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Desenho, 11º Ano

Unidade de Trabalho nº1


Tema : RE-PRESENTAR
Duração: 17 aulas ( de Outubro a Novembro)

Desenhar é tão natural como falar. Desde muito pequenos que temos o impulso para
desenhar. Desenhar é a língua que utilizamos para comunicar visualmente, tem uma
gramática própria com regras e convenções como qualquer outra língua para que todos
se possam entender utilizando os mesmos códigos visuais. Seria absurdo começar pela
gramática para aprender a falar. Aprendemos a falar através da prática, repetindo sons,
palavras e frases, dando erros, corrigindo pouco a pouco. Assim é para aprender a
desenhar, começamos pela prática. Não existe uma maneira correcta de aprender a
desenhar, existem várias maneiras de aprender e o professor apenas poderá apontar
caminhos, esses caminhos não são fórmulas, são vivências por vezes penosas porque
implicam muito esforço, muita persistência e muita prática.

Ao longo do ano vamos, na disciplina de Desenho construir conhecimento em conjunto.


Em cada unidade de trabalho será importante a aprendizagem individual e a
aprendizagem em grupo. Alunas, alunos e professora, em conjunto procurarão
informações e apresentarão interpretações dessas informações de modo a que toda a
aprendizagem, materiais e recursos sejam partilhados por todos. Essa partilha poderá ser
feita durante as aulas, em conversas, mostras, apresentações orais e fora das aulas
utilizando a página da disciplina na Internet.

Figura 1: desenho da Stefanie, ESAM, 2006/2007

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O desenho está nas artes, nas ciências, nas tecnologias, esfuma-se entre aplicações
diversas utilizando um considerável número de media e de suportes. Ruskin ( 1857)i
acreditava que o valor mais importante do desenho residia na sua capacidade para nos
ajudar a ver. O desenho como representação é a expressão do desejo de apreender a
realidade ( Molina, 1995, p. 23)ii, ou seja a nossa vontade de capturar as imagens que
nos rodeiam.

O primeiro passo para aprender a desenhar é aprender a VER.


Representar implica voltar a apresentar, quer dizer apresentar um objecto ou ideia ,
descrevendo as suas características essenciais. Esta unidade incide sobre desenho de
observação, pretende-se que se OBSERVE atentamente os objectos, que se
COMPREENDA a sua forma, estrutura, textura, valores lumínicos e que se
INTERPRETE esses dados simplificando-os de modo a FAZER uma imagem com
recurso a meios gráficos ( linha, mancha) que ilustre a sua visão do objecto.

A primeira coisa que o aluno deve fazer é observar, estudar a natureza. Pegue num
modelo como por exemplo uma cebola . Olhe-a no sentido de mirar , observar com
atenção : com é a sua forma? Redonda? Oval? Como é o seu tamanho? Do tamanho da
sua mão? Maior, menor? Quanto pesa? Como é feita? Como cresceu? Como é a sua
estrutura interna, como é a sua superfície? Como é que a sua superfície reflecte a luz?
De que cor é? Quantos tons? Quantos matizes? Entenda a cebola como um todo e não
como a soma das suas partes. Esta é a primeira lei da gramática do desenho.

O segundo passo é aprender a ANALISAR


Depois de entender o que é uma cebola fica com registos da cebola no seu pensamento,
são várias imagens que descrevem a sua estrutura, forma, superfície, luz e sombra,
cor, tons, matizes, transparências. Pense agora como vai colocar essas imagens numa
folha de papel, qual a relação da forma da cebola com os contornos da folha, onde vai
desenhar no meio? No canto inferior esquerdo? Como poderá colocar a forma no campo
visual? Que meios utilizar? Que materiais? Que técnicas? Como fazer o contorno?
Como traduzir o volume para a bidimensionalidade do papel? Como fazer a textura? As
sombras, as cores ?

O terceiro passo é aprender a SINTETISAR:


Escolha apenas o essencial, o mínimo para descrever uma cebola: O seu contorno, o
gesto que tem de realizar para desenhar a linha que a descreve. Gesto rígido, incisivo?
Gesto frouxo, hesitante? Quantos traços precisa para desenhar a forma da cebola?
Quantas linhas para definir o traço? Linhas grossas, finas, linhas contínuas?
Experimente.

Actividades:
1. Visão ( aulas 13, 14)
Antes de iniciar leia o capítulo do livro sobre Visão. Faça um mapa conceptual a partir
dessa leitura explicando como as imagens são transmitidas ao olho e ao cérebro, quais
os processos físicos e psicovisuais , as teorias da percepção das formas ( Gestalt) . No

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seu mapa pode colar imagens ou escrever exemplos práticos onde os princípios da
Gestalt se aplicam. Esta actividade deverá ser iniciada em casa e terminada numa aula.

Escolha um conceito importante sobre visão e envie a sua explicação desse conceito
para o glossário da página da disciplina na Internet.

2. 1ª série de Esboços/ Natureza Morta : Desenho de apontamento


(Aulas 14 a 30)
Materiais: papeis A4 para esboço, diário gráfico lápis, carvão, caneta, tinta da China,
lápis de cor)
Suportes: papeis A3 e A4 para esboços, diário gráfico.
Modelos: pequenos objectos artificiais e naturais por exemplo frutas, caixas, frascos,
garrafas, plantas, flores, legumes. Utilize no mínimo três modelos diferentes.

Exercícios:
a) contorno e gesto ( só linha), lápis, carvão, caneta, pincel/tinta da
China, ) - 15 desenhos para cada modelo
b) massa e gesto ( só mancha) lápis, carvão, caneta, pincel/tinta da China-
10 desenhos para cada modelo

c) TRAÇO ( mancha e linha) lápis, carvão, caneta, pincel/tinta da China- -


10 desenhos para cada modelo: 5 no diário gráfico e outros 5 em papel A4
d) espaço ( relação forma-fundo) lápis, carvão, caneta, pincel/tinta da
China- - 10 desenhos para cada modelo : 5 no diário gráfico e outros 5 em
papel A4
e) textura ( tramas e texturas) lápis, carvão, caneta, pincel/tinta da China-
- 4 desenhos para cada modelo: 2 no diário gráfico e outros 2 em papel A4
f) Luz e sombra ( manchas e degradés) lápis, carvão, caneta, pincel/tinta
da China- - 4 desenhos para cada modelo: 5 no diário gráfico e outros 5
em papel A4
g) cor ( lápis de cor) lápis de cor, aguarela ou lápis, ceras, marcadores
aguareláveis- - 6 desenhos para cada modelo- 5 no diário gráfico e outros
5 em papel A4
i) composição ( organização de vários elementos no campo visual) -1
desenho, técnicas à escolha, formato A3.

Explore as várias potencialidades da linha por exemplo as diferentes pressões e


espessura de linhas. Explore o impacto do gesto no papel utilizando diferentes formatos
de papel . Explore diferentes colocações das formas no espaço da folha desenhando
sempre os limites do campo de apontamento (quadrado ou rectângulo).Explore texturas
através de pontos, linhas e tramas. Explore contrastes de luz e sombra variando a
iluminação, descubra brilhos e transparências. Exagere os elementos formais para
acentuar uma solução ou simplifique para nivelar uma forma. Experimente traduzir as
cores do objecto, afine os tons, os matizes saturando cores por mistura directa no papel
ou por mistura na paleta.

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Experimento mais possível e após cada experimentação escreva as suas conclusões
ao lado do esboço. Não se esqueça de datar os esboços.

Seleccione e envie 2 esboços do diário gráfico para a página da turma na Internet


(diário gráfico)
(Nomeie da seguinte maneira : nome, nº, turma, ano, data, DG 1
nome, nº, turma, ano, data, DG 2)
Seleccione e envie 2 esboços soltos para a página da turma ( unidade de trabalho 1)
( Nomeie da seguinte maneira : nome, nº, turma, ano, data, U1- 1
nome, nº, turma, ano, data, U1- 2)

3. Naturezas mortas / Reflexão sobre o género


Para esta actividade procure informação em livros, museus, catálogos de exposições,
bibliotecas e Internet, seleccione e organize a informação recolhida e faça um pequeno
texto escrito com a sua opinião pessoal sobre a informação tentando responder ás
seguintes perguntas:

O que é uma natureza morta? Porque se chama assim? Como se podem fazer?
Quem fez naturezas mortas/ quando/onde/como/porquê? Como são as naturezas
mortas em 2007?Para que servem? Quem as aprecia?

Envie alguma da informação que pesquisou para o glossário da página da disciplina na


Internet .

Nota: para pesquisar pode usar as seguintes palavras chaves: natureza morta, bodegón, still life, nature
morte.

4. Naturezas mortas / Esboços a partir de outros autores


Materiais: papeis A4 para esboço, diário gráfico lápis, carvão, caneta, tinta da China,
lápis de cor
Suportes: papeis A3 e A4 para esboços, diário gráfico.

Aprender a desenhar passa por interpretar desenhos que outros fizeram, como Cézanne,
Picasso, Mondrian, Sol Le Witt por exemplo faziam muitos esboços a partir de obras de
arte de outros tempos e autores. Estes exercícios não são cópias, são antes tentativas de
entender uma obra, tentar reduzir as formas às suas linhas de força mais importantes,
tentar perceber a relação entre forma e fundo através de manchas, tentar compreender
como o volume foi desenhado e como as formas se organizam no campo visual.

4.1. Escolha 2 naturezas mortas de autores da história da arte ocidental e faça alguns
exercícios de interpretação dessas obras.

Nota: Pode pesquisar por género ( natureza morta), por movimento ( barroco, renascimento) por país
( pintores flamengos, pintores italianos, espanhóis, portugueses, etc.) ou por autor ( Ucello, Da Vinci,

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Durer, Caravaggio, Baltazar Gomes Figueira, Zurbarán, Juan Fernandez El Labrador, Juan Sanchez
Cotán, Murillo, Chardin, Morandi, etc. )

Seleccione e envie 2 esboços soltos deste exercício para a página da turma ( unidade
de trabalho 1)
( Nomeie da seguinte maneira : nome, nº, turma, ano, data, U1- 3
nome, nº, turma, ano, data, U1- 4)

4.2. Faça um pequeno texto muito pessoal sobre a pintura da artista Portuguesa do
século XVII Josefa de Óbidos a partir de pesquisa bibliográfica. Seguidamente
escolha uma das suas obras e faça uma interpretação visual dessa obra.
Envie alguma da informação que pesquisou sobre a artista para o glossário da página da
disciplina.

5. 1º Desenho de Interpretação/ Natureza morta

Numa folha de papel cavalinho A3 ou maior faça a sua(s) natureza(s) morta(s) uma
utilizando técnica à sua escolha.

Materiais: lápis, carvão, caneta, tinta da China., lápis de cor.


Suporte: Papel cavalinho A3

envie a reprodução deste exercício para a página da turma ( unidade de trabalho 1)


( Nomeie da seguinte maneira : nome, nº, turma, ano, data, U1- 5)

6. Construção do Portefólio (Veja também o dispositivo de avaliação para saber como


fazer o portefólio)
Um Portefólio é uma colecção de trabalhos seleccionados pelo aluno segundo um
propósito ou tema. Exibe esforço, progresso e resultados em mais do que uma área;
inclui reflexões críticas e justificação de tomada de decisões.

A incluir obrigatoriamente no Portefólio:


• Identificação
• Diário Gráfico (para ver exemplos de diários gráficos
http://www.diariografico.com/)
• Visão ( mapa conceptual)
• Exercício 2 ( esboços)
• Exercício 3 e 4 ( textos escritos a partir de pesquisa de fontes e esboços)
• Exercício 5 ( Desenho(s) feito(s) nas aulas)
• Relatório crítico de autoavaliação sobre o trabalho decorrido nesta unidade
(focando: evolução sentida, o que aprendeu de novo, dificuldades que tem,
como pensa superar as dificuldades, a justificação do mérito do seu trabalho,
etc.) Envie este relatório também para a pagina da disciplina ( relatórios
críticos) , nomeando da seguinte maneira: nome, nº, turma, ano, data, U1-
relatório .
• Outros desenhos, esboços, e reflexões que queira incluir .

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Entrega e apresentação oral dos Portefólios:

Critérios de Avaliação ( sobre 200)

CA1: Regista ideias, experiências e opiniões em formas visuais e outras


apropriadas às intenções ( 30 pontos).

CA2: Analisa criticamente e utiliza no seu trabalho fontes da cultura visual


mostrando compreensão de propósitos, significados e contextos ( 30 pontos).

CA3: Desenvolve esboços através de experimentação, exploração e avaliação


( 50 pontos) .

CA4: Apresenta um conjunto organizado de desenhos evidenciando domínio


de conceitos e de práticas do desenho ( 50 pontos) .

CA5: Controla o seu processo de aprendizagem, Avalia e justifica o mérito do


seu trabalho ( 40 pontos) .

Nota Para os Encarregados de educação:

Algumas aulas desta unidade de trabalho serão fora da escola: na


Galeria……., no Museu ………….para tal solicito a vossa autorização por
escrito. Obrigada.

_____________________________________________________________
Autorização

Autorizo o meu educando(a)


……………………………………………………………. Nº……… da
turma ….. do 11º ano a participar nas aulas de desenho que se irão realizar
fora da escola em instituições culturais da cidade durante o 1º Período.

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i
Ruskin, J. (1857.) Elements of Drawing . London: Smith, Elder and Co.
ii
Molina, J.J. (coord) ( 1995). Las Lecciones Del Dibujo Madrid: Catedra

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