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RETIRO: ENCONTRO COM MEU CORPO

Introdução
Tema: Meu CORPO é Templo de Deus

Tópicos para reflexão

- O corpo é a realidade mais concreta e verdadeira que podemos afirmar, pois


por ele fomos concebidos e
gerados, por ele existimos e somos, e por ele a humanidade toda se recria.
O corpo existe em relação ao outro e ao cosmos. Ele se articula e interdepende
entre tudo o que existe.
Nosso corpo é condição de uma existência humana no mundo e meio de
comunicação do amor de Deus
O corpo é uma unidade total: biológica, social, política, espiritual e
transcendental.
- O corpo é “lugar” teológico, lugar da manifestação de Deus; neste sentido é
morada do divino, habi-
tação do Espírito enquanto participa, pensa, sente, deseja, decide.
Meu corpo constitui minha presença no mundo. Não existo sem meu
corpo. Sou um corpo
que sente, olha, escuta e vibra. O corpo é uma beleza! S. Paulo diz,
com vibração:
“Você não sabe que seu corpo é membro de Cristo? Você não sabe que seu corpo é
templo do Espírito Santo?” (1Cor. 6,19)

- O corpo é um documento histórico: há corpo burguês e corpo proletário, corpo


de cidade e corpo de
roça; há corpos explorados e corpos que são só força de trabalho;
corpos que são modelos
anatômicos; os “corpo empobrecidos” gritam a Deus por justiça, por
alimento, por saúde e
por novas relações entre os humanos e o cosmos, gritam a Deus por
viver. Esta realidade con-
creta do corpo evidencia-se nas feições concretas da fome e da
miséria. O corpo desrespeitado,
expropriado e dominado de muitas pessoas, clama a liberdade, a paz,
a vida.
O corpo é lugar de êxtase e de opressão, de amor e de ódio, lugar do
Reino, lugar de ressurrei-
ção. Quantos, no entanto, não aceitam o corpo que tem e são!
O corpo envolvido no mistério da vida é o lugar também da
manifestação dos nossos medos.
“Somos assombrados pelo medo do corpo”.

- A corporeidade é condição do nosso existir no mundo. Deus, em Jesus Cristo,


assume a corporeidade,
“encarnando-se” (Jo. 1,14). Assim, Deus redime e salva o
corpo.
Corpos ressuscitados: falar em ressurreição é falar em vida, em rompimento
de toda corrente que es-
craviza. A ressurreição dos corpos implica o fim de um
poder-domínio para a
irrupção do poder-amor, relação, reciprocidade, o qual recria de novo a
vida, a beleza dos corpos,
o prazer de viver, a cura das feridas, a libertação dos medos.
Ressurreição é ter vida no corpo (Ez. 37,1-14), é ser Boa Notícia em anúncio e testemunho.
Ressurreição dos corpos significa a devolução da dignidade da vida aos coxos, surdos, cegos, para-
líticos, povos massacrados...
Ressurreição dos corpos é uma proposta de caminho, de esperança, de futuro que já deve ser traçada,
trabalhada e vivenciada entre nós.
Ressurreição dos corpos é libertação dos medos, o reconhecimento de sermos sujeitos da história.
Ressurreição dos corpos compreende a missão de anúncio, denúncia e, sobretudo de solidariedade com
os corpos dos empobrecidos do nosso meio.
Ressurreição significa não somente palavra, mas gesto, ação, que se traduz num vínculo contínuo entre
ressurreição e vida na reciprocidade.
O Corpo do Ressuscitado é percebido, é reconhecido em meio às relações, é manifestado
àqueles os quais seguiram os passos em discipulado e serviço.
Ressurreição pois não é da alma. O processo da continuidade da vida, da eternidade da vida é exclusi-
vamente corpo, cujas transformações consistem na superação da morte.
O corpo perecível será revestido do que não morre (1Cor. 15,54) e o corpo renovado já
não pode mais morrer. Seu princípio de vida é o Espírito (Fil. 3,21).
A vida dos corpos humanos forma uma unidade, o Corpo de Cristo (1 Cor. 12,12-30),
portanto, uma unidade em Deus.
E todo pecado ao corpo é pecado contra a pessoa que é corpo.
A ressurreição dos corpos não se direciona apenas para o além-morte ou
além-vida.
Constitui-se num posicionamento ético, que resgata a
vida no ser da pessoa e no seu ser coletivo, no corpo
amplo que compreende o cosmos do qual somos parte
integrante.
A ressurreição dos corpos remete-nos ao silêncio, à espera e às passagens de
deserto.
Impulsiona-nos ao envio e às práticas comunitárias em que
“Deus é”.
Compreende, pois, o processo mais amplo que se dá na
terra e no cosmos a partir das lutas e alegrias cotidianas.
A ressurreição dos corpos exige um constante e dinâmico sair dos túmulos de onde fomos colocados.
“Esse corpo que levas ressurgirá na plenitude da beleza para a vida perfeita e se erguerá da
cinza
do tempo, como existiu no pensamento de Deus, desde toda a eternidade”.

Medo do corpo
“O corpo é minha casa, a primeira e a mais importante de todas as moradias que eu possa ter neste mundo.
Feito de Espírito, é o espaço sagrado da minha individualidade.
Feito de matéria, anda, fala, vê, precisa de alimento, movimento e repouso.
Feito se sentimento, sente dor e prazer, quer dar e receber carinho.
O corpo é o único sujeito do meu ser e do meu estar neste mundo.
Nada, nem ninguém pode me inspirar medo, vergonha ou culpa por cuidar dele.
Nenhuma crença ou doutrina pode obrigar-me a considerá-lo como objeto de sofrimento e angústia.
A vida é música, dança e festa.
Deus é certamente o maior de todos os bailarinos.
Prazer em sua plenitude é o êxtase
de Deus dançando no meu corpo”.

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