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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES

MASTECTOMIZADAS INSERIDAS EM UM PROGRAMA DE


FISIOTERAPIA AQUÁTICA

EVALUATION OF THE LIFE QUALITY OF MASTECTOMIZED WOMEN


INSERTED IN ONE AQUATIC PHYSIOTHERAPY PROGRAM

Laís Rosa Souza Azambuja; Edna Maria do Carmo; Marcela Fernanda Val Birolli; Renata Santos
Pereira; Juliana Morimoto; Marcela Pereira Marinho - Departamento de Fisioterapia - FCT/UNESP -
Presidente Prudente - lais_rsa @ hotmail.com

Palavras -Chave: qualidade de vida; mastectomia; fisioterapia aquática


Keywords: quality of life; mastectomy; aquatic physiotherapy

INTRODUÇÃO

O câncer de mama é uma doença crônico-degenerativa de evolução prolongada e progressiva,


podendo às vezes ser interrompida em uma de suas fases evolutivas. É uma doença com alto poder de
propagação, caracterizada pela sobreposição celular, sendo essas células anormais, originadas de
células normais (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
Os procedimentos cirúrgicos mais usados, de acordo com a literatura, são as Mastectomias
Radical, Radical Modificada ou Simples e também Cirurgias Conservadoras (KISNER; COLBY,
2005).
Segundo Kisner e Colby (2005), as principais seqüelas pós-cirúrgicas são: dor pós-
operatória (na incisão, região cervical posterior e cintura escapular), tromboembolia, complicações
pulmonares, linfedema, aderências na parede torácica, redução na mobilidade do ombro, fraqueza e
comprometimento do controle funcional do membro superior envolvido, desalinhamento postural,
fadiga e fatores psicológicos. Dentre todas essas complicações, as principais são presença de
linfedema e perda de amplitude de movimento no membro afetado.
Além disso, Lasry et al. (1987) ratificam que os efeitos psicológicos mais comuns são
depressão, medo da recidiva, desconforto físico, impacto na imagem do corpo, redução das
atividades, distúrbio do sono e dificuldades sexuais.
A hidroterapia vem contribuir como um recurso fisioterapêutico que utiliza os efeitos
físicos, fisiológicos e cinesiológicos advindos da imersão do corpo em piscina aquecida como
recurso auxiliar da reabilitação ou prevenção de alterações funcionais. As propriedades físicas e o
aquecimento da água desempenham um papel importante na melhoria e na manutenção da
amplitude de movimento das articulações, na redução da tensão muscular e no relaxamento
(CANDELORO; CAROMANO, 2007).
Ressalta-se que o presente projeto é pioneiro na região para pacientes no pós- operatório de
câncer de mama no Centro de Estudos e Atendimentos em Fisioterapia e Reabilitação (CEAFIR) da
FCT/ UNESP – Câmpus de Presidente Prudente e região.

OBJETIVOS

O presente estudo teve por objetivo verificar o efeito de um programa de exercícios físicos
aquáticos nos desconfortos músculos esqueléticos e na qualidade de vida de mulheres
mastectomizadas.

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MATERIAL E MÉTODO

O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade


Estadual Paulista (FCT/UNESP), protocolo n.256/2008. Todas as pacientes foram informadas dos
objetivos do projeto e concordaram em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Foram realizadas duas avaliações, na primeira e após a vigésima sessão que consistiam de:
anamnese, dados pessoais, histórico da doença; exame físico (inspeção e palpação); aplicação do
questionário de qualidade de vida (SF-36). Os exercícios físicos aquáticos foram realizados em
piscina coberta e aquecida, com temperatura entre 30ºC e 33ºC, duas vezes por semana, com uma
hora de duração. Consistiu de alongamentos, aquecimento, exercícios de fortalecimento e lúdicos,
finalizando com relaxamento. Antes e após as sessões foram verificados a freqüência cardíaca e
pressão arterial das participantes.
Até o momento 11 mulheres participaram do estudo, com período pós-operatório de 0 a 5
anos e uma com período de 20 anos pós-cirurgia. Apresentaram faixa etária de 48 a 73 anos, com
massa corporal média de 65,25 kg e estatura entre 150 e 168 cm. A freqüência cardíaca inicial ficou
em torno de 75,5 bpm e 78,5 bpm a final. Os níveis de pressão arterial média inicial 130/60 mmHg
e final de 130/70. Destas, 66,6% eram casadas, 41,66% foram submetidas a quadrandectomia,
58,34% mastectomia radical, 66,6% linfedema, 90% apresentavam redução de ADM e 100%
alterações posturais.

RESULTADOS

Quatro pacientes, por motivos pessoais, desistiram do tratamento no decorrer do projeto,


portanto, os dados a seguir são de sete pacientes. Foi constatado em 85,7% das mulheres aumento
de ADM nos movimentos de flexão, abdução e adução do ombro, e 57,4% ganharam extensão dessa
articulação.
As melhores pontuações da QV foram observadas nas variáveis: Capacidade funcional
(80,7), Limitação por aspectos físicos (75), Vitalidade (73,57) e Dor (67,1). Enquanto que as
variáveis Limitação por aspectos emocionais (100%) e Estado geral de saúde (75,2%) não sofreram
alterações. Um dos aspectos que chamou atenção foram os resultados da saúde mental (80) em que
na maioria houve um decréscimo e aspectos sociais (87,5). Em razão disso, pretende-se encaminha-
las à Psicóloga da equipe multidisciplinar do CEAFIR.

DISCUSSÃO

Segundo Kisner e Colby (2005), as principais seqüelas pós-cirúrgicas são: dor pós-
operatória (na incisão, região cervical posterior e cintura escapular), linfedema, aderências na
parede torácica, redução na mobilidade do ombro, fraqueza e comprometimento do controle
funcional do membro superior envolvido; além disso Lasry et al. (1987), ratificam que fatores
psicológicos como depressão, medo da recidiva, desconforto físico, impacto na imagem do corpo,
redução das atividades, distúrbio do sono e dificuldades sexuais podem estar presentes nessas
mulheres.
No presente estudo sintomas de desconforto foram confirmados, sendo os principais:
linfedema (66,6%), redução de ADM (90%) e alterações posturais (100%). Da mesma forma,
Tengrup et al. (2000) relatam que 49% das pacientes avaliadas desenvolveram problemas na
mobilidade do ombro após a cirurgia e Brennan, Depompolo e Gardem (1996), relatam que a
incidência do linfedema varia de 5,5% a 80%; para Petrek e Heelan (1998), essa incidência varia
entre 15 e 20%; e Mondry (2000) acredita que 6% a 30% das mulheres irão desenvolver um
linfedema em algum momento de sua vida após a cirurgia para câncer de mama.

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A fisioterapia já é bem difundida no tratamento das complicações do pós-operatório do
câncer de mama, no entanto, a utilização da fisioterapia aquática ainda é inovadora como forma de
tratamento rotineiro.
Ao longo do tratamento as pacientes relataram melhora dos desconfortos musculares,
participaram efetivamente das aulas, não apresentaram qualquer constrangimento no uso de maiôs e
tiveram alta assiduidade ao programa. Foi observado que o grupo de mulheres participantes do
projeto tem consciência que o benefício da fisioterapia aquática está ligado aos aspectos
psicológicos e do cotidiano, ou seja, influencia positivamente na qualidade de vida.

CONCLUSÃO

O programa de fisioterapia aquática apresentou efeito positivo e satisfatório nas mulheres


mastectomizadas, mostrando grande evolução nas complicações pós-cirúrgicas principalmente na
ADM, fatores psicossociais, desconfortos musculares e dor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRENNAN, M. J.; DEPOMPOLO, R. W.; Garden F. H. Focused review: postmastectomy


lymphedema. Arch Phys Med Rehabil., v. 77, p. 74-80, 1996.

CANDELORO, J.; CAROMANO, F. Efeito de um programa de hidroterapia na flexibilidade e


na força muscular de idosas. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 11, n. 4, p. 330-309, jul.ago.
2007.

GUIRRO, E. C. O.; GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional: fundametos, recursos,


patologia. 3.ed. São Paulo: Manole, 2004.

KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 4.ed. São Paulo:
Manole, 2005.

LASRY, J. C. et al. Depression and body image following mastectomy and lumpectomy. J Chronic
Dis. v. 40, p. 529-534, 1987.

LEAL, Marcelo et al. Condutas na prevenção secundária do câncer de mama e fatores


associados, v. 39, n. 3, p 340-349, 2005.

MONDRY, T. E. Integration of complementary disciplines into the oncology clinic Part II:
physical therapy. Curr Probl Cancer., v.24, n. 4, p.194-212, 2000.

PETREK J. A.; HEELAN M. C. Incidence of breast carcinoma-related lymphedema. Cancer. v.


83(Suppl 12), p. 2776-81, 1998.

TENGRUP, I. et al. Arm morbidity after breast-conserving therapy for breast cancer. Acta
Oncol., v. 39, n. 3, p.393-397, 2000.

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