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Lição 6

A SEXUALIDADE HUMANA
9 de Fevereiro de 2020
TEXTO ÁUREO VERDADE PRÁTICA
“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes
lido que, no princípio, o Criador os fez macho e A sexualidade humana tem por objetivo a união do
fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e homem e da mulher, no casamento, a reprodução da
mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só espécie e a glorificação do Deus Criador.
carne?” (Mt 19.4,5)
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 19.4: Deus criou apenas dois sexos:
masculino e feminino Quinta - Gn 2.21,22: A criação de Eva. a primeira
Terça - Gn 2.7: A criação do homem do pó da mulher
terra Sexta - Gn 2.23: A formação do primeiro casal
Quarta - Gn 2.18: A solidão do homem: a falta da Sábado - Sl 128: A plenitude da felicidade conjugal
mulher
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 19.1-12
1 E aconteceu que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além
do Jordão.
2 E seguiram-no muitas gentes e curou-as ali.
3 Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher
por qualquer motivo?
4 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea
5 e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
7 Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8 Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao
princípio, não foi assim.
9 Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar
com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.
10 Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém
casar.
11 Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido.
12 Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos
homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso,
que o receba.
HINOS SUGERIDOS
180, 295, 330 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL
Mostrar que o sexo foi criado por Deus para ser desfrutado dentro do matrimônio.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o
objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos sub-tópicos.
I. Discorrer sobre a civilização, cultura e religião do erotismo;
II. Conceituar a palavra sexo e enfatizar que Deus criou apenas dois sexos;
III. Elencar os objetivos da sexualidade humana;
IV. Apontar as distorções da sexualidade.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Deus formou o homem e a mulher e constituiu o sexo para que ambos pudessem desfrutá-lo. Algumas
questões ficam claras na criação original de Deus. Em primeiro lugar, o sexo foi criado para ser desfrutado
entre um homem e uma mulher, pois os dois formam “um encaixe perfeito”. É uma obviedade presente em
Gênesis. Logo, qualquer relação humana que subverta essa obviedade defronta-se contra a originalidade
divina. Em segundo, o sexo tem o objetivo biológico para a procriação, ou seja, a perpetuação da espécie
humana; o objetivo recreativo entre homem e mulher no matrimônio; e, como em tudo em nossa vida, deve
glorificar a Deus por ser o criador de tão belo presente. Nesta lição, esses pontos devem ser bem ressaltados
e trabalhados a fim de que nossos irmãos e irmãs tenham uma vida abundante nessa importante área da vida.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Certa manhã, durante a nossa visita a Israel, dirigimo-nos à região do mar Morto. E, ali, diante daquela
imensidão salgada e morta, lembrei-me de Sodoma e Gomorra. De acordo com a Bíblia Sagrada, ambas as
cidades podiam ser encontradas exatamente naquele sítio, que, hoje, é conhecido ainda por estes apelidos
mui emblemáticos: mar de Ló e mar de Sodoma. Trata-se de um lugar quente e desconfortável. Os que se
aventuram a entrar, naquelas águas, são aconselhados a não exceder os 60 minutos. Dizem que o mar
Salgado, pois assim a Bíblia o chama, faz bem à saúde, em virtude de seus muitos sais e minérios. Acredito
que essa propaganda seja em parte verdadeira, pois o lugar é procurado por gente do mundo inteiro. Mas,
para mim, o maior benefício do mar Morto é o seu alerta aos que ainda estão vivos: o Deus Único e
Verdadeiro não se deixa escarnecer; tudo quanto o homem semear isso também há de ceifar. Sodoma e
Gomorra poderiam ter entrado para a história, em virtude de seu progresso, desenvolvimento e avanços
mercantis e econômicos. Em várias passagens das Sagradas Escrituras, deparamo-nos com indícios de que
ambas as cidades haviam alcançado um elevado grau de civilização (Gn 13.10; Ez 16.49). Todavia, em que
pesem todas as suas conquistas, passaram a ser conhecidas por sua devassidão, torpeza e imoralidade. De tal
forma tornaram-se profanas, que nem respeito mostraram aos santos anjos enviados, pelo Senhor, a .m de
resgatar ao justo Ló e a sua família. Apesar do castigo que sobreveio a Sodoma e a Gomorra, o mundo vem
multiplicando sua devassidão, pecados e iniquidades. Nunca os pecados sexuais tornaram-se tão
escandalosos e descarados; nada mais pode ser proibido ou censurado. No entanto, o mesmo castigo que se
abateu sobre as impenitentes cidades das campinas do Jordão há de recair sobre os que, menosprezando o
Juízo Divino, vivem como se tudo fosse permitido. Neste capítulo, veremos o que a Bíblia ensina e
prescreve acerca da sexualidade humana. Conquanto seja um assunto exaustivamente debatido, está sempre
a gerar novas controvérsias. Por essa razão, recorreremos à Palavra de Deus, a fim de buscar o verdadeiro
modelo quanto ao uso santo e decoroso do sexo. Ao longo de nossa dissertação, constataremos que o sexo
não é uma construção social, mas algo criado por Deus; um dom, cujos reais objetivos não podem ser
ignorados nem profanados. Mostraremos que as distorções e os pecados sexuais são uma grave ofensa contra
Deus. Que o Espírito Santo nos ilumine a compreender mais esse assunto relacionado à doutrina do homem
na Bíblia Sagrada. Na aula de hoje, veremos o que a Bíblia ensina e prescreve acerca da sexualidade
humana. Apesar de ser um assunto exaustivamente debatido, está sempre a gerar novas controvérsias. Por
essa razão, recorremos à Palavra de Deus, a fim de buscar o verdadeiro modelo quanto ao uso santo e
decoroso do sexo. Em primeiro lugar, constatamos que o sexo não é uma construção social, mas algo criado
por Deus; um dom, cujos reais objetivos não podem ser ignorados. Em seguida, mostraremos as distorções e
os pecados sexuais. Nesta Aula trataremos da sexualidade humana. Tudo que Deus criou é bom, e isto inclui
o sexo, que foi estabelecido por Deus para ser desfrutado no casamento heterossexual (Gn 2.21-25).
Qualquer relação sexual humana que subverta esta premissa defronta-se contra a originalidade divina.
Aquele que criou o universo, também criou nosso corpo e nossos órgãos sexuais. A vida sexual saudável
dentro do casamento tem a bênção de Deus, além de dar alegria e prazer ao ser humano; além disso, o sexo
tem o objetivo biológico para a procriação, ou seja, a perpetuação da espécie humana. Hoje estudaremos a
sexualidade humana criada por Deus. Definiremos os termos sexualidade e sexo, como também o que
determina o sexo de uma pessoa; destacaremos o propósito da sexualidade segundo os padrões bíblicos,
contrapondo aos padrões distorcidos da sexualidade na sociedade atual; e, por fim, veremos motivações para
uma sexualidade sadia e que glorifique a Deus. Quando Deus formou o primeiro casal, dotou-o de estrutura
físico-emocional e instinto sexual que o capacitam para a reprodução e preservação da espécie humana. O
propósito de Deus é que os filhos procedam do casamento e não de outra maneira. A quebra dessa lei resulta
em frutos amargos para a família. Deus assim dotou o homem para propósitos específicos, puros e elevados.
Portanto, a sexualidade é parte natural e integrante do ser humano. No casamento, a sexualidade exerce
papel fundamental e indispensável para o bom relacionamento entre os cônjuges e, como já foi dito, para a
perpetuação do gênero humano, circunscrita ao plano de Deus para o matrimônio. Vamos refletir um pouco
nesta lição sobre esse importante assunto. A sexualidade humana é complexa. Isso nos afeta fisicamente,
mentalmente e emocionalmente. No Éden, depois da queda, Deus nos deu leis espirituais para garantir que a
sexualidade pudesse continuar sendo a bênção que Ele pretendia que fosse. No entanto, os instintos sexuais
foram contaminados (Gn 3.7,10,11). Desejos impuros assolam todas as gerações e leva, inclusive, pessoas
regeneradas a pensar em sua sexualidade como algo impuro, algo que não glorifica à Deus, quando na
verdade, a sexualidade humana foi criada e dada como dádiva, para a máxima glória de Deus! Nosso desejo
sexual não é pecado. Mas os desejos sexuais fora do casamento entre um homem e uma mulher são o que a
Bíblia chama de “cobiça”, e ceder a eles é pecado, inclusive sexo antes do casamento, sexo extraconjugal,
ceder a pensamentos sexuais impuros, pornografia, homossexualidade. O homem irregenerado está sujeito a
estas coisas, mas aquele que nasceu de novo, pode experimentar uma sexualidade sadia, segundo os padrões
bíblicos, para a glória de Deus! Vamos pensar maduramente a fé cristã?
PONTO CENTRAL
A sexualidade humana tem por objetivo a união do homem e da mulher.
I. O RENASCIMENTO DE SODOMA E GOMORRA
Sabemos que o sexo foi criado por Deus com um propósito elevado, nobre e saudável. No entanto, desde a
Queda, a sexualidade vem sendo deturpada de modo irresponsável, pecaminoso e grotesco. Assim, por ser
também um tema bíblico, tal assunto deve ser abordado na Escola Dominical. O objetivo desta lição é ajudar
às famílias, proporcionando-lhes uma visão bíblica e ortodoxa a respeito deste assunto. Afinal, como Igreja
de Cristo, temos de ser santos em toda a nossa maneira de ser. Não são poucos os cristãos que se assustam
com a “invasão” da Europa pelos muçulmanos. Alguns, chorosos e antevendo a destruição dos valores e
conquistas ocidentais, indagam: “O que será da civilização cristã?”. Em primeiro lugar, nunca houve uma
civilização europeia genuinamente cristã, porquanto o paganismo sempre esteve presente desde o Volga,
passando pelo Danúbio e pelo Sena, desaguando ora no Atlântico, ora no Mediterrâneo. O que havia, desde
Constantino, o Grande (272-337 d.C.), até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, era a hegemonia
de uma cultura pagã influenciada fortemente pelos valores judaico-cristãos. Mas que, desde aquela época,
vem degradando-se de maneira vertiginosa. Tanto é que, hoje, já se fala, com diabólico ufanismo, na
repaganização do continente europeu. E, como sempre acontece em tais ocasiões, esse retrocesso espiritual e
moral acabou por redundar numa promiscuidade sexual assustadora e sem precedente algum. Noutras
palavras, estamos a assistir ao renascimento espiritual de Sodoma e Gomorra.

1. A civilização do erotismo. O decantado mundo clássico greco-romano tolerava práticas que, até há bem
pouco tempo, causavam-nos ascos e repulsas. Os deuses gregos, que os romanos vieram a tomar
emprestados, não serviam de referência espiritual e moral a nenhum de seus adoradores, pois eram mais
degradados e corruptos do que o mais corrupto e degradado dos homens. Haja vista o chefe de todos eles,
fosse Zeus, na Grécia, ou Júpiter, em Roma. Esse “deus” libertino e sanguinário, que os indo-europeus
chamavam de Dyàuṣpítaḥ, vivia a corromper donas de casa e donzelas por todas as cidades gregas e
romanas. E, nas horas de ócio, que não eram poucas, jogavam seus adoradores uns contra os outros,
promovendo desentendimentos e guerras. Ao transitar pelos canais do televisor, para ver se ainda resta um
programa respeitável, constatamos que as divindades do mundo clássico ressuscitaram e, agora, mais
virulentas e lúbricas, tomam de assalto a todas as telas. Ostentando outros nomes e fantasias, fizeram-se
mais exigentes que outrora; requerem o corpo, a alma e o espírito de todos os seus tolos e desavisados servos
(ou escravos?). Este se apresenta como o deus da guerra: enaltece a violência e despreza a vida humana; e
aquela, despudorada e espezinhando todos os valores cristãos, descobre-se como a deusa do sexo e, no sexo
vil e sujo, enreda crianças, adolescentes e até gente idosa. Na verdade, tais divindades não foram criadas
nem por Homero, nem por Hesíodo. Tais poetas limitaram-se a nomear os demônios que, a serviço de
Satanás, vêm induzindo os seres humanos ao pecado, desde a Queda de Adão de Eva. Eles induziram Caim
ao fratricídio; cegaram os olhos de Lameque para que, banalmente, matasse aqueles dois homens que, sem
querer, nele esbarraram; e, insatisfeito, abriram os olhos desse mesmo Lameque, para que, desrespeitando a
monogamia conjugal, tomasse duas mulheres como esposa. E, a partir desse evento, os “deuses” do sexo e
da violência vêm tomando o mundo de assalto. A situação só não está pior porque a Igreja de Cristo, como o
sal da terra e a luz do mundo, vem barrando, eficazmente, o avanço de Satanás e de seus demônios. Vivemos
numa civilização erótica e violenta. Nossos dias em nada diferem do período que antecedeu o Dilúvio, no
qual as pessoas davam-se, sem quaisquer regras, às comidas, às bebidas e àquilo que chamavam de
casamento. Viviam para pecar e pecavam para viver. O sexo, hoje, é explorado sem pudor. Vai das modas e
grifes mais degradantes que, indefinindo os sexos, lançam homens e mulheres à devassidão, aos quadrinhos
e filmes que, ao apregoarem serem todas as coisas lícitas, mesmo as mais inconvenientes e nocivas, clamam
por um novo julgamento universal. E, repetindo um slogan, que infelicitou a França, em 1968, os que a si
mesmos intitulam-se formadores de opinião não cessam de matraquear: “É proibido proibir”. Ora, se tudo é
permitido, a vida torna-se insustentável. As marcas de nossa civilização em nada diferem da antediluviana:
sexo e violência. Novelas, filmes e livros. Tudo se acha eivado pelas mesmas iniquidades e pecados que
levaram o mundo antigo à destruição.
2. A cultura do erotismo. Os deuses antigos demoravam, às vezes, de dois a três séculos para se tornarem
nacional e internacionalmente conhecidos. Haja vista que o mundo do século IV, antes de Cristo, só veio a
conhecer o panteão grego por meio das conquistas de Alexandre, o Grande (356-323 a.C.). A partir daí, os
deuses da Grécia, com todas assuas tralhas ideológicas e comportamentais, espraiaram-se da Índia às
fronteiras da Itália. No mundo pós-moderno, porém, os ídolos forjados nos estúdios de cinema e nos ateliês
da moda tornam-se conhecidos, literalmente, de um dia para o outro. Basta um anúncio na televisão, de
apenas 30 segundo, para que surja um novo símbolo sexual - uma Afrodite renascida do Inferno, ou um
Apolo ressuscitado de alguma mente doentia. E, assim, o que era pecado outrora se torna, hoje, cultura. A
massificação do adultério, da fornicação, do homossexualismo e até da pedofilia levou a atual geração a
tolerar o intolerável. No Sermão Profético, alertou-nos seriamente o Senhor Jesus: “E, por se multiplicar a
iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12, ARA). Isso signi.ca que até mesmo nós, os filhos
de Deus, corremos o risco de nos conformarmos perigosamente com o presente século (Rm 12.1,2). De
repente, estamos a rotular de cultura o que a Bíblia chama de iniquidade. Sejamos firmes e santos, tendo o
exemplo do justo e íntegro Jó sempre diante de nós (Jó 31.1-4). Nem tudo o que é apresentado como cultura,
arte, folclore e tradição corresponde a esses rótulos inofensivos. O Diabo sabe como vender seus produtos.
E, para colocá-los na feira da concupiscência, utiliza-se de órgãos públicos, de escolas e até de igrejas.
Saibamos como diferençar uma coisa da outra, pois o nosso compromisso é salgar e iluminar, com o
Evangelho de Cristo, a sociedade na qual vivemos.

3. A religião do erotismo. Assim como no mundo antigo a prostituição estava intimamente ligada aos cultos
pagãos, o mesmo acontece hoje. Pelo que me consta, ainda não foram reerguidos os templos de Baal, de
Hathor e de Afrodite. Entretanto, o sexo já vem sendo praticado, em muitos lugares, como oferenda
declarada e explícita a Satanás. Como se toda essa miséria não bastasse, não faltam teólogos para justificar,
“biblicamente”, a prostituição, o adultério e o homossexualismo. Os tais, seguindo o exemplo de Balaão,
abusam da teologia e da Palavra de Deus, para corromper o povo do Senhor. Não obstante o fervor erótico
da presente era, constatamos que as sociedades mais liberais, como as nórdicas, apresentam um preocupante
declínio populacional; tendem a desaparecer se não reverterem imediatamente essa tendência. Nelas,
cumpre-se a profecia de Oseias: “Comerão, mas não se fartarão; entregar-se-ão à sensualidade, mas não se
multiplicarão, porque ao Senhor deixaram de adorar” (Os 4.10, ARA). Em nada diferem elas de Sodoma e
Gomorra; conquanto desenvolvidas, ricas e prósperas, moralmente são miseráveis e podres. Nesses países,
cresce não apenas o número de ateus, como também a cifra dos que se declaram inimigos do Deus Único e
Verdadeiro. Apoiam o aborto, a eutanásia, o casamento de pessoas do mesmo sexo e, em alguns lugares, já
defendem abertamente a pedofilia. Já começam a aparecer igrejas evangélicas que, apresentando-se como
inclusivas, não só acolhem, mas também justificam os que se entregam aos pecados sexuais. Ao torcerem as
Escrituras, defendem o homossexualismo como se essa prática fosse o plano de Deus à humanidade. Hoje,
vemos com tristeza e pesar, várias denominações, que, apesar de seu passado comprometido com a Palavra
de Deus, já começam a consagrar pessoas declaradamente homossexuais ao ministério cristão. Se não
estivermos vigilantes e cuidadosos, a doutrina de Balaão entrar-nos-á de maneira sorrateira e disfarçada
pelas igrejas, pervertendo os santos, exatamente como aconteceu durante a peregrinação de Israel pelo Sinai.
Atentemos a esta advertência de Jesus à igreja de Pérgamo: “Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois
que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos
filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Ap 2.14). Não
transformemos os nossos santuários em templos pagãos e dedicados aos pecados sexuais. Hoje, muitas
igrejas são mobiliadas para terem aparências de casas noturnas: luzes apagadas, canhões luminosos, efeitos
especiais, dança e sensualidade. Os gritos são ensurdecedores; a música, alucinante. Enfim, um desastre à
espiritualidade de quem busca agradar a Deus. O que é isso senão a doutrina de Balaão? Esse profeta
estrangeiro sabia que não podia amaldiçoar Israel, porque Israel, como povo do Senhor, já era abençoado.
Sua maldição, por conseguinte, jamais atingiria os hebreus. Mas, como bom teólogo que era, Balaão usou a
teologia para, teologicamente, amaldiçoar o povo do Senhor. Seu trabalho de feitiçaria não pega, o pecado
certamente pegará. E, assim, manipulando a revelação e a teologia que Deus lhe confiara, Balaão engendrou
um meio para levar a maldição, a derrota e a morte ao arraial hebreu. Põe-se, então, a ensinar o amedrontado
Balaque a espalhar, pelo acampamento hebreu, mulheres levianas e despudoradas, para que, brandindo seus
encantos, induzisse os varões israelitas a comerem alimentos consagrados aos ídolos e a se prostituírem. E,
como resultado dessa orgia e desenfreio, o Santíssimo Deus eliminou, dentre os filhos de Israel, num só dia,
a 24 mil homens. À semelhança de Balaão, há “obreiros” que, em suas conferências e sermões, esboçados
no Inferno, e totalmente descomprometidos com a santificação do povo de Deus, buscam alternativas para
in.ar seus redis e inchar seus apriscos. Eles enchem suas igrejas de crentes desnutridos, enfermos e mortos.
Ao invés de ensinarem a doutrina da santificação, tangem suas ovelhas com teologias ruins e putrefatas.
Quanto a nós, ensinemos ao povo de Deus que, sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). Por
que transformar nossos templos em boates e casas noturnas? Em minha Bíblia, está escrito: “Fidelíssimos
são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.” (Sl 93.5, ARA). Se
não proclamarmos a doutrina da santificação às ovelhas e aos cordeirinhos de Jesus Cristo, não tomaremos
parte no arrebatamento da Igreja. E, quando do Juízo Final, seremos lançados no Lago de Fogo. Que Deus
tenha misericórdia de nós. Nos próximos tópicos, mostraremos qual o plano de Deus concernente à
sexualidade humana.

4. Um mundo dominado pelo erotismo. Vivemos numa sociedade marcada por um erotismo tão maligno e
ímpio, que não poupa sequer as crianças. Nossas famílias, principalmente as crianças, estão sendo expostas à
exploração do sexo de modo intenso e irresponsável. O sexo em si não é pecaminoso, pois foi Deus quem o
criou. O Diabo, porém, encarregou-se de transformá-lo em algo vergonhoso e vil. Eis porque temos de
educar nossas crianças e jovens segundo os princípios da Palavra de Deus, para que não sejam destruídos.
Infelizmente há cristãos, inclusive obreiros, que, utilizando-se indevidamente da internet tornam-se vítimas
da pornografia. O fácil acesso a esse tipo de material vem roubando a alegria da salvação de muita gente.
Portanto, tomemos cuidado com o que vemos no computador (leia Sl 101.3).
SÍNTESE DO TÓPICO I
O retrocesso espiritual e moral acabou por redundar numa promiscuidade sexual assustadora e sem
precedente algum.
SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“[...] O Cristianismo não está só quando coloca implicações religiosas no sexo. No mundo antigo a
prostituição religiosa celebrava a fertilidade da natureza. No outro extremo, o celibato ainda é adotado como
vocação religiosa. Mais pertinente ao sexo é o rito da circuncisão no Antigo Testamento, adotado como sinal
de que a aliança de Deus estava sobre os filhos de Abraão, de geração em geração. Os próprios órgãos
genitais deviam ser uma lembrança permanente de que a sexualidade é concedida pelo Senhor e que somos
responsáveis perante Ele pelo uso do sexo.
A união sexual e a reprodução fazem parte da criação e foi ordenada por Deus desde o princípio, pela
instituição do casamento. O sexo não pode ser retirado desse contexto e tratado de forma meramente
biológica ou psicológica, como ocorre na sociedade contemporânea. Seu principal significado não deve ser
encontrado em si mesmo, no ato, na experiência ou mesmo em suas consequências sociais. Como em
qualquer coisa vista teisticamente, seu significado principal deve ser encontrado em relação a Deus e seus
propósitos” (HOLMES, Arthur F. Ética: As decisões morais à luz da Bíblia. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2000,
p.129).
II. DEUS CRIOU APENAS DOIS SEXOS
Ao criar o ser humano, Deus dotou-o de sexualidade plena e diferenciada - macho e fêmea -, isto é, sexo
masculino e sexo feminino, segundo seus propósitos. Está escrito: “E criou Deus o homem à sua imagem; à
imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). O sexo, portanto, não é algo mau, porquanto
criado por Deus; entretanto, com o pecado, este princípio divino foi desvirtuado, e é preciso distinguir entre
o sexo divinamente estabelecido e as aberrações resultantes do pecado e do mal. Deus criou apenas dois
sexos: o masculino e o feminino. Além dessa fronteira, só há pecado e abominação diante do Criador e
Senhor de todas as coisas.

1 Definição das palavras “Sexualidade” e “Sexo”. O dicionarista Antônio Houaiss define a palavra
“sexualidade” como: “qualidade do que é sexual. O conjunto dos fenômenos da vida sexual externos ou
internos, determinados pelo sexo do indivíduo”. A expressão “sexo” por sua vez, é usada como referência
aos órgãos sexuais ou à prática de atividades sexuais. “Sexo - substantivo masculino: 1. conformação física,
orgânica, celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-lhes um papel
específico na reprodução. 2. nos animais, conjunto das características corporais que diferenciam, numa
espécie, os machos e as fêmeas e que lhes permitem reproduzir-se”. Atualmente, a sociedade procura
distinguir sexo, gênero e orientação sexual. O sexo é a natureza biológica da pessoa, definida pelos seus
cromossomos, hormônios e órgãos reprodutores. Entre os seres humanos, existem dois sexos: macho e
fêmea. Uma pequena minoria tem algumas características físicas dos dois sexos, mas, a vasta maioria tem
um sexo bem definido. Ou seu corpo foi projetado para receber um bebê dentro de si, ou não foi. A palavra
“gênero” tem origem no grego genos e significa “raça”. Na concepção da Lógica, o termo indica
“espécie”. Usualmente deveria indicar o “masculino” e o “feminino”, como ocorre na Gramática. Nesse
sentido, a expressão é inofensiva; porém, na sociedade pós-moderna tal significado é relativizado e
distorcido em “ideologia de gênero”. Essa ideologia também é conhecida como “ausência de sexo”. Esse
conceito ignora a natureza e os fatos biológicos, alegando que o ser humano nasce sexualmente neutro. Os
ideólogos afirmam que os gêneros - masculino e feminino-são construções histórico-culturais impostas pela
sociedade.

a) Conceito de sexualidade. A sexualidade permite fazer referência ao conjunto das condições anatómicas,
fisiológicas e psicológicas que caracterizam cada sexo. O termo também faz alusão ao apetite sexual (como
uma propensão ao prazer carnal) e ao conjunto dos fenômenos emocionais e comportamentais relacionados
com o sexo. Antigamente, considerava-se que a sexualidade dos seres humanos e dos animais era instintiva.
Os comportamentos sexuais eram, portanto, determinados biologicamente e todas aquelas práticas que não
visavam a procriação eram consideradas contra-natura (contra a natureza). A sexualidade, com o passar do
tempo, foi adquirindo uma noção social e cultural. Sabe-se, nos dias de hoje, que exemplares de diversas
espécies têm tendência para a homossexualidade, praticam diversas técnicas de masturbação ou, inclusive,
incorrem em violações. Posto isto, os seres humanos e os animais desenvolvem as características da sua
sexualidade de acordo com o meio que os rodeia. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a
sexualidade humana abarca tanto as relações sexuais (o coito) como o erotismo, a intimidade e o prazer. A
sexualidade é experimentada e expressada através de pensamentos, de ações, de desejos e de fantasias. A
heterossexualidade é a condição sexual mais habitual e consiste na atração por pessoas do sexo oposto. Os
homens heterossexuais sentem-se atraídos pelas mulheres, e vice-versa. Na homossexualidade, em
contrapartida, as relações têm lugar entre pessoas do mesmo sexo. Outra variante da sexualidade é a
bissexualidade, onde o indivíduo se sente atraído tanto por pessoas do sexo oposto como por pessoas do
mesmo sexo.

b) Definição de sexo. O sexo pode ser definido, de acordo com o Dicionário Houaiss, como a
“conformação física, orgânica, celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-
lhes um papel específico na reprodução”. O ser humano é identificado por seu sexo logo ao nascer (Gn 4.1;
30.21). Hoje, aliás, já se sabe o sexo da criança ainda em seu período de gestação. Logo, o sexo não é o
resultado de uma engenharia social e política, como o querem os ideólogos do gênero. Ou se nasce homem,
ou se nasce mulher. É o que mostra a Bíblia Sagrada e a própria ciência. Neste ensejo, esclarecemos que o
homem, como indivíduo, não pertence ao gênero, mas ao sexo masculino. Todavia, a palavra “homem”,
como substantivo e classe gramatical, faz parte do gênero masculino. O mesmo se aplica à mulher. Em
matéria de biologia, o sexo se refere a uma condição de tipo orgânica que diferencia o macho da fêmea, o
homem da mulher, seja em seres humanos, plantas e animais. Logo, o sexo não é o resultado de uma
engenharia social e política, como o querem os ideólogos do gênero. Ou se nasce homem, ou se nasce
mulher; é o que mostra a Bíblia Sagrada (cf. Gn 4.1; 30.21) e a ciência. Na linguagem corrente, quando se
menciona a palavra sexo também pode referir-se a outras questões: ao conjunto dos seres pertencentes ao
mesmo sexo; aos próprios órgãos genitais propriamente ditos, por isso é que muitas vezes se usa a palavra
como sinônimo de genital; ou a prática de atividades sexuais. Segundo os estudiosos deste assunto, o sexo de
um organismo é definido pelos gametas que produzem; gametas são células sexuais que permitem a
reprodução sexual dos seres vivos. O sexo masculino produz gametas masculinos conhecidos como
“espermatozóides”, enquanto o sexo feminino produz gametas femininos conhecidos como “óvulos”. Da
combinação de ambos os gametas resultará a descendência que possuem as características genéticas
pertencentes aos pais. Os cromossomos serão transmitidos de uma geração a outra em um processo de
combinação de gametas. Cada uma das células terá a metade de cromossomos correspondentes ao pai e outra
metade à mãe. As características genéticas estão contidas no DNA (Ácido Desoxirribonucleico) dos
cromossomos.

c) Sua natureza. Quando terminou de criar todas as coisas (incluindo o homem), “viu Deus tudo quanto
tinha feito, e eis que era muito bom e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31). O sexo, como já
afirmamos, fez e faz parte da constituição físico-emocional do ser humano, desde a criação. Logo, não é
correto concebê-lo como algo imoral, feio, vulgar e pecaminoso. Deus não faria nada ruim. Ele planejou e
formou o homem, a “coroa da criação”, numa totalidade, incluindo o sexo. O que tem arruinado o sexo e o
tornado repulsivo por muitos é o seu uso ilícito, anti-bíblico, antinatural, anticristão, antissocial e sub-
humano. Demônios podem atuar no ser humano na área do sexo (Os 4.12; 5.4).
2. O que determina o sexo de uma pessoa. Biblicamente (e cientificamente), a orientação e o desejo sexual
estão direta e intrinsecamente relacionados às características físicas do sexo (masculino e feminino), de
acordo com as Escrituras e a ciência, existem apenas dois tipos de gêneros: o masculino e o feminino.
Vejamos:

a) A ação do Criador. Do ponto de vista bíblico, a sexualidade de uma pessoa é determinada por uma ação
criadora do próprio Deus de maneira bem definida: “E criou Deus […] homem e mulher os criou” (Gn
1.27); “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea” (Mc 10.6 ver Mt 19.4); “[…] e
Isabel tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome João” (Lc 1.13); “[…] A Noemi nasceu um
filho, e chamaram ao menino Obede […]” (Rt 4.17). Até com os animais a Bíblia mostra a diferença entre
os sexos (Gn 6.19; 7.2,3,9,16). A ideologia de gênero está fora de sincronia com esta criação e é contrária à
ordem natural estabelecida pelo Criador (Rm 1.24-27 ver Lv 18.1-23; Is 28.15).

b) A genética. Os hormônios sexuais são encarregados de conceder a uma pessoa as características físicas
de seu sexo genético. Estes cromossomos contêm as chaves que desencadeiam a regulação dos hormônios
sexuais nos homens e mulheres. Essas instruções estão localizadas em segmentos do DNA chamados
“genes” que definirão o sexo da pessoa […]. Os cromossomos sexuais são um tipo de plasma encontrado no
núcleo das células e que determina o sexo dos seres vivos. As fêmeas normalmente possuem o mesmo tipo
de cromossomos sexuais “XX”, e por isso chamado de sexo homogamético. Os machos são o sexo
heterogamético, contendo dois tipos distintos de cromossomos sexuais, um “X” e outro cromossomo “Y”.
Então, alterar o fenótipo (aparência) não consiste em alterar o genótipo (genes).

c) A fisiologia. Fisiologia é uma área de estudo da biologia responsável em analisar o funcionamento físico,
orgânico, mecânico e bioquímico dos seres vivos. O termo fisiologia se originou a partir da junção do grego
“physis”, que significa “funcionamento” ou “natureza”, com a palavra “logia”, que quer dizer “estudo” ou
“conhecimento”. Deus criou dois sexos anatomicamente distintos (Gn 1.27). Portanto, o órgão genital e as
características físicas de nascimento de um ser humano, também determinam sua sexualidade.

3. Deus criou o sexo. Os anjos, desde que foram criados, continuam com o número de seu contingente
inalterável; eles não se reproduzem sexualmente; foram chamados à existência duma só vez (Sl 33.6; Lc
20.34-36). No entanto, o ser humano propaga-se através da junção sexual (Gn 4.1). Logo, através de um só
casal - Adão e Eva - vieram a existir todas as nações, línguas e povos que, hoje, conhecemos (At 17.26). O
sexo foi criado por Deus; não é invencionice humana. Quando desfrutado de acordo com as ordenanças
divinas torna-se fonte de bênção ao esposo e à esposa. A Bíblia Sagrada afirma que o sexo foi obra da
criação de Deus que, ao criar o homem, fê-lo sexuado (Gn 1.28). Este ponto distingue o homem dos anjos,
por exemplo, que foram criados assexuados (Mc 12.25), logo não se reproduzem; continuam a mesma
quantidade desde que foram criados por Deus. Quando Deus criou Adão e Eva, logo em seguida proferiu a
“bênção” sobre o casal; após isto, ambos “se tornaram uma só carne” (Gn 1.27,28; 2.21-24), e através
deles vieram a existir todas as nações, línguas e povos que, hoje, conhecemos, conforme o apóstolo Paulo
argumentou (cf. At 17.26). O sexo faz parte da perfeita criação de Deus qualificada como sendo “muito
bom” (cf. Gn 1.31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o
que Deus fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito. A confissão de Fé das
Assembleias de Deus no Brasil sobre o sexo, assim afirma: “a diferenciação dos sexos visa à
complementariedade mútua na união conjugal (1Co 11.11), essa complementariedade mútua é necessária à
formação do casal e a procriação. Rejeitamos o comportamento pecaminoso […] bem como qualquer
configuração social, que se denomine família, cuja existência se fundamente em prática, união ou qualquer
conduta que atente contra a monogamia e a heterossexualidade consoante o modelo estabelecido pelo
Criador e ensinado por Jesus (Mt 19.6). Quando criou o ser humano, a Bíblia revela que Deus os fez
sexuados (Gn 1.27). A bênção do Senhor estava sobre aquele casal heterossexual (Gn 1.28). O sexo dentro
do casamento não se constitui pecado, pois a Bíblia nos revela que foi Deus quem o criou (Ec 9.9; Pv 5.15-
19; Hb 13.4). Logo, a natureza do sexo em si não é pecaminosa nem má, como acreditam e defendem
alguns de forma equivocada (1Tm 4.1-3). O sexo fez parte da constituição física e emocional do ser
humano, desde o momento da sua criação (Gn 1.27). Assim, à luz das Sagradas Escrituras não é correto ver
o sexo dentro do casamento como coisa imoral, feia ou suja, pois Deus não fez nada ruim (Gn 1.31). Deus
fez o homem, incluindo o sexo e “viu que tudo era bom” (Gn 1.31). As mãos que fizeram os olhos, o
cérebro, também fizeram os órgãos sexuais. Aquele que criou a mente, criou também o instinto sexual. No
princípio, ao ser criado, o sexo era puro e sem pecado. Mas, com a transgressão de Adão no Éden, todas as
faculdades do homem foram afetadas pelo pecado, inclusive o sexo. Logo, através de um só casal - Adão e
Eva - vieram a existir todas as nações. Há alguns anos, com base na genética, os cientistas concluíram que
todos os seres humanos descendem de uma única mulher - a chamada Eva mitocondrial. Com base no DNA
mitocondrial que, pelo que consta, apenas é transmitido pela mãe, conseguiram afunilar todos os seres
humanos até uma só mulher. O sexo é um bom presente de um Deus bom que se deleita em nossa alegria.
Em Provérbios 5.18,19, Salomão diz a seus filhos: “Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua
juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e
sempre o embriaguem os carinhos dela”. O Senhor instrui aqui, que o ideal de Deus é apenas uma esposa
desde a juventude!

a) A sexualidade é criação divina. Ao criar o homem e a mulher, Deus também criou a sexualidade: “E
Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1.28). O
relacionamento sexual foi uma dádiva divina concedida ao primeiro casal, bem como às gerações futuras:
“deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).
Sempre fez parte da criação original de Deus a união sexual entre o homem e a sua mulher, formando assim,
ambos uma só carne. O livro poético de Cantares exalta a sexualidade e o amor entre o marido e a sua esposa
(Ct 4.10-12). Portanto, não é correto “demonizar” o desejo e a satisfação sexual. Assim como o sexo, a
sexualidade também não é má e nem pecaminosa. O pecado está na depravação sexual que contraria os
princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas.

b) A sexualidade no livro de Cantares. No judaísmo, a interpretação alegórica de Cantares faz alusão ao


amor entre Deus e Israel, e na tradição cristã aparece como uma metáfora do amor existente entre Cristo e
sua Igreja. Porém, quanto ao seu gênero literário, Cantares de Salomão é reconhecido pelos intérpretes como
sendo um poema de amor. A linguagem é franca, mas também é pura. O livro louva o relacionamento
conjugal regido pelo mútuo amor entre marido e mulher. Cantares exalta a sexualidade e não despreza o
prazer sexual no âmbito do matrimônio. O livro narra a celebração do amor na noite de núpcias (Ct 4.1-16) e
na vida matrimonial do casal eternamente enamorado (Ct 5.2-6). Nota-se que o livro desmistifica a
sexualidade e condena a licenciosidade, enaltece a paixão e desqualifica a promiscuidade, exalta o amor e
despreza a lascívia. Assim, Cantares apresenta a sexualidade humana sem depravação e sem malícia. A
mensagem denota o ideal divino para a sexualidade: bela, santa e pura.

4. Os dois sexos. No ato da criação humana, Deus fez o homem e a mulher sexualmente diferentes: "macho
e fêmea os criou" (Gn 1.27). Ou seja, Deus criou o sexo masculino e o sexo feminino, ambos com
constituição anatômica e fisiológica diferentes, para procriação e perpetuação da raça humana. Sem esta
possibilidade, o mundo ainda estaria vazio de seres humanos. Mesmo que haja a intenção maligna de,
exteriormente, transmudar-se, jamais essa pseuda mudança alterará a essência criativa de Deus. Como bem
diz, o Pr. Claudionor de Andrade, o homossexualismo e outras práticas igualmente contrárias às Escrituras
Sagradas jamais conseguirão mudar o que Deus criou. Aliás, o homossexualismo é uma expressão de
rebeldia contra Deus (Rm 1.21-28; Lv 18.22). Sendo criação divina, portanto, o sexo não pode ser tratado
como algo imoral ou indecente. A atração sexual, a atividade sexual não é algo pecaminoso nem estranho ao
ser humano, mas, muito pelo contrário, é algo que decorre da própria natureza humana. Sendo assim, não
podemos admitir que o sexo seja algo antinatural, ou seja, contrário à natureza do homem, ruim, imoral ou
danoso para o ser humano, como alguns têm defendido. O desejo de Deus é que o homem e a mulher sejam
felizes no casamento. Ao criar o ser humano, o Senhor os fez macho e fêmea (Gn 1.26,27). Por conseguinte,
há somente dois sexos: o masculino e o feminino. Estes devem ser tratados como sexos, e não como gêneros,
conforme já vimos. Ainda que alguém exteriormente transmude-se, jamais perderá a essência do sexo com
que nasceu. O homossexualismo e outras práticas igualmente anti-bíblicas jamais conseguirão mudar o que
Deus criou. De fato, esta ideologia é a última rebelião da criatura contra a sua condição de criatura. É uma
teoria absurda, cheia de incoerências e contradições e que apesar disso, tem-se tentado impor seu ensino nas
escolas como uma teoria científica. Apesar de suas incongruências, tem encontrado muitos adeptos e
defensores. Dizem que não existe “homem” e “mulher”. Para eles “Sexo” seria biológico e “gênero” seria
construído socialmente. Sendo assim, não poderia nem mesmo existir o conceito de “homossexual” ou
“heterossexual”, que supõe um sexo básico pelo qual a pessoa é atraída. Logo, a “ideologia do gênero”
destrói os mesmos direitos dos “homossexuais” e combate os que lutam pelos direitos deles. A Bíblia revela
que Deus criou dois sexos anatomicamente distintos: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de
Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, biologicamente o sexo está relacionado aos
órgãos genitais e às formas do corpo humano. Assim sendo, os seres humanos nascem pertencendo ao sexo
masculino ou ao feminino; o homem, designado por Deus como macho, a mulher como fêmea. Por
conseguinte, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a ideologia de gênero. A cultura humana
permanece sob o julgamento de Deus (1Pe 4.17-19). Teóricos da “ideologia de gênero” afirmam que
ninguém nasce homem ou mulher, mas que cada indivíduo deve construir sua própria identidade, isto é, seu
gênero, ao longo da vida. “Homem” e “mulher”, portanto, seriam apenas papéis sociais flexíveis, que cada
um representaria como e quando quisesse, independentemente do que a biologia determine como tendências
masculinas e femininas.

a) A reprodução sexuada e dióica. Ao criar o ser humano, Deus os dotou de órgãos específicos e
especialmente destinados à reprodução da espécie, chamados órgãos sexuais ou genitais. A esse processo de
perpetuação da espécie humana dá-se o nome de “reprodução sexuada”. A reprodução sexuada dos seres
humanos é classificada, quanto ao sexo, de “dióica”, ou seja, requer a participação de dois seres da mesma
espécie, sendo obrigatório que um deles seja “macho” e outro seja “fêmea”. E isso pelo fato inequívoco de
que homem e mulher foram criados com órgãos sexuais apropriados à reprodução. Trata-se de um processo
em que há a troca de gametas (masculinos e femininos) para a geração de um ou mais indivíduos da mesma
espécie. Percebe-se, então, que Deus não criou meio termo; definitivamente, o ser humano é formado de
macho e fêmea. Deus não formou o homem com possibilidades sexuais de desempenhar o papel da mulher
no ato sexual, e nem vice-versa. O nosso Jesus Cristo, ao discorrer sobre esse tema, associou a anatomia dos
sexos com o propósito divino da sexualidade e da reprodução. O Mestre fundiu o texto da criação e da
procriação (Gn 1.27,28) ao texto do relacionamento conjugal (Gn 2.24) indicando que os textos bíblicos se
complementam, isto é, a reprodução humana é sexuada e dióica: Porém, desde o princípio da criação, Deus
os fez macho e fêmea. Por isso, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á a sua mulher. E serão os
dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne. (Mc 10.6-8).

b) O problema da incontinência sexual. Ao tratar das questões de imoralidade sexual e o comportamento


cristão no casamento, o apóstolo Paulo fazia frente a dois movimentos presentes na igreja de Corinto. O
primeiro era formado pelos libertinos ou antinomianos e o segundo era partidário do asceticismo. Os
libertinos ensinavam que não existe problema algum com o uso do corpo, isto é, o que alguém faz com o
corpo é moralmente indiferente. Os adeptos do ascetismo de modo geral consideravam que o corpo é
inerentemente mau e que cada um deve afligir e castigar seu próprio corpo negando-lhe qualquer prazer
físico. Logo depois de escrever condenando a fornicação, Paulo também ensina à igreja que, após casados, o
marido e a mulher não podem negar o prazer sexual ao seu cônjuge, pois ambos têm o dever mútuo de
satisfazerem-se e manterem a fidelidade matrimonial (1Co 7.3). Por essa razão, as Escrituras explicam que o
corpo do homem está sob o domínio da sua esposa e o que o corpo da mulher está sob o domínio do marido
(1Co 7.4). Isso significa que o corpo do marido só pode buscar prazer e satisfação sexual no corpo de sua
esposa, e vice-versa. Desse modo, ratifica-se a união monogâmica e heterossexual e reafirma-se a
condenação das demais práticas como imoralidade sexual. Em seguida, o texto bíblico alerta que a privação
ou abstinência sexual dentro do casamento pode ser usada pelo Adversário como meio de tentação para as
práticas sexuais ilícitas (1Co 7.5). Por isso, o texto orienta os casais a não privarem um ao outro do ato
sexual, exceto de comum acordo e temporariamente para algum propósito espiritual. O casal não deve ser
ingênuo a ponto de imaginar que não serão tentados ou traídos por seus impulsos sexuais. Deus instituiu o
casamento tanto para a procriação quanto para evitar o pecado da imoralidade por meio do prazer mútuo
entre marido e mulher. Sexo pré-marital é pecado e, igualmente o extra-marital.
SÍNTESE DO TÓPICO II
Ao criar o ser humano, o Criador estabeleceu apenas dois sexos: o masculino e o feminino.
SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Este primeiro tópico tem três sub-tópicos: (1) Definição de sexo; (2) Deus criou o sexo; (3) Os dois sexos.
Para introduzi-lo sugerimos uma pergunta: O que é o sexo? Ouça as respostas com atenção. Em seguida,
responda à questão de acordo com definição dada pelo comentarista. Enfatize, porém, que a expressão
“relação sexual” é o contato íntimo que envolve as pessoas dentro do matrimônio. A vontade de Deus é que
o homem e a mulher sejam felizes no casamento e o sexo é uma bênção divina nesse sentido.
III. OBJETIVOS DA SEXUALIDADE HUMANA
A sexualidade humana implica comportamentos e práticas instintivos que estão intimamente associados aos
processos biológicos que ocorrem no corpo, ou seja, se manifestam neles. A tendência sexual normal,
biblicamente aceitável, é a atração entre o sexo feminino e seu oposto masculino, chamada de relação
heterossexual. Nesta condição, a sexualidade está relacionada com a busca da satisfação do apetite sexual,
seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie. Deus criou a sexualidade no homem e na
mulher para despertar neles a vontade de unir os seus corpos e satisfazer os seus desejos mais íntimos (1Co
7.32-34). A atração sexual, portanto, é algo natural e que revela a própria natureza sexuada do ser humano,
devendo, porém, o instinto sexual ser dirigido com equilíbrio para que se faça a vontade de Deus que é a de
que o sexo seja efetuado no casamento, com o cônjuge, com objetivos bem delimitados, a saber: procriação
(Gn 1.27,28); união conjugal (1Tm 4.3,4; Ct 1.2,3,15-17) e; ajustamento do casal (Gn 2.24). O sexo foi
criado por Deus, tendo em vista três objetivos: a procriação da espécie humana, a união conjugal e a glória
divina. Além da Bíblia ensinar que o ato conjugal deve ser praticado única e exclusivamente dentro do
casamento, ela também mostra quais os propósitos pelos quais Deus criou o sexo. Vejamos as principais:

1. Procriação. Como já dissemos, só existe um meio de a espécie humana propagar-se: através da união
sexual entre um homem e uma mulher (Gn 4.1). Assim, casamentos serão consumados e seres humanos
continuarão a nascer até a consumação dos séculos (Is 65.20). Todavia, chegará o momento em que a
humanidade não mais necessitará procriar-se (Lc 20.34-36). Tanto os que forem para o Céu, como os que
forem para o lago de fogo, não mais propagaram a espécie; estará findada a nossa atividade sexual, porque o
ser humano, agora, não será mais carne e sangue (1Co 15.50). Os salvos teremos um corpo de glória;
seremos semelhantes aos anjos. Aleluia! O objetivo primordial do ato sexual refere-se à procriação. A união
sexual e a reprodução, pela instituição do casamento, fazem parte da criação e foi ordenada por Deus desde o
princípio. Deus abençoou o primeiro casal e disse-lhe: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn
1.28). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: "E abençoou Deus a Noé e a seus
filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 9.1). Portanto, a frutificação e
multiplicação da raça humana foi ordem de Deus (Gn 1.28), o que se dá somente pela atividade sexual entre
um homem e uma mulher. Aqueles que dizem que o relacionamento sexual foi o pecado de Adão e Eva
desconhecem totalmente as Escrituras Sagradas. A ordem de procriação concedida ao homem era ponto
definido; jamais o Senhor ousaria ordenar-lhe uma coisa e depois castigá-lo por obedecer a essa ordem.
Nunca devemos confundir o fruto do conhecimento do bem e do mal com o ato conjugal, permitido e
ordenado pelo Senhor. Portanto, sexo não é pecado; o pecado está na depravação sexual que contraria os
princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas. Sem dúvida alguma, o primeiro propósito do ato sexual é a
reprodução humana (Gn 1.28; 9.1; Sl 127.3). A procriação é o ato criador de Deus, através do homem. Para
tanto, o Senhor dotou o homem de capacidade reprodutiva, instituindo o matrimônio e a família (Gn 2.21-
24). No AT, a “lua de mel” para o soldado durava um ano, com o fim de proporcionar ao casal a
possibilidade da procriação (Dt 24.5). Quando os fez macho e fêmea, Deus tinha o propósito de tornar
possível a reprodução do gênero humano (Gn 1.28a), visto que dois iguais não se reproduzem, por isso a
prática homossexual é vista na Bíblia como uma abominação (Lv 18.22); e, algo antinatural (Rm 1.26,27).
Portanto, “o princípio da heterossexualidade estabelecido na criação, continua a ser parte integrante do
plano de Deus para o casamento”. A procriação é o ato criador do Eterno através do homem. Ele dotou o
homem de capacidade reprodutiva, instituiu o matrimônio e a família, visando a legitimação desse
maravilhoso e sublime processo que a mente dos mortais jamais poderá explicar. “Frutificai e multiplicai-
vos”, foi a ordem do Criador (Gn 1.27,28). Só existe um meio de a espécie humana propagar-se: através da
união sexual entre um homem e uma mulher. A ciência já deu passos definitivos nessa área, já não é mais
verdadeira a afirmativa da lição; A inseminação artificial e a fertilização in vitro são as principais técnicas
para ajudar pessoas com dificuldades para ter um filho. E esta área da ciência está indo além. A intimidade
física entre marido e mulher é bela e sagrada. Ela é ordenada por Deus para a criação de filhos e para a
expressão do amor entre marido e mulher. Deus ordenou-nos que a intimidade sexual seja reservada para o
casamento. A geração de filhos restrita ao casamento, objetiva, além da pureza sexual, poupar o homem do
sofrimento. Ao casal original, unidade de desiguais, transferiu-se a bênção da reprodução para a adequada e
seletiva perpetuação da espécie. Os indivíduos coletivizados na sociedade conjugal, embora conjunto de
dois, eram uma só carne, imagem do Criador, pela natureza, pela identidade de propósitos, pelo psiquismo
integrado, pela afinidade agápica, pela interação social, pela fé comum, pelo gozo sensual compartilhado,
pela geração de semelhantes. Do Criador o casal, homem e mulher, recebeu, equipado devidamente, a
incumbência do governo, do domínio e da procriação (esta por meio do sexo prazeroso); tudo conforme a
vontade do Pai Celeste (Gn 1.26-28). Homem e mulher possuem genitália apropriada à reprodução. Notem
que Deus não criou meio termo, não criou um ser humano que em determinado momento pudesse assumir
funções incompatíveis com a natureza do seu ser. Deus não criou um homem com possibilidades sexuais de
desempenhar o papel da mulher no ato sexual, e vice-versa. Ocorre que a natureza pecaminosa em função da
queda no Éden coloca o homem em rebeldia contra Deus. Pela influência do diabo, o homem continua se
rebelando contra o Criador e Sua palavra. Daí as perversões na área sexual.
a) Multiplicação da espécie humana. A finalidade primordial do ato sexual refere-se à procriação. Deus
abençoou o primeiro casal e disse-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Tal como
o Criador ordenara a procriação dos animais (Gn 1.22), também ordenou a reprodução do gênero humano.
Neste ato, Deus concedeu ao ser humano os meios para se multiplicar, assegurando-lhe a dádiva da
fertilidade. Depois da queda no Éden (Gn 3.11,23), e a conseqüente corrupção geral (Gn 6.12,13), o
Altíssimo enviou o dilúvio como juízo para eliminar o gênero humano (Gn 6.17), exceto Noé e sua família
(Gn 7.1). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: “E abençoou Deus a Noé e a
seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 9.1). A terra, que outrora fora
despovoada, agora deveria ser repovoada por Noé a fim de dar continuidade aos desígnios divinos (Gn 3.15,
cf. Rm 16.20).

b) A bênção da fertilidade. Como já visto, a ordem divina para a procriação da espécie humana é precedida
pela bênção da fertilidade (Gn 1.28). A partir dessa dádiva e ordenança divina, as narrativas bíblicas
registram a busca pela maternidade e paternidade como anseio geral tanto de mulheres quanto de homens. A
fertilidade passa a ser indispensável para o cumprimento do preceito divino. Desse modo, os registros das
Escrituras quanto à sexualidade estão intrinsecamente relacionados com a reprodução e procriação da vida
humana. Após a queda do homem no Jardim do Éden, Deus avisa que, por causa da desobediência, a bênção
da fertilidade trará também sofrimento: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua
conceição; com dor terás filhos” (Gn 3.16). Apesar desse novo ingrediente, mulheres e homens, por meio da
união heterossexual e do casamento monogâmico, anseiam cumprir a multiplicação da espécie e prover
descendência para a família.

2. União conjugal. “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória
eternamente. Amém!” (Rm 11.36); “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer,
fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). O padrão bíblico é que o sexo expresso dentro do casamento
entre um marido e mulher é santo, saudável e bom. O sexo expresso em outro lugar fica aquém da intenção
de Deus e viola o seu mandamento. A união sexual é reservada exclusivamente para o casamento (Hb 13.4).
O intercurso sexual não é pecaminoso, nem uma concessão ao pecado, mas uma dádiva prazerosa de Deus.
O autor de Hebreus (13.4) afirma: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito
[intercurso sexual] sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros”. O livro de Cantares é uma
canção de amor tenra, às vezes erótica, entre um homem e uma mulher enquanto eles preparam para o
casamento. Não há um traço de autoconsciência moral sobre o intercurso sexual matrimonial. É verdade que
os pais da igreja frequentemente tinham uma visão que diminuía o sexo e o corpo humano, mas isso se devia
à influência de ideias gnósticas e pagãs greco-romanos. Eles não tiraram essa convicção da Bíblia, que
retrata o intercurso matrimonial como belo, prazeroso e santo. O sexo foi criado por Deus para ser
desfrutado no contexto da vida matrimonial (Gn 2.24). O sexo, quando praticado antes e fora do casamento,
afigura-se como ofensa e pecado perante o Criador. No casamento, porém, une o casal e perpetua os laços
entre o homem e a sua esposa. O sexo é uma das expressões pelas quais se traduz a união conjugal - “e serão
ambos uma carne” (Gn 2.24). É uma das principais expressões do amor conjugal. Com efeito, é através do
sexo que um cônjuge se entrega ao outro, que um cônjuge procura agradar ao outro. O amor conjugal não se
confunde com o sexo, como propala erroneamente o mundo imerso no pecado, mas tem uma de suas
expressões no sexo. O sexo praticado no modelo bíblico revela o verdadeiro amor, pois não é egoísta, tanto
que a Palavra de Deus diz que o corpo do cônjuge está sob o domínio do outro (1Co 7.4). A fase de união
conjugal é tão importante que a lei de Moisés dispensava, durante um ano, o homem casado dos seus deveres
cívicos, inclusive o de ir à guerra (Dt 24.5). Como seres humanos, somos dotados de um profundo desejo por
intimidade. Ansiamos por nos unir a outros seres humanos e a Deus. O Senhor nos criou com esse desejo.
Parte do seu projeto para o sexo inclui satisfazer essa necessidade de relacionar-se de modo pessoal. Está
provado cientificamente que o sexo cria um laço entre duas pessoas, mas os níveis mais profundos de união
e intimidade só podem ser atingidos com a busca pelo plano de Deus para o sexo. Gênesis 2.24 diz:
‘Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne’ .
Essa passagem fala sobre o vínculo entre marido e mulher fortalecendo-se a ponto de eles se tornarem uma
só carne. O escritor de Gênesis sabia intuitivamente o que a ciência confirmou há pouco tempo.
Pesquisadores descobriram um hormônio chamado ‘ocitocina’, ou ‘hormônio do amor’. A ocitocina é uma
substância química que nosso cérebro libera durante o sexo e a atividade que precede o ato. Quando essa
substância é liberada, produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. Cada vez que você faz
sexo, seu corpo sofre uma reação química que lhe diz para ‘apegar-se’. Deus criou os meios para satisfazer
nosso desejo por intimidade em um nível biológico. Alguma motivação deve haver na união e isso deve ser
pautada no amor, respeito e alegria. As motivações que devem conduzir o casal ao sexo:

a) O amor. Ao contrário do modo de vida das pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e praticam o
sexo por mero prazer, o cristão é orientado a praticar o ato conjugal motivado pelo amor: “O marido pague
à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido” (1Co 7.3). Benevolência e amor
andam juntos, pois “o amor é benigno” (1Co 13.4).

b) Respeito. O ato sexual entre cristãos deve ser feito com respeito, pois o amor: “não se porta com
indecência” (1Co 13.5). O marido deve honrar o corpo da esposa, e a esposa o corpo do marido, como nos
ensina o apóstolo Pedro (1Pe 3.7). Portanto, o cônjuge não pode ser forçado a fazer sexo quando não pode,
principalmente a mulher, em casos específicos, entre outros: período de menstruação (Lv 18.19,20), período
pós-parto, como também em casos de doenças.

c) Alegria. O ato conjugal não deve ser praticado com tristeza ou insatisfação; mas, com alegria, pois é um
momento de prazer mútuo entre os cônjuges. A recomendação do sábio é clara: “alegra-te com a mulher da
tua mocidade” (Pv 5.18). Uma vez seguindo as orientações bíblicas, virá sobre a vida íntima do casal a
proteção contra quaisquer tipos de pecados e ações de satanás (1Co 7.1-3).

3. O ajustamento do casal. Em 1 Coríntios 7.1-7, vemos uma orientação bíblica muito importante do
apóstolo Paulo no que diz respeito à intimidade conjugal. O apóstolo, nesta passagem, considera os seguintes
princípios:

a) Prevenção (v.2). “mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher e cada uma
tenha o seu próprio marido”. Com isso, evita-se o adultério e a prostituição.

b) Mútuo dever (v.3). “O marido pague à mulher a devida benevolência e, da mesma sorte, a mulher ao
marido”. É o dever do amor conjugal, no que tange ao atendimento das necessidades sexuais, a que tem
direito cada cônjuge.

c) Autoridade mútua (v.4). “A mulher não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e
também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre seu próprio corpo, mas tem-no a mulher”. Não
se trata aqui, da autoridade por imposição, pela força, mas sim pelo amor conjugal. Diga-se também, que o
marido não pode abusar da esposa, praticando atos ilícitos, carnais, abusivos e sub-humanos, ou vice-versa.

d) Abstinência consentida (v.5). Isto é importante no relacionamento do casal. Os cônjuges podem abster-
se, por algum tempo, da prática sexual, mediante o consentimento mútuo. Não pode haver imposição de um
sobre o outro. Caso decidam separar-se no leito conjugal, devem fazê-lo sob as seguintes condições: que
haja concordância entre ambos, e que haja sabedoria quanto ao tempo determinado para dedicarem-se à
oração e à disciplina da vontade (de ambos).

3. Prazer e satisfação dos cônjuges. Existem seitas ou religiões e, até evangélicos, que proíbem o prazer do
sexo alegando que a finalidade deste é somente a procriação. Isso não tem base na Bíblia. Vários textos nos
mostram que Deus reconhece o direito de o casal usufruir desse prazer. Em Provérbios 5.18-23, o sábio
recomenda aos cônjuges que desfrutem do sexo, sem referir-se, neste caso, ao ato procriativo. Nesta
passagem, porém, o homem é advertido quanto à “mulher estranha”, a adúltera; e é incentivado a valorizar
a união conjugal honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade (ver Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9). No
Antigo Testamento, a “lua de mel” durava um ano! (Dt 24.5). A Bíblia se refere ao sexo como algo
prazeroso e satisfatório entre o marido e a sua esposa: "Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a
mulher da tua mocidade..." (Pv 5.18,19); e ainda: "Goza a vida com a mulher que amas" (Ec 9.9). Mas, a
busca do prazer e da satisfação não deve ser egoísta, transformando-se o parceiro sexual (que será,
necessariamente, o cônjuge) em um mero objeto, mas, bem ao contrário, a Palavra de Deus estabelece que se
busque sempre a satisfação do outro (1Co 7.3-5). É neste equilíbrio e altruísmo que o sexo de acordo com a
Palavra de Deus se distingue das aberrações e das práticas mundanas que têm substituído, entre os ímpios, o
princípio divino da sexualidade. A bestialidade sexual está sempre relacionada com o egoísmo e o total
aviltamento do parceiro sexual (Gn 19.4-11; Jz 19.22-30; 2Sm 13.11-17). Portanto, o ato conjugal deve ser
um prazer, e nunca um tormento ou sofrimento. Os dois, marido e mulher, devem sentir-se satisfeitos e
alegres de se completarem neste ato. Na satisfação sexual o casal sempre renova a união, recriando o vínculo
matrimonial. Assim, na união conjugal, como também ensina o Novo Testamento, o homem e a sua mulher
devem buscar a satisfação sexual (1Co 7.5). Caso esta satisfação sexual e prazer conjugal não seja constante,
a tendência é que o casamento se acabe. Nisto percebemos que os casais precisam sempre se recrear, dando
continuidade à união que um dia foi iniciada.

a) O sexo é bom. O sexo foi criado por Deus, e quando expressado altruisticamente dentro do matrimônio, é
uma ótima coisa. A intimidade sexual é um dos aspectos mais saudáveis, belos e significativos do
casamento. Não obstante, se não for manifestado dentro de um contexto amoroso, pode causar mais prejuízo
que benefício.

b) Prazer. Uma das razões por que Deus criou o sexo foi para o nosso prazer. Vemos isso claramente em
Provérbios 5.18,19: ‘Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como a cerva
amorosa e gazela graciosa; saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído
perpetuamente’. Essa passagem fala de um marido sendo satisfeito pelo corpo de sua esposa. O texto
original pode ser lido como: ‘Que você fique inebriado pelo sexo com ela’. Deus planejou o sexo para ser
divertido e prazeroso. Está claro que Deus criou o sexo para o nosso benefício e para sua glória. Quando se
desfruta o sexo de acordo com o plano divino, o resultado é maravilhoso. Quando saímos dos limites
estabelecidos por Deus para nossa vida sexual, o prazer diminui, a intimidade é rebaixada, e as bênçãos que
Deus planejou como resultados de nossos encontros sexuais podem se deteriorar.

c) Satisfação. O ato conjugal também foi criado para proporcionar prazer ao casal. A Bíblia diz: “Bebe
água da tua fonte, e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam as tuas fontes por fora, e pelas ruas os
ribeiros de águas? Sejam para ti só, e não para os estranhos contigo. Seja bendito o teu manancial, e
alegra-te com a mulher da tua mocidade” (Pv 5.15-18). O sábio exorta os cônjuges a desfrutarem do sexo,
sem ao menos mencionar os filhos. Neste capítulo, o homem é incentivado a valorizar a união conjugal
honesta e santa, exaltando a monogamia, a fidelidade e o prazer (Ec 9.9; Ct 4.1-12; 7.1-9).

d) A intimidade e interação sexual é privativa dos casados. A ordem de crescer e multiplicar não foi dada
a solteiros, mas a casados (Gn 1.27,28). Deus não quis que o homem vivesse só e lhe deu uma esposa, já
formada, preparada para a união conjugal. O ensino bíblico é que o homem deve desfrutar o sexo com a
esposa de modo normal, racional, sadio e amoroso não com a namorada ou noiva. Em Cantares de Salomão,
tem-se a exaltação do amor conjugal. Este, não ocorre entre solteiros (Ct 4.1-12; Ef 5.22-25). Pesquisas
indicam que 50% dos jovens evangélicos já praticaram sexo antes do casamento. Isso é pecado grave contra
o próprio corpo, contra o Criador, contra a Palavra de Deus, contra o próximo, contra a Igreja e contra a
família.

4. A glória de Deus. O sexo não é uma atividade meramente fisiológica ou recreativa. Na Bíblia, há um
livro dedicado às belezas da vida conjugal (Ct 2.1-4). Cantares é uma canção de amor tenra, às vezes erótica
- embora alguns repudiem essa idéia, espiritualizado o livro - entre um homem e uma mulher enquanto eles
preparam para o casamento. Sexo fora do casamento é pecado; todos os cristãos sabem isso, e os incrédulos
também. Não ter sexo no casamento (sob as circunstâncias ordinárias) também é pecado; talvez nem todos
estejam cientes disso. De acordo com 1 Coríntios 7.3-5, sexo no casamento é uma dívida. Negligenciar ou
recusar fazer sexo com o seu cônjuge é roubo, uma quebra do oitavo mandamento: “Não furtarás”.
Interessante essa colocação, e pouco pensamos acerca disso, de que o sexo também é para a glória de Deus!
Dizemos que Jesus Cristo é Senhor, e devemos ter a compreensão de que isso significa que Ele é Senhor do
casamento e do lar do casal também. Assim, nosso objetivo é a glória de Deus em Jesus Cristo e a edificação
dos santos. Dentro dessa estrutura e com esse espírito, consideremos o dever do sexo no casamento. Aliás, a
Igreja de Cristo é apresentada como a Noiva do Cordeiro (Ap 21.9; 22.17). Pode haver algo mais glorioso?
A vida sexual do casal, na ótica bíblica:

a) Deve ser exclusiva ou monogâmica. Deus condena de forma veemente a poligamia (Gn 2.24; Pv 5.17).

b) Deve ser alegre. O casal tem direito de usufruir do contentamento propiciado pela intimidade
matrimonial (Pv 5.18).

c) Deve ser santa (1Pe 1.15 e 1Ts 4.4-8). A santidade se aplica também ao nosso corpo, uma vez que o
Espírito Santo habita em nós (1Co 6.19,20), razão pela qual toda e qualquer prática sexual ilícita
(aberrações, bestialidade etc.) não devem ser permitidas; além de pecaminosas, não contribuem para o
ajustamento espiritual do casal.

d) Deve ser natural (Ct 2.6; 8.3). As relações sexuais anal e oral são antinaturais e sub-humanas, portanto,
reprováveis. Os pecados do sexo são responsáveis por muitas doenças, inclusive as denominadas doenças
sexualmente transmissíveis (DST) que vêm ceifando milhões de vidas no mundo inteiro, principalmente a
AIDS. Essas práticas sexuais reprováveis estão sujeitas a juízo (Hb 13.4).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Os objetivos da sexualidade humana é a procriação, a união conjugal e a glória de Deus.
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Prepare-se para celebrar

Acredito que minha opinião está clara. Não creio que Cantares de Salomão seja primeiramente uma alegoria
ou tipologia. Não creio que seja uma representação. Não creio que seja um elaborado diário. Concordo com
a perspectiva do comentarista bíblico Lloyd Carr: ‘O amado e a amada são apenas pessoas comuns”. Tom
Gledhill, em seu comentário, declara: ‘Os dois são ‘totalmente homem’ e ‘totalmente mulher”. Isso é
encorajador. Cantares é sobre o seu casamento e o meu. Esses oito capítulos das Escrituras podem falar
conosco, e assim provocar uma grande diferença em nossas vidas, para a glória de Deus” (MAHANEY, C. J.
Sexo, Romance e a Glória de Deus: o que todo marido cristão precisa saber. Rio de Janeiro: CPAD,
p.13).
IV. DISTORÇÕES DA SEXUALIDADE
Paulo ensina que o sexo é uma bênção, mas pode se tornar uma maldição. Ele é uma benção dentro do
casamento, mas um sério problema fora dele. Somente no casamento monogâmico e heterossexual (1Co 7.9)
se pode praticar sexo, sendo totalmente contrária à Palavra de Deus qualquer outra conduta que não seja
esta. Portanto, toda prática sexual realizada fora destes moldes constitui-se em sexo ilícito. O sexo, quando
praticado antes, ou fora do casamento, gera iniquidades e abominações: fornicação, adultério,
homossexualismo e ideologias nocivas. Já vimos que o sexo foi criado por Deus com propósitos elevados,
saudáveis e benéficos para o ser humano. No entanto, desde a Queda, o sexo e a sexualidade têm sido
deturpados de modo irresponsável (Rm 1.24-27). Vejamos, a seguir, algumas distorções da sexualidade mais
acintosas, praticadas pela sociedade ímpia:

1. Sexo pré-marital e extramarital. Sexo pré-marital é pecado e, igualmente o extramarital. São


conhecidos como fornicação e adultério, podendo ser incluído aqui a masturbação.

a) A fornicação. Fornicação vem da palavra grega porneia, cujo significado inclui adultério e incesto.
Porneia vem de outra palavra grega, cuja definição inclui também ceder a qualquer tipo de luxúria ilícita,
inclusive a homossexualidade. Em 1 Timóteo 1.10, os "impuros" e "sodomitas" (ou "homossexuais") violam
o sétimo mandamento (Êx 20.14), que proíbe a atividade sexual fora do leito conjugal. Deus nunca tolera o
pecado, o qual não tem lugar, de modo algum, em seu reino, e nem a pessoa cujo padrão de vida seja o de
imoralidade, impureza e cobiça habituais estará em seu reino, pois tal pessoa não é salva (1Co 6.9,10; Gl
5.17-21; 1Jo 3.9,10). Relação sexual entre pessoas não casadas. A Bíblia restringe o ato sexual apenas aos
casados. Portanto, praticá-lo antes do casamento se constitui em transgressão (Gl 5.19-21; Ef 5.3; Cl 3.5). A
fornicação é um abominável pecado contra Deus (Ef 5.5; Ap 21.8). Ela é geralmente entendida como a
atividade heterossexual entre pessoas solteiras ou entre casado e solteiro. É uma atitude errada porque
concentra-se no prazer e não na convivência legal; é instantânea e inconstante, não tem compromissos e não
assume responsabilidades familiares. Ao contrário do que determina a Bíblia Sagrada, o mundo tem
defendido e até incentivado que as pessoas, numa idade cada vez menor, venham a manter relações sexuais,
deixando a virgindade, algo considerado ultrapassado e até ridicularizado pela mídia e, por extensão, na
sociedade por ela influenciada; entretanto, a Bíblia condena a fornicação do início ao final. A Palavra de
Deus é bem clara ao afirmar que os fornicários não herdarão o reino de Deus (At 15.29; Ef 5.5; 1Tm 1.10;
Hb 12.16; Ap 21.8). A fornicação é o relacionamento sexual antes do casamento (1Tm 1.10). Logo, quando
um casal de namorados, ou de noivos, pratica o sexo, tanto o rapaz quanto a moça pecam contra o Senhor
(Ef 5.5). Se este é o seu caso, deixe o pecado imediatamente e procure a ajuda de seu pastor. Enfim, a
atividade sexual de pessoas solteiras é algo condenável aos olhos do santíssimo Deus. Fornicação é pecado.
Não querendo Deus que o homem vivesse só, deu-lhe uma esposa (Gn 2.18). Por isso, o Cântico dos
Cânticos de Salomão exalta o relacionamento sexual não entre solteiros, mas entre um homem e uma mulher
devidamente casados (Ct 4.1-12; Ef 5.22-25). Isso significa que o sexo antes ou fora do casamento
desagrada a Deus. E quem vive na prática do pecado não herdará o Reino de Deus (Ef 5.5).

1) No Antigo Testamento. A Bíblia exalta a pureza na vida de um jovem (Sl 119.9-11). Aliás, esse texto é
indispensável a todo servo de Deus. As leis sobre a castidade eram rigorosas. Se uma jovem, por exemplo,
tivesse relações sexuais antes do casamento era apedrejada até à morte (Dt 22.20,21), e o sacerdote só
poderia se casar com uma virgem (Lv 21.13,14), demostrando que em Israel, a virgindade era necessária e
valorizada por todos (Gn 34.7).

2) Em o Novo Testamento. Doutrinando os coríntios sobre a fidelidade a Cristo, Paulo faz alusão ao valor da
virgindade: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos
apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2Co 11.2). Por conseguinte, a pureza
sexual em o Novo testamento é tanto para o homem quanto para a mulher. Ambos devem manter-se castos e
virgens até o casamento.

3) Diante do pecado, não há ninguém forte; se não vigiarmos, cairemos. Por esse motivo, quer moços,
quer velhos, revistamo-nos da graça de Deus, para que não venhamos a praticar amanhã o que, hoje,
veementemente condenamos. Mas a boa notícia é que temos o Espírito Santo, que, habitando em nós,
conduz-nos de vitória em vitória. N’Ele, somos fortes, porque já vencemos o Maligno (1Jo 2.13,14). Usemos
as mídias com prudência e moderação; consagremo-los ao Senhor. Se formos assistir a algo, evitemos as
armadilhas de um lugar solitário. Jamais nos esqueçamos de que o Senhor Jesus, cujos olhos são chamas de
fogo, está contemplando todas as coisas.

4) Educando os jovens na Palavra de Deus. Com base na Bíblia Sagrada, ensinemos às nossas crianças,
adolescentes e jovens, que o sexo é permitido por Deus para o prazer de um homem e uma mulher unidos
pelo matrimônio. O sexo fora ou antes do casamento é pecado e contrário ao plano de Deus na vida de um
casal crente. Enquanto isso, prontifiquemo-nos a orar pelas autoridades constituídas, para que não instituam
leis cujo único objetivo é promover o pecado e destruir a família tradicional.

b) O adultério. O adultério, por outro lado, refere-se ao pecado sexual de pessoas casadas com alguém que
não seja seu cônjuge, e a palavra é usada no Antigo Testamento, literal e figurativamente. A palavra hebraica
traduzida por "adultério" significa literalmente "quebrando o casamento." Curiosamente, Deus descreve a
deserção do Seu povo a outros deuses como adultério. O povo judeu foi considerado como o cônjuge de
Jeová, então quando eles se voltaram aos deuses de outras nações, foram comparados com uma esposa
adúltera. O Antigo Testamento muitas vezes se refere à idolatria de Israel como uma mulher devassa que
"prostituiu-se" com outros deuses (Êx 34.15,16; Lv 17.7; Ez 6.9). Além disso, todo o livro de Oseias
compara a relação entre Deus e Israel com o casamento do profeta Oseias e sua esposa adúltera, Gomer. As
ações de Gomer contra Oseias eram um retrato do pecado e da infidelidade de Israel, que, vez após vez,
abandonou o seu verdadeiro marido (Jeová) para cometer adultério espiritual com outros deuses. No Novo
Testamento, as duas palavras gregas traduzidas como "adultério" são quase sempre usadas para se referirem
literalmente ao pecado sexual envolvendo parceiros casados. A única exceção é na carta à igreja de Tiatira,
que foi condenada por tolerar "Jezabel, que a si mesma se declara profetisa" (Ap 2.20). Esta mulher chamou
a igreja à imoralidade e práticas idólatras e qualquer um seduzido por suas falsas doutrinas foi considerado
como se tivesse cometido adultério com ela. O adultério é a relação sexual extraconjungal. Relação sexual
de um homem casado com uma mulher que não é a sua esposa, ou vice-versa. Prática condenada pela Bíblia
Sagrada (Êx 20.14; Dt 5.18; Mt 5.27; Rm 13.9). A Escritura fala da união Monossomática (mono = um) +
(soma = corpo). Este é mais um mistério da união sexual dentro do casamento: “serão ambos uma carne”
(Gn 2.24). A expressão em destaque diz respeito a um nível de relacionamento tão íntimo entre um casal, ao
ponto de fazerem com que o marido e a esposa tornem-se uma só pessoa, de tal forma que beneficiando ou
afetando um, logo se atingirá o outro (Ef 5.28b). A Bíblia tem fortes admoestações contra quem comete o
pecado de adultério (Êx 20.14; Lv 18.20; 1Co 6.10; Hb 13.4). O mundo vê o adultério como algo normal,
natural e até esperado no casamento. Recente pesquisa feita no Brasil demonstrou que dois terços das
pessoas esperam ser traídas por seu cônjuge e entendem ser isto natural e compreensível. Entretanto, o
adultério é abominável aos olhos de Deus, tanto que seu alcance foi ampliado por Jesus no sermão do monte
(Mt 5.27-30). Sua prática é considerada loucura pela Palavra de Deus: “O que adultera com uma mulher é
falto de entendimento; destrói a sua alma o que tal faz” (Pv 6.32). Com certeza, não há prática que cause
tantos males e denigra tanto o caráter de alguém senão o adultério, que, além de destruir a família - célula
principal da Igreja -, dá péssimo exemplo aos filhos que, sem o exemplo dos pais, perdem o referencial do
certo e do errado, sendo, a partir de então, alvos fáceis do inimigo de nossas almas. O adultério é a figura da
infidelidade. Na Bíblia, a prática do adultério é punida com a morte eterna, tamanho o mal que representa
(cf. 1Co 6.9). As Escrituras Sagradas afirmam que é o próprio Deus quem julgará os adúlteros (cf. Hb 13.4).
A Palavra de Deus permanece para sempre e ela continua a nos ensinar que ficarão de fora os adúlteros e os
fornicários (Ap 21.8; 22.15). A fim de proteger a harmonia conjugal, o Senhor decretou: “Não adulterarás”
(Êx 20.14). Jesus, no Sermão da Montanha, condena não somente o ato em si, como a própria cobiça (Mt
5.27,28). Que o Senhor nos guarde desse pecado que tantas lágrimas têm derramado. Sejamos fiéis à
companheira que o Senhor nos concedeu (Ml 2.16). Os adúlteros não terão parte nem guarida no Reino de
Deus. Mantenhamos fielmente o nosso casamento. Que ninguém veja o divórcio como escape às suas
desavenças conjugais, nem como oportunidade para dar vazão às suas cobiças e concupiscências. Se há
conflitos matrimoniais, busque ajuda junto ao seu pastor. E, se por acaso, o seu coração já se deixou enredar
por outra mulher, cuidado! Não se prenda aos laços de Satanás. Caso contrário, perderá você a esposa
querida, os filhos que tanto o admiram e a própria alma. Haja como homem de Deus. E, como homem de
Deus, encaminhe a sua família à Jerusalém Celeste.

1) Causas da infidelidade. Vejamos as causas mais comuns da infidelidade:

a) Concupiscência. Um fato interessante salta aos olhos de quem lê os conselhos de Salomão contra a
mulher adúltera em Provérbios: não há referência ao Diabo em suas advertências! O sábio não
responsabiliza o anjo caído pelo fracasso moral dos homens, mas responsabiliza aquele a quem chama de
“filho meu”. Somos agentes morais livres e temos a liberdade de escolher entre o bem ou o mal. Desejos
bons e ruins são inerentes ao ser humano. Não os subestimemos! Por isso, o sábio aconselha: “Não cobices
no teu coração a sua formosura, nem te prendas com os seus olhos” (Pv 6.25; cf. Gl 5.16).

b) Carências. Em Provérbios 5.15-17, o sábio lança mão de algumas metáforas para aconselhar como deve
ser a vida íntima do casal. A frase “bebe a água da tua própria cisterna” mostra que o sexo não deve ser
praticado apenas como um dever de um cônjuge para com o outro (1Co 7.3), mas como algo prazeroso,
assim como o é beber água! Se esse princípio não for observado, um dos cônjuges ficará com a sensação de
que lhe falta alguma coisa! Desgraçadamente, muitos vão saciar-se noutra fonte (Pv 7.18), daí o desastre em
muitas famílias.

2) As consequências da infidelidade. Vejamos as causas mais comuns da infidelidade:

a) Perda da comunhão familiar. Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a desonra da
família. O sábio avisa que o “seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios” (Pv
5.4). Esse fim amargo respingará nas famílias envolvidas (Pv 6.33). O sentimento de vingança estará
presente na consciência do cônjuge traído (Pv 6.34). Se pensássemos na mancha que a infidelidade conjugal
produz teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. A pergunta inevitável é: “Deus
perdoa quem cometeu tal ato?” Não há dúvida que perdoa. Mas apesar do perdão divino, as consequências
ficam (Pv 5.9-14).

b) Perda da comunhão com Deus. É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um
relacionamento extraconjugal. Todavia, mais trágico ainda é perder a comunhão com Deus. Salomão sabia
desse fato e por isso advertiu: “Mas não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas
profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é Sheol, e esta designa o
mundo dos mortos. De fato, a expressão “ali estão os mortos”, no hebraico, significa: espíritos dos mortos
ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do Reino de Deus (1Co
6.10). O que tudo isso quer dizer? Que essa é a consequência de quem cometeu esse pecado, mas não se
arrependeu! Por isso, não flerte com a (o) adúltera (o). Seu caminho pode até parecer prazeroso, mas
inevitavelmente o levará à morte (Pv 9.17,18).

3) Conselhos de como se prevenir contra a infidelidade. Tomemos alguns conselhos com base na Bíblia
para se prevenir contra a infidelidade:

a) Sexo com intimidade. A intimidade sexual (ou a falta dela) é um dos fatores que influenciam a vida
conjugal. Há casais na igreja que tem relações sexuais com relativa frequência, mas sem intimidade! Há sexo
na relação, mas não há amor nem intimidade! Observe o conselho de Salomão: “Seja bendito o teu
manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, como cerva amorosa e gazela graciosa; saciem-te os
seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê atraído perpetuamente. E por que, filho meu, andarias
atraído pela estranha e abraçarias o seio da estrangeira?” (Pv 5.18-20). Há maridos que não demonstram o
mínimo afeto à esposa e o oposto também é verdadeiro. Mas Deus criou o sexo para ser desfrutado com
afeto, amor e intimidade. Do contrário, o relacionamento sexual não atenderá aos propósitos divinos e nem
às expectativas do cônjuge.

b) Apego à Palavra de Deus e à disciplina. Como antídoto e forma de prevenção contra a infidelidade,
Salomão aconselha o apego à Palavra de Deus e à disciplina. Para não cairmos na cilada da infidelidade
conjugal, devemos guardar a instrução do Senhor, guardando-a em nosso coração. A Palavra do Senhor é luz
que ilumina a nossa vida (Pv 6.20-24). O homem e a mulher só estarão livres do perigo da infidelidade
conjugal quando a Palavra estiver impregnada em suas mentes e corações. Para isto, o crente deve meditar
nela dia e noite. Por isso, seja disciplinado.

c) Prostituição. Em sentido geral, envolve todas as práticas sexuais pecaminosas. Em sentido estrito, é a
intimidade sexual com prostitutas e a infidelidade conjugal. Deus a proíbe com veemência (Dt 23.17); é
grave pecado (1Co 6.16); é insanidade, loucura, estupidez e torpeza (Pv 7.4-10; 1Co 6.15-18).

1) Deus condena a prostituição. O autor da Carta aos Hebreus diz: “Venerado entre todos seja o
matrimônio e o leito sem mácula, mas aos adúlteros e aos que se dão à prostituição, Deus os julgará” (Hb
13.4). Muitos, erroneamente, acreditam que prostituição ocorre somente quando uma pessoa paga ou recebe
dinheiro para fazer sexo. Porém, aos olhos de Deus, quando um jovem solteiro mantém um relacionamento
sexual, está se prostituindo e seu relacionamento está manchado. O sexo entre pessoas solteiras é chamado
fornicação. Na Bíblia, tal prática é tida como uma impureza sexual. Quem se entrega a tal prática não
herdará a vida eterna (Ap 21.8).

2) Deus valoriza a castidade. Quando Deus nos diz que devemos nos resguardar sexualmente até o
casamento não planeja nos punir ou castigar. Na verdade, Ele está nos poupando de problemas físicos e
emocionais advindos de uma sexualidade precoce. A ordem divina não apenas nos poupa desses problemas,
mas igualmente de doenças sexualmente transmissíveis e de planos frustrados, como deixar de concluir os
estudos por força de uma gravidez fora de hora e as responsabilidades da maternidade e paternidade não
planejados. Portanto, vale a pena esperar em Deus e ter uma vida casta. A castidade não é apenas a
abstinência do ato sexual, mas sim uma forma de agir, pensar e de conviver com outras pessoas. Uma pessoa
casta policia seus pensamentos, a forma como se veste, como fala e como se relaciona com o próximo, para
não despertar desejos sexuais indevidos em outras pessoas. O jovem e a jovem que temem a Deus não
devem despertar desejos sexuais que não poderão ser satisfeitos fora do casamento. Castidade é mais que
abstinência do sexo; é um estilo de vida que demonstra respeito não apenas a Deus, mas também por si
mesmo, para que seu corpo não seja visto como um objeto a ser descartado depois de ter dado prazer a
alguém.

3) Não precisamos ceder à cultura do mundo. A cultura de nossos dias ensina que a vida sexual antes do
casamento é benéfica, e que se uma pessoa não está satisfeita com seu namorado, pode buscar o prazer com
outra pessoa. Esse é um pensamento satânico e fere o princípio dado por Deus sobre o homem e a mulher
serem um por meio do casamento. Paulo diz que se um homem se junta com uma prostituta, faz-se um só
corpo com ela (1Co 6.16). Seja solteiro(a), seja casado(a), se um homem ou mulher busca o prazer sexual
fora dos limites ordenados por Deus, não pode esperar ser abençoado(a) por Ele nessa área.

d) A masturbação. Há ensinadores que não a consideram pecado de forma alguma. Outros, dizem que é
totalmente errado. Outros, ainda, dizem que, se não for por vício, mas por necessidade, torna-se moralmente
justificável. De qualquer forma, é pecado, por contrariar o plano de Deus, pois o sexo não deve ser egoísta,
mas partilhado com outra pessoa, no âmbito do casamento. A masturbação está sempre associada a fantasias
sexuais.

1) A pornografia. É sabido que, antes, para se assistir a um filme pornográfico, a pessoa tinha de entrar por
determinadas ruas e ruelas, até chegar a um cinema suspeito e pulguento. Hoje, com os avanços das mídias,
temos em mãos tabletes e celulares, que, num único clique, remetem-nos ora a Sodoma ora a Gomorra. Por
essa razão, temos de nos precaver de todas as maneiras, para não imitarmos aqueles anciãos de Jerusalém,
que, em suas câmaras secretas, adoravam as mais asquerosas imagens e pinturas (Ez 8).

2) Maus pensamentos. Tiago mostra, em sua epístola, como funciona a mecânica do pecado (Tg 1.13-15).
Como se observa, a mecânica do pecado é simples, mas eficientíssima. Sejamos precavidos; resguardemos o
nosso coração, porque dele procedem as saídas da vida e da morte. De um olhar concupiscente, vem a
cobiça. E, da cobiça, brotam os pensamentos ruins e as fantasias mais inconsequentes. Depois, mesmo antes
de o cobiçoso haver cometido aquele pecado, já engenhado em sua alma, o seu coração, agora necrosado,
não terá sensibilidade alguma para ouvir as admoestações do Espírito Santo. A essas alturas, a transgressão
sexual já é uma realidade no espírito do crente descuidado. E, a partir deste ponto, o adultério, a fornicação e
outras delinquências sexuais são apenas uma questão de tempo e oportunidade. Portanto, sempre que um
mau pensamento assediá-lo, querido irmão, lembre-se desta passagem do apóstolo Paulo (Fp 4.8,9).

2. A depravação da sexualidade. Conquanto o sexo seja algo abençoado para os cônjuges dentro do
casamento. Ele foi realmente distorcido pelo homem influenciado por satanás que o elevou à categoria de
adoração. Sim, era o que acontecia com a idolatria dos cananeus, inclusive, influenciando os judeus levando-
os a pecar. (hoje também esse fato está presente em algumas religiões) Então, professor, sabe aquele
questionamento que se faz quando diz a Bíblia que Deus mandou matar? Então, o Senhor deixa claro o
motivo. Leia a lista abaixo e a Descrição completa em Levíticos 18. Relação sexual incestuosa proibida:
Entre pai e filha; Entre Mãe e filho; Entre irmão e irmã; Entre meia-irmã(o); Entre avô(ó) e neta(o); Entre tio
(a) e sobrinha (o); Entre sogro e nora; e, Entre cunhados. Relação sexual proibida: Quando a mulher estiver
menstruada (considerado imundícia. Posteriormente comparado em Isaías com nossos pecados - trapos de
imundícia); Entre um homem e animal (bestialismo); Entre uma mulher e animal fêmea; Entre dois homens
(homossexualismo). "Não se contaminem de nenhuma destas práticas; porque isto são as coisas que fazem
os habitantes da terra para onde vão, que expulso perante vocês. Toda aquela terra está contaminada com
essa espécie de atos. Por isso castigarei os povos que lá vivem, e os lançarei para fora dali como um
vômito! Deverão obedecer estritamente às minhas leis, e nunca farão estas coisas abomináveis” (Lv 18.24).
Resumindo: Deus usou Israel como Espada de Jeová para punir aquelas nações, além da questão da idolatria,
também por suas práticas voltada para a sexualidade. O propósito de Deus é que o homem junte-se com a
mulher e os dois formem “uma só carne” (Gn 2.24), constituindo-se numa família heterossexual, na qual os
filhos poderão ser educados em meio a um ambiente sadio e livre de preconceitos. Este ideal está totalmente
corrompido na sociedade moderna, e as relações sexuais passaram a ser apenas um meio de obter prazer a
qualquer custo, sem atentar para as orientações dadas por Deus no passado, e para os perigos de não seguir
estas orientações. A atual sociedade já aprendeu a conviver pacificamente com o outrora chamado “pecado
grego”, vendo os homossexuais como apenas “um pouco diferentes”. Po que é isso? É a prática sexual entre
pessoas do mesmo sexo. Contrariando a opinião de muitos, a Bíblia condena, pois é abominação ao Senhor
(Lv 20.13; 18.22; Dt 23.17,18), perversão sexual de Sodoma - sodomia (Gn 19.5). Deus destruiu cidades por
causa disso (Dt 23.17). Não entram no Reino de Deus os que praticam tais atos (1Co 6.9,10).

a) O homossexualismo. É o relacionamento sexual de pessoas do mesmo sexo. O mandamento de Deus a


respeito da homossexualidade é claro: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”
(Lv 18.22). Isto é expandido em Levítico 20.13: “Quando também um homem se deitar com outro homem,
como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”. Estas
passagens estão inseridas no contexto do julgamento de Deus quanto a crimes sexuais e são uma expansão
do sétimo mandamento. O que isto tudo significa é que o mandamento relativo à homossexualidade em
Levítico 18.23 e 20.13 ainda são altamente relevantes porque eles foram reincorporados no código do Novo
Testamento. Existe uma unidade moral entre o Antigo e o Novo Testamento. Sempre foi erado matar,
estuprar, roubar, ter relações sexuais com animais e ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. Deus
lidou com seu povo de diferentes formas em diferentes épocas, mas Seu padrão de retidão nunca mudou. Se
a moralidade mudou, então a pessoa de Deus mudou, porque a base da moralidade está na pessoa de Deus,
que é imutável (Ml 3.6). Atração erótica entre pessoas do mesmo sexo. Considerada pela Bíblia uma das
perversões mais chocantes. Por isso, é por ela condenada (Lv 18.22; 20.13; Jz 19.22-25; Rm 1.25-27; 1Co
6.9; 1Tm 1.9,10). A Bíblia apresenta a união heterossexual (heteros = diferente) + (sexual = sexo). O
relacionamento conjugal só é possível entre um homem e uma mulher, ou seja, entre um macho e uma fêmea
(Gn 1.27). Qualquer união sexual fora desse padrão se constitui violência ao plano original divino (Lv 18.22;
Dt 23.17). Na Bíblia Sagrada, é conhecido como o pecado de Sodoma e Gomorra (Dt 23.18; 1Co 6.9,10;
1Tm 1.10). Essa abominação contraria o plano divino quanto ao casamento que, além de ser monogâmico e
indissolúvel, é heterossexual (Gn 2.24). Jesus veio para salvar a todos os pecadores, inclusive os
homossexuais. Quem lhe procura o auxílio é verdadeiramente liberto, conforme escreve Paulo aos irmãos de
Corinto (1Co 6.9-11). É a prática das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Pode ser masculino ou
feminino. O homossexualismo e o lesbianismo são uma aberração e, salvo os poucos casos em que há
distúrbios de saúde física e/ou mental, é uma expressão de rebeldia contra Deus (Rm 1.21-28). É conhecido
na Bíblia como o pecado de Sodoma e Gomorra (Dt 23.18; 1Co 6.9,10; 1Tm 1.10). O Antigo Testamento
condena explicitamente a união homossexual, considerando-a "abominação" a Deus (Lv 18.22; 20.13). O
Novo Testamento confirma essa condenação, reprovando a homossexualidade de modo não menos incisivo:
"Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o
Reino de Deus" (1Co 6.10). Não podemos concordar com a bandeira levantada pelos ativistas Gay’s, quando
afirmam que o homossexualismo é uma opção normal e que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é
uma união de amor que deve ser chancelada pela lei de Deus e dos homens. Ao descrever o
homossexualismo, Paulo aponta sete características desse pecado abominável: (1) imundícia (Rm 1.24); (2)
desonra para o corpo (Rm 1.24); (3) paixão infame (Rm 1.26); (4) antinaturalidade (Rm 1.26); (5)
contrariedade à natureza (Rm 1.26); (6) torpeza (Rm 1.28) e; (7) erro (Rm 1.28). Portanto, o
homossexualismo e o lesbianismo são uma negação total do mundo natural; refuta qualquer possibilidade de
continuidade e ameaça a identidade da pessoa como fruto do relacionamento de um pai e uma mãe.

b) Transexualidade. É um "transtorno de identidade de gênero" ou "disforia de gênero", segundo a


Organização Mundial da Saúde. Nesse transtorno, a pessoa sente-se desconfortável com o sexo biológico
com que nasceu. Um homem "sente-se mulher", uma mulher "sente-se homem", e a pessoa deseja "mudar de
sexo". Só que isso é absolutamente impossível. Jamais alguém poderá mudar de sexo. Essa distorção da
identidade humana está associada à falsa e perversa "ideologia de gênero", que prega que a pessoa não nasce
com gênero definido, mas com "gênero neutro". Quando cresce, depois da puberdade, "escolhe" o gênero
com que se identifica. Essa ideologia é, no entanto, falsa, tendenciosa e perversa, e de origem satânica, pois
pretende destruir o plano de Deus para a sexualidade e a identidade biológica do homem, além de não ter a
mínima base científica. O Colégio Americano de Pediatria desmascarou essa falsa ideologia em 2017 e
recomendou a educadores e a legisladores para não ensinarem essa aberração a crianças, pois isso provocará
uma tremenda confusão na mente delas. O Pr. Elinaldo Renovato diz que a transexualidade “é uma terrível
afronta à sacralidade do corpo humano, que foi criado por Deus, com sua identidade binária: ‘macho e
fêmea os criou’ (Gn 1.27). A igreja cristã deve rejeitar peremptoriamente toda argumentação a favor da
falsa ideologia de gênero e da transexualidade, ou a falsa ‘mudança de sexo’".

c) O ideal divino quanto aos sexos. A Palavra de Deus revela que o homem foi criado macho e fêmea (Gn
1.27). Entre outros propósitos divinos estava a união heterossexual entre um homem e uma mulher. Portanto,
a revelação divina contida na Bíblia Sagrada está acima da ideologia de gênero e transcende a cultura pós-
moderna relativizada de nossa época. A Ideologia de Gênero propaga que as expressões "sexo" e "gênero"
devem ter significados diferentes, onde os aspectos biológicos do corpo passam a ter nenhuma importância
para a definição de homem e mulher. Para esses ideólogos, o ser humano nasce sexualmente neutro e só
depois é "socializado" como homem ou mulher. O desejo dos seus defensores é aculturar a sociedade de tal
forma que qualquer pessoa, mesmo sendo um homem, poderia ser considerada uma mulher e qualquer
mulher poderia ser reconhecida um homem, caso assim desejassem. Ou seja, a ideologia de gênero tenta
negar a essência masculina e feminina, e, assim, qualquer forma natural de sexualidade humana. Isso abre
espaços para justificação de qualquer atividade sexual, com a heterossexualidade sendo considerada apenas
uma alternativa e não o natural.

1) O ideal divino quanto aos sexos é macho e fêmea: não existe base bíblica que prove o contrário. Os
defensores da ideologia de gênero tentam incutir a ideia de que não existe apenas o gênero masculino e
feminino e defendem a tese de que a opção por um gênero e outro pode ser escolhido livremente pelo
indivíduo. Eles colocam absurdamente o gênero como algo que pode ser mutável e não limitado e não
aceitam uma contrapartida às suas convicções. Os militantes dessa ideologia não se contentando com as suas
práticas contrárias à natureza, ainda lutam contra a diferença de sexos insistindo que as diferenças genitais
entre as pessoas não têm qualquer importância podendo qualquer um escolher a sua opção sexual
independente de ser macho ou fêmea. O homem não é um ser hermafrodito, homem e mulher ao mesmo
tempo, pois Deus criou macho e fêmea (Gn 1.27). Deus disse: sede fecundos e multiplicai-vos, tanto para o
gênero humano, como para os animais era o plano de Deus a propagação da raça para encher a terra, tanto de
indivíduos, como de animais. Se Deus criasse dois homens, ou duas mulheres, não haveria propagação e a
terra estaria só com dois habitantes, isso se tivessem a imortalidade física, caso não, a terra estaria vazia de
seres, tanto no gênero humano, como no dos animais. Não satisfeitos com as suas aberrações que vão contra
a natureza, ainda conseguiram chegar ao direito legal do casamento de homem com homem e mulher com
mulher. O mais grave é que diabolicamente traz para o meio evangélico essa aberração da natureza, isso
porque, alguns pseudo-pastores e pastoras que na realidade diante de Deus não o são, estão explicitando
essas práticas descaradamente, sem qualquer temor e tremor diante do nosso Criador.

a) Ai dos que se iniciam no pecado sexual sem noção que ele se avoluma. Deus através dos seus profetas
fez várias advertências em relação às práticas pecaminosas, e dentre elas uma que é abominável aos seus
olhos, a qual é a prática sexual contrária à natureza. Por causa dessa prática, Deus destruiu as cidades de
Sodoma e Gomorra, na qual grande parte dos seus habitantes estava mergulhada nessa prática sexual
abominável de homem se relacionar sexualmente com outro homem. O pecado quanto a essa prática sexual
contrária a natureza, por muito tempo era algo que se mantinha em certa discrição, mas de uns tempos para
cá, ele tem se avolumado de tal forma que ficou totalmente descarado abertamente, com os adeptos dessa
prática mostrando a sua opção sexual aos olhos de todos.

b) Ai dos que avolumam pecado desafiando a Deus sem temer seus juízos. Pessoas que vivem nessa
imundície pecaminosa ainda levantam suas bandeiras afrontando a tudo e a todos no sentido de legitimar as
suas opções sexuais contrárias à natureza e escarnecem das profecias bíblicas envolvidos nos seus pecados,
dos quais não querem se libertar. Não fazem caso dos juízos divinos e só acreditarão que eles são reais,
quando verem com seus próprios olhos, mas aí já será tarde demais.

c) Ai dos que tentam distorcer os valores morais usufruindo do abominável. O homossexualismo é uma
depravação de homens e mulheres que perderam a compreensão daquilo que envolve a moralidade e
pervertidos que são se especializaram em trocar o bem pelo mal procurando influenciar a muitos no sentido
de que o mal que é bom. Depois que o indivíduo fica impregnado pelas suas ideologias perde todo senso de
pudor e se entregam descaradamente às suas práticas pecaminosas, pois a sua consciência está totalmente
afastada das influências divinas. Pecado é pecado, não importa qual seja ele, mas o pecado contra a natureza
é passível de um juízo severo. (Lv 20.13).

d) Ai dos pervertidos sexuais que não aceitam conselhos contrários a si. Alguns legisladores que se julgam
sábios aos seus próprios olhos, promovem precedentes legais, ou criam meios jurídicos para defender os
optantes dessas anomalias para tornarem algo incomum diante da sociedade tanto secular como cristã, como
se fosse algo comum. Na realidade a maioria desses legisladores também são adeptos ocultos dessas opções
sexuais pervertidas, que são demonstradas pelos seus empenhos em defender essa ideologia de gênero. A
Bíblia é explícita nessa prática contrária a vontade de Deus: “Por isso Deus os abandonou às paixões
infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente,
também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os
outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao
seu erro”. (Rm 1.26,27). Esse texto está apontando a homossexualidade, tanto feminina, como masculina.

e) Ai da autoridade que legisla a favor da perversão sexual como bêbados. A Bíblia condena juízes, que
como aprofundados na embriaguez agem fora das razões legais, e usam a seu poder que o seu ofício lhe dá
condições, não para legislar de acordo com a moralidade, a serviço do bem para a sociedade, mas a serviço
da imoralidade para satisfazer e agradar os adeptos da ideologia de gênero que lutam para oficializar as suas
convicções de uma sensualidade contrária à natureza, como também as suas luxúrias. São eles que na sua
embriaguez tomados por influências diabólicas, se esquecem da lei na sua imparcialidade tornando-a parcial
ao seu bel prazer. Todo juiz deveria ser obrigado a conhecer profundamente as leis divinas, para que
pudessem refletir bem na sua tomada de decisões, pois fazendo coisas contrárias as leis divinas estão se
condenando a si próprio.

f) Ai dos que fazem leis próprias para dar base legal ao ilegal por suborno. São condenáveis os juízes, que
pervertem a justiça agindo contrariamente as regras do que a justiça exige para ser cumprida. Muitos para
manter a sua própria luxúria alteram as leis para satisfazer os adeptos da ideologia de gênero justificando as
suas convicções a custa de recompensas. Dessa forma usam do seu poder para encontrar pretextos para
tomar decisões que na sua cegueira espiritual procuram tornar o mal em bem. Assim defendem os
ideologistas de gênero e punem os que são contrários a essa promiscuidade sexual com condenações
arbitrárias e totalmente injustas. Qualquer juiz que defende essas aberrações não espere viver com
tranqüilidade; pois os juízos de Deus quanto a essa questão serão severamente punitivos.

g) Ai dos que rejeitam a lei do Senhor, a sua destruição será sem piedade. Todos aqueles que agem
parcialmente em suas decisões favorecendo quem pratica as coisas que são abomináveis diante de Deus, são
considerados pessoas perversas e sofrerão os juízos divinos sem misericórdia. A resistência teimosa e
adversa aos preceitos divinos, sempre, mais cedo, ou mais tarde, resultará em consequências terríveis. As
Escrituras revelam ao longo do antigo testamento os resultados terríveis do acendimento da ira de Deus,
porém estas ainda não foram as mais fortes, pois há uma que está por vir assim que Cristo levar a Sua igreja
dessa dimensão terrena para a dimensão celestial. (Mt 24.21; 1Co 6.10).

2) O modelo bíblico de casamento. Pallister define o casamento como “ato público em que a pessoa deixa a
primeira família em que cresceu para se unir, pelo resto de sua vida, com uma pessoa do sexo oposto com a
finalidade de constituir uma nova família”. Esta conceituação constitui um ato de obediência ao ensino
bíblico: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só
carne” (Gn 2.24, NVI). Nos registros bíblicos, é possível identificar que, ao menos em alguns casamentos, a
união conjugal era precedida pelo sentimento de amor. Jacó amava tanto a Raquel que nem viu o tempo
passar enquanto trabalhou durante sete anos para pagar o dote dela (Gn 29.18,20). Mical amava tanto a Davi
que o ajudou a fugir, livrando-o da morte certa, e não temeu a ira de seu Pai Saul (1Sm 18.20,28; 19.11-17).
Dessa maneira, o modelo bíblico não se restringe à procriação, mas também inclui o romantismo e o ato
sexual como fonte de satisfação e prazer. O catolicismo classificou o casamento como sacramento - rito
sagrado instituído para dar, confirmar ou aumentar a graça. Os teólogos da Reforma Protestante entenderam
que o casamento não é um sacramento, e sim uma aliança, isto é, o casamento não é apenas um ato formal,
mas uma aliança, assumida diante de Deus, de natureza permanente e fonte de conforto e alegria ao longo de
toda a vida. Em consequência, o amor é um princípio moral do casamento. Porém, o amor não é o único; a
justiça é igualmente princípio relevante para a união matrimonial. A justiça requer igualdade para todos e se
manifesta contra o abuso sexual de qualquer parte. A Declaração de Fé das Assembléias de Deus, ao tratar
dos propósitos do matrimônio, descreve o seguinte: O casamento tem por propósitos: a instituição da família
matrimonial; compensação mútua do casal; a procriação; o auxílio mútuo e continência e satisfação sexual.
Entendemos que o homem é unido sexualmente à sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para
procriar, mas também para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa. Diante destas assertivas, deve-se
reconhecer que o casamento monogâmico entre um homem e uma mulher é o modelo bíblico para escapar
da impureza sexual. Também é possível perceber que Deus, ao criar o ser humano à sua imagem e
semelhança, os fez macho e fêmea (Gn 1.27) demonstrando a sua conformação heterossexual. E, ainda, que
a diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal.

a) Casamento monogâmico e heterossexual. Ao instituir o casamento Deus ordenou: “deixará o varão o


seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Isto significa que a
união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte
da criação original de Deus. A diferença dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal:
“nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1Co 11.11). Assim, mudam-se as culturas e os
costumes, mas a Palavra de Deus permanece inalterável (Mt 24.35). A Declaração de Fé das Assembléias de
Deus no Brasil crê, professa e ensina que a família é “instituição criada por Deus, que tem por princípios
reguladores e estruturantes a monogamia [...] e a heterossexualidade”. Por essas razões, nossa confissão de
fé rejeita a homossexualidade (1Co 6.10) e qualquer configuração social que se denomina família cuja
existência é fundamentada em prática, união ou qualquer conduta que atenta contra a monogamia e a
heterossexualidade, consoante ao modelo instituído pelo Criador e ensinado pelo Senhor Jesus (Mt 19.4-6).
Esse tema será discutido novamente com maior profundidade no capítulo 9, que abordará o planejamento
familiar. Pelo texto de Gênesis 2.24 temos que Deus criou o casamento para ser uma união monogâmica,
sem a possibilidade de terceiros ligados ao marido ou à mulher. A poligamia, o adultério e o divórcio são
pecados surgidos pós-queda e não faziam parte dos planos divinos para a família; Ao afirmar que ambos se
tornam uma só carne, Deus quer afirmar que homem e mulher entram em um relacionamento regado pela
intimidade - social, emocional e espiritualmente; uma união indissolúvel - uma só carne - pela qual marido e
mulher devem lutar e realizar o querer do Criador a fim de ver os resultados que Ele deseja para o
relacionamento. A família é constituída por homem e mulher: quando institui a família, ele o faz unindo o
gênero feminino e o gênero masculino. Não existe a possibilidade de uma família ser iniciada e se perpetuar
de outra forma. Com isso não estou afirmando que não existam outros modelos bíblicos de família (viúvos,
solteiros, entre outros), mas que não há possibilidade de existir uma família unindo o mesmo gênero (união
homossexual), pois não é esse o projeto de Deus. Desde o princípio, Deus estabeleceu o matrimônio e a
família que dele surge, como a primeira e a mais importante instituição humana na terra (Gn 1.28). O mesmo
Deus que criou o homem à sua imagem e semelhança e criou macho e fêmea, também instituiu o casamento.
A prescrição divina para o matrimonio é um só homem e uma só mulher, os quais tornam-se “uma só
carne”. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn
2.24). Aqui, há três princípios sobre o casamento: (1) Primeiro, o casamento é heterossexual. O texto fala de
um homem unindo-se à sua mulher. A tentativa de legitimar a relação homossexual está em desordem com o
propósito de Deus; (2) Segundo, o casamento é monogâmico. O texto diz que o homem deve deixar pai e
mãe para unir-se à sua mulher e não às suas mulheres. Tanto a poligamia (um homem ter várias mulheres)
como a poliandria (uma mulher ter mais de um homem) estão em desacordo com o propósito de Deus; (3)
Terceiro, o casamento é monossomático. O homem e a mulher tornam-se uma só carne, ou seja, podem
desfrutar da relação sexual com alegria, santidade e fidelidade. Seguir esses princípios de Deus, em qualquer
época e cultura, é o segredo de um casamento feliz. A evolução da humanidade, portanto, só foi possível
com a organização social e pelo casamento heterossexual, monogâmico e monossomático.

b) Leito sem mácula. A expressão “leito sem mácula” é um eufemismo usado para suavizar os aspectos que
envolvem a intimidade, o erotismo, os desejos e as relações sexuais entre o marido e a esposa no contexto da
união matrimonial. O leito conjugal não pode ser manchado pela imoralidade sexual. Aqui estão incluídos
como transgressão os pecados sexuais cometidos dentro ou fora do casamento. O sexo e a sexualidade são
atos da criação divina, e não podem ser tratados como algo pecaminoso e nem como mero elemento de
procriação ou fonte de prazer. Cabe ao cristão cumprir o propósito estabelecido por Deus para a sexualidade
(Gn 2.24). Aqueles que contaminam o casamento ao ultrapassar os limites divinamente instituídos para o ato
sexual devem estar certos de que enfrentarão um severo juízo (Hb 13.4). As Escrituras ensinam que o
casamento é digno de honra (Hb 13.4) e que a união conjugal deve ser respeitada por todos (Mt 19.6). O
leito conjugal não pode ser maculado por ninguém. Quem o desonrar não escapará do juízo divino (Hb
13.4b). Aqui a desonra refere-se ao uso do corpo para práticas sexuais ilícitas com ênfase nos casos de
relações extraconjugais (1Co 6.10). Inclui também as relações conjugais resultante de divórcios e de
segundo casamentos antibíblicos (Mt 19.9). Embora, muitas vezes, os imorais escapem da reprovação
humana, não poderão fugir da ira divina (Na 1.3). A práxis da sociedade e a condescendência de muitas
igrejas não invalidam a Palavra de Deus.

3. A ideologia de gênero. A Ideologia de Género, ou melhor dizendo, a ideologia da ausência de sexo, é


uma abstração filosófica segundo a qual os dois sexos - masculino e feminino - são consideradas
construções culturais e sociais. Ela defende que nós nascemos sem sexualidade psicológica definida. A
diferenciação sexual do corpo seria apenas um acidente anatômico que “convencionalmente” é apresentado
como masculino ou feminino. Ou seja, nossa “suposta” identidade sexual é, para tal teoria, uma mera
imposição do ambiente em que fomos educados. Esta corrente ideológica procura encobrir o fato de que os
seres humanos se dividem em dois sexos. Afirma que as diferenças entre homem e mulher, além das
evidentes implicações anatômicas não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos de uma cultura,
de um país ou de uma época. Ensina que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres. Desta
forma, a referida ideologia legitima propostas estranhas como o banheiro unissex para meninos e meninas
nas escolas e universidades. Ensina que os papéis entre homens e mulheres, dentro do contexto do
matrimônio e da família, devem ser substituídos por relações sexuais física e psicologicamente versáteis e
que não obedecem a uma ordem da natureza e dignidade que lhes é própria. Segundo essa teoria ideológica,
os dois sexos - masculino e feminino - são considerados construções culturais e sociais, de modo que,
embora existindo um sexo biológico, cada pessoa tem o direito de escolher o seu sexo social (gênero)
quando quiser. Seus adeptos e defensores querem ensinar às crianças que elas, socialmente falando, não são
homens ou mulheres, mas podem escolher qualquer opção sexual que quiserem. Para esses defensores,
quando a criança nasce ela não deve ser considerada do sexo masculino ou feminino, mas somente uma
pessoa do gênero humano, que depois fará a escolha do seu próprio sexo. A Ideologia de Gênero pretende
obrigar a aceitar com naturalidade aquilo que é antinatural. Tal ideologia distingue o sexo - que é um dado
biológico e natural - do gênero - que é uma mera construção social. Dizem: se as meninas brincam de
boneca, não é porque tenham vocação natural à maternidade, mas por simples convenção social. Embora só
as mulheres possam ficar grávidas e amamentar as crianças, e embora o choro do recém-nascido estimule a
produção do leite materno, a ideologia de gênero insiste em dizer que a função de cuidar de bebês foi
arbitrariamente atribuída às mulheres. E mais, se as mulheres só se casam com homens e os homens só se
casam com mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas a uma imposição da sociedade (a “hetero-
normatividade”). O papel de mãe e esposa que a sociedade impôs à mulher pode ser “desconstruído”
quando ela decide, por exemplo, fazer um aborto ou “casar-se” com outra mulher. A Ideologia de Gênero
prega que a pessoa pode mudar de sexo quando bem quiser. Só que a impossibilidade de mudar o sexo com
que se nasceu não contraria somente a realidade biológica, ela vai, sobretudo, contra a vontade de Deus.
Ninguém nasce homem ou mulher por mero acaso, mas em virtude dos inescrutáveis desígnios da Divina
Providência, conforme os seguintes textos bíblicos: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão
maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos
não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os
teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam
sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.14-16); “Antes que no seio fosses
formado, eu já te conhecia” (Jr 1.5). Segundo os cientistas entendidos neste assunto, “é impossível
fisiologicamente mudar o sexo de uma pessoa, uma vez que o sexo de cada um está codificado em seus
genes: XX para a mulher, XY para o homem. A cirurgia pode somente criar uma aparência do outro sexo,
pois a identidade sexual está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada por meio do teste do
DNA, não podendo ser mudada”. Ir contra os desígnios divinos é um ato de revolta contra o Criador: “Deus
criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou:
Frutificai, disse Ele, e multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a” (Gn 1.27,28). A chamada ideologia de
gênero é mais uma tralha inventada pelos inimigos da família cristã. Alegando que o sexo é uma mera
construção social, tal ensino instiga os pais a educar os filhos de maneira neutra, deixando aos meninos e às
meninas a escolha de seu “sexo social ou ideológico”. A Bíblia, porém, é taxativa quanto a tal pensamento
(Dt 22.5). Queridos pais, sejam criteriosos na educação de seus filhos; admoeste-os na Palavra de Deus (Ef
6.4). Não deixe nem ao Estado, nem à sociedade a educação de seus pequeninos; eles são herança do Senhor
(Sl 128). Quanto à sexualidade, a ideologia ensina que o gênero e a orientação do desejo sexual não são
determinados pela constituição anatômica do corpo humano. A ideologia de gênero está exatamente no
contrário do que Deus ordenou (Rm 1.24-27 ver Is 28.15). Ao instituir o casamento, Deus ordenou: “o
homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24). Isso
significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea)
sempre fez parte da criação original de Deus. A diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na
união conjugal: “nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão” (1Co 11.11 ver Gn 1.27; 1Co
6.10; Ef 5.22-25). De fato, esta ideologia é a última rebelião da criatura contra a sua condição de criatura. É
uma teoria absurda, cheia de incoerências e contradições e que apesar disso, tem-se tentado impor seu ensino
nas escolas como uma teoria científica. Apesar de suas incongruências, tem encontrado muitos adeptos e
defensores. O Comentário da Bíblia Diário Viver do texto de Romanos 1.26 e 27, traz o seguinte: “O plano
divino quanto às relações sexuais normais é o ideal de Deus para sua criação. É lamentável, mas o pecado
distorce o uso natural dos dons de Deus. Freqüentemente, o pecado não só implica negar a Deus, mas
também negar a forma em que nos fez. Quando uma pessoa diz que qualquer ato sexual é aceitável sempre
que não fira ninguém, está-se enganando. A mudança ou abandono das relações sexuais naturais
propagou-se nos dias de Paulo como nos nossos. Muitas práticas pagãs o respiravam. No mundo de hoje,
muitos consideram aceitável esta prática, inclusive algumas Igrejas. Mas não é a sociedade que estabelece
o padrão para as leis de Deus. Ainda sobre Romanos 1.26 e 27, Paulo registra as tríplices rejeições: “Deus
os entregou”, “Deus os entregou”, “foram entregues pelo próprio Deus” (Rm 1.24,26,28, A21). A
conjunção do verbo “entregar” no pretérito perfeito exibe o sentido do abandono pleno do Criador, como
uma resposta iminente de Deus deixando os seres humanos a mercê de suas perversidades explicitas nos
versículos 22 e 23. Para os defensores da “nova perspectiva”, não se devem fazer distinções porque
qualquer diferença é suspeita, má, ofensiva. Por isso procuram estabelecer a plena igualdade entre homens e
mulheres, independentemente das diferenças naturais entre os dois. É interessante notar que a mesma Dale
O’ Leary evidencia que a finalidade do “feminismo do gênero” não é melhorar a situação da mulher, mas
separar totalmente a mulher do homem e destruir a identificação de seus interesses com os interesses de suas
famílias. Além disso, acrescentava que o interesse primordial do feminismo radical nunca foi diretamente
melhorar a situação das mulheres nem aumentar a sua liberdade, mas sim impulsionar a agenda
homossexual/lesbiana/bissexual/transexual. O “feminismo do gênero” não se interessa pelas mulheres
comuns e correntes. As “feministas de gênero” pretendem assim, “desconstruir” os “papéis socialmente
construídos”, principalmente os seguintes: (1) A distinção entre masculinidade e feminilidade. Consideram
que o ser humano nasce sexualmente neutro e, em seguida, é socializado em homem ou mulher. Essa
socialização afeta negativamente e de forma injusta as mulheres; (2) As relações de família: pai, mãe,
marido e mulher; (3) As ocupações ou profissões próprias de cada “sexo”; e, (4) A reprodução humana. Diz
uma autora da dita perspectiva: “em sociedades mais imaginativas a reprodução biológica poderia ser
assegurada com outras técnicas”. Não podemos aceitar a ideologia de gênero por diversas razões. Listamos
a seguir algumas delas.

a) Porque ela é anti-científica. A homossexualidade assim como outros transtornos relacionados com a
identidade de gênero, trata-se de uma conduta patológica, um desvio da pulsão sexual, tanto no que concerne
ao objeto quanto ao alvo sexual. Fisiologicamente, o ser humano normal, sem nenhum distúrbio, nasce
menino ou menina. A sexualidade de uma pessoa não deve, naturalmente, ser diferente do seu sexo, a menos
que ela, já madura, resolva renunciar sua própria natureza. Mesmo que haja alguma deturpação física,
permanecem homens ou mulheres biológicos. Não há nenhuma dúvida que não existe “gene gay” ou “gene
trans”: “Cientificamente, não existe um ‘terceiro sexo’, visto que a sexualidade humana é binária por
princípio, com a finalidade óbvia de reprodução e florescimento de nossa espécie.

b) Porque ela é anti-racional. O conceito de “identidade de gênero” não aceita o sexo biológico
(masculino e feminino) como fator determinante da sexualidade. Se pegarmos qualquer coisa que tenha sido
criada ou projetada para funcionar de determinada maneira e reverter a sequência da operação, e o resultado
inevitável será a destruição. Uniões do mesmo sexo agridem a própria imagem de Deus e a ordem natural e
racional da criação (Rm 1.25-27).

c) Porque ela é antiética. A ideologia de gênero é mais uma daquelas mentiras com ares de suposta verdade
que infestam o mundo contemporâneo é um dos subprodutos da ditadura do relativismo moral, cuja origem
se encontra no marxismo cultural é um ataque frontal e violento a família e à dignidade do homem. É o
desdobramento do marxismo que também pretende eliminar o modelo ético familiar monogâmico, patriarcal
e heterossexual. A ideologia de gênero, também conhecida como ‘ausência de sexo’, é um mal presente na
sociedade pós-moderna e indica o grau da corrupção da espécie humana.

d) Porque ela é anti-bíblica. A ideologia de gênero está exatamente no contrário do que Deus ordenou (Rm
1.24-27 ver Is 28.15). Ao instituir o casamento, Deus ordenou: “o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua
mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2.24). Isso significa que a união monogâmica (um homem e
uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de Deus. A
diferenciação dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: “nem o varão é sem a mulher,
nem a mulher, sem o varão” (1Co 11.11 ver Gn 1.27; 1Co 6.10; Ef 5.22-25).

4. A Bíblia e a Sexualidade Humana. Deus fez o homem macho, para ser macho sempre e a mulher fêmea,
para ser fêmea sempre, assim foi no princípio e assim será para toda a eternidade, no contexto de reino
terreno, que continuará pós arrebatamento da Igreja. Um homem e uma mulher, nada mais além disso, pois
se Deus criasse mais de uma mulher para Adão, então haveria um precedente, mas ele fez só uma. Isso
significa que o homem e a mulher formam um casal e essa situação conjugal é indissolúvel e o que Deus
ajuntou o homem não pode separar.

a) Jesus pregou, curou muitos, mas entre eles, mentes mal intencionadas. Jesus foi incansável na Sua
missão evangelizadora, onde percorria grandes distâncias levando as boas novas da salvação, como também
realizando curas em todos que se chegavam a Ele. Esse é um trabalho que incomoda o Diabo e sendo assim,
ele sempre está arquitetando os seus planos malignos para perturbar um trabalho que envolve misericórdia e
compaixão pelas almas perdidas. Entre as multidões que seguiam Jesus, havia também não só seguidores
com boas intenções, mas também alguns seguidores com mal intenções. Quem trabalha com fidelidade na
seara do Senhor, já está acostumado com esse tipo de gente e sabe como lidar com eles.

b) O repúdio a mulher só pode acontecer em caso de infidelidade conjugal. Os fariseus se julgavam os


maiores conhecedores da lei mosaica e procuravam usar esse conhecimento para inferiorizar ou pegar em
alguma falta os que pregavam e agiam em prol do reino de Deus. Os fariseus desprezavam Jesus porque Ele
ia de encontro os seus falsos ensinos, como também expunha a sua vida enganosa, que exteriormente
parecem homens santos, mas interiormente eram como sepulcros caiados. As intenções desses religiosos era
testar Jesus e levá-lo ao descrédito perante a opinião pública e tornar a sua missão em fracasso. As intenções
desses religiosos ao inquirirem o Senhor Jesus na questão de o homem repudiar a sua mulher era na
realidade colocá-lo numa situação sem saída diante da sua resposta a eles. Como Jesus pregava o amor;
misericórdia; compaixão ao povo, eles entenderam que Ele iria contra o que dizia a lei sobre o adultério e
neste caso o acusaram de ir contra esta lei, o que daria motivo para incriminá-lo e levá-lo a julgamento.

c) É macho e fêmea e fêmea e macho, mudar isso é ir contra o Deus criador. Deus faz tudo perfeito e na
questão da sexualidade, Ele criou macho e fêmea com a finalidade principal, que era a multiplicação da raça
humana. Para isso foram criados com corpos adaptados para a geração de filhos, sendo que o homem para
fecundar e a mulher para gerar. Mas para que os dois pudessem copular seria necessário que tivessem o
desejo sexual, pois se não tivessem esse desejo, não iriam copular. Assim, tendo os dois, esse desejo, a
multiplicação da raça aconteceria e Deus permitiu que esse desejo continuasse para poderem manter relações
também na sua vida continua, ao contrário dos animais que só copulam para gerar filhotes, fora disso não.
Macho e fêmea é algo racional, fora disso é irracional e diabólico, pois Satanás sempre age para tornar
imperfeito, o que Deus faz perfeito.

d) Os pais não podem fazer parte da união dos filhos que são uma só carne. A Bíblia diz que o cordão
de três dobras não se rompe entendendo que significa o casal e a presença de Cristo. Porém se o pai ou mãe,
ou ambos querem fazer parte desse cordão é óbvio que não vai dar certo e nessa condição, o que tem tudo
para ser um lar feliz passará a ser um transtorno. O casamento é o início de uma nova família, a qual será
constituída dentro do planejamento do casal, sem a interferência de pai ou mãe, ou parentes. O casamento
que sofre interferência dos pais está sujeito a confusões, discussões e certamente uma das partes,
principalmente a mulher é que sofrerá as consequências. Deus na sua sabedoria já deixou esse conselho para
que uma união que poderia ser feliz pode tornar-se uma infelicidade e sujeita ao fracasso e em alguns casos
em separação.

e) Moisés permitiu o divórcio, mas visava livrar a mulher do marido opressor. As mulheres nos tempos
do antigo testamento, quando Israel saiu do Egito, não eram tratadas pelos seus maridos como uma adjutora
conforme a ordem divina. A maioria vivia num regime de semi-escravidão e tratadas com rudeza pelos seus
maridos, o que tornava a vida conjugal um tormento contínuo. Os fariseus inquiriram Jesus acerca do
divórcio baseados no texto da lei em Deuteronômio 24.1 onde Moisés escreveu sobre essa questão, a qual
erroneamente eles interpretavam para dar respaldo ao divórcio. Moisés diz se for encontrado coisa indecente
na mulher, o homem poderia pedir o divórcio. Coisa indecente não era adultério, pois o adultério era
penalizado com sentença de morte segundo a lei. Nesse caso coisa indecente poderia ser interpretada como
qualquer coisa que desagradasse o marido. Esse termo não foi definido por Jesus, mas deixou claro que a lei
mosaica a respeito do divórcio era uma concessão e não uma prescrição. Na realidade os homens
interpretavam a lei como uma prescrição e quando se cansaram de viver com a sua mulher, simplesmente
usavam dessa prerrogativa para se divorciar deixando a mulher numa situação difícil de desamparo. Assim
Moisés abriu essa concessão para que a mulher não ficasse no sofrimento atormentada e oprimida por um
marido estúpido e cheio de ignorância. Eles não estavam interessados no padrão divino para o casamento
que Deus tinha estabelecido desde a criação e queriam impor os seus próprios padrões achando que estavam
de acordo com a lei mosaica.

f) O casamento é um compromisso de vida e só pode ser desfeito por traição. Os fariseus achavam que
iriam obter alguma vantagem sobre esta questão na conversa com Jesus imaginando que Ele daria o aval
para que continuassem se divorciando à revelia. O que eles não imaginavam é que a situação não ficou fácil
com eles queriam e, sim ficou mais estreita ainda quando Jesus disse que divórcio, só se houver adultério,
fora disso nem pensar. O que Jesus determinou, mesmo sendo ainda no tempo da lei continua em pleno
vigor, pois o apóstolo Paulo dá mais detalhes a respeito disso na carta aos Coríntios. Em nossos tempos isso
não vem sendo observado por muitos cristãos e mais ainda, por líderes evangélicos. O que se tem visto nesta
questão é fato e não especulação e isso tem provocado escândalos em nosso meio. Líderes estão se
divorciando sem que houvesse motivo para isso, que seria o adultério e fazendo isso como se fosse algo
normal e não é, porque essa prática é condenável. O pior é que a igreja aceita ser pastoreada por esses tipos
que não tem mais moral alguma para estar num púlpito.

g) Jesus veio colocar ordem na questão do divórcio para resguardar a mulher. Os fariseus hipócritas
interpretando a lei segundo os seus interesses foram os grandes culpados pela proliferação do adultério,
através de um divórcio que burlava e distorcia o que a lei intencionava nessa questão. Jesus deixou bem
claro que o divórcio era permitido somente em caso de adultério e que a parte vitimada ficava livre para
constituir um novo casamento, a fim de que ele ou ela tivesse outra oportunidade de desfrutar novamente as
bênçãos de uma nova convivência, que foram destruídas na relação anterior. No caso de um casal que um
seja crente e ou outro não a separação deve partir do incrédulo, independente se houve adultério, ou não; e
nesse caso, ele ou ela fica livre para um novo casamento. O casamento que tem possibilidade de ser bem
sucedido é o que vem de uma relação de amor e não de paixão. O amor a bíblia diz que as muitas águas não
podem apagá-lo, mas o que se une por paixão é totalmente incerto, porque a paixão acaba com o tempo, mas
o amor não. Paulo falou sobre o celibato, isso porque por força da sua condição, ele realmente tinha que
estar solteiro para realizar a sua missão evangelizadora e instruiu a quem tinha essa vocação que vivessem
dessa maneira, mas quem não continha os desejos sexuais, então que se casassem.
SÍNTESE DO TÓPICO III
As distorções da sexualidade perpassam a fornicação, o adultério, o homossexualismo e a ideologia de
gênero.
SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
“Segundo Geisler: ‘No que diz respeito a Bíblia, não há papel algum para as relações sexuais antes do
casamento… Na realidade, é um pecado que a Bíblia chama de fornicação (Gl 5.19; 1Co 6.18)’ (Ética
Cristã, p.170). Diz, ainda o referido autor: ‘Se a pessoa não está pronta para tomar sobre si as
responsabilidades de uma pessoa e família, não deve mexer com o sexo’ (ibidem, p.171). Concordamos com
esse entendimento. O sexo, atualmente, tem sido um instrumento do Diabo para a destruição de vidas, ao
lado das drogas, do crime e de outros meios destrutivos. A infidelidade conjugal tem assumido proporções
alarmantes. Certas pesquisas dão conta de que metade das mulheres, no país, já praticou o adultério.
Percentagem maior é observada entre os homens que traem suas esposas. Tal comportamento, reprovado
pela ética cristã, tem sido incentivado nas novelas e filmes, exibidos na TV” (LIMA, Elinaldo Renovato de.
Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. Rio de janeiro: CPAD, 1996, p.84).
CONCLUSÃO
Como pudemos ver, o sexo foi criado por Deus. Mas, o propósito de Deus é que o sexo seja praticado dentro
do casamento, entre marido e mulher. Toda prática sexual fora do casamento é uma transgressão à Lei
divina, assim como as perversões sexuais, tais como: adultério, homossexualismo, prostituição, etc., que são
terminantemente proibidas na Palavra de Deus, como também a ideologia de gênero. Por isso, os cônjuges
devem desfrutar dessa bênção dada por Deus, que é o ato conjugal, desde que esteja dentro dos princípios
bíblicos. Apesar de o ser humano ser dotado de sexo, foi este criado para louvar e exaltar a Deus através de
uma vida santa e pura. Que jamais esqueçamos de que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Não
somos um mero fenômeno fisiológico; somos imagem e semelhança do Deus Eterno e Santo. Quanto a nós
obreiros, que temos a responsabilidade de ministrar a Palavra do Senhor à Igreja de Cristo, sejamos
corajosos e firmes quanto à doutrina da santificação. Que os pecados recebam os nomes pelos quais devem
eles ser conhecidos. Hoje, somos acossados pela ditadura do movimento homossexual; violentamente,
buscam emudecer-nos para que não preguemos contra o pecado de Sodoma e Gomorra. Os ativistas gays de
hoje são tão insolentes e agressivos quanto os sodomitas de ontem. Sob o estandarte de uma suposta
homofobia, querem sufocar-nos a voz, para que não mais ensinemos passagens como Levítico 18.22 e
Romanos 1.26,27. Se nos calarmos, não poderemos salvar nossos filhos e netos dessa libertinagem e
devassidão que arruínam a civilização atual. Sejamos corajosos. Não nos acovardemos diante do pecado. Em
meio a esse desafio, alenta-nos Paulo: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder,
de amor e de moderação” (2Tm 1.7, ARA). Salvemos nossos meninos e meninas, rapazes e moças, homens
e mulheres, anciãos e anciãs do pecado que, nestes dias pós-modernos, nos rodeia e assedia. O Senhor está
conosco. A sexualidade humana é uma atividade autorizada por Deus, porém, o próprio Deus determinou os
limites dessa atividade humana. A primeira observação que temos é que ela deve ser realizada entre um
homem e uma mulher; jamais entre pessoas do mesmo sexo. Quaisquer comprometimentos sexuais ilícitos -
a formicação, o adultério, o homossexualismo, o lesbianismo - são duramente condenados por Deus, e quem
pratica tais coisas receberá d’Ele o justo juízo. Deus quer que seus filhos tenham vida sexual ilibada, não
apenas por causa do testemunho, mas também por sermos o templo do seu Espírito. Os preceitos bíblicos
que dão conta da sexualidade se identificam com o que Jesus chamou de “caminho estreito”, o qual poucos
se dispõem a palmilhar. No mundo hodierno, onde os meios de comunicação em massa aprovam,
promovem, incentivam e exaltam o erotismo, sensualidade, a prostituição e o sexo fora do casamento, de
modo irresponsável e pecaminoso é necessário que o cristão tome posição firme e consciente. Ele deve
orientar-se pelos princípios morais e éticos, para a sexualidade, à luz da Palavra de Deus. A sociedade atual
está cada vez mais perdendo de vista o princípio que Deus definiu para a união sexual entre os seres
humanos: um homem e uma mulher, unidos pelo compromisso eterno do matrimônio. Em virtude deste
crescente desvio do padrão idealizado por Deus no princípio, têm surgido anomalias sexuais como as
descritas na lição. O propósito de Deus é que o homem junte-se com a mulher e os dois formem “uma só
carne” (Gn 2.24), constituindo-se numa família heterossexual, na qual os filhos poderão ser educados em
meio a um ambiente sadio e livre de preconceitos. Este ideal está totalmente corrompido na sociedade
moderna, e as relações sexuais passaram a ser apenas um meio de obter prazer a qualquer custo, sem atentar
para as orientações dadas por Deus no passado, e para os perigos de não seguir estas orientações. O sexo e a
sexualidade são atos da criação divina e não podem ser tratados como algo pecaminoso e nem como mero
elemento de procriação ou fonte de prazer. Cabe ao cristão cumprir o propósito estabelecido por Deus para a
sexualidade (Gn 2.24). O desvirtuamento desse padrão implicará punição aos que praticam a imoralidade
(Hb 13.4). Portanto, vivamos para a glória de Deus!

“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração;
porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jr 15.16). “Corramos, com
perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé,
Jesus...” (Hb 12.1,2). “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se
envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (2Tm 2.15). “Ora, àquele que é poderoso para vos
guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus
sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém”. (Jd
24,25),

Naqu’Ele que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus"
(Ef 2.8)”,

Cor mio tibi offero,


Domine, prompte et sincere!
Soli Deo Gloria

“Ommia Autem probate, quod bonum este tenete...”


“Examinai tudo. Retende o bem...” (1Ts 5.21)

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja
bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). “Quero que sejam sábios a respeito do que é bom e não tenham
nada a ver com o que é mau” (Rm 16.19). Sou apenas "um caco dentre outros cacos de barro" (Is 45.9)

Àquele que é “âncora da alma, segura e firme” (Hb 6.19)

“Porque ninguém pode ser dono absoluto do conhecimento”

“Ipse scientia potestas est”


“Conhecimento é poder”
APLICAÇÃO PESSOAL
O propósito de Deus é que o homem junte-se com a mulher e os dois formem “uma só carne”, constituindo-
se numa família heterossexual, na qual os filhos poderão ser educados em meio a um ambiente sadio e livre
de preconceitos.
SUBSÍDIO ENSINADOR CRISTÃO
A Sexualidade Humana

Deus formou o homem e a mulher e constituiu o sexo para que ambos pudessem desfrutá-lo dentro do
matrimônio. Esse foi o projeto original do Criador. Qualquer relação humana que subverta esse padrão toma
o caminho da contrariedade ao plano divino. Nesse sentido, podemos afirmar que o sexo tem o objetivo
biológico, no sentido de garantir a procriação; mas também o objetivo recreativo para que o homem e a
mulher se alegrem no matrimônio; e, finalmente, tem o objetivo de, como em tudo na vida do crente,
glorificar a Deus.

Atenção para os objetivos. Nesta lição, temos o objetivo geral de mostrar ao aluno que o sexo foi criado
por Deus para ser desfrutado dentro do matrimônio. Para alcançar esse objetivo macro, devemos priorizar os
objetivos micros. Ou seja, em primeiro lugar, conceituar a palavra sexo e enfatizar que Deus criou apenas
dois sexos; em segundo lugar, elencar os objetivos da sexualidade humana; e, finalmente, apontar as
distorções da sexualidade. Tudo isso está amarrado para atingir o ponto central da lição: a sexualidade
humana tem por objetivo a união do homem e da mulher, a reprodução da espécie e a glorificação a Deus.

Resumo e perspectivas da lição. Por isso, no primeiro tópico, está claro que ao criar o ser humano, o
Criador estabeleceu apenas dois sexos: o masculino e o feminino. Esse tópico quer deixar bem claro que a
distinção entre homem e mulher, masculino e feminino, é algo feito pelo o próprio Criador. No segundo
tópico, os objetivos do sexo são elencados: a procriação, a união conjugal e a glória de Deus. Na perspectiva
divina, o sexo tem o objetivo de perpetuar a espécie humana, de garantir a recreação e o prazer entre o
homem e a mulher no matrimônio e, finalmente, glorificar a Deus por tão maravilhosa bênção. No terceiro e
último tópico, é expostas as distorções da sexualidade, mostrando que elas perpassam a fornicação, o
adultério, o homossexualismo e a ideologia de gênero. O que significa dizer que o sexo entre solteiros vai
contra o plano de Deus para o homem e a mulher; que o sexo fora do casamento, entre casado com solteiros
ou com outras pessoas casadas, é uma afronta a Deus e ao cônjuge; que a relação homossexual viola o
padrão da santidade divina; e que, finalmente, Deus criou o homem e a mulher com sexos e papéis
plausivelmente distintos.
SUBSÍDIO LIÇÕES BIBLICAS
A Sexualidade Humana

A verdade prática permite compreender que a sexualidade humana tem por objetivo a união do homem e da
mulher, no casamento, a reprodução da espécie e a glorificação do Deus Criador. Sendo que a verdade
prática corrobora para com o texto áureo que assim está escrito: Ele, porém, respondendo, disse-lhe: Não
tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe
e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Texto Bíblico que permite compreender as seguintes
verdades: Deus criou macho e fêmea; Deus instituiu a família unindo o homem à mulher, tornando assim
ambos em uma única carne. Portanto o objetivo geral da lição é: Mostrar que o sexo foi criado por Deus
para ser desfrutado dentro do matrimônio. E os objetivos específicos são: Conceituar a palavra sexo e
enfatizar que Deus criou apenas dois sexos; Elencar os objetivos da sexualidade humana; Apontar as
distorções da sexualidade.

1. Deus criou apenas dois sexos. O termo sexo no que corresponde a definição física tem como significado
a particularidade que difere macho de fêmea, e fêmea de macho. Já no que corresponde ao ato sexual
compreende-se que o sexo é uma ação reprodutiva em que há a união dos dois sexos. [...] Desse modo, a
completa satisfação sexual envolve emoções, sentimentos, carícias e prazer para ambos os cônjuges. De
acordo com as Escrituras, o romance e o dom da sexualidade devem ser usados para o prazer mútuo dentro
do contexto do casamento monogâmico e heterossexual.

2. Objetivo da sexualidade humana. O sexo em si não é pecado se o mesmo for realizado no casamento.
Porém, antes ou fora do casamento o sexo deixa de ser uma bênção e passa a ser uma maldição. Como
bênção o sexo proporciona maior harmonia entre os cônjuges e é o meio pelo qual Deus em sua bondade
outorga a possibilidade da vida se perpetuar, ou seja, por meio do sexo há a procriação, porém o sexo tem
finalidades além da procriação, como exemplo: o desfrutar da vida matrimonial. O desfrutar da vida
matrimonial por meio do sexo outorga ao homem: Satisfação física e emocional; Satisfação do senso de
masculinidade; proporciona o aumento do amor para com a esposa; e, proporciona a redução das tenções
no lar. Já para a mulher o desfrutar da vida matrimonial por meio do sexo outorga: Satisfação física e
mental; Satisfação do senso de feminilidade; Assegura o amor do esposo; e, Proporciona relaxamento para
o sistema nervoso. Por fim, o presente tópico permite a compreensão de que Deus é glorificado quando o
sexo é desenvolvido mediante os padrões da Bíblia Sagrada.

3. Distorções da sexualidade. O presente tópico apresenta quatro distorções no que se refere à sexualidade
conforme a Bíblia Sagrada, que são: o adultério, a fornicação, a homossexualidade e a ideologia de gênero.
Sobre o adultério percebe-se que em algumas versões bíblicas o termo utilizado é prostituição (pornéia), isto
é, imoralidade sexual. Para muitos eruditos a prática do adultério corresponde com a traição entre casais e,
de fato adultério tem como significado dormir em cama estranha. Já a relação sexual entre jovens sem haver
a venda do corpo e sem está relacionada com a traição de um dos cônjuges é definida pelo termo fornicação.
No que se refere a ideologia de gênero percebe-se que esta corresponde com a propagação das ideias centrais
da ausência de sexo, composta por ativistas que justificam seus preceitos dizendo que o indivíduo nasce
neutro, pois o ser masculino e feminino são construções culturais impostas pela sociedade no decorrer da
história. A bandeira dos ativistas da ideologia de gênero é justificada pela presença dos problemas sociais,
ou seja, instruindo a sociedade sobre as questões de gênero, para eles, a sociedade estará resolvendo
problemas históricos, porém os seres humanos poderão e deverão viver sem preconceito, mas não podemos
impor a uma criança uma fantasia de sexo “plural” como forma de felicidade, pois estaremos mudando a
natureza das coisas, o curso da história, e veremos em um futuro bem próximo o retorno como problemas
sociais gerados pelas relações conflitantes que se desenvolveram. O ser humano não é tecnologia, portanto
não pode ser tratado com ela, e sim com amor e direitos. Por fim, percebe-se que a ideologia marxista por
meio do seu idealizador e seguidores tem como objetivo por meio da ideologia de gênero destruir o modelo
de família monogâmico, patriarcal e heterossexual.
PARA REFLETIR
• Qual é a definição de sexo?
O sexo pode ser definido, de acordo com o Dicionário Houaiss, como a “conformação física, orgânica,
celular, particular que permite distinguir o homem e a mulher, atribuindo-lhes um papel específico na
reprodução”.

• Quem criou o sexo?


O sexo foi criado por Deus.

• Quais os reais objetivos do sexo?


O sexo foi criado por Deus, tendo em vista três objetivos: a procriação da espécie humana, a união conjugal
e a glória divina.

• Por que o sexo é uma etapa transitória na vida humana?


Porque chegará o momento em que a humanidade não mais necessitará procriar-se (Lc 20.34-36). Tanto os
que forem para o Céu, como os que forem para o lago de fogo não mais propagaram a espécie; estará
findada a nossa atividade sexual, porque o ser humano, agora, não será mais carne e sangue (1Co 15.50).

• Quais os pecados relacionados ao sexo?


Fornicação, adultério, homossexualismo e ideologias nocivas.

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