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#11 #12 SEMANA REMOTA

Curso: Pedagogia Período: 5º


Disciplina: Meio ambiente e educação Tema: Educação ambiental na BNCC e nos
PCNs
Professor: Ludmilla Carneiro Araújo
Início: 30/05/2020 Final: 13/06/2020

INTRODUÇÃO

Neste estudo, será abordado a perspectiva de Educação Ambiental presente


na Base Nacional Comum Curricular

A educação ambiental na BNCC

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) defende a necessidade de uma


sociedade sustentável (BRASIL, 2017).
Destacamos que o documento da BNCC é fruto de um processo de debate
e negociação com diferentes atores do campo educacional e com a sociedade
brasileira. Sua primeira versão foi disponibilizada para consulta pública entre outubro
de 2015 e março de 2016. A segunda versão foi publicada em maio de 2016, passando
por um processo de debate institucional em seminários realizados pelas Secretarias
Estaduais de Educação em todas as Unidades da Federação. A terceira e última
versão do documento para a Educação Infantil e Ensino Fundamental, publicada em
abril de 2017, complementa e revisa a segunda versão e cumpre a atribuição do
Ministério da Educação (MEC) de encaminhar ao Conselho Nacional de Educação
(CNE) a proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os
alunos da Educação Básica, pactuada com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios (BRASIL, 2017).
É importante destacar que, em consonância com a Lei nº 9.394/1996 (LDB),
a Base Nacional Comum Curricular será um documento de caráter normativo, cujo
objetivo principal é estabelecer um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens

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essenciais, indicando conhecimentos e competências que se espera que todos os
estudantes desenvolvam ao longo da Educação Básica.
No que se refere a Educação Ambiental, a BNCC traz diferentes abordagens
quando se compara as três versões. Na primeira versão o documento, que contém
302 páginas, sequer apresenta o termo “Educação Ambiental”, restringe-se apenas a
enfatizar que temas relacionados com discussões sobre meio ambiente, cidadania,
direitos humanos e trabalho devem ser reconhecidas como formas de diálogo
interdisciplinar, sendo abordadas, portanto, como temas transversais. Ao tratar sobre
os componentes curriculares da área de conhecimento Ciências da Natureza
estabelece que devem:
[...] possibilitar a construção de uma base de conhecimentos contextualizada,
envolvendo a discussão de temas como energia, saúde, ambiente,
tecnologia, educação para o consumo, sustentabilidade, entre outros. Isso
exige, no ensino, uma integração entre conhecimentos abordados nos vários
componentes curriculares, superando o tratamento fragmentado, ao articular
saberes dos componentes da área, bem como da área Ciências da Natureza
com outras. (BRASIL, 2015, p. 150, grifos nossos).

Dessa forma, embora não aborde diretamente sobre a Educação Ambiental,


a primeira versão reforça a ideia de que conceitos como preservação do meio
ambiente, consumismo e sustentabilidade sejam trabalhados como temas
transversais.
A segunda versão da BNCC apresenta um documento significativamente
mais extenso em comparação a primeira, num total de 652 páginas. Nesta, a
Educação Ambiental é apresentada como uma dimensão da educação escolar, uma
atividade intencional da prática social que deve imprimir no desenvolvimento
individual, um caráter social em sua relação com a natureza e com os outros seres
humanos. Segundo apresenta, objetiva a construção de conhecimentos,
desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores, o cuidado com a qualidade de
vida, a justiça e a equidade socioambiental e a proteção do meio ambiente natural e
construído.
Para potencializar essa atividade e torná-la plena de prática social e de ética
ambiental, a educação é construída com responsabilidade cidadã, na reciprocidade
das relações dos seres humanos entre si e com a natureza. As práticas pedagógicas
de Educação Ambiental devem adotar uma abordagem crítica que considere a

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interface entre a natureza, a sociocultura, a produção, o trabalho e o consumo,
superando a visão naturalista (BRASIL, 2016).
Nessa perspectiva, a Educação Ambiental deve contribuir para uma atitude
de preservação, conscientização e sensibilização dos indivíduos. Esse processo
precisa contemplar conteúdos, informações e promover processos de formação do
sujeito humano, estabelecendo novos modos de pensar, de ser, de compreender, de
posicionar-se e de agir ante os outros, a si mesmo e ao mundo em que vivemos.
A unidade “Ambiente, Recursos e Responsabilidades” presente na segunda
versão da BNCC, traz uma proposta de estudo sobre as questões relacionadas a
ambiente, recursos naturais e a responsabilidade no seu uso, caracterizando os
fenômenos e as interações de sistemas e organismos com o ambiente. Propõe o
entendimento das relações de diferentes populações humanas em nosso planeta, em
tempos e lugares distintos, quanto a utilização de recursos naturais e impactos
causados e a adoção de alternativas sustentáveis que se refiram, desde a mudança
de atitudes individuais e coletivas até a aplicação do conhecimento científico para o
desenvolvimento de tecnologias sociais sustentáveis. Assim, busca mobilizar
conhecimentos que promovam uma Educação Ambiental que favoreça a participação
na construção de sociedades sustentáveis (BRASIL, 2016).
O documento aborda especificidades do conhecimento nas áreas temáticas,
como a “qualidade de vida e sustentabilidade”, que tem como foco o estudo das
tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, a preservação e utilização
da natureza, ao desenvolvimento e inovação do aparato tecnológico de suporte e
atenção à saúde e, também, das tecnologias relacionadas ao beneficiamento e a
industrialização de alimentos e de bebidas associadas a extração e produção animal,
vegetal, mineral, agrícola e pesqueira. Além disso, apresenta os “Temas Especiais”,
caracterizados como temas sociais contemporâneos que contemplam, além da
dimensão cognitiva, as dimensões política, ética e estética da formação dos sujeitos,
na perspectiva de uma educação humana integral (BRASIL, 2016).
Na segunda versão da BNCC, ao situar a Educação Ambiental como Tema
Especial, objetiva-se articular direitos e objetivos de aprendizagem relacionados às
questões socioambientais, integrando-os aos currículos escolares. Com isso, espera-
se que a temática promova debates e reflexões acerca da desigualdade na
distribuição de bens materiais e culturais, da produção não sustentável pelo uso
predatório dos recursos naturais e pelo consumo desenfreado. Assim, em sua

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segunda versão, a BNCC busca superar a compartimentalização dos conteúdos, de
forma que os Temas Especiais, que se apresentam com natureza multidisciplinar,
contemplem os objetivos de aprendizagem em todas as disciplinas da Educação
Básica.
Na terceira versão da BNCC, disponibilizada para as etapas Educação
Infantil e Ensino Fundamental, não contempla o termo Educação Ambiental, assim
como na primeira versão. Se da primeira para a segunda versão do documento houve
um aumento significativo no número de páginas e na abordagem sobre a Educação
Ambiental, observa-se que da segunda para a terceira houve uma diminuição
expressiva, não apenas na quantidade de páginas (3ª versão 392 páginas), mas
também com relação à abordagem sobre o tema. É importante observar que a terceira
versão apresentada para a Educação Infantil e Ensino Fundamental é a versão final,
aprovada em dezembro de 2017 pelo Conselho Nacional de Educação.
Em sua terceira versão, a BNCC estabelece que na organização curricular
das escolas:
[...] o incentivo à proposição e adoção de alternativas individuais e coletivas,
ancoradas na aplicação do conhecimento científico, que concorram para a
sustentabilidade socioambiental. Assim, busca-se promover e incentivar uma
convivência em maior sintonia com o meio ambiente, por meio do uso
inteligente e responsável dos recursos naturais para que estes se
recomponham no presente e se mantenham no futuro. (BRASIL, 2017, p. 279,
grifos nossos).

Dessa forma, em sua versão final, direciona o trabalho nas escolas com uma
ênfase maior na sustentabilidade, relacionada como o meio ambiente e uso de seus
recursos naturais.
Verifica-se que similar aos PCNs e as DCNs, a BNCC não estabelece a
Educação Ambiental como componente curricular, propondo que se incorporem aos
currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de “temas contemporâneos”
preferencialmente de forma “transversal e integradora”. Nesse contexto, destacam-se
temas como: direitos das crianças e adolescentes, educação para o trânsito,
“preservação do meio ambiente”, educação alimentar e nutricional, processo de
envelhecimento, respeito e valorização do idoso, educação em direitos humanos, bem
como saúde, sexualidade, vida familiar e social, educação para o consumo, educação
financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural. Assim, essas
temáticas devem ser contempladas em habilidades de todos os componentes

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curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas, de acordo com suas
possibilidades e especificidades, tratá-la de forma contextualizada (BRASIL, 2017).
Destacamos que a BNCC reafirma as propostas anteriores em documentos
que propuseram diretrizes e parâmetros para o currículo da Educação Básica. Na
Base, a Educação Ambiental é citada enquanto determinadas habilidades ou
aprendizagens essenciais, porém sem apresentar o termo Educação Ambiental
propriamente dito.

TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS


• Buscam uma contextualização do que é ensinado, trazendo temas que sejam
de interesse dos estudantes e de relevância para seu desenvolvimento como
cidadão. O grande objetivo é que o estudante não termine sua educação formal
tendo visto apenas conteúdos abstratos e descontextualizados, mas que
também reconheça e aprenda sobre os temas que são relevantes para sua
atuação na sociedade.
• Espera-se que os TCTs permitam ao aluno entender melhor: como utilizar seu
dinheiro, como cuidar de sua saúde, como usar as novas tecnologias digitais,
como cuidar do planeta em que vive, como entender e respeitar aqueles que
são diferentes e quais são seus direitos e deveres.

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OS PCNS

Apesar de os temas contemporâneos transversais terem surgido recentemente, o


caderno de Meio Ambiente dos PCNs é mais completo no que diz respeito à Educação
Ambiental. Por isso ainda é utilizado.

Objetivos gerais para o Ensino Fundamental:


• Propõe-se que o trabalho com o tema Meio Ambiente contribua para que os
alunos, ao final do ensino fundamental, sejam capazes de:
• identificar-se como parte integrante da natureza e sentir-se afetivamente
ligados a ela, percebendo os processos pessoais como elementos
fundamentais para uma atuação criativa, responsável e respeitosa em relação
ao meio ambiente;
• perceber, apreciar e valorizar a diversidade natural e sociocultural, adotando
posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural,
étnico e cultural;

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• observar e analisar fatos e situações do ponto de vista ambiental, de modo
crítico, reconhecendo a necessidade e as oportunidades de atuar de modo
propositivo, para garantir um meio ambiente saudável e a boa qualidade de
vida;
• adotar posturas na escola, em casa e em sua comunidade que os levem a
interações construtivas, justas e ambientalmente sustentáveis;
• compreender que os problemas ambientais interferem na qualidade de vida das
pessoas, tanto local quanto globalmente;
• conhecer e compreender, de modo integrado, as noções básicas relacionadas
ao meio ambiente;
• perceber, em diversos fenômenos naturais, encadeamentos e relações de
causa/efeito que condicionam a vida no espaço (geográfico) e no tempo
(histórico), utilizando essa percepção para posicionar-se criticamente diante
das condições ambientais de seu meio;
• compreender a necessidade e dominar alguns procedimentos de conservação
e manejo dos recursos naturais com os quais interagem, aplicando-os no dia-
a-dia.
Critérios de seleção e organização dos conteúdos
• Dois fatores tornam difícil a seleção de conteúdos de forma satisfatória: a
complexidade da temática ambiental e a diversidade da realidade brasileira.
Entretanto, além de um elenco de conteúdos, o tema Meio Ambiente propõe
que se garanta aos alunos aprendizagem que lhes possibilite posicionar-se em
relação às questões ambientais nas suas diferentes realidades particulares e
atuar na melhoria de sua qualidade.
• Assim sendo, a seleção dos conteúdos foi realizada com a preocupação de
elencar questões amplas e também de possibilitar a valorização e a atenção às
especificidades regionais.

Seguindo essas preocupações, foram selecionados os conteúdos que:


• contribuam com a conscientização de que os problemas ambientais dizem
respeito a todos os cidadãos e só podem ser solucionados mediante uma
postura participativa;
• proporcionem possibilidades de sensibilização e motivação para um
envolvimento afetivo;

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• possibilitem o desenvolvimento de atitudes e a aprendizagem de
procedimentos e valores fundamentais para o exercício pleno da cidadania,
ressaltando-se a participação no gerenciamento do ambiente;
• contribuam para uma visão integrada da realidade, desvendando as
interdependências entre a dinâmica ambiental local e a planetária, desnudando
as implicações e causas dos problemas ambientais;
• sejam relevantes na problemática ambiental do Brasil;
• sejam compatíveis com os conteúdos trabalhados pelas áreas nesses ciclos,
possibilitando a transversalização;
• sejam condizentes com a expectativa de aprendizagem nesse nível de
escolaridade.

A partir desses critérios, foram eleitos conteúdos suficientemente abrangentes para


possibilitar aos professores trabalhá-los de acordo com a especificidade local, sem
perder de vista as questões globais e a ampliação de conhecimento sobre outras
realidades.
A realidade de uma escola em região metropolitana, por exemplo, implica exigências
diferentes daquelas de uma escola da zona rural. Da mesma forma, escolas inseridas
em locais mais saudáveis, sob o ponto de vista ambiental, ou naqueles muito poluídos
deverão priorizar objetivos e conteúdos que permitam abordar esses aspectos.
Também a cultura, a história e os costumes irão determinar diferenças no trabalho
com o tema Meio Ambiente em cada escola.

Os conteúdos foram reunidos em três blocos:


• A natureza “cíclica” da Natureza
• Sociedade e meio ambiente
• Manejo e conservação ambiental

PARA APRENDER MAIS

Assista o vídeo: Meio Ambiente, BNCC e o Faz de Conta na Escola. É só clicar no


link

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REFERÊNCIA(S) BIBLIOGRÁFICA(S)

BRANCO, E. P.; ROVER, M. R.; BRANCO, A. B. G. A abordagem da Educação


ambiental nos PCNs, nas DCNc e na BNCC. Nuances: estudos sobre Educação,
Presidente Prudente-SP, v. 29, n. 1, p.185-203, Jan./Abr., 2018