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Produção de texto

Todo início de ano, na escola, os alunos aprendem umas expressões que devem ser seguidas por todos. Dentre elas: ―Obrigado!‖,
―Com licença!‖ e ―Desculpe!‖. Será que todo mundo tenta fazer isso? Pense no assunto e tente dar sua opinião sobre estas e outras
regrinhas de convivência. Não esqueça de escrever alguns argumentos para defender a sua opinião! Dê um título ao texto e capriche!

"Tudo sobre mim"


Dados pessoais:
Preferências e perspectivas:
1. Qual é o seu nome?
1. Do que você mais gosta?
2. Tem algum apelido? Qual? Gosta dele?
2. O que detesta?
3. Local de nascimento:
3. Uma qualidade minha é:
4. Dia, mês e ano de nascimento:
4. Um defeito meu é:
5. Nome do pai:
5. Pretendo chegar a ser:
6. Nome da mãe:
6. Qual é o seu esporte preferido?
Características físicas:
7. Quais são os seus artistas ou esportistas preferidos?
1. Cor dos olhos:
8. Que carreira pretende seguir? Por quê?
2. Cor dos cabelos:
9. Tem medo de quê?
3. Altura:
10. Qual é o seu maior sonho?
4. Peso:

Acróstico
Posso dizer que cantei

Quando você escreve um poema usando as letras do seu nome no inicio ou no meio dos Aquilo que observei
versos, está fazendo um tipo de poema chamado acróstico. Tenho certeza que dei
Aprovada a relação
Observe que as letras iniciais de cada verso compõem o nome do poeta. Em geral, no
acrostico, escrevemos alguma coisa que tem relação conosco ou com a pessoa cujo nome nos Tudo é tristeza e amargura
serviu para o poema. Veja o caso de Patativa do Assaré: ele é um poeta nordestino, por isso
Indigência e desventura
seu acróstico fala da tristeza provocada pela seca no sertão.
Utilizando o seu nome (ou se preferir, o nome de outra pessoa), componha um acróstico. Veja, leitor, quanto é dura
A seca no meu sertão.
Ortografia Patativa do Assaré

As palavras que seguem você pronuncia com som de /z/, porém não são escritas com z e, sim, com s.

Faça o que se pede. Veja os modelos.

1. Escreva o feminino de:


BURGUÊS: BURGUESA
camponês camponesa poeta poetisa sacerdote sacerdotisa francês francesa
inglês inglesa japonês japonesa português portuguesa

2. Escreva os substantivos correspondentes aos verbos seguintes.


ALUDIR: ALUSÃO
decidir decisão defender defesa empreender empresa despender despesa

3. Escreva o diminutivo das palavras a seguir cujo radical termina em s.


LUIS: LUISINHO
Rosa Rosinha Teresa Teresinha Laís Laisinha Tomás Tomasinho

4. O que aconteceu com o acento de algumas palavras do item c, ao serem passadas para o grau diminutivo? O acento
dessas palavras caiu, no diminutivo.

5. E com o acento de algumas palavras do item a, ao serem passadas do masculino para o feminino? O acento também
caiu no feminino.
Bilhete
Bilhete: é um meio de comunicação escrita, é um breve recado escrito para pessoas próximas, por isso a
linguagem utilizada é, geralmente, a coloquial.

Características do bilhete
• Mensagem – é curta, simples e clara.
• Linguagem – geralmente informal, sem grandes preocupações com as normas gramaticais.
• Vocativo – pode-se usar o nome ou apelido (já que o destinatário é alguém com quem temos intimidade).
• Assinatura – o apelido do emissor também é permitido ou apenas o seu primeiro nome.
Data – é opcional, dependendo do contexto de produção, o bilhete pode ou não ser datado

Jorge ← Destinatário

Sábado, às nove horas, nossa turma vai jogar no campo do ―Primavera Clube‖.
Precisamos de você para defender o nosso gol. Telefone-me esta noite para confirmar.

Mensagem (o que queremos dizer)
Até à noite ← Despedida
Oscar ← Assinatura
5/2/2013 ← Data

Escreva um bilhete para algum amigo.


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Ortografia
Observe a diferença de escrita e de significado das palavras a seguir.
Mas = indica oposição: Estudou, mas não aprendeu.
Más = feminino de maus: As más ações são sempre condenáveis.
Mais = indica quantidade, aumento: Comprei mais livros.
1. Preencha as lacunas com mais, mas ou más.
a) Eu não aguento mais esse barulho.
b) Mas antes que ela explicasse mais a campainha tocou.
c) Ela sabia de tudo, mas nada disse.
d) Ela é muito bonita, mas muito convencida.
e) Os comerciantes só pensam em vender mais e mais suas mercadorias.
f) Agia com más intenções.
g) Só quero aquilo que me pertence: nem mais nem menos.
h) Não há mais o que fazer. Vamos embora.
i) Não é só bonita, mas também inteligente e educada.
j) Era feriado, mas resolveu acordar cedo.
k) Ele queria ter mais tempo para o lazer.
l) Neste restaurante come-se bem, mas a comida é muito mais cara que nos outros.

Texto Narrativo
Para que haja narrativa é preciso uma história e um contador de história. Toda história apresenta, geralmente,
enredo, personagens, espaço e tempo.
São principais elementos da narrativa:

Narrador: quem conta a história. Ele pode ser um narrador observador, que não participa da história, ou pode
participar da história sendo um narrador-personagem.

Enredo: É composto pelos fatos narrados. Os acontecimentos que compõem a narrativa, a qual pode
apresentar: introdução (apresentação dos personagens, do espaço e do tempo), desenvolvimento (a sequência
dos fatos), clímax (momento em que o conflito alcança seu ponto máximo) e desfecho (é a conclusão da
narrativa, isto é, como os fatos e conflitos são resolvidos e encerrados).

Personagens: são seres, criados pelo escritor, que apresentam características físicas e psicológicas à
semelhança de um indivíduo.

Espaço: lugar ou ambientes onde transcorre a história.

Tempo: indicação do momento em que ocorre o fato narrado. O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O
cronológico é aquele marcado pelo relógio, de caráter objetivo. O psicológico é o tempo subjetivo, que não pode
ser marcado materialmente, que está dentro da consciência do personagem.

Foco narrativo: é o ângulo de visão adotado pelo narrador para contar a história, que pode ser de primeira
pessoa (eu) quando o narrador participa da história, ou de terceira pessoa (ele) quando o narrador observa a
história penetrando ou não no mundo interior dos personagens.

O Meu Segredo

Ontem, antes de dormir, lembrei de uma história de quando eu era pequeno e a gente morava na casa de
minha tia, no subúrbio. Não sei se foram meses ou anos, pareceu um tempo bem comprido. Se não fossem as
implicâncias de minhas primas, até que eu teria sido feliz lá, por causa do quintal e do jardim.
Quando ficava sozinho, fugia para o fundo do quintal e brincava de uma porção de coisas bacanas: de
Tarzan, de explorador, de geólogo – só que naquele tempo eu não sabia que chamava assim. O que eu gostava mais
era de subir nas árvores. Um dia, descobri um ninho de bem-te-vi num galho baixo da mangueira. Fiquei todo feliz
quando o ninho se encheu de ovos. . . Era o meu segredo. Até me levantava cedo, para olhar o ninho, se os passarinhos
tinham nascido. Um dia, as pestes das minhas primas descobriram o meu segredo, e, só de implicância, desmancharam
o ninho e quebraram os ovinhos. Perdi a cabeça, com aquela malvadez, tanto mais que elas começaram a zombar, com
risonhos e cochichos, e a me provocar. Como a casa era delas, se sentiam mais fortes. Tive vontade de bater, mas a
raiva era tanta que era capaz de machucar de verdade. Levei dois dias curtindo minha raiva, quase não comia nem
dormia direito, pensando numa vingança, mas não achava nada. De repente me lembrei: elas tinham uma coleção de
bonecas de plástico que adoravam, davam banho, vestiam, dava comidinha. Peguei todas as bonecas, levei pro fundo
do quintal e botei fogo . . . Nem quero saber o que aconteceu . . . Mas não me arrependi . . .
(Maria Alice do Nascimento e Sílvia Leuzinger. O diário de Marcos Vinícius.)

Entendendo o texto
O NARRADOR: é aquele que conta a história

Para contar a história, o narrador pode fazê-lo de duas formas:


1 Se não fossem as implicâncias de suas primas, até que ele teria sido feliz lá, por causa do quintal e do jardim.
2 ―Se não fossem as implicâncias de minhas primas, até que eu teria sido feliz lá, por causa do quintal e do jardim.‖

Na primeira forma, o narrador não participa dos fatos, é apenas um observador. Determina-se narrador-
observador.
Na segunda forma, o narrador participa da história. Ele deixa de ser apenas um observador, para tornar-se
personagem. Nesse caso denomina-se narrador-personagem.

Atividades:
1. No texto ―O meu segredo‖, qual das duas posições o narrador utiliza:
a) narrador personagem b) narrador-observador

2. O narrador do texto lembra-se de uma história.


a) Quando aconteceu a história? b) Onde aconteceu?

3. O narrador-personagem não se recorda exatamente do tempo em que permaneceu na casa de sua tia. Que frase do
texto informa isso?

O QUE A PERSONAGEM FAZ

1. O narrador-personagem brincava.
a) Onde? b) Do quê?
2. Qual era o brinquedo preferido do narrador?

3. O narrador tinha um segredo. Qual era?

4. Ao descobrirem o segredo do narrador-personagem, o que as suas primas fizeram?

5. O narrador acompanhava atentamente o ninho de bem-te-vi. Que frase do texto informa isso?

6. 9) Grife as palavras que informam as ações realizadas pelo narrador-personagem na frase seguinte:
" Peguei todas as bonecas, levei pro fundo do quintal e botei fogo . . .‖

O QUE A PERSONAGEM PENSA E SENTE

1. Qual foi a primeira reação do narrador-personagem quando as primas destruíram o ninho de bem-te-vi? Por que não
o fez?
2. A vingança do narrador-personagem foi instintiva ou planejada? Justifique sua resposta.
3. Por que o narrador-personagem escolheu as bonecas das primas para destruir?

SEQUÊNCIA DOS FATOS

1. Copie os fatos na sequência apresentada pelo narrador.


. O ninho se encheu de ovos.
. As minhas primas descobriram o ninho e o destruíram.
. Estando sozinho, fugia para o fundo do quintal e brincava de Tarzan, de explorador e de geólogo.
. Para me vingar de minhas primas, queimei uma coleção de bonecas de plástico que elas adoravam.
. Quando era pequeno, morei algum tempo na casa de minha tia.
. Um dia, descobri um ninho de bem-te-vi num galho baixo da mangueira.

CRIANDO E COMPONDO

1. Recorte de jornais ou revistas várias ilustrações de pessoas, locais, objetos. Selecione algumas e invente uma
historia utilizando-as: as pessoas serão as personagens, os locais serão os espaços onde acontece a história etc.
Faça uma colagem com as ilustrações utilizadas na sua narração.

2. Reescreva o texto abaixo, transformando o narrador-personagem em narrador-observador:

―Fui para casa impressionado com a história dos milagres. De noite, na cama, continuei pensando no filme, sem
conseguir dormir. O que me intrigava era a espécie de milagres que o homem pedia: tudo bobagem, a bengala virar
árvore, salvar o mundo, coisas assim. Comigo, seria diferente. Eu haveria de pedir ouros milagres. Como por exemplo
[...]
(Fernando Sabino. O menino no espelho.)

3. Crie um pequeno texto narrativo, com narrador-personagem, contando um fato de sua infância em que, por um
motivo qualquer, você se sentiu diferente de outra pessoa, parente ou amigo.

4. Apresenta-se a seguir um trecho inicial de uma narrativa. Crie uma sequência.

O dia amanheceu claro. Não tinha muito sol, mas a chuva que caíra a noite toda felizmente tinha passado.
Levantei-me depressa, como se não quisesse perder um só minuto do dia em que eu, finalmente, completava 18
anos. Ouvi passos perto do quarto...

Ortografia
Sentido próprio e figurado

As palavras podem ser empregadas em sentido próprio ou figurado.


1. Sentido próprio: é o significado usual, convencional da palavra.
Ex.: Comi um ovo frito no almoço. (frito: que se fritou)

2. Sentido figurado: é o significado novo que a palavra apresenta, diferente do usual.


Ex.: ―Estou frito se descobrirem a verdade‖ (frito: em apuros)

1. Classifique as palavras ou expressões destacadas em sentido figurado ou próprio.

a) Clara chorou tanto que se formou um mar a seus pés. FIGURADO


b) Será que todos os rios vão desaguar no mar? PROPRIO
c) O menino não queria nem se lembrar do bico afiado do urubu. PROPRIO
d) Meu pai está fazendo um bico na empresa. FIGURADO
e) Tive que engolir um sapo no emprego. FIGURADO
f) Após dar o bote, a cobra engoliu o sapo. PROPRIO

Narração: parágrafo
Os textos são estruturados geralmente em unidades menores, os parágrafos, identificados por um ligeiro
afastamento de sua primeira linha em relação à margem esquerda da folha. Possuem extensão variada: há parágrafos
longos e parágrafos curtos.

Parágrafo Narrativo:
Nos parágrafos narrativos, há o predomínio dos verbos de ação que se referem as personagens, além de indicações de
circunstâncias relativas ao fato: onde ele ocorreu, quando ocorreu, por que ocorreu, etc.
Nas narrações existem também parágrafos que servem para reproduzir as falas dos personagens. No caso do discurso
direto (em geral antecedido por dois-pontos e introduzido por travessão), cada fala de um personagem deve
corresponder a um parágrafo para que essa fala não se confunda com a do narrador ou com a de outro personagem.

1. Escreva a história, fazendo um parágrafo para cada quadrinho.

2. Escolha um dos itens de cada coluna imagine uma história envolvendo-os e escreva uma pequena narração:

PERSONAGEM PRINCIPAL ESPAÇO TEMPO ACONTECIMENTO PRINCIPAL


Um vidente Um cemitério Madrugada Um encontro
Um rapaz Uma praia No ano de 2085 Um susto
Um policial Um parque Nas férias Uma festa
Uma criança Uma floresta Nesse ano Um assalto
Um animal Uma cidade Certo dia Uma alegria
Se desejar, crie outras personagens.
Procure descrever detalhadamente as personagens e o espaço da narrativa.
Escolha um tipo de final para seu texto: triste, romântico, trágico, cômico, inesperado.

VERBOS DE ELOCUÇÃO

Ao conhecermos as características do texto narrativo, sabemos que o narrador nos conta tudo o que ocorreu de
formas distintas. Às vezes ele apenas reproduz as falas dos personagens, da maneira como elas são realmente, ou, em
algumas situações, ele as transmite de forma indireta, isto é: portando-se como um verdadeiro porta-voz, relata tudo o
que aconteceu por meio de suas palavras.
Dessa forma, quando o discurso é reproduzido de forma direta (havendo a transcrição real das falas), há a
ocorrência destes verbos de elocução, exatamente para indicar as atitudes dos participantes da história. Então, para que
possamos compreender melhor, perceba o exemplo que segue:

Durante o jantar mamãe perguntou:


- Adivinhem o que teremos de sobremesa?
Todos responderam:
- Com certeza será aquele maravilhoso sorvete de chocolate!

Como pôde perceber, os verbos que se encontram grifados nos revelam o que o personagem irá fazer naquele
momento, podendo ser uma exclamação, um pedido, uma pergunta, entre muitos outros procedimentos. Por isso são
assim chamados, pois a palavra ―elocução‖ significa a expressão do pensamento por palavras
orais ou escritas, de acordo com o dicionário.
Tudo que aprendemos até agora foi de fundamental importância, mas ainda resta conhecermos alguns exemplos
destes verbos. Por isso, vejamos alguns:

dizer (afirmar, declarar, afirmar, etc.)


exclamar (gritar, bradar, espantar, entre outros)
negar (contestar)
ordenar (mandar, solicitar, aconselhar)
pedir (solicitar, rogar)
perguntar (interrogar, indagar, questionar)
responder (retrucar, replicar)...

Há também outro detalhe que também se refere aos verbos de elocução – a posição em que eles podem se encontrar
dispostos na história, ou seja, antes, no meio ou depois da fala do personagem. Vamos ver alguns exemplos:
* Antes da fala:
Durante o jantar mamãe perguntou:
- Adivinhem o que teremos de sobremesa?

* Depois da fala:
- Com certeza será aquele maravilhoso sorvete de chocolate! - disse a garotada.

* No meio da fala:
- Com certeza será aquele maravilhoso sorvete de chocolate! – disse a garotada – Iremos devorá-lo num instante.

Ortografia

Onde: lugar onde se encontra algo. (Não indica movimento)


Ex.: Onde está minha caneta?
Aonde: lugar para onde se vai. (indica movimento)
Ex.: Aonde ele vai?
1. Complete com Onde ou Aonde:
a) AONDE você quer ir?
b) Fui visitar a cidade ONDE morei durante três anos.
c) Nunca sei ONDE te achar.
d) ONDE mora o Sol, é lá que eu vou estar.
e) AONDE chegaremos com tamanha roubalheira?
f) O acidente aconteceu na praia ONDE estivemos no ano passado.
g) AONDE você vai tão apressadamente?
h) Tenho certeza de que ela mora aqui, mas não sei ONDE.
i) ONDE você ficou durante a cerimônia?
j) Não sei AONDE irei em minhas próximas férias.
k) Você estuda ONDE me formei?
l) Não sei nada sobre ele. Nem quem é e muito menos ONDE está.
m) AONDE foram minhas sobrinhas que estavam aqui?
n) ONDE fica o mercado?
o) AONDE você for, eu vou.

Partes da narrativa / enredo

É o arranjo dos fatos de uma forma atraente, que prenda a atenção do leitor. É o desenrolar dos acontecimentos com
suas tramas ou intrigas. O enredo pode ser organizado de várias formas.

Situação inicial (introdução ou apresentação) – os fatos iniciais e os personagens são apresentados. Pode
haver ou não descrição de tempo e espaço.
Complicação (ou nó) – é a parte do enredo em que surge o conflito, quebrando a estabilidade de
personagens e acontecimentos. Uma narrativa pode ter mais de um conflito.
Clímax - ponto de maior tensão na narrativa, aquele em que o conflito atinge o seu ponto máximo.
Desfecho (desenlace ou conclusão) - é como os fatos se arranjam ao final da narrativa, que pode apresentar
ou não a resolução do conflito, ou seja, não significa que haverá um final feliz. Há muitos tipos de desfecho:
surpreendente, feliz, trágico, cômico, etc.

Para que no seu texto estejam presentes esses elementos, é necessário que na organização do texto você faça
alguns questionamentos: O quê aconteceu? (enredo), quando aconteceu? (tempo), onde aconteceu? (espaço), com
quem aconteceu? (personagens), como aconteceu? (trama, clímax, desenlace).

Após fazer essas perguntas e respondê-las, pode-se iniciar a redação da narrativa, onde são incluídos todos esses itens
explicados acima. Para uma redação escolar o melhor é que se distribuam as informações dessa forma:

Introdução: Com quem aconteceu? Quando aconteceu? Onde aconteceu?


Desenvolvimento: O que aconteceu? Como aconteceu? Por que aconteceu?
Conclusão: Qual a consequência desse acontecimento?
Ortografia:
Emprego dos porquês

1. Porque (junto) – usado para frases afirmativas (explicativas ou causais);


2. Por que (separado) – em frases interrogativas ou quando pode ser substituído por ―pelo qual‖ e suas variações;
3. Por quê (separado e com acento) – no final de frase interrogativa.
4. Porquê (junto e com acento) – quando for uma palavra substantivada.

1) Quando é usado: por que (separado e sem acento)?


a) ( ) Ele é usado no início ou no meio da frase exclamativa .
b) ( ) Ele é usado no início ou no meio da frase interrogativa.

2) Quando é usado: porque (junto e sem acento)?


a) ( ) Se usa nas respostas. b) ( ) Se usa somente no meio das frases.

3) Quando é usado: por quê (separado e com acento)?


a) ( ) É usado no fim da frase interrogativa. b) ( ) É usado no início da frase interrogativa.

4) Quando é usado: porquê ( junto e com acento)?


a) ( ) Usado como substantivo. Nesse caso, normalmente vem com verbo e admite plural.
b) ( ) Usado como substantivo. Nesse caso, normalmente vem com artigo e admite plural.

5) De acordo com os conceitos anteriores, complete as frases com:


―Por que, porque, por quê, porquê‖
a) _______ele se chama ossinho da sorte? b) Bidu, _______ele se chama ossinho da sorte?
c) _______é muita sorte encontrar um ossinho. d) Ossinho da sorte ________?
e) Bidu explicou o ________ da sorte. = o motivo) f) Explique-me os _________da briga.

6) Complete as frases com Por que, porque, por quê, porquê.


1. _________na posso ir ao cinema? (usado no início de frase interrogativa)
2. _________ você precisa terminar seus exercícios. ( usado em respostas)
3. Não posso ir ao cinema _________? ( usado no fim de frase interrogativa)
4. Queria entender o ________ dessa proibição. (usado como substantivo, igual a ―o motivo‖)
A resposta certa é?
a) ( ) Por que, porque, por quê, porquê. b) ( ) Porque, por que, porquê, por quê.
Relato Pessoal
Leia o texto abaixo e discuta as questões abaixo com seus colegas:
Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando
o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes,
bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se
transformassem numa inundação. Os mais velhos ficavam aborrecidos, eu não entendia a razão: aquilo era uma
distração das mais excitantes.
E me divertia a valer quando uma nova goteira aparecia, o pessoal correndo para lá e para cá, e esvaziando as
vasilhas que transbordavam. Os diferentes ruídos das gotas d'água retinindo no vasilhame, acompanhados do som oco
dos passos em atropelo nas tábuas largas do chão, formavam uma alegre melodia, às vezes enriquecida pelas sonoras
pancadas do relógio de parede dando horas.
Passado o temporal, meu pai subia ao forro da casa pelo alçapão, o mesmo que usávamos como entrada para a
reunião da nossa sociedade secreta. Depois de examinar o telhado, descia, aborrecido. Não conseguia descobrir sequer
uma telha quebrada, por onde pudesse penetrar tanta água da chuva, como invariavelmente acontecia. Um mistério a
mais, naquela casa cheia de mistérios.
O maior, porém, ainda estava por se manifestar.
Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando
com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos,
escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraía fazendo descer por
ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas.
Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, lá perto do bambuzal,
e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali
procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o
que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho,
atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.
Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais à
frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia á retaguarda, as ainda próximas do rio
ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.
Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma
ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas.
Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atrás de mim. Uma voz de homem, que soou
familiar aos meus ouvidos, perguntou:
— Que é que você está fazendo?
Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o
tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas
seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou:
— Quantas formigas eram?
Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de
duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três.
— Nove! — exclamei, triunfante.
Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma
atrás da outra.
Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado.
— Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.
Foi a minha vez de achar graça:
— Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também.
— Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?
— Sei: papel.
Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um
tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que
eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. Falei na minha galinha Fernanda, nos
milagres que um dia andei fazendo, e de como aprendi a voar como os pássaros, e a minha aventura de escoteiro
perdido na selva, as espionagens e investigações da sociedade secreta Olho de Gato, o sósia que retirei do espelho, o
Birica, valentão da minha escola, o dia em que me sagrei campeão de futebol, o meu primeiro amor, o capitão Patifaria,
a passarinhada que Mariana e eu soltamos. Pena que minha amiga não estivesse por ali, para que ele a conhecesse.
Levei-o a ver o Godofredo em seu poleiro:
— Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno!
Hindemburgo apareceu correndo, a agitar o rabo. Para surpresa minha, nem o homem ficou com medo do
cachorrão, nem este o estranhou; parecia feliz, até lambeu-lhe a mão. Depois mostrei-lhe o Pastoffno fundo do quintal,
mas o coelho não queria saber de nós, ocupado em roer uma folha de couve.
O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:
— Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
— Quero — respondi.
O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos
nos meus olhos:
— Pense nos outros.
Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na
vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.
O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:
— Quem é você? — perguntei ainda.
Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre.
SABINO, Fernando. O menino em espelho. São Paulo: Record, 2003.

Você leu um texto denominado RELATO PESSOAL, isto é, um texto que expõe a sequência de fatos ocorridos e as
circunstâncias em que aconteceram. Quem escreveu o relato acima?
Em que tipo de material você acredita que esse texto foi publicado?
Que assuntos foram tratados no texto lido?
Que lugares são citados nesse relato?
Como é possível perceber a presença do tempo em que os fatos ocorreram nesse relato?
O relato pessoal é um texto que relata episódios da vida de quem escreve; apresenta tempo e espaço bem-
definidos; predomina nele o tempo passado; é escrito na 1ª pessoa; o narrador é protagonista (personagem principal);
apresenta trechos descritivos. Um relato nada mais é do que a exposição, oral ou escrita, de uma experiência vivida.
Intenção Construção Linguagem

Registrar fatos guardados na  Elementos do relato: O quê? ,  Pessoal e emotiva;


memória, significativos para o Quem? , Quando? e Onde?.  Uso da 1ª pessoa;
autor.  Estrutura não padronizada é  Uso de tempo no passado;
mais livre.  Mais pessoal, informal;
 Uso de aspas.
PROPOSTA DE PRODUÇÃO DE TEXTO INICIAL
Túnel do tempo Inspire-se numa fotografia em que você, bem criança, esteja em algum lugar com outras pessoas,
familiares, colegas de escola ou amigos. Observe-a com atenção e embarque no túnel do tempo: relate o que você e as
pessoas da foto faziam naquele momento, de que evento participavam, o que falavam, do que riam, o que acontecia,
etc. Para tornar seu relato mais real, peça informações a seus pais ou avós sobre o que acontecia no momento em que
a fotografia foi tirada.

Ortografia
1. Complete com ―x‖ ou ―ch‖:
achar aconchego baixinho baixo bichano bicho
bochecha bruxa cachimbo cacho cachorro caixa
capricho caxumba chá chafariz chalé chaleira
chama chão chave cheio chiar chiclete
chicote chifre chinelo chinês chique chiqueiro
chocada chocalho chocolate choque choro chuchu
chulé churrasco churros chuva chuveiro xodó
cochichar colcha colchão concha coxinha debaixo
deixar embaixo encharcar enchente encher engraxar
engraxate enxada enxergar enxoval enxugar enxurrada
enxuto faxina fechadura graxa guincho laxante
lixo luxo machucado mexer mexerico mexido
peixada chumaço peixeiro puxar queixo salsicha
taxa tocha xadrez xale xampu xará
xarope xereta xerife xérox xícara xingar

Diário
GENTE É BICHO E BICHO É GENTE

Querido Diário, não tenho mais dúvida de que este mundo está virado ao avesso! Fui ontem à cidade com
minha mãe e você não faz ideia do que eu vi. Uma coisa horrível, horripilante, escabrosa, assustadora, triste,
estranha, diferente, desumana... E eu fiquei chateada.
Eu vi um homem, um ser humano, igual a nós, remexendo na lata de lixo. E sabe o que ele estava
procurando? Ele buscava, no lixo, restos de alimento. Ele procurava comida!
Querido Diário, como pode isso? Alguém revirando uma lata cheia de coisas imundas e retirar dela algo
para comer? Pois foi assim mesmo, do jeitinho que estou contando. Ele colocou num saco de plástico enorme um
montão de comida que um restaurante havia jogado fora. Aarghh!!! Devia estar horrível!
Mas o homem parecia bastante satisfeito por ter encontrado aqueles restos. Na mesma hora, querido
Diário, olhei assustadíssima para a mamãe. Ela compreendeu o meu assombro. Virei para ela e perguntei: ―Mãe,
aquele homem vai comer aquilo?‖ Mamãe fez um ―sim‖ com a cabeça e, em seguida, continuou: ―Viu, entende por
que eu fico brava quando você reclama da comida?‖.
É verdade! Muitas vezes, eu me recuso a comer chuchu, quiabo, abobrinha e moranga. E larguei no prato,
duas vezes, um montão de repolho, que eu odeio! Puxa vida! Eu me senti muito envergonhada!
Vendo aquela cena, ainda me lembrei do Pó, nosso cachorro. Nem ele come uma comida igual àquela que
o homem buscou do lixo. Engraçado, querido Diário, o nosso cão vive bem melhor do que aquele homem.
Tem alguma coisa errada nessa história, você não acha?
Como pode um ser humano comer comida do lixo e o meu cachorro comer comida limpinha? Como pode,
querido Diário, bicho tratado como gente e gente vivendo como bicho? Naquela noite eu rezei, pedindo que Deus
conserte logo este mundo. Ele nunca falha. E jamais deixa de atender os meus pedidos. Só assim, eu consegui
adormecer um pouquinho mais feliz.
(OLIVEIRA, Pedro Antônio. Gente é bicho e bicho é gente. Diário da Tarde. Belo Horizonte, 16 out. 1999).
01. O texto lido é do gênero ―Relato Pessoal‖, do tipo ―Diário‖. Que marcas textuais comprovam essa afirmativa?
O texto possui um narrador em primeira pessoa, que relata fatos de seu dia a dia que, de algum modo, o
afetaram. Por ser um diário, o tempo passado não é muito distante do tempo atual.

02. O texto possui um narrador em primeira pessoa, que relata fatos de seu dia a dia que, de algum modo, o
afetaram. Por ser um diário, o tempo passado não é muito distante do tempo atual. Retire um trecho do texto
que comprove essas características. Fui ontem à cidade com minha mãe

03. A narradora inicia seu relato afirmando não ter mais dúvida de que o mundo está ―virado ao avesso‖? Por que
ela afirma isso? A narradora considera o mundo virado ao avesso por ter presenciado uma situação
degradante: um ser humano buscando comida no lixo.

04. O texto aborda uma problemática social muito específica. Indique tal problemática e justifique sua resposta.
O texto aborda o problema de fome, já que apresenta um personagem que busca, no lixo, a sua
sobrevivência física

05. Em certo trecho, a narradora se diz muito envergonhada? Do que ela se envergonha? A narradora sente-se
envergonhada por diversas vezes recusar a comida oferecida pela mãe, sendo que há um grande
número de pessoas que vão ao lixo para buscar o que comer.

06. A narradora compara a vida de seu cachorro à vida do homem que buscava comida no lixo. A partir dessa
comparação, pode-se afirmar que o autor do texto quer mostrar a vida humana, muitas vezes, sendo menos
valorizada que a vida de um animal? Justifique seus comentários.
O autor demonstra que a vida humana, por diversas vezes, é menos valorizada que a vida de animais, já
que há bichos que são muito melhor cuidados que uma criança, por exemplo.

07. No final do relato, a narrador deposita sua confiança em um ser divino. Por que ela não deposita essa
confiança em outro ser humano? Explique. A narradora não deposita sua confiança no homem, por que o
ser humano, na maioria das vezes, não se abre ao sofrimento do outro para ajudá-lo. Na perspectiva da
narradora, somente um ser divino poderia dar uma solução a situação tão degradante.

08. Em sua opinião, o que pode ser feito para diminuir o sofrimento de pessoas como o homem retratado no
relato? Justifique. Resposta pessoal

Diário: é um gênero textual escrito em primeira pessoa cuja finalidade é fazer um registro breve sobre
acontecimentos, sensações, pensamentos e qualquer assunto de interesse de quem o escreve.
Antigamente, os diários eram cadernos secretos, muito bem guardados, alguns até com chave, onde eram
escritos os pensamentos mais íntimos de uma pessoa.
Hoje em dia, muitas pessoas preferem usar os blogs, espécie de diário eletrônico, cujos registros ficam
expostos online para qualquer pessoa ler.

Estrutura do diário: Geralmente, um diário é formado pelas seguintes partes: vocativo, data, desenvolvimento e
assinatura. É bastante comum iniciar o texto com o vocativo ―Meu querido diário‖, pois não será direcionado a uma
pessoa específica.

Agora é sua vez...


Escolha uma das sugestões de produção textual e divirta-se escrevendo:
Imagine que você é um E.T., um anjo ou um animal que de repente ficou racional e escreva a página de
um diário sobre um dia no meio dos humanos. Descreva sua experiência, sensações e opiniões sobre a
humanidade.
Imagine-se alguém que não seja você - policial, bombeiro, médico, professor, ou outro - e escreva uma
página de diário relatando um dia da sua vida como tal personagem.

Ao produzir o texto, não se esqueça de:


- colocar data;
- utilizar a 1ª pessoa;
- utilizar uma linguagem informal;
- relatar acontecimentos interessantes, fazer comentários sobre a vida, descrever sensações, apresentar
julgamentos.

Produção final
Agora é sua vez de produzir

O relato pessoal é um gênero que retrata um fato que marcou sua vida e que ficou gravado em sua
lembrança. Pode ter sido muito alegre, muito triste, muito emocionante, muito aterrorizador ou de muita
adrenalina. Você deverá contar um fato marcante.
Seguem algumas dicas para produzir um bom Relato Pessoal. É preciso observar algumas condições para
que o texto fique mais organizado e permita uma leitura mais fácil.
1. Lembre-se de um fato marcante. (Se preciso, converse com seus pais, avós, tios etc.)
2. Faça um breve planejamento: * o início: o que você registrará para situar o leitor em relação a quando
aconteceu, onde, quem estava presente...; * o desenvolvimento: o fato propriamente dito. Se for longo,
subdivida-o em parágrafos menores; * o desfecho.
3. Faça um rascunho.
4. Não se esqueça de que: * seu relato é pessoal: portanto, você tem maior liberdade de linguagem; *em seu
relato deve prevalecer o uso da primeira pessoa (eu – singular / nós – plural); *Deve prevalecer o pretérito
para narração dos fatos.
5. Pense no público ao fazer as escolhas de linguagem. Considere todos os leitores ao produzir seu relato.

Ortografia
Mau é um adjetivo, antônimo de bom.
Mal é um advérbio, antônimo de bem.

Ex.: Pedro é mau exemplo de amigo.


Mariana está muito mal no novo emprego.

Complete as frases a seguir com MAL ou MAU:

a) Ele teve um ____ dia, por isso dormiu ____. MAU, MAL
b) Márcia foi ____ na prova. MAL
c) Todos estão passando ____ hoje. MAL
d) O ____ elemento foi levado pela polícia. MAU
e) O chefe está de ____ humor; acho que está de ____ com a vida. MAU, MAL
f) Você só quer o nosso _____. MAL
g) Esse menino tem ____ costume. MAU
h) Suas alunas leem muito ____. MAL
i) A batalha entre o bem e o ____ jamais terá fim. MAL
j) Esse menino é um ____ exemplo para a turma. MAU
k) Maria compreendeu ___ o que a professora disse na aula. (mal)
l) A mãe do Joãozinho dirige muito ___. (mal)
m) Mário não é um menino ___, apenas está com alguns problemas em casa. (mau)
n) Cláudio teve que sair mais cedo da aula porque passou muito ___. (mal)
o) Você foi muito ___ quando maltratou as meninas da sua sala. (mau)
p) A professora está de ___ humor. (mau)
q) Por ser um ___ menino, você vai ficar uma semana sem videogame. (mau)
r) O vencedor foi ___ – educado com o cliente. (mal)
s) Foi um ___ negócio comprar o barco (mau).
t) Os alunos foram ___ nas provas (mal).
u) O avião não decolou por causa do ______ tempo (mau).
v) Desculpe, fiz um ___ juízo de você. (mau).
w) Estou ouvindo ___ . Pode aumentar o som? (mal)
x) O professor considera um ___ hábito ler histórias em quadrinhos (mau).
y) O texto do Pedrinho está ___ escrito (mal).
z) Maria compreendeu ___ o que a professora disse na aula. (mal)

Fábula
As fábulas são pequenas histórias que transmitem uma lição de moral. As personagens das fábulas são
geralmente animais, que representam tipos humanos, como o egoísta, o ingênuo, o espertalhão, o vaidoso, o
mentiroso.
Não se pode afirmar com certeza quando as fábulas surgiram nem quem as inventou. Acredita-se, porém,
que elas tenham nascido no Oriente e sido reinventadas no Ocidente por um escravo grego chamado Esopo.
Esopo teria vivido na Grécia no século VI a.C. Por meio de pequenas histórias, criticava as atitudes e o
comportamento inadequado das pessoas, usando animais para se referir a elas. Essa era uma forma de não
correr o risco de ser castigado por falar mal de pessoas poderosas.
Embora os fatos sobre a vida desse fabulista não possam ser comprovados, contam que ele teria sido atirado de
um penhasco por pessoas irritadas com as críticas que fazia.
Mesmo após a morte de Esopo, as fábulas continuaram sendo narradas por outras pessoas. No século
XVII d.C., o escritor francês Jean de La Fontaine também recontou e adaptou as fabulas de Esopo. Assim como
seu precursor, ele acreditava que essas histórias serviam para educar.
O escritor brasileiro Monteiro Lobato (1882-1948) lançou nos anos de 1920 um livro intitulado Fábulas.
Nele, Monteiro Lobato traduziu e recontou algumas dessas histórias, encantando todas as crianças representadas
pelas personagens Pedrinho, Narizinho e pela boneca Emília.

A fábula se divide em 2 partes:

1ª parte - a história (o que aconteceu)


2ª parte - a moral (o significado da história)
Características das fábulas:

Como você já sabe, as fábulas são narrativas curtas que costumam apresentar uma moral, ou seja, um
ensinamento. As personagens são animais que agem como seres humanos: pensam, falam, discutem, têm
sentimentos. Nessas histórias, os defeitos e as virtudes das pessoas são mostrados por meio do
comportamento dos animais. Alguns animais presentes em fábulas:

Rato: é um animal pequeno e aparentemente frágil. No entanto, utiliza toda a sua esperteza e sua
agilidade quando se sente ameaçado.

Tartaruga: Lembrada principalmente por sua lentidão, a tartaruga muitas vezes se vale de sua persistência
e sabedoria para atingir seus objetivos.

Raposa: Considerada orgulhosa, astuta e traiçoeira, a raposa sempre tenta agir de maneira a obter
vantagens e a não se deixar enganar.

Cigarra: Gosta de passar o tempo cantando e não se preocupa com trabalho. Para ela, o importante é
aproveitar a vida sem se preocupar com o futuro.

Formiga: A característica mais marcante da formiga é a dedicação ao trabalho. A organização e a


cooperação também fazem parte de seu comportamento.

Proposta de produção de texto inicial


Junte-se a um colega e escrevam uma fábula que tenha duas personagens e seja narrada por um narrador
observador, ou seja, que conte o acontecimento como se tivesse visto o que aconteceu.
Decidam que ensinamento a fábula vai trazer e qual será a moral da história.
Dê um título

O LOBO E O CÃO

Um lobo e um cão se encontraram num caminho. Disse o lobo:


— Companheiro, você está com ótimo aspecto: gordo, o pêlo lustroso… Estou até com inveja!
— Ora, faça como eu — respondeu o cão. — Arranje um bom amo. Eu tenho comida na hora certa, sou
bem tratado… Minha única obrigação é latir à noite, quando aparecem ladrões. Venha comigo e você terá o
mesmo tratamento.
O lobo achou ótima ideia e se puseram a caminho.
Mas, de repente, o lobo reparou numa coisa.
— O que é isso no seu pescoço, amigo? Parece um pouco esfolado… — observou ele.
— Bem — disse o cão — isso é da coleira. Sabe? Durante o dia, meu amo me prende com uma coleira,
que é para eu não assustar as pessoas que vêm visitá-lo.
O lobo se despediu do amigo ali mesmo:
— Vamos esquecer — disse ele. — Prefiro minha liberdade à sua fartura.
Antes faminto, mas livre, do que gordo, mas cativo.
La Fontaine
1. No texto acima, os animas têm características humanas. Que nome recebe esse tipo de texto?
FÁBULA
2. A fábula costuma apresentar no fim da história, um pensamento, um ensinamento. Esse pensamento é a
moral da fábula. Transcreva a moral dessa fábula: ANTES FAMINTO, MAS LIVRE, DO QUE GORDO, MAS
CATIVO.

3. Por que o lobo ficou admirado com o cão? POR CAUSA DO SEU ASPECTO SAUDÁVEL.

4. Que ideia o cão deu ao lobo? Quais eram as vantagens deste plano? PARA QUE O LOBO ARRUMASSE
UM DONO. AS VANTAGENS ERAM TER CASA E COMIDA.
5. O lobo estava determinado a seguir o caminho com o cão, mas alguma coisa o fez mudar de ideia. O que
aconteceu? ELE PERCEBEU UMA MANCHA NO PESCOÇO DO CACHORRO

6. Na sua opinião, qual dos personagens levava uma vida melhor? RESPOSTA PESSOAL

7. Que tipo de discurso predominou para indicar as falas das personagens? Comprove com passagens do texto.
DISCURSO DIRETO: — Ora, faça como eu — respondeu o cão.

8. Escreva os elementos da narrativa relacionados a:


Personagens: O CÃO E O LOBO
Tempo: INDETERMINADO
Narrador: PERSONAGEM
Foco narrativo: 1ª PESSOA

Produção final
Agora é sua vez de produzir....
Você aprendeu que fábula é uma história curta, envolvendo poucos acontecimentos Ela apresenta uma MORAL,
isto é, um ensinamento para a vida. O objetivo da fábula é aconselhar, mostrando situações em que as
personagens são animais com características humanas.
Escolha uma Moral dentre as apresentadas abaixo e escreva uma fábula:
As aparências enganam
A pressa é inimiga da perfeição
Mentiras têm pernas curtas
Amor com amor se paga
Ao escrever você deverá observar que:
- as personagens são animais e apresentam características humanas;
- informar o local onde a narrativa irá acontecer;
- a narrativa precisa ter um título;
- a narrativa precisa ser coerente, apresentando começo, meio e fim.

Ortografia
Abranger agenda agir ajeitado ajeitar algema angelical
Apogeu arranjar auge bege berinjela cafajeste canjica
Cerejeira coragem corrigir desajeitada despejar dirigir enferrujar
Estrangeiro exigir ferrugem fingir fugir fuligem garagem
Geada gengiva geringonça gesso gestão gesto gibi
Gilete gorjeta hegemonia hoje janela jeca jegue
jeito jejum jenipapo Jeremias jerico jerimum jesuíta
jiboia jiló jipe jumento laje laranjeira laringe
lisonjeado lojista longe majestade manjedoura manjericão megera
monge nojento origem pajé pajem paragem pedágio
penugem presságio prodígio proteger rabugento reagir refúgio
rejeitar relampejar relógio selvageria Sergipe sujeira sujeito
surgir tigela traje trejeito trovejar vagem varejista
vestígio viagem viajar
O mundo dos quadrinhos

Todos gostamos de contar histórias, de narrar acontecimentos vividos, por nós ou por outros, ou
imaginados. Narrar é uma atividade diária: não passamos nenhum dia sem contar algo a alguém.
Contar histórias por imagens é uma prática muito antiga. Pode-se dizer que desde a Pré-História, o
homem registra os acontecimentos cotidianos desenhando. Desenhos em rochas, chamados arte rupestre, podem
ser observados em cavernas de vários lugares do mundo. No Brasil, por exemplo, há diversas regiões repletas de
arte rupestre: a de São Raimundo Nonato, no Piauí, é uma das mais conhecidas.
Muitos consideram as artes rupestres o berço das histórias em quadrinhos e que sua evolução atravessou
toda a história da humanidade, pois o desenho narrativo está presente nas paredes das pirâmides, nos palácios
gregos, nos vitrais renascentistas etc.
As histórias em quadrinhos, como as conhecemos atualmente, surgiram no fim do século XIX nos Estados
Unidos, como uma das modificações feitas pelos jornais para atrair novos leitores, visando, sobretudo, ao público
juvenil.
Os quadrinhos são uma forma bem particular de contar uma história, pois, em geral, integram dois tipos de
linguagem: imagens e textos verbais, além de fazer uso de outros recursos gráficos que serão abordados nas
atividades desta Unidade.
E você, gosta de HQ? E de tirinhas? Quais são suas preferidas? Há algum quadrinista que você admira?
Converse com seus colegas.

História em quadrinhos (HQ): narrativa sequenciada em quadros que integra o verbal e o visual, além de se
caracterizar por recursos como uso de balões, linhas cinéticas (que fazem imaginar o movimento das personagens
e dos objetos desenhados), onomatopeias (palavras que imitam os sons). Ocupa mais de uma página pois
desenvolve uma história mais longa.

Tirinha: segmento ou fragmento de HQ, em geral com três ou quatro quadros; apresenta um texto que alia o
verbal e o visual. Circula em jornais ou revistas, em uma só faixa horizontal. Foram desenvolvidas especialmente
para os jornais.

A história da história em quadrinhos

O garoto Amarelo: As histórias em quadrinhos surgiram no século XIX com o


desenvolvimento da comunicação de massa, sobretudo a impressa. Em 1895, o
jornal norte-americano New York World produziu uma seção humorística, ilustrada
por Richard Outcault, criador da personagem Yellow Kid (Garoto Amarelo). A
personagem era um menino pobre que vivia em uma das favelas de Nova Iorque e
usava um camisolão amarelo. O texto aparecia escrito no camisolão do garoto. Os
leitores gostaram tanto dos quadrinhos que as vendas do jornal aumentaram.
Outros jornais seguiram essa ideia e, em toda a América, espalhando-se também
para outros continentes. Foi assim que tudo começou.

No Brasil: Durante muito tempo, a produção ode histórias em quadrinhos se


limitou à publicação de quadrinhos estrangeiros, principalmente americanos.
Nossa primeira revista dedicada à criança chamou-se O Tico- Tico e surgiu em
1905. Essa revista, no início, tinha poucas páginas e com quadrinhos; o resto eram
curiosidades, fábulas e fatos sobre a história do Brasil. Aos poucos, o Tico-Tico foi
se enriquecendo com colaborações de desenhistas nacionais, como, por exemplo, a história de Reco-Reco,
Bolão e Azeitona, de Luís Sá. A essa publicação se seguiram outras, como o Suplemento Juvenil, a Gazeta
Infantil, o Gibi, Edições Maravilhosa, Biografias em Quadrinhos, entre outras.
A partir de 1960, os quadrinhos nacionais ganharam excelentes artistas e personagens. Ziraldo criou o
Pererê e o Menino Maluquinho e sua turma; Maurício de Souza criou o Bidu e, mais tarde, as personagens
Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e outros;
Proposta de produção de texto inicial
Observe a imagem abaixo e dê continuidade à história fazendo mais duas tirinhas, cada uma com dois
quadrinhos.
Observe que nessa tirinha estão em cena Magali, Cascão, Cebolinha e Mônica. Na continuidade de sua história os
desenhos e os balões com as falas precisam ter coerência com a situação inicial.
Seja criativo!

Escreva aqui o diálogo que irá aparecer em sua tirinha:

Ortografia:
Acidez amenizar análise anelzinho arraso
Aterrorizar atriz atualizar avezinha aviso
azaleia beleza besouro brasa cafezinho
canzarrão certeza colisão conclusão concretizar
cortesia crise; curiosidade decisão defesa
desafio desejo desenhar; despesa economizar
embaixatriz empresa fraqueza frase homenzarrão
imperatriz juízo legalizar limpeza magreza
mesada; nozinho paisagem; paraíso; pequenez
perigoso pesquisa; pezinho pisadela pobreza
poetisa pousada presa; princesa querosene;
quiser rasura riqueza sozinho surpresa;
tesoura; timidez universo usina; usuário;
vasilha vaso visado visita esperteza

A linguagem dos quadrinhos

Algumas histórias em quadrinhos são compostas somente de imagens. Nas tiras, isso também pode ocorrer.
A maioria dos quadrinhos, porém, apresentam outros elementos em sua constituição:

1. Legenda: apresenta a descrição de algum fato ou uma informação importante para a interpretação da história.
Podemos dizer que ela corresponde ao papel do locutor no rádio ou na televisão. Veja como isso ocorre na
tirinha.

Agora elabore legendas para os quadrinhos da tirinha apresentada abaixo:

2. onomatopeias: são utilizadas para imitar graficamente certos sons ou ruídos. Geralmente, parecem
associadas a algum desenho ou situação, facilitando a sua interpretação. Observe:
Que sons as seguintes onomatopeias podem expressar nas histórias em quadrinhos?
a) Bzzzz...: inseto b) Plá! Plá! Plá!: Palmas
a) Ic! Ic! : soluço d) Rá!Rá! Rá!: Risada
e) Brum...: barulho de motor f) Smack!: Beijo

3. Balões: Os balões contêm textos ou mesmo imagens que correspondem aos diálogos, pensamentos, sonhos
e emoções (tristeza, medo, alegria etc.) das personagens.
De acordo com o que eles expressam, são utilizados em diferentes formatos. Assim, facilitam a leitura e a
compreensão de seu conteúdo.
O formato mais comum é do balão de fala. Esse tipo de balão é contornado com linha contínua e é usado
para indicar as falas das personagens.

Outros tipos de balões:


 Balão de pensamento: expressa o pensamento da personagem. A
característica principal desse balão é a ponta em forma de pequenos círculos.

 Balão de grito ou balão de berro


(explosão): tem contorno tremido, irregular. Normalmente expressa irritação,
grito de espanto ou horror. Pode ser utilizado também para expressar um grito
de alegria, contentamento.

 Balão de choro: Expressa tristeza, choro da


personagem. O seu contorno costuma ser irregular.
 Balão de cochilo ou balão de sussurro: indica que a personagem está
falando baixo ou contando algum segredo. O contorno desse tipo de balão é
uma linha entrecortada.

 Balão uníssono: indica várias


personagens falando ou pensando a mesma
coisa ao mesmo tempo. Possui mais de uma ponta.
Mais balões...

Xingamento

4. expressões fisionômicas: Uma forma de comunicação não verbal utilizada nas histórias em quadrinhos é a
expressão do rosto. Por meio de expressões fisionômicas, podemos expressar nossos sentimentos,
sensações e o estado em que estamos.
A seguir, algumas expressões fisionômicas que traduzem: alegria, preocupação, irritação, culpa, sono, raiva e
desespero.
5. Interjeições: são usadas nos quadrinhos para expressar as emoções e as sensações das personagens.

a) Na tirinha acima, o que a interjeição está expressando? Está expressando admiração, surpresa,
diante de algo não esperado.
b) Qual das seguintes interjeições poderia substituir a palavra caramba, sem alterar o sentido da tirinha?
( ) oba! ( )Psiu! ( x )Puxa! ( ) Viva!

Agora é a sua vez!

Leia com atenção esta piadinha:

O bebezinho da casa do Juquinha chorava o dia inteiro. Um dia, não aguentando mais aquele berreiro, o amigo de
Juquinha disse-lhe:
- Seu irmão é chato, hein! O menino é chorão!
- Pois eu acho que ele ta certo.
- Certo como?
- Queria ver o que você faria se não soubesse falar, fosse banguela, careca e não conseguisse ficar de pé!
(Donaldo Buchweitz, org. Piadas para você morrer de rir. Belo Horizonte: Leitura, 2001. p. 10.)

Transforme a piadinha numa história em quadrinhos. Siga as instruções:

Risque cinco quadrinhos;


Desenhe no 1º quadrinho, um bebê chorando desesperadamente, use os recursos gráficos que você já estudou;
No 2º quadrinho, o bebê chorando, dois garotos olhando para o bebê e um balão com a primeira fala do texto
saindo da boca de um dos garotos;
No 3º quadrinho, somente os dois garotos, e o irmão do bebê, indignado, respondendo;
No 4º quadrinho, o outro garoto fazendo a pergunta com cara de espanto;
No 5º quadrinho, a conclusão do irmão do bebê.
Procure mostrar o comportamento das personagens por meio de gestos e da expressão do rosto.
Dê um título à história, incorporando-a ao 1º quadrinho, e pinte os desenhos.
Outra opção: em grupo

Recortem de gibis quadrinhos com onomatopeias e interjeições. Colem os quadrinhos em uma cartolina e ao
lado ou embaixo deles identifique o som ou ruído expresso pelas onomatopeias e os estados emocionais
revelados pelas interjeições.
Recortem quadrinhos com balões de todos os formatos. Colem-nos em uma cartolina e deem títulos a eles: balão-
fala, balão-pensamento, balão- uníssono, balão-berro, balão- sussurro, etc.
Recortem um bom número de personagens, ou as personagens preferidas do grupo, e colem-nas em uma
cartolina. Ao lado ou embaixo de cada personagem escrevam um pequeno texto sobre ela, informando seu nome,
revista à qual pertencem, características mais marcantes, quem são sues amigos, qual é o bicho de estimação
inseparável, quais sãos seus poderes, etc.
Prontos os cartazes, deem a cada um deles um título, de acordo com o assunto trabalhado.
Ortografia
A gente/ agente, meia, meio:

1. A gente: nós
A gente foi à escola para estudar (Nós fomos à escola para estudar).

2. Agente: agente secreto, agente de saúde.


O agente secreto consegui desvendar o crime.

3. Meia: metade, meia de calçar


Comi meia maçã

4. Meio: pode ser advérbio de intensidade.


Ela ficou meio triste depois da conversa de ontem.

Lembre-se de que ele não varia, ou seja, não é flexionado, portanto, não existe meia triste, meia cansada, meia maluca etc. etc

1. Complete as frases com a gente ou agente:

a) Gosto de ver filmes de ..........................secreto.

b) ......................... daquela cidade não é hospitaleira.

c) A dor que.........................sente, quando perde alguém muito querido, vai passando com o tempo.

d) ......................... paranaense é dada, amiga e hospitaleira.

e) Quando................................. gosta, faz com prazer.

f) Meu pai é.......................... de viagens da VARIG.

g) Quero estudar para ser..........................policial, para defender o povo.

2.Complete com MEIO ou MEIA

a) Desculpe-me, hoje estou..................nervosa.

b) A flor parece.....................amarela.

c) Descobriu um tesouro ................. enterrado.

d) A mim, basta.....................porção de arroz.

e) Mamãe, quero......................maçã.

f) Já li cinquenta páginas, exatamente ........... livro.


g) Só paguei .....................entrada.

h) Estou ..................... assustada.

i) Quero................dúzia de ovos.

j) Sua camisa está .........................rasgada.

l) Seus sapatos estão..........................sujos.


Poemas
Pela palavra se comunica, pela palavra se informa. Pela palavra se olha, se chama pelo outro.
Pela palavra se brinca, se cria, se inventa um mundo novo.
Pela palavra me descubro, pela palavra me invento, pela palavra eu sou: sou poeta!

Embora muitas pessoas empreguem poesia e poema como sinônimos, esses dois termos têm algumas
diferenças.
A Poesia é a caracterização de um estado de espírito, de um sentimento que pode ser estimulado por
algum fato, por uma imagem, uma música ou uma obra de arte.
O poema é um texto literário em versos, geralmente escrito na forma vertical, isto é, um verso abaixo do
outro. As palavras estão dispostas em linhas.
 A voz do poema: A voz que fala no poema recebe o nome de eu lírico (ou eu poético ou sujeito) Esse ser
abstrato tanto pode consistir em uma invenção do poeta quanto representar o poeta, sendo a expressão do
que ele pensa e sente.

Verso, estrofe e rima:


 Verso: linhas do poema;
 Estrofe: conjunto de versos;
 Rima: semelhança de sons no fim das palavras.

Diferenças entre Conotação e Denotação

Denotação:

 Palavra com significação restrita.


 Palavra com sentido comum, aquele encontrado no dicionário.
 Palavra utilizada de modo objetivo.
 Linguagem exata, precisa.

Conotação:

 Palavra com significação ampla, dada pelo contexto.


 Palavra com sentidos carregados de valores afetivos, ideológicos ou sociais.
 Palavra utilizada de modo criativo, artístico.
 Linguagem expressiva, rica em sentidos.

Toada de ternura
Para Leonardo, um menino meu amigo
Vamos andando, Leonardo.
Meu companheiro menino, Vamos remando, Leonardo, Tu vais de estrela na mão,
perante o azul do teu dia, porque é preciso chegar. tu vais levando o pendão,
trago sagradas primícias Teu remo ferindo a noite, tu vais plantando ternuras
de um reino que vai se erguer vai construindo a manhã. na madrugada do chão.
de claridão e alegria. Na proa do teu navio,
chegaremos pelo mar. Meu companheiro menino,
É um reino que estava perto, neste reino serás homem,
de repente ficou longe, Talvez cheguemos por terra, um homem como o teu pai.
não faz mal, vamos andando, na poeira do caminhão, Mas leva contigo a infância,
porque lá é nosso lugar. um doce rastro varando como uma rosa de flama
as fomes da escuridão. ardendo no coração:
Não faz mal se vais dormindo, porque é da infância, Leonardo,
porque teu sono é canção. que 0 mundo tem precisão.

( Thiago de Melo. Faz escuro mas eu canto. Rio de Janeiro: Record,s.d p.27-28)
Estudo do texto
1. O eu lírico do poema se dirige a um interlocutor, identificado como ―companheiro menino‖

a) O que essa expressão revela quanto aos sentimentos do eu lírico em relação ao menino? Revela
amizade, companheirismo, ternura, carinho.
b) O que você entende pela imagem ―azul do teu dia‖, do 2º verso? Assim como o azul do dia geralmente é
associado ao tempo bom, dia bonito, o azul do dia do menino remete a algo positivo, como a infância.

2. O eu lírico traz ao menino as ―primícias de um reino que vai se erguer de claridão e alegria‖. No
entanto, esse reino, que estava perto, ficou longe.

a) O que pode ser esse reino? Resposta pessoal


b) O que pode ter tornado o reino distante de repente? Resposta pessoal

3. O eu lírico menciona três meios de chegar ao reino ―de claridão e alegria‖ De que modo se pode
chegar a ele, de acordo:

a) Com a 3ª estrofe? De navio, remando b) Com a 4ª estrofe? De caminhão


c)Com a 5ª estrofe? Andando

4. Observe estes versos do poema:


 “Teu reino ferindo a noite/ vai construindo a manhã.”
 “um doce rastro varando / as fontes da escuridão.”
 “Tu vais de estrela na mão.”
a) O que há em comum entre eles? Em todos eles, o menino leva luz e põe fim à escuridão; em todos eles há
ideia de que, mesmo havendo os percalços, o menino será capaz de vencê-los.
b) O que a escuridão e a luz representam no poema? A escuridão representa um tempo ruim; a luz , tempo
de esperança e alegria.
c) Que palavra da 5ª estrofe sugere que o menino está vencendo ―as fomes da escuridão‖? A palavra
madrugada.

5. O pendão é frequentemente usado para identificar uma tropa ou um exército em campanha de


guerra. Na 5ª estrofe do poema:
a) O pendão anuncia guerra? Não.
b) O que o menino leva em sua jornada? Leva amor, ternura, alegria.

6. Segundo a última estrofe do poema, no novo reino Leonardo será homem como o pai, mas com
diferenças, pois carrega consigo a infância.

a) Qual a diferença entre o reino de Leonardo e aquele em que vive seu pai? O reino de Leonardo será o da
pureza, da ingenuidade e da ternura, que caracterizam a infância.
b) A infância é comparada à ―rosa de flama ardendo no coração‖. Como você explica essa imagem? A
rosa de fogo pode ser vista como uma “rosa de amor”, ela é delicada, pois é uma flor, mas ao mesmo tempo,
é capaz de iluminar e aquecer o mundo.
c) Por que, segundo os versos finais, o mundo precisa de infância? Porque ele precisa da pureza e ternura
da criança.
7. O título do poema é ―Toada de ternura‖. Justifique o título com as ideias do poema. Resposta
pessoal
8. Para você o que é ternura? Resposta pessoal
9. O que podemos fazer para tornar o mundo mais terno? Resposta pessoal
10. Para você como seria um mundo ideal? Resposta pessoal

Hora da criação:

Atividade 1
No livro Mania de explicação, a escritora Adriana Falcão criou uma personagem que gosta de inventar uma
explicação poética para cada coisa. Veja algumas delas:

 Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa.
 Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
 Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer ―eu deixo‖ é pouco.
 Irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio do seu peito.
 Beijo é um carimbo que serve para mostrar que a gente gosta daquilo.
(São Paulo: Moderna, 2001.)

Faça o mesmo. Explique poeticamente o que é:

medo menino talvez vergonha recreio televisão alegria

Faça no formato de um único poema.

Atividade 2

A seguir você vai ler o início de um poema de Ricardo de Azevedo. Complete-o. Fale de outras coisas, reais ou
imaginárias, que você vê de sua janela. No início de alguns versos, repita a palavra vejo; no de outros, dispense-a.

Pela janela

Lá do alto da janela,

vejo a vida e vejo a luz.

Vejo

Atividade 3

Escreva um poema cujo tema seja alguma coisa que lhe dê inspiração. Escreva em versos, rimados ou não, mas
sempre com ritmo. Se quiser, agrupe os versos em estrofes.
Atividade 4

Crie um poema visual com um dos temas abaixo. Se quiser, introduza novas letras, números, símbolos, sinais de
pontuação. Troque sílabas de lugar, empregue letras de tamanhos e formatos variados, pinte com lápis ou
canetinhas coloridas.

NASCIMENTO PRIMAVERA SOBREVIVER INÍCIO APROVAÇÃO

VIDA ESPELHO PALHAÇO O ARCO-ÍRIS

FRATERNIDADE PÁSSAROS FUTEBOL

Quadrinhas

Por meio de poucas palavras, as pessoas podem expressar, com beleza e ritmo, o que estão sentindo. Confira
isso, lendo as quadrinhas abaixo:

Eu queria ter agora Menina, casa comigo, Pus-me a escrever na areia


um cavalinho de vento Que eu sou bom trabalhador; Com peninhas de pavão,
para dar um galopinho Com chuva não vou na roça, Pra dar a entender ao mundo
na estrada do pensamento. Com sol eu também não vou. Que por ti tenho paixão

Fui fazer a minha cama Já lá vai o sol entrando Menina dos olhos grandes,
me esqueci do cobertor Por detrás daquele monte, olhos grandes como o mar,
deu um vento na roseira E a noite doces orvalhos Não me olhes com teus olhos
encheu minha cama de flor. Vem derramando na fonte. para eu não me afogar

1. Os textos que você leu recebem o nome de quadras ou quadrinhas. Para você, as quadrinhas podem ser
consideradas poemas? Por quê? Sim, porque são escritas em versos, apresentam rimas e tratam dos
assuntos de maneira especial.

2. Releia uma das quadrinhas e observe o que está sendo indicado.

Pus-me a escrever na areia verso


Com peninhas de pavão, verso
Estrofe Pra dar a entender ao mundo verso
Que por ti tenho paixão verso

Agora, explique o que é verso e o que é estrofe.


Verso: é cada linha do poema
Estrofe: é o conjunto de versos.

3. De quantos versos cada quadrinha é formada? Cada quadrinha é composta por quatro versos.

4. Leia as quadrinhas e observe que alguns versos terminam com mesmo som.
a) Qual é o nome desse recurso poético? Rima
b) Em que versos de cada quadra esse recurso ocorreu? Para responder a essa questão, considere a ordem
dos versos. Nos 2º e 4º versos (pavão-paixão)

5. Quando declamamos ou ouvimos uma quadrinha, podemos perceber que há uma musicalidade nos versos.
Um dos elementos responsáveis por isso é o ritmo. Em cada verso, há algumas sílabas que são pronunciadas
com mais intensidade do que outras. Releia a quadrinha a seguir, e observe que as sílabas pronunciadas com
mais intensidade determinam o ritmo dos versos.

Menina dos olhos grandes,


olhos grandes como o mar,
Não me olhes com teus olhos
para eu não me afogar

Esse recurso contribui para estabelecer o ritmo da quadrinha (mais rápida, mais lenta, contínua,
fragmentada...)
Agora identifique as sílabas fortes das quadrinhas abaixo:

Fui fazer a minha cama Já lá vai o sol entrando


Pus-me a escrever na areia
me esqueci do cobertor Por detrás daquele monte,
Com peninhas de pavão,
deu um vento na roseira E a noite doces orvalhos
Pra dar a entender ao mundo
encheu minha cama de flor. Vem derramando na fonte.
Que por ti tenho paixão

6. Qual é o assunto de cada quadrinha do exercício anterior? 1ª: Paixão,


2ª: Vento com flores, 3ª: anoitecer.

7. Já vimos que há textos com os mais diversos objetivos. Quando escrevemos uma carta pessoal, por exemplo,
a intenção é tratar de um assunto particular com um amigo ou familiar. E quanto às quadrinhas, com que
objetivo(s) as escrevemos ou recitamos/ lemos? Enaltecer a natureza, elogiar uma pessoa, fazer uma
declaração de amor, divertir-se com o jogo das palavras, criticar uma situação ou pessoa, entre outras coisas.

8. As quadras, às vezes, são usadas como uma forma de declaração de amor de uma pessoa para outra. Em
qual (is) quadrinha(s) esse objetivo é evidente? Na primeira.

A rima nas quadrinhas:

A quadrinha é uma forma de poema popular, pois nasce e se perpetua em meio ao povo. Esse gênero de origem
oral costuma ser registrado por escrito, porém, o que garante sua permanente divulgação é a tradição oral.

1. Complete as quadrinhas, não se esqueça de rimar.

a) Tenho um desejo comigo b) Sexta - feira faz um ano


Que hoje te venho dizer: Que meu coração fechou
Queria ser teu amigo Quem morava dentro dele
Com amizade a valer Tirou a chave e levou.

c) Canção de inverno d) Andorinha no coqueiro,


―Pinhão quentinho! Sabiá na beira – mar;
Quentinho o pinhão! Andorinha vai e volta
(E tu bem juntinho Meu amor não quer voltar!
Do meu coração )
2. Complete as quadrinhas a seguir com o último verso.

a) Fechei na Mao um sorriso b) A rosa que tu me deste


Da tua boca mimosa: Peguei-lhe, mudou de cor:
Quando fui abrir a Mao, Ficou toda azul-celeste
Estava toda cor-de-rosa. Como o céu do nosso amor

3. Leia algumas quadras de Cecília Meireles e identifique um verso ―intruso‖ em cada uma delas.

a) Na canção que vai ficando b) Os remos batem nas águas.


Já não vai ficando nada: têm de ferir, para andar,
é menos do que o perfume suspirando de saudade
de uma rosa desfolhada. As águas vão consentindo –
Vivo sempre lamentando, esse é o destino do mar.

c)De quem um dia partiu d) O vento do mês de agosto


Passarinho ambicioso levando minha amizade.
fez nas nuvens o seu ninho. leva as folhas pelo chão;
Quando as nuvens forem chuva, só não toca no teu rosto
pobre de ti, passarinho. que está no meu coração.

Agora, anote, de acordo com a sequência, os versos que você identificou e forme outra quadrinha.

Vivo sempre lamentando,


suspirando de saudade
De quem um dia partiu
levando minha amizade.

Criação de quadrinha:

Agora é a sua vez de criar uma quadrinha. Seu objetivo com essa produção escrita é despertar emoções ou
divertir o leitor de seu texto.
Quanto ao destinatário, pode ser alguém de sua família: pai, mãe, avó, avô, tio, tia etc. E, com o propósito de que
você se inspire ainda mais para a produção de seu texto, leia esta outra quadrinha criada por Sérgio Capparelli ,
um poeta mineiro.

Grafiti no muro do colégio


Mariana, meu amor por você
arde que nem pimenta,
ele queima, faz chorar,
será que você aguenta?

Para criar sua quadrinha, escolha um dos assuntos propostos ou outro que referir. Escola, trabalho, férias, amizade, felicidade.

Literatura de cordel
O cordel teve sua origem durante a Idade Média e, no Brasil, é muito mais conhecido e divulgado na região Nordeste.
O nome ―cordel‖ teve sua origem em Portugal, na Idade Média, porque os folhetos ficavam pendurados por cordões
ou barbantes, em exposição.
As capas desses folhetos – geralmente impressos em preto e branco – são ilustradas com fotos, desenhos ou
xilogravuras, que á a sua forma histórica e tradicional.
Xilogravura: É a arte de gravar em madeira. É uma técnica de impressão em que o desenho é entalhado com
formão, faca ou buril em uma chapa de madeira que servirá de matriz, como um carimbo.
O cordelista geralmente reelabora histórias fantásticas ou reais que ouviu ou testemunhou, acrescentando
sua própria contribuição: seu jeito de contar, suas experiências e sua cultura.
Até um tempo atrás, em algumas regiões onde não havia jornal, rádio, telefone ou TV, muitos cordelistas
contavam notícias às pessoas através dos seus livretos.

Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva): Nasceu em 1909, era cego de um olho desde os 4 anos de
idade, aos 5 já fazia versos. Alfabetizou-se aos12 anos, ficando apenas alguns meses na escola, foi considerado
um autodidata. Morreu em 2002, aos 93 anos.

A vida do poeta e cordelista Patativa do Assaré já foi registrada em diversos livros, reportagens e documentários.
Seus poemas também ficaram famosos e foram musicados por muitos intérpretes brasileiros.

Cante lá que eu canto cá- Eu sou um caboclo roceiro que, como poeta, canto sempre a vida
do povo. O meu problema é cantar a vida do povo, o sofrimento do meu
Patativa do Assaré Nordeste, principalmente daqueles que não têm terra, porque o ano
presente, este ano que está se findando, não foi uma seca, podemos dizer
[...] que não foi a seca. Lá pelo interior, mesmo no município de Assaré, lá no
Assaré, tem duas frentes de serviço, com muita gente. Mas naquela frente
Pra gente aqui sê poeta de serviço nós podemos observar que é só dos desgraçados que não
E fazê rima compreta possuem terra. Os camponeses que possuem terra não sofrem estas
Não precisa professô consequências e não precisam recorrer ao trabalho de emergência, como
os agregados e esses outros desgraçados trabalham na terra dos patrões.
Basta vê no mês de maio
E é isso que eu mais sinto: é ver um homem que tanto trabalha, pai de
Um poema em cada gaio família e não possui um palmo de terra. É por isso que é preciso que haja
E um verso em cada fulô. um meio da reforma agrária chegar, uma
reforma agrária que chegue para o povo
[...] que não tem terra.
Entrevista concedida a Rosemberg Cariry, no
Crato, Ceará, em 1979. Disponível em:
<http://patativaofi lmedados.blogspot.com>.

OS VERSOS
Os versos possuem métrica (número de sílabas poéticas) fixa e presença de rima.
Os versos mais populares são as sextilhas setessilábicas.
Mais recentemente, a estrutura formal deixou de ser tão rígida.
ESTROFE: A estrofe básica do cordel é a sextilha (seis versos), mas também são
populares as quadras ou quartetos (quatro versos), as sétimas (sete versos), as
oitavas (oito versos) e as décimas (estrofes com dez versos).

RIMA : As rimas ricas não preocupam os cordelistas. É muito comum não rimar os versos ímpares nas quadras e
sextilhas. Também não é necessário fazer rimas em todos os versos.
Observe as rimas presentes nos versos de Patativa do Assaré.
Na seca inclemente do nosso Nordeste
O sol é mais quente e o céu, mais azul
E o povo se achando sem chão e sem veste
Viaja à procura das terras do Sul

Porém quando chove tudo é riso e festa


O campo e a floresta prometem fartura
Escutam-se as notas alegres e graves
Do canto das aves louvando a natura

MUSICALIDADE: O cordel é produzido para ser declamado. O poeta ―canta‖ seus versos em uma feira, com o
objetivo de vender o folheto em que estão impressos.

FIGURAS DE LINGUAGEM: É muito comum, especialmente na linguagem literária, o uso das figuras de
linguagem. Consiste em usar palavras com o sentido figurado, isto é, um sentido diferente daquele em que elas
são empregadas normalmente

Agora você vai ler um trecho de um texto originário da tradição nordestina. Trata-se de um poema de cordel.
Proezas de João Grilo

João Grilo foi um cristão Porém o Grilo criou-se


Que nasceu antes do dia, pequeno, magro e sambudo, O vaqueiro bota o cavalo
Criou-se sem formosura, as pernas tortas e finas com uma braça deu nado,
Mas tinha sabedoria a boca grande e beiçudo foi sair muito embaixo
E morreu depois da hora no sítio aonde morava quase que morre afogado
Pelas artes que fazia. dava notícia de tudo. voltou e disse ao menino
você é um desgraçado.
E nasceu de sete meses João Grilo perdeu o pai
chorou no ―bucho‖ da mãe, com sete anos de idade, João Grilo foi ver o gado
quando ela pegou um gato morava perto dum rio para provar aquele ato,
ele gritou não me arranhe ia pescar toda a tarde vinha trazendo na frente
não jogue neste animal, um dia fez uma cena, um bom rebanho de pato
que talvez você não ganhe. que admirou a cidade. os patos passaram n’água
João provou que era exato.
Na noite que João nasceu O rio estava de nado (...)
houve um eclipse na lua vinha um vaqueiro de fora,
detonou grande vulcão perguntou dará passagem?
que ainda hoje continua João Grilo disse: inda agora
naquela noite correu, o gadinho de meu pai,
um lobisomem na rua. passou com o lombo de fora.

A personagem João Grilo simboliza o povo nordestino que tenta sobreviver


no sertão. Grilo é caracterizado pela ligeireza e esperteza. Ele usa essas qualidades
para enganar as pessoas poderosas que o rodeiam.
Essa personagem também surge numa peça teatral chamada O Auto da
Compadecida, escrita por Ariano Suassuna, em 1957. Em 1999, essa obra literária
foi adaptada para o cinema e para a televisão.
1. Que nome recebe a pessoa que escreve cordel? Cordelista.

2. Você já leu outros poemas de cordel? De que assunto tratavam? Resposta pessoal.

3. De quantos versos é composta cada estrofe do poema ―Proezas de João Grilo‖? O poema possui seis versos
por estrofe.

4. As rimas dos poemas de cordel ocorrem geralmente no segundo, quarto e sexto versos. Releia a primeira
estrofe do poema e comprove essa afirmação. Em seguida, verifique se essa alternância de rimas se repete
nas demais estrofes. A presença de rimas nos segundo, quarto e sexto versos de todas as estrofes.

5. O título do trecho de cordel que você leu é ―Proezas de João Grilo‖.


a) Nesse trecho, qual é a proeza narrada? /o poema narra a proeza que João Grilo fez a um vaqueiro. Este, não
conhecendo um rio que precisava atravessar com seu gado, pergunta a Grilo se o rio dá passagem. Grilo,
muito seguro de si, afirma que sim, mas o vaqueiro por pouco não perde todo o gado.
b) Sabendo-se que o poema tem continuidade, cite outras proezas de João Grilo que poderiam ter sido narradas
no cordel. Resposta pessoal

6. Na primeira estrofe (terceiro verso), o narrador apresenta uma característica supostamente negativa de João
Grilo: sem formosura. No verso seguinte, ele apresenta uma característica positiva.
a) Identifique essa característica.A característica positiva que Grilo possui é a sabedoria.
b) Que palavra há no quarto verso dessa estrofe que dá ideia de contraste entre essas duas características? A
palavra que dá contraste entre as duas características é a conjunção ―mas‖.

7. Na quarta estrofe do poema, são apresentadas algumas características da personagem João Grilo. Localize
as palavras e as expressões empregadas para descrevê-lo. Pequeno, magro, sambudo, pernas tortas e finas,
boca grande e beiçudo.

8. Segundo o poema, Grilo nasceu sem muita sorte e atributos físicos. Encontrou, porém, uma forma de
compensar essas ausências. Qual foi ela? João Grilo utilizava a astúcia.
9. Releia o cordel, tentando identificar nele palavras e expressões da linguagem coloquial (linguagem informal,
descontraída) bucho, sambudo, beiçudo, dava noticia, dum, gadinho, lombo.

10. Que efeitos a leitura do texto lhe causou? Justifique sua resposta. Resposta pessoal.

11. Agora que você já analisou um poema e cordel, liste algumas características desse gênero textual.
Esses poemas podem se apresentar em forma de verso ou prosa;
Possuem rimas (geralmente no segundo, quarto e sexto versos)
Narram uma história;
Há a presença de humor;
CAUSOS E PERSONAGENS DO INTERIOR (Poema de Cordel)

Autor: Abdias Campos

Foi numa briga em família Não dá o braço a torcer Eu comi feito um doutor!
Por causa de uma partilha Gosta é de contar vantagem
De terra á beira de um rio Modificando a imagem São histórias de valor
Que Afrísio, o maioral Do que aparenta ter Desse almanaque folclórico
Foi parar no tribunal Dia a dia de um povo
E em volta do corrupio Outro dia em sua casa Que deixa o legado histórico
Com o fogo ainda em brasa A natureza matuta.
O juiz se atrapalhou Após ter feito o almoço
E disse: você botou Chegaram de supetão De um jeito categórico.
No rio seu próprio teto? Três amigos no oitão Chico de Dedez, eufórico
E ele lhe respostou E foi aquele alvoroço Recém-casado, pegou
Eu vou dizer ao senhor: Uma toalha limpinha
Pergunta de analfabeto Mandou os cabra apear Tomou banho, se enxugou
E pela cozinha entrar Ao invés de estendê-la
―Eu lhe meto na cadeia Se sentar e se servir Num canto qualquer jogou.
Sujeito cabra da peia Foi comida a vontade
Você está sob escolta‖ Mesmo assim pela metade A esposa perguntou
E de cabeça erguida Ele começou pedir: Com aquele jeitinho manso
Com uma voz espremida Maria traz mais feijão! Por que num botou no sol?
Disse pro juiz: Mas solta De lá de dentro: ―tem não! Ele disse: Não alcanço!
Uma carninha? Acabou! Perguntas e respostas ditas
Tem um outro no Sertão Um arrozinho? Não tem Sem existência de ranço.
Que mesmo com precisão Suspirou e disse: amém

Entendendo o poema

1- Quais são os causos que esse cordel apresenta?

Os causos contados são: 1- o do juiz /2-o do sertanejo que gosta de contar vantagem / 3- o do recém-casado.

2- A partir da leitura é possível deduzir quais os temas, geralmente tratados no cordel?

Em geral, o cordel trata de temas populares, do cotidiano. Também trata de temas políticos e de assuntos de interesse geral.

3- É possível perceber que no cordel há uma musicalidade e um ritmo. Quais são as características do texto que possibilitam esse
ritmo e essa musicalidade?

As rimas e a forma de organizar os versos. No caso a métrica.

4- No texto lido, temos todos os elementos da narrativa. Em cada causo, podemos identificar um narrador, um espaço, um tempo e as
personagens. Selecione um dos causos presentes no cordel e identifique:

a- Narrador/ Foco narrativo.


Todos têm foco narrativo na 3ª pessoa.

b- Personagens.
1-Juiz, Afrísio. / 2-Sertanejo, tem três amigos e Maria./ 3-Chico de Dedez e a esposa.

c- Espaço.
Todos ocorrem em cidades do interior.

d- Tempo.
1- Alguns minutos. /2- tempo de um almoço. /3-Alguns minutos.

5- Identifique e transcreva a definição de causo dada, em forma de versos, pelo autor do cordel.
A definição está na 7ª e 8ª estrofes do cordel: ―São histórias de valor...De um jeito categórico.‖

Agora é a sua vez...


Produza o seu cordel
Outros textos poéticos que também são de origem popular.
Cantigas de roda: canções anônimas que fazem parte do folclore brasileiro. Há muito tempo, as cantigas, vêm
sendo passadas de geração, cativando e divertindo a todos. Aprendemos as cantigas cantando, brincando e
dançando de acordo com o ritmo da música.

Atirei o pau no gato Amanhã é domingo,


Pai Francisco
Atirei o pau no gato, to Pede cachimbo,
Pai Francisco entrou na roda,
mas o gato, to O cachimbo é de ouro,
tocando o seu violão Não morreu, réu, réu
dão rão rão dão dão [bis] Bate no touro,
Dona Chica, Ca
Vem de lá seu delegado, Admirou-se,se O touro é valente,
E Pai Francisco Bate na gente,
Do berro, do berro
foi pra prisão. A gente é fraco,
Que o gato deu, miau
Como ele vem todo requebrado,
Cai no buraco,
parece um boneco
desengonçado. O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo

Parlendas: versos sonoros e ritmados, falados sem acompanhamento musical.


Nascidos do linguajar do povo, esses versos podem ser criados para diferentes
Meio - dia
finalidades: divertir, expor um sentimento, acalmar, ensinar alguma coisa.
Macaco assobia
Panela no fogo
Barriga vazia.
Quem cochicha
Trava-línguas: Composições em verso, na maioria das vezes de pronunciação difícil. o rabo espicha
São considerados um tipo de parlenda que trabalha, de maneira divertida, a dicção. É Come pão
uma brincadeira com as palavras, que devem ser pronunciadas bem depressa e com lagartixa.
distintamente.

O rato e a rosa Rita


O rato roeu a roupa do rei de
Tempo
Roma,
O tempo perguntou pro tempo
O rato roeu a roupa do rei da
quanto tempo o tempo tem.
Rússia,
O tempo respondeu pro tempo
O rato roeu a roupa do
que o tempo tem tanto tempo
Rodova Lho…
quanto tempo o tempo tem.
O rato a roer ro ía.
E a rosa Rita Ramalho
do rato a roer se ria.

Repentes: tipo de manifestação popular baseada na música e na poesia. Organizada em versos e estrofes, essa
poesia popular costuma ser improvisada ao som de uma viola. Surgiu no Nordeste, contudo, atualmente, vem
conquistando o publico de varias regiões.

Manoel Camilo: Correia:


Correia, perguntou a si É porque fui informado
qual o significado que você disse outro dia
de você chegar aqui que todo mundo lhe teme
p’ra cantar sem ser chamado na arte da poesia
porque se veio a propósito vim lhe provar que não temo
lhe digo, veio enganado a ninguém na cantoria.
(...)
Provérbio: também conhecido por ditado popular, é uma frase, sob a forma de máxima ou sentença, que transmite
um saber e/ou encerra uma moral, sendo transmitida de geração em geração pela via oral.

Quem não tem cão, caça com gato. Macaco velho não bota a mão em cumbuca.

Em terra de cego, quem tem olho é rei.


Em pé de pobre, todo sapato serve.

Pior cego é o que não quer ver.


Quem diz o que quer, ouve o que não quer.

Adivinha: enigma que consiste num jogo de palavras, com vista a encontrar uma solução.

Quem é que nasce no rio, vive no


Tem casa, mas mora em cima? Botão
rio e morre no rio, mas não está
sempre molhado? O carioca
O que é que nunca volta,
Tem chapéu, mas não tem embora nunca tenha ido? O passado
cabeça,
Tem boca, mas não fala,
Tem asa, mas não voa, O que é que corre em volta do
Tem bico, mas não belisca? bule pasto inteiro sem se mexer? A cerca

Completa as seguintes palavras, preenchendo os espaços vazios com o ou u.