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APR NA ELABORAÇÃO DO PPRA

Charles Blunk

Prof(a) Marilice Nascimento


Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Tecnologia em Segurança no Trabalho (SEG 0073) – Prática do Módulo III
12/06/12

RESUMO

No próprio texto da NR 09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais temos


enunciado a necessidade de se efetuar a Antecipação e reconhecimento dos riscos
ambientais existentes nos locais de trabalho antes de se iniciar a fase de avaliação dos
riscos e da exposição dos trabalhadores. Esta última, por sua vez, servirá de fonte de
informações para priorizar o planejamento de ações a serem executadas no PPRA. Com
este trabalho quero demonstrar quais dados devem ser aplicados a APR – Análise
Preliminar de Riscos, para a elaboração do mesmo, bem como o quanto esta ferramenta
pode colaborar para que se possa priorizar adequadamente as ações no levantamento
Quantitativo dos riscos existentes nos postos de trabalho, e posterior elaboração do
cronograma de ações do PPRA.

Palavras-chave: Segurança no Trabalho. PPRA. APR.

1 INTRODUÇÃO

      Para a elaboração do PPRA devemos levar em consideração que ele só terá bons
resultados, ou seja, surtirá efeito na preservação da integridade física do trabalhador, se
tivermos em sua base de dados informações completas e confiáveis.

      Então, quando se está na fase inicial, efetuando o levantamento de dados e


informações é muito importante que tenhamos em mãos uma planilha que nos garanta
que as informações coletadas estão tirando uma fotografia real e precisa dos riscos
ambientais existentes nos locais de trabalho, a esta
planilha denominaremos de APR..

      A APR é uma análise inicial "qualitativa", a ser desenvolvida na fase de projeto e


desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema, possui especial importância
na investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos, e porque
não dizer, quando a experiência em riscos na sua operação é carente ou deficiente.
Apesar das características básicas de análise inicial, é muito útil como ferramenta de
revisão geral de segurança em sistemas já operacionais, revelando aspectos que às vezes
passam desapercebidos.
      Fantazzini (1995) apresentou na Revista Proteção nº 43, uma adaptação do modelo
de APR para reconhecimento de riscos em Higiene Ocupacional, chamado de APR-HO.

      Porém, temos outros modelos de relatórios ou check-list para execução da análise


preliminar, o mais importante é que no local trabalho onde vamos efetuar o
levantamento, é que teremos certeza se o modelo proposto é o mais adequado, ou se
teremos que efetuar a análise com outro modelo, que refletirá com mais precisão os
riscos existentes.

      Geralmente os profissionais que executam trabalho de levantamento de campo se


baseiam em informações de Levantamentos de Riscos Ambientais anteriores, resumindo
seu trabalho indo aos locais de trabalho com seus equipamentos de medição efetuam
coleta de dados, atualizam as informações destes dados dentro do laudo, e
posteriormente entregam este laudo ao responsável da empresa, que deverá elaborar o
PPRA, se este já não estiver preenchido.

      Acontece que em muitos casos os locais de trabalho, entre uma avaliação


e outra, sofrem alterações de máquinas, do próprio layout, mudança ou substituição de
produtos químicos, além da própria estrutura do trabalho a ser executada neste
ambiente.

      Nestes casos, se não for feita uma análise preliminar minuciosa, antes de se iniciar a
coleta de dados, estamos colocando em risco a assertividade do programa de ações a ser
desenvolvida no PPRA.

      Devemos ter em mente que quando nos propusermos a efetuar um levantamento de


riscos ambientais nos locais de trabalho que já possui um histórico anterior, este novo
levantamento deverá ser conduzido como se fosse a primeira vez que está sendo
realizado. Devemos buscar o maior número de dados iniciais para depois ir a campo
para coleta de riscos ambientais.

      Na seqüência abordarei quais os dados são considerados essenciais na estrutura da


Análise Preliminar de Risco que é requerida na fase de antecipação e reconhecimentos
dos riscos ambientais.

2 ESTRUTURA DA APR
      A execução de uma Análise Preliminar de Riscos tem como finalidade reunir em um
único documento, todos os principais dados requeridos para elaboração completa de um
PPRA, além de direcionar na seleção de prioridades e definição de metas.

      A NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS no seu


item 9.3.1 cita:

                      O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as


seguintes etapas:
                      a) antecipação e reconhecimentos dos riscos;
                      b) estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle;
                      c) avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores;
                      d) implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia;
                      e) monitoramento da exposição aos riscos;
                      f) registro e divulgação dos dados.

      Além disso, o item 9.3.3 cita:

                      O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens,


quando aplicáveis:
                      a) a sua identificação;
                      b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras;
                      c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos
agentes no ambiente de trabalho;
                      d) a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores
expostos;
                      e) a caracterização das atividades e do tipo da exposição;
                      f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível
comprometimento da saúde decorrente do trabalho;
                      g) os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados,
disponíveis na literatura técnica;
                      h) a descrição das medidas de controle já existentes.

      Portanto, como podemos ver nos itens supracitados, é nas etapas de Antecipação e
Reconhecimento que identificamos os riscos, determinamos as suas fontes geradoras,
bem como as trajetórias e os meios de propagação, que são fundamentais para a correta
orientação dos trabalhos a serem desenvolvidos posteriormente no PPRA.

E quando se fala em dados para confecção do PPRA devemos ter em mente alvo
principal
da Análise Preliminar de Riscos:

      a) os agentes de riscos,
Identificar quais são os riscos ambientais (Químicos, Físicos ou Biológicos) existentes
nos locais de trabalho.
          Exemplo: Ruído, calor, frio, poeiras de algodão, sílica, fungos, bactérias, etc.

      b) o efeito dos agentes de risco,


Partindo de literatura técnica, especificar quais efeitos que os agentes citados no item
“a” podem causar ao trabalhador. Exemplo: Ruído – Pode causar PAIR se ultrapassar o
LEO (limite de exposição ocupacional); Fibras de Algodão – Podem causar Bissinose;
Thinner, verniz e selador - Quando exposto acima do LEO pode causar Cefaléia,
fraqueza, sonolência, danos sistêmicos, etc..

      c) as fontes geradoras,
É de onde os agentes de risco de originam, e conhecendo estas fontes geradoras de
riscos ambientais é que as medidas de controle serão aplicadas.
          Exemplo: Máquina e Equipamentos, Manuseio de peças, Solda Ponto, etc..

      d) a trajetórias e meios de propagação,


          É a forma pela qual o agente de risco se manifesta e contagia o trabalhador.
Exemplo: Aérea, Cutânea, etc..

      e) a população envolvida,
Indica a quantidade de trabalhadores exposto aos agentes de risco, podendo ser dividida
em cargos e funções.

      f) a categoria de risco;
Levando em consideração as conseqüências (efeitos) dos agentes de risco, e a população
envolvida, determina-se a prioridade básica para controle no PPRA pelo uso da matriz
de riscos (Severidade x Probabilidade).

      g) a existência de medidas de controle.


Citam-se aqui as medidas de controle
já existentes, podendo ser de proteção individual ou coletiva.
Exemplo: Abafadores de Ruído, Exaustores, Ventiladores, Capela para manuseio de
produtos químicos, Equipamentos de Proteção individual.

      Nestes sete grupos de dados a serem coletados pode-se verificar que entre um
levantamento e outro de dados quantitativos, teremos com certeza alteração nos dados
iniciais (anteriores), e, portanto podem vir a alterar também as prioridades, conforme
matriz de riscos a ser aplicada aos riscos ambientais encontrados, população afetada, e
medidas de controle existentes.

      Não há como aceitar que um trabalho de levantamento de campo para quantificação


de agentes de risco, se resuma a uma breve consulta de laudos anteriores, e posterior
coleta de campo. Este trabalho deve ter caráter científico, levando em consideração as
diversas variáveis envolvidas, suas mudanças e evoluções. Deve-se nortear que se a
empresa efetuou ajustes, promoveu melhorias, e estas por sua vez modificaram a matriz
de riscos e as prioridades podem sofrer alterações também.

      No PPRA planejamos medidas de controle ou eliminação dos agentes de riscos, e se


medidas já foram adotadas, e os riscos foram controlados ou eliminados, o novo
levantamento servirá para comprovar que as medidas são eficazes.   E se foram eficazes,
a sua priorização passa a ser de controle permanente, e não de ação imediata.

      No fluxograma para elaboração do PPRA (Quadro 1) podemos ver que a partir da


Antecipação e Reconhecimento dos Riscos e conseqüentemente dos resultados da
quantificação dos agentes e risco é que se direciona as ações
de avaliação do programa e   elaboração dos planos de ação do PPRA.
[pic]
        QUADRO 1 - F L U X O G R A M A   PARA   E L A B O R A Ç Ã O   D O   P P
RA
        FONTE: CONSELHO EM REVISTA nº. 39, (Novembro 2007, Ano IV, p. 31)

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

      Com certeza, a utilização correta de uma APR na elaboração do PPRA traz ao


responsável pela sua elaboração, bem como ao leitor, uma visão rápida e precisa dos
riscos existentes nos locais de trabalho.

      Além disto, a APR servirá de orientação não só para priorização das avaliações que
se fizerem necessárias para a elaboração do LTCAT, mas também para a priorização das
ações a serem desenvolvidas no cronograma do PPRA.

      O modelo de APR que será utilizado durante a fase de antecipação e


reconhecimento dos riscos deverá ser bem estudado pelo profissional responsável pela
coleta de dados e informações nos postos de trabalho, para que não se deixe algum dado
ou informação de lado, o que comprometerá o resultado final.

      Estes dados e informações serão importantes para aplicação de medidas de proteção


e preservação da saúde dos trabalhadores a curto, médio e longo prazo.
REFERÊNCIAS

FANTAZZINI, Mário. Análise Preliminar de Risco para Higiene Ocupacional - APR-


HO. Disponível em: . Acesso em: 15 mai. 2012.

MARQUES, Jorge Luiz Giulian; BORTONCELLO, Elton. Exercício legal para


elaboração de PPRA, Conselho em Revista nº. 39, p. 31, Novembro 2007, Ano IV.
Disponível em: . Acesso em: 15 mai. 2012.

NR 9 - PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Disponível em: . Acesso


em: 15 mai.
2012.

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F L U X O G R A M A   PARA   E L A B O R A Ç Ã O   D O   P P R A .

Antecipação e Reconhecimento dos Riscos Ambientais:


Análise do método e processo produtivo:
Análise do projeto das instalações existentes e novas;
Quantificação dos agentes ambientais:
* Físicos, Químicos e Biológicos.

LTCAT – LAUDO TÉCNICO DE CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO

  B) Avaliação dos Riscos e da Exposição dos Trabalhadores:


  *   Os riscos ambientais acima dos Limites de Tolerância (NR-15 e ACGIH)?
Falta de Condições Ergonômicas?
Existência de Condições Perigosas
(Instalações elétricas e integridade física dos equipamentos).

C) Estabelecimento de Prioridades e Metas de Avaliação e Controle:


Para os riscos de maior potencial de agressão à saúde dos trabalhadores

) Implantação de Medidas de Controle e Avaliação de sua Eficácia


Projeto de novas instalações, adequação das instalações existentes e dos métodos de
trabalho;
Seleção de EPCs e EPIs adequados;
Treinamento.

ELABORAÇÃO PPRA – DOCUMENTO BÁSICO

* ) Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma.


) Estratégia e Metodologia de Ação;

c) Registro e divulgação dos dados:


Histórico técnico administrativo, mantido por 20 anos;
Divulgação do PPRA a critério da empresa;

* ) Periodicidade e Forma de Avaliação do Desenvolvimento do PPRA.

      Avaliação do Programa:
      As medidas de controle são eficazes? Atingem as metas?

    * ) Monitoramento:
      Avaliação sistemática e repetitiva da exposição a um dado risco

NÃO

SIM

Integração com NR-07

SIM

NÃO

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