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Data: Semestre: 2019/1 Período: 1º Turma: U

Curso: Pedagogia
Disciplina: Filosofia da Educação Professor: Tatiana Costa Coelho

A educação do homem burguês -  Revolução Francesa até o Século XIX

Neste período da transição do feudalismo para o capitalismo. As ideias da nova burguesia se


caracterizava por querer formar pessoas preparadas para a competição do mercado, e produzir casa vez mais. A
discussão sobre a educação tinha como principais estudiosos Baseadow, Concorcet e Pestalozzi.
Para Baseadow, a educação tinha como papel formar cidadãos do mundo. Dividia a escola devido à grande
diferença de hábitos e condições de classes:

PARA OS POBRES   PARA OS RICOS E    CLASSE MÉDIA


Ensinar ler, escrever e contar;        Instrução começava cedo;
    Havia apenas um professor, responsável  Essas escolas formavam os     cidadãos do      
pelos   deveres próprios das classes mundo;
populares;  Estudavam mais o que os       outros, pois          
Alunos de diferentes idades na mesma “sala”. deveriam   chegar mais longe.

Como Aníbal Ponce cita o seu livro "A educação e luta de classes", as crianças plebeias necessitam de
menos instrução do que as outras e devem dedicar metade do seu tempo a trabalhos manuais.
Concorcet fez a proposição o direito  do Estado controlar ensino. Para ele, a instrução pública deve assegurar a
todos o mínimo de cultura. Não permiti que o Estado imponha uma crença a criança. Ele diz também que cada
professor possa ensinar a opiniões que acreditava verdadeiras.
Pestalozzi foi um pedagogista suíço e educador pioneiro da reforma educacional, que por sua vez dedicou sua
vida às crianças pobres. Queria também desenvolve-las de acordo com seus dons, suas possibilidades e
experiências do mundo e da sociedade.
A necessidade de expansão do comércio e prosperidade intensifica a busca por uma educação mais diversificada
no conteúdo e que permita maior desenvoltura na conquista de novos mercadores para a classe burguesa.
Este modelo de educação vai sobrepor-se ao modelo antiquado de educação que a igreja oferecia e onde a
oferta de variados conteúdos científico praticamente não existia.

Herbart
Com o filósofo alemão Johann Friedrich Herbart (1776-1841), a pedagogia foi formulada pela primeira
vez como uma ciência, sobriamente organizada, abrangente e sistemática, com fins claros e meios definidos. A
estrutura teórica construída por Herbart se baseia numa filosofia do funcionamento da mente, o que a torna
duplamente pioneira: não só por seu caráter científico mas também por adotar a psicologia aplicada como eixo
central da educação. Desde então, e até os dias de hoje, o pensamento pedagógico se vincula fortemente às
teorias de aprendizagem e à psicologia do desenvolvimento - um exemplo é a obra do suíço Jean Piaget (1896-
1980). 
Para Herbart, a mente funciona com base em representações - que podem ser imagens, idéias ou qualquer
outro tipo de manifestação psíquica isolada. O filósofo negava a existência de faculdades inatas. A dinâmica da
mente estaria nas relações entre essas representações, que nem sempre são conscientes. Elas podem se
combinar e produzir resultados manifestos ou entrar em conflito entre si e permanecer, em forma latente,
numa espécie de domínio do inconsciente. A descrição desse processo viria, muitos anos depois, a influenciar a
teoria psicanalítica de Sigmund Freud (1856-1939). 
Uma das contribuições mais duradouras de Herbart para a educação é o princípio de que a doutrina
pedagógica, para ser realmente científica, precisa comprovar-se experimentalmente - uma idéia do filósofo
Immanuel Kant (1724-1804) que ele desenvolveu. Surgiram daí as escolas de aplicação, que conhecemos até
hoje. Elas respondem à necessidade de alimentar a teoria com a prática e vice-versa, num processo de
atualização e aperfeiçoamento constantes. "Herbart fez um trabalho de grande influência porque aprofundou
suas concepções até as últimas conseqüências", diz Maria Nazaré Amaral, professora da Faculdade de Educação
da Universidade de São Paulo. 

Moral como objetivo


 
Na teoria herbartiana, memória, sentimentos e desejos são apenas modificações das representações mentais.
Agir sobre elas, portanto, significa influenciar em todas as esferas da vida de uma pessoa. Desse modo, Herbart
criou uma teoria da educação que pretende interferir diretamente nos processos mentais do estudante como
meio de orientar sua formação. 
Embora profundamente intelectualista, a pedagogia herbartiana tem como objetivo maior nem tanto o
acúmulo de informações, mas a formação moral do estudante. Por considerar a criança um ser moldado
intelectualmente e psiquicamente por forças externas, Herbart dá ênfase primordial ao conceito de instrução.
Ela é o instrumento pelo qual se alcançam os objetivos da educação. "Para Herbart, só o ignorante comete
erros", diz a pedagoga Maria Nazaré. 
A instrução é o elemento central dos três procedimentos que, para Herbart, constituem a ação
pedagógica. O primeiro é o que chamou de governo, ou seja, a manutenção da ordem pelo controle do
comportamento da criança, uma atribuição inicialmente dos pais e depois dos professores. Trata-se de um
conjunto de regras imposto de fora, com o objetivo de manter a criança ocupada. O segundo procedimento é a
instrução educativa propriamente dita e seu motor é o interesse, que deve ser múltiplo, variado e
harmonicamente repartido. O terceiro é a disciplina, que tem a função de preservar a vontade no caminho da
virtude. Nessa etapa se fortalece a autodeterminação como pré-requisito da formação do caráter. Ao contrário
do governo, consiste em um processo interno do aluno. 
Um padrão escolar para o Século 19

Classe britânica do século 19, auge do   herbartianismo: disciplina e métodos rígidos.
A obra pedagógica de Herbart teve enorme influência em todo o mundo ocidental (e também no Japão) na
segunda metade do século 19. Por se basear no princípio de que a mente humana apenas apreende novos
conhecimentos e só participa do aprendizado passivamente, o herbartianismo resultou num ensino que hoje
qualificamos de tradicional. "As escolas herbartianas transmitiam um ensino totalmente receptivo, sem diálogo
entre professor e aluno e com aulas que obedeciam a esquemas rígidos e preestabelecidos", diz a educadora
Maria Nazaré. Herbart previa cinco etapas para o ato de ensinar. A primeira, preparação, é o processo de
relacionar o novo conteúdo a conhecimentos ou lembranças que o aluno já possua, para que ele adquira
interesse na matéria. Em seguida vem a apresentação ou demonstração do conteúdo. A terceira fase é a
associação, na qual a assimilação do assunto se completa por meio de comparações minuciosas com conteúdos
prévios. A generalização, quarto passo do processo, parte do conteúdo recém-aprendido para a formulação de
regras globais; é especialmente importante para desenvolver a mente além da percepção imediata. A quinta
etapa é a da aplicação, que tem como objetivo mostrar utilidade para o que se aprendeu.

FROEBEL
O alemão Friedrich Froebel (1782-1852) foi um dos primeiros educadores a considerar o início da infância como
uma fase de importância decisiva na formação das pessoas - idéia hoje consagrada pela psicologia, ciência da
qual foi precursor. Froebel viveu em uma época de mudança de concepções sobre as crianças e esteve à frente
desse processo na área pedagógica, como fundador dos jardins-de-infância, destinado aos menores de 8 anos. O
nome reflete um princípio que Froebel compartilhava com outros pensadores de seu tempo: o de que a criança
é como uma planta em sua fase de formação, exigindo cuidados periódicos para que cresça de maneira
saudável. "Ele procurava na infância o elo que igualaria todos os homens, sua essência boa e divina ainda não
corrompida pelo convívio social", diz Alessandra Arce, professora da Universidade Federal de São Carlos.
As técnicas utilizadas até hoje em Educação Infantil devem muito a Froebel. Para ele, as brincadeiras são o
primeiro recurso no caminho da aprendizagem. Não são apenas diversão, mas um modo de criar representações
do mundo concreto com a finalidade de entendê-lo. Com base na observação das atividades dos pequenos com
jogos e brinquedos, Froebel foi um dos primeiros pedagogos a falar em auto-educação, um conceito que só se
difundiria no início do século 20, graças ao movimento da Escola Nova, de Maria Montessori (1870-1952) e
Célestin Freinet (1896-1966), entre outros.
Treino de habilidades
Por meio de brinquedos que desenvolveu depois de analisar crianças de diferentes idades, Froebel
previu uma educação que ao mesmo tempo permite o treino de habilidades que elas já possuem e o surgimento
de novas. Dessa forma seria possível aos alunos exteriorizar seu mundo interno e interiorizar as novidades
vindas de fora - um dos fundamentos do aprendizado, segundo o pensador.
Ao mesmo tempo que pensou sobre a prática escolar, ele se dedicou a criar um sistema filosófico que
lhe desse sustentação. Para Froebel, a natureza era a manifestação de Deus no mundo terreno e expressava a
unidade de todas as coisas. Da totalidade em Deus decorria uma lei da convivência dos contrários. Isso tudo
levava ao princípio de que a educação deveria trabalhar os conceitos de unidade e harmonia, pelos quais as
crianças alcançariam a própria identidade e sua ligação com o eterno. A importância do autoconhecimento não
se limitava à esfera individual, mas seria ainda um meio de tornar melhor a vida em sociedade. 
Além do misticismo e da unidade, a natureza continha, de acordo com Froebel, um sistema de símbolos
conferido por Deus. Era necessário desvendar tais símbolos para conhecer o que é o espírito divino e como ele
se manifesta no mundo. A criança, segundo o educador, trazia em si a semente divina de tudo o que há de
melhor no ser humano. Cabia à educação desenvolver esse germe e não deixar que se perdesse.
Brinquedos criados para aprender.
Froebel considerava a Educação Infantil indispensável para a formação da criança - e essa idéia foi aceita
por grande parte dos teóricos da educação que vieram depois dele. O objetivo das atividades nos jardins-de-
infância era possibilitar brincadeiras criativas. As atividades e o material escolar eram determinados de
antemão, para oferecer o máximo de oportunidades de tirar proveito educativo da atividade lúdica. Froebel
desenhou círculos, esferas, cubos e outros objetos que tinham por objetivo estimular o aprendizado. Eles eram
feitos de material macio e manipulável, geralmente com partes desmontáveis. As brincadeiras eram
acompanhadas de músicas, versos e dança. Os objetos criados por Froebel eram chamados de "dons" ou
"presentes" e havia regras para usá-los, que precisariam ser dominadas para garantir o aproveitamento
pedagógico. As brincadeiras previstas por Froebel eram, quase sempre, ao ar livre para que a turma interagisse
com o ambiente. "Todos os jogos que envolviam os ?dons? começavam com as pessoas formando círculos,
movendo-se e cantando, pois assim conseguiam atingir a perfeita unidade", diz Alessandra Arce. Para Froebel,
era importante acostumar as crianças aos trabalhos manuais. A atividade dos sentidos e do corpo despertariam
o germe do trabalho, que, segundo o educador alemão, seria uma imitação da criação do universo por Deus.