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AULA Nº FAMILIA E SUCESSOES


Lucia slucialaw@yahoo.co.uk

REGIME DE BENS NO CASAMENTO1


Os regimes são:

1. Comunhão Universal,

2. Comunhão Parcial,

3. Separação Total,

4. Participação Final nos Aquestos,

5. Separação Obrigatória: maiores de 60 e menores de 16,

6. Regime Misto (exemplo: comunhão universal com comunhão parcial estipulado num pacto)

A escolha deve ser feita no momento do casamento. Quando os consortes


ou noivos não escolhem o regime de bens é a Lei quem o faz, e será o regime
de comunhão parcial de bens (desde 1977)

Quando o regime escolhido for diferente da comunhão parcial há a


necessidade de pacto antenupcial feito por escritura publica com as
características do regime.

CARACTERÍSTICAS:

1. Liberdade de escolha (exceto nos casos que a Lei obriga, no pacto pode
haver separação de patrimônio, doação;

2. Conteúdo (comunicação ou incomunicação do patrimônio)

Diz a Professora Daniela Rosário Rodrigues2 que


“a primeira regra relativa à escolha de bens permite aos nubentes fazer a sua escolha, salvo nas
hipóteses do art. 1641 do CC, em que o legislador impõe o regime de separação total....sendo nula
qualquer convenção em contrário.”

1
Pede-se a atenção do leitor para o fato de que este resumo não foi efetuado
apenas no conteúdo da ESA, mas contém também a opinião de doutrinadores da
área da família.
2
Rodrigues, D. R. (2007). DIREITO CIVIL Família e Sucessões. Sao Paulo: Rideel.
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PACTO ANTENUPCIAL:
1. Sempre por escritura pública (art. 1653, CC) (e a eficácia da escritura fica
condicionada à realização do casamento, e que este seja válido)
feita no Cartório
(tabelião) de Notas dos nubentes, a administração prevista no pacto
dizendo se existe comunicabilidade ou incomunicabilidade patrimonial,
esta produz efeitos contra terceiros, que precisem

2. saber o valor do regime de bens do casal para se assegurarem em caso


de contrato com eles;

3. Passa a valer com registro no Registro de Imóveis do domicilio do


casal (onde vão fixar residência) dando assim publicidade;

4. Pode ter doação de patrimônio de um para o outro

5. A anulação ou nulidade do casamento também anula ou torna nulo o


pacto;

6. O pacto pode ser declarado nulo mas o casamento subsiste,


quando, então passa a vigorar o regime legal ou supletivo da comunhão
parcial

7. Se apenas algumas clausulas do pacto forem anuladas, o pacto


continua existindo sem as clásulas que forem consideradas nulas ou
anuláveis; (EXEMPLO: “pacta corvina” – herança futura – esta cláusula não vai ter
repercussão e é derrogada pela nulidade)

Ainda sobre o pacto antenupcial, outro doutrinador dispõe3


“A escolha do regime de bens é feita no pacto antenupcial.se este não foi feito, ou for nulo ou
ineficaz, vigorará quanto aos bens entre os cônjuges, o regime da comunhão da comunhão
parcial (CC, art. 1.640, caput), por isso também chamado de regime legal ou supletivo (porque a
lei supre o silencio das partes). ... Para valer contra terceiros o pacto antenupcial deve ser
registrad em livro especial, registro de imóveis do domicilio dos cônjuges (art 1.657). Sem o
registro, o regime escolhido só vale entre os nubentes (regime interno). Perante terceiros, é
como se não existisse o pacto, vigorando então o regime da comunhão parcial (regime externo)”

A ESCOLHA DO REGIME DE BENS:


• O mais comum é o regime legal ou supletivo
3
GONÇALVES, C. R. (2007). DIREITO DE FAMÍLIA. Sao Paulo: Saraiva.
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1. A COMUNHÃO PARCIAL DE BENS

Sobre este regime de bens o professor Carlos Roberto Gonçalves


(3) ensina que
“é o que prevalece se os consortes não fizerem pacto antenupcial, ou fizerem mas for nulo ou
ineficaz (art. 1.640, caput).”

Este regime é o mais comum, porque, inicialmente ele não exige


solenidade para se efetivar, o que dispensa atos notariais, e, porque
quanto os cônjuges só precisarão estabelecer comunhão do patrimônio
que for adquirido durante a união.

São três os patrimônios neste regime:

• Exclusivo do marido;

• Exclusivo da mulher e;

• O comum aos dois

 O PATRIMONIO

• Comunicável: o que vem após o casamento 50% - 50%;

• Incomunicável: o que vem antes do casamento.Tudo que for


adquirido a título gratuito:

• Doação: (a menos que beneficie os dois)

• Bens sub-rogados: Adquirido em lugar da coisa inicial ( Exemplo: alguém


já possuía um apartamento de R$100.000,00- cem mil reais- , vende e compra uma casa na
praia; é bem sub-rogado, particular ou incomunicável)
Tem que demonstrar que a
origem do patrimônio teve como causa um patrimônio anterior;

 Provas:

• Atos notariais
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• Lançamento do I.R.

• Lançamento de conta bancária,

Obs.Quando for adquirir o bem colocar na escritura pública a origem do


patrimônio

Quando vende um de R$ 100.000,00 (cem mil) e adquire um de


R$200.00,00(duzentos mil), terá R$100.000,00 (cem mil) comunicáveis e
R$100.000,00 (cem mil) incomunicáveis – uma sub-rogação parcial.

Havendo aplicação – depois do casamento – dos R$100.000,00 (cem


mil) que vira R$200.000,00 (duzentos mil), ele tem R$100.000,00 (cem mil)
com a renda

Há que declarar no pacto que os frutos serão incomunicáveis (o pacto só


pode disciplinar o patrimônio do casal). Ainda quanto às provas se não
houver escritura há que se buscar prova documental (I.R)

A Professora Daniela Rodrigues 2 sobre o assunto diz:


“O patrimônio exclusivo de cada um dos cônjuges é composto pelos bens previstos nos arts.
1.659, 1.661 e 1.666 do CC. São bens, direitos, deveres cujas causas originárias são
anteriores ou alheias ao casamento e à vida em comum. É o que ocorre, por exemplo, com
os bens que cada um tinha ao casar e os que se sub-rogaram no lugar. Da mesma forma, não
se comunicam as dívidas contraídas por qualquer um deles para a manutenção desses bens.
Quanto aos bens comuns, a previsão figura nos arts. 1.658, 1.660, 1.662 a 1.665 do CC.
Trata-se de bens, direito e obrigações com causa verificada durante o casamento ou em
benefício do casal ou da família. É o que se verifica com os bens adquiridos a título oneroso,
ainda que em nome de apenas um deles. Considera-se bem comum porque nasceu do
esforço comum, ainda que não da mesma proporção patrimonial. Aliás, a proporção de
contribuição patrimonial é irrelevante, porque aquele que não deu contribuição patrimonial
direta o fez de forma indireta, na medida em que garantiu a economia doméstica, cuidou do
lar e do consorte, dos filhos comuns, caso existentes, além de ter contribuído para a
formação do outro, ao menos honrando o dever de mútua assistência imaterial. Pelo menos é
o que se espera....
Nesta hipótese, dissolvido o matrimônio, o patrimônio comum será dividido em duas
porções iguais, denominadas meação.”

Sobre o art. 1.659, Excluem-se da comunhão:


• os referidos nos incisos I, II, III;
• IV. As obrigações provenientes de Atos ilícitos, (por exemplo,
acidentes de trânsito);aqui só responde o patrimônio de um e havendo
execução utilizar os embargos de terceiros

• V. Aqui há a incomunicabilidade dos instrumentos da profissão.


Livros, etc.
• VI. Os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge: Há uma
discussão nas comunhões parciais e universais. Se for para a conta
corrente do casal é comunicável.
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• MAIORIA DA DOUTRINA: a incomunicabilidade continua mesmo depois


do recebimento;
• TRIBUNAIS: prevalece a incomunicabilidade (Rescisão, contrato de
trabalho, FGTS, bonificação, etc. (pro labore da empresa do casal)
• VII: pensões e outras rendas semelhantes;
Obs. Aqui foi feita, pela professora, menção ao livro: MANUAL DE DIREITO
DE FAMILIA, Rolf Madaleno.

Entram na comunhão. Art. 1.660


• I. Bens adquiridos na constância do casamento, ainda que só em nome
de um dos cônjuges,
• II: Fatos eventuais, por exemplo, loterias, rifas, etc.
• III: Doação, herança ou legado em favor de ambos os cônjuges;
• IV. Benfeitorias que beneficiam o imóvel;
• V. Frutos dos bens comuns ( alugueis, rendimento em ações etc.)

Os bens comuns respondem integralmente pelas dívidas contraídas pelos


cônjuges durante o casamento, salvo se o interessado provar que a dívida foi
contraída em benefício exclusivo do outro.
Ao julgar a Apelação nº 7187010700, o Desembargador Salles Vieira do
TJSP proferiu o seguinte em seu voto:
“é pacífico na jurisprudência dos nossos Tribunais o entendimento de que a meação da mulher responde
pelas dívidas do marido, salvo se ela provar não terem sido assumidas em benefício da família”.

Veja a seguir, a tabela 4 dos bens na comunhão parcial

COMUNHÃO PARCIAL

Regra: Bens adquiridos na constancia da união pertencem a ambos

Excluem-se da comunhão parcial (art. 1.659) Entram na comunhão(art. 1.860)

1. Bens que cada cônjuge possuir ao 1. bens adquiridos na constancia do


casar, e os que lhe sobrevierem, na casamento por título oneroso, ainda que só
constância do casamento, por doação em nome de um dos cônjuges
ou sucessão, e os sub-rogados em seu
lugar
2. Bens adquiridos com valores 2. bens adquiridos por fato eventual, com ou
exclusivamente pertencentes a um dos sem o concurso de trabalho ou despesa
cônjuges em sub-rogação aos bens anterior
particulares
3. Obrigações anteriores ao casamento 3. bens adquiridos por doação, herança ou
legado, em favor de ambos os cônjuges
4. Obrigações provenientes de atos 4. benfeitorias em bens particulares de cada

4
SARTORI, F. T. (2004.). Como se preparar para o Exame do Ordem 1ª fase CIVIL.
Sao Paulo:Metodo.
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ilícitos (salvo reversão em proveito do cônjuge


casal)
5. Bens de uso pessoal, os livros e 5. frutos dos bens comuns, ou dos
instrumentos de profissão particulares de cada cônjuge, percebidos na
6. Proventos do trabalho pessoal de cada constância do casamento, ou pendentes ao
cônjuge tempo de cessar a comunhão
7. Pensões, meio-soldos, montepios e
outras rendas5

Assim, quanto aos bens que se excluem da comunhão parcial, por


exemplo os itens 7.da tabela, as pensões, meio-soldo e montepio, o direito de
percebimento desses benefícios não se comunica. Quanto à quantia recebida
mensalmente durante a união, estas entram para o patrimônio do casal e
comunicam-se logo que percebidas. Se o casal se separar judicialmente,
aquele cônjuge beneficiário terá direito integral ao benefício, porque é
incomunicável.
Quanto aos bens móveis presumem-se que foram adquiridos na
constancia do casamento. (art. 1.662) Trata-se de presunção relativa, (juris
tantum) pois, pode-se provar que estes bens foram adquiridos anteriormente.

 ATENÇÃO
DIFERENÇA ENTRE PATRIMÔNIO DO CASAL E EMPRESAS E
SOCIEDADES DO CÔNJUGE

 PATRIMÔNIO DO CASAL: Exemplo:


• A casa R$100.000,00 (cem mil)
• Apartamento alugado R$100.000,00(cem mil);
• Renda de aplicação R$100.000,00 (cem mil);
• Uma empresa (sociedade) 99% ( noventa e nove por cento) só do
marido, por exemplo, - a esposa tem direito a 1% da
sociedade para fins de patrimônio;

 SOCIEDADE DOS CÔNJUGES: uma empresa manterá a sua


integridade com relação ao cônjuge. A quantificação dependerá de
avaliação judicial. Aqui valerão: medidas cautelares > avaliações
judiciais com perito para quantificar.
• Este sócio tem que pagar os 50% (cinqüenta por cento) da
mulher nos, 30, 40, ou 50% que ela tenha da empresa.

DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS NA COMUNHÃO PARCIAL


Qualquer um dos cônjuges pode assumir a administração dos bens, mas
há que haver a concordância de ambos para a prática de atos, a título
gratuito, que impliquem cessão do uso ou gozo dos bens comuns (v.g.
comodato de imóvel para terceiros). O Código Civil Brasileiro prevê a
possibilidade de a administração do patrimônio ser atribuída pelo juiz a um
dos cônjuges no caso de malversação dos bens (art. 1.663, § 3º).
5
PENSÕES: são quantias pagas mensalmente a alguém para a sua subsistência.
MEIO-SOLDO: é a metade do soldo que o Estado paga aos militares reformados.
MOTEPIOS: é a pensão devida pelo instituto previdenciário aos herdeiros do
devedor falecido.
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2. COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS:

Aqui existe um só patrimônio, via de regra, portanto, não há patrimônios


exclusivos.
• Tudo é comunicável, os bens atuais e futuros, exceto os do art. 1.668 –
todos os bens anteriores e os conquistados durante o casamento a título
oneroso ou gratuito e precisa

 Pacto antenupcial: o casal deverá comunicar qual o patrimônio irá se


comunicar
o Doação, herança ou legado: dispor que o patrimônio tem
cláusula de incomunicabilidade (mais fácil ser verificada em
imóvel). Se o imóvel for alugado, o aluguel vai se comunicar
(salvo se estiver disposto o contrário)

O art. 1.668 dispõe quais são os bens que estão fora da comunhão em
seus incisos de I a V.

Quanto à administração dos bens aplicam-se as regras do regime de


comunhão parcial de bens.

A meação do cônjuge só responde pelas dívidas advindas de ato ilícito


praticados pelo outro quando ficar demonstrado, pelo credor, que aquele foi
beneficiado com o produto da infração. Neste sentido a seguinte ementa:
“PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃOFISCAL. EMBARGOS DE TERCEIRO. MULHER
CASADA. EXCLUSÃO DE MEAÇÃO. BENEFÍCIO FAMILIAR. NECESSIDADE DE PROVA. ÔNUS
PROBATÓRIO DO CREDOR. 1. Tratando-se de execução fiscal oriunda de ato ilícito e, havendo
oposição de embargos de terceiro por parte do cônjuge do executado, com o fito de resguardar a sua
meação, o ônus da prova de que o produto do ato não reverteu em proveito da família é do credor e não
do embargante. Precedentes: REsp107017/MG, Ministro CASTRO MEIRA, DJ 22-8-2005; REsp
260642/PR; Ministro FRANCIULLI NETTO, DJBB14-3-2005; REsp 641400/PB, Ministro JOSÉ DELGADO;
DJ 1º-2-2005; REsp 302644/MG, Segunda turma, Rel.Min. FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, DJ 5-4-
2004.” (DJU 18-9-2006).
Tabela6
COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS
Regra: comunicam-se todos os bens, inclusive anteriores à união
1. Bens doados ou herdado com a cláusula
de incomunicabilidade e os sub-rogados
em seu lugar
2. Bens gravados de fideicomisso e o direito
do herdeiro fideicomissário, antes de
realizada a condição suspensiva
3. Dívidas anteriores ao casamento, salvo se
provierem de despesas com seus
aprestos, ou reverterem em proveito
Exceções: bens excluídos comum
4. Doações antenupciais feitas por um dos
cônjuges ao outro com a cláusula de
incomunicabilidade
5. Bens de uso pessoal, livros e
instrumentos de profissão
6
(SARTORI, 2004.)
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6. Proventos do trabalho pessoal de cada


cônjuge
7. Pensões, meio-soldos, montepios e outras
rendas semelhantes
Entram na comunhão 8. Os frutos percebidos na constância do
casamento, ainda que produzidos pelos
bens gravados com a cláusula de
incomunicabilidade

3. PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQUESTOS

Os cônjuges – mesmo casados – têm autonomia (e se o outro negar, o juiz poderá


suprir) absoluta para gerir, vender ou administrar o patrimônio. Os cônjuges têm
tudo em seus nomes.

Na participação final nos aquestos é como se durante o casamento os


cônjuges tivessem optado pelo regime de separação de bens, fazendo a
administração de seus próprios bens, quer eles tenham ou não sido adquiridos
durante o casamento, e pode também aliená-los livremente se forem bens
móveis.

Os doutrinadores não poupam críticas ao regime, Silvio Rodrigues, chega


mesmo a dizer que o regime transforma o casamento em um negócio.

A Professora Daniela Rodrigues7 diz que este regime tem grande aplicação
no direito alemão e, cita o Professor Silvio de Salvo Venosa8
“Trata-se de um regime híbrido, no qual se aplicam regras da separação de bens quando da convivência
e da comunhão de aquestos, quando do desfazimento da sociedade conjugal. A noção geral está
estampada no art.

1.672: cada cônjuge possui patrimônio próprio e lhe caberá, quando da dissolução da sociedade conjugal,
direito à metade dos bens adquiridos pelo casal a título oneroso, na constância do casamento. Esse
regime, com muitas nuanças e particularidades diversas, é adotado também em outras legislações. Sua
utilidade maior, em princípio, é para aqueles cônjuges que atuam em profissões diversas em economia
desenvolvida e já possuem certo patrimônio ao casar-se ou a potencialidade profissional de fazê-lo
posteriormente”

AQUESTOS, QUANDO HÁ A DIVISÃO: Aquestos são bens adquiridos


onerosamente durante a vigência do casamento. E, neste regime, o direito à
metade nasce no momento da dissolução do casamento,e durante a união os
patrimônios são particulares.

APURAÇÃO DOS AQUESTOS NA DISSOLUÇÃO DO CASAMENTO:


Se o casamento vier a ser dissolvido, então, deverá ser feita a apuração dos
7
Op. cit
8
VENOSA, Silvio de Salvo. Direito Civil, p. 360.
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bens para de ambos para que se faça a divisão. O direito à aquisição da


metade dos bens é irrenunciável, incessível e impenhorável enquanto não
puder ser exercido, isto significa que, enquanto estiver vigente este regime de
bens, o direito potencial à metade dos bens. A apuração será feita na data em
que cessou a união. Se não for possível ou conveniente a divisão de todos os
bens em natureza, calcular-se-á o valor de alguns ou de todos para reposição
em dinheiro ao cônjuge não proprietário.

EXCLUEM-SE DADIVISÃO: Na divisão dos aquestos excluem-se os


bens anteriores ao casamento, os que em seu lugar sub-rogaram os que
sobrevieram a cada cônjuge por sucessão ou liberalidade e as dívidas relativas
a esses bens (art. 1.674, parágrafo único).

BENS MOVÓVEIS: presumem-se adquiridos durante o casamento. A


presunção é juris tantum.

DA ADMINISTRAÇÃO DOS BENS: a administração dos bens


particulares é exclusiva dos cônjuges.

4. SEPARAÇÃO DE BENS

Este regime pode decorrer da vontade das partes ou pode decorrer da lei.
Os patrimônios são exclusivos de cada um dos consortes, bens estes que são
incomunicáveis um com o outro.

Embora não haja comunhão dos patrimônios, que são exclusivos de cada
um, ambos os consortes são obrigados a concorrer para o sustento da família,

mas o pacto conjugal pode dispor de outra maneira, a respeito de quais das
obrigações cabem a cada cônjuge.

4.1 CONVENCIONAL: as partes escolhem – por meio de pacto


antenupcial - ter patrimônio absolutamente separados. Podem adquirir
patrimônio em conjunto. Não entra a súmula 377 de STF 9. Esta é
imposta quando a separação absoluta for obrigatória.

9
SÚMULA 377 STF: “No regime de separação legal de bens comunicam-se os
adquiridos na constância docasamento”