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Universidade Católica de Moçambique

Faculdade de Ciências de Saúde


Curso de Licenciatura em Farmácia

Samuel José Nkomawanthu

Riscos Associados a automedicação com Ibuprofeno em Idosos

Projecto de Pesquisa

Beira
2020
Samuel José Nkomawanthu

Riscos Associado a Automedicação com Ibuprofeno em Idosos

Projecto de pesquisa apresentado a


comissão científica da
Universidade Católica de
Moçambique, Faculdade de
ciências de saúde, como requisito
para aprovação do tema para
elaboração do trabalho final do
curso de Licenciatura em
Farmácia.
Orientador
Msc. Manuel Canivete

Beira
2020
Projecto de Pesquisa

Avaliado por:________________________________
Nota:____________________________ (________)

________________________
(Samuel José Nkomawanthu)

Beira
2020
I

I. Lista de Abreviaturas e Símbolos


AINEs----------------------Anti-Inflamatórios Não Esteróides
COX------------------------Ciclo-Oxigenases
II

III. Resumo

Esta pesquisa versa sobre o estado do conhecimento relativamente aos riscos associados a
automedicação com uso de Ibuprofeno em Idosos. Sabe-se que a automedicação nos idosos é
uma questão social e preocupante, uma vez que os mesmos encontram-se numa fase, onde
lamentam-se de muitas algias (dores), o que pode leva-los a automedicação. Embora que seja
considerado um risco comprovado à saúde, a automedicação ainda é uma prática rotineira
para os idosos. O objectivo deste estudo é de compreender os riscos associados a
automedicação com o uso do Ibuprofeno em Idosos. Para isto, realizar-se-á uma revisão da
literatura por meio de artigos, teses e monografias publicados nos repositórios académicos,
ScienceDirect e Scielo e Pubmed e/ou em motores de busca especificamente o Google
Académico sobre automedicação e envelhecimento. Os resultados demonstram que o
Ibuprofeno pode acarretar diversos riscos ao Idoso dentre os quais destaca-se a insuficiência
renal, efeitos gastrointestinais, ocultamento da sintomatologia dentre outros, quando é
utilizado sem acompanhamento e orientação adequada. Contudo, uma vez que automedicação
com uso de Ibuprofeno tem-se tornado rotina para os idosos levando a estes a diversos riscos
e interações medicamentosas, sendo assim é imprescindível houver uma promoção do uso
racional de medicamentos neste segmento populacional, contemplando a educação e
orientação em relação aos riscos da automedicação.
Palavras-chaves: Automedicação. Idoso. Ibuprofeno. Educação.
III

Abstract

This research deals with the state of knowledge regarding risks associated with self-


medication with the use of Ibuprofen in the Elderly. It is known that self-medication in the
elderly is a very social issue of concern, since they are in a phase where regrets m sure
many pains (pain), which can lead - them to self-medicate. Although this is considered a
proven health risk, self-medication is still a routine practice for the elderly. The aim of this
study was to understand the risks associated with self-medication with the use of Ibuprofen in
the Elderly. For this, a literature review was carried out through articles, theses and
monographs published in the repositories to
cadémics, ScienceDirect and Scielo and Pubmed and / or in search engines specifically
Google Scholarabout self-medication and aging. The results demonstrate that Ibuprofen can
cause several risks to the Elderly, among which kidney failure, gastrointestinal effects,
concealment of symptoms, among others, when used without proper monitoring and
guidance. However, since self-medication with use of Ibuprofen has routinely made to the
elderly leading to these to various risks and drug interactions, so it is essential there is
a promotion of rational use of drugs in this population segment, covering the education and
guidance in relation the risks of self-medication.
Keywords: Self - medication. Seniors. Ibuprofen. Education
Índice
I. Lista de Abreviaturas e Símbolos................................................................................I
III. Resumo....................................................................................................................II
Abstract........................................................................................................................III
CAPÍTULO I..................................................................................................................1
1. Introdução..............................................................................................................1
1.1. Tema: Riscos associados a automedicação com Ibuprofeno em Idosos...................2
1.1.1. Delimitação do tema.......................................................................................2
1.2. Problematização......................................................................................................3
1.3. Objectivo.................................................................................................................4
1.3.1. Objetivo Geral................................................................................................4
1.3.2. Objetivos Específicos.....................................................................................4
1.4. Justificativa.............................................................................................................5
1.4.1. Hipóteses........................................................................................................6
CAPÍTULO II................................................................................................................7
2. Revisão da Literatura.............................................................................................7
2.1. Automedicação........................................................................................................7
2.2. Automedicação associado ao uso de AINEs (Ibuprofeno) em Idosos......................7
2.3. Automedicação com uso de Ibuprofeno em Idosos.................................................9
2.4. Riscos associados a uso de Ibuprofeno em Idosos...................................................9
2.4.1. Hepatite medicamentosa...............................................................................11
2.4.2. Insuficiência renal.........................................................................................11
2.4.3. Efeitos gastrointestinais................................................................................11
2.4.4. Reacções alérgicas........................................................................................12
2.4.5. Mascaramento dos Sintomas.........................................................................12
2.4.6. Efeitos hematológicos...................................................................................12
2.5. Estratégias de prevenção dos riscos associados a automedicação com Ibuprofeno
em Idosos...........................................................................................................................13
CAPÍTULO III.............................................................................................................14
3. Procedimentos Metodológicos.............................................................................14
CAPITULO IV.............................................................................................................15
4. Resultados Esperados...........................................................................................15
CAPÍTULO V..............................................................................................................16
5. Referências bibliográficas....................................................................................16
CAPÍTULO I
1. Introdução
Neste estudo pretender-se-á abordar sobre os riscos associados a automedicação com
o uso de Ibuprofeno em idosos, pois é uma questão social preocupante, uma vez que
os indivíduos desta faixa etária encontram-se numa fase, onde lamentam-se de muitas
algias (dores), o que pode leva-los a automedicar-se.

Entretanto, a realização deste estudo será fundamental visto que tem-se observado
frequentemente que a maior parte dos consumidores deste fármaco não tem
conhecimento sobre os riscos da sua utilização e dos potenciais efeitos adversos que
este fármaco ou toda classe dos AINEs produz, além das possíveis interações com
inúmeros fármacos.

Embora que seja considerado um risco comprovado à saúde, a automedicação ainda é


uma prática rotineira para os idosos (Luz, Lima & Monteiro, 2013). Dentre os
fármacos mais predominantemente alistados para automedicação na terceira idade, em
diversos estudos, destacam-se os anti-inflamatórios não esteroides (AINES) que inclui
o Ibuprofeno bem como os analgésicos (Sá et al, 2007 & Monteiro et al, 2014, cit. Em
Gusmão, et al, 2018). Portanto, o fármaco pertencente a classe dos AINES
(Ibuprofeno) possui uma relevância no contexto da automedicação, pois embora
sejam úteis, apresentam um grande risco para esse grupo populacional.

Neste contexto, o estudo tem como objectivo principal de conhecer os riscos


associados a automedicação com uso de Ibuprofeno em Idosos. E para o alcance do
objectivo acima referido a metodologia empregada será do tipo pesquisa bibliográfica,
com o método descritivo e abordagem qualitativa. No entanto a busca de informações
inerentes a temática será feita por intermédio de diferentes bases de dados científicas
encontradas durante a pesquisa, nomeadamente: Repositórios académicos,
ScientificEletronicLibrary Online (SciELO) e Pubmed e/ou em motores de busca
especificamente o Google Académico. No que concerne a organização deste estudo
está estruturado em cinco (5) capítulos, sendo o primeiro, constituído por introdução,
delimitação do tema, problematização, objectivos, justificativa, Hipóteses. O segundo
capítulo é referente a revisão da Literatura. O terceiro capítulo é referente ao
Enquadramento Metodológico. O quarto capítulo é referente a resultados esperados.
Por fim o quinto capítulo engloba as referências bibliográficas.

1
1.1. Tema: Riscos associados a automedicação com Ibuprofeno em Idosos
1.1.1. Delimitação do tema

O tema em estudo enquadra-se nas linhas de pesquisa do curso de licenciatura em


farmácia concretamente na área da saúde pública. O uso inadequado de medicamento
que compreende a automedicação é considerado um problema da saúde pública que se
encontra extremamente ligado ao desconhecimento dos indivíduos da terceira idade
acerca da natureza química dos fármacos que se estes não forem administrada de
maneira controlada ou racional pode oferecer risco de vida.

2
1.2. Problematização
Nesta abordagem pretende-se conhecer os riscos associados a automedicação com o
uso de Ibuprofeno em idosos. A automedicação nos idosos é uma questão social e
preocupante, uma vez que os mesmos encontram-se numa fase, onde lamentam-se de
muitas algias (dores), o que pode leva-los a automedicar-se. Embora que seja
considerado um risco comprovado à saúde, a automedicação ainda é uma prática
rotineira para os idosos (Luz, Lima & Monteiro, 2013).

Os autores supracitados destacam que os Idosos sofrem de muitas afecções (doenças)


o que condiciona para que estes recorram a automedicação com o uso de Ibuprofeno,
expondo-lhes assim a diversos riscos decorrentes desta prática.

Conforme Wehling (2014, cit. em Bacalhau, 2017) refere que os anti-inflamatórios


não esteroides são um dos principais responsáveis pela admissão hospitalar de idosos
na sequência dos seus efeitos secundários. Segundo um estudo prospetivo de 2008
realizado com dados de uma unidade geriátrica de um hospital italiano, 23,5% das
admissões de doentes com mais de 65 anos foram devidas a efeitos desta classe.

Dentre os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) destaca-se o Ibuprofeno como


sendo um dos fármacos responsáveis pelas admissões hospitalares referidas pelo autor
supracitado devido aos seus efeitos adversos.

Carvalho, Carvalho e Portela (2018), defendem que a dor tem sido considerado como
um fator decisivo para uso do Ibuprofeno ou de qualquer AINES, além de
complicações como cefaleia e dor de coluna, juntos essas manifestações clinicas tem
sido uma das grandes razões que leva os indivíduos (principalmente os idosos) a
busca deste fármaco, uma vez que o mesmo tem mostrado resultados satisfatórios no
alívio desses desconfortos. O alarmante é que grande parte dessa demanda resulta da
automedicação, gerando assim um cenário de dúvida quanto à racionalização da sua
administração pela população idosa.

Hoje em dia, cada vez mais os idosos não hesitam quando se trata de aliviar o seu
quadro clinico, e por vezes não tem tido conhecimentos suficientes para tomar
decisões sobre o uso correcto dos medicamentos sem correr riscos para a sua saúde.
Assim sendo, este estudo teve com questão de partida “Que riscos estão associados a
automedicação com o Ibuprofeno em idosos?”

3
1.3. Objectivo
1.3.1. Objetivo Geral

 Conhecer os riscos associados a automedicação com o Ibuprofeno em Idosos;

1.3.2. Objetivos Específicos

 Identificar os riscos associados a automedicação com o Ibuprofeno em Idosos;


 Descrever os riscos associados a automedicação com o Ibuprofeno em Idosos;
 Mencionar as estratégias de prevenção dos riscos associados a automedicação
com Ibuprofeno em idosos.

4
1.4. Justificativa
Estudar e investigar a temática dos riscos associados a automedicação com
Ibuprofeno é relevante, pois esta pesquisa ira contribuir na minimização da pratica de
automedicação sobretudo com o uso de Ibuprofeno na terceira idade, visto que o
estudo ira elucidar o riscos inerentes ao uso deste fármaco em idosos sem as devidas
orientações medicas ou pela indicação de um individuo não habilitado. Importa referir
que os idosos são muito vulneráveis a efeitos adversos do Ibuprofeno ou de qualquer
outro fármaco pertencente a classe dos AINEs em virtude da maior frequência de
problemas hepáticos e renais, que afeta a depuração de fármacos que são excretados
pelos rins.

Relevância social: com a compressão desta temática, os indivíduos da terceira idade


(idosos) ou os seus responsáveis legais irão prestar mais atenção no rótulo do
medicamento (Bula) evitando-se assim a exposição aos riscos ocasionadas pelo uso
deste fármaco.

Relevância científica: no âmbito científico o estudo ira contribuir no enriquecimento


do conhecimento científico bem como na sistematização dos riscos associados a
automedicação com o uso de Ibuprofeno.

Relevância profissional: neste âmbito o estudo ira despertar mais atenção aos
profissionais de saúde principalmente ao farmacêutico a intensificar e/ou melhorar a
atenção farmacêutica durante a dispensa deste fármaco sobretudo para esta faixa
etária bem como a procurar estratégias para reduzir a prática da automedicação
associado ao uso de AINES em especial o Ibuprofeno na terceira idade.

5
1.4.1. Hipóteses

 Extensões das propriedades terapêuticas bem como dos efeitos adversos do


Ibuprofeno
 Facilidade de acesso e a carência de informações quanto aos benefícios e os
riscos do Ibuprofeno
 Os riscos de intoxicação medicamentosa, insuficiência renal efeitos
gastrintestinal, ocultação da sintomatologia, efeitos cardiovasculares, hepatite
medicamentosa
 Ocorrência de interações medicamentosas como outros fármacos
comummente usados pelos idoso, ocasionando outras doenças.

6
CAPÍTULO II

2. Revisão da Literatura
2.1. Automedicação
A automedicação é toma de um fármaco por consentimento próprio, ou seja, sem
prescrição medica. Sendo a realização desta pratica considerada um fenómeno nocivo
para a saúde , visto que nenhum fármaco é considerado inócuo ao organismo. (WHO
1998 & Barroso et al 2017, cit. em Gusmão et al, 2018).

A OMS e a Federação Internacional dos Farmacêuticos, referem que a automedicação


é uma acção pela qual os indivíduos seleccionam e utilizam fármacos com o fim de
tratar os problemas de saúde ou algumas manifestações clinicas reconhecidos pelos
mesmos. Salientam ainda que a automedicação caso seja feita de maneira correcta
pode trazer benefícios para a saúde. Na mesma linha de ideia a OMS considera a
automedicação como parte das acções de autocuidado (OMS, 2005, cit. em Negrão,
2019).

Nota-se que todos conceitos descritos nos parágrafos anteriores conceituam a


automedicação como sendo a administração de um fármaco ou qualquer produto
farmacêutico sem a orientação ou indicação de um profissional de saúde capacitado
ou habilitado.

2.2. Automedicação associado ao uso de AINEs (Ibuprofeno) em Idosos


Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são um grupo de agentes quimicamente
diversos que possuem propriedades farmacológicas semelhantes. (Olson, 2014).
Farmacologicamente, os AINEs partilham o mesmo ação e, e portanto os mesmos
efeitos terapêuticos, mas diferem entre si relativamente na estrutura química e ao
perfil clínico.

Embora o Ibuprofeno tenha um efeito anti-inflamatório mais fraco que outros AINEs,
mas é por causa de suas propriedades analgésicas e antipiréticas que o tornam um dos
mais utilizados e prescritos pelos médicos.

Estas propriedades são resultado da inibição reversível e não seletiva da COX-1 e


COX-2, pela redução da síntese de prostaglandinas nos tecidos periféricos. (Golan,
2009).

7
A dor é um fator decisivo para uso do Ibuprofeno ou de todos os AINES, além de
complicações como cefaleia e dor de coluna, essas manifestações clinicas tem sido
uma das grandes razões que leva os indivíduos (principalmente os idosos) a busca
deste fármaco, uma vez que o mesmo tem mostrado resultados satisfatórios no alívio
desses desconfortos. O alarmante é que grande parte dessa demanda resulta da
automedicação, gerando assim um cenário de dúvida quanto à racionaliza0ção da sua
administração pela população idosa (Carvalho, Carvalho &Portela, 2018).

Conforme Andrade e colaboradores (2006, cit. em Carvalho, et al, 2018) em sua


pesquisa, eles acreditam que a dor é uma das principais razões que impacta de uma
forma negativa a qualidade de vida de paciente idoso. Porque além de restringir as
suas atividades rotineiras, também aumenta o risco de estresse e pode levar ao
isolamento social.

No entanto, Issy e Sakata (2008, cit. em Carvalho et al, 2018 ) alerta que deve-se ter
muito cuidado com a administração de AINEs em idosos, uma vez que alterações
fisiológicas concernentes a idade podem ocasionar alterações na farmacocinética
destes fármacos e com isso aumentar os efeitos adversos causados pelos mesmos

Para Leite, Oliveira, Salomão, Boff, Santos, Fujii, e Pereira (2019) os AINEs possuem
muitos efeitos adversos, que podem levar até a intoxicação grave, todavia a maior
parte da população, sobretudo os idosos não tem conhecimento sobre os efeitos
adversos provocados por esses fármacos bem como as contraindicações dos mesmos.
Salientar que esses fármacos podem interagir com outros frequentemente utilizados
nas doenças crónicas, onde as vendas destes fármacos são de isentos de prescrição.

O autor recordou também que os idosos são caracterizados como indivíduos que
possuem vários problemas de saúde nomeadamente crônicos e agudos, por causa das
condições que o envelhecimento proporciona, e que utilizam os fármacos com o
propósito de obterem uma melhor qualidade de vida.

Entretanto Leite et al (2019) refere que apesar dos anti-inflamatórios não esteroides
apresentarem muitos efeitos adversos, os mesmos exibem uma segurança considerável
que auxilia no tratamento da inflamação e diminui a febre, a hiperemia, o edema, mas
não se deve esquecer que a utilização destes fármacos deve ser feita com o
monitoramento dos profissionais da saúde, de modo a ter mais benefícios do que

8
riscos da vida da população idosa e melhorando a qualidade da população.

2.3. Automedicação com uso de Ibuprofeno em Idosos


No estudo feito por Silva, Duarte e Raimundo (2016, cit. em Silva, Souza, Aoyama,
2020) no Brasil na cidade de Valparaíso de Goiás os resultados mostraram que os
anti-inflamatórios não esteróides (AINEs), analgésicos e antitérmicos foram os mais
utilizados na atividade da automedicação naquela região. Nesta pesquisa, destacou-se
o Ibuprofeno como sendo o anti-inflamatório de escolha (23%) de maior preferência
para a população daquela região para a pratica da automedicação, seguido da Dipirona
com 22%; 17% DiclofenacoSódico; 14% Nimesulida; 10% Diclofenaco, Paracetamol.

Segundo o estudo que foi realizado por Bandeira et al (2013, cit. em Assis, Barros,
Duarte & Macedo, 2015) no município de Ijuí (RS) em Brasil constatou que os
AINEs que foram mais receitados aos idosos foram o Ibuprofeno, ácido
Acetilsalicílico (AAS) e a nimesulida. No que concerne a automedicação, constatou-
se o uso de Ibuprofeno, AAS diclofenaco e nimesulida respectivamente.

Olhando para as diferentes teorias apresentadas em volta da automedicação com uso


de AINEs principalmente o Ibuprofeno em Idosos nota-se que todas as abordagens
são consensuais ao referir que os AINEs são uma das principais classes terapêuticas
que os idosos recorrem a procura de sanar as dores que são frequentes nesta faixa
etária, porem o preocupante é essa grande procura se faz sem a orientação do
profissional de saúde, isto é, por automedicação expondo-os assim aos diversos riscos
que podem advir devido a essa pratica.

De acordo os diversos resultados demonstrados pelos autores supracitados constata-se


também que os idosos ao recorrer a esta pratica tornam-se muito vulneráveis aos
riscos dos efeitos adversos deste fármaco devido as alterações ao nível fisiológico que
ocorre a medida que a idade avança, o que leva a uma farmacocinética diferenciada e
maior sensibilidade aos efeitos terapêuticos e a reações adversas dos fármacos.

2.4. Riscos associados a uso de Ibuprofeno em Idosos


Conforme Júnior e Vicentini (2007, cit. em Fernandes, 2017) refere que o maior risco
da automedicação são os efeitos adversos, apesar de vezes em quando passarem
despercebidos. Normalmente todos os fármacos causam certo tipo de efeito adverso.

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Para Luz et al (2006, cit. em Rankel, Sato& Santiago, 2016) acreditam que a prática
da automedicação faz com que os indivíduos sejam expostos a riscos graves
associados à segurança quanto ao uso racional dos fármacos, chegando até as vezes a
mascarar a sintomatologia de uma doença, exacerbar o quadro clinico ou até provocar
o aparecimento de novos problemas devido aos seus efeitos colaterais.

Nessa duas abordagens acima descritas é preciso destacar que ambos os autores são
consensuais em termos de que a prática da automedicação embora seja uma prática de
autocuidado de uma ou de outra forma oferece muito para que a pratica sobretudo os
idosos.

Os idosos apresentam também especificidades no que tange a farmacocinéticas e


farmacodinâmicas o que os torna em particular muito vulnerável aos efeitos adversos
dos medicamentos (Nóbrega e Karnikowski, cit. em Hermes, 2017).

De acordo com Santos (2010, cit. em Vieira, 2017) afirma que devido aos problemas
hepáticos e renais os pacientes idosos tornam-se mais susceptíveis aos Efeitos
adversos dos AINEs afectando assim a clearece de fármacos que são eliminados pelos
rins, podendo suceder com acúmulo e toxicidade.

Para O’ Neil, Hanlon, Marcum (2012, cit. em Silva, 2019) acredita que o risco da
toxidade gastrintestinal e insuficiência renal em idosos, assim como os eventos do
sistema cardiovascular e as inúmeras interações medicamentosas estão associados ao
uso dos Anti-Inflamatórios Não Esteroides (AINEs).

De acordo com Batlouni (2010, cit. em Gusmãoet al, 2018) acredita que dentre os
principais efeitos nocivos do Ibuprofeno destaca-se a irritação da mucosa gástrica,
resultante da inibição não-seletiva das ciclo-oxigenases (COX-I e COX-II), que são
enzimas responsáveis pela síntese de prostanglandinas que dentre as diversas funções,
desempenha o papel fundamental na proteção da parede gástrica dos efeitos
corrosivos do ácido clorídrico gástrico. Esses fármacos, quando são utilizados com
estômago vazio, ou por longo tempo, sem a combinação com um outro fármaco
mucoprotetor, podem provocar lesões que tendência a evoluir para erosão à
perfuração e hemorragia gástricas.

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Enquanto Leite et al (2019) vai mais a fundo a referir que os principais riscos do uso
de anti-inflamatório não esteroides concretamente o Ibuprofeno são: intoxicação
medicamentosa, insuficiência renal efeitos gastrintestinal, reacções alérgicas,
mascaramento dos sintomas, efeitos cardiovasculares, efeitos hematológicos, efeitos
respiratórios e a hepatite medicamentosa.

2.4.1. Hepatite medicamentosa

De acordo com Mideiros (2012, 2012, cit. em Leite et al, 2019) afirma que a hepatite
medicamentosa compreende-se como sendo uma reacção inflamatória do fígado
provocado por elevadas doses de medicamentos.
Para este autor nas diversas literaturas descrevem que os AINEs tem efeitos
hepatotocxicos, constituindo a alta elevação sanguínea, sobretudo em idosos que usam
constantemente drogas anti-hipertensivas.
Normalmente os AINEs são metabolizados no fígado, entretanto devido ao uso
inadequado destes como a automedicação pode levar a graves problemas hepáticos no
fígado, uma vez que o metabolismo do idoso torna-se lento com idade,
consequentemente faz com que o fármaco permaneça mais tempo na corrente
sanguínea e nos órgãos levando a ocorrência de lesões( Leite et al, 2019).
2.4.2. Insuficiência renal

Conforme Leite et al (2019) relactivamente a automedicação por Ibuprofeno em


idosos devido as suas alterações metabólicas e fisiológicas pode ocasionar graves
complicações renais, uma vez que é nos rins onde ocorre maioritariamente a excreção
de substâncias tóxicas (Leite el al, 2019)
2.4.3. Efeitos gastrointestinais

Para Goodman (2005, cit. em Leite et al, 2019) na maioria das vezes verifica-se a sua
ocorrência depois de longo tempo de uso, e podem levar a problemas como
hemorragias ao nível do estômago e duodeno, dispepsia úlceras e outras patologias
inflamatórias intestinais.
Neste contexto Santos (2010, cit. em Viera, 2017) acrescenta referindo que devido
elevada intolerância dos AINEs ao nível do trato gastrintestinal que é na maioria das
vezes de cunho benigno, contudo, pode ser problema critico em idosos, uma vez que
leva o desencadeamento de hemorragias e perfurações gastrintestinais.

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O autor acrescenta ainda que em idosos, os anti-Inflamatórios Não esteroides não
somente ocasionam a ulceração gástrica da mesma forma que mascaram a as
manifestações clinicas, provocando um número de hemorragias gastrointestinais sete
vezes superior que os indivíduos adultos.
2.4.4. Reacções alérgicas

Segundo Azulay (2006, cit. em Leite et al, 2019) afirma que geralmente verifica-se a
ocorrência de reacções cutâneas em decorrência ao maior consumo do Ibuprofeno,
não só mas também, de outros fármacos com os antibióticos bem como os outros
AINEs e analgésicos
2.4.5. Mascaramento dos Sintomas

De acordo com Brasil (2017,Leite et al, 2019) referem o mascaramento das


manifestações clinicas é muito comum em idosos que fazem a automedicação com
uso de medicamentos isentos de prescrição medica com por exemplo o Ibuprofeno
para o alivio da dor, no entanto sem ter o conhecimento podendo agravar o seu quadro
clinico e originar outras doenças.
2.4.6. Efeitos hematológicos

De acordo com Gelleter et al (2011, cit. em Leite et al, 2019) diversos estudos
revelam que os efeitos hematológicos se eleva em indivíduos da terceira idade,
proporcionalmente havendo o maior risco de ocorrência de anemia aplástica, inibição
da agregação plaquetaria bem como anemia hemolítica.
Com Base nisso Tirevisani et al (2011, cit. em Leite et al, 2019) acredita que os
AINEs aumentam a possibilidade de ocorrência de hematomas principalmente no
período pré-operatório ou em doentes com defeitos plaquetarios prévios e com
trombocitopenia.
Nas abordagens anteriores foram apresentados quase todos os riscos citados pelos
diversos autores com a sua respetiva descrição onde pode-se destacar os riscos
gastrintestinal e renais, que são na maioria das vezes referenciados, uma vez que a
maior parte dos idosos reportam a ocorrência desses problemas (gastrintestinais e
renais) para os profissionais de saúde após terem utilizados estes fármacos ou melhor
após terem se automedicado com o Ibuprofeno, oque pode se justificar pelo facto do
mecanismo de acção dos AINEs afectar a enzima construtiva ou também designada
fisiológica concretamente a Cicloxigenase-1 que se encontra presente nestes órgãos.

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Para Batlouni (2010, cit. em Gu smão et al, 2018) acredita que para além dos
riscos que o Ibuprofeno pode apresentar a presentar, existe um numero considerável
das interações medicamentosas que os indivíduos podem manifestar principalmente
os idosos, que dentre os quais destaca-se a potencialização dos efeitos dos
anticoagulantes orais, como o clopidogrel, e redução da eficácia dos anti-
hipertensivos como os diuréticos e os inibidores da enzima de conversão da
angiotensina I (IECAs).

2.5. Estratégias de prevenção dos riscos associados a automedicação com


Ibuprofeno em Idosos.

De acordo Araújo (2015, cit. em Leite et al, 2019) defende que a atenção farmacêutica
constitui uma das estratégias para a redução da automedicação com o uso de
Ibuprofeno uma vez que está permite uma aproximação do paciente com o
farmacêutico, assim promovendo uma qualidade de vida ao paciente idoso.

Importa referir que o profissional da saúde, além de ter o importante papel de orientar
o paciente idoso, também deve procurar saber o histórico do paciente e alerta-lo sobre
os riscos da automedicação, principalmente as reacções adversas dos anti-
inflamatórios não esteroidas (Ibuprofeno).

Contudo ressalta-se a necessidade de houver a promoção do uso racional de


medicamentos neste grupo, contemplando a educação e orientação em relação aos
riscos da automedicação, uma vez que a maioria parte dos idosos carecem de
informações inerentes aos riscos da automedicação por este fármaco.

13
CAPÍTULO III

3. Procedimentos Metodológicos
Para elaboração deste projecto, ira-se optar por um estudo de cunho exploratório
descritivo de uma abordagem qualitativa que segundo Gil (2010) as pesquisas com
caráter descritivo têm pretensão de descrever as características de uma população ou
de algum fenômeno, enquanto o exploratório procura, principalmente, desenvolver e
esclarecer conceitos com base em algum problema ou hipótese definida. Pois
pretende-se fazer a descrição detalhada sobre os riscos associados a automedicação
com o Ibuprofeno em idosos.

No entanto a busca de informações inerentes a temática será feita por intermedio de


uma pesquisa bibliográfica, em diferentes bases de dados científicas encontradas
durante a pesquisa, nomeadamente: Repositórios académicos, ScienceDirect e
ScientificEletronicLibrary Online (SciELO) e Pubmed e/ou em motores de busca
especificamente o Google Académico. Os descritores utilizados para o levantamento
do material serão uso de AINES Por Idosos, automedicação, Ibuprofeno, Efeitos
adversos de AINES em idosos.

Através do método de busca, foram identificados 19 artigos que atingiram os critérios


de inclusão.

Ira se priorizar a pesquisa de artigos científicos que se encontram escritos em inglês e


português. Serão empregues como parâmetros de inclusão a pertinência do trabalho
encontrado, nível de evidencia sobre o tema e artigos que descreviam de forma
pratica, clara, objectiva e simples acerca da seguinte temática em questão
concretamente dos riscos associados a automedicação com uso de Ibuprofeno em
idosos e por outra ira empregar-se como critérios de exclusão do estudo artigos cujo
não apresentavam referencias bibliográficas, estudos que não continha o assunto em
questão, e artigos que não estavam no período de tempo pré-determinado para o
estudo.

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CAPITULO IV

4. Resultados Esperados
A partir desta pesquisa, espera-se contribuir para ampliar o debate sobre os riscos
associados a automedicação com o uso de Ibuprofeno em Idosos. De igual modo com
a realização deste estudo espera-se contribuir para a reflexão acerca da automedicação
e dos seus riscos e também acerca do papel do farmacêutico nesta área, ou seja a
importância da prevenção em relação ao uso de medicamentos por automedicação. Os
dados deste estudo poderão ser úteis na tentativa de diminuir os problemas
relacionados com medicamentos, conscientizando o paciente idoso da importância do
conhecimento da sua terapia medicamentosa e proporcionando uma maior adesão ao
tratamento. Importa referir também que com este trabalho espera-se que mediante as
ações educativas encorajar a população idosa sempre a consultar um médico quando
estes apresentarem qualquer sintoma de alguma doença ou agravos a saúde assim
como desencorajar automedicação. Por fim espera-se também que haja redução da
quantidade de pacientes idosos que fazem uso indevido ou incorrecto do Ibuprofeno
sem a devida prescrição e orientação médica e aumentar a informações e
conhecimento da população a respeito do tema.

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CAPÍTULO V
5. Referências bibliográficas
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