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Medidas Elétricas

Não pode ser reproduzido, por qualquer meio, sem autorização por escrito do SENAI
Itajaí/SC.

Equipe Técnica:

Organizadores:
José Vanderley Machado
Lucinei
Marcelo

Coordenação:
Rogério Oliveira de Mattos

Solicitação de Apostilas :

SENAI SC : Medidas Elétricas


Itajaí: SENAI/SC, 2007. 58 páginas

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


www.sc.senai.br

Henrique Vigarani, 163


Barra do rio CEP 88305-555
Itajaí – SC
Fone (47) 3341-2900

Página 2
SUMÁRIO
1 Introdução............................................................................................................... 5
2 Prevenção de acidentes ........................................................................................ 6
2.1 Categorias de segurança ................................................................................... 6
2.2 Quando um testador se transforma em uma granada ....................................... 7
2.3 A bola de fogo de plasma ................................................................................... 7
2.4 Usando o fusível adequado ................................................................................ 8
2.5 O sistema de teste .............................................................................................. 9
2.5.1 Qual é a diferença das pontas de prova? ....................................................... 9
2.5.2 Escolhendo as pontas de prova adequadas ................................................... 10
2.6 Evitando os 10 erros comuns ao testar eletricidade .......................................... 11
2.6.1 Trocar o fusível original por um fusível mais barato ........................................ 11
2.6.2 Usar um pedaço de fio ou metal para "desviar" totalmente do fusível ............ 11
2.6.3 Usar uma ferramenta de teste inadequada para a tarefa ............................... 11
2.6.4 Escolher o equipamento mais barato .............................................................. 11
2.6.5 Deixar os óculos de segurança no bolso ........................................................ 11
2.6.6 Trabalhar em um circuito vivo ......................................................................... 11
2.6.7 Deixar de usar procedimentos adequados ...................................................... 11
2.6.8 Ficar com as duas mãos no teste .................................................................... 11
2.6.9 Menosprezar as pontas de prova .................................................................... 12
2.6.10 Continuar usando indefinidamente uma ferramenta de teste antiga ............. 12
3 Princípios de Funcionamento dos Instrumentos de Medição ................................ 12
3.1 Instrumento Bobina móvel e Imã permanente (BMIP) ....................................... 12
3.2 Ferro Móvel ........................................................................................................ 15
3.3 Instrumento do tipo eletrodinâmico .................................................................... 20
4 Erros ...................................................................................................................... 22
4.1 Definição Segundo a ABNT (NB-278/73) ........................................................... 22
4.1.1 Erro .................................................................................................................. 22
4.1.2 Valor Verdadeiro .............................................................................................. 22
4.1.3 Exatidão ........................................................................................................... 22
4.1.4 Precisão ........................................................................................................... 23
4.1.5 Classe de Exatidão .......................................................................................... 23
4.1.6 Índice de Classe (IC) ...................................................................................... 23
4.1.7 Erro Absoluto ................................................................................................... 23
4.1.8 Erro Relativo ( ).............................................................................................. 23
4.1.9 Escala de um Instrumento ............................................................................... 23
4.1.10 Valor de Plena Escala ................................................................................... 23
4.2 Classificação dos Erros ...................................................................................... 24
4.2.1 Erros Grosseiros .............................................................................................. 24
4.2.2 Erros Sistemáticos ........................................................................................... 24
4.2.3 Erros Alegóricos .............................................................................................. 25
5 Simbologia.............................................................................................................. 25
5.1 Símbolos do Sistema de Medição de Instrumentos e Acessórios ..................... 25
5.2 Símbolos para Natureza da Corrente e Número de Sistemas de Medição........ 26
5.3 Símbolos para ensaio de Tensão ....................................................................... 26
5.4 Símbolo de Classe de Exatidão ......................................................................... 26
5.5 Símbolo para posição de uso: ........................................................................... 26
5.6 Exemplo: ............................................................................................................ 27
6 Do Relatório............................................................................................................ 27
6.1 Objetivo .............................................................................................................. 27
6.2 Material utilizado ................................................................................................. 27
6.3 Desenvolvimento ................................................................................................ 27
6.4 Análise e Interpretação ....................................................................................... 28
7. Exercícios ............................................................................................................. 38

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Anexo 1 .................................................................................................................... 43
Anexo 2 .................................................................................................................... 45
8. Referências Bibliográficas .................................................................................... 58

Página 4
1 INTRODUÇÃO
Atualmente as novas tecnologias exigem que as grandes elétricas envolvidas nos
fenômenos físicos sejam medidas, com uma confiabilidade cada vez melhor.

Com isso surgem instrumentos e técnicas que permitem medir e controlar tais
grandezas.

Evidentemente que os conceitos fundamentais, clássicos e básicos de medidas


elétricas são indispensáveis aos profissionais que utilizam estas novas tecnologias.

Conhecendo-se tais conceitos, consegue-se medir e controlar grandezas físicas não


elétricas tais como: temperatura, vazão, Pressão, velocidade, etc.

O escopo desta apostila é dar base fundamental referente à medição elétrica,


estudando os instrumentos mais comuns utilizados.

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2 PREVENÇÃO DE ACIDENTES

2.1 CATEGORIAS DE SEGURANÇA

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2.2 QUANDO UM TESTADOR SE TRANSFORMA EM UMA
GRANADA?
Os fabricantes especificam nos manuais - e, freqüentemente, no testador - a
corrente e os valores de interrupção e tensão necessários para os fusíveis de troca.
Se você escolher um fusível fora dessas especificações ou, pior ainda, colocar um fio
em torno das conexões do fusível, você cria uma granada térmica - acredite se
quiser... Basta ter as condições necessárias para ativá-la. Provavelmente, a explosão
não ocorrerá durante o funcionamento de uma impressora, uma copiadora, um
computador ou outro equipamento que tenha a sua própria fonte de energia (CAT I).
Você até pode escapar da explosão ao trabalhar com circuitos ramificados (CAT II).
Esses dois ambientes têm uma energia razoavelmente baixa e costumam ter proteção
de fusíveis embutida, disjuntores de circuito e circuitos de proteção contra
sobrecorrente. Entretanto, isso não é uma boa idéia, nem um modo seguro de
trabalhar.

Ao passar para um gabinete de distribuição elétrica (CAT III) ou para linhas de


alimentação primária (CAT IV), os circuitos de proteção mudam bastante. No painel de
distribuição, há disjuntores entre você e a empresa de energia, com valores nominais
de milhares de amperes, em vez do disjuntor de 15, 20 ou 30 amperes de um circuito
ramificado.

Ao medir a tensão no lado de entrada de um painel de disjuntor em uma residência, a


proteção volta para o poste da empresa de energia ou para a subestação. Esses
disjuntores carregam milhares de amperes antes de abrir e demoram muito mais para
abrir, se comparados a um disjuntor de circuito ramificado. Portanto, quando você
deixa acidentalmente os condutores nos conectores de corrente e coloca os
condutores do medidor em uma dessas fontes de tensão sem um testador que tenha
uma proteção adequada de fusíveis, você coloca a sua vida em grave risco.

2.3 A BOLA DE FOGO DE PLASMA


Nessa situação, o curto representado pelo fusível errado (ou pelo fio colocado
em torno das conexões do fusível) e pelas pontas de prova é alimentado por uma
quantidade quase ilimitada de energia. O elemento metálico do fusível (ou o fio)
esquenta muito rapidamente e começa a vaporizar, causando uma pequena explosão.

No caso do fusível errado, o encapsulamento do mesmo pode estourar devido à força


da explosão, encontrando uma quantidade ilimitada de oxigênio para abastecer a "bola
de fogo" de plasma. Além disso, as pontas de prova também podem começar a
derreter; logo você terá fogo e metal quente nas mãos, no braço, no rosto e na roupa.
O tempo que a energia permanece aplicada ao testador, o oxigênio disponível e a
presença de equipamentos de segurança, como o escudo facial e as luvas,
determinam a gravidade das lesões.

Tudo isso ocorre em milissegundos, e não há tempo para reagir ao erro. Se você tiver
sorte, poderá ser jogado para longe dos fios e do testador, quebrando o circuito.
Porém, não se pode contar com a sorte, principalmente quando você pode evitar o
problema por completo, usando o fusível adequado.

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2.4 USANDO O FUSÍVEL ADEQUADO
Fusíveis especiais de "alta energia" são projetados para manter dentro do
encapsulamento do fusível a energia gerada por um curto elétrico desse tipo,
protegendo o usuário contra choque elétrico e queimaduras.
Esses fusíveis de alta energia são projetados para limitar o período de tempo em que
a energia é aplicada e restringir a quantidade de oxigênio disponível para a
combustão. Os fusíveis não podem ser projetados para abrir somente a uma constante
corrente especificada, devendo abrir também a uma corrente alta instantânea. Essa
alta corrente é especificada como "corrente mínima de interrupção".

Se você pegar um medidor CAT III 1000 V com as pontas de prova nos conectores de
corrente, terá uma resistência em série de aproximadamente 0.1 ohm (0.01 para o
shunt, 0.04 para os condutores de teste e 0.05 para o fusível e os condutores da placa
de circuito) entre os condutores. Quando você coloca acidentalmente os condutores
em uma fonte de 1.000 volt, de acordo com a Lei de Ohm, você gera uma corrente de
10.000 amperes (E/R=I, 1.000/0,1 = 10.000). Você precisa de um fusível que quebre a
corrente - e rápido. Além de ter um elemento de fusível especial, o fusível de alta
energia é cheio de areia. A areia não só ajuda a absorver a energia do choque - por
meio da explosão do elemento; além disso, as altas temperaturas (até 10.000 °F)
geradas pela energia derretem a areia, transformando-a em vidro. O vidro reveste o
elemento e suaviza a bola de fogo, cortando o oxigênio disponível, evitando danos a
você e ao testador.

Como se pode perceber, nem todos os fusíveis com o mesmo valor de tensão e
corrente são iguais. Para a sua própria segurança, é necessário se certificar de que os
fusíveis que você usa são os que o engenheiro projetou para o testador.
Sempre consulte o manual ou o fabricante do testador para se certificar de que o
fusível que você usa é o correto.

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Não se arrisque em áreas de CAT III e IV sem as pontas de prova corretas
e seus EPIs

2.5 O SISTEMA DE TESTE


As pontas de prova não servem apenas para conectar o testador ao circuito -
eles também o protegem contra possíveis riscos que você talvez nem imagine. Esse
artigo explica as diversas características que afetam a capacidade da ponta de prova
para proteger você contra os perigos inerentes à medição elétrica.

Provavelmente você já ouviu a frase "A qualidade de um sistema é igual à


qualidade do elo mais fraco!". Essa frase é muito adequada para designar o uso
seguro do seu equipamento de teste. Um testador, como um multímetro digital, é
projetado como um sistema completo – isso significa que o testador, as peças
passíveis de troca e os acessórios foram projetados para funcionar juntos, como uma
unidade completa. Isso se aplica não só aos recursos funcionais do sistema, mas
também - e mais importante - aos recursos de segurança. Ao escolher um testador
que tem uma classificação específica e usá-lo para medir um barramento de 600 V,
qual é o nível da sua proteção contra os riscos existentes no ambiente?

O testador pode indicar que tem uma classificação adequada para o ambiente em que
você está trabalhando - e as pontas de prova, como ficam? Se você está usando
pontas de prova que NÃO vieram com o produto, a sua segurança pode estar
comprometida. Mesmo que as pontas de prova tenham vindo junto com os produtos -
eles estão em dia com os padrões atuais?

2.5.1 QUAL É A DIFERENÇA DAS PONTAS DE PROVA?


Nem todas as pontas de prova são iguais. O fato de acumular pontas de prova
ao longo dos anos e mistura-los com as pontas de prova mais novas e fortes que
temos na atualidade é muito comum. As pontas de prova, assim como os próprios
testadores, foram atualizados para se adequar aos novos padrões estabelecidos para
os ambientes elétricos atuais. Esses padrões exigem que o isolamento entre o
material condutor da ponta de prova e os seus dedos tenha uma distância mínima
para afastar os riscos existentes no ambiente em que você trabalha.

Também deve haver uma proteção para os dedos na parte externa ponta de prova que
estabeleça a distância adequada entre os seus dedos e as partes metálicas da haste
que ficam expostas. As distâncias e os valores de isolamento foram predeterminados
para cada categoria de instalação e valor de tensão.

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2.5.2 ESCOLHENDO AS PONTAS DE PROVA ADEQUADAS
Depois de identificar a categoria de instalação e a tensão com a qual você irá
trabalhar, é fácil escolher o testador adequado para o ambiente.

Entretanto, certifique-se de a capacidade das pontas de prova que você usará com o
testador seja igual ou superior à capacidade do testador. Por exemplo: se você
pretende medir um circuito de 600 V, pode usar um multímetro digital nessa medição.
Todos os produtos dessas séries têm classificação dupla 1000 V CAT III (o ambiente
do exemplo) e 600 V CAT IV.

Embora o equipamento tenha uma indicação clara da classificação de segurança, as


pontas de prova têm a mesma classificação? Se a classificação das pontas de prova
do equipamento não for igual ou superior à classificação do testador, você está
colocando o testador (e, mais importante, você mesmo) em perigo.

As pontas de prova que você acumulou em anos anteriores podem não ter sido
projetados com a espessura de isolamento necessária para os ambientes elétricos
atuais. Além disso, as pontas de prova sofrem desgaste e mau uso, que podem
facilmente danificar o isolamento. Por exemplo: pontas de prova que foram prensadas
em uma porta de painel ou torcidos por causa de curvas acentuadas têm a capacidade
de isolamento reduzida, são pontos de desgaste. Pontas de prova rachadas,
prensadas ou muito sujas devem ser descartadas e trocadas por pontas de prova
novas.

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2.6 EVITANDO OS 10 ERROS COMUNS AO TESTAR
ELETRICIDADE
A pressão para terminar o trabalho dentro do prazo ou fazer com que um
equipamento de missão crítica volte à atividade pode provocar descuidos e erros
incomuns até mesmo dos eletricistas mais experientes. A lista a seguir foi feita para
servir como um lembrete rápido daquilo que não se deve fazer ao medir eletricidade.

2.6.1 Trocar o fusível original por um fusível mais barato.

Se o seu multímetro digital cumpre com os padrões atuais de segurança, esse


dispositivo é um fusível especial de areia, projetado para estourar antes que a
sobrecarga chegue às suas mãos. Ao trocar o fusível do seu equipamento certifique-
se de usar um fusível autorizado.

2.6.2 Usar um pedaço de fio ou metal para "desviar" totalmente do fusível.

Isso pode parecer um bom e rápido reparo para situações em que você não
tem um fusível extra, mas é esse fusível que pode protegê-lo de um pico de energia.

2.6.3 Usar uma ferramenta de teste inadequada para a tarefa.

É importante que o equipamento seja adequado para o trabalho a ser feito.


Certifique-se de que a ferramenta de teste tenha a classificação correta de categoria
para cada trabalho que você faz, mesmo que isso exija a troca de equipamentos ao
longo do dia.

2.6.4 Escolher o equipamento mais barato.

Afinal, você pode atualizá-lo depois, não é? Talvez não, se você sofrer um
acidente porque a ferramenta barata na verdade não tinha os recursos de segurança
que afirmava ter. Procure testes de laboratórios independentes.

2.6.5 Deixar os óculos de segurança no bolso.

Tire-os do bolso e use os é importante. Isso vale também para as luvas com
isolamento e a roupa à prova de fogo.

2.6.6 Trabalhar em um circuito vivo.

Desenergize o circuito sempre que possível. Se a situação exigir o trabalho em


um circuito vivo, use ferramentas com isolamento adequado, utilize óculos de
segurança, tire o relógio e as jóias, permaneça sobre um tapete isolado e use roupas à
prova de fogo em vez de roupas comuns.

2.6.7 Deixar de usar procedimentos adequados de lockout (bloqueio)/tagout


(colocação de avisos).

2.6.8 Ficar com as duas mãos no teste.

Não faça isso! Ao trabalhar com circuitos vivos, lembre-se de um velho truque
dos eletricistas: ficar com uma das mãos no bolso. Isso diminui a possibilidade de
fechar um circuito ao longo do tórax, passando pelo coração. Se possível, pendure ou

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apóie o medidor. Tente evitar segurá-lo nas mãos para evitar a exposição aos efeitos
dos transientes.

2.6.9 Menosprezar as pontas de prova.

As pontas de prova são um componente importante da segurança do


equipamento. Além disso, certifique-se de que as pontas de prova correspondam ao
nível de categoria do trabalho. Procure pontas de prova com isolamento duplo,
conectores de entrada reforçados, proteção para os dedos e superfície que não
escorrega.

2.6.10 Continuar usando indefinidamente uma ferramenta de teste antiga.

As ferramentas de teste atuais contêm recursos de segurança que antes eram


desconhecidos e que justificam o custo da atualização do equipamento, além de
serem muito mais baratos do que uma ida ao pronto-socorro.

3 PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO DOS INSTRUMENTOS DE


MEDIÇÃO.
3.1 Instrumento Bobina móvel e Imã permanente (BMIP)

Uma corrente elétrica ao percorrer um condutor, cria em torno do mesmo, um campo


magnético, cuja direção depende do sentido da corrente.

Se a corrente (i) for constante (cc) o campo será constante;

Se a corrente (i) for variável (ca) o campo será variável;

Quando colocarmos uma bobina no centro de um campo magnético de um imã


permanente em forma de “U”; A corrente elétrica, ao circular pela bobina, cria na
mesma um campo magnético norte e sul, Este, por sua vez, faz a bobina deslocar-se
no seu eixo para a esquerda ou para a direita, atraída ou repelida pêlos pólos do imã
permanente.

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Os instrumentos eletromagnéticos do tipo bobina móvel tem seu princípio de
funcionamento baseado nessa atração e repulsão, que ocorre entre o campo
magnético criado na bobina e o campo magnético do imã permanente.

Esses instrumentos são compostos basicamente de:

A – imã permanente em forma de U

B – Bobina móvel com núcleo de ferro fundido

C – eixo, que interliga o ponteiro e a bobina móvel

E – molas, que fazem o ponteiro retornar ao zero da


escala, quando não circulam corrente pela bobina

F – escala graduada

Se aplicarmos a corrente no sentido a direita, os pólos terão formação idêntica ao


ilustrados.

Note que, neste caso, a bobina tenderá a movimentar-se para a direita, com o seu
pólo norte sendo atraído pelo pólo sul do imã permanente.

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Quando a corrente estiver em sentido contrário, os pólos terão formação também
inversa.
Nesta situação a bobina tenderá a movimentar-se para esquerda.

O deslocamento da bobina para esquerda ou para direita será maior ou menor, de


acordo com o valor da corrente que estiver percorrendo.

Neste instrumento há também:

*Pólos Invariáveis – formados pelo imã permanente

*Pólos Variáveis – formados pela bobina de acordo com o sentido da corrente.

As bobinas dos instrumentos de medidas elétricas do tipo bobina móvel funcionam


somente em corrente continua.

Porque se aplicarmos uma corrente alternada neste instrumento. Ocorrerá que há


variação da CA, vão ocorrer mudanças no sentido do campo magnético da bobina,
fazendo com que ela fique vibrando, atraindo ora para um lado, ora para outro.

Vantagens dos instrumentos bmip

As principais vantagens são:

1. Baixo consumo próprio.

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2. Alta sensibilidade.
3. Uniformidade da escala e possibilidade de escalas bastante amplas.
4. A possibilidade de um simples instrumento ser utilizado com “Shunts” e resistores
série apropriados, para cobrir uma ampla gama de correntes e tensões, como veremos
mais adiante.
5. Livre de erros devido à histerese e campos magnéticos externos.
6. Amortecimento perfeito, simplesmente obtido por correntes parasitas no metal
(carretel de alumínio), que suporta e forma a bobina móvel.
7. Bastante preciosos.
8. Escala Uniforme.

Desvantagens dos instrumentos bmip

As principais desvantagens são:

1. Só são usados em corrente contínua.


2. São instrumentos polarizados.
3. Construção complexa e sensível.
4. Devido a sua alta sensibilidade, danifica-se muito rapidamente, caso não seja
utilizado com muito cuidado.
5. Não são muito apropriados como instrumentos de ferro móvel.

3.2 Ferro Móvel

Quando colocado no interior de uma bobina duas laminas de ferro, com a passagem
da corrente elétrica, as duas lâminas terão identidade de polarização, isto é, haverá
formação de pólos iguais nos seus extremos.

Portanto, as duas lâminas terão a repelir-se, uma vez que, pela lei de atração e
repulsão, pólos iguais se repelem.

Os instrumentos de medidas elétricas eletromagnéticos de tipo móvel tem seu


principio de funcionamento baseado nessa repulsão que ocorre entre duas lâminas de
ferro colocadas dentro de uma bobina.

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Esses instrumentos apresentam os seguintes componentes básicos:

A – bobina magnetizante;
B – placa de ferro fixa;
C – placas de ferro móvel;
D – ponteiros;
E – eixo que interliga a placa móvel e o ponteiro;
F – mola que faz o ponteiro retornar a posição de repouso;
G – escala graduada;

A figura abaixo é uma forma esquemática do instrumento tipo ferro móvel, onde:

A – representa a bobina magnetizante;


B – representa a placa de ferro fixa;
C – representa a placa de ferro móvel, acoplada ao ponteiro.

Observe novamente a figura acrescida da corrente elétrica em circulação:

Note que quando a corrente elétrica circula pela bobina A, será formada um campo
magnético, que magnetizará as placas B e C. Como estas placas estão alinhadas na
mesma direção, elas se magnetizarão com pólos iguais. Por isso a placa móvel C
tenderá se afastar (repulsão) da placa fixa B, arrastando consigo o ponteiro.

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O afastamento da placa móvel C da placa fixa B será maior ou menor, de acordo com
o valor da corrente que estiver circulando pela bobina.

Os instrumentos de medida elétrica tipo ferro móvel funcionam tanto em corrente


contínua como em corrente alternada.

Corrente contínua
Aplicando a regra da mão direita, é possível determinar o sentido do campo magnético
na bobina e, conseqüentemente, as localizações dos pólos norte e sul nas placas;

A corrente contínua não muda de sentido.

Por causa desses aspectos, quando se aplica uma corrente continua nos instrumentos
eletromagnético de medidas elétricas, tipo ferro móvel, ela entra por uma das pontas
da bobina e sai pela outra.

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Na figura acima a corrente está entrando pela ponta A e saindo pela ponta B.

A formação dos pólos se dará de maneira exatamente igual a do desenho:

- Pólo norte na placa fixa e


- Pólo norte na placa móvel

Veja agora se inverter o sentido da corrente, fazendo entrar pela ponta B.

Com a inversão da corrente estamos invertendo também o sentido do campo


magnético na bobina, e conseqüentemente, a formação dos pólos nas extremidades
das placas, ou seja:

- Pólo sul na placa fixa e


- Pólo sul na placa móvel.

Corrente alternada

A CA inverte o sentido várias vezes durante o percurso.

Veja, por exemplo, uma CA de 60 Hz.

O seu sentido é invertido 120 vezes durante um segundo.

Portanto, quando aplicamos CA, é como se aplicássemos CC, invertendo o sentido


muitas vezes.

Durante as variações de CA, ocorrem mudanças no sentido do campo magnético


formado pela bobina. Conseqüentemente a polaridade das placas também muda.

No entanto, formam-se pólos sempre iguais nos extremos das placas fazendo com
que estas tenham a tendência de se repelir mutuamente.

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Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Amperímetro

Como você pode observar, o instrumento de medida elétrica tipo ferro móvel, quando
usado como voltímetro, apresenta os mesmos componentes básicos.
Variam apenas as características da bobinas e a escala, que nesse caso, é graduada
em voltas.

Os voltímetros são conectados em paralelo. Por isso, sua bobina deve Ter uma
impedância que absorva toda a tensão do ponto a ser medido.

Essa absorção deve ocorrer com menor consumo de energia possível – o consumo
essencial para magnetizar a bobina.

Por essa razão, as bobinas dos voltímetros tipo ferro móvel são confeccionados com
muitas espiras em fio fino.

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Instrumento Eletromagnético do Tipo Ferro Móvel Voltímetro

Os amperímetros são conectados em série. Por isso, sua bobina não deve ter uma
impedância, que absorva parte do potencial da carga.

3.3 Instrumento do tipo eletrodinâmico

Os instrumentos do tipo eletrodinâmico tem seu principio de funcionamento baseado


também na lei de atração e repulsão.

O seu principio de funcionamento é semelhante ao do tipo bobina móvel, com as


seguintes diferenças:

- Na bobina móvel, tínhamos pólos fixos formados por imã permanentes e pólos
móveis formados por uma bobina.
- No eletrodinâmico ambos os pólos, fixos e móveis, são formados por bobinas.

Esse sistema eletrodinâmico apresenta duas variações:

- Eletrodinâmico simples
- Eletrodinâmico de bobinas cruzadas

Inicialmente iremos falar do funcionamento dos instrumentos eletrodinâmicos simples.

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Instrumento eletrodinâmico simples

Basicamente, esses instrumentos são compostos de:

A – Bobina fixa

B – Bobina móvel

C – Ponteiro

D – Escala graduada

Com a passagem da corrente, as bobinas apresentam polaridades iguais e a bobina


móvel se desloca, arrastando consigo o ponteiro. Este, por sua vez, registra um
determinado valor na escala graduada.

Se ocorrer a inversão de um dos sentidos da corrente, ambas as bobinas invertem ao


mesmo tempo suas polaridades. Com esta inversão as condições de repulsão entre as
bobinas não se alteram e a deflexão do ponteiro ocorre sempre na mesma direção.

Por apresentar esta versatilidade em seu funcionamento, os instrumentos


eletrodinâmicos simples podem ser usados tanto para corrente contínua como para a
corrente alternada.

Eletrodinâmico com bobinas cruzadas

Os instrumentos eletrodinâmicos tipo bobina cruzada são compostos de:

Observe que o princípio de funcionamento eletrodinâmico com bobinas cruzadas é


composto de duas bobinas móveis interligadas entre si, cruzadas e colocadas sob
influência do campo magnético da bobina fixa.

Ao receber tensão, cada uma das bobinas cria campo magnético próprios que
interagem e provocam o deslocamento das bobinas móveis, que por sua vez, arrastam
o ponteiro a elas acopladas.

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O deslocamento das bobinas móveis será para direita ou para esquerda, de acordo
com o valor da corrente em cada uma.

Porém quando os valores forem iguais, haverá equilíbrio e as bobinas se ajustarão


sobre um ponto central, como você pode observar na ilustração anterior.

Quando não conectados a rede, os ponteiros deste tipo de instrumento podem tomar
qualquer posição sobre sua escala graduada.

Dentre os instrumentos de medição temos os seguintes, que utilizam o princípio de


funcionamento eletrodinâmico:

- Wattímetro
- Fasímetro e
- Megômetro

4 ERROS
4.1 Definição Segundo a ABNT (NB-278/73)

4.1.1 Erro

É o desvio observado entre o valor medido e o valor verdadeiro (ou aceito como
verdadeiro).

4.1.2 Valor Verdadeiro

É o valor exato da medida de uma grandeza obtido quando nenhum tipo de erro incide
na medição.

Na prática é impossível eliminar todos os erros e a obtenção de um valor aceito como


verdadeiro, que substitui o valor verdadeiro. É a medida de uma amostra de um
determinado número de medidas técnicas, usando o mesmo material e mantendo-se
na medida do possível, as mesmas condições ambientais.

Assim:

бX = Xm – Xp = Xm – Xv
Xm = Valor da grandeza obtido através da medida.
Xp = Valor padrão da grandeza, obtido através do método de referência
construído na prática.
Xv = Valor verdadeiro da grandeza, que é um valor ideal, supondo a supressão
total de todo o tipo de erro.

Na falta de Xv aceita-se Xp, que é denominado, então, de valor de referência tomado


como verdadeiro.

4.1.3 Exatidão

É a característica de um instrumento de medida que exprime o afastamento entre a


medida nele observada e o valor de referência aceito como verdadeiro.

Página 22
4.1.4 Precisão

Refere-se a maior ou menor aproximação da medida em termos de casas decimais. A


precisão, portanto revela o grau de rigorismo com que um instrumento de medida
indica o valor de uma certa grandeza.

4.1.5 Classe de Exatidão

É o limite de erro, garantido pelo fabricante de um instrumento, que se pode cometer


em qualquer medida efetuada pelo mesmo.

4.1.6 Índice de Classe (IC)

Número que designe a classe de exatidão, o qual deve ser tornado como uma
porcentagem do valor de plena escala de um instrumento.

4.1.7 Erro Absoluto

É a diferença algébrica entre o valor medido (Xm) e o valor aceito como verdadeiro
(Xv).

Assim, pose-se dizer que o valor verdadeiro situa-se entre:

Xm –бX < Xv < Xm + бX

Neste caso, бX é o limite máximo do erro absoluto ou simplesmente erro absoluto.


Assim, diz-se que:
Se X>Xv, o erro é por excesso e,
Se X<Xv, o erro é por falta.

4.1.8 Erro Relativo (ε)

É definido como a relação entre o erro absoluto (бX) e valor aceito como verdadeiro
(Xv) de uma grandeza, podendo ou não ser expresso em percentual.

εX бX
ε= ▬ ou ε% = ▬ * 100
Xv Xv

Para efeito de cálculo do erro relativo, pode-se considerar Xv=Xm, logo:


бX
ε=▬
Xv

Definição de escala de um instrumento e do valor de plena escala.

4.1.9 Escala de um Instrumento

É o intervalo de valores que um instrumento pode medir. Normalmente vai de zero a


um valor máximo que se denomina calibre ou valor de plena escala.

4.1.10 Valor de Plena Escala

É o máximo valor da grandeza que um instrumento pode medir.

Página 23
4.2 Classificação dos Erros

Os erros podem ser classificados como:

- Grosseiros
- Sistemáticos
- Acidentais, alegóricos ou residuais

4.2.1 Erros Grosseiros

São devidos à falta de atenção; são resultados de enganos nas leituras e anotações
de resultados.

São de inteira responsabilidade do operador e não podem ser tratados


matematicamente.

Para evitá-los é necessário proceder à repetição dos trabalhos, mas é necessário,


sobretudo, que se trabalhe com muita atenção.

Erros de Leitura

- São devidas as influências do operador e dependem das características do sistema


de leitura.
- Erro de paralaxe.

4.2.2 Erros Sistemáticos

São ligados às deficiências do método, do material empregado ou da avaliação da


medida do operador. Estes erros podem ser classificados como:

- De construção e ajuste;
- De leitura;
- Inerente ao método;
- Devido a condições externas.

A – Erros de construção e ajuste

- Erros de graduação da escala na indústria.


- Erros de ajuste entre pinos e eixos, assim como de componentes elétricos.

Estes erros tendem a crescer com a idade do instrumento devido a:


- Oxidação;
- Desgaste dos contactos entre peças móveis e fixas.
- Variação dos coeficientes de elasticidade de molas.
Estes tipos de erros são deferentes em diferentes pontos da escala. Eles podem ser
contornados através da construção de uma tabela de correção de erros.

B – Erros de Paralax

- São resultados do ângulo de observação (paralaxe) do operador.

Estes erros podem ser limitados usando-se dois ou mais operadores e/ou equipando o
instrumento com um espelho junto à escala.

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C – Erros Inerentes ao Método

Ocorre quando a medida é obtida por métodos que necessitem de processamento


indireto de grandezas auxiliares.

D – Erros Devidos às Condições Externas

- São aqueles inerentes a condições à medida de uma grandeza. Podem resultar de:
variações de temperatura, pressão, umidade, presença de campos elétricos, etc.

4.2.3 Erros Alegóricos

- São erros devido ao imponderável. São erros essencialmente variáveis e não


suscetíveis de limitações.

5 SIMBOLOGIA
5.1 Símbolos do sistema de medição de instrumentos e acessórios

Página 25
5.2 Símbolos para Natureza da Corrente e Número de Sistemas de Medição

5.3 Símbolos para ensaio de Tensão

5.4 Símbolo de Classe de Exatidão

5.5 Símbolo para posição de uso:

Página 26
5.6 Exemplo:

6 DO RELATÓRIO
O aluno redigirá o relatório de acordo com a seqüência abaixo:

6.1 Objetivo
Neste item deverá ser relatado qual o objetivo principal de experiência, o que se esta
querendo demonstrar. Quais as grandezas que se pretende estabelecer alguma
relação. Essa parte é muito importante, pois ela orienta todo o trabalho do laboratório.

Definindo o objetivo, pode-se ter a idéia do que é necessário fazer para alcançá-los.

6.2 Material utilizado

Relacionar o material utilizado para a realização de tarefas ou do experimento.

Esquema de Montagem

Fazer o esquema de montagem dos componentes fundamentais do experimento


(desenho).

6.3 Desenvolvimento

Deverá ser dividido nas seguintes partes:

a. Fundamentação teórica.

Onde se relata o princípio ou lei sobre os quais se baseia o experimento.

Página 27
b. Procedimentos.

Descrever brevemente, cem o experimento foi efetuado. A descrição dever ser


totalmente pessoal.

c. Coleta de dados.

Cultivar o hábito de preparar com clareza, pois nelas deverão ser incluídas as
leituras dos instrumentos. As tabelas devem ser apresentadas como parte
integrante do relatório. O nome das grandezas será indicado uma vez no alto
da coluna, onde são escritos os números acompanhados da sua, respectiva
unidade de medida.

d. Gráficos.

Se for necessário o gráfico, deverá ser construído anexo do relatório.


Em papel milimetrado (A4) ou (A5), cada eixo deverá ter um nome da grandeza
apresentada e a unidade em que a mesma é medida.
A grandeza controlada pelo experimentador no curso das suas observações é
variável independente, e os valores são nomeados no eixo das abscissas.

6.4 Análise e Interpretação

É uma das partes mais importantes do Relatório. Nela é que se fará a interpretação
dos dados e se farão observações pessoais sobre a significação dos resultados
experimentais, apontando as causas de falhas em medidas, discrepância entre os
valores médios e os computados. Qual a lei obtida a quais as conclusões observadas
paralelamente ao objetivo principal. Quando se trabalha em laboratórios sempre se
descobre uma porção de outras coisas no decorrer do experimento. Essas
descobertas devem também ser relatadas. Caso sejam formuladas perguntas, as
respostas deverão ser claras e concisas.

Experiência 1

Lei de ohm em corrente alternada

1. Resumo Teórico

Para um circuito resistivo puro, em corrente contínua a lei de ohm é simples:

V = RI

Porém em corrente alternada uma resistência do tipo bobinado apresenta auto-


indutância, e a lei de ohm em corrente alternada será:

V = ZI = (R + Jx) I V= (R + JWL) I

A representação fasorial para um circuito resistivo indutivo em corrente alternada é:

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2. Circuitos

3. Passos
1º. Monte o circuito 1 deixando o reostato roei posição OV;
2º. Conecte os pontos A e H a ter;
3º. Gire o cursor do reostato até a. Tensão de 6 no voltímetro (2-3-4-5 e 6);
4º. Faça as leituras de tensão e corrente. Anote os valores;
5º. Desconecte C e D do circuito 1 e conecte o circuito 2;
6º. Meça o valor de Rx na ponte de wheatstone. Anote o valor de Rx;
7º. Fazer gráfico V x I em papel milimetrado.

Observação: Nunca ligue o circuito sem a prévia verificação do professor.

Experiência 2

Medida de Potência 3Ø

1. Resumo Teórico

Uma carga 3Ø pode ser equilibrada ou desequilibrada, dependendo da potência


instalada em cada fase.

Se p1 = p2 = p3 então é uma carga equilibrada.


Se p1 ≠ p2 ≠ p3 ou p1 = p2 ≠ p3 então é uma carga desequilibrada.

Página 29
Em sistemas 3Ø a alimentação pode ser feita de duas maneiras:

a. Sistema 3Ø a 3 fios

É o sistema onde só existem as 3 fases. Neste a indicação de potência é feita pelo


método dos 2 wattímetros. Para cargas equilibradas e desequilibradas.

b. Sistema 3 Ø a 4 fios

É o sistema onde existem as 3 fases mais o neutro. Neste a medição da potência ativa
pode ser feita pelo método dos 2 wattímetros para cargas equilibradas, ou com 3
wattímetros para qualquer tipo de carga, aqui equilibrada ou desequilibrada.

2. Circuitos

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3. Passos
1º. Monte o circuito 1 e faça as leituras anotando-as;
2º. Monte o circuito 2 e faça as leituras anotando-as;
3º. Comparar a soma w1 + w2 com a soma de potência das três lâmpadas;
4º. Remonte o circuito 3 e anote o valor, compare a soma w1 + w2, obtida no.

1º. Passo com o valor obtido do circuito 3 multiplicado por 3.

Experiência 3

Página 31
Medida de Resistores com a Ponte de Wheatstone

1. Resumo Teórico

A Ponte de Wheatstone é utilizada para se fazer medidas de precisão de resistência


desde alguns até alguns milhares de ohms. É composta basicamente por 4 resistores
dispostos em forme de ponte, um galvanômetro e uma fonte de tensão C.C.

A e B = braços de relação
R = resistor ajustável
Rx = resistor a ser medido
O equilíbrio da ponte ocorre quando Ig = 0. Isto é conseguido variando-se o valor de
R. Neste ponto:
R.A
Rx=▬▬
B
2. Circuitos

3. Passos
1º. Monte o circuito 1 deixando R em um valor qq. Diferencie de zero;
2º. De um pulso em OH 1 e verifique se o galvanômetro se deslocou para o fim da
escala esquerdo ou direito; se isto aconteceu varia R1 até que a deflexão do ponteiro
seja invertida, volte R1 a posição anterior e comece a variar R2 até que o ponteiro se

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aproxime do zero, então variar R3 e R4 até que o ponteiro fique exatamente sobre o
zero. Sempre que trabalhar com R1 de pulsos com CH1;
3º. Leia o valor obtido em R somando (R1 x 100) + (R2 x 100) + (R3 x 1) +(R4 x 0,1) -
anote este valor de Rx;
4º. Monte o circuito 2 e anote o valor de Rx;
5º. Calcule o erro relativo considerando o circuito 2 como referência.

Experiência 4

Medida de Resistência da Terra

1. Resumo Teórico

- O bom aterramento é de fundamental importância não só para a segurança do


pessoal como também para o bom funcionamento dos equipamentos de proteção do
sistema.

- O que caracteriza um bom aterramento s o valor da resistência de terra. Estes


valores variam de acordo com a finalidade de cada aterramento.

- Para residências (medidor - CELESC) = 25 ohms.


- O bom aterramento propicia a não existência de diferenças significativas de tensão
entre pontos qq. da superfície evitando choques.

- Ao fazermos um aterramento devemos levar em conta 3 resistências:

1. Resistência do elétrodo;
2. Resistência entre elétrodo e terra;
3. Resistência da própria terra que é função da umidade, temperatura e tipo de solo.

- Deve-se escolher um dia seco, em que a ocorrência de chuva não tenha acontecido
a pelo menos 15 dias, para realização da medição da resistência de terra.

2. Circuitos

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3. Passos

1º. Inserir as estacas no terreno conforme circuito;


2º. O operador e o instrumento deverão estar entre as estacas j2 e j3-4;
3º. Conectar j3-4 a malha de terra através de cabo de 6m;
4º. Conectar j2 a estaca intermediária (sonda) através de cabo de 6m;
5º. Conectar j1 a estaca extrema através de cabo de 16m;
6º. Oprimir a tecla cal e ajustar o controle de zero, fazendo com que o ponteiro fique
acima da marca x1 na escala;
7º. Pressionar a tecla x100. Acha-se o valor de rt multiplicando o valor lido na escala
por 100.
RT = RI x 100

8º. Se R<500Ω pressiona-se a tecla X 10 e RT = R1 X 10.


9º. Se R<50Ω pressiona-se a tecla X1 e RT = R1 X 1,0 e por fim se R < 5Ω pressiona-
se a tecla X 0,1 e RT = RL X 0,1.
10º. Feita a leitura de RT, coloque a sonda a 10cm da estaca da malha de terra e faça
a leitura de RT, a partir daí variar a distância da sonda de 2 em 2m até a estaca
extrema sempre lendo o valor de RT anotar os valores e montar o gráfico RT (Ω) x d
(m).

Experiência 5

Correção do fator de Potência 1Ø

1.Resumo Teórico

Quando alimentamos uma carga resistiva - indutiva ou resistiva - capacitiva, estas


absorvem uma certa quantidade de potência da rede que é denominada potência
aparente. Parte desta potência é aproveitada em trabalho útil que é denominada
potência ativa e outra parte fica sendo trocada entre a carga e o gerador, e é
responsável pela formação dos campos magnéticos ou elétricos necessários ao
funcionamento da carga e é denominada potência reativa, cujo valor médio é zero.

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Quando corrigimos o fator de potência estamos na realidade colocando uma fonte de
reativo no sistema, se este for capacitivo. Se o sistema for indutivo colocamos
capacitores.

2. Circuito

Experiência 6

Análise de Rigidez Dielétrica de Óleo de Transformadores

1. Resumo Teórico

Página 35
Existem basicamente 3 tipos de transformadores quanto ao resfriamento:

- Transformadores a seco
- Transformadores a óleo
- Transformadores a gás inerte

Os transformadores a banho de óleo são os mais usados nos sistemas de distribuição,


nos quais o óleo tem duas finalidades básicas que são:

- Isolamento
- resfriamento

Por ser o óleo tão importante nos transformadores se faz necessárias manutenções
periódicas onde é analisada a rigidez dielétrica.

2. Circuito Analisador Ge - Ha – Ka

3. Passos
1º. Retire a cuba e limpe com benzina retificada (deixe secar bem); verifique a
distância entre os elétrodos - 2,54;
2º. Encha a cuba de óleo até cobrir os elétrodos;
3º. Mexa o conteúdo suavemente para torná-lo homogêneo;
4º. Abaixe a tampa do produto de acrílico;
5º. Ligar o aparelho;
6º. Arme o disjuntor dando um pulso;
7º. Pressione o botão de comando e simultaneamente gire o regulador de tensão
constantemente a uma razão de 3kv/seg até que o disjuntor desarme – lê-se no
kilovoltímetro a tensão;
8º. Espere 5 minutos e realize mais 2 testes.

4. Tabela

Comparar com:

35 KV = excelente

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De 30 até 35 KV = muito bom
De 25 até 30 KV = bom
De 20 até 25 KV = satisfatório

5. Conclusão

Qual é a condição do óleo?

* Calcular

Passos:

1º. Montar o circuito deixando o reostato em zero volt;


2º. Ligar as cargas conforme a tabela acima, através dos interruptores anotando os
valores;
3º. Construir gráfico W x Q para cada caso, e unir a origem ao ponto encontrado,
determinando assim (S) e (cosØ) graficamente.

Experiência 7

Aferição de Medidor Monofásico de Energia Elétrica

1. Resumo Teórico

Para medir a quantidade de energia consumida, são empregados medidores indutivo


tipo integrador.

Conforme já vimos à iteração entre o fluxo produzido pela I e o fluxo produzido por V,
faz seguir uma força F = K Ø1 Ø2 sen θ,esta força produz um torque T = K1 I V cos Ф
que gera movimento no disco.

Como se pode ver, este torque é proporcional a potência ativa.

Em cada rotação efetuada pelo disco possui um Kd (constante de disco) que é dada
em Wh/rotação. Com o passar do tempo ocorrem desgastes que alteram o valor do
Kd, e para correção deste erro faz-se necessário aferir o medidor.

W.h
Kd =▬▬
r
Através do imã permanente = F.P. aproximadamente 100%
1 10%
É esta aferição que faremos aqui.

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2. Circuito

3. Passos

1º. Montar o circuito acima;


2º. Ligar o circuito à fonte;
3º. Ligar a chave ch1 e deixar a disco rodar até que o zero apareça
4º. Na frente do visor, desligue ch1;
5º. Simultaneamente acione ch1 e o cronômetro, conte o número de voltas a 10.
6º. Desligue ch1 e anote o tempo e a potência;
7º. Calcule kd e compare com o indicado no medidor;
8º. Se kd calculado >kd medido girar cn para menos e ligar novamente a ch1, sempre
o disco começa do zero;
9º. Se kd calculado <kd medido girar cn para mais;
10º Repetir a operação até que kd calculado = kd medido.
Kd . cal – Kd
▬▬▬▬▬▬
Kd

7 EXERCÍCIOS

1- Escreva x dentro do quadradinho que corresponde a resposta correta, em cada


questão abaixo:

a) Lei em que fundamenta o princípio de funcionamento dos instrumentos de medidas


elétricas tipo ferro móvel:
□ Lei de ohm
□ Lei de Kirchoff

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□ Lei de Lenz
□ Lei de atração e repulsão
b) Quando, pela bobina magnetizante, circula corrente elétrica, as placas de ferro se
polarizam e tendem a se afastar uma da outra, porque:
□ A bobina atrai uma das placas
□ As placas recebem polarização igual e tendem a repelir-se
□ As placas recebem polarização diferente e tendem a repelir-se
□ As placas recebem polarização igual e tendem a atrair-se
c) Os instrumentos do tipo ferro móvel podem receber:
□ Corrente contínua
□ Corrente alternada
□ Corrente contínua ou alternada
□ Somente corrente contínua
2- Abaixo você tem o desenho do instrumento de medida tipo ferro móvel com sete de
seus componentes numerados.Tem também uma lista dos nomes desses
componentes.
a) Escreva o número de cada componente dentro dos quadrinhos em frente o nome do
componente dentro dos quadradinhos em frente ao nome do componente, mantendo a
divida correspondência.

3- Escreva (V) para Voltímetro (A) para Amperímetro nos quadradinhos à frente da
alternativa.

Bobina com alta impedância e baixo consumo de energia


Escala graduada em watts
Bobina com poucas espiras de fio grosso
Escala graduada em ohms
Bobina com baixa impedância e alto consumo de energia
Bobina com muitas espiras e fio grosso
Bobina com alta impedância com alto consumo de energia.
Escala graduada em ampères
Bobina com muitas espiras de fio fino
Bobina com baixa impedância com baixo consumo de energia

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Escala graduada em volts
Bobina com poucas espiras e fio fino

4- Medindo-se a corrente no circuito da figura ao lado, com um miliamperímetro de 0 –


2mA e resistência interna de 500 ohms, qual será a indicação do instrumento?
Qual o erro relativo (teórico) cometido nessa medida?

5- O resistor variável AB tem 10 000 ohms de resistência total. A fonte de 600 V tem
resistência internade 2 000 ohms. Qual a tensão existente entre os pontos A e B? e
entre M e B? (M é o ponto médio do resistor variavel AB). Que valores se obteriam
medindo essas tensões com um voltímetro de 0 – 500 V e resistência interna 40 000
ohms.

6- Se medirmos a tensão V AB com um voltímetro de 0 – 250 V e sensibilidade


2000Ω/V, qual será o erro cometido nessa medida?

7- Se utilizarmos um microamperômetro de 0 – 100 µA para construir um voltímetro


de 0 – 250 V, qual será a resistência interna e a sensibilidade desse voltímetro?

8- Examine atentamente as escalas abaixo e calcule o valor aproximado das medições


de cada instrumento, completando as respostas.

Página 40
9- Na coluna A estão sete símbolos que caracterizam os instrumentos de medidas
elétricas e, na coluna B, discriminação desses símbolos.

Escreva na coluna B a letra da coluna A, mantendo a devida correspondência.

Página 41
10- Assinale com um X a resposta correta, de acordo com o instrumento:
(a)

□ Bobina móvel, C C, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 1 KV.


□ Bobina móvel, C C e C A, posição vertical, de precisão de isolação 1 KV.
□ Ferro móvel, C C e C A, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 1 KV.
(b)

Página 42
□ Ferro móvel, C C e C A, posição vertical, de serviço, tensão de isolação 2 KV.
□ Ferro móvel, CC e CA, posição horizontal, de serviço, tensão de isolação 2 KV.
□ Bobina móvel, CC e CA, posição horizontal, de precisão, tensão de isolação 2
KV.

(c)

□ Eletrodinâmico, CC e CA, posição horizontal, de serviço, tensão de isolação 1KV.


□ Eletrodinâmico, CC e CA, posição vertical, do serviço, tensão de isolação 1KV.
□ Eletrodinâmico, CC e CA, posição inclinada, de serviço, tensão de isolação 1KV.

Anexos:

Anexo 1. Exemplo de certificado de calibração de equipamento.

Página 43
Página 44
Página 45
Página 46
Anexo 2. Manual de calibração

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE


MP 2 - CALIBRAÇÃO

CONTROLE DE DISPOSITIVOS DE MEDIÇÃO E MONITORAMENTO


06.04.2006 Revisão zero

1. PROPÓSITO

O propósito desse documento é atender aos requisitos do sub item 7.6. na norma NBR
ISO 9001:2000, controle de dispositivos de medição e monitoramento.

2. ESCOPO

A presente norma atende todas as áreas definidas no desenho de macro-processo,


definidas no Sistema de Gestão da Qualidade.

3. RESPONSABILIDADE E AUTORIDADE

a) Metrologista :
• Planejar calibração;
• Monitorar planejamento de calibração;
• Calibrar equipamentos;
• Adquirir serviços de calibração;
• Analisar documentos de calibração.

4. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES

4.1. PLANO DE CALIBRAÇÃO

O plano de calibração é composto da seguinte forma:

4.1.1. Lista de freqüência de calibração dos equipamentos de medida e ensaio.

- Listagem completa de todos os sistemas elétricos e mecânicos de medida e ensaio


utilizados por nosso pessoal, à disposição no laboratório de metrologia através
do programa “aferição”.

- Esta listagem é obtida do software “aferição” mensalmente para execução dos serviços de
calibração.

- Back-up do sistema “aferição” é executado diariamente conforme padrão interno.

Página 47
Interdição permanente

Caso o equipamento solicitado para calibração não seja enviado em até 30 dias após o
vencimento de sua calibração, o mesmo será interditado para o uso até a sua regularização, e
todo o serviço executado por este equipamento após sua interdição não terá validade. A
interdição será feita através de Nota Interna entregue a pessoa responsável pelo equipamento.
O equipamento deixará a condição de INTERDITADO após sua regularização junto ao
Laboratório de Metrologia.

4.1.2. Lista dos Padrões e Rastreabilidades

Lista de todos os padrões, e rastreabilidade dos padrões de laboratórios credenciados pelo


INMETRO.

4.1.3. Relação dos laboratórios Externos

Relação de todos os laboratórios empregados para calibrar padrões e equipamentos da


empresa.

Elétricos

LACTEC (COPEL) - IE - IPT – FURNAS – YOKOGAWA - ACC


-Transformador de corrente
-Multímetro Digital
-Base de tempo
-Micro-ohmímetro
-Oscilógrafo
-Shunts

Mecânicos

CERTI - IPT - SODMEX – CPMJ – K & L.


-Manômetro
-Termômetro
- Torquimetro

4.2. DEFINIÇÔES/ CONCEITOS RELACIONADOS AO LABORATÓRIO DE METROLOGIA

4.2.1. Qualificação dos equipamentos de medição.

Qualidade principal de um equipamento de medição é medir com o mínimo erro.

• São três as operações básicas de qualificação:


- Calibração
- Verificação
- Ajustagem
O que se entende por calibração /verificação de equipamentos de controle de medida e
ensaio?

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Resposta: Referências Norma ISO 10012/1 exigências de garantia de qualidade
de equipamentos de medida;
• Norma NFX 07-010 a função metrológica na empresa;
• VIM93, vocabulário internacional de metrologia;

Calibração: Permite determinar os valores de desvios de medição de um instrumento de


medida ou de um sistema de medida em relação aos valores padrões. Permite
igualmente por aplicação de correções sistemáticas de se reduzir a incerteza associada a
medida.
INCERTEZA: Parâmetro associado ao resultado de uma operação de medida que caracteriza a
dispersão de valores obtidos.
Verificação: Permite garantir que os desvios entre os valores indicados por um
aparelho de medida e os valores conhecidos correspondentes de uma grandeza medida
são todos inferiores aos erros máximos tolerados.
Qual seja a operação efetuada calibração ou verificação é indispensável garantir a
rastreabilidade da ligação aos padrões nacionais e/ou internacionais quando eles
existem.

Quais são os resultados de uma calibração ou verificação?

Resposta: Referência Norma NFX 07-010 a função metrológica na empresa.


A calibração conduz a um conjunto de resultados quantificados.
A verificação implica uma noção de julgamento resultando em uma decisão. Essa
decisão consiste em declarar o instrumento de medida conforme ou não conforme às
prescrições a serem satisfeitas. (exemplo: especificações do fabricante do
instrumento, especificações internas da empresa).

• Ajustagem (Adjustament, Ajustege, Justierem)

Regulagem do sistema de medição com o objetivo de fazer coincidir, da melhor forma


possível, o valor indicado (leitura) com o valor correspondente à grandeza a medir.

4.2.2. Conceitos Fundamentais

- Metrologia - É a ciência de medida. Para a metrologia, o sistema de medição é


considerado uma caixa preta.

- Instrumentação - É a técnica utilizada para medir, controlar, registrar e atuar em fenômenos


físicos. A instrumentação preocupa-se com o estudo, desenvolvimento, aplicação e operação
dos equipamentos.

- Valor verdadeiro convencional (VVC) - é o valor verdadeiro tomado como padrão,


que contém um erro desprezível.

- Erro sistemático (ES) - é a parcela de erro sempre presente nas medições realizadas em
idênticas condições de operações.
- Média das medidas (MM) - é a medida média de “n” valores durante uma calibração.

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- Dispersão da medida (DM) - é uma faixa onde ocorreram possíveis erro aleatórios.
Seu valor é determinado por cálculos estatísticos, segundo uma probabilidade de 95%
dos casos.

- Incerteza de medição (IM) - expressa o maior erro que o sistema de medição


apresenta. É o parâmetro reduzido que melhor descreve a qualidade do equipamento.

4.2.3. Características dos Equipamentos de Medição


- Faixa de indicação (FI) - é o intervalo entre o menor valor que o indicador de sistema
de medição teria condições de apresentar como leitura ou medida.

- Faixa de operação (FO) - é o intervalo entre o menor valor e o maior da grandeza a


medir , entre o qual o sistema de medição opera segundo as especificações metrológicas
estabelecidas.
- Resolução (R) - é a menor leitura possível de se fazer em um sistema de medição.

4.2.4. Confiabilidade e Rastreabilidade

- Os padrões, na calibração, deverão ser rastreáveis aos padrões primários das grandezas
de base.
- A confiabilidade é assegurada mediante a calibração de cada padrão em relação ao padrão
hierarquicamente superior.

4.2.5. Documentos da Calibração.

- Toda calibração realizada em laboratórios externos ou em indústria só terá validade se


for acompanhada de relatórios.
- A planilha de dados coletados durante a calibração é um documento importante, pois
nela os valores são confrontados com o padrão, bem como os erros.
- A planilha só terá validade se o padrão utilizado tiver certificado de calibração.
- O certificado de calibração do padrão garante a rastreabilidade do instrumento
calibrado.

4.3. PROCEDIMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO E CALIBRAÇÃO

-Todo equipamento de medição e ensaio empregado na empresa, será identificado da


seguinte forma:
SERIAL 0001 à 9999.

• A numeração do aparelho ou equipamento é vitalícia, isto é, acompanha o mesmo


desde a sua entrada na empresa até o fim da sua vida útil.

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• A numeração do equipamento que ficou vaga, após este ser retirado de uso, não
poderá ser empregada por outro. Isto significa que a numeração dada a novos
equipamentos é sempre seqüencial.

• A numeração do equipamento é dada pelo laboratório de metrologia.

• Todo equipamento terá uma freqüência de calibração que será determinada pelo
laboratório de metrologia, podendo esta freqüência aumentar ou diminuir de acordo
com a utilização do equipamento, tendo como base seu histórico, essa freqüência está
expressa no item “Família” no menu “cadastro” no programa “Aferição”.

• Toda calibração será realizada no laboratório de metrologia, utilizando-se os padrões


existentes, calibrados em laboratórios externos.

• Após a realização das calibrações os equipamentos serão assim classificados.

- Em condições de uso - será identificado com etiqueta. Onde estará identificado o mês
e o ano da próxima calibração.

- Sem condições de uso - será identificado com uma etiqueta que nela estará escrito a semana
da calibração, nº do Relatório de ocorrência e a rubrica do aferidor.

• O usuário deve solicitar calibração do equipamento fora dos períodos estipulados


sempre que observar irregularidade que interfira no bom desempenho do mesmo.

• Todo equipamento que for reprovado terá um Relatório de Ocorrência que será
emitido pelo laboratório de metrologia.

• Será enviado uma cópia do Relatório de Ocorrência ao usuário do equipamento que


se encontrar fora de tolerância. Para as devidas providências da rastreabilidade de
utilização do mesmo.

• O equipamento reprovado será retido no laboratório de metrologia.

• Todo equipamento novo deverá passar pelo laboratório de metrologia que dará um
número de identificação conforme “procedimentos de identificação” , fará a
calibração ou solicitará calibração externa quando necessário.

4.3.1. FICHA DE EQUIPAMENTO DE MEDIDA E ENSAIO (Informatizada)

- As fichas de equipamento de medida e ensaio, estão armazenados em bancos de dados no


programa “aferição” item “equipamento”.

- As fichas de equipamento de medida e ensaio são digitadas / preenchidas pelo


responsável do laboratório de metrologia.

- Todo equipamento de medida e ensaio da empresa deverá ter sua ficha.

Página 51
- O conjunto de vários equipamentos que constituem outro equipamento deverá ter sua
ficha própria.

- Para saber a situação atual do equipamento, consultar antes a ficha do mesmo para
rastrear seu relatório e/ou item “aferição” do programa “aferição”.

4.3.2. EQUIPAMENTOS DE MEDIDA E ENSAIO QUE REQUEREM CALIBRAÇÃO.

• Equipamentos de medida
- torquimetro

• Equipamento de sondagem
- Alicate-amperímetro
- Multi-teste

• Manômetros

• Termo-higrometro

Nota Importante: São calibrados equipamentos que realmente venham interferir na


qualidade do produto final.

4.3.3. PLANILHA DE ANOTAÇÃO DE CALIBRAÇÃO

• A planilha destina-se a anotação de valores levantados durante a calibração dos


equipamentos utilizados nas montagens e estão armazenadas no programa
“aferição” item “planilha”.

4.3.4. PROCEDIMENTO DE VERIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTO.

• Nem todos os equipamentos de medição têm necessidade de calibração, entretanto,


em período determinado pelo laboratório de metrologia, os mesmos deverão ser
analisados/aprovados ou enviados para manutenção, não necessitando de planilha..

• O objetivo de toda essa análise é ter certeza de que todos os equipamentos de


medição que não necessitam de calibração, não irão prejudicar a qualidade do serviço
na que se refere à medição.

4.3.6. TRANSPORTE DE EQUIPAMENTOS PARA CALIBRAÇÃO

• O laboratório de metrologia é quem determina quando um equipamento necessita ou


não de calibração ou manutenção externa.

• Devido a fragilidade de certos instrumentos, o laboratório de metrologia determinará


qual o tipo de transporte adequado.

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4.3.7. MANUSEIO / PRESERVAÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS EQUIPAMENTOS.

• transporte interno dos equipamentos para calibração é de responsabilidade dos


técnicos do laboratório de metrologia.

• A preservação e armazenamento dos equipamentos no laboratório de metrologia, os


mesmos devem permanecer identificados na prateleira a que se destina, se possível
embalados, livres de poeira e umidade.

4.3.8. EQUIPAMENTOS INDICADORES.

• Todos os equipamentos que não requerem calibração, ou seja, estão somente fazendo
uma leitura de indicação de funcionamento, deverão ter na parte frontal uma etiqueta
com dizeres: “equipamento indicador” e/ou “instrumento indicador de medida não
submetido a calibração periódica”.

4.3.9. REGISTROS DA QUALIDADE DO LABORATÓRIO DE METROLOGIA.

Ver sub item 5 desse manual.

4.3.10. ESPAÇO FÍSICO RESERVADO NO LAB. DE METROLOGIA.

O laboratório de metrologia possui um local para “equipamentos desativados


temporariamente” e “equipamentos aguardando conserto/aferição”; e os mesmos
sofrerão calibração ao saírem para as áreas de trabalho.
4.3.11. EQUIPAMENTO NA ÁREA DE TRABALHO DESATIVADO TEMPORARIAMENTE.

Os equipamentos de grande porte terão uma indicação na parte frontal: “equipamento


desativado temporariamente”, e sofrerão calibração caso voltem para a ativa.

4.4. PROCEDIMENTOS DE CALIBRAÇÃO ELÉTRICA.

4.4.1. Determinação da classe de exatidão.

-É necessário primeiramente conhecer a definição de erro.

-Erro absoluto - é a diferença algébrica entre o valor indicado e seu valor verdadeiro.

• Erro relativo - é o quociente de erro absoluto pelo valor verdadeiro da grandeza que
está sendo medida.

• Erro percentual - é o erro expresso com uma porcentagem de valor verdadeiro.

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• Variação na indicação - é a diferença entre os valores medidos da mesma grandeza,
quando uma influência apresenta sucessivamente dois diferentes valores
especificados.

4.4.2. Exatidão e classe de exatidão

É definida pelo limite de erro ou pelos limites da variação na indicação.

-A classe da exatidão é uma classificação de instrumentos de medida.

Índice de Limite de erro


classe
0,05 0,05%
0,1 0,1%
0,2 0,2%
0,5 0,5%
1,0 1.,0%
1,5 1,5%
2,0 2,0%
5,0 5,0%
- Cálculo do erro absoluto

E = g x e onde:
100

E = erro absoluto expresso na unidade da graduação


g = valor nominal do instrumento
e = erro percentual

4.4.3. Simbologia

- Bobina móvel

- Ferro móvel

4.4.4. Sensibilidade de um mecanismo do equipamento

-É a intensidade de corrente (IM) necessária para que a agulha movimente-se em toda


extensão da escala.

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- A sensibilidade está compreendida entre alguns microamperes a vários miliamperes.

- A sensibilidade depende da intensidade do imã permanente e do número de amperes - volta


da bobina.

-Quanto mais espiras tem a bobina, menor é a corrente que deve percorrê-la, porém
maior será a resistência interna.

4.5. CALIBRAÇÃO EM MEGÔMETRO

• Antes de iniciar a calibração do equipamento. verificar os seguintes pontos:


- Bornes de conexão.
- Chave seletora.
- Pontas de prova.
- Estado geral, etc.

• Objetivo desta análise visual é verificar se o equipamento necessita ou não de uma


manutenção corretiva prévia.

4.5.1. Calibração

- Para está calibração deverá ser montada uma associação de resistores.

- Os resistores usados na associação deverão ter no máximo 1% de tolerância.

- A associação deverá ser feita em cima de uma placa altamente isolante.

- Deverão ser medidos pelo menos cinco valores para cada escala (1kV / 500V).

- Será feito uma leitura crescente.

- Tirar a média dos valores encontrados e compará-los com os valores dos resistores.

- Caso o erro seja superior ao especificado pelo fabricante. O equipamento será


reprovado.

- Caso haja dúvida durante a calibração, o equipamento será levado a um laboratório


credenciado para ser calibrado.

4.6. CALIBRAÇÃO DE FONTES DE CORRENTE.

4.6.1. Calibração para fonte C.A.

- Serão calibradas tomando-se como padrão um transformador de corrente calibrado e


um amperímetro padrão.

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- O transformador de corrente será selecionado de acordo com a máxima corrente de
saída da fonte de corrente.

- Deverão ser realizadas pelo menos duas séries de medição, sendo:


- primeira no sentido crescente
- segunda no sentido decrescente

-Para cada sentido, fazer no mínimo 4 leituras.

-Anotar os valores obtidos em planilha e calcular a média.

-Comparar os valores da média com os valores indicados pelo amperímetro da fonte.

-Os valores obtidos não deverão exceder a 1,5%.

4.6.2. Calibração para fonte C.C.

-Serão calibrados tomando-se como padrão um shunt aferido e um milivoltímetro


padrão.

-O shunt deverá ser selecionado de acordo com a máxima corrente fornecida pela fonte.

-O valor da corrente de saída é proporcional à tensão obtida em cima do shunt.

-Deverão ser realizadas pelo menos três séries de medição, sendo:


- primeira no sentido ascendente
- segunda no sentido descendente.
- terceira no sentido ascendente

-Para cada sentido, fazer no mínimo 4 leituras.

Obs.: Os Shunt’s são calibrados numa freqüência de 3 anos (LACTEC).

4.7. CALIBRAÇÃO DE FONTES DE TENSÃO

4.7.1. Fontes de alta tensão.

-Para esse tipo de fonte, as indicações são realizadas através de um divisor capacitivo.

- Equipamentos utilizados:
- divisor capacitivo
- voltímetro C.A.

-A alta tensão fornecida pela fonte deverá alimentar o divisor capacitivo, sendo que a
ligação é com relação à terra.

-Retirar do divisor capacitivo, através da relação, a leitura da tensão.

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-Fazer pelo menos 10 leituras de tensão, sendo uma na ascendente e uma na
descendente.

-Calcular a média dos valores encontrados.


-Através da relação, calcular o valor real encontrado.

-De posse do valor real, calcular o erro com relação ao valor medido pelo voltímetro da
própria mesa ou fonte.

-Fornecer para usuário cópia da planilha, para que este tenha mais certeza da medição,
caso o equipamento da fonte ou mesa esteja com erro superior a 1%.

4.8. CALIBRAÇÃO DE MULTITESTE/ ALICATE DIGITAL E ANÁLOGO.

• ligar e verificar o estado da bateria/pilhas.

- verificar o(s) fusíveis de proteção.


- verificar os bornes de entrada para verificar se não ocorre mal contato.

• Ligar o equipamento e deixá-lo aquecendo com alguma tensão e ¾ da sua escala.

• O objetivo desses passos é verificar se o equipamento necessita ou não de


manutenção prévia.

• Fazer o ajuste do “zero” se necessário.

• Deverão ser feitas 4 ou mais leituras para cada faixa.

• Nas escalas de resistências são usados os valores de resistência.

• A leitura deverá ser feita no equipamento padrão.

• A leitura deverá ser repetida três vezes, sendo uma na ascendente, uma na
descendente e uma na ascendente.

• Anotar os valores lidos a fazer a média das três leituras.

• Calcular o erro e verificar se o equipamento encontra-se dentro da sua classe de


exatidão.

• Caso o equipamento esteja fora das suas especificações, será considerado não
conforme e será mandado para conserto.

OBS.: Os multitestes utilizados pelo pessoal do comissionamento , serão calibrados


externamente em laboratórios credenciados e os demais serão somente verificados.

4.9. CALIBRAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE LEITURA DE TEMPO DE RESPOSTA

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4.9.1. Objetivo

A base de tempos é calibrada no laboratório do Latec-Copel e é rastreável a RBC (Rede


Brasileira de Calibração).

O erro admissível nos oscilógrafos é de 0,2 ms.

Caso o equipamento apresentar erro maior que o valor acima, será enviado ao fabricante
para ajuste e calibração.

Equipamentos vindos dos fabricantes terão seu certificado de calibração válido para o
mesmo período a freqüência de calibração estabelecida.

4.10. CALIBRAÇÃO DE MANÔMETRO.

• Deverão ser realizadas as seguintes leituras, para manômetro de óleo com capacidade
de 0-600 bar, tanto no sentido ascendente como descendente: 180 - 200 - 240 - 260 -
280 – 300 – 320 – 340 - 360 e 400 bar ( O manômetro deve ter um aviso “calibrado
de 180 a 400 bar” colocado sobre o vidro).

• Os valores imediatamente inferiores são conseguidos, afrouxando-se levemente o


robinete (K3) do controlador de pressão do óleo.

• Deverão ser realizadas as seguintes leituras, para manômetro de gás com capacidade
de 0-10 bar, tanto no sentido ascendente e descendente: 2 - 4 - 5 - 6 - 7 – 8 – 9 e 10
bar ( O manômetro deve ter um aviso “calibrado de 2 a 10 bar” colocado sobre o
vidro).

• Os valores encontrados deverão estar dentro da classe de precisão do manômetro,


caso contrário este será considerado não conforme e deverá sofrer uma ajustagem.

5. CONTROLE DE REGISTROS

DESCRIÇÃO ATIVO INATIVO


Físico Eletrônico Físico Eletrônico
Planilha de Planilha de
Identificação N/A N/A
calibração calibração
Sistema
Armazenamento N/A N/A Diretório Rede
Metrologia
Proteção N/A Back up N/A Back up
Ordem Ordem
Recuperação N/A N/A
crescente/nome crescente/nome
Tempo
Tempo de Retenção N/A 3 meses N/A
Indeterminado
Descarte N/A Arquivo Morto N/A N/A

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DESCRIÇÃO ATIVO INATIVO
Físico Eletrônico Físico Eletrônico
Certificado de
Identificação N/A N/A N/A
calibração
Pasta
suspensa em
Armazenamento arquivo de aço N/A N/A N/A
no laboratório
de metrologia
Condições N/A
Proteção N/A N/A
ambientais
Ordem
crescente
Recuperação N/A N/A N/A
(laboratório) +
ano corrente
Enquanto o
Tempo de Retenção processo N/A N/A N/A
estiver ativo
Obsoleto,
Descarte N/A N/A N/A
destruir

6. IDENTIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES

REV. DATA RESPONSÁVEL ALTERAÇÕES


0 06 / 04 / 06 Vanderley Machado Elaboração do manual

Fim anexo de Manual de calibração

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TESSER, Valtensir da Costa; SILVA, Francisco de Assis Costa e; BRONZATTO,
Admir Miguel. Instrumentos de medidas elétricas I: voltímetros, amperímetros,
ohmímetro.
São Paulo: SENAI/SP, 1983. 67p. (Eletrotécnica, 28).
TORREÍRA, Rual Pergallo. Instrumentos de medição elétrica. São Paulo: Hemus,
1978.
Manuais da empresa Fluke.
Apostila do SENAI.

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