
em pontos e planos craniofaciais, fixavam as posições dos dentes e estabeleciam as
anomalias nos três sentidos do espaço.

B. Telerradiográfica

A introdução da telerradiografia no campo ortodôntico abriu novas


perspectivas para pesquisar e ampliar o conhecimento das alterações ocorridas no
66 Revisão de Literatura

crânio, na face e nos dentes. Broadbent (1931,1937) (BROADBENT, 1931;


BROADBENT, 1937) foi quem introduziu o cefalostato e publicou sua técnica com a
qual realizou telerradiografias seriadas no grupo de crianças, dos 3 meses à idade
adulta, para pesquisar o crescimento e desenvolvimento crânio-facial. Nesse mesmo
ano, Hofrath (HOFRATH, 1931), na Alemanha, idealizou também uma técnica
similar, para obtenção de telerradiografias laterais da cabeça.
A partir dos estudos de Broadbent (BROADBENT, 1937; BUGG et al., 1973),
outros pesquisadores, utilizando-se de sua técnica, e baseados em diferentes
pontos de referência e combinações de dimensões angulares e lineares, procuraram
determinar padrões cefalométricos normais e que ensejassem melhor diagnóstico e
uma finalização de tratamento mais satisfatória.

2.2 Má Oclusão de Classe II, divisão 1 e Oclusão Normal

Em 1928, Oppenheim (OPPENHEIM, 1928) comparou as medidas


antropométricas de uma série de crânios com oclusão normal e com Classe II
concluindo, com raras exceções, que a distoclusão consiste na falta de
desenvolvimento da mandíbula.
Defendendo o conceito de Classe II, divisão 1 de Angle, Brodie (1931)
(BRODIE, 1931) reafirmou que o primeiro molar superior constituía o ponto mais
estável da dentadura, ocupando uma relação definitiva com a anatomia craniana.
Por essa razão, a classficação das más oclusões baseava-se na posição assumida
pela mandíbula e não pela maxila, sendo a Classe II definida pelo posicionamento
distal do arco inferior.
Comparando estatisticamente certas características faciais de um grupo com
oclusão normal e outro com Classe II, divisão 1, Drelich (1948) (DRELICH, 1948)
encontrou que, nesse segundo grupo, o mento encontrava-se mais posteriormente,
com o comprimento mandibular menor, e que a altura facial posterior também era
menor, indicando um aumento do ângulo do plano mandibular e, consequentemente,
um aumento da altura facial ântero-inferior.
Nelson e Higley (NELSON; HIGLEY, 1948) realizaram, em 1948, um estudo
do comprimento do osso basal mandibular em casos normais e em Classe I,
comparando-os aos casos de Classe II, divisão 1, com o intuito de verificarem se
Revisão de Literatura 67

estes últimos apresentavam uma deficiência na dimensão ântero-posterior do corpo


da mandíbula. Os resultados confirmaram uma pequena diminuição do comprimento
mandibular nos casos de Classe II, divisão 1 os quais, associados com outras
deficiências de crescimento em outras regiões faciais, podem resultar em um fator
etiológico de significância clínica.
Dois anos mais tarde, Gilmore (1950) (GILMORE, 1950) avaliou a relação da
mandíbula com o crânio e a localização do primeiro molar permanente na
mandíbula, nos casos de Classe II, divisão 1. A análise dos resultados estatísticos
possibilitou ao autor concluir que, nos casos de Classe II, divisão 1, o tamanho
mandibular foi significantemente menor; a posição ântero-posterior da mandíbula
não apresentou alteração significante e o primeiro molar inferior permanente sofreu
variações de posição em relação à mandíbula.
Procurando determinar as diferenças existentes entre os padrões
esqueléticos que caracterizam as relações ântero-posteriores de Classe I e Classe
II, divisão 1, Craig (1951) (CRAIG, 1951) comparou dois grupos da mesma faixa
etária, o primeiro de Classe I, com 34 casos e o segundo de Classe II, divisão 1,
com 36 casos. A superposição das radiografias revelou que os dois grupos
apresentaram basicamente o mesmo padrão esquelético, exceto para o corpo
mandibular. Observou-se que, no segundo grupo, o corpo da mandíbula apresentou-
se menor, promovendo, consequentemente, um posicionamento posterior dos
molares inferiores.
Devido à diversidade de opiniões conflitantes, sobre a relação da maxila com
as outras estruturas faciais e cranianas, Riedel (1952) (RIEDEL, 1952), encetou uma
pesquisa com o fim de determinar a constância ou a variação dessa relação com o
crânio e a mandíbula. Comparando uma amostra de Classe II, divisão 1, com uma
oclusão normal, comprovou que as alterações mais significantes encontravam-se na
posição ântero-posterior da mandíbula, quando medida pelo SNB, e na relação entre
a maxila e a mandíbula, quando medida pelo ANB. Nos casos de Classe II, divisão
1, a mandíbula apresentou mais retrognata e o ângulo ANB maior do que na
amostra normal. Foi observado, ainda, que a posição da maxila em relação ao
crânio (SNA) e à inclinação axial dos incisivos superiores não apresentaram
diferenças significantes entre os dois grupos.
Altemus (1955) (ALTEMUS, 1955) comparou dois grupos de pacientes do
gênero feminino, o primeiro com oclusão “normal” e o segundo com Classe II,
68 Revisão de Literatura

divisão 1, com finalidade de determinar o componente responsável pela desarmonia


presente no segundo grupo. Os resultados demonstraram que as diferenças
angulares e dimensionais existentes entre os dois grupos são mínimas,
possivelmente em decorrência da índole de classificação de Angle que, por ser
dentária, não evidencia claramente o padrão esquelético apresentado da má
oclusão.
Henry (HENRY, 1957), em 1957, com uma análise comparativa entre 37
pacientes com oclusão “normal” e 103 com Classe II, divisão 1, propôs uma
classificação para a má oclusão de Classe II, divisão 1, dividindo-a em quatro tipos:
protrusão alveolar superior, protrusão basal superior, deficiência do tamanho
mandibular e retrusão mandibular.
Em um estudo cefalométrico, Kean (1958) (KEAN, 1958) comparou as
características faciais de dois grupos de crianças, um com oclusão “normal” e outro
com Classe II, divisão 1. Os resultados por ele obtidos demonstraram que, nos
casos de Classe II, divisão 1, a mandíbula se encontra posicionada mais
anteriormente em relação ao limite posterior da base craniana; que possui um
tamanho menor do que a média e que a sobressaliência acentuada resulta da
posição dos incisivos superiores e não dos inferiores.
As diferenças existentes entre os indivíduos com oclusão normal e aqueles
com Classe II, divisão 1, foram avaliadas estatisticamente por Martin (1958)
(MARTIN, 1958), através de traçados cefalométricos de 60 pacientes com idade
média de 12,69 anos. Os valores obtidos pela análise das linhas perpendiculares a
S-N revelaram que o segmento da linha que vai da espinha nasal anterior à borda
incisal do incisivo superior localiza-se mais para baixo e para frente nos casos de
Classe II. O ponto A posiciona-se mais para anteriormente nestes casos. A
mandíbula dos pacientes de Classe II, divisão 1, apresentou-se menor e com um
posicionamento mais para distal, em relação aos pacientes com oclusão normal, e a
lábioversão dos incisivos inferiores resultou numa diminuição do ângulo
interincisivos.
A comparação longitudinal entre os jovens que apresentam má oclusão de
Classe II, divisão 1 e oclusão “normal” tem sido o objetivo de várias pesquisas.
Assim, Frohlich (FROHLICH, 1962), em 1962, avaliou os modelos de estudo de 51
jovens com Classe II não tratados, dos 6 aos 12 anos, comparando-os a dados
normativos. Observou que os incrementos no comprimento dos arcos superior e
Revisão de Literatura 69

inferior das crianças com Classe II tendem a ser maiores em relação às crianças
com oclusão “normal”. Além disso, constatou que o trespasse vertical e,
especialmente, o trespasse horizontal demonstraram um aumento durante o período
observado. Porém houve uma acentuada variabilidade individual expressa pelo
grande valor do desvio-padrão. Deve-se considerar que a posição dos incisivos
apresenta-se sob a influência da perda de outros dentes e da pressão exercida
pelos lábios e língua. Geralmente, a relação sagital dos arcos dentários,
determinada pela classificação de Angle, não demonstra melhora com a idade,
permanecendo a mesma ou até mesmo intensificando-se ao longo do tempo.
Em 1963, Wieslander (WIESLANDER, 1963) realizou um estudo com o
objetivo de avaliar o efeito da ancoragem extrabucal no complexo dentofacial. Na
impossibilidade de se encontrar um grupo de pacientes com Classe II, não tratados,
utilizou um grupo de pacientes Classe I como controle. Alegou que os estudos mais
cuidadosos relatam que não há razão para se acreditar que o padrão de crescimento
em pacientes com Classe II seja diferente do padrão de crescimento observado em
pacientes com oclusão normal.
Schudy (SCHUDY, 1965), em 1965, baseando-se em artigos prévios, relatou
que há pouca ou nenhuma diferença no comprimento mandibular entre a Classe I e
a Classe II. Geralmente, as bases ósseas encontram-se normais, porém as suas
combinações resultam em desarmonias. O que se percebe é que, na maioria dos
casos de Classe II, predomina o crescimento vertical em relação ao horizontal,
limitando o movimento para anterior do mento. Quando os primeiros molares
irrompem em uma relação de cúspide de topo-a-topo, uma pequena variação na
altura vertical já se torna capaz de diferenciar a relação oclusal de Classe I e Classe
II.
Objetivando analisar e comparar as características morfológicas e o
crescimento facial de jovens com oclusão “normal” e com má oclusão de Classe II,
divisão 1, Rothstein (ROTHSTEIN, 1971), em 1971, utilizou uma amostra de 273
jovens com oclusão “normal” e 335 com Classe II, divisão 1. Após comparar as
medidas cefalométricas, concluiu que a amostra de Classe II, divisão 1, apresentou
uma maxila maior do que o normal, um maior comprimento da base craniana, uma
posição mais mesial dos dentes superiores, um plano palatino inclinado no sentido
anti-horário e uma mandíbula bem posicionada e com tamanho e formas normais.
70 Revisão de Literatura

Com o fim precípio de determinar os valores cefalométricos de adolescentes


brasileiros, leucodermas, de origem mediterrânea, Martins (MARTIN, 1979) em
1979, desenvolveu um estudo em 85 jovens com oclusão “normal”, comparando os
valores obtidos para essa amostra, com os valores cefalométricos das análises de
Downs, Tweed, Steiner e Alabama. O autor desenvolveu um padrão cefalométrico
para jovens brasileiros e concluiu que todas as análises avaliadas podem ser
utilizadas em amostras brasileiras, mas com reservas.
Em 1983, Lima (LIMA, 1983) desenvolveu um estudo cefalométrico para
verificar se existe correlação entre a medida Wits e o ângulo ANB, tanto para
oclusão “normal” quanto para a má oclusão. Utilizou uma amostra de 26 jovens com
oclusão normal e 30 com Classe II, divisão 1, leucodermas, brasileiros. Verificou que
ocorreu apenas uma discreta correlação entre o ANB e a Wits, tanto para a oclusão
normal quanto para a má oclusão.
Após duas décadas e, novamente, em 1986, Buschang et al. (BUSCHANG
et al., 1986), reportaram que o crescimento craniofacial de grande parte das crianças
que apresentam Classe II pode ser considerado de modo similar ao crescimento de
jovens com oclusão “normal”, a partir dos 11 anos de idade. Os autores avaliaram o
crescimento craniofacial de 40 jovens, do gênero masculino, dos 11 aos 14 anos de
idade, sendo que 20 desses jovens apresentavam má oclusão de Classe II e 20
oclusão normal. Observaram que, para a maioria das medidas (80%), os jovens com
oclusão normal não apresentaram diferenças significantes em relação aos jovens
com Classe II, divisão 1. Durante o período avaliado, a maxila demonstrou um
crescimento mínimo, sendo que seu posicionamento em relação à base do crânio
permaneceu estável. A velocidade do crescimento mandibular aumentou com a
idade, sugerindo que os jovens apresentavam-se no surto de crescimento puberal. À
medida que o crescimento mandibular foi acelerado, reduziu-se a discrepância
intermaxilar, o plano oclusal exibiu uma rotação anti-horária e reduziu-se a
convexidade facial. Porém a média da velocidade de crescimento da região básio-
násio apresentou-se significantemente maior para os jovens com Classe II, divisão
1. Além disso, constataram que as diferenças no comprimento mandibular e do
ângulo ANB confirmaram que os jovens com Classe II possuem mandíbulas
menores e maiores discrepâncias ântero-posteriores. Portanto, uma vez que os
grupos foram semelhantes em relação à velocidade e aceleração do crescimento
dos 11 aos 14 anos, pode-se concluir que as diferenças quanto ao tamanho
Revisão de Literatura 71

mandibular são estabelecidas antes dos 11 anos de idade e mantidas durante a


adolescência.
Levando-se em consideração que o crescimento se expressa de modo
semelhante para a oclusão normal e para a Classe II, qual característica craniofacial
melhor definiria a má oclusão de Classe II? Kerr e Hirst (KERR; HIRST, 1987), em
1987, avaliaram 85 telerradiografias (51 apresentavam oclusão “normal” e Classe I e
34 apresentavam má oclusão de Classe II) de jovens aos 5, 10 e 15 anos de idade.
Os resultados demonstraram que as características craniofaciais dos jovens com
oclusão normal e má oclusão tornam-se mais definidas com o aumento da idade.
Um considerável número de jovens que exibiram características anormais aos 5
anos de idade desenvolveram uma oclusão e características faciais normais aos 15
anos de idade. Porém somente um pequeno número de jovens demonstrou
alterações no sentido inverso. Observaram que o ângulo da base craniana, aos 5
anos, pode ser um bom parâmetro para definir a relação oclusal aos 15 anos de
idade, uma vez que esse ângulo praticamente não se altera com o crescimento
craniofacial. Os resultados desse estudo evidenciaram valores divergentes para
esse ângulo entre os jovens com Classe II (132º) e com oclusão normal (127º).
Portanto, o ângulo da base craniana, por ser relativamente constante, pareceu
determinar a relação intermaxilar entre os grupos. Na maioria dos jovens, essa
relação permaneceu inalterada, mas em aproximadamente 26% o crescimento
diferencial entre a maxila e mandíbula poderia compensar a relação subjacente,
conduzindo a uma melhora ou piora da harmonia facial.
Entretanto, mais uma vez Buschang et al. (BUSCHANG et al., 1988), em
1988, investigando o crescimento mandibular em crianças canadenses com oclusão
“normal” e má oclusão de Classe II, divisão 1, sem tratamento, dos 6 aos 15 anos,
observaram que a taxa de crescimento da mandíbula na má oclusão de Classe II,
divisão 1, era menor em comparação à oclusão normal (0,2mm/ano menor para o
gênero feminino e 0,4mm/ano para o gênero masculino) dos 6 aos 10 anos.
Provavelmente, esse fato pode definir uma deficiência mandibular, caracterizando a
má oclusão de Classe II. Porém, a partir dos 10 anos de idade, a velocidade de
crescimento para a oclusão normal e má oclusão de Classe II, divisão 1, não
apresentou diferença estatisticamente significante. Além disso, observaram uma
tendência para uma direção de crescimento mais vertical nas crianças com má
oclusão de Classe II, divisão 1, em relação às crianças com oclusão “normal”. O
72 Revisão de Literatura

ângulo NS.Gn, nesses jovens apresentou um maior aumento quando comparado


com o grupo de oclusão “normal”, ou seja, os indivíduos com Classe II apresentaram
uma direção de crescimento mais vertical, o que muitas vezes agrava a discrepância
ântero-posterior. Os autores ressaltam a importância de se identificar a direção de
crescimento, pois a direção de crescimento horizontal ou vertical torna-se cada vez
mais horizontal e vertical, respectivamente, com o decorrer dos anos. A discrepância
ântero-posterior tende a aumentar em indivíduos com má oclusão de Classe II e
padrão de crescimento vertical.
No início da década de 90, Janson (1990) (JANSON, 1990), realizou um
estudo longitudinal e comparativo do crescimento facial dos 13 aos 18 anos de idade
em jovens brasileiros, leucodermas, utilizando a análise cefalométrica de McNamara
Jr, concluindo que o padrão esquelético da amostra brasileira não apresentou
diferença significante em relação ao padrão da norte-americana, enquanto que o
padrão dentário mostrou-se ligeiramente mais protruído.
Em 1994, Karlsen (KARLSEN, 1994) avaliou a morfologia craniofacial na má
oclusão de Classe II, divisão 1, com ou sem mordida profunda. Para tanto, utilizou
um grupo controle composto por 25 jovens apresentando oclusão “normal” e dois
grupos experimentais de Classe II, divisão 1, divididos em 22 jovens com mordida
profunda e 24 sem esta característica. Os resultados demostraram que os jovens
com má oclusão de Classe II, independente do trespasse vertical, apresentavam um
comprimento mandibular diminuído e um retrognatismo, caracterizando a principal
causa da relação de distoclusão. A altura facial ântero-inferior mostrou-se diminuída
nos jovens com mordida profunda, em comparação com o grupo controle, porém
apresentou-se maior nos jovens com mordida aberta, bem como o ângulo do plano
mandibular.
Quase ao final da década de 90, novamente, ressaltou-se a importância de
se determinar se as características craniofaciais e oclusais estabelecidas na
dentadura decídua em pacientes com má oclusão de Classe II são mantidas,
melhoram ou pioram ao longo do tempo. Baccetti et al. (BACCETTI et al., 1997), em
1997, compararam um grupo de 25 pacientes com Classe II, não tratados, a um
grupo de 22 pacientes com oclusão “normal”. Os pacientes foram controlados por
um período de 2,5 anos (transição da dentadura decídua para a mista), durante o
qual nenhum tratamento ortodôntico foi realizado. Os resultados indicaram que os
sinais clínicos da má oclusão de Classe II são evidentes na dentadura decídua. As
Revisão de Literatura 73

características esqueléticas das crianças com Classe II incluíram uma retrusão


mandibular significante e um comprimento mandibular reduzido. Durante a transição
da dentadura decídua para a mista, as características oclusais da Classe II,
incluindo a discrepância tranversal interarcos são mantidas ou até mesmo pioram.
Durante esse período, as principais alterações decorrentes do crescimento dos
jovens com Classe II consistiram em incrementos menores no comprimento total
mandibular e incrementos significantemente maiores na protrusão maxilar quando
comparados aos jovens com oclusão normal.
Entretanto há uma possibilidade de ocorrer uma recuperação tardia do
crescimento mandibular em jovens com Classe II, divisão 1. Bishara et al (BISHARA
et al., 1997b), em 1997, compararam longitudinalmente as alterações que ocorrem
nas estruturas dentofaciais, a partir da dentadura decídua até a permanente, em
indivíduos com oclusão “normal” e Classe II, divisão 1 não tratada. Registros
completos de 65 jovens (30 Classe II, divisão 1 e 35 com oclusão “normal”) foram
reunidos em três estágios do desenvolvimento: final da dentadura decídua, após a
irrupção completa dos primeiros molares permanentes, e na fase de dentadura
permanente completa (exceto os terceiros molares). Em uma comparação de caráter
transversal, encontraram-se poucas diferenças consistentes entre os jovens com
Classe II, divisão 1 e oclusão normal. As diferenças encontradas, em relação ao
comprimento e posicionamento mandibular, foram mais evidentes nos estágios
precoces de desenvolvimento do que nos estágios mais tardios. No momento em
que a dentadura permanente já se encontrava completamente formada, as
diferenças no comprimento mandibular não foram mais significantes. A comparação
longitudinal indicou que a tendência de crescimento foi essencialmente similar entre
a Classe II, divisão 1, e a oclusão normal em vários parâmetros dentofaciais, exceto
para a protrusão do lábio superior. Todavia observaram que a magnitude de
crescimento evidenciou diferenças significantes entre os grupos. As alterações totais
no comprimento maxilar e mandibular foram maiores no grupo com oclusão normal,
indicando uma maior convexidade esquelética e de tecido mole, acompanhada por
uma mandíbula mais retruída para o grupo com Classe II, divisão 1.
Baccetti et al. (BACCETTI et al., 1997), em 1997, compararam um grupo
composto por 25 jovens com má oclusão de Classe II (presença de degrau distal,
relação de Classe II dos caninos decíduos e trespasse horizontal acentuado) e outro
grupo de 22 jovens com oclusão “normal” (plano terminal reto, relação de Classe I
74 Revisão de Literatura

dos caninos decíduos e mínimo trespasse horizontal e vertical). Estes foram


avaliados longitudinalmente (análise de modelos e cefalométrica), por um período
médio de 2 anos e 6 meses, sem tratamento ortodôntico prévio, desde a fase de
dentadura decídua à dentadura mista. Os autores observaram que a relação de
Classe II apresentada inicialmente, manteve-se ou agravou-se durante o período
avaliado. O padrão esquelético da Classe II caracterizou-se por uma maxila muito
estreita, em relação à mandíbula, por uma retrusão mandibular significante, por uma
deficiência no comprimento efetivo da mandíbula e uma rotação desse osso no
sentido horário. Observaram ainda que a maxila apresentou um maior incremento no
crescimento anterior e a mandíbula, um crescimento menor no grupo de Classe II
quando comparado ao grupo de oclusão “normal”. Concluíram que os sinais clínicos
da má oclusão de Classe II são evidentes na dentadura decídua e persistem na
dentadura mista.
Com o objetivo de avaliar cefalometricamente o crescimento craniofacial de
pacientes com más oclusões de Classe II comparados com indivíduos com oclusão
“normal”, durante a adolescência, Ursi; McNamara Júnior (URSI; MCNAMARA Jr,
1997), em 1997, estudaram um grupo de 29 jovens com Classe II e outro grupo de
30 jovens com oclusão “normal”, acompanhados dos 10,6 anos aos 12,6 anos.
Verificaram que os indivíduos com distoclusão apresentaram uma base de crânio
mais alongada, semelhança no posicionamento da maxila, maior retrogantismo
mandibular, porém com dimensões semelhantes, e uma AFAI aumentada
(crescimento mais vertical), além de uma maior desarmonia maxilo-mandibular e
uma maior convexidade facial. Quanto aos dentes, os incisivos e molares superiores
apresentaram-se mais extruídos e os incisivos inferiores mais protruídos e extruídos.
Sabe-se que a má oclusão de Classe II não constitui uma entidade
morfológica homogênea causada por alguma alteração específica na base craniana
ou nos maxilares. Ela é o resultado de vários desvios com variados graus de
gravidade que se somam. Desse modo, Karlsen e Krogstad (KARLSEN;
KROGSTAD, 1999), em 1999, compararam 2 grupos de jovens do gênero feminino,
não tratados, dos 6 aos 18 anos de idade, sendo que um grupo apresentava relação
ântero-posterior normal e o outro grupo apresentava uma relação de Classe II entre
as bases. Em geral, observaram que a relação de Classe II se caracterizou por uma
retrusão do pogônio em relação à base craniana. Um corpo mandibular pequeno e
um grande ângulo do plano mandibular foram as únicas diferenças significantes
Revisão de Literatura 75

entre os grupos estudados. A direção de crescimento vertical do corpo mandibular


contribuiu não somente para a retrusão esquelética da mandíbula, mas também para
o desenvolvimento excessivo da altura ântero-inferior. Além disso, verificaram que
os trespasses horizontal e vertical mostraram-se normais aos 18 anos, para o grupo
de Classe II. Essas relações normais foram obtidas, parcialmente, porque os
incisivos inferiores tornaram-se mais protruídos com a idade, compensando a
relação de Classe II entre as bases. Geralmente, a Classe II, divisão 1, apresenta-se
associada a incisivos superiores protruídos. Entretanto, nesse estudo, os incisivos
superiores apresentaram-se em uma posição ântero-posterior normal, o que
contribuiu também para a redução do trespasse horizontal. Essa posição normal,
provavelmente, pode ter sido influenciada pela competência da morfologia do lábio
inferior que cobria de 3 a 6mm a superfície vestibular dos incisivos superiores. Em
todos os pacientes estudados, o prognatismo mandibular aumentou mais do que o
prognatismo maxilar, resultando em um perfil mais reto em ambos os grupos, porém,
ainda um pouco mais convexo no grupo com Classe II. Portanto, concluíram que a
relação de Classe II não melhora com a idade, uma vez que ela é agravada quando
comparada à relação ântero-posterior normal. Esse agravamento deve-se, em parte,
ao crescimento inadequado do corpo mandibular dos 6 aos 12 anos e, também,
devido ao crescimento mais vertical da mandíbula após os 12 anos de idade, em
relação ao grupo com relação ântero-posterior normal.
Com o objetivo de descrever e analisar as características dentárias e
esqueléticas da má oclusão de Classe II, divisão 1, Rothstein; Yoon-tarlie
(ROTHSTEIN; YOON-TARLIE, 2000), em 2000, avaliaram 613 telerradiografias em
norma lateral, sendo 278 de jovens com oclusão “normal” e 335 de jovens com má
oclusão de Classe II, não tratados. Cada grupo foi dividido em seis subgrupos (três
do gênero feminino e três do masculino) de acordo com a idade cronológica (10, 12
e 14 anos). Discordando dos estudos de Angle (ANGLE, 1899; ANGLE, 1907), os
resultados demonstraram que a mandíbula apresentou o mesmo tamanho, forma e
posicionamento entre os grupos, enquanto que a maxila apresentou-se mais
protruída no grupo com Classe II, assim como os incisivos e os molares superiores
que se encontraram posicionados mais mesialmente em relação ao grupo controle.
Além disso, afirmaram que as displasias verticais não eram características comuns
nos indivíduos Classe II e que as medidas SNA, SNB e ANB deveriam ser
analisadas com bastante cautela.
76 Revisão de Literatura

Utilizando um grupo de 25 jovens com oclusão “normal” e outro com 19


jovens com Classe II, divisão 1, não tratados, Gurgel; Almeida; Pinzan (GURGEL et
al., 2000) desenvolveram, em 2000, um estudo cefalométrico comparativo das
dimensões maxilo-mandibulares entre esses dois grupos. Os autores verificaram
que, em relação ao ponto A, não houve diferença significante entre os grupos,
indicando que a protrusão maxilar, muitas vezes associada à má oclusão de Classe
II, divisão 1, não se manifestou nesse estudo. Não obstante os valores das medidas
horizontais da mandíbula mostrarem uma significante diferença, os valores verticais
não apresentaram valores equiparáveis entre os grupos. Assim, os autores
concluíram que a diferença mais evidente restringiu-se às dimensões ântero-
posteriores da mandíbula, enquanto que as dimensões da maxila equipararam-se
nos sentidos horizontal e vertical. Entretanto, o posicionamento da maxila
apresentou uma variabilidade, sendo possível encontrá-la protruída ou retruída em
diferentes casos.
You et al. (YOU et al., 2001), nesse mesmo ano, avaliaram as alterações
dentoesqueléticas relacionadas ao crescimento mandibular em jovens com má
oclusão de Classe II. A amostra constituiu de 40 jovens com Classe II não tratados,
que foram comparados a uma amostra de oclusão “normal” de Bolton. Os autores
não observaram diferenças estatísticas no crescimento mandibular entre as duas
amostras. No grupo com má oclusão de Classe II, o complexo dentoalveolar
posicionou-se para anterior em relação à maxila (ponto A) e para posterior em
relação à mandíbula (ponto P). Os resultados indicaram que o deslocamento para
anterior da mandíbula, e consequentemente o posicionamento dos dentes inferiores
no mesmo sentido, contribuem para a correção da Classe II.
Por meio de telerradiografias em norma lateral, Santos (SANTOS, 2003a),
em 2003, estudou a caracterização cefalométrica da má oclusão de Classe II,
divisão 1 esquelética. A amostra consistiu de 55 jovens brasileiros, leucodermas, de
ambos os gêneros, com média de idade de 13 anos e 6 meses. Os valores obtidos
foram comparados aos valores normativos (pacientes com oclusão “normal”). No
grupo de Classe II, observaram-se algumas características: a maxila bem
posicionada e a mandíbula retruída em relação à base do crânio; a mandíbula com
dimensão pequena e a maxila normal; o padrão facial demonstrou um
comportamento de crescimento vertical; os incisivos superiores e inferiores
apresentaram-se inclinados para vestibular.
Revisão de Literatura 77

2.3 Protocolos de Tratamento da Má Oclusão de Classe II

O tratamento da Classe II pode ser realizado por meio de diferentes


métodos, dependendo das características associadas à má oclusão como a
severidade da discrepância ântero-posterior, idade e colaboração do paciente.
Dentre as formas de correção da Classe II, destacam-se os aparelhos extrabucais
(AEB), aparelhos ortopédicos funcionais, aparelhos distalizadores fixos de molares
superiores e aparelhos fixos associados a elásticos de Classe II, sendo que o plano
de tratamento pode ou não envolver extrações. A seleção da abordagem terapêutica
mais vantajosa está relacionada com os diferentes estágios do desenvolvimento. Há
situações em que o tratamento da má oclusão de Classe II é realizado na época em
que o paciente ainda se encontra na fase ativa de crescimento e que, portanto, pode
permitir efeitos ortopédicos (HIRZEL ; GREWE, 1974; HENRIQUES et al., 1995;
HENRIQUES et al., 1996). Quando o tratamento ocorre na fase mais tardia do
desenvolvimento, o mesmo deve ser realizado por meio de aparelhos fixos,
envolvendo ou não extrações dentárias (TWEED, 1954; BAUMRIND et al., 1996b;
BARROS, 2004; JANSON et al., 2004a; JANSON et al., 2007a).

2.3.1 Sem extrações

O tratamento da Classe II sem extrações está indicado para os casos em


que o paciente se encontra na fase de crescimento, é bom colaborador e não
possuiu apinhamento ou discrepância cefalométrica na arcada dentária inferior. O
protocolo de tratamento, após um diagnóstico correto, pode englobar a restrição do
deslocamento da maxila ou dos molares superiores, distalização dos molares
superiores ou o avanço da mandíbula. Dentre os aparelhos utilizados podem-se
citar: o AEB (HENRIQUES et al., 1995; HENRIQUES et al., 1996; HENRIQUES et
al., 2000), os aparelhos ortopédicos funcionais removíveis ou fixos (PANCHERZ;
HANSEN, 1986; JANSON et al., 2000; JANSON et al., 2003b; JANSON et al.,
2004b; JANSON et al., 2004c), os aparelhos distalizadores fixos (HILGERS, 1992;
JONES; WHITE, 1992; CARANO; TESTA, 1996) e a aparelhagem fixa em conjunto
com elásticos de Classe II (NELSON et al., 2000). Os aparelhos têm sido
pesquisados e avaliados com relação aos seus efeitos sobre os dentes e estruturas
esqueléticas. Com o tratamento ortopédico ocorre restrição do crescimento maxilar e
78 Revisão de Literatura

aumento do crescimento mandibular, mas uma revisão da literatura demonstra


grandes variações nos resultados.
Muitos investigadores reportaram os efeitos da má oclusão de Classe II
tratada com aparelhos extrabucais (GLENN et al., 1987; PAQUETTE et al., 1992;
HARRIS; VADEN, 1994; FIDLER et al., 1995; ELMS et al., 1996a; ELMS et al.,
1996b; YAVARI et al., 2000; CIGER et al., 2005). Estudos clínicos demonstram que
a força extrabucal é efetiva na restrição do crescimento horizontal da maxila
(HENRIQUES et al., 1996). A reposição do complexo maxilar posterior e inferior
auxilia na redução da convexidade facial e melhora o relacionamento das bases
apicais. Utilizando-se da tração extrabucal cervical, os maiores efeitos
dentoalveolares são a distalização e a extrusão dos molares superiores
(HENRIQUES et al., 1995). O consequente aumento da altura facial promove a
rotação mandibular para baixo e para trás e, dessa forma, auxilia no tratamento de
casos com sobremordida profunda. O aparelho extrabucal permite a correção da
Classe II sem alteração no posicionamento dos dentes inferiores. Qualquer técnica
que requeira ancoragem recíproca entre os dois arcos dentários, como recurso para
movimentar os dentes superiores, simultaneamente irá protruir a dentadura inferior.
Nessa situação se encontram os aparelhos ortopédicos funcionais
(GRABER; NEUMANN, 1987) e idealmente indicados quando os dentes superiores
se encontram protruídos e os dentes inferiores se encontram retruídos em relação à
sua base apical. Os aparelhos ortopédicos funcionais não fornecem a mesma
resposta no complexo maxilar como o extrabucal, e estimulam o movimento
dentoalveolar mesial da mandíbula (HENRIQUES et al., 1996). De modo geral, os
vários tipos de aparelhos ortopédicos funcionais apresentam efeitos similares nas
estruturas dentoesqueléticas. Os aparelhos ortopédicos podem apresentar várias
áreas de atuação no complexo dentofacial as quais, quando observadas
coletivamente, auxiliam na correção da Classe II (HIRZEL; GREWE, 1974).
A correção da Classe II ocorre por meio de alterações na maxila, fossa
glenoide, nas estruturas dentoalveolares e no aumento imediato do comprimento
mandibular. Dentre as alterações, a inclinação acentuada dos incisivos inferiores é
frequentemente considerada um efeito desfavorável da terapia funcional (URSI et
al., 1999). A força em sentido distal do aparelho extrabucal sobre a maxila pode
contribuir como ancoragem adicional aos aparelhos funcionais na correção da
Classe II, como o ativador modificado (TEUSCHER, 1986), o Twin block (CLARK,
Revisão de Literatura 79

1988) e o Herbst (WIESLANDER, 1993). Para Ozturk e Tankuter (OZTURK;


TANKUTER, 1994), a força extrabucal aplicada a arco superior é mais eficiente na
restrição do deslocamento para anterior da maxila do que a força intrabucal
transmitida pelo ativador.
Os aparelhos ortopédicos funcionais podem ser removíveis ou fixos. As
vantagens do tratamento com o aparelho ortopédico fixo em relação ao removível
são a não necessidade da colaboração do paciente e a possibilidade de um menor
tempo de tratamento (NAHÁS, 2004). Entretanto apresenta como desvantagem a
protrusão mais acentuada do incisivo inferior ao final do tratamento (PANCHERZ,
1997; URSI et al., 1999). Dentre os dispositivos fixos intermaxilares se encontram o
Herbst (PANCHERZ, 1979), Jasper-Jumper (JASPER; MCNAMARA, 1995),
Adjustable Bite Corrector, Eureka Spring, Saif Springs e Klapper SUPER Spring. Em
geral esses aparelhos são indicados para o tratamento da má oclusão de Classe II
dentária ou esquelética com mordida profunda, e sua utilização é limitada aos
pacientes que podem tolerar a inclinação para vestibular dos incisivos inferiores. A
época ideal de instalação dos aparelhos ortopédicos fixos é na dentadura
permanente ou logo após o pico de crescimento pubescente, pois na dentadura
mista, a dificuldade em se alcançar uma intercuspidação estável após o tratamento
facilita o aparecimento de recidivas (PANCHERZ, 1997).
A falta de evidências científicas referentes à perpetuação dos efeitos
ortopédicos promovidos pelo aparelho extrabucal, ativador e aparelho de Herbst foi a
principal conclusão da extensa revisão de literatura realizada por Aelbers e Dermaut
(AELBERS; DERMAUT, 1996; DERMAUT; AELBERS, 1996), em 1996.
Considerando que: (1) as alterações dentoalveolares resultantes do tratamento
ortopédico são proporcionalmente maiores (DRAGE; HUNT, 1990) (2) a menor
proporção de alterações esqueléticas advindas do tratamento ortopédico tende a
não se perpetuar (DEVINCENZO, 1991; WIESLANDER, 1993; PANCHERZ;
FISCHER, 2003; VOUDOURIS et al., 2003) e (3) o tratamento ortodôntico com
aparelhos fixos são também acompanhados de alterações esqueléticas (EDWARDS,
1983; LIVIERATOS; JOHNSTON, 1995; DEMIR et al., 2005), pode-se especular que
essas duas modalidades terapêuticas não diferem significativamente quanto às
alterações estruturais ao final do tratamento. No tratamento da Classe II com
aparelho fixo sem extrações dentárias, o aparelho extrabucal é geralmente utilizado
na distalização dos molares superiores para a obtenção de uma relação molar
80 Revisão de Literatura

normal. A distalização do molar, assim como de todo o arco dentário superior, impõe
ao tratamento sem extrações um grau de dificuldade elevado, sobretudo em
pacientes com reduzido potencial de crescimento remanescente (HARRIS et al.,
1991; BARROS, 2004; JANSON et al., 2007a).
Dessa forma, sendo o principal recurso para a correção da relação molar, o
extrabucal é considerado parte essencial da terapia ortodôntica, e a falta de
cooperação pode reduzir a efetividade do melhor plano de tratamento e da mecânica
mais promissora utilizada (BARROS, 2004; JANSON et al., 2004a; JANSON et al.,
2007a).
Os elásticos intermaxilares podem ser utilizados durante o tratamento para
atenuar a necessidade de uso do extrabucal. Os elásticos de Classe II permitem
suaves alterações esqueléticas (EDWARDS, 1983), embora a maioria dos estudos
clínicos reporte que os efeitos sejam primariamente dentoalveolares (NELSON et al.,
2000). O componente horizontal dos elásticos intermaxilares favorece a correção da
relação ântero-posterior por meio da distalização dos molares superiores e
mesialização dos molares inferiores. A diminuição da inclinação acentuada para
vestibular dos incisivos superiores, característica comumente presente na Classe II,
divisão 1, e a protrusão dos incisivos inferiores são os maiores responsáveis pela
correção da sobressaliência. O aumento da altura facial ântero-inferior consequente
à extrusão dos molares inferiores, e a extrusão e a verticalização excessiva dos
incisivos superiores são consequências indesejáveis que comumente acompanham
o sua utilização (NELSON et al., 2000).
Tanto o aparelho extrabucal quanto o uso de elásticos de Classe II
dependem da colaboração do paciente; logo, problemas relacionados com essa
colaboração têm conduzido muitos clínicos a preferir sistemas de tratamento fixos,
não-dependentes e que se encontram sob o controle do ortodontista. As forças são
aplicadas utilizando-se dispositivos auxiliares intra ou interarcos. Vários dispositivos
distalizadores do molar superior têm sido propostos (HILGERS, 1992; JONES;
WHITE, 1992; CARANO; TESTA, 1996), e consistem esquematicamente de uma
unidade ativa e uma unidade de ancoragem (geralmente os pré-molares ou os
molares decíduos e um botão de acrílico de Nance).
Esses dispositivos distalizadores promovem a movimentação dos molares
superiores em direção posterior, com o intuito de corrigir a relação molar,
dispensando a necessidade de cooperação do paciente. Contudo, efeitos
Revisão de Literatura 81

indesejáveis dessa modalidade de tratamento foram evidenciados, e devem ser


ressaltados, como a perda de ancoragem com mesialização e angulação dos pré-
molares, a projeção dos incisivos superiores, a angulação distal da coroa dos
molares e o aumento da sobressaliência e da altura facial ântero-inferior (RUNGE et
al., 1999). Além disso, a classificação dos referidos aparelhos como um dispositivo
que elimine a necessidade de cooperação do paciente é questionável, porque após
a utilização desses aparelhos é necessário posicionar as raízes dos molares para
distal, utilizando-se o AEB com força posterior e superior (GHOSH; NANDA, 1996;
GIANCOTTI, 2000).

2.3.2 Extrações de 2 pré-molares superiores

Angle, considerado um dos homens mais influentes na Ortodontia, não


aceitava as extrações dentárias no tratamento das más oclusões, pois para ele, a
dentadura humana era inviolável e a natureza iria se encarregar na disponibilização
de espaço para todos os dentes (ANGLE, 1928 ). Para o tratamento da Classe II,
Angle aconselhava a distalização dos dentes superiores para que houvesse um
relacionamento correto dos primeiros molares permanentes (STEINER, 1932), pois,
segundo o autor, o tratamento com o avanço da mandíbula era muito instável
(ANGLE, 1906).
Case criticava a abordagem de não extrair dentes em hipótese alguma e
sugeria o tratamento da Classe II por meio da extração dos primeiros pré-molares
superiores e retração dos dentes anteriores, mantendo o primeiro molar permanente
em relação de Classe II (CASE, 2003). Esse tipo de abordagem já tinha sido
proposto por John Hunter em 1771 (HAHN, 1944). No entanto autores importantes
como Albin Oppenheim desaconselhavam a exodontia dos primeiros pré-molares
superiores para a correção da Classe II, pois segundo sua pesquisa, a grande parte
dos casos de Classe II devia-se à falta de desenvolvimento da mandíbula
(OPPENHEIM, 1928).
A severidade da má oclusão de Classe II, o reduzido potencial de
crescimento em relação à magnitude da discrepância ântero-posterior, a falta de
cooperação do paciente, a preocupação com o perfil, o padrão de crescimento,
constituem indicadores em potencial da necessidade de extrações dentárias
(BAUMRIND et al., 1996b). Ao submeter às documentações de 72 pacientes à
82 Revisão de Literatura

avaliação de cinco ortodontistas, sobre a necessidade ou não de extrações,


Baumrind et al. (BAUMRIND et al., 1996b) observaram que, em uma ordem
decrescente de prioridade, o apinhamento, a protrusão dos incisivos, a melhoria da
estética facial e a severidade da má oclusão de Classe II foram as quatro razões
mais citadas pelos avaliadores.
Embora não estivessem entre os mais citados, a falta de cooperação do
paciente, a qual é fortemente influenciada pela relação ortodontista-paciente
(NANDA; KIERL, 1992) e o reduzido ou ausente potencial de crescimento do
paciente constituem fatores sugestivos da necessidade de extrações dentárias. Em
casos de Classe II com biprotrusão ou apinhamento severo superior e inferior, a
melhor opção é a extração dos quatro pré-molares (TWEED, 1936a; BRUSOLA,
1989; BISHARA et al., 1995a; JANSON et al., 2003a; JANSON et al., 2004a).
Entretanto, quando o paciente possui boa estética facial e apinhamento inferior
suave ou ausente, a extração dos pré-molares superiores (KESSEl, 1963; TERRY,
1969; JANSON et al., 2004a) é bem indicada. Nessa situação, o objetivo é finalizar
os molares em relação de Classe II e obter um relacionamento normal dos caninos,
da sobressaliência e da sobremordida. A necessidade de ancoragem torna-se
parcial e recomenda-se o uso do aparelho extrabucal somente durante a noite.
Muitas vezes, as bandas dos molares superiores se encontram associadas à barra
transpalatina ou ao botão de Nance, utilizados como auxílio na manutenção da
posição desses molares durante a retração do segmento anterior. Embora a relação
molar de Classe II, ao final do tratamento, não preencha as características dentárias
normais (ANGLE, 1906), uma intercuspidação posterior satisfatória pode ser obtida
com o protocolo de extrações de dois pré-molares superiores, o qual apresenta
todas as demandas da oclusão funcional (GIANELLY et al., 1991; LUECKE;
JOHNSTON, 1992).
Um recente estudo (JANSON et al., 2004a) comparou a proporção de
sucesso oclusal no tratamento da Classe II completa com dois ou quatro pré-
molares. Os autores enfatizaram o fato de que não são todos os protocolos de
extrações igualmente bem sucedidos. Avaliando os modelos de estudo de 131
pacientes compatibilizados pelo Índice de Prioridade de Tratamento de Grainger
(IPT) (GRAINGER, 1967), o estudo demonstrou que o grupo com duas extrações
ofereceu maior proporção de sucesso oclusal. O protocolo de duas extrações
resultou em melhor sobressaliência, sobremordida e relação sagital do canino, além
Revisão de Literatura 83

de as alterações ocorridas durante o tratamento serem significantemente maiores.


Além disso, o protocolo de tratamento com extração de dois pré-molares superiores
apresentou um tempo de tratamento menor em comparação ao tratamento com
extrações de quatro pré-molares (JANSON et al., 2006a). A maior proporção de
sucesso apresentada pelo tratamento com extrações de pré-molares superiores não
apresenta influência das características cefalométricas ao início do tratamento
(JANSON, 2005; SIMÃO, 2006; JANSON et al., 2008).
O tratamento com extrações de dois pré-molares superiores também
apresenta maior proporção de sucesso oclusal em um menor tempo de tratamento,
comparado com o tratamento sem extrações, confirmando o seu maior grau de
eficiência (BARROS, 2004; JANSON et al., 2007a). Os resultados menos
satisfatórios do tratamento da Classe II sem extrações foram relacionados,
principalmente, à maior proporção de insucesso na correção da relação ântero-
posterior dos arcos dentários pela falta de colaboração do paciente. Apesar disso,
caso o paciente não deseje realizar as extrações dos pré-molares superiores para
corrigir a má oclusão de Classe II, deve ser elucidado que o tratamento sem
extrações diminui a probabilidade de espaço para a erupção dos terceiros molares
superiores (RAPE; JACOBSON, 1993; GHOSH; NANDA, 1996; JANSON et al.,
2006b), requerendo que os mesmos sejam extraídos posteriormente. As extrações,
nesses casos, geralmente devem ser realizadas por cirurgiões especializados e não
simplesmente pelo clínico geral, que poderia realizar as extrações dos pré-molares.
Assim, o paciente realizará as extrações de dois dentes de toda forma.
Alguns ortodontistas desaprovam o tratamento com extração de dois pré-molares
superiores, pois afirmam, mesmo sem apresentar evidências científicas, que os
casos finalizados com a relação molar em Classe II poderiam prejudicar a
estabilidade do tratamento (SERVOSS et al., ; MAILANKODY, 2004) ou desenvolver
disfunções têmporo-mandibulares (WITZIG, 1984; WYATT, 1987; LIVINGSTON,
1988).
Witzig e Spahl (WITZIG; SPAHL, 1987) ilustram em seu livro a correção da
má oclusão de Classe II com extrações de dois pré-molares superiores e a referem
como o mais drástico tipo de intercuspidação a produzir problemas de ATM.
Trabalhos utilizando amostras e metodologia adequada já suportam a tese de que
tratamentos com extração de pré-molares superiores não apresentam relação com
problemas de disfunção de ATM (BEATTIE et al., 1994; CARLTON; NANDA, 2002).
84 Revisão de Literatura

Uma desvantagem no tratamento da Classe II com extração de dois pré-


molares superiores parece ser o maior grau de reabsorção dos incisivos superiores
em virtude do movimento de retração e torque contra a cortical óssea (MIHALIK et
al., 2003), pois quanto maior o movimento de retração dos incisivos superiores,
maior o potencial de reabsorção radicular (DESHIELDS, 1969; HARRIS; BUTLER,
1992; BAUMRIND et al., 1996a). Em contrapartida, o uso do aparelho extrabucal ou
aparelhos ortopédicos funcionais em idades precoces diminuem a sobressaliência e,
consequentemente, diminuem o potencial de reabsorção radicular na segunda fase
de tratamento com aparelhagem fixa (BRIN et al., 2003).
No entanto, estudos mais recentes (PARKER; HARRIS, 1998; TANER et al.,
1999; SIMPLÍCIO, 2002) não relataram uma correlação entre o grau de reabsorção
dos incisivos superiores e a quantidade de movimento de retração dos referidos
elementos dentários. Outro inconveniente que pode ocorrer durante o tratamento da
Classe II é uma inclinação palatina excessiva dos incisivos superiores durante o
movimento de retração (DEMIR et al., 2005), no entanto esse fato pode ser
debelado com um correto controle de torque resistente.
A extração dos primeiros pré-molares superiores constitui o segundo
protocolo de extrações mais utilizado em ortodontia (20,2%), sendo inferior apenas
ao protocolo de extrações dos quatros primeiros pré-molares (42,9%) (GOTTLIEB et
al., 1991). Uma possível explicação para essa diferença pode não estar no grau de
eficiência de um ou outro protocolo de extração, mas sim na sua aplicabilidade, uma
vez que a extração dos primeiros pré-molares superiores está diretamente
relacionada à correção da má oclusão de Classe II, enquanto a extração de quatro
primeiros pré-molares é o principal protocolo de extração aplicado aos casos de má
oclusão de Classe I. Considerando que a prevalência da má oclusão de Classe I na
população é significativamente maior do que a prevalência da má oclusão de Classe
II, é de se esperar que o protocolo de extrações de quatro pré-molares tenha uma
aplicação mais frequente.
O paciente ideal para o protocolo com extrações de dois pré-molares
superiores é o que apresenta boa estética facial e má oclusão de Classe II com o
trespasse horizontal originado mais pela protrusão dos incisivos superiores do que
por uma retrusão mandibular (MIHALIK et al., 2003; SCOTT CONLEY; JERNIGAN,
2006). Quanto mais severa a deficiência mandibular e maior o trespasse horizontal,
maiores são as chances de o paciente obter uma correção da má oclusão por meio
Revisão de Literatura 85

cirúrgico, principalmente em caso de adultos (SCOTT CONLEY; JERNIGAN, 2006).


O argumento de que o tratamento ortodôntico com extrações causa danos ao perfil,
tornando-o excessivamente retruído, tem desestimulado esse protocolo de
tratamento (PROFFIT et al., 1992; PROFFIT, 1994). O tratamento com extrações de
dois pré-molares superiores produz uma suave diminuição da projeção do lábio
superior e um aumento do ângulo nasolabial, que são dificilmente observados pela
população e até mesmo por ortodontistas (SCOTT CONLEY; JERNIGAN, 2006).
Contudo, já foi demonstrado que as alterações tegumentares do tratamento sem ou
com extrações de pré-molares superiores em pacientes com Classe II são
semelhantes (FUZIY, 2005; JANSON et al., 2007b), pois o trespasse horizontal a ser
corrigido é o mesmo, visto que ele será sempre limitado pela posição ântero-
posterior dos incisivos inferiores que tendem a promover alterações semelhantes em
ambos os protocolos de tratamento.
A literatura é unânime em afirmar que os protocolos de tratamento sem e
com extrações podem resultar em benefícios ao perfil desde que todas as
características do paciente sejam consideradas e um correto planejamento seja
realizado (BISHARA; JAKOBSEN, 1997; ZIERHUT et al., 2000). Segundo Zierhut et
al. (ZIERHUT et al., 2000), o perfil facial tende a se tornar mais achatado durante e
após o tratamento, independente do mesmo envolver extrações dentárias. Essa
progressiva diminuição na convexidade facial é atribuída às alterações como o
contínuo crescimento mandibular e o desenvolvimento do nariz.
O protocolo com extrações dentárias é uma alternativa viável para o
tratamento da Classe II, no entanto como se trata de um procedimento irreversível,
deve ser indicado mediante a um plano de tratamento bem criterioso, onde é levado
em consideração o exame facial, clínico, radiográfico e de modelos.

2.3.3 Extrações de 4 pré-molares

O plano de tratamento ortodôntico pode variar de acordo com as


características dentárias, esqueléticas e faciais de cada paciente e da mecânica
utilizada por cada profissional. Estudos realizados sobre a má oclusão de Classe II
revelam que as extrações de 4 pré-molares devem constituir parte do tratamento
ortodôntico quando essa má oclusão for considerada verdadeira biprotrusão, casos
em que se necessita da correção da relação ântero-posterior dos arcos dentários e
86 Revisão de Literatura

apinhamento (STRANG, 1957; TULLEY; CAMPBELL, 1965; SHEPARD, 1969;


FOSTER, 1975; VADEN, 1991; BAUMRIND et al., 1996).
Além disso, na má oclusão de Classe II, há outros parâmetros que podem
ser observados e que influenciam a decisão pelas extrações, mas são mais
subjetivos e incluem a inclinação dos incisivos, a filosofia de tratamento do
profissional, os princípios biomecânicos praticados, o potencial de crescimento do
paciente e a severidade das discrepâncias dentofaciais: vertical, horizontal e ântero-
posterior (BISHARA et al., 1997).
Os principais casos de má oclusão de Classe II, divisão 1, que requerem
extrações segundo Case (CASE, 1964a; CASE, 1964b) são: 1. casos com protrusão
do lábio superior, com os dentes inferiores e a mandíbula bem posicionados
(BISHARA et al., 1995b) e 2. casos com protrusão superior acompanhados de
retrusão mandibular. Enfatiza ainda que as extrações não devem estar relacionadas
com apinhamento e sim com a obtenção de um perfil facial harmonioso (CASE,
1964a).
Graças à sua genialidade, Tweed revolucionou a ortodontia, apresentando
casos retratados com extrações dos primeiros pré-molares superiores e inferiores,
provando indiscutivelmente a eficiência de sua mecânica, quando coadjuvada por
um diagnóstico correto. Tweed (TWEED, 1941a; TWEED, 1936b;), em 1936, admitiu
a possibilidade das extrações dos primeiros pré-molares superiores e inferiores para
obter melhor posicionamento dos dentes em suas inclinações axiais corretas,
contrariando assim os princípios de seu mestre, Angle (ANGLE, 1907).
Posteriormente, em 1941, Tweed (TWEED, 1941a; TWEED, 1936b;), idealizou o
preparo de ancoragem, que sem dúvida, aliado às extrações dentárias, alterou todo
o sistema mecânico de Angle (ANGLE, 1907).
Em 1995, Bishara (BISHARA et al., 1995a) comparou as características
dentofaciais no pré-tratamento de indivíduos com má oclusão de Classe II, divisão 1
tratados com ou sem extrações. Segundo ele, algumas dessas características
podem auxiliar a identificar quais parâmetros influenciam na decisão de realizar
extrações. O grupo com os 4 primeiros pré-molares extraídos apresentava
significantemente maior discrepância dentária em ambos os arcos e os lábios
superior e inferior dos homens; e o lábio inferior das mulheres apresentavam-se
significantemente mais protruídos. Esses resultados indicam que, nesse grupo de
Revisão de Literatura 87

pacientes, o lábio protruído é uma das razões mais importantes para se optar pela
extração.
Os autores Strang (STRANG, 1957) e Brusola (BRUSOLA, 1989)
concordaram que o primeiro problema a ser resolvido nos casos de Classe II se
refere à seleção dos dentes a serem extraídos, mas difere quanto ao critério de
seleção. A decisão, segundo Strang (STRANG, 1957), depende dos seguintes
fatores: 1) A gravidade da má oclusão: se o caso de Classe II for uma biprotrusão,
se extraem geralmente os primeiros pré-molares de ambos os arcos ou os primeiros
pré-molares superiores e os segundos pré-molares inferiores; se o caso de Classe II
apresenta-se mais severo com um crescimento ósseo insuficiente e os segmentos
posteriores ocupam o espaço dos dentes anteriores indica-se a extração dos
primeiros pré-molares de ambos os arcos; 2) O crescimento dos maxilares: se a
mandíbula cresceu o bastante para dar lugar a todos os dentes, mas a maxila
apresenta apinhamento e rotações dentárias, é aconselhável extrair os segundos
molares superiores e utilizar o amplo espaço adquirido para a movimentação distal
de todo o arco superior; 3) Idade do paciente: em pacientes com idade relativamente
avançada, nos quais é conveniente diminuir ao máximo a duração do tratamento e
cujos dentes apresentam bem alinhados, as extrações se limitam aos primeiros pré-
molares superiores.
Para autores como Tulley e Campbell (TULLEY; CAMPBELL, 1965), o
apinhamento é uma das principais indicações para extrações no arco inferior em
tratamentos de Classe II, divisão 1. Eles afirmam que não é possível criar espaço
com aparelhos para corrigir o apinhamento sem realizar extrações no arco inferior.
Se os incisivos inferiores forem protruídos para obter espaço para os pré-molares,
eles irão recidivar pela ação contrária do lábio.
A terapêutica selecionada para o tratamento ortodôntico, dependerá entre
outros, da época da intervenção. Sendo esta realizada na fase da dentadura mista
tardia, a relação de má oclusão de Classe II pode ser completamente corrigida sem
a necessidade de extrações (GRABER, 1969; ARVYSTAS, 1985). Quando o
paciente não apresentar mais crescimento e possuir bom arco inferior, o tratamento
deverá ser realizado com extrações dos primeiros pré-molares superiores (GRABER,
1969) ou com a distalização dos dentes superiores (ARVYSTAS, 1985). Quando
houver um grande apinhamento no arco inferior, o tratamento deverá ser realizado
88 Revisão de Literatura

com extrações dos 4 primeiros pré-molares ou, dos primeiros pré-molares superiores
e dos segundos pré-molares inferiores (GRABER, 1969; BAUMRIND et al., 1996).
Partindo do princípio de que os maxilares dificilmente podem aumentar de
tamanho, as extrações são indicadas em três casos: 1) Para corrigir o apinhamento:
é mais difícil abrir espaço no arco inferior do que no superior e a idade do paciente
influencia o prognóstico da correção. Pode-se corrigir o apinhamento de três
maneiras: distalizando os molares, expandindo o arco ou inclinando e protruindo os
incisivos. Quando o apinhamento inferior é maior que 5mm, todas as possibilidades
conservadoras apresentam-se limitadas e a solução é as extrações; 2) Para reduzir
a protrusão dentoalveolar, melhorando a estética facial e funcional do paciente; 3)
Para relacionar adequadamente os arcos dentários em oclusão normal: na má
oclusão de Classe II em que é impossível reduzir a protrusão superior, algumas
vezes se recorre à extrações superiores (BRUSOLA, 1989).
Apinhamentos suaves no arco inferior podem ser aceitos, mas apinhamento
acentuado pode justificar as extrações dos primeiros pré-molares e alinhamento dos
dentes anteriores, sem permitir que esses assumam posição mais retruída (Rock,
1990).
Vaden (VADEN, 1991), em 1991, apresentou um caso em que a paciente
apresentava má oclusão de Classe II de Angle, com discreto apinhamento e
protrusão ântero-inferior. Entretanto, ele alegou a necessidade de ganhar espaço no
arco inferior para corrigir o pequeno apinhamento e a relação molar de Classe II por
meio da mesialização do primeiro molar inferior. Por essa razão, os segundos pré-
molares inferiores foram extraídos. Os primeiros pré-molares superiores foram
extraídos para facilitar a retração dos dentes ântero-superiores. Vaden acreditou que
essa combinação de extrações seria necessária para a correção da má oclusão e
manutenção dos dentes no osso basal restabelecendo assim a harmonia facial. Para
isso foi utilizado o sistema de força direcional de Tweed- Merrifield.
Vaden; Harris; Behrents (VADEN et al., 1995), em 1995, apresentaram dois
tratamentos de má oclusão de Classe II, um realizado em adolescente e o outro em
um paciente adulto. Para a correção desse tipo de má oclusão, eles trataram os dois
casos com extrações de quatro pré-molares, mas a seleção dos dentes extraídos
apresentaram razões diferentes. No paciente adolescente foi realizada as extrações
dos quatro primeiros pré-molares, enquanto que no adulto foram extraídos os
primeiros pré-molares superiores e segundos pré-molares inferiores. O protocolo de
Revisão de Literatura 89

extrações dos segundos pré-molares inferiores no paciente adulto segundo os


autores, foi para facilitar a movimentação mesial do primeiro molar inferior, corrigindo
assim a má oclusão, que no paciente adulto é obtida exclusivamente por
movimentação dentária.
Em contraste, Vaden (VADEN; KISER, 1996), em 1996, relatou que em
tratamento de pacientes que necessitam de extrações e não são tratados com esse
tipo de protocolo ocorre um aumento na dimensão vertical e um comprometimento
do perfil estético decorrente da rotação anti-horária da mandíbula.
Para Paquette; Beattie; Johnston (PAQUETTE et al., 1992), em 1992, a
correção da relação molar de Classe II em pacientes adultos ocorre em menor
escala, quando comparada ao mesmo tipo de correção em pacientes adolescentes.
Isto se deve ao fato de que em pacientes adultos não há crescimento mandibular
para facilitar a correção dos molares.
Brambilla (BRAMBILLA, 2002), em 2002, avaliou os modelos iniciais e finais
de 131 pacientes tratados, que apresentavam no início do tratamento Classe II
completa, divisão 1, sendo que 81 foram tratados com extrações de somente dois
pré-molares superiores e 50 tratados com extrações de quatro pré-molares. Em suas
conclusões, observou que os pacientes tratados com extrações de somente dois
pré-molares superiores apresentaram melhores resultados oclusais ao final do
tratamento em relação aos caninos, trespasse horizontal e sobremordida. Isso se
deve ao tratamento com quatro extrações necessitar de maior ancoragem superior
e, consequentemente, maior colaboração dos pacientes.

2.4 Incisivos Superiores e Inferiores

2.4.1 Características da posição dos incisivos superiores

O posicionamento dos incisivos superiores geralmente consiste em uma


referência para a identificação da Classe II, divisão 1. Trabalhos prévios observaram
que, frequentemente, os incisivos superiores apresentam-se protruídos e com
inclinação excessiva para vestibular (PFEIFFER; GROBETY, 1975; MCNAMARA JR,
1981; VALE, 1985; CARTER, 1987; FELDMANN ET AL., 1999; ROTHSTEIN;
YOON-TARLIE, 2000; BRANDÃO et al., 2001; SANTOS, 2003b).
90 Revisão de Literatura

Noyes, Rushing e Sims (1943) (NOYES et al., 1943) avaliaram a inclinação


axial dos incisivos superiores e inferiores permanentes em uma amostra
telerradiográfica de 9 crânios secos de índios adultos, 14 adultos do gênero
masculino e 30 indivíduos leucodermas, sendo 21 do gênero masculino e 9 do
feminino. A amostra foi dividida em oclusão normal, Classe II divisão 1 e Classe III.
Relacionaram o incisivo superior com o plano palatino e oclusal e o incisivo inferior
com o plano mandibular e oclusal. Os ângulos dos incisivos superiores
demosntraram-se similares em todos os grupos.
Downs (1948) (DOWNS, 1948) publicou um artigo com objetivo de
determinar os padrões de normalidade dentro das variações faciais e dentárias. Para
isso, utilizou modelos ortodônticos, fotografias e telerradiografias de 20 indivíduos
com idades de 12 a 17 anos e determinou padrões médios de normalidade para 9
medidas angulares e 1 linear. Para o incisivo central superior destacou a medida
linear 1-AP, a qual media sua protrusão. Essa grandeza era obtida mensurando-se a
distância linear da borda incisal do incisivo central superior à linha formada pela
união entre os pontos A e P. No grupo controle, o autor encontrou variação de +5mm
a -1mm, com média de 2,7mm.
Riedel (1952) (RIEDEL, 1952) afirmou que a determinação do tamanho e da
posição ântero-posterior de maxila em relação ao complexo craniofacial seria um
dos maiores desafios encontrado pelos ortodontistas e antropologistas e, por essa
razão, publicou um estudo com o objetivo de determinar as variações da maxila em
relação à base do crânio e à mandíbula. Utilizou telerradiografias de 52 adultos com
oclusão excelente com idades, entre 18 e 36 anos, 24 crianças entre 7 e 11 anos de
idade e com oclusão ideal, 38 indivíduos com Classe II, divisão 1, 10 indivíduos com
Classe II, divisão 2 e 9 pacientes com má clusão de Classe III. Em relação ao
incisivo central superior, o autor definiu que o ângulo formado pelo seu longo eixo e
a linha sela-násio apresentaria como valor médio 103,5° em casos de oclusão
normal. Em relação ao plano de Frankfurt, o longo eixo do incisivo superior
apresentava um valor de 111,2° em adultos e 110° em crianças. O ângulo formado
pela intersecção de Frankfurt à linha desenhada de N até a borda incisal do incisivo
superior em adultos com oclusão normal e Classe II divisão 1 apresentava como
média o valor de 93,5°; e o ângulo formado pela bas e do crânio e linha N-borda
incisal do incisivo central superior era de 86°em oclusão normal e Classe II, divisão
1. A posição ântero-posterior do incisivo central superior era determinada pela sua
Revisão de Literatura 91

distância com a linha NP e demonstrou, nos indivíduos com oclusão normal, uma
variação entre 5,5 e 6,5mm. Em indivíduos com Classe II, divisão 2 os valores
encontrados eram ligeiramente menores e, nos casos de Classe III, muito menores.
O autor enfatizou que a inclinação dos incisivos superiores era uma das mais
importantes relações observadas na cefalometria e sugeriu que os ortodontistas
verificassem as grandezas cefalométricas desse dente em relação aos planos faciais
em busca de informações mais úteis para o diagnóstico e planejamento da terapia
ortodôntica.
Steiner (1953) (STEINER, 1953) propôs uma análise cefalométrica com o
objetivo de aplicá-la no diagnóstico e planificação ortodôntica, com linhas e planos
de fácil localização, buscando uma técnica simples para o clínico. Determinou como
referência a linha SN, afirmando que esta seria facilmente visível por localizar mais
próxima do plano sagital e apresentar menor variação do que o plano de Frankfurt.
Relacionou a maxila e mandíbula com a base do crânio e os elementos dentários
com suas respectivas bases. Em relação ao incisivo central superior, introduziu as
grandezas angulares e lineares relacionadas com a linha NA. Segundo o autor, o
incisivo superior deve se relacionar com a linha NA de tal maneira que o ponto mais
anterior de sua coroa clínica se encontre 4mm à frente e sua inclinação axial seja de
22°, e que o longo eixo do incisivo superior também deveria interceptar o ponto mais
póstero-inferior da órbita.
Após uma revisão crítica das análises cefalométricas, Graber (1954)
(GRABER, 1954) afirmou não existir uma variação exata do que seria normal e que
qualquer padrão normal deveria ser suficientemente amplo para englobar variações.
O autor sugeriu que o clínico poderia atuar na área dentária e alveolar e indicou que
a inclinação axial dos incisivos superiores com a base do crânio e sua posição
ântero-posterior eram importantes na delimitação da terapia ortodôntica. Estudos
datados de 1954, na Northwestern University, mostraram ampla variação na
inclinação axial dos incisivos inferiores em indivíduos com oclusão ideal e com
desvios-padrão maiores que os observados nos incisivos superiores. O autor sugeriu
que deveria ressaltar a grande importância do relacionamento linear dos incisivos
centrais superiores em relação à face.
Dois anos mais tarde, Graber (1956) (GRABER, 1956) discorreu sobre a
importância dos incisivos superiores no diagnóstico e planejamento ortodôntico. De
acordo com o autor, a inclinação desses dentes seria estatisticamente menos
92 Revisão de Literatura

variável em relação aos inferiores e manobras compensatórias poderiam ser


direcionadas a estes elementos em indivíduos prognatas ou retrognatas. Além do
exposto, os planos de Frankfurt e mandibular demonstravam grande variabilidade e
não deveriam ser utilizados no planejamento terapêutico.
Tuverson (1980) (TUVERSON, 1980) afirmou que a existência de
discrepância no comprimento do segmento anterior do arco era frequente nos
pacientes ortodônticos. Isso se deveria à diminuição no comprimento do arco
anterior superior. A falta de correção dessa discrepância determinava uma relação
de topo de incisivos, impedindo a realização da proteção mútua durante os
movimentos protrusivos mandibulares. Com o objetivo de corrigir as discrepâncias,
sugeriu como condutas clínicas o reposicionamento dos incisivos superiores
aumentando o comprimento do arco superior, desgastes interproximais nos incisivos
inferiores reduzindo o comprimento do arco inferior, tratamento com três incisivos
inferiores, que reduziria o comprimento do arco inferior, corrigindo o apinhamento e
diminuindo a protrusão dos dentes anteriores inferiores.
Baseando-se nos seus estudos na análise de Downs, Rezende e Telles
(1984) (REZENDE; TELLES, 1984) realizaram uma avaliação cefalométrica de 30
indivíduos, sendo 15 do gênero masculino e 15 do feminino, com idades entre 18 a
31 anos, leucodermas, brasileiros, com oclusão excelente e perfil adequado, e
obtiveram médias e desvios-padrão das medidas esqueléticas e dentárias. Os
autores não encontraram diferenças entre os gêneros e entre os padrões
esqueléticos propostos por Downs, entretanto, quando analisados os padrões
dentários, foram observadas diferenças significativas. Concluíram que adultos
brasileiros, leucodermas, apresentaram protrusão dentária em relação aos padrões
de Downs, e essa análise poderia ser aplicada em leucodermas brasileiros com
cautela na avaliação do padrão dentário.
McNamara Jr. (1984) (MCNAMARA JR, 1984) desenvolveu um sistema de
avaliação cefalométrica que utilizava o plano horizontal de Frankfurt como principal
referência. Uma linha perpendicular a este plano era projetada a partir do ponto
násio, denominada de Nperpendicular e outra paralela a esta era construída,
passando pelo ponto A perpendicularmente, denominada A-perpendicular. Segundo
o autor, esse método forneceria um diagnóstico preciso na determinação da terapia
ortodôntica, ortopédica ou cirúrgica-ortognática. O autor relatou que o
relacionamento ideal dos incisivos centrais superiores com a maxila independente
Revisão de Literatura 93

da idade do paciente, e sua posição poderia ser determinada utilizando-se


grandezas que relacionariam as estruturas dentárias com as esqueléticas da maxila.
Essa comparação foi realizada traçando-se uma linha vertical passando pelo ponto
A, paralela à linha N-perpendicular e mensurando-se a distância horizontal entre
esta e o ponto mais anterior da face vestibular do incisivo central superior. As
medidas consideradas normais variavam de 4,0 a 6,0mm. Em relação ao padrão
vertical dos incisivos superiores, o autor sugeriu a observação, durante o exame
clínico, da distância entre as bordas incisais dos incisivos centrais superiores e o
lábio superior em posição de repouso, que deveria apresentar entre 2,0 e 3,0mm
abaixo dessa posição. O autor indicou a realização de ajustes nas interpretações
dessa medida, através da observação da posição funcional da musculatura dos
lábios e da inclinação axial dos incisivos antes do tratamento.
Anos mais tarde, Miyamura (1997) (MIYAMURA, 1997) realizou um estudo
cefalométrico da posição dos incisivos superiores, em indivíduos com oclusão
normal, em relação a uma perpendicular à linha SN, que passava pelo ponto A. A
amostra foi composta por 60 telerradiografias de indivíduos brasileiros, leucodermas,
sendo 30 do gênero masculino, com idades entre 14 anos e 1 mês a 30 anos, e 30
do feminino com idades entre 13 e 29 anos e 5 meses. Todos apresentavam
assimetria facial normal, perfil facial agradável e lábios em contato com a
musculatura facial em repouso. Concluiu que a linha perpendicular à SN, que
passava em A projetada num plano oclusal virtual, localizava-se em média, a -
0,5mm da borda incisal do incisivo central superior em indivíduos do gênero feminino
e -1 mm para o masculino. A média total do estudo foi de 0,7mm. O autor afirmou
que um número considerável de indivíduos, 53, e uma porcentagem relativamente
alta, 88% da amostra, encontravam-se nessa faixa de variação.
Com o objetivo de desenvolver um método válido, reproduzível, simples e
não invasivo para medir as inclinações vestíbulo-linguais dos incisivos centrais nos
modelos em gesso e comparar com os ângulos dos incisivos em relação aos planos
maxilar e mandibular, derivados da cefalometria dos mesmos elementos, Richmond ,
Klufas e Sywanyk (1998) (RICHMOND et al., 1998) desenvolveram um aparelho
denominado TIP, que usava uma metodologia semelhante à proposta por Andrews
(1976) (ANDREWS, 1976). Utilizaram uma amostra de 47 modelos em gesso e suas
telerradiografias laterais correspondentes de 12 indivíduos com Classe I; 13 Classe
II, divisão 1; 10 Classe II, divisão 2; 10 Classe III e 2 com mordida aberta anterior.
94 Revisão de Literatura

Pelo método estatístico da análise de regressão linear, obtiveram a maior


associação (r=0,77) entre as medidas dos incisivos centrais superiores. Os autores
concluíram que o método demonstrava validade e reprodutibilidade.
No ano seguinte, Arnett et al. (1999) (ARNETT et al., 1999) avaliaram
cefalometricamente o perfil tegumentar e afirmaram que os fatores dentofaciais
apresentavam grande influência no perfil facial e que esses fatores, quando normais,
produziam balanço e harmonia à base do nariz, lábios, ponto A e B e mento. Além
disso, afirmaram que os ortodontistas e cirurgiões poderiam direcionar os
componentes dentoesqueléticos com precisão e influenciando positivamente o perfil
facial. Nesse trabalho, foi determinado que o valor do ângulo formado pelo longo
eixo do incisivo superior e o plano oclusal superior era de 56,8°, com desvio-padrão
de ± 32,5°em indivíduos do gênero feminino e 57,8° com desvio-padrão de ± 3° no
masculino. Para se realizar um plano de tratamento cefalométrico pela análise
cefalométrica do tecido tegumentar, os autores determinaram sete passos sendo
que o segundo citava que quando a posição dos incisivos era alcançada, a
verdadeira projeção esquelética era revelada sem o mascaramento pelas
compensações dentárias, e que a correta angulação incisal era necessária para os
resultados faciais ideais. Os autores enfatizaram que a posição do incisivo central
superior era a chave para a reconstrução dentofacial e que esse elemento deveria
ser posicionado no sentido horizontal, de acordo com os objetivos cefalométricos e
clínicos. Os incisivos e a maxila deveriam ser movimentados para anterior quando o
nariz apresentasse longo, o contorno facial médio reto, lábios superiores com
ausência de suporte incisal, lábio superior fino e o ângulo do lábio superior
verticalizado.
Ferrario et al. (2001) (FERRARIO et al., 2001) avaliaram as inclinações
tridimensionais dos eixos faciais das coroas clínicas e o tamanho das coroas clínicas
em 100 italianos leucodermas, sendo a amostra composta de 22 indivíduos do
gênero feminino e 21 do masculino, com idades de 13 a 15 anos, e 31 indivíduos do
gênero feminino e 26 masculino com idades de 16 até 26 anos. Concluíram que o
eixo vestibular da coroa clínica dos incisivos diverge da linha média. As inclinações
dos eixos faciais das coroas clínicas demostraram diferenças significativas em
relação ao gênero e à idade, e que as coroas clínicas foram significativamente
maiores no gênero masculino nos caninos, pré-molares, segundos molares, incisivos
superiores e primeiros molares superiores. Os autores demonstraram, também, a
Revisão de Literatura 95

relação da idade com o decréscimo na inclinação do eixo facial da coroa clínica dos
elementos dentários.
No mesmo ano, Lino (2001) (LINO, 2001) descreveu duas abordagens
diferentes para o diagnóstico do posicionamento dos incisivos centrais superiores
nos casos ortodônticos. A primeira citava que, quando as relações entre as bases
apicais do indivíduo apresentassem positivas, uma linha perpendicular à base do
crânio, tangente ao ponto A, projetada 1,0mm abaixo do plano oclusal, determinaria
a posição da borda incisal do incisivo central superior. Esta, quando posicionada
posteriormente ao ponto, determinaria uma discrepância cefalométrica positiva, e o
inverso, discrepância negativa. Quando a relação entre as bases apicais
apresentasse negativa, os incisivos superiores deveriam ser inclinados para
vestibular até a projeção de seu longo eixo se posicionar na metade do terço médio
da linha SN. Se corrigida a mordida anterior, o caso seria apenas de compensação
ortodôntica. Caso a mordida se apresentasse cruzada, a indicação seria de correção
cirúrgica-ortognática.
Arnett e Mclaughlin (ARNETT; MCLAUGHLIN, 2004), em 2004,
determinaram que o torque correto para os incisivos centrais superiores era de
56,8°± 2,5° para indivíduos do gênero feminino e 57 ,8°± 3° para o masculino. Esses
valores foram obtidos pelos ângulos formados pelos longos eixos dos incisivos
centrais superiores e o plano oclusal superior. Este foi obtido através da união dos
pontos cúspides mésio-vestibulares dos primeiros molares superiores e incisal dos
incisivos centrais superiores.
No mesmo ano, McLaughlin, Benett e Trevisi (2004) (MCLAUGHLIN et al.,
2004) citaram que, historicamente, a ênfase do planejamento ortodôntico passou
dos molares para os incisivos inferiores e destes para os incisivos superiores, e que
a maioria dos casos ortodônticos requeriam alteração na posição dos incisivos
superiores para se atingir não somente alinhamento harmonioso dos dentes mas
também o posicionamento dentário no complexo facial, otimizando a estética facial.
Com o aprimoramento ortodôntico-cirúrgico, como ponto de partida para o
planejamento ortodôntico, os autores descreveram o conceito de posição ideal dos
incisivos superiores, sendo possível a previsão de seu posicionamento e a
consequente adequação dos outros elementos em relação à sua posição. Dever-se-
ia observar, também, as características limitantes como as desproporções
esqueléticas solucionadas não somente com recursos ortodônticos, mas sim
96 Revisão de Literatura

combinando a terapia com manobras cirúrgicas-ortognáticas. Os autores afirmaram


ainda que, tradicionalmente, a posição ântero-posterior dos incisivos superiores foi
relacionada com a linha A-Po, com um valor médio de 6mm, e que o torque desses
dentes apresentava um valor médio de 110° a 115° em relação ao plano palatino.
Em relação ao movimento vestibular dos incisivos superiores, os autores
descreveram que essa alteração poderia ser obtida pelo movimento dentário e que,
na cefalometria ortodôntica, o ângulo SNA era utilizado para registrar a posição da
maxila no sentido ântero-posterior. Citaram que o movimento anterior da maxila
contribuía para melhorar a posição ântero-posterior dos incisivos superiores pelo
fato de o ponto A, ponto cefalométrico de difícil registro, seguir a alteração da
posição das raízes dos incisivos superiores durante o nivelamento de casos de
Classe II, divisão 2 de Angle (1899) (ANGLE, 1899).
Cabrera et al. (2005) (CABRERA et al., 2005) observaram o comportamento
das bases apicais, avaliadas pelo método de Wits e Andrews, com as inclinações
vestíbulo-linguais dos incisivos centrais superiores em telerradiografias laterais e
modelos em gesso de 57 brasileiros jovens tratados pela técnica Straight-Wire
padrão. Concluíram que havia correlação quanto ao comportamento da variação das
bases ósseas e as inclinações dos incisivos centrais superiores e inferiores e que,
quando estas se distanciavam positivamente, os incisivos superiores inclinavam-se
para lingual e os inferiores para vestibular. Observaram, também, que ocorria o
inverso quando as bases distanciavam-se negativamente. Encontraram nas
telerradiografias inclinações de 13,35°para os sup eriores e 5,14° para os inferiores.
Nos modelos, observaram 7,96° nos superiores e 5,03 ° nos inferiores.
Vigorito et al. (2006) (VIGORITO et al., 2006) verificaram a influência da
convexidade da face vestibular do incisivo central superior na prescrição do torque
dos bráquetes pré-ajustados quando seu posicionamento vertical apresentava
variação. Os autores utilizaram uma amostra de 50 incisivos centrais superiores que
apresentaram o contorno de suas faces vestibulares escaneadas e analisadas com
o auxílio de um programa de computador. Concluíram que a convexidade cérvico-
incisal da face vestibular do incisivo central superior pode influenciar
significativamente a prescrição do torque dos bráquetes pré-ajustados em
deslocamentos do centro da coroa maiores que 2mm, tanto para incisal como para
cervical.
Revisão de Literatura 97

No ano seguinte, Knösel, Kubein-Meesenburg e Sadat-Khonsari (2007)


(KNOSEL et al., 2007) avaliaram a relação entre o ângulo do longo eixo do incisivo
central superior com a linha NA e o torque dos incisivos centrais superiores
conforme descrição de Andrews. Os materiais desse estudo incluíram
telerradiografias laterais com seus respectivos modelos em gesso de 32 indivíduos
masculinos e 35 femininos, com idades entre 10 e 25 anos, leucodermas, e que não
foram submetidos ao tratamento ortodôntico. Foram utilizadas as telerradiografias
para medir o ângulo do incisivo com a linha NA. Esses dados foram comparados
com os torques dos incisivos obtidos diretamente dos modelos de estudo por meio
de um instrumento de mensuração da inclinação do dente. Os ângulos de torques
obtidos dos modelos em gesso foram em média 16,2° ( dp=5,3°) menor que a
inclinação axial em relação à linha NA. Nessa amostra, foi observada uma variação
de 42,7° do torque e de 47° do ângulo do incisivo, em relação à linha NA, com
correlação positiva forte (r=0,84) entre essas variáveis. Os autores concluíram que a
inclinação dos incisivos centrais poderia ser estimada reconhecendo-se a relação
entre torque e inclinação axial em relação à linha NA, e que a mensuração do torque
nos modelos ortodônticos poderia ser utilizada como um modo objetivo e rápido na
determinação da inclinação axial desse elemento.
Assim, Sangcharearn e Ho (SANGCHAREARN; HO, 2007a) avaliaram a
variação das inclinações dos incisivos e seus efeitos no comprimento do arco na
oclusão de Classe I. Concluíram que a variação da inclinação dos incisivos
superiores nos limites normais pode alterar significantemente a relação molar e,
provavelmente, resultar na intercuspidação inadequada. O posicionamento das
inclinações dos incisivos superiores e inferiores nos limites normais é uma
consideração muito importante durante o diagnóstico ortodôntico e o plano de
tratamento. Portanto, ssso deve ser supervisionado durante o tratamento e ser um
objetivo a ser alcançado nos estágios finais do tratamento.

2.4.2 Relação da posição dos incisivos com os protocolos de


tratamento da Classe II, divisão 1

As inclinações dos incisivos exercem critérios de fundamental importância


para a obtenção da oclusão normal durante o tratamento ortodôntico. As
características comuns associadas ao tratamento da má oclusão de Classe II com
98 Revisão de Literatura

extrações de dois pré-molares superiores são a inclinação mais vestibular dos


incisivos inferiores e insuficiente torque de raiz para palatino nos incisivos
superiores. Isso pode resultar nos overbite e overjet indequados, no fechamento
incompleto do espaço da extração e na inadequada intercuspidação dentária. A
inclinação final dos incisivos superiores e inferiores deve ser considerada quando
uma intercuspidação satisfatória é obtida com overjet e overbite normais
(SANGCHAREARN; HO, 2007a).
O plano de tratamento da Classe II com extrações de dois primeiros pré-
molares superiores considera o efeito de compensações dos incisivos superiores e
inferiores na oclusão. A oclusão total pode ser influenciada por alterações em
qualquer região do arco dentário. Além disso, as alterações do comprimento, a
coordenação dos arcos superior e inferior pode ser comprometida pela inadequada
atenção de detalhe na dobra de segunda e terceira ordem. Essas alterações podem
ser devidas a uma inclinação inadequada dos incisivos, espessura da borda
vestíbulo-lingual, rotação dos dentes, cúspide da coroa mésio-distal e discrepância
do tamanho dentário (SANGCHAREARN; HO, 2007a).
Sangcharearn e Ho (SANGCHAREARN; HO, 2007a) relataram que a
alteração em 20º na inclinação dos incisivos superiores altera a relação molar em
média de 1,8mm se o overjet e o overbite mantiverem-se inalterados. Embora essa
quantidade seja relativamente pequena, demonstrou que o torque de raiz apresenta
potencial para alterar significantemente a oclusão total através das alterações no
comprimento total do arco dentário superior. Os casos finalizados com torque de raiz
palatino inadequado nos incisivos superiores resultam na diminuição do
comprimento do arco superior. Nesses casos, quando o overjet e overbite são
finalizados de acordo com as médias normais, o efeito da inadequada inclinação dos
incisivos superiores pode ser observado posteriormente com condição inferior à
intercuspidação ideal nos segmentos posteriores.
É comum os clínicos proponham que a discrepância do tamanho dentário
seja responsável pela intercuspidação inadequada dos dentes nos casos em que o
overjet e o overbite apresentam normais (ANDREWS, 1972). Entretanto, isso não
ocorre sempre. Embora as inclinações corretas dos incisivos superiores e inferiores
sejam importantes para a obtenção do overjet, overbite e intrecuspidação ideais,
estas não são sempre alcançadas. No tratamento compensatório da Classe II, a
discrepância esquelética é camuflada por compensações dentárias. Embora se
Revisão de Literatura 99

reconheça que a severidade da discrepância ântero-posterior pode impossibilitar a


inclinação ideal dos incisivos superiores, a compreensão dessa intercuspidação
occlusal e seu efeito no overjet e no overbite podem auxiliar o clínico no diagnóstico
e planejamento de tratamento.
Com o objetivo de determinar a quantidade de overjet e overbite resultantes
das alterações nas inclinações de incisivos superiores e inferiores no tratamento de
Classe II esquelética, com extrações de dois pré-molares superiores, Sangcharearn
e Ho (SANGCHAREARN; HO, 2007a) realizaram um estudo em typodont.
Concluíram que o tratamento da Classe II com extrações de dois pré-molares
superiores apresentaram adequado torque palatino de raiz, intercuspidação e
relação dos incisivos adequadas; os incisivos superiores verticalizados podem
resultar na relação de topo a topo dos incisivos com permanência de espaço
residual de extração e/ou intercuspidação inadequada, e a inclinação excessiva dos
incisivos inferiores apresenta um potencial para contribuir com uma oclusão com
mínimo ou nenhum overjet e overbite.
A obtenção da relação de oclusão de Classe I pode não ser alcançada para
todos os tratamentos da má oclusão. Uma das variáveis que pode ser atingida ao
final do tratamento é a inclinação dos incisivos superiores e inferiores, a qual é uma
importante consideração durante o diagnóstico ortodôntico e plano de tratamento.
Andrews (ANDREWS, 1972) afirmou que o grau de inclinação da coroa dos
incisivos superiores e inferiores influencia na oclusão posterior e na estética anterior.
As coroas dos incisivos superiores inclinadas corretamente contribuem para o
overbite normal e oclusão posterior. Quando as coroas são muito verticalizadas, há
perda da harmonia funcional e pode resultar em extrusão dentária. A inclinação
inadequada dos incisivos pode resultar em todos os pontos de contato superiores
localizados mais para mesial ou mais para distal, conduzindo a oclusão inadequada,
significando que, muitas vezes, o problema não é a discrepância do tamanho
dentário.
O comprimento do arco é influenciado pela inclinação dos incisivos. Quando
há deficiência do comprimento do arco, a inclinação dos incisivos superiores deve
ser avaliada. Se os incisivos superiores se apresentam muito verticalizados, o
comprimento do arco superior pode ser aumentado pelo aumento de torque palatino
da raiz. O’Higgins et al (O'HIGGINS et al., 1999) construíram um modelo in vitro de
bráquetes de acrílico de dentes superiores para investigar a hipótese de Andrews
100 Revisão de Literatura

quanto à implicação do espaço quando os incisivos são inclinados


inadequadamente. Eles concluíram que a média da forma dos incisivos, o espaço
requerido de 1 mm pode ser esperado se em todos os quatro incisivos superiores
são aplicados os torques em 5º.
Na oclusão de relação de Classe I, a ausência de um adequado overbite e
overjet nos dentes anteriores pode ser associada com a inclinação inadequada dos
dentes anteriores superiores, discrepância do tamanho dentário ou combinação de
ambos. Os incisivos podem se apresentar relação de topo a topo, resultando na
redução da função anterior (TUVERSON, 1980). A inclinação inadequada dos
incisivos superiores e/ou a discrepânica do tamanho dentário apresentam não
somente efeito na oclusão anterior como também na intercuspidação da oclusão
posterior.
Não há pesquisas que investigaram se a grande variação da inclinação dos
incisivos superiores pode influir na relação de intercuspidação dentária com a
presença de overjet e overbite normais. Estudos recentes (STEADMAN, 1949;
HUSSELS; NANDA, 1987; CORDATO, 1998; HEUSDENS et al., 2000) investigaram
a relação entre o overbite, overjet, angulação e inclinação da coroa, mas não há
pesquisas que investigaram a variação da inclinação dos incisivos e seu efeito na
oclusão posterior.
Sabe-se que as extrações são amplamente utilizadas para a correção de
apinhamento e tratamento compensatório da má oclusão de Classe II, divisão 1.
Os prós e os contras da terapia ortodôntica extracionista têm sido um
assunto controvérso na literatura (PAQUETTE et al., 1992; BISHARA et al., 1995b;
BISHARA et al., 1997a; JAMES, 1998). Embora Angle era contra as extrações
dentárias no tratamento ortodôntico, esse tipo de tratamento foi muito aceito e
utilizado devido à influência de Tweed e Begg nos EUA entre os anos de 1950 e
1970, envolvendo em torno de 80% de toda a intervenção ortodôntica
(REICHENBACH, 1967). Essa tendência de extrações promoveu um aumento da
concavidade nos pacientes, fator referente aos países ingleses como “dish face”
(face em forma abandejada). Desde então, a frequência de extrações de pré-
molares nos EUA foram reduzidas significantemente, sendo essa terapêutica
realizada com a mesma frequência na Europa (PROFFIT, 1994). Com o decorrer
dos anos, dúvidas ainda persistiam quanto aos efeitos negativos das extrações no
perfil facial e também quanto à sua magnitude . Sendo assim, a atratividade do perfil
Revisão de Literatura 101

facial tem sido bastante discutido em diversos estudos (COUSLEY et al., 2003;
HONN; GOZ, 2007; ANIC-MILOSEVIC et al., 2008; HONN et al., 2008).
Com o objetivo de mostrar as alterações da posição dos incisivos superiores
e do lábio superior no tratamento da Classe II com extrações de 2 pré-molares e
avaliar, principalmente, se os lábios servem para predizer e se exercem influência
com esse tratamento, Tadic e Woods (TADIC; WOODS, 2007), em 2007, realizaram
um estudo em telerradiografias laterais, inicial e final, de 61 pacientes com idade de
11 a 18 anos, sendo 39 com Classe II, divisão 1 e 22 Classe II, divisão 2.
Concluíram que há uma grande variação na posição dos incisivos e lábios
superiores e que a morfologia inicial do perfil tegumentar seja provavelmente a
responsável pela posição do lábio ao final do tratamento.
Nesse mesmo ano, com o objetivo de determinar a quantidade de variação
no overjet e overbite que pode resultar das alterações na inclinação dos incisivos
superiores e inferiores com as extrações de 2 pré-molares superiores, no tratamento
da má oclusão de Classe II, Sangcharearn e Ho (2007) (SANGCHAREARN; HO,
2007a) realizaram um estudo em typodont simulando a má oclusão de Classe II
esquelética. A inclinação dos incisivos superiores foi alterada de 100o a 120o em
relação ao plano palatino acrescentando 2o. O overjet e o overbite foram
mensurados a cada 2o de alteração da inclinação dos incisivos superiores.
Concluíram que o tratamento da Classe II com extrações de 2 pré-molares
superiores requer que os incisivos se apresentem corretamente inclinados para se
obter ótima relação dos incisivos e intercuspidação dos posteriores. O torque lingual
de raiz e desgastes interproximais dos incisivos inferiores devem ser realizados
quando estes se encontram muito inclinados para vestibular.
Com o objetivo de investigar se as extrações dos pré-molares influenciariam
na posição dos incisivos e no perfil facial em pacientes com má oclusão de Classe II,
divisão1, Werich e Lisson (WEYRICH; LISSON, 2009), em 2009, realizaram um
estudo em telerradiografias norma lateral, inicial e final de tratamento de 103
pacientes, sendo que 34 foram submetidos ao tratamento com extrações de 2 pré-
molares, 37 com extrações de 4 pré-molares e 32 sem extrações. Concluíram que os
pacientes com extrações de 2 pré-molares superiores apresentaram incisivos
centrais superiores mais inclinados para palatino em relação ao protocolo com
extrações de 4 pré-molares e muito mais inclinados para palatino quando
comparados com os protocolos sem extrações. Além disso, os protocolos com
102 Revisão de Literatura

extrações de 2 pré-molares superiores e 4 pré-molares não prejudicaram a estética


facial.
Portanto, observa-se que os trabalhos na literatura são escassos no que diz
respeito ao estudo da posição dos incisivos nos protocolos de tratamento da má
oclusão de Classe II, divisão 1, o que motivou a elaboração deste estudo para a
elucidação e o esclarecimento de algumas questões ainda persistentes na literatura.

2.5 Avaliação das Extrações baseadas na Cefalometria e no Perfil Facial

Os perfis ósseo e tegumentar, desde os primórdios da ortodontia (DOWNS,


1956; RICKETTS, 1960; STEINER, 1960; CASE, 1964a; RICKETTS, 1968; PECK;
PECK, 1970; TANG; WEI, 1993), sempre apresentaram não só para avaliar o
tratamento a ser utilizado, com aplicação da ortopedia (RUF et al., 1998), ortodontia
com ou sem extrações (DROBOCKY; SMITH, 1989; KLAPPER et al., 1992;
BISHARA et al., 1997A; ZIERHUT et al., 2000; AL-NIMRI, 2003) ou cirurgia
ortognática (ARNETT; BERGMAN, 1993; RUF; PANCHERZ, 2004), como também
para avaliar os resultados ao final do tratamento (BISHARA et al., 1997a; VAUGHT,
2000).
Os casos de Classe II completa tratados com as extrações de 4 pré-molares
necessitam de uma grande colaboração dos pacientes na utilização dos aparelhos
de reforço de ancoragem com a finalidade de obter-se um ótimo resultado oclusal.
Se estes mesmos casos forem tratados com as extrações de somente dois pré-
molares, a quantidade de uso de reforço de ancoragem é bem menor do que a
situação anterior. A utilização de reforço de ancoragem nos casos tratados com
extrações pode levar a uma maior retrusão superior e consequente achatamento do
perfil, levando a resultados cefalométricos insatisfatórios.
A cefalometria, durante longo tempo, baseou-se na posição dos incisivos
inferiores na base óssea para ditar o planejamento ortodôntico, definindo por esse
critério a necessidade ou não de extrações (STEINER, 1953; TWEED, 1954;
STEINER, 1960).
Para alcançar ótima estética e estabilidade, Tweed (TWEED, 1954) advogou
posicionar os incisivos inferiores verticalizados na base, isto é, em angulação de 90o
com o plano mandibular, com uma pequena variação para mais ou para menos,
Revisão de Literatura 103

dependendo do ângulo do plano mandibular, para manter um FMIA entre 65o e 68o,
e posicionar os incisivos superiores com trespasses horizontais, verticais e ângulo
interincisivos ideais em relação aos inferiores. Dessa forma, Tweed decidia a
posição dos incisivos e, consequentemente, a indicação de extrações somente pela
angulação dos incisivos inferiores.
STEINER (STEINER, 1953; STEINER, 1960) recomendava, em sua análise,
posições para os incisivos superiores e inferiores na face. Essas posições são
determinadas em relação às linhas NA e NB e variam de acordo com o
relacionamento dos maxilares indicados pelo ângulo ANB. Um ANB de 2o é
considerado ideal com os incisivos superiores em 22o e 4mm anterior à linha NA, e
os incisivos inferiores em 25o e 4mm anterior à linha NB. Os incisivos superiores
devem ser reposicionados a 1o e 1mm em relação à NA, e os inferiores a 1o e
somente ¼ mm em relação à NB para cada grau de variação do ANB no que diz
respeito à normalidade. Como o ANB em seus diagramas de referência varia de -1o
a +8o, a posição ideal dos incisivos superiores altera 9mm em relação à NA,
enquanto que a posição dos incisivos inferiores altera 1,75mm em relação à NB. De
acordo com Creekmore (CREEKMORE, 1997), isso mostra como a análise de
Steiner se baseia na posição dos incisivos inferiores para posicionar os dentes na
face. Suas posições permanecem quase constantes enquanto os superiores variam
bastante para se adequar a eles.
Devido à crescente preocupação da comunidade ortodôntica em tratar os
pacientes buscando ideais cefalométricos, em 1955, Wylie (WYLIE, 1955) criticou a
avaliação da finalização, bem como do próprio planejamento inicial, adquirindo como
base somente a inclinação do incisivo inferior com o plano mandibular ou com o
plano de Frankfurt. Alertou para a variabilidade de posição desses dentes, mesmo
diante de resultados com faces agradáveis. Argumentou que a qualidade do
resultado final está mais relacionada ao padrão favorável de crescimento do
paciente do que especificamente à inclinação dos incisivos, ou à alteração da
posição dos mesmos durante o tratamento.
Downs (DOWNS, 1956), em 1956, avaliando o relacionamento ideal dos
dentes e bases ósseas com o perfil, criticou o método utilizado por Tweed na
avaliação da posição dos incisivos inferiores, devido ao fato de sua análise basear-
se muito no plano de Frankfurk, o qual apresenta grande variabilidade decorrente da
difícil localização do ponto Po. Ainda relata que o uso do triângulo de Tweed
104 Revisão de Literatura

apresenta como característica o aplainamento da face, esta uma preferência do


próprio Tweed. Nesse mesmo trabalho (DOWNS, 1956), faz referência ao raciocínio
de Steiner (STEINER, 1953) que avalia a posição do incisivo inferior relativo à linha
NB em medida linear, posicionando o incisivo 4mm à frente dessa linha e também
angular, com média de 25o, relatando seu grande valor uma vez que é uma análise
direta da posição dentária com o perfil.
Holdaway (HOLDAWAY, 1956) observou um relacionamento importante
entre a medida dos incisivos inferiores em relação à linha NB e o pogônio medido
em relação à NB. Ele relatou que o contorno facial aproxima-se do ideal quando
essas duas medidas são iguais.
Riedel (RIEDEL, 1957), em 1957, relatou que os perfis de artistas de
Hollywood foram avaliados como apenas aceitáveis e apresentando biprotrusão, ao
serem submetidos ao julgamento de ortodontistas (estudo piloto). Entretanto, alertou
que as artistas poderiam estar em evidência por outra razão que não a estética
facial. Por isso, conduziu uma pesquisa com uma amostra selecionada pelo aspecto
estético propriamente dito, composta por 30 participantes do concurso de rainha e
princesas de Seattle de 1955. Após a avaliação dos traçados das telerradiografias
em norma lateral, observou que em 13 casos a intersecção entre as linhas axiais
dos incisivos superiores e inferiores coincidiu com a linha NA ou AP, e que em
outros 12 apresentava muito próxima. Em apenas cinco casos a intersecção
localizava à frente de NA ou AP. O IMPA apresentou a média de 94o, variando de
80º até 116º, enquanto o ANB médio foi de 3,4o, variando de 0,5o até 7o. O autor
concluiu que o conceito de estética facial dos leigos aproxima-se daquele dos
ortodontistas.
Burstone (BURSTONE, 1958) relacionou a necessidade de extrações e
retração dos dentes anteriores de acordo com a análise do perfil mole do paciente,
pois demonstrou que indivíduos apresentam as mesmas características
cefalométricas e má oclusão, podendo apresentar necessidades diferentes de
tratamento devido à espessura e tipo dos tecidos moles.
Contrariando o raciocínio convencional, Creekmore (CREEKMORE, 1997)
estabeleceu que o posicionamento ótimo dos dentes na face deve ser determinado
pela posição dos incisivos superiores, e não pelos incisivos inferiores, devido ao fato
de estes apresentarem muito a influência da rotação mandibular nos casos de
padrão de crescimento vertical ou horizontal, sendo, portanto, confiáveis somente
Revisão de Literatura 105

nos casos de pacientes com padrão facial equilibrado. Nos casos de pacientes que
não apresentam padrão normal, a utilização das análises de Steiner, Rickets e
Radney provocaria retrusão excessiva na face, com resultados não estéticos. Dessa
forma, propõe algumas modificações nas análises de Rickets, Steiner e Radney, e
sugere basear-se o posicionamento dos incisivos superiores e inferiores em suas
relações com a linha NA, apresentando idealmente os incisivos superiores 4 a 5mm
à sua frente e os incisivos inferiores coincidentes ou bem próximos à NA, quando há
alterações significativas no ângulo ANB. Para que se atinjam ótimos resultados em
casos fora do padrão normal, propõe também extrações estratégicas, como a
seleção do segundo pré-molar inferior no lugar do primeiro e as prescrições
individualizadas de bráquetes.
Em 1968, Ricketts (RICKETTS, 1968) estudou a aplicação do seu plano E
ou Plano Estético, formado por uma linha entre a ponta do nariz e o pogônio. Sobre
uma amostra de adultos, concluiu que o lábio inferior em condições normais
apresentava posicionado posteriormente ao Plano E, em média a –4mm, com desvio
padrão de 3mm. E nos pacientes em idade pubertária ou finalizando o tratamento
ortodôntico, com idades entre 12 e 14 anos, com boa estética, foi encontrada uma
média de -2mm, com desvio-padrão de 3mm.
No clássico trabalho sobre os conceitos da estética facial, em 1970, PECK &
PECK (PECK; PECK, 1970) examinaram 52 adultos jovens com boa estética facial,
sob o crivo da população leiga. A amostra provinha de vencedoras de concurso de
beleza, modelos profissionais e personalidades do mundo do entretenimento. As
análises cefalométricas de Downs e Steiner demonstraram que o público preferia
perfis mais cheios e padrões dentofaciais mais protrusos do que as medidas
normativas comumente empregadas.
Alvarez (ALVAREZ, 2001), assim como Creekmore (CREEKMORE, 1997),
também propôs basear-se o posicionamento dos dentes de acordo com a posição
dos incisivos superiores, pois estes suportam tanto o lábio superior como o inferior,
tão importantes na estética facial. Para isso idealizou um plano de referência, linha
A, que seria perpendicular ao plano horizontal da face, com a cabeça na posição
natural, posicionada no terço mais próximo do esqueleto entre o ponto A esquelético
e o ponto A no tecido mole. Os incisivos superiores deveriam estar posicionados
coincidentes a ela ou 1mm à sua frente. Já os incisivos inferiores deveriam se
acomodar dependendo do relacionamento sagital entre maxila e mandíbula.
106 Revisão de Literatura

2.6 Índice de Avaliação

A má oclusão tem interessado aos epidemiologistas durante 24 séculos,


desde que Hipócrates incluiu a condição de “dentes tortos” no seu sexto livro sobre
epidemias. Entretanto, foi só em 1899 que Angle empenhou-se em classificar os
tipos de más oclusões (TURNER, 1990).
Os métodos utilizados para descrever e mensurar as más oclusões podem
ser divididos em dois grandes grupos, os qualitativos e os quantitativos. Os métodos
qualitativos foram os primeiros desenvolvidos (TANG; WEI, 1993) e registram cada
detalhe da má oclusão, permitindo estimar sua prevalência em uma dada população
(SHAW et al., 1995). Como exemplo, podem ser citados os métodos de Angle
(ANGLE, 1899), Stallard (STALLARD, 1932), Maccall (MACCALL, 1944), Sclare
(SCLARE, 1945), Fisk (FISK, 1960 ), Björk; Krebs; Solow (BJORK et al., 1964), etc.
Os métodos quantitativos surgiram posteriormente, nas décadas de 50 e 60, e
buscam mensurar a severidade das más oclusões (TANG; WEI, 1993).
Atualmente, vários índices oclusais utilizados para mensurar as más
oclusões têm sido descritos na literatura norte-americana e alguns deles são
aplicados para determinar o acesso à assistência pública na área ortodôntica, visto
que nesse país, e em vários países da Europa, uma significativa parcela dos
tratamentos ortodônticos realizados apresenta relacionada aos serviços de saúde
pública. Além disso, mais recentemente, esses índices estão sendo utilizados em
pesquisas (SHAW et al., 1995).
Sendo assim, a aplicabilidade desses índices tem-se tornado cada vez mais
ampla. Segundo Shaw; Richmond; O’brien (SHAW et al., 1995), os índices oclusais,
de uma maneira geral, podem auxiliar: (1) na distribuição mais coerente dos
recursos destinados ao atendimento público, (2) na verificação e padronização dos
tratamentos ortodônticos, (3) na melhor identificação das más oclusões que
necessitam tratamento e (4) no consentimento por escrito do paciente nos casos em
que a relação custo/benefício é desfavorável. O autor conclui que o índice PAR e
INTO (Índice da Necessidade de Tratamento Ortodôntico) apresentam um
satisfatório desempenho das funções acima descritas
Há muito os modelos de estudo contribuem sobremaneira para o diagnóstico
do tratamento ortodôntico. Han et al. (HAN et al., 1991) concluíram que somente a
análise dos modelos de estudo (desconsiderando as informações da telerradiografia,
Revisão de Literatura 107

panorâmica e fotografias) proveu informações para planejar adequadamente mais


da metade (55%) dos casos que foram analisados por cinco ortodontistas.
Atualmente, a aplicação dos índices oclusais aos modelos de estudo para avaliar o
resultado (AL YAMI et al., 1998), a estabilidade (WOODS et al., 2000), a
necessidade (GRAINGER, 1967), e a complexidade (DANIELS; RICHMOND, 2000),
dos tratamentos, tem ressaltado ainda mais a importância desse registro de
diagnóstico na documentação ortodôntica.
Em geral, os índices são criados com propósitos específicos como a
avaliação de resultado, complexidade, necessidade do tratamento ou da severidade
(Hill, 1992) das más oclusões. A utilização de um índice para um propósito diferente
daquele inicialmente definido requer um estudo de validação do índice para essa
nova finalidade.
O índice de prioridade de tratamento (IPT), elaborado por Grainger
(GRAINGEr, 1967) (1967), teve como precursor o índice ESM (Estimativa da
Severidade da Má oclusão) desenvolvido pelo mesmo autor no Burlington
Orthodontic Research Center. O propósito inicial para o desenvolvimento do IPT foi
determinar se o tratamento ortodôntico reduzia a severidade da má oclusão abaixo
do nível de significância utilizado na saúde pública. Portanto, esse índice foi
elaborado no intuito de avaliar o grau de melhora decorrente do tratamento
ortodôntico. Mais recentemente, Ghafari; Locke; Bentley (GHAFARI et al., 1989)
(1989), ressaltaram que o IPT é um excelente indicador da presença de má oclusão.
Desde então, o índice IPT tem sido utilizado por outros autores, seja como
um eficiente indicador da presença e severidade da má oclusão, seja como um
confiável instrumento de avaliação da eficácia do tratamento ortodôntico (GHAFARI
et al., 1989; JANSON et al., 2003a; JANSON et al., 2004a).
Estudando a aplicação do IPT na dentadura mista, Turner (TURNER, 1990)
(1990) observou que um dos fatores responsáveis pela menor validade do IPT nesse
estágio de desenvolvimento da oclusão era o grau de sobremordida. De fato, a
medida de sobremordida, utilizada por Grainger (GRAINGER, 1967) na elaboração
do índice IPT, confirma que o grau de sobremordida varia com a idade e, para o
índice manter o seu grau de validade constante, ele teria que ajustar os seus valores
referenciais de acordo com a idade da amostra estudada.
De acordo com Shaw et al. (SHAW et al., 1991) (1991), um índice oclusal
deve deter alguns requisitos importantes tais como fácil aplicação, boa
108 Revisão de Literatura

reprodutibilidade, sensibilidade às alterações oclusais para melhor ou pior, mínimo


grau de subjetividade para aplicação, confiabilidade e validade para o objetivo a que
se propõe. Esses requisitos, segundo Richmond et al. (RICHMOND et al., 1992a)
(1992), são preenchidos pelo índice PAR, criado em 1987 com o intuito de fornecer
um único valor para todas as anomalias oclusais que podem ser encontradas em
uma mesma má oclusão. Esse índice, elaborado por um grupo de dez ortodontistas
britânicos, foi julgado válido e confiável para avaliar os resultados oclusais do
tratamento ortodôntico por um grupo de 74 examinadores, compostos por 48
especialistas em ortodontia e 26 clínicos gerais. Os autores concluíram que o índice
PAR oferece uniformidade e padronização em avaliar os resultados do tratamento
ortodôntico.
Os resultados do tratamento são estimados a partir da diferença calculada
entre os valores dos índices obtidos nas fases pré e pós-tratamento, sendo que o
valor numérico dessa diferença é inversamente proporcional ao grau de melhora
obtido com o tratamento ortodôntico (RICHMOND et al., 1992a) .
Com relação à utilização do índice PAR, Richmond et al. (RICHMOND et al.,
1995) (1995) demonstraram que cirurgiões-dentistas podem ser facilmente treinados
para aplicar satisfatoriamente esse índice. Um dos aspectos não abordados por
esse índice é a oclusão funcional, uma vez que os dados são obtidos
exclusivamente da análise dos modelos (RICHMOND et al., 1992a).
Uma outra importante particularidade do índice PAR, em relação aos demais
índices, é a forma de avaliar a relação ântero-posterior nos segmentos posteriores
dos arcos. Sabe-se que o tratamento da Classe II, divisão 1 com extrações de
apenas dois pré-molares superiores, é finalizado com os molares em relação de
Classe II e os caninos em Classe I. Embora essa oclusão não apresente qualquer
comprometimento funcional (DEANGELIS, 1973; ZACHRISSON, 1986), ela é
penalizada pelos índices oclusais tais como o IO (índice oclusal) e o IPT (índice de
prioridade de tratamento), devido à relação molar de Classe II presente ao final do
tratamento. Porém, em razão de o índice PAR não avaliar a relação molar, mas sim
a intercuspidação dos segmentos posteriores do arco, a relação molar de Classe II
não é considerada como uma característica preditiva de má oclusão (Buchanan et
al., 1993).
Posteriormente à sua elaboração e publicação, o índice PAR foi reavaliado
por um grupo de onze ortodontistas norte-americanos quanto à sua eficácia em
Revisão de Literatura 109

retratar o grau de severidade das más oclusões e o nível de complexidade do


tratamento. A eficácia do índice foi considerada melhor quando novos pesos foram
registrados a cada um dos componentes do índice. Mediante a essas modificações,
os autores concluíram que o índice PAR constituiu um eficiente método de
investigação da eficácia do tratamento ortodôntico a partir da avaliação das
alterações oclusais (DEGUZMAN et al., 1995). Certamente, a maior repercussão
desta nova distribuição dos pesos foi a eliminação do apinhamento ântero-inferior
como variável que contribui para a predição da severidade da má oclusão. A
explicação para essa questão foi a facilidade em alinhar os dentes após a realização
de extrações. Contudo, deve-se considerar que a necessidade de extrações já é um
premonitório da severidade da má oclusão (HOLMAN et al., 1998; TURBILL et al.,
2001), além de observar que em alguns casos a complexidade do tratamento
aumenta mediante a realização de extrações, como, por exemplo, no tratamento da
má oclusão de Classe II com indicação de extrações inferiores (JANSON et al.,
2004a).
Em 1990, Hamdan; Rock (HAMDAN; ROCK, 1999) concluíram que o índice
PAR apresentaria a sua validade aumentada se as diferentes Classes de más
oclusões fossem consideradas individualmente, recebendo pesos diferenciados e,
portanto, mais adequados às características morfológicas de cada uma delas. Como
exemplo, o autor ressalta que nas más oclusões de Classe II, divisão 2 e Classe III,
maior peso seria registrado ao grau de sobremordida; nas más oclusões de Classe I,
o maior peso seria designado para a avaliação da linha média e na Classe II, divisão
1 o trespasse horizontal continuaria a registrar o maior peso.
Embora Buchanan et al. (BUCHANAN et al., 1993) tenham observado que o
IO (Índice Oclusal de Summers) (SUMMERS, 1971) é igualmente confiável ao índice
PAR, na análise dos resultados do tratamento, Tang; Wei (TANG; WEI, 1990)
asseveram que o IO é inadequado à avaliação do resultado do tratamento
ortodôntico, visto que eles não consideram espaços residuais que podem perpetuar
nos arcos dentários após o tratamento.
Uma vez que esse estudo apenas visa à análise em modelos dos resultados
oclusais do tratamento da Classe II, outros índices como o INTO (SHAW et al., 1995)
(Índice da Necessidade de Tratamento Ortodôntico) e o ICON (DANIELS;
RICHMOND, 2000) (Índice da Complexidade Resultado e Necessidade) que
110 Revisão de Literatura

incorporam em sua análise componentes estéticos, funcionais e de saúde dentária


não serão considerados nesta revisão.
Considerando que o propósito de avaliação do índice PAR é mais
condizente com as características deste estudo e apresenta menor limitação
operacional, esse índice será aplicado aos modelos de estudo da amostra
selecionada nesta pesquisa.

2.7 Conclusões da Revisão de Literatura

A revisão da literatura demonstrou que dentre os protocolos de tratamento


da Classe II, as extrações de 2 pré-molares superiores apresentaram melhores
resultados oclusais em relação aos protocolos sem e com extrações de 4 pré-
molares. Porém, mesmo assim dúvidas persistem em relação à finalização dos
casos tratados com extrações de 2 pré-molares superiores em relação à posição,
principalmente, dos incisivos superiores.
A importância da obtenção da inclinação dos incisivos no final do tratamento
é evidenciada com a avaliação histórica da ênfase do planejamento ortodôntico que
passou dos molares para os incisivos inferiores e destes para os incisivos
superiores, sendo que a maioria dos casos ortodônticos requer alteração na posição
dos incisivos superiores para se atingir não somente alinhamento harmonioso dos
dentes, mas também o posicionamento dentário no complexo facial, otimizando a
estética facial (MCLAUGHLIN et al., 2004).
Sendo assim, se antes a preocupação consistia em finalizar o tratamento
com molar em Classe II, atualmente algumas dúvidas persistem em relação à
posição final, principalmente, dos incisivos superiores nos protocolos sem e com
extrações.
Sabendo-se da importância do relacionamento dos dentes e das bases
ósseas com o perfil facial, muitos estudos na literatura continuam sendo realizados
com o objetivo de esclarecer os efeitos dos protocolos de tratamento sem e com
extrações no perfil tegumentar, bem como o efeito da variação morfológica e da
espessura do tecido mole perante a estes protocolos.
Diante dos conhecimentos prévios e das dúvidas ainda persistentes em
relação especificamente à posição final dos incisivos superiores no tratamento da
Revisão de Literatura 111

Classe II, divisão 1, principalmente entre os protocolos sem e com extrações de 2


pré-molares superiores, foi planejado o desenvolvimento deste estudo, visando a
contribuir para a sua elucidação. Os resultados desta pesquisa poderão auxiliar o
ortodontista em sua decisão no plano de tratamento, principalmente quanto à
posição final dos incisivos superiores, para cada uma das três modalidades,
considerando-se especialmente entre os protocolos sem e com extrações de 2 pré-
molares superiores.
112 Revisão de Literatura
Proposição 115

3 PROPOSIÇÃO

O objetivo deste estudo é avaliar as estruturas dentoesqueléticas e


tegumentares finais, principalmente, a posição dos incisivos superiores de pacientes
submetidos aos protocolos sem extrações, com extrações de 2 pré-molares
superiores e 4 pré-molares no tratamento da má oclusão de Classe II, divisão 1 e de
indivíduos com oclusão normal.
Material e Métodos 119

4 MATERIAL E MÉTODOS

Como esta pesquisa utilizou-se de grupos experimentais e controle, a seção


de material e método foi dividida em grupos. Alguns itens foram semelhantes na
metodologia, sendo assim estes foram explanados em conjunto.

4.1 Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa

O material da pesquisa foi utilizado após a aprovação deste estudo pelo


Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade
de São Paulo, sendo o número do Processo 005/2008 (Anexo 1).

4.2 Material

A amostra constituiu-se de 120 telerradiografias (90 final de tratamento e 30


de faixa etária compatível) em norma lateral e 210 modelos de gesso (180 modelos
inicial e final; e 30 de faixa etária compatível), divididos em quatro grupos, sendo 3
grupos experimentais e 1 grupo controle:

 Grupos Experimentais:
• Grupo 1: 30 pacientes
• Grupo 2: 30 pacientes
• Grupo 3: 30 pacientes

 Grupo Controle (oclusão normal)


• Grupo 4: 30 indivíduos
120 Material e Métodos

4.2.1 Grupos Experimentais

A. Seleção da amostra

A seleção da amostra do grupo experimental foi de caráter retrospectivo,


realizada a partir de registros de, aproximadamente, 4000 pacientes submetidos ao
tratamento ortodôntico nos cursos de Pós-Graduação (Lato e Stricto Sensu) do
arquivo da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru,
Universidade de São Paulo, Brasil.

B. Características da amostra

Os critérios básicos para a seleção da amostra dos grupos experimentais


incluíram as seguintes características:

 Má oclusão de Classe II, divisão 1, completa e bilateral sem outras


características dentoalveolares e esqueléticas;
 Pacientes submetidos aos três protocolos de tratamentos: sem extrações,
com extrações de 2 pré-molares superiores e 4 pré-molares;
 Presença de todos os dentes permanentes até os primeiros molares;
 Ausência de dentes supranumerários, impactados e anomalias quanto ao
tamanho e/ou forma dos dentes;
 Tratamento com aparelho fixo pela mecânica edgewise;
 Exclusão de casos tratados com cirurgia ortognática;
 Documentação ortodôntica completa;
 Não apresentar consideração referente à etnia durante a seleção dos casos;
 Presença de melhores resultados oclusais. Valor do índice PAR (Peer
Assessment Rating) ≤ 5 (RICHMOND et al., 1992a; BUCHANAN et al., 1993);
 Todos os grupos deveriam apresentar idade inicial, severidade inicial,
qualidades oclusais pós-tratamento e gênero compatíveis.
Material e Métodos 121

C. Divisão da amostra

A amostra dos três grupos experimentais foi dividida de acordo com o


protocolo de tratamento utilizado para a correção da má oclusão de Classe II,
divisão 1, completa e bilateral (ANDREWS, 1975; CREEKMORE, 1997; WHEELER
et al., 2002).
Portanto, os grupos foram assim diferenciados:

 Grupo 1: Pacientes submetidos ao protocolo sem extrações.

 Grupo 2: Pacientes submetidos ao protocolo com extrações


de 2 pré-molares superiores.

 Grupo 3: Pacientes submetidos ao protocolo com extrações


de 4 pré-molares.

D. Quantidade de pacientes da amostra

Dentre as 4.000 documentações ortodônticas do arquivo da Disciplina de


Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, 90
pacientes preencheram os critérios de seleção para compor essa amostra de grupos
experimentais, sendo 30 pacientes constituídos em cada um dos três grupos.
122 Material e Métodos

E. Constituição dos Grupos Experimentais

 Grupo 1

O grupo 1 constituiu-se de 30 pacientes (19 do gênero feminino e 11 do


gênero masculino) com idade média inicial de 12,38 anos (mínima: 10,11, máxima
de 14,42 e desvio-padrão: 1,22) e final de 14,95 anos (mínima: 12,76, máxima:
18,82 e desvio-padrão: 1,58). A mecânica do tratamento sem extrações constituiu-se
de AEB para corrigir a relação ântero-posterior de Classe II e o uso de elásticos de
Classe II para auxiliar na obtenção da relação de Classe I de canino e molar.

 Grupo 2

O grupo 2 constituiu-se de 30 pacientes (17 do gênero feminino e 13 do


gênero masculino) com idade média inicial de 12,68 anos (mínima: 10,67, máxima
de 14,67 e desvio-padrão: 1,08) e final de 15,28 anos (mínima: 12,43, máxima:
18,29 e desvio-padrão: 1,30). A mecânica do tratamento com extrações de 2 pré-
molares superiores constituiu-se de retração em massa dos dentes anteriores com o
fio retangular e o uso de elástico corrente para a correção do overjet e da relação de
Classe II de canino. Utilizou-se o AEB como reforço de ancoragem para manter a
relação de Classe II de molar. Quando necessário, os elásticos de Classe II foram
utilizados para auxiliar na correção da relação de canino.
Material e Métodos 123

 Grupo 3

O grupo 3 constituiu-se de 30 pacientes (15 do gênero feminino e 15 do


gênero masculino) com idade média inicial de 13,10 anos (mínima: 11,08, máxima:
18,25 e desvio-padrão: 1,56) e final de 15,55 anos (mínima: 12,99, máxima: 19,39 e
desvio padrão: 1,56). O protocolo com extrações de 4 pré-molares apresentaram as
seguintes combinações: 23 pacientes com os primeiros pré-molares superiores e os
primeiros pré-molares inferiores, 6 pacientes com os primeiros pré-molares
superiores e segundos pré-molares inferiores, 1 paciente com os segundos pré-
molares superiores e segundos pré-molares inferiores. A mecânica constituiu-se de
uso intenso de AEB (IHG ou KHG) associados à PLA (Placa Lábio Ativa). Os
elásticos de Classe II foram também utilizados para auxiliar na correção dessa
discrepância ântero-posterior.

A mecânica ortodôntica em todos os grupos experimentais incluiu o aparelho


fixo edgewise com os bráquetes convencionais 0,022” x 0,028” e a sequência de fios
utilizada foi 0,015” Twist-Flex ou 0,016” Nitinol, seguidos de 0,016”; 0,018”; 0,020” e
0,021” x 0,025” ou 0,018” x 0,025” fios de aço inoxidável (Unitek 3M, Monrovia,
Calif). A sobremordida foi corrigida com curva de Spee acentuada e reversa.

F. Material da amostra

A amostra dos grupos experimentais, constituída inicialmente de pacientes


com má oclusão de Classe II, divisão 1, completa e bilateral (Fig.1), foi selecionada
a partir de modelos de estudo inicial e final (Figs. 2 e 3) e telerradiografias iniciais e
finais (Fig.4) em norma lateral. Realizou-se a calibração da examinadora (T.M.S.)
em modelos de estudos previamente mensurados em trabalho prévio (BARROS,
2004; JANSON et al., 2007a), anteriormente à realização das medidas do estudo,
para conferir precisão e confiabilidade dos critérios de seleção da amostra.
124 Material e Métodos

F.1 Má Oclusão de Classe II, divisão 1, completa e bilateral

Figura 1. Ilustração de um paciente com má oclusão de Classe II, divisão 1,


completa e bilateral (Cortesia dos Dr. Janson, G. e Dr. Barros, S.E.C.).
Material e Métodos 125

F.2 Modelos de Estudo

• Inicial (Objetivo: calcular o índice PAR i para compatibilizar a severidade inicial


entre os grupos experimentais).

Figura 2. Modelo de estudo inicial.

• Final (Objetivo: calcular o índice PAR f para selecionar os melhores resultados


oclusais com o valor do índice PAR f ≤ 5).

Figura 3. Modelo de estudo final.


126 Material e Métodos

F.3 Telerradiografias em norma lateral inicial e final

A B

Figura 4. Telerradiografias em norma lateral. A. Inicial B. Final.

4.2.2 Grupo Controle

A. Seleção da amostra

A seleção da amostra do grupo controle, oclusão normal, foi obtida a partir


dos registros do Burlington Growth Centre, Departamento de Ortodontia da
Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto, Canadá. Esse material foi,
gentilmente, concedido pelo professor Dr. Bryan D. Tompson, responsável pela
mesma Instituição e sendo o co-orientador desta pesquisa.
Material e Métodos 127

B. Características da amostra

Os critérios básicos para a seleção da amostra do grupo controle incluíram


as seguintes características:
• Presença de oclusão normal sem tratamento ortodôntico prévio;
• Presença de todos os dentes permanentes até o primeiro molar;
• Documentação ortodôntica completa;
• Todos os indivíduos deveriam apresentar-se compatíveis quanto à
idade final e ao gênero dos grupos experimentais.

C. Divisão da amostra

O critério utilizado para a divisão da amostra em grupo 4 (controle) foi o de


indivíduos com oclusão normal não submetidos ao tratamento ortodôntico prévio.

D. Quantidade de indivíduos da amostra

Dentre as documentações de crescimento craniofacial no Burlinghton


Growth Centre, Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto, 30 indivíduos
preencheram os critérios de seleção para compor essa amostra de grupo controle de
oclusão normal.

E. Constituição do Grupo Controle

O grupo 4 constituiu-se de 30 indivíduos (15 feminino e 15 masculino) com


idade média de 14,93 anos (mínima: 14, máxima: 16 e desvio-padrão: 1,01) com
oclusão normal sem tratamento ortodôntico prévio.

F. Material da amostra

Para a seleção da amostra do grupo controle, utilizaram-se telerradiografias


em norma lateral de indivíduos com oclusão normal (Figs. 5 a 7).
128 Material e Métodos

F.1 Oclusão Normal

Figura 5. Ilustração de um indivíduo com oclusão normal sem tratamento ortodôntico


prévio. (Cortesia do Prof. Dr. Janson, G.).
Material e Métodos 129

F.2 Modelo de Estudo

Figura 6. Modelo de estudo de um indivíduo com oclusão normal sem tratamento


ortodôntico prévio.
130 Material e Métodos

F.3 Telerradiografia em norma lateral de Oclusão Normal*

Figura 7. Telerradiografia em norma lateral de um indivíduo com oclusão normal


sem tratamento ortodôntico prévio.
* Burlington Growth Centre, Toronto, Ontário, Canadá.

4.3 Métodos

4.3.1 Pastas Ortodônticas

A. Grupos Experimentais

As pastas ortodônticas relativas à amostra selecionada no arquivo da


Disciplina de Ortodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de
São Paulo, foram utilizadas na primeira fase de seleção para a obtenção de alguns
dados relevantes à realização deste trabalho como:
Material e Métodos 131

 Utilizou-se da ficha de dados cadastrais para o registro do nome


completo dos pacientes, gênero e data de nascimento;

 A ficha do planejamento terapêutico inicial de cada paciente foi


consultada quanto ao protocolo de tratamento proposto para a correção da má
oclusão de Classe II;

 As pastas ortodônticas foram examinadas quanto à presença e


qualidade das telerradiografias em norma lateral inicial e final para permitir a
realização dos traçados cefalométricos.

B. Grupo Controle

As pastas ortodônticas relativas à amostra selecionada no Burlington Growth


Centre, Departamento de Ortodontia, Faculdade de Odontologia, Universidade de
Toronto, foram utilizadas na seleção para a obtenção de alguns dados relevantes à
realização deste trabalho como:

 Utilizou-se da ficha de dados cadastrais para o registro do nome


completo dos pacientes, gênero e data de nascimento;

 A ficha do planejamento terapêutico inicial de cada paciente foi


consultada quanto à ausência de tratamento ortodôntico prévio;

 As pastas ortodônticas foram examinadas quanto à avaliação de


telerradiografias em norma lateral de faixa etária compatível.
132 Material e Métodos

4.3.2 Análises de modelos

A. Grupos Experimentais

Os modelos de estudo inicial e final foram utilizados para avaliar a


severidade inicial da má oclusão e selecionar os melhores resultados oclusais,
respectivamente, de acordo com o PAR (Peer Assessment Rating) (RICHMOND et
al., 1992b; DEGUZMAN et al., 1995, RICHMOND et al., 1992a).
O critério de seleção dos melhores resultados oclusais foi o índice PAR ≤ 5.
De acordo com Richmond et. al. (RICHMOND et al., 1992a) e Buchanan et. al.
(BUCHANAN et al., 1993), quando o PAR é menor ou igual a 5, a oclusão é considerada
quase perfeita. Assim, todos os modelos de gesso finais avaliados com índice PAR ≤
5 foram selecionados e estabelecidos como bastante satisfatórios para final de
tratamento conforme DeGuzman et al., 1995 (DEGUZMAN et al., 1995); Richmond
et al., 1992a (RICHMOND et al., 1992a), 1992b (RICHMOND et al., 1992b).

 Avaliação do Índice Oclusal PAR

O índice oclusal PAR foi utilizado para avaliar quantitativamente as relações


oclusais intra e interarcos observadas nos modelos de estudo inicial e final do
tratamento dos 90 pacientes selecionados na amostra. Porém, como foi avaliado em
dois modelos, inicial e final, de cada paciente avaliou-se no total 180 modelos de
estudo. Esse índice foi elaborado em 1992 por Richmond et al., 1992a (RICHMOND
et al., 1992a), 1992b (RICHMOND et al., 1992b) e aperfeiçoado por DeGuzman et
al., 1995 (DEGUZMAN et al., 1995).

 Cálculo do PAR

O índice oclusal PAR foi calculado nos modelos de gesso nas fases inicial e
final do tratamento, a partir de uma tabela (Tabela 1) onde apresentam sintetizadas
as principais características da oclusão a serem avaliadas, bem como os parâmetros
necessários a essa avaliação.
Material e Métodos 133

O cálculo do índice oclusal PAR foi realizado através do somatório dos


escores atribuídos a cinco características observadas na oclusão: oclusão posterior,
sobressaliência, sobremordida, deslocamento (apinhamento, deslocamento e dentes
impactados) e linha média (Tabela 1). Para todas as medidas obtidas, nos modelos
iniciais e finais, a régua PAR foi utilizada, consistindo em uma régua de plástico
desenvolvida especialmente para a medição desse índice (Richmond et al., 1992a)
(Figura 8).

Figura 8. A régua PAR (Victoria University of Manchester).


134 Material e Métodos

1. Oclusão posterior

A oclusão posterior é registrada separadamente para os lados esquerdo e


direito. A relação dentária posterior é avaliada nos três planos do espaço e escores
são dados às discrepâncias ântero-posterior, vertical e transversal de acordo com a
Tabela 1. Em seguida, esses escores são somados e o valor final, multiplicado por
dois.

A B

Figura 9. Medição da oclusão posterior no sentido ântero-posterior.


A. Relação molar de Classe II completa ao início do tratamento (escore 0).
B. Relação molar de ½ Classe II ao final do tratamento (escore 2).

2. Sobressaliência

São registradas as sobressaliências positivas e negativas, obtendo-se como


referência a face mais proeminente de qualquer incisivo. O valor medido da
sobressaliência é, em seguida, transformado em escore, de acordo com a Tabela 1,
e multiplicado por 5. Durante essa medição, a régua deve ser mantida paralela ao
plano oclusal e radial à linha do arco.
Material e Métodos 135

A B

Figura 10. Medição do trespasse horizontal pelo PAR.


A. Método de medição do trespasse horizontal com a régua PAR (escore 3).
B. Os incisivos laterais superiorese encontram cruzados, embora os
incisos centrais apresentem trespasse horizontal normal (escore 3).

3. Sobremordida

A sobremordida é registrada em relação à proporção da coroa dos incisivos


inferiores que se encontra recoberta pelos incisivos superiores, obtendo-se como
referência o dente com maior sobreposição. Nos casos de mordida aberta, avalia-se
em milímetros o grau de severidade. O escore é dado de acordo com a Tabela 1 e
multiplicado por 3 .

A B

Figura 11. Medição do trespasse vertical pelo PAR.


A. Modelos superior e inferior em oclusão.
B. Modelo inferior ilustrando a altura dos incisivos inferiores (escore 2).
136 Material e Métodos

4. Linha média

Registra-se a discrepância da linha média em relação aos incisivos centrais


inferiores, sendo que o grau de desvio determina um escore que deve ser
multiplicado por 3 (Tabela 1).

Figura 12. Medição da linha média pelo PAR (escore 2).

5. Apinhamento

O apinhamento é registrado apenas para a região ântero-superior dos arcos


dentários. As características oclusais mensuradas nesse item incluem apinhamento,
espaçamento e dentes impactados, sendo que as medidas são obtidas como
referência a menor distância dos pontos de contato dos dentes adjacentes. Em
seguida, essas medidas são transformadas em escores de acordo com os critérios
definidos na Tabela 1 e, então, somados. Um dente é considerado impactado
quando o espaço a ele destinado for menor do que 4mm.
Material e Métodos 137

Figura 13. Régua PAR utilizada para a medição do deslocamento dos pontos de
contato entre os incisivos centrais (no exemplo, a linha correspondente ao escore 1
se encontra suavemente diminuída; dessa forma, o escore tem o valor 2).
138 Material e Métodos

Tabela 1. Critérios de aplicação dos escores para os componentes do índice PAR.

RELAÇÕES GRAU DE DISCREPÂNCIA ESCORE PESO


OCLUSAIS
Boa intercuspidação – Classe I, II ou III 0 2
Relação ântero-
OCLUSÃO POSTERIOR

Menor que a metade da largura de um pré-molar 1


posterior
Metade da largura de um pré-molar 2
Vertical Nenhuma discrepância 0 2
Mord. aberta post. de pelo menos 2 dentes e maior que 2mm 1
Ausência de mordida cruzada 0 2
Tendência à mordida cruzada 1
Transv ersal
Apenas um dente em mordida cruzada 2
Mais de um dente em mordida cruzada 3
Mais de um dente em mordida cruzada v estibular 4
0 – 3 mm 0 5
3,1 – 5 mm 1
SOBRESSALIÊNCIA

Positiv o 5,1 – 7 mm 2
7,1 – 9 mm 3
Maior do que 9 mm 4
Nenhuma discrepância 0 5
Um ou mais dentes topo-a-topo 1
Negativ o Um único dente em mordida cruzada 2
Dois dentes em mordida cruzada 3
Mais de dois dentes em mordida cruzada 4
Não apresenta mordida aberta 0 3
Mordida aberta menor ou igual a 1mm 1
SOBREMORDIDA

Negativ o Mordida aberta de 1,1 a 2 mm 2


Mordida aberta de 2,1 a 3 mm 3
Mordida aberta maior ou igual a 4 mm 4
Menor ou igual a 1/3 da coroa do incisiv o inferior 0 3
Maior do que 1/3 e menor do que 2/3 da coroa 1
Positiv o
Maior do que 2/3 da coroa do incisiv o inferior 2
Maior ou igual ao comprimento da coroa do inc. inf. 3
0 a 1 mm de deslocamento 0 1
DESLOCAMENTO

1,1 a 2 mm de deslocamento 1
APINHAMENTO 2,1 a 4 mm de deslocamento 2
ESPAÇAMENTO
IMPACÇÃO 4,1 a 8 mm de deslocamento 3
Maior do que de 8 mm de deslocamento 4
Dente impactado 5
Coincidente ou desviada até ¼ da largura do incisiv o 0 3
Desviada de ¼ à ½ da largura da coroa do incisivo inf. 1
LINHA MÉDIA
Desviada mais da ½ da largura da coroa do incisivo 2
inf.
Material e Métodos 139

B. Grupo Controle

Os modelos de estudo no grupo controle foram utilizados para confirmar a


presença de oclusão normal sem tratamento ortodôntico prévio e avaliar a presença
de todos os dentes permanentes até os primeiros molares.

4.3.3 Análise Cefalométrica

A análise cefalométrica dos grupos experimentais e controle será


apresentada no mesmo tópico por apresentarem a mesma metodologia.

A. Radiografias Cefalométricas

As telerradiografias foram obtidas em norma lateral, com o auxílio do


cefalostato, em oclusão habitual e lábios em repouso, de acordo com a técnica
descrita por Broadbent (BROADBENT, 1931).
O processamento das telerradiografias foi submetido pelas normas utilizadas
na Disciplina de Radiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru, dos centros de
documentação ortodôntica da cidade de Bauru/SP, Brasil, assim como no Burlington
Growth Centre, Faculdade de Odontologia, Universidade de Toronto, Ontário,
Canadá.

B. Elaboração do Traçado Anatômico e Demarcação dos Pontos


Cefalométricos

Para a elaboração do traçado anatômico e demarcação dos pontos


cefalométricos, adaptou-se uma folha de papel transparente ultraphan, medindo
17,5cm x 17,5cm e 0,07mm de espessura em cada película radiográfica. Esses
procedimentos foram efetuados manualmente pela pesquisadora (T.M.S), com
lapiseira de 0,5mm, sobre um negatoscópio, em ambiente escurecido (Figura 14)
para a obtenção de uma maior precisão dos pontos cefalométricos, linhas e planos
de referência e das grandezas lineares e angulares.
140 Material e Métodos

B A

Figura 14. Material A: Negatoscópio. B: Telerradiografia em norma lateral.


C: Folha de papel transparente ultraphan.

C. Delimitação do Traçado Anatômico

O traçado anatômico apresentou as seguintes estruturas dentoesqueléticas:


(Figura 15):

• Perfil tegumentar;
• Perfil do osso frontal e dos ossos nasais;
• Limite posterior e inferior da cavidade órbitária;
• Fissura pterigomaxilar;
• Sela túrcica e corpo do esfenóide;
• Pório anatômico;
• Maxila;
• Mandíbula;
• Incisivos centrais superiores e inferiores.

Para todas as estruturas bilaterais foi efetuado o traçado médio.


Material e Métodos 141

Figura 15. Traçado Anatômico.


142 Material e Métodos

D. Demarcação dos pontos cefalométricos, traçados das linhas e


planos de referência

Após a delimitação do traçado anatômico, o papel ultraphan foi identificado e


removido das telerradiografias para a demarcação dos pontos cefalométricos.

 Pontos Cefalométricos e Pontos de Referência Anatômicos

Os pontos cefalométricos foram demarcados seguindo as especificações de


Steiner (STEINER, 1953), Krogman & Sassouni (KROGMAN; SASSOUNI, 1957),
Riolo (RIOLO et al.,1974); Scheideman (SCHEIDEMAN et al., 1980); McNamara
(MCNAMARA JR, 1984) (Tabela 2 e Figura 16).
Material e Métodos 143

Tabela 2. Pontos Cefalométricos e Pontos de Referências Anatômicos.

Nº Abrev. Nome Definição


1 S Sela Túrcica Ponto mais central da sela túrcica.

2 N Násio Ponto mais anterior da sutura frontonasal.


3 Or Orbitário Ponto mais inferior da margem infraorbitária.
4 ENA Espinha Nasal Anterior Ponto mais anterior da espinha nasal anterior.
5 ENP Espinha Nasal Posterior Ponto mais posterior do assoalho da fossa
nasal.
6 A Subespinhal Ponto mais profundo da concavidade da pré-
maxila, entre a espinha nasal anterior e o
próstio.
7 B Supramentoniano Ponto mais profundo da concavidade da
sínfise mentoniana.
8 Pog Pogônio Ponto mais anterior do contorno do mento
ósseo.
9 Gn Gnátio Ponto mais inferior e anterior do contorno do
mento ósseo, delimitado pela bissetriz das
linhas NPog e o plano mandibular (GoMe).
10 Me Mentoniano Ponto médio mais inferior da sínfise
mentoniana.
11 Go Gônio Ponto mais inferior e posterior do ângulo da
mandíbula, formado pela bissetriz das
tangentes às bordas inferior e posterior da
mandíbula.
12 Po Pório Ponto mais superior do meato acústico
externo.
13 Co Condílio Ponto mais superior e posterior do contorno
do côndilo.
14 BIS Borda Incisal Superior Ponto mais inferior da borda incisal do
incisivo central superior.
15 AIS Ápice Incisal Superior Ponto mais superior do ápice radicular do
incisivo central superior.
16 BII Borda Incisal do Incisivo Ponto mais superior da borda incisal do
Inferior incisivo central inferior.
17 AII Ápice Incisal Inferior Ponto mais inferior do ápice radicular do
incisivo central inferior.
18 Prn` Derivado do Pronasal Ponto mais proeminente da margem inferior
da columela nasal, localizado entre o limite
anterior do ápice nasal e o subnasal.
19 Sn Subnasal Ponto localizado na confluência entre a
margem inferior da columela nasal e o filtro
labial.
20 Ls Lábio Superior Ponto localizado na junção muco-cutânea do
lábio superior e filtro labial.
144 Material e Métodos

Figura 16. Pontos Cefalométricos e Pontos de Referências Anatômicos.


Material e Métodos 145

 Linhas e Planos de Referência

Horizontais:

A. Linha SN: Linha que passa do ponto Sela ao Násio;


B. Plano horizontal de Frankfurt (FH): Plano que passa do ponto Pório
anatômico ao Orbitário;
C. Plano palatino (PP): Plano que passa do ponto ENA ao ENP;
D. Plano mandibular (GoGn): Plano que passa do ponto Gônio ao Gnátio;
E. Plano mandibular (GoMe): Plano que passa do ponto Gônio ao Mentoniano.

Figura 17. Linha e Planos de Referências Horizontais.


146 Material e Métodos

Verticais:

A. Linha NA: Linha que une o ponto Násio ao ponto A;


B. Linha NB: Linha que une o ponto Násio ao ponto B;
C. Linha BIS-AIS: Linha que passa pelos pontos correspondentes da borda
incisal ao ápice dos incisivos centrais superiores;
D. Linha BII-AII: Linha que une os pontos correspondentes da borda incisal ao
ápice dos incisivos centrais inferiores;
E. Linha Nperp: Linha perpendicular ao plano de Frankfurt, passando pelo
ponto Násio;
F. Linha Aperp: Linha perpendicular ao plano de Frankfurt passando pelo
ponto A;
G. Linha Pogperp: Linha perpendicular ao plano mandibular GoMe passando
pelo ponto Pogônio.

Figura 18. Linhas e Planos de Referência Verticais.


Material e Métodos 147

E. Obtenção das Grandezas Cefalométricas

Foram utilizadas grandezas cefalométricas esqueléticas, dentárias e


tegumentares.

E.1 Grandezas Cefalométricas Esqueléticas

 Maxilares

1. SNA: Ângulo formado pelas linhas SN e NA;


2. CoA: Distância entre os pontos Condílio e A;
3. A-Nperp: Distância entre o ponto A e a linha Násio
perpendicular.

Figura 19. Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Maxilares.


148 Material e Métodos

 Mandibulares

1. SNB: Ângulo formado pelas linhas SN e NB;


2. CoGn: Distância entre os pontos Condílio e Gnátio.

Figura 20. Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Mandibulares.


Material e Métodos 149

 Maxilo-Mandibulares

1. ANB: Ângulo entre as linhas NA e NB.

Figura 21. Grandezas Cefalométricas Esqueléticas Maxilo-Mandibulares.


150 Material e Métodos

 Padrão de Crescimento

1. SN.GoGn: Ângulo formado pela linha SN e o plano mandibular GoGn.

Figura 22. Grandezas Cefalométricas Esqueléticas do Padrão de Crescimento.


Material e Métodos 151

E.2 Grandezas Cefalométricas Dentárias

 Incisivos Superiores

Angulares

1. 1 .NA: Ângulo entre o longo eixo do incisivo central superior e a linha


NA;
2. 1 .PP: Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo central superior e
o plano palatino.

Figura 23. Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Superiores - Medidas Angulares.


152 Material e Métodos

Lineares

1. 1 -NA: Distância entre o ponto mais anterior da coroa do incisivo central


superior e a linha NA;
2. 1- Aperp: Distância entre o ponto mais anterior da coroa do incisivo
central superior e a linha A perpendicular ao plano de Frankfurt;
3. 1 -PP: Distância entre a borda incisal do incisivo superior ao plano
palatino.

Figura 24. Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Superiores - Medidas Lineares.


Material e Métodos 153

 Incisivos Inferiores

Angulares

1. 1. NB: Ângulo entre o longo eixo do incisivo central inferior e a linha NB;
2. IMPA: Ângulo formado entre o longo eixo do incisivo central inferior e o
plano mandibular (GoMe).

Figura 25. Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Inferiores - Medidas Angulares.


154 Material e Métodos

Lineares

1. 1- NB: Ângulo entre o longo eixo do incisivo central inferior e a linha


NB;
2. 1- Pogperp: Distância entre o ponto mais anterior da coroa do incisivo
central inferior e a linha Pogônio perpendicular ao plano de Frankfurt;
3. 1- GoMe: Distância entre a borda incisal do incisivo superior ao plano
mandibular (GoMe).

Figura 26. Grandezas Cefalométricas dos Incisivos Inferiores - Medidas Lineares.


Material e Métodos 155

E.3 Grandezas Cefalométricas das Relações Dentárias

1. 1.1: Ângulo entre o longo eixo do incisivo central inferior e a linha NB;
2. T hor (Trespasse horizontal): Distância da borda incisal do incisivo inferior
à borda incisal do incisivo superior, medida paralelamente ao plano de
Frankfurt;
3. T ver (Trespasse vertical): Distância da borda incisal do incisivo inferior à
borda incisal do incisivo superior, medida paralelamente ao plano de
Frankfurt.

Figura 27. Grandezas Cefalométricas das Relações Dentárias.


156 Material e Métodos

E.4 Grandezas Cefalométricas dos Perfis Ósseo e Tegumentar

1. NAP: Ângulo entre as linhas NA e Apog;


2. ANL: Ângulo nasolabial formado pelas linhas subnasal-columela e
subnasal-lábio superior.

Figura 28. Grandezas Cefalométricas dos Perfis Ósseo e Tegumentar.


Material e Métodos 157

F. Mensuração das Telerradiografias

 Digitalização dos Pontos Cefalométricos

Os pontos cefalométricos demarcados foram digitalizados em uma mesa


digitalizadora1, acoplada a um microcomputador. O programa utilizado para a
mensuração das grandezas cefalométricas foi o DentoFacial Planner2.

• Grupos Experimentais

O fator de magnificação da imagem radiográfica foi de 6,0 nas


telerradiografias obtidas na FOB-USP até o ano de 1994, e, no total, variaram entre
6,0 e 9,8% nos diferentes aparelhos utilizados na cidade de Bauru, São Paulo,
Brasil.

• Grupo Controle

A ampliação da imagem, ou seja, a porcentagem de magnificação utilizada


nas telerradiografias do grupo de oclusão normal foi de 9,84%, conforme registro no
Burlington Growth Centre, Toronto, Canadá, reportado por Popovich, Thompson
(POPOVICH; THOMPSON, 1983).

Uma vez obtidos os valores das variáveis cefalométricas para cada um dos
120 pacientes da amostra, realizou-se a disposição das medidas aferidas pelo
programa na planilha do Excel para a análise estatística dos resultados.

1
Num onics Accugrid XNT , m odelo A30 T L.F, Corporation, M ontgomeryville, PA, EUA.
2
Dentofacial Planner Software Inc., Version 7.02 Plus*, T oronto, Ontario, Canadá.
158 Material e Métodos

4.3.4 Análise Estatística

A. Avaliação do Erro do Método

Como todas as medidas mensuradas no estudo foram realizadas por apenas


um examinador (T.M.S.), realizou-se o erro do método intraexaminador.

A.1 Objetivo

Avaliar a confiabilidade do método utilizado, dos resultados obtidos e da


precisão do examinador.

A.2 Obtenção

• Modelo de Estudo: Realizaram-se novamente as mensurações de 20


modelos de estudo, inicial ou final, selecionados aleatoriamente após
um intervalo de 30 dias à primeira medição para a avaliação dos erros
casuais e sistemáticos;

• Telerradiografia em norma lateral: Os traçados cefalométricos


foram realizados novamente em 30 telerradiografias, inicial ou final,
selecionados aleatoriamente após um intervalo de 30 dias à primeira
medição para a avaliação dos erros casuais e sistemáticos.

A.3 Tipos

O erro intraexaminador é composto de erros sistemático e casual. Os erros


sistemáticos foram analisados pela realização do teste t dependente, de acordo com
Houston (1983) (HOUSTON, 1983). Os erros casuais foram avaliados pela fórmula
proposta por Dahlberg (1940) (DAHLBERG, 1940) (Se² = Σd²/2n), o qual demonstra
a variação média entre a primeira e a segunda medição, onde Se² é a variação do
erro, d representa a diferença entre a primeira e a segunda medição, e n é o número
de medições duplas. O cálculo do erro casual foi realizado mediante a utilização de
Material e Métodos 159

uma planilha do Microsoft Excel XPb. A magnitude do erro de medição nas


telerradiografias inicial e final foi calculada.

B. Análise comparativa entre os grupos e variáveis

A análise estatística descritiva (média, desvio-padrão, valores mínimo e


máximo) foi utilizada para todas as variáveis avaliadas. Utilizou-se a distribuição
normal para cada uma das variáveis cefalométricas pelo teste Kolmogorov-Smirnov,
para determinar se seriam realizados testes paramétricos ou não-paramétricos.
Houve distribuição normal para todas as variáveis estudadas. Os seguintes testes
estatísticos foram aplicados para a análise comparativa entre os grupos e variáveis:

B.1 Teste paramétrico, dados numéricos, Análise de Variância (ANOVA)


seguido do teste de Tukey: avaliar a compatibilidade dos grupos quanto à idade
inicial e severidade inicial da má oclusão (PAR inicial), comparação intergrupos das
grandezas cefalométricas inicial, final e de faixa etária compatível.

B.2 Teste não paramétrico ou categórico, dados nominais, Qui-quadrado


(X2): avaliar a compatibilidade dos grupos quanto às proporções dos gêneros.

Todos os testes estatísticos foram realizados com o programa


STATISTICA3, adotando-se um nível de significância de 5%.

b
Copyright 1985-2003, M icrosoft Corporation, EUA.
3
Statistica for Windows 6.0, Statsoft, Inc. T ulsa, Okla, USA. http://www.statsoft.com
160 Material e Métodos
Resultados 163

5 RESULTADOS

Os resultados da avaliação dos erros sistemático e causal aplicado às


variáveis PAR e cefalométricas calculados pelo teste t pareado (HOUSTON, 1983) e
pela fórmula de Dahlberg (DAHLBERG, 1940), respectivamente, encontram-se
dispostos nas Tabelas 3 e 4.
As Tabelas 5 e 6 apresentam os resultados da compatibilidade dos grupos
experimentais quanto à idade inicial, severidade inicial e características
cefalométricas iniciais realizados pelo teste Análise de Variância (ANOVA).
Nas Tabelas 7 e 8 verificam-se os resultados da compatibilidade dos grupos
experimentais e controle quanto ao gênero e à idade realizados pelos testes Qui-
quadrado e ANOVA, respectivamente.
Os resultados da comparação cefalométrica final e de faixa etária compatível
dos grupos experimentais e controle realizados pelos testes ANOVA e Tukey
encontram-se dispostos na Tabela 9.
164 Resultados

Tabela 3. Avaliação do erro intraexaminador (teste t pareado e a fórmula de


Dahlberg para o erro sistemático e casual, respectivamente) para o índice PAR.

Variável 1a Medição 2a Medição Erro Erro


sistemático casual

n= 20 n= 20
Média D.P. Média D.P. p Dahlberg
PAR 23,10 8,22 22,55 7,39 0,1992 1,33
Resultados 165

Tabela 4. Avaliação do erro intraexaminador (teste t pareado e a fórmula de


Dahlberg para o erro sistemático e casual, respectivamente) para as variáveis
cefalométricas.

Variáv eis Unidade 1º Traçado 2º Traçado Erro Erro


Cefalométricas sistemático casual

n= 30 n= 30
Média D.P. Média D.P. p Dahlberg
Componente Maxilar
SNA graus 78,67 3,21 78,68 3,17 0,9155 0,35
CoA mm 84,03 4,76 84,15 4,76 0,3568 0,49
A-Nperp mm -3,92 2,98 -4,12 3,04 0,0277* 0,35
Componente Mandibular
SNB graus 75,13 2,55 75,15 2,57 0,8215 0,27
CoGn mm 108,89 6,63 108,85 6,68 0,7173 0,41
Relação Maxilo-Mandibular
ANB graus 3,54 2,63 3,55 2,61 0,8741 0,23
Padrão de Crescimento
SN.GoGn graus 35,68 5,99 35,78 6,05 0,1986 0,27
Componente Dentoalv eolar Incisivo Superior: Medidas Angulares
1.NA graus 20,31 8,80 20,23 8,51 0,7316 0,88

1.PP graus 108,62 8,68 108,52 8,46 0,6406 0,86

Componente Dentoalv eolar Incisivo Superior: Medidas Lineares


1-NA mm 3,06 3,17 3,16 3,07 0,3408 0,37

1-Aperp mm 1,54 2,77 1,57 2,68 0,7613 0,33

1-PP mm 28,63 2,55 28,63 2,56 0,9738 0,38

Componente Dentoalv eolar Incisivo Inferior: Medidas Angulares


1.NB graus 27,49 6,40 27,06 6,30 0,1100 1,03

IMPA graus 94,66 8,38 94,03 8,19 0,0182* 1,05


Componente Dentoalv eolar Incisivo Inferior: Medidas Lineares
1-NB mm 5,21 2,37 5,23 2,33 0,7458 0,23

1-Pogperp mm -10,03 3,82 -10,08 3,81 0,5566 0,30

1-GoMe mm 38,89 3,47 39,11 3,34 0,0174* 0,36


Relações Dentárias
1. 1 graus 128,64 9,03 129,15 8,82 0,0805 1,14

T hor mm 2,50 0,69 2,58 0,66 0,1679 0,20


T vert mm 2,32 1,09 2,34 1,02 0,8085 0,25
Perfis Osseo e Tegumentar
ANL graus 113,71 8,79 114,58 8,48 0,1775 2,47
NAP graus 4,80 6,81 4,88 6,76 0,5946 0,56
*Diferença estatisticamente significante (p < 0,05).
166 Resultados

Tabela 5. Compatibilidade quanto à idade inicial e severidade inicial da má oclusão


dos grupos experimentais pelo teste Análise de Variância (ANOVA).

Variáveis Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Teste


ANOVA
Sem Extrações Extrações de dois Extrações de
pré-m olares quatro pré-
superiores m olares

n= 30 n= 30 n= 30
Média D.P. Média D.P. Média D.P. p
Idade i 12,38 1,22 12,68 1,08 13,10 1,56 0,1099
PAR i 22,66 5,93 26,53 7,84 24,10 5,79 0,0770
Resultados 167

Tabela 6. Compatibilidade quanto às características cefalométricas iniciais dos


grupos experimentais pelo teste Análise de Variância (ANOVA).

Variáv eis Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Teste


Cefalométricas
Iniciais Sem Extrações Extrações de dois Extrações ANOVA
pré-molares de quatro
superiores pré-molares
n= 30 n= 30 n= 30
Média D.P. Média D.P. Média D.P. p
Componente Maxilar
a a a
SNA 81,42 2,91 80,72 3,46 80,93 3,09 0,6910
a a a
CoA 85,26 4,81 85,04 5,68 82,60 4,23 0,0751
a a a
A-Nperp -0,64 2,88 -0,65 3,47 -0,88 2,74 0,9399
Componente Mandibular
a a a
SNB 75,64 2,51 76,01 2,93 74,86 2,44 0,2311
a a a
CoGn 103,64 6,32 106,56 7,17 103,65 5,67 0,1346
Relação Maxilo-Mandibular
a a a
ANB 5,77 2,20 4,72 2,07 6,08 2,79 0,0722
Padrão de Crescimento
SN.GoGn 32,13 a 5,17 32,74 a 5,27 36,84 b 4,66 0,0008*
Componente Dentoalv eolar Superior: Medidas Angulares
a a a
1.NA 27,24 6,84 28,11 6,81 25,56 6,76 0,3405
a a a
1.PP 117,21 6,81 115,92 5,43 114,43 7,03 0,2599
Componente Dentoalv eolar Superior: Medidas Lineares
a a a
1-NA 4,73 2,07 6,17 2,96 5,08 3,18 0,1226
a a a
1-Aperp 4,53 1,73 5,88 2,80 4,68 2,75 0,0786
a ab b
1-PP 25,72 2,70 27,40 2,96 27,85 2,55 0,0094*
Componente Dentoalv eolar Inferior: Medidas Angulares
a a a
1.NB 26,15 6,14 26,17 5,95 27,55 5,73 0,5825
a a a
IM PA 96,34 7,06 95,23 5,64 93,77 7,09 0,3339
Componente Dentoalv eolar Inferior: Medidas Lineares
1-NB 4,38 a 2,03 4,85 ab 2,46 6,09 b 2,77 0,0249*
a a a
1-Pogperp -7,96 2,96 -8,75 3,04 -8,55 3,67 0,6254
a a a
1-GoM e 37,23 3,03 38,74 3,16 39,18 3,35 0,0536
Relações Dentárias
a a a
1. 1 120,79 7,73 121 7,99 120,8 9,96 0,9945
a a a
T hor 7,31 2,42 7,31 2,54 6,73 2,83 0,6189
a a a
T ver 4,58 2,25 3,59 2,67 3,40 2,03 0,1211
Perfis Ósseo e Tegumentar
a a a
ANL 111,92 11,41 109,21 8,92 110,4 11,40 0,6215
ab a b
NAP 10,16 6,01 6,92 5,04 10,84 5,61 0,0176*
*Diferença estatisticamente significante (p<0,05).
Teste de Tukey representado pelas letras a e b, sendo que as letras diferentes evidenciam
diferenças estatisticamente significantes entre os grupos.
168 Resultados

Tabela 7. Compatibilidade quanto ao gênero dos grupos experimentais e controle


pelo teste Qui-Quadrado.

Gênero Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Total Teste

Sem Extrações Extrações Oclusão Qui-Quadrado


Extrações de dois de quatro Norm al
pré-m olares pré-m olares
superiores
Feminino 19 17 15 15 66
Χ2 =1,48
Masculino 11 13 15 15 54
df = 3
Total 30 30 30 30 120 p =0,6865

Tabela 8. Compatibilidade quanto à idade final dos grupos experimentais e faixa


etária do grupo controle.

Variável Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Teste

Sem Extrações Extrações de dois Extrações Oclusão ANOVA


pré-m olares de quatro Norm al
superiores pré-m olares

n= 30 n= 30 n= 30 n=30
Média D.P. Média D.P. Média D.P. Média D.P. p
Idade 14,95 1,58 15,28 1,30 15,55 1,56 14,93 1,01 0,2541
Resultados 169

Tabela 9. Comparação cefalométrica final dos grupos experimentais e de faixa etária


compatível do grupo controle pelos testes ANOVA e Tukey.

Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Teste


Variáv eis Extrações
Sem Extrações Extrações Oclusão ANOVA
Cefalométricas de 2 pré-molares de 4 pré-molares Normal
superiores
n=30 n=30 n=30 n=30
Média D.P Média D.P. Média D.P Média D.P. p
Componente Maxilar
SNA 79,77 a 3,70 80,05 a 3,37 78,81 a 3,21 84,04 b 4,20 0,0000*
CoA 86,23 a 4,47 85,32 ab 5,05 82,30 b 4,00 86,05 a 5,18 0,0048*
A-Nperp -3,22 a 3,61 -2,88 a 3,43 -4,59 a 3,35 -0,46 b 3,17 0,0001*
Componente Mandibular
SNB 76,58 a 2,69 76,94 a 3,14 75,45 a 2,76 81,56 b 3,87 0,0000*
a a a a
CoGn 109,39 5,92 110,46 6,38 107,80 5,67 111,21 6,44 0,1584
Relação Maxilo-Mandibular
a a a a
ANB 3,18 2,96 3,09 1,77 3,36 2,08 2,47 1,91 0,4473
Padrão de Crescimento
SN.GoGn 31,63 a 5,65 32,34 a 5,41 36,71 b 5,33 29,32 a 4,24 0,0000*
Componente Dentoalv eolar Superior: Medidas Angulares
a a a a
1.NA 22,24 9,10 23,45 6,45 21,46 7,86 24,10 5,22 0,5014
ab a a b
1.PP 111,20 8,86 110,49 7,61 109,34 6,95 115,80 5,75 0,0055*
Componente Dentoalv eolar Superior: Medidas Lineares
a a a a
1-NA 3,97 3,64 4,07 2,23 3,07 2,73 4,62 1,91 0,1717
a ab a b
1-Aperp 2,75 2,78 2,94 2,67 1,32 2,45 4,45 1,69 0,0000*
1-PP 27,60 ab 3,05 27,52 ab 3,31 28,68 a 3,18 26,29 b 2,93 0,0361*
Componente Dentoalv eolar Inferior: Medidas Angulares
1.NB 30,22 a 6,44 28,48 ab 5,85 25,55 b 5,22 26,24 ab 6,28 0,0116*
a ab
IMPA 99,80 7,08 97,02 7,30 91,27 c 5,87 93,07 bc 7,13 0,0000*
Componente Dentoalv eolar Inferior: Medidas Lineares
1-NB 5,67 a 2,30 5,49 ab 1,96 4,72 ab 2,08 4,26 b 2,43 0,0479*
a ab
1-Pogperp -7,56 3,42 -9,39 2,89 -11,13 b 3,39 - 9,99 b 3,37 0,0006*
a ab
1-GoMe 37,84 3,52 39,70 3,26 39,77 b 2,99 37,84 a 3,32 0,0213*
Relações Dentárias
a a a a
1. 1 124,34 7,44 124,96 8,74 129,62 8,62 127,17 8,98 0,0709

T hor 2,38 a 0,52 2,58 a 0,78 2,70 a 0,57 3,41 b 1,19 0,0000*
T v ert 2,29 ab 1,15 1,82 a 0,78 2,62 b 0,87 3,04 b 1,60 0,0007*
Perfis Ósseo e Tegumentar
a a a a
ANL 112,66 10,67 113,43 11,48 113,15 11,32 114,66 14,31 0,9296
a a a a
NAP 4,27 7,90 3,26 4,48 4,84 5,20 2,44 5,10 0,3920
*Diferença estatisticamente significante (p<0,05).
Teste de Tukey representado pelas letras a , b e c , sendo que as letras diferentes evidenciam
diferenças estatisticam ente significantes entre os grupos.
170 Resultados
Discussão 173

6 DISCUSSÃO

Considerando-se os vários fatores relacionados ao desenvolvimento deste


estudo, e almejando uma melhor compreensão dos resultados obtidos, a discussão
será dividida nos seguintes tópicos:

6.1 Seleção da amostra

6.1.1 Grupos Experimentais


6.1.2 Grupo Controle

6.2 Metodologia

6.2.1 Modelos de Estudo


6.2.2 Telerradiografia em norma lateral

6.3 Precisão da Metodologia

6.4 Compatibilidade dos Grupos

6.4.1 Gupos Experimentais


A. Idade inicial
B. Severidade inicial da má oclusão
C. Características cefalométricas iniciais

6.4.2 Grupos Experimentais e Controle


A. Gênero
B. Idade

6.5 Resultados

6.6 Considerações Clínicas


174 Discussão

6.1 Seleção da amostra

6.1.1 Grupos Experimentais

Embora as amostras compostas por grandes números de pacientes sejam


preferíveis, muitas vezes elas não relatam com exatidão que os dados coletados
sejam extrapolados para a população. Entretanto, o correto dimensionamento da
amostra é uma tarefa complexa (VALLADARES NETO et al., 2000) que muitas
vezes independe do pesquisador.
Vários fatores influenciam no tamanho da amostra. No presente trabalho, a
seleção de casos também ocasionou uma diminuição do número de componentes
da mesma. Um dos critérios utilizados baseou-se na obtenção de melhores
resultados ao final do tratamento, ressaltando-se que a colaboração dos pacientes e
a realização da fase corretiva sem extrações e extrações de 2 pré-molares
superiores e 4 pré-molares constituíam critérios decisivos para a inclusão na
amostra, o que dificultou, em grande parte, a obtenção de uma amostra maior.
Após avaliar o arquivo da Disciplina de Ortodontia da Faculdade de
Odontologia de Bauru-USP, verificou-se uma amostra de 90 pacientes com valor do
PAR final menor ou igual a 5, o que significa que um dos critérios de seleção da
amostra foi a seleção de melhores resultados oclusais (RICHMOND et al., 1992a;
BUCHANAN et al., 1993). Desses 90 pacientes, 30 foram submetidos aos protocolos
sem extrações, 30 com extrações de 2 pré-molares superiores e 30 com extrações
de 4 pré-molares para o tratamento da má oclusão de Classe II, divisão 1, completa
e bilateral. Contudo, esses grupos foram selecionados exclusivamente pela relação
ântero-posterior inicial dos arcos dentários e não pelas características cefalométricas
dentoalveolares e esqueléticas (DE FREITAS et al., 2004; JANSON et al., 2006a).
A dificuldade em encontrar a amostra já era esperada, principalmente para
os pacientes tratados sem extrações e com extrações de 4 pré-molares, visto que,
nesses casos, a colaboração do paciente seria fundamental para se alcançar
excelentes resultados oclusais ao final do tratamento, além do fator de crescimento.
Isso ocorre porque para a obtenção da relação molar de Classe I há necessidade de
maior reforço de ancoragem com aparelhos removíveis e da colaboração dos
pacientes .
Discussão 175

Adicionalmente, houve dificuldade da seleção da amostra devido à


documentação incompleta, seja pela falta de modelos de estudo ou perda dos
mesmos e/ou ausência de telerradiografias iniciais ou finais, o que apresentou
demanda maior de tempo nessa etapa inicial da pesquisa.
Portanto, buscando em trabalhos anteriores (JANSON et al., 2004a;
JANSON et al., 2007a; JANSON et al., 2008) de Classe II, completa, bilateral e
refinando alguns pacientes com má oclusão de Classe II, divisão 1, observou-se a
facilidade de conseguir pacientes com PAR final menor ou igual a 5 nos protocolos
com extrações de 2 pré-molares superiores. Dos 69 pacientes utilizados no estudo
de Barros (JANSON et al., 2007a) com esse protocolo, 35 apresentaram má oclusão
de Classe II, divisão 1, sendo que desses 35 pacientes apenas 3 apresentaram PAR
> 5, demonstrando um maior número de casos com excelentes resultados oclusais,
nesse protocolo, quando comparado com os protocolos sem e com extrações de 4
pré-molares.
Apesar da facilidade de encontrar os pacientes mencionados acima, o
número de pacientes foi reduzido após utilizado outro critério de seleção, a
compatibilização dos pacientes quanto à idade e ao gênero, sendo que os pacientes
com extrações de 2 pré-molares superiores apresentavam maior idade quando
comparados com os pacientes submetidos ao tratamento sem e com extrações de 4
pré-molares e maior quantidade de gênero feminino, o que poderiam influenciar nos
resultados.

6.1.2 Grupo Controle

Levando-se em consideração que seria interessante na avaliação do


tratamento da Classe II, divisão 1, completa e bilateral com os protocolos sem
extrações, com extrações de 2 pré-molares superiores e 4 pré-molares tentar
descobrir até que ponto os casos com excelentes resultados oclusais são capazes
de apresentar semelhanças com as características normais de oclusão, não há
dúvida sobre a enorme importância de se utilizar um grupo controle o mais
compatível possível ao grupo experimental, em qualquer trabalho científico.
Entretanto, verificando-se a literatura, observa-se que esse constitui-se em um dos
grandes problemas e limitações relacionados às pesquisas.
176 Discussão

Assim, observa-se que alguns trabalhos utilizam um grupo controle com má


oclusão de Classe I ou oclusão normal (WIESLANDER, 1963; KNIGHT, 1988;
DEGUCHI, 1991), sendo que vários estudos utilizam amostras selecionadas a partir
de estudos realizados pelos grandes centros de crescimento, como os de Burlington,
Bolton e Michigan (MILLS et al., 1978; EDWARDS, 1983; DEVINCENZO, 1991;
FRANCHi et al., 1999; MILLS; MCCULLOCH, 2000).
A obtenção do grupo de oclusão normal, não submetido ao tratamento, é
extremamente difícil. Uma das razões para tamanha dificuldade é conseguir
pacientes, uma vez que essa oclusão não envolve problemas estéticos e funcionais,
sem necessidade de tratamento. Além disso, deve-se considerar a difícil coleta
longitudinal desses dados, já que os pacientes seriam examinados apenas com o
propósito de pesquisa.
A amostra controle deve ser cuidadosamente selecionada, observando-se,
além das características oclusão normal, a idade e o gênero, uma vez que o
crescimento craniofacial relaciona-se a esses dois fatores.
Inicialmente, realizou-se a coleta de dados do grupo controle no arquivo da
Disciplina de Ortodontia, Faculdade de Odontologia de Bauru, USP. Devido à
dificuldade de obter dados compatíveis da idade com os grupos experimentais,
optou-se pela amostra selecionada a partir de estudos realizados no Burlington
Growth Centre (COOPER, 1975; FASKEN, 1977; LO; HUNTER, 1982; EDWARDS,
1983; MCNAMARA JR, 1984; DEVINCENZO, 1991; JANSON et al., 1994; MILLS;
MCCULLOCH, 2000; RAMOS; LIMA, 2005; DIB, 2007).
Dentre as documentações do Burlington Growth Centre, selecionaram-se 30
indivíduos com idade e proporção entre os gêneros compatíveis com os grupos
experimentais.

6.2 Metodologia

Como o objetivo deste trabalho consistia em avaliar os resultados


cefalométricos de casos melhores finalizados, quanto aos aspectos oclusais,
utilizaram-se os modelos de estudo finais dos casos para a seleção dos casos bem
finalizados e as telerradiografias finais em normal lateral para a avaliação dos
resultados cefalométricos finais. As severidades oclusais iniciais das más oclusões
Discussão 177

também foram avaliadas nos modelos iniciais para que os casos apresentassem
uma severidade semelhante ao início do tratamento e não interferissem nos
resultados finais.

6.2.1 Modelos de Estudo

Uma vez que o principal propósito deste estudo foi comparar


cefalometricamente os melhores resultados oclusais obtidos nos três diferentes
protocolos de tratamento com oclusão normal, o índice oclusal PAR foi selecionado
dentre outros índices que permeiam a literatura pela comprovada validade que
possui em expressar quantitativamente uma determinada condição oclusal, pela
confiabilidade e reprodutibilidade que imprime aos resultados, por ser elaborado e
largamente utilizado com o propósito de avaliar os resultados do tratamento
ortodôntico e de aplicação simples e objetiva (GRAINGER, 1967; GRAY;
DEMIRJIAN, 1977; LEWIS et al., 1982; SHAW et al., 1991; HILL, 1992; RICHMOND
et al., 1992b; BUCHANAN et al., 1993; DEGUZMAN et al., 1995; RICHMOND et al.,
1995; SHAW et al., 1995; BIRKELAND et al., 1997; AL YAMI et al., 1998;
MCGUINNESS; MCDONALD, 1998; DYKEN et al., 2001; JANSON et al., 2003a;
JANSON et al., 2004a).
O IOTN e o ICON avaliam os componentes estético, funcional e de saúde
dentária, enquanto o PAR e o IPT avaliam exclusivamente o relacionamento estático
da oclusão. Como foram investigados os melhores resultados oclusais escolheu-se
apenas o PAR que satisfez o propósito do presente estudo com benefícios
significantes além de ser amplamente divulgado e utilizado em mais de 80
publicações científicas. As avaliações clínicas exigidas em outros índices (SHAW et
al., 1991; DANIELS; RICHMOND, 2000; RICHMOND, 2000) não condizem com o
caráter retrospectivo deste estudo.
Muito embora sejam semelhantes, o PAR e o IPT avaliam algumas
características distintas e, para a finalidade deste estudo, utilizou-se apenas o
método de avaliação oclusal PAR, por já ter sido validado (DEGUZMAN et al., 1995).
178 Discussão

6.2.2 Telerradiografias em norma lateral

O traçado cefalométrico confeccionado manualmente em sala escurecida foi


conferido por um examinador antes da demarcação dos pontos a serem utilizados
para a sua digitalização (SADOWSKY et al., 1994; ORMISTON et al., 2005). A
medição digital das grandezas cefalométricas otimizou esse trabalho, pois permitiu
que se trabalhasse com um maior número de dados em um menor período de
tempo, além de diminuir a probabilidade de ocorrerem erros durante a obtenção dos
valores (BAUMRIND; FRANTZ, 1971b; SAVARA; TAKEUCHI, 1979; RICHARDSON,
1981).
O programa utilizado neste estudo, o Dentofacial Planner, é amplamente
utilizado e apresenta grande confiabilidade, pois realiza as medições com precisão
de décimos de milímetros ou de graus, o que seria inviável de se obter com a
medição manual (PAQUETTE et al., 1992; JANSON et al., 1994; BISHARA et al.,
1995c; BRAUN, 1996). Além disso, permite que se realize a correção dos valores de
magnificação das telerradiografias, possibilitando que essas realizadas em
diferentes aparelhos de raios X possam ser precisamente comparadas (HOUSTON,
1983).
Considerando todos os fatores já mencionados, a respeito da metodologia
aplicada, admitiu-se que a utilização dos modelos de estudo e telerradiografias em
normal lateral como material de pesquisa cumpre perfeitamente os objetivos deste
estudo.

6.3 Precisão da Metodologia

Têm-se ressaltado a necessidade de minimizar e controlar os erros


operacionais que invariavelmente surgem quando a metodologia envolve medições
em telerradiografias (BAUMRIND; FRANTZ, 1971A; BAUMRIND; FRANTZ, 1971b;
HOUSTON, 1983). Embora determinados fatores, como a imprecisão na marcação
de certos pontos possa agregar às medições radiográficas um maior nível de
dificuldade e subjetividade, algum grau de julgamento também pode ocorrer por
parte do examinador durante a medição dos modelos e aplicação dos índices
oclusais (TANG; WEI, 1993), ressaltando, assim, a importância da análise dos erros
metodológicos nessas circunstâncias.
Discussão 179

Segundo Houston (HOUSTON, 1983), não é suficiente que a metodologia


utilizada seja válida para o propósito a que foi requisitada. É necessário que ela seja
especificamente precisa para permitir sua reprodução. Quando essa precisão
encontra-se, por algum motivo, comprometida, surgem os erros que podem ser de
natureza sistemática ou casual. Esses erros, quando significativos, prejudicam a
confiabilidade dos resultados, exagerando ou obscurecendo as verdadeiras
diferenças entre as variáveis estudadas.
O erro sistemático ocorre quando uma determinada medida é continuamente
sub ou superestimada. Se as medições são realizadas por um único examinador,
esse tipo de erro em geral resulta de uma alteração na técnica de mensuração ou de
uma tendenciosidade subconsciente do examinador em direcionar os resultados de
acordo com as próprias expectativas (HOUSTON, 1983). Por outro lado, Houston
(HOUSTON, 1983) considera que a principal fonte de erros casuais é representada
pela dificuldade e pela imprecisão em identificar ou definir certos pontos. Deve-se
ressaltar que esses fatores também podem prejudicar significativamente a
possibilidade de ocorrência dos erros sistemáticos, visto que o examinador pode
alterar inadvertidamente a sua técnica de mensuração devido à imprecisão ou falta
de padronização da metodologia aplicada.
Sabe-se que a avaliação do erro intraexaminador é um recurso
indispensável em toda pesquisa científica. De acordo com a metodologia utilizada,
seja em modelos ou telerradiografias, a realização aleatória, novamente, das
medições permite confiabilidade na precisão dos resultados da pesquisa.
O erro casual, calculado pela fórmula proposta por Dahlberg (1940)
(DAHLBERG, 1940), quantifica a imprecisão do operador durante a demarcação dos
pontos cefalométricos. Os erros casuais não irão prejudicar a média da amostra,
mas geralmente aumentam a variância e, dessa forma, os desvios-padrão. Isso não
invalidará os resultados, mas constituirão uma diferença estatisticamente significante
mais difícil de ser obtida. Os requisitos para o tamanho da amostra serão maiores se
a forma de medição oferecer baixa confiabilidade.
A ausência de significância dos erros sistemáticos e o reduzido valor dos
erros casuais decorrem tanto da padronização quanto da precisão das medições,
imprimindo uma baixa variabilidade aos valores das medidas utilizadas (Tabela 3).
Esse grau de precisão e padronização talvez possa, em grande parte, ser explicado
pela simplicidade e objetividade com que o índice PAR é aplicado aos modelos de
180 Discussão

estudo, tornando os resultados bastante confiáveis e facilmente reproduzíveis. Além


disso, uma importante contribuição para a redução dos erros metodológicos foi a
calibração do examinador anteriormente à realização das medidas.
Constatou-se satisfatória a precisão da metodologia com apenas 3 medidas

(A-Nperp, IMPA, 1 -GoMe), dentre as 22, apresentando erros sistemáticos


significantes. E com apenas 4 medidas ( 1 .NB, IMPA, 1 . 1, e ANL) dentre as 22,
apres entando erros caus ais com valores m aiores que 1º. Des s a form a, pode-s e
cons iderar que a m etodologia utilizada apres entou s atis fatória precis ão, o que dá
confiabilidade aos res ultados des ta pes quis a (Tabela 4).

6.4 Compatibilidade dos Grupos

6.4.1 Grupos Experimentais

A. Idade inicial

Quando s e trata de es tudo cefalom étrico, é de fundam ental im portância


realizar a com patibilização das idades dos grupos com parados devido idades
s em elhantes apres entarem s em elhança no potencial de cres cim ento. Portanto, a
aus ência de com patibilidade inicial entre os grupos implicaria na falta de precis ão da
avaliação de es truturas cefalom étricas , um a vez que a grupos com idades
diferentes , es tatis ticam ente s ignificantes , im plicaria em diferentes potenciais de
cres cim ento, evidenciando, as s im , aus ência de precis ão dos res ultados
cefalom étricos (Tabela 5).

B. Severidade inicial da má oclusão

A com patibilidade entre os grupos , quanto à s everidade inicial da


dis crepância ântero-posterior, foi determ inada no m om ento da s eleção da am os tra,
um a vez que todos os pacientes deveriam apres entar m á oclus ão de Clas s e II,
divis ão 1, com pleta e bilateral. Portanto, o grau de dificuldade de correção da
relação ântero-pos terior não diferiu entre os grupos . Além dis s o, o índice PAR,
Discussão 181

obtido a partir dos m odelos pré-tratam ento, m os trou que ao s e adicionar outras
caracterís ticas oclus ais com o overb ite, overjet, apinham ento e linha m édia, os
grupos continuaram a s er com patíveis (Tabela 5). É im portante que a s everidade
inicial da m á oclus ão nos grupos s eja s em elhante para que es s a variável não
interfira nos res ultados (GRABER, 1955; O'BRIEN et al., 1995), principalm ente, no
pos icionam ento dentário final. As s im , s om ente os diferentes protocolos de
tratam ento apres entarão influência no pos icionam ento dentário final.

C. Características cefalométricas iniciais

Além de as s everidades oclus ais dos grupos experim entais s erem


s em elhantes , eles tam bém se apres entaram bas tante s em elhantes
cefalom etricam ente (KEELING et al., 1989), de form a que s om ente 4 variáveis
dentre as 22 analis adas foram estatisticamente diferentes entre os grupos (Tabela 6
e Fig.29).
182 Discussão

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares

Figura 29. Sobrepos ição em SN centrado em S dos traçados m édios inicial dos
grupos experim entais .
Discussão 183

6.4.2 Grupos Experimentais e Controle

A. Gênero

Sabe-s e que o gênero fem inino apres enta época de m aturação m ais
precoce do que o gênero m as culino. Sendo as s im , as m elhores res pos tas ao
tratam ento ortodôntico ocorrem em um a idade cronológica m enor no grupo fem inino
do que no m as culino (BISHARA et al., 1981; HAGG; TARANGER, 1982; JAMISON
et al., 1982; BISHARA et al., 1984; FOLEY; MAMANDRAS, 1992; MARTINS et al.,
1998, WEST; MCNAMARA, 1999). Portanto, com o os gêneros diferentes
apres entam para um a m es m a idade cronológica idades biológicas dis tintas , foi de
grande im portância a com patibilidade entre os grupos quanto ao gênero em relação
a es s e fator (Tabela 7).
Além de os gêneros m os trarem diferenças im portantes quanto à época de
m aturação e ritm o de cres cim ento, produzindo res pos tas dis tintas a um m es m o
protocolo de tratam ento ortodôntico (BISHARA et al., 1981; HAGG; TARANGER,
1982; JAMISON et al., 1982; BISHARA et al., 1984; FOLEY; MAMANDRAS, 1992;
MARTINS et al., 1998; WEST; MCNAMARA, 1999), alguns autores advogam que
gêneros diferentes podem apresentar níveis dis tintos de colaboração, beneficiando
ou com prom etendo as m etas do tratam ento (GABRIEL, 1965; STARNBACH;
KAPLAN, 1975; CUCALON; SMITH, 1990).
Cons iderando que o potencial de cres cim ento pres ente é um im portante
fator na correção da Clas s e II e que o s uces s o dos divers os m étodos de correção
des s a m á oclus ão depende, em algum grau, da cooperação do paciente
(DEANGELIS, 1973; ANDERSON, 1975; EDWARDS, 1983; HARRIS et al., 1991;
HASHIM, 1991; BARTON; COOK, 1997; FERREIRA, 1998; JOHNSTON, 1998;
COLE, 2002; WHEELER et al., 2002; ENOKI et al., 2003; JANSON et al., 2004a), a
com patibilidade entre os grupos quanto ao gênero perm itiu elim inar tam bém es ta
variável e, portanto, a pos s ibilidade de s ua influência nos res ultados (Tabela 7 ).
184 Discussão

B. Idade

Os grupos experim entais apresentaram idades finais s emelhantes entre s i e


com patíveis com a faixa etária do grupo controle. Is s o é es s encial para que es s a
variável não interferis s e nos pos icionam entos dentoes queléticos pós -tratam ento e
para que pos s ibilitasse a com paração com um grupo controle de oclus ão norm al em
faixa etária s em elhante (Tabela 8).

6.5 Resultados

Os res ultados cefalométricos encontram -s e na Tabela 9 e nas Figuras 30 a


35. Es tas ilus tram a s obreposição dos traçados m édios dos grupos experim entais e
des tes com o grupo controle para a m elhor vis ualização das s em elhanças e
diferenças entre eles .

6.5.1 Componente Maxilar

A única diferença s ignificante entre os grupos experim entais foi que o grupo
3 apres entou m enor com prim ento da m axila em relação ao grupo 1 (Tabela 9 e
Fig.30). Is s o m uito provavelm ente s e deveu às extrações de pré-m olares no grupo 3
e s ubs equente da m aior retração dos incis ivos s uperiores e do ponto A, dim inuindo
m ais o tam anho da bas e apical nes s e grupo (MAGGIONCALDA, 1997; ZIERHUT et
al., 2000).
Em relação ao grupo controle, os grupos experim entais apres entaram a
m axila s ignificantemente m ais retruída (Tabela 9 e Fig.31), o que pode s er atribuído
à m ecânica para a correção da m á oclus ão de Clas s e II com os diferentes
protocolos de tratam ento. Além dis s o, o grupo 3 tam bém apres entou a m axila
s ignificantem ente m enor que o grupo de oclus ão norm al, provavelm ente pelos
m es m os m otivos acim a explicados , em relação ao grupo 1.
Discussão 185

6.5.2 Componente Mandibular

Os grupos experim entais não apresentaram diferença s ignificante entre eles


em relação ao com portam ento da m andíbula (Tabela 9 e Fig.30). Vis to que na
m ecanoterapia utilizada não cons tava o us o de aparelhos ortopédicos funcionais
para protrus ão m andibular, os efeitos m aiores que a terapêutica s em ou com
extrações no arco inferior podem caus ar, no s entido s agital, ficam res tritos à rotação
da m andíbula no s entido horário ou anti-horário (BAHADOR; HIGLEY, 1944;
SCHUDY, 1965; SCHUDY, 1966; CREEKMORE, 1967; KUHN, 1968; BJORK, 1969;
BARTON, 1972; ENGEL et al., 1980; FIELDS et al., 1984), e tam bém às alterações
no ponto B, decorrentes do pos icionam ento dos incis ivos inferiores (Webs ter et al.,
1996). Portanto, verifica-s e que o com portam ento da m andíbula entre os grupos
experim entais foi s em elhante e dem ons trando que todos s ão Clas s e II por
deficiência m andibular, o que já era es perado, corroborando os es tudos
(MCNAMARA JR, 1981; KARLSEN; KROGSTAD, 1999; PROFFIT; TULLOCH,
2002) que dem ons traram que a m aioria dos pacientes que exibe um a relação
oclus al de Clas se II, de m oderada a s evera, apres entam , concom itantemente, algum
tipo de dis crepância es quelética, advinda, principalm ente, de um a deficiência
m andibular. Sendo as s im , tanto o protocolo s em e com extrações não s ão capazes
de produzir alterações s ignificantem ente diferentes no tam anho e pos icionam ento
m andibular ântero-pos terior.
Em relação ao grupo controle, os grupos experim entais apres entaram
m andíbula s ignificantem ente m ais retruída (Tabela 9 e Fig.31), o que pode s er
atribuído a um dos principais com ponentes da m á oclus ão de Clas s e II. O
com portam ento do com ponente m andibular m erece um a atenção es pecial,
cons iderando-s e que o retrognatis m o (DRELICH, 1948; RENFROE, 1948;
SALZMANN, 1949; MCNAMARA JR, 1981; KERR; HIRST, 1987; KARLSEN;
KROGSTAD, 1999) é um dos principais com ponentes da m á oclus ão de Clas s e II.
Entretanto, apes ar de apres entar m andíbula m ais retruída, o tam anho não foi m enor
quando com parado com o grupo controle, contrariando alguns trabalhos (DRELICH,
1948; NELSON; HIGLEY, 1948; GILMORE, 1950; CARTER, 1987; PROFFIT, 1993;
KARLSEN, 1994; BACCETTI et al., 1997; FELDMANN et al., 1999; KARLSEN;
KROGSTAD, 1999) que dem ons traram a deficiência do tam anho m andibular com o
um dos principais com ponentes da m á oclus ão de Clas s e II.
186 Discussão

6.5.3 Relação Maxilo-Mandibular

Obs erva-s e que o ângulo ANB não foi es tatis ticam ente s ignificante entre os
grupos experim entais e des tes com o grupo controle (Tabela 9 e Figs.30 e 31), o
que pode s er atribuído às m ecânicas para a correção da m á oclus ão de Clas s e II
nos grupos experim entais . Es s as s em elhanças entre as dis crepâncias das bas es
apicais , ao final do tratam ento da Clas s e II, com es s es diferentes protocolos , já
foram obs ervados em es tudos prévios (BISHARA et al., 1995a; BISHARA, 1998;
JANSON, 2005; JANSON et al., 2007b). E tam bém é de s e es perar que, após o
tratam ento da Clas s e II, as dis crepâncias entre as bas es apicais s ejam s emelhantes
à oclus ão norm al, devido à correção executada (DEMIR et al., 2005).

6.5.4 Padrão de Crescimento

O grupo experim ental com extrações de 4 pré-m olares apres entou um


padrão de cres cim ento s ignificantem ente m ais vertical que os outros três grupos
(Tabela 9 e Fig. 31). Is s o é com preens ível porque um padrão m ais vertical é m ais
favorável para o tratam ento com extrações e is s o deve ter contribuído para a
realização do protocolo com extrações nes s e grupo (PARK; BURSTONE, 1986;
YAMAGUCHI; NANDA, 1991; KLAPPER et al., 1992; VADEN, 1998; TANER-
SARISOY; DARENDELILER, 1999; LAI et al., 2000; VAUGHT, 2000; FOGLE et al.,
2004).
Es te es tudo corrobora o es tudo de Dem ir, em 2005, (DEMIR et al., 2005)
onde o padrão de cres cim ento no grupo tratado com extrações de 2 pré-m olares
s uperiores na m á oclus ão de Clas s e II, divis ão 1 não apres entou diferença
s ignificante quando com parado com o grupo de oclus ão norm al.
Discussão 187

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares

Figura 30. Sobrepos ição em SN centrado em S dos traçados m édios final dos
grupos experim entais .
188 Discussão

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares
Grupo 4: Oclus ão Norm al

Figura 31. Sobrepos ição em SN centrado em S dos traçados m édios dos grupos
experim entais e controle.
Discussão 189

6.5.5 Componente Dentoalveolar Superior

Os grupos experim entais apres entaram s em elhanças entre s i quanto à


pos ição angular e linear dos incisivos s uperiores (Tabela 9 e Fig.32), dem ons trando
que, independentem ente dos protocolos de tratam ento da Clas s e II, os incis ivos
apres entarão um pos icionam ento s em elhante, contrariam ente ao trabalho de
Weyrich (2009) (WEYRICH; LISSON, 2009), onde os incis ivos s uperiores
apres entaram -s e m ais verticalizados nos protocolos com extrações de 2 e 4 pré-
m olares do que quando tratados s em extrações . Ainda, no trabalho do autor
(WEYRICH; LISSON, 2009), o grupo com extrações de 2 pré-m olares s uperiores
apres entaram os incis ivos m ais verticalizados do que os grupos tratados com
extrações de 4 pré-m olares e m uito m ais verticalizados do que o grupo tratado s em
extrações . Porém , s ua pes quis a com parou s om ente cas os ao final do tratam ento,
s em m encionar s uas caracterís ticas oclusais finais. Is s o difere bas tante do critério de
com paração do pres ente es tudo, que s elecionou os m elhores resultados oclus ais . A
diferença dos res ultados do es tudo de Weyrich (WEYRICH; LISSON, 2009) com a
pres ente pes quis a é notória, pois um a vez que não s e s elecionaram cas os bem
finalizados , é de s e es perar que dentre es s es pacientes alguns cas os
apres entas s em bem finalizados e outros não. Cons equentem ente, os incis ivos
s uperiores podem ter s ido finalizados com torque ves tibular de coroa inadequado.
Bis hara (BISHARA et al., 1997a) tam bém verificou que os incis ivos s uperiores
apres entaram-se ligeiramente m ais verticalizados no grupo com extrações de 4 pré-
m olares , em relação ao grupo de oclus ão norm al, m as tam bém não s elecionou
cas os bem finalizados .
Além dis s o, o res ultado do pres ente es tudo contraria tam bém o trabalho de
Tadic (TADIC; WOODS, 2007), em 2007, onde o tratam ento ortodôntico envolvendo
extrações de 2 pré-m olares s uperiores res ultou em divers os tipos de pos ição dos
incis ivos s uperiores. Portanto, s eu es tudo não dem ons trou com exatidão a pos ição
dos m es mos nos cas os tratados com extrações de 2 pré-m olares na m á oclus ão de
Clas s e II. É perfeitam ente com preensível o res ultado da s ua pes quisa, pois um a vez
que s ua am os tra foi com pos ta de Clas s e II, divis ão 1 e 2, é evidente que a pos ição
final dos incis ivos apres entarão comportamentos variáveis . Conclui-s e que a falta de
critério na s eleção da s ua am os tra res ultou na falta de hom ogeneidade nos
190 Discussão

res ultados (VIG et al., 1990; FINK; SMITH, 1992; O'BRIEN et al., 1995; HOLMAN et
al., 1998; VIG et al., 1998; TURBILL et al., 2001).
Quando com parados ao grupo com oclus ão normal, os incis ivos s uperiores

não apres entaram diferenças quanto à variável 1 .NA, s em elhante a es tudo anterior

(DEMIR et al., 2005), m as apres entaram -s e m ais verticalizados quanto à 1 .PP nos
grupos 2 e 3 (Tabela 9 e Fig 33). Es s a verticalização dos incis ivos s uperiores é
altam ente favorável nos cas os com tres pas s e horizontal acentuado e incis ivos
s uperiores m uito inclinados para ves tibular (COLE, 1948; BARTON, 1972; GÓMEZ
AMEZCUA, 1982), caracterís ticas frequentem ente apres entadas na m á oclus ão de
Clas s e II, divis ão 1 acentuada (DRELICH, 1948; CARTER, 1987; VALE; MARTINS,

1987). Es s e com portam ento foi um pouco dis tinto, em relação à pos ição linear ( 1 -
Aperp), porque os grupos 1 e 3 m os traram m aior retrus ão dos incis ivos em relação
ao controle, m as o grupo 2 não. Is s o dem ons tra que no grupo com extrações de 2
pré-m olares a retração dos incis ivos s uperiores não é m aior que nos outros dois

protocolos . Já, em relação à pos ição vertical ( 1 -PP), o grupo 3 dem ons trou m aior
altura dentoalveolar que os dem ais grupos, provavelm ente devido ao s eu padrão de
cres cim ento m ais vertical (SASSOUNI, 1969; ISAACSON et al., 1971; SCHENDEl et
al., 1976; FIELDS et al., 1984; LOPEZ-GAVITO et al., 1985; JANSON et al., 1994).
Discussão 191

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares

Figura 32. Sobrepos ição no plano palatino centrado em ENA dos traçados m édios
final dos grupos experim entais .

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares
Grupo 4: Oclus ão Norm al

Figura 33. Sobrepos ição no plano palatino centrado em ENA dos traçados m édios
dos grupos experim entais e controle.
192 Discussão

6.5.6 Componente Dentoalveolar Inferior

Entre os grupos experim entais, os incisivos inferiores ( 1.NB) apres entaram -


s e m ais inclinados para ves tibular no grupo 1 do que no 3 (Tabela 9). Es s es
res ultados corroboram , em parte, o es tudo de Weyrich (WEYRICH; LISSON, 2009),

onde os incis ivos inferiores ( 1.NB) apres entam -s e m ais inclinados para ves tibular
nos grupos s em extrações e com extrações de 2 pré-m olares s uperiores em relação
ao grupo com extrações de 4 pré-m olares . Is s o pode s er atribuído ao tipo de
m ecânica dos protocolos s em e com extrações de 2 pré-m olares s uperiores. Em bora
o tipo de correção da m es m a m á oclusão s eja diferente entre es s es dois protocolos ,
am bos não apres entam extrações no arco inferior. Portanto, um a vez que não há
extrações no arco inferior, há um a tendência de os incis ivos inferiores inclinarem -s e
m ais para ves tibular durante o alinham ento. Ao contrário do protocolo com extrações
de 4 pré-m olares onde es ta inclinação para ves tibular dos incis ivos inferiores
durante o alinham ento e nivelam ento é controlada com a m ovim entação pos terior
dos dentes ântero-inferiores para o es paço da extração.
Os res ultados des te es tudo corroboram os trabalhos de Bis hara et al.
(BISHARA et al., 1995b; BISHARA et al., 1997a), Finnoy (FINNOY et al., 1987) e
Paquette et. al (PAQUETTE et al., 1992), onde os incis ivos inferiores apres entaram -
s e m ais verticalizados no grupo com extrações de 4 pré-m olares do que no grupo
s em extrações . Segundo es s es autores (FINNOY et al., 1987; PAQUETTE et al.,
1992; BISHARA et al., 1997a), não há diferença s ignificante da inclinação dos
incis ivos inferiores entre os grupos s em e com extrações de 2 pré-m olares
s uperiores .

Em relação ao grupo controle, os incis ivos inferiores ( 1.NB) não


apres entaram diferença s ignificante dos grupos experim entais , o que corrobora o

es tudo de Dem ir (DEMIR et al., 2005), onde es s es dentes ( 1.NB) não apres entam
diferença s ignificante entre os grupos com extrações de 2 pré-m olares s uperiores e
oclus ão norm al.
Ao s e com parar a inclinação dos incis ivos inferiores expres s a pela variável
IMPA, entre os grupos experim entais , obs erva-s e que os incis ivos inferiores
apres entaram -s e m ais inclinados para ves tibular nos grupos 1 e 2, em relação ao
grupo 3 (Tabela 9 e Fig.34), o que pode s er atribuído tam bém pelo tipo de m ecânica
Discussão 193

requerido nos protocolos s em (CIGER et al., 2005) e com extrações de 2 pré-


m olares s uperiores pelo m esmo m otivo explanado anteriorm ente. Es s es res ultados
corroboram o es tudo de Weyrich (WEYRICH; LISSON, 2009), onde com parou
tam bém com os três protocolos de tratam ento. Os res ultados do pres ente es tudo
confirm aram , tam bém , o es tudo de Dem ir (DEMIR et al., 2005), onde os incis ivos
inferiores (IMPA) não apres entaram diferença s ignificante entre o grupo tratado com
extrações de 2 pré-m olares com oclus ão norm al.
Em relação ao grupo de oclus ão norm al, os incisivos inferiores apres entam -
s e m ais inclinados para ves tibular no grupo s em extrações , o que pode s er atribuído
à m aior inclinação dos incisivos inferiores, geralmente pres entes nas m ás oclus ões
de Clas s e II com o m ecanis m o de com pens ação da dis crepância ântero-pos terior
(Tabela 9 e Fig. 35).
Os res ultados des te es tudo expres sos pela variável 1-NB, onde os incis ivos
inferiores não apres entaram diferença s ignificante entre os três protocolos de
tratam ento corroboram os es tudos de Jans on (JANSON, 2005; JANSON et al.,

2007b), onde os m es m os ( 1-NB) não apres entaram diferença entre os grupos s em e


com extrações de 2 pré-m olares s uperiores e entre os grupos com extrações de 2 e
4 pré-m olares . Entretanto, contraria o es tudo de Bis hara (BISHARA et al., 1997a),

onde os incis ivos inferiores ( 1-NB) apres entam -s e m ais retruídos no grupo com
extrações de 4 pré-m olares em relação ao grupo s em extrações .

Ao com parar a pos ição dos incis ivos inferiores expres s a pela m edida 1-
Pogperp, obs erva-s e que o grupo com extrações de 4 pré-m olares apres entou-s e
m ais retruído em relação ao grupo s em extrações , confirm ando o es tudo de Jans on
(JANSON, 2005) em que s e utilizou des s a m es m a variável. Is s o pode s er atribuído
pelo tipo de m ecânica requerido no protocolo com extrações de 4 pré-m olares onde
os incis ivos inferiores apresentam a tendência de inclinarem -s e m ais para lingual e
retruírem -s e ocupando o es paço da extração. É im portante res s altar que, apes ar de
am bos os protocolos s em e com extrações de 2 pré-m olares s uperiores
apres entarem o m es mo tipo de m ecânica no arco inferior, ou s eja, s em extrações , o
grupo 3 diferiu apenas do grupo 1, entre os grupos experim entais . Is s o s e jus tifica
porque, um a vez que não s e extraem os dentes , há um a tendência de os m es m os
s e inclinarem m ais para ves tibular e protruírem durante o nivelam ento e,
cons equentem ente, o arco inferior acom panha es s e m ovim ento perm itindo m aior
194 Discussão

inclinação dos incis ivos inferiores para ves tibular e m ovim ento de protrus ão. Com
is s o, quando há extrações de 2 pré-m olares s uperiores , ocorre tam bém m aior
inclinação para ves tibular e protrus ão dos dentes ântero-inferiores com o
alinham ento e nivelam ento (Tabela 9).
Em relação à pos ição linear dos incis ivos inferiores , entre os grupos

experim entais e controle, am bas as variáveis ( 1-NB e 1-Pogperp) expres s aram


diferenças s ignificantes entre os grupos 1 e 4, dem ons trando que os incis ivos
inferiores apres entaram-se m ais protruídos no grupo s em extrações em relação ao
grupo de oclus ão norm al. Is s o pode s er atribuído à m aior protrus ão dos incis ivos
inferiores , geralm ente pres entes nas m ás oclus ões de Clas s e II, com o m ecanis m o
de com pensação da dis crepância ântero-pos terior. Es s es res ultados corroboram o

es tudo de Dem ir (DEMIR et al., 2005), onde os incis ivos inferiores ( 1-NB) não
apres entaram diferença entre os grupos com extrações de 2 pré-m olares s uperiores
e oclus ão norm al.

Quanto à pos ição dos incis ivos inferiores no s entido vertical ( 1-GoMe),
obs erva-s e que entre os grupos experim entais e des tes com o grupo controle, a
única diferença s ignificante foi no grupo 3 em relação aos dem ais grupos . Is s o pode
s er atribuído ao des envolvim ento m ais vertical do proces s o alveolar pelo fato de
es s e grupo apres entar padrão de cres cimento m ais vertical em relação aos dem ais
grupos (SASSOUNI, 1969; ISAACSON et al., 1971; SCHENDEL et al., 1976;
FIELDS et al., 1984; LOPEZ-GAVITO et al., 1985; JANSON et al., 1994).
Discussão 195

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares
Figura 34. Sobrepos ição no plano m andibular centrado na s ínfis e dos traçados
m édios final dos grupos experim entais .

Grupo 1: Sem extrações


Grupo 2: Extrações de 2 pré-m olares s uperiores
Grupo 3: Extrações de 4 pré-m olares
Grupo 4: Oclus ão Norm al
Figura 35. Sobrepos ição no plano m andibular centrado na s ínfis e dos traçados
m édios dos grupos experim entais e controle.
196 Discussão

6.5.7 Relações Dentárias

A. Ângulo Interincisivos

Não s e obs ervou diferença s ignificante em relação ao com portam ento do


ângulo interincis ivos entre os grupos experim entais e des tes com o grupo controle
(Tabela 9 e Figs 30 e 31). Pela inclinação es tatis ticamente s ignificante dos incis ivos
s uperiores ( 1 .PP) para palatino dos grupos 2 e 3 com o 4, poder-s e-ia es perar que o
ângulo interincis ivos apresentasse um aumento s ignificante nes s es grupos . Porém ,

a inclinação dos incis ivos inferiores ( 1.NB e IMPA) des s es grupos foi a m es m a.
Portanto, apes ar de os incis ivos s uperiores apresentarem-se m ais verticalizados nos
grupos com extrações de 2 e 4 pré-m olares em relação ao grupo de oclus ão norm al,
es s e fator continua s endo um a relação interincis al adequada (TWEED, 1944;
TWEED, 1954; LITT; NIELSEN, 1984; BRAMBILLA, 2002).
Os res ultados des te es tudo corroboram o es tudo de Dem ir (DEMIR et al.,
2005), onde o ângulo interincis ivos não apres entou diferença s ignificante entre os
grupos tratados com extrações de 2 pré-m olares s uperiores e oclus ão norm al. É
im portante res s altar que o pres ente es tudo confirm a o es tudo de Jans on (JANSON

et al., 2007b) onde o ângulo interincis ivos ( 1 . 1) não apres entou diferença s ignificante
entre os grupos tratados s em e com extrações de 2 pré-m olares s uperiores .

B. Trespasse Horizontal

Obs erva-s e que, ao final do tratam ento, o tres pas s e horizontal não
apres entou diferença s ignificante entre os grupos experim entais (Tabela 9 e Fig.30).
Is s o dem ons tra que, independente do protocolo utilizado, os cas os que s e
m os trarem bem finalizados apresentarão o tres pas se horizontal s emelhante entre os
grupos experim entais, evidenciando as sim a im portância na qualidade de finalização
dos cas os tratados .
Obs erva-s e tam bém que a correção des s a m á oclus ão, com es s es
protocolos , tende a corrigir o tres pas s e horizontal s em , por s ua vez, prejudicar a
inclinação dos incis ivos s uperiores (CIGER et al., 2005) (Tabela 9 e Fig.30).
Discussão 197

Em relação ao grupo controle, os grupos experim entais apresentaram m enor


tres pas s e horizontal (Tabela 9 e Fig.31), provavelm ente devido à s obrecorreção
geralm ente realizada no tratam ento da m á oclus ão de Clas se II. Es s a s obrecorreção
geralm ente dim inui alguns m es es após o térm ino do tratam ento, quando então os
tres pas ses s erão m ais s emelhantes à oclus ão norm al (WALTER, 1953; STACKLER,
1958; BRESONIS; GREWE, 1974; LITTLE et al., 1981; GÓMEZ AMEZCUA, 1982;
UHDE et al., 1983; FIDLER et al., 1995; KAWAUCHI, 1995; KAWAUCHI et al., 2000;
FREITAS et al., 2006).
É im portante res s altar que o pres ente es tudo corrobora o es tudo de Jans on
(JANSON et al., 2007b) onde o tres pas s e horizontal não apres entou diferença
s ignificante entre os grupos tratados s em e com extrações de 2 pré-m olares
s uperiores .

C. Trespasse vertical

O tres pas se vertical, s ignificantem ente m aior obtido no grupo 3 em relação


ao grupo 2 (Tabela 9 e Fig.30), provavelm ente s e deva à m aior tendência de
aprofundam ento da m ordida com a m aior quantidade de extrações (STACKLER,
1958; SCHUDY, 1965; LUDWIG, 1966; SCHUDY, 1966; THOMPSON, 1966;
GRABER, 1969B; HERNANDEZ, 1969; CASTALDO, 1971; LUECKE; JOHNSTON,
1992; BRAVO et al., 1997; DARENDELILER; TANER-SARISOY, 2001) e à
tendência a um m enor tres pas s e vertical no protocolo com duas extrações
s uperiores na m á oclus ão de Clas s e II (GRABER, 1969b; PARKER et al., 1995).
Es s a tendência a um m enor tres passe vertical s e deve a um a pequena dis crepância
entre os tam anhos dentários s uperior e inferior provocado pelas extrações de 2 pré-
m olares s uperiores (SANGCHAREARN; HO, 2007a).
Em relação ao grupo de oclus ão norm al, o grupo 2 apres entou m enor
tres pas se vertical em relação aos grupos 3 e 4, o que pode ter s ido atribuído pelos
m es m os m otivos citados anteriorm ente (Tabela 9 e Fig.31).
É im portante res s altar que o pres ente es tudo es tá de acordo com o es tudo
de Jans on (JANSON et al., 2007b), onde o tres pas s e vertical não apres entou
diferença s ignificante entre os grupos tratados s em e com extrações de 2 pré-
m olares s uperiores .
198 Discussão

6.5.8 Perfis Ósseo e Tegumentar

Os res ultados dem ons traram que, independente do protocolo s em e com


extrações de 2 ou 4 pré-m olares , os perfis ós s eo e tegum entar apres entam -s e
s im ilares entre os grupos experim entais (LO; HUNTER, 1982; BOLEY et al., 1998;
BASCIFTCI; USUMEZ, 2003; FUZIY, 2005; JANSON et al., 2007b), e des tes com o
grupo controle (Tabela 9 e Figs. 30 e 31). Sendo as s im , os res ultados des ta
pes quis a corroboram o es tudo de Jans on (FUZIY, 2005; JANSON et al., 2007b),
onde os protocolos s em e com extrações de 2 pré-m olares apres entaram -s e efeitos
s em elhantes no perfil tegum entar. Além dis s o, apes ar de o es tudo de Dem ir (DEMIR
et al., 2005) utilizar a m edida do eixo facial, confirm a tam bém os res ultados do
pres ente es tudo que não apres entou diferença do grupo tratado com extrações de 2
pré-m olares s uperiores com o grupo de oclus ão norm al.

6.6 Considerações Clínicas

Diante do que foi dis cutido, torna-s e evidente que o tratam ento da m á
oclus ão de Clas s e II divis ão 1, com pleta e bilateral com os protocolos s em e com
extrações de 2 e 4 pré-m olares apres entam s em elhante inclinação dos incis ivos
s uperiores e s em elhantes efeitos no perfil tegum entar. Portanto, independente do
protocolo de tratam ento, o ortodontis ta é capaz de finalizar bem s eus cas os clínicos .
Se antes havia m uitos dogm as , na literatura, de que o protocolo de
tratam ento da Clas s e II com extrações de 2 pré-m olares s uperiores ocas ionava
des ordens têm poro-m andibulares (PERRY, 1973; EIREW, 1976; BOWBEER, 1986;
BOWBEER, 1987; SPAHL; WITZIG, 1987); ins tabilidade na relação m olar de Clas s e
II (LOUGHLIN, 1952; REITAN, 1958; GRABER; VANARSDALL, 2000;
MAILANKODY, 2004); a finalização em relação m olar de Clas s e I (ANGLE, 1907;
TWEED, 1936A; TWEED, 1936B; TWEED, 1944; STRANG, 1957); m aior retrus ão
do lábio, prejudicando m ais o perfil tegum entar do que s em extrações (BOLEY et al.,
1998; ZIERHUT et al., 2000; STEPHENS et al., 2005; CRUIKSCHANK, 2006;
SCOTT CONLEY; JERNIGAN, 2006); m aior reabertura dos es paços das extrações
(William s , 1979; Safirs tein, 1996); não há evidência, na literatura, de que a
finalização de m olar em Clas s e II apres ente des ordens têm poro-m andibulares
Discussão 199

(GIANELLY et al., 1991; ARTUN et al., 1992; KREMENAK et al., 1992a; KREMENAK
et al., 1992b; LUECKE; JOHNSTON, 1992; SADOWSKY, 1992; O'REILLY et al.,
1993); ins tabilidade no tratam ento (OWMAN et al., 1989; DE FREITAS et al., 2004,
FREITAS et al., 2004; CAMARDELLA, 2006; ARAKI, 2007) e a reabertura dos
es paços das extrações (VALARELLI, 2010).
Portanto, es te trabalho colabora m ais um a des m is tificação de alguns
dogm as pres entes na literatura (SANGCHAREARN; HO, 2007a; WEYRICH;
LISSON, 2009) e es peculações de que no tratam ento da Clas s e II com extrações de
2 pré-m olares apresenta-se incis ivos s uperiores m ais verticalizados em relação ao
protocolo com 4 extrações e, principalm ente, s em extrações .
Sabe-s e que os protocolos com extrações de 2 pré-m olares apres entam
m elhores res ultados oclus ais em m enor tem po de tratam ento (JANSON et al.,
2006a; JANSON et al., 2007a), porém não é devido a is s o que todos os cas os
deverão s er tratados apenas com es se tipo de protocolo. Is s o s erve para orientar os
ortodontis tas quando s e deparam com pacientes adultos em que o tratam ento s em
extrações é des favorável e pacientes não colaboradores em que o protocolo com
extrações de 2 pré-m olares requer m enos colaboração do que s em extrações
(ANDREWS, 1975; BRYK; WHITE, 2001). Sendo as s im , além de a redução do
tem po de tratam ento s er um objetivo do tratam ento, valorizado pelos pacientes e/ou
res pons ável, explicar aos pacientes que há os m es mos efeitos s em e com extrações
de 2 pré-m olares no perfil tegum entar torna-s e um argum ento para realizar
extrações dentárias no tratam ento ortodôntico, haja vis ta que m uitos pacientes e
res pons áveis apres entam algum as res trições ao tratam ento com extrações .
O m es m o acontece com a pos ição dos incis ivos s uperiores , em que a
m ecânica com extrações de 2 pré-m olares poderia ocas ionar a pos ição dos m esmos
m ais no s entido vertical. Mas é im portante lem brar que, diante de um a m á oclus ão
de Clas s e II, divis ão 1, com pleta e bilateral, os incis ivos apres entam -s e inclinados
para ves tibular, podendo variar de pouco a m uito inclinado para ves tibular e
cons equentem ente com tres pas s e horizontal norm al a acentuado de acordo com
es tudo de Canuto (CANUTO, 2009).
Sabe-s e que as caracterís ticas cefalom étricas podem influenciar na
m odalidade de tratam ento durante o diagnós tico e planificação do tratam ento
ortodôntico. Nes s e contexto de evidência científica, pode-s e afirm ar que o
es tabelecim ento de planos de tratam ento es tritam ente ortodôntico nos três
200 Discussão

protocolos de tratam ento irá cons is tir, frequentemente, em abordagens terapêuticas


com pens atórias . Portanto, com certeza, os incis ivos s uperiores apres entar-s e-ão
m ais verticalizados ao final do tratam ento da Clas s e II, divis ão 1 em relação à s ua
pos ição inicial, porém s em efeitos des favoráveis nos diferentes protocolos . Quando
is s o acontece, deve-s e provavelm ente à dificuldade de controle do torque ves tibular
na coroa dos incis ivos s uperiores pelo ortodontis ta, nes te cas o envolvendo não o
protocolo do tratam ento, m as a habilidade, o conhecim ento e a experiência do
ortodontis ta.

Sugestão para futuros trabalhos

Com parar a influência da quantidade de tres pas s e horizontal e inclinação


dos incis ivos s uperiores nos excelentes res ultados oclusais do tratam ento da Clas s e
II s em e com extrações .
Conclusões 203

7 CONCLUSÕES

De acordo com a m etodologia es tabelecida e após anális e criterios a dos


res ultados torna-s e lícito concluir que:

7.1 Componente Maxilar

Entre os grupos experim entais, a m axila apres entou comprim ento m enor no
grupo 3 em relação ao grupo 1. Entre os grupos experim entais e controle, m ais
retruída nos grupos experim entais e com prim ento m enor no grupo 3 em relação ao
grupo 1 e controle.

7.2 Componente Mandibular

A m andíbula apresentou s emelhante entre os grupos experim entais e m ais


retruída nos grupos experim entais em relação ao grupo controle.

7.3 Relação Maxilo-Mandibular

A pos ição da m axila e da m andíbula apres entou-s e s em elhante e bem


pos icionada entre os grupos experim entais e des tes com o grupo controle.

7.4 Padrão de Crescimento

O grupo 3 apres entou padrão de cres cim ento m ais vertical do que os
grupos experim entais e controle.

7.5 Componente Dentoalveolar Incisivo Superior

Os incis ivos s uperiores apres entaram pos ições angular e linear


s em elhantes entre os grupos experim entais . Em relação ao grupo controle, eles s e
204 Conclusões

apres entaram m ais verticalizados nos grupos 2 e 3, m ais extruídos no grupo 3 e


m ais retruídos nos grupos 1 e 3.

7.6 Componente Dentoalveolar Incisivo Inferior

Os incis ivos inferiores apres entaram -s e, entre os grupos experim entais ,


m ais inclinados para ves tibular nos grupos 1 e 2 em relação ao grupo 3 e m ais
extruídos e retruídos no grupo 3 em relação ao grupo 1. Em relação ao grupo
controle, apres entaram -s e m ais inclinados para ves tibular e m ais protruídos no
grupo 1 e m ais extruídos no grupo 3.

7.7 Relações Dentárias

O tres pas s e horizontal apres entou-s e s em elhante entre os grupos


experim entais e m enor nos grupos experim entais em relação ao grupo controle. O
tres pas s e vertical apres entou-s e m enor no grupo 2 em relação aos grupos 3 e 4,
quando s e com param os grupos experim entais entre s i e es tes com o grupo
controle.

7.8 Perfis Ósseo e Tegumentar

Os perfis ós s eo e tegum entar apres entaram -s e s em elhantes entre os


grupos experim entais e es tes com o grupo controle.
Referências 207

REFERÊNCIAS

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234 Referências
Apêndices 237

SUMÁRIO

 Tabela 1. Avaliação do erro do método intraexaminador para a variável


PAR inicial (1a Medição e 2a Medição)

 Tabela 2. Avaliação do erro do método intraexaminador para as variáveis


cefalométricas (1o Traçado e 2o Traçado)

• Tabela 2.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


o
- Tabela 2.1.1 – 1 Traçado
o
- Tabela 2.1.2 – 2 Traçado

• Tabela 2.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento


o
- Tabela 2.2.1 – 1 Traçado
o
- Tabela 2.2.2 – 2 Traçado

• Tabela 2.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior


o
- Tabela 2.3.1 – 1 Traçado
o
- Tabela 2.3.2 – 2 Traçado

• Tabela 2.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior


o
- Tabela 2.4.1 – 1 Traçado
o
- Tabela 2.4.2 – 2 Traçado

• Tabela 2.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar


o
- Tabela 2.5.1 – 1 Traçado
o
- Tabela 2.5.2 – 2 Traçado

 Tabela 3. Valores dos índices PAR inicial e final dos grupos


experimentais
238 Apêndices

 Tabela 4. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 1 (sem extrações)

• Tabela 4.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 4.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 4.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 4.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 4.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar

 Tabela 5. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 2 ( extrações de 2


pré-molares superiores)

• Tabela 5.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 5.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 5.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 5.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 5.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar

 Tabela 6. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 3 (extrações de 4


pré-molares)

• Tabela 6.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 6.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 6.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 6.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 6.5 - Relações Dentárias e Perfis Ós s eo e Tegum entar

 Tabela 7. Variáveis cefalométricas finais no grupo 1 (sem extrações)

• Tabela 7.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 7.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 7.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 7.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 7.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar
Apêndices 239

 Tabela 8. Variáveis cefalométricas finais no grupo 2 (extrações de 2 pré-


molares superiores)

• Tabela 8.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 8.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 8.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 8.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 8.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar

 Tabela 9. Variáveis cefalométricas finais no grupo 3 (extrações de 4 pré-


molares)

• Tabela 9.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 9.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 9.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 9.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 9.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar

 Tabela 10. Variáveis cefalométricas no grupo 4 (oclusão normal)

• Tabela 10.1 - Com ponentes: Maxilar e Mandibular


• Tabela 10.2 - Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento
• Tabela 10.3 - Com ponente Dentoalveolar Superior
• Tabela 10.4 - Com ponente Dentoalveolar Inferior
• Tabela 10.5 - Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar
240 Apêndices

 Tabela 1. Avaliação do erro do método intraexaminador para a variável


PAR inicial (1aMedição e 2a Medição).

Grupos
PAR inicial
Experimentais

1a Medição 2a Medição
N=20
1 23 24
2 30 31
3 33 32
4 11 11
5 21 22
6 22 25
7 23 22
8 23 20
9 40 37
10 27 25
11 26 24
12 15 16
13 19 21
14 15 14
15 41 37
16 23 23
17 11 12
18 18 16
19 24 22
20 17 17
Apêndices 241

Tabela 2. Avaliação do erro do método intraexaminador para as variáveis


cefalométricas (1o Traçado e 2o Traçado).
• Tabela 2.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.
o
- Tabela 2.1.1- 1 Traçado.
Grupos
Seleção Aleatória Variáveis Cefalométricas
Componente Componente
N=30 Maxilar Mandibular
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 81,3 79,4 -2 76,3 106,8
2 75,9 78,2 -6,7 75,2 101,8
3 81,2 91 -0,7 76,1 113,5
4 72,3 87,6 -7,3 70,4 116,7
5 80,2 79,7 -1,9 73,7 98
6 80,3 88,3 -2,9 76,2 111,6
7 78,7 84,3 -5,6 74,8 105,5
8 78,5 76,7 -2 70 100,8
9 82,2 83,7 -2,4 75 112,1
10 81 80,7 -1,9 74,3 103,2
11 75,1 80,2 -6,1 73,5 98,4
12 78,2 78,9 -5,4 75,9 111,6
13 80 88,2 -5,3 75 115,1
14 86,2 88,7 1,5 79,5 108,6
15 82,5 86,1 1,8 78,2 105,2
16 79,1 82,8 -4,8 76,3 104
17 81,4 87,6 -2,3 77,3 106,7
18 75,2 80,1 -4,6 71,1 104,8
19 81,3 93,8 1 77,4 118
20 80,7 87,3 -0,6 77,1 113,9
21 76,8 86,2 -4,9 78,9 124
22 76,5 80,8 -3,4 75,6 108,3
23 74,9 79,6 -8,1 73,3 102,2
24 77,6 87,6 -3,3 69,9 106,4
25 72,1 80,9 -8,4 72,4 114,9
26 77,1 84,1 -5,8 74,8 110
27 82 85,5 -5,3 75,9 113,9
28 79,9 93,2 -2,9 79,3 120,4
29 77,4 75,3 -6,9 75,7 99,4
30 74,7 84,4 -10,4 74,9 111
242 Apêndices

- Tabela 2.1.2– 2o Traçado.

Grupos
Variáveis Cefalométricas
Seleção Aleatória
Componente Componente
N=30 Maxilar Mandibular
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 80,3 78,7 -2,8 76 106,3
2 75,9 78,2 -7,7 76 102,4
3 81,3 91,2 -0,7 76 113,9
4 72,4 87,3 -7,7 71 116,6
5 80,5 80,9 -2,3 74 97,9
6 80,4 88,6 -3 76 112
7 78,7 84,6 -6,4 75 106,4
8 78,4 77,2 -2 70 100,9
9 82,5 84,2 -2,1 75 111,9
10 80,5 80,5 -1,9 74 103,1
11 75,6 80,5 -5,8 74 98,5
12 78,4 78,8 -5,5 76 111,5
13 78,7 88,9 -6,7 75 116,6
14 86,7 89,1 1,8 80 108,7
15 81,2 86,3 0,9 77 105,7
16 79,6 81,6 -4,8 77 103,1
17 81,7 87,4 -2,2 77 105,9
18 75,5 79,6 -4,6 71 104,1
19 81,8 93,6 1,2 77 117,8
20 80,6 87,5 -0,8 77 113,9
21 76,6 86 -5,8 79 123,7
22 76,8 82,7 -3,3 75 109,1
23 75,2 78,9 -7,6 74 101,7
24 78,1 87,8 -2,9 70 106,2
25 72,3 81,6 -8,1 72 114,9
26 76,6 82,5 -6,3 74 108,5
27 81,7 85,1 -5,8 76 113,4
28 80,7 93,7 -3 80 120,8
29 77,3 76,4 -7,2 76 99,7
30 74,6 85,1 -10,5 75 110,4
Apêndices 243

• Tabela 2.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

- Tabela 2.2.1 – 1o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Relação Maxilo-
Padrão de Crescimento
Mandibular
N=30
ANB SN. GoGn
1 5 37,7
2 0,7 36,5
3 5,1 38,9
4 1,9 39
5 6,5 39,4
6 4,1 27,6
7 3,9 28,9
8 8,5 44,4
9 7,2 41,1
10 6,7 45,3
11 1,5 34,4
12 2,2 44,1
13 5 38,6
14 6,7 32,9
15 4,3 28,4
16 2,8 28,1
17 4,1 28,1
18 4,1 40,7
19 3,9 31,2
20 3,6 37,3
21 -2,1 33,4
22 0,9 36,1
23 1,6 33,2
24 7,7 43,6
25 -0,3 38,6
26 2,3 33,5
27 6,2 40,7
28 0,6 26,2
29 1,8 40
30 -0,2 22,7
244 Apêndices

- Tabela 2.2.2 – 2o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Relação Maxilo-
Padrão de Crescimento
Mandibular
N=30
ANB SN. GoGn
1 4,3 38,1
2 0,4 36,5
3 5,1 39,6
4 1,8 39,3
5 6,6 38,9
6 4 27,5
7 3,8 29,6
8 8,5 44,5
9 7,5 41,5
10 6,7 45,5
11 1,9 35
12 2,4 44,3
13 3,9 38,2
14 6,8 32,7
15 4 29
16 2,5 28,1
17 4,4 27,6
18 4,3 40,5
19 4,4 31,1
20 3,9 37,1
21 -2,1 33,8
22 1,5 36
23 1,6 33,4
24 7,8 43,6
25 0,1 38,6
26 2,3 33,8
27 6,1 41
28 0,4 25,2
29 1,7 40,3
30 0 23,1
Apêndices 245

• Tabela 2.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

- Tabela 2.3.1 – 1o Traçado.

Grupos
Seleção
Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 17,7 107,3 3,1 2,1 31,1
2 24,2 116,3 2,8 0,9 23
3 32,8 128,7 5,7 5,5 27,2
4 19,3 100,3 3,5 0,1 32,3
5 9 103,1 -1,6 -2,4 30,3
6 14 102,9 1,1 0,2 27,6
7 24,1 117,8 4,8 2,9 26,7
8 9,3 101,4 -0,1 -0,8 29,8
9 8,4 95,4 -0,5 -1,5 30,9
10 5,4 97 -1,6 -2,4 30,1
11 26,9 107,4 7,1 4,1 31
12 28,6 111,7 6,2 4,1 31,7
13 10,3 104,8 1,1 -1 29,2
14 15,1 106,9 -0,5 0 27,1
15 24,2 116,2 0,5 1,2 23,8
16 24,5 108,9 3,3 1,6 27,1
17 23,4 119,1 4,4 3,7 24,7
18 17,8 100,2 3,1 1,2 29,4
19 11,2 103,2 1,5 2 32,9
20 17,4 108,5 0,8 0,6 27,4
21 36,3 121,8 10,4 8,5 30,4
22 19,4 101,4 5,4 3,9 30,6
23 23,4 108,3 3,2 0,2 26,9
24 10,3 104 -1,6 -2,8 29,2
25 39,1 126,5 9,3 6,7 26
26 31,1 115,8 6,4 4,3 25,4
27 11 97,9 -0,3 -2,4 31,9
28 28,2 115,1 4,3 3,2 27,9
29 26,2 110,7 4,6 2 27,8
30 20,9 100,2 5,6 0,7 29,6
246 Apêndices

- Tabela 2.3.2 – 2o Traçado.

Grupos
Seleção
Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 20,3 110 4,5 3,2 31,4
2 25,2 117 3,1 1 22,4
3 32,9 129 5,3 5,1 26,9
4 19,2 99,5 4 0,4 32,5
5 7,2 101 -2 -3 30,2
6 13,8 102 1,1 0,2 27,6
7 25 119 5,4 3,3 26,2
8 9,2 102 -0,1 -0,8 30
9 9,6 96,9 -0,7 -1,6 31,4
10 5,9 97,2 -1,4 -2,2 30,3
11 26,4 108 6,7 4 29,8
12 27,4 111 6,5 4,3 32,2
13 11,2 105 2,4 -0,2 29,1
14 14,4 107 -0,3 0,3 27,2
15 22,1 114 0,9 1,2 24
16 26,3 110 4 2,3 26,5
17 21,5 117 4,2 3,5 25,1
18 16,4 100 2,9 1 28,4
19 12,2 104 1,7 2,3 31,9
20 19,5 110 1,1 0,8 28,1
21 36,7 122 10,1 8 30
22 17,8 99,5 4,3 2,8 30,2
23 23 109 3,8 1 26,7
24 10,1 104 -1,7 -2,7 29,1
25 37,6 125 8,6 6 26,3
26 29,6 115 6,5 4,2 26,1
27 12,7 99,9 -0,4 -2,7 32,7
28 27,2 113 4,6 3,5 29
29 26,1 111 4,5 1,8 28
30 20,6 100 5,2 0,2 29,8
Apêndices 247

• Tabela 2.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

- Tabela 2.4.1 – 1o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 28 92 8 -7,5 42,1
2 17,9 84,8 0,9 -12,6 32,1
3 32 94,9 10 -7,2 44
4 15,3 84,1 1,5 -15,1 43,8
5 32,4 95,2 5 -8 40,1
6 32,3 106,2 3,4 -11 35,7
7 32,9 106,9 7,7 -3,9 38,5
8 33 96,8 10,3 -6,4 41,1
9 28,7 90,1 7,6 -14,9 44,9
10 23,2 81 5,7 -14,1 40,2
11 33,5 103,2 6,4 -4,3 35,9
12 24,1 81,8 5,5 -15,7 41,8
13 23,3 87,5 5,4 -14,5 45,5
14 30,5 95,2 5,7 -8,8 35,1
15 21 92,6 2,9 -7,3 35,1
16 23,2 97,3 3,1 -8,8 33,4
17 42,3 115,3 8,9 -1,3 35,2
18 22,5 89,2 6,1 -11,6 39,1
19 30,4 99,2 4,8 -6,4 39,5
20 23,2 87,7 2,6 -13 36,8
21 29 95,5 5,2 -14,4 37,9
22 27,3 93,1 3,5 -11,7 39,8
23 17,7 89,2 2,5 -8,9 36,1
24 40,7 104,8 7,2 -6,6 38,7
25 21,5 88,9 4,8 -14,6 42,9
26 31,5 101,4 6,3 -9,3 39,2
27 33,1 94,8 5,3 -13,9 42,1
28 22,2 95,1 3,1 -9 37,1
29 24 86,6 4,1 -12,7 36,4
30 28,1 109,5 2,9 -7,5 36,7
248 Apêndices

- Tabela 2.4.2 – 2o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 26,9 90,9 7,8 -7,9 42,1
2 16,5 83,1 0,8 -12,5 32,7
3 32,5 94,7 9,5 -7,2 43,6
4 17,3 85,6 2,2 -15,3 44,5
5 32 95,1 4,5 -8,4 39,9
6 30,9 104,7 3,3 -10,7 35,6
7 32,1 105,3 7,8 -4 39,2
8 33 96,8 10,5 -5,9 41,4
9 26,6 87,9 7,8 -15 44,9
10 22,3 80,4 5,3 -15 40,2
11 34,5 102,9 6,6 -4,1 37,3
12 25,9 83,4 6,1 -14,9 41,5
13 20,9 85,6 5 -15 45,5
14 32,4 96,8 5,4 -9 35,3
15 18,9 90,7 2,5 -7,5 34,9
16 22,3 95,2 3,4 -8,2 33,7
17 41,7 114,9 9,2 -2,1 35,7
18 22,4 89,2 5,9 -11,7 38,9
19 29 97,8 5,1 -7 40,3
20 22,6 87,7 3 -12,8 37,2
21 25 91 4,9 -14,7 38,2
22 28,3 94,6 3,8 -11,1 39,4
23 20,1 90,7 3,1 -8 36,6
24 39,5 102,9 7,3 -6,7 39,6
25 20,7 88,5 4,7 -14,9 42,7
26 31,6 101,4 6,3 -9,3 39
27 31,7 93,5 5,4 -14,1 42,2
28 23 94,9 3,2 -8,9 38,3
29 23,5 85,9 3,8 -12,8 36,4
30 27,8 109 2,8 -7,7 36,5
Apêndices 249

• Tabela 2.5 Relações Dentárias , Perfis Ós s eo e Tegum entar.

- Tabela 2.5.1 – 1o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 129,2 1,6 2,4 113,1 8,7
2 137,2 2,5 2,1 122,3 -1,1
3 110,2 2,9 1,8 110,4 11,6
4 143,4 4,4 3,4 115,8 1,1
5 132,2 2,1 1,9 120,6 13,8
6 129,6 3 2,1 113,6 1,9
7 119,1 2,3 1,8 102,8 5,7
8 129,3 1,8 2,6 106,7 18,5
9 135,7 1,7 2,4 118,2 10,5
10 144,7 1,9 2,8 103,2 12
11 118 2,3 3,2 100,3 3,5
12 125,1 3,9 1,3 124,3 1,7
13 141,4 2,4 5 120,8 7,6
14 127,7 2,5 2,3 116,7 11,4
15 130,5 2,9 2,7 112,2 8,8
16 129,5 3,2 4,4 108,9 1,4
17 110,2 1,1 0,2 128 6,9
18 135,6 2,3 1,9 117,9 4,7
19 134,4 2,3 3 101,6 7,7
20 135,8 2,8 1,9 111,1 4,1
21 116,7 2,2 0,1 114,3 -10,7
22 132,3 2,9 3,7 110,8 -1,2
23 137,3 2,4 2,8 114,7 0,9
24 121,3 2,1 1,4 130,4 17
25 119,7 3,7 3,4 110,4 -4,5
26 115,1 2,8 1,8 110,2 -0,6
27 129,7 2,7 2,5 114,8 10
28 129 2 1,2 131,1 -2
29 128,1 2,6 0,7 92,7 1,5
30 131,2 1,9 3 113,4 -6,7
250 Apêndices

- Tabela 2.5.2 – 2o Traçado.

Grupos
Seleção Variáveis Cefalométricas
Aleatória
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 128,5 2,3 2,6 125,9 7,3
2 137,9 2,6 2 123,7 -1,9
3 109,5 3,1 1,2 108,3 11,9
4 141,6 4 3,8 112 0,7
5 134,2 2,3 2 120,7 14,5
6 131,3 3 2 116,8 2,1
7 119,2 2,6 1,9 107 5
8 129,3 1,6 2,6 107,1 18,8
9 136,3 1,8 2,6 121,2 11,2
10 145,1 2,3 3,2 108,2 11,8
11 117,3 2,2 2,7 102,7 4,5
12 124,3 3,8 0,8 124,7 1,9
13 144 2,5 5,1 120,7 5,2
14 126,3 3,1 2 116,5 11,9
15 135 3,2 2,4 112 7,8
16 128,9 3,3 3,8 112,6 0,8
17 112,4 1 0,8 126,2 7,5
18 136,9 2,4 1,9 118,6 5
19 134,3 2,9 2,7 98,6 8,4
20 134 3,1 2,3 115,5 5,3
21 120,5 2,2 0,2 111 -10,4
22 132,4 2,3 3,1 114 0,1
23 135,4 2,3 3 115,5 0,7
24 122,7 2 1,9 128,6 16,9
25 121,6 3,7 3,2 109,2 -3,3
26 116,5 2,9 2 115 -0,4
27 129,5 2,4 3,3 113,5 10
28 129,5 1,9 1,3 127,5 -2,5
29 128,8 2,7 1,1 92,9 1,8
30 131,5 1,9 2,8 111,2 -6
Apêndices 251

 Tabela 3. Valores dos índices PAR inicial e final dos grupos experimentais.

Grupos
Experimentais Índices PAR inicial e final
Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3
N=30 PAR i PAR f PAR i PAR f PAR i PAR f
1 21 0 26 2 18 2
2 17 4 18 0 16 4
3 23 4 34 0 31 2
4 19 0 17 0 21 4
5 20 4 35 4 25 4
6 11 4 20 0 28 0
7 31 0 27 0 24 4
8 24 4 12 0 29 3
9 22 0 25 4 21 4
10 22 0 22 2 21 2
11 40 3 19 0 25 0
12 23 4 41 0 24 2
13 25 2 23 5 26 2
14 18 2 18 2 25 4
15 20 2 22 4 19 0
16 12 4 20 0 33 0
17 28 0 33 2 32 2
18 28 3 26 4 31 0
19 15 4 23 0 12 0
20 24 0 31 4 17 4
21 27 0 31 5 26 2
22 26 4 18 4 24 2
23 23 0 22 4 25 4
24 21 2 42 0 15 2
25 20 4 31 0 31 2
26 32 2 33 2 18 5
27 21 0 20 0 31 2
28 17 0 35 0 26 4
29 22 0 39 0 17 2
30 28 4 33 0 32 0
252 Apêndices

 Tabela 4. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 1 (sem extrações).

• Tabela 4.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 1 Variáveis Cefalométricas Iniciais


Sem Extrações
Componente
Componente Maxilar Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 80,5 79,6 -1,8 76 99,1
2 81,5 92,8 1,3 75,5 112,5
3 84,1 87,5 -0,3 77,4 99
4 80,5 77,6 -0,5 72,6 92,6
5 81,9 80,7 -3,2 77 96,9
6 77,7 85,4 -2,3 75,5 109,5
7 80,5 85 0,9 73,5 103,7
8 78,1 85,2 -2,4 70,8 99,7
9 79,6 84 -3,7 74,2 99,9
10 78,1 80,7 -5,2 75,7 103,3
11 80,3 88,7 -2,6 72,4 100,4
12 86,6 93,9 0,5 80,2 111,1
13 79,8 90,4 -8,5 77,2 108,7
14 84,2 77,2 0 77,5 94,2
15 76,1 79,2 -3,7 73 95,6
16 77,7 82,5 -0,4 71,3 99,6
17 87,8 89,6 4,8 79,4 107,5
18 81,6 83 -2,6 75,9 99,8
19 80,5 82 0,9 74,5 102,7
20 81,9 84,7 0,2 75,1 100,4
21 85,5 91,7 4,7 77 107,6
22 80,2 85,4 1,3 74,1 109,8
23 80,4 82,8 -1,1 79,4 111,4
24 79,4 90,7 -1,1 71,1 109
25 85,9 83 1,3 77,2 99,7
26 82,9 81,1 1,2 76 98,5
27 82 89,4 -1,1 76,1 108,8
28 82,4 83,6 2,5 76,6 102,5
29 85,2 83 4 78,5 105,5
30 78,8 94,4 -0,8 77,6 119,5
Apêndices 253

• Tabela 4.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 1
Variáveis Cefalométricas Iniciais
Sem Extrações
Relação Maxilo-Mandibular Padrão de Crescimento
N=30 ANB SN. GoGn
1 4,5 33,2
2 6,1 42,1
3 6,7 26,7
4 7,9 40,1
5 4,9 25,8
6 2,2 28,7
7 7 30,7
8 7,3 38,9
9 5,4 27,3
10 2,4 33,5
11 8 23,6
12 6,3 23,5
13 2,6 28,2
14 6,7 34,9
15 3,1 36,1
16 6,4 38,8
17 8,4 32,1
18 5,7 28,3
19 4,9 25,8
20 6,8 29,9
21 8,4 31,3
22 6,1 38,8
23 1 33,1
24 8,4 41,3
25 8,8 30,2
26 6,9 27,9
27 5,8 32,5
28 5,8 33,8
29 6,7 33,5
30 1,2 27,2
254 Apêndices

• Tabela 4.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 1
Sem Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP

1 38,6 128,7 6,9 6,4 20,6


2 21,4 116,3 4,2 4,7 28,2
3 30,1 126,9 3,9 3,8 21,7
4 24,9 117,5 2,4 2,2 21,7
5 23,3 112,2 3,9 2,7 22,2
6 34,9 121,6 7,7 6,8 26,1
7 30,8 119,8 4,8 5,1 25,7
8 25,6 110,9 5,5 4,6 30,3
9 31 124 6,7 5,4 23,2
10 34 118,5 7,9 5,9 26,9
11 34,9 121,4 6,1 5,3 24,5
12 34,1 131,7 7,1 7,3 21,5
13 32,1 119,1 6,5 3,8 24,5
14 29,2 117,9 5 5 24,2
15 27,5 111,2 6,5 5 27,1
16 23,2 110,6 1,3 1,1 26,2
17 18,8 111,3 1,5 3,2 27,1
18 35,1 120,6 5,6 4,7 25
19 35,1 131,7 7,1 7,3 21,5
20 29,8 124,3 5,4 5,5 23
21 31,8 125,9 5,6 7,4 27,4
22 21,1 107,2 4,2 4,8 31
23 31,9 117,3 7,5 7 27,7
24 19,3 112,8 1,4 1 26,4
25 16,1 111,1 2,1 2,6 25,9
26 29,8 120,3 5,1 5,6 25,4
27 19,5 109,6 3,2 2,7 29,6
28 16,7 106 1,8 2,9 27,9
29 12,3 107,1 1,7 3,5 28,7
30 32,4 117,3 5,7 5,5 26,2
Apêndices 255

• Tabela 4.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 1
Sem Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 18,2 87,4 1,7 -11,4 34,2
2 33,4 93,8 6,9 -10 44,9
3 29,6 103,3 3,7 -5,1 33,6
4 26,1 91,5 5,1 -8 35,3
5 24,7 100,2 3,3 -8,3 32,6
6 24,2 97,9 5,1 -6,3 42
7 30,6 104,5 4 -11,1 37,3
8 23,4 91,2 5,4 -7,5 39,8
9 31,9 108,1 5,6 -4,2 36,4
10 13,9 82,8 0,5 -12,4 35,5
11 17,5 100 1,5 -6,4 35,4
12 34,3 109,4 6,8 -3,9 38,9
13 19,6 92,2 2,4 -9,5 37,3
14 31,5 96,7 6,1 -5,4 36
15 34,7 103,5 6,1 -4 36,1
16 23,9 91,2 4,7 -5,6 35,9
17 19,4 85,5 1,9 -14 36,1
18 25,6 100,3 2,8 -7,3 31,9
19 18,5 100 1,5 -6,4 35,4
20 30,6 104,2 6,1 -5,1 36,9
21 31,2 100,3 5,2 -5,5 38,2
22 26,2 90,8 4,2 -11 39,3
23 18,6 84,4 2,4 -12,9 34,6
24 34,5 100,2 6,1 -8,2 37,7
25 33,5 104 8,5 -4,1 38,4
26 23,9 97,4 3,3 -6,9 37,9
27 25,2 93,6 4,4 -10,4 43,5
28 25,3 93,2 3,8 -9,5 35,8
29 31,6 97,2 7,9 -5,6 41,7
30 15,4 89,1 1,6 -11,3 37,5
256 Apêndices

• Tabela 4.5 Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar

Grupo 1
Sem Variáveis Cefalométricas Iniciais
Extrações
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 118,7 10,1 4,1 122,7 6
2 119,1 5,8 3,7 107,7 15,6
3 113,6 7,7 6,1 110,8 15,4
4 121 6,4 2,9 108,1 15,4
5 127,2 5,5 6 110,9 5
6 118,6 5,3 3,2 113,6 1,5
7 111,5 9 4,9 112,6 8
8 123,7 9,2 8,6 112 17,1
9 111,7 7,2 5,3 106,1 9,5
10 129,6 10,1 3,6 119,1 0,7
11 119,7 13,5 9,3 97,7 11,8
12 105,2 8 4,5 90,9 11,9
13 125,6 6,5 6,5 88,1 1,6
14 112,6 6,8 1,3 99,6 14
15 114,7 3,9 3,4 107,2 7,3
16 126,4 4,6 3,9 122,8 13,3
17 133,4 10,1 6,1 114,9 14,9
18 113,5 8,7 5,9 111 8,6
19 111,6 6,8 1,3 99,6 14
20 112,8 7,6 6 137,8 12,8
21 108,6 11,1 3,6 92,7 17,1
22 126,6 8,7 -1 117,6 10,5
23 128,4 6,3 2 128,7 -3,1
24 117,8 6,5 2,5 121,2 17,6
25 121,6 4,3 5,6 122,5 17,9
26 119,3 9,8 6,3 106,7 12,5
27 129,5 5,8 7,7 121 10,6
28 132,2 5 5,9 119,2 10,2
29 129,4 2,8 3,7 101,8 13,8
30 131 5,7 1,3 120,8 -2,7
Apêndices 257

 Tabela 5. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 2 ( extrações de 2


pré-molares superiores).

• Tabela 5.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 2
Variáveis Cefalométricas Iniciais
Extrações 2PMS
Componente Componente
Maxilar Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 78,4 81,4 -4,5 72,9 105,2
2 78,5 74,8 -10,3 76,8 101,4
3 80,1 86,9 1,3 74,4 104,4
4 83,1 88,9 3,1 77,8 109,8
5 74,5 86,5 -5,5 72 110,7
6 84,7 79,8 1,2 79 101,1
7 87,4 92 4 82,8 118,7
8 82,4 83,8 -0,4 74,3 111,2
9 77,1 77,4 0,1 72,7 100,1
10 80,8 81,8 1,3 75 102,9
11 82,8 91,2 4,3 75,8 108,3
12 81,6 88,2 4,5 78,4 115,2
13 80,4 84,4 1,2 77,8 107,7
14 78,5 86,4 -0,5 74,9 103,9
15 75,9 79,9 -4,4 73,4 96,7
16 83,8 95,7 0,3 78,5 114,8
17 76,5 77,8 -2,6 70,9 96,9
18 77,2 82,8 -4,6 76,7 110,3
19 83,5 99,8 -1,5 78 131,2
20 79,5 82,3 -1,6 77,2 102,9
21 84,5 86,5 1,8 76,1 101,6
22 78,3 80,9 -4,1 77,2 109,4
23 81,6 82,1 3,7 77,1 103
24 73,1 77,9 -3,7 69 96,7
25 81 82,6 -1,7 73,5 100,6
26 83,2 85,3 -0,9 79 104,6
27 83,4 92,8 -1,4 78,4 110
28 84,5 90,8 2 75,7 107,2
29 85,8 84,9 3,3 80,3 105,7
30 79,7 85,8 -3,9 74,9 104,8
258 Apêndices

• Tabela 5.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 2
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
2PMS
Relação Maxilo- Padrão de
Mandibular Crescimento
N=30
ANB SN. GoGn
1 5,5 38,9
2 1,7 34,4
3 5,7 32,6
4 5,3 24,1
5 2,5 37,6
6 5,8 33,4
7 4,7 28,6
8 8,1 43,5
9 4,4 39,7
10 5,8 36,1
11 7 30,8
12 3,2 33
13 2,6 30,1
14 3,6 31,1
15 2,5 32,5
16 5,3 27,1
17 5,6 41,3
18 0,5 30,5
19 5,5 35,7
20 2,4 27,6
21 8,4 35,2
22 1,1 29,3
23 4,5 29,3
24 4,1 38,6
25 7,5 40,3
26 4,2 26
27 4,9 32,6
28 8,8 34,1
29 5,5 24,6
30 4,9 23,7
Apêndices 259

• Tabela 5.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 2
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
2PMS
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 32,9 121,3 9,8 7,7 31
2 22,1 106,5 5,8 0,8 31,3
3 20,3 111,9 1,9 2,5 26,8
4 23 113,9 2,3 3,6 23,3
5 38 118,7 10,4 8,2 29,9
6 20,1 115,5 1,5 2 24,6
7 31,1 121,3 9,1 10,8 30
8 15,7 104,5 3,1 2,9 31,6
9 29 114,2 5,2 5,2 25
10 26,9 108,8 6,3 6,9 31,1
11 24,3 113,8 2,9 4,5 27,8
12 29,7 116,6 9,7 11,8 33,5
13 36,4 124,8 7,1 7,6 25,6
14 29,6 118,5 3,4 3,3 21,7
15 35,2 119,9 9,1 7,4 24,8
16 20 112,9 3,2 3,3 25,8
17 28,5 109,8 4,6 3,7 25
18 34,1 114,3 10,3 8,3 27,3
19 30,4 122,3 7,7 7 32,4
20 31,3 121 7,7 7 23,9
21 8,1 104,9 -0,6 0,2 27,8
22 32 111 9,5 7,8 29,1
23 36 122,4 7,6 9,1 25,1
24 36,6 117,6 8,1 6,7 24,7
25 25,6 117,9 4,7 4 27,4
26 33,6 123,7 7,8 7,4 26,4
27 24,1 117,4 5,7 5,2 27,1
28 27,9 116,8 6,7 7,5 27,1
29 29 120 5,6 7 25,3
30 31,9 115,6 8,9 7 29,6
260 Apêndices

• Tabela 5.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 2
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
2PMS
Incisivo Inferior
N=30 1-
1.NB IMPA 1-NB 1-GoMe
Pogperp
1 29,9 95,7 9,1 -7,8 43,8
2 26,9 92,9 5,4 -9,8 38,1
3 23,5 93,9 5,1 -5,9 37,9
4 22,1 98,1 3,7 -6,3 39
5 16,5 84,8 2,1 -13,5 43,8
6 27,9 93,4 5,7 -7,5 36,7
7 30,6 97,5 7,2 -9 42,4
8 32,9 92,6 9,4 -12,2 44,2
9 21,5 87 3 -11,6 35,5
10 34,3 101,4 9 -4,8 38,4
11 29,7 99,7 5,2 -5,8 39,4
12 24,3 90,6 5,2 -9,4 44,2
13 26,1 95,9 4,1 -8,7 36,8
14 21,5 93,3 1,5 -9,1 34,1
15 29,3 100,5 5 -6,3 36,9
16 30,2 102,8 5,9 -4,6 40,4
17 31,5 97,9 6,5 -8,5 34,4
18 16,7 87,3 2,4 -12 39,7
19 22,1 87 5,5 -17,2 44,9
20 18,2 91,6 0,6 -9,9 35,9
21 21,2 87,6 3,3 -10,2 36,2
22 22,1 93,6 2,5 -11,3 36,8
23 31,1 102,3 4,6 -7,3 36,9
24 22,3 92,7 2,2 -11,3 34,2
25 26 90,1 4,7 -11,7 37,9
26 28,9 101,5 4,8 -5,6 36,8
27 38,1 104,4 8,2 -5,3 41,5
28 38,4 106,3 9 -3,5 40,4
29 25,2 97,7 3,9 -7,3 37,2
30 16,3 96,8 0,8 -9,2 38
Apêndices 261

• Tabela 5.5 Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar .

Grupo 2
Extrações 2PMS Variáveis Cefalométricas Iniciais
Perfis Ósseo e
Relações Dentárias
Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 111,7 7,6 4,8 99,3 111,7
2 129,3 2,7 0,8 113,3 129,3
3 130,5 3,8 4,3 119,8 130,5
4 129,6 4,9 0,1 107,7 129,6
5 123 11,5 3,6 103,7 123
6 126,2 3,1 2,7 105,4 126,2
7 113,6 8,4 5,7 88,8 113,6
8 123,2 5,1 2 118 123,2
9 125,1 7,5 0,6 116,2 125,1
10 113 4,6 3,6 102,6 113
11 119 7,2 3,6 124,9 119
12 122,8 9,3 6,5 121,2 122,8
13 114,9 6,3 3,6 103 114,9
14 125,4 6,3 2,4 110,3 125,4
15 113,1 6,7 4,5 107,8 113,1
16 124,6 4,3 4,9 114,5 124,6
17 114,4 5,6 -3,8 122,1 114,4
18 128,7 8,2 3,8 116,5 128,7
19 121,9 10,1 2,8 104,5 121,9
20 128,1 9,6 6,4 99,1 128,1
21 142,4 6,9 7,1 116 142,4
22 124,9 8,4 1,3 107,3 124,9
23 108,4 8,6 5 102 108,4
24 117,1 10,6 2,5 113,4 117,1
25 120,9 9,3 6 118 120,9
26 113,3 8,2 7,2 106,6 113,3
27 112,8 4 4,4 91,9 112,8
28 104,9 9,1 -1,5 103,4 104,9
29 120,3 8,4 4 116,9 120,3
30 126,9 13,1 8,8 102,3 126,9
262 Apêndices

 Tabela 6. Variáveis cefalométricas iniciais no grupo 3 (extrações de 4


pré-molares).

• Tabela 6.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
4 PM
Componente
Componente Maxilar
Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 77,5 79,5 1,8 73,3 102,7
2 85,3 86 0,9 74,8 101,6
3 78 79,6 -4 73,6 102,5
4 79,1 79,9 -1,5 75,4 104,8
5 79,5 80,4 0,2 76,3 99,2
6 84,8 84,6 4,7 74,7 103
7 81,1 76,6 -0,1 70,8 95,4
8 82,4 84,3 -4 73,2 102,8
9 80,8 89 -2,8 74,3 116,1
10 84,5 80,2 0,4 77,5 100,7
11 81,6 81,6 -0,4 74,8 102,7
12 79,7 77,2 -1,8 76,6 104,3
13 80,2 80,6 -4,5 77,1 100,6
14 89,1 92,5 4,1 75,5 108,4
15 78,9 85,4 -2 73,1 99,2
16 82,6 83,6 1,2 75,4 100,7
17 82,8 86,1 -0,7 77,4 112,6
18 83,5 83,9 1,2 76,6 102,5
19 82,8 88,4 2,7 73,6 110,2
20 79,2 81,2 -3,5 76,2 105
21 74,4 79 -7,8 71,1 99,1
22 76,9 77,6 -4 72,4 95
23 81,8 83,3 -2,4 79,6 104,7
24 76,8 85,6 3 71,9 111
25 84 83,4 -0,1 79,9 103,8
26 82,3 82,2 0 75,3 100,1
27 77,3 87,3 -1,1 69,5 107,8
28 82,8 87,7 -1,3 77 118,3
29 79,2 77 -2 72,8 95,1
30 79,1 74,3 -2,8 76,2 99,6
Apêndices 263

• Tabela 6.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
4PM
Relação Maxilo-Mandibular Padrão de Crescimento
N=30 ANB SN. GoGn
1 4,2 40,2
2 10,5 38,1
3 4,4 42,4
4 3,7 32,6
5 3,3 32,8
6 10,1 40
7 10,4 42,1
8 9,2 38,1
9 6,4 35,8
10 7 34,8
11 6,8 45,2
12 3,1 42,8
13 3,1 35,7
14 13,6 37,2
15 5,9 28
16 7,3 32,4
17 5,4 40,2
18 6,9 37,3
19 9,2 35,7
20 3 34,4
21 3,3 40
22 4,5 33,3
23 2,2 24,6
24 4,9 39,1
25 4,1 33
26 7 33,2
27 7,9 44,5
28 5,8 39
29 6,4 33,5
30 3 39,3
264 Apêndices

• Tabela 6.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Iniciais
4PM
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP

1 31,9 115,6 8,9 7 29,6


2 18,2 107,9 1,5 2,2 26,2
3 16,9 113,1 0,7 1,1 28,2
4 17,4 108,3 1,4 -0,2 27
5 34,6 117,1 6,7 6,1 27,9
6 29,3 118,2 4,4 4,5 23,6
7 33,4 126,7 6,6 8,7 30,7
8 24,5 116 4,4 4,4 27,4
9 32,1 118,7 10,4 8,5 32
10 26 107,4 5,5 4,3 33
11 22,9 112 5,2 5,4 26,3
12 20,2 112,1 1,8 1,7 27,9
13 29,3 114,1 7,6 6,8 30,7
14 35,6 121 8,8 6,8 27,8
15 30,5 127,4 3,3 4,8 27,2
16 20,7 107,5 5,2 4,3 27,6
17 23,9 117,8 4 4,5 26,8
18 29,1 117,3 8,3 7,9 31,2
19 21,3 110,8 7,8 8,4 31,6
20 18,2 109,8 -0,2 1 25,8
21 23,2 104,4 3,8 2,1 29,5
22 37,6 120,3 13,9 10,6 28,6
23 33,9 120 8,4 6,7 26,2
24 32 116,7 6,4 5,4 23,4
25 20 112 2,1 3,2 26,4
26 33,6 130,6 6,4 6,4 22,3
27 18,4 109,6 2,3 2,3 27,3
28 20,2 108,2 3 2,5 31,3
29 30,5 118,5 7,2 6,7 28,2
30 20,2 111 4 3,1 27,3
Apêndices 265

• Tabela 6.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 3
Extrações 4PM Variáveis Cefalométricas Iniciais
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 24,2 89 4,8 -8,6 34,8
2 34,9 99,3 7 -6,4 39,9
3 24,6 85,9 3,7 -11,7 37,6
4 25,3 95,1 4,3 -8,9 37,7
5 18,6 88,2 1,6 -8,8 31,6
6 37,1 99,6 9,2 -7,1 40,4
7 32,5 98 11 -3,9 41,2
8 32,5 98,8 11,6 -7,2 48,3
9 22,3 91 5 -11,4 43,7
10 28,5 94 6,1 -7,4 38,7
11 25,9 83,5 5,9 -13,3 38,9
12 22,7 80,5 4,6 -14,6 39,1
13 31,4 96,3 7,6 -7,3 39
14 26,5 92,2 6,7 -13 42,5
15 29,7 106,8 6,4 -2,6 35,8
16 35 105 8,9 -2,1 37,7
17 32,4 92,3 7,4 -9,6 45,2
18 38,3 102,7 12,8 -1,4 40
19 24,6 94,2 2,3 -13,3 36,9
20 27,3 93,9 5,1 -9,9 39,8
21 30,4 96,8 8,5 -4,6 41,4
22 28,7 101,4 6,4 -5,2 38,1
23 17,8 92,2 2,1 -7,6 35,9
24 26,2 93,7 4,8 -8,2 40,5
25 17,4 81,8 2,4 -13,3 37,4
26 24,6 93,8 5,6 -6,8 38,5
27 30 93,7 5,4 -10,6 39,6
28 27,1 90 6,7 -14 43,7
29 33,5 104,5 6,3 -5,8 36,6
30 16,7 79,1 2,5 -12 34,9
266 Apêndices

• Tabela 6.5 Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar.

Grupo 3
Extrações 4PM Variáveis Cefalométricas Iniciais
Perfis Ósseo e
Relações Dentárias
Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 133,4 2 1,2 113,5 8,1
2 117,6 7,8 0,9 111,9 21,7
3 133,6 3,2 2,8 96,8 8,2
4 116,4 7,2 1,4 108,4 5,1
5 128,8 6,8 4,1 108,7 5,1
6 99,4 11 1,1 88,9 19,2
7 112,7 6,8 5,2 105,8 21,5
8 106,2 9,9 8,8 112,7 16
9 125,3 9,5 1,8 125,1 10
10 121,6 7,3 2,6 113,7 12,4
11 127,1 5 1,9 101,3 13,4
12 124,9 7 3,7 117,1 4,9
13 109,9 4,7 3 116,3 6,4
14 109,4 14,9 1,7 121 23,6
15 123,7 5,5 6,4 118 10,7
16 113,8 3,9 4,4 104,8 14,5
17 113,1 8,4 1,2 91,5 9,8
18 113,5 4,2 3,8 87,2 14,7
19 127,9 9,2 0,4 115,3 12,9
20 126,5 2,4 3 120 3,4
21 108,7 9,2 5 119,8 6,5
22 112,9 6,8 6,1 103 7,8
23 128 6,7 3,7 98,4 2,5
24 128,9 4,4 3,4 115,8 9,9
25 125 8,7 6,8 109,5 5,3
26 130,1 5,4 5,2 135,9 12,7
27 121,9 8,3 4,2 117 15,1
28 116,6 8,3 1,3 110 8,7
29 120 5,3 4,9 128,6 10,4
30 147,2 2,3 2 98,9 4,9
Apêndices 267

 Tabela 7. Variáveis cefalométricas finais no grupo 1 (sem extrações).

• Tabela 7.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 1
Variáveis Cefalométricas Finais
Sem Extrações
Componente
Componente Maxilar
Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB GoGn
1 75,9 78,2 -6,7 75,2 70,9
2 81,2 91,0 -0,7 76,1 71,2
3 84,5 88,9 -2,6 80,1 69,9
4 79,8 86,7 -6,7 79,4 67,3
5 78,6 78,7 -0,9 73,8 65,8
6 72,1 80,7 -12,2 76,8 74,8
7 80,3 88,3 -2,9 76,2 71,3
8 75,6 87,3 -5,9 71,6 75,8
9 78,7 84,3 -5,6 74,8 66,0
10 77,7 82,7 -5,6 76,1 74,6
11 75,3 88,7 -8,2 74,4 78,9
12 84,9 94,8 -0,3 79,1 78,7
13 76,1 89,0 -9,2 78,6 75,1
14 81,7 80,2 -3,3 79,3 65,2
15 75,1 80,2 -6,1 73,5 61,5
16 74,9 81,9 -4,2 72,2 69,1
17 86,2 88,7 1,5 79,5 72,8
18 79,1 82,8 -4,8 76,3 69,6
19 81,4 87,6 -2,3 77,3 67,9
20 82,7 93,6 -2,0 77,7 69,3
21 81,3 93,8 1,0 77,4 70,3
22 79,4 85,4 1,3 74,3 70,0
23 76,8 86,2 -4,9 78,9 78,8
24 77,6 87,6 -3,3 69,9 69,7
25 86,7 85,4 1,5 78,8 63,4
26 81,2 83,8 -1,5 75,6 69,3
27 80,6 88,3 -4,1 75,9 70,6
28 81,7 85,1 0,5 79,5 71,4
29 86,3 84,0 4,3 80,0 70,2
30 79,9 93,2 -2,9 79,3 74,2
268 Apêndices

• Tabela 7.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 1
Variáveis Cefalométricas Finais
Sem Extrações
Relação Maxilo-
Padrão de Crescimento
Mandibular
N=30
ANB SN. GoGn
1 0,7 36,5
2 5,1 38,9
3 4,4 23,5
4 0,4 23,7
5 4,7 40,6
6 -4,8 28,9
7 4,1 27,6
8 4,0 41,9
9 3,9 28,9
10 1,7 33,2
11 0,9 20,6
12 5,8 23,7
13 -2,5 27,9
14 2,3 31,6
15 1,5 34,4
16 2,7 39,5
17 6,7 32,9
18 2,8 28,1
19 4,1 28,1
20 5,0 31,0
21 3,9 31,2
22 5,1 36,2
23 -2,1 33,4
24 7,7 43,6
25 8,0 29,0
26 5,5 31,6
27 4,8 30,7
28 2,2 32,9
29 6,3 32,7
30 0,6 26,2
Apêndices 269

• Tabela 7.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 1
Sem Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 24,2 116,3 2,8 0,9 23,0
2 32,8 128,7 5,7 5,5 27,2
3 23,1 118,1 2,5 1,6 23,2
4 33,1 120,3 6,7 4,4 23,1
5 18,1 108,3 2,2 1,9 24,0
6 39,6 118,0 15,2 9,1 31,8
7 14,0 102,9 1,1 0,2 27,6
8 17,0 100,4 4,8 2,5 33,8
9 24,1 117,8 4,8 2,9 26,7
10 21,8 106,3 3,0 0,8 28,7
11 29,1 112,8 4,3 1,8 25,6
12 20,3 117,1 3,4 3,3 23,0
13 41,6 129,3 10,5 7,6 24,7
14 19,0 104,2 4,9 3,5 26,6
15 26,9 107,4 7,1 4,1 31,0
16 18,2 102,1 6,0 4,2 27,9
17 15,1 106,9 -0,5 0,0 27,1
18 24,5 108,9 3,3 1,6 27,1
19 23,4 119,1 4,4 3,7 24,7
20 21,7 108,1 5,6 4,7 30,7
21 11,2 103,2 1,5 2,0 32,9
22 8,3 93,8 -1,1 -0,5 32,9
23 36,3 121,8 10,4 8,5 30,4
24 10,3 104,0 -1,6 -2,8 29,2
25 10,0 104,7 -0,6 0,0 27,4
26 13,8 106,0 0,4 -0,2 27,3
27 8,3 97,9 0,5 -1,3 29,2
28 32,8 120,6 4,1 4,3 25,6
29 20,6 115,9 3,4 5,2 27,9
30 28,2 115,1 4,3 3,2 27,9
270 Apêndices

• Tabela 7.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 1
Sem Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 17,9 84,8 0,9 -12,6 32,1
2 32,0 94,9 10,0 -7,2 44,0
3 36,1 109,8 5,0 -4,1 32,6
4 24,3 99,8 3,9 -8,6 33,8
5 31,4 94,9 5,8 -9,7 37,2
6 28,1 100,8 6,0 -7,7 42,9
7 32,3 106,2 3,4 -11,0 35,7
8 35,8 98,1 7,9 -8,8 48,1
9 32,9 106,9 7,7 -3,9 38,5
10 19,9 88,2 2,2 -14,5 38,4
11 24,6 106,8 3,0 -7,5 35,9
12 32,7 108,2 7,9 -2,6 37,4
13 17,5 89,2 3,9 -10,7 37,2
14 27,2 93,5 5,3 -6,4 37,5
15 33,5 103,2 6,4 -4,3 35,9
16 38,9 104,8 7,5 -4,2 36,4
17 30,5 95,2 5,7 -8,8 35,1
18 23,2 97,3 3,1 -8,8 33,4
19 42,3 115,3 8,9 -1,3 35,2
20 29,6 98,8 8,8 -7,1 43,8
21 30,4 99,2 4,8 -6,4 39,5
22 30,8 97,9 4,3 -9,5 38,0
23 29,0 95,5 5,2 -14,4 37,9
24 40,7 104,8 7,2 -6,6 38,7
25 37,7 107,2 8,4 -2,1 35,5
26 30,6 100,9 5,8 -5,2 38,6
27 32,4 104,0 4,9 -8,7 39,4
28 24,1 89,0 3,9 -11,6 37,5
29 38,0 103,7 9,3 -3,7 41,9
30 22,2 95,1 3,1 -9,0 37,1
Apêndices 271

• Tabela 7.5 Relações Dentárias , Perfis Ós s eo e Tegum entar.

Grupo 1
Sem Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 137,2 2,5 2,1 122,3 -1,1
2 110,2 2,9 1,8 110,4 11,6
3 116,4 2,8 2,4 111,0 8,6
4 122,3 2,8 3,7 100,0 -6,0
5 125,7 2,5 0,7 111,7 8,3
6 117,1 2,4 1,9 112,6 -12,7
7 129,6 3,0 2,1 113,6 1,9
8 123,2 2,7 3,5 114,3 9,1
9 119,1 2,3 1,8 102,8 5,7
10 136,6 2,6 3,2 122,4 -3,1
11 125,4 2,1 4,0 108,0 -7,6
12 121,2 2,9 2,2 100,0 10,4
13 123,4 2,8 2,2 91,0 -9,8
14 131,5 2,3 2,2 94,3 4,8
15 118,0 2,3 3,2 100,3 3,5
16 120,3 1,9 1,8 118,5 5,7
17 127,7 2,5 2,3 116,7 11,4
18 129,5 3,2 4,4 108,9 1,4
19 110,2 1,1 0,2 128,0 6,9
20 123,7 3,2 4,3 107,3 8,2
21 134,4 2,3 3,0 101,6 7,7
22 135,8 2,0 2,0 130,2 9,1
23 116,7 2,2 0,1 114,3 -10,7
24 121,3 2,1 1,4 130,4 17,0
25 124,3 1,3 1,6 122,1 16,0
26 130,0 1,8 0,6 113,2 9,4
27 134,5 1,5 4,2 117,3 8,2
28 120,9 2,9 2,6 122,3 1,6
29 115,1 2,5 2,1 103,3 14,7
30 129,0 2,0 1,2 131,1 -2,0
272 Apêndices

 Tabela 8. Variáveis cefalométricas finais no grupo 2 (extrações de 2 pré-


molares superiores).

• Tabela 8.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 2
Extrações 2PMS Variáveis Cefalométricas Finais
Componente Componente
Maxilar Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 81,3 79,4 -2 76,3 106,8
2 78 78,3 -9,8 75,4 107,3
3 80,4 81,8 0,4 76 100,3
4 78,9 85,5 -1 78,1 109,7
5 72,3 87,6 -7,3 70,4 116,7
6 81,4 79,3 -1,7 79,3 106,4
7 87,6 91,7 3,1 84,1 119,4
8 82,2 83,7 -2,4 75 112,1
9 75,5 81,6 -2,8 71,5 106,3
10 79,1 81,7 -1,2 75,6 107
11 78,9 90,4 -1,2 77 117,1
12 83,1 87,3 1,5 82,2 121,7
13 81,1 84,4 2,1 78,4 108,8
14 79,6 90,9 -3 76,9 110,4
15 77,7 82,9 -7,2 74,5 101,8
16 83,4 97 -0,4 80,4 120,7
17 75,2 80,1 -4,6 71,1 104,8
18 76,4 84,1 -7,7 76,3 112,9
19 83,9 98,1 -0,1 78,1 128,2
20 78,9 82,5 -3,8 76,9 105,4
21 81,7 84,9 -3,7 76,5 105,1
22 79,7 81,4 -3,5 77,7 109,4
23 81,7 83,2 1,8 78,1 106,6
24 77,1 84,1 -5,8 74,8 110
25 77,9 80,6 -6,5 73,9 106,1
26 83 83,5 -5 81,8 105,2
27 83 92,7 -2,6 80,1 118,2
28 83,3 90,2 -1,4 77 109,7
29 84,6 86,5 -0,4 80 108,9
30 74,7 84,4 -10,4 74,9 111
Apêndices 273

• Tabela 8.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 2
Extrações
Variáveis Cefalométricas Finais
2PMS
Relação Maxilo- Padrão de
Mandibular Crescimento
N=30
ANB SN. GoGn
1 5 37,7
2 2,6 35,2
3 4,4 32
4 0,8 23,1
5 1,9 39
6 2,1 32,6
7 3,5 27,2
8 7,2 41,1
9 4 40,2
10 3,5 36,4
11 1,9 31,8
12 0,8 31,5
13 2,6 30,9
14 2,7 29,8
15 3,2 32,2
16 3 24,9
17 4,1 40,7
18 0,1 29,9
19 5,8 36,3
20 1,9 27,6
21 5,1 35,7
22 1,9 30,6
23 3,6 30,6
24 2,3 33,5
25 4 40,9
26 1,1 21,9
27 2,9 33,5
28 6,3 33,5
29 4,6 27,3
30 -0,2 22,7
274 Apêndices

• Tabela 8.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 2
Extrações
Variáveis Cefalométricas Finais
2PMS
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 17,7 107,3 3,1 2,1 31,1
2 18,4 101,1 4,1 -0,6 34
3 18,8 109,2 2,3 2,5 26,7
4 29,1 117,5 4,6 4,2 24,7
5 19,3 100,3 3,5 0,1 32,3
6 30,1 121,7 6,4 5,8 22,9
7 25,8 115,6 4,9 6,1 27,8
8 8,4 95,4 -0,5 -1,5 30,9
9 23,2 107,6 3,8 2,8 26,7
10 29 109,3 6,9 6,4 32,3
11 29,5 115,8 4,4 4 26,2
12 23 110,6 9,7 10,5 33,7
13 25,4 112,9 5,2 6 26,1
14 29,5 118,7 3,5 2,6 22,6
15 17,6 101,3 2,8 0,2 25,4
16 30,9 125,3 3,4 3,3 24,7
17 17,8 100,2 3,1 1,2 29,4
18 32 110,8 7,8 4,9 28,5
19 14 104,5 0 0 32,7
20 30,6 118,6 4 2,8 22,9
21 13,2 108,1 1,3 -0,1 24,8
22 22,8 104,9 2,9 1,7 28,2
23 27,9 112,9 5,4 6 24,7
24 31,1 115,8 6,4 4,3 25,4
25 26,2 116,1 2,1 0 26,8
26 27,1 116,3 6,2 4,5 23,3
27 29,6 122,6 5,5 4,6 26
28 21,7 109,7 2 1,5 28,1
29 13 104,5 1,9 1,8 27,3
30 20,9 100,2 5,6 0,7 29,6
Apêndices 275

• Tabela 8.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 2
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
2PMS
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 28 92 8 -7,5 42,1
2 24,6 91,3 5,1 -11,2 40,8
3 27,6 97,3 5,7 -4,5 36,8
4 24,1 100,3 3 -7,5 38,4
5 15,3 84,1 1,5 -15,1 43,8
6 29,4 95,4 6,5 -9,9 38,6
7 27,3 93,9 6,9 -8,1 41,1
8 28,7 90,1 7,6 -14,9 44,9
9 25,2 91,6 4,5 -11,2 38,9
10 37 102,4 9,8 -5,6 40,2
11 19 87,8 3,5 -10 42,2
12 35,4 99,2 8,1 -10,1 45,4
13 30,2 98,5 5,3 -8,3 37,2
14 26,3 97,5 3,7 -8,4 37
15 30,1 100,3 4,2 -8,1 36,7
16 29,4 102,1 4,5 -7,9 43,3
17 22,5 89,2 6,1 -11,6 39,1
18 31,2 102,9 4,5 -11 39,9
19 30,3 94,3 6,1 -15,1 44
20 24,8 98,1 2,3 -10,9 34,6
21 24,2 90,2 5,3 -10 38,9
22 20,4 90,2 3,6 -13,3 37,4
23 34,2 103,3 6,7 -6,9 36,3
24 31,5 101,4 6,3 -9,3 39,2
25 25,5 88,7 5,5 -12,7 40,3
26 45,7 120 5,2 -5,1 32,9
27 33,2 96,4 8,1 -7,4 45,5
28 31,5 98,4 8,3 -6,2 42,4
29 33,7 104,3 6,1 -6,5 36,5
30 28,1 109,5 2,9 -7,5 36,7
276 Apêndices

• Tabela 8.5 Relações Dentárias , Perfis Ós s eo e Tegum entar.

Grupo 2
Extrações
Variáveis Cefalométricas Finais
2PMS
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 129,2 1,6 2,4 113,1 8,7
2 134,4 2,4 1,9 107,8 2
3 129,2 2 1,8 112,4 8,8
4 126 2,5 2 154,8 -2,1
5 143,4 4,4 3,4 115,8 1,1
6 118,3 2,5 2,2 113,3 0,6
7 123,4 2,8 1,8 103,6 4,9
8 135,7 1,7 2,4 118,2 10,5
9 127,6 4,5 1,3 112,6 5,3
10 110,5 1,7 1,2 105,2 5,3
11 129,6 3,5 1,3 123,8 1,8
12 120,8 2,8 2 124,9 0
13 121,8 3,3 0,9 102,7 1,8
14 121,4 3,1 1,3 97 3
15 129,2 2,5 1,7 110 4,2
16 116,7 3 2,8 114 4,4
17 135,6 2,3 1,9 117,9 4,7
18 116,7 3,2 2,4 122,8 -5,1
19 129,9 2,4 1,2 88,7 6,5
20 122,7 3,9 1,6 110,7 -1,9
21 137,5 2,3 3,3 118,7 8,7
22 134,9 1,9 0,6 116,1 -1,3
23 114,2 3,1 2,6 108,4 2,9
24 115,1 2,8 1,8 110,2 -0,6
25 124,3 1,9 1,9 122,4 6,1
26 106 2,3 1,9 107,6 -0,8
27 114,3 1,5 -0,1 97,3 5,8
28 120,5 2 1,3 118,8 12,4
29 128,7 1,8 0,9 120,7 6,9
30 131,2 1,9 3 113,4 -6,7
Apêndices 277

 Tabela 9. Variáveis cefalométricas finais no grupo 3 ( extrações de 4 pré-

molares).

• Tabela 9.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
4 PM
Componente Componente
Maxilar Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 77,5 78,4 -3,9 74,5 106,8
2 80,2 79,7 -1,9 73,7 98
3 77,7 80,5 -5,6 75,2 106,7
4 76,4 80,6 -7,4 74,1 108,6
5 83,9 82,4 0,3 80,6 104,9
6 80,3 86,7 1,8 76,6 113,8
7 78,5 76,7 -2 70 100,8
8 74,2 80,5 -12,9 72,8 113,5
9 76,3 85,3 -7,4 74,9 118,7
10 81,4 77,6 -5,4 78,4 102,1
11 81 80,7 -1,9 74,3 103,2
12 78,2 78,9 -5,4 75,9 111,6
13 77,5 81,4 -8,4 77,1 105
14 80 88,2 -5,3 75 115,1
15 78,4 89,7 -4,9 75 109,6
16 82,5 86,1 1,8 78,2 105,2
17 82,7 90,3 -3,6 78,9 119
18 85,4 83,9 -0,6 79,3 104,2
19 80,7 87,3 -0,6 77,1 113,9
20 76,5 80,8 -3,4 75,6 108,3
21 75,7 82,7 -9,1 72 102,6
22 74,9 79,6 -8,1 73,3 102,2
23 81,1 83,2 -3,7 80,7 109,4
24 72,1 80,9 -8,4 72,4 114,9
25 79,6 84,5 -6,2 75,9 106
26 82,2 82,1 -2,7 77 106,1
27 73 84,8 -6,1 68,8 109,6
28 82 85,5 -5,3 75,9 113,9
29 77 74,7 -4,6 74,6 100,9
30 77,4 75,3 -6,9 75,7 99,4
278 Apêndices

• Tabela 9.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
4PM
Relação Maxilo- Padrão de
Mandibular Crescimento
N=30
ANB SN. GoGn
1 3 40,6
2 6,5 39,4
3 2,6 41,1
4 2,2 33
5 3,3 27,8
6 3,7 35,8
7 8,5 44,4
8 1,4 39,8
9 1,4 35,7
10 3 34,1
11 6,7 45,3
12 2,2 44,1
13 0,4 36,2
14 5 38,6
15 3,4 26,8
16 4,3 28,4
17 3,7 39,1
18 6,1 36,1
19 3,6 37,3
20 0,9 36,1
21 3,7 38,3
22 1,6 33,2
23 0,4 23,8
24 -0,3 38,6
25 3,7 34,9
26 5,2 33,9
27 4,2 45,2
28 6,2 40,7
29 2,4 33,1
30 1,8 40
Apêndices 279

• Tabela 9.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
4PM
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 15 104 1,3 -0,2 28,1
2 9 103,1 -1,6 -2,4 30,3
3 23 110,7 2,8 1 26,8
4 17,6 100,1 3,1 -0,2 31,8
5 23,2 113,3 2 2,1 24
6 21,1 110,6 3 3,8 33,8
7 9,3 101,4 -0,1 -0,8 29,8
8 26,2 108,7 4,6 -0,6 33,9
9 24,1 104,7 5,3 2 33,4
10 31,4 120 4,4 2,4 26,4
11 5,4 97 -1,6 -2,4 30,1
12 28,6 111,7 6,2 4,1 31,7
13 31 116,8 7,9 4,6 26,4
14 10,3 104,8 1,1 -1 29,2
15 18 104,6 0,7 -1 27
16 24,2 116,2 0,5 1,2 23,8
17 21,2 109,5 3 1,7 32,5
18 21,9 111,4 5,2 4,9 32
19 17,4 108,5 0,8 0,6 27,4
20 19,4 101,4 5,4 3,9 30,6
21 32,2 115,3 6,5 3,6 26,5
22 23,4 108,3 3,2 0,2 26,9
23 27,7 114,1 3,9 2,5 22,9
24 39,1 126,5 9,3 6,7 26
25 15 109,4 0,9 -1,4 24,2
26 24,1 114,7 2,5 1,4 27,9
27 17,9 104,5 1 -1,2 31,9
28 11 97,9 -0,3 -2,4 31,9
29 29,9 120,4 6,5 4,7 25,6
30 26,2 110,7 4,6 2 27,8
280 Apêndices

• Tabela 9.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
4PM
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 23,6 86,8 4,1 -11,8 38
2 32,4 95,2 5 -8 40,1
3 25,2 86,3 3,8 -13,5 39,5
4 19,9 89,6 3,3 -10,5 39,5
5 19,1 88,1 2,8 -10,4 35
6 27,1 92,5 5,3 -9,4 41,1
7 33 96,8 10,3 -6,4 41,1
8 23,5 88,8 3,5 -16,9 42,5
9 22,1 91 4,6 -14,2 45,3
10 26 91,2 4,9 -9,6 40,1
11 23,2 81 5,7 -14,1 40,2
12 24,1 81,8 5,5 -15,7 41,8
13 25,5 90,6 5,1 -8,5 39,1
14 23,3 87,5 5,4 -14,5 45,5
15 24,1 100,6 2,4 -7,4 35,1
16 21 92,6 2,9 -7,3 35,1
17 25,3 84,7 4,7 -17,3 45,5
18 35 97,8 9,9 -4,5 41,7
19 23,2 87,7 2,6 -13 36,8
20 27,3 93,1 3,5 -11,7 39,8
21 35,1 103 8,7 -6,2 41,7
22 17,7 89,2 2,5 -8,9 36,1
23 18 92,5 1,6 -9,7 36,6
24 21,5 88,9 4,8 -14,6 42,9
25 20,2 86,2 2,5 -13,7 36,6
26 30 97 6,2 -9,5 38,9
27 26,3 89,3 4 -13,3 40,1
28 33,1 94,8 5,3 -13,9 42,1
29 36,7 106,9 6,6 -6,9 39,1
30 24 86,6 4,1 -12,7 36,4
Apêndices 281

• Tabela 9.5 Relações Dentárias , Perfis Ós s eo e Tegum entar.

Grupo 3
Extrações Variáveis Cefalométricas Finais
4PM
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 138,4 1,1 1,6 109,3 5,1
2 132,2 2,1 1,9 120,6 13,8
3 129,2 2,2 1,7 100,9 3
4 140,2 2,5 2,9 109,4 1,9
5 134,5 3,2 3 111,6 3,8
6 128 3,2 3,2 94,3 6,6
7 129,3 1,8 2,6 106,7 18,5
8 128,9 2,6 3,5 125,9 -1,6
9 132,3 2,4 2,4 133 0,3
10 119,5 2,9 1,9 117,3 5,5
11 144,7 1,9 2,8 103,2 12
12 125,1 3,9 1,3 124,3 1,7
13 123,1 3 2,7 117,3 0,6
14 141,4 2,4 5 120,8 7,6
15 134,5 2,5 2,2 118,2 4,4
16 130,5 2,9 2,7 112,2 8,8
17 129,8 3,5 2,8 101,4 6,4
18 117 3,2 4 88,7 13,3
19 135,8 2,8 1,9 111,1 4,1
20 132,3 2,9 3,7 110,8 -1,2
21 109 2,7 2,2 116,9 6,2
22 137,3 2,4 2,8 114,7 0,9
23 133,9 2,5 3,3 101,2 -2,8
24 119,7 3,7 3,4 110,4 -4,5
25 141,1 2,6 3,3 127,6 3,3
26 120,7 3,3 1,6 134 7,7
27 131,6 2,8 3 126,5 6,9
28 129,7 2,7 2,5 114,8 10
29 111 2,7 2,1 118,8 1,6
30 128,1 2,6 0,7 92,7 1,5
282 Apêndices

 Tabela 10. Variáveis cefalométricas no grupo 4 (oclusão normal).

• Tabela 10.1 Com ponentes: Maxilar e Mandibular.

Grupo 4
Oclusão
Variáveis Cefalométricas
Normal
Componente Componente
Maxilar Mandibular
N=30
SNA Co-A A- Nperp SNB CoGn
1 84,4 87,7 -1 82,6 110,2
2 78,9 85,8 -2,6 79,2 111,9
3 82,2 82,6 -3,2 81,7 106,1
4 78,9 83 -3,6 78,8 114,5
5 88,2 80,6 0,6 84,6 107,7
6 81,4 92,9 -4,9 79 116,5
7 85,1 93,5 5,7 79 110,8
8 80,3 92,2 -0,3 76,6 113,6
9 93 96,3 5,9 85,9 120
10 76,9 87,4 -4,8 77,3 116
11 84,2 84,6 -1,1 81,6 108,9
12 85,9 80,1 0,6 81,8 103
13 77,8 78,6 -3,6 76,1 99
14 82,4 78 -2,1 81,3 107,9
15 85,4 87,5 -3,4 84,9 116
16 92,4 80 -1,8 90 100,9
17 83,1 83,4 -3,3 80,9 110,5
18 81,6 86,8 -2,2 79 111
19 90,4 85,6 3,8 89,8 110,8
20 86,8 83,1 5,9 85,4 111,5
21 84,3 96,1 -0,5 82,5 122,2
22 86,9 89,5 5,1 84,3 121,6
23 81,9 87,2 -3,4 79,6 115,5
24 79,3 78,6 -3 74,2 100,4
25 87,9 93,8 -0,2 83,2 117,5
26 79,6 80,7 0 76,6 101,1
27 86,8 86 0,2 87 121,8
28 83,3 88,2 -0,3 80,3 108,1
29 82,2 86,7 1,2 79,5 114,5
30 89,8 85 2,5 84,2 107
Apêndices 283

• Tabela 10.2 Relação Maxilo-Mandibular e Padrão de Cres cim ento.

Grupo 4
Oclusão
Variáveis Cefalométricas
Normal
Relação Maxilo- Padrão de
Mandibular Crescimento
N=30
ANB SN. GoGn
1 1,8 23,6
2 -0,3 29,3
3 0,6 27,7
4 0,1 28,3
5 3,6 31,2
6 2,4 27,2
7 6,1 30,2
8 3,7 32,1
9 7,1 35,6
10 -0,4 31,5
11 2,6 31
12 4,1 32,1
13 1,7 30,7
14 1 34,5
15 0,5 27,6
16 2,5 21
17 2,2 29,8
18 2,5 33,6
19 0,6 18,9
20 1,4 34,8
21 1,7 24,7
22 2,6 25,1
23 2,3 33,3
24 5,1 38,5
25 4,8 26,7
26 2,9 26,4
27 -0,2 28,4
28 3 28,7
29 2,7 27,9
30 5,5 29,4
284 Apêndices

• Tabela 10.3 Com ponente Dentoalveolar Superior.

Grupo 4
Oclusão
Variáveis Cefalométricas
Normal
Incisivo Superior
N=30 1.NA 1.PP 1-NA 1-Aperp 1-PP
1 29,3 120,6 2,9 2,6 21,9
2 18,7 106,6 2,9 1,9 26,3
3 26,6 113,4 5,4 4,1 27,3
4 28,4 116,6 6,6 5,3 27,8
5 34,4 124,1 7,5 7,8 27,6
6 32,1 123,3 7,7 6 25,2
7 22,6 118,4 3,3 5,2 26,4
8 18,2 110,1 0,4 0,3 27,3
9 15,2 113,7 1,8 4,6 31,4
10 25 110,6 7,7 5,5 29,6
11 25,9 121,4 3,8 3,4 24,8
12 15,3 110,7 3,4 3,7 25,7
13 21,4 112,5 3,7 2,3 26,6
14 22,8 110,4 3,6 2,7 25,8
15 28,4 123,6 5,2 4 24,2
16 32,6 126,5 8,1 7,3 21,6
17 27,4 117,7 6,9 5,5 27,8
18 28,9 119,3 6 5,2 27,5
19 30,6 125 4,2 5,5 20,9
20 21,1 115,2 4 6,5 23,3
21 22 112,9 3,6 3,4 24,6
22 20,5 108,3 3,5 5,5 29,5
23 17,7 105,1 4,5 3 31,2
24 24,1 111,4 5,4 4 29,3
25 19 112,6 3,4 3,3 26,8
26 25,2 120,7 4,1 4,1 18,6
27 25,8 117 7,3 7,4 27,9
28 26,7 117,6 5,4 5,3 25,9
29 19,9 118,7 3,8 4,3 28,4
30 17,3 110,1 2,7 3,8 27,6
Apêndices 285

• Tabela 10.4 Com ponente Dentoalveolar Inferior.

Grupo 4
Oclusão Variáveis Cefalométricas
Normal
Incisivo Inferior
N=30 1.NB IMPA 1-NB 1-Pogperp 1-GoMe
1 20,1 91,9 2 -8,8 35
2 13,6 82,4 -1,4 -14 36,1
3 25,9 93,7 3,2 -8,4 37,1
4 28,1 98,7 4,3 -10,2 40,2
5 25,9 87,6 4,5 -14,2 37,3
6 28,8 100,4 5,7 -7,4 39,6
7 39,7 107,4 7,5 -3,1 40,4
8 20,4 89,3 2 -12,2 37,9
9 32,2 87,5 8,9 -10,8 48,3
10 25,9 94,7 4,3 -9,6 39,4
11 28,8 94,6 4,1 -8,7 34,6
12 26,3 90,6 4,9 -10,1 35,1
13 18,4 88,4 1,4 -9,4 34,8
14 16,6 79 1,4 -16,9 36,6
15 19,1 84,4 2 -13,4 37,5
16 37,8 104,6 7,6 -4,6 33,8
17 25,9 92,1 3,9 -12,4 40
18 28,1 93 6,7 -8,2 38,6
19 21,4 91 1 -10,3 31,7
20 17,4 75,4 1,8 -17 34,2
21 22,8 93,5 2 -12,9 37,5
22 29,7 98,3 4,7 -9,7 41,4
23 26,5 91,3 4,7 -11,6 39,7
24 29,6 94,5 8,1 -6,9 40,9
25 25,3 93,5 5,7 -11,4 41,8
26 25,3 100,9 3 -8,9 32,8
27 32,2 94,4 6,3 -10,8 40,2
28 30,7 99,6 6,8 -3,5 36,3
29 26,7 97,2 4,3 -8,2 39,8
30 38,2 102,2 6,4 -6,2 36,6
286 Apêndices

• Tabela 10.5 Relações Dentárias, Perfis Ós s eo e Tegum entar.

Grupo 4
Oclusão Variáveis Cefalométricas
Normal
Relações Perfis Ósseo e
Dentárias Tegumentar
N=30
1.1 T hor T vert ANL NAP
1 128,9 2,9 3,8 124,9 0,6
2 148,1 3,6 5,6 98,2 -4,8
3 126,9 2,7 3,5 114,6 -0,7
4 123,4 2,3 1,6 136,9 -4,3
5 116,1 7,3 0,2 107,8 3,5
6 116,7 5,2 0,1 126,9 1,7
7 111,6 4 2,1 114,1 13,6
8 137,7 3,1 4,7 134,1 3,2
9 125,5 2,9 1,7 149,6 16,5
10 129,5 2,7 2,8 114,9 -2,7
11 122,6 2,8 2,2 100,7 3,1
12 134,3 3,2 4,5 121,5 6
13 138,5 4,1 5,5 112,8 2,2
14 139,7 3,3 3,2 106,9 -2,1
15 132 3,6 2,4 128,1 -2,1
16 107,1 3 2,6 92,5 2,7
17 124,4 5,6 4,8 88,7 0,6
18 120,4 2,4 2 117,3 3,2
19 127,4 4,1 3 111,1 -2,7
20 140,1 4,4 4,1 104,1 0,5
21 133,5 3,7 4,5 117,5 -2,4
22 127,2 2,4 1,2 132,3 2,5
23 133,5 2,8 3,4 118,7 2,6
24 121,2 3,2 4,7 93,6 9,9
25 130,9 3,6 5,7 130 5,9
26 126,6 4,5 3,4 111,8 0,4
27 122,2 0,8 -0,5 102,7 -3,4
28 119,6 2,3 2,3 118,2 5,6
29 130,6 3 3 97,1 3,6
30 119,1 2,9 3,1 112,2 10,5
Anexo 289

ANEXO. Carta do Com itê de Ética em Pes quis a da Faculdade de Odontologia de


Bauru – USP, com o parecer de aprovação do projeto de pes quis a
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