Вы находитесь на странице: 1из 6

Curso CEAP

Constitucional
Aula 11

Continua Controle de constitucionalidade

Continua CF/34

Novidades:

1)Reserva de Plenário – Requisito criado, para que somente os tribunais plenos ou


órgãos especiais estejam aptos a declarar inconstitucionalidade de uma lei. Ao se dificultar a
declaração de inconstitucionalidade se prestigia a presunção de legitimidade das Leis.

2)Possibilidade de o Senado Federal suspender a Eficácia de Lei declarada


inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.

3)Representação interventiva- Ação Direta de inconstitucionalidade apenas para Leis


que promovam intervenção federal indevida nos Estados.

CF/37

Prevalece o constitucionalismo autoritário. Ex: O poder legislativo podia sustar uma


decisão da Suprema Corte.

CF/46

Redemocratização do Brasil e adota-se novamente o controle constitucionalidade da


CF 34.

CF/64

Guinada autoritária no direito Brasileiro e novamente cassação de Ministros do


Supremo Tribunal Federal.
A Emenda Constitucional 16/ 65, criou o controle constitucionalidade abstrato no
Brasil, a chamada representação de inconstitucionalidade que foi antecessora da ADI. Essa
ação foi adotada após a cassação dos Ministros do Supremo Federal, com objetivo de controle
do Supremo Tribunal Federal pelos Militares e consequentemente controle do poder
judiciário. O poder de propositura da ADI era limitado ao procurador geral da república. A
partir de então, o controle Brasileiro passa a ser formalmente misto.
CF/67 e Emenda 1/69

Constituições Semânticas, pois havia um amplo rol de direitos e garantias individuais,


mas não havia aplicabilidade na prática dada a natureza do regime militar.

CF/88

A CF atual traz inovações muito relevantes. Símbolo da redemocratização e ampliação


do controle constitucionalidade. O constituinte manteve o controle difuso e o concentrado,
todavia, hoje existe um fortalecimento do controle concentrado.

Novidades:

1) Ampliação da legitimidade ativa para propositura da ADI (art. 103 da CF). Ps: O
Supremo limitou um pouco essa ampliação com requisito da pertinência temática.
2) Criação de instrumentos da tutela da inconstitucionalidade por omissão (ADI por
omissão e Mandado de Injunção).
3) Papel atribuído ao advogado geral da união. O AGU tem o papel de defender a
constitucionalidade dos atos impugnados.
4) Papel do PGR(Procurador Geral da República) atua como custus legis, emite
parecer de acordo com sua opinião.
5) Criação da ADPF. PS:ADPF só saiu do papel quando houve a criação de sua lei, pois
a constituição foi muito vaga.
6) Regulamentada da representação de inconstitucionalidade.
7) Atribuiu ao recurso extraordinário um perfil exclusivamente constitucional, com a
criação do STJ e clara definição entre RE e RESP.

Após a CF/88 houveram algumas inovações importantes:

1) Emenda 3/93 que institui ação declaratória de constitucionalidade


2) Lei 9868/99 que regulamentou o processo e o julgamento da ADI e ADC.
3) Lei 9882/99 que regulamentou a ADPF
4) Reforma do Judiciário (EC 45) que criou a repercussão geral e as súmulas
vinculantes.
ATENÇÃO: Prevalece no Brasil uma visão muito juriscentrica no controle
constitucionalidade, ou seja, muito centrada no poder judiciário, o que acaba obscurecendo o
papel dos outros poderes no controle de constitucionalidade. Hoje prevalece uma ideia de que
os intérpretes da constituição não se resumem apenas aos juízes, sendo assim é necessário
conhecer os controles de constitucionalidade dos outros poderes.

Executivo:

1)Veto: Uma forma importante de participação do executivo no controle de


constitucionalidade e através do poder de veto. O veto pode se dar por dois motivos, por
razões de política ou constitucionais, ligadas ao juízo de inconstitucionalidade.

2)Uma outra forma importante de participação se dá pela possibilidade propositura de


ação direta. O Presidente e Governadores podem propor ADI, ADC e ADPF.

3)Existe uma terceira hipótese, um pouco controvertida, que e a possibilidade do


Chefe do executivo negar cumprimento de uma Lei por inconstitucionalidade.
Questão: Será que o Chefe do executivo pode expedir um decreto orientando a
administração pública sob sua vigência a não aplicar aquela Lei? Essa e uma prerrogativa
legitima?
Resposta: Antes da CF/ 88 era pacifico o entendimento que sim, pois não existia a
possibilidade de propositura por parte da ADI dos governadores, o legitimado ativo era apenas
o PGR. Após o 88 esse entendimento passou a ser questionado, pois o chefe do executivo
passou a ser legitimado ativo, todavia a maioria da doutrina entende que subsiste a
competência do chefe do executivo de negar cumprimento de uma Lei Inconstitucional, pois
prestigia a supremacia da constituição, todavia ao fazê-lo o Governador age por sua conta em
risco, caso fique claro que Lei não era inconstitucional, poderá eventualmente responder por
crime de responsabilidade por deixar de aplicar Lei Federal.

Legislativo:

1)Parecer da CCJ: A primeira forma e através dos pareceres da comissão de


constituição e justiça, assim como veto e um mecanismo de controle político e preventivo de
constitucionalidade. E um instrumento pelo qual esse órgão integrante das casas legislativas,
opina pela constitucionalidade ou inconstitucionalidade do projeto de lei. Uma outra hipótese
e a rejeição do veto por inconstitucionalidade.
2)Outro mecanismo (art. 49, V da CF) e o chamado veto legislativo, consiste na
competência do Congresso de sustar um ato normativo do executivo quando este ato
exorbitar do poder regulamentar.
3)Outro mecanismo (art. 62 §5 da CF), prevê que e dever de o congresso nacional
emitir um juízo sobre os requisitos de urgência e relevância das medidas provisórias, não
deixa de ser um mecanismo de controle de constitucionalidade, pois é um requisito de
validade da MP.
4) Polêmico: Aprovação de uma Emenda Constitucional superadora de decisões e
jurisprudências do Supremo Tribunal Federal. Do ponto de vista do professor, uma emenda
superadora da jurisprudência do Supremo não afronta a separação dos poderes.

Controle abstrato de constitucionalidade no Brasil

Características do controle abstrato:


a) O controle de constitucionalidade ou inconstitucionalidade e a questão principal
da ação.
b) Questão de constitucionalidade ou inconstitucionalidade declarado no dispositivo
c) Efeitos gerais
d) Esse controle e uma atividade não tradicional do judiciário, porque não há lide a
ser dirimida pelo poder judiciário. O que há e uma análise em tese sobre a
compatibilidade entre normas, por isso, se diz que o judiciário atua como
legislador negativo, por que o efeito prático da decisão e semelhante a revogação.
Há diferenças relevantes, mas o ponto em comum e a privação de efeitos.
e) Como não há o exercício tradicional da litispendência, os princípios processuais
devem ser usados com temperamento. Ex: Principio da congruência se aplica de
maneira mitigada.
f) Como não há lide, não há partes no sentido processual clássico.
g) Principais instrumentos:
DA CF: ADI, ADC, ADIO (AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR
OMISSÃO, ADPF
No plano estadual: Representação de inconstitucionalidade.
ADI
Serve de quadro geral para as outras ações.
Competência: Originária e privativa do STF.

PARAMETRO OBJETO
ADI
Constituição Lei ou ato normativo
Federal Federal/Estadual

RI Constituição Lei ou ato normativo


Estadual Estadual ou Municipal

Questão: Cabe tanto RI quando ADI de leis Estaduais, nesse caso qual ação cabível?
Ambas as ações são cabíveis. Se ambas forem propostas suspende-se o julgamento da RI, até
o julgamento da ADI para evitar decisões contraditórias.
Questão 2: O fato de se propor apenas a RI, implica usurpação de competência do
Supremo? Não, a questão pode até ser levada ao Supremo por recurso extraordinário.
Questão 3:Cabe controle incidental de constitucionalidade em ações coletivas? Ou isso
implica usurpação da competência do Supremo? Não implica usurpação da competência do
Supremo, desde que se trate efetivamente de controle incidental e seja prejudicial ao mérito
do processo, não há óbice a esse controle.
ATENÇÃO: O Supremo admitiu em caráter excepcional o controle incidental dentro do
controle abstrato. Ex: Caso Instituto Chico Mendes: foi proposta uma ADI contra lei resultante
da medida provisória que criou o Chico Mendes, somente contra esta lei. O Supremo declarou
incidentalmente a norma das casas legislativas que autorizava que o parecer do relator na
medida provisória, fosse submetido direto ao plenário. Para fazer a modulação de todas as leis
que tinham o mesmo vicio o Supremo declarou constitucional aquela Lei, principal da causa, e
incidentalmente declarou inconstitucional o ato normativo da casa legislativa.
Legitimidade Passiva: Os órgãos ou autoridades que produziram o ato impugnado.
Legitimidades Ativos: Art. 103 da CF(taxativo).
Os Legitimados universais são aqueles que não precisam comprovar o requisito da
pertinência temática ( relação de afinidade entre a questão constitucional debatida e as
finalidades institucionais do legitimados), pois cabe a ele zelar pela supremacia da
constituição, já os legitimados não universais precisam comprovar que aquela Lei repercute na
suas finalidades institucionais.