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Data: 03/05 a 16/05 Semestre: 2019/1 Período: 1º Turma: U

Curso: Pedagogia
Disciplina: Perspectivas e Formação do Educador Professor: Tatiana Costa Coelho

Tendências Progressistas - Partem de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as
finalidades sociopolíticas da educação e é uma tendência que não condiz com as ideias implantadas pelo
capitalismo.
Nesta pedagogia, o papel da escola é a formação da consciência política do educando, principalmente através
da problematização do meio cultural do qual este faz parte. E o professor, junto com o aluno, são sujeitos na
aplicabilidade da ação do conhecimento. Portanto, o aluno não é um depositário de conteúdos, visto como um
ser passivo, nesta pedagogia ele é visto como um ser ativo (LIBÂNEO, 1994). A avaliação, nesta perspectiva, visa
o desenvolvimento de uma prática comprometida com a emancipação do sujeito e com a construção coletiva de
programas de ação. Processo que se dá por meio de práticas reflexivas por parte do docente e do aluno, de
trabalhos escritos e autoavaliação (em relação às atribuições assumidas com o coletivo de alunos, de grupos de
discussões, debates e entrevistas.

Libertadora – Também conhecida como a


pedagogia de Paulo Freire, essa tendência
vincula a educação à luta e organização de
classe do oprimido. Onde, para esse, o saber
mais importante é a de que ele é oprimido,
ou seja, ter uma consciência da realidade em
que vive. Além da busca pela transformação
social, a condição de se libertar através da
elaboração da consciência crítica passo a
passo com sua organização de classe.
Centraliza-se na discussão de temas sociais e
políticos; o professor coordena atividades e
atua juntamente com os alunos.
Embora Paulo Freire se preocupasse mais
com a educação das classes menos
favorecidas, fora dos muros educacionais
(educação não-formal) suas ideias, princípios e práticas, levaram docentes de diferentes regiões dentro e fora
do Brasil a orientarem seus trabalhos baseados nesta teoria. Pode-se afirmar que, alguns desses pontos
relevantes que fizeram refletir a prática pedagógica de muitos docentes, foram: a valorização da vida diária do
educando; uma educação voltada à consciência crítica do aluno através da teoria e prática; que o aluno se torne
sujeito de sua própria história; a relação amigável entre professor e aluno; o docente como mediador entre
educando e o objeto de estudo; e a realidade social sendo desvendada pelos conteúdos de ensino (LIBÂNEO,
1994).
Como pressuposto de aprendizagem, a força motivadora deve decorrer da codificação de uma situação-
problema que será analisada criticamente, envolvendo o exercício da abstração, pelo qual se procura alcançar,
por meio de representações da realidade concreta, a razão de ser dos fatos. Assim, como afirma Libâneo,
aprender é um ato de conhecimento da realidade concreta, isto é, da situação real vivida pelo educando, e só
tem sentido se resulta de uma aproximação crítica dessa realidade. Portanto o conhecimento que o educando
transfere representa uma resposta à situação de opressão a que se chega pelo processo de compreensão,
reflexão e crítica.
No ensino da Leitura, Paulo Freire, numa entrevista, sintetiza sua ideia de dialogismo: “Eu vou ao texto
carinhosamente. De modo geral, simbolicamente, eu puxo uma cadeira e convido o autor, não importa qual, a
travar um diálogo comigo”.
Anexo
Paulo Freire faz uma crítica à educação que ele metaforicamente denomina de “bancária” e, em
contrapartida a esta, descreve a educação libertadora ou problematizadora. Texto bastante inspirador, com
ideias esclarecedoras e escrito de forma bastante agradável.

Texto: “Educação ‘Bancária’ e Educação Libertadora” de Paulo Freire, do livro “Introdução à Psicologia Escolar”
organizado por Maria Helena Patto. São Paulo: T. A. Queiroz, 1971

Educação “bancária”
A educação “bancária” pressupõe uma relação vertical
entre o educador e educando. O educador é o sujeito que
detêm o conhecimento, pensa e prescreve, enquanto o
educando é o objeto que recebe o conhecimento, é pensado e
segue a prescrição. O educador “bancário” faz "depósitos" nos
educandos e estes passivamente as recebe. Tal concepção de
educação tem como propósito, intencional ou não, a formação
de indivíduos acomodados, não questionadores e que se
submetem à estrutura de poder vigente. É o rebanho que como
uma massa homogênea, não projeta, não transforma, não almeja ser mais.
“Na verdade, o que pretendem os opressores é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que
os oprime, e isto para que, melhor adaptando-os a esta situação, melhor os domine”.

“A questão está em que, pensar autenticamente, é perigoso”. Mas, perigoso para quem? Apenas para aqueles
que vêem como ameaça a transformação, uma vez que são estes os únicos beneficiados pela situação vigente.
Sentem-se ameaçados pelo pensar autêntico os dominadores, os que
negam a comunicação e que impõem suas concepções aos outros
com o propósito único de manter estático o estado de coisas sempre
a seu favor.

Educação libertadora

Paulo Freire chama de educação libertadora ou problematizadora a


educação em que não existe uma separação rígida entre educador e
educando. Ambos são educadores e educando no processo de ensino
e aprendizado. “Desta maneira, o educador já não é o que apenas
educa, mas o que, enquanto educa, é educado, em diálogo com o educando que, ao ser educado, também
educa”. A educação libertadora abre espaço para o diálogo, a comunicação, o levantamento de problemas, o
questionamento e reflexão sobre o estado atual de coisas e, acima de tudo, busca a transformação.
“O que nos parece indiscutível é que, se pretendermos a libertação dos homens, não podemos começar por
aliená-los ou mantê-los alienados. A libertação autêntica, que é a humanização em processo, não é uma coisa
que se deposita nos homens. Não é uma palavra a mais, oca, mitificante. É práxis, que implica a ação e a
reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.
“Quanto mais se problematizam os educandos, como seres no mundo e com o mundo, tanto mais se sentirão
desafiados. Tão mais desafiados, quanto mais obrigados a responder ao desafio. Desafiados, compreendem o
desafio na própria ação de captá-los. Mas, precisamente por que captam o desafio como um problema em suas
conexões com outros, num plano de totalidade e não como algo petrificado, a compreensão tende a tornar-se
crescentemente crítica, por isto, cada vez mais desalienada”.
“Na verdade, diferentemente dos outros animais, que são apenas inacabados, mas não são históricos, os
homens se sabem inacabados. Têm consciência de sua inconclusão. Aí se encontram as raízes da educação
mesma, como manifestação exclusivamente humana. Isto é, na inconclusão dos homens e na consciência que
dela têm. Daí que seja a educação um quefazer permanente. Permanente, na razão da inconclusão dos homens
e do devenir da realidade”.
Reflexão: existe a pedagogia não escolar como, por exemplo, do cinema, televisão, rádio, livros, jornal e
revistas. Em todos estes exemplos a pedagogia que elas carregam são “bancárias”, uma vez que aqueles que se
submetem a elas atuam apenas como receptáculos sem a oportunidade de interação e diálogo? A educação
“bancária” está nos ouvidos do educando ou na voz do educador?

Pedagogia Progressista - Tendência Pedagógica Libertadora - Resumo

Pedagogia Progressista - Tendência Libertadora

Manifestação da Prática  Primeira experiência: Movimento de Cultura Popular no Recife (1964).


Pedagógica  Projeto de Educação de Adultos: círculo de cultura; centro de cultura.

Formação da consciência política do aluno para atuar e transformar a realidade.


Papel da Escola  Problematização da realidade, das relações sociais do homem com a
natureza e com os outros homens, visando a transformação social.

 Prática emancipadora.

 Desenvolvimento e progresso do grupo a partir de um programa definido


coletivamente com o grupo.
Função da Avaliação  Prática vivenciada entre educador e educando, no processo de grupo, pela
compreensão e reflexão crítica.

 Trabalhos escritos e autoavaliação em termos do compromisso assumido


com o grupo e com a prática social.

 Professor e aluno são sujeitos do ato do conhecimento.

 O professor é o coordenador de debates, adaptando-se às características e


Relação Professor - aluno
necessidades do grupo.

 O aluno é sujeito ativo no grupo.

Métodos e técnicas que se refazem na práxis: Grupos de discussões, debates,


Técnicas de Ensino
entrevistas.

Método Dialógico

1. O método exige uma relação de autêntico diálogo, em que os sujeitos do


ato de conhecer se encontram mediatizados pelo objeto a ser conhecido.
2. A problematização da situação permite aos alunos chegar a uma
Métodos de Ensino compreensão mais crítica da realidade através da troca de experiências
em torno da prática social.
3. Deve possibilitar a vivência de relações efetivas.
4. Dispensam-se programas previamente estruturados, bem como aulas
expositivas, assim como qualquer tipo de verificação direta da
aprendizagem, formas essas próprias da "educação bancária", portanto
domesticadoras.
Disponível em: http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=359

Veja a História de Paulo Freire

https://www.youtube.com/watch?v=s-UC5zMNAwc