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Capítulo 12

1) Definição
O
São compostos que apresentam as funções amino (-NH2) e ácido ( C OH ) Podendo ou não
apresentar outras funções.
Exemplo
O O O
CH2 CH3 *
CH *
C OH C OH CH2 CH C OH
NH2 NH2 SH NH2
ÁC. α-amino-etanóico ÁC. α-amino-propanóico ÁC. α-amino-
(Glicina) (Alanina) β-tiol-propanóico
(cisteína)

Nos aminoácidos sempre existe um grupo amino (-NH2) ligado ao carbono α (vizinho a
carboxila).
O carbono α é assimétrico, razão pela qual todos os aminoácidos possuem isomeria ótica. Os
aminoácidos possuem nomes particulares e a sua grande importância se deve ao fato de ser
constituínte das proteínas.

2) Classificação

A) Quanto ao número de grupos NH2 e COOH

Em relação a esse critério existem três tipos de aminoácidos

I) Compostos de caráter neutro


II) Compostos de caráter ácido
III) Compostos de caráter básico

Os aminoácidos de caráter neutro possuem um grupo –NH2 e um grupo COOH. Lembre-se de que o
grupo –NH2 é capaz de receber próton o que lhe confere caráter básico. Exemplo:

H +
H
+
+ H R N H
R N H
.. ..
H
2

Então um radical ácido mais um radical básico, resulta em uma molécula, com caráter neutro.
Exemplos:
O O O
* CH 3 *
CH3 CH * CH2 CH C OH CH CH C OH
C OH
OH NH2 CH3 NH2
NH 2
Alanina Serina Valina
( O -OH no Carbono 3
não nem ácida nem básica)

I - Os aminoácidos que possuem duas carboxilas e apenas um grupo amino são aqueles de caráter
ácido. Exemplos:

O O O
O *
C CH2 *
CH C CH2 CH CH C OH
C OH 2
HO HO NH2
NH2
ácido glutâmico
ácido aspártico

II) Os aminoácidos de caráter básico possuem um grupo –COOH e mais de um grupo NH2
Exemplos:
O
*
CH2 CH2 CH2 CH2 CH C OH
NH2 NH2
Lisina

B) Quanto ao tipo de cadeia

Os aminoácidos podem ser classificados de cadeia alifática, de cadeia heterocíclica ou


aromática. Exemplo:
O
O H2 C CH2 O CH2 *
CH C OH
CH2 *
CH C OH H2 C C C OH NH2
N
SH NH2
H Fenil-alanina
Cisteína Prolina (Aromática)
(Alifática) ( Heterocíclica)
3

C) Em relação aos animais

À primeira vista, poderíamos imaginar a existência de um número muito grande de


aminoácidos. Na prática, a hidrólise das proteínas (fonte de aminoácidos) só produz cerca de 20
aminoácidos.
Destes apenas oito não são sintetizados nos mamíferos e, portanto eles são necessários na
dieta alimentar. Eles são chamados aminoácidos essenciais ou indispensáveis.
Estes aminoácidos são: triptofano, lisina, fenilalanina, leucina, isoleucina, valina, treonina e
metionina.
Os demais aminoácidos são sintetizados pelos animais e em conseqüência não são
obrigatórios a sua presença nos alimentos. São denominados de aminoácidos não essenciais.

3) Aminoácidos encontrados nas proteínas

H
COOH
R C COOH
H2N H Ou
H2N
R

Estrutura de R Nome Abreviações Pka α-COOH Pka α-NH2 pi


Aminoácidos
Neutros
Glicina G ou Gli 2,3 9,6 6,0
H

Alanina A ou Ala 2,3 9,7 6,0


CH3

Valinae V ou Val 2,3 9,6 6,0


CH(CH3)3

Leucinae L ou Leu 2,4 9,6 6,0


CHCH(CH3)3

Isoleucinae I ou Ile ou Ileu 2,4 9,7 6,1


CHCH2CH3
CH3

Continua
4

Continuação da tabela de aminoácidos

Estrutura de R Nome Abreviações Pka α-COOH Pka α-NH2 pi


Aminoácidos
Neutros
Fenilalaninae F ou Fen ou 1,8 9,1 5,5
CH2 Phe

Aspargina N ou Asn 2,o 8,8 5,4


CH2 C NH2
O
CH2CH2 C NH2
Glutamina Q ou Gln 2,2 9,1 5,5
O

CH2 Triptofano W ou Tri ou 2,4 9,4 5,9


Trp
N
H
O
Prolina P ou Pro 10,6 6,3 6,3
HO C CH CH 2
HN CH 2
CH 2
Estrutura completa
Serina S ou Ser 2,2 9,2 5,7
CH2OH

Treoninae T ou Tre ou Thr 2,6 10,4 6,5


CHOH
CH3

Tirosina Y ou Tir ou Tyr 2,2 9,1 5,7


CH2 OH

O Hidroxiproli Hyp ou Hipro 1,9 9,7 6,3


HO C CH CH2 na
HN CH
CH2 OH

Estrutura completa
Cisteina C ou Cis ou 1,7 10,8 5,0
CH2 SH Cys
5

Estrutura de R Nome Abreviações Pka α-COOH Pka α-NH2 pi


Cistina Cis-Cis ou 2,3 9,7 5,1
CH2 S Cys-Cys
CH2 S
Metioninae M ou Met 2,3 9,2 5,8
CH2CH2SCH3

R contém
grupamento ácido
carboxila
Ácido D ou Asp 2,1 9,8 3,0
CH2COOH aspártico

Ác. E ou Glu 2,2 9,7 3,2


CH2CH2COOH Glutâmico

R contém
grupamento
básico
Lisinae K ou Lis ou Lys 2,2 9,0 9,8
CH2CH2CH2CH2NH2

Arginina R ou Arg 2,2 9,0 10,8


NH
CH 2(CH 2)2NH C NH 2

Histidina H ou His 1,8 9,2 7,6


N

CH2
N
H
e
aminoácido essencial

4) Ionização dos aminoácidos

A molécula de um aminoácido possui radical ácido e básico que pode ionizar-se conforme a
natureza do solvente onde se encontra o aminoácido. Em geral os aminoácidos são sólidos, solúveis
em água e muito pouco solúveis no álcool etílico e solventes orgânicos.
Na água, o próton da carboxila pode unir-se ao grupo amino; disso resulta "um sal interno"
também denominado de "Zwitterion". Como no exemplo seguinte.
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O
O -
R CH C O
R CH C OH +
NH2
NH2
.. H
(Sal interno ou zwitteríon

Em solução ácida o aminoácido comporta-se como uma base

O O
+ R CH
R CH C OH + H C OH
+
NH2 NH2
..
H
Em solução básica o aminoácido se comporta como um ácido;
O O
- -
R CH C OH + HO R CH C O + H2O
NH2 NH2

Portanto os aminoácidos possuem caráter anfótero. Dependendo se o aminoácido estiver em


solução ácida ou básica sofre cataforese ou anaforese
Eletroforese é o movimento de migração de agrupamentos eletrizados para um eletrodo, numa
solução.
Chama-se de cataforese o movimento da partícula de carga negativa migrando para o cátodo.
Da mesma forma, quando íons positivos migram para o ânodo, temos anaforese.
Um aminoácido sofre ionização em solução aquosa. Vimos que a natureza da carga (neutra,
positiva ou negativa) que vai aparecer depende do meio onde o aminoácido é dissolvido. Então o
mesmo aminoácido pode sofrer cataforese ou anaforese conforme o pH da solução onde esse
aminoácido é colocado.
Vamos preparar uma solução onde o aminoácido não sofra eletroforese, o pH dessa solução é
chamado de pHi- ou seja ponto isoelétrico.
Numa solução onde o pH é igual ao pHi do aminoácido em questão, a molécula desse
aminoácido estará neutra . Isto quer dizer que as cargas positivas igualam-se com as cargas
negativas desse aminoácido.
Nos aminoácidos neutros (monoamino-monocarboxílico), o pHi é aproximadamente 5,5 - 6,0.
Nos aminoácidos (monoamino-dicarboxílico) o pHi será num meio bastante ácido ou seja,
aproximadamente 3.
Já nos aminoácidos básicos (diamino ou poliamino-monocarboxílico) o pHi é de 9,0 a 10,0.
Assim por exemplo:
O
CH3 *CH C OH Alanina pHi = 6,0
NH2
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Ao passo que:
O
O *CH
CH2 *CH C OH Lisina pHi= 9,74 HOOC CH2 C OH Ác. aspártico pHi = 2,77
NH2
NH2 NH2

A figura mostra um aparelho para


eletroforese. O Aminoácido A está na
forma de zwitterion e não migra. B existe
como um ânion e ele se movimentam para
o eletrodo positivo. C e D são catiônicos e
migram para o eletrodo negativo.

5) Proteínas

Existe um sem número de compostos químicos que são absolutamente essenciais a existência até
mesmo dos organismos mais simples. Nenhum deles, entretanto, apresenta funções tão variadas e
interfere com tantos processos vitais como as proteínas, constituintes importantíssimos de todos os
organismos. Realmente, a maior parte da informação genética transmitida de um organismo ao seus
descendentes se expressa através da síntese das proteínas apropriadas.
As proteínas conhecidas como enzimas catalisam e regulam praticamente todas as reações
biológicas. As proteínas estruturais são os principais constituintes dos tecidos conjuntivos, cartilagens
e ligamentos bem como da pele, escamas, penas, cabelos, unhas e cascos. As proteínas contrácteis, os
principais constituintes dos músculos, são responsáveis pelos movimentos do corpo. Dentre as
proteínas que agem como agentes de proteção estão os anticorpos, que se combina e neutralizam os
efeitos dos corpos estranhos, e as proteínas envolvidas na coagulação do sangue. Algumas proteínas
como, por exemplo, a insulina, são hormônios e intervêm na regulação dos processos fisiológicos.
Outras têm a função de armazenagem: a proteína da clara de ovo armazena aminoácidos para uso
futuro, e a proteína conhecida como ferritina armazena ferro. Dentre as proteínas envolvidas em
transporte está a hemoglobina, que transporta oxigênio dos pulmões para outros tecidos ao longo de
todo o corpo. Algumas outras proteínas são toxinas: a maioria dos venenos de cobras e a toxina
bacteriana que causa o botulismo são exemplos. Outros grupos de proteínas também incluem o
material de fiação secretado pelas aranhas e bicho-da-seda para formarem sus teias ou casulos.
Estima-se que o homem contenha mais de um milhão de diferentes tipos de moléculas de
proteína. Este número gigantesco é necessário a fim de satisfazer às inúmeras funções que a proteínas
exercem em nossos corpos. As proteínas são moléculas grandes; seus pesos moleculares variam desde
alguns milhares até diversos milhões. Do mesmo modo que carboidratos e os ácidos nucléicos, as
outras moléculas biológicas de alto peso molecular, proteínas são polímeros. As proteínas são
construídas a partir de compostos de baixo molecular que contêm pelo menos um grupo amino e uma
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carboxila, conhecidos aminoácidos. Da extraordinária diversidade de funções e propriedades das


proteínas surgem diferentes números e combinações estruturais de apenas uns poucos aminoácidos.

Assim as proteínas (do grego próton = primeiro) são macromoléculas que resultam principalmente
da condensação de aminoácidos, encontrado nos animais e vegetais, se constituíndo nos mais
complexos compostos conhecidos.
Elas constituem-se junto com os lipídios e glicídios nos alimentos os constituintes essenciais para
os seres humanos.
Estas macromoléculas possuem pesos moleculares que variam desde alguns milhares até vários
milhões. Vejamos alguns exemplos:

Proteína Encontrada P.M aproximado


Gliadina trigo 28.000
Albumina ovo 42.000
Hemoglobina sangue 65.000
Caseína leite 375.000
Vírus 250.000.000

5.1- Classificação

As proteínas são divididas em dois grupos de acordo com o peso molecular das mesmas. Temos
as Proteínas simples e os Peptídeos. As proteínas simples são proteínas no seu estado natural; ou seja,
de animais e vegetais. Os peptídeos são produtos de hidrólise já avançadas das proteínas, apresentam
menor peso molecular e podem ser classificados em:

A) Proteínas simples São aqueles que por hidrólise só produzem aminoácidos


Ou Holoproteínas

B) Proteínas complexas São proteínas que por hidrólise produzem aminoácidos e outras
Ou heteroproteínas substâncias

Estas substâncias que não são aminoácidos são denominadas de grupos prostético e podem ser
ácido fosfórico, glicídeos e lipídeos, etc.

Exemplo de dipeptídeo:
O O
H2 N CH 2 C NH CH C OH
Glicilalanina CH3
Gly-Ala
Foi convencionado que se deve representar e dar nome aos peptídeos colocando-se o grupo α-
amino à esquerda e grupo carboxila livre à direita. Portanto o dipeptídeo Glicilalanina representa o
dipeptídeo onde a glicina o aminoácido N-terminal e alanina o aminoácido C-terminal.
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Holoproteínas por hidrólise só produzem aminoácidos


Proteínas por hidrólise produzem aminoácidos
Heteroproteínas e mais grupo prostético

Proteínas

Peptídeos são compostos resultante da hidrólise dos proteínas

Os holoproteínas podem ser classificados em diversos grupos conforme a solubilidade, peso


molecular, coagulação por calor, etc. Os principais grupos são:

I) Albumina - na clara do ovo


II) Globulina - Seroglobulina do sangue
III) Histonas- no pâncreas, no rim
IV) Protamina -esperma do salmão, arenque
V) Prolamina e glutelinas - nos cereais

As heteroproteínas podem ser classificados de acordo com grupos prostético.

Os principais grupos são:

I) Fosfoproteínas- São aquelas onde o grupo prostético é o ácido fosfórico. Exemplo: caseína
Do leite

II) Cromoproteína O grupo prostético é a porfirina - o mais importante e que eles contém
Um metal como o ferro, magnésio , etc. Exemplo clorofila e
hemoglobina. São coloridos daí o prefixo cromo = cor

III) Nucleoproteína Estas proteínas dão por hidrólise ácidos nucleicos como grupos
prostético. Exemplo no vírus

IV) Glucoproteínas O radical prostético é um glicídeo

V) Liproproteína O radical prostético é um lipídeo


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5.2- Ligações Peptídica

Os aminoácidos possuem a capacidade de condensar-se. Na molécula de um aminoácido a


carboxila de uma molécula pode ligar-se ao grupo amino de outra molécula.

Ligação Peptídica

H O H O
H O
R C C O H R C C
R C C O H +
H NH NH2 N H O
NH2 R C C
OH
H
A ligação que vimos anteriormente é denominada de ligação peptídica e é indicada por

C NH
O
Os aminoácidos podem condensar-se resultando em moléculas dipeptídicas, tripeptídica,
tetrapeptídicas, etc.
Dessa forma são sintetizadas cadeias condensadas de peptídeos que podem ser representados
como:
.
..
O O
C C
NH NH
O
C
NH
..
.
5.3- Reações de Caracterização das proteínas

São reações que produzem coloração que caracterizam as proteínas:

a) Reações Xantoproteicas

Quando se trabalha com ácido nítrico e o vapor do reagente entra em contato com a mão, a pele
fica amarelada. Esta reação que colore o local de contato, se deve a reação da proteína da pele
com o vapor de ácido nítrico.

b) Reação da Ninhidrina
Aquecendo-se uma proteína e depois adicionando-se a nihidrina forma-se uma coloração azul
por causa da reação desse reagente com os aminoácidos presentes na proteína.
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A ninhidrina é utilizada em cromatografia de papel, como revelador a qual permite reconhecer os


aminoácidos.

O O O
OH O +
R CH COOH
2 + N + R C + CO2 + H3O
OH N H
-H2O
H H -
O O O
Ninhidrina Um composto de cor Azul

5.4- Determinação das estruturas das proteínas

Uma proteína ou um peptídeo pode diferir de outros, não apenas por sua composição em
aminoácidos, mas também pela seqüência em que estes aminoácidos estão dispostos. Para todos os
peptídeos, exceto para os mais simples, o número de seqüências são enormes. Assim como com 26
letras podemos escrever milhões de palavras diferentes com 20 ou mais aminoácidos podemos
encontrar milhões de diferentes proteínas. Para se ter idéia desses valores, considerando-se 20
aminoácidos, em um tripeptídeo estruturalmente diferente é de 20 X 20 X 20 = 203 = 8.000. Já para
um decapeptídeo (10 aminoácidos) existem 2010 = 10.240.000.000 de possibilidades. Já um peptído
com 20 aminoácido no qual uma molécula de 2020 seria impossível de se obter, pois não existiriam na
terra, átomos suficientes para construí-la.
Da mesma forma que nós podemos escrever palavras erradas em português, também na
construção de uma proteína, podemos construir estruturas que não funcionam pelo fato de colocar
seqüências erradas de aminoácidos. Por isso a seqüência correta de como estão ordenados os
aminoácidos são de fundamental importância. Mas às vezes pequenas imperfeições1 na seqüência não
impede que a proteína funcione, da mesma forma como pequenos erros de pronúncia, não nos impede
que entendamos o que se fala. Mas às vezes, mesmo com a seqüência correta, a proteína pode não
funcionar e outras vezes uma mudança aparentemente insignificante pode ter um efeito desastroso.
Algumas pessoas têm hemoglobina com uma pequena incorreção num aminoácido entre 300
unidades. Pois esta incorreção quase insignificante é responsável pela doença denominada "anemia
falciforme" (Os glóbulos vermelhos no sangue tem configuração de uma "foice" e não de uma forma
de arredondada como é o normal), uma condição herdada e que vai se tornar fatal para essa pessoa.
Os seres humanos utilizam principalmente os aminoácidos na forma L. Os aminoácidos
essenciais que o homem necessita ele encontra nos alimentos ( trigo, milho, arroz, etc.). Os D-
aminoácidos não são incorporados nas proteínas. Eles são excretados sem alterações isomerizado aos
isômeros L correspondentes ou metabolizados através de outros caminhos.
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Um fato interessante a respeito dos organismos vivos é que sistemas que diferem em algumas unidades , em
muitos casos , possuem moléculas de proteínas quase idênticas. A insulina é um exemplo desse surpreendente
fenômeno. Não somente pela variedade de diferentes moléculas de insulinas entre os mamíferos terem estruturas
primárias similares, mas por possuírem as mesmas propriedades bioquímicas. Isto é uma coincidência feliz para
algumas pessoas que possuem diabete, mas que desenvolveram alergia a um tipo particular de insulina. Eles
podem freqüentemente ser tratados com insulinas derivada de outra espécie que não produza reação alérgica.
Assim alterações em algumas unidades de aminoácidos não causam mudança na proteína e nem alteram os seus
efeitos fisiológicos. Estas considerações estão relacionados com o conceito do sítio ativo da proteína em relação a
enzima. Atualmente uma nova abordagem na produção de insulina humana utilizando um processo de
recombinação do DNA e permite a produção de insulinas com muito poucos problemas de alergia.
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5.5- A Determinação da Composição em Aminoácido

Para determinar-se a composição em aminoácido ou peptídeo, primeiro eles são hidrolisados,


aquecendo-se a proteína em solução seis molar de ácido clorídrico durante 24 horas a 100-120 0C,
desta forma ocorre a hidrólise total com a liberação dos seus constituintes. Esta mistura é, então,
separada e a quantidade de cada um dos seus constituintes determinada.
Um processo de cromatografia é então geralmente usado para separar os aminoácidos. Em
Alguns tipos de cromatografia, os compostos são separados aproveitando-se os diferentes graus
com que são adsorvidos por algum material

Fig. 1- A separação cromatográfica de uma mistura de aminoácidos usando-se coluna de um sal de poliestireno
sulfonado. A intensidade da cor formada pela reação da ninidrina e o eluente emergente da coluna é representada
graficamente versus o volume do eluente. Os aminoácidos com cadeia laterais básica levam um tempo muito grande
para emergir e foram analisados usando-se uma coluna menor.

Na cromatografia em coluna, uma solução contendo os compostos a serem separados é introduzida no


topo de uma coluna carregada com grânulos de compostos a serem separados é introduzida no topo de
uma coluna carregada com grânulos de um adsorvente sólido, freqüentemente a alumina, sílica ou
amido. Um solvente vertido no topo da coluna passa através desta e sai embaixo. Como os compostos
são adsorvidos em diferentes graus pelo sólidos, eles deslocam-se coluna abaixo em velocidade
diferentes Para a separação dos aminoácidos, usam-se freqüentemente como sólido partículas de
poliestireno que foram sulfonadas e tratadas com base para introduzirem-se funções iônicas de sulfonato
(SO3-).

CH2 CH CH2 CH CH2 CH


n n n
NaOH

SO3H SO3- Na+


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A mistura de aminoácidos é adicionada no alto da coluna e uma solução aquosa de acidez fixa
(pH) é passada coluna abaixo. Os aminoácidos movem-se coluna abaixo a velocidades que dependem
de suas estruturas e basicidades e, portanto, emergem em tempos diferentes. Os aminoácídos que são
mais positivamente carregados na solução tendem a mover-se mais lentamente por causa de
interações mais fortes com os grupos sulfonatos que são negativos. Adiciona-se ninidrina à solução
emergente da coluna. A intensidade da cor desenvolvida na porção da solução contendo cada
aminoácido indica quanto deste aminoácido particular está presente. O processo total da separação é
efetuado automaticamente em um analisador de aminoácidos, um instrumento que fornece uma
representação gráfica como a da fig. 1.

5. 6- A Identificação dos Aminoácidos N-Terminal e C-Terminal

Desde que se conhece a composição em aminoácidos de um peptídeo ou de uma proteína,


como se pode determinar a seqüência em que eles se dispõem? É relativamente fácil determinarem-se
os aminoácidos N-terminal e C-terminal. Um método de se determinar o aminoácido N-terminal
envolve a reação com 2,4-dinitrofluorobenzeno. Devido à presença dos dois grupos nitro fortemente
retiradores de elétrons, este composto sofre substituição nucleofilica por um grupo amino mais
facilmente do que a maior parte dos haletos de aríla .O único grupo amino em a de uma proteína ou
peptídeo, que está disponível para esta reação, pertence ao aminoácido N-terminal.

Etapa um - Reação com 2,4-dinitrofluorbenzeno

O O O O NO2

H2N CH C NHCHC NHCHC COH O2N F

R R1 R2

NO2
O O O O

O2N NH CH C NHCHC NHCHC COH

R R1 R2
Produto 1

Etapa dois- Hidrólise da ligação peptídica

NO2 O H3O+ NO2


O
O O O
O2N NH CH C NHCHC NHCHC COH O2N NH CH C OH

R R1 R2 R
Produto 1 ligação
peptídica

Etapa 3- Processo se repete como em 1 e 2, resultando a liberação de outros amino-ácidos

H2NCHCOOH + H2NCHCOOH + Outros aminoácidos


R1 R2
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Depois da hidrólise e separação, o aminoácido N-terminal estará presente na formado


derivado N-2 ,4-dinitrofenila; os outros aminoácidos estarão presentes sem substituições.O derivado
N-2 ,4-dinitrofenila tem cor amarela, é facilmente identificado, separado e caracterizado, estabelece-
se, desta forma, a identidade do aminoácido N-terminal.
No processo para determinação do aminoácido C-terminal faz uso de enzimas como das como
carboxipeptidases. Estas enzimas, isoladas do pâncreas, catalisam somente a hidrólise da ligação
peptídica que une o aminoácido C-terminal à cadeia.
Quando a hidrólise de uma proteína ou peptídeo é catalisada por carboxipeptidases, o
aminoácido C-terminal é o primeiro a aparecer na solução. Vamos usar estas técnicas para determinar
a seqüência em aminoácidos de um tripeptideo, que chamaremos A. Pela análise da mistura de
aminoácidos, obtida por sua hidrólise, o tripeptídeo A contém uma glicina, uma alanina e uma serina.
Entretanto, seis tripeptideos têm esta composição (Gly-Ma-Ser, Gly-Ser- Ala, Ala- Gly-Ser, Ala-Ser-
Gly, Ser- Gly-Ala e Ser-Ala- Gly). A reação do tripeptídeo A com 2,4-dinitrofluorobenzeno, seguida
de hidrólise, produzo derivado N-2,4-dinitrofenila da alanina mais a glicina e serina livres. Portanto,
o aminoácido N-terminal é a alanina. Tratando-se com uma carboxipeptidase, a glicina é o
aminoácido que aparece primeiro e, portanto, é C-terminal. O tripeptídeo A deve ser Ala-Ser- Gly.
As carboxipeptidase
catalisam a hidrólise Aqui

O O O
H2N Carboxipeptidase H2N
NHCHC NHCHCOH NHCHCOH
R R1 R
+ O
H2N NHCHCOH
R1

5.7) Determinação da seqüência de aminoácidos

Na seção precedente aprendemos que os processos de identificação dos aminoácidos C-ter-


minal e N-terminal permitem-nos determinar a seqüência de um tripeptídeo. Como podemos
determinar a seqüência de um peptídeo mais longo? O artificio usado pode ser ilustrado com um
exemplo simples.
Considere um hexapeptídeo que chamaremos Z. A hidrólise completa de Z, seguida pela
separação e determinação quantitativa dos seus aminoácidos, mostra que ele tem a composição [Ala,
Asp, Gly, Phe, Ser, Val].

+
H3O
Peptídeo Z Ala + Asp + Gly + Phe + Ser + Val
Produto da hidrólise completa.

Os aminoácidos foram escritos em ordem alfabética e separados por vírgulas uma vez que a
seqüência em que aparecem não é conhecida.
O peptídeo Z é então sujeito à hidrólise parcial.
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H3O+
Peptídeo Z Ala, Gly, Ser + Asp, Gly, Phe + Ala, Val + aminoácido
Peptídeo A Peptídeo B Peptídeo C
Produtos da hidrólise parcial

A hidrólise é efetuada de modo incompleto de forma a reter algumas das ligações peptídicas.
A hidrólise parcial do peptideo Z levou à formação de uma mistura que, além de aminoácidos
individuais, contém dois tripeptídeos (A e B) e um dipeptídeo (C).
A composição e seqüência de cada peptídeo são determinadas. A hidrólise completa, Seguida
da separação e determinação quantitativa dos aminoácidos, mostra que o peptídeo A, por exemplo,
contém uma alanina, uma glicina e uma serina. Através da identificação dos aminoácidos N-terminal
e C-termínal, sua seqüência é definida como sendo Ala-Ser- Gly. (O peptídeo A foi usado como um
exemplo na seção anterior.) As seqüências dos outros peptideos são determinadas de modo
semelhante.

Ala-Ser-Gly Gly-Phe-Asp Val-Ala


Peptídeo A Peptídeo B Peptídeo C

Cada peptideo representa um segmento da cadeia original do peptídeo Z. A combinação dos


segmentos

Val-Ala
Ala-Ser-Gly
Gly-Phe-Asp

indica que a seqüência do peptídeo Z deve ser

Val-Ala-Ser-Gly-Phe-Asp

A estratégia para determinar-se a seqüência em aminoácidos de uma proteína ou peptídeo é


através da obtenção de um grupo de fragmentos que se superpõem e cujas seqüências podem ser
determinadas. A seqüência total pode ser deduzida pela combinação dos fragmentos. Esta técnica foi
usada pela primeira vez para se determinar a seqüência em aminoácidos da insulina bovina, uma
proteína pequena com 51 aminoácidos. A insulina é um hormônio que tem um papel importante no
controle do nível de glicose. Observe que a insulina tem duas cadeias de aminoácidos mantidas
unidas pela ligação dissulfidica entre cisteinas. Ela possui também uma ligação dissulfidica entre
duas cisteinas na cadeia A. Para determinar-se quais as cisteinas que estão ligadas através de ligações
dissulfidicas, efetuou-se a hidrólise parcial a fim de obterem-se fragmentos menores que
mantivessem as ligações dissulfídicas intactas.
Através do uso de processos do tipo descrito, foram determinadas sequências para diversas
proteínas maiores, inclusive para a enzima glutamatodesidrogenase bovina, que tem 506
aminoácidos.
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6- Estruturas das Proteínas

A- Estrutura Primária
Como se dispõem no espaço uma molécula tão grande como a de uma proteína?
Após minuciosos estudos chegou-se a conclusão de que moléculas de aminoácidos formam estruturas
classificadas de primária, secundária, terciária e quatenária. Ex.

Se a molécula de aminoácido dispõe apenas em seqüência, teremos uma estrutura primária.


Em última instância depende da seqüência de aminoácidos e das disposições das ligações
dissulfídrica entre as cisteína. O número de aminoácidos de cada tipo e a ordem de suas uniões
através de ligação covalente (peptídica e dissulfídica) determinam que a proteína seja reconhecida
como primária. Ex. Insulina. Diferenças pequenas na estrutura primária tem pouco efeito na atividade
biológica.
Nos exemplos seguinte está ilustrado um sequencia de aminoácidos.

Temos uma seqüência como as pedras de um jogo de dominó. As moléculas em seqüência


podem ser iguais ou diferentes.

B) Estrutura Secundária

Imagine uma estrutura primária com as moléculas lineares.Vamos supor um colar: as "contas"
do colar representam as moléculas dos aminoácidos. Vamos enrolar o colar no dedo formando uma
espiral. Essa é a estrutura secundária de uma proteína.
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A molécula espiral ou helicoidal é mantida graças as pontes de hidrogênio entre as moléculas


que se aproximam na espiral.
Nesse grupos estão as proteínas fibrosas, como a queratina encontrada na unha, cabelo, pele,
lã, seda, pena, casco, chifre. Um exemplo de como se forma as pontes de hidrogênio está indicado
abaixo.

C) Estrutura terciária

Imagine agora uma corda comum

Vamos supor que esta corda representa uma proteína com estrutura secundária. Agora tomemos um
pedaço dessa corda e coloquemos no chão deixando-a se contorcer como quando a gente solta um fio
de macarrão no prato. Esta estrutura é a terciária. Com este tipo de estrutura temos a hemoglobina.
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Então este amontoado de corda representa uma estrutura terciária, se nós esticarmos a corda temos a
secundária, e se destorcermos os fios da corda temos uma primária.

D) Estrutura quaternária

Resulta da reunião de várias espirais, assumindo formas espaciais bem definidas: como por
exemplo, uma proteína globular

É interessante notar que certas proteínas , como por exemplo a hemoglobina do sangue só são
ativas quando tem estrutura terciária e quaternária bem definidas. Um aquecimento, uma mudança
no pH etc. podem alterara essa estruturas; desse modo, a proteína perde a sua ação fisiológica
e dizemos que foi desnaturada.

Assim por exemplo ao aquecermos o ovo, estamos desnaturando a sua proteína, pois
quebramos as suas pontes de hidrogênio.
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7- Enzimas

Enzimas (do grego zime = levedura) são proteínas complexas que agem como catalisadores
nos processos biológicos.
Sem ação enzimática não existiria vida, pois todas as reações que ocorrem nos seres vivos são
catalisadas por enzimas. Por exemplo, para queimar uma substância orgânica nós precisamos de
temperatura elevada, mas no nosso organismo (36,5 C) os compostos orgânicos "queimam"
suavemente", produzindo calor, para manter a temperatura do nosso organismo, energia mecânica,
traduzido pelos nossos movimentos. Tudo isso só é possível graças a ação de inúmeras enzimas
presentes no nosso organismo. Freqüentemente uma molécula de enzima consegue provocar as
reação em dezenas de milhares de moléculas reagentes.
Normalmente a enzima é uma proteína complexa ou conjugada:

Apoenzima + Coenzima = holoenzima


(proteína) (Grupo enzima ativa
prostético)

Isto indica que a proteína só se torna uma "enzima ativa" quando auxiliada pelas coenzimas,
que são moléculas menores, vitaminas ,etc.
A hipótese mais aceita (simplificada), para explicar o mecanismo da ação enzimática, é que os
reagentes( denominados de substrato = S) se unem temporariamente a enzima (E), formando um
complexo (ES), que logo após se decompõem formando o produto (P) desejado regenerando a
enzima. Conforme o esquema abaixo.

E +S ES

ES reação reversível P+E

As catálises enzimáticas são altamente específicas, pois como toda a proteína , a enzima tem
uma configuração espacial muito bem determinada. Vejamos o exemplo abaixo.
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O complexo enzima-substrato (ES) é formado por um encaixe semelhante "chave-fechadura":


basta o reagente S ser um pouco diferente, para que o encaixe não seja possível e a reação não se
efetue.
Muitos medicamentos modernos funcionam "bloqueando" o encaixe das enzimas, produzido
por micróbios e bactérias que resultam em doenças.

8- Ácidos Nucleicos

DNA- ácido desoxi ribonucleico

RNA- ácido ribo-nucleico

Estes ácidos são os responsáveis pela reprodução das células.


Vejamos em primeiro lugar os constituintes dos ácidos desoxiribonicleicos (DNA) e ribonucleico
(RNA)

a) D-Ribose

5CH OH OH
2
O
4 1
3 2
OH OH

b) Desoxi- D-Ribose

CH2OH OH
O

3
OH H
Observe que nesta estrutura foi removida a hidroxila no carbono 2

c) O ácido fosfórico esterifica a hidroxila da ribose.

5CH2OH OH
O
4 1
3 2 O
OH O P OH
-
O
d) Bases
Temos duas espécies de bases: as pirimídicas e as purínicas

As bases pirimídicas –são derivadas da pirimidina e são apenas três: citosina, tiamina e uracilo.
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NH2 OH OH
N CH3
N N N
N N OH N OH N OH
Pirimidina Citosina Timina Uracilo
C T U

Bases purínicas- são derivados da purina.

São apenas duas : adenina e guanina

3
N 4 9
2 NH
1N 5
8
N
6 7
Purina
Adenina- é o 6-amino purina = A
Guanina- é 2-amino-6-hidroxi purina = G

São apenas essas oito substâncias que formam os ácidos nucleicos responsáveis pelo código genético.
Embora se ache que sejam poucas as bases presentes (cinco) a associação entre elas pode formar um
número quase infinito de combinações , por isso há tão grande diversificação genética.
No entanto existe uma seqüência com determinadas restrições na formação desses ácidos nucleicos.

Estrutura do DNA

No DNA participam as seguintes moléculas:


a) o açúcar que é desoxiribose- chamaremos de S
b) o ácido fósfórico- chamaremos de P
c) c) as bases: Adenina- A , Guanidina- G, Citosina- C e Timina- T

Vamos imaginar a construção da molécula de DNA Primeiro pensemos na seqüência linear da


esterificação do ácido fosfórico com a OH- da desoxiribose. As moléculas estão alternadas nesta
seqüência.
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Agora imaginemos duas fileiras colocadas paralelamente. Vamos ligar estas moléculas S dessa fila de
modo semelhante aquela escada de corda usada pelos marinheiros. Para ligar as moléculas de S
vamos utilizar sempre duas moléculas de base sendo uma pirimídica (A ou G) e a outra purínica (C
ou T). Estas bases ligam-se entre si por pontes de hidrogênio.

Agora baste torcer a escada e teremos o modelo do DNA (dupla hélice) apresentado por Watson-
Crick

Estrutura do RNA

O RNA apresenta uma estrutura semelhante ao DNA.


Agora ao invés de desoribose temos ribose. Ao invés da tiamina temos o uracilo. Então, no RNA
participam:
a) o açúcar – a ribose
b) o ácido – H3PO4 – P
c) as bases: Adenina – A, Guanidina- G , Citosina- C e Uracilo – U

O RNA forma também molécula helicoidal análoga à do DNA.

Bibliografia

1) Chemistry and Life an Introduction to General, Organic and Biological Chemistry -4a ed. -
John W. Hill ; Dorothy M. Feigel ; Stuart J. Baum
2) Química Orgânica 1a ed. ; Luciano do Amaral
3) Química Orgânica , volume 4 - Ricardo Feltre; Setsuo-Yoshinaga

Disciplina Qui- 201- Introdução à Química Orgânica

Prof. Renato A Paim Halfen