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A históA história da logística:

a evolução até o atual


momento
ria da logística: a evolução até o
atual momento
Escrito por wpengine
em 17 de julho de 2017

É difícil pensar em logística e não imaginar as tecnologias que envolvem o segmento


atualmente. Essa se tornou uma etapa tão importante dentro da economia nacional que
muitos deixam de se aprofundar na história da logística e nos marcos do setor, mas
deveriam se aprofundar um pouco mais na história, pois ela reflete muitas ações da
atualidade.

No nosso texto te convidamos para atravessar pela história da logística moderna e


identificar os principais pontos que construíram toda sua estrutura.

Logística e a Segunda Grande Guerra

Para começar a história da logística temos que retornar ao fim da Segunda Guerra
Mundial e entender como os mercados buscavam novas possibilidades para retomar sua
produtividade e atendimento aos clientes. As indústrias se voltavam para um mercado
consumidor repleto de demandas, porém, como métodos de padronização inflexíveis.

Imagine que os eletrodomésticos eram somente de um tipo e de uma cor e os estoques


eram controlados manualmente, isso fazia com que a demanda fosse atendida com um
tempo elevado, pois a comunicação de reposição junto aos fabricantes demorava.

Tudo o que se conhecia por desenvolvimento tecnológico estava concentrado nas linhas
de produção e o atendimento ao consumidor final ficava em segundo plano, pois
o transporte visava a movimentação de grandes quantidades e as transportadoras que
praticavam preços reduzidos eram as mais requisitadas, unicamente por isso.

Entretanto a qualidade do transporte e das entregas eram baixas, pois o mercado não
buscava essas questões, unicamente se olhava como poderia realizar o transporte do
ponto A até o B no menor tempo possível.

Ampliação de mercado e nossas


possibilidades

Depois desse momento de retomada, tivemos a fase em que os produtos ganhavam


novas cores, novos tamanhos e, também, surgiam outras linhas de consumo. Por
exemplo, a indústria de alimentos ganhava destaque e crescia de forma muito forte.
Contudo, com essas novas linhas, os estoques passaram por dificuldades em seus
controles, pois agora tinham que lidar com uma diversidade maior e seus custos
acompanham essa curva de crescimento.

Novas ideias surgiam para que a reposição e o transporte ganhassem outras


possibilidades, pois se via um crescimento alto e uma superlotação nas operações que
ainda atuavam com processos manuais.

Os custos com transporte e distribuição também aumentavam consideravelmente! A


fase acompanhava a crise do petróleo de 1970 e isso impactava de forma intensa o preço
de toda cadeia logística.

Para que se tornasse viável aos consumidores, a preocupação se estendia para o pós-
produção e alternativas como transportes multimodais ganhavam espaço agora mais
apoiadas pelo surgimento de tecnologias que em 1960 que se fazia presente de forma
bastante tímida dentro das operações, mas evoluía rapidamente e conquistava um espaço
muito interessante substituindo trabalhos manuais e demorados.

Refinamento dentro da história da logística

O planejamento logístico conquistava seu espaço e começava a mudar o mercado de


forma relevante! O que nas fases anteriores eram rígidas, agora tinham uma
comunicação melhor e bem mais flexível dentro da empresa e entre os fornecedores e
clientes, ainda estava longe do modelo do século 21, mas já se via melhorias
significantes.

Era a fase em que os dados eletrônicos superavam as informações estritamente manuais,


nascia o sistema de código de barras e o controle dos estoques. No Brasil, éramos
apresentados à globalização e, após o ano de 1980, os processos ficavam mais velozes,
repletos de informações e a comunicação era primordial.

Embora a internet ainda engatinhasse, as mudanças davam passos importantes para uma
revolução.

Gerenciamento e o surgimento de compras


pela internet

O Supply Chain Management, ou o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, passa a


ser visto pelas empresas de forma estratégica para se ganhar competitividade no
mercado. Antes a logística se resumia a operações físicas para o armazenamento de
materiais, já não refletia sua importância como uma grande geradora de oportunidades.
As parcerias compartilham informações na cadeia de suprimentos e se firmam como
líderes do mercado

Com a evolução da internet um novo mercado surge: o e-commerce. Ele se instala num
segmento e logo passa a ser um mercado cuja revolução alimenta todos os anseios dos
consumidores.

Agora, o cliente pode otimizar e personalizar um produto e recebê-lo em casa e isso


muda o mercado de forma gritante! 

Os desafios da logística ganham outra dimensão com novos mercados e a terceirização


impulsiona lucros e qualidade, pois passa a absorver um oceano de informações para
que os estoques diminuam os custos e os prazos, enquanto se busque agregar valor ao
cliente com melhorias contínuas. A história fica ainda mais complexa, pois pontos como
a logística reversa surge num segmento mais nobre, embora ainda muito voltada às
atividades do pós-venda.

A logística evolui todos os dias e mostra o que ainda se pode fazer para a melhoria dos
processos numa amplitude pouco explorada entre a escassez e a reutilização, entre o
consumo e os recursos disponíveis, entre o lucro e a preservação, entre nós e o nosso
futuro.

As empresas e organizações começaram a captar e a adotar a mensagem logística


apenas nos primórdios do século XX (CARVALHO; DIAS, 2004). Nos anos 1960, a
logística tinha, principalmente, uma vertente operacional, isto é, era vista como sistemas
de atividades integradas. Nos anos 1970, passou a ser caracterizada por ter uma área
funcional e estratégica. Já nos anos 1980, a logística passa a ser vista como serviço,
começam a aparecer os sistemas logísticos de informação, e nos anos 1990, surge a
gestão da cadeia logística (CARVALHO, 2002). Finalmente, na atualidade, a função
logística interage basicamente com quatro setores das empresas: marketing, finanças,
controle da produção e gestão de recursos humanos, criando assim uma rede logística
(GOMES; RIBEIRO, 2004). No entanto, em pleno século XXI, o conhecimento,
exploração e aplicação empresarial da logística, ainda estão longe dos tempos da
logística aplicada em estratégias de guerra (CARVALHO; DIAS 2004).

Evolução da logística no brasil


Com a economia, as empresas acordaram e começaram a vê-la como uma ferramenta
necessária à competitividade e à sobrevivência do negócio. Os empresários começaram
a olhar seus custos mais detalhadamente e encontrar respostas para perguntas do tipo: as
minhas fábricas estão bem localizadas e preparadas para atender rapidamente às
necessidades dos meus clientes?

De forma resumida, podemos dizer que LOGÍSTICA é a arte de gerenciar, de forma


global e otimizada, o fluxo de movimentos e informações da origem ao ponto final do
processo, atendendo, satisfatoriamente, ao cliente final com um produto com alto nível
de qualidade e competitividade e com custos adequados.

Neste primeiro momento, as empresas já estão preocupadas com alguns custos de


cadeia, especialmente, os de transporte, distribuição e armazenamento de seus produtos.
Portanto, grande parte das mesmas já sabe exatamente, pelo menos o custo de uma das
partes do processo.

Neste contexto, outra forte tendência que está ganhando espaço rapidamente é a de
terceirização destas atividades operacionais. Isto tem provocado o aparecimento dos
chamados “operadores logísticos”. Outra realidade decorrente deste movimento é a
carência e, ao mesmo tempo, a procura por profissionais especializados na área. Este
binômio tem provocado uma forte migração de recursos humanos de outras áreas para a
área de logística, evidenciando o assunto.

Até a década de 40, o mundo empresarial era caracterizado por:


-Alta produção;

-Baixa capacidade de distribuição;

- Despreocupação com custos;

- Inexistência do conceito de logística empresarial.


De 1950 a 1965 surge o conceito de logística empresarial, motivado por:
- Uma nova atitude do consumidor;

-Pelo desenvolvimento da análise de custo total;

- Pelo início da preocupação com os serviços ao cliente e de maior atenção com os


canais de distribuição.

De 1965 a 1980:
- Consolidação de conceitos;

- Colaboração decisiva da logística no esforço para aumentar a produtividade da


energia, visando compensar o aumento da produção industrial;

- Crise do petróleo;

- Crescimento dos custos da mão de obra; 

- Crescimento dos juros internacionais.

Após 1980:
- Desenvolvimento revolucionário da logística decorrente das demandas ocasionais:

- Pela globalização;

- Pelas alterações estruturais na economia mundial;

- Pelo desenvolvimento tecnológico.

por  COLUNISTA PORTAL - EDUCAÇÃO


O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em
diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e
interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação
leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.

As fases de evolução da logística


Posted on 10 de agosto de 2018 by Marcos Aurélio da Costa in Logística
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Fazendo menção ao último 6 de junho, data em que é comemorado o Dia da logística,


trouxemos acontecimentos importantes que nos fizeram perceber a rapidez com que
evoluiu e as expectativas com o que temos a explorar.
Cada fase traz o sentimento acerca dos limites da Logística e do quão espantosa é sua
superação e evolução. Vejamos:

Primeira fase: pós-guerra


Com o fim da Segunda Guerra, as indústrias voltavam-se para o atendimento de um
mercado consumidor repleto de demandas, porém, com métodos de padronização
inflexíveis. Os eletrodomésticos eram de um tipo e de uma cor. Os estoques eram
controlados manualmente e demandava certo tempo para que a comunicação de
reposição chegasse aos fabricantes. Tudo o que se conhecia por desenvolvimento
tecnológico estava concentrado nas linhas de produção, e o atendimento ao consumidor
final ficava em segundo plano, pois o transporte visava a movimentação de grande
quantidade, e as transportadoras que praticavam preços reduzidos eram as mais
requisitadas, unicamente por isso.

Segunda fase: a diversificação


Nesta fase os produtos ganhavam novas cores e novos tamanhos e surgiam também
outras linhas de consumo. A indústria alimentícia ganhava destaque especial. Contudo,
com novas linhas de produtos, os estoques passavam por dificuldades em seus controles,
pois a cadeia produtiva agora tinha que lidar com uma diversidade maior e seus custos
ganhavam especial atenção. Novas ideias despontavam para que o atendimento e a
reposição ganhassem outras dinâmicas enquanto se observava um inchaço nas
operações devido aos muitos processos manuais de controle que se faziam necessários.

Os custos com transporte e distribuição também aumentavam consideravelmente: era a


crise do petróleo de 1970. E muitas outras restrições eram aplicadas nas atividades
logísticas, causando a disparada do custo dos produtos. Para que se tornassem viáveis
aos consumidores, a preocupação se estendia para além da produção, e alternativas
como transportes multimodais ganhavam espaço para reduções nos custos, agora mais
apoiadas pela informática, que em 1960 fora introduzida nas operações das empresas de
forma tímida, mas evoluía rapidamente e conquistava um espaço muito interessante
substituindo trabalhos manuais e demorados e cooperando para o surgimento de técnicas
empregadas, possíveis apenas com a popularização do computador.
Terceira fase: melhorias na cadeia de suprimentos
O planejamento logístico conquistava seu espaço. O que na fase anterior se via inflexível,
com planos desconexos, onde a manufatura não se entendia com vendas e o que era
programado ia até o fim, agora havia uma comunicação melhor e bem mais flexível dentro
da empresa e entre seus fornecedores e clientes, embora ainda não sendo a ideal, pois
nem todos os setores se comunicavam de forma ampla.

Era a fase em que os dados eletrônicos superavam as informações estritamente manuais


através do EDI (traduzido como Intercâmbio Eletrônico de Dados). Nascia o sistema de
código de barras e o controle dos estoques, primeiramente nos supermercados, ganhando
um aliado poderoso que diminuía o tempo de reposição, os custos e a necessidade de
estoque.

No Brasil, éramos apresentados à globalização e, após o ano de 1980, os processos


ficavam mais velozes, repletos de informações e a comunicação era primordial, embora a
internet ainda engatinhasse. O mundo inteiro seria apresentado às práticas do sistema
Kaizen (melhoria contínua), desenvolvido pelos japoneses da Toyota na década de 1950
com o sistema Just in Time (no tempo certo), que tinham sua filosofia e seus métodos
aplicados em muitos segmentos.

Quarta fase: gerenciamento da cadeia de


suprimentos
O Supply Chain Management (Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos) continua com o
fluxo de materiais, de dinheiro e de informações, mas passa a ser visto pelas empresas de
uma forma estratégica para um importante ganho de competitividade no mercado
globalizado. As fases anteriores em que a Logística se resumia em operações e áreas
físicas para o acondicionamento de materiais já não refletia sua importância como uma
grande geradora de oportunidades de negócios. As parcerias compartilham informações
na cadeia de suprimentos e se firmam numa integração mais próxima e mais focada no
nível de serviço.
O e-commerce instala-se em um segmento e logo passa a ser um mercado cuja revolução
alimenta todos os anseios do mundo consumidor. Ele agora pode otimizar e personalizar
um produto e recebê-lo em casa. A Tecnologia da Informação é real!

Os desafios da Logística ganham outra dimensão com novos mercados e com a


terceirização de serviços, passando a absorver um oceano de informações para que os
estoques diminuam, enquanto a qualidade dos serviços logísticos passa a ser cada vez
maior, para que se reduzam os custos e os prazos, enquanto se busque agregar valor
para o cliente com melhorias contínuas.
Não bastando tudo isso, a logística reversa surge em um segmento mais nobre, embora
ainda muito voltada às atividades do pós-venda, abraçando as causas ambientais de pós-
consumo com os imensos desafios de preservação do planeta. Ela mostra o que ainda se
pode fazer para a melhoria dos processos em uma amplitude pouco explorada entre a
escassez e a reutilização, entre o consumo e os recursos disponíveis, entre o lucro e a
preservação, entre nós e o nosso futuro.
Que a próxima fase da Logística seja grandiosa como foram as outras!

As organizações enfrentam hoje uma dura realidade, a competitividade de maneira


feroz e implacável. Especialistas apontam que os produtos comercializados são de
pouca diferenciação entre eles isso graças à capacidade produtiva e aos ciclos de
vida desses produtos cada vez mais curtos, tamanha semelhança as obrigam a
criarem diferenciais competitivos no campo das operações logísticas, pois na outra
ponta esta o cliente cada vez mais exigente e ciente do seu reinado.

Mas como se diferenciar dos demais concorrentes a partir da oferta de


semelhantes produtos? Essa pergunta tem sido constantemente levantada por
elas e na busca por respostas ficou evidente quais eram os reais desafios a serem
vencidos, porém ainda que fiquem claro os recursos disponíveis nunca são
suficientes para suprir toda e qualquer expectativa.

De tanto buscarem alternativas encontraram na crescente e evolutiva logística a


saída racional para continuarem competitivas e mais ainda em constante
crescimento, só que para isso foi preciso assim como a logística amadurecer a
ponto de continuarem ofertando seus produtos a um público mais e mais exigente.

O entendimento de que as operações logísticas podem elevar essas organizações


a condição de empresas de sucesso fez da logística o tema central a ser
observado por todas.

A logística ocupa hoje lugar de destaque na administração moderna e é atribuído a


ela o sucesso ou insucesso de muitas organizações, com operações eficientes é
possível tornar-se competitiva num cenário onde a abertura de mercado elevou a
concorrência a níveis antes inimagináveis e tem imposto enormes desafios a essas
organizações, mas a logística veio com modelos de gestão que possibilitam
harmonizar os processos racionalizando de forma que questões relacionadas a
custos fossem amenizadas e transformadas em ganhos.

Num passado recente à logística não era dado a devida importância, considerada
simplesmente como atividade de apoio, consumidora de recursos quando não
meramente transporte, pouco se investia em tecnologia e pessoal especializado a
preocupação estava direcionada a outras questões e atender essas necessidades
tomavam a atenção e tempo dos gestores, mas hoje se vêem numa situação onde
é imperativo investir recursos nesta área ainda mais quando perceberam a grande
vantagem de algumas organizações que administrando operações logísticas
tornaram-se mais eficientes e conquistaram mercado.

Com isso a logística ganhou de vez espaço das organizações e passou a fazer
parte das estratégias de mercado com foco em operações eficientes e
responsivas. Reconhecidamente a logística ocupa hoje um importante lugar dentro
das organizações e esse tal reconhecimento se dá devido à constante evolução
que esta área tem sofrido ao longo de aproximadamente 06 décadas e não
sozinha tenha que levar o mérito, pois a própria dinâmica do mercado fez com que
essa evolução acontecesse. Mesmo assim ainda hoje para muitas ela esta
associada meramente a transporte de cargas e parece absurdo que se pense
assim, mas há empresas que não se modernizaram e continuam atuando nos
moldes de décadas atrás, as vezes por falta de recursos ou até mesmo pela visão
míope de seus controladores.

Mas não dá para supor o descaso para essa questão uma vez que a logística esta
em constante evolução, questões estratégicas permeiam o ambiente corporativo e
a escassez de recursos os desafia a encontrarem soluções para seus problemas
por que logística envolve muito mais que apenas distribuir ela está diretamente
ligada a toda organização e pode ser definida como a junção de quatro atividades
básicas: as de aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos.

Logística envolve toda a organização e trata da perfeita sincronização entre os


elos que envolvem os processos de aquisição de matérias primas, transformação
na unidade fabril, armazenagem tanto de produtos em fabrico como acabados e
entrega do produto acabado ao cliente final, tudo isso levando em consideração o
transporte de um ponto a outro e a troca de informações.

Percebe-se que as organizações de hoje ou se preocupam com a administração


logística ou então transferem a responsabilidade para terceiros é a saída única
para a sobrevivência. Quando se fala em envolver toda uma organização é isso
que se propõem, essas atividades isoladas não possibilitam um sincronismo entre
as funções de manufatura, marketing e para tal é imperativo que o planejamento
logístico esteja intimamente relacionado com as funções adjacentes por isso a
importância do planejamento e a prática logística.

Outro fator importante é que a logística utiliza a tecnologia a seu favor lançando
mão de sistemas sofisticados buscando atender a demanda de mercado de uma
forma eficiente mesmo tendo de contar com certas limitações impostas a todo o
momento a sua capacidade de resposta no modelo proposto pela logística
possibilita essa troca de informações agilizando as operações.

Mesmo tendo superado alguns obstáculos ela ainda segue em pleno


desenvolvimento e continua sendo desafiada a buscar superar os desafios que se
apresentam, prazos cada vez mais apertados é um desses ainda que a
capacidade de resposta seja superior das anteriores as operações logísticas de
hoje se tornaram muito mais complexas e exige muito mais coordenação.

A evolução se dá inicio com o fim da segunda guerra mundial época que as


empresas contavam com uma boa capacidade produtiva e inovadores meios de
produção de um lado e do outro se encontravam ociosas por não haver demanda
suficiente que absorvesse a produção dos bens produzidos, a guerra era o grande
cliente e sem ela não havia mais com quem comercializar, para os as famílias os
produtos antes consumidos eram produzidos de forma artesanal e com pouca
diferenciação dessa forma a oferta de produtos aos consumidores comuns não
chamava a atenção dos produtores uma vez que toda atividade produtiva tinha o
interesse em suprir somente a demanda por víveres de guerra.

Diante desta nova realidade o marketing desses produtos passou a focar nas
famílias tidas como padrão da época, pai trabalhando fora, mãe dona de casa e
dois filhos em idade escolar e introduziu no mercado diversos produtos
despertando a atenção e o interesse desses potenciais consumidores, o crescente
número de produtos e suas variedades proporcionaram aos clientes opções antes
inexistentes e/ou inacessíveis essa introdução transformou de vez as relações
cliente varejista da época que passaram a desejar pelo consumo desses bens o
que potencialisou ás indústrias a retomada da capacidade produtiva e a
exploração desse mercado que se apresentava promissor.

A partir deste momento as equipes de marketing focaram o consumidor “comum”


toda intenção industrial versava para o consumo dos bens pelos civis, esta fase é
ponto de partida para considerarmos a evolução da logística conforme é explanado
por Novaes (“Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição” Ed. Atlas) que
destaca a existência 04 (Quatro) fases importantes nesta evolução.

Atuação Segmentada: Primeira Fase

Atender os consumidores passou a ser o foco das indústrias por meio de varejistas
locais, a administração desses varejistas constituía em formar estoques elevados
modelo que logo se mostrou pouco eficiente, estoques elevados se traduz em
custos para sua manutenção e fatalmente são repassados para os clientes no
estágio seguinte. Esse foi o primeiro desafio a ser separado pelas indústrias e
varejistas, pois ambos os lados tinham estoques elevados e a instabilidade da
demanda não proporcionava uma análise mais assertiva do comportamento
consumidor.

Nesta fase as vendas para serem realizadas dependiam de um ponto comercial


convencional, como o estoque era o elemento chave nesses estabelecimentos o
vendedor tinha conhecimento total da disponibilidade dos produtos e ao efetuar a
venda preenchia manualmente as fichas e encaminhava ao estoque que
programava a entrega ao cliente, periodicamente esse estoque era contado e
conforme a necessidade era feito um pedido ao fabricante que atendia aos pedidos
negociando prazos de entrega e preços. Dois fatores potencializavam esse
comportamento do varejista:

• A proximidade do público consumidor possibilitava entender o que de fato esses


consumidores desejavam, portanto se o estoque atendia aos desejos previamente
conhecidos.
• Pouca variedade de produtos, isso possibilitava ao varejista antever a demanda.

Para os varejistas controlar a demanda era mais fácil que para as indústrias que
num dado momento atendia os varejistas com pedidos baixos e em outros com
pedidos altos e para superarem esse desafio buscaram meios de minimizar os
elevados custos, contratando, por exemplo: transportadores clandestinos com
fretes mais baixos que as empresas do segmento, levando essas empresas a uma
guerra por fretes mais baratos comprometendo a qualidade do serviço prestado,
fato este que ainda ocorre com freqüência entre algumas empresas nos dias
atuais.

Outra solução encontrada, dessa vez mais racional foi criar lotes econômicos,
constituía em maximizar o carregamento das cargas aproveitando o espaço da
melhor forma possível e com isso obter ganhos possibilitando um aumento
significativo tanto na qualidade dos serviços, possibilitava a indústria e varejista o
trabalho em conjunto maximizando os ganhos, assim como redução dos custos,
dessa forma foi possível atender da melhor forma os clientes nesta fase esta foi
uma considerável evolução.

Integração Rígida: Segunda Fase

A segunda fase é caracterizada por processos industriais inovadores aplicados ao


atendimento da demanda crescente, desta vez com o implemento de novos
produtos em cores tamanhos e modelos elevando o interesse dos consumidores
pela posse desses produtos.

Essa variedade trouxe consigo muitas expectativas por parte dos consumidores, o
marketing trabalhou muito nesse sentido buscando entender os anseios dos
consumidores e desenvolvendo novos produtos. A flexibilização nos processos
produtivos sem aumento significativo dos custos que passaram a ser praticados
pelas indústrias, o uso ainda que de forma tímida da informática facilitou a eles um
maior controle em atender a uma demanda crescente com produtos diferenciados,
esse método exigiam maior controle dos insumos produtivos a serem utilizados,
assim como as entregas que passaram a ser mais dinâmicas e com mais
intensidade.

Outro fator importante impulsionou essa dinâmica, a concentração de um grande


número de pessoas nos grandes centros urbanos vindas de vários cantos do país
atrás de oportunidades e de uma vida melhor foi celeiro apropriado para a
intensificação do comércio varejista impulsionando a indústria.

Tanto a indústria quanto o varejo pareciam ter amadurecido o suficiente para


continuar em pleno crescimento, pois agora contavam com processos inovadores
e boa capacidade produtiva e uma demanda crescente, vinham muito bem quando
no inicio de 1970 estourou uma crise de proporções globais conhecida como a
crise do petróleo, o maior impacto dessa crise foi no transporte encarecendo
substancialmente o valor do frete e o conseqüente repasse no valor dos produtos,
mais uma vez as empresas tinham como desafio encontrar meios racionais que
contornassem essa situação.

Para superar esta crise passaram a mesclar modalidades de transportes, trens e


aviões que estavam ociosos passaram a atender nas operações logísticas, uma
saída encontrada com louvor pelas empresas, o uso misto destes modais
possibilitou uma economia considerável nas operações. Outras técnicas também
foram aplicadas como o controle dos estoques, previsão de demanda e aplicação
dos sistemas MRP e MRP II, passaram a fazer parte das organizações, essas
técnicas perfeitamente aplicadas trouxeram as empresas muito mais economia e
agilidade nas operações.

A busca pela racionalização que as empresas nessa fase alcançaram envolvia


muito mais que conhecimento, era necessário integrar as áreas envolvidas para
que pudessem atender a demanda de forma mais eficiente e esta próxima fase
ficou conhecida como integração flexível.

Integração Flexível: Terceira Fase

Esta fase que data a época de 1980 até os dias atuais, seus conceitos e técnicas
ferramentais ainda estão sendo implantadas em muitas empresas, caracterizada
pela integração dinâmica e flexível, vendo as empresas que era necessário que
todas as áreas necessitavam estar em constante troca de informações. Surge
então o (EDI “Intercâmbio Eletrônico de Dados”) que em síntese significa gerar
conhecimento a todas as áreas envolvidas em um processo potencializando a
troca de informações em tempo real, importante evolução que maximizou as
operações logísticas.

A informática que deu um salto quantitativo e qualitativo a serviço das empresas e


a todos que fazem uso desta plataforma possibilitou a troca de informações entre
setores internos assim como entre parceiros comerciais e clientes externos, sendo
possível conhecer no momento em que acessa através de um Login e Senha as
emissões de pedidos, os produtos em fabrico, ou o deslocamento dos modais em
trânsito.

Além dessa preocupação necessária para o processo evolutivo das operações


outro fator importante passou a preocupar as empresas, preocupações com a
satisfação dos clientes, entenderam que agora dotado de informações o cliente
passa a ter “controle” definindo como, quando e de que forma quer ser atendido,
enfim, esta fase conta com mais essa variável a ser superada pelas empresas.

No Brasil esta fase ainda esta sendo implantada, muitas empresas até desprezam
aspectos importantes que caracterizam esta evolução, entre empresas e
consumidores há uma constante expectativa pelos serviços prestados.

A preocupação em satisfazer os clientes elevou o entendimento entre os parceiros


e na junção de interesses a busca pela captação de clientes e maior participação
de mercado surgiram questões de caráter estratégico ficando conhecido como
integração entre parceiros.

Integração Estratégica: Quarta Fase

Fase caracterizada fortemente pela atenção voltada à satisfação dos clientes as


operações se tornaram muito mais dinâmicas com recursos tecnológicos de ponta,
concorrência acirrada entre empresas pela disputa de mercado, o cliente de agora
dotado de informações tem o poder absoluto de decidir pela empresa que melhor
atenda a seus interesses, essa nova ordem transformou drasticamente as relações
comerciais entre clientes e empresas.

Pensar de forma estratégica atentando para todos os elos envolvidos no processo


de comercialização dos produtos e bens, uma vez que os serviços que agregam
valor ao cliente se tornaram um elemento a mais a ser oferecido, garantias,
serviços de pós vendas já não é mais o diferencial passou a ser item obrigatório
para as empresas atuantes. Daí o porquê a logística se caracterizar como área
responsável por manter a empresa com fôlego para enfrentar a concorrência, é
preciso que toda a organização esteja em constante troca de informações tanto
interna como com parceiros comerciais, agora é importante discutir com
fornecedores e prestadores de serviços a perfeita sincronia no atendimento a
demanda.

Nesse panorama novos conceitos vêm surgindo e transformando ainda mais as


relações comerciais, quem dita as regras agora são os clientes, a produção em
massa em condições de atender aos pedidos ajustando de forma flexível junto a
seus parceiros comerciais suas linhas de aquisição, transformação e distribuição
dos produtos, porém que surge um termo que mais uma vez desafia essas
indústrias.

Postergação
Se antes antevir a demanda era o fator considerado de sucesso hoje ela se
estende a continuação dos processos produtivos eficientes mais com a capacidade
responsiva, ou seja, disponível ao menor tempo possível. Os ciclos de pedidos
estão mais curtos e para atender o mais rápido possível a solução encontrada foi
produzir até certo ponto e retardar, ou seja, esperar pelo pedido do cliente.

Há também o interesse tanto do consumidor como do ofertante em personalizar os


produtos, o cliente almeja adicionar características diferenciais ao produto o outro
ganhar esse cliente com tais expectativas atendidas e ao mesmo tempo se
diferenciar dos demais concorrentes.

È o que faz a Dell computadores através do seu site, lá o cliente tem a


possibilidade de montar seu computador tendo disponível diversas opções de
peças, modelos, cores e especificações técnicas e como é possível através da
postergação toda a parte interna é produzida e armazenada até que receba o
pedido do cliente para dar continuidade, agora com especificações próprias do
cliente.

Empresas Virtuais

Com o advento da informática e o crescente uso em massa dos computadores


pessoais e internet as relações de compra e venda se transformaram a ponto de
não mais necessariamente precisar “convencer” o cliente a comprar seus produtos,
agora ele é quem decide pela compra e fazendo uso da internet compara diversos
atributos tais como: especificações técnicas, garantias, serviços de pós venda e
até opiniões de clientes que já se utilizaram dos serviços desta empresa.

Conhecidas como empresas sem fumaça, sites de vendas pela internet, prestação
de serviços, consultorias, enfim, tudo o que antes ao varejistas convencionais
ofereciam agora são oferecidos por essas empresas virtuias e com uma vantagem
o cliente nem precisa sair de casa recebe na porta, o que mudou com essa nova
modalidade? O cliente esta mais próximo e as operações mais dinâmicas e o fator
tempo um desfio a ser suparado.

A concorrência se intensificou além de processos produtivos alinhados e entrou no


campo das parcerias comerciais e respostas rápidas nas entregas o imperativo é
fazer tudo isso ser percebido pelo cliente, pois sua satisfação representa o
sucesso dessas organizações. Surge então à necessidade de encurtar os canais
eliminando os intermediários, estratégia adotada por várias empresas, quanto mais
próximo do cliente em melhores condições estará diante dos concorrentes é
preciso estreitar mais ainda as parcerias comerciais assim como esse
encurtamento as operações devem ser muito eficientes e responsivas, pois
qualquer erro impacta diretamente na imagem desta.
Esse foi e continuará sendo o grande desafio a serem superados, numa escala
global os preços e características dos produtos pelos especialistas é considerado
semelhante e o grande diferencial esta na eficiência das operações logísticas e a
oferta de itens que são percebidos como vantagem pelos clientes, mas claro sem
os onerarem.

Logística Verde

O tema sustentabilidade permeia as mídias e todos concordam com o consumo


consciente isso passou a ser discutido nas empresas que atuam no ramo logístico,
já se fala em selo verde para um futuro próximo que atestem as operações que
respeitam o meio ambiente, por exemplo, empresas especializadas em distribuição
são cobradas na manutenção de suas frotas apresentando laudos de inspeção
veicular que atestam estar dentro dos padrões exigidos.

Logística Reversa

Outra questão importante é com o descarte do lixo no meio ambiente cada vez
mais empresas são pressionadas a assumirem responsabilidades pelo lixo
“produzido”, e estão se preocupando em desenvolver meios de retornarem com
esses descartes para as empresas, as redes de hipermercados disponibilizam
sacolas ecológicas e pontos de descarte de embalagens recicláveis.

È a consciência da sociedade e a necessidade de cuidar do meio ambiente mais


um desafio para essas empresas que somados aos demais faz com que o uso da
logística seja considerado cada vez mais importante não só do ponto de vista
comercial mais também social.

SCM Supply Chaim Management "Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos"

Tempos atrás quando se falava em empresa seja de que segmento fosse,


sabíamos que estavam preocupadas somente com sua atuação no mercado e a
busca pelo sucesso organizacional, na atualidade a realidade é outra, é necessário
olhar o outro como parceiro e almejar crescimento sólido para ambos, há uma
dependência mútua e o gerenciamento isolado depõe contra esse crescimento a
eficiência nas operações logísticas envolvem todos os elos da empresa e a
informação é um item bastante valioso que deve ser compartilhado entre os
parceiros. Nesta ótica surge um novo conceito chamado (Supply Chaim
Management “Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos”).
No passado as empresas tinham que estruturar sua própria cadeia e ele próprio
cuidava para que outra unidade fabril lhe servisse de insumos ou componentes
para dar continuidade ao processo de fabricação, deste modo a empresa era
verticalizada desde a plantação de algodão até a fabrica de tecidos, era controlada
pelo mesmo grupo era o que acontecia com as indústrias Matarazzo por exemplo.
Na atualidade entendemos como se fosse a mesma configuração, porém com
cada unidade controlada por um dono e com a necessidade de se entender como
se fosse uma só, cadeia de suprimentos numa maneira simples de se entender
nada mais é que o retorno do antigo modelo aplicado as necessidades atuais.

A gestão da cadeia no global pode ser feita por uma só pessoa ou então por uma
unidade própria, mas a maneira mais utilizada é mesmo a gestão de um
profissional especializado dentro de cada organização por isso a logística
caracteriza-se não somente como atividade isolada ela faz parte do todo e tem
como objetivo harmonizar todos os elos na cadeia produtiva, atentando para os
indicadores que apontam o desempenho de toda a cadeia como fator de sucesso.

Dentre vários objetivos de uma cadeia de suprimentos, a principal visa maximizar o


valor global gerado, desta forma a união entre parceiros possibilita coordenar uma
operação onde todos se beneficiam, sendo forte sua atuação no mercado a
lucratividade é dissolvida entre os participantes de modo que cada um se esforça
pelo melhor desempenho individual.

A logística continua em evolução e a todo o momento surgem novas imposições,


esses desafios continuarão exigindo dos profissionais a busca pela superação, o
mercado é volátil e a administração logística permite dar respostas rápidas e
corrigir desvios através de técnicas e visões cíclicas dos processos.

Ainda há muito que fazer e o mais importante é saber que toda e qualquer
empresa para se tornar competitiva deve investir em tecnologia e buscar capacitar
seus profissionais, estamos na era da informação e é errado pensar que somente
transporte se traduza em logística, transporte é uma das diversas atividades da
logística, troca de informações é logística “de conhecimento”, administração é
logística “de direção”, parcerias é logística “de relacionamento e valor agregado”.

As opiniões veiculadas nos artigos de colunistas e membros não refletem necessariamente a opinião
doAdministradores.com.br.

O SURGIMENTO DA LOGÍSTICA, E A LOGÍSTICA NO


BRASIL
O QUE É LOGÍSTICA?
A Logística existe desde os tempos mais antigos. Na preparação das guerras, líderes militares
desde os tempos bíblicos, já se utilizavam à logística. As guerras eram longas e nem sempre
ocorriam próximo de onde estavam as pessoas. Por isso, eram necessários grandes
deslocamentos de um lugar para o outro, além de exigir que as tropas carregassem tudo o que
iriam necessitar.

Para fazer chegar carros de guerra, grandes grupos de soldados e transportar armazenamentos
pesados aos locais de combate, era necessária uma ORGANIZAÇÃO LOGÍSTICA das mais
fantástica. Envolvia a preparação dos soldados, o transporte, a armazenagem e a distribuição de
alimentos, munição e armas, entre outras atividades.
Durante muitos séculos, a Logística esteve associada apenas à atividade militar.

Por Ocasião da Segunda Guerra Mundial, contando com a tecnologia mais avançada, a logística
acabou por abranger outros ramos da administração militar. Assim, a ela foram incorporados os
civis, transferindo a eles os conhecimentos e a experiência militar. Podem ser citadas as
atividades abaixo, como exemplos dessas demandas:

Produção, aquisição, transporte, distribuição de armamentos e equipamentos militares;

Alimentação das tropas militares;

Evacuação de mortos e feridos;

Transporte e distribuição de munição;

Entrega de correspondências aos familiares;

Entrega de correspondência entre os militares;

Fornecimento de peças de reposição de veículos e carros de combate;

Prestação de serviço de manutenção especializada por equipes de

Moto-mecanização e engenharia;

Entre outros.

Com o decorrer dos anos, esses conceitos migraram para o ambiente empresarial, ganharam
vulto e sua importância vem crescendo e fazendo parte da rotina das empresas de sucesso do
mundo globalizado.

Podemos dizer que a logística trata do planejamento, organização, controle e realização de


outras tarefas associadas à armazenagem, transporte e distribuição de bens e serviços.

O conceito atual de logística nos negócios se desenvolveu na década de 1950. Isto foi devido
principalmente à crescente complexidade encontrada nos negócios na gestão de materiais e
entregas de produtos em uma cadeia de suprimentos cada vez mais global, que requeria
profissionais especializadas.
O Council of Supply Chain Management Professionals (Conselho Profissional de Administração
de Cadeias de Suprimentos) define a logística como a parte do

Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e


armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos
acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de
consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. Todas as atividades envolvidas
na movimentação de bens para o lugar certo no momento certo podem ser descritas dentro dos
termos gerais “Logísticos" ou "Distribuição".

O ato de supervisar ou gerenciar esta atividade é conhecido como "gestão logística".

Os componentes de um sistema de logística típico são: atendimento ao cliente, previsão da


demanda, comunicação da distribuição, controle de inventário, gestão de materiais,
processamento de ordens e partes, suporte de serviço, seleção de planta e armazém, compras,
embalagem, gestão de bens devolvidos, disposição de sobras e rejeitos, transporte e tráfego, e
armazenagem.

Uma posição em uma empresa pequena pode envolver todas estas atividades, enquanto o
trabalho em uma grande corporação pode significar estar envolvido com

uma única ou algumas poucas áreas.

Exemplo da Logística

A indústria japonesa produz eletro-eletrônicos competitivos e, por isso, consumidos no Mundo


todo. Para conseguir resultados, foi preciso projetar e desenvolver o produto adequado
armazená-lo corretamente, controlar os estoques, transportar, distribuir e oferecer assistência
técnica de acordo com o desejado por seus consumidores. Esse exemplo nos mostra que, ainda
que os locais onde os produtos são manufaturados estejam distante de onde serão consumidos, é
possível, através da Logística, atender satisfatoriamente aos consumidores.

No Brasil, os alimentos são transportados das zonas rurais até os centros urbanos. e, as
mercadorias produzidas nas grandes cidades são levadas até o campo, em geral percorrendo
grandes distâncias.

Por se capaz de promover essa integração, é que o transporte é a atividade Logística mais
importante.

Transportar mercadorias garantindo a integridade  da carga, no prazo combinado e baixo custo


exige o que se chama "LOGÍSTICA NO TRANSPORTE".

A movimentação dos produtos pode ser feita de vários modos: rodoviário, marítimo, ferroviário
e aeroviário. A escolhe depende do tipo de mercadoria a ser transportado, da característica da
carga, da pressa e principalmente, dos custos.

Em nosso país, o modo de transporte de carga mais utilizado é rodoviário. 

Mas é preciso adequar o equipamento ao tipo de carga a ser transportada. Por exemplo:
contêineres necessitam de um cavalo mecânico; para distribuir produtos na cidades, o
caminhão-toco é o mais adequado.

A característica da carga define o tipo de transporte a ser empregado. Para carga a granel, é
preciso uma carreta e não um caminhão baú. Carga líquida só pode ser transportada em
caminhão tanque.
Estas, entre outras, são variáveis que fazem parte da estrutura LOGÍSTICA. 

São exemplos de sua aplicação. Porém, se a Logística não auxiliar na melhoria de desempenho a
na redução dos custos, os serviços de transporte não serão competitivos.

O SURGIMENTO DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL

O presente artigo busca apresentar uma visão macro da Logística Empresarial. Nas últimas
quatro décadas, a logística avançou do transporte/depósito/armazenagem para o nível
estratégico da empresa. Na base do moderno conceito de Logística integrada está o
entendimento de que a Logística deve ser vista como um instrumento de marketing, uma
ferramenta gerencial, capaz de agregar valor por meio dos serviços prestados, além de
constituir-se em oportunidade de redução de custos.

A logística empresarial inclui todas as atividades de movimentação de produtos e a transferência


de informações, porém para a que seja gerenciada de forma integrada, a logística deve ser
trabalhada como um sistema, ou seja, um conjunto de componentes interligados, trabalhando
de forma coordenada, com o objetivo de atingir um objetivo comum.A tentativa de otimização
de cada um dos componentes, isoladamente, não leva a otimização de todo o sistema. Ao
contrário, leva a sub-otimização. Tal princípio é normalmente conhecido como trade-off, ou
seja, o princípio das compensações, ou perdas e ganhos.

Desta forma, pretende-se apresentar as principais implicações da logística, citações das práticas
logísticas existentes, bem como a descrição de formas e meios de aplicar princípios logísticos,
proporcionando uma base conceitual para integração da logística como competência central na
estratégia empresarial.

A logística teve sua interpretação inicial ligada a estratégia militar, quase equivalente a filosofia
de guerra, quando estava relacionada a movimentação e coordenação de tropas, armamentos e
munições para os locais necessários. Desta forma, o sistema logístico foi desenvolvido com o
intuito de abastecer, transportar e alojar tropas – propiciando que os recursos certos estivessem
no local certo e na hora certa.

Este sistema operacional permitia que as campanhas militares fossem realizadas e contribuía
para a vitória das tropas nos combates.Atualmente temos o conceito expandido, aplicado a
gestão empresarial, conforme autores abaixo: Segundo Ballou (1998), a logística empresarial
estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de
distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle
efetivo para as atividades de movimentação e armazenagem que visam facilitar o fluxo de
produtos. Para Pires (1998), a logística engloba o processo de planejamento, implementação e
controle da eficiência, custos efetivos de fluxos e estoque de matéria-prima, estoque circulante,
mercadorias acabadas e informações relacionadas do ponto de origem a ponto de consumo com
a finalidade de atender aos requisitos do cliente. Novaes (2003) comenta que a Logística
moderna procura coligar todos os elementos do processo – prazos, integração de setores da
empresa e formação de parcerias com fornecedores e clientes – para satisfazer as necessidades e
preferências dos consumidores finais.
A Logística empresarial nasceu da importância da redução de custos nas empresas e na maior
importância que se dá hoje em atendimento das necessidades dos clientes. Quando todos os
produtos se tornam iguais, a empresa mais competitiva será aquela que conseguir ser mais
eficiente e eficaz, se antecipando a prováveis problemas que possa vir a enfrentar.
Some-se a isso, que o mundo está se tornando cada vez mais um mercado global, as fronteiras
geográficas estão desaparecendo e a expectativa é que as empresas estejam preparadas para
enfrentar as realidades desse novo desafio. 

FONTE: Escrito por Elenilce Lopes Coelis Pós-Graduada em Gestão da Logística pelo Ietec

A LOGÍSTICA NO BRASIL

Na década de 60, o mercado estava de certo modo sob o controle das empresas, pois os
mercados não eram tão dinâmicos e globalizados quanto os de hoje, em dia, as mudanças
ocorriam de forma lenta e os produtos tinham um ciclo de vida longo. Para que a maioria das
empresas chegassem ao cenário atual, a logística teve uma participação muito importante nessas
mudanças.

No mercado nacional essas mudanças só começaram a acontecer de forma mais rápida na


década de 90, quando teve início o processo de redução das alíquotas de importação, logo após
esse período houve uma grande dificuldade para a maioria das empresas nacionais, pois estas
não estavam preparadas para uma abertura de mercado. A Logística no Brasil vem constituindo-
se em um negócio de grandes proporções que evoluiu muito rapidamente nos últimos anos, e
passou por profundas transformações em direção a maior sofisticação. 

Introdução

Na industria, nos anos 60 quando a concorrência era menor, os ciclos dos produtos eram mais
longos e as incertezas do mercado mais controláveis, tinha sentido perseguir a excelência nos
negócios através da gestão eficiente de atividades isoladas como compras, transportes,
armazenagem, fabricação, manuseio de materiais e distribuição.

Hoje, com os mercados cada vez mais dinâmicos e globalizados, os clientes ficaram cada vez
mais informados e exigentes. Para satisfazê-los, são necessários produtos com ciclos de vida
bem mais curtos e com semelhança tecnológica muito grande.Surgiu, então, o conceito de
logística integrada que significou considerar como elementos de um sistema todas as atividades
de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos, desde o período de
aquisição dos materiais até o ponto de consumo final; assim como os fluxos de informações que
gerem os produtos em movimento. 

No Brasil estas mudanças vieram a ocorrer principalmente após 1990, quando houve a redução
das alíquotas de importação, desde então, as empresas Brasileiras tiveram que passar a ser mais
competitivas, por causa do aumento da concorrência ou poderiam perder seu mercado, ou até
mesmo fechar as portas. Devido a essas mudanças a logística vem tendo cada vez mais, um
papel muito importante dentro das empresas.

A Logística no Brasil vem constituindo-se em um negócio de grandes proporções que evoluiu


muito rapidamente nos últimos anos, resultados de pesquisa realizada pelo CEL em 2003
indicam que em seu conjunto as 500 maiores empresas industriais brasileiras gastam cerca de
7% do se faturamento por ano, com suas operações logísticas. A logística no Brasil passou por
profundas transformações em direção a uma maior sofisticação. Essas transformações são
evidenciadas em diferentes aspectos, sejam eles relacionados à estrutura organizacional, às
atividades operacionais, ao relacionamento com os clientes, proporção cada vez maior de
empresas, a logística situa-se nos mais altos níveis hierárquicos (FIGUEIREDO, 2003).

Obejetivos

Mostrar de forma resumida como foi a evolução da logística no Brasil, e mostrar como este setor
na atualidade tem um papel cada vez mais importante dentro das empresas nacionais.

Materiais e Métodos

Até 1990, quando teve início o processo de redução das alíquotas de importação, as empresas
brasileiras não demonstravam maior preocupação com a questão da competitividade.
Acomodadas com a falta de competição, num ambiente de reservas de mercado, e convivendo
com uma conjuntura favorável de demanda, as empresas davam pouca atenção às questões de
qualidade e produtividade. Afinal de contas, porque empresas iriam investir em melhoria de
qualidade, aumento de produtividade e melhores serviços aos clientes, se existiam um amplo
mercado consumidor, um baixo grau de concorrência e uma elevada inflação que permitia
aplicar os recursos financeiros com altas taxas de juros?(Fleury, 2000).

No início da década de 90 a situação começou a se modificar, pois nesta época houve um


aumento de concorrência em função da abertura do mercado brasileiro ao mercado globalizado.

Além disso, nesta mesma época, em conseqüência do plano real, houve um aumento no poder
de compra dos consumidores. Já em seu relatório anual de 1990, o World Competitiviness
Report questionava a capacidade das empresas brasileiras de sobreviverem à competição
internacional, através apenas de investimentos na melhoria da qualidade e dos processos
internos. Com a globalização e o crescente aumento da competição tornou-se necessário olhar
além das fronteiras individuais das empresas, na direção do canal de distribuição, buscando
maior cooperação e integração, desde o consumidor final até o fornecedor de matéria prima
(Fleury, 1993).

A abertura do mercado brasileiro e o sucesso do plano real provocaram uma grande mudança no
relacionamento cliente-fornecedor, o fornecedor passou a ser mais exigido pelos clientes e o
aspecto preço passou a não ser mais o único fator determinante no processo de compra.
Segundo dados da pesquisa feita pelo CEL (2003) o fator preço ainda é muito importante na
decisão de compra no varejo, porém outras variáveis, como produto e serviços ao cliente, vêm
apresentando-se cada vez mais como fatores significativos nas decisões de compra.

Das muitas mudanças ocorridas no ambiente empresarial, talvez a maior seja o enfoque na
"velocidade", alavancada pelo bom dos computadores e das telecomunicações. Tudo isso traz
conseqüências nas práticas de trabalho das empresas, que devem desenvolver estruturas
organizacionais capazes de responder com rapidez e flexibilidade às exigências do
mercado.Segundo Bowersowx e Closs (2001), a construção de uma vantagem competitiva
baseada na competência logística, diferenciará a empresa no mercado, dificultando a cópia por
parte dos concorrentes. Todavia como não há ambiente competitivo estático, caberá à empresa
analisar o desempenho logístico sob uma ótica dinâmica, na qual seja levado em consideração o
fato de que as necessidades dos clientes estarão continuamente em modificação.
Segundo Dantas (2000), a logística aparece neste contexto, como uma ferramenta fundamental,
ao contribuir para o aumento da flexibilidade, melhoria nos serviços e redução dos custos;
fatores imprescindíveis para qualquer empresa competir no cenário atual.

Diante deste novo contexto, caberá à empresa implementar estratégias de marketing, que levem
em consideração esta nova realidade e que permitam diferencia-la de seus concorrentes. 

De acordo com Bowersox e Closs (2001. p 307 “... para implementar uma estratégia de
marketing é fundamental levantar e conhecer todas as atividades relacionadas ao processo de
conquista e atendimento a clientes”). Logística é uma das competências chave que podem ser
desenvolvidas como parte central da estratégia". Ainda segundo o autor, a construção de uma
vantagem competitiva baseada na competência logística, diferenciará a empresa no mercado,
dificultando a cópia por parte dos concorrentes.

Todavia como não há ambiente competitivo estático, caberá à empresa, analisar o desempenho
logístico sob uma ótica dinâmica, na qual seja levado em consideração o fato de que as
necessidades dos clientes estarão continuamente em modificação.

Segundo Fawcett (1996), através de gerência dos processos logísticos pode se obter resultados
diferenciados de satisfação do cliente, com redução de custos. Para o autor a logística representa
uma importante opção, não só porque aumenta a eficiência operacional, mas também por que
pode levar de forma consistente a aumento da lealdade do cliente.

Daugherty (1992) complementa e diz que está claro que é importante estar apto a customizar os
serviços ao cliente e responder rapidamente às demandas dos mesmos, no entanto, isto somente
irá se transformar em vantagem competitiva, se as margens e a lucratividade da empresa não
forem sacrificadas.

Segundo Figueiredo (2003), a logística no Brasil também vem se constituindo em um negócio de


grandes proporções que evolui muito rapidamente nos últimos anos. 
Por outro lado, o escopo das operações logísticas já ultrapassou claramente as fronteiras
clássicas do transporte e da armazenagem.

Tradicionalmente, a logística sempre foi vista como um conjunto de atividades operacionais,


gerenciadas de forma fragmentada por gerentes com baixo nível hierárquicos. À medida que o
conceito de logística integrada foi difundindo-se entre empresas e tornando-se mais sofisticado,
o nível hierárquico de seu principal executivo foi elevando-se, até atingir os patamares mais
elevados das organizações. Esse fenômeno que ocorreu nos Estados Unidos da América e
Europa, nas últimas duas a três décadas, parece já ter chegado ao Brasil (FIGUEIREDO, 2003).

Quando analisados de forma segmentada, ou seja, por grupo de setores, os resultados permitem
constatar que o nível hierárquico varia em função do setor considerado. Por exemplo, no
segmento de bens de consumo não duráveis, a proporção de executivos de logística ocupando
posições de diretoria é substancialmente maior que nos outros segmentos considerados. Isso
está a indicar que o setor de bens de consumo não duráveis vem evoluindo mais rapidamente do
que os demais nos que diz respeito à importância atribuída à logística. Isso talvez se explique
pelo fato de que essa classe de produtos se caracteriza por ser intensiva em distribuição, ou seja,
utiliza canais de distribuição compostos por enorme quantidade de pontos-de-venda, o que
resultaria em um maior desafio logístico (FIGUEIREDO, 2003).

A evolução da logística ao longo do tempo pode ser medida entre outras coisas pelo conjunto de
atividades executadas no âmbito de sua responsabilidade. A observação das grandes empresas
brasileiras indica uma significativa diversidade de atividades sendo realizada pela organização
logística, os resultados surgerem alto grau de diversificação das operações, compatível com
países mais desenvolvidos. Dentre as atividades logísticas, aquela que consome a maior parte
dos recursos é o transporte. Esta também é a operação que apresenta os custos mais visíveis, por
ser quase totalmente terceirizada nas empresas. No caso dos custos associados a outras
operações logísticas, como a armazenagem e a gestão de estoques, nem sempre são considerados
alguns custos menos visíveis ou que não representam desembolsos diretos, como os custos de
oportunidade e depreciação (FIGUEIREDO, 2003).

Conclusão

No início da década de 90, quando houve a abertura do mercado brasileiro ao mercado


globalizado, e também partir implementação do plano Real, houve grandes avanços na logística
brasileira. Nesse período foi necessário que as empresas brasileiras se adaptassem rapidamente
a situação, e elas despertaram para importância da logística como vantagem competitiva de
mercado. Mas mesmo com os grandes avanços da logística ocorridos até os dias de hoje, ainda
existem muitas empresas trabalhando na primeira fase, isto é controlando seus fluxos logísticos
através de estoques e tendo seus diversos setores atuando de forma isolada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 BOWERSOX, Donald J., CLOSS, David J. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas 2001. CEL.
Pesquisa Benchmark – Serviço ao Cliente 2003. Disponível www.cel.coppead.ufrj.br.
Acesso em 26 fev. 2004. DANTAS, E. A. Estágio da organização logística em três empresas do
setor de bebidas: um estudo de caso. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, 2000. FAWCETT, S. E.,
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Jan/Mar., 1996. FLEURY, P. F.,PROENÇA, A. Competitividade Industruial e gerência
estratégica de operações. Revista de Administração, São Paulo, v.28, n.2, p.3-21, Abr./Jun. 1993.
FLEURY, P. F., WANKE, P.; FIGUEIREDO, K. F.; Logística Empresarial. São Paulo: Atlas,
2000. FIGUEIREDO, K. F. et al., Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, São
Paulo:Atlas, 2003.
Escrito por Paulo Mathias (Pós-graduado em Gestão da Logística)