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Imagine a seguinte situação. Você é uma pessoa saudável, mas durante os últimos meses
começa a sentir uma dor aguda no estômago. Vai ao médico, faz os exames necessários e uma
semana depois retorna ao doutor para que ele examine os resultados dos exames. Ao puxar os
papéis do envelope e ler o conteúdo, o médico muda de expressão. Você já não está tão
calmo como estava antes e começa a imaginar as diferentes frases que podem sair da boca
dele. Mas, em vez do tradicional ´Você está com câncer e tem alguns meses de vida apenasµ,
o médico respira fundo e lhe diz:

´Olha, senhor, o laboratório diz aqui que você tem câncer no estômago, mas a realidade é
que a verdade é o senhor que escolhe. Isso pode ser verdade para eles, porém, não precisa
ser verdade para você! O senhor é quem escolhe o seu caminho.µ

O que você acharia disso? Pode parecer uma história absurda, mas é mais ou menos isso o que
acontece na área da religião e da filosofia. Você já ouviu a frase: ´Isso pode ser verdade para
você, mas não para mimµ?

Primeiro, vamos às definições técnicas. A verdade, segundo alguns, pode


serp ou  
. A definição da verdade relativa é que a verdade é verdade uma única
vez e em um único lugar. É verdade para algumas pessoas e não para outras. É verdade hoje,
mas pode não ter sido verdade no passado e pode não ser novamente no futuro² sempre está
sujeita a mudança. Ela também está sujeita à perspectiva das pessoas.

A definição de verdade absoluta é: tudo quanto é verdade uma vez e em um lugar é verdade
todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todas
as pessoas. Verdade é verdade se nós acreditamos nela ou não. A verdade é descoberta ou
revelada, não é inventada por uma cultura ou por homens religiosos.

O filósofo grego Protágoras disse que o ´homem é a medida de todas as coisasµ. Isso significa
que cada pessoa pode decidir o próprio padrão para o certo e o errado. O que é moralmente
certo para mim, pode estar errado para outro. Essa é a essência de relativismo.

O renomado biólogo Edward Wilson, em        , escreve:


´Pensadores do iluminismo creem que podemos saber tudo, e pós-modernos radicais creem
que não podemos saber nada.µ O que ele quis dizer com isso? Tivemos dois extremos na
história do saber. Um deles, como vimos no estudo anterior, afirma que por meio da ciência
podemos saber todas as coisas. Esse pensamento pertence ao mundo do Iluminismo do século
Œ . Porém, a sabedoria com o passar dos anos se estendeu a outro extremo e o pós-
modernismo em que vivemos hoje tenta nos convencer de que não existe
verdade, mas
várias.

Agora, o que nos interessa é saber como sabemos que a verdade é relativa ou absoluta. Como
posso ter certeza de que minha vida, meus atos, minha crença devem ser ditados por uma
única verdade que governa o mundo inteiro?

Vamos à primeira evidência:   


 . Com certeza, você crê nisso. Quer provas?
Você consegue acreditar que alguém pode andar e permanecer parado ao mesmo tempo? Ou
que alguém está dormindo enquanto está acordado? É possível que um cavalo seja
inteiramente branco enquanto inteiramente preto? Você consegue viver no passado e no
futuro ao mesmo tempo? Você definitivamente não poderia dizer, diante de um acidente de
automóveis, que talvez o acidente tenha acontecido e talvez não tenha acontecido; que
depende do ponto de vista de quem viu acontecer.

A primeira conclusão, portanto, é de que, quando lidamos com a realidade, tem de existir
uma verdade absoluta, senão não é realidade!

Segunda evidência:     p . O princípio da não contradição foi formulado por
Aristóteles em seus estudos sobre a lógica, e diz que uma proposição verdadeira não pode ser
falsa e uma proposição falsa não pode ser verdadeira. Nenhuma proposição, portanto, pode
ser os dois ao mesmo tempo. Uma afirmação não pode ser contraditória para ser verdadeira.
Por exemplo, você não pode dizer que um animal é um cachorro e dizer também que não é
um cachorro.

Se analisarmos cuidadosamente, a própria afirmação do relativismo é contraditória. Veja só:


´Toda a verdade é relativa.µ Isso é como uma declaração do tipo: eu tenho absolutamente
certeza de que tudo é relativo. Na própria declaração, o relativismo já se contradiz. Porém,
se você analisar a afirmação da verdade absoluta, isso muda: toda verdade é absoluta. Essa
afirmação também é absoluta, portanto, sem problemas!

Rafael Lanzetti, em seu artigo ´Relativismo e Crítica Literáriaµ, faz um comentário muito
interessante a respeito de Protágoras, o filósofo que criou a teoria relativista: ´Ora,
Protágoras, ao criar tal teoria, criou juntamente com ela sua primeira contradição: se o
trabalho de Protágoras enquanto filósofo sofista era o de ensinar aos outros como convencer
os demais de que o que diziam era verdade, como poderia afirmar ele que tudo em que o
homem acredita é verdade para este? Ao perceber sua contradição, Protágoras foi obrigado a
adaptar sua teoria, qualificando sua doutrina: enquanto tudo em que alguém acredita é
verdade, algumas coisas em que algumas pessoas acreditam são melhores que outras coisas
em que outros acreditam.µ

Platão disse, porém, que tal qualificação revela a inconsistência de toda a sua doutrina. Seu
argumento básico se chama ´A virada de mesasµ (´Peritrophµ): ´Se à maneira como as coisas
parecem para mim, assim elas existem para mim, e se à maneira como as coisas parecem
para ti, assim elas existem para ti, então parece a mim que toda a tua doutrina é falsa. Uma
vez que à maneira com que as coisas parecem para mim é verdade, então deve ser verdade
que Protágoras estava errado.µ Uma vez que Protágoras afirmou não existir  , ele não
pode dizer que o argumento de Platão seja falso, portanto a teoria de Protágoras é relativa.
Se até mesmo o inventor da teoria tão divulgada hoje teve problemas com ela, o que isso diz
a respeito de sua confiabilidade?

Segunda conclusão: a teoria do relativismo não passa no teste da Lei da Não Contradição e
seu próprio autor se contradisse.

Terceira evidência:  p p         p   . Se o ser
humano é a medida de todas as coisas, ele também pode ser a medida do que dita a lei.
Como defesa das verdades absolutas, o estudioso católico Leslie Walker debate o Relativismo
usando seu próprio paradoxo: ´Se dissemos que não existe no mundo certo ou errado, melhor
ou pior, mas apenas  p  diversificadas, não podemos dizer que alguém está errado
por seguir suas verdades particulares, certo?µ, pergunta ele. ´Certoµ, ele mesmo responde.
´Se isso é verdade, não podemos dizer que Hitler e Stalin estavam errados em matar milhões
de pessoas e trazer sofrimento e dor, de uma forma ou de outra, a todo o mundo, certo?
¶Certo.· Consequentemente, não podemos dizer que estávamos errados se quisemos matá-los,
como assim o fizemos. ¶Exato.·µ (Larry J. Walker, ´Relativismµ. In:        .
Vaticano: EditorialePapale, Œ ). Você já pensou nisso?

Terceira conclusão: se nossa sociedade baseasse sua moralidade na teoria da verdade


relativa, cada um poderia exercer aquilo que acredita ser verdade, causando um verdadeiro
caos moral.

Quarta evidência:  p p   p     p p. Muitos
dizem que o problema da verdade relativa não está nas coisas corriqueiras do nosso dia a dia
ou nos fatos que a ciência comprova e sim que o problema reside nas questões religiosas,
como, por exemplo, a existência de Deus, a veracidade da Bíblia como Escritura Sagrada, e
em citações de Jesus Cristo. A mentalidade pós-modernista, quando questionada a respeito
da religião, clama em uníssono: ´Não existe uma só verdade e não há um caminho verdadeiro.
Todos os caminhos, todas as religiões e todos os livros sagrados nos levam a Deus (seja qual
for) e a uma verdade.µ Vamos analisar também essa afirmação.

Vimos anteriormente que toda declaração feita tem que ser verdadeira ou falsa; não há
alternativa além dessas. Qualquer afirmação que faz uma reivindicação de ser verdade ² seja
ela expressa em uma frase, elocução ou uma crença ² é chamada de proposta. Frases sobre
fatos expressam propostas. Propostas são ou verdadeiras ou falsas porque elas fazem
reivindicações da verdade, estipulam o ´que éµ e o que ´não éµ. Veja esta citação de
Aristóteles: ´Dizer que é o que não é, ou que não é o que é, é falso, enquanto dizer o que é
que é, e o que não é que não é, é verdade; para que aquele que diz qualquer coisa que é, ou
que não é, vai dizer aquilo que é verdade e não o que é falso.µ

Essa citação de Aristóteles inspirou até mesmo um grupo musical dos anos Œ  a escrever a
música ´O Queµ. Também nos inspira a entender que até mesmo propostas filosóficas e
religiosas entram na categoria de ou serem verdadeiras ou falsas.

Quarta conclusão: a mesma regra da não contradição se aplica a declarações filosóficas e


religiosas, pois elas se enquadram na definição de propostas.

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Ainda resta uma grande pergunta: Por que, de todas as declarações e propostas religiosas no
mundo, devemos seguir o cristianismo? E mais: Por que seguir a Bíblia? Por que não os livros
sagrados do Islamismo, Budismo ou HariKrishna? Será que não existem verdades em todas as
religiões? Por que só uma deve ser verdadeira e como podemos confiar naquilo que está
escrito na Bíblia?

Pense em alguém se aproximando de você e declarando: ´Estou com dor no joelho esquerdo.µ
Essa é uma declaração subjetiva, mas ainda é uma proposta. Pode ser verdadeira ou não.
Como você sabe? Você consegue entrar na cabeça da pessoa e saber se ela está mentindo?
Acredito que não. Então, a única forma de saber depende de quanta confiança você tem
nessa pessoa. Ela já mentiu para você alguma vez? Ela frequentemente se contradiz em suas
afirmações? Você já passou tempo com essa pessoa para saber se ela é confiável?

É isso que estudaremos nos próximos programas. Usando fatos e a lei da não contradição,
vamos realmente analisar esse livro que se diz portador de tantas verdades absolutas. E
vamos confirmar se podemos verdadeiramente confiar nele.

Fonte:http://www.criacionismo.com.br/2011/02/toda-verdade-e-relativa-menos-esta.html