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QUANTO AO INÍCIO DE UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA...

Quanto ao início de uma Estação do Caminho da Graça, desejamos, antes de falar sobre as coisas mais práticas e
funcionais de uma Estação, pontuar o que consideramos essencial ser entendido a priori...

Nós não temos metodologia ou fórmulas e nem critérios de iniciação, nada disso. O que queremos é gente com a mente
cativa ao Evangelho, sem medo das ameaças-blefes da religião ensandecida dos “neo-fariseus”, e que queira crescer em
amor e no conhecimento experimental da Graça de Cristo. E que se sinta convocada a viver “fora do portão” – que é onde
se tem que ir a fim de se “encontrar a Jesus” e os verdadeiros irmãos.

Nós não estamos preocupados com o fazer-fazer, mas sim com o SER. Entendemos que essa é nossa vocação mais
essencial. E por isso, não queremos que ninguém se sinta na obrigação de fazer algo. Não há em nós o interesse, como
alguns pensam que há, de “abrir franquias” ou “filiais” do Caminho. Não! Não há mesmo! Entendemos que a coisa
toda é natural e espontânea. E deve ser assim... Vai ser quando tiver que ser! Não dá pra forçar nada... Além disso,
temos a convicção de que nada pode ser edificado do lado de fora que não seja fruto daquilo que nasceu como consciência
dentro e tenha sido experimentado como verdade e vida. Assim é o Caminho!

Portanto, que se compreenda desde já, o Caminho da Graça é a jornada daqueles que carregam dentro de si o Caminho, a
Verdade e a Vida. É no coração que a viagem verdadeira acontece! E para a saúde de todo aquele que crê e anda, saiba-
se que não há como pisar e ser no chão de alguma “missão” sem que antes o Evangelho tenha entrado na vida e libertado
a consciência para a conversão à Graça de Deus. Não há como multiplicar Graça e Vida se tal realidade não se instalar
no indivíduo para além da informação. O Evangelho tem que entrar na vida... e produzir alguma coisa!

Por isso, nossa vocação mais essencial é “para ser” – sendo-indo-sendo! E nesse processo constante e dinâmico, em que a
identidade e a missão se existencializam e se integram à vida, é que cada um vai se percebendo um multiplicador da
Palavra da Vida que o habita. Tal processo acontece como decorrência natural dos efeitos da Palavra Viva em nós, e,
indo, passamos a “ser testemunhas” do Amor e da Graça de Deus! Portanto, reafirmamos que o que recebemos do
Senhor, “antes de ser um chamado para fazer, é uma convocação para ser”!

Bom, para fazer o Caminho conosco há todo um caminho a ser feito. E agora, sim, entraremos em questões mais
conceituais, pois tentaremos explicitar alguns detalhes do funcionamento de uma Estação.

Todavia, é importante pontuar que ao falarmos de questões práticas e funcionais de uma Estação, não estamos
falando de um engessamento organizacional; mas, de uma mínima organicidade funcional e carismática
(conforme I Co 12 e 14).

Sabemos que as formas servem à essência, e não o contrário! Mas, para que assim seja entre nós, se ainda não o fizemos,
devemos fazê-lo então... Que é “desistir do modelo industrial, ou da montagem em série, ou da franquia, ou do modelo pré-
fabricado, ou de toda fixidez de formas, com suas Constituições e Regimentos, sejam escritos ou subentendidos, que só
servem para agarrar-se às paredes do visível, para aplicar fórmulas de sucesso ministerial conforme o Mundo, para
instituir hierarquias engessadas e para nos proteger uns dos outros”. Todavia, com isso em mente, e ainda que busquemos
a “simplicidade e espontaneidade”, devemos estar cientes que ninguém que vive no tempo e no espaço pode crer que as
formas sejam evitáveis. Esse é nosso ponto... É aqui que buscamos, não a organização, mas o mínimo de uma
organicidade. Pois, “nossa dimensão demanda alguma forma: tempo e espaço produzem formas. Porém, o espírito da
caminhada é a simplicidade. E por isso, nossa segurança não está nas formas, mas na essência do Evangelho. Onde quer
que esse espírito do Evangelho tenha prevalência, todas as boas formas lhe prestarão serviço; mas jamais se tornarão um
fim em si mesmo. Serviu, serve; não serviu, então, já não serve. Isto deve ser assim pois tudo aquilo que vira um fim em si
mesmo, precisa ser destruído. A única coisa que não serve mesmo é atrofiar a Palavra para que ela fique conforme a forma
e a fôrma” (Caio Fábio – Caminho da Graça para Todos). É com este entendimento que desejamos CAMINHAR...
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O que é uma ESTAÇÃO? Uma Estação é um Caminho da Graça no sentido espiritual que carrega – ou seja, é
sua mensagem. Não é uma franquia, nem uma denominação, nem uma filial. É o espaço comunitário onde se desenvolve
todo o conceito “do Caminho” segundo se pode ler no site (www.caiofabio.net). E todas as Estações estão ligadas pelo
mesmo espírito, e com a unidade de pensamento conforme o Evangelho que há muito temos ouvido da boca e nas palavras
do pastor Caio - mentor do processo todo.

Ora, é importante entender que não somos um “lugar” enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de
pessoas, e nem como representação legítima de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação
existencial do ajuntamento de “gente-boa-de-Deus” que se reúne em torno de Jesus, e que entendeu que o Caminho da
Graça é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma
ESTAÇÃO na jornada do viver. E é neste sentido, que o Caminho da Graça, enquanto uma realidade histórica, é uma
IGREJA, pois aloja como ilustração e significado, a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a
Assembléia dos Chamados PARA FORA!

O desafio para os que são de fato de Jesus, não é “montar igrejas” e, sim, “fazer discípulos” e isso, de todas as maneiras.
Por isso, é hora de pregar a Palavra da Graça do Evangelho de Jesus. É hora de sermos de Jesus mesmo. É hora de
mostrar que estamos levando o Evangelho a sério! Não há mais tempo. É hora de atacar. De agir. De convidar...! Somos
chamados, Nele, para vivermos o Evangelho da Graça nesta geração!

Tendo, de fato e verdade, entendido o que aqui está dito... Acreditamos que depois que o grupo base estiver bem afinado e
com bastante consciência do significado do Caminho conforme o Evangelho, então, será hora de convidar outros amigos...
De nenhuma forma construímos uma ESTAÇÃO. Não. Elas acontecem. E assim tem sido em todos os lugares.
Portanto, o Caminho nascerá de forma natural, espontânea...

“Sei que se fizerem assim, em poucos meses, vocês serão vários, e, logo depois, muitos. Mas no Caminho o „muitos‟ vem
sempre depois do „muito‟. Em inglês eu diria que o „many‟ vem depois de „much‟. Muitos é quantidade. Muito é
qualidade. Assim, é preciso crescer em much a fim de poder, sadiamente, crescer em many” (Caio Fábio).

E diante dessa Doce Revolução, a nós cabe apenas testificar o espírito do Evangelho presente, e aí prestar todo nosso
serviço para facilitar o intercâmbio e o avanço da pregação e da semente do Reino entre todos, bem como verificar se tudo é
conforme a pregação que nos incentivou, e que está disponível no site todo.

Tendo dito tudo isso... alguns ainda nos perguntam: “As reuniões do Caminho são para todos? Quem pode
participar de uma Estação?”. Ora, se você chegou até aqui e ainda não entendeu isso... Então, vamos tentar
deixar mais claro ainda. Veja: em suma, a ESTAÇÃO é o “local de facilitação da pregação do Evangelho, um foco de
disseminação, um endereço, no qual ocorrem encontros REGULARES, encontros que propiciam a ambiência para a
Ceia, a imposição de mãos, a oração intercessória, a contribuição financeira, o bate-papo sobre a revelação da Palavra nas
Escrituras e a convivência franca”.

Nosso caminho é o do samaritano. Se é que já aprendemos a lição da Parábola do Bom Samaritano, que faz referência
explícita ao fato de que sacerdotes e levitas sempre têm mais o que fazer, em função da agenda do Templo e da
manutenção do culto a Deus, do que cobrir o irmão “descarnado”! Queremos passar longe disso... Nosso desafio é permitir
o manifestar frutífero da Graça de Deus, que são transformações interiores exteriorizadas na relação com GENTE de
verdade, na direção do PRÓXIMO - que tem nome, história, filiação divina, contraditoriedades e fraquezas; além de
defeitos que a gente não gostaria de conhecer, mas em conhecendo, não se perturba e nem perturba ninguém, pois muito
mais perturbador é conhecer a si próprio e ainda assim, se saber perdoado e reconciliado em Cristo (2 Co. 5.14-21).

É simples assim...! Essa é nossa identidade essencial: ser conforme o EVANGELHO!

Nós somos um movimento comunitário de fé, ação social e ensino cristão que existe para anunciar que “Deus estava em
Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não considerando mais os pecados dos homens”. Portanto, numa Estação
você encontrará o que Jesus encontrava pelo caminho – ou seja, GENTE! “Gente quase sem problemas. Gente com
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problemas. Gente com muitos problemas. Gente atolada em problemas. Gente-problema. Gente solucionadora de
problemas apesar de serem perseguidos por problemas. Gente se casando. Gente que chegou descasada e se recasou. Gente
que vivia traindo e parou de trair. Gente que ainda trai. Gente que se encara. Gente que mente e nunca se encara. Gente
que muda. Gente que ouve, ouve, gosta, mas não muda. Gente madura. Gente infantil. Gente que entendeu. Gente que
está entendendo... Gente que não entendeu nada ainda. Gente que vai lá e supostamente anda conosco por interesses de
todas as ordens... Gente que logo vê que é vista em sua dissimulação. Gente que aceita a verdade. Gente que gosta de tudo
até que a verdade as moleste. Enfim, gente é o que somos. Mas somos gente que prossegue desejosa de encontrar mais da
Graça, a fim de aproveitá-la, mesmo que muitas vezes seja dolorido” (Caio Fábio).

Neste ponto, pode ser que alguém questione: “Quem irá conduzir essas pessoas? Existe o ofício de
pastor?”. Diferentemente da igreja, no Caminho não há o ofício. No Caminho há a necessidade. No Caminho não há o
CARGO, há o SERVIÇO que corresponde a uma necessidade que se concretiza. No Caminho só há irmãos... e seus
dons. Quando falamos de mentoria, a entendemos como um serviço devotado a um grupo-sob-o-espírito-do-Caminho,
prestado por aqueles que foram habilitados por Deus com dons de liderança em amor, planejamento e aptidão para
ensinar, além da SERIEDADE COM A VIDA E DO CARÁTER PESSOAL prioritariamente evidentes nas
descrições feitas por Paulo a Timóteo e Tito. Daí a importância de se estar sempre atento aos dons de cada um, a fim de
que todos os dons tenham sua expressão entre nós.

É isso...

Para todo aquele que deseja sinceramente caminhar junto, nos resta apenas “crer e andar”!!! Pois ter fé em Jesus
implica, necessariamente, em ter FÉ NO CAMINHO (modo de ser) DE JESUS... Portanto, que
nosso andar, seja com leveza e sem os excessos de pragmatismo técnico com tudo, e sem a ansiedade por formalizações.
Vejamos que com Jesus... tudo se dava no cotidiano mais corriqueiro conforme o próprio ir e vir da vida. Era assim que
tudo acontecia com Jesus... Ou seja, no CAMINHO!

Bom... tudo o que aqui foi dito, não será em vão, se em nós houver o amor sincero! Pois será este amor derramado por
Deus em nossos corações, que nos fará agir como aquele grupo de pessoas que maravilhou seus contemporâneos ao dedicar-
se com devoção ao cuidado com as pessoas à sua volta. Ainda nos lembramos deste grupo? Ou apenas nos maravilhamos
com a virtude deles, e já nem tentamos ser iguais?... Foram eles que começaram uma (doce) revolução baseada num
principio que poucos podiam compreender: servir sem esperar nenhuma retribuição, apenas por amor ao
próximo.

Agora... somos nós – discípulos de Jesus hoje! Portanto, tenhamos a clareza de convicção de que o tempo urge de nós o
despertar do sono dos traumas e vitimações de outrora... e o levantar para servir ao propósito de Deus nesta geração!!! O
treino acabou! Agora é hora do jogo...

Mantidos pela Graça... Conectados pela Causa... Chamados para uma missão... Marcados pelo amor. Que assim seja
nosso caminhar...

É conforme o Evangelho que o “Caminho da Graça” está caminhando!

Vem e vê!

Caminho da Graça

Estações do Caminho: Texto de orientação

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