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DA CIDADE À CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO

• As origens do povo romano e a fundação de Roma

• Roma surgiu no séc. VIII a.C.

• Era uma pequena aldeia de agricultores e pastores situada na Península Itálica.

• O seu território era muito cobiçado por Gregos e Etruscos, por ser fértil.

• À medida que os Romanos foram expulsando Gregos e Etruscos, foram


conseguindo um exército bem treinado e eficaz que conseguiu expulsar os
inimigos e conquistar cada vez mais território para Roma.

• A expansão e o domínio do Mediterrâneo

• Também os Cartagineses quiseram dominar Roma, mas não conseguiram.


Roma conquistou Cartago no séc. II a.C.

• Até ao séc. II a.C., os Romanos edificaram o seu império, que cresceu à volta do
Mar Mediterrâneo e a que chamaram “MARE NOSTRUM” (o mar é nosso).

• As razões que levaram os Romanos a expandir-se e a impor-se sobre os outros


povos foram:

1) a procura de segurança

2) os interesses económicos

3) a necessidade de mão de obra

4) o desejo de obter prestígio

• O Império Romano englobou uma grande diversidade de povos, que tiveram de


aprender a “ser romanos” (Romanização).

• A Unidade Imperial

• O domínio dos povos conquistados só foi possível através da acção do exército,


o que permitiu manter a unidade do Império

• Romanização das áreas conquistadas (integração dos povos dominados):

Os povos foram sendo progressivamente integrados no Império através:

• da permanência do exército no território conquistado (Pax Romana);

• dos homens de negócios que percorriam todo o Império;


• da rede de estradas – os romanos foram construindo milhares de km de
estradas para ligarem todos os pontos do Império. Esta extensa rede de
estradas atingiu os 100 000 km, o que justifica a expressão “todos os caminhos
vão dar a Roma”;

• da língua – o latim tornou-se a língua oficial do Império

• do Direito – as leis tornaram-se iguais para todos os habitantes do Império;

• da Administração local – as cidades mais importantes passam a chamar-se


municípios, garantindo assim o pagamento dos impostos.

• A Romanização da Península Ibérica

A conquista da Península Ibérica aconteceu no ano 218 a.C. O processo de romanização e os


factores de integração das outras províncias foram iguais na Península Ibérica.

Ainda hoje existem na Península Ibérica muitos vestígios da presença e cultura romana:

• Língua: o latim substitui as línguas locais e está na origem da Língua portuguesa

• Direito: a introdução do Direito romano na Península Ibérica fez com que os seus
habitantes ficassem sujeitos às mesmas leis dos restantes habitantes do Império

• Economia: a presença romana na Península provocou o abandono de uma actividade


económica agrícola e a passagem para uma economia comercial, com a troca de
produtos entre todas as províncias

• Urbanismo: construção de uma rede de estradas e a fundação de cidades (Aquae


Flaviae – Chaves; Bracara Augusta – Braga; Olisipo – Lisboa; Ossonoba – Faro; Pax Júlia
– Beja e Conímbriga – Coimbra)

• Arquitectura: a construção de grandes obras públicas, fóruns teatros, termas, arcos do


triunfo, pontes, aquedutos e edifícios religiosos

• O Dinamismo económico do mundo romano

• No séc. I e II, o Império Romano viveu um período de grande prosperidade e


desenvolvimento económico porque:

1) Estabeleceu-se um circuito comercial entre as várias províncias e municípios


favorecido pelas redes terrestres e fluviais

2) A cidade de Roma era o centro distribuidor de produtos que iam chegando


através do Mar Mediterrâneo

• Por isso, pode dizer-se que a economia romana era:

1) Urbana: porque era nas cidades que se realizavam as trocas comerciais


2) Comercial: porque a principal actividade do Império era o comércio

3) Monetária: porque o volume das trocas comerciais exigia uma grande


circulação de moeda

• À cidade de Roma chegavam variados produtos vindos de várias regiões do


Império:

1) Da ZONA OCIDENTAL vinham produtos agrícolas (azeite, cereais e vinho),


carne, peles, lã e minérios

2) Da ZONA ORIENTAL vinham produtos artesanais como tecidos, tapeçarias e


jóias

A SOCIEDADE ROMANA E AS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS: DA


REPÚBLICA AO IMPÉRIO

• A ordem social Romana

A Sociedade romana era uma sociedade esclavagista porque dependia do trabalho de


mão-de-obra escrava.

A Sociedade Romana dos séculos I e II d.C. dividia-se em dois estratos: Homens livres
(estrato superior) e escravos (estrato inferior):

HOMENS LIVRES ESCRAVOS

Ordem senatorial: senadores Plebe: Artesãos, comerciantes e


escolhidos por o Imperador; grandes pequenos proprietários. Eram muitas
proprietários rurais; tinham fortunas vezes alvo de políticas como o “pão e
superiores a um milhão de sestércios. circo” (espectáculos de gladiadores e
lutas de animais) para acalmar os
Ordem equestre ou cavaleiros:
conflitos sociais. Sobreviviam através do
banqueiros, empresários, colaboradores
sistema de clientela, em que ficavam
directos do Imperador, com fortunas
dependentes das famílias mais ricas em
superiores a 400 000 sestércios
troca de respeito e favores políticos.

Libertos: escravos que ganhavam a


liberdade. Dedicavam-se a actividades
comerciais e agrícolas ou exerciam
profissões na área do ensino, medicina e
administração.

Escravos: eram o grupo mais numeroso,


sem direitos, era maltratado e
desempenhavam as tarefas mais duras.
• O poder político

Octávio César Augusto tornou-se o primeiro Imperador romano, passando a ter o


poder absoluto. As suas funções e atributos eram:

• a sua pessoa era divina e intocável – Augustus

• era o chefe religioso supremo – Pontifex Maximus

• tinha o direito de veto e decisão no senado

• tinha o comando supremo do exército

• controlava toda a administração pública

• nomeava os governadores das provincias

• cunhava moeda de ouro e prata

Lentamente Octávio foi restabelecendo a ordem, consolidou as fronteiras e pacificou


as províncias.

O LEGADO DA CIVILIZAÇÃO ROMANA

• A arte e a literatura

• A arte grega foi aquela que mais atraiu e serviu de modelo aos Romanos

• Construíram grandes edifícios com o objectivo de embelezar as cidades e promover a


imagem do Imperador

Na ARQUITECTURA, apesar da influência grega, os romanos foram criativos. As principais


inovações foram:

• O sentido prático e utilitário dos edifícios – os edifícios eram feitos a pensar nas
necessidades da cidade (basílicas, termas, circos, panteões e anfiteatros)

• À decoração grega (colunas e frisos, frontões triangulares) acrescentaram a abóbada


de berço, o arco de volta perfeita e a cúpula
Na ESCULTURA, construíram estátuas de grandes dimensões, altos relevos e bustos de
Imperadores para perpetuarem a sua imagem. Estas obras tinham um elevado grau de
realismo devido aos traços fisiológicos, vestuário e penteados representados nas obras.

• A Religião e o culto

Na Religião, os Romanos deixaram-se influenciar pelos gregos e por outros povos


conquistados, adoptando os seus deuses, mas dando-lhes outros nomes.

Os Romanos eram politeístas porque praticavam várias formas de culto:

o Culto familiar – dirigido pelo pai (pater famílias) a pedir protecção.

o Culto público – cerimónia realizada pelos sacerdotes (áugures)que


adivinhavam o futuro e realizavam oferendas aos deuses.

o Culto Imperial (Pontifex Maximus) – havia estátuas do Imperador espalhadas


por todo o Império. Todos os cidadãos eram obrigados a adorá-las.

• A Mensagem do Cristianismo

• Igualdade

• Fraternidade

• Amor ao próximo

Esta nova religião era monoteísta e demorou anos a impor-se:

• O 1º sinal de aceitação foi dado pelo Imperador Constantino em 343, quando


permitiu a liberdade de culto, em que cada um podia ter a religião que quisesse.

• O Imperador Teodósio, em 314, decretou o Cristianismo como a religião oficial


do Império Romano.