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ABENAMAR

FILOSOFÍA
DE LOS
TOROS
FILOSOFIA

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№ I% Í>K I»:

8DITGR.
CAL1J\ IMí C Alt RETAS , Al M. 8 .

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F ilosofía t>i ros VtrllOa.

РЛ Н ТЁ P R lT ftK A .

A ftT E D a * T @3*2 * 31.

(É A P H U L O 1. J5f Ííll £ÚfUÍl£10fl£J


jfü6/eííiífiíe í/tr6c t e m r u n to­
r e r o ..................................................... 133
C A P IT U L O II. R e q u is it o s que deben te ner lot
toros p a r a li d i a r s e , - * « 1^1
c a pit u lo SU, De ¡as q u e r e n c i a s ........................... Ü O
C A P I T U L O IV . De ¡os tres estados que tie n en los
toros en la p l a z a .......................... l i í í
C A P I T U L O V. De las diferentes clases de toros, 150
C A P IT U L O V L De las suertes de capa. . . . 154-
A im c n .u ь Del modo de co rrer los toros* . 155
A : т. п. De la suerte á la verónica, ó sea
de frente ......................................... 159
Ант. ш . B e la suerte d la navarra, * « 165
Лит. и*. Suerte de t i j e r i l l a , (i ítfl a /o
chatre.............................................. 108
Лит* y . Suerte al costado........................* l t >9
Акт* лт. Suerte de frente por detrás. * * 171
CA PIT U L O V II. B e los recortes y galleos, , . ¡d.
CAPU L L O M I L B e tos cambios................................ 175
CAPITULO I X . De la suerte de banderillas* . ,1 7 7
A rt. i . Suerte de banderillas á cuarteo. 178
Лит. и* Suerte de las banderillas á inedia
vuelta......................................... , 184
Д а т . ni» B e tas banderillas á topa car­
nero. , . * , . * * * 186
2
Акт* ¡Suerte de b a n d e r illa s a l se s g o , ¿
á la c a r r e r a , ó á trascucr-no. 18 Ä
Л ит. v . S u e r te de b a n d e r illa s a i recorte* 183
CAPITULO X . D el modo de parchear. . , ,191
CAPITU LO X I, L a tu er te de m u erte............................. 19 V
p rim era p a r t e . D e los p ases de m u leta . - , - itl-
í e g l n d a PAUTE. D e la estocada de m u erte. , * 20 >
A rt. h D el modo de m atar los toros re*
cibiendolos* 20 ü
A r t . ir. De la estocada á v o la p ié . . - , 21+
A r t * ih . De la estocada á la ca rrera * - 221
A r t . iv* De la su erte á m ed ia v u elta . * * 222
A r t . v* De la estocada á p aso de b a n d e­
r i l l a s .'. * ................................... 223
CAPITULO X II, Consecuencias de la estocada de
i}mc}'tc· ^ 2 V
C A P Í T U L O XIII·. DH ir r líeg a r lo'* toros'. * . 22!)
CAPÍTULO X IV . De algunas suertes de á pie. , 232
A r t . i. D A salto a l irascuerno. - . . id.
A r t , ti. DA. salto det testuz. , , , - 2 Ü3
Aíat. ni. D el m ito de la garrocha. , , 2IVV
A r t , iv- De la lanza da á p ie. - . . 2lí-i
A r t , v* D e l modo de capear entre da#* * id,
Art-, vi. D el modo de p icar los loro* imo/í~
fado sobre otro hombre* . .
A r t - vir* Del modo de m am -ornar. - . id,
CAPITULO X V , De alguna# p a rticu la r id adra q hv
debe tener prese nies iorero* 2^7
C \ P i T ( . L O X V L Modo de cachctar* - 2 :2
C A P I T U L O X V I L Modo de desgarretar....................... 2 4 íi

P A K T E SE G U ID A ·

ÁS57S S E ■¡j'síSiS&ía A ©ÜBÄLL®.

CAPITULO i. De las cualidades que debe tener


cí torero de á caballo, . . . 2V3
CAPITULO IL D el modo de d iv id ir los toros pn—
m }a su erte de p ic a r . , . T 2 V7
C A P F í T ’L O I Í L E p qn*: ir ¿ a n n fg 'w n s n ncitine*
3
d la sn erte de
p ic a r . . - ........................
C A P ITU L O IV, Suerte de picar al toro lecautado. - S i
C A P ITU L O V . Suerte de picar ai toro cu stt rec­
t itu d ..................................................
C A P ITU L O V I. Suerte de picar al íora a ira zc-
sado ...............................................
CAPITULO VIL D e l modo d¿ p ic o r á c a b a lh le ­
vantado^ _ij-
CAPITULO VIIL D e la su erte del señ o r Zahones·® ,
CAPITULO IX* D e a fg a n a s p articu larid ad ·?* q¿<¿
deben sábem e rtla.tu¿i¿ á la
suerte de p ica r* - - * -t>¿
CAPITULO X , D e algttncis otra s su ertes de d ca­
b a llo ............................................. 207
A r t . i. Del modo de acosar ........................ id,
A rt. u. Del modo de derribar . - - ^ 2 t)!i
А н т . Ш- D el modo de enla zar tos toro i
desde i l c a b a l l o * ........................ 20£

Р А Н Г Е ТЁКСЕАЛ*

Е Д О З Я Ш D 3 L e®1» í ® T Á M LO-

C lF lT C L D UNICO.......................................................................................
Aa

r r o n . o f i i ·

* e g S 8}°8 “ is§8S s 3<

JlíL prólogo es la yerbabueua ele las


ollas podridas de los literatos, el con­
dimento de las inspiraciones del genio.
¡P obre genio! el que lo tiene está d i­
vertido. S i no para en la cárcel, la po­
breza será s» herencia, y lueyo la pos­
teridad le Jo va niara estatuas para in­
mortalizarle.
Piaos que obra sin prólogo os liesta
de toros si a despejo de plaza , hare­
mos también nosotros nuestro prólogo
correspondiente , y despejaremos la
plaza.
Bien mirado, todos los prólogos se
reducen ;í decir al principio de la obra
io que en la obra se dice, cosa que no
solo podía, siuo debía eseusarse. Pero
pues que asi está el mundo, siga la cos­
tumbre , y caiga el que caiga , que íue
el bando del alcaldc; de A lc o y .
¡Nosotros liemos escrito una obrila
cuyo título es á la vez estraíío y altiso­
nante. N o liemos q u eriío guiarnos de
nuestra propia opinion, y liemos citado
lo qu e, á nuestro parecer , se lia es­
crito mejor en la materia.
Quizá nos hayamos equivocado; pe-
ro ¿quién no se equivoca? 3%ro aspira*
mos al título de creadores ni de inven-
torcs, sino al de alegradores del prógi-
nio, de ese pobre prógim o tan m olido y
asendereado.
S i al rostro de nuestros lectores aso­
ma alguna vez la sonrisa nos daremos
por satisfechos.
J / i c e n q u e dijo el r e y D. A lo n s o el Sabio, q u e si h u ­
biese é\ c o n c u rr id o á la c r e a c ió n d e l m u n d o , h u b i e r a
salido m e jo r h e c h o , y dicen q u e p o r h a b e r d ich o lo q ue
dijo le to m a r o n por su c u e n ta unos fra iles fra n c is co s ,
q u e se r ia n m u y bueno s sin duda a l g u n a , p ero de m e n o s
c h ir u m e n q u e S. M ., y le a p r e ta ro n la c o n c i e n c i a d o m o ­
do q u e el buen r e y con Loda su s o b e r a n í a y su a b so lu t is ­
mo h c u e s t a s , tu v o q u e ca nta r la p a lin o d ia y d e c ir de
ro dillas ante un re v e re n d ísim o f r a i l e , <rtio, y o no h e s i­
do.« Sin e m b a r g o , y con e l p erm is o de a quello s Sa nto s
p ad res (sup o n go q u e lo s e r i a n , esto es S a n t o s , q u e lo di;
p a d r e s es arina de o l i o co stal), d ig o y o q u e el R e y I>on
A lo n s o ten ia r a z ó n , y q u e este p icar o m u n d o en q u e v i ­
v im o s es una cosa, que sino esUi m a l h e c h a , lo parece»
un d ram a ro m á n tic o eon sus h o r r o r e s , sus p u ñ a la d a s y
s ep ulcro s. A' sí e ste m u n d o uo fu e r a m alo no le 11a-
1
2
m a r i a p f o w i , dictado que ha ce muchos siglos q u e llev a
encim a.
P ero tal como es t e n e m o s que tragarlo los hijo s do
A d á n , que tam bién ron p erm is o de .su merced p u d o ser
m ejo r padre, y no b a b o r поя de jado en h e re n c ia las c o n ­
secuencias de la golosina do la m anzana. Pues с nn la
m anzana de A dán y todo, no hay mas re cu rso, herm an os
m ío s, que v i v ir cada ciudadano del m e jo r m o do que le
sea posible y adelante con la música .
P o r causas que seria largo de r e f e r i r , lio dado y o
m u c h as vueltas y tumbos por ese m un do a d e l a n t e ; he
visitado sus cinco p a r t o s , com o ahora se dice por la a ñ a ­
didura de la O c c e a n i a , 6 n ueva H olanda, y lie visto por
consiguiente varia s islas y pueblos s alvages en donde 1110
ha n llam ado la atención dos cosas; las gallinas y las b e ­
bidas ferm entadas. No h a y islote habitado, ni en Jos mas
recónditos del m ar P a cífico , donde no se oiga el ca nto
del gallo y no se use de algu n a bebida f e r m e n t a d a q ue
a dorm ezca la im aginación y los pesares de los b i j o s de
A d á n . En esta parte todo el m undo es igu al. ¿ Y por q u ¿
es igual? Porque en todas p artes el ho m b re gu sta de a l i ­
m enta rse bien (y aqui encajan las gallina s como de m o l ­
de) y de p o ne r su c a b e z a en estado de no a co rd a rs e de
lo p as a d o , no padecer por lo p re se n te , y no c u id a r s e del
porvenir. ¡Picaro mundo! vSi no f u e ra u n a o b r a m a l h e ­
c h a , ó que lo p a r e c e , no su c e d e r ía e s t o ; p e r o ello es asi,
y no lie y a la cosa trazas de e n m e n d a r se .
E l h o m b r e , ese ser llam ad o p r i v i le g i a d o , co m p a r á n ­
dole con u n e rizo ó u n c e r n í c a l o l a g a r t i je r o , v i é n d o s e
v í c ti m a in e v ita b le de tan to s m a l e s , disgu stos y pesa­
dum bres como le rodean desde q u e n a c e (operacion que
sea dicho de p a s o , tie n e tres b e m o le s , y que de s e g u r o
h u b ie r a s u p rim id o 1), A lon so el S a b i o , y y o t a m b i é n , si
h u b iés em o s co n cu rrid o i la fo rm a cio n de e ste p icaro
m un do ) ha p ro cu rad o en todas p artes y en todos t iem -
3
¡jos d is m in u ir los malos de la vida , a le g r a r s e ó d e se a rlo
á lo m o n o s , e n t re g á n d o s e no solo á las e s l r a v a g a n e i a s
mas r i d i c u l a s , sino hasta á los crím e n e s mas r e p u g n a n -
tos. E n R o m a , en esa liorna q u e fue so n o ra del m un do ,
y p recisam ente cu a n d o lo e ra , y c u a n d o la c iv iliz a c ió n ,
<‘1 lujo y las leí ras ha bían alli fijado su a s ie n t o , h a b ía
ho m b res que tenían la h u m o ra d a de m a ta r s e á p u ñ a l a ­
das en m edio dol c i r c o , p ara q u e so di veri i osen los e s ­
p ecta d o re s de una b r u t a l i d a d s e m e ja n t e . Sin duda q u e
los gla dia do res se d iv e r tir ía n t a m b ié n en m a l a r s e p o r
co m p lace r al r e s p e t a b le p ú b lic o ; p ero sea de esto lo q u e
q u i e r a , es Jo c i e r t o q u e tanto los p u eb lo s a n tig u o s co m o
los m o d e rn o s, y desdo q u e h u b o p u e b lo s en el m u n d o , á
cuya locha (léchelo V. m i g a l g o , todos han p r o c u r a d o
a d o rm e c e r s e y d is m in u ir las p e n a s de esta m is er ab le vi^
da , A la que yo no q u i e r o lla m a r c o r t a , p o r q u e p a r a c o ­
mo e s , d e m a s ia d o d u r a .
E n o sle deseo do d i v e r t i r s e , e n este afan por o l v i d a r ­
se el h o m b ro b a sla de si m i s m o , es donde y o e n c u e n t r o
la filosofía de las funciones de toros. Q u izá p a r e z c a esto
una p a r a d o j a , p ero es u n a v e r d a d tan gran de com o la
m is e r ia h u m a n a , y m e p ro p o n g o p r o b a r l o , a u n q u e no
sé si saldré b ien de mi e m p e ñ o , p o rq u e en re a lid a d , l e c ­
tores m ío s , ni yo sé lo q u e s é , ni voso tro s tam p o co s a ­
b ré is lo q u e s a b é i s , á p ro p ó sito de lo c u a l he d ich o y o
en o tra parte:
N ada en el m u n d o se sabe,
y ei h o m b r e q u e sabe m a s ,
s abe que i g n o ra n los otro s
y que él ig n o r a n d o está .
Sino h u b ie s e sitio por la dicho sa m a n z a n a dol a b u elito
A d á n , seriam os lo do s unos sabio s, y l a n g u a p o te s y tan
felice s , q u e todo el dia e s t a ñ a m o s tocando el biolin y
dando c a b r io la s y z a p a t e t a s en el a ire ; p ero desde aque-.
g o lo sin a de n u e s t r a m a d r e E v a , todo h a sido ( r a b a -
i
j o s . ign o rancia y miserias- ¡Lo que p ued e ина golosina!
Mas volviendo á n uestro propósito que es d e m o s t r a r
que las funcio nes de to ros son filosóficas, ó mas claro,
que h a y filosofía de los t o ro s , direm os que los ttom anos
se divertían en p re se n c ia r un e sp e ctá cu lo en que u n
ciudadano a c e i t a b a á sacarle íi otro los h i l a d o s por el
espinazo - los ingleses en ver í'omo un forzudo a tle t a ma^
gu liaba ó desh acía Л oLro m edia c a ra de irn tro m p is (v u l­
go puñetazo), y otros muchos pueblos que seria p rolijo
e n u m erar se rorreaban en esp ectáculo s todavía mas b á r ­
baros y re p ugn a ntes. Pues b i e n , estos son he d io s que
todo el mundo sabe, pero lo que todo el m un do no sabe
es el por q u é estos hechos sucedían.
Y o lo diré: todas esas a tro cidad es tenían el o rig e n
q u e antes hem o s indicado; el deseo de d iv e r tir s e d is m i­
n uyen do los males de osla picara v i d a , y los d e s g r a c i a ­
dos hijos de A d á n , por l o g r a r lo , no solo 110 se p a r a r o n
en b a r r a s , sino que sin m editar en los m edios ni en los
fines de sem ejan tes e sp e ctá cu lo s , dijeron para su c a p o ­
te , div irtá m o n o s , y á quien Dios se Ja diere San Pedro
se la bendiga- En s u m a , todos los e sp e ctá cu lo s p ú b lic o s
han tenido sem e jan te origen , y por co n sig u ie n te e ste es
ni mas ni menos el de las corridas de toros.
Por lo que hace al a n o } m es , día y h o r a en q u e salió
del toril el p rim e r toro que íu e v ic tim a de la ostra v a ­
gancia h u m a n a , nada hem os podido a v e r i g u a r n i en e l
Fuero j u z g o , ni en las S ie te p a r t id a s , n i en la C r ó n i c a
del rey I). Jaim e el C o n q u is ta d o r , ni en l a de D, P e d r o
el C r u e l, y lo q u e es m a s , ni en los R o m a n c e s d e l C id .
Con las corridas de toros h a sucedido lo q u e co n Jos
grandes a co n te c im ie n to s q u e h a n adm irado al inundo:
se desconoce su o rig e n . L a x j r o v i d e n c ia , allá en sus i n e s ­
crutables d e s ig n io s , no ha q u e rid o que sep a m o s e l n o m ­
b re del p r im e r t o ro que se Jas h u b o , cara á ca ra , co n un
nietcciilo de N o é , á corn ada sucia y á e s t o c a d a lim p ia ,
5
en ni cilio de una plaza y ¿i la v is t a d e l respetable p ú b lico .
El destin o del respetable p úb lico tien e q u e v e r . S i e m ­
p re es e sp e cta d o r de cosas a t r o c e s , y p o r las c u a le s se
despepita. A q u í de D. A lon so e l S a b io . E s te m u n d o e stá
nial hecho , ó h lo menos no p ued e da rse una cosa mas
p arecida.
E n medio (le4 la oscurid ad de los tiem pos (osla es b u e ­
na frase) se e n t r e v e un r a y o de luz ( t a m p o c o esto es m a ­
lo) al Lravés del cual (to d a vía m e jo r) a p a r e c e n en lon­
tananza (íamoso) las co rr id a s de Loros.
E l A fr ica , esa N a ció n d e sc o n o cid a y á la q u e sin e m ­
ba rco se le a p e ilid a b á r b a r a , ha d e b ido ser la m a d r e , o
como si d ijés e m o s , la fun dad ora de las co rrida s de toros.
A la n a t u r a le z a le p lu g o d o tarla de a n im a le s fero ces ;
los leones , los tigres y c o m p a ñ ía v iv e n alli com o en su
casa; y en e fe cto , a q u ella es su p a l i i a . lün s up o sició n de
que Ja tierra s u s t e n t a s e s e m e j a n t e s hu és p ed e s , en a l g u ­
na p a r le d e b ian v i v i r , y el A f r i c a fué la de sig na da para
esa h o s p e d e ría de g e n te de co lm illo en r i s t r e , ú para es­
p i g a r n o s á la m o d e rn a , íué cí hotel leo n in o y ta u ró m a co
del globo te r rá q u e o .
E ntonces E spafia d e b ía ser p a r t e del A f r i c a ; esto es,
el M e d ite rr á n e o no h a b ía nacido : esLaba d entro del s e ­
no del O ccéan o sin d e cir e sta b o ca es mía , y si a cas o se
re b ullía por allá d e n tro , e r a á m o do de los s a c u d i m i e n ­
tos que Lodos h a ce m o s an te s de n a c e r .
En a qu el tiem po , los d e sc en d ien tes de T u b a l, de c u ­
ya m u g e r no nos dice n ada la h is to ria , a u n q u e j o tengo
para mi q u e d e b ía ser u n a b u e n a seíiura , m uy fresca y
m u y colorada, y m a s a le g r e que unas c a s t a ñ u e l a s , d e ­
bian v iv ir eu e s t r e c h o co n so r cio ; esto e s . ios que a h o ­
ra nos llam am o s d e sc e n d ie n te s de l'e lay o , y los morí los,
los h a b ita n te s de esa A fr ic a b á r b a r a , y c o m o b u e n o s
h e r m a n o s , com o hijos de un mismo p adre , v\ c iu d a d a ­
no A d á n .
ü
De aquella fecha deben datar las corridas de lo m s , y
m i opinion es , por lo que he podido tra slucir al Ira v i s
del rayo de m a r r a s , q u e las funciones de (oros son mas
a ntigu as que el M e d i t e r r á n e o , que ya es señnr m a y o r ,
aunque en n ing una parroquia consta su 17: de bautism o.
De paso sea dicho , pero la in undación del Oecéano
para sacar á la plaza pública de i m undo á su hijo p rim o ­
génito el M e d i t e r r á n e o , fue. una salida de p a v a n a : un a
de de esas salidas que de cuantío en cuando tiene mi s e ­
ñora Doña n aturaleza , como el terrem o to de L isbo a y el
h a m b re del ano de la nanita.
Muchos debieron ser los loros y los toreros que p e r e ­
cieran en las in mensas vegas tendidas desde el e s t r e c h a
de G ibraltar, hasta las murallas de Tiro y de A l e j a n d r í a .
E l Occéano hizo entonces una de las suyas, una trop elía,
un a barbaridad de esas que la naturaleza tiene s ie m p r e
á m a n o , y como si dijésemos en el b o ls illo , para d i v e r ­
tirse con los descendientes de Caín , el q u e maLó á su
herm an o con la quijada de un burro*
E l h e c h o , sin e m bargo, es cie rto . E l A fr ic a fue s e p a ­
rada de España por una h u m o ra d a del O c c é a n o , y las
corridas de to ro s, los toros y los toreros de b ieron su frir
un a ho rrible derrota y quedarse á la luna de V a le n c ia de
re sultas de esta lecho ría, [Cosas de mundo!
T am po co he podido y o a v e r i g u a r , por mas cr o n ic o n e s
que he r e v u e l t o , ni el n om bre de los toreros q u e d e b i e ­
ron p e r e c e r , ni el título de las ga n ade ría s que q u e d a r o n
debajo de las m erluzas y los p a je les . M uch os y m u c h a s
debieron s er ; pero su m em oria ha pasado del m a r t i r o ­
logio t a u ró m a c o , como ai católico la de los i n n u m e r a b le s
m á rtire s de Za ra go za. Todo lo b u e n o tiene esta s u e rte;
se lo lleva la tram pa.
Sin e m b a r g o , he deducido de mis in v e stig a cio n e s ,
qu e los pueblos que ül M e d ite rr á n e o se t r a g ó , fueron
m u y aficionados á las corridas de to ro s, a u n q u e mas da­
7
dos á las f u e r t e s de A caballo que á las de á pió.
L o cie rto es que en las costas del m e d io d ía de E s p a ­
ñ a se ha co n se rv a d o esa tra dició n t a u ró m a c a , y de ella
re n ació con el tiem po la t a u ro m a q u ia , q u e íi tal grado de
perfecció n ha llegado en estos in fe lic ís im o s tie m p o s q ue
co rr em o s .
L a h i s t o r i a , en e sto com o en o tra s m u c h as cosa*, no
e stá c l a r a , es d e c ir, en lo del o rig e n de las co rr id a s de
loros j pero de esa m i s m a historia t u r b ia y d e sa liñ a d a
r e s u l t a , y esto a u t é n t i c a m e n t e , q u e el Cid C a m p e a d o r
a lan cea b a los toros desde su c a b a l l o , en lo cual h a cia co­
mo un S a n t o , p o r q u e p o r v a lie n t e q u e fu e se el b u e n R o­
drigo de V i v a r , eso de e s p e r a r A un toro á pié fírm e , co­
mo D. Q uijote A los leo n es q u e v e n ía n de A f r i c a , no es
p r u d e n te ni h a c e d e r o . El v a lo r co m o to d as las cosas t i e ­
ne sus lim it es.
P e ro de q u e el Cid a n d u v i e s e á vu elta s con los lo ro?
no se de d u ce q u e fuese e l p r im e r torero. E n esta p a r le
p er d ó n e n o s su b u e n a m e m o r i a q u e le n e g u e m o s la glo*
ria q u e p u d ie r a c o r re s p o n d e rle .
M u ch o s siglos an te s de q u e la m a d r e del Cid le diese
p ap illa al c o n q u is ta d o r de V a l e n c i a , h a b ía h o m b r e s , t o ­
ros , ca b allo s y la nzas , y de s e g u r o e n t re unos y o íro s
hu bo la n z a z o s , co rn adas y t ro m p ico n e s , i S o b re q u e e sto
de a n d a r al morro es un a in clinació n n a t u r a l de h o m b r e s
y cu a d r ú p e d o s ! A q u i de D, A lo n s o e l S a b io .
E n c o n firm ac ión (le t a l v e r d a d , v o y a r e f e r i r i o que
consta de un d o c u m e n to h is tó rico , e s c r it o en a r á b i g o , y
q u e lleg ó á m is m anos por u n a de esas ra r a s c a s u a l id a ­
des que p a r e c e n p r o v i d e n c i a s .
E r a una n o c h e de a b r i l , el a i r e so p la b a m a n s a m e n ­
te, y al tra v é s de a lgu n as n u b e cillas so m o s t ra b a la lun a
de c u a n d o en cu a n d o en torio su e sp le n d o r . L a e sc e n a
e r a en A l c a l á ; e s t u d ia b a yo e n to n c es d e r e c h o p a t r io ,
que es lo m ism o q u e d e c i r , Dios gu ard e á V , m u c h o s
8
años; y por distraer mis m e l a n c o l í a s , que la m inen ios
estudiantes las tie n e n , m e paseaba con mi m a nte o t e r ­
cia do y mi som brero de tres picos n av eg an d o de b o lin a
sobre e l occéano de m i c a b e z a , por la plazuela de la
Universidad. Me p arab a , m ir a b a á la lo n a , y decia p ara
m i m anteo: «esas m anch as 110 se crearo n para a lu m b r a r
íi la t ie r ra ; las m anch as no a l u m b r a n ; por a lgo están
a l i í , y á ese algo , échele V. un g a l g o .”
Confundido dí; mi ig norancia b a ja b a la vis ta s o b re
este ¿lobo h a m b r i e n to , polvoroso y e n l o d a z a d o , y m i ­
rando entre sombras aquella inm ensa m ole de p iedra
biliosa q u e el Cardenal Cisne ros le v a n t ó p ara s em ille ro
de la s a b id u r ía , adm iraba al hom bre c r e a d o r , y m e
co m p ad ecía í\ la vez de la m iseria hu m an a .
E m be b ecido yo en estos tristes pen sam iento s, a c e r tó
á pasar por allí un m u chacho que venia cantando:
En A lcalá de ll e n a r e s
dijo un c o l e g i a l ,
esta luna p arece
Ja de mi Jugar;
y acercándose á m i m e dijo: — «Señor e s t u d i a n t e , ¿ m e
q uiere V . co m p ra r este m a n u sc rito que tr a ig o en la
m ano ?— ¿ Y de qué trata ese m a n u sc rito ? — De la s a g r a ­
da Escritura , y está en H e b re o .— ¿ Y q uién te lo b a di­
c h o ? — Mi padre, que es z a p a te ro y sabe de letras co m o
un doctor.— ¿Cuánto q u ie re s por él?— Ocho c u a r t o s .—
Toma y v e n g a ; me qu e d é co n el m a nu scrito , y el m u ­
chacho echó á c o rr e r mas a leg r e q u e un rico Ionio. L l e ­
gué á casa de m i p atron a , me metí en mi cua rto , y c o ­
mencé á le e r e l m a n u sc rito , y ha llé que de cia de esta
m anera:
«Historia de las corridas de t o r o s , y h echo s y s u e rte s
famosas del célebre, lidiador A u - M chin , el de a t r a v e s a ­
da vista (consta que e ra v iz co ).
»Antes de que el Occéano i n v a d i e s e , por el e str e ch o
9
de G ib ra lta r, las fértile s y h e rm o s a s llan u r as q u e hoy
son e stéril y c o m b o s o seno fiel M e d ite r r á n e o , h a b ia
m u c h o s pueblos y ciu dades que eran fam osos por sus ri­
q u e z a s , por sus p ro d u c cio n e s, y s o b re todo* p o r sus t o ­
ros y sus to re ro s.
No babia e n t o n c e s b a r r e r a q u e s ep a ra se el A f r i c a
de Euro pa, y en c u a n to A los toros bra v os y los toreros
solo los pirineos las p re se n ta b a n .
En a q u ello s f e lic e s t i e m p o s , q u e felices d e b ie r o n
ser por su p a z , su r iq u e z a y su civilización , s e g ú n se
de d u ce de Jas tra d icio n e s m a s a c re d it a d a s , nució en la
ciu d a d de A l c e n , una de las q u e se tra gó el O ccéan o en
su in v a sió n , un niño hijo de p ad res p o b re s, p ero i l u s ­
tres ; robu sto y bien f o n no do A p esa r de la pobreza de
sos p r o g e n it o r e s , q u e en esto de la ro b u ste z 110 s u e len
ten er las riq u e z a s una gr a n d e in fluencia.
C o n sta tam b ié n de las t ra d ic io n e s que este m u c h a ­
cho e ra v iz co , y q u e le p usieron por n om b re A l i - M u r i n ,
en m e m o r ia de su abuelo que se llam ab a del m is m o mo~
do, y q u e t am b ié n tenia la vista a tr a v e s a d a .
D esde sus p r im e r o s a ñ o s d e s c u b r i ó A lt —M u rin su
in clin a ció n A la t a u ro m a q u ia . A p e n a s v e ia una t e r n e r a
se le ponía d elan te, le ha cia m u e c a s y gestos, y a c a b a b a
por pasa rle un p a ñ u e lo por las n a r ice s , l l a c i a otro tanto
con los c a rn e r o s y con los perros j ó v e n e s que de suyo
son in q u ieto s y j u g u e t o n e s . A u n q u e no se sabe de c i e r ­
to, h a y q uien a se g u r a q u e A l i —M u rin solicitó y se le
con cedió la p laza de b a q u e r o de una famosa g a n a d e ría ,
pro p ia de un g ran señor, y que p astaba e n to n c es en los
he rm osos y lloridos cam pos que, lioy s i r v e n de h a b it a ­
ción á los a lu n e s y A las tonin as. ¡Picaro m u n d o , q u e to­
do lo mudas, tra s tr u e c a s y trasto rnas!
D ic e s e que el m u c h a c h o , luego q u e estu v o e n tre
los toros y los ca b estro s, se vio eu su c e n t r o ; ¡ i n c l i n a '
d o n e s h u m a n a s ! y q u e se ponía A ca b a llo sobre los úlli-
10
mos y hacia sus caranto ñ as A los p rim e ro s , lle g a n d o al
punto do fa m ilia rizarse de tal m odo con los toros mas
bravos y feroces, que les daba (i la m e r sal en la p a lm a de
la mano y Ies lim p ia b a los ojos con el dedo m e ñ i q u e .
¡ Vea V . q u e maldito de A l i - M u r i n ! i Sobre que los m u ­
chachos son el d e m o n io í
A l cabo de algun os años y cu a n d o y a A l i - M u r i n f u ­
m aba en p ipa y se e n ro s ca b a la b a r b a , s u c e d ió q u e un
p rín cip e riqu ísim o y poderoso, q u e era d u e ñ o a b so luto
(le m u c h as y dilatadas region es en el ce n t r o del A fr ic a ,
vino á la ciudad de A l c e n , a tr a íd o de la fam a que esta
c iu d a d , boy e n te r ra d a en los p ro fu n d o s sen os del M e d i ­
t e r r á n e o , g o z a b a b a sta en los m a s re m o to s p u eblo s de
la t ierra . ¡ F íe s e V . en las fam a s de e s l e p i c a r o m undo!
P u es como Íbamos d ic ie n d o , esle p rin cip e ric o y p o d e ­
roso (que 110 es lo mismo) lle g ó h la c i u d a d de A l c e n
un dia d é l a lu n a de M a y o , en q u e por c ie rto c a ia u n a
a g u a m e n u d a , que p arecía q u e la a c r i b a b a n .
T raía consigo m a s de d o s cie n to s c a m e llo s c a rg a d o s
h a sta el c o g o te , de p re c io s ís im a s telas y p e d r e r í a ; e sp e ­
cia lm en te en p e r l a s , dice q u e las h a b ia com o m a n z a n a s .
Con sta adem as que el tai p rín cipe e ra buen m o z o ; a n ­
cho de e sp a ld a s , a l to , de fo rm as h e r c ú l e a s T y en un a
p a la b ra , lo q u e se lla m a todo un ho m bre.
E l Hajá, r e y 6 cosa q u e lo v a lg a (oslo no lo s up e t r a ­
ducir bie n ) q u e h a b ia en la ciu d a d de A l c é n , tenia u n a
h ija do tada de e s l r a o r d i n a r i a h e r m o s u r a , q u e c a n t a b a
com o un canario , lo cab a el H a rp a co m o un Angel de los
a n t i g u o s , b a ila b a como un a a r d il l a , y en s u m a r e u n í a
todos los a trac tiv o s n ece sarios p a r a p r i v a r del s u e ñ o A
un p rín cipe rico que m a n d a b a en u n a p o rc io n de m illo ­
nes de b á r b a r o s , Mamados h o m b r e s .
Y a se v é , com o e ra n a t u r a l , el Jiaja de A l c ó n a lojó
en su palacio a l p r ín c ip e c o n sa b id o , lla m a d o A n d u r , q u e
p ara ser uno bien recibido y festejado de los p oderosos de
11
la tierra 110 h a y cosa com o sor p r in c ip e y t r a e r m u c h o s
ea ni olios c a r p i d o s do dinero, p erlas y co m p a ñ ía .
A l ciu d a d a n o A n d u r nu 1c h u b o de p a r e c e r mal la hi­
j a del B a já que se lla m a b a Jaira , y ella tam p o co lle v ó á
disgusto el ho sp eda je de un h o m b re tan ric o y p o deroso,
y sobre todo lan h o m b r e.
F,n suma , ellos q u is ie r o n m a tr i m o n ia r (que e slo del
m a trim o n io es la in stiln cio n mas a n t i g u a que se conoce)
y des pues de a lgu n o s dim es y diretes se señ a ló el dia de
la boda , y asi se v e rificó ni mas 111 m e n o s . Va se deja co­
nocer que un e nla ce de tal c a l a d u r a h a b ía de c e le b r a r s e
con toda la p o m pa dig n a de los c o n tr a y e n t e s . {Esta es-
presiou foral va le un im p e r io .)
l'u e s señ o r , en tre los festejos público s t u v o l u g a r una
co rrida de l o r o s , y a q u í de A l i - M u r i n , el de ia a t r a v e ­
sada vista. Consta de la t r a d i c i ó n , p o rq u e e n to n c e s las
historias 110 se e s t i l a b a n , que A l i - M u r i n tenia una c u a ­
drilla de torero s de á pié y de á c a b a l l o , q u e no h a b ía
m a s (pie p e d i r , y q u e por su p u e sto el e ra el p r i m e r e s ­
p a d a , el I.Uises de a q u e lla g u e r r a ta u ró m a ca , el Uncus
de a q u e l l a s e scen as de to p a -c a r n e r o .
l ú a un dia de la luna do M a y o , el sol había salido
ha cien d o c b i r iv i t a s de p u ro c o n t e n t o , las nubes se h a ­
bían la rga do á v is ita r al e m p e ra d o r de K u s i a , co n el
que ha ce luengos siglos que tien en a fi n id a d , cu a n d o en
la ciudad de A l c e n re s p la n d ecía en lodo su esp len dor,
110 !a luz á m a n e ra de c r e p ú s c u l o q u e de cía S. A g u s t ín
y q u e fue la p r im e r a luz que lució en este picaro m un do ,
sino la lu z del cu a rto día de la creació n f (cu an do y o vi
esto dedil ge q u e el his to ria d o r á ra b e debía de ser c r is -
ti a no 6 cosa parecida).
E n el m o m e n to en q u e los re lo jes de a q u e lla in m c n -
si\ ciu d a d dieron Ja hora de las diez de la m a ñ a n a , se
pre se n ta ro n en la p laza de t o r o s , que toda ella e ra f a ­
bricada de j a s p e s , los p rincipes novios . seg u id o s de una
12
com itiva que de slu m bra b a. Vn p ueblo in m en so llenaba
de* i reo, los p a ñ u e l o s , (e n to n ces d e b ían estilarse ya)
agitaban el aire, y al a p a r e c e r en su palco los desposados
un a gritería a tr o n a d o ra a sustó á los toros en los to riles.
jVi aun los toros e s t á n libres de la agitació n quo p ro d u ­
cen los gritos de la plebe. E s ta es la re in a del mundo*
A q u i de D. A lon so el Sabio.
Sonaron clarines y t i m b a l e s , y A l i - M u r i n , ve stido
de ricas telas de seda bo rdadas de o r o , se p re se n tó en
la a r e n a , seguido do su c u a d r ill a , v e s tid a t am b ié n con
lujo, y en cuyos tragos resplan decí a n el oro y la plata y
los colores mas agra da b les que se conocen.
Dióse la señal de e m p e z a r s e Ja c o r r i d a , y salió a l a
p laza un toro r e t i n t o , de ancha n a r i z , vista venenosa»
mo vim ien to co n vulsiv o de c o la , y asta co rla y en figura
de media luna. R odaron por el suelo los p icad o res , el
público se e s t r e m e c i ó , y A l i - M u r i n d e sa rr o lla n d o u n a
capa de seda que traía sobre el bra zo d e re ch o , se p re se n ­
tó de lante de la fiera co n la f re s c u ra y s e v e r id a d de un
ho m b re q u e sabe lo q u e v a á h a ce r y los s e g u r o s r e s u l ­
tados de su habilidad y lig e r e z a , Iliz o al toro una su e rte
de frente ó á la be ró n ic a , r e v o l v ió s e el vicho y al h u m i ­
llar p ara dar el d e rr o te contra la capa la s e g u n d a v e z ,
A l i - M u r i n le puso el p ié sobre el te s tu z y saltó por e n ­
cim a del toro con una a g ilid a d y destreza q u e lo v a l i e ­
ron el e ntusiasm ado a p la u s o del p ú b l i c o , y la a d m i r a ­
ción de los p rin cipe s e s p e cta d o re s .
Coronas de laurel y de llores div er sa s le a r r o ja b a n á
la plaza por todas p a r t e s , y el ruido y el e str é p ito de los
aplausos resonó basta en ¡os m a s lejanos ba rrio s do
a q u ella inm ensa ciudad,«
A q u i lleg aba yo de m i traducció n cu a n d o el sue ñ o
m e rindió; d e jé el m a n u sc rito sobre la m esa, q u e era de
pino y cubierta de u n tapete de b a y e t a v e rd e , m a s ra í­
da q u e co n cien cia de so lieron , y me fui á la ca m a.
13
T en ia mi p a tr o n a un grato e n t r a d o ya en año s, a t i g r a ­
do, dií hocico blanco (p a rece q u e lo estoy v ie n d o ) y m u y
re g a ló n y mim ado de lodos los de la casa. Iil ciu d a d a n o
gato, q u e cuando yo tra ducía el m a n u sc rit o a r á b i g o , e s ­
taba a c u rr u c a d o ce rca del t i n t e r o , tu v o la h u m o ra d a ,
después de a co sta rm e , de co jer el tal m a n u sc rito , (sin
duda porque o lia á man leca} y dar co n él en la c a r b o n e ­
ra , ó en los teja do s. El h e c h o es que el m a n u sc rit o des­
a p a r e c ió , y las ha/a ñas ta u r o m á q u ic a s de A i i - M u r i n
quedaron sep ultadas p a r a s iem p r e en ei inm en so p i é l a ­
go del o l v id o , q u e ha s u m e rg id o tañ ías y tan bu e n a s re ­
putacion es. C uando d e sp e rté y vi q u e e l m a n u sc rit o h a ­
b ía d e s a p a r e c i d o , tuve un s e n tim ien to p r o f u n d o , pero
un s e n tim ien to de in d ig n a ció n g a t u n a , tal y de tal m a ­
n era. que si llego en a quel m o m e n to á a tr ap a r al anim a -
lito en tre mis u n as c o m e to un g a ticid io .
Me q u e d é , por c o n s e c u e n c i a , á m e d ia m iel r e s p e c t o
del orig en , vida y m ilá g ro s de las co rrida s de toros. ¡Lo
que p ued e un g a t o ! Si e l maldito del anim n lejo no m e
p ierde el m a n u sc rito , me h a g o c é l e b r e por o cho cua rto s.
V e a n u s ted es en lo que e st r ib a U\ fa m a de un h o m b r e;
en un gato y en o cho cu a rto s .
Sin e m b a r g o del fracaso s u ce d id o , y o no me a rre d r é
en mi e m p r e s a ; la de h a c e r c o n o c e r al inundo la v e r d a ­
dera histo ria de las co rrida s de loros.
B a sta n te luz me d a b a lo tr a d u c id o del m a n u s c r i t o
arábigo para ve n ir en co n o c im ie n to de q u e las f u n c io n e s
de loros eran a n t iq u ís im a s , y de que A l í - M u r i n , el de
atravesada v is t a , e r a el p r i m e r to rero de s u s t a n c ia q u e
hu bo en la tie r ra (y si este no fue s eria o t r o , p e r o yo no
he tenido noticia de él).
l i e traído á colación e sle episo dio p a r a q u e el l e c to r
b e n é v o lo vea por sus propios ojos, q u e esto de a n d a r ios
ho m b res á vu elta s con un lo ro no es de a y e r m a ñ a n a , si­
no que c u e n ta lu e n g o s siglos d e s e r asi. Y no p odía m e ­
14
nos de sor. Los hijos de A d á n , desgraciados lodos desdo
que A nuestra a b u elila E v a , le vino en gana co m e r del
fru to del árbol p ro h ib id o , han procurado s iem p r e d ism i­
n u ir los males de esta p icara v i d a , y d iv e r t i r s e A su
modo,
Bien mirado lo de s ortear A un loro y h a c e rle la m a m o ­
la con un peda/o de la m p a rilla , ó de o tra tela s e m e j a n ­
te, que esto no influye cu las suertes, no deja de ser m e ­
ritorio. (Los méritos de los hom bres son co n ve ncio n ale s;
el que hoy es premiado con una c o ro n a , m a ñ a n a subo al
patíbulo por la misma causa.) Resulta , sin e m b a r g o , q ue
A li- M u r in futMin ho m b re de p ro vecho . VA fu n d ad o r de
la tauromaquia; y para mi propósito lias la p ro b a r que las
co rridas de toros fueron a n te rio re s A la in u n d a ció n del
Occéauo para sacar A la p laza pública del m u n d o al M e ­
diterráneo. La salida de [javana de q u e h a b lam os antes.
La razón de esp ouer su vida un h o m b r e de lan te de
un to ro , por solo el p lace r de b u r l a r su futir/a y su s a ­
ñ a , no la encuentro yo ni en la histo ria a n t i g u a , ni en
la moderna, porque la razón no se e n c u e n tr a en las h i s ­
torias , está en otra p a r l e , en el c o ra z o n . Mas el h e c h o
es que ei hom bre tiene un p l a c e r en b u r l a r y v e n c e r A
los animales fero ces, y , dicho sea de p aso , o s la in c l i n a ­
ción no da ia mas alia idea del g e n e ro h u m a n o , liso de
andar A vueltas un h o m b r e , ese ser p riv ile g i a d o para el
cual se hizo el m undo, según d i c e n , con un a n i m a l u c h o
de colmillo en ristre ó de cuern o en a s t il l e r o , no es del
género c u lt o , os del gé nero a nim alesco -
Sin e m b a r g o , esta doctrina no e s t á e n co n tr a d ic io n
con la íilosofia de los toros. Puesto que hay h o m b r e s y
toros, y puesto que los unos y los otros andan al r e d o p e ­
lo, si encontram os el porque· filosófico de esta lid , queda
despejada la incógnita»
Dijimos antes que e l A fr ic a fu o destin ad a por la n a ­
tu rale za p ara residencia ordin aria de los a n im a les lo ro -
15
сея, en tre los c u a le s el toro ocupa un d is tin g u id o lu g a r ,
B ie n mirado* u n toro es un ciu d a d a n o respe (oble Su с a-
boza es un re s u m e n histó rico de la fer o cid ad , d e l valor*
de la f u e r z a , y de la im p o sibilida d.
E n el c a m p o , los ojos d e l toro tienen toda la d u l z u r a
y tra nqu ilid ad del ju s to . Un toro en la d e h e s a es un b ie n ­
a ve n tu r ad o . Y o no sé la r a z ó n , p ero n u n c a he v is to un
toro paciendo 6 r u m i a n d o , q u e tanto m o n t a , que no me
haya ve n ido á la m e m o r ia el arca de Noé , en donde y o
he creído siem p re q u e los a n im a le s alli con ten id os o b ­
s erva ro n un a co n d u cta i r r e p r e n s i b l e , sin a t r e v e r s e n i n ­
guno £l d e cir esta b o ca es mia. E n una p a l a b r a , q u e fu e ­
ron todos ellos g e n te (le d e lic a d e z a y de b u e n a c r ia n z a ,
y la historia no nos dice n ada en co n trario . E n v e rd a d
que á no h a b e r sido a si, n u e s t r o A b u e l i t o X oé se h u b i e ­
r a visto en mas de un a p u ro con la ge n te c illa que tenia
á su laclo. P ero ¡quea! no s e ñ o r , allí lodo el m u n d o lenia
j u ic io ; hasta las l a r g a t i ja s , tan m o v ib le s de s u y o , y tan
c o rr en to n a s , a p u e s to yo á q u e e s t a b a n a c u r r u c a d a s y
q u ie te eila s como unas m u e rta s .
L o s toros q u e alli h u b i e r a , q u e yo ten go p ara mi q u e
debieron s e r b a sta ntes t s eg ún las d ife r e n te s c o r n a m e n ­
tas que uno ve por esos trig os y p laz as todos los dias,
p e r m a n e c e r ía n echados y co n la p a c ie n c i a de unos m á r ­
tires ha sta la v e n id a de la p a lo m a con el raxuito de o li­
v o ; y a unqu e d e sp u é s de tan grata n u e v a no d e ja rla de
h a b er alli su a lg a z a r a y b r o m il a c o r r e s p o n d i e n t e s , los
toros co n se rv arían su gr a v e d a d n a t u r a l ; p o r q u e , no es
c h a n z a , el toro es un a n im a l m u y g r a v e , en su e sta do
n o r m a l , ó de loro Д s e c a s , y no h a y n in g u n o q u e no s ír ­
va p ara p re sid en te de u n a C o rp o ratio n .
A q u e l l a e sp acio sa f r e n t e , señ al in fa lib le de in te lig e n ­
cia s u p e r i o r , a q u ella s n a r ic e s , an ch as y h u m e a n t e s , Jas
orejas ¿t lo M i d a s , ca p a ce s de r e c i b ir u n a in m en s a c a n ­
tidad de a i r e , el h in ch a d o y rizo so c e r v i g u i l l o , a q u e llo s
1tí
cue rn o s..., ¡Oh! Los cuernos de un toro o fre cen m a l c r i a
para una epo p eya. No falla mas que un a p l u m a ; los
cuernos ahi están.
Mi señora Doña X a tu r a le z a ha sido m u y c a p r ic h o s a
en sus creaciones. Los cuernos de los Loros son un egem -
jilo de esta verd ad.
Acostum brado s ó v e rlo s , nada nos e s t r a h a . p o rq u e
la costum bre lo allana todo, pero o b s er va n d o un cu e rn o
con el lente de un naturalista, es una p r o d u c c ió n m a g n i ­
fica y altam ente sublim e; por sup uesto no hay n in g ú n
cuerno que 110 tenga su co rneta c o r r e s p o n d i e n t e , q u e es
otro cuern ecillo mas blando y mas m e n e ja b le q u e sirvo
de apoyo y alim ento al cuerno p rin c ip a l.
No deja de ser estraño que hasta los c u e r n o s ten g a n
necesidad de alimentarse en es Le p icaro m u n d o . Don
Alonso el Sabio hu biera suprim ido esta n e c e s id a d y t a m ­
bién un servidor de usted es. No por esto se cr e a q u e el
r e y D. Alonso el Sabio, ni yo q u e n i soy re y ni me llam a
A lonso ni tengo un ardit e de sabio, c e n s u r a m o s la ob ra
de la c r e a c ió n : ella está á la vista y ca d a ciu d a d a n o t i e ­
n e el im prescrip tib le d e re ch o de j u z g a r l a s e g ú n le d icte
su capirucho . E n este p unto v iv a la l i b e r t a d ; cada cual
j u z g u e á su modo y a delante con la m ú s ica .
Mas en medio de l o d o , no v e o y o la n ece s id ad de que
un cuerno tenga corneta ni esos a d ita m e n to s q u e los
cuernos tienen. Me parece que p o dría h a b e r s e h e c h o un
cuerno sin v a r ia c io n e s , sólido , p u n tia g u d o y terso como
un jaspe labrado. Y aun estoy p ara m i , en q u e un c u e r ­
no asi formado tendría mejor uso en la p laza de toros y
e n las p einerías. Y o siem pre e sto y p o r lo s ó l i d o ; no me
gusta nada hueco, ni aun en m a te r ia de c u e r n o s ; ó bue ­
n os 6 no tenerlos. Sin em bargo y i p e s a r de los defectos
q u e yo les encuentro ó los cu e rn o s q u e usan a h o ra los
toros, el hecho es que ellos a b ren en c a n a l á los caballos,
y al pobrete que se desc uida le e n v ía n á la e te r n id a d de
17
un p u n ta z o , cosa que y o no a p r u e b o en el orden de la
creación, ni í). A lon so el Sa bio a p ro b aría tam poco. [ S o ­
bre que el l i e y I). Alonso y yo h u b ié ra m o s congeniado]
N ¡\s tal como es el toro no puede neg arse que es una do
las obras mas perfectas de la crea ció n . E l to ro es un a n i­
mal hernioso.
El h o m b r e , ese sor p r i v ile g ia d o , 110 se yo si en las
miseria ч y n ece sid ad e s que le rodean , ó en la In t e lig e n ­
cia superior sobre los o íros seres . que co m en, andan y
duerm en . iiene una natural in clin a ció n á do m in ar á t o ­
dos los a n im a lucho s que le rodean. De esta in clin a ció n
natural, que puede llam arse innata , de esla afición des­
pótica y a b so lu tis ta , lian n a c id o , sin duda, las luchas de
ho m b res y a nim ales, luch as san grien tas y fero ces, y que
llevan por lema aquello de «á quien Dios se la d iere, San
Podro se la bendiga.« A q u í vo lv e m o s á acordarnos da
t). A lonso el ¡Habió. U11 h o m b r e que anda Л v u e lta s con
una f iera, ha ce un p ap el poco hon roso en re a lid ad ,
poro en real i da ti aplaudido y ensalzado por los otros
ho m bres , de donde na tu ral me ule se deduce que el q u e
no anda al redopelo co n un l e ó n , con un tigre ó con u n
toro, no es h o m b r e , sino li loso Го, que es otra especie de
seres , de los que h a y pocos so bre ia tierra. Y en tién d a ­
se q u e nosotros no co n tam o s en ia a lta caLegoria de fi­
loso ios á los ene m igo s declarados de las co rrida s de to­
r o s , como el buen Joveilan os. A q u e l fue un h o m b re de
p ro ve ch o , un e s c e le n le m agistrado >y un buen literato,
pero en medio de su alia ca p a cid a d no conocía fondo
el busilis de los loros, üstos tienen su filosofía p a r tic u la r
que es m e n e ste r estu d ia r para co m p re n d erla , y q u e no
es dado íi todos p en e tr a r en sus arcanos. Jovelianos no
p e n e tr ó .
Г п а cosa os andar ix vueltas con un retinto de Jaram a ,
y otra m irar con odio y ceño al retinto y al que con él
anda ¿t vueltas. L a virtu d dicen q u e consiste c u el m e -
2
18
dio; y el medio de los toros y los toreros no os fácil de se-
ñalar. Es un medio que no está en el centro de la c i r c u n ­
ferencia. En una palabra , las m atem áticas es tan e xclu i­
das de las plazas de toros. Allí las ciencias e x a cta s no
hacen fortuna.
Un torero con la m uleta en la mano de lan te de un
toro, no es un problema, es otra cosa , y una cosa s in g u ­
lar é indefinible.
E n efecto , un hombre que vestido de seda y a la m a ­
res se p resenta ante las astas de un toro, hace u n a cosa
cs traordinaria , una cosa que 110 tiene definición, en una
palabra, una atrocidad. Pero aquí de 1), A lon so el Sabio,
este m undo está nial h e c h o , 6 á lo monos lo parece ,
Alas este hombre que asi espone su v i d a , ¿ p o r q u é
lo hace? aquí entra la filosofía de los toros. Lo ha ce por
dos razones, por pobre y por fanático. La pobreza y e l
fanatismo son herencia natural de los de sc en d ien tes de
Cain. Y o no s é , s i e n esto tendrá parte la quijada del
burro , pero el hecho es que los de scendientes del c iu d a ­
dano de la q u ija d a , somos unos pobrecitos d e s a m p a r a ­
dos, que tenemos que buscarnos la nielona de c u a lq u ie r
modo. La me lo na es a qui sinónimo de la pitanza , ( t a m ­
bién D. Alonso y yo la hubiéram os s u p rim id o , ó a l o m e ­
nos re gularizado mas de lo que está.)
IVo se yo por qué los hombres (y por su p u e sto las
m uge res) habíamos de tener necesidad de co m e r para
cuatro (lias que vivimos en este picaro mundo. T al h a y
que gusta de un guisado de perdiz ó de salmón con c e ­
bolla; pues ni la cs celencia del salmón ni d é l a perdiz le
privan de una indigestión por la malhadada c e b o lla , q ue
e ra lo que mas le gu staba. ¡ Picaro m u n d o ! Se come po­
c o ......desfallecimiento de estómago. Se come m u c h o ....
indisposición de estómago. Se bebe mucha a g u a , por la
sencilla razón de tener m ucha s e d , pues s e ñ o r , cólico
en campana* Se bebe mucho v in o .... m o n a c o m e n t e ,
19
p riv ació n de las facultades inte lectuales y tam b ién el es­
tó m ago A lm e n a s n o c h es . ¿Picaro inundo! Ni com er ni
b e b e r , ni deja r de hacerlo está libre de in co n v en ien tes.
¿Qué es lo q u e debem os h a c e r los hijos de A d á n ? S o r ­
t e a r Ja v i d a , ó m e jo r d ic h o , la m u e r t e que es la que
siem p re nos está am en aza n d o desde que n ace m o s. [Pi­
c a r o mundo! T am b ié n D. Alonso y y o h u b iéra m o s m a ta ­
do á la m u e r t e j esto es , la h u b ié ra m o s suprimido» y A
los que hu biesen tenido la s u e rte de n a c e r los p rim e ro s
Ies h u b iéra m o s co ncedido una v id a imprescriptible, c o ­
mo se dice a h o r a , una vida im p e r m e a b l e , en un a p ala ­
b r a , una vida clástica que h u b ie ra n ellos podido e s t e n ­
d e r ó a co rtar á m edida de su ca p ir u ch o . P e ro nacer por
sup uesto sin a n u e n cia ni co n se n tim ie nto del q u e n ace ,
p ara luego m orirse , tam bién sin a n u e n c ia ni c o n se n ti­
m iento del que se m u e r e , es, herm an os míos, una a tr o ­
c i d a d , ó A lo menos sino lo es A mi me Jo p arece . L a n a
tu raleza es e se n c ia lm e n te despótica , y yo no he estado
nunca bien con el d e sp o tis m o , n i co n esa libertad q ue
tanto se p ar ece A la tira n ía .
Pero co n la m a d re n aturaleza no b a v que a n da rse en
tiq n is -m iq u is . E lla h a c e lo q u e su so beran a vo lu n ta d le
dicta , y A los hijos de Cain no nos q u e d a mas re m e d io
q u e ca lla r y tra g a r la pildora* ¡P ica ro mundo!
Estas co n side ra cio n es lilosóíicas, ó q u e lo p arecen,
p o rq u e en e ste globo todo es a p a rie n c ia b u e n a y r e a li ­
dad mala , de bieron decidir A los p rim e ro s toreros , [los
q u e se tragó el M editerrán eo) a coger el trapo y p onerse
(leíante de un t o ro , A la de a llá vA eso y salga el sol por
A ntequera.
El v a l o r , que nadie ha definido bien > A lo menos q ue
y o s e p a , y que con siste en u n a abn e ga ció n vo lu n ta ria
e n o bseq uio de ideas q u e están en v o g a , por a b su rd a s
que estas s e a n , debió ser un gran m ó v i l , una (le las
p rin cipa les causas q u e p ro dug ese n las s u e rtes tauromA-
so
quieas, y que llevase como de la mano á un lio ni h re
para presentarse (leíanle de un toro. Por suplíoslo que
el primero qne tal Iilclcric llevaría su miedo co r re.: pon-
die n te , porque valor sin m ie d o , es una cosa que no
esiste. Una de esa* fantasmas que los ho m bres crea n en
su imaginación para e n c a ñ a r á los otros h o m bres. ¡P i­
caro inundo! 'iodo mentira , apariencia y e m b u s tería .
L a diferencia que h a y entre los valientes y los cobardes
está re ducida al mayor ó menor grado de inteligencia y
grandeza de alma entre los p rim e ro s y los segundos.
Los valientes son mas dóciles y flex ib les á las i m p r e ­
siones d é l a m ateria, en una palabra , tienen la p arle
animal m a s e n su punto y sazón. En suma s o n ...... pero
suspendamos nuestra o pin ion en osla parte en obsequio
de osos ci иdad a nos que las gentes llam an héroes, y á los
cuales yo saludo con aquello de «Dios g u a r d e á V. m u ­
chos anos , y que V. lo pase sin n ovedad.»
De lodos modos, eso que se llam a v a l o r , debió ser
una de las causas que escitaron al primero que foé to­
rero á presentarse en la arena. E l aplauso de una dama;
todavía m entís, su com placencia, y la aprobación e n t u ­
siasmada de cuatro am igo s, bastan para que un h o m b r e
cómela todo gé nero de b a rbaridades. , Picaro mundo!
A q u í de D. Alonso el Sabio. Jamás be podido yo c o m ­
prender bien la razón filosófica de hacerse m a la r n a
hombre por defender á olro hombre. Un ge n era l al fren­
te de un ejército en un (lia de b a t a l l a , es la im a gen del
Caos. (Perdonen los h é r o e s ; yo profeso la doctrina de
que no los ha y. Todo en este p icaro m undo vá en o p i­
niones )
No me negarán sin em bargo los ho m b r es p e n s a d o ­
r e s , que el espectáculo de cien mil ho m bres a rm a d o s de
lodo gé nero de armas o f e n s i v a s , y ocupados en medio
de esos andurriales en romper la crism a y e n v ia r á la
eternidad á otros cien mil h o m b r e s , es un a a tro cidad ,
21
mui ilo esas gracias de mies Ira m adre n a t u r a l e z a q u e no
tien e d efin ició n, q u e 110 se com p rend o. Jin una pala b ra ,
una b a ta lla , es una sátira de ca ñ o n a z o s c o n tr a e l gé n e ro
hu m an o . ¡I1i can» mundo!
L o que tam poco he podido yo c o m p r e n d e r , es co m o
ho m b res de tále n lo y de gran t a l e n t o , tales como F e d e ­
rico II y i\íipoleon , fundaban su gloria y su am bició n
e n m a ta r á los ho m b res para d o m in ar los hombres* R e s ­
peto su in te lige n cia , p er o en esta parle p erd ó n e n m e q ue
les diga q u e fueron unos solem nísim os b o t a r a t e s , ítem
mas, unos malvados. Yo no adulo á nadie, m i opin ion es
lib re como el oiré , y me he p ro p u e s t o m a n ife sta rla tal
como es , sin rodeos ni a m b ig ü e d a d e s .
¡Cuidado co n el p lace r de m a ta r á unos h o m bres p ara
m a n d a r á los otros q u e q u e d en vivos! ¡Qué barbaridad!
litio es cierto , que si asi no lo h icie s e n 110 m a ndaría n,
los ho m b r es q u e m andan A ios otros h o m b r e s ; y aquí
v u e lv o y o á a co rd a rm e de 1). A lonso el Sabio. ¡lMcaro
mundo! Sino está m a l h e c h o , no p u e d e darse u n a cosa
m a s p arecid a .
C uando un p e r s e g u id o r del gé n ero h u m a n o , uno do
esos b á rb a ro s que la p leb e llam a héroes , p orq ue m a ta n
hom bres, asesinan m u g e r e s , d e gü e llan ninos, roban, s a ­
q u e an , é in cen dian ciu d a d e s , es a plaudido y e nsa lza do
h a sta el p unto de e rig ir le e s t á lu a s de bronce y c o lu m ­
nas ad o rn ad a s con eso que llam an trofeos , y que en
su stan cia son la in signia de la ba rb a rid a d y de la m ise ­
ria h u m an a , bien p ued e un m atado r de toros e c h a r su
cuarto á e spadas y decir : «aquí hay un h o m b r e .” A l o
menos un tore ro , sí mata , m a la á una íiera , y la m a la
divirlieiido al re sp e tab le publico. Pero aquí q u ie ro y o
h a c e r una co níesio n, siguien do el egem plo de San A g u s ­
t ín , q u e diebo sea de p a s o , e r a un santo de p r o ­
vecho.
A pesar de mi afición á los t o r o s , y de que estoy
22
convencido de que h a y filosofía en estas funciones , no
por eso dejo de conocer que h a y la m b ían su p arle de
barbaridad. ¿ Pero en qué no la hay en este picaro in un ­
do ? l'n gastrónomo se come de una sentada una libra
de salm ón, una perdiz y dos chuletas de tern e ra ; y sin
em bargo en e s t o , que á primera vista no deja de ser
una barbaridad , hay sn parte de filosofía, porque la p i­
tanza está en razón de los e stó m a go s, como las corridas
de toros en razón del deseo de v e r l a s ; todas las co sas
en este picaro mundo tienen mal p r i n c i p i o , y yo creo
que basta el mismo mundo lo tuvo m a lo , y aqui de don
Alonso el Sabio. Tor esta regla las corridas de toros d e ­
bieron ser malas en su origen. Y o no las v i , pero m e
figuro l o q u e serian antes de que AlÍ*iMurin a p a re cies e
en la tierra para luz y espejo de ía andante y c a b a lg a n ­
te tauromaquia.
Los primeros toros debieron co rr er s e en corrales de
campo , que ios corrales sun in d u d a b lem e n te muy a n t i­
guos , porque esto de acorralar á los hábil antes de este
globo terráqueo > es el pan de cada di a T y no hay v ic h o
viviente entre los animalilos mansos, q u e no su Irán su
corralada co rresp o n d ie n te , y el h o m b re no es el que
menos participa de esta gracia de n u es tra m a d re n a t u ­
raleza. íin su propia casa, y en la de Lia, fv u lg o cá rcel) e l
ho m b r e , ese ser privilegiado para el c u a l dicen que se
hizo el mundo , viv e no solo a corralado , sino e n c e r r a d o
y de modo que no le dé el aire» ¡ O u e felicidad! Y en
verdad que la invención de las cá rceles no deja de ten er
su mérito. Un hombre metido en un ca lab o z o , y g u a r ­
dado y vigilado por otros h o m b r e s , o fre ce un e sp e c tá ­
culo magnifico de la virtud y sabiduría hu m an a . ¡ P ic a ­
ro mundo J Los unos contra los otros , p orq ue los o tro s
í ueron contra los u n o s !
Decíamos que las primeras corridas de toros d e b i e ­
ron ser m a l a s , y que se verificarían en corrales cura-
23
postres. E n efecto» los to ros y las vacas» y e sp e cia lm e n ­
te las t e r n e r a s , o f r e c e n al h o m b r e , al ser p riv ile g ia d o ,
un a lim e n to sabroso y suculento* Los d e sc en d ien tes de
Caín , que en esto de co m e r ca rn e tienen las m ism as in­
clinaciones que los l o b o s , los tigres y dem as ciu d a d a ­
nos de co lm illo en ristre , q u e es otra gr a c ia de n u e s tra
m a d re n a t u r a l e z a , de bieron cuidar m ucho a llá en e l
p rin cipio del m u n d o de a u m e n t a r los t o ro s , las v a ca s y
las tern e ra s p a r a e n gullírselas b oniticam ente, según f u e ­
ran entra n do en r a i n e s . De a q u í el origen de las g a n a ­
derías, de los co rrale s y de los p a s t o r e s .
T a m b ié n el oficio de p a s to r es otra de las m u c h a s
gr a c ia s en q u e a b und a n u e s t ra m adre n a t u r a le z a . Un
h o m b r e , el ser p riv ile g ia d o y p a r a q uien dicen que se
h iz o e l m u n d o , co n un ga rr o te en la m ano > u n as a lfo r­
j a s al h o m bro ó un z u rr ó n ül costado, que lauto m on ta,
m a l v e s t i d o , peor ca lza d o y no m ejo r comido y andando
todo el dia tras de un h a l o de cabras» una p iara de c e r ­
dos , un re b a n o de c a rn ero s t) u n a v a c a d a , p ro cu r a n d o
que los a nim al i tos coman y se re fo cilen m ie ntra s él a y u ­
na y se d iv ierte , rascándo se las o re jas y cantando y e r t o
de frió la j o t a a r a g o n e s a , no deja de ser un e je m p lo
viv o de la hu m an a felicidad.
Sin e m b a r g o , y ¿cosa rara! no ha habido p o e t a en e l
m un do desde Hornero a c á , q u e no h a y a celeb rado la
v id a pastoril á las mil m a ra villa s. V i r g i l i o , Tí bu lo, el
T a s s o , G a r c i l a s o , M e l e n d e z , ha n debido á estas ca n ti­
n elas una g ran p arle de su gloria.
E l busilis de c e le b r a r la vida p astoril esos y otros
g r a n d e s g e n i o s , c u y o n om bre no m o rir á n u n c a , no con ­
siste en que la v id a de los pastores fuese bu e n a > sino
en q u e la s u y a e ra peor to d av ía. E n este picaro m undo,
q u e yo estoy p ara m i que debió hacerse esclu siv am erile
p a r a los malos y p ara los tontos ; el ho m b re de b ien y de
talento está perdido ¡ es un m u e b le sin u s o , y si alguno
u
tiene , es el de vivir mártir y acribillado por la m e tralla
de ios ignorantes y di', ios picaros.
Y a se v é , un hombre como Virg ilio y los dem as que
antes hemos citado, y q u e d e tal y tan buena m a n e ra
pintaron la vida pastoril, no fueron n unca pastores m
menos pensarlo* Lo mismo sabían (‘líos di’ 'zurrones tú
de alfo rja s, que d é l o s granos de arena del m ar Pac-íl­
eo. Mas por lo misino que eran grandes ho m b res , pasa­
ban una vida triste y amarga, que no h a y nada mas Iris-
te ni mas amargo que ver en toda su desn udez las m ise ­
rias humanas, Kn suma, el tálenlo en este p icaro m u n ­
do es el tormento de Tántalo. ¡ A y de los ho m bres de La-
lento ! el infortunio es su he re ncia. ¡ Picaro m u n d o , y
aquí íle D. Alonso el Sabio !
Los poetas (se entiende los buenos) que para m i son
los hombres mas grandes y que mas han honrado á la e s ­
pecie humana; pasaron una vicia a g ila d a y nuda íi todas
luces. A los que hemos citado les debió su c e d e r lo que
á todo el que piensa mucho y escribe mas. Q u e b r a n ta r
su salud , llenarse de melancolía T que no hay n in g ú n en­
fermo que no la tenga , y lo que es peor todavía , ve r en
su horrible desnudez eso que se llama la sociedad.
Por esto desearon oíro gé nero de v id a , la v id a del
ca m p o, esa vida que anda á vu eltas con las m ariposas y
las hormigas; y en su exaltada i m a g i n a c i ó n , y en la m e ­
lancolía que necesariamente tenia que a q u e j a r l e s , sn
im aginaron que un pastor con su g a r r o t e , su z u rró n y
su anguariua , era un ser privilegiado y feliz.
Cl mismo origen que las églogas de los grandes p o e ­
tas que hemos citado y oíros de la misma estola que p u­
diéramos c i t a r , han tenido las corridas de toros. Kn sus­
tancia , el deseo de encontrar sensaciones m a s grata s y
a leg r es que las que ofrece al género hum ano, de o rd in a ­
rio , este picaro mundo*
Pura convencer de esta v e r d a d á n uestro s lec to r es , y
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no por n uestra opinio n t sino por la de la historia . r e f e ­
rir e m o s aquí lo q u e sobre la m a te ria dice un c é leb re es­
crito r,
«La historia guarda un profundo silencio re la t iv a m e n ­
te á los p o rm e n o r e s quo a c o m p a ñ a r o n á las lu c h a s de
h o m b r e s con toros en un crecido n úm e ro de años. H a s -
la el reinado de A lfo n so V I 110 se hace m ención do ellos
como e n l r e t e n im i e n t o de la n oble za ; y todos c o n v ie n e n
en que el c é leb re c a b alle ro 11uy , ó Rodrigo Diaz del V i ­
r a r , llam ado el Cid C a m p e a d o r , íué el que p rim e ro a l a n ­
ceó los Loros desde el caballo.
E sta acción , bija del estrao rd ina rio v a lo r y b i z a r r í a
de a q u el héroe , dio o rig en á un n uev o es pee LAculo que
con general acep tació n vino á sustitu ir al q u e se usa b a
en el siglo XI que co nsistía en soltar un cerdo , y lu e g o
dot> ho m bres con los ojos ven dados y arm ado s con un p a­
l o , los cuales iban dando vueltas hasta q u e uno topa­
se c í u i el c e r d o , q u e e n to n c es era suyo- y la m a y o r d i­
v e rs ió n e ra cuan do los dos e q u iv o c a d a m e n te se a p a ­
lea b a n .
Si la n ob le/a y r e v e l a n t e s p re n d a s de las p er so n a s
q u e se dedican a tal ó cual diversió n , ho n esta se e n t ie n ­
d e , es su lie ¡en te m o tivo p a r a re p u t a r la por b u e n a y t e ­
n erla en e s t i m a , la lu c h a de toros gozarA la p r e e m i n e n ­
cia por h a b er sido el mas va lie n te caballero e spañol e l
p rim e ro A quien se le vió lidiarlos. N0 obstante , algunos
cr e e n q u e en tiempo tle los romanos se conocían va es­
tas liestas en España, y apoyan su opin io n , no solo en la
his to ria, si 110 tam bién en los restos de ios fam osos a u li­
te ¡Uros que e x is t e n en Toledo, M crida y otros pueblos; pe­
ro a unqu e asegura aquella que los romanos eran m u y afi­
cionados á las con tie ndas de ho m b r es con íieras, no cons­
ta de m a n e ra alguna que los toros fueran e m p le ad o s p ara
ellas, y sí otros a n im a le s ; y es d ig n o de a te n ción que en
Roma no se hubie se p e r p e tu a d o esta d iv e r s ió n , siendo
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propia do aquella re p ú b lic a , y sí en E s p a ñ a , que fue so-
lamen Le una de sus provincias co nquistada?. Tan poco
fundada tiils p arece la opinión de los que cr e e n que los
godos conocieron como esp ectáculo estas fiestas, y croo
que bastará ver lo que Manuel G a r cía dice en su Epíto­
me de tas i'ecreaciones públicas, página 22G, para co n v e n ­
cerse del poco fundam ento que tiene. En el año i i 00 e s ­
taba ya estendida la tiesta de to ro s, y conocida como pe­
c u lia r de los e spañoles, pues el licen cia d o F ra n cisco de
Cepeda en su lie sumí a historia de España , dice lle g a n d o
A esta época: «Se halla en m em orias a n tig u a s q u e se co r­
rieron (este ano) en fiestas públicas t o r o s ; e sp e ctá cu lo
solo de España.» Se fomentó m u c h o esta diversión c u a n ­
do los p rín c ip e s , am onestados por el celo de los e c l e ­
siásticos , pro scribie ron todas a q u ella s c u y a s co n s e c u e n ­
cias eran á m enudo fun estas, en tre las cu a les no c o m ­
prendían los toros ■lo cual es m ucho de n o t a r , y vie n o
en apoyo de lo racional y s eg u ro que tien en .
Desdo esta época Ja n oble za se dedicó e n t e r a m e n t e A
esta clase di! distracción , que era privaLiva s u y a , y n o
había ningún aco n tecim ien to de utilida d y a legría p ú b li­
ca que no se solem n izase con corridas de toros. A si es
q u e nuestras crónicas nos dicen, que cuan do A lon so V I I
casó en Saldaría con Dona Merengúela la C h i c a , hija de l
Conde de Barcelona, en el año de 1121, h u b o e n t r e o i r á s
diversiones la de co rrer loros ; y cu ando el Rey D. A ló n *
so V I H casó á su hija 'Doña Urraca con el Rey J). G a r c ía
de N a v a r r a , hubo en la ciu d a d de L eó n dicha fiesta. L a
rep utació n que se iba ad q u irie n d o era tal, que pen saro n
en establecerla en varias partes f u e ra de E sp añ a , p r i n ­
c ip a lm e n te en It a lia , pero siem pre iban las reses e n m a ­
romadas y con p er ro s ; y no o bsta n te estas p recau cio nes,
sucedió en Roma el año de 1332, que m u r ie r o n en las
astas de los loros die:i y n u e v e caballos rom an os , y m u ­
chos p le b e y o s , sin co n ta r los h e r id o s , que fu e ro n m u -
§7
chos, y de los q u e p ro b a b le m e n t e m o riría a l g u n o ; lo
cual nunca sucedió en E s p a ñ a , á p esa r de la m a y o r b ra-
bura do los t o ro s , y do las m a y o r e s h a b ilid a d es que con
ellos se ha cía n. Esto suceso fue causa de que se p ro h ib ie ­
se!* en Ita lia, co n ve n cid o s de lo indisp ensable q u e es
para torear con segurid ad el va lo r do los d e sc en d ien tes
de ll ó m u l o , y la d e s t r e z a q u e á par de a q uel b rilla en e l
español.
En el re in ad o de D. Juan II llegó <1 su punto la ga lan ­
tería caballeresca , q u e se m e zcló en toda clase de p a s a ­
tiempos» y dio n uev o y poderoso impulso ia d iv ersió n
de que tratam os. T res fu e ro n las g ran de s c ausas q ue c on­
currir* ron á fo m en tar con tanta ra p idez el e n g r a n d e c i­
miento de este e sp e c tá c u lo : la p r i m e r a , el e sp íritu de
la g a l a n t e r í a , q u e com o h e m o s d ic h o , se in tro dujo e n
e l l o s , hacien do q u e cada caballero co m p ro m e tie ra y de­
dicara á su dam a los e sfu e rz o s de su v a lo r , la c u a l h a ­
biéndolos p re se n cia d o , y ju z g a n d o p o r ellos si a q u e l ca ­
b a lle ro era bastante va lien te p a r a m e r e c e r su ate n ción ,
p re n d a b a sus afanes con un distinguido fa v o r. L a según»
da fué la parte q u e en ellas tom aron los soberanos, pues
no solo las a u t o riz a b a n co n su p r e se n cia, sino que a lte r ­
n aban co n los nobles en las l i d e s , -disputándoles co m o
cab allero s el prem io que la b e lle za g u a r d a b a al mas dies­
tro y galan, L a últim a causa que co n cu rr ió fué la e m u ­
lación q u e e x is tia en tre la n ob le za y ios caballero s m o ­
ros de G r a n a d a , nacida por el trato que tanto en paz co - ,
mu en g u e r r a tenían con e llo s; y com o fu e ro n m u y fr e ­
cue n te s e n l r c estos las tiestas de toros hasta el tiem po
del Hey Chico , y hubo m uchos m u y die stros , com o f u e ­
ron M a l i q u e - A l a v e z , M u z a y ü a z u l , q u e hicieron c é le ­
bre s sus n om b re s y habilidad en la p laza de B ib a r r a m -
b l a , de a q u i es que aquellos tra tase n de i m i t a r l o s , y ha-
cí irles ve r q u e en nada c e d ía n los cab allero s castellan os
á ios uuusulinanes españoles.
S8
Cuando en 20 de o ctub re de 141S casó el Roy D. Juan
con Dona Mari a de A ra g ó n , hubo en Medina del Campo
dichas fiestas de Loros , y en el reinado de E n riq u e I V
se aumentó mas su esplendor ■pero es im posible m a rca r
con fijeza la época en que esta diversión lomó el aspecto
de esp ectáculo público y n a c io n a l, y de jó de a p a r e c e r
como un entretenimiento de los g u erre ro s y ca udillos
mas fam osos: las ley e s d e p a r t i d a la cuenLan entre los
espectáculos ó juegos p ú b l i c o s ; la 57, til. l o , p arte 1,
la menciona entre aquellas á q u e no deben co n cu rrir los
prelados. Otra (la 4, p arle 7, LiL. de in fa m a d o s) pued e
dar sospechas de que en aquel tiem po se e je rcía v a esle
a rle por personas m e rc e n a ria s , pues que condena á in -
íarnia á los que lidian como fieras b ra v as por el dinero:
y de una ordenanza del fuero de Zam ora se deduce que
Inicia fines del siglo XIII habia en a q u e l l a ciudad p laza
ó sitio determinado para tales lies tas.
De cu alquier modo que sea, ello es in d u d a b le q u e
este fue uno de los ejercicios de d e s t r e z a y valo r ix que
se dedicaron los nobles de la edad m edia, L a crónica del
conde de liuelna es buen testim onio de ello: lié a qui las
palabras del cronista ensalzando el va lo r de este p aladín,
triunfante tantas veces en las justas de Castilla y F r a n ­
cia, y que tanto se distinguió en los ju e g o s de Se v illa ce­
lebrados para festejar el re c ib im ie n to de E n riq u e 111,
cuando llegó alli desde el cerco de Jijón «E a lgu n o s (d i­
ce) corrían toros, en los cuales non fue n inguno que t a n ­
to se esmerase con ellos, asi a pie como ó ca ballo , espe­
rándolos, poniéndose á gran p eligro co n ellos, é f a c i e n ­
do golpes de espada tales, que todos eran m a ravillados.»
E sta diversión continuó eslend íén dose y p e r fe c c io ­
nándose, y se sabe que fue una de las fiestas co n que el
condestable, Sr. de Escalona, celebró la lleg ada de Don
Juan el 11, cuando vino por la prim e ra v e z i\ esta v illa .
Enervándose a lg u a tanto el e sp íritu m a rcia l por la
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ren ovar ion de los e stud io s que iba h a cien do n a c e r el
¡justo fio las letras, fue m ir a ¿la por a lgu n o s la lu c h a do
toros como diversió n expuesta y san grien ta, de lo q u e 110
ha y ([un m a r a v illa r , p u es d e scon o cién do se las regla s y
re cursos-que hoy ponen tan á salvo á los lid ia d o res , so­
ba algu n a vez h a b e r disgu stos y desgracias* G o nzalo
Fern a n dez de O viedo, p ondera la a dve rsió n con que la
piadora Isabel la Católica vi ó una de estas tiestas, y fue
tal su disgusto, que p ensó en pro scribir de sus dominios
tal espectáculo; pero Jos p artid arios q u e tenia, q u e eran
m uchos, y p rin cip a lm e n te en tre los nob les, deseosos de
co n se rv a r una diversión tan a co m o d ad a al e sp íritu de l
siglo, propusieron á la reina e n v a i n a r las astas de los
toros en otras m a y o r e s q u e fuesen de cuero, y vu elta s
las puntas luicia atrás, con lo que dé el golpe, y no se p o ­
drían v e rifica r he rida s p e n e tr a n te s . E ste m e d io fu o
aplaudido y a b ra za d o entonces; pero n in g ú n testim onio
lie visto q u e a se gu re la co n tin u a ció n de su uso, lo cual
p rueba , á mi p a r ece r, que distraída la re ina de su p r o ­
pósito, vo lv ie r o n á go z ar sin tra ba a l g u n a de su favorita
div ersió n .
V ie n e en apoyo de esta opinion la ca rta que desde
A ra gó n escribió esta virtuo sa re in a en el ano de 1 í 93 á
m confesor, Fr. H ern an do de T a l a v e r a , en que decia:
«de los toros sentí lo q u e vos decís, a u n q u e no alcan cé
tanto; mas luego alli propuse con loda d e te r m in a c ió n de
n un ca ve rlo s en toda mi vid a, ni ser en q u e se corran , y
no digo de fe n d erlos (esto es p ro h ib ir lo s ) p o rq u e esto
110 era para mí á solas.»
M e g o , pues, á esteiulerse y á a u t o r i z a r s e tanto esta
d iv ersió n , que el E m p e r a d o r C a rlo s V, á p esa r de no ha»
ber nacido ni criad o se en E s p a ñ a , m a tó un loro de u n a
la n zada en la p laza m a y o r de YaJladolid, en c e leb r id ad
del nacim iento de su hijo F e lip e .
En e ste mismo a no una s e ñ o ra de la a n t ig u a y noble
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casa de G uzm an , caso con nn caballero do Jerez, c o n o ­
cido por ei toreador. El célebre conquistador del P e rú ,
D. Fernando IMzarro, era m u y ’ diestro y va lien te r e j o ­
neador; y del famoso 1). Diego Kam irez de Ila ro , se
cuenta que daba á l o s toros grandes lanzadas cara á c a r a
y á galope, y sin anteojos ni banda el caballo. El r e y
D. Sebastian d e Portugal, era tam b ién un hábil r e j o ­
neador. Se hallan estas noticias y otras curiosas en el
libro de ejercicios de la gineta, que escribió D. G re g o rio
Tapia y Salcedo en el año 1043, y e n el q u e t am b ié n se
hallan reglas para tore ar á caballo, pues en aquel t ie m ­
po era este ejercicio una de las partes m as e senciales de
a quel arte. Felipe IJI en ltilO ren ovó y eorrigió la
p la z a de Madrid, lo que prueba que este m onarca tenia
en aprecio esta diversión. D* Felipe IV no solo la p r o ­
tegió, sino que también rejoneaba y a lan cea b a desde el
caballo, y ya en su tiempo se iban re ducie n do á una e s ­
pecio de arte sus reglas, como se p ued e ver en las que
imprimió en Madrid I). Gaspar Iioniíaz, del h á b ito de
Santiago y caballerizo de S. M.
D. Luis de A re jo , deí orden de S a n tia go , tam b ié n
imprimió en M adrid unas advertencias p ara tore ar.
D. Diego de Torres escribió tam b ién unas re g la s de to­
rear, que se han perdido, y que liay ra z on e s para cr ee r
que serian para los de á pió* lo cu a l ha ce mas sensible
su pérdida en a te n ción á que todos los a u to res a rriba
m encionados, y m uchos mas que p udie ra cita r , e s c r i ­
bieron con p artic ularidad para los de á caballo; y no e n ­
cuentro quien trate espre sam ente de los de á pié, si es-
ce plu am o s á N o v e lI i , hasta el ano de 1750 en q u e !o h i­
zo D. E ugenio G arcía liarag añ a , cu y o e scrito se i m p r i ­
m ió en M adrid ese mismo ano.
E l reinado de C ó ríos U fue el últim o en que estas
fiestas gozaron de su e sp len do r y n obleza . L a p lebe no
se podía mezclar en ellas, pues liasla entonces g o z a b a n
31
do la a ris to c ra cia ron que las verifica ro n los m o n is de
Toledo, Có rdo va y Sevilla, c u y a s e ó r les fueron en su
tiem po las mas cultas de E u r o p a , y de las c u a le s tomaron
los españoles el ce re m o n ia l de este esp ectáculo; por lo
que dice B artolom é de A rgen sola:
Para ver a co sa r toros va lien tes ,
Fiesta un tiem po a frican a y despnes poda:
Que h o y les irrita las so b erb ias f rentes etc.
A si es, que los caballeros, á im itació n de aquellos,
e je c u t a b a n todas las s u e rtes desde el caballo, y solo se
apeaban en et lance que llam aban empeño (fe á pie; en
este c a so b a ja ba el c a b alle ro por h a b e r perdido el s o m ­
brero, g u a n te ó algún otro de sus a ta vío s, ó bien por­
que el toro le h u b ies e herid o ó m u e rt o el ca ballo , ó a l ­
guno de los peones que para su defensa llev aba ; y no
debía m o n ta r ni reco jer lo perdido hasta haberle q u i t a ­
do la vida. Se dice q u e en esta ocasion T>. M a n r iq u e de
L a r a y D. Juan Ch acón , cortaron a l a liera el p es cu e z o
á ce rce n de una cuchillada . Dejaro n tam b ién re n o m b re
los ca b a lle ro s Cea, Velada y Y i l l a m o f; el duque d e M a -
queda, Cantil lana, Ozeta, lionií az, Sáslago, Zarate, Bia-
ño y o tro s m u c h o s ce leb rad o s por Q uev ed o. F uero n
tam b ié n fam osís im os et conde de A'i lia-media na y Don
G re go rio Gallo, ca b alle riz o de S, M. y del urden de San­
tiago, el cual in v e n t ó la espinillera p ara defensa de la
p ierna, p o r lo que e n to n c e s se llamó g r e g o r ia n a , y que
nuestros p ica d o r e s co n se rv a n llam án d o la mona.
A fines del siglo X V I I re jo n e ab a n con g e n e ra l a pla u ­
so en Za ra go za, delante de don Juan de A u s t r i a , dos n o ­
bles c a b a lle ro s , llam ado s IMieyoy Suazo , celebrado s por
el poeta T afalla. T a m b ié n e ra n fam osos el m a rq u e s de
A lon dcja r , el conde de Ten dilla y el d u q u e de Medina:
Sidonía , el cual e ra tan diestro y va lie n te con los toros,
que no re ce lab a de que el caballo fu e se bien ó m a l c i n ­
chado f pues decía que las ve rd ad e ra s cin c h a s habían
(lo ser las piernas deí giu ete. "Este caballero m a tó dos
loros de dos re ¡eriazos en las bodas de C á ríos II con do­
na Mar i a de Rorbon, en el aíio do 4673 , y r e jo n e a r o n
e n tre una mulLilud de grandes el de C am arasa y R iv a -
da ria .
Cuando don N icolás Rodrigo Novel]i i m p rim ió en 172í>
su cartilla de t o r e a r , eran diestros cab allero s don G e ­
rónim o de Olazo y don L uis de la Pona , del h á b ito do
Calatrava y caballerizo m a y o r del d uqu e de Medina Si-
d o n i a ; tam bién lo era don B e rn ard in o C a n a l , hidalgo
dol P i u l o , que filé muy celebrado y aplaudido cua n do
rejoneó delante dol rey ol año do 17¿b-
EI reinado de Cárlos II fue el de mas e s p le n d o r , sin
duda alguna para las lies Las de loros; poro Felipe V , que
subió en seguid a al t ro n o , mostró tal a ve rs ió n á ellas,
que la nobleza dejó de verificarlas ; por lo q u e p e r d i e ­
ron ol carácter que las liabia distinguido , pues a u n q u e
no faltaban algunos cab allero s que por su decidida a fi­
ción hicieron algu n a suerte con los loros , sin e m b a r g o ,
era p riv ad a m e n te para satisfacer su deseo , pero no y a
con el prestig io de ser un ejercicio p ecu lia r y honroso
de la clase distinguida ¿ y si fue un mal p a r a la g r a n d e ­
z a y pompa del esp ectáculo la a versión dol m o n a r c a ,
re cib ía por otra parte un impulso e strao rd in a rio h á c ia
su perfección como a r l e , y a d qu irió una p o p u la rid ad
t a l , que se hizo g e n e ra l la aíicion. Continuó e ste n d ié n ­
dose en los siguien tes reinados , y habiendo h e c h o el
g obiern o con struir en a lgu n as p artes del reino p laz as á
propósito para estos e s p e c t á c u l o s , y destinado su p r o ­
ducto p ara vario s objetos de b e n e fic e n c ia , el in te ré s
llam ó á l a arena una clase de ho m b r es a tr e v id o s , q u e
co n su aplicación hicieron n uev o s j u g u e Les y ca m b ia r o n
del todo el modo] de torear. E l torco do á pió de b e á
ellos su p erfe cció n ; pues antes de esta é p o c a , solo en
el caso de que ya hicimos m ención a r r i b a , llam ado cm-
33
peño di‘ d pie . ó 4'ii;iíicIíj se tocaba á d e s ja r r e t a r , e ra q ue
su ve ia h a c e r una q u e otra s u e r t e ; p er o e r a t a n t a la
rcmÍLision en el últim o c a s o , y t a n to e l b u llicio que p a ­
ra d a r m u e r t e al lo ra sin o rde n ni e stud io a c u d í a , q u e
hoy no pudríam os v e rlo sin t e d i o , pues la s n o v il l a d a s
de los 1ugan!!» ó el Loro e m b o la d o son fiestas mas a r r e ­
gladas y d iv e r tid a s . T o d a v ía el ano de 1725 se m a ta r o n
los to ros ¿i d e s ja r r e t e por la p lebe en la p la z a de M a ­
drid de lan te de S S , M i l . L o s e n c a r g a d o s p rin c ip a lm e n ­
te de esta o p cra cio n e ra n escla vo s m o r o s , por lo que
L o p e de V e g a dice en su J e r u s a le n h a b lan d o de d e s j a r ­
re ta r ...
...Q ue en C astilla los e sc la v o s
H a cen lo m is m o con los toros b ra v o s .
G e r ó n im o de Salas lSarbadillo, J u a n de V a g u e y otros
a u to res c o n te m p o rá n e o s, dicen q u e cu a n d o no había c a ­
b a lle ro s que m a ta s e n los t o r o s , lo Uacian d esd e los t a ­
blero s con g a rr o c h a s ó la n z a s , y y a en esLe tie m p o L a ­
bia q uien c a p e as e á p ió , lo cual es m u y a n tig u o , p u e s
s a b e m o s q u e los moros lo h a d a n con el c a p e lla r y el
alquicel. Se c u e n ta que en u n a tiesta q u e se liizo por
este tiem po en la p laza de M a d r i d , dos h o m b r e s b a s -
Lante d e cen tes se p u s ier o n deb ajo d e l ba lcón del re y
h a c ie n d o com o q u e h a b l a b a n , y cuan do ve n ia el to ro
á m e te r l e s la c a b e z a , lo e v it a b a n co n solo un q u i e b r o
de c u e r p o ; lo q u e iiié m u y a p la u d id o de los e s p e c t a ­
dores.
F u e se a d ela n ta n d o cada v e z mas en el toreo de á pié,
y se e m p e z ó ix b a n d e r il l e a r p o n ie n d o solo un g i le te de
cada v e z , que lla m a b a n b a r p c ii; y todavía cuan do e s c r i ­
bió N o ve TU su t a u ro m a q u ia , no se ha bían p u es to las b a n ­
de rilla s á p a r e s , a u n q u e y a se co n ocía el p o n e r p arches
a los toros. E n es La épo ca e m p e zó á so b re sa lir F r a n c is ­
co R o m e ro de R o n da f el q u e p e r f e c c i o n ó m u c h o el t o ­
reo de á p i é , y mas a d e la n t e in v e n t ó la s u e rte de m a t a r
34
al toro cara á cara co n el e sto q ue y la m uleta , lo qin?
rje cu tó él p rim e ro , no sin admiración y a p la u s o g e ­
neral. Era re p u ta d a por tan esp u e s ta y difícil e sta
s u e r t e , que para ha ce rla e r a n ecesario i r ro s tid o
con calzón y coleto de an te , co rreon ce ñ id o y m a n g a s
acolchadas de terciopelo n eg ro p ara r e s is tir a las c o r ­
nadas.
E l abuelo m nlerno del célebre don N ico lá s F e r n a n ­
dez M o ra lin fué tan valeroso y d i e s t r o , que dice n q ue
mató un toro á pié y de una e sto ca da. H u b o s iem p re
muchos ca balleros m uy valien tes y há biles q u e h ic ie r o n
suertes con los toros , tanto A pié como á ca b a llo : tales
fueron Potra el de T a l a v e r a , y G o do y , ca b alle ro estre-
m e íio ; siendo aventa ja dísim o en el ca p e ar á pié el f a ­
moso licenciado Falces. E n el di a no fallan tam p o co m u ­
chos ca balleros m u y diestros en todas clases de sue rtes,
pero no es licito citarlos. En cu a n to al toreo de caballo,
la vara de de te n er ha venido ii r e l e v a r el r e j o n c i l l o , y
nuestros picadores no ce d en en d e str ez a y v a lo r á los
antiguos ca balle ro s.
Es bien conocido de todos el grado de p erfe cció n A
que se lia hecho llegar el toreo T y la p o p u la rid a d y g e ­
neral aceptación de que goza ; y se p ued e a s e g u r a r que
una de las causas que han c o n tr ib u id o á ello h a sido la
odiosidad que han mostrado a lgu n o s h a c i a é l , á la
p rohibición del señor don C i r i o s I I I , p u es se e x a s p e r ó
de tal modo la a fic ió n , que casi e ra e p i d é m i c a , y so fo ­
có la v o z de sus o p o s it o r e s , h a cien do r e n a c e r co n toda
su magnificencia este e s p e c tá c u l o , q u e no o b s ta n te l a
p rohibició n , e xistía con a lgun as m o d ificac ion e s ó excep ­
ciones que toleraban.
E l señor don F ern a n d o V I I (O. E . G . E .) m o s tró a f i ­
ción decidida á esta herm o sa div ersión >y e s t a b le c ió en
la ciudad de Sevilla un a re a l e scu ela de tauromaquia,,
dotada d e c e n t e m e n t e , e n la que se e n s e ñ a b a tan to la
35
Ioói ira ro m o la p rá ctica del a r l e por los m a s e s p e r im e n -
lados p ro feso re s.
Estas son en re s u m e n las p rin cip a les p a r t ic u l a r id a ­
des q u e n os o frecen las tiestas de toros con re s p e cto A
sn histo ria. H u b ié ra m o s podido ser mas es tensos y e n ­
g a la n a r , d ig a m o s a s í , n u es tra n a r ra c ió n con a lg u n a s
m in u cio s id a d es y re flex io ne s q u e h e m o s omitido en o b ­
sequio de la b r e v e d a d ; y co n tan ta m a s ra z ó n c u a n to
en el resto det d iscurso nos v e r e m o s obliga do s á insistir
en a lg u n o s de los p un tos a n te rio re s , com o apoyos de la
ju s ta d e fe n sa q u e h a re m o s del e sp e ctá cu lo . A p r i m e r a
vista co n o z co que n u e s t r o p ro y e cto p ar ece te m e ra rio y
aun rid íc u lo , y 110 fa lta rá q uien d e clam e contra é l , y
ju z g u e com o inútil ó p erju dicial m ente p erd id o el t i e m ­
po in ve rtid o en s e m e j a n t e tra b a jo , pero si desnudos de
su d e sfa v o r a b le p r e v e n c ió n leen y m e d ita n las ra zon es
q u e e x p o n d r e m o s , co n o c e r á n la j u s t i c ia de la ca usa q ue
lo m am o s á n u e s tro c a r g o , y nos h a b rá n de co n c e d e r
qu e no son perdidos el tiem po ni el t r a b a jo que h a y a ­
mos e m p le ad o en d e s v a n e c e r los e r r o r e s , h a rto c o m u ­
n e s , en p e r ju ic io del e s p e c t á c u l o , y h a ce r triu n fa r una
v e r d a d d e m as ia d o descon o cida ha sta a h o ra .
P u e d e n dividirse m u y bien en dos cla se s prin cipales
las i n v e c t iv a s y a c u s a c io n e s q u e á las fiestas de toros se
h a ce n : las unas se d i r ig e n p u r a m e n t e co n tra Ja a cció n
d e t o r e a r , y las o tra s c o n tr a esta a cció n c o n v e rt id a en
e s p e c tá c u lo , y q u e se es tien de n p o r co n sig u ie n te A l o ­
do lo a cceso rio á d ich a s fiestas. P a r a c o m b a tir pues con
m é to d o estas a c u s a c io n e s , se ha ce p reciso d iv id ir t a m ­
bién n u es tra a p o lo gía en dos p artes: en la u n a nos o c u ­
p a r e m o s de la a cció n ú n i c a m e n t e , y en la otra de 3a
to ta lida d del e s p e c tá c u lo . De e sta m a n e r a se a n a liz a
m u y b i e n la c u e s t i ó n , y podem os darle a lg u n a li b e r t a d
a l discurso, y un a g r a d a b le tra b ajo al racio cin io. Si 110
c o n se g u im o s el fin que nos p ro p o n e m o s , la c u lp a ser A
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puram ente n nos Ira , poro no sera menos c ie r t a por
eso la verdad que d e f e n d e m o s , y que n u e s t ra m a l c o r ­
tada pluma no pudo p ate n tiza r en el p ap el.
L a acción de tore ar es lan a n tig u a , q u e su o rig en ,
envuelto con el de las acciones que p ara s atis face r las
p rim e r n ecesidades verificó el h o m b r e , se p ierd e en la
oscuridad do los prim eros liempos. L a lu z que da la
historia es demasiado débil para d e sv a n e c e r tan densas
tinieblas y gu ia r nuestra razón ; asi es q u e ten em os que
abandonarnos A las co n g e t u r a s , y p o r m e dio dol dis­
curso e le v a r n o s , si es p o sible , hasta el p rin cip io de la
ca rrera de la especie hu m an a sobre la tie r ra .
E l h o m b r e , antes de h a b er cultivado su in gen io y
de hacerlo fecundo hasta el es tre m o de ve rs e Arbitro
por él de Lodo lo creado : vaga b a co n fu ndido con el r e s ­
to d é l o s animales* Muchos de e llo s , s u p er io re s A ¿ 1
en los recursos físicos, le liacian la g u e r r a A cara d e s ­
cu b ie rta , y mas de una vez lo c o n firm aro n y v e n c ie r o n .
Pacíficos poseed ores de cuanto les ro d e a b a , satisfacía n
A su antojo sus necesidades, y g o z ab a n c o m p le t a m e n t e
de la independencia que en su origen t u v ie ro n las e s ­
pecies. Por otra parte, la tierra Arida e n u n o s p a r a g e s ,
cubierta en otra de maleza, y llena en todos de despojos
y otros m alos pasos, de a gu a s sin c u r s o y hedio nd os
p an tan o s, se neg aba A ser tra n s ita d a , o fre cien d o a p e ­
nas al mísero mortal lo m a s in disp e n sa ble p ara p r o lo n ­
gar una existen cia lan p recaria com o in fe liz.
Sin e m b a r g o , este estado de cosas d e b ió d u r a r p o ­
co. Si se nos perm ite esta e spresion, d irem o s q u e todos
los animales que p u eb la n el g l o b o , sean de la clase q u e
q u ié ra , y p erten ezcan A esta ó a q u e lla esp ecie > son se­
re s pasivos: sometidos A cierto órden de l e y e s e te rn a s ,
in va ria b les , no pueden esceder e n un p u n to los lím it e s
que A todas sus acciones s eñaló de a n t e m a n o e l dedo de l
destino* sufre n las in co m o didades q u e los c e r c a n sin
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in te n ta r e le v a r s e á las causas q u e las p r o d u c e n , ni á
los m e dio s de e v i t a r l a s , y ca m in a n A la m u e r t e por el
m is m o s en d e ro que ca m in a ro n sus a b u e l o s : la v id a del
p r i m e r a n im a l de ca d a e sp e cie es la m ism a que la del
ú l t i m o , y si en alguno« hay v a r i a c i o n e s , es p o rq u e h a ­
biendo ca ido bajo el dom in io in m ed ia to del h o m b r e,
e s p e r im e n t a n cié ría s m o d ificac ion e s q u e les im p rim e
su m a n o ; p ero esto m is m o confirm a lo pasivo de su
e x is t e n c ia y la im po sib ilidad en que es lan de c a m ­
biar por si ó e s p o n tá n e a m e n t e la se r ie de sus o p e r a ­
ciones.
A l con trario» el h o m b r e desde el m o m e n to q u o es-
peri m e n tó s en s a cio n es in có m o d as , in te n tó d e str u ir sus
ca u s as , y co n o c ie n d o la n ecesidad q u e ten ia de o b ra r
de a c u e r d o con a lg u n o tro hombre» se u n ió A él y h e c h o
el cim ie n to del e dificio social; iba co n su i n d u s t r i a m e ­
jo r a n d o por dias el a sp e cto de la n a t u r a le z a , y con su
valo r a h u y e n t ó las fieras que le d is p u tab a n a u d a c e s e l
dom in io de los ca m p os, y el león, el tigre, la p an tera y
la hiena, e vita r o n m e dro sas su p r e se n cia. Deseoso de
a b a n d o n a r la v id a e n ante que h a sta e n to n c e s h a b ía t e ­
nido, y de fijar su re s id en cia en los p a r a je s mas r i s u e ­
ños y floridos, c o n s t r u y ó m ansiones fijas y s em b r ó el
g e r m e n de las p obla ciones; re u n ió la m b ie n en re b a ñ o s
los a n im a le s dóciles y d o m e s t i c a b a s , para q u e m u l t ip l i­
cá ndose mas y mas b ajo su p ro tecció n y cu id a d o , le su­
m in istr a s e n con su c a r n e , le c h e y p ieles, a lim e n to s y
v e s t id o . L a m is m a so licitu d y e s m e ro d e l h o m b r e para
p ro teg er lo s y a u m e n t a r l o s p ar ece q u e le a u t o r i z a , s e ­
gún la e sp re s io n de un sabio n a t u r a lis t a , para inm ola rlo s
á su a n to jo . Por e ste tiem p o hizo t am b ié n la co n q u ista
de los a n im a le s que le son m a s útiles, y c u y a do m in ació n
le da mas g lo ria. P e ro viniendo A fijarnos en el toro, d i­
re m o s q u e fue s e g u r a m e n t e uno de los p rim e ro s q u e es-
p e r im e n t a r o n el yugo; p o r q u e l o e s q u i s it o de su c a r n e ,
38
la sabrosa y abundante leche de los he m bra s, la o s te n ­
sión de su piel, y la utilidad con que podia e m p le a r sus
fuerzas para diferentes objetos, le luirían f i j a r o n él b ien
pronto la vista. Su conquista seria bien fácil en aquello s
p aises7 en que por razón del clima y de la calidad de los
veje tales tiene un ca rá cter lánguido y poco e n é rgic o ; p e-
r o e n aquellos que como España crian loros so berbios y
fuertes, no pudo verificarse sino á fu e rz a de co n stancia,
ardides y peligros, y hé aquí el o rig en de la a cció n de
torear. Nada mas natural ni mas glo rioso al h o m b r e . Si
alabamos h o y al valor y la d e str ez a con que los s alv ag es
del Orinoco burlan ía ferocidad del caim a 11; si n os a d m i­
ra el arrojo del árabe» que en sus a b ra sa d o re s d e sie rto s
vence y somete al león ; sino podem os oir sin e s t r e m e ­
cimiento la caza del e l e f a n t e , ó ia pesca de la b a l le n a ,
y apreciam os y meditamos la su p er io rid a d del h o m b r e
por lo grande de estas cuestiones, ¿se d e b e r á v i t u p e r a r
la de so m eter al toro h a sta el estrem o de h a c e rle s e r v i r
de ju g u e te y distracción?.... C ie r t a m e n t e q u e s eria u n a
ridicula contradicción.
Hemos visto que es un a tributo p e c u lia r del h o m b r e
s o ju z g a r l a s fieras de los diferen tes p aíses que h a b ita;
que e sta acción es indispensable p a r a a d e la n t a r en la
carrera de la c iv il iz a ció n , y q u e en m u c h o s países se
perpetua tanto por necesidad , como p o r o s te n ta r y g l o ­
riarse el hombro con la fuerza y i a sup erio ridad que le
fueron concedidas. «Todo a nim al (dice F ergusson) se d e ­
leita en el ejercicio de sus fuerzas. R e t o z a n con susgar*·
ras el lobo y el t i g r e ; el caballo o lvid a n d o el pasto dá
alguna vez. su crin al vie n to p ara c o rr e r los c a m p o s ; y
el novillo y aun el inocente r e c e n t a l topan con las f r e n ­
tes antes de sentir las a r m a s , como si se e n s a y a s e n p a ­
ra las lu ch as que Jos esperan. E l h o m b r e , no m enos p r o ­
penso á ellas, se complace tam b ién en el uso de s u s f a ­
cu ltades n a tu r ale s , ora e je rcita n d o su a g u d e z a y elo­
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cu e n cia , ora su fue rza y d e s t r e z a co rp o ra l c o n tr a un an~
tagonista. Sus ju e g o s son f r e c u e n t e m e n t e im á ne n de la
g u e r r a ; en ellos d e r r a m a su s u d o r y su s a n g r e ; y mas
cío u n a v e z sus fiestas y p asa tie m p o s t e r m i n a n con h e r i ­
das y m u e r t e s . \ a c i d o para v i v i r poco , p a r e c e q u e h a s ­
ta sus diversio n es lo a c e r c a n al sep u lcro .
No o b s ta n te lo e s p u e s to f s e n o s p u e d e o b j e t a r q ue
si bien la a cció n de to r e a r i'ué en su p rin cipio la u d a b le
por la n ece s id ad en q u e e sta b a el h o m b r e de s o m e t e r las
h e ras y lu ch a r co n e l l a s , en el d i a , q u e solo se deb e
c o n sid e ra r com o un m e ro p a s a t i e m p o , es v it u p e r a b l e
por b a ila rs e e sp u e s ta su vida sin una utilidad in m ed ia ta .
M u c h a s son las r a z o n e s co n que se p u e d e r e b a t i r e sta
o b je c c io n , pero solo es p o ndrem o s las m a s fu e rte s y c o n ­
v in c e n t e s p ara no e ste n d e rn o s d e m asia do .
Es e v i d e n t e q u e p ara las d iv e r s a s o p e r a c io n e s q u e se
n ece s ita h a ce r d i a r i a m e n t e con los l o r o s , es p re cis o v a ­
lerse de cie rtas m anas, q u e no son o tra cosa sino partes,
diga m o s a s í , del a rte de to re a r ; que estas mafias (como
Jo dá A e n t e n d e r bien su n o m b re ) n e c e s ita n c i e r l a d e s ­
tre za y h a b ilid ad q u e solo se a d q u ie r e n con el e je rc ic io
de esto s m ism os a cto s , y de a quí la n e c e s id a d de r e p e ­
tirlos como por e n s a y o s , p a r a p e r p e t u a rlo s e n t re a q u e ­
llos q u e los han de te n e r por olicio, p e r fe c c io n a r lo s , ale­
j a r el p eligro q u e p udie ra h a b e r en e l l o s , y h a c e r que
Jos q u e e m p ie z a n á e je rc it a rlo s p i e r d a n et m ie do y den
l u g a r A la ajilació n y s e r e n id a d que son n ecesarias p ara
su s e g u rid a d . Por co n s ig u ie n t e no d e b e n co n side ra rse
estos actos com o m e ro s p a s a t i e m p o s , sino como de ne­
c e sid a d , y d is t r a c c ió n al m ism o tiem p o.
Noso tro s c o n c e d e ría m o s sin e m b a r g o a lg u n a mas
l u e r z a A la o bjeccion , si p e lig r a s e e fe c t iv a m e n t e la vid a
e n Ja prop o rcio n ó co n la p ro ba bilid ad que se supone.
Los q u e h a c e n esta o b je c c io n son p e r so n a s q u e conocen
p oco ó nada el a r t e de to r e a r , y q u e a d e m a s 110 lian t e-
¿o
uido la curiosidad de form ar u n a la b ia n ecro ló g ica de
los que en determ inado n ú m e ro de años han m u e rt o en
el a rle de torear, ó de sus con secuencias in m e d ia t a s : si
tal hubieran h e c h o , y hu b iere n calculado a p r o x im a d a ­
mente el núm ero de suertes q u e en ese tiem p o se liabia
hecho con los to ro s, verían cuán re moto es el p e l i g r o ; y
si luego r e b a j a n , como es ju s t o para q u e el cá lculo sea
exa cto , los contra Lie nipos que la e m b ria g u e z y la i g n o ­
rancia de los que las hicieron ca u s a r o n , y q u e son g e n e ­
ralm ente los casos desgraciados, se v e rá d e sa p a r e ce r e n­
teram ente hasta la id ea del peligro m a s rem o to . A d e ­
mas, la esperiencia de tantos anos no pasó sin d e ja r Ves-
Ligios, y el ho m bre ha aprendido á co n o c er y d is tin g u ir
claram en te las inclinaciones de los toros , y sobre ellas
ha cimentado las bases de un a rte tan e x a c t o cuan to son
in variables sus principios.
E n c o n se c u e n c ia , p u e s , de todo lo d i c h o , r e s u lt a
que si la acción de torear en su o rig en no c a r e c ía de a l ­
gú n riesgo, !a utilidad que de e lla se s ac ab a la h ic i e r o n
de primera n ecesidad: que se p er p e tu ó no solo p o r e sta
n e c e s i d a d , sino por lo n atural que es al h o m b r e el de­
seo de dominar y h a c e r alarde de sus f a c u l t a d e s , p u e s
tanto las físicas como las morales se re a lz a n co n e sta
a cció n, y por últim o , que si ha lleg ado en e l día á ser
como un m ero pasatiempo en muchos casos , no p o r eso
deja de traer utilidad; y que la seg u rid ad q u e el h o m b r e
ha llegado á conseguir en e l l a , le ponen fu e r a de los ti­
ros que le asestan sus o p o s i t o r e s , y de sm ien te n con la
esperiencia los p elig ros de que les a cu s an .
Réstanos aun que hacer una co n sid e ra ció n co n r e s ­
pecto A esta a c c ió n , y es que en todos tiem p o s fue p e c u ­
liar de los ho m b res mas nom brados y re s p e t a b le s . Con
m u y pocas palabras probarem os esta a serció n . C u a n d o
los ho m bres e m pe za ro n A re u n irs e y A f o rm a r p e q u e ñ a s
s o c ie d a d e s , no había clases , ni g e ra rq u ia s , ni em pleo s
41
ni d istin cio n es. C o n stituido s a g u e r r e a r c o n tin u a m e n t e
co n los a n im a les ca rn icer o s , y sien do la caza de ellos la
q u e p rin cip a lm e n te los a lim e n t a b a , su ca u d illo e ra e l
mas v a le r o s o , y üu gele el que se p re s e n ta b a c o n s t a n t e ­
m ente co n mas trofeos ¿ y como el toro era u n o de los
que se p e r se g u ía n co n m a s a r d o r , es e v id e n t e q u e el
mas co n deco rado de ellos seria el q u e m ejo r lo b u r la s e
y so m etie se . C u an d o los años a p a g a b a n el vig o r y r e d u ­
cían A la in acció n al g u e r r e r o , sus a n te rio re s h a z a ñ a s le
a s e g u r a b a n e l re sp e to de la t r i b u , q u e lo r e c o m p e n s a ­
ba re co n o c ie n d o p o r su c a b e z a . La histo ria de todos los
pueblos a p o y a este m odo tle pen sar; y la h is to ria , co m o
y a hem o s v i s t o , nos m u e s t r a la a cción de to r e a r co m o
p ecu lia r y p riv a tiv a de los ca u d illo s y gran des del rein o.
S a b em o s y a la ca u s a por qué de jo de o c u p a r la n o b le za
y vin o á ser casi un p atrim on io de la clase in fe r io r ; p e r o
la a cció n no deja de ser gr a n d io s a , a u n q u e p r i v a d a del
p re s t ig io de e sta r en p o d er de la clase noble.
E stas b r e v e s re fle x io n e s so b re la acción de to rear,
c o n v e n c e n a c u a l q u i e r a de lo útil y s u b lim e q u e en sí
e n c ie rr a . H e m o s visto q u e na rió de las p rim e ra s y mas
u r g e n t e s n ece sid ad e s del g e n e ro h u m a n o , que co n ella
las s a l i s l i z o , y q u e en ella e n c o n t ró un modo de h a c e r
a la r d e de sus m a s b rilla n te s p r e r o g a l i v a s . Si al p r in c i­
pio e ra u n a v e r d a d e r a luch a en que apenas p e le a b a el
h o m b r e con ve n ta ja s , a h o ra tiene de lan te del loro una se­
g u rid a d i n co ntra stab le ; y e ste n u e v o triu n fo de su in gen io
es una prueba p ositiva de su e scel encía y s u p e r io rid a d i n ­
t e le c t u a l , m ie n tra s q u e los medios con q u e co n sig u e su
o bjeto son otra n u ev a p ru e b a de.su a v e n t a ja d a o r g a n i ­
z ación. En poco se d ife r e n cia ra de los d e m á s a nim a les
sino les im p u s ie r a el sello de la e sc la v it u d , que p u b l i c a
do nde q u i e r a su vasta d o m in a ció n . T as r e g io n e s m e d io
i n c u lt a s e n q u e h a b it a el s a i v a g e , o frecen un n u m e ro
gr a n d e de a n im a le s s i l v e s t r e s , que , org ullo so s con su
Ad
libertad y p o d er ío , p arten co n el h o m b r e el im p er io de
la n a t u r a l e z a , m u c h as r e c e s se lo disputan y u s u r p an .
¡Que degradación la de estos miserables! ¡Gloria e te rn a a l
hom bre que sabe llenar el íin para q u e yin o oí u n ive rs o !
¡Loor ciern o al hom bre q u e no solo s o m ete tas bestias
mas feroces y poderosas , sino q u e a lc a n z a hasta h a c e r­
los servir de j u g u e t e y distracción.
Desde este mom ento debe c o n sid e ra rs e la acción u n i­
da al esp ectáculo. Para m a y or claridad Jo d iv id ire m o s
en las tres grandes y diferentes épo ca s en q u e n a t u r a l ­
m ente se divide: pasarem os r á p id am en te por la p r im e r a ,
nos detendremos algo mas en la s e g u n d a , y s erá la t e r ­
cera nuestro objeto principal.
Para e le va rn o s basta el p rincipio de estas f ie s t a s , es
p r e c i s o , como lo fue para la a cció n, v a le rn o s del d i s c u r ­
so , y representarnos á los p rim e ro s ho m b res re c o g ie n d o
Jos frutos de sus asiduos tra bajo s ; entonces g o z a b a n y a
de algunos ratos de recreo , y sus d iv ersio n es serian sin
du d a, como puede decirse de la h i s t o r i a , im á g e n e s de
sus mas frecuentes operacio n es. A s i es q u e las l u c h a s
entre ñeras y de ho m b res con anim a les, los ocupó c s c lu -
s i v a r n e n t e , porque el atraso en q u e e s t a b a n no le s p er-
m ilia otros espectáculos que los m a s sen cillo s y n a t u ­
rales.
Es imposible describir las p ar tic u lar id ad es de estas
fiestas; pero se puede a se g u ra r que a»i com o la a cció n
de torear, tuvo el espectáculo de los to ros un origen sen*
cilio y n a t u r a l, y que en todo tiem p o fu e a p r e c ia d o y
aplaudido .
Desde esta época hasta que la his to ria nos h a b la de
cs la s t i e s t a s , hay un espacio inm en so en q u e 110 p o d e ­
mos s e g u ir la suerte que corrió e sta d iv e r s ió n . Por Jo
tanto lo p a sa re m o s en silen cio , y nos d e te n d r e m o s á
e x a m in a r la edad media del e sp e ctá cu lo , c o m p a r á n d o lo
con la edad e u r r es p o n d íe n le d é l o s p ueblos de q u ie n e s
43
c í a p r o p i o ; y v e r e m o s q u e se aco m o daba p e r f e c t a m e n ­
te la índole fiel uno co n la del o t r o , y q u e sus a t r a c t i ­
vos e ra n mas que s u ficien tes para lla m a r la a te n ción ge­
n eral.
L a edad q u e p r e c e d ió á la de h o y , está c a r a c t e r iz a d a
p r i n c i p a l m e n t e por un e sp íritu n ovelesco y m a rc ia l. T o ­
do lo q u e no e ra e x t r a o r d in a r io , lo que c a r e c ía de p r o e ­
zas m ilitar es y a v e n tu r a s c a b a l l e r e s c a s , y .d o n d e no Jia-
bia un a prin cesa b e llís im a por quien su sp ira se un a t r e ­
vid o p ala dín q u e ca d a día le d e d icab a cien la n z a d a s y
m il m a n d o b l e s , no e r a del gu sto de a quello s s ig lo s , en
que el e n t e n d im ie n t o se e n e r v a b a con lo m a ra villo so , al
tie m p o m ism o q u e el c u e r p o se fo rta le c ía con la fatiga*
L o s ho m b r es no r e s p ir ab a n sino h o r r o r y co ra ge , y do n ­
d e q u ie ra que se fijase Ja v i s t a , solo se o fre cían g u e r ra s
y desastres. L as armas se lle v a b a n toda la a t e n c i ó n , y
a n t e s sa b ia la j u v e n t u d e s g r i m i r que le e r. I.as t r e g u a s
q u e a lg u n a v e z se co n se g u ía n se e m p le a b a n en a d i e s ­
trar n u e v o s g u e r r e r o s , y los e scritos que tanto en p rosa
com o en verso co rr ía n por las m anos de la m u l t i t u d , so­
lo se d irig ían á e n t u s ia s m a r el c o r a z o u de Jos lecto res
a ficio n án d o lo s al e s t r é p ito de las a r m a s , y refiriéndo les
con los e nca nto s de la poesía las h a z a ñ a s casi in c re íb le s
de sus m e m o ra b le s h é ro e s. L a o ciosidad no tiene lu g ar
en tre unos ho m b res a ctiv o s y g u e r r e a d o r e s ; el tiem p o
q u e e sta b a n s u s p e n s a s las h o s tilid a d e s se ocu p a b a c o m ­
p le t a m e n t e en las j u s t a s , los t o rn eo s, las luchas e tc, Y
por lo q u e tenían de co m ú n estos e s p e c tá c u lo s con el de
los toros t como t am b ié n ¡»ara d a r á co n ocer el gen io de
aq uello s siglos co n mas p a r t ic u l a r i d a d , y p o d er d e d u cir
co n se cu e n c ia s á f a v o r de n uestra s tiestas , darem os un a
idea a u n q u e sucin ta de ios j u e g o s con q u e s o en tre ten ían
los p u eb lo s de qu ie n e s A b r a h a m O r i e l i o dijo m u c h o s s i­
glos a ntes, a laba n d o su valor, «que e n t ra b a n cantando en
las b a t a l l a s ,» y relia a<jrcdiutititr cttrminibus.
u
Según Jovellanos (I), la idea que ten em os de los tor­
neos y cíe las ju s ta s es m u y m e z q u i n a y d istan te de su
m agnificencia ; pero crece al paso q u e se l e v a n t a la c o n ­
sideración á sus circun stancias. « P orq u e ¿ q u ié n se f ig u ­
rará , dice , una nncliísima lela p o m po sa m en te a d o rn a d a
y llena de un brillan Le y n um e ro sísim o co n cu rs o ; c ie n t o
o doscientos caballero s m á m e n l e a rm a d o s y g u a r n id o s ,
partidos en cuadrillas y prontos á e n t r a r en lid ; el s é ­
quito de padrinos y escuderos > p ag es y p a la f r e n e r o s de
cada bando* los ju e c e s y íieles p re sid ie n d o e u su c a ta ­
falco para dirigir la ceremonia y j u z g a r las s u e r t e s ; los
farau te s coi'riendo acá y allá para in tim a r sus ó rde n es,
y los tañedores y men estriles a le g r a n d o y e n c e n d ie n d o
con la voz de sus a ña files y ta m b o r e s ; ta n ta s plum as y
penachos en las c i m e r a s , tantos tim b re s y e m b l e m a s en
los pendones, tantas e m p resa s y d iv isa s y letras a m o r o ­
sas en las adargas ; por todas p a r t e s giros y ca rr e r a s , y
arrancadas y huidas; por todas c o ch e s y e n c u e n tr o s y
botes de lauza y peligros y caídas y v e n c im ie n to s? ¿Quién*
repito, se figurará Lodo esto sin q u e se sienta a r r e b a ta d o
de sorpresa y a d m ira ció n ? ¿ Ni q u ié n p o drá c o n s i d e r a r
aquellos valientes paladines eje eu Lando los únicos t a l e n ­
tos que daban entonces estimación y n om b ra d la en un a
palestra tan augusta, entre los griLosdel susto y el a p la u ­
so, y sobre todo á vista de s u s riv a le s y sus d a n ta s , sin
sentir alguna p arle del entusiasm o y la p alpitación q u e
h e rv ía eu sus p ech o s , aguijados por los mas poderosos
in cen tivos del corazón h u m a n o , el a m o r y la glo ria? »
E n e fe c t o , desde que la g a la n le r ia se in tr o d u jo en
todas las fiestas ó pasatiempos, se h icie ro n m a s e s p e c t a ­
b le s , y el espíritu y entusiasm o que por e lla s todas la s
clases t en ían , les daba un c a r á c t e r y a n im a c ió n q u e las

(i) Memoria sobre las drvt’ i\siom’í> [mblit'íts.


45
e n g r a n d e c ía s o b r e m a n e r a . Las dam as q u e c o n cu rr ía n ¿t
ollas las e m b e l l e c ía n co n sus gr a c ia s y h e rm o s u r a f y le­
jos de ser in d ife re n te s y p asivos a dornos del c irco e s ­
plendoroso , lo m aro n una p arle m uy a c tiv a en las fu n ­
ciones , y e ra n el m ó vil y el a lm a q u e im p ulsaba todas
y cada u n a de las p artes del e s p e c tá c u lo . Se les c o n s u l­
taba p ara la a d ju d ica ció n de los prem io s q u e ellas m is-
m a s debían e n t r e g a r al co m b a tie n te v e n c e d o r , que c u ­
chi do de gloria y cubie rto de p olv o y sudor se a c e r c a b a
A la h u m a n a b e l d a d , q u e h e r m o s e a d a por a q u e l a m a b le
p u d o r in se p arab le de la v ir g i n i d a d , le m u l t i p l i c á b a l a
satisfacción de m e r e c e r el p re m io por a d q u irir lo bajo
tan gratos auspicios.
E s e s t r a ñ o a l a v e rd a d q u e la afición á las dam as y
y á las a r m a s h e r m a n e n tan b i e n , y se hallen co n s t a n ­
tem en te j u n t a s ; pero no es por e so m eno s cie rt o que los
p u eb lo s mas g u e r r e r o s fue;ron s iem p r e los q u e t r i b u t a ­
ron mas re sp e to y lióme na ge al s e x o e n ca n ta d o r. No es
por tanto una a r b i t r a r ia ticcion de los m ito log ista s sup o­
n e r q u e Alarte y V e n u s se a m a r o n : f u e , s í , s im b o liza r,
por decirlo así p la p rop en sión que tien e el g u e r r e r o á
su s p ira r por un a b e ld ad á quien d e diq ue sus h a za ñ a s ,
y en c u y o s b ra zos de sc an s e de sus p eligros y trabajos.
En los tiem pos q u e nos ocupan e sta ba la n oble za e n ­
ca rg a d a de la defen sa p u b l i c a ; f o r m a b a la c a b a l l e r í a , y
era el mas p o dero so a p o y o de las h u e s t e s . L a p ó lv o ra no
se h a bía p re se n ta d o aun p ara c a m b i a r el m o do de g u e r ­
r e a r ; se lidiaba de h o m b r e ¡'i h o m b r e y c u e r p o á cuerpo,
y por tanto e ra in d isp e n s a b le q u e la fue rza y d e str e z a
co rp o ra l e s t u v ie s e n m u y e je r c i t a d a s . L o s caudillos se
v e ia n precisado s íi e sta r mas diestros , y ser m a s f o r z u ­
dos y va le ro s os q u e los sim p les soldados t y siendo a q u e ­
llos de la clase n ob le , se ha cia in disp e n sa ble que fue ra
su e d u c a c ió n a c t i v a y b e lico sa . E o s m ism o s soberan os
c a m in a b a n al fre n te d e su e je rcito e n tiem po de g u e r ra ,
á&
y en tiempo de paz ju s t a b a n con los gran des. P o n Juan
el II justó algunas voces com o a v e n t u r e r o (t), y Don P e ­
dro el Cruel (2) salió herido en u n a m a n o en un torn eo
que se celebró en Torrijos.
. V e m o s pues lo indisp ensab le q u e e ra e n to n c e s esta
clase de especifico Iüs , y q u e la p om pa y m a g n ific e n cia
con que eran adornados los ha cía n m e re c e d o r e s d e la
atención general. Sin e m b a r g o , tenían algo de c r u el y
sanguinario , que solo podia t o lerarse por la necesidad
en que se estaba de familiarizar ;i los p u e b lo s con la san ­
gre y los lances de 1a gu erra .
Por este tiem po se lidiaban ya los loros desde el c a ­
ballo, y se picaba con el r e j o n c il l o , y este e s p e c tá c u lo
se hacia con el mismo c e r e m o n i a l q u e h e m o s v i s t o s o
em pleaba para las fiestas y t o r n e o s , ven ia a d em a s en su
apoyo no ser cruel ni s a n g u i n a r i o , y tan á p ro p ó sito
cuando menos como los otros p a r a d a r A co n o c er el va lo r
y gallardía de los caballeros. A si e s , q u e se iba fo m e n ­
tando sobre las ruinas de los p rim e ro s , á lo q u e c o n tr i­
buyó no poco el no estar com p rend id o en la p ro h ib ic ió n
que de los q u e se m irab an como s a n g r ie n t o s se ha bia
hecho . Esto es una p rue b a de lo mas ra c io n a l y s eg u ro
de estas fiestas sobre las demás de su tiem po, y dá i c o ­
nocer la razón de haberse p e r p e t u a d o ha sta n u es tro s
d i a s , en que y a ni vestigios se ha llan de las c o s t u m b r e s
ca ballerescas, cu y o e sterm iuio c o n c l u y ó con tan ta g loria
s u y a y universal aplauso el in im ita b le C e r v a n t e s .
Baste pues para hacer la a pología de estas fiestas se­
gún se verificaban en la edad media , s a b e r q u e no f u e ­
ro n reputadas por los co ncilios como s a n g r ie n t a s ; q u e

(1 ) Yéasti la crónica de Don Alvaro de Luna, capi­


tula 52.
(3 ) Véase su crónica.
47
eran e se lu s iv a m e n t e p ro p ias do la g r a n d e z a ; q u e se c o n ­
siderab an c om o el acto mas á p ro p ó sito p a r a h a c e r a l a r ­
de los c a b a lle r o s do su v a l o r y d e str o za ; que las d a m a s
las fa v o re cía n c o n s t a n t e m e n t e con su a sis t e n c ia , y se e n ­
v a n e c ía n y v a n a g l o r i a b a n cuan do el rabal loro q u e e r a
dueño de su corazon , so d is tin g u ía entro los d o m a s ; que
á pesar de ir d e ca y ó n d o el gu sto ca b alle re sc o , y los es­
p ectá cu lo s en que mas r e lu c ía , el de ios toros s e g u ía v e ­
ri licá mióse con la m ism a p o m p a y g e n e r a l a pla uso que
en los tie m pos a n t e r io r e s se c e l e b r a r a n los dem as ; q ue
fue el único q u e o cup ó ú llí m am ón le la clase d is t in g u id a
y que no h u b ie r a p r o b a b l e m e n t e decaído de esto gr a d o
de esp len do r, si, com o y a h e m o s dicho en la p a r t e h is t ó ­
ri c a , no h u b ie r a F elip e V m o strado a v e r s i ó n liaría e l, y
si la n o b l e z a , que so a m o ld a s ie m p r e á los g u sto s y a u n
á los ca pricho s de los s o b er a n o s , h u b i e r a c o n se rv a d o su
c a rá c te r p rim itiv o .
8 i no fu e r a por tem o r de es c e d e r los l im it e s p r o ­
puestos , nos e s t e n d e r í a m o s sobre una m ultitud de o b ­
j e t o s , do los que se p ued e s ac ar un sin n ú m e ro de r a z o ­
nes en a p o y o de las fiestas de toros. Toro d esen ten dió n~
donos y a de lodo lo que p e r t e n e c e á los tiempos a n t e ­
rior e s , e x a m i n a r e m o s el e s p e c tá c u lo s eg ún se halla en
el dia , d e te n i é n d o n o s , com o es in d isp e n s a b le en esta
é p o c a , para h a c e r p ate ntes las r a z o n e s que lo a p o y a n .
El p u eb lo e spañol ha perdido todos los e s p e c tá c u lo s
que en otro tie m p o hicieron su r e cr e o . L a a lin a cio n p r o ­
g r e s iv a del gu sto h a h e c h o o lv id a r las ju s ta s y los t o r ­
neos ; a p e n a s h a y m e m o ria de los ju e g o s de arLiücio, las
m á s c a r a s ha n s ufrido e n é r g i c a s p r o h ib ic i o n e s , las r o ­
m e r í a s , los j u e g o s escén icos , las d a n z a s de e sp a das se
b a n olvidado casi del t o d o , y la parte m a s c o n sid e ra b le
de la nación T q u e es la q u e se a lim e n ta del tra b a jo día-
rio , no tiene una sola ocasion al aíio en q u e p u e d a p r o ­
po rcio n a r se a lg u n a s h o r a s de a p e t e c id a d iv e r sió n con
48
el ahorro de sus fatigas. V o lv a m o s los ojos ha cía esta
numerosa porción del e s t a d o , y no podrá m e n o s que
lastimarnos su infelicidad. V a ga n d o Lrisle t silen cio sa­
mente por las calles y p laz as de su infeliz a l d e a , p as a n
ei día que destinan al r e p o s o ; e l tedio los p e r s i g u e , y
la taciturna ociosidad de sem e jan tes (lias se los h a c e
a b o r r e c i b l e s ; si qu ie re n .sacudir este fastidio no tien en
mas re curso que la tab e rn a , do nde solo hallan p e n d en ­
cias y disgustos en v e z de la paz y la a leg r ía .
A u n q u e tuviesen in m edia ta a lg u n a ciudad en que
hubiese teatro , no co n segu iría n d is tra erse y d ila ta r su
á n i m o : la e ducación y gé n ero de vida en q u e se han
tr ia d o , les vedan los place re s q u e e xig en p ara p e r c i ­
birse otro gusto y de licado tacto. Kilos n ecesi Lan d i v e r s i o ­
nes que hieran v iv a m en te los sentidos, y en que se m u e ­
va el ánim o mas por la p a r le p u r a m e n t e ó p tic a ó (le
p er sp e ctiva , que por la i n t e l e c t u a l ; mas c la ro , les e n t u -
siasma v e r hechos grandes , s o r p r e n d e n te s , q u e e x i g e n
m ucho valo r y habilidad / pero no p ued e o scilarles lo su­
blime de los a fé e lo s , lo correcLo del estilo , lo fluido y
sonoro de la v e r s if ic a c ió n , ni las demás b e lle z a s que 110
pued en percibirse sino por los q u e es ten ado rn ado s con
u n a educación y conocim ientos no v u l g a r e s . ¿Qué e s p e c ­
táculos, pues, dare mos á esta a p r e c i a b l e y la b o r io sa p a r ­
te de la nación ? ¿ La de ja re m o s lim itad a á los reducid os
baile s dominicales , que solo se v e n en a lg u n a s p r o v i n ­
cias , y que en m anera algu n a m e re c e n el n o m b r e de ta­
le s ? «Creer que los pueblos puedan ser felices sin d i v e r ­
siones, dice J o v ella n os, es un absu rdo . C r e e r q u e las
n ece sita n y n egárselas , es una in c o n s e c u e n c ia tan a b ­
surda com o peligrosa. Darles d iv ersio n es y p r e s c in d ir
<le la influencia que pued an tener en sus ideas y cos­
t u m b r e s > seria una in dolencia harto mas a b su rd a , c r u e l
y peligrosa que aquella in co nsecuen cia. Iludidla, pues,
q w el cstablccimicnlo y arreglo de las diversiones piíblicas
49
será uno do /as primeros objetos de toda buena poli! ten.'» L a
autoridad de un ho m b re tan re s p e ta b le por todos t í t u ­
los co m o el a u t o r q u e citarnos, basta por si p ara d e c i ­
d ir so bre la n ecesidad que tienen los p ueblos de un e s ­
p e c tá c u lo a com odado á su g e n i o , y cuy a s be lle za s 110
n ecesiten p ara c o m p re n d e rs e los e sfu e rz o s de la i m a g i ­
nación , sino q u e b a ste asísLir á él p a r a g o z a r y r e ­
c r e a rs e .
E s te e sp e ctá cu lo será por l a n ío el mas es tendí do,
h a r á la h o lga n za de todo el reino , y se podrá llam ar
por co n s ig u ie n t e la d iv ersió n nacional· Se r e u n irá n en
su re cin to el l e t r a d o , el m i l i t a r , el artista, el m arin ero ,
el c o m e rc ia n t e , el l a b r a d o r , todas las c ia s e s ; por úIL
m o , todos los sex o s y e d a d e s ; pero ¿ a lodos podrá ser
in ocen te y pro ver lioso un mismo e s p e c tá c u l o ? ¿ D e qué
clase de b erá ser su índole 1 Es e vide nte que no p u e d e
ser ig u al el efecto q u e una sola c o s a , sea de la clase
(fue q u ie ra , p ro duzca en in d ivid u o s lan d ife r e n te s en
gustos y o c u p a c io n e s, y la m b ien lo es que para lijar
el carácLer de la diversió n n acional debe a te n d e r s e p rin ­
cip al y casi e sc lu siv á m e n te al e sp íritu que ¿mima la i n ­
m ensa m a y oría de los co n cu rren tes. A h o r a b i e n , á e sta
d iversió n , sea ta q u e fu e re , que hemos llam ado n a c io ­
n a l , c o n cu rr irá una corta porcion de personas de in s ­
tru cció n y c a r r e r a , y con stituirá la m a y o r ía la masa,
d ig a m o s a s i , de la nación, l i e m o s dicho que c o n c u r r ir á
una corta porcion de a q uello s h o m b r e s , c u y o s co n oc i­
m ientos los h a ce n inJUiir , tanto en la fu e rz a moral de
las n acio n es , p orq ue ellos están en un a p roporción m uy
p e q u e ñ a con re s p e cto á la m ultitud de los dem ás h a b i ­
tantes , que son los q u e c o n stitu y e n la fu e rz a f í s ic a , y
por co n sig u ien te á estos úlLimos d e bem o s tener p r e s e a -
le en la elección de e sp e ctá cu lo s . ¿ V les o fre c e r e m o s
por v e n tu r a a q u e lla porcion de piezas d r am á ticas q ue
o cu p a ro n el tea tro en el siglo de su p ro siilu cio ii? ¿ L e s
so
dejaremos aficionarle á este g é n e ro do diversión , en que
no h a y nada que deje de ser l ú b r i c o , m a li c i o s o , in d e ­
cente y c h a b a can o ? E ntre p re se n ta rle s un teatro selecto,
modelo de bellas l e t r a s - y cu y o l e n g u a j e no e n tien d a ,
ó un teatro v i l , grosero , en q u e se le o fre zca n los m as
peligrosos e j e m p l o s . adornados con el a trac tiv o de la
ilusión escénica y con las dulzuras h e ch ice ra s del ca n to
y de la p o e s í a , no b a y medio q u e escoja la ra zón . P e ­
ro aun suponiendo que fuese el p ueblo ca p a z de c o m ­
p re n d e r y aíicionarse á las be lle za s de un teatro c l á s i ­
co , e s c o g id o , ¿seria esto un b i e n , o un mal ? E sta c u e s ­
tión es m u y delicada, y se n ecesita m u c h a m a d u r e z y
de tención para decidir en ella con a cier to ; p ero sí a t e n ­
demos al influjo que tienen las div ersio n es en las co s ­
tum b res de los p u e b l o s , y á la necesidad q u e b a y do
que esten en relación y a rm onía co n la ocupaeion y el
género do ventajas que la sociedad de b e pro m o lerse de
la clase de que se ju z g u e n p e cu lia re s , se co n o c e r á b ie n
pronto la índole de las que deben h a c e r las delicias de l
pueblo trabajador. L a historia o fre ce en tre otros va r io s
un ejemplo colosal de lo perju dicial que p ued e ser á u n
pueblo ge n era liz a r en todas las c l a s e s h a sta el es trem o
u n a m ism a y sola afición. Despues de h a b e r sostenido
A te n a s por algunos siglos una serie de g u e r r a s , ya con
los pueblos e s t r a ñ o s , y a entre los s u y o s p ro p io s, a n i ­
quilado su valor y agotados sus re cursos , e m p e z ó á dis­
frutar de un a paz poco v e n t a j o s a , y que L a b i a c o m ­
prado á costa de su antigua p repo ten cia. D e s e m b a r a ­
zados los atenie nses de las o cup a cion es m a r c i a l e s , se
dedicaro n con a rdor al cultivo de las l e t r a s , y en b r e -
r e co b raro n por su saber n u e v o n om bre y p re stig io , co ­
locándose n u e v a m e n te a l a cab eza hasta de los m is m o s
por quienes poco antes habían sido derrotado s. L is o n ­
jeados por las ven tajas co n segu idas ba jo el pendón de
M i n e r v a , se gen era lizo el gusto á las letras de tal
modo» q u e las a c a d e m ia s , los liceos t los t e a t r o s , á p o ­
sar de h a b e r g ran n ú m e r o , no b a sta b an á r e c ib ir la
m u ltitu d que A ellos acudía , y las p laz as p úblicas lle ­
g a ro n A co n v e rtirs e en a u las de ciencia un iv e rs a l. P e ­
ro esta p o p u la rid a d de la s ab id u ría , lejos de ser v e n t a ­
j o sa A las c ie n cia s , íu é uní y p e r j u d i c i a l ; e m p e z ó A vi­
ciarse el g u s t o , y las s u tilez as e s c o l á s tic a s , p e r p e t u a ­
das por d e sg ra cia ha sta n uestro s dias, m u d aron el a m o r
A la v e r d a d , única base del s a b e r , en a m o r A las d i s ­
p utas y ju e g o s de p a l a b r a s , fecu n d o s m a n a n tia les de
ign o rancia y em bolism o. E m p e z a r o n A fo m en tarse las
sectas mas r i d i c u l a s , A p ro p ag ar s e las o pin iones m as
e s t r a v a g a n t e s , A o dia rse los que s eg u ía n d iv e r so r u m ­
bo en su filosófica p re su n ció n , y á m a n if e s t a r s e , en fin,
lodos los e le m e n to s que tienden vis ib le m en te á la d e s ­
trucción de los p ueblo s. El p ueblo de A t e n a s , to m ando
en su v e rd a d e r a a cep ció n a q u ella vo z, de jó de ser sabio,
y co m o y a h a b ía de jado de ser g u e r r e r o , se e n co n tró
sin re cu rs os que o p o n e r A la a m b ició n rom an a , y dobló
vil y c o b a rd e m e n t e la c e r v i z . Si h u b ie r a co n se rv a d o
e sp ectáculo s A propósito para m a n t e n e r en tre la m u lt i­
tu d las ideas de gloria y v a l o r , y h u b ie ra al m ism o
tiem po c r e a d o las a ca d e m ia s p a r a un co rto n ú m e ro ,
pues tal de b e ser y es e fe c t i v a m e n t e la p ro p o rcio n e n ­
tre e l ca u d illo y los so ldado s, en tre el sab io y los i g ­
n ora ntes , h u b ie r a tenido p ara c o n tr a s t a r A los r o m a ­
nos lodos los e le m e n to s con q u e p u e d e co n ta r un p u e ­
blo p a r a s o ste n e r su i n d e p e n d e n c ia .
A p e n a s se h a lla r A co sa que ten g a mas in fluencia so-*
b r e las c o s tu m b re s de los h o m b r e s q u e las d iv ersio n es
en q u e ocu p a n las ho ras de r e c r e o , p orque son u n a
p arte muy e se ncial de la educa ció n del p u e b l o , y p o r
la n to no p ued e ser q u e dejen de m odificar en bien ó en
mal su ín dole y su co ndicion. D ebe o fre cer se al p ueblo
t ra b aja d o r una clase de cspeelAcu los q u e lo d iv ierta
52
í i n fatigar su ruda im a gin ació n , y sin que e sto rb e en
ni ano ni al gima el orden de sus ideas. So debe h u ir de
p r e s e n ta r á su consideración im á ge n e s tiernas, la s c iv a s ,
y todas aquellas situaciones seductoras en q u e Ja m a li­
cia y )a sensualidad se d em uestran con el mas viv o y
agradable colorido. Sem ejantes objetos no solo p e r ju ­
dican la m o r a l , sino que atacan d i r e c t a m e n t e los c i ­
mientos de la pública fe lic id a d , p orq ue presen tan al
m iserable jo rn ale ro un punto de co m p a r a c ió n que h a ­
ce c o n tr a s ta rlo s trabajos de su c la s e , y (pie podría s e r
o rigen de su aburrim ien to y desesperación . Pero t a m ­
poco hu yen do este es tremo debemos ca er en el de e m ­
brutecerlo y endurecer su corazón , f am ilia riz án d o lo con
Ja sangre de sus iguales. Debe b u s ca rs e un e sp e cia culo
en que se escite un laudable deseo de ser fuerte y v a l e ­
roso, pero no inhumano y san gu ina rio , en q u e no se c i ­
mente el triunfo y la gloria en el ve n cim ien to ó la m u e r ­
te de otro hombre, sino en el de una fiera a tr e v id a y
poderosa; en que no haya odiosidad directa y p erson as
que haga mas san grien ta la v e n g a n z a , sino e m u lac ió n y
fraternidad que a segu ren el triunfo y el aplauso. Y n es­
pectáculo sem ejante conviene sin duda al p ueblo en su
totalidad, porque de él no solo han de salir los soldados
que deben sostener y a segu rar la tranquilid ad de los p u e ­
blos y la independencia del pais, sino todas las de mas
clases activas que necesitan fu e rz a y v a lo r p ara el d e s ­
em peño de sus respectivas obligaciones; y estas clases
deben estar acostum bradas á v e n c e r y a rro s tra r los p e ­
lig ros basta en sus juegos y p asa tiem p o s, pero de n i n g u ­
na m anera deben ni pueden estar adornados de los c o ­
nocimientos que fomenta el teatro, ISo podría so stenerse
e l edificio social sino hubie ra en tre ios que c o m p o n e n
los pueblos esta diversidad de in strucción y de o c u p a c io ­
nes que son las que m antienen la arm onía y p e r m a n e n ­
c ia de los lazos que tan e st r e c h a m e n t e los ligan. L o s
unos deben m andar, dirigir; los oíros obedecer, ejecu­
tar; aquellos necesitan estudios, ciencias; estos valor,
tuerzas. De otro modo la ignorancia en m ascarada con
la api) r i enría del saber, y alegando un derecho que está
en contradicción con los mismos principios en que se
apoya, inte nta rá m a neja r los grandes negocios y ser á r ­
bitro d é l a soberanía; se creerían lodos con iguales m é ­
ritos, se desplom aría Ja sociedad, y qu ed a rían se p u lta­
dos en tre sus escombros los vanos proyectos de realizar
u n pueblo quesolo puede ex istir en imaginaciones a c a ­
loradas; esto es, un pueblo de sabios. Eflorezcan eu las
capitales todos los m onum entos (pie ac rediten el grado
de peí lección en que se hallan los conocimientos h u m a ­
nos, haya academias y sociedades, conservatorios y m u ­
seos, y te ngan los sabios cuanto conduzca á su perfec­
ción. L ac lase inedia en instrucción en c u en tre en la es­
cena las bellezas de la poesía, los en can los de la música,
y los graciosos adem anes de Terpsieorc; pero dejemos á
la clase inferior un espectáculo propio suyo, y no porque
las dernas gocen de todas las comodidades de la vida, ol­
videmos esta num erosa porcion de la sociedad, lla y u n a
clase de fiestas muy á propósito pura llenar todos sus d e ­
seos, que reúne los requisitos que liemos visto deben
te ner sus pasatiempos, y cuyos atractivos son por otra
parte tan poderosos, que lejos de chocar con las ideas
de las otras clases de la sociedad, votarán todas á p r e ­
senciarlas. Vamos á exam inar en pocos renglones si la
lidia de loros se e n c u e n tra en el caso que decimos.
De cnanto liemos dicho se deduce que (‘I espectáculo
que haya de ofrecerse al pueblo debe influir en su áni­
mo de modo que le com unnpje en e rg ía , valor y deseo
de hacerse m em orable por sus hazañas, pero sin viciarlo
ni hacerlo sediento de sangre hum a na. La lidia de loros
llena com pletam ente am bos objetos. Es el suyo b u rlar á
una íiera altiva y poderosa, y hacerla espirar ú los pies
54
del lidiador. Pero no es una lucha como las que en tie m ­
po de los romanos entablaban loa infelices á quienes
condenaban á morir devorados por u n a Рим а, y que d e ­
seosos de alcanzar la libertad, que solían con rede ríes
cuando la vencían, se empeñaban en un com bate h o r ­
roroso, con el que solo conseguían prolongar la m u e rte
y hacerla doblemente do lo rosa. En los toros se y 6 volar
á la fiera sin poder apoderarse de él en derred o r del t o ­
rero, que con la serenidad que le infunden su conoci­
miento y su ligereza, mira liasta con lástim a al c o rp u ­
lento bruto afanarse y correr en vano hasta en c o n trar,
cuando cree mas seguro el triunfo, su perdición y su
m uerte. No es un bruLal arrojo el que a r r a s t r a al cerco
al lidiador, sino un valor racional con que se p rese n ta
á la Пега, porque sabe el modo seguro de h acer ímilil su
saña y de eludir sus intentos. No es su agitación aquella
que trastornaba al gladiador cuando encerrado en el a n ­
fiteatro se le abrían mil pu ertas para el sepulcro, y un
resquicio apenas para t o r n a r á la vida: es una mezcla
del gozo que anticipadamente se le viene á la im a g in a­
ción por su victoria, y de los temores qu e le asaltan de
no llenar cumplidamente sus deberes y sus deseos. P e ­
ro la idea del peligro ni aun lejano 110 aparece ja m ás en
la mente del buen torero, que sabe bien que no lia y ia n -
ce para el que no tenga seguro recurso, y regla segura
para practicarlo. Ni en él se le ofrece al espectador
aquella imponente y aterra d o ra figura del atleta cuya
sola presencia estremecía, sino la mas elegante y gallar­
da que imaginarse puede. Adornado con telas de seda
bordadas de oro y plata, elije para su vestido la h e c h u r a
que se amolda mejor á la configuración de su cuerpo, y
sus varoniles y escelsas formas lucen ta nto mas cuanto
ciñe mas su ropage.
En este espectáculo adm ira y discurre el fllósofola esu­
culencia del hombre, que desde la desnudez é ignorancia
5S
prim itivas, ha sabido alzarse ron el influjo del m undo y
sacrificar á su antojo y diversión las bestias mas podero­
sas. El n atura lista observa las alteraciones que el cuida­
do y el oslado de domesticidad han pro d u cid o e n el caba­
llo y el loro, y cuanto los desvia de su p rim itivo modo de
s e r y de obrar. El político conoce con cu á u poco se con­
te n ta y distra e al pueblo «laborioso, y aprecia dentro do
sí el efecto qu e el espectáculo hace en el c a ractcr de la
m u ltitu d . El m atem ático vislumbra la posibilidad de r e ­
ducir el toreo á dem ostraciones, porque considera en el
toro un cuerpo que se mueve con dirección y velocidad
conocidas, y en el torero todos los medios para v a ria r la
la p rim e ra y ac elerar ó r e ta r d a r la segunda. El econo­
mista ve en el consumo de toros y caballos u n o de los
elem entos q u e m a s influyen en el fomento de la cria del
ganado vacuno y caballar. El viajero adm ira un espectá­
culo tan grandioso, tan magnifico- aquella mezcla de Ira-
ges y colores, y aquel m u rm u llo y vocerío y continuo
m ov im ien to lo e n tre tie n en y em belesan, y cuando su e ­
na el tim bal, sale el toro con aspecto am enazador, y ve
á los toreros burlarlo risueños de mil m aneras, llega al
colmo su admiración, y pro ru m p e en aplausos y aclam a­
ciones. Todas las clases, todos los sexos, todas las e d a­
des y condiciones de la vida c o nc urre n á él, se ena g ena n
y se olvidan de sus penas. Inútiles serian nuestros e s ­
fuerzos para h acer concebir lo grande, lo bello de tales
fiestas al que n o las hubiese presenciado.
Sin em bargo, la lidia de toros esperim e nta c o n tin u a ­
m ente las mas severas censuras y las acusaciones mas
escandalosas, y no sal isla riamos el deber que nos hemos
im puesto si 110 las refutásem os com pletamente.
Hemos manifestado ya que los pueblos n ecesitan d i­
versiones, y que deben ser de las que hablen mas á los
sentidos que al entendim iento, y hem os manifestado
igualm ente que las pasiones que deben inspirarles h an
(le set' heroicas v varón ih's si л que rayen en barb a rie ó
ferocidad. Las lidias «le loros satisfacen como heinos vis­
to ambos estreñios; pero dicen sin em barco sus <li'trac­
tores (juc son bárbaras. inmorales, sangrientas, p e r ju ­
diciales Ala agricultura, ai oslado, Л las artes, ñ Ia iri-
du stria y n 1л humanidad. ¿Hay mas de que* a n i s a r á os-
te espectáculo? Cuanto mas lo humillen con sus fútiles
sofismas, tanto mas conipleloy glorioso será su triunfo.
Son bárbaras, dicen, las corridas de toros; ¿y por qutV?
preguntamos, ¿Es acaso porque en ellas luchen los h o m ­
bres cuerpo ¡icuerpo ron una fiera? ¿O ne se dirá e n ­
tonces de la caza de morí (cria? Si es barbaridad li­
diar á un loro cuya sencillez es (an conocida, y p ara
lo cual hay reglas tan se c u r a s , ¿no sera bárbaro y
hasta brutal internarse en los bosques ñ en lo qu ebrad o
de un monte, persiguiendo fieras mucho mas astutas y
carniceras que el toro, sin quo sea г» rueños poderosas?
La diferencia que hay entre el cerco despejado, diáfano,
igual, y el monte sombrío, cubierto de maleza; en tre el
jabalí que se mete por el cuchillo Л tru eque do dar la
dentellada, y el toro que embiste ostigado y se le separa
con un lienzo; entre la seguridad que da el arte del to­
reo, y los riesgos para que no sirven Ins ai dides de la ca­
za: entre el pronto y oíicas socorro que tiene el torero
rodeado siempre de defensores, y la soledad y desam -
paro en que frecuentemente se halla el cazador, pueden
servir para apreciar cuanto tiene de mas espuesto la ca­
za de montería, y 110 vemos sin embargo que se le acuso
de barbaridad.
Se pasan anos sin que una sola nota de sangre h u ­
mana manche la arena de las plazas de toros, y se p a s a ­
rían siglos si estuviese esía diversión bajo el pie q u e d e -
be ponerse, y que indicaremos en su lugar; m ie n tras
que alienas sale al monte una batida sin que haya un
contuso, un herido, ó acaso un muerto* El hijo del fa-
57
niosn 1). Pelayo, que fue m uy dado a tí si a afición, s a b e ­
mos que min io á manos de un oso en los m ontes de Can­
gas, y pudiéramos r ila r muchos mas tío (¡titanes ü a c u e n
la la bis Loria, las crónicas y oíros escritos.
Ademas que seria b árb a ra la lidia de toros , si fuera
in h erente á ella ver sucum bir ó padecer al hom bro por
<a r e c e r de recursos para librarse del toro; pero como el
liii de las lidias es b u r la r al loro sin riesgo del torero,
que pura conseguir su objeto Liene un arLe que le dá r e ­
glas tan seguras como puede inferirse de las bases en
que se apoyan , á s a b e r , las inclinaciones p articulares
de las diferentes clases de toros , que conocidas d is tin ta ­
m ente y confirmadas por la osporiencia de muchos años,
sum inistran los elem entos de la mas rigorosa exactitud,
es evidniLe que no tiene lugar la acusación , ni respecto
al objeto de las lidias, ni á los medios de co n seguirlo: os
el objeto , b u rlar una fiera ; los medios, un arle seguro,
cierlo. Para que fallasen sus reglas dejaría antes de ser
noble y ma gnáni mo el león, feroz y sanguinario el tigre,
pacífica y mansa la o v eja, amorosa la p alom a, amigo
fiel el perro. Si son e te r n a s , invariables las d e te rm in a ­
ciones instintivas de los anim ales que la esperiencia nos
lia dado á conocer , serán también invariables , exactas,
todas las reglas que de ellas rigorosam ente se dedujeren.
¿De dónde pues los fundamentos para apellidar b árbaro
al espectáculo? Si no los hay en su objeto, si no los hay eu
los medios de conseguir este objeto, ¿los h ab rá tal vez en
sus accidentes? Veamos, I,a m uerte de los toreros que
lian perecido en las plazas es sin duda el apoyo de la acu­
sación; pero ¡qué impotente! ¡qué modo tan caduco de ra­
ciocinar! ¡con cua n ta razón podríamos, abusando del r a ­
ciocinio, y silogizando con tan poca lógica , calificar de
bárb a ro el oficio de minero, de buso, de volatín, de plome­
ro, de polvorista, de albañil, de.... N unca acabaríamos de
e n u m e r a r todos los oficios en que en contró el hom b re mas
58
óm e u n s voces la muerto, peros! podemos asegurar, que
cualquiera (Je los referidos cuenta mas YÍcLimas que el
to r e o , pues los volatines con particularidad llevan en
un corlo núm ero de años mas hombros al sepulcro que
los toros en u n siglo , y esto sin c o n ta r los que se lisian
todos Jos dias en las escuelas de gimnástica y en los e je r ­
cicios preparatorios de su profesión. El hund im ien to de
Ja mina de mercurio de Gueneavélica redu jo r e p e n tin a ­
m ente á polvo mas hombres que pueden h e r ir los toros
m ien tras dure el mundo. El bnsear, y aun la simple a c ­
ción de n ad a r, m atan todos los anos por solo b a ñ a rse
un número crecido de gentes. Y no ee nos diga que lo
útil ú necesario de estos oíicios hace q u e se desprecien
sus riesgos, pues esta razón pone en nuestra s manos las
mas concluyentes pruebas. Si la sociedad reporta v en ta­
jas de estos oficios, ya hemos visto cuántas y cuán gran­
des las reportan los pueblos de las corridas de toros; y
la utilidad personal que obliga el alb añ il, por ejemplo,
A íiar su vida á una ruinosa a l m e n a , no es m ayor ni tie­
ne prestigios mas seductores que la que obliga al torero
á presentarse en el cerco de donde recoge el precio de
su trabajo y los aplausos de la m u ltitu d.
¿V será mas j u s t a , tendrá mas fuerza la acusación de
inmoralidad que á la> lidias se hace?
Todo lo que ataca las sólidas bases de la m o r a l , todo
lo que pueda viciar ó pervertir el orden saludable de las
ideus de los pueblos , y suscitar las pasiones detestables
que inducen á los hombres á fom entar su engrandeci­
miento sobre las ruinas de otro, debe r e p u ta rs e por i n ­
moral. P e r o ......¿h a y algo de esto en las corridas de to ­
ros? Hemos visto cual es el objeto de este aspectáculo,
los medios; conocemos su Índole, y no se vislumbra qu e
envuelva, ni aun como episodio , la idea mas remota de
inmoralidad. Estendámonos á los accidentes. Un gentío
inmenso se reúne en un recinto} espacioso para presen-
59
ríar el mas grande de Jos espectáculos; pe r e ú n a en me­
dio del dia , {i la faz de todos, y cada uno en los que le
rodean tiene centinelas de visla que observen sus o p e ­
raciones, y no puede ejec u tar ninguna acción, ningún
ino vi míen Lo capaz de ofender la decencia pública. Si á
pesar de es Lo no falta quien traspase los limites del de­
coro con alguna palabra ó acción de seo ni puesta >¿en quó
reunión en que haya mezcla de s e x o s , de edades y da
condiciones, no sucede lo m ism o ? ¿ No vemos en las fun­
ciones de iglesia ser el templo i m p í a , sacrileg am ente
profanado con acciones indecorosas, con p alabras obsce­
n a s __ ? ¡Con cuá nta im pudencia se repiten estos actos A
los ojos del pueblo , y en la presencia (le un D ios!!! ¡ Y
cuánto m ayor es el escándalo asi contrastado por la san­
tidad y devocion del te m p lo ...... í
Sin em bargo , conocemos que el desenfreno y obsce­
nidad del populacho es escandaloso, cuando reunido en
los andam ies y casi (‘‘b r i o s o en tre g a á su descom unal
vocería. Este abuso puede c o r l a r s e , y debe efectiva­
m ente ser arraneado de ra iz ; pero no basta por si p a r a
calificar de inmoral al espectáculo; lo p r i m e r o , porquií
ya se lia dicho es u n abuso, y como tal independiente do
la fies la ; y lo segundo porque mas 6 menos manifiesta
no hay clase alguna de reunión considerable en que
110 se haga lugar. Si fueran suficientes los abusos pa­
ra condenar la clase de espectáculos en que se i n tr o ­
d u c e n , ¿cuál sería la suerte del te a tr o ? Este espectá­
culo , el prim ero y el mas digno de o cupa r la atención
de un pueblo c ulto, lo decimos con dolor, está s e m b ra ­
do de inm oralidades: aquí una hija, a r r a stra d a por su
crim inal a m o r , desobedece la voz de un padre tierno
y se entrega clandestinam ente á un seductor; alli un p a ­
dre désp o ta, in h u m a n o , tiraniza á su hija hasla ofrecer­
le la disyuntiva de casarse con quien aborrece ó sepul­
tarse en la c la u s u r a , acá vemos un héroe que apenas co-
60
niienza á reposar sobro sus laureles, cuando la ca lu m ­
nia ó la alevosía lo !iac;i sucum bir tra i ¡loramente , y se
elevan sobre su cadáver. Delitos y crím enes enorm es,
Injusticias, crueldades escandalosas , venganzas, s a n ­
g re, m uerte y horrores, esto nos ofrece hoy el teatro ¡ y
¡a juven tud no puede presenciar sin peligro se m ejantes
escenas , porque si una parte se indigna contra ellas y
aborrece mas y mas tales vicios, otra p a r te , y quiz as
mas considerable, seducida por lo lisonjero que es sa tis ­
facer las pasiones mas viles, pondrá tal vez m añana en
juego para conseguirlo los mismos medios con que vió
llevar boy á efecto en la escena un proyecto s e m e ja n te
al que medita.
No pueden los abusos torcer mas la m archa de un es-
p eotácu lo: el teatro se di rijo á inculcar m áxim as sa lu ­
dables y virtuosas; á pintar el vicio no solam ente con el
mas horrible coloridot sino vilipendiado y confundido
siempre ante la virtud; jam ás debe quedar victorioso,
im pune, en la catástrofe: y no debe dar un solo paso
que no lo acerque al abismo de su perdición. Xo (distan­
t e , vemos todos los dias piezas dram áticas en (pie iodo
conspira á inducir á la maldad, Por otra p a r te , ¡qué es-
cesos no se cometen en el teatro ! ; qué liviandades...... I
¿Y diremos por eso que el teatro es inmoral ? ¿ 1mi t a r e ­
mos la conducta de los que qu ieren que se proscriban los
toros, y fulminaremos un anatem a contra T alia? ¿ iVo
será mejor purgar de abusos estos espectáculos? ¡Cuánto
mas vale perfeccionar que a b o lir !
Sin em bargo, mucho re sta , dirán los dotractores del
toreo , que alegar en contra de semejantes fiestas. ¿Se
negará por v en tura que son sangrientas ? Aun conce­
diendo que la sangre humana no se vierta en ellas, ¿con
qué derecho se conduce de la pradera á la plaza , de la
vida á la muerte , al inocente toro? ¿con qué derecho al
caballo generoso? ¿no se necesita un corazon de piedra
61
para yor á estos hermosos animales heridos , d estro z a­
dos, lanzar el último aliento V Cuando por uu ac cidente
se ve un hom bre herido 6 m uerto , ¿quién no de te sta rá
semejante diversión ?— Hemos llegado á u n a de las ac u ­
saciones mas f u e r t e s T mas famosas, y en cuya re f u ­
tación debemos deten e rn o s mas. Procedamos con m é ­
todo.
Oponen lo prim ero que aun cuando no sea propio,
esencial del espectáculo, el derram am iento de sangre bu­
llían a , lo es el de la sangre del toro y del caballo j que
es por consiguiente sangrienta la diversión. A la verdad
que hasta ahora nadie á negado que se da rí ame sangre
en los toros, pero es la sangre de irracionales la que en
ellos h u m e a , y si esto es suficiente para calificar de san­
grienta una cosa y proscribirla t proscríbanse las coci­
nas, pues no hay nada mas sangriento. Si en la plaza se
d e r r a m a la sangre ti el caballo y el loro en sacrificio for­
zoso del gusto del pueblo, y tío la necesidad que hemos
\is lo tiene de un espectáculo de esta clase > en las coci­
nas se vierte eon un a vituperable prodigalidad la de una
m ultitud de especies de animales , sin otro motivo que
el lujo de los opulentos y la depravación de sus palada-»
res. Asi pues, 0 entiéndase por sangriento solo aquello
en que se d erram e la sangre h um an a , y eu lotices 110 bu
lugar la acusación contra nuestras lies tas , ó de. lo c o n ­
trario se acogen á las cocinas.
I Con qué d ere ch o , replican , se conduce al toro á la
m u e rte ? ¿eon qué derecho al caballo?— ¡Qué inconse­
cuente hipocresía! ¡ C o n q u e d e re c h o ...... decís..,,! Con
el que os asiste para sepultar diariam ente en vuestras
casas de m a tanz a millares de reses y de ganado lanar,
con el que os abrogasteis cuando pusisteis el lleno al ca­
ballo, y lo hicisteis victima de vuestra utilidad en la paz,
de vuestra barbarie en la g u e r r a ......Pero el h o m b re, es
verd a d , tiene un derecho , aun eu el estado de salvage,
69
á la vida de otros anímales: Li naturaleza ha criado un
gran ni trae ro de especies para servir de alimento Aotras;
y el hombre, que no es e f u s i v a m e n t e h e rvíbo ro, romo
algunos su p u s ie r o n , debí: alimentarse con la carne de
otro animales; y adelantando luego a! estado de civiliza­
ción á que la especie ha llegado, puede estender su d e ­
recho con tiLuios legítimos un poco mas allá de lo que
por mera necesidad le está concedido. En efecto, él se
afana en reun ir y proteger los animales mansos; ú\ se
constituye á guerrear con ira el lobo y el raposo , c o n tra
el buitre y el gavilan, que sin su cuidado los devorarían,
y se constituye por este sulo hecho árbitro de su destino.
Sus intereses van conformes con los de la natu ra lez a: pa­
ra ella nada son los ind iv id u o s; son todo las e s p e c ie s : el
hombre no las estingue , ni podría: Lodo su p od er se li ­
mita á multiplicar los individuos de las que le son útiles,
y á disminuir 6 alejar las que le son p e r ju d ic ia le s; y de
aquí procede la multitud y la fecundidad de los anímales
que ha domesticado, y cuyas especies oslan reducidas á
un numero de individuos respectivam ente m uy corto en
los paises en que no los maneja y protege. Por consi­
guiente es muy natural que este esceso en el núm ero de
individuos que la especie debe á su cuidad o, sirva para
alimentarlo en justa recompensa de é i ; asi la especie se
mejora y no padecen los individuos; porque como c a r e ­
cen de la facultad de p e n s a r , no p uede n com pre nder su
porvenir, y el tiempo que aparecen en el gran teatro
de la naturaleza gozan una existencia tan pacífica y reg a­
la d a , que llegan á preferirla al estado de libertad p r im i­
tiva. Resulta pues que el hombre tiene un derecho n a t u ­
ra l para alimentarse de muchos animales, y otro d ere ch a
adq u irid a para inmolar aquellos que se multiplican bajo
su cuidado, mucho mas cuando satisface u n a necesidad
tan urgente en el estado de sociedad, como es proporcio­
nar un espectáculo acomodado al gusto de !a m ultitud.
63
Se hace ademas ridicula la acusación que de ¡sangrien­
ta se hace á nuestras fiestas , p or oiría muchas veces de
boca de h am bres que enm elen m ayores escesos con la
indiferencia mas fría ; como por e j e m p l o ; cuando se e s ­
p anta y horroriza un francés, que presenciaba con gusto
las ca rre ra s de caballos, en que ademas de verlos re v e n ­
ta r á m e n u d o , vería no pocas veces q u e d a r estropeado
6 m u e rto el giiiete sin alterarse por eso, sino que tal vez
se aleg raría porque ganaba cinco mil francos que lleva­
ba A favor dei contrario. Mucho mas ridículo aun es el
h o rro r que sutden inspirar n u es tra s fiestas el tétrico in ­
glés , que familiarizado con el su ic id io , le conm ueve la
m uerte de los c a b a llo s, m ientras que asiste ansioso al
p u g i l a to , donde ve lu char no á dos (¡eras , no A un hom ­
bre con una f i e r a , sirio á dos hom bres arrastra d o s por
el interés mas vil, acom eten á un s e m e ja n te , A un co­
nocido, Aun amigo quizás para destrozarlo y acabar con
él si preciso fuere , estos espectáculos lian ocupado á
uno de los pueblos mas civilizados de la línropa m o d e r­
n a , autorizados por el gobierno hasta muy pocos anos
hace ; y en el dia , au nq ue c la n d e s tin a m e n te , los sosLie-
ne y aplaude. ¡Crueles! ¿ V sufriremos que nos llamen
im pun em ente b á r b a ro s , porque sostenemos los toros,
un pueblo en que se tolera que dos hom bres se ¡naLeu A
puñadas en presencia de la multitud , y se prohíbe que
el anatóm ico estudie sobre el cadáver en el reliro del
anfiteatro su es tru c tu ra y organización ?
N unca acabaríam os si hubiéram os de hacer una r e ­
seña aunque breve de los espectáculos y juegos que ocu­
pan A muchos de los pueblos que censuran íle sa n g rie n ­
tas las corridas de toros , ni seriamos menos estensos sí
limitándonos A n u es tra nación, manifestásemos los que
como mero pasatiempo se usan en diferentes provincias,
y son in duda blem ente mas sangrientos que los toros, sin
que ni unos ni otros hayan merecido nunca tal im pug-
6/i
nación. ¿Y será por ventura la causa de tan es lra ñ a in ­
consecuencia el ser mucho mas pequeños los aním ales
victimas de se me ja ules juegos? Cuando hacen servir e*
amor zeloso de los gallos ce ruó el móvil de su odio y Ja
causa porque se m atan, ¿juzgarán p o m o sa ngrie nta la
pelea porque se necesite la sangre de mil gallos p ara
componer la de un toro ? ¿les asistirá la misma razón á
los pueblos, que salen con la estópela los días festivos á
manifestar su destreza matando docenas de pajarillos que
ni se cuidan levantar del suelo? Pues deben s a b e r l o s
que asi piensan, que 110 le cuesta m enos á la n aturaleza
producir la masa enorme del elefante ó del condor que
la diminuta hormiga , ó el pequeño pájaro mosca , y que
son unos mismos ios derechos que tienen todos á la vi-*
da. Y si hemos de convenir con el principe de los n a t u ­
ralistas antiguos (i), en las obras mas p e q u e ñ a s , en los
animales microscópicos es donde con mas fuerza ostenta
la naturaleza su p o derío : nunqiiwn m a y ts n a t u r a quam ni
m in im í s .
Oponen también que las lidias de toros Ira en un per­
juicio grande á la agricultura * porque se le priva al año
de un número considerable de roses que pudieran em ­
plearse en Ja labranza , al mismo tiempo que perecen
centenares de caballos que pudieran igualm ente p re sta r
buenos oiieios ai labrador. Esta nbjecion es tan especio­
sa como falsa , aunque á primera vista aparezca con Lo­
do el prestigio de una evidente verdad. Asi es que no
serán necesarios grandes esfuerzos para d em ostrar su
falsedad.
Los labradores tienen su caudal diseminado , por de­
cirlo asi, en la superlicie de la tie r ra , tanto en granos
corno en ganados e í c . , y sus arcas r a r a vez corresporw

(1 ) Pfinio*
tlcn en riqueza á la que óslenlau en sus cortijos ó Jin-
riendas. Esto es tan g e n e r a l , que au n cuando haya a l­
guno que posea la sulicienle caulidad de nu m e ra rio p ara
Jla m ar se rico solo por él, son sin em bargo tan raros estos
e je m p lo s , que no p u e d e n rep u ta rse por otra cosa mas
que por escepciones de una regla general. Por consi­
guiente hab rem os de con ven ir en que la riqueza de es­
ta ciase consiste en efectos, y por consiguienle lanías
nías ventajas obten drá cuanto sea mayor la salida de
estos efe oíos , m ientras que por (’I contrario se e m ­
pobrecerá cuando falte ó se disminuya el consumo de
ellos. P ara convencernos de esta v e r d a d , basta solo
figurarnos á los labradores despues de un año feli­
císimo con las eras llenas de grano y las dehesas de
ganado cuyo valor aproxim ado forme un considera­
ble capital: si los consumos son g r a n d e s, podrá v e n ­
der á buen precio tanto el grano como el g ana do , y
recibir una can tillad suficiente p a ra e m p re n d e r con
ard o r la labranza en el ano próximo y beneficiar c u a n ­
to le sea posible sus ganaderías; pero si por el con­
trario e s c a s e a n , te nd rá que bajar los precios „ y siendo
á pesar de lodo m ezqu ina Ja venta f lo será tam bién la
cantidad que p erc ib e , y se hallará por consiguiente sin
los medios necesarios para es te n d e r y fom entar la e s p e ­
cie de in dustria que ejerce. La riqueza de los labrado­
res es im aginaria si faltan los consum os, y la misma
prodigalidad con que los granos y los ganados se m u lti­
plican contribuyen doblem ente á em pobrecerlo, pues por
una parte pierden el valor y por o tr a au m e n ta n ios gastos
con su abundancia. Por el contrario, jam ás s e lla visto
que por ser esees i vos los consumos de estos ó aquellos
productos se b a j a perjudicado el ram o de in dustria á que
perte n ez ca n , sino que se au m e n ta n y perfeccionan. J,a
experiencia está en un todo de n u estra parte, y principal­
mente en la m a te r ia que nos ocupa: echemos una ojeada
66
por la lio riñosa casta do caballos a ruin Juros f y vero tn os
quo empezó á multiplicar so y ¡t recibir mejoras cuando
los consumos eran mayores que son h oy, y que confor­
mo han ido disminuyendo ha perdido sino en la calidad
de Jos caballos , como sin em bargo creen muchos, al m e ­
nos en la abundancia de potradas y en lo num erosas quo
eran. Con ros podo á los toros sucede lo mismo ; cuando
Uabia mas plazas y so hacían al año muchas corridas mas
que h o y , había en todas las provincias mas ganaderías
famosas y mayor nú moro de cabezas de ganado vacuno
muchas de estas ganaderías no existen ni aun en ol
nombre , desaparecieron con la dism inución de los con ­
sumos, y las que se conservan famosas son aquellas de
que mas toros se sacan para las plazas. Ademas de que
el consumo que en ellas se hace de toros y de caballos
110 solo concurre á beneficiar la cria del ganado \ acuno
y caballar como lo hiciera cualquier otro consumo , sino
que las beneficia de un modo particular y directo; lo p r i ­
mero, por el esmoro cou quo Jos criadores de toros do
plazas cuidan y afinan el ganado, y por la m ucha e s ti­
ma que asi adquieren los loros ; y lo sobando f porque
en las plazas m ueren lodos los caballos malos y viejos
de que ya el labrador ha obtenido cuan las ventajas p ue­
den ellos p rop orc ionarle s, y es la últim a v ende r a un
precio bastante alio un animal que por su edad 6 por
sus enfermedades ni puedo ya recom pen sar con su t r a ­
bajo los gastos y esmero do su m anutención y cuidado,
ni mucho menos presentarse en feria. Estos anímalos se
verían por el último condenados á perecer, ó serian one­
rosos p a ra sus dueños, si en las plazas do toros q u e es
su única salida, no los com prasen á un precio que n u n c a
hub iera podido obtener sin este recurso su dueño, y esto
es una v entaja positiva y muy considerable para los la ­
bradores.
En otro pais cuyo suelo fuera menos rico y p r o d u c -
liv o q u e lo es el nuestro. pediia decirse tal vez que eí
consumo de las plazas podría perju d icar po r hacerse
con m enoscabo de otros consumos del mismo genero;
pero osla objeción n¡> tiene lugar en E spaña , pues a u n -
que se triplirA¡ íi la poíiínríos?, y con relación л este mis-
ino aum en to crecieran lus consumos , no por eso llega­
ría el caso de que se rnsinlíese !a cria de, panados del
que se hiciera en las pía/.as. Cualquiera que haya pasca­
do nuestros provincias , ó que al menus tenga noticias
circunstanciadas de ellas , y sepa el núm ero de ferias
que en ellas se c e le b ra n , y la m ultitud y abundancias de
ganados (pie á ellas concurren, se persuadirá no solo del
ningún daño que, las corridas de toros causan á la a g r i­
cultura ^ sino de la necesidad que tiene de ellas para b e ­
neficiar el ganado, acli'.ar su consumo y enLresacar en el
caballar la lie/, que con tañías ventajas del labrador se
consume en las plazas.
Cuando oímos decir q m i Jas corridas de toros son p e r ­
judiciales al Eslado, quisiéramos que nos p resentasen al-
fainas de las razones en que se apoya lan es Ira na a ser-
cioii; pero ja m ás hemos visto ninguna, ni conveniente ní
adecuada, pues e r a la mas fuerte el perjuicio que supo­
nían recibía la clase agrícola, lie m o s visto ya que lejos
de ser ella p e rju d ic a d a , recibe beneficios de gran ta m a ­
ñ o , y anunciarem os ad e m a s, a unque ráp id a m en te , al­
gunas de Jas principales ventajas que las corridas de lo­
ros proporcionan al Estado.
lías taba solo el fomento de Ja ag ric u ltu ra en uno de
sus mas preciosos ramos, p a ra p e rsua dir a cualquiera la
uLiiidad de las corridas de toros , p orq ue sabernos que la
principal riqueza de un E s t a d o , y la única que Je puede
servir de apoyo i n v a r i a b l e , es la q u e se cim enta en el
fomento de sus producios te rrito riales, y p or tan lo no
puede .dejar de se r que las corridas de toros lo robustez­
can , habiendo visto que d irec tam en te inllnyen en el
68
alimento de aquellos producios. Adenitis hrm os visto
que llena una de las prim eras necesidades de un gobier_
110 que vele por ia felicidad de los pueblos , como es un
espectáculo nacional y v a r o n il, sin que por eso sea b a r ­
ba ro é in h u m a n o , y bajo este aspecto recibo el lisiado
una nueva ventaja. También son las plazas de Loros ire-
cuenteinenle arbitrios con los cuales se c u bre n ciertas
atenciones, para cuya satisfacción h u b ie ra sido preciso
exigir á los pueblos alguna nueva contribución o im ­
puesto , que por suave y módica que fuera >jam as la pa­
garía con el gusto y exactitud con que satisface el p r e ­
cio del billete para los toros. El equipo y arm a m e n to de
algún cuerpo que se forma r e p e n tin a m e n te , la conclu­
sión de alguna obra pública de conocida utilidad , el e s ­
tablecimiento de casas de beneficencia e le ., son bienes
positivos y considerables que reporta el Estado de las
corridas de to ro s, pues no hay espectáculo alguno que
se haya hecho objeto de tantos a r b itrio s , y de que se
hayan sacado tantas y tan cuantiosas sum as en beneficio
del Estado. Ademas que según se deduce de las relie x i ti­
ñes que al principio hemos hecho, influye de un modo
bastante directo y poderoso en el c a rácter del pueblo,
haciéndolo valeroso y amigo de la gloria, sin viciar por
eso las ideas de hum anidad y dependencia que deben
mantenerlo obediente y moderado.
Si no recibiese el Estado otro beneficio de las co rri­
das de to r o s , bastaría no solo para h a c e r v e r que no
le son perjudiciales, sino para d em o strar su utilidad,
saber que siem bran en los pueblos la semilla de su i n ­
dependencia cuando fomentan su heroísmo y su f r a ­
ternidad.
No con mas fundamentos que las anteriores ac u sa­
ciones se hace á n uestra s fiestas la de que son p e rju d i­
ciales á las a rte s y á la industria.
Jam ás vimos apoyada semejante opiuion en escrito
69
alguno con la solidez necesaria para convencer, y c u a n ­
do la oímos cu boca de los detra cto re s de las l i d i a s , sus
raciocinios para probarlas eran falsos, especiosos , fu n ­
dados en algún abuso, ó bien deducido de las que ya
hornos visto e n te r a m e n te refutadas, y cuyas consecuen­
cias q ueda n desLruidas como los principios de que e m a ­
naban.
[.as artes no sufren n ingun a especie de atraso ú de
perjuicio ni d irec ta ni in directam en te de bis corridas de
toros, antes bien recibirán calor y nueva vida, pues es
tal el enlace que tienen todas las clases e n t r e sí, y todas
las partes q u e componen la m áqu ina s o c ia l, que cuando
alguna ó m uchas de ellas esperiinentan m ejora ó e n ­
grandecimiento , las dem ás participan de los saludables
efectos del age n te que promovió el bien de la prim era:
asi es, que promoviendo las corridas de loros la riqueza
de los labradores y el aum en to por consecuencia de los
productos te rrito ria le s , fomentan indi reo lamen te J a s a r ­
les ofreciéndoles con abundancia las prim eras m aterias.
Seria nunca ac abar si partiendo tic este principio bu lúe-
ramos de ir manifestando los beneficios que todas las
arles pueden r e p o r ta r indirectam ente de bis corridas de
toros, pues se form aría una cadena que al modo de los
sorites nos llevaría h a s ta donde quisiéramos p oner su
conclusión.
La industria dicen que padece con las corridas de to ­
ros, porque la mayor parte de los que á ellas co n c u rre n
son artesanos , jornaleros y traba jadore s , y como se h a ­
cen gen e ralm e n te en días de tra b a jo , pierden no solo el
precio del boleLin , sino lo que hub ieran podido ganar
en sus respectivos talleres, de modo que la industria p a­
dece ta nto por lo que se deja de a d e la n ta r en ella, como
por la suma que se le substrae, ¡isla objecion es mas espe­
ciosa que sólida , porque sea la que quiera la sum a que
la m ultitud espenda en los toros , y concediendo desde
70
luego que sea la clase industrial la que de olla se des­
prende , como no hace mas que pasar de las m anos de
una ¿i las de otra porcion de la misma clase , es claro
que 1,-3 industria propiam ente dicha no sufre p e r j u i ­
cio alguno. Por o tra parte hemos visto la nec esid ad
que hay de dar diversiones al pueblo, y cuán justo
es que el pobre tenga alguna ocasion en su vida p ara
con el ahorro de sus alanés proporcionarse unas horas
de apelecida diversión. Mucho mas podríamos insistir
en este punto ; pues con solo en u m erar los ram os de in ­
dustria que ponen en movimiento, í\ quienes dan activi­
dad las corridas de t o r o s , ocuparíamos algunas pági·*
ñas j pero no lo creemos necesario atendido cuanto en
el discurso de nuestra narración hemos espuesto.
Mucho mas breve seremos refutando la objeccion de
los que diccn que las fiestas de loros son perjudiciales á
In h u m an id ad , porque de la refutación que á las otras
hemos hecho , resulta destruida la p r e se n te , y b astab a
saber que muchas casas de b en eficencia, como hospita^
les, hospicios, e tc ., tienen im puestos m uy co nside­
rables sobre estas fsestas , para conocer que la h u m a ­
nidad reporta sus beneficios h a s ta en los últimos de sus
asilos.”
Hemos citado lo que en la m ateria dice un au to r de
crédito y e s p e r im e n ta d o , y pues que nos hemos p r o ­
puesto no guiarnos es elusiva m ente de n u es tra propia
opinion , porque al fin es la upiuíon de un descendiente
de Xoé , y por lo tanto dudosa y perecedera como todo
l o q u e salió d e l a r c a , queremos citar aqui l o q u e otro
ciudadano , entendido en eslo de las suertes ii la v e ró n i­
ca y las estocadas á volapié, dice sobre tan in te re sa n te
p u n to , porque inte resa nte y no poco es todo lo que a t a ­
ñe y pertenece á la diversión de los hijos de A d á n , con­
denados A tanta desgracia y padecimientos por una m a n ­
zana. ¡H a rto caro, por cierto, nos salió !a fruía del Ar­
71
bol prohibido! ¡Cómo ha de ser! Paciencia y b ara jar, que
deeiu I.) u randa ríe en la cuev a di; Montesinos.
Pero oigamos h ia h isto ria , que es prim a h e rm a n a de
la filosofía, y ji la cual ni nosotros ni ningún escritor
tlei mnndu puede d a r un paso adelante en obras de tal
calad ura. S eñaladam ente en esto de loros es m enester
oír á lodos, (no á Jos toros, sino á Jos escritores) y p r in ­
cipal me ule á los clin.1 mejor han escrito en la materia, ya
para dilucidar cuestión la¡i im portante ( p o rq u e im p o r­
tante es, y no lo duden uste des) como para reb a tir los
e rrores , ó aplaudir y ensalz ar los aciertos > que de todo
liay en la vina del S eñ o r, que no deja de ser una vina
dt' provecho.
El au to r del pro y el contra de las corridas de loros,
se espiiea así.

D IÁ L O G O .

INTE Ei LOCTTOKES.

M ahonesa* A f ic io n a d a í í loro*.
L l B akun F n r i b i u t d ) y acérrim o contrario.
Don Pi-iihiO..·. G r a n d e apasionado y apologista.

¡ton P edro. ¿ E stu v o vd. muy divertida a y e r larde,


mi señora la m a rq u e sa ? Vaya, ¿ q u é tal le pareció á u s­
ted la c o r r id a ?
M a rq u e sa . Muy bien, muy b ie n , señor don Pedro:
creo q u e es 1a m ejor que hemos tenido este año.
I h n P e d . En v erd a d que sí : bien que hubo alguna
desigualdad en los toros. Pero ¡ qué valientes eran alg u ­
nos ! ¿V qué me dice \ d . ? am iga mía , del famoso Horne­
r o ? Es cierto que en su línea no puede llegar á mas ia
habilidad. ¡Co:i qué gallardía , con qué siogulur conocí-
72
miento se presenta aquel hombre ! V al mismo tiempo
¡qué serenidad la suya en los lances mas arriesgados,
(■¡orto que es un gusto verle: ¿no es verda d?
Marq. Con todo eso, no puedo m eno s de sobresal­
tarme muchas veces, porque, que sé yo, m e p a re c e qu e
no hay arbitrio de evitar su d e s g ra c ia : pienso que lo va
ya A coger.
Don P ed. Cogerle !...... No » señora mia : era m e n es­
ter una casualidad muy grande. Su agilidad y su d estre­
za son dos buenos fiadores.
B a ró n . Lo que yo siento es que vds. m e cojan á mi
en esta maldita conversación, que tanto ocupa a las gen­
tes de Madrid....... Pero válgame también la agilidad,
como á Romero.......A Dios , señores.
Marq. Que ! se marcha v d . , liaron? ¿ A dónde va us­
ted tan corriendo ?
lia r . ¿ Pues no quiere vd. que m e v ay a ? Voy á ver
si encuentro un asilo contra esta pestilencial y epid ém i­
ca manía de liablar de toros : un asilo donde e n c u e n tre
gentes mas s e n sa ta s, y que en sus conversaciones t r a ­
ten de otros asuntos mas agradables....... Sigan vds. la
suya....... A Dios.
Don Ped. Pero ¡hombre ! ¿tan opuesto es vd. á esta
diversión ?
l ia r . Y j qué/ ¿vd. llama diversión!....... á la de los
toros? ¡Diversión!....... ¡será posible!....... Diversión!!.,..
Don Pvd, A muchos de estos filosofastros que andan
por a h í , oigo hacer ese género de e s t i m a c i o n e s y a s ­
pavientos·. pero como yo no me pago de gestos sino de
raciocin io s, hago poco c a s o ; y aun he deseado varias
veces que el cíelo me deparase a tiro alguno de estos se­
ñoritos , para e n tra r con él en razones acerca de u na
m ateria de que hacen tantísimos ascos. En efecto, el
otro día que se suscitó esta conversación en cierta p a r ­
le del m undo, empecé la disputa con otro de los prinei-
73
juilas y mas acérrim os a n li-to re ro s ■ el cual viendo el
cuento m a lp a r a d o , hizo ( 1 ) m edia docena de piruetas*
disparó unas cuantas absolutas f y moviendo i a risa de
Jos c irc u n sta n te s, l o g r ó , á m erced de esta t r e t a , h u ir
el em peño de sostener su causa con mejores a r g u m e n ­
tos. Jlien sabe v d., señor lia ro n , que es una m aña m uy
antigua el m e te r et pleito á voces cuando se ve mal p a­
rado ‘ y que no hay cosa mas fácil ni mas común que el
engaíiar á las gentes frivolas con u n a chachara desen­
vuelta, y con sentencias ú opiniones de pura apariencia;
pero cuando se tropieza en duro , 110 puede dejar de a r ­
ruinarse el edificio que estriba sobre cimientos tan frá­
giles.
B a r . P u e s , amigo , 110 seré yo tampoco el que e n tre
con vd. en la lid; y en pru eb a de ello , m e v o y ....... me
voy ......
M arq . Barón, 110 sea vd. tan vivo ; no q u ie ra vd. p r i­
varnos de su buena compañía con tan frívolo proles Lo.
B a r . Frivolo!......En tratando de to ro s, señora mía,
es preciso taparse los oidos ó echar ii co rrer. ¿No ve u s­
ted que las conversaciones de c u e r ......no son para Jas
gentes (¡ue piensan ?
Datt P a l . Los de la pandilla filosófica y todos esos
hom bres de una esquisiía sensibilidad , que se dicen del
buen tono, no pueden oir h ablar de la lamosa espada de
Hornero sin que les dé un a congoja; y al contrarío, cu a n­
do se tr a t a de la g argan ta de M andiui ( 2 ) , se elevan
ó fingen elevarse de gozo; como si en cada cosa no p u ­
diese h a b e r su mérito respectivo ; ó como si el que am a
(1) Este ora ni efecto otro cierto persona ge, hombre de
ríe £r; 111 capacidad é instrucción ; pero estremoM), de calaza
ligera, y declamador acérrimo contra la taurornárjuin,
<-_>) Mandini era el primer bufo de la ópera de ¡Ma­
drid en el año 1U1 17'Jií, y uno de los mas célebres cantona
y acLores de su tiempo.
7h
los encanto? dtí la música 110 pudiese ta m bié n gustar do
los lances y actitudes que ofrece una plaza de loros. í^s-
La es la m o d a : este es el tono del dia. Es preciso que se
acomoden á ('dios que p retend en hacer ligura en la es-
cena del gran mundo»
B a r . Voy viendo , amigo don P e d r o , que vd. ha per-
dido de todo punto el buen juicio que antes tenia. Si un
par de sangrías no corrigiesen este lastimoso trasto rn o
de su cabeza, no habrá rem edio; será preciso enviar á
vd. A la casa de los Orates. Y en efecto* ¿ qué otro p a r ­
tido se podrá Lomar cou un hom bre Lan r em a tad o , que
se atreve á com parar los teatros con los loros, y n a ­
tía menos que las dulces modulaciones de Alandini con
el ensangrentado estoque del atroz R o m e r o '!....... Mas
¿ para qué causarnos en una cueslion lan es Lra va gante?
Todo aquel que guste de ver d es trip ar h o m b res y caba­
llos, ni es á propósito, ni es digno de vivir en sociedad:
váyase allá á habitar con las lleras carnívoras, y .......
ftlarq. Pues según eso ¿ q u é d ir á vd. de nosotras las
que concurrimos á ver los toros?
B a r. Con vds, . amiga mia, baria yo otro escarm ien­
to semejante. S.as desposeería de Lodos Ins honores , de.
todas las esquisitas preeminencias jusLísimamente c o n ­
cedidas á su sexo , para mientras no llorasen con lágri­
mas de verdadero dolor su culpa , y la espiasen por este
medio.
Don PctL E slraño rigor es por cierto td de vd. Eí mis­
m ísim o Bartolomé Leonardo de ArgensuJa, en medio de
aquella su a u s te r id a d , y de ser opueslo á esta div e r­
sión , no dice otro tanto ? u mas bien dice m ucho menos
que vd. En una de sus sátiras, que escribía en ocasión
de toros y mientras todas las gentes se habían ido á esta
tie s ta , pone esLos dos tercetos ( 1 ) :

(L) EsU: te.slo de Argrn:;u¡;i si' citaba in h\ dispul.,-i tU·!


75
Yo no co nc u rriré por mi esq ínsita
A u ste rid a d , a unque el benigno indulto
V e r fatigar las fieras me perm ita.
A l l á b r a m e a l t e r a d a la g r a n p l a z a ,
Si el toro descompone algún ginete ,
O algún pedestre incauto despedaza*
Que 's ale tan Lo eomo decir en otros Lér m in o s : allá cada
uno se las avenga con su h u m o r y su genio; vayan e n ­
h o rab u e n a á ver acosar loros valientes, m ientras yo me
entretengo escribiendo sátiras.
B a r . i Admirable interpretación ! En solo este ú l t i ­
mo terceto da m uy bien á e n ten d e r la feroz b arb a rie de
estas diversiones. ¿ Qué mas q uie re vd. que dijera?
Do ti P c d , Mucho mas allá van en sus in juria s los se-
fioritos de estos tiempos sin ser Argén solas. Quieren
muchos de ellos vendernos por u n a delicadísim a sensi­
bilidad, y como por un singular atrib u to de las almas
p riv ile g ia d a s , lo que en la realidad no e¿ mas de un p u ­
ro artificio, ó quizá, quizá un a po c am iento, una pusila­
nim idad vergonzosa, disfrazada con el hermoso titulo
de ülosofía, á semejanza de la hipócrita y falsa dev o­
ción, ([Lie suele cu b rir con el velo de piedad las accio­
nes que mas distan de e l l a . ; Y c u á n ta , cuánta de esta
m oneda falsa cofre en el mundo , señ or liaron l ¡Cuánto
cacarean la compasión , la h um a n idad aquellos misinos
que en realidad tienen un eorazon de hielo para Lodo lo
que 110 diga una relación muy inm ediata con su propia
persona 1 ¿ Y diremos que estos frios egoístas condenan
los toros por el pesar de ios males ágenos ó de los daños
que causen ?

M'íiur A n t a g o n i s t a co m o u n o fin los mas furrias y ilrusivo.s


;i r'j>u n i m i o s que p u d ie ran ule^irsi' t ó n i c a !<j5 (oros, y rsíe
hir A m o t i v o de h acer m é r i t o iU él n i la A p o log ía,
7G
lia r . Por Dios, por esta s e ñ o r a , y por mí suplico á
v d , , amigo mió, que m ude de conversación, que ya h o ­
rnos hablado bastante de toros* P ero, ola, no croa usted
que temo á sus razones, no: con mucha facilidad podría
desbaratarlas, si no temiese incomodar A la ¡.Marquesa
entrando en una disputa sé ría y demasiado molesta r e s ­
pecto á la poca importancia del asunto.
Marg, Nada menos que in com odarm e, señor liaron.
Todo lo contrario: estaré muy gustosa oyendo A vds. sos­
tener m utuam ente su partido, y desde luego les ofrezco
no interrum pirles ni hablar un a sola palab ra m ie n tras
du re la contienda.
B a r. Pero ¿cómo es posible que un h o m b re que te n ­
ga sentido com ún , y sepa discernir en tre lo blanco y lo
negro, defienda seriamente una diversión tan ab su r­
da, tan b á r b a ra , tan brutal como es la de las fiestas de
loros?
Don Ped. V ¿quién le ha dicho á vd., señor liaron,
que esas diversiones que Mama bárb a ra s no son c o m u ­
nes, no son propias de todos los pueblos , salvajes y ci­
vilizados? ¿Quién le ha dicho á vd. que esa que llama
barbarie no es una cualidad ó propiedad esencial del gé­
nero humano? lidie vd. su imaginación á fabricar r e p ú ­
blicas imaginarias; supóngase un gran pueblo compuesto
de filósofos. como v. gi\ vmd. Bien, pues con todo eso
no dejarían de estimarse en él las dotes n a t u r a le s , co­
mo la belleza del cuerpo, la fuerza, la r o b u s te z , la agi­
lidad, el valor y oirás semejantes. Luejío, si aun en una
hipótesis tan extravagante, no pudieran con todo d e s a ­
tenderse estas prendas ó perfecciones del cuerpo, ¿c u an ­
to mas han debido apreciarse en tas sociedades cuyo
mayor número de individuos no puede p e n e tr a r mas
allá de la superficie de los objetos? En un pueblo no ci­
vilizado aquel que mas se Jia distinguido en la caza, que
ha muerto mas lieras, que ha vencido mas enemigos.
77
que lanzn mayores posos , quii da mas grandes salios , y
acomete are iones mas difíciles y mas t e m e r a r i a s , ve
ahi el héroe que s e g u ra m en te será adm irado íIí' sus con­
socios» otro tanto como los sobrepuje en estos groseros
ejercicios: este será el que las m ugeres distingan ta m ­
bién en sus favores, Kn la culta Grecia el a tle t a , el lu­
chador, el que mas brio y mas aliento descubre en sus
juegos y espectáculos apa rato sos, ese es igualm ente el
que se lleva el lisonjero triunfo, y el que roba Jas miradas
de la hermosura- tr a s plante vd, á Xewton ó Locke á es­
tos teatros: ¿que conniocion, qué efectos discurre usted
que causarían en la multitud de los espectadores sus
singulares talentos? Lo que las cacerías de fieras en una
nación e r r a n te , ó los juegos atléticos de la sabia (irecia,
eso son , pues, nuestra s fiestas de toros en Kspana. To­
do está en el mismo ord en ; lodo nace del misino princi­
pio que rige n uestra s inclinaciones naturales.
l i a r . Por cierto que la consecuencia que se deduce
(Icese a rg u m e n to es graciosa! Luego es ocioso, luego
no debemos p re te n d e r que se m ejoren Jas costum bres
de los pueblos. [ b e lla m e n te , señor don Pedro!
Don P e d . Si 110 se lija bien el sentido de Jas palabras,
y la precisa estensiou de las ideas que nos re p r e s e n ta n ,
no será fácil e nten de rnos sobre cualquiera m a teria que
se trate. La b arba rie puede entenderse por tanto como
crueldad y fierez a, ó por eq u iv ale n te de r u s tic id a d , de
poco gusto y sensibilidad respecto á ciertas cosas, 6 por
sobrada inclinación á otras. No so tío s hablamos ah o ra
en el segundo sentido.
Los griegos y los rom anos, ilustres progenitores de
la cultura E uropea: estas gentes tan célebres por sus
co stu m b res, por su opulencia y s a b id u ría: estas nacio­
nes, re p ito , cuyos vestigios son en algún modo la v e r ­
güenza de iiiies!ras a r te s , y su grandeza el asombro de
nuestra p e q u o ñ e z : estas naciones fueron, sin embargo,
78
las inventoras y las que llevaron á un estrem o casi in ­
creíble los magníficos juegos gimnásticos. dos Uñados á
oslen Lar con tuda la pompa y solemnidad posible, no los
talentos y facultades del entend im iento, no Las grandes
máximas de la filosofía, no Jas tareas del es tudio; sino
las dolos materiales dol cuerpo, las virtudes tísicas: es
decir, la fortaleza, el lirio, la agilidad, el \a io r . t-slecl.
señor lia ro n, sane, ¡¡moho mejor que yo con qué e n t u ­
siasmo eran mirados Jos atletas y gladiatores, y con qué
ceremonia tan sublime se premiaba el triunfo de estos
combatientes. Aun boy casi lodos celebramos con a d m i­
ración aquellos ju e g o s ; y al leer sus descripciones, a p e ­
nas habrá uno que en su interior no sienta 1:11 cierto gé­
nero de i n te r é s , una cierta pasión ó deseo de presen­
ciar, á ser posible, semejantes espectáculos. ,;Y qué son
realmente los diversiones de estos tiempos do afem in a­
da civilización, comparadas con aquellos anfiteatros que
erigían Csrecia y Uoiua para campo de sus combines?
que seguramente so parece ó acerca mas á los e s p e c tá ­
culos griegos y romanos son nuestras fiestas do toros,
asi por lo hermoso del anfiteatro (que todavía es capaz
de gran perfección} como por el genio de la diversión
en si misma; pues el objelo de ella es a d m ir a r , como so
Jia dicho, ol valor, el brío, la fuerza y la destreza. ¿Y
que dirán vds. Jos que gritan tanto co ntra nuestros to ­
ro s; qué dirán ustedes de aquellos juegos á que asistía
con un entusiasmo descompasado lo principal y mas dis­
tinguido de aquellas grandes naciones, no ya á ser co ­
mo nosotros meros espectadores de la lucha ú la c a r r e ­
ra, sino también á d isp u tarla gloria del triun fo , y m e ­
dir sus esfuerzos en la p a le stra , como lo hacían t a m ­
bién nuestros antepasados en sus magníficos torneos?
B a r . Diremos que era un a costumbre b á r b a ra , un a
diversión feroz, opuesta directam ente á los progresos de
la civilización; porque es imposible que allí donde reí-
79
ne esto gusto s;iIvívjc , ílt^jií de p erm anecer romo en su
verdadera patria la ign orancia, ni de agravarse la fiere­
za do la Índole nacional: y si rio, traslado á n u estra ca­
ra p atria, ta cual (no hay que darlo vueltas} m ien tras
haya on olla toros, toreros y apologistas, no saldrá j a ­
más de su lam entable em brutecim iento.
Don I'erf* Muchas g rac ias, señor lia r o n ; pero sepa
vd. que son de poco valor los fallos magistrales cu a n d o
la razón no ios apoya, lío dicho, y vd. sabe muy bien,
que nunca se vieron on mas esplendor los espectáculos
en Grecia y Roma como cuando la cultura y opulencia de
estos pueblos oslaban en su m ayor auge. ¿ V q u ie re vd.
que en las épocas mas venturosas de su dom inación, en
los m ejores tiempos do su felicidad respectiva llamemos
ignorantes y b árb aros á unos y oíros? A m aban infinita­
m ente mas los juegos que las re presen l aciones escéni­
cas; pero ¿será bastante este motivo para d u d a r de su
civilidad y no a d m i r a r sus obras grandiosas? jVo; la di­
versión do los juegos atléticos era sin duda muy mas fie­
ra que la de nuestros lo r o s , porque on aquella com ba­
tían h o m b res contra hom bres. Sin e m b arg o , no falta
quien a trib u y a al inllujo do sem ejantes espectáculos
m uc ha p a r te de los progresos de la Grecia: on p r im e r
lugar, parque los pueblas y provincias dispersas so r e u ­
nían con este motivo en las ciudades, donde se ce le b ra­
ban los ju e g o s, y de este modo so estrechaban los vín ­
culos de la am istad y am or patriótico. De esta opinion
es C o n d illa c , ol cual dice; «liemos visLo que la p r i n c i ­
pal ventaja de esios juegos fue la de c o n trib u ir á civili­
zar los pueblos de la G recia, p a ra cuyo efecto eran ta n ­
to mas propios cuanto que so cele b ra b an p rincipalm e n­
te en h o n o r de los dioses, do los h éro e s, y de los h o m ­
bres gran d e s; y que ios griegos por una serio do c i r ­
cunstancias, habiendo aunado sus placeres y su p e rsti­
ciones, estos juegos e ra n los mas á propósito p a ra con­
80
vocar las grandes concurrencias, y por consiguienle
para que los pueblos se acostum brasen A vivir en u n ió n .»
(Curso de esturfíoíi: Historia antigua).
La segunda razón es porque la os teñí ación y ce re ­
monial de 3a tela movía poderosam ente los resortes de
la emulación y la gloria, principal origen del esplendor
á que se elevaron aquellas naciones, Lo etc rio es que la
afeminación de las costumbres llega indefectible m ente
á d eg ra d ar, á corromper la energía tic los pueblos, r e ­
duciéndolos á la incapacidad de las grandes empresas,
porque todas las obras de los hom bres llevan siem pre
grabado en si mismas el sello de su genio y carácter.
Compare vd. la Italia antigua con la llalia m oderna:
¡qué diferencial Sin em bargo, en aquella todo era com ­
bates, naumaquias y lucbas de los gladiatores en la a r e ­
na: en esta todos son bailes y representaciones m usica­
les: entonces era todo b ra v u ra y rusticidad , ahora todo
suavidad y blandura; pero los hom bres han degen erado
también como sus placeres, y desdo que faltaron la agi­
tación y la arrogancia, y , si vd. q u ie re , la barb a rie de
sus juegos, faltaron asimismo el poder y la grandiosi­
dad romana. Si vd. prestase la debida atención á e s ­
tas consideraciones, conocerá que nuestras corridas de
toros, aun cuando tuviesen algún influjo en el espíritu
público, no podrían producir los males qu e ab ultan y
esageran sus antagonistas: [cuanto m enos careciendo,
como es indudable que carecen , de toda trascendencia
ó efecto sensible en las costumbres generales!
B a r. ¿Pero vd. lo cree asi de bu en a Je? ¿>'o ve vd. que
eso es propiam ente ce rra r los ojos para no ver la luz?
Don Ped. Solo la preocupación de v d . , señ or fiaron,
puede hacerle desconocer una verdad tan palpable. Si trl
inílujo que se quiere suponer fuese c i e r t o , haP ariam os
constantem ente mas atroces ó m enos m origerados a q u e ­
llos países en que hay mas corridas de toros y mas aíi-
8!
rion á e lias , y estas fiestas vendrían á ser como 1111 t e r ­
m óm etro para medir los grados de rusticidad de un p ue­
blo. Madrid , C á d iz , P u erto de Santa María , Sevilla,
Pamplona , Zaragoza y otras ciudades en que esta div e r­
sión es mas ó menos frecuente y rep e tid a , serian o tras
tan tas guaridas de camón-islas, asesinos y gente b a n d i­
da respecto á Cataluña, Valencia, A sturias y demas p u e ­
blos ó provincias en (pie son muy r a r a s las corridas de
toros, Pero la experiencia nos liaee ver la falsedad de
esta inducción ó de este principio: luego no bav tal efec­
to ni trascendencia en la moral pública. Las provincias
Vasco upadas por ejemplo . son un pais cuyos h a b i ta n ­
tes gustan e stre m a dam e nle de las fiestas de toros, y en
donde las suele h a b e r con b as ta n te frecuencia en alg u ­
nos de sus principales pueblos: pues con todo eso, y en
medio del inmenso gentío que se congrega en tales casos,
rarísim a vez se ve una desgracia , ni h ay , á la verdad,
en lodo el m undo gentes de mas dulce y afable ( l) i n d o -
(l) En prueba de oslo co^iam nos a q u i d o s n o t a s del
S r . J o v e l l a n o s p u e s t a * á l a s [ l á m i n a s SO y Í)1 de su Mtmoiiu
sobre ¿as diversiones públicas. ^Cuando esrribia inos esta
M em oria (ti i ct * e n l a primera) no conocíam os vi país V a s -
c o n g a rio n i sus bailes d o m í n í e a b s ; pero un via¡;e hecho por
él en 1791, y repelido en 1797, nos p r o p o r c i o n ó el g u s l o
de obse.rvarios, y nos confirm ó mas y m as en lo q u e había­
m o s escrito arerró de las diversiones populares, Es cierta­
m en te de ad m irar cuán b i e n su c o n c i l l a n en estos .sencillos
p a s a t i e m p o s el o r d e n v la d e c e n c i a cotí la libertad, el c o n ­
t e n Lo , la ahucia y la gresca que los a n i m a . Allí es de vi r
uu pueblo en (ero, sin distinción d e »s e xos ni e d a d e s , c o r r í 1r
v sallar a le" r e m e n le en pos del t a m b o r i l , asidos lodos de
las n o n o s , y tan enteramente abandonados al es p a r e i m í e n ­
lo y al plac er , que fuera muy insensible quien l os o b s e r v a ­
se sin participar de su i n o c e n t e a l e g r í a . T a n Lo b a s t a para
r e c o m e n d a r estas f i e s t a s p ú b l i c a s á Jos o j o s d e todo hombre
sensible : pero el filósofo verá a d e m a s e n e l l a s el o r i g e n de
82
Ir: anLes por el contrario, minea reina c^ino en estas
ocasiones la sincera y bulliciosa alegría, aquella ag ra d a­
ble armonía y consonancia que nace del buen urden [ni~
blico y del general c o n te n ta m ie n to , y finalmente Lodo
cuanto puede indicarnos un pueblo que se divierte y en­
tretiene en inocente tranquilidad. ¿ V dónde están, pues,
las trazas de esos malos efectos que causan las i¿es Las dé­
lo rus en la moral publica? ¿Diremos que los p o r tu g u e ­
ses, ingleses , alemanes á oirás naciones que no son d a ­
das á este género de espectáculos popularos hacen ven ­
tajas al pueblo español en ia sensibidad de su carácter ó
<-n la bondad d e s ú s costum bres? N o, seguram ente. Si
alen na v e z , señor liaron, aparece en tre nosotros uno ú
otro frenético que aspira con i a atroz y execrable de sus
maldades á m erecer la gloria de un ro m an e e, imitando
á los héroes que en eíios se celebran, crea vd. que Ea
causa está en estos abomina jJes abortos de nuestros poe­
tastros, los cuales tienen sin duda algun a e n tre el p u e ­
blo mas influjo del que parecí'., pues se íe propo nen en
cierto modo como por norm a deL heroísmo. Siu e m b a r ­
go, se clama, se grita sin cesar contra los toros, y ape-

afjiit'l c andor , frant/ueza y genial a le g r ía f que. caracteriza


u! puebli} f¡uc la d isfru ta ; y aun también de la un ion , de
fraternidad y ardiente patriotismo que reina enLre sus in­
dividuos. ¡Cuán lacil no fuera, con solo es tender tan senci­
llas instituciones, lograr los mismos inestimables bienes en
oirás provincias!**
Hablando luego de los juegos de pelota , dice: «-también
en esto se distingue el país Vascongado. No hay pueblo con­
siderable en el que no tenga su juego de pelota grande y có­
modo* y graLuito, y bien establecido y í recríentado : y asi
como juzgamos que los bailes públicos influyen en el carác­
ter moral, hallamos también en ellos y en estos juegos la
razón de la robusted, fuerza y agilidad de que es la n dotados
aquellos naturales.^
83
ñas sn halda sobre los graves daños que produce el ¡jes-
tifero m anantial de los absurdos r o m a n c e s , que a u n
propio tiempo van minando el gtislo y las co stum b res.
B a r . Pero ¿no ve vd. lo que dicen los estranjeros de
n uestra s corridas de toros?
D o tx P c d . £!, s e ñ o r ; sé que los e s tr a n je r o s nos dan
el titulo de- bárbaros (1) porque asistimos á ver lidiar es-

(l) L o q u . ‘ d i c e n los e s t r a n je r o s !. .· » ¿Y q u é te ne r nos qu e


ver nosotros con lo q u e d i g a n lo s e s t r a n je ros? ¿Les h a b r e ­
m o s d i1 p e d i r p a r e c e r h a s t a s o b r e i n u c i r o s gu stos? Los h a ­
b r e m o s de tornar t a m b i é n prirn m o d e l o de n u e s t r a s di v e r *
siones,, c o m o lo s o n e n las m o d a s ? ¿ H a de l l e g a r á t a n t o
nu e s l í a ver^ on z-os a y s e r v i l d e p e n d e n c i a de el lo s? P e r o b i e n ,
('V q u é <1íce 11 io s e s t r a n j e r o s de nuestras co rr id a s de tor os ?
Yo c i l a r é lo q u e he le íd o e n d o s de el los > q u e p u e d e ven ir á
cuento. El un o v iv ió algun os a ñ os en M a d r id , y d ed icó u n
c a p i t i d o d e su nb rn ( T a b l e a n de 1* E s p a g n e m o d e r n e p a r J.
F r , l i o u r ^ o i n " , 1 7 *>7 ) p a r a h a c e r u n a d e s c r i p c i ó n c i r c u n s -
I a n r ia d a de n ú e s Iras fiestas ( t u r m a s , a c o m p a ñ á n d o l a c o n
d o c e 'v iñ e t a s en que se r e p r e s e n t a n v a r i a s de sus s u e r t e s . P o r
s u p u e s t o que. el ju icio de l a u t o r es c o m o se deja d i s c u r r i r ,
p o c o f a v o r a b l e , lo que no es d e c s t r a ñ a r en q u i e n n o esic.
a c o s t u m b r a d 4» á v e r e ste e s p e c t á c u l o de s d e su j u v e n t u d , n i
pu ed a c o n o c e r de r o n si g u í e n l e e n lo q u e c o n s i s t e el m é r i t o
de los a c to r es. M as, d eja n do a p a r te la c o m p a r a c ió n que á
p r o p ó s i l o de e st a s ti e s ta s se s i r v e h a c e r de lo s e s p a ñ o l e s r e s -
per t o á la d e l i c a d a s e n s i b i l i d a d de l o s h a b i t a n t e s de l resi o
de la E u r o p a ( c o s a en que ten d ríam os m u ch o que h a b la r ) ,
d ic e sin em bargo q u e el c i r c o p r e s e n t a u n golpe, de. v i s t a
i m p o n e n t e ; q u e la p a s i ó n de lo s e s p a ñ o l e s á e s t a s tie sta s n a ­
da i n f l u y e e n lo m o r a l , n i a l t e r a la d u l z u r a de s u s c o s t u m ­
br e s, y q u e el. r i e s g o d e los lo re r os es m u c h o m e n o s de lo
q ue se e x a g e r a . ^ D u r a n t e n u e v e a ñ o s ( a s i se e s p l i c a ) que. y o
h e a s i s t i d o 4 lo s t o r o s , s o l o b e v i s t o n n t o r e a d o r q u e h u b i e ­
se m u ? r i o d e sus h e r i d a s . » O ic e t a m b i é n q?ic la p o s i c i ó n de
SA
las fieras. Espectáculos que la falla fie coslnmlirí? y de
iníeligenda suele hacer á muchos de ellos insoportables.
Pero en verdad que si merecemos semejante e p íte to , y
no es ya un donativo gratuito de la acostum brada u r b a ­
nidad de nuestros amigos de es tranjía, ú de una necia
preocupación como otras muchas , no lo m erecerem os,
vuelvo (i decir, por el género de nuestras diversiones; ni

un matador delante de un toro que está parado esearvando


la tierra, como quien medita su venganza, mientras aquel
calcula sus movimientos y adivina sus proyectos, forman
im cuadro digno de mi diestro pincel; y añade: «Y o he, c o ­
nocido algunos estra ajeros de instrucción y finura á quie­
nes al principio acongojaba este espectáculo, encontrar lue­
go en él un atractivo ir resis! i ble.11 Y con efecto, en Madrid,
en Cádiz y otras partes vemos á muchos es irán je ros fre­
cuentar su asistencia á los toros, como parece que sucedía
al mismo Mr. Eourgoin«, sin tener motivo alguno que los
obligue á sufrir tal penitencia; y no es de creer que lo h a ­
gan por puro espíritu de mortificación.
Habla también de las disputas que por aquel tiempo ha­
bía en la corte de Es paila entre los partidarios de Romero
y de Costillares, la flor V nata de la taurom aquia; y para
que se vea la jusla idea que este escritor tenia formada del
arte de torear, pondremos aquí, en nueslro tosco romance,
un chistoso pasage, que ni mas ni menos dice asi: « E s difí­
cil persuadirse que el arte de matar uu loro, que parece d e ­
bería corresponder esclusivamertfe á los carniceros f sea d is­
cutido gravemente y esaltado con entusiasmo, no solo por
el populacho, sino por los hombres mas sensatos y hasta por
las mujeres mas delicadas.'* De suerte que en el sentir de es­
te buen caballero^ lo mismo es acabar de una mazado con la
vida de una pobre res amarrada á un p o s le , que presentar­
se gallardamente á estoquear á un toro pujante y bravo en
medio de una plaza; por la simple razón de que de un m o ­
do 6 de Otro al cabo lodo es roa lar. Esto viene á ser como
85
se p uede n achacar de buena fu al influjo de ellas los vi­
cios de q u e acusan á los españoles. P ero lo p articula r es
que esos célebres abogados de la hum anidad , que tanto
acrim inan n u e s tra inclinación á estas fiestas , no echen
de v er lo que sucede e n t r e todos los dem ás pueblos del
univ e rso ; porque es innegable que el gusto hacia las ac­
ciones peligrosas es tan in h e re n te , tan general en los
hom bres como ciertas otras inclinaciones com unes ¿i su
especie. En efecto, parece que la n atu ra lez a ha gravado
en n u e s tro corazon u n a propensión innata que nos lleva
¿\ lo maravilloso, y asi es que no podemos dejar de a d ­
m ir a r lo que nos parece arriesg ado, trabajoso , y de di-
ilcil y peligrosa ejecución en cualquier género. Las ideas
del valor y de la fuerza h an sido y son to d a v ía , como ya

si, por los mismos principios, dijésemos que en el arte de la


caza el mejor juez debí*, ser «na cocinerat por la e o n vin c eu -
le razón de que matar aves en el campo libre 6 en la coci­
na, y matarlas Je un modo ó de otro, al cabo todo es m a­
lar: y á fe que la fuerza de semejante raciocinio en uno y
otro caso a nadie puede ocultársele. Seria en verdad cosa di*
vertida el ver á esos 6ouchersy á quienes supone el critico
maestros del arle de la tauromaquia, habérselas en batalla
campal, e sto q u ee n m a n o , con algunos de los torazos sal­
m a ntino s . * - - Pues á este tenor suelen ser muchos de los
fallos decisivos de la gente di; allende al tratar en las cosas
de España.
El otro autor, también es tra ligero, y de ftran nombra^
día en el orbe literario, reprobando las diversiones mas c o ­
munes y ordinarias de las naciones europeas, que en su opi-
ii¡on las afeminan y degradan, recomienda al mismo tiem ­
po los grandes espectáculos populares donde se luce el valor
y el esfuerzo de los hombres, haciendo con este m otivo una
honrosa mención de las fiestas laurinas de Esp aña; según
puede verse en la nota del Epítom e de su censura puesta á
continuación del artículo G.1* solí re la pretendida demostra­
ción de los perjuicios que ocasionan las funciones du toro>.
86
*lije antes, la s q u e mas parece n e n n o b le c e rá los hom ­
bres; y acaso no es o tra la razón del grande aprecio q ue
lia ce el vulgo de los que llaman g u a p o s , y de la prefe­
rencia que en todos Estados y edades se ha conferido á
la pro fes ion g uerrera. El vulgo de todas las naciones
tiene seguramente sus guapos ó valentones á quienes
admira y respeta, y e n Lodos los gobiernos se p u d ie ra
decir que un héroe militar oscurece con el brillo de su
arm adura y hazañas los méritos pacíficos del filósofo y
del político .* no porque estos dejen de ser en muchos
casos quizá de mayor utilidad íi Ja patria que los del sol­
d ad o, sino porque los trabajos que n a c e n del gabinete
del íiiósofo ó del político no pueden mover n u e s tra im a ­
ginación como las proezas del g u e r r e r o , a quien con­
templamos fatigado con el polvo y el sudor de las b a ta ­
llas ; despreciando valerosamente los riesgos; cubierto
de heridas y humeando en sangre enemiga su espada
v e n c e d o ra : de suerte que nu estra preferencia consiste
en la idea que formamos, no del beneficio real que nos
resulta, sino de la diferente naturaleza de las acciones
que fundan el mérito. lio aquí, señor Barón nú dueño,
una prueba clara y bien manifiesta de la estim ación que
merecen á los ojos de todos los hom bres sus facultades
materiales ó físicas. Este modo de ju z g a r e n tre las v ir ­
tudes corpóreas ó materiales y las intelectuales, pende
de dos causas: la una es que en lo general nosotros
comprendemos mejor la perfecciou de los objetos m a te -
ríales, y nns causan por consiguiente m ayores efectos:
la otra es que todo lo que nos parece su perar el temor,
que es inherente á nuestra ílaca natu ra lez a, en la p r á c ­
tica de las acciones denodadas, roba n ecesariam ente
nuestra admiración con grandísima preferencia a los
deinas objetos.
B a r , Tero ¿qué á cuento viene toda esa em brollada
meta risica que vd. va ensartando?
87
Don P d L Viene á de m o stra r lo que antes d ijo ; á sa-
ÍJor, que todos los pueblos , sin escluir esos mismos que
se m itin a olorizados p a ra llam arnos b árbaros ; están
poco mas ó menos poseídos del mismo gusto que noso-
tros los españoles ; esto es , del gusto hacia todas las a c ­
ciones ·. i) difíciles y peligrosas. Los habitan tes de alg u ­
nas p artes del Africa y del continente de la América se
divierten y hacen alarde de p e rse g u ir las fieras, y el 1110-

(!) Sírvan (Ir comprobante de esta verdad los infinitos


¡maravillas que vn^nn por el mmulo d ¡virtiendo al público
de iodos paisrs con sus raras habilidades. Tal hay que se
mete cu un horno eneradido, ó agarra y maneja ron sere­
nidad Tin fierro rusiente: qu ién juguetea con las víboras y
culebras mas venenosos, cual si fuesen los animales menos
te mil· Ies: otro hace lo mismo con los osos, tigres y leones,
ú riesgo de pererer entre, sus parras y sus dientes: quien mis
sorprende con sus singulares equilibrios y manejo de espa­
das y cuchi líos en variedad de suertes curiosas, pero arries
^;idлs: éste e.on los temerarios salios que da sobre la m a r o ­
ma: aquel con las posiciones peligrosísimas que ostenta so­
bre un delgado alamhre.- ruál nos emboba lanzándose intrép i­
damente sobre, las nubes en un frágil globo de tafetán ó de
pjp el, etc. etc.; y bien sabidas son las ínfuiítas desgracias y
muchas víctim as que han sido lastimosamente, sacrilicadas en
estos v otros arriesgados ejercicios· Pues сод todo eso ellos son
en todas ¡Jarles un olí je lo ile curiosidad y diversión muy pla­
centera, tanto mas cuanto los lances son mas estraordina-
íios y peligrosos. Esto es lo que. pasa cu la culta Europa, y
no solamente es el vulgo quien concurre á tener el placer
ile horripilarse á vista de tan tremendas contingencias,
no que. también la parle mas distinguida de la sociedad, y
hasta los mismos filósofos las presencian V aplauden. Pero
¿se trata de las tauromaquias de España? oh! qué horror,
qué barbarie! esc la man romo escanda l izados sus enemigo/,,
es decir, nuestros intolerantes íi l o s o lastros.
88
<!;) con que algunos sortean á ios tigres y á ios caimanas
os bien sonrojante á n u estra torería : ios italianos lidian
también sus búfalos , los ingleses , nación q u e á justo ti ­
tulo puede gloriarse de ser una de las mas cultas de E u ­
ropa , tienen igualmente ciertos en tre te n im ie n to s que
no prueban mayor blandura de c a r á c t e r , sin ofrecer
Janees tan interesantes como los de un a iiesla (le toros,
m la hermosura y majestad im ponente de sem ejantes
espectáculos : tfiles son v. gr. las luchas de los perros
alanos, muy usadas enLre ellos, y reducidas á az uzar de
intento á estos fieros animales para que se despedacen á
dentelladas. Véase aquí una diversión bien pobre y poco
filosófica, aunque muy gustosa para aqnel pueblo, que
muchas veces aventura considerables sumas á la suerte
del vencimiento. Otro tanto podremos decir de las riñ a s
de gallos: en ellas Ja diversión consiste en p r e p a r a r á
estos .anímalos para el com bate, aguzando sus arm as
ad re dem e nte, ó prestándoles otras mas p u n z a n te s, á
fin de que sus golpes hagan mayor estrago y decidan
mas cruel y prontam ente la a c ció n ; en la que por lo co­
mún quedan muertos ambos campeones, acribillados de
atroces heridas» y reciprocam ente amancillados con su
sangre. ¿Y qué comparación hay por otra parte entre
la magnificencia de una plaza de to r o s , su grandiosa y
hermosa perspectiva, el numeroso y lucido concurso, la
variedad de la n c e s , las gallardas actitudes y suertes va­
lerosas , con la triste y miserable lucha de dos p eque-
fias, aunque fieras, avecillas? En lo uno se e n c u en tra la
proporcion, dignidad y, digámoslo a s i , el bulto necesa­
rio para fijar la atención de los hom bres: en lo otro hay
toda la pequenez propia de las travesuras de los niños.
Hin em bargo, se acusa á los españoles de bárbaros por
aquellos mismos que mantienen en tre sí una diversión
no monos antifilosófica, pero mas pueril, 6 infinitam ente
menos disculpable , por un conjunto tle circunstancia*
89
que seria ocioso d e s m e n u z a r , habiéndolas in sinuado ya
lo bastan te p a ra form a r juicio en el parangón de esta
clase de entre ten im ie n to s populares. E m p e ro , el que
todavía me qi:eda por mencionar es de otra especie que
no debe e n tra r en este co tejo , puesto que eseede en
m uchos grados de brulalid ad á dichas diversiones. H a ­
blo , s e ñ o r liaron , del pugilato , usado lioy dia en alg u ­
nos pueblos del Norte , y sing ularm ente en tre los ingle­
ses. E stas gentes , cuyas costum bres no son se g u ra m en ­
te mas hu m a n as que las n uestra s (á pesar de la a lición
que tenemos á las tiestas de loros), se complacen en mi­
r a r la sangrienta Jucha de dos hom bres que , sin tener
e n tre sí ningún motivo de querella ó ene m istad, ni su s­
te n ta r tampoco n ing una propia 6 ju sta c a u sa , se a p o r ­
r ea n atro z m en te con loda la pujanza de sus puños y con
animoso furor para dividir á sus s e m e ja n te s , a r r a n c a n ­
do el suspirado triunfo de manos del eo ntra rio, y tal vez
á costa de su vida , eomo suele su c ed e r, sin otro objeto
que el lucro de su fiereza, y el en tre te n im ie n to de
los espec tadores; los cuales pagan y m a n tie nen á sus
gladiatores para sem ejantes funciones, de que h ac en ,
como con los perros y los gallos, u n a suerte de especu­
lación y g ranjeria. En tal m anera es esto verdad > que
por mas m altratados , por mas cubiertos de golpes, y de
todas las horribles trazas de su pelea con que dichos
com batientes com parezcan A la vista de sus conciudada­
nos, esto s, negados absolutam ente á la compasión , solo
se ocupan del placer de sem ejante espectáculo, y los
ojos fijos en los briosos actores siguen con sumo deleite
todos los pasos de tan b árb a ra (I) escena. Y despues de

(t) Hay un cierlo libro in fles sobre el pugilato publi­


cado en el ano de J S i 2, con el título de Bo:rúutoy dr her­
mosa impresión V muchas y bellas láminas, en fpic se ivpn·'
90
eslo ¿Jiabrá sufrimiento para oir apoyar las criticas do
los estrangeros sobre nuestras corridas de to ro s, y otras
muchas que añade lu pandilla d é l o s críticos españoles?
Dígame vd. pues, señor Barón , si lodas las fiestas do
toros que se lum celebrado hasta añora en España e q u i­
valen en ferocidad á una sola de estas acciones. Luego

sen ta este inhum ano espectáculo, y las actitudes y reirá ios


de ios mas famosos cache listas. Refiérensc en él inuch;is no*
iicias históricas sóbrelas mas sangrientas y memo raides p i ­
lcas de esta clase, con todas las circunstancias y curiosos (Je­
ta lies que. las recomiendan; y asi bien se ensalzan en prosa
y verso Jas singulares proezas y Jeroz pujanza de. los céle­
bres campeones que combatieron en ellas. Libro por cierto
de sa brasa lectura para lodo hombre de gusto. Fácilm en te
podrá figurarse cualquiera qué será el ver presentarse en la
arena dos hombroues en carnes vivos desde la cintura para
arriba, los cuales sin qué ni para qué comienzan á c o n t u n ­
dirse brula 1mente, haciendo resonar las atroces puñadas qui;
mutuamente desairean sobre sus cuerpos, que en breve se
muestran cárdenos y magullados, desfigurados los rostros, y
ambos atletas lodos cubiertos de sangre, porque ya pierden
los dientes, ya los ojos y también la vida si su heroica per­
severancia da lugar á tanto. Y dígasenos ahora ¿si quien
se complace con la vista de lan lindo cuadro tendrá derecho
para improperarnos y abominar de nuestras corridas de to­
ros por su barbarie? ¡Cuánta <1iteren cía hay a la verdad en­
tre estos y Jos otros espectáculos! Aquí se presentan los a c ­
tores rica y elegantemente vestidos. Ligeros como el vien to
en los lances de su lid; allí son unas masas pesadas de carne
desnuda , cuyo aspecto tiene mas de indecente y de repug­
nante que de vistoso y grajo. ¡Y qué, brillo no presta a bi
diversión taurina la majestuosa magnificencia del c ir col Es­
tos son unos hechos que nadie podrá negar ni desconocer.
Así como por vía de muestra pondremos aquí algunas
curiosas noticias, sacadas de los papeles públicos, sobre la
inclinación recreativa de los ingleses al pugilato.
91
¿ ¡u> tendrem os por v e n tu ra sobrada razón para re írn o s
de las e x a g erad a s» falsas y ridiculas pin tu ra s que m u ­
chos de sus viajeros hacen de nuestras corridas de toros
sin apenas haberlas visto ? Créante vd.: asi en aquellas
pinturas como en la mayor parte de las am argas i n v e c ­
tivas que disparan contra esta cosí tim bre nuestros mis-

En el Diario ilo los Debates, publicado rn París, artícu­


lo de Londres tic 95 ilc octubre de l S i O , so lee lo siguiente;
^El 2 í: del corriente hi*inos tenido otra nueva batalla
ej it re dos pugilistas, que son: Curtís, y ti lamoso por sus proe­
zas en este género* y el pi'¡ncípiante F u r n e r . Las apuestas
en favor del primero corrían de cinco contra dos, y de tres
contra uno. Sin embarco, tlespues de hora y media de r o m -
líate venció Fiirner, dejando á su adversario tendido en e.L
campo de batalla muy mal parado. Se le puso en cama, y
;itaban de decirnos que ya lia muerto á resultas de ios go l­
pes recibidos. Se asegura que el padrino de. Ctirfis y los jue­
ces de la pelea le. aconsejaron un cuarto de hora antes de
concluirse que se retirara dándose por vencido, pero que él
firrsistió en disputar la victoria hasta quede todo pinito le fal­
laron las fuer?as*
>■D ía 5 0. El pugilista F u r n c r , cuyas puñadas causaron
la muerte á su antagonista Curtís^ acaba de ser arrestado·
Las leves inglesas permiten las causas para castigar ios efec­
tos. De las resoltas que tuviere este asunto nitorinaremos á
nuestros lectores.
» D í a 27. Ayer formó el juez la sumaria sobre la cau­
sa tic la muerte de C urfts, que era bien sabido haber sido
ocasionada por los golpes (pie recibió de su antagonista V a r —
ner\ Asi Jo declararon también los cirujanos que le asistie­
ron en las pocas horas que sobrevivió á la lucha, y nadie
podia dudar de es Le hecho. Algunos testigos de, esta r e c rea -
don se n tim e n ta l han procurado disculparlo* asegurando que
Furrwr se ha Lió con toda lealtad* y aun con ciertos m ira­
mientos para con su adversario (singulares m iram ientos
ruando este hombre espiró por la fuerza de ¿lis puños), a ñ a -
92
ni os patricios t luí y seguram ente muclia parte de p re o ­
cupación , de manía , y no sé si diga de moda y bien p a­
r e c e r, porque ya no se tiene por ho m bre de talento ni
de ilustración á todo aquel que concurre k estas fiestas,
ó quiere ahoga i en su causa.
B a r . Convengo en que en todas p arte s hay algo que

díendo que Curtís se hallaba ya a tarado de cierto mal. A pe­


sa r de esto el Jurv ha dado un decreto de acusación contra
Furrier por homicidio no premeditado^ y será prontamente
juzgado, Tnanleniéndose mientras tanto en arresto.
}fDí a 2 de noviembre. Fu*ner compareció ayer en el
tribunal. El hecho era incontestable, y la declaración del
cirujano confirmaba que C urtís había muerto por la fuer гa
d é lo s golpes que le dio su adversario* Los testigos hicie ron
v a le r la moderación de Furrier, su dulzura, su humanidad
y la circunstancia de haber sido esta su primera pelea (¡buen
estreno seguramente en tan noble carrera!). El Jury sin em ­
barco no pudo menos de declararlo culpable de homicidio i n ­
voluntario, poro recomendándolo к causa de su humanidad
en el combate, del pesar que sus resultas le habia causado* y
de su excelente reputación. El liaron Graban, presidente, res­
pondió al Jury que el tribunal rstaba animado de los m i s ­
mos sentimientos: y que al pronunciar la sentencia de este
т о г о no se olvidaría ciertamenlode su buena conducta* S e n ­
tencia: dos meses di* cárcel en la de INev^ganle.»
En el periódico inglés titulado Mornin С ron i el« de, 27 de
junio y 1 5 de julio del propio año de i 81 G, se refieren asi­
mismo otras famosas cachetinas ó peleas de esLa especie e n ­
tre C u rttr y Rubínsort v\ nfígro; entre C urtís y el .ludio; e n­
tre Gunmott y D u n d y el negro, en las cuales brillo la her­
cúlea pujan ¿a de «Al os heroicos atletas, y por supuesto hubo
brazos dislocados, mandíbulas desencajadas, dientes quebra­
dos y abundancia de sangre vertida al compás de los fieros ca­
chetes con que mi'jlna mente se obsequiaban aquellos salvajes:
todo lo cual formaba el mas agradable espectáculo para aque­
llos regocijados espectadores, que al misino tiempo no descui-
93
r e fo rm a r; pero eso no p ru e b a que la refo rm a sea menos
necesaria.
Don P e d . Las inclinaciones que la n atura lez a ha g r a ­
vado en el eorazon de todos los h o m b r e s , p u e d e n , si,
debilitarse, pero el desarraigarlas del Lodo es casi impo­
sible; ni hay tampoco para qué combatirlas a b ie r ta -

daban su pasión dora inania y favorita á especular en las


npuestas el aumento de sus intereses á cosía de los miserables
actores de semejantes escenas. Pero sobre Indas las insinuadas
merece sor mas especialmente ci tada la famosa pelea que se
celebró en Car liste ol ti i a ^ de octubre do I St6* á presencia
dr mas de quince mil concurrentes, se^nn consta do una rela­
ción muy ci reunstnneiada que hemos visio« Desde muy tem­
prano la mañana del dia señalado todas las avenidas que con­
ducían al sitio do la escena oslaban cubiertas-d(* cuantas es­
pecies de carruajes se conocen, sin esc luir los carros del es-
liercol, y do Inda clase de cabalgaduras, basta los borricos*
en términos do no bailarse medio alguno de trasporte con
que at ravesar los lodazales dol camino. La palestra ó arena
era un pequeño círculo de veinte píos de diámetro, circuido
de una cuerda que 1c servia do palenque. Allí se presentaron
los dos esclarecidos campeones Cárter y Olivrr, que lo habían
de lucir en este célebre, combato, recreando á sus conciuda­
danos con sus atroces puñadas y electos consiguientes. El pa~
drino do O liver era Cribb, y el do. Cnrter era Painfer^ y jue­
ces fueron ol marqués de Quonsburg y el coronel Boston. La
acción empezó á las doce y media y duró 4^ minutos* y hu­
bo de ser tal que, á lo que asegura la relación* los espectado­
res mas ansiosos de ver repartir trompadas* debieron quedar
hartos con tantas y tan buenas como alli'm utuam ente se
dieron aquellos dos miserables luchadoras. Cárter era supe­
rior* tanto 011 los laucos de p u g n a r a brazo partido como en
los de puñadas sueltas, que con igual fuerza* oportunidad y
destreza descargaba con ambas manos* basta que al fin con
unas de ollas dejó á su contrario tendido en el suelo sin sen-
tidtj ni m ovim iento, y él, aunque asimismo bien aporreado,
94
monto , cuando de suyo 11o son en sumo grado p e r ju d i­
ciales. \ o se puede negar que el principal y mas pode­
roso agente para escitar en el corazon hu m a n o un a agi­
tación intensa es el aspecto ó la narración de las cosas
trem endas y e s p a n to sa s, p o r q u e , como dice uno de los
mas célebres escritores de i a Francia en su Jinsayo sobre
la poesía é p ic a , estos asuntos agradan mi tur a luiente á
los hom bres, «los cuates am an Éo (pieles parece te rr i-
»ble, al modo con que ios niños oyen con embeleso aq u e­
l l o s mismos cuentos de brujas que ta nto los asustan,»
De aquí nace la sentencia del propio a u to r sobre que
«cuanto la acción, dice fuese mas grandiosa , ta nto mas
»gustará á todos los h o m b r e s , cuyo flaco es el dejarse
»seducir por todo aquello que supera á lo eonnm y o r ­
d i n a r i o de la vida.”,.., a Los antiguos (continúa) se glo­
r i a b a n de ser robustos : sus placeres eran los ejercicios
violentos.» Lo mismo dice e!se f:o r Luzan en su poéti­
ca, asegurando que el fin de la Epopeya es p a r tic u la r ­
mente aquel deieite que procede de la admiración: y tra­
tando del héroe de estos p o em as, dice que «entre los

Se marchó muy ufano recibí nulo mil aplausos de sus apasio­


nados. OH ver al momento lrn* puesto en cama, y cuidadosa -
mente asistí tío ile los cirujanos. Todo su cuerpo desde ía c i n ­
tura hasta la cabeza estaba cubierto de. horribles m agulladu­
ras, v varias veces se desmayó con la fueran de los dolores.
Las apuestas ó traviesas hechas sobre la snerl.e de esta pelea
subieron a muchos miles de libras esterlinas, y el luchador
'Cárter ganó' sus 1 50 guineas, quedando declarado por el
campeón de. Inglaterra, pues que el pugilista Cribb habia de­
jado el oficio,
Basle lo dicho para acreditar cuan solícitos se muestran
los ingleses en dar á conocer al mundo Jas glorias de sus fa­
mosos luchadores, y cuan negligentes son en su comparación
los españoles en p u b lica r la s de sus célebres lidiadores de la
tauromaquia»
95
»antiguos la mas preciosa calillad era la de Ja fuerza y
j»robus tez (1el cuerpo,» a r a d ie mío qin¡ «ademas de la
«fuerza es inseparable calidad del héroe épico el valor
»que debe m anifestar por sus hazañas en el mismo poe-
»ma : lo cual hace que todos los asnillos de las ep o p e y as(
^por io menos de las mas perfectas T sean de gu erra , y
»que todos sus héroes principales sean g uerreros y m i­
nutares.»
He acum ulado Lorias estas pruebas , que quiza p are-
cerán á V, demasiado molestas, con el 1i 11 de poner bien
en ciar o id gusío genera! de ios hom bres , y la necesidad
que en cierto modo lien en de las fábulas maravillosas
y de los er, pe c r í e n l o s , que quizá con llena la templada
liiosoíla , por cuanto su principad mériío estriba en el
riesgo á que se mira es puesta ia vida de los anim ales ó
la de sus semejantes ; el denuedo y valeroso arrojo de
estos en los diferentes trances y ocasiones en que á un
■propio tiempo d escubren u n a superior fuerza, ro b u s­
tez y gallardía: im presión en que acaso obra á la vez la
idea m a teria l de los objetos te rrib le s y pasm osos, con
el conocim iento de la propia se guridad en los especta­
dores. Por t a n t o , no debemos e s tr a n a r ni la pasión de
los antiguos griegos y ro m an os á sus ju e g o s , ni la de los
ingleses á sus luchas y com bates , ni la de Jos españoles
á sus antigu as justas y to r n e o s , ó á sus tiestas de loros.
Todas estas inclinaciones nacen de un mismo principio
d iv e rsa m e n te modificado, según la naturaleza del clima
ú oirás variedades locales; según la educación pública, el
gobierno, religión y dem ás parles que forman.el Lodo de
las costum bres, y la verdadera lilosofia, conociendo bien
nuestros modos de s e n tir , y m irando al com ún de los
hom bres, debe ser con ellos tan indulgente como el p r u ­
dente an ciano, respecto á las travesuras de los m u c h a­
chos, las cuales sa b rá disim ular en m uchos casos , h e ­
cho cargo de la diferencia de edades y de los gustos pro­
96
pios do cada u n a ; porque ya sabe V . , s e ñ o r e a r o n , que
en tre un filósofo maduro por el estudio y la esperiencia,
y el público menos instruido y reflexivo , hay la misma
distancia que entre un viejo m achucho, ya am oldado
por el curso de los a ñ o s , y un joven fogoso é inesperlo,
así en cuanto á las ideas como en cuanto á los deseos y
placeres. Y en efecto, ¿n o seria una locura , u n a p r u e ­
ba de poquísimo conocimiento del corazon hum an o , el
p r e t e n d e r que solo obrasen en él las suaves y blandas
pasiones, depuradas de toda inclinación violenta por
medio de una razmi m a d u ra y sosegada ? Para el logro
de e s t a , que podriamos llamar Ja novela del género h u ­
mana, seria preciso que todos sus individuos fuesen e d u ­
cados con nimio esmero por aquel fecundo forjador de
brillantes p ara d o jas, el cual, hablando de su alumno
im aginario, asegura «que jam ás azuzó dos perros por
el gusto de verlos r e ñ i r , ni ja m ás hizo que un p erro
hostigase á un galo.» «Este espirito de paz (añade) es un
efecto de su educación, que , 110 habiéndole fom entado
el amor propio y alia opinion de si m i s m o , lo ha p r e s e r ­
vado de buscar sus placeres en la dominación y en el
inal de olroj> Pero bien se hecha de ver que unas lan
preciosas máximas de b la n d u ra y h u m a n id a d ; aunque
muy agradables en su lectura cuando las Lace resaltar
el arte y colorido de la elocuencia , no son em pero b a s­
ta n te poderosas para destruir el ím petu de las pasiones
naturales , y de los movimientos ocultos que el hom bre
siente mejor que esplica. Porque, amigo m ió, ¿ q u ié n
de nosotros será ei que alguna vez 110 se haya divertido
en azuzar un perro contra un galo? ¡ Pluguiese al cielo
que oirás inclinaciones mas perversas no corrom piesen
nuestro carácter! Yo a p u e s to , señor b arón , que V. mis­
mo , si le convidasen á presenciar la batalla de dos e j é r ­
citos 6 de dos escuadras, desde luego ac eptaría muy
gustoso ? y 110 dejaría de pasar un b u e n rato con las
97
Inaniohras de unos y oíros, con los esfuerzos valerosos
de los c o m b a tie n te s , con el fuego , el estruendo , el h u ­
mo y todo lo demás que en este singular cuadro o (Ve­
ce ría á la adm iración de V.
l ia r . Digo que sí : pero en esté caso habría una cir-
fciinstancia p articu lar q u e no debe V. olvidar, y que
ciertam en te no hay en los toros. Vo verla una batalla
consum í) p la c e r, es v erd a d , y este seria completo si
aquel ejército ú partido cuya causa me pareciese mas
justa , conseguía et triunfo que no podría menos de de­
searle en mi eo razon, siguiendo un principio natural de
justicia. He aquí la razón y disculpa de ese placer qu e
confieso ;i V. tendría en el ejemplo p['opuesto.
Don P ed. Ese 110 es ritas de un pretesto sofistico, s u ­
puesto que la presencia de Y. siendo un mero especta­
d or, nada podría influir en mal ni en bien. A mas de
que , siendo el resa lla do de la acción el único agente
del interés de V., la noticia de este resu ltado era lo
que debía aleb rar ó co n trista r su ánimo > sin p r e te n d e r
todavía angustiarlo con la presencia m a te ria l é inútil
de u n a escena tan h o rro ro sa ; asi como no te ndría Y,
aliento para m irar la am putación de un m iem bro en uu
amigo s u y o , por mas que desease su salud , y por m u­
cha que fuese su ¿on fianza en la benéfica o p e r a c ió n ; de
suerte que , supuesta la confesión de V ; , pienso que no
puede dejarse de n o ta r una grande con tradición e n tre
la estre m a sensibilidad de un h o m b r e que 110 puede s u ­
frir por demasiado sa ngrie nta una liesta de toros, y que
por otra parte dice que asistiría m uy gustoso al espec­
táculo de una batalla. Porque ¿ c u á n t a diferencia va de
ver m a ta r algunos loros y caballos , á ver d e s tru ir m i­
llares de hom bres ? Asi ta m bién estoy persuadido de
que si se tratase de irua lucha de tigres y le o n e s , no d e ­
jaría V. de asistir á e l l a , siquiera por saciar la curiosi­
dad n a tu ra l de ver puesta en acción la furia y poder de
98
estas fie r a s . de que no os dable formemos juicio sino
por relaciones y p i n t u r a s ; y no dudaré aseg u rar , se­
ñor Barón , que esos mismos ojos, lan compasivos cua n ­
do se fijan en un triste caballo que sale estropeado de
u n a p l a z a , m irarían asaz gustosos la espantable fero­
cidad de los tigres y leones. Quizá podrá usted decirm e
que Ja compasión no tiene igual f u e r/a rela tiv a m en te á
una fiera dañina y siempre en em iga de nuestra especie,
como respecto de otros anim ales dom ésticos, leales y
de suma utilidad para el h o m b r e , como son sin du da
alguna el toro y el caballo. P ero este a rgum e nto seria
tam bién mas especioso que c on vin ce nte, p o r q u e , e n ­
tre la impresión m a teria l de estos dos diferentes obje­
tos , no puede tener lu g a r tan inm e d ia tam ente la refle­
xión d e s ú s cualidades p a rtic u la re s, y por consiguiente
todos son igualmente acreedores á nuestra lástima por
sus padeceres. Además que en las íieslas de toros hay
asimismo una cierta ilusión que nos r ep rese n ta á los
hombres y caballos como a u n a d o s, por esplicnrme asÍT
para hacer Ja gu erra al loro , q u e, arm a d o de sus te rr i­
bles as tas, parece s e r , y es en efecto, su enem igo (1)

(1) Entre la torería ecuestre y In pedestre hay, corno se


deja muy bien conocer, mía notabilísima y esencial diferen­
cia· En esta el lidiador es dueño di* sus movimientos; y sí es
diostro puede muy- inri Imputo burlar la fiereza del toro* á
menos de algún raro y desgraciado accidente; y di: aqui nace
la confianza y satislaccíon con que su miran sus lances. Mas
el picador montado no es dueño de su persona: está, digamos
asi, á merced de su caballo, V éste por falta de la escuela que
debiera tener, ó por su endeblez, ó por sus resabios, ó por
lodo junto, como sucede hoy en nuestras pía ¿as, puede c om ­
prometerlo, poniéndolo á riesgo de perecer en cada suerte, sin
que él pueda evitarlo por mucha que sea su habilidad. Asi es
que los porrazos y funestos incidentes Suelen ser tantos como
son las embestidas; y gracias al manejo de las capas con que
99
i'ortm n; y de este truxlo el caballo no figura en la esce­
na un papel m oram ente pasivo, y de Consiguiente t a m ­
poco es tan lastimosa su mala v entura en los a c o n te­
cimientos de u n a em presa en qne> engañada la imagi­
nación, le atribuye parle y concierto. No nos en g a ñ e ­
mos , amigo niio > podría ser que en esle génert) fuese

las chillos actldeil prontam ente á la defensa, de qüe no sean


mucho mas tos desasl ivst porque sin esto os seguro que no
quedaría picaflor á vida. Por esta raznn los l a u r a di* la tore­
ría ecuestre no pitedeii inspirar la misma confianza que los
de los pe mies, ni cansar aqiiel placer que natnratmente re­
sulta de ella, íli el sacrificio lastimoso de tantos caballos in­
defensos puede tampoco mirarse con iria iinlileiviicia: lo cual
tío es culpa de la tauromaquia en sí misma, sino de lo nial
que se desempeña por sus actores. En prueba de lo que aquí
decimos citaremos la respetable autoridad del autor de L (t
'Tauromaquia ó A rte de torear (véase lo qiie se contiene acer­
ca de esta obra al fui de la nota 1*2), qnien, hablando en su
Segunda parte del torear á caballo, asegura rjue es la suerte
m a s a rr ie sg a d a que se ejecuta* Después de manifestar lo mal
que hacen los picadores en tomar caballos que no sean para el
caso* y es presar las cualidades precisas eii un picador, aiiade:
que si no la s tiene tudas e llas* por casualid ad solam ente es­
c ap ará sin quedr' en los cuernos del toro. Sigue dictando sñs
tVj'las; tratando de las propiedades de algunos toros se esplí—
ca asi.,.*. *lpcro cüamlo tules toros (Jos qúe liafna pegajosos)
tienen el recargo yendo stijetos con rl hierro, no hay otro
arbitrio que. escapar por milagro; y por esta causa gradúo
po r un acto de i n h u m a n id a d el qtie se obligue ¿ picarlos, pues
solo por pitra casualidad pueden libertarse las cogidas, y m a­
yormente cuando están dichos toros parados y aplomado,?,
y son al m ism o tiempo duros y feroces*» Tenemos o i do á
quien decía ha be ido visto* que en otros tiempos los bueno»
picadores toreaban con caballos propios,- fuertes, ágiles y e n­
señados en su ejercicio, con lo cual eran pocas veces cogidos
por el toro, y raras por consiguiente las desgracias de gincles
100
V. una escepcion á la regía general; pero nada inferí-
riamos do ahí con Ira la regla misma aplicada al común
d é l a s gentes. Cuando se prep a ra b an en el p u erto de
AljcCiras las baterías ilutantes que debían demoler con
sus terribles fuegos las m urallas de Ciibraltar, acudían
de muchas leguas en conlorno in n u m e rab le s g e n t e s
atraídas de la curiosidad y ansiosas de ver e] sacrificio
do sus propios conciudadanos. H om bres y mu ge res de
todos estados y condiciones, concurrían á la orilla á ser
testigos de uno de los espectáculos mas horrorosos f mas
aflictivos que es capaz de concebir nuestra imagina*
cion j sin em bargo, ningún filósofo h a hecho basta
ahora cargo de su crueldad ix estos espectadores Iran-
tranquilos de una tan dolo rosa escena* Pero ¿e n qué
consiste que esta delicada filosofía , que disjiara lan
terribles anatemas contra las Restas de l o r o s , tenga
por espectáculos de lícita curiosidad aquellos que p a ­
rece debieran ser á sus ojos los mas horrendo s 1 Otro
tanto puede decirse acerca de muchos objetos ó div e r­
siones en que , como ya queda referido , se mezcla al-

y caballos. E n to n c e s s erian c i e r t a m e n t e ta n lu c id a s y pala­


n a s la s s u e r t e s a la f i n e t a c u a n Lo s o n e n el d í a d e s a g r a d a b l e s
p o r la i n e p t i t u d de f i l í e l o s y c a b a l l o s , y lo s c o n t i n u o . * r i e s g o s
á q u e irn o s y ' o í r o s se Ve n e s p tt r s l o s . D e b i é r a s e p o r l a n í o o b l i ­
g a r á lo s p i c a d o r e s á q u e t e n g a n y u s e n s i e m p r e c a b a l l o s s u ­
y o s á p r o p ó s i t o p a r a el c a s o , ó p r o h i b i r d e o t r o m o d o sit
e j e r c i c i o . E s v e r d a d que h a b r í a q u e d a r l e s m a y o r p a pja , p e r o
t a m b i é n l o ea q u e , a u n q u e se d u p l i c a s e , r e s u l t a r í a e s t a m e d i ­
d a v e n t a j o s a p a r a l o s e m p r e s a r i o s de t o r o s , p o r q u e el a h o r r o
de caballos c o m p e n sa ría so b r a d a m e n te a q u ella d if e r e n c ia . P o r
ú l t i m o ^ c o n p r e s e n c i a de, lo q u e m a n i f i e s t a el n t U o r d e la o b r a
a n t e s c i t a d a , u n a s o s t e n d r e m o s p u e s , q u e es u n a t e m e r i d a d , b a r ­
b a r i e , u n a i n h u m a n i d a d el c o n s e n t i r q u e c o n l i m í e l a t o r e r í a
de á c a b a l l o t a l c o m o g e n e r a l m e n t e se p r a c t i c a h o y e n n u e s ­
tra s platas.
101
gun riesgo , el cnaj parece ser el principal incentivo del
placer que nos causan. Si las habilidades v. gr> de un
bailarín de c u m i a se hiciesen estando esta Λ la altura
de sola una vara, es seguro que til público no hallaría
diversión . sin que por eso dejase de sor la misma su des-,
tre z a : luego la idea del riesgo que corro el bailarín en
u n a grande, elevación aviva el placer de los circunstan­
tes mas que la habilidad ó ol arte por si solo. En su ­
ma , ¿ q u é otra cosa es la c a z a , y p articu la rm en te la que
se llama de m onte ría , que una sangrienta guerra que
suscitamos por solo n u estro recreo ή una porción do
anim ales, que ni nos hacen mal, ni nos sirven de bien?
¿Podrá V, n eg a rm e que toda la satisfacción de los caza­
dores (escoplo ios que viven de esle oíicio) consisto pu-t
la m e n te en el gusto de acosar v. gr. un ja v a li, seguir
su rastro e n s a n g re n ta d o , y ac ab ar con su inocente vi­
da e n tre perras { \ ) y escopetas? [V cuántas lastimosas

(1) A prepósito de esto citaremos ol pasa je si guíenle de


mi hhro famoso. |£n la bella descripción que hace el historia­
dor Cide líam ele Henen^eli de la montería con que los u i n ^
ínticos duques festejaron á su huesped <1 insigne camillero tic
Ja Triste Figura, se dice:,.. «Jiu esto atravesaron al javalí
poderoso sobre un acémila, y cubriéndole con matas de ro*
mero y con ramas de m irto, le llevaron como en señal de
vistosos despojos á unas grandes tiendas de campana que en
la mitad del bosque estaban puestas, donde se hallaban las
mesas en orden* y Ja comida aderezarla» tan suntuosa y g r an­
de, que se echaba bien de ver la grandeza v magnificencia de
quien la daba. Sancho, mostrando las llagas á la duquesa de
su roto vestido, dijo: si esta caza fuera de liebres ó de p a j a -
r i líos, seguro estuviera mi sayo de verse en este es tremo: yo
no se que ffUJifo se recibe de esperar á un a n i m a l f que st OS
alcan za con un colmillo os puede qui/ar la vidui yo me acucia
do haber oído cantar un romance antiguo que dice:
109
desgracias no vemos acontecer en aquellas y en estos
diversiones? Sin enihargo, nada dicen contra ellas nues­
tros sentimentales censores, que lanío claman contra la
tauromaquia, como si fuese la.única en que los hom bres
se recrean con el peligro a ge no, y que este btirharo pla­
cer estuviese solo reservado^ los españoles; sin hacerse
cargo de que esta ley de la intensión en los placeres do
nuestro ánimo es tan general, que muy pocas veces la ha*
liaremos desmentida. En efecto, los m uchachos por lu

De los osos seas comido


Como Favila el nombrado.-^r-
Ese fue un rey fjodo, dijo don Q uijote, que y n i do á raaa
sí1 lo com ió un osO.r—Eso es lo que yo digo* respondió S an ­
cho, que no quería yo que los príncip es y los reyes se pusie­
sen cn semejantes peligros á trueco de un gu s to 4 <уие parece
no te había de ser, pues consiste en m o t a r ó un a n i m a l que
no ha cometido delito alguno.— A ntes os e n g a v ia , S a n d io ,
respondió el duque, porque el ejercicio de la спил de m onte es
el mas conveniente y necesario para los reyes y p rín cip esq u e
Otro alguno: la caza es una im agen de la guerra; hay en ella
estratagem as, astucias, insidias para vencer á su salvo al
enemigo: padécense en ella fríos grandísim os y calores in to ­
lerables, menoscábase el ocio y el sueno, cor roboran se las
fuerzas, agilítanse *os miembros de) que la usa, y en resolu­
ción es ejercicio que se puede hacev sin perjuicio de nadie, y
con gusto tic muchos.» (Parte segunda cap. 34 del ingenioso,
htdalgo don .Quijote de 1ц M an ch a ). Aquí tenemos pues al
pusilánime Sandio que, poseído del susto del ja valí y la p e -
aa de la rotura de su sayo, filósofa también á la manera de
nuestros anti-toristas.
Son muy dignas de leerse á nuestro propósito las dos
eruditas notas puestas por el señor Cíemewcin, comentador
del ingenioso hidalgo don Quijote de la M ancha, en las pá­
ginas 3 0 9 y 3l¿¡ del tomo 4*°+ cap, í l ; y a e lla s rem itim os
con especial recpín^ud^cion á nuestros lectores.
103
r eg u la r so e n t r e tie n e n mas á m edida que los juegos que
los ocupan ofrezcan algún riesgo que avive su atención
y d espierte su cuidado; y los hom bres, movidos del mis­
mo principio, no gustan, por ejemplo, el propio a t r a c ti­
vo en el ju e g o cuando se atraviesa una cantidad m o d e ­
rad a, como cuando se a v e n tu r a n á la contingencia su**
m a s q u e p u ede n ca n sa r su ru in a . Vea V. aqui pues el
peligro de un mal* hecho el principal agente de n u es tro
placer. Mas es, que los m irones que no tienen p arte en et
juego, experim entan 110 obstante igual electo, y m ir a n e n
proporción con m a y o r inte rés los, lances de una partida
cuyos actores denoten en sus sem blantes el sobresalto
de la ru in a á que están es pues tos. En todo esto nada
e n c u en tro yo que no sea m u y conforme á n u estra n a t u ­
raleza, en ía cual hay c iertam en te una intim a analogía
e n t r e las sensaciones físicas y las morales; y parece qu e
asi como n u e s tro apetito ha m en ester algunos e s tim u ­
lantes activos en el sazonam iento de los m anjares, que
irrite n c o n v e n ie n tem en te las delicadas libras del p a la ­
dar, asi también el ánimo ha m e n e ste r afectos é im p r e ­
siones mas ó menos terribles que lo estim ulen y c cn *
muevan. De aqui naco sin duda el e s tra ñ o pla ce r que
sentimos al v e r las atrocidades q u e se rep rese n tan en las
escenas de la tragedia, á la cual se concede de com ún
ac u erd o Ja prim a cía e n t r e las composiciones dram áticas,
soto porque nos deleita y em belesa á proporcion que nos
a ti ije. V el filósofo ginebrino, acaso por esta razón dijo,
hablando de la diversión (1) del teatro que es auti m a s

(1) El pasaje del autor aquí citado, en su car La á Mr* l^4Alcm


bcrt, es el siguiente: «¿Cómo es qur. la tragedia puede entre
vosotros hallar espectadores capaces de soportar los objetos
que les presenta y las personas que emplea en su acción? Ya
un hijo mata á su padre, se casa con su madre, y llega á ser
padre de su hermanos; ya otro hijo se ve asimismo obligado
104
bárba ra gnu lo* combal Va de loa (flatlhtftVCt'i I'íirn á buen
seguro que nuestros subios <ieniod;i digan (le ella que es
tan bárbara como las li estas de loros. Do la misma ca n -
sa proviene igualmenío el singular íencm eno de que
acudan á los suplicios lau innum erables genios, y con
especialidad las mujeres, que por delicadeza de su sexo
y educación deben ser, y de hecho son, mas compasivas
que nosotros. El gran d M la m b e rl en su carta á Rousseau
dice, habU 111do.de ios tragedias que espitan en nosotros
el h orror y estremecim iento: «Aunque asistiésemos á
ellas, 110 lanío para in struirnos euanLo por solo esp eri-
m e n ta r Ja conmocion que causan, ¿cuál seria en oslo
nuestro crim en, ni el mal ;ie \i\ tragedias? listas ven ti rían
á ser para las genles de forma, si me es lid i o e m p le a r
esta comparación, lo que son Jos suplicios para el pne-,
blo; es decir, un espectikulo á que asistirían por la sola
necesidad que tienen todos los hom bres de ser conm o­
vidos. Esta necesidad, y no un sentim ien to de in h u m a ­
nidad, como so creo ordinariam ente, es la que en eíeclo,
hace concurrir al pueblo á las ejecuciones crim inales.>.»
Esta mátsimíi de aquel insigne e s c r i t o r , puede aplicarse

5 degollará su pariré: i n m h i e n hay quirn obliga á mi patín»


á que beba la sanoiv.de su propio hijo.., la «ola idea de se-
nie jautas atrocidades que oír ere la escena francesa para re­
c r e o dej pueblo mas dulce y humano de. ^a tierra, estremece.
No«.·.« yq sostendré, afesU fiándolo con el asombro de los
lectores, que las muer fes de los g la d ia to re s no eran tan b á r ­
ba ras como estos horrorosos vsfitcfáculott* í Í.í -verdad que se
neta correr la sangre 7 pero no se afligía la im aginación con
unos crímenes que estremecen la n a t u r a l e z a » .... Pues es las
son no obstante las tiernas escenas que deleitan y embelesan
todavía á ios cultos y humanos pueblos de Europa, y aun
á los filósofos almibarados, como ti antagonista <juo lanío,
a h o m i n a nuestras, fiestas taurinas.
105
m u \ o p o rtu n a m e n te ^ Jas fiestas de loros. Aun ruando
de ellas no saquem os ningún bien* ¿cuál será el delito
en que incurrirem os por verlas? ;,Y no deb erán ser to­
leradas en atención á la antigüedad inmemorial de su
origen; í\ la circunstancia de se r un espectáculo c a ra c ­
terístico y privativo do España, y á la útil aplicación
que puede darse á sus cuantiosos productos? ¿No se rá
un grosero e r r o r el creer, como dice el au to r citado,
que la inhum anidad sea causa ni efecto inm ediato de es­
tos sentimientos? En todas estas situaciones ü otras s e ­
m ejantes la im aginación del espectador hace por colo­
carse en el lugar de los a d o r e s ; y de esta ilusión, unid a
al secreto conocimiento {leí engaito, resulta un choque
i¡\iy, aviva nuestra adm iración y embelesa el ánimo. E l
alma, asi oprim ida por el aspecto de los objetos terribles,
desplega con mayor energía su sensibilidad, 110 de o tra
su e rte que el arco cuanto mas encogido dispara la flecha
con m ayor violencia. lisia doctrina, si no me engaño,
esplica b as ta n te bien los movim ientos de nuestro cora­
zón y sus afecciones con respecto á todas aquellas cosas
que lo agitan con vehem encia.
B a r . Está V. muy engañado, amigo mió, y, A p e s a r
de toda esa chachara, la doctrina es disparatadísim a. Se­
gún sus principios de V. la m ayo r complacencia, ó el
m ayor placer de un hom bre, seria el oh- co ntar ó Ycr
por sus ojos el térm ino de las acciones mas atroces: de
modo que nunca $e divertirá tanto en una fiesta de to­
ros como cuando sucediesen mas desgracias; las cuales
en si mismas h a ría n el completo de la diversión. Con­
secuencia absurda, por la gracia de Dios, pues yo no creo
á los hom bres tan estreñí a m ente depravados.
D . P vd . R esponderé. L a consideración de un gran
peligro en que miramos, por ejemplo, espuesto á un vo­
latín ó á un torero, y la idea que al mismo liempo for­
mamos d é la destreza que hny en t'lív^ para evitarlo, h a ­
106
cen dudoso el|término de la'íaccion, y m a ntie nen núes-'
tro ánimo en agitada suspensión, de Ja que resulta su
placer. Estas son, por esplicarme asi, unas impresiones
que, escitando á un propio tiempo en n u e s tra alma el
fiobresaíto y la confianza, producen en ella un rápido y
contrapuesto movimiento, del cual nacen la adm iraciuu
y el contento* Pero descompóngase esta noble im presión,
reduciéndola A otro única y simple: entonces queda des­
de luego desvanecido el misterio de esta clase de delei­
te; y asi es constante que si el ju ga d or tuviese en tera se­
guridad de perder, no ave n tu raría cantidad con sidera­
ble, ni se divertiría, aun considerando el ju e g o como u n
mero pasatiempo; tampoco iríamos á v e r el hom bre que
hace sus habilidades sobre una m arom a, ni al torero qu e
hurla la fiereza del toro, si supiésemos con toda certeza
que uno y otro habían do p e re c e r m iserab le m e n te á
nuestra vista. ¿N oes esto asi, señor Barón?
B a r . De suerte que en p arte no deja de ser cierto lo
q u e V . afirma; pero la regla c ie r ta m e n te tiene sus es-
ce pciones. V si no, los corazones endurecidos que se
complacen en ver ahorcar á un hom bre, de quien saben
que no podrá evitar la m uerte, ¿dígame V. re c ib e n una
impresión simple ó compuesta?
í>. P e d . Antes tocamos ya este punto; pero sin e m ­
bargo procuraré satisfacer á V ....... A u n q u e esta clase
de impresiones que obran en n uestro corazon parecen
simples, respecto de que en ellas está p r ev ia m en te cono­
cido eldesdiohado térm ino de la acción, con Lodo, si bien
ge advierte, son en la realidad unas im presiones com­
puestas, pues que al objeto m aterial que debiera des­
agradarnos va necesariam ente unida la idea de un bien,
porque todos conocen la necesidad y ventaja q u e re s u l­
ta al buen orden y propia seguridad del escarm iento p ú ­
blico que la justicia ofrece con el castigo de un malvado.
B a r, Amigo las sutilezas y porfiado e m p e ñ o de usted
107
*пт) interm inables, pero poro convincentes. Por ser ya
dem asiado larde no quiero (Mitrar en la larga discusión
q u e seria precisa para destru ir los falsos cim ientos so­
bre que piensa V. afirmar la mala causa que ha lomado
й su cuenta; pero doy á V. mi palabra de hacerlo en me*
jn r oeasion, y mientras tanto enviaré i\ V. cierto escrito
sobre diversiones publicas, dispuesto por un gran amigo
mío, cuyo mérito es superior h todo encarecim iento.
I). Ped. Sé ya el papel de que V. me habla, que ho
Jeido con muchísim o gusto y satisfacción (1), Vo c ierta­
(1 ) La M em oria del señor don Gaspar Melchor do J o v e -
llanos sobre la s diversiones públicas 4 escrita en el aiio de
1 7*10, é impresa en Madrid en el r.ño de l 81 es ron)mente
una producción digna de la pluma de tan ilustre escritor;
digna de ser leída y apreciada de todo hombre sensato, y díg-
na también de recomendarse á todos los magistrados de los
pueblos, para que sí‘pan el uso que deben hacer de su autori­
dad, protegiendo y fomentando los entrelenímiontos inoc en­
tes de sus moradores. Examinada, pues, esta Memoria con ri>
lacion al propósito á {pie. es contraída aqui por la cita que
lia ce de ella el señor liaron» mies tro antagonista, debemos
notar los hechos siguientes:
El señor Joveltanos da por cosa sentada que la España
bajo los romanos gozó de los juegos y brillantes espectáculos
de aquella gran nación; es decir, las luchas de hombres y
fieras, las carreras de. carros v caballos, etc, hasta la venida
de los bárbaros septentrionales, cuya inculta rusticidad no
podia gustar de aquellos magníficos espectáculos, ni cono­
cía otra diversión que la сага.
En este estado debieron permanecer los pueblos de la pe*
и ínsula por largo tiempo, pues queT durante la dominación
de. los sarracenos, un estado habitual de hostilidades hacia
que escaseasen la población, la agricultura, la industria y el
comercio; y los cuidados de la guerra ocupaban ademas ex­
clu sivam ente la atención de las gentes, y 110 daban lugar ni
ocasión para pensar en diversiones y entretenim ientos de
otra clase. Por esto asegura el autor de la memoria (pág. 13)
108
m ente respeto, iiomo es juslo, una autoridad de lauto pe­
so; mas sin em barco 110 puedo dpjar de oponerme A la
opinion del autor en materia de las fiestas de loros. Dejo
A parte las justas y tornaos de nuestros mayores, en eu­
ros juegos hacían alarde de su valor y brío \ m mas es­
clarecidos personages, dando al público un esp ec tác u -

que hasta des pues di* la conquista do Toledo 110 se conoció


t]i v m í o n alguna que mereciese el nombre de espectáculo púi·
blico, ni fuese objeto de la legislación ni de la policía.
Pero, á medida que fueron m o d e l a n t e disfrutándose сом
mayor frecuencia y duración los beneficios de la pa&, que se
repoblaban las ciudades, V se aumentaba por una consecuencia
necesaria la cultura, el lujo y el trato ron los ostranjeros^
fu oro use introduciendo progresivamente los usos y costum­
bres, ios juegos y espectáculos de. Orion te (pá£- 18): do nmdo
que, asociando ya nuestros caballeros los objetos de su am or
al ilc sus placeres^ y admitidas luego las damas á participar
de sus di versión cs^ nació de aqui muy naturalmente la "alan*
t bria caballereara de la edad media, que agregando á ella el
valor, suavizó la fiereza, y amoldó y fijó el carácter de los
caballeros; de suerte que desde aquel punto ya nadie quiso pa­
recer á vista de las damas, grosero ni cobarde. ^Carácter
(dice e) señor jovel h u o s) que dirigió desdo entonces todas
sus acciones; que se descubro principalmente en sus fiestas de
monte y sala, en sus torneos y justas, en sus juegos de cana y
de sortijaj^/jííj/fi en ¿as luchas da toros; y que al fin reguío
el ceremonial y la pompa, y la publicidad v el entusiasmo
con que llegaron á celebrarse estos espectáculos.» (pág* 20).
Entro olios el principal, el mas grandioso y magnífica
era el torneo, del cual nos hace el seuor Jovellanos una p i n ­
tura en wsl reino patética y animada. Lidiábase en cam po
abierto ó en liza y tela cerrada.- con lanzas, ó con espadas» y
con variedad de armaduras, y de formas á pié y á cabailoy
y en 11 Limero do mas ó menos caballeros, según las cir cuns­
tancias; ya de quince á quine*1, ya de cincuenta á cincu entaf y
^un de ciento, á ciento. La justa sol i a $cr una рагЧс del espec-
109
ln q u e , au n q u e p a r e je a fiero y bárb a ro á los ojos de la
mude n ía li loso [i a , contribuía en gran m anera í\ fomen­
ta r las virLudes heroicas de la nobleza y el ca rácter ele­
vado de, la nación, que , á la v e r d a d , es muy p re f e r i­
ble á esta suerte de apocam iento y mansa corrupción
que nace de la molicie de nuestras eos lum bres. La

tácnlo, reducida al combato, particular ib' hombro á hombre,


V otro tanto so puedo decir de los juraos ti г can a y sortija. Con
os tas diversiones, en que brillaba con mas ó rrirtios pompa, el
espíritu do gala n loria i so celebraban (al modo que ahora ron
nuest ras corridas de loros) las ocasiones mas señaladas do re­
gocijo público: coronaciones y casamientos do n'yes* bautis­
mos, juras y bodas de príncipes, conquistas, pnces y alianzas,
y aliil las festividades eclesiásticas. Pero Ыгп, si drseul ramí—
somos cual ora el espíritu, la esencia ó ol verdadero mis Ir rio
que constituía ol embeleso do oslas diversiones ¿qué resultará?
Es muy claro, resultará quo el incenlivo do ellas consis Lia
5 ustancialmonto on bis riesgos del comba te y en Já ostentación
quo <'ii él hacían los alentados paladines do su valor, do sn ga­
llardía, de. sil t'slilorao y destreza: porque alli todo ora g i r o s
y c a r r e r a s f y a r r a n c a d a s y h u i d a s : p o r t o d a s p a r fes choque.4
y e n c u e n tro s , y golpes y b o tes d e f a n z a , y p e l i g r o s y m i d a s y É
•vencimientos. A si lo espresa el señor Jovellanos, y luego es-
clatTi.i: ¿ Q u ien i r e p i t o , se f i g u r a r á to d o esto s i n que se s i e n t a
a r r e b a t a d o d e s o r p r e s a y a d m i r a c i ó n ! (pág, ;Ц)- En suma,
en los torneos como en las fiestas de toros, el origen del placer
estaba y está en las agitaciones del corazon, por el rápido
contrasto do. las impresiones quo recibo.
La pasión á estos grandiosos especia culos se sostuvo en su
fuerza hasta que empezó ¿ decaer la b i zarra galantería do
nuestros antiguos caballeros, rid i entizada por la los ti va pin­
ina de Cervantes; perdiendo el pueblo con ellos, sogtin el sen­
tir del señor Jovellanos, uno de su s m o y o r e s e n tre tc n im ir n -
Ío.í, y ta nobleza uno de ios p rim e r o s estím ulos de su vi c l a ­
rión y c a rác te rt que no es menos oí indujo que los atribuye
este erudito escritor (pág, 3?), Asi es que ól stí duole de mj
110
p intura que do dichos espectáculos hace el autor del ei*
tad o escrito > merece proponerse como un modelo de I¡i
castellana elocuencia: yo referiré aqui parte de un pa-
sagti que dice asi... «El poder con sil orgullo , la r iq u e ­
za con su fausto, la belleza con sus sentim ientos y sus
gracias, y el amor con su te rn u r a y sus d e s e o s ; el ru i-

perdida, y depile no se haya subrogado cosa alguna á tírt ts^


peetácülo tan magnífico, it'i haya nada que se le parezca en
nu estras ruines, esciusioas y com p rada s f i e s t a s (pág,
Pero lo particular es que* depiles de celebrar tanto dichos
espectáculos, viene á desaprobar lo que podia haber un ellos
de bárbaro y brutal, que es lo mismo que declararse contra
el todo de la diversión; porqUe, como y tí qUeda dicho, Ja
esencia ó estímulo de esta no consistía en otra cosa que lo*
choques y encuentros de la lucha; en los golpes y botes de
lam a; en los peligros, caídas y vencimientos de los Comba­
tientes,
Por lo que hace á los toros, rio se puerle dudar, ¿egtln lo
refiere dicha Memoria (y aun lo afirma en cierto modo Cer­
vantes eii el testo que sirve de epígrafe á esta apología), que
tales fiestas fuesen también uño de los ejercicios de valor y
destreza que se elogian en ella, y á que se dieron por entrete­
nimiento los nobles de la edad media; sin embarco de que
estaban ya reconocidas por las leyes entre los espectáculos
públicos, en que hombres mercenarios lidiaban asim ismo
con las fieras. Mas esto no impidió que u el conde de Buelna*
tantas veces triunfante en las justas de Castilla y Francia, se
dist instílese igual mentir en los juegos celebrados en Sevilla
para festejar el recibimiento de Enrique III, luciendo stis h a ­
bilidades á pié y á caballo, esperando los toros, poniéndose
á gran peligro con ellos, € faciendo golpes de espad a tale? t/uc
todos eran m a r a v illa d o s .7* (pá". 39 y 4 0 ).
La afición de los tiempos posteriores, dice el aütor, ha­
ciendo esta diversión mas general y frecuente, led ió ta m b ié n
maíi regular y estable forma. Se establecieron cu varias c a p i ­
tales plazas construidas íil intentof y pe empezó ¿ destinar j u
111
do de los tam bores y añ a file s, los gritos del susto y Jas
aclamaciones; la expectación, la curio sidad, el e n t u ­
siasmo , la ilusión y el encanto del es pee Uculo ¿ qué in­
terés no escitarian en todo el concurso ? ¿ Qué hervor,
qué fuego, qué palpitación no levantarían en el pecho
de tantos com batientes aguijados de los dos grandes

producto, romo boy sucede, á la conservación de algunos es­


tablecimientos civiles y piadosos: lo que, sacándola de la es—
lera de un entretenimiento voluntario de la nobleza, llamó á
la aiVna cierta especie de hombres arrojados, que, doctrin a­
dos por la esperiencía, y anim ados por el interés, hicieron
de este ejercicio una profesíon lucra ti va, y redujeron por f i n
ó arte los arrojo s de otilar y tos a r d id e s de leí de stre za . Asi
ha conIinundo y se sostiene el dia de boy en toda su fuerza
la decidida pasión de los españoles á sus corridas de toros, á
pesar de, sus antagonistas é impugnadores presentes y preté­
ritos, y aun á pesar también de las proscripciones que á es­
fuerzos suyos fulm inó alguna vez el gobierno, acaso 110 con
tan buen acuerdo como buen (leseo y recta intención.
Supuestos estos antecedentes, sacados de la Memoria en
cuestión, sobre el origen y progresos de las fiestas de toros y
su estado presente, entremos ahora ó analizar los fallos del se*
fior Jo vel latios en las p¿£. 43 y 4 4 ’ lucha de toros (dice)
no ha sido jamás una diversión ni cotidiana, ni m uy fre­
cuente, ni de todos los pueblos de España, ni generalmente
buscada y aplaudida.>}
Responderemos á esto que las corridas de. toros son de-*,
masiado costosas, y piden sobrados preparativos para que
puedan hacerse cotidianas. En algunas partes, como en Ma­
drid, son vsemanales durante la estación oportuna, y en otras
se repiten con mas ó menos frecuencia, según las circunstan*
cías y m otivos de solemnidad que ocurren pava ello* Pero
decir que no es generalmente buscada y aplaudida esta d i ­
versión, es asentar un supuesto evidentemente equivocado,
rs ne^ar una verdad « o lo ria m España y aun fuera de E s­
paña,
in ce n tiv o s del co razu n h u m a n o , el a m o r y la g l o r i é . : .
L lá m e s e s i se íju ie re feroz y b á rb a ro sem e jan te es per la ­
c illo ; pero e llo es q u e no p u e d e n los h o m b re s d is c u r ­
r i r otro tan g ra n d io so n i tan cap az (le in t e r e s a r sil r o -
ra zo n .» Confieso que no p u ed e d a rse id e a m as n o b le y
m as e n é rg ica de sem ejantes fie sta s; y m e p a re c e q u e

<*En muchas pro vin cias no se conoció ja más.


R e s p u e s/a : No es posible convenir n i con el adjetivo
m u ch a s, n i con el adversario ja m á s . Las tínicas provincias
do quienes se puede decir ron verdad que son poco in c lin a ­
das á tas fiestas taurinas son Cataluña t G a licia y Asturias
(p a tria de nuestro autor): pero en nin g u n a de las tres creo
que hayan dejado do celebrarse algunas veces; y por de con­
tado el que esto escribe ha asistido á ellas en las dos prim e­
ras* Ademas en Santiago de G a licia tenemos enIelidido <pie
muctios anos suele celebrarse. con toros la festividad del san­
to Apóstol*
u En otras pro vin cias se circ u n s c rib ió esta d iversión á
las capitule^ y donde quiera que fueron celebradas lo filó
solamente á lal'gos períodos, y concurriendo á verla el pue­
blo de las capitales y de tal cual aldea c ircu n v e cin a .^
Cunte si’ación. No pudiera ciertamente un escritor es Ira n -
jero que jamás hubiese, pisado la España h a b la ro n esta p a r­
te con menos exactitud y conocim iento de las cosas de. ella*
Ya queda insinuado que una función de Loros en toda fo r­
ma exige muchos y costosos prelim inares; como son la cons­
trucción ó preparación de una gran plaza, aunque soa p r o ­
visional; la conducción d é la s fieras tal vez de largas d istan­
cias; la cooipra de caballos; el ajuste y viaje de las c u a d ri­
llas de lidiadores do. todas armas,· y otros apara los que. no
pueden disponerse en cor Lo tiempo; v esto sin contar con la
real facultad ó licencia que vs indispensable preceda para su
celebración. Por consiguiente estos fiestas no pueden tener
lugar sino en las capitales ú otros pueblos grandes qne po­
sean suficientes medias; ni pueden por la m ism a razón ser
m uy frecuentes: mas ya se sabe que. en falta de loros suplen los
113
cualquiera de nuestras di versiones de hoy día es res­
pecto de ellas aun menos que un ridiculo y es Ira vagan-
Je edificio del infeliz ('hurriguent en parangón de las
obras maestras del arle arquitectónico. Pero esta pluma»
que sabe describir ron la i vehemencia el brilla ule apa*
rato del circo , 110 me parece luego igualmente feliz

novillos y novilladas^ y que este alegre quid pro quo es muy


común y repetido en las ciudades* villas, binares y lugare­
jos, Y <pié ¿no será esta пил pnti-ba irCelragahlo y a11ten I iг a
de la gran afición que hay generalmente en España á la to­
rería? Pues 110 es mrno.s falsa ó infundada la aserción de que
cuando se celebran formales y os ten tosas coi*г lilas do toros*
.solo concurre á ollas oí pueblo de las misma* capitales y do.
tal cual aldea circunvecina. flojos do que esto sea asi, sucede
bien al contrario, piles os notorio que al anunciarle tales
fiestas, lodos los alrededores so conmueven, las gen Les enlo­
quecen, y de rhas de quince ó veinte leguas de distancia aun*
den de t.СОpeí los forasteros de todas clases, sexos y edades á
disfrutar de esta diversión encantadora, y tan favorita en­
tre nosotros, qno hasta el simple simulacro ó remedo de ella
es el juego mas común y predilecto de los muchachos* V
pregunto ¿tenemos por ventura alguna otra diversión qno.
causo tan general ostus iasmo y alborozo? ¿tienen las nado-
nos estranjeras algunas recreaciones ó regocijos рори1аГел
comparables á este, ni en la grandeva y sublimidad del es­
pectáculo, ni en la intensión y estensión de sus mágicos
electos? Respóndanme los antagonistas de los toros.
ltSe puede por t-anto calcular (dice últimamente el señor
Jovfílanos) que de todo el pueblo do España apenas la con·*
téiima parte habrá visto alguna ve¿ este espectáculo.^
Parece me que. el cálculo seria harto mas acertado y oxac*
to tomado á la inversa; esto es* sí se dijese, que de toda po­
blación del reino desde cierta edad, apenas Una cenlesimn
parte habrá dejado de asistir á las bulliciosas fiestas do los
toros. Apelo de esta verdad al testimonio de todos los espa­
ñoles impartíales y despreocupados 1 .
8
114
m u n i d o e n l r a ii d e c l a m a r c o n t r a Jas f i e s t a s d e l o r o s , q u e
p u d ieran m u y bien e le v a rs e á un e r a d o s e m e j a n Le d e
e s p l e n d o r . P r e s c i n d i r á a h o r a del p r i m e r o r i g e n d e e s t a s
f ie s ta s » p o r q u e , ó y a c o m u n i c a d a s p o r Jos r o m a n o s , c o ­
m o p r e t e n d e n u n o s , 6 b i e n p o r lo s á r a b e s , c o m o o t r o s
a s e g u ra n , qüedan de to d os m o d o s b a s ta n te e n n o b le c í*

S o bré ta n déb iles finid a tu rn io s y cqfu v orad as supura; fus


se. a d m i r a pues id a u t o r de la M e m o r i a do ¡pie se p r e te n d a
d a r á [ás fiestas de to ra s el tí Lulo de dt t o r s ió n n o c io n a l.
Mas en realidad lo v e r d a d e r a m e n t e a d m i r a b l e es esta r a r a
adm iración de ith e s c r i t o r españ ol taíi ju st a m e n te c é le b r e
r o m o el Señor J o vello tíos. ¿Pues ac aso Una d i v e r s i ó n r a d i c a ­
da ya en E s p a ñ a desde tiem p o inm em orial; fina di v e r si ó n
que r o m ti tiiia en p a r t e el c a r á c t e r de h g a l a n t e r í a c a b a ll e ­
resca fie los españoles; que. se iveo m ondaha desdi* m u y n n t i ­
tilo com o i fno ib· los ejerc icios di* v a l o r y destreza; (pie ya
í as leyes de P a r t i d a lá c o n t a b a n en Iré los especia rulos ó jur­
gas públicos; que desde el siglo X I Í I teiiia erig id as plazas
de p rop ós it o p a ra su c e le b r a c ió n ; que des pues ha c o n t i n u a ­
da si Ti i n t e r r u p c i ó n y sigile d isf r u tá n d o s e aun con m a y o r
ge neral idad y entusia sm o , sin que n i n g u n o s o t ro s e n t r e t e n i ­
mie ntos pu edan c o m p a r á r s e le : tpie desde tiem p o s m uy r e ­
m oto s esíá c o n s u m i d a p a r a sole m n i z a r n u e s tra s fiestas R e a ­
les; v sribre todo, que tienen a su f a v o r la p r i n c i p a l c i r ­
cu n stan c ia de su o r ig i n a li d a d , y de ser ú n ic a , p r i v a t i v a y
pe culia r de E s p a ñ a , 110 c ono ci da en n i n g u n a o t r a pa r te fue-
i*a de f i l a ; una d iversión que retine en sí tal c o n j u n t o de
sin gular es requisi tos iio m e r e c e r á s in e m b a r g o el t í t u l o do
h a d o na ¿Qué o tro s m as q u e r r á n e xig ir s e paira c o n c e d é r ­
sele? Mas ¿ co m o n e g a r á nu estr a ta u r o m a q u i a el d e r e c h o
tan c l a r o y i a ti m anifiesto que le asiste p a r a o b te n e r lo ?
¿A nte qué trib u n al llevaríam os eftte pleito que no lo falla­
se á sú favor eli vista y revistaj y aun con lad costas?
Pero 110, no tenemós necesidad de acutí ir k este estreno o*
^tiesto qüe^ atendidas dichas rabones, el mism o señor J o v ¿ -
ílaiios síí allana por ú ltim a á conceder espontánea rum ie e$-
115
tías en su descendencia para poder decir cpia no son
[uir lo menos el contagio feroz y bárbaro de una nación
sal vago , sino antes bien Ja cnmimií ación nalural de las
eos Lumbres y usos de un pueblo culto y grandioso colno
él rom ano, ó de otro sabio y belicoso como el árabe.
Algunos son de tipinioii que en el siglo Undécimo eran

la gloria á los españoles que, la apetezcan (pág* 44) : y


ya se ve, es todavía nntclio mas de lo que se reclama; p o r -
tpie ili ios apasionados n i ios apologistas de las liestas tau ­
rinas apetecen ni pretenden que su n a cio n a lid a d sea en n in ­
gún rnodo un título gloria %Se contentará solamente con
que 110 lo ara de mengua d i oprobio para la ilación, como
lo pretende 11 al "irnos es pan oles melindrosos, de estos qíie se
llam an vulgarm ente afilosofados* Asi tpie, nosotros conven­
dremos sin dificultad con el autor de la M em oria, ch quese­
ría un absurdo preseiitar eii Ja Europa el arrojo de nuestros
toreros como i tu argumento del v a lo r y b iz a rría española;
y mi grandísim o d elirio también el sostener que, la p ro scrip ­
ción (U- la les fiestas prieda ocasionar al Estado n in gú n g r a -
l'r desmán, funesta ctiitaj desdoro lii perjd icio coilsidcrable;
lim ita 11da nos Tínica metí te á sus te 11la r la op inión de que ta m -
poc<j su existencia puede acarrearnos ninguno de estos n i
otros malesj sea en el orden c iv il, ó sea en el m oral.
I^ jo de este concepto no podemos i pites, conibrfnatzio.*
¿le. ninguna tnaiiera con el sentit n i ctm los deseos del señor
jo y e l L· nos eh ciiím lo á la aÍ>solúLa y rigurosa proh ib itiox i
de tan imponente como graiidiosb espectáculo, qüe p o r otra
parte es asitnismo tatt genial y característico de la ftacton
Española ¿ y que podemos en algiin modo considera i* como un
t^sto de aquellos antiguos juegos gim násticos en que se liic ía
la gentileza castellana* Y por cierto que no deja de parecei*
estraño que el m ismo que celeljra y ensalza a pasionaria raieii-
le los tofiieos y justas, á pesar dn sú barb arie, de sus ries­
gos, y el fu ro r que reinaba eit tales juegos, como era consi­
guiente Á uña lucha acalorada de hombres contra hombres;
y qi<e¿ laihcíitando sil pérdidaj se duele de qufcentrfc nuestras
.1 IB
ya usadas en España las fiestas de toros ¡ y su nmi^o de
V. asegura que en el decimotercio habían licuado A tal
punto, íjne 0 n todas las principales ciudades había pía*
zas ó sitios señalados para ellas , y hombres quo grana­
ban su vida en el ejercicio de la torería , la cual en sus
principios fue solamente u n acto de puro lucimiento y

m ezq ui na s fiestas del ti i a na d a so h a y a s u b ro g ad o á tan


m a g n í fic o es pectáculo; esie m is m o escri to r se de cla re al pro-"
pío ti e m p o tan severo cen sor de la t a u r o m a q u i a ·
Tis verdad que los a d o r e s <le ella no son a h o r a c o m o los
ilustras pa ladines de ento nc es, sino ge nte pag ad a que e jer c en
.su oficio por el in í e r é s d e l Utero, y no p o r m o ró l u c i m i e n t o ,
ni por a l c a n z a r el lau ro de las dam as: m a s esto en real d u l
n o a lt e ra la n atu r ale za del espe ctácul o en sí m i s m o , ni d i
pl a ce r que prod uce; pues que este, repipi rem os n u e v a m e n t e ,
lio consiste en ot ra cosa, c o m o sucedía en los an t ig u o s to rn e o s ,
que en lo a r ri e s gad o de los [anees, en el v a l o r de a r r o s t r a r *
lust en el esfuerzo, la a gi lid ad v la destreza nec es ar ia p a r a
superarlos; en el m a g n í fic o a p a r a t o del coso, y cti íin, en hi.s
con t ra p u e s ta s im presiones del a n i m o V en la c o m u n i c a c i ó n
s i m p á t i c a , ó , por d ec ir asi, m a g n é t i c a del e n t u s ia s m o gene­
r a l que e.n las grand es c o n c u r r e n c i a s p o p u la re s c re c e y .se
m u lt ip l ic a en r azón del n ú m e r o de los espe ctador es , S o b r e t o ­
do, si las repre se ntaciones es cén icas no pi erd en el m é r i t o 4pie
se a t r i b u y e á esta clase de e n t r e t e n i m i e n t o s poripie sus a c ­
to re s sean c ó m ic o s de oficio, y con él gan en su vid a , ¿ p o r
qué la m is m a c i r c u n s t a n c i a ha d<; tener d ife r en te el ecto en
la t a u ro m a q u ia ? Es de a d v e r t i r a d e m a s que, según el a u t o r
de la M e m o r i a , a estos m is m os lidiad or es de p r o lesión es á
quien se fie be el h a b e r p e r f ecc io n ad o su eje rcic io , r edu ciendo
p o r f i n d a rle los a rrojos del valor y ¿os a rd id es de la d es*
t r e z a (págk 4 5 ) , Bien que s egu id am en te añad e, no sin a l g u ­
nos asomos de c o n t r a d i c c i ó n : t c A r l e c a p a z de r e c i b i r t o d a ­
v í a m a y o r p e r lec ción si mereciese m a s aprec io * ó si no r e ­
quiriese un a especie de v a l o r y s a n g r e f r í a (pie t a r a v< z se
L o m ó in a rá n ton el b a jo U itv ié s J*
117
voluntaria bizarría íle los caballeros; y asi bien arad»
que es un arte capa/ de recibir mayor per frixión , si su
práctica 110 requiríese una especio de vigor y sangre
Tria, que rara ve*/se hallan en el hombre cuando solo
se siente movido por el vil ¡ni eres. Es constan le quo
en el comienzo de es las diversiones, los principales

No r o n r iu ir o m n s n u e s tro res u m en a n a l í t i c o d e esta p a r l e


di* la M e m o r i a sob re Iris di versi ones p ú b l ic a s, si ti o b s e r v a r ,
en c u a n to c o n c ie r n e á nu estr o i ti te n tó , que pues su a u l o r r e ­
c o n o ce y eonfiesa que la 1« r e r í a es u n a r t e sujeto á c ie r ta s r e -
gla.s d i ct a d a s p o r la e s p r ri e n c ia y o b s e r v a c i ó n ; a r l e perfec ­
c io n a d o por ella, y to d a v í a susceptible de serlo m as , si* si —
gue p o r ende que no con siste, c o m o p r e te n d e n sus c o n t r a r i o s ,
en solo un a r r o j o b á r b a r o y te m e r a r i o , sino en u n v a l o r r e ­
flexivo y en leu Indo snb re la m a g n i tu d del pe lig ro y la p o s i b i ­
lidad de salv arlo* c u y a sola reflexi ón debe h a c e r v a r i a r el equi­
v o ca d o c o n c e p to que al "u n o s tienen f o r m a d o de rste esp ectá culo .
Asi os que un d i e s t ro lidia d or b u rla c o n s u m a g r a c i a y sereni-r
dad la fiereza del m a s b r a v o t o r o ; r e c i b ie n d o del p ú b l ic o el
t r i b u t o de aplausos que su h ab il idad m erece, V é n se especial^
m e n te es las in te resan te s escenas del ge n era l contení am ien to
en aquellos a p u r a d o s lances en que un li d ia d o r se. a r r o j a i n ­
tr é p i d o s ob r e la fiera, es pan ie nd o su vid a al m a y o r peligro
p a r s a l v a r la de su c o m p a ñ e r o ; lo que c onsegu id o, al p u n t o
se espresa el a g r a d e c i m i e n t o y a d m i r a c i ó n de lodos los espec­
ta d ores c o n las m a s v i v a s d e m o s tr a c io n e s en obsequio de a c ­
c ió n ta n ge n ero sa , jY quien será e ntonce s el que no sie nta la*
t i r su c orazoii c o n los t r a s p o r te s del gozo*
De lo d i c h o s a c a r e m o s t a m b i é n c u á n d ign o sea de ala ^
L a n za e.l feliz p e n s a m ie n to de h a b e r fu nd ado en Se v il la u n a
escuela p r á c t i c a de la t a u r o m a q u i a , aunque, gen tes s u p erf i­
ciales y nad a refle xi va s h a y a n prete n d id o r i d i c u l i z a r y m o ­
ja rse de tal e s tab lecim ien to . P o r q u e , c o u r e d t d o que el to r e a r
sea un arte, sujeto 3 r e g l a s , ¿ c ó m o se n e g a r á la necesidad y
la i m p o r t a n c i a de a p r e n d e r l a s % c u an d o v a en ello n a d a m e ­
nos que la vid a de los a c t o r e s ? M as ¿ c ó m o *e c o n s e g u i r á n
118
iiobles eran quienes especialmente ejercitaban su des­
treza y denuedo en lidiar los mas bravos toros, hartan-
do alarde de su valor en burlar los riesgos y domeñar
3a fiereza de estos animales. l|asta los mismos reyes
ostentaron también alguna vez su gallardía, matando,
por si mismos los toros ; y Jos mas famosos catr*peonesf
<;omo el Cid, cpnde de liuelna, bizarro y otros, en di­
ferentes ocasioijés en que , por motivo de grande cele­
bridad , se daifa "este genero de fiestas, se presentaban á
sortear Iqs torqs, sin desdeñarse de emplear con ellos
aquellas mismas armas quo habian blandido intrépida­
mente cqntra los enemigos ^je la patria. Posteriormente
se perfeccionó el ejercicio de la torería por medio de la
experiencia y de los documentos dados por varios autores

los procesos del arte sin que el gobierno provra los medios
de: su ac^elaníamiento y perfección con una enseñanza £ra ^
tuita ? Cierto ^,3que no faltan al^ynas obj<is técn.icas sobre
los elementos del y en nuestros tiempos ir ha dado á
lufc y cor^e im preso u ji tra tatito muy a preciable sobre la
taurom aquia , escrito por u u h ^b il ¿ inteligente aficionado^
aunqye publicado á nom bre del profesor José Delgado { a lia s
IIlo ), que no era ^om ^re <\<* letras, m*)o de capa y espada;
mas la ija^truccion que puede adquirirse por medio de estas
lecciones meramente especulativas % no es comparable, con
las de un gim nasio ó escuela tejórico-práclica como la de
S evilla.
Resta p o r ú l t i m o a d v e r t i r que el piusa je sobre, to rn e o s
que se lee en la A p o lo g ía f\ié co piado en 1 7 S]2 del m a n u s c r i ­
to de la M e m o r i a sob re di ve rsi ones p u blic as del s e ñ o r J o v e -
I l a n o s ; y c o m o esta n o se i m p r i m i ó b as ta el a ñ o de 1 8 1 2 ,
pa rece que en es le in t e r m e d i o hu bo de h a c e r en ella su íiu -

1 o r alg un as c o r r e c c i o n e s y variante.*}, pues no puede ser


otra la ca us a de la d i f e r e n c ia que se a d v ie r te e n t r e dich-i
p a s a j e , t r a s c r i t o en la Apolo g ía , y lo que a p a r e c e vu la
M e m o r i a im presa en el re fe rid o añ o .
11ÍI
<¡im escribieron sobra el a ríe de torear; arte que en algún
modo estaba unido al de la gineta, pues entre las habili-*
dudes qnc los caballeros montados debían ostentar en pú­
blico, entraban muy principalmente el alancearlos toros
y otras suertes de plaza. Entonces forzosamente tendrían

semejan Les diversiones un grande-influjo en el carácter


p úblico, puesto que las autorizaba el ejemplo de lo*
primeros caudillos de lo patria; y por una consecuen^
cia bien natural, la galantería bizarra de aquel tiempo
baria de estas ocasiones de lucimiento un mérito de
gran poderío en la estimación de las damas, y como
dice su ami£Q de V ,t nadie p o d ría ser enamorado sin $er
v a lie n t e ; nadie cobarde sin el riesgo de ser despreciado,
Pero luego que la molicie y a refinació n hicieron des­
aparecer los principales móviles de las costumbres do
aquellas gentes, sucedió á sus ejercicios y maneras un
nuevo órden de ideas que llevó en pos de si la inclina­
ción y gusto del espíritu caballeresco A este género de^
gallardías, y ya el amor futi tomando asimismo oirás
sendas mas fáciles , si bien que menos chiguas y no Latí
capaces de mantener su decorosa ma gestad , ó aquella
fmérjica m agnificencia, debida A lo maravilloso y su-v
blime de sus fórmulas. Relajada asi la opii)ion en el
aprecio de las cualidades mas brillantes á los ojos del
vulgo, y de mayor estima en el corazou de nuestras
ilustres matronas , cesaron los nobles paladines en sus
proezas , olvidáronse poco á poco las justas y torneos , y
cayó en dos precio el espíritu caballeresco de aquellos
tiempos, y lodo cuanto dependía y tenia mí ación con
el. Pero todavía continuó algún tiempo la usanza^ de
presentarse los caballeros en las plazas de loros para
herirlos con su* lanzas ó rejoncillos, pues sabemos quo
á últimos del siglo pasado , y aun á principios de eMe.
solían , á fuer de dies Líos ginclcs y valientes espadachi­
nes , alancear ios toros de ata bal lo ú ealoque arlos de
120-
á pie. Enlre ios yiri tueros sobresalió mucho eu su tiempo
el conde de Villamediana y el caballero don Gregorio
Gallo, del órílen de San lia go , inventor de lu espinillera
para defensivo de la p ierna, que por él se llamó des-
pues la Gregoriana, y hoy la usan nuestros picadores
en las plazas ron el nombre de m o n a ■ y enlre los segun­
dos se distinguió un caballer o de Eslremadura , llaman­
do Godov. Pero desde esta época quedó el arle de la
torería de una vez abandonado á genios m ercenarias» á
quienes no obstante, y con Ira el sentir de su amigo de
Y\ , debe esta profesion sus singulares progresos y el
estado de mejora en que boy la vemos. Después üe esta
novedad, reducida la torería á un corto nt'utiwo de in ­
dividuos despreciados, perdió necesariamente todo el
influjo que autos pudo tener en bien ó en mal de nues­
tras oostumbres- y de allí en adelante se deben m irar
las fiestas de toros como una diversión poco importante
y demasiado envilecida para influir de ningún modo eu
el carácter nacional. Gon lodo eso, no puede negarse á
estas fiestas el título que ios disputa el autor del papel
citado. Ni sé cómo este aventura el asegurar que en mu­
chas provincias de España no se conocieron jarnos tales
fiestas, pues yo dudo que una sola haya dejado do tener­
las , y cuando ¡ñas podrá ser cierta semejante absoluta
con respecto á alguna provincia , pero 110 seguí ámenle
A muchas. No me parece menos infundado el cálculo
de que apenas la centésima parte del pueblo español
habrá visto corridas de toros , pues muy sabida cosa es
el innumerable concurro que en (ales ocasiones acude á
las capitales ó ciudades desde muy largas distancias : y
en cuanto al aplauso que generalmente tienen estas di­
versiones en toda la es tensión de la península , me pa­
rece ociosa toda refutación contra el dictamen de dicUo
autor, siendo la esperiencia y voz común el mejor tes­
timonio de la verdad del hecho; además de que él mis-
121
ijiolo confieso asi en oten parlo de su papel. También
alguna vez lm solido haber fuera de España d e rla es-
pecio (le lortujs, ya que no tiestas formales de toros; y
aun yo llegué á alcanzar á dos toreros guipuzcoanos quo
corrieron parte de Francia ó Italia, ganando en su ejer*
ticio , según dijeron entonces, dinero y aplausos (I).
No hay iluda , á pesar de eso , que la pasión fuerte á os­
le género de diversión os privativa de los españoles, y
quo ningún otro pueblo !a ha perfeccionado hasta el
punto que nosotros, ya en cnanto á la magnificencia
de los anfiteatros, de que son buen testimonio las pla­
zas do M adrid, Aran juez, Cádiz, Granada, Sevilla y
otras ciudades, corno en la variedad y destreza de los
lances (i>), por cuyo medióse evitan los riesgos de es-

(t ) Di liemos añadirá lo aqui dicho , que en tiempos


tnuy posteriores se han celebrado corridas de. loros en Ba­
yona de Francia, donde en t 71) 7 existía la plaza provisio­
nal para el efecto ( que vimos situada es Ira muros de dicha
ciudad, y cerca de su e;i Irada á la izquierda del camino de
España.
(2) La tauromaquia , sostenida únicamente por la
aclamación p op ula r, ha sido eu general comb atida por los
a lee indos partidarios de, ía ilustración cual si fuera sti ene-
ini^a ; y Jo que l o ja v ia es peor j, desconsiderada ó desdeñada
por la policía u r b a n a , de cuyas atribuciones es una parte
muy principal· íisla opusícion y este abandono han sido
pues ja cau$a de que \n tauromaquia no baya logrado aquel
grado de perfección y de in te ré s, de que seria suseepl ible m
se la atendiese como corresponde á uu espectáculo nacional,
ton grandioso y notable por su importancia y su singulari­
dad. E n él st* advierte^ defectos que pendí'U solamente de
in cu ria-y falta de una dirección celosa é i niel ig m le. Las
medidas de qu*i esta debiera ocuparse, son de tres cla se s, á
tsaher: una,s de, o rn ato , oirás de seguridad , y otras de r e ­
creación. Las primer as Se red ucirán á d a r al circo im
bt/cu orden a rqn i lee lógico con la magnificencia propia del
189
te ejercicio t no obstante la bravura de los famosos to­
ros que se crian en las dehesas de Kspaíia. Asi bien
podremos decir, que entonces cuando en estas fiestas
brillaba la gentileza caballeresca, acaso se m iraría co­
mo una pi iiehíl de la guapeza y valentía española ; pe­
ro hoy j que solo pisan las plazas hombres venales > sin

o b je to , y avrcfílíuuló su com partim iento del modo roas có­


modo y con ven irrite. Las segundas se d irig ir ía n á conocer
la firmeza y regularidad de los tallados* especialmente don­
de las placas no fuesen de piedra , sino provisionales de ma­
d era; precaver Jos desórdenes que puede haber en la conduc­
ción óv\ ganado, q lo que llam an c ¡ e n c ie rro ; no p e rm itir
que despues de hecho el despejo se mantenga en la plaza quien
«o deha estar en ella con el correspondente perm iso t n i
tampoco enlre b arreras; im p ed ir que se arroje ol luchade­
ro liada cu que puedan tropezar ó resbalar los lidiadores;
cu fin t no tolerar por n in gú n m o iivo que los picadores ejer­
zan su oficio sino en caballos propios suyos, ó cuando me-
Jios que tengan las calidades necesarias para no com prom eter
majamente Ja seguridad del ginete, evitando los fraudes y
manejos que suele haber sohre. esto entre asentistas y tore­
ros» Las terceras serian relativas á m ejorar las Tiestas de, to­
ro s , haciéndolas mas divertidas con el prestigio de ciertos
accesorios con que se aumentase su a tra ctiv o , al m ism o
tiempo que por otra parte se. corrigiesen ciertos abusos p er­
judiciales Ó desagradables que 110 drhen tolerarse. De eslos.
pormenores hablaremos á contin u ació n , porque piden p á r­
rafo aparte.
No es por cierto culpa de las fiestas de loros el que es­
tas se presenten tan fallas de inventiva para hacerlas mas,
variad a s, agradables é interesantes* Sabido es el poderoso
influjo de la música en todos los regocijos y alegrías popula-
res, ¿pues cómo no em plearla tam bién en las fiestas t a u ri­
nas? Dos ó tres bandas ríe músicas m ilitares, colocadas en.
diferentes punios para que alternasen sus arm oniosas toca­
ta 5 , difundí pian por todo el circo la alegría , el contento,
193
¡icpirar á p¡»guna especie do gloria , nadie liajná que
pretenda ofrecer el ejercírip de estps actores en de-
inostración de la bizarría nacional.
Estamos, pues, convencidos de esta sencilla j pal-*
pable verdad que apunta su amigo de V .; pero igual*
mente lo estamos de que asi como nada arguyen estas

el onlusíasm o del numeroso ro n n irso m ientras durase la


corrida, Los tam borileros del pais vascongado tienen un lo ­
que p a rticu la r muy v iv o y alegre:, propio para m ando se
corren novillos ó toros; de moflo que al o irlo toda la con­
cu rre n cia se alboroza, se trasporta de gozo, rrlipsa el c o i^
lento hasta en los semblantes mas tétricos, y se arm a tni$
gresca y algazara general , que es el ammeio de la fiesta
y lo que la anim a en gran manera. T a l es el poderío fie la
piúsica en nuestros corazones, y tan propia S|i aplicación
al caso de que tratam o s E n A ndalucía tam bién bay la
costum bre d<* pnsear la pinta antrs de empezar la co rrid a y
fel despejo, y este paseo no deja de ser entretenido y de ale­
b ra r los auipios de Ion que lp dan y de Jos que lo m ira q
de a rrib a , proporcionando los piútuqa jaludps de las perso­
gas conocidas. E n tra luego el despego t que cuando se sabe
hacer conm corresponde con la tropa epsayada al efecto, ps
u n acto imponente y v isto sísim o : sigue á esto la p u b lic a ­
ción del bando de p o licía , y luego la conducción V entrega
ríe la llave de los toriles por el alguacil , vestido de e rre -
n o ni a y caballero en un lucido palafrén. Todos estos pre­
lim in a re s y aparatos parece que avivan la espectaeiun, y
contrib uyen para d ar m ayor reaire al espectáculo,
T a m p o c o c a r e c e la t a u r o m a q u i a de recnV^0 ·* p a r a e v i t a r
la m o n o t o n í a de que se la acusa r u a n d o m; quisiesen y su­
pi esen u s a r o p o r t u n a m e n t e . E l p i c a r de v a r a lar g a p u d iera
a l t e r n a r con la b o n it a suerte á la g in eta de q u e b r a r vn<'U-
cillos , que ti en e su m é r i t o , aun que .solo es usada , 110 sil­
be m os por qué t en las fiestas r e a le s , y pu d i e ra m u y - liiru
r sl en der se á las p a r t i c u l a r e s t despoján dola de las c e r e m o n i a s
n o n e u i a r h s que se ac oslm n ¡)rau en a que Has c o m o vestigios
124
diversiones en pío ni en contra del crédito de nuestro
valor, nada influyen tampoco por la misma razón en
las costumbres ni en el caráeler del pueblo. Y no sien­
do estas diversiones, notablemente dañosas por sus
consecuencias en el orden moral ni c iv il, ni tan fero­
ces y bárbaras por su esencia , que no se bailen en Ja

dr su anticuo origen. Tam bién se pica de á pin con vara


mas co rta, y .serviría para hacer nías variada la diversión*
E l capea sobre todo es la .suerte p rin c ip a l, de todas la mas
lu cid a , y la qne ofrece mas variedad de lances. La capa bien
manejada es el embeleso de los aficionados inteligentes, es co­
mo la raiz.de todas las otras t es en la rpie mas b rilla el co­
nocim iento del lid iad o r , y la que , sin ser cruenta, ofrece
asimismo menos desgraciadas contingencias que tem er; en
iin , es la que, si se le diese la estimación y el Jugar que se,
merece, aum entaría mucho la d iversión , haciéndola mas
entretenida, Pero esta es justamente la suerte menos usada,
y de la que menos caso se hace por lo regular en nuestras
[dazas, bien porque el vulgo 110 conoce ni sabe apreciar su
m érito , bien porque las E s p a d a s ó matadores la evitan,
cu razón á que , según dicen j los toros se malean con ella y
se hacen iijíii* rajos. Tam bién en otros tiempos sol i a dedicar­
se algún loro para cierta especie de m ojigangas que amen i-
zabau en a l°u n modo Ja fiesta, y se usaban con el propio
íin ios llamados d o m in g u illo s % que ocupaban la atención
de. Jos concurrentes| viendo cebarse, en ellos vanamente la
fiereza del loro» Item mas, como medida correspondiente ¿
las de esta tercera clase, advertirem os que asimismo conven­
d ría cu id ar de que las m onturas de los picadores fuesen algo
mas decentes y curiosas de lo que ordinariam ente se acos­
tum bra , porque todos estos perfiles que parecen in s ig n ifi­
cantes , sirven ó contribuyen para embellecer el conjunto*
Tampoco hay necesidad de que las varas de detener sean
tan toscas*
Tócanos hablar ahora de algunas oirás cosas que fuera
buenu relorm ar con el mismo fin de hacer mas grata la la ii-
125
■Europa culta otras parecidas, ó acaso mas inhumanas,
romo dijimos antes , resulta que son manifiestamente
injustas y mal apropiadas ias declamaciones do algunos
patricios, y ias invectivas de los estrangeros, rumiadas
por lo comon al par de otras mil norias vulgaridades,
en las fabulosas y esh avagantes descripciones quo sue­

ro marfil i a. E l arm a a lev tí y v illa n a , conocida n i el roso


con (ll nombre do. m e d ia i u n a t de que .sin*le usarse para
d esjarretar ó co rtar los c o r v e jo nes al toro cuando falla la
habilidad y el v a lo r [»ara estoquearlo en re g la , debiera
desterrarse absolutamente de nuestras plazas, donde nunca
aparecía en los tiempos de los d i es Lros Romeros t jilo s y
Costillares. Esta acción repugnan le en sí misma , es además
la ignom inia de la taurom aquia , y la mas opuesta al espí­
rit u de ella y que consiste en ostentar la di si reza en la lid,
el conocim iento t la serenidad y el v a lo r, estoqueando n o ­
blemente las iteras cara á rara m anilo están en toda lib e r ­
tad y aptitud para defenderse de sus enemigos; y por tanto
el in u tiliz a r al loro traidora mente para «pie no pueda hacer­
lo t y sea asesinado á mansalva de un modo ru in y cobarde;
i'.s, como se ha d ic h o , la acción mas degradante , la mas
co n traria á los p rin cip io s del arte y a la naturaleza de estos
espectáculos; ya que el am or propio de Jos matadores no lo
ívsísLa , el m agistrado no debiera consentir tan ignom inioso
recurso, y á falla de oíros seria mejor volver á encerrar el
toro* ahorrando al pubi ico el disgusto de presenciar esta es*
caudalosa atrocidad.
Las m ud ia s - e s p a d a s , á quienes se aplica este no m b re
que carece de’ verdadero significado , no constituyen real­
m en te o na clase separada , ni dejan en realidad de pertene­
c er á la de bande rilleros » dedicados al aprendizaje de m a t a ­
dores ó e sp a d a s y V por tanto no corresponde que tengan la
a lte r n a tiv a con estos en el estoquear los loros por su turno
en igualdad con &us ge fes, E n otros tiempos so Lia , cuando
m a s , dejárseles el último como por via de ensayo ; pero ni
aun esto debería tolerarse si subsistiese la ú tilís im a escuela
1S6
k n hacer Jo» atolondrados riageros, asi de las fiestíílt
líe toras como de las demás cosas ííe España. Kn este
supuesto rio puedo dejar <Ie admirarme de que el autor
del mencioiiado escrito, hombre, sin duda alguna, d&

p r á c t i c a de S e v ill a : po rq u e las plazas rio son para qUt· en


ellas a p r e n d a n los to rero s loa r u d i m e n t o s de sii of icio ¿ smío
p a r a l u c i r lo que ti enen ya a p r e n d i d o , div ir tie i id o al jmí-
blicti c on loa prim di'es del a i'te. E s ta m o d e r n a usan га ¿ m a l
to le r a d a , es sin duda triiiy f a v o r a b le á la haraganería de
los p r i m e r o s papeles de la t a u r o m a q u i a t puro nuiy en per­
ju ic io de la d iversión de los espectadores,- p o rq u e no es )b
m is m o v e r m a n e j a r el estoque á un proi'esbr consumado,
que á un z a r r a m p l í n p r i n c i p i a n t e .
La suerte de banderillas^ Seaii estas de hielo ó de fungo;
í*s m ism ís im am ente la misma sin diferen cia alguna ¿ y asi lio
se encuentra en ella aumento de la diversión , sino que po r
el c o n tra río m ortifican uias qtie m ed ianam en te los o idos de­
licados con aquellos tronitosos estallidos que á nada co ndu­
cen mas que á darrids asado el toro aritos de tiempo. E n r a -
¿oií á esto i ya que. las la les banderillas to rm e n taria s jío яг.
aboliesen en te raníe iU et como seria lo m e j o r ; por lo nimios
conven dría que se usasen m ií m uch a , m uch ís im a economía
y con menos estruendo*
Por buena providencia Se debería m andar que se sacase
inmediatamente de la plaza todo caballo herido gravemeiíto,
porque la presencia de ü ii triste anim al en tal estado* ofeiíde
la d m n d a p'ública i escita la coidpasitífi i y atormentar lá
sensibilidad de loa espectadores* No im porta que tal ves leí
íehUsen los tdrci-osj bajíí el preteíto de íjjiie el caballo herido,
¿^conociendo ya á su enemigo y el peligro qrie le amenaza;
se a fir ni a mas en la tierra y da oías seguridad al g i lie te pa­
ra resistirle, N m guiía coridescetfcia deírier'a haber сЛ esta
Jíarte.
P ara qtie la d iversión de Jds loros no degenere por sii
esccsiva diiraícrofl eü ¿femada y fastidiosa, .liÁt escepcion s6~
cede á tüídds ¿ debiera prefertratse qiie esta nunca esccdiest del
127
sano jnielo y m adurez, llame vergonzosa la discusión
sobre <г1 problema de si ron vienen (i no convienen las
fiestas de toros, exhortando A nuestro gobierno para la
absoluta abolición de estas diversiones, como hizo \ \

espacio de tíos y media á tres horas á lo sumo* tiempo s ii-


ficiente para lid ia r seis ú ocho toros t y pasar mía larde en­
tretenida.
P o r ú l t i m o , fl qne las co rridas semanales se celebr en
en 011 dia di* t r a b a j o * es en ciprio modo un escándalo pú­
b l i c o , porque ya se sabe que este espectáculo * em in entem en te
popular , se dedica cotí especialidad para la gente que tiene
en .tales di as mis ocupaciones precisas en las ho ras do. la
f u n c i ó n , corno suceded los ¡orna leros * mefiest rales t tende­
ros etc.; y el Humarlos á la holganza ron mi ceíío tan a t r a c ­
tivo > es ponerlo.·* en el caso de una tentación difícil de r e ­
sistir y de fatales consecuencias. Esto no puede p ro v e n ir si­
no de uíia antigua co stu m b re ttuiy fondada en to nces¡ pero
m\iy m al entendida y muy mal aplicada el día de hoy. E n
otro tiempo eran dos las co rrid as que 3e celebraban en M a ­
drid , una por Ja nía nana y o Ira por la tarde.; es d e c ir , que
duraba la íi esta todo el dia¡ P o r consiguiente no ora regu­
l a r se. permitiese que los domingos ¿ que deben p r i n c i p a l ­
mente co nsagrarse á Ins actos religioso s, se dedicasen po r
entero á los pasatiempos V diversiones profanas , y por esta
causa se tenian los iones* Nada mas n a tu ra l y puesto en
r a z ó n .1 pero reducida ya esta funciOn i sola una c o rrid a
de por la tarde r y á la tercera parte del nú m ero de toros
que antes se c o rriñ n , se halla boy en el propio caso de la$
demás que son per mitidas en los darbingos y otros dias
festiv os, cómo sucede coíi las novilladas i las habilidades ¿é
Q u i t a c i ó n * loa v o la tin e s , y en f i n , los t e a t r o s ; y cierta ­
m en te no hay ni puede ha b e r n in g u n a fundada razón p a r a
Vpie i siendo idén ticas las c i r c u n s ta n c i a s , se p e r m ita n estas
di Veri iones y no la de los t o r o s , en íjue tend ría el pueblo
4jü aleare Solaz, sin perju ic io de su industria.
198
mismu en cierta ocasion que huho de informar ( i) so­
bre esta materia.
La grande inclinación <Ie los españoles A estos regó*
cijos , sofior liaron , pende sin duda en la casia de arro­
bantes toros que se crian en nuestras grandes de lusas,
los cuales son mucho mas al propósito paj a el objeLo que
todos los demas de Europa , porque ningunos otros se
les parecen en v ig o r, fiereza y hermosura. Pero sobro
todo, la causa principal y mas poderosa desemejante
pasión es la costumbre que desde los tiempos de Esci-
p iu ii, Ataúlfo ó Muza va pasando de padres á hijos; que
mamamos, por decirlo a s i, en el pecho misino de núes-·
tras madres, y que despues arraiga su dominio podero^
saíne lile con la fuerza de los ejemplos. Pero bien , ¿ quú
mal resulta de esto para que el Gobierno deba interpo­
ner su autoridad en contrario ? Va lo lie dicho > y ahora
vuelvo á repetir que ninguno; y anLes bien me inclina­
ría A creer que puede producir algunos bienes. E l único
daño político que acaso tiene alguna ligera apariencia

( 1 ) Además de este in fo rm e , á que se hace aqui a h i-


rtion por lo que tenia manifestado el antagonista, se sabe
también que en otra ocas ion escribió una tremenda filíp ic a
Contra los toros ( que empezó y no acabó di* leerse un cierta
concurrencia , porque antes de concluirse la lló la paciencia
del auditorio. Pero así como la taurom aquia ha tenido con­
t r a sí algunos literatos im pugna do res * no la han tal Lado
otros apasionados que defiendan su causa; y parece que uno
de estos fué. el erudito dou A ntonio Capm ani , que, según
dicen , escribió á este propósito uu curioso y discreto pa­
p e l, que por desgracia no llegó á pu b licarse, siéndonos
m uy sensible .no baber tenido el gusto de leerlo* Puede
igualmente contarse entre los defensores de la tauromaquia¿
a don Nicolás Fernandez de M o ra tin t y alguno.* mas que
11irá n en este número * y cuyos escritos t o r r e n impresos.
de ve rda d ero, * q u o en efecto ha llegado h d e s lu m b r a r
:\ cíLirUis g e n io s , es el eler escasear. el ga n a d o , h a cie n d o
encarecer los b u e y e s que s m ii n e ce sario s para ntieslrO
alimento y para las o p e ra cio n e s <ííí la Libranza. E s m e ­
n e ster co nfesar, su ñ or lla rOii, que si este c a rg o fimso-
tal y tan cierto tomo se p roc u ra ( 1 ) e x a g e ra r, h a b r ía
sobrado m o tiv o para la ente ra abolición de dichas ties­
tas- pero bien lejos de ser ve rda d eros tales d añ o s ,1 ¡i
ra zó n y la es pe r i e n d a num i li están precisam ente todo lo
c o n t r a r io , co m o se ha liecho ver por diferentes r e p r e ­
sentaciones escritas sob ro el asunto. Siendo pues risi,
co m o 110 cabe duda, qu ed a rá destru ido el único a r g u ­
m e n to que Re ha a po ya do con m a y o r esfuerzo y con m as
visos de razonable; y loca ahora que yo espongaЛ usted
los bienes que antes insifhlé. Sea el primero el aníllen­
lo de ese mismo ganado vacuno con útil empleo y apro­
vechamiento de laníos y tan esculenl.es pastos romo liav
baldíos en lis paña, y que pueden ocupar las toradas sin
detrimento de la agricultura, y antes bien en alpun mo­
do con beneficio de ella. Demas de e>to ¿quién ignora
la utilidad grandísima qtle se saca de estas funciones,
que son una contribución voluntaria para socorro de
hospitales, casas de m isericordia, y otras obras p ú b l i ­
cas y de coHiim provecho? Ni qué otro arbitrio tan po­
deroso podrán hallar los pueblos, qué otra imposición
menos sensible podrán sus ti lu ir á este medio para el
reparo de sus caminos, ¡mentes, regadíos' y otras u r ­
gencias costosas, á cuyas ven lajas se renuncia frecuen­
temente por falta de caudales? ¿Negará vd. , señor lía -
ron, que ft merced de este recurso seria fácil aliviar las

( i ) Este pimío не brilla cóoteslado y re batid o en la


« o ta puesta al nrí, 3 , ° del E p ít om e de, la ce nsura de los
loros f v de la pn*tendida dernosf ración dr sus p.Tjríiriüs.
<)
130
cargas y gravámenes de alpinos pueblos, que tanto los
empobrecen y desalienlan? ¿ \ no sabemos que real­
mente se lia solido y snele n^ar algunas veres de tan
oportuno medio, cuyo auxilio ha correspondido siempre
á Jas esperanzas de Jos que han acudido á él para reme*
dio de sus ahogos. supliendo abundantemente á ia cor­
tedad de sus facultades? Dígalo el hospital general de
esta co rte, y laníos miserables como encuentran en él
un caritativo amparo, pues solo ¡as corridas que suelen
concederse á la plaza de Madrid rinden un produelo ne­
to de muchos miles de pesos. ¡Que arbitrio á Ja verdad
tan asombroso para bien de Jos establecihui'ntos carita­
tivos f de que tanto han menester las sociedades huma­
nas ! ¿ Y cuál otro, señor Alaron, cuál olro dará tan libe-
rales productos ? Esta consideración me soliere ( 1 } la
idea de un provecto que creo deberá ocupar seria me ule
á nuestro Gobierno. No se puede d e c ir sin el mas entra-
fiable sentimiento el triste abandono en que se hallan
nuestras casas de espósiLos, y la suma necesidad quede
ellas hay en todas las provincias deJ reino. La imagina­
ción se abisma ciertamente al contemplar las dolo rosas
imágenes de la inocencia_ huérfana y desa ñipar ¿ida , que
gime en el seno de la indigencia, ó , por mejor decir, de
la ingratitud mas inflexible y endurecida. Los desdicha­
dos frutos de nuestra ineonlinendu claman al cielo y n*
refugian á é l, huyendo de esta tierra abominable.- y
nuestro corazón , insensible á sus miserias y á sus que­
jidos, negado enteramente á Ja lástim a, deja friam eníe

(t) E s t a i d e a , i n d ic a d a n i el a ñ o de 17 (J 2 , Ja h e m o s
v i i t o r eali zad a p o s t e r i o r m e n t e , y m as de u n a \v/¿ , los p r o ­
du cto s de Jas fiestas de to ro s h a n s e rv id o m u y út il y « p o r ­
cin a m ente. p a r a o c u r r i r á esta y o t r a s necesidades s enu -j an -
tus di· lo* pueblos,
subsistir el m al, y ve con indiferencia ninlíít.licarsn sus
vic Limas. ; V queremos al mismo tiempo abolir Ins lies-
las lie Loros por espíritu de humanidad! ¡One contrarie­
dad tan chocante! No: auméntense antes bien estas ties-
tas ; concédanse h las capitales y principales ciudades
cicrlo número de tallas, y entonces l.eluiremos un ib mío
seguro, un socorroCuantioso para atender al desempeño
de la mas sania obligación del género humano y al re­
medio de uno de los objetos primarios de toda suciedad
bien ordenada. Dejo á la capacidad de vd. las tiernas re-
flexiones que ofrece esta idea , y la rcsolucion de esie
problema, diario sin duda alguna de ser bien examina­
do, si debe ó no detiírvatirM·· el man ¡mflvroso 6 quizá p/ un/*
{■o medio de remedia/' malct tan Utafimonos. Pero aun no
bemos contado todas Jas utilidades de las liestas de Lo­
ros : hay otras que Tsin embargo de ser de menor enti­
dad, no dejan de merecer la atención: tales son v* gr. el
beneficio que resulta al público fie la \enta de carnes,
que se dan á un precio muy intimo con ventaja de ios
pobres artesanos y otros necesitados , para quienes m u i
un alimento sano y a preciable; Ta minen la arquitecto-
ra pudiera conseguir mayores progresos y adelantos in­
ventando tal vez nuevos órdenes, ó perfeccionando los
ya conocidos, en la grandiosa aplicación á Jos anfitea­
tros de toros, que, fomentada debidamente esta diver­
sión, podrían admitir una perfección , una belleza y
magnificencia particular, deque no son capaces otros
edificios. Por último, ¡a reunión de gentes que con este
motivo acuden á las ciudades, debe igualmente nume­
rarse entre tos bienes de que voy hablando; porque á
la verdad el trato y comunicación de los pueblos fomen­
ta sus relaciones, estrecha sus vínculos, y acalora su
amistad y buena arm onía: pues ¿ c u q u é ocasiones se
ve como en estas reinar la alegría y el contento, ni reu­
nirse tan numerosa y regocijada concurrencia?
m
lia r. Asi mal, señor iloti Pedro , asi mal. Nrt repa^
ra vil. que eso seria fomentar la haraganería , con otra
procesion de vicios? ¿Tan corto de vista es vd. que no
advierte Jos males gravísimos que res tillan necesaria­
mente de que el triste menestral ó jornalero, llevado de
esta viciosa inclinación, gaste en sola la diversión de un
dia lo que ha menester indispensablemente para mante­
ner su pobre familia toda una semana? i Qué semillero
de infelices consecuencias debe necesariamente resultar
de solo este mal principio! Piénselo V. bien, y cederá
desde luego en el empeño de sostener un dis fia rale.
1). Ved, Usted sabe esforzar sus argumentos con cier­
to aire de triunfo; pero sin embargo, antes de rendirme
¿ la palinodia a que pretende obligarme, quiero ver si
podré resistir A este último ataque, pues en tal caso con­
taría desde luego por mia la victoria.
Casi todas las cosas humanas suelen, señor Barón, os­
la r espuestas al abuso, sin que por eso deban calificarse
de perjudiciales. Por falta de conocer esta verdad se es­
tablecieron en otro tiempo la multitud de leyes suntua­
rios con que se pretendió atajar mal, no haciendo en
la realidad masque empeorarlo. Una legislación falta de
principios quiso encadenar todas las acciones de los
miembros déla sociedad, reduciéndolas, para esplicar-
me asi, á peso y medida. Pero la observación, ayudada
de la espericncia, ha hecho despues conocer que el hom­
bre jarnos puede ser bueno por solo la violencia ó la coac­
ción. A consecuencia de este principio, y de Ja imposibi­
lidad de remediar sin mayores inconvenientes ciertos
desórdenes dependientes de nuestra propia naturaleza,
y profundamente arraigados en ella, no solo han llega di»
A toldarse algunos de estos males, sino aun también á
autorizarse por los gobiernos. Una prueba de esta ve r­
dad son, por ejemplo, tos lupanares ó mancebías públi­
cas sostenidas en otros tiempos en varias capitales de lo»
133
reinos cristiano a, en la de Madrid, > aun en la misma Ro­
ma. A esto modo se han permitido y permiten las másca­
ras y teatros en Kspaña, á pesar de los vivos clamores db
los mas insignes prelados de la iglesia, y otros varones
muy distinguidos en santidad y celo. Ksta propia causal do
tolerancia m ilitaría mejoren favor délas fiestas de loros,
a ou cuando de ellas resultasen realmente algunos de los
niales que V. ha indicado, ú otros de diversa especie;
puesto que á la razón general de evilar daños mayores,
podría asi bien añadirse la de algunas utilidades positi­
vas, cuales son lasque dejo yaespueslas. Si las tiestas de
toros que vo defiendo fuesen con escesiva frecuencia, en
tal caso podría decirse que fomentaban la holgazanería,
aunque también es preciso hacerse cargo de que, hación^
dose- estos espectáculos mas comunes y frecuentes, per de-*
rian de su atractivo en algún modo, y no escita rían la
concurrencia desde largas distancias, como sucede en
los Lances raros y de un motivo muy especial. Debemos
asimismo considerar' que en semejantes ocasiones no ea
únicamente la diversión la que atrae á las gentes, sino,
igualmente «Aras miras de compras ó venias; de que re­
sulta por lo regular en estos casos una especie de feria
que da circulación ai dinero escondido, con gran ventaja
de la industria, la cual ensancha sus limites con sus con­
sumos. Ademas de esto, los odios, rencores y bárbaras
preocupaciones, que por desgracia son demasiado fre­
cuentes entre los pueblos comarcanos, se disipan, como
queda dicho, con la unión y el trato, y se cura también
con la alegría pública el genio encapotado y mustio de
los ciudadanos, que en tro las enfermedades políticas sue­
le ser un fatal síntoma. Con esto queda V. contestado
por lo que hace á la primera parte de su argumento, lu í
cuanto á la segunda, confieso sin dificultad que alguna
vez podrán ser causa lasíieslas de toros de que los á rle ­
senos por asistir á ellas abandonen sus talleros, como
134
eiWúi va mente s}!í'Íí: suceder en Madrid. Pero esto tal vez
nace aquí principalmente 'le (pie Ja industria mi miel pal
se halle favorecida en demasía por el sobrecargo que lie-
ne en su introducción la forastera, ocasionando con la
tiíQclíIícid de Ja competencia cierto abandono en Jas ar~
tes y oticios de la población, el cual nada tiene que ver
»enrám enle con la diversión de los toros t pues que
esta soh) existe en una temporada del arto y en períodos
de odio, quince ó mas días, y la desaplicación de Ja mayor
partí? de nuestros menestrales es de lodo el aro y de al-
frenos diasá la semana, que por una costumbre pernicio­
sísima se consíigran á la ociosidad. Después de esto, y
sin que sea defecto de la diversión en sí misma, se co-
niele, yo no se porqué, el desacierto de que las Jiestasdu
toros (qtie debieran ser los domingos y otros diasdedes-
cnnso, con el objeio de reunir en un punto y á la vista
del magistrado á una gran parte del pueblo que, errante
y dispersa, se entrega en semejamos dias á esc esos y
borracheras perniciosas) están precisamente señaladas
á ios lunes ( 1) do trabajo: abuso por cierto dignísimo de
una pronta reforma, aun cuando solo mirásemos al es-^
candaloso ejemplo que presenta á la industria. Si por
otra parte atendemos á Jas ocasiones de gastos que ofre-*
ce esta diversión, me parece que no bailaremos el mal
de tanta importancia como V. quiere alnilLar; porque en
las romerías y otros regocijos de Jos di as festivos tiene
el pueblo mas frecuentes motivos do in cu rrir en escosos,
sino quiere sujetarse á los límites de sus facultades. E s­
te argumento; los toros son ocasion de dispendios: luego na
deben permitirse tales fiestas, es igual a cualesquiera de
estos: el vino es causa de borrackoraa y da la r u in a do mu~

(17) Véase lo d i c h o sob re p a r t i c u l a r vu ^‘I final


i l u s t r a n o ta 1
135
fluía fian ¡han: luri¡o c¡ vino debe ser un tf?ñero absolulamcn-
ta prohibido, ú bien. lo* naipes son ir/i vio tico de juegos cs~*
ce ¡tic on: luetjo deben proh ibirte. A este tenor diríamos lo
mismo tii" las, casas de juego de villar, de Jos teatros, de
ios cafV'i-i y demas cosas en que puede ciertamente hallar
su perdición el hombre desenfrenado: y con mucha mas
razón Jo podríamos decir lainbien de la foleria* Pera
¿quién dejará de conocer que el Leí ñor del abuso en que
in currirá acaso el burra dio, el jugador, el desbaratado y
licencioso, no seria una justa causa para privar al co­
man de láscenles del goce de unos entretenimientos <Ju
que tienen necesidad para esparcir su ánimo ó reparar
sus fuerzas cuando llega el diade descanso? Vuelvo á re-
p elir mi primera proposicion: casi todas las cosas hum a­
nas están enfin estas al abuso, sin que po r esu deban ca lifica r­
te de perjudiciales* í's decir que solo debemos condenar
el abuso y noel uso. Pero últimamente, señor Barón, su­
pongamos que las tiestas de loros se mandan abolir en le ­
ra mente, y que en su lugar se sustituyen, como pretende
su amigo de V .t los teatros, los juegos de pelota, bolos,
villa r, las luchas de gallos, soldadescas, comparsas de
moros y ensílanos, lianzas, romerías y demas que apun­
ta en el papel de que antes hablamos, ¿qué resultaría d<¿
aquí? ¿La industria, la agricultura harían acaso mayo­
res progresos? No, sin duda alguna. ¿Tendrían eslasdi­
versiones el mismo efeclo en cuanto á los caudales que
rinden aquellas? Tampoco. ¿Se lograría por este medio
ia reforma de algunos desórdenes comunes ú particula­
res, civiles ó políticos? En ningún mudo: luego ¿para
qué mudar esta inclinación propia de los españoles há-
ria otras (‘osas que son Igualmente indiferentes con res-
pecio á su in 11ujo en las costumbres y orden social, y que*
no suministran el mismo arbitrio para ayuda de ciertas
necesidades, difíciles de remediar por otros caminos, sin
agovíar á la clase pobre y alligida del listado?
i on
1 ,>o
A Indo ’o espursío debo añadir que las envejecidas
costumbres tic los puebles tienen pin· su niigm;) ^nligííe-
elnti alijo de venerables y son por lo monos acreedoras
á aquel gritero (le respeto que nos imponen las novadas
canas do la ancianidad. Por lanío, jamás debo la legisla­
ción violentarla sin suma cordura, y cuando la voz u r­
gente de la necesidad, en pro do grandes bienes ó en con­
tra do grandes males, lo dictase preciso. Su propio ami­
go de V. en ¡d oscrito citadnos de opinión que oi públi­
co necesita diversiones, y que, serta las que fueren* todas
serán buena* é in óren les con tal que sean p ú b lica s . ¿Por qué.
pues, escluir de esta ley general á las Hes las de loros? El
sabio d‘A lamber!: escribía al ciudadano do Ginebra, tra­
tando sobre las ij i versiones públicas de aquella repúbli­
ca, lo siguiente’. “ Sea como fuese, Monsieur, los hom­
bres tienen sobrada necesidad de placeros (aquí habla
mas bien en calidad do político que de *,« oral isla) Pnra
que seamos tan delicados en cnanto á su número y elec­
ción.........Sabéis que el si^lo de AsLrea no existe ya si­
no en las fábulas, si acaso es que baya nunca pvislidoen
otra parte- Solon decía que habia dado á los atenienses,
no la* mejores leyes en sí mismas, sino las mejores que
podían observar, Olro lanío se debe entender de Jai
obligaciones que una sana íilosofía proscribe á los hom­
bres y de los placeres que les perm ite”............................
¿Y porque la filosofía de algunos españoles ha desertan
intolerante contra las tiestas de nuestra cuestión? .No
nos cansemos, señor liaron, era menester que V, y los
demas apóstoles de su doctrina (políticos tan rígidos y
tan austeros en sus opiniones) hiciesen una demostra­
ción rigorosa, palpable de los perjuicios que ocasiona la
diversión de toros, y que estos perjuicios despucs de ser
evidentes, fuesen ademas muy graves, para que el go­
bierno debiera ocuparse de su reforma. Pero concluya­
mos ya la disputa; yo he intentado en osla con versa·?
137
cion desengañar á V. fleque I íi preocupación filosófica
(pues hay preocupaciones de todos colores) abulia en ma-
t.(.iria do i uros unos malos que son puramente imagina­
rios : y he procurado ¡inscribir cu esta clase de diversión
unos bienes que ciertamente son allo m a s electivos. Pe­
ro; amigo mió, yo no puedo dejar !de conocer mi insuii-
cencía para defender mía ira usa atacada por enemigos
tan poderosos, Si súbelos de mas capacidad y suficenciu
se dignasen lomarla á su cargo, entonces la apología do
los teros, que yo no he hecho mas que bosquejar de nía-
l;i manera, lograría ron seguridad el triunfo que mis
fuer/asno pueden darlo conlra tan vigorosos alíelas.
l h u \ Amigo, aunque fuese V. el Hércules (lelosapo^
legislas , 110 saldría bien do esta empresa, pues que en
cilla os do suyo inri infeliz y desengañada, que ningunas
fuerzas son bastantes ;i sostenerla. V asi voy á enristrar
la pluma para hacer á V. añicos y convertir en nienudu
polvo su apología, si os que Y . se atreviere á eseri^
birla.
Don PctL ¿Y poy qué no? ¿Por ventura seria para nú
vergonzoso el tener que rendirme Alina superioridad lan
decidida? ¿Y no me resollará antes bien la "loria de ha­
ber combatido con quien estA ya acostumbrado á disimi­
la r premios literarios, arrancando^ sus opositores la co­
rona de los laureles académicos?
Jiftr. Vups ruano á la o}>ra; y :’i Dios. ¿Usíed quiere ser
vencido? Lo será, y con vergüenza y mengua suya.
J\íarq. M il gracias, señores, por el buen rato. Señor
D. Pedro, hasta el lunes, que aguardo á V. en mi balcón
sin falla alguna; porque me han asegurado que la corri­
da sera pasniosa. Yo estaba biea convertida; pero lasra -
zones de V* me afirman mucho mas en m,i opinion y en
ini a lición. A Dios, señores,»
138
Hemos ya tlit bo que no queríamos guiarnos de núes-
Ira propia opiiiion, y mucho menos tratándose de fa par­
te práclica de las corridas de toros. Preciso es en esta
parlo oír ii los maestros mas »ere {Ufados. Pe [je I lio Ajó
el primero que redujo á recias teóricas el arle de torear;
dtsnnes ha venido Francisco Montes, y ha mejorado
aquellas regías, a u me uta rulo sn espücacion con suertes
que él ha creado , y de las cuales no hay humano enten­
dimiento que pueda separarse sin riesgo de tener que
lomar el olivo. Por eso, y porque en esta obrilla q u m i­
mos dar nna idea exacta de lo que son los toros y los
lo re ros > allá va en cuerpo y en alma lo que sobre es Le
jnmlo dice Francisco Montes en su tauromaquia.

PARTE PRIMERA.

ARTE DE TO EIEA R A P IE .

C A P ITU LO 1M U M i: u o .

I h las condiciones que indispensabkíiienU i debe tener u n


torero.

E l torero debe estar dotado por la naturaleza de cier­


tas cualidades particulares , que sí no es muy raro ha­
llarlas reunidas en un individuo, es poco frecuente que
liaban de (illa el correspondiente uso.
Las condiciones indispensables al torero son: valor,
¡ t ije r e ta , y im perfecto c o m c im k n lo de su profesion: las
dos primeras nacen con el individuo, ia úllim a se ad­
quiere.
YA valor es tan necesario al que intenta ser torero,
que sin él jamás podrá llegar á serlo; perú #s preciso
139
que no se alelan le hnsla la tem eridad, ni airase ha si a
la cobardía : uno y otro esíremo tioflrán acarrearte m u­
rrias desgracias. y quizás la nnierie. KI que sea temerá-
río. el que iniente hacer una suerU 1 sin estar el loro en
la dehiíía siiuarim i por ostentar asi valor 6 habilidad,
lejos de conseguirlo acredita irracionalidad y poco cono-»
cimiento , y solo por un efecío de casualidad se liberta­
ra de una cogida que pudiera serle funesta.
KI que por el contrario desperdicie de miedo el mo­
mento oportuno de \o rificar la suerte t 6 bien no siente
los pies , ó no vea llegar al loro, emsecuencias todas
di* temerle, estará siempre en peligro de ser cogido; sus
cogidas serán muy peligrosas, pues que le fallará del
todo el conocimienlo para quitarse el toro, y será uu
milagro.que no concluya sus dias en los cuernos de esla
íiera, lis necesario oviíar estos estreñios con lodo cuida­
do. MI \erdadern rahrr es aquel que nos mantiene delan­
te del loro cotí la misma serenidad que tenemos cuando
e¿íe no está presente , p s Ja verdadera Mtntjrt· /Wtf par a
discurrir en aquel momento con acierto qué debe hacer­
se con ia n.\v el que posea osle valor tiene ia mas im por­
tante cualidad del torero . y puede creer por cierto que
reuniendo las otras dos jugará con los toros sin et ma¿
pequero riesgo,
¡.a l i < f r r es otra cualidad sumamenle necesaria al
que ha de torear'; pero no se crea que la ligereza del
torero consiste en estar siempre moviéndose de acá pa­
ra allá de modo que jamás siente les pies; eslees un
defecto muy grande, y el distintivo del mal torero. La
}tt}erv.za de (pie hablo consiste en correr derecho con
mocha celeridad, y volverse , pararse ó cambiar de di­
rección con una prontitud grande : el sallar también es
preciso al lorero; pero donde mas se conoce su l í t j c m a
^s en todos los movimientos que en los embroques so-
tire corto es necesario h;;eer para lib rar la cabezada : el
140
que tenga esta agilidad tiene mucho adelantado para que
jamás lo coja el Loro, y se liare indispensable poseerla
para practicar con seguridad los recortes, galleos etc. Una
particularidad hay digna de notarle con respectoá osla
última clase de l ig e r e z a , y es que aun cuando uno que
la posea bien haya llegado por la edad á perder los pies,
la conserva mucho tiempo después, á términos de se­
guir lureando con la misma maestría que cuando tenia
lodo su vigor; en los matadores tenemos ejemplos muy
maní 11estos , pues vemos hombres que estando torpes
liasla para, andar porque pasan de los sesenta anos, nia-
t;*n un toro con una ligereza increíble, ejecutando mo­
vimientos rapidísimos, quiebros violentos, y usando do
«lis pies con ta misma utilidad y perfección que cuando
no contaba mas que treinta.
E l que con las dos cualidades dichas se dedique á to­
re a r, llegará á verificarlo con perfección , siempre que
les asocie el perfecto conocimiento de (as reglas del a r ( c t
JE Ate conocimiento es fácil de adquirir, yes tan necesario,
que sin él será victima de los toros el que se ponga de­
lante de e llo s, aun teniendo las otras cualidades , pues
v:svt!for sin el c o m c í miento solo le servirá para no titu­
bea r en irse á la cabeza del toro , y la li ye reza para que
tarde menos en ser cogido. Por consiguiente el conoci-
miento es la principal cualidad del buei» torero- debe ser
su guia en todas las .suertes, sirviéndole el valo r para
que ninguna le a rre d re , y la ligereza j>ara ejecutarlas
con seguridad y perfección.
La necesidad de conocer perfectamente las reglas del
arte se echa de ver solo con reflexionar que los loros no
dan tiempo para consultar libros ni pareceres , y menos
para meditar *por tanto es preciso ir bien instruido en
lodo cuanto él posee para presentarse delante de la res
mas aenciiía: entonces de una sola ojeada comprenderá
el torero las querencias naturales y accidentales del tu­
141
r o , su dase t sus piernas;, y las suertes para qúe es á
propósito; conocerá el momento oportuno para ejecu­
tarlas, y ayudado del va lo r y la ligereza las practicará
con buen é \ilo , con serenidad y con desenvoltura.
No será jamás buen torero el que no posea á la per­
fección catas cualidades ; su vida estará siempre en pe­
ligro j no ejecutará suerte alguna con lim pieza, y ten­
drá disgustados á los espectadores inteligentes ; yo le
aconsejo amigablemente y muy de veras que busque
otra profesion si es torero deoüeio, y si lo liare por afi­
ción que no toree roses de mas de tres años, que lasque
toree sean boyantes, y que para alejar el peligro las
embole ó les corte las puntas tic ios pitoue*,

C A P H T L O II.

Requisitos que deben i e n r r los toros pa ra lidia rse.

Para que las corridas de toros diviertan , y los tore­


ros puedan lidiar con seguridad, es necesario buscar lo­
ros í\ propósito, siendo evidente que un toro demasiado
chico, viejo, flaco, tuerto, enfermo etc., tío tendrá de
su parle las condiciones precisas para verificar las suer-
les. E l toro que se haya de lidiar debe tener valor y fuer­
za ; un toro cobarde no divierte , evita los lances, deslu­
cir al torero y le da mui cogida con mas facilidad que un
toro valiente , y es clan) que al que le falle la fuerza le
faltarán también el vigor y el cora ge precisos para la
lidia.
Los requisitos que deben buscarse en un toro para
Üdiarlo son: Ja casta* la edad , his l i b r a s , el pelo t el í/j/íí
esté s a n o , y que nunca lo hayan toreado.
La casta debe de ser buena , no porque lodos los lo­
ros de casta salgan buenos, sino porque hay mas proba­
bilidad en que sea bravo til Loro cuyos padres lo fueron.
ш
que no aquel que no sabemos de quié n sea hijo , y que
acuso sus padres estaban criados á mano.
Eíay otra razo tí muclm mas poderosa para preferir
aquellos ¿i estos, y es , que los loros de саЯ а oslan mu­
cho mejor cuidados que los cuneros; que oslan en sus
cercados sin ver vacas, y por consiguiente lien en mas
vigor ' y finalmente, que sufren una líen la, en la cual
el que no es muy bravo se a par La para buey ó para el
matadero. Los cuneros , aun cuando algunos hayan sido
tentados , nunca os con la escrupulosidad que los otros,
y por no seguirlos cuidando como es debido es muy fre­
cuente verlos desmerecer del concepto en que los tenia
su mismo conocedor.
La edad es ol.ro de los requisiLos que deben buscarse,
eu ios toros; la de cinco A siete años es la mejor . pues
gozan en ella de la fuerza, viveza, corage y sencillez
que les son projinis y los hacen tan á propósito para la
lidia. Sin embargo, son muchos ¡us loros que á los cita*
1ro años están perfectamente formados, y pueden pre­
sentarse y cumplir en la plaza mayor del reino. Algu­
nos se corren también de ocho, diez y aun mas anos:
pero no divierten tanto como los otros, y cuando se apo­
deran del bulto t como cornean casi siempre muy bien,
lo destrozan, sacian eu él su corage. y desprecian los
engaños que emplean para distraerlos. Sería de desear
que jamás se corriesen estos loros ; ellos por Jo regular
disgustan ¿ lo s espectadores, porque no se prestan tan­
to como los otros para las suertes, tienen mas intención,
aprenden en el tiempo que están en la p laza, conocen
al torero; y por lo regular cuando van á la muerte tie­
nen demasiada malicia t hacen perder muclm tiempo en
estas suertes, y no son pucas las veces que dan una co­
gida.
Para conocer pues la edad de este animal se atende­
rá á los dientes y i\ Ins astas, pues no son siempre ечас-*
143
los los oslados qun para apoyar la venía presen!an [os
criadores. Los primeros dientes de delante se le caen ¡i
los diez meses, y en su lugar le nacen otros mas anchos*
pero mas blancos ; a Ins diez y seis meses se le raen los
dientes inmediatos á los de en medio, y nacen oíros al
momento ; y á ios tres a oos se reno ovan lodos los in c i­
sivos , que. son entonces iguales, largos y blancos. P er­
manecen en e>le eslado basta los seis ó siete años , que
empiezan á am arillear y ponerse nebros. Las astas dan
señales mas lijas para conocer ía edad , pues á la de- tres
años se separa del pilón una himina muy delgada que
casi no tiene oí grueso del papel común kIíí que se hien­
de en lodíi s:i longitud y cae á ta menor frol ación : de
este modo de esfoliaeion del asta se forma una espe­
cie de rodete que sí' advierte en la parte inferior del
cuerno, que en algunas partes se llama la wiazvrea , y
el cual muestra tener ya el loro sobre (res anos ; en
cada uno de Jos siguientes se observa otro nuevo rodete
debajo del prim ero, <!e modo que para saber Ja edad
de cualquier res no es menester mas sino conlar el
número de anillos, dando al primero tres años y á Jos
demás uno. De este modo lan sencillo se averigua ía
alad del toro, con la diferencia únicamente de algu­
nos meses, pues es casi in ú lil advertir que Ja natu­
raleza , en esta como en todas sos upo ración e s , se ade­
lanta ó atrasa según infinitas circunstancias que no po­
demos apreciar , burlándose asi de nuestros cálculos y
reglas.
Debe atenderse también á fas Iteras que tiene el lo­
ro , porque uno muy fb<co no liene la fuerza ni la uner-
y¡ia que uno gordo, se siente demasiado del castigo, y
me atrevo á decir que ni aun debe tener el valor que
este, pues tanta mas arrogancia, y Lanía mas intrepidez
se tiene cuanto se siente uno con mas robuMezy fuerzas
para vencer á su enemigo. Sin embargo, los toros osee-
\u
divamente gordos no son á propósito para lidiarse , por4
que son muy pesados, se estropean al momento que dan
do* carreras, se aploman, y por consiguiente inutilizan
las suertes.
E l pelo (iebe tía mar también la atención : cuando se
dice el pelo debe entenderse esta voz en su verdadera
sign i li ración , y no tomarla por i a p iu la * la cual poco (i
nada influye en la calíríad del loro.
Este se dice qil· 1 es de buen pelo , cuando la piel, ten-
pa la pinla que quiera , es bastante luciente, tina , igüal
y limpia: los toros de este pelo se llaman finos y se apre­
cian n ías, como sucede con los caballos y demás anima­
les de pelo. Hay castas cuyos toros son de pato bnslo, y
por lo mismo se llaman bastas también ; los joros de es-'
las en igualdad de circunstancias se pa^an menos, pues
el pelo es una tta las señales que se tienen para carac­
terizarlos.
Para que un loro sea fino lia de reunir id pelo lucien­
te t espeso, sentado y suave al tacto, las piernas secas
y nerviosas, como las articulaciones bien pronunciadas
y movibles, la pezuña pequeña, corta y redonda; los
cuernos fuertes, pequeños, iguales y negros: la cola
larga, espesa y fina ■: los ojos negros y vivos ; las orejas
vellosas y movibles. Esto es lo que se conoce por buen
trapío. Generalmente Cada provincia y aun cada casta
tiene un trapío particular, y hay algunos aJinunados
tan inteligentes que rara vez los equivocan.
La necesidad de que es(éíam> el loro que ha de li*
(liarse es bien manifiesta ; pero lo que principalmente
recomiendo que se examíne es la viata. Los que la tie-
iien defectuosa son muy difíciles de torear, lía y toros
que ven mucho de lejos y poco ó nada de cerca , y vice­
versa: otros hay que ven bien de un ojo y nial de olro;
los hay también que ven muy poco, y todos ellos, que
los toreros llaman It u r r í- c ic g a s , son difíciles de torear-
145
Los loros tuertos, aunque muy buenos para ciertas suel­
tos , son muy malos para otras, y por consiguiente tam­
poco deben lidiarse.
Ademas de todas las condiciones dichas es menos(er
examinar escrupulosamente si el toro ha sido c v r t iíio i y
principalmente si t<> tía sido en [daza t pues entonces
aunque reúna los antecedentes requisitos no divertirá,,
antes bien tanto tos espeetíldore# como las toreros esta­
rán descontentos, y estos últimos con tanta mas razón*
pues miran muy próximo el peligro de su vida con tales
loros.
La tauromaquia posee reglas ciertisimas para burlar
la fiereza de los loros, que siendo naturalmente sencillo«
se van con el engaño que el hombre les presenta, ase­
gurando de este modo su vida * y proporcionando una
liennosa di versión, ['ero en Jos toros placeados varían
del todo las circunstancias. La lidia que ya han sufrido
les ha puesto en el caso de distinguir al torero del calió­
le que lleva para su defensa., y despreciando esle> acó*
meten rabiosos á aquel; saben en caita clase de suertes
cuál debe ser la huida del diestro, y conforme lo ven en
disposición de ejecutarlas empiezan á ganar terreno, Je
quitan la salida, y cuando lo ven encerrado y en una
posicíon tal que apenas pueda escapárseles, arrancan á
él, y si por desgracia Jo cogen es muy posible quesea
aquella la última hora de su existencia, listos toros son
el oprobio de la tauromaquia > la muerte de los toreros»
y el fundamento que tienen los·; enemigos de las lidias
para llamarlas barbaras* Debe prohibirse con mucho r i­
gor que se corran, y señalar un castigo correspondiente
al tamaño del delito y de las funestas consecuencias que
puede acarrear á todo el que vendiese para las plazas
toros que ya se hubiesen corrido de antemano. De este
modo las lidias serian inuy divertidas* las leyes tauró­
macas tendrían correspondiente aplicación y seguro re­
146
sultado, y pasarían mtfchos años sin que hubiese !a
menor desgracia, y sin que los enemigos de talos diver­
siones tuviesen el mas mínimo fundamento para vitu ­
perar las.

CAPITU LO I I I .

í) c las q uerencia s .

Antes dé tratür de los toros en particular y del modo


lidiarlos^ me parecí: oportuno decir algo de ¿us que­
rencias, tanto naturales como accidentales, cun ía idea
de hacer ver el popel tan importante que juegan en ki
lid ia, paos no pocas veces darán una Suerte lufcida al
que las conozca y las atienda, y una cogida al que ¡as
ignore ó ¡as desprecie.
Se llama q-uerenciti de un toro aquel sitio de ía plaza
en que le gusta estar con preferencia ¿ oíros, y adonde
'Va á parar reculamente despees de una carrera ó al re-
inatar las suertes:
Los toros tienen en la plaza dos querencias naturales,
qutí son, la puerta del toril y la del corral en que están
antes de la lidia^ Tienen ademas otras querencias que se
llaman accidentales ó casuales, y son las que loman ton
algún sitio de la plaza, bien por baber otro toro muer­
to ? ó un caballo, ó por sentir alii descanso y defensa,
como son las querencia* cun lus tableros; y finalmente,
las que toman por estarla tierra mas movida y ma* ÍVes-
ca, corno sucede en las plazas en que hay fuente ó po­
zos, que aunque están cubiertos en el tiempo de la li­
dia, el fresco del agua pasa al través de la tierra y lo; -
ína utía uueva querencia.
Afinqué como ya liemos dicho suelen eslas dar suer­
te s muy lucidas y seguras, serán siempre mejores aque­
llas en que el toro no haya tomado querencia alguna,
u 7 , .
por la obvia razón de que partirá con la fégularidad que
lo es propia, y no necesitará el diestro liar,er modifica­
ción ó escepcion do alguna regla, lo cual os necesario
siempre que so hace alguna suerte estando ol Loro un su
querencia.
Mor esta i'azon so procurará siempre apartarlos de
ellas para todas, cuidando ademas en lo posible dejarles
Jibre la lumia á estos sitios, pues es muy frecuente a r­
rancar un Loro at matador, por ejemplo, y en el momen­
to do eariiafle la suerLe, sin rematarla y aun casi sin lle­
gar al centró , vaciarse é irse con el viaje á la qu erencia:
aunque esto no sucedo siempre estando el Loro lejos do
ella, se observa alguna vez, y por consiguiente es pre­
ciso combinar que et terreno de afuera sea el que de-
fía tomar en caso do ir en busca do e lla , pues de lo con­
trario se meterá en el del diestro, y probablemente se
lo llevará por delante; ademas, si él piensa evitar oslo
ecitándose á la plaza dando las tablas al toro, como que
osle no es constante que estando' lejos -i¡ja con el viajo
á la querencia . Lomará su terreno natural, se encontra­
rá con id, y precisainenle le dará una cogida.
Todos estos inconvenientes se evitarán combinando
¿orno he dicho los terrenos, pues no es necesario obser­
vando lo dicho cambiarlos F lo cual solo se hará en los
Casos que veremos cuando se hable de cada suerte en
particular.
i/ds querenv.iás que hemos dicho toman los toros con
Ciertos sitios de la plaza por sentir alivio en ellos, que
regularmente son los tableros , aunque son las mas’po­
derosas casi siem pre, 110 obstante se pueden desLiam*
haciendo que confirm e se; acerque el toro á ellas lo pi­
quen, le claven'alguna banderilla' en los cuartos traseros
ó en la barrica t y lo inquieten ince san Lomen te con los
capules, pues de este modo, como el animal so siejUb
;uli irtcóiiVOdoV abandona aquel pailago y Cesa la qttrrMH-
148
cia . K1 r o,curso mas pudoroso para hacer que salga do él
es ponerlo mui banderilla de fuego; pero debe ser el úl*
limo.
l'oda suerte que se haga dejando libre al toro su que-
n 'iic ia , ademas de ser segurísima es muy lucida, y por
consiguiente las que se efectúan sin este requisito serán
«apuestas y desairadas: lo mas frecuente es no poderlas
ejecutar, pues empiezan á ganar terreno y rematan un
el bulto, de modo que el diestro se verá embrocado de
cuadrado sobre corto, y espuesto á la cogida mas funesta*
Ks pues necesario tener mucha atención , y conocer
perfectamente cuáles son las querencia» del toro, para
dejárselas siempre libres y manifiestas, y para propor­
cionarse una mayor seguridad en toda clase de suertes.

CAPITU LO IV .

1>€ tos tres estados que tienen los toros eíi la plaza.

Los toros tienen en la plaza tres estados bien diferen­


tes > y que importa mucho conocer, pues cada uno tienu
suertes peculiares ó que no podrían hacerse en olro es­
tado sin un evidente riesgo , y que hechas en el que íes
corresponde son seguras y lucidas. Estos estados son rl
de levantados > el deparar/os y el de aplomados, liarem os
su correspondiente esplicacion , guardándonos para la
de cada suerte eu particular el marcar las propias de ca­
da uno de ellos i
Se dice que está el toro levantado cuando acaba du
halir, tiene Ja cabeza muy alta , hace por todos los obje-
os » sin fijarse por lo regular en ninguno, y amia cor­
riendo la plaza con gran celeridad. E n este estado tiene
todo el vigor en las piernas T y 110 se le conoce ninguna
especie de querencia; apenas separa en parte alguna,
y generalmente aunque dé cogida 110 se queda con el bul­
149
to , sino (¡ue prosigue su viajo. Este estado no os el qurt
mas tiempo dora , y es d iliril liare He suertes en é l , por­
que ni aun da tiempo para armarse y ponérsele delante;
pero las qoe se llegan A hacer son muy seguras t porque
jamás se revuelve, de manera que con solo tener el dies­
tro pies para contrastar los muchos que tiene el toro le­
vantado; rematará la suerte á su satisfacción, pues aun
los toros de mas intención parten ruando están íít(ih í« -
dos como el mas sen cillo , y es la razó n , porque como
araban de salir del toril , donde estaban muy estrechos
y cerrados, y se hallan luego en libertad, empiezan ú
correr hu se ando campo, y no tienen gran codicia por el
objeto , de manera que arrancan echándose fuera y con
el sentido en la huida.
El segundo estado que tienen los toros en la plaza es
el de parados ¡ y se conoce en que ya no corren conaque-*
lia especie de atolondramiento que Lenian cuando esta­
ban Uvantadiu< t y en que solo hacen por Jos objetos qun
tienen A una distancia proporcionada: ademas en esto
estado es en el que se muestran las propiedades de cada
clase , y es el mas A propósito para casi todos las suer­
tes, pues conservan las piernas suficientes para rema­
tarlas, y carecen de aquel vigor con que salieron en ellas.
En este segundo estado es cuando comienzan los toros A
tomar las querencias casuales que acaban de manifes­
tarse con toda su fuerza en el es la do de aplom ados
Este último estado es el mas peligroso y el que me­
nos divierte· se conoce en que el toro si tomó querencia
en el estado anterior, en este casi no la abandona; ye n
caso de no haberla tomado y no irse A las naturales, so
oh ser va en él mucha parsimonia , lia ce poco por los ob­
jetos que tiene A regular distancia , y nada por los que
están lejo s; le faltan las piernas A veces del Lodo, y evi­
ta las suertes del modo que puGde, ya saliéndose di?
ellas ya tapándose.
ir» o
Etííos Ir?* miados 110 fon igual·'* en todos lo? 'oro*,
t á veces son tan poco manifiestos, que es muy clifi^ij
distinguirlas : pero sin emborno, existen y es importan­
te íu conocimiento, pues nos marran el momento ti«
ejecutar esta ó la otra suerte, atendiendo al estado en
que está el toro y á su ríase par tí rular.
Debo fajubien advertir que muchas veces los toros
conservan todas sus piernas en el estado de p a ra d o * , y
algunas en el do aplomados.

C A PITU LO V.

De las diferentes clases de toros.

Los loros no son tan exactamente iguales que no


pueda hacerse de ellos varias clases J asignándole á cada
una su carácter distintivo, y cuyo conocimiento es in ­
dispensable para la ejecución de las suertes, que como
veremos mas adelante, no todas pueden hacerse con to­
das tas clases de toros.
Los divido pues en boyantes, revoltosos, que te ciñ en t
que íjamtn ie rren o, de sentido y abantos. Vamos á ver eí
carácter par ti n i lar de cada uno de los ramos de la d i­
visión.
Se llaman (oros boyantes, fra n c o s j sencillos ó claros,
aqu ellos que siendo muy bravos con ser va ti la sencillez
propia suya , y por consiguiente puede decirse de ellos
que son los que tienen mas pronunciadas las inclinacio­
nes cotí que la naturaleza marcó su especie. Estos loros
son los mas á propósito para todas las suertes, van siem­
pre por su terreno, siguen perfectamente el engaño, y
las rematan con tanta sencillez y perfección y tan sin
peligro del diestro, que parecen mas bien que una fiera,
un animal doméstico enseñado por él.
Los toros revoltosos, que algunos distinguen de los
rvínsus t viendo en realidad unas» son aquellos que ¡ " f il­
ies en todo á Jos boyantes , solo se; diferencian de filo s en
que tienen mas celo por coger los objetos, y por consi­
guiente se revuelven mucho para buscarlos, sostenién­
dose con fuerza sobre las manos en loda clase de suertes,
y siguiendo con la vista el engaño ó el bullo, que sin sa
ber cómo se les huyó de la cabeza. £>tos toros son lam*
bien muy buenos de torear; como veremos cuando so
Jiable de las su o rle s; siendo las que se hacen con ellos
tanto mas lucidas, cuanto muestran mas bravura y celo
por los objetos que los boyantes , y no dan lugar como
aquellos ¡i perder {le vista que son fieras.
Se llaman toros que se ciñ en aquellos que aunque lo ­
man cumplidanjente el engaño* se acercan mucho al
cuerpo del diestro , y casi Je pisan su terreno,- Es Los Uw
ros deben torearse con algún mas cuidado, principal--
mente en los pases de muleta ; pero sin embargo tienen
sus suertes muy lucidas y seguras.
Los loros que ganan terrena son aquellos que cuando
están en la su orle empiezan á caminar háciíL el diestro,
ya cor! ¿'índole el suyo , ya siguiendo el terreno de a {'mi­
ra. Hslus loros tienen do>s géneros que importa distin­
guir. El primero se ve en aquellos que desde la prim era
suerte empiezan á ganar terreno, y por consiguiente so
conoce que es modo natural suyo de partir. YA segunda
se observa en los que empiezan á ganar terreno después
(je haber hecho varias veces con ellos las suertes : es los
deben torearse con mas cuidado que los otros , pues el
ganar terreno lo baeen con malicia en virtud de Iiabur
sido burlados de antemano; sin embargo, tienen suer^
tes muy seguías; pero cuando se les junta el rematar
eq el bulto son los mas difíciles de torear.
Lo* loros de sentida son aquellos que distinguen al to­
rero del engaño , y por consiguiente desprecian á esíe,
no lo siguen, y rematan siempre eu el bullo; alguna ve/.
toman el encaño, pero es por fuerza , y su jemale en el
cuerpo del torero: aunque es diíicil lidiarlos también
tiene el ai*Le recursos para ellos,
José Delgado (a) Millo en su tauromaquia pone otra
clase de loros de sentido, rom pues la de los que atiende ti
á todo objeto $in contraerse especialmente al que los t ila y
llama, pero que en las suertes son c la ro s ; y aunque respe­
to su dictamen, sin embargo, en esto padeció una equi­
vocación, pues esta propiedad la tienen unos veces los
boyantes, muchos ios revoltosos r algunas los que se tiñen,
pocas los que ganan terreno^ y siempre los a ba n tos , pero
nunca los verdaderos (oros de sentid of siendo ademas
una contradicción visible poner como clase de toros da
sentido , cuyo distinto es la malicia en Jas suertes, unas
reses que según él mismo son claras en ellas.
Se llaman toros abantos aquellos que son medrosos
por naturaleza, y los hay de varias clases: unos lo son
tanto, que con forme ven al torero se salen huyendo, do
modo que no es posible hacer suerte con ellos; otros
hay que arrancan , y antes de entrar en jurisdicción so
vacian con prontitud saliéndose de la suerte , ya por el
terreno de afuera, ya por el de adentro, y h veces por
el que ocupa'el diestro, lo cual es efecto del miedo quo
tienen, pero sin embargo lo pueden arrollar en esto
contraste; otras veces estos loros arrancan con pronlw
Uiíl, y cuantío, llegan á jurisdicción , y en el mismo mo-.
mentó en que ei diestro va á cargarles la suerte, se
quedan cerniendo el engaño has!a que escupen fuera ó
lo toman. Hay oIr a especie <t^ toros abanto a de que al­
gunos hacen clase aparte con el nombre de bravucones*
que son los menos medrosos (le todos e llo s, pero que
parten muy poco, y alguna vez al lomar el engaño re ­
brincan . y otras se quinan en el centro sin formar suer­
te. Xo me parece que estos Loros deban formar una cla­
se aparte : pues no son otra cosa quo una especie de ios
1 r>3
uhaníQ,Sj sin embargo, Joso De libado Jos pone como dis­
tintos.
Esí:ls clases de Loros son las únicas que por sus pro­
piedades particulares merecen mucha atención para co­
nocerlos perfectamente, y ejecutar las suertes con se­
guridad.
Sin embargo, me parece oportuno decir alguna cosa
de los toros btirri-cictjos, de quienes nadie ha hecho men­
ción , mereciendo una atención p articu lar, pues el de­
fecto que tienen en su visla les hace partir con despro­
porción relativamente á los denins, pero con mucha re ­
gularidad atendiendo al estado particular en que olíalos
pone , de suerte que estos toros deben clasificarse según
Ja alteración que tengan en el modo de ver. Haremos
pues tres clases : los de la primera , que son tos que m t
Vincha de cerca y ¡meo ó nada de lejos, tienen la contri*
para torearse de que siendo preciso para que vean al
diestro citarlos siempre sobre corto, y advierten distin­
ta me ti te muy cerca de sí un olíjelo que casi no saben
por donde ha venido , arrancan con mucha codicia y li­
gereza , de modo que si tienen muchas piernas y aquel
no está sobre si, ó bien le faltan estas, es fácil le den
una cogida: sin embargo, en toreándolos con conoci­
miento son los mejores de los O u n i- c ie g o s , pues tienen
la ventaja de no seguir ei bulto en apartándose un poco
aun cuando le estuviesen observando el vía ge , porque
como no ven bien de lejos, les parece grande Ja distancia
y no hacen por él.
Los de la segunda clase ven poco de cerca y mucho do
lejos ; son muy difíciles de torear , porque como no dis­
tinguen bien, arrancan al bullo todo que tienen delante,
y por 1o regular buscan el cuerpo como objeto mayor y
que ven mejor. El peligro que hay en estos toros es el
salirse de la suerte y apartarse de ellos, poique enton­
ces ven claramente al diestro, observan ¿u viaje , ar-
m
ranean í\ úl, y n tienen piernas y lo llevan embrocado
subrti largo, le pueden dar una cogida, pues no hacen ca­
so d^l capote ,? y si del cueppo t que es lo que ven mejor
porque dista m¡js.
Los ile la tercera son los que io n io de cerca como de }c?
jos ven p o c o ; tienen la ventaja que rara vez observan el
viaje y siguen al diestro basta rematar, y si 110 fue­
ra porque son muy pesados en todas las suertes y se
aploman con facilidad, serian los mejores de los b u rri­
ciegos.
Se pudiera hacer jotra cuarta cl^se de es{í>s, toros, en
que se comprendieran los que r en poco de un ojo y bien
deí otro j peio teniendo las mismas ven lajas y nulidades
para la lidia que tienen los tuertos , c turnio se diga de es­
tos es aplicable á los otros.
Conocidas ya las diferentes dase* de toros que pueden
presentarse al diestro, debemos pasar al conocimienlQ
de cada suerte en particular, y al modo de ejecutarlas
con los de que ya se ha dado noticia.

CAPITU LO \ X

De la ,í suertes de capa .

Se llama suerte de capa loda la que se hace para buiw


lar al toro á favor de los capotillos; de esta definición se
sigue, que tan suerte de capa es el c o r r e r un loro como
la navarra^ sin embargo, dube admitirse una diferencia,
y asi llamaremos trastear ó c o r r e r ios to,ros & todas las
suertes que se les hagan con los capotillos para hacerles
mudar de sitios , distraerlos e tc., y swrrfus de Qapa pro­
piamente tales á 1^ verón ica , iy¿ va rra , chatre etc.; tam­
bién se les ft ice íi en las suertes genéricamente capcar *>
*ri<-ar de capa. Cuando el maMdor, (lespues de haber da­
do la estocada, se pone con la muleta á pasar el tovo
155
lina v pinchas veces para cansarlo, cjne ?t? meta iiuis
Ja espada y se eche, se dice también que lo está t ra s ·
leamfo.
Vamos á tratar del modo de ejecutar todas estas suer­
tes cotí lodos los toros, di'imlo reglas seguras para su
buen evito y lucirla ejecución. Empezaremos por el mo­
do de c o r r e r los toro ,<, y des pues hablaremos de las swrr-
fc* de copüy propiamente tales en sus artículos particula­
res. Los recortes y galleos merecen Tina atención particu­
lar , y por tanto serán objeto de otro capítulo.

AHTice LO yiÜJIFJiO.

Del modo de c o r r e r Ion toros.

F 1 eorrrr ios toro * aunque es muy fácil, no es sin em­


bargo tanto que no ten "a sus reglas para ejecutarlo con
per lección y seguridad , pues tle otra suerte iremos es-
pueslos , y el loro será el que nos corra , en vez de no^
so tros correrlo á él.
K 1 que vaya á correr un toro debe advertir las pier­
nas que Liene , si está ó po en querencia , si está distraí­
do , y la clase (Je toro que es.
Si el toro tiene muchas p iern as, procurará tomarlo
largo echándole el capote- bajo, y no parándose nada en
el momento de citarlo, porque si arrancan ron pronti­
tud, como corre mucho, se lo encontrará (‘mima y le
podrá dar una cogida. Para e vilar esto se tendrá cuida­
do de no correrlo en la misma dirección en que el
cuerpo y la cabeza , pues de este modo cuando salga con
el engaito tendrá que dar una vuelta tanto mayor cuan­
to cí a mas opuesta la dirección en que estaba á la que
de ha tomar para seguir el viaje que lleva el diestro: de
este modo se evila el pyimer arranque, que es espuesto
por. ser muy veloz, y se le lleva, mediante la vuelta que
156
tuvo que d a r, una delantera suficiente para 110 temerle
a sus piernas. Si Liene pocas, entonces lo tomará corto
y se partirá al citarlo , pues si lio ce lo contrario f el toro
no sigue a u n objeto que ve no puede alcanzar. Por esta
misma razón en el momento de irlo corriendo irá dete­
niendo la carrera, para guardar una distancia propor­
cionada ; tampoco debe Harneárseles el engaño, porque
es indiferente ir embrocado sobre largo con un Loro que
por sus pocas piernas no ha de hacerse jamás dueño de
uno , y que ademas se le acaban de quitar y se queda
parado en la mitad del camino sin poder verificar la
suerte.
Cuando se va á correr un loro y está en querencia, es
menester tomarlo muy corto, pararse mucho al citar­
lo j y obligarlo demasiado para que salga, fil que no so
sienta con muchas piernas no debe in Leu Lar el co r r e r es­
tos toros cuando ellos las tienen, pues oslando sobro
corto cuando arrancan, se encuentran al instante enci­
ma , y es tí» es Lauto mas espuesto como que el diestro
no está armado para suerle algún a,’Un este caso aconse­
jo que si 110 se puede echar el loro fuera con el capole,
se lo haga un recorte ó se te tire al hocico escapando por
pies , pues no hay otro remedio. Estos mismos recursos
se tendrán presentes para cuando suceda que yendo á
citar al toro para correrlo , y estando este observando al
diestro y su v ia je , sale al encuentro cortándole el ter­
reno, de modo que vienen ¿u n irse y formar un verda­
dero centro de quiebros ó de recortes; esto no deja de
ser frecuente, y las mas veces es preciso dar el recorte.
Si el toro que se va á co r r e r no está en q ueren cia, pe­
ro que la Liene conocida, es menester hacerlo con cu i­
dado, y mucho mas si se va á rematar doude cslá para
dejársela libre, pues de lo contrario como tenga piernas
arrollará al diestro; y es Ja razón, porque con el sentido
en la querencia no hace cliso ni del capole ni de cosa
157
alguna; y si aquel con su cuerpo la lleva tapmla, va em­
bruñado sobre largo , y en el remate , que lo hace muy
violento en estas circunstancias , es muy posible que le
dé una cogida. Todo lo nial se evila dejándole al rema­
ta rla querencia lib re, y entonces va con el viaje á ella.
Cuando se va á eorrrr un Loro, y se ve que no quie­
re salir sin tener querencia, es porque eslá dirim ido
con algún objeLo que le llama la atención , que regular-
mente es algún torero que esLá cerca , y de quien él re­
cela; en este caso es Inútil citarlo, mientras no se qui­
ten ios bultos que le distraen*
Cuando los toros están levantados salen cuanto se r i ­
lan, y es menester entonces hacerlo con todas las pre­
cauciones que quedan dichas para los toros de piernas.
En el estado dti parados es cuando tienen mas fuerza
y mejor aplicación todas las reglas de la tauromaquia, y
por consiguiente me re mi lo á lo dicho para ver el mudo
de co r r e r los toros en este estado.
Para cuando están los toros aplomados baste decir
que rara vez arrancan si no es Lomándolos muy cor tos,
y que sea siempre con todas las precauciones imagina*
l ias , pues si conservan piernas , y no se atiende perfec­
tamente todo lo espuesto a rrib a , darán una cogida con
mucha facilidad.
Los loros boyantes, revoltosas , /05 que se ciiicu y los
(jne ganan terreno > son muy fáciles de corre i , atendien­
do á todo lo dicho.
Los de sentido como tengan piernas son difíciles de
co r r e r : para hacerlo con seguridad es necesario que el
diestro tenga muchos pies, y observe rigorosamente lo
espuesto; en este caso el peligro es ninguno.
Los toros abantos cuando salen son bien fáciles de
c o r r e r y tienen la ven i aja de que rara vez rematan ; sin
embargo, aconsejo que siempre se lome i 1 cumplidamen­
te las guaridas.
158
TÁ que co rra los toros no debe tenor cuidado si no es
t o n los de muchas piornas, pues* ¿le otro modo está se­
gurísimo : el recurso que tiene patíí estos, que es el ra­
póle , es müy grande, porque con él se sale de la Cabe­
za del toro , lo lie va por donde quiere , y lo pone en el
para ge oportuno para hacer suerte.
Los U/ros burri-cie gos de la primera clase, que son
los que veri bien de cerca y mal de le jo s, son muy in ri-
ios de correr, atendiendo lo que ya hemos dicho con res­
pecto á las piernas , á su clase, querencias etc., y Lieneri
ademas la ventaja de que veri mejor él capolé que el
diestro.
Los de la Segúnda también' se co rren con facilidad
observando las reglas que según su diversa clase les coi-
respondan ; pero siempre se tomarán largos, y se les lle­
vará mucha delantera; j es la razón, porque si'se lo ­
man cortos no Yén el capole por lo cerca que lo lienen
tan claro como ¿i bulto; de aquí es'que óorren embro­
cándole , y si tienen piefnas pueden darles úna cogida;
todo lo cual se evita tomándolos largos , pues entonces
ven todo á u riig u a l, y la delantera que lleva el diestro
le asegura desús piernas.
Los de la lefcera clase se correrán- ségitii sus piernas
f según las demás circunstancias , arreglándose á iu es-
pueslo.
Por últim o, es menester le n e í presente para c o r r e r
los toros tuertos, que para citarlos se debe salir p o rc í
lado que ven, y e itc l momento que arrancan mudar el
capote á la mano del lado bueno, quedando el cuerpo'
del lado dél ojo tuerto; de este modo se co rre ri Con m u­
cha seguridad, pues ven muy bien el capole y el cuerpo
no; asi es que jamás puede ir el diestro embrocado;
Los que cóWcn los loros deberán siempre irlos m i­
gando para salirse de la cabeza en los embroques sobré'
la rg o , llamearle* el capole y c u lin a rio du niúuo ú U uu-
159
po, para ciarles los remates fuera ó bien en la* quei'en­
rías ; y para no correr cuando el toro no los siga, lo cual
j Milita mucho miedo : a es tu Наша m* llegar los torosя
y es importantísimo en toda clase de suertes, como iré-
ni os viemlo se^ un vayamos tratando (le ellfís ■

ARTICU LO II.

De la suerte d la verónicaл o sea de frente.

lista suerte se hace cuando está el toro derecho, es­


to es, dividiendo igualmente los terrenos, para lo cual
es preciso qiie esle en la tais mu dirección que la tablas:
á esto se llama estar el toro en suerte, y es necesario
para hacer cualquiera de las de capa con bcguntlad y lu-
luciinienlO;
El terreno del toro es el que le sigue á esle, puesto
en suerte, hasta los medios de la plaza; también se Па­
ша terreno de a fuera i el del diestro es el que hay entre
*;sle puesto en suerte y las tablas. Se halla en suerte el
diestro cuando está frente al loro y preparado para eje­
cutar alguna.
Se llama centro de los t e rr e n o s , y mas propiamente
ilieho Ctfrt/ro de las suertes o centro simplemente, el sitio1
en que habiendo humillado el toro y hecho el quiebro^
el d iestro , se diHdeíü los terrenos tomando cada uno
el suyo.
En toda suerte es necesario situarse en frente del to­
ro, pues de otro modo ninguna es lucida y casi todas es­
puestas : también es regia general cilar los toros según
las piernas; esto es, que si tienen muchas se podrán to­
mar largos, pero si tienen pocas entonces se tomarán
sobre corto; siendo mucho mejor en toda suerte peertr
por lomarlos cortos que largos, como se verá en su lugar.
La prim era suerte de que debemos hablai es la verá-
160
n ic a , o sea de frente, la cual os muy fácil y lucida , y se
hace de este modo: sitúase el diestro en frente del lord
de tal modo, que sus pies eslen mirando lificta las ma*
nos de éste, y á una distancia proporcionada según sus
piernas; lo citará, lo dejará venir por su terreno hasta
que llegue á jurisdicción, y entonces le cargará la suerte,
y cuando tenga el toro fuera y esté en su terreno tirará
los brazos ’para sacar el capole, con lo cual queda la
suerte rematada: se debe procurar que el loro qu<*de
derecho para hacerle la segunda, lo cual se adquiere
con la práctica, pues consiste en el tiempo en que se t¡-
ran los brazos, y en el modo de rematar la anterior. Asi
es como se ejecuta la verónica con los toros boyan! va
pero con los de otras clases es menester variarla en algo,
como veremos ahora.
Los toros revoltosos son muy buenos para esta su e l­
te, la cual se les hará como ya hemos dicho para los ho­
yantes , con la sola diferencia de alzar el capote mucho
en el remate, para darles una salida larga y bástanle
fuera, teniendo ademas cuidado de dar cuatro ó seis
pasos de espalda al rematar la suerte; y es la razón, por­
que como estos toros tienen tanto celo por el engaño, y
se revuelven con facilidad para buscarlo, sí el diestro
no se ha prevenido con las precauciones dichas, se en­
contrará al toro encima antes de lia berso podido armar
para segunda suerte, y lo podrá arrollar; todo lo cual se
evita con lo dicho, y se proporciona una suerte muy se­
gura y lucidísima.
Los loros que se ciñen necesitan algún mas cuidado
que los antecedentes, y se les hará del modo siguiente;
conforme el toro arranque, se empezará á tender y car­
gar la suerte, para que cuando llegue á jurisdicción ocu­
pe ya el terreno de afuera, y el ti i estro con poco quiebro
que haga toma el suyo: es menester tener cuidado con
cslos loros de no tirar los brazo* hasta que huyan humi-
161
liado bien y esien fuera del lodo, pues de este modo el
remate os muy seguro: esto so llama h a r t a r los toros de
capa .
Los toros que <ja7ia n terreno necesitan mucha precau­
ción en esta suerte, pero también la tienen segura, pues
hay muchos recursos para ellos, lo primero que v»
aconsejo hacer es tomarlos lo mas corto que se pueda,
pues de este modo arrancan ni mas ni menos que los 6o-
yantes ^ ó cuando mas с i riéndose , porque tienen el e n c i­
no tan cerca que conforme dan dos pasos entran en j u ­
risdicción , y por consiguiente en haciéndoles el Quiebro
que á los que sí? ciñen, y teniendo desde el principio de
citarlos tendida la suerte, se les da un remate feliz. Sin
embargo, veo que no siempre se podrán tomar tan cor­
tos estos toros, y entonces se observará lo siguienLe:
conforme arranquen se empezará á tenderles y cargar­
les la suerte como hemos dicho para los que se c iñ e n , ha­
ciéndoles ademas bastante quiebro; si el toro no obede­
ce y se cuela, se mejorará el terreno con prontitud, ade­
lantándose ademas á recibirlo en ju risd icció n , con Jo
cual se le obliga á tomar el engaño, y se le dará el mis­
mo remate que á los revoltosos r hartándolos también de
♦apa. Sucede á veces que á pesar de todo, por tener el
loro muchas piernas ó estar las tablas muy cerca, no se
puede hacer nada de lo dicho, porque se encontraría el
diestro encerrado entre las barreras y el toro, y espues­
to á una mny mala cogida; en esle caso lo que debe ha­
cer es dejarlo venir ganando terreno y colándose, y dar
también algunos pasos de espalda con la suerte tendida,
con lo cual se le engaña completamente , pues sigue cor­
tando el terreno á términos, que cuando llega á ju r is ­
dicción ocupa enteramente el de adentro, y cargándole
bien la suerte, y haciendo el quiebro como ya hemos di­
cho, se le da seguro remate echándose el diestro á la
plaza- A esto se llama d a r las tablas a i toro 6 ca m bia r lo$
162
terrenos. Es regla general con estos toros hartarlos clr
capa y darles los remates muy largos, haciéndoles m u­
cho t¡u*iebro en el momento de cargarles la suerte.
Algunas veces estos toros rematan en el bulto, p rin ­
cipalmente cuando son de los que liemos dicho que em­
piezan a ganar terreno despues de varias su orles: en es­
te caso, ademas de las precauciones dichas es necesario
e c h a r mano do los recursos que veremos posee el arte
para los toros de sentido.
Estos toros, cuyo distintivo es.el rematar en el bulto
6 cuerpo del t o r e r o T son los nías difíciles de torear, y
los que han dado mas cogidas; pero como veremos aho­
ra tienen su suerte segura. Para ejecutaría so llamarán
co n las mismas precauciones que los antecedentes, te­
niendo perfectamente cubierto el cuerpo con el epgaiio,
con lo cual se les obliga á que lo tomen, y aun cuan­
do su remate es en el cuerpo, se evita 110 moviendo los
pies hasta que el toro haya humillado y tenga la ca­
beza bien melida en la capa, íle suerte que no pueda
ver el lado de la huida del diestro, el cual en el momen­
to que lo tenga en esla disposición le cargará la suerte,
y sin tirar todavía los brazos, con un quiebro grande de
cuerpo se saldrá del centro dando con ligereza cuatro ó
seis pasos á la espalda para ocupar el terreno que deja
el toro, en cuyo acto tiene que tirar los brazos, y sacar
la capa por alLo en el mismo momento en que el toro Li­
ra la cabezada fuera, con lo cual se remata la suerte con
seguridad. No obstante, sucede muchas veces que estos
toros desde que arrancan vienen ya metidos en el terreno
del diestro buscándoles el cuerpo, y de un modo que no
dan lugar á mejorar el sitio, lo cual nunca se intentará,
siendo preciso cambiar los terrenos por las mismas re ­
glas que dimos para los que lo ganan, y usando ademas
de todas las precauciones que hemos dado a rrib a , con
lo que el remate es seguro. Si á pesar de todo lo espucs-
163
ío el loro, que sucede raras yecos, se revuelve m uchísi­
mo y viene á parar al cuerpo, el recurso que hay seguro
para librarse de esle em broque, siempre peligroso, es
echarle la capa en la cabeza, tapándole los ojos y esca­
pando por pies; aquel objeto que tiene encima le obliga
siempre á detenerse un poco y tirar una cabezada para
librarse (le él, en cuyo tiempo el diestro tomará guarid«;.
I.o que hemos advertido de no tirar los brazos hasta
que el Loro esté lodo molido en la capa, y el diestro fue*
ra del centro del modo dicho, es muy interesante para
librarse de estos toros, y quizás lo único esencial, pues
de esta manera se les reduce á un solo objeto, seles de­
ja hecho dueños de é l, no ven la huida del b u llo , y
cuando se quita el engaño se encuentran sin tener con
quien sa lis facer su cora ge y su intención.
Los toros abantos tienen que torearse con cuidado,
pues á veces parlen con mucha desproporcion, y por
tanto suelen arrollar al diestro. Se deben pues torear
por las reglas que hemos dado para ios que ganan terre­
no, para mejorarlo se vienen por el del diestro, y hacer
el cambio en caso que se cuelen al de adentro,
A los bravucones será menester tenerles siempre l i ­
bre y prevenido el terreno de afuera, porque como sue­
len rebrin car, si el dieslro ocupa el centro está en su
terreno, y podrá su frir una cogida.
Cuando estos toros se queden en el cenlro de las dis­
tancias sin hacer suerte, será muy bueno adelantarse
formando una nueva. Cuando p a rle n , y al llegar al en­
gaño quedan cerniéndose en él, se tendrá el cuidado de
no tirar los brazos ni mover los pies , pues entonces da­
rán una cogida; por consiguiente hasta que humillen y
hagan suerte guardará el diestro su posicio 11.
Es mucho mejor para llam ar estos toros recoger e l
engaño al cuerpo é irse con este descubierto, porque de
este modo tienen menos miedo y arrancan m ejor; al
16/i
lle g ará jurisdicción se abre el engaño y lo tienen que
tomar, logrando asi que parlan con regularidad, pues
os muy frecuente en ellos salirse de la suerte en el mo­
mento que ven al diestro presentándoles el engaño, por­
que se asustan de ver un bulto tan grande,
Los loros b u rri-c ie g os de la primer clase se torearán
según aquella á que pertenezcan con arreglo á lo que
liemos dicho, teniendo mucho cuidado al ponerse en
suerte, porque como debe ser sobre corto para que el
toro vea bien, y suelen arrancar con mucha presteza,
en fio estando eí diestro sobre si, es muy posible la co-
gida.
Los 6 irm -cíi‘(/os de la segunda se torearán también
según las reglas que hemos dado para los de mas , con la
sola diferencia de tomarlos largos, presentarles el enga­
ño muy grande, y llevarlos muy metidos en é l . Estos
toros algunas veces se quedan también cerniendo en el
engaño como los abantos; pero es mas frecuento que se
paren en el centro de las distancias, en cuyo caso, ó
bien se puede adelantar el terreno para obligarlos á que
llagan suerte, ó bien puede el diestro salirse de ella:
cuando se haga esto últim o, es preciso que sea con
mucha precaución, retirándose sin desarmarse, y sin
quitar la vista del toro, pues suelen arrancar cuando el
bulto está lejos, que es cuando lo ven mejor; y si él se
desarmó y no tenia la vista en el toro, le podrán dar
una cogida, lo que lie visto mas de una vez.
La último clase de burri-cieg oa no tiene que torear
mas sino según su condicion, y prevenirles un engaño
grande de color vivo, presentárselo alto, tomarlos muy
cortos, y obligarlos mucho al citarlos, hablándoles, por­
que son en estremo pesados.
Los toros tuertos son malos para las suertes de ca­
pa , pues aunque se les hacen con seguridad, son des­
lucidas, Yo los he visto capear las mas veces teniendo
165
el ojo bueno bacía el terreno de adentro; en esle caso se
revuelven muchísimo, v a l parecer buscan el cuerpo,
pero en realidad no es asi- y el revolverse es efecto de
no ver unís que [jar un lado el engaito, de suerte que al
mismo tiempo di' irlo buscando se van volviendo , por
Id cual es menester luí ce ríes la suerte del modo que lie­
mos dicho para los de sen (ido, y el reñíate corno á los
revoltosos.
Parece increíble lo que los toros tuertos revuelven
en e^ía suerte: yo be visto tener qne dar casi una vuel­
ta entera , llevando el toro metido en el engaño sin po^
dérseío sacar, porque cuan! o se hubieran Lirado los bra­
zos daba una cogida; lo que se hace en este caso es dar
(■{tn rapidez el quiebro natural , y seguir dando ron pa­
sos de espalda una media vuelta también rápida , ba­
jando ai misino tiempo mucho el engaño pora que h u ­
mille bien, en cuyo tiempo, nuciéndose el diestro en su
terreno, tira con prontitud los brazos: con loilo lo cual
el loro sufre un destronque tan grande, que lo hace ho­
cicar y dar un remate tan seguro como lucido.
listos (oros dan cogidas á medudo, dimanadas de ha­
berse querido rematar la f u crie antes de tiempo, pues
eou los que se revuelven lanío como ya hemos dicho,
es preciso d a rla vuelta casi entera para que sufran el
destronque, que es el que nos proporciona seguro rema­
te, Debe también tenerse presente que es necesario po­
nerse en suerte con estes (oros muy separados de las ta­
blas porque si son de tas que se revuelven mucho se en­
contrará el diestro sin tener lugar para !a vuelta.
Muy pocas veces he visto ponerse á citar un toro
tuerto teniendo esle ojo hácia el terreno de afuera, y
jamás vi hacer una suerte á que se Je pudiese dar esle
nombre . sin embargo , yo concebía una manera de ha-
ceria, á mi parecer segura y lucida , y es , presentándo­
se al loro pisándole un poco su terreno , y teniendo el
166
capote de modo que cubra el cuerpo y esté mas ílel lado
de afuera, lo que se consigue teniendo el brazo que mi­
ra á este terreno estendido, y el otro natural; estando
de este modo se cita al toro teniendo bien parados los
p ie s, pues aunque se está en su terreno, como el capote
está todavía mas en é l , se viene echando fuera ; desde
el momento que entre en jurisdicción se le tenderá la
suerte , y con un pequeño quiebro que se baga al car­
gársela, se está enteramente fuera, se tiran los brazos,
y se saca Ifi cap a: ya por alto , ya por b a jo , con muchí­
sima segundad , porque al rematar está el diestro por
el lado del ojo tuerto, y puede quedarse quieto sin pe^
lig ro ; yo no puedo decir mas de esta suerte sino que la
lie ejecutado despues, y que su práctica se acomoda
perfectamente A su teoría,

AILTICI LO III.

¡ ) g la suerte d la n a w n v ·

Esta suerte es despues de la verónica la que se hace


con mas frecuencia, y es mas bonita que aquella , aun­
que no tan susceptible de hacerse coq todos los toros.
Vamos á ver el modo de ejecutarla con los boyantes, y
despues veremos con cuales se puede hacer ademas.
Se situará el diestro como hemos dicho para la veró­
nica, pero teniendo cuidado de que el turo tenga sus
piernas enteras, y poniéndose corto lo citará, y cuando
embista le irá tendiendo la suerte, se la cargará mucho
cuando llegue a jurisdicción, y cuando ya vaya fuera y
bien humillado le arrancará con prontitud la capa por
bajo del hocico, dando al mismo tiempo una media vuel­
ta con ella por dentro , viniendo á quedar otra vez fre li­
to al toro.
Con estos toros es la suerte sumamente segura, y
167
aunque no falla quien (liga que con los demás es muy
peligrosa, sin embargo veremos que se puede hacer con
otros también con seguridad.
Los toros rccoltosos , cuando tienen todas sus pier­
nas, son muy A propósito para hacerles esta suerte en
teniendo la precaución de cargársela mas y despedirlos
mas fuera , peí·[ilando el cuerpo y haciéndoles un buen
quiebro, con lo que el toro va muy humillado y bastante
desviado, para tirar sin riesgo los brazos y sacar la capa
del modo dicho; pero debo advertir que la vuelta > corno
es para dentro, es lanío mas completa cuanto mas se
períiló el cuerpo hacia fu e ra . y por consiguiente que
debe ser muy \ i \ a , para volverse antes que el toro se
reponga , con lo cual se reñíala felizmente*
Si alguna vez sucede que por ser el toro muy ligero,
ó haberse lardado en la vuelta , ü bien pm' haberle dado
poca salida, viene á buscar al diestro, se darán algunos
pasos d¿ espalda con la capa ab ie rta, y se le hará la ve-
rónica, pues en este caso no es prudente repetir la na­
varra.
Con los t o r o s que se ciñ en es también muy fácil es la
suerte , y es tan segura como con los boyantes, ademas
de ser mas lu c id a , porque c o m o se pegan mas los de
que hablam os, pasan mas cerca del cuerpo , es la suerte
mas ceñida en un todo , resultando mas lucimiento del
mayor riesgo que parece liene el diestro (aunque en rea­
lidad no es ninguno), por la mayor aproximación del
toro.
L l modo de ejecutarla es dejarlo venir según las re­
glas que dimos para la verónica hablando de estos, y
cuando ya humillado ocupe el terreno de afuera, se le
arrancará la capa , y se dará la vuelta del modo que be
dicho se hará con lo boyantes, teniendo siempre cu i­
dado de hacérsela cuando tengan piernas.
Con los que ganan terreno y con los de sentido ) x c o n ^
168
ja la prudencia que no se luiga esta suerte: si alguno
quiere ejecutarla, use con mucha precaución délas re*
glas dichas, pues ha de ser muy diestro para que el éxito
sea feliz.
Con los toros abantos se puede hacer con tanta segu­
ridad , como que se tiene la certeza de que no han de
revolverse, único peligro que liay ; por eso , exceptuan­
do los anteriores , son los revoltosos los que merecen
mas cuidado en ella.
Los toros b u r ri-c ie g o s , sean de la clase que se quie­
ra, serán ó no á propósito para la n a v a rr a , según la
clase que por sus propiedades manifiesten.
Los toros tuertos cuando tienen este ojo hacia el
terreno de adentro son sumamente buenos para esta
suerte, la que se les hará del modo que dijimos se Jes
hacia la verónica , quitándoles la capa como hemos visto
ya se hace con los boyantes. Pero cuando lo tienen há^
cia fuera, no se les debe üacer, pues darán una cogida,
ó á buen escapar será una suerte arrollada.

ARTIGILO IV .

Sttcríe de t ije r illa , ó sea á lo lW ; y .

Esta suerte se hace muy pocoj bienes verdad quo


es muy insignificante* E l diestro se situará como pa­
ra las anteriores, con la sola diferencia de tener co­
gido el lado derecho de la capa con la mano izquierda,
y viceversa, de modo que los brazos quedan formando
un aspa ■ en esta disposición se cita ai toro , y se le ha­
rá la suerte por las mismas reglas que di para la veró­
nica, pues la única diferencia que hay entre ellas eslá
en el modo de poner los brazos. Esta suerte es muy fá­
cil y segura con los boyantes, y lo es igualmente con
los abantos.
1Gi)
Se hace también con los revoltosos con mucha segu­
ridad en observando lo siguiente: después de haberles
cargado la suerte, según las reglas que va be dado, si se
ve que el remate no se Ies puede dar bastante fuera co­
mo se necesita para que no se revuelvan y den una cogí-
iia, (¿imanando esta imposibilidad de no poder dar bas-
lanle juego á los brazos, en el momento mismo en que
i i) Ies cargó la suerte, y ya al rematar , con mucha lige­
reza se deshará el aspa ó la tijerilla , con lo que se po­
nen los brazos naturales, y se les puede dar el remate
seguro que hemos visto tienen en la verónica.
Con los toros que se cinen se puede hacer esta suer­
te sin consecuencia alguna, en teniendo cuidado de ten-
dersela en cuanto arranquen y de írsela cargando, ha­
ciéndoles un buen quiebro, y llevándolos engreídos en
el engaño , con todo lo cual se les separa suficientemen­
te para que no puedan pisar el terreno de adentro, y
para que el remate sea seguro.
Los toros que ganan terreno, los que rematan en el
bulto y los tuertos, no son á propósito para esta suerte;
los burri-ciegos lo serán si por su clase corresponden
alguna de las que hemos visto lo son*

AUTICL'LO v.

Suerte al costado.

ha suerte al costado se hace de dos modos, con la ca­


pa por delante, y con la capa por detrás.
Para hacerla del primero se pondrá el diestro en suer­
te de costado al lo ro , y mirando hácia el terreno de
adentro^ tendrá la capa agarrada con la mayor parte
del vuelo en el Jado del toro , cuyo brazo eslará perfec­
tamente estendido , y la mano del olro por delante del
pecho : esta posicion es muy airona, y se debe tener mu-
170
d io cuidado en guardada hasta que el toro llegue á ju~
risdiccion, é igualmente en perfilarse mucho con la ca­
pa, para que no pueda absolutamente ver mas qu& un
objeto sin distinguir el cuerpo; esto no es indiferente,
pues de ello depende el buen éxito de la suerte. Puesto
el diestro de este modo , lo c ila rá , dejándolo venir por
su terreno , y conforme llegue £ jurisdicción le cargará
Ja suerte, dando dos ó tres pasos para ocupar la parte
del terreno de adentro que va el toro dejando, con lo
cual se le presenta de una vez toda la capa, so le hecha
del todo fuera , y se le dá el mismo remate que en la
verónica.
Se puede hacer esta suerte sin peligro alguno con los
boyantes , los revoltosos, los que se ciñen, los burri-cie-
gos que correspondan á alguna de estas clases , y con los
tuertos cuando tengan este ojo hacia el terreno de
adentro.
La suerte al costado con la capa por detrás se hará
situándose de! modo que hemos dicho para Ja anterior,
con la diferencia de que el brazo que en aquella pasó
por delante del pecho, pasa en e¿ta por la espalda,
resultando la capa por detrás. En esta disposición se c i­
ta al toro, y asi que llega á jurisdicción se le carga la
suerte, y para rematarla se alzan ios brazos con pron­
titud al mismo tiempo que se dá una pequeña carrera
para el terreno que el toro deja, con lo cual se le quita
la capa por cima al mismo tiempo que lira la cabezada
fuera del lodo.
Esta suerte es con los boyantes muy fácil y lucida,
y se puede hacer con los revoltosos en teniendo la pre­
caución de dar la carrera mayor, por si acaso se han
repuesto con lijereza, y hacen por el diostro , poder esLe
correrlos á favor d éla delantera que les lle v a , y si es
preciso , soltar el capole > ó hacer la verónica.
No aconsejo que se haga con otros to ro s, pues aun-
17)
que es practicable , es espuesta con las dt'más clases;
pero sí se puede verificar con los burri-ciegos, boyantes
y revoltosos, y con los tuertos cuando estén en la misma
disposición que dijimos para la anterior.

Alt Tita LO Vi-

Suerte de 'frente p o r detrás·

Esta se hace poniéndose el diestro de espalda en la


rectitud del toro, teniendo cogida la capa por detrás lo
mismo que de fren Le, en cuya disposición lo cita , y
luego que le parte y llega á ju risd icc ió n , le cargará la
suerte, se meterá en su terreno, y dará el remate con
una vuelta de espalda, quedando armado para la segun­
da. Esta es invención de José Delgado (a) Ilillo , el cual
asegura haberla ejecutado con fortuna con los toros ho­
yantes, cuando conservan las piernas para poder rema­
tarla bien, y aconseja que en otras circunstancias 110 se
ejecute.
CAPITU LO V II.

De ios recortes u galleos.

Se llama recorta á loda aquella suerte en que el dies­


tro se junta con el toro en un mismo centro, y cuando
humilla le da un quiebro de cuerpo, con el cual lib ra la
cabezada, y sate con diferente viaje.
El galleo se diferencia del r e c o r t e , en que se hace á
favor del capole ó algún otro engaño , mientras que el
recorte se ejecuta con solo el cuerpo: sin embargo, es
muy frecuente llamarlos genéricamente rccortcs.
El recorte propiamente tal se puede hacer con toda
ciase de to ro s, y de diversos modos, según que se salga
172
derecho A él o atravesado; ó bien se le está viendo ve­
nir , y cuando llega A jurisdicción y h um illa, se le dá
el quiebro y queda liocho el recorte. De todos modos es
muy Incido y sumamente seguro con los boyantes ; con
los revoltosos es menester ser muy ligero para ha cor
con seguridad esta suerte, porque se reponen muy
pronto; y aunque el diestro ya se haya enmendado del
quiebro , sin embargo, como no haya sido con suficien­
te anticipación para haberse apartado batíanle del cen­
tro de la su orto , le podrán dar una cogida : de todos
modos es menester no pararse un momento, y salir con
lodos los p ie s , pues ellos casi siempre cuanto se repo-
lien salen Iras el bu lto: en teniendo cuidado de ejocu­
lar lo dicho es el recorte mas lucido el de estos toros.
Los abantos son muy buenos para los recortes, que
también se pueden hacer con los que se ciñen , eu le~
niendo cuidado de salí ríes Jo mas derecho que se pueda,
y de no hace Mes el quiebro, que deberá ser muy gran­
de, sino cuando hayan muy bien humillado; de este
modo el éxito siempre será lavo rabie.
Si alguna vez se intenta dar este recorte A jos toros
que ganan terreno, será necesario tomarles mucha de­
lantera y mucha tie rra , y sal irles formando un medio
círculo , que vendrá á concluirle con rapidez en el cen­
tro de la suerte, donde se hará el quiebro muy veloz, y
se saldrá con todos los pies : es bastante espuesto con
ellos, porque en ijo observando rigorosamente lo dicho,
se meterá el diestro en su cabeza, y A veces, aun ob­
servándolo , sucede que cortan demasiado terreno y 110
dan lugar á que se pase , en cuyo caso no hay mas re ­
medio que escapar por pies.
Esta suerte no debe practicarse con los toros que re­
matan en el bulto, porque es sumamente espuesto; pe­
ro sí con los burri-ciegos de segundo y tercer Orden,
atendiendo A su clase, con los cuales es fácil y segura.
ш
también lo es con los de la p rim e ra , en teniendo cuida­
do de hacérsela cuando vayan levantados , pues a pie
íirme suele ser espuesío, principalmente cuando t ie n e n
piernas, en razón л que arrancan alguna vez con has*
tan te velocidad cuando distinguen bien al diestro por
estar со rea , y si este m> es muy ligero para darles el
quiebro, lo podrán coger; pero haciéndolo con las pre­
cauciones dichas no hay peligro.
Los toros tuertos son los mas á propósito paro los
rccorírs en valiéndoles por el ojo bueno , con lo cual vi
remate es lan seguro , como que la salida es por el ojo
tuerto; pero no se les irá por este j porque como no ven
no pueden hacer por el bullo humillando , y por consi­
guiente no liarán suerte ; lo segundo . porque si sien i en
cerca los pasos del diestro que viene corriendo, y se
vuelven, como que con la velocidad de la carrerra no
es muy fácil detenerse ó mudar de viaje, harán por el,
y si son ligeros le darán una cogida.
Siempre que se vaya á dar un re corle se debe pro­
curar no atrevesarse mucho con el loro , porque enton­
ces es mas fácil que tape la salida ; para cuando suceda
esto, ya sea por descuido ó por las muchas piernas del
toro , el mejor remedio es dar el sallo á tras-cuerno,
pues es mas seguro que salirse de la suerte v cambiar
el viage, y el recorte de quiebro no se puede ya inten­
tar sin un evidente riesgo.
Los galleos son nms susceptibles de hacerse con cual­
quiera clase de toros que los recortes: son mucho mas
fáciles y seguros, y no les ceden en lucimiento. Se pue­
den hacer de infinitos modos, en atención no solo á las
circunstancias en que esté el toro, y al modo de empren­
der la suerte, sino á la clase de engaño, al modo de lle ­
varlo, á la clase de remate que seda etc,: asi es que solo
daré noticia de los mas frecuentes y bonitos, por no ser
molesto, y mucho mas cuando el modo de hacerlos es
1 7 1\
igual en todo, y sigue las mismas reglas que para los r e ­
cortes hemos dado.
Uno de los galleos que se hacen con mas frecuencia es
el que le llaman el bil·. para verificarlo se pone la capa
por encima de los hombros del modo natural, 6 bien, y
hace mas efecto, por la cabeza á la man oía que las mu-
geres llevan los chales; en esta disposición se marcha al
loro observando las reglas que para un recorte , y cuan­
do se está en el centro se abren y agachan los brazos, y
se hace el quiebro en el mismo puesta en que el toro es­
tá humillado: hecho esto se está fuera ya, y entonces se
vuelven los brazos y la capa á su posioion, y queda con­
cluido el galleo.
L a otra especie, que se hace con mucha frecuencia,
es aquel en que cogida la capa del mismo modo que d i“
gímos para la suerte al costado con la capa por detrás, se
va el diestro hacia el toro describiendo una curva^cuyo
íin es el centro de la suerte, la cual se concluirá del mo­
do que hemos visto se rematan todos los galleos y re c o r ­
tes., Este es lucidísim o, y me atrevo á decir que acaso no
hay otro mas seguro.
Se hace también otra especie de galleo con el capote
recogido en la mano del lado que ha de presentarse p ri­
mero al toro, y cuando se llega al centro de los quiebros
se le acerca para que humille, en cuyo acto toma el dies­
tro la salida y cambia el capote á la otra mano haciendo
un quiebro de cintura, con lo cual pasa humillado por
su espalda, y la cabezada la tira fuera; se hace también
con un sombrero y con la montera, y de lodos modos es
muy lucido.
Hay otro galleo sumamente bonito, el cual se debe
hacer siempre que se atrase el diestro algo en el mo­
mento de irse á meter en el centro de la suerte, ó bien
cuando estando quieto se vea venir al toro levantando y
con todas sus piernas con el YÍaje á 01: el modo de lia-
175
cerlo, que es igual en ambos casos, es tirar el capote al
hocico del toro en cuanto llegue á jurisdicción, poro que­
dándose con una de las puntas en la mono, con lo rúa)
humilla con prontitud, en cuyo momento pasará por de*
lante de la cabeza, haciendo el correspondiente quiebro,
á ocupar su terreno, y cuando esté en él tirará con rap i­
dez del capole, con Jo (pie eí t/aíleo se concluye: ludo lo
dicho ha de ser obra de un instan te pura que haga d e fe c ­
to que debe: juies entonces sufre el toro un destronque
que lo hará hocicar A espaldas del diestro, y que no se
verificará sino está la suerte hecha con mucha ligereza,
podiendo ademas peligrar por no haber sufrido el toro
loque debía. Esde {¡allvo, que es el mas conocido por eí
nombre general de recorte, es el que quita mas las pier­
nas á los toros, por el gran destronque que sufren, tanto
mayor cuanto la suerte está mejor hecha*
Todos estos son sumamente bonilos, y se hacen con
mucha frecuencia.; son susceptibles de practicarse con
todas las clases de toros, con los burri-ciegos y con los
tuertos, en teniendo cuidado con estos últimos de lom ar­
los por el ojo bueno, para que el remate sea en el tuerto.

C A.PUTEO V IH .

De los cambio?.

Eos cambios están olvidados casi del todo. La d ificul­


tad que presenta su ejecución retrae ála mayor parte de
los toreros de emprenderla, por lo cual se pasan anos sin
que se vea un cambio, á no ser por casualidad. En este
caso, como la intención del torero no era hacerlo, y co­
mo por la poca frecuencia con que se hacen no está el
diestro acostumbrado a practicarla, ni el espectador á
verla ejecutar, parece mas bien un contraste 6 una suer­
176
te arrollada, y con tañía mas razón por el poco de si·1ju ­
ba razo y limpieza con que los toreros la hacen,
Consiste el cambio en marcar la salida del toro por un
lodo de la suerte, y dársela por el otro, por consiguiente,
solo puede hacerse con la capa, con la muleta ó con otro
cualquier engaño, que asi como estos pueda dirigirse
con facilidad, y se lleve ai loro bien metido en él. El mo­
do de bacer el cambio á un loro hoyante con la rapa es
el siguiente: se pondrá el diestro á citarlo como para la
navarra, esto es, un poco sobre corlo; y luego que lle ­
gue á jurisdicción y humille, se le tiende y carga la suer­
te hacia el terreno de adentro, pero teniendo cuidado de
no dejarlo llegar hasla el centro de ella, sino un poco an-
tes cargársela de nuevo para engreírlo bien en el engaño
y llevarlo al terreno de afuera para darle por Olla salida
natural. Por esta esplicacion se ve que el toro hace una
especie de Z, y que pasa en el centro de la suerte por de­
lante del pecho del diestro: es por consiguiente lucidísi­
mo, aunque sumamente difícil,
Los toros revoltosos son los mas á propósito para los
cambios, porque el mucho celo que tienen por los obje­
tos, y la fuerza con que liemos dicho se sostienen sobre
las manos en todas las suertes para coger el engaño, los
hacen formar la Z con mucha rapidez, y que el conjunto
de la suerte sea brillante y ceñido. Es casi inútil adver­
tir que el remate debe ser el mismo que para tales toros
marcamos en la verónica.
Eos cambios pueden hacerse también íi los toros que se
ciñen, siempre que se tenga mucho cuidado é inteligen­
cia para usar con acierto y oportunidad de todas las re­
glas establecidas, tanto para el modo de hacer los cam ­
bios en general, como para el de torear de capa estas
reses.
No es prudente intentar el cambio con los toros que
ganan terreno, ni con los que rematan en el bulto; aun-
1/7
que muchas veces estos últimos obligan á darlo hasta
cambiando los terrenos por haber despreciado el en ga­
no, y haber ido á rematar sobre el cuerpo: en este caso,
e ld ie slio consumado puede echar mano del cambio con
mucha ventaja, previniéndose antes con algunos pasos
de espaldas. Por consiguiente, esta suerte preciosa y se^
gura con los boyantes, con los revoltosos, y aun con los
que se ciñen, viene á ser con los toros de sentido un re ­
curso luirto mas seguro y precioso que los demas cono­
cidos.
Tampoco debe intentarse el cambio con jos abantos*
porque estos toros no rematan bien suerte alguna cu
que sea necesario ahinco y celo por el en gano, como es
indispensable para los cambios.
Los burri-ciegos serán buenos ó malos para esta
suerte, según la clase á que por sus propiedades porte-*
nezcan. Con los tuertos 110 debe intentarse jamás.

CAPITU LO IX*

l)c la suerte de banderillas.

La suerte de banderillas es una de las mas Incidan


tjue se le hacen á los toros, pero 110 es muy fácil ejecu­
tarla con perfección,
Hay cinco modos de practicarla, cada uno do los cua­
les constituye una especie diferente de las demas, y que
merece tratarse y estudiarse de un modo particular. Por
tanto, se hablará de ellos en sus correspondientes artícu­
los, haciendo ver con quédase de toros, y 011 qué cir^
cuns tan cías se deben ejecutar.

12
178

iRTTCVI.O F M 3IKK 0.

Suerte de banderillas á cuarteo.

Esta, que es sumamente bonita y lucida con las rescs


hoyantes, es también por la misma razón la mas frecuen­
te* Suponiendo que el toro que ha de banderillearse es
do la clase de los sencillos, se hará la suerte del rnodo si*
guíente: puesto el diestro de cara á ól, bien sea á larga
ó corta distancia, y ya 'esl¿ parado ó venga levantado,
lo cita, y luego que baga portel bulto saldrá formando un
medio circulo igual al délos recortes, cuyo remate será
el centro mismo del cu a rteo , en donde cuadrándose con
td toro, le meterá los brazos para clavarle las banderi­
llas, lo cual ejecutado tomará su terreno, y saldrá con
pies, si preciso fuere.
La suerte de que hablamos admite una variación su-
r \mente importante para que dejemos de ocuparnos de
ella, y consiste en el momento de meter los brazos y cla­
var los rehiletes. Hemos dicho arriba que el diestro de­
berá cuadrarse con el toro, y despues meter los brazos
para clavar las banderillas, y este modo de hacer la
suerte , ademas de ser el mas seguro , es lambien el
mas lucido, porque como ya cuadrado está el dies­
tro fuera de cmi)ruque T y puede por consiguiente
aguardar sin riesgo el ochazo, no necesita meterse
con el toro para cogerlo en la humillación y pinchar­
lo , sino que sitúa las banderillas á una distancia pro­
porcionada, para que ruando el turo tire la cabezada
se las clave él mismo, sin tener por su parte que hacer
otra cosa mas que ab rir las manos, con lo cual quedan
puestas, como si de ellas se le hubieran caido al mor r i­
tió del Loro, ttl otro modo de hacer la suerte consiste en
poner lo;; rehiletes antes de cuadrarse, y de que el loro
17 9
tire ('I ¿chazo, esto es, embrocado el diestro, pnra lo cual
necesita meterse mucho con el toro para alcanzarlo en la
hum illación, clavar las banderillas^ y Lomar su terreno,
porque estando embrocado 110 puede esperar el achazo,
como lo hace en el caso anterior. Este modo tiene ade­
mas el riesgo de que en ma rr a n d o al Loro se echa el tore­
ro sobre su cabeza, por loque es necesario meter los hra-
zos sin dejar caer el cuerpo, confiado en los palos, para
que si lo marra no se venga á tender en la cabeza.
líien se conoce por lo dicho que el prim er modo debe
ser preferido, generalmente hablando, por mas seguro
y lucido^ pero sin embargo, en algunos casos que lue^o
marearemos, es un recurso hacer la suerte del últim o.
Tanto en el uno como en el otro las banderillas deben
quedar pueslas lo mas j un Lo posible la una de lao lra, k
lo largo de la linea que corre desde el ce rv i guillo hasta
los últimos rubios, y una en cada lado de ella, para Jo
cual es preciso llevar las manos muy juntas, y los codos
bastante al Los,
Tu toda suerte de banderillas se debe ademas procu­
rar que la salida sea por el Jado que se le haya conocido
mas endeble al to ro , por lo que se hace indispensable
parear igualmente por los dos.
Los toros revoltosos son también muy át propósito
para esta suerte , la que se Ies hará exactamente lo mis­
mo que para los boyantes hemos dicho, sin mas diferen­
cia que la de salir con pies inmediatamente que se cla­
ven las banderillas , porque ellos cuanto se reparan del
destronque vuelven sobre el bul Lo , y si el diestro no se
lia separado lo bastante del centro de la suerte , ó el to­
ro Lie no muchas piernas , podrá sufrir una cogida, lo
que de ningún modo sucederá teniendo presente lo quo
llevamos dicho.
Vna de las grandes precauciones que para los toros
revoltosos deben tomarse es la de no hacer con ellos sa-
1 во
lidas falcas, pues si bien oslo es un do Tocio en si siempre
<lel torero, y por consiguiente malo y esputólo con lo*
dos los toros , también es verdad que con ningunos ío
es tan Lo como con es Los , pnr el mucho celo que Lienen
por los objetos , y la rapidez conque arrancan al dies­
tro , (fue por haher salido mal no tiene mas recurso que
escapar por pies.
Los toros que se ciñen son lambien muy buenos pa­
ra osla suerte, que por su naturaleza debe ser muy ce­
ñido para que salga con brillantez .y no es necesario
con ellos mas que prevenir el diestro alguna tierra mas
que para los anLeriores para no encontrarse, si el Loro
es muy vivo , con la salida Lapada. Pocas veces hay ne­
cesidad con ellos de salir con píes, pnneipalmenLe si la
suerte ha sido bien ejecutada; pero alguna que otra sue­
le ser preciso por haber el toro ido ii rem atar, como si
ganara terreno , sobre el mismo del diesLro, Jo cual su­
pone, como hemos d ic liu , que la suerte no estuvo bien
ejecutada,
Los Loros que ganan terreno 110 ron ya tan á propó­
sito para esLa suerte ¿ pero sin embargo se Ies puede lia-
cer, y eiecUvatnenle se Jes liaue, con toda seguridad.
E l Inconveniente grande que Lienen para la suerte es,
que Juego que el dieslro sale haciendo el cuarteo, y ellos
hacen por é l , le van cortando lan ía mas tierra cuanta
se haya prevenido mas para s í , de modo que cuantío te
une en el centro , aun cuando la salida no esté lapada,
corno-sucede frecuentemente, el loro no suíre destron­
que, porque viene á rematar sobre el mismo terreno
que el torero ; el que ponga ó no las banderillas deberá
salir con lodos los pies. Para ■verificar, pues, la suerte
con ellos, se deberá evitar hacerles el cuarLeo coma ú
los anteriores, á no ser que eslen parados, porque en
este caso 110 tienen lugar de corlar terren o , y sale bien
la suerte ¡ pero si traen YÍaje ? entonces se Jes deberá sa-
181
lír derechos á ía cabe/a , y observando el terreno sobro
que el Loro se inclina a pisar·, con esto, y luego que se
lh'gne muy corea de él, hacer muy rápido el medio c ir­
culo del cuarteo , y buscar la salida por el lado contra-
rio a! que el toro se inclinaba > se consigue que no pue­
da cortar terreno por no tener conocido el \ia je de] dies­
tro ; y como cuando decididamente se lo marca 1c que­
da poca tierra que cortar, podrá cuando mas ser la suer­
te ceñida, pero se concluye bien , y con seguridad.
Lsle modo de hacerles la suerte debe ser preferido*
por ser muy seguro y muy lucido. Siempre que vinien­
do el toro levantado se salga haciendo elcwjWt’ü á la r­
ga distancia , se verá el diestro con la salida lapada. por~
que conoce e l \ i a j e t v tiene mucho tiempo para cortar
todo el terreno que el diestro baya prevenido para sí; y
si alguna vez logra pasar no estará seguro, porque el
terreno que el toro (raia cortado le h«M'á que remate so­
bre el mismo que debe el pisar al h acerla suerte ( quo
no se podrá verificar muchas veces), y como no sufro
destronque alguno» seguirá tras el bulto, y se hará due­
ño de él como no sea inferior en pies ■ por lo que se*
rá muy oportuno quliárselos antes de banderillearlos,
y también porque tanto menos terreno pudran cor­
lar en las suertes, cuanto mas quebradas tengan las
piernas-.
A los boyantes , á los revoltosos, y aun á los que se
ciñen , se les podrá dejar con ellas si (i mí) re que el dies­
tro también las tenga : de Lodos modos nunca se Ies de­
ben quitai· á los primeros , ¡jorque con ellos no hay cla­
se alguna de peligro , y son las suertes mas lucidas.
Los Loros de sentido deben banderillearse con mu­
cho cuidado, porque ademas del que necesita el diestro
para frustrarle su natural remate en el bulto , eu el ac-
U) de la suerle tienen ct inconvenienle de taparse muy
á menudo . ó bien cuando arrancan se quedan de leu Id uí
182
en el ten tro tic las distancias observando el viaje t de
manera que aun cuando no den una cogida porque no
bagan por el bullo , imposibilitan el que se haga la
suerte.
Hl modo mas seguro de verificarla es el (pie liemos
dicho debe preferirse para los loros que ganan terreno,
teniendo cuidado de nieler los brazos fuera, en la hu­
millación , no deteniéndose un instante en apartarse del
centro y salir con todos los p ie s , pónganse ó no las ba n ­
derillas. Alguna vez podrá el diestro verse embrocado
casi por el toro en el momento de- irse á poner fuera y
cuadrarse: este embroque será siempre por el costado
que se te va dando, y nunca muy peligroso en teniendo
agilidad para hacer un quiebro, y sin cuadrarse ni de­
tener la carrera clavarle si es posible, (aun estando den­
tro ) la banderilla del lado del embroque, con lo que el
toro se huirá un poco, y entonces estando ya fuera se
podrá sin peligro clavar el otro palo; pero nunca se in ­
te nlará hacerlo sin ver que el toro se ha huido algo, pues
de lo contrario la cogida es casi inevitable.
Ksta suerte, aunque no es muy lucida en otras c ir­
cunstancias , lo es en estas, y tiene mucho mérito , por­
que este se Unida en buscar seguridad donde no apare­
cen mas que peligros. Para completar, pues, esta segu­
rid ad , encargo muy de veras se le quiten siempre las
piernas á estos toros antes de banderillearlos; con lo
cu a l, y observando lo arriba dicho, desaparecerá el pe­
lig ro , pues se les quita el recurso de ofender: no es po­
sible el quitarles el de defenderse, porque está en su ín­
dole particular; asi os que se taparán alguna vez, y otras
se quedarán como ya hemos visto en los centros, siendo
imposible hacerles la suerte, en cuyo caso el diestro so
podrá valer oportunamente y con seguridad de sus pies,
ó bien del siguiente recurso. Cuando se haya visto que
el toro no quiere h u m illa r, sino que por el contrario
183
siempre se tapa, j que aun en el taso de Hogar al cua­
tro do la suerte, en vez do hacerla empieza á tirar cor­
nadas y derrotes sobro alto , y que repite osto siempre
(lo cual es rarísim o, pues si no es una , otra voz hum i­
lla), entonces lo que se liará . y siempre con buen éxito,
será llevar en la mano del lado del toro > adornas de la
ba n d erilla , el capole lia d o , y en el momento do llegar á
la jurisdicción dol toro y embrocar, so le ochará al hoci­
co, con lo que siempre hum illará, y dará una suerto
muy secura y bastante brillante : debo advertir que po­
drá el diestro si quiere quedarse con la punta del capo­
to en la mano , aunque clave las banderillas , pues no es­
torba para nada, y puede ser útil.
Las banderillas d cuarteo se ponen con mucha facili­
dad á los toros abantos, siempre que ellos no se salgan
de la suerte, como suelo suceder : so deberán dejar lle ­
gar mucho, y 110 hay miedo de poner los palos cuando
se está embrocado , pues apenas sienten el castigo se
echan fu ora: tampoco se ¡os debe quitar las piornas, pues
es las solo da fian con los toros í i oros, y no con los demas.
Lo toros bu rri-c ieg v s si por su clase particular pre­
sentan las inclinaciones de alguna do las es presadas co­
mo ella, se torearán, dejándoles sin piornas, y haciendo
todo lo domas con respecto á lo espuesto. Por lo que res-
pecta á su vista solo tengo que advertir, que los mejo­
res para esta suerte son los de la primera , en haciéndo­
sela siempre cuando vengan levantados, por la razo»
misma que di para el recorto; tienen, como ya he dicho,
Ja ventaja de que rara vez salen tras el diestro cuando
se ha rematado la suerte. Los de la segunda y tercer
clase se tapan con bastante frecuencia , por lo cual no
oslará de mas quitarles algo las piernas , principalm en­
te á Jos de la segunda, en razón á que suelen arrancar
cuando el diestro so sale de la suerte.
Los toros tuertos son muy á propósito pura las han-
m
derillas (lenjr/rfí’o, en ye rulos ti romo páralos recortes,
y observando en lo demas las reglas que para Jos bo­
yantes,
Cuando $e vaya á hacer osla suerte á un toro que
viniendo levantado lleve el viaje á la querencia , se ten­
día cuidado de tomarle lias tan te deíanLera , aunque sea
gayante, pue¿ sino será imposible pasar. Si es de sentid
do, ó que gana terreno, nunca dejará pasar, por mucha
delantera que se torne, para hacer el cuarteo; pera ei
modo de hacérsela seguro y lucido es esperarlo en la
querencia, y cuando esté cerca de salirle al encuentro,
tamiá adule el cuarteo de modo que la vea per lee lamen le
Ubre en el remate, y lq dará tan regular cquiolos bo-.
yantes.

ARTICU LO IL

Suerte de las banderillas á m e d ia m e lla .

Las banderillas d media vuelta son aquellas que sepo?


nen al toro yéndose el diestro por (letras t y citándolo
para que se vuelva, y al momento de hacerlo se cuadra
con éh y le mete los brazos.
Se hace esta suerte de dos modos ; ó bien es laudo el
loro parado , y citándolo, sea sobre corto ó sobre largo,
ó finalmente cuando va levantado. Suponiendo boyan le
á la res* veamos oómo se practica.
Situado el diestro detras del toro., á corta distancia
de 01 , lo citará para que se vuelva: y cuando lo haga,
que será humillando por lo cerra que lo ve, se irá por
el mismo lado une se ha vuelto para cuadrarse con él, y
meterle los bivzos, saliendo siempre con pies, Esta suer­
te es bastante fácil y segura, pero siempre se debe tener
mucho cuidado para no irse al toro has!a que se vea el
lado por donde se vuelve f porque si el diestro traía de
185
\e rilicarla por un lado , y se vuelve el loro con pronti­
tud por el otro, se encontrará embrocado de cara sobre
corlo, y muy á pique <je llevar una cogida.
De Lie también procurarse que el Loro se vuelva por
e) terreno de afuera, porque entonces el do adentróse-*
rá la buida del diestro , siendo asi la suerte lanto mejor
cuanto es mas n a tu ra l, pues loman ruando se remata
m i s terrenos propios: ademas que si el toro se revuelve

y sigile al diesLro, y este loma el terreno de afu era, le


podrá dar una cogida, que nunca se verificará Lomando
el de adentro, pues liene en él la defensa de las barreras.
Fsla .suerte se liará de lodos modos á luda clase do
toros, pero será muy oportuno para verificarla con toda
seguridad quitarles las piernas, principalmente si son
revolLosos, (pie ganan terreno, ó que rematan en el bul­
to, A Jos burri-ciegos se les hará del mismo modo¿ y pa­
ra los tuerlus no tengo que advertir mas sino que se ci^
Ion á volver por el ojoljueno, pues de lo contrario es
evidente que no podrán hacer suerte,
Para verificar esta del segundo modo, esto es, sa­
liendo largo por delras, solo Lengo que añadir, que al
llegar á cierta distancia del Loro se le hable para que se
vuelva , y que siempre será bueno salí ríe echándose un
poco al lado por donde queremos hacer la suerte, para
que notando al bulto por él, se vuelva hácia aquella
par Lo.
Los Loros de sentido, que á veces es imposible ban­
derillearlos de oíros modos por su refinada malicia , su­
cumben á estos - pero siempre se les quitarán las pier­
nas antes, si se quiere torearlos con seguridad*
K l tercer modo tío poner las banderillas d media vuel­
ta, que es cuando está el toro levantado, es el mas airo­
so y menos espuesto. Para banderillear de esta manera
irá el diestro corriendo delras del Loro liasla que logre
ponerse á una distancia regular, desde la que le habla-
186
rá , siguiéndolo siempre en su viajo, y jándole buscan­
do el costado para que le vea; cuando se vuelva se cua­
dra con él del modo dicho, y le pone las banderillas, l*or
lo regular no es necesario salir con pies, porque el toro
no hace por el bulto; antes bien como que va levanta­
do se echa fuera, y si el diestro no se mete bien con él
le frustra la suerte* Esle modo de poner las banderillas á
m edia vuelta debe ser preferido, principalmente con las
roses claras, siendo ei momento mas oportuno para
efectuarlo aquel en que el toro acaba de re cib ir un par
de b a n d e r ill a s , y va tirando cabezadas y dando brincos
para desprenderse de aquello que Lanío le mortifica,
pues entonces no tiene suficiente codicia por el bulto,
y si por naturaleza es malo, el afau que lleva pur lib rar­
se de Ja incomodidad que padece, y el hallaría doblada
en cuanto acometió á aquel, lo hace h uir de donde no
encuentra mas que castigo, y dar el remate muy sen­
cillo.

A IU T C IT O U l .

De las banderillas á topa carn ero,

Esta suerte de banderillas, que unos llaman de pecho,


otros á pie firm e , y otros á topa ca rn e ro { nombre que lo
conviene m ejor), es acaso la mas d ifícil de ejecutor, pe­
ro también aventaja en lucimiento á cuantas van espli-
catlas.
E l modo de hacerla es situarse el diestro á larga dis­
tancia del toro y de cara á él; ya venga levantado, ya
citándolo, lo obliga á que le parta , con lo cual es igual
el lodo de la suerte ■ estando en esta disposición , tendrá
parados los pies basta que el Loro llegue A jurisdicción
y humille , en cuyo momento con gran ligereza hará un
quiebro, con ei que su saldrá tiel embroque, y cuaüráu*
1<S7
dose con él lo meterá lo s‘brazos estando ya fuera de su
jurisdicción, cotí lo que el remate os seguro. No hay ne­
cesidad do salir con píes siendo boyante til loro, y solo
aconsejo que se Ies baga cuando olios los tengan.
Con ios revoltosos solo la practicarán los que tengan
¡tiernas, pues en osla suerte- mas que en otra alguna se
reponen y salen tras el Imito. Sin embargo, en teniendo
esto requisito no lia y nada que temor.
No me parece prudente ejecutarla con los que se c i-
Fien, ganan terreno, y rematan en el bulLo, no solo por
lo difícil que es reliarse fuera ron limpieza con esta d a ­
se de loros, sino también porque se repondrán al 1110-
tno¡¡lo t en razón del poco destronque, que sufren por lo
que se nielen en el terreno del diestro; y sí este no es
muy ligero para salir con pies lo podrán dar una cogida.
Asi es que yo recomiendo esta suerte esclusiv a men­
te para los boyantes, con los rúalos tiene un lucimiento
es Ira ordinario, pues hace un efecto muy hernioso ver al
diestro esperando al toro que va volando hácia él, y ca­
si sin moverse ponerle las b a n d e r ill a s , y quedarse des-
pues inm óvil, viendo huir de si á la misma fiera que un
momento antes venía con ansia á destrozarlo. Tal es la
brillantez que tiene la suerte con estas reses, y qtie de­
saparece con las demas por la necesidad que hay de sa­
lir con pies.
No obstante, se podrá hacer ron los abantos y con
los tuertos con la misma facilidad y lucim iento, en te­
niendo cuidado con ios últimos de cuadrarse por el ojo
tuerto para que no vean el bulto al remate, se revuel­
van, y obliguen al diestro á salir con todas las piernas.
A los burri-ciegos se les hará ó no, según que su cla­
se lo permita ó lo vede; pero para los de la segunda es
menester tener presente que muchas veces se paran á
corta distancia del diestro, porque ya 110 lo ven b ie n : en
este caso se les volverá á citar, y se les hablará para qut?.
188
conozcan que el bulto está cerca, y sigon haciendo por
el « y (mi caso que, á pesar (le todo, se queden parado?,
ge adelantará el di estro , y Ies lmrá la suerte á cu ¿irte o,
pues el salirse de la que se intentó hacer, ademas de tío
ser muy lucillo, Meno el inconveniente de que vuelven
á verlo claro en cuanto se aleja y arrancan á él. Por con­
siguiente, siempre será muy oportuno hacerles esta
suerte tan airosa como segura, en vez de salirse de la
otra con incomodidad, sin lucimiento, y tal vez con
riesgo.
Esta suerte se hará siempre á los toros cuando ven­
gan levantados, y será muy brillante; también será
muy fácil y segura cuando vengan con el viaje á la que­
rencia, pues arrancan muy bien al bulto que ven, les
estorba seguirá ella, y como cuando llegan á lira r la
cabezada para recogerlo no solo se les quita de delante,
sino que sienten castigo, y ven la querencia muy niani-
fies'a, apresuran el viaje sin hacer por nada, pues su
único afán es llegar á ella.

A IV r iC r r .0 IV .

,
Suerte de banderillas al nesgo, ó á la carrera o á tras-
cuerno,

Tsta clase de banderillas que yo llamo á i^ueta pies,


porque se ponen estando el toro parado, y yéndose el
diestro sobre él con todos los píes, se ejecuta solo con
loros que ya están sin piernas y casi aplomados , y cuan­
do se les nota querencia con las tablas ó con el sitio don­
de están, de otro modo jamás se hará, pues probable­
mente darán una cogida.
Para ejecutarla se pone el diestro detras, y al lado
del Loro, á la distancia que consultando á sus pies le pa­
rezca proporcionada > y sin que lo vea se irá derecho á
189
su cabeza, y cuando llegue lo meterá los brazos para
d iñ a rlo los palos, y salirse con todos los pies. No se
embroca en el auto de ponerle fas banderillas, pero cu
deteniéndose un piteo, y que se vuelva el Loto, luí y un
embroque de cuadrado sobre corto, donde no hay recur­
so alalino. Asi es que para prací i car esta suerte con se­
guridad es indispensable que el toro no Len^a piernas,
que esté aplomado en sllio propio, y que se sa lp icó n
todos los pies, sin detenerse un instante en el puesto en
que se pongan las banderillas.
Esta suerte es diferente en todo de las dem ás: si en
las anteriores hemos visto que es indispensable que el
loro arranque , humille , entre en jurisdicción y tire el
achazo: que el diestro pare ios pies un momento siquie­
ra , que embroque , que haga un quiebro ele-, en esta
solo es necesario que el toro permanezca inmoble, y que
el diestro en h> mas viólenlo de la caí'reía clave las han-
dentina f sin hacer mas diligencia que si se las fuera á
poner á uno pared.
Si en el momento de ir corriendo hacia el Loro se ob­
serva que se vuelve al tanto, se cambiará el viaje para
salirse de la suerte, úse liará la media vuelta, que es
mas seguro.
La suerte de que hablamos se puede ejecutar con
toda clase de loros siempre que estén en el caso que he­
mos diclio , y será muy buena con los tuertos.

ARTICU LO V .

Suerte de banderillas al recorte.

Este modo de banderilleares el mas lucido > mas bo­


nito , mas d ifíc il, mas espucslo , menos frecuente y que
se puede decir que es el íioh plus ultra de poner ban­
derillas*
190
Su ejecución consist« en irst; al loro para hacerlo un
recorte , y en el momento ti el quiebro meter los brazos
para ponerle las banderilla» „ pues entonces está humi-
liado. Pero es mentíster saber que ei cuerpo se maneja
en un lo tío como en un recorte ; y por tcinto, que en el
momento tie meter los brazos, que es el de la h um illa­
ción del loro y del quiebro del diestro, está aquel casi
embrocando á este por el bulo , y cuantío lira la cabeza­
da está ya fuera á beneficio del quiebro; pero ha de te­
ner aun molidos los brazos, pues hasta este momento
no ha podido clavar las b a n d e r ill a s , lo cual lo hace el
toro mismo con ei achazo , pues el diestro por su postu­
ra \io Ien la no puede meterse con é l , ni agacharse has-
la cogerlo en la hum illación; y de esto naco toda la difi­
cultad de la suerte, pues hay que esperar el achazo vn
el centro, y librarlo con el quiebro, sin ponerse fuera,
porque ba de tener metidos los brazos basta que et toro
se clave los palos. Pero de esta dificultad resulta el lu ­
cimiento, pues está el diestro haciendo el quiebro de
espaldas al Loro, cuando esta este humillando para re­
cogerlo , y tiene vueita la cara hacia é l , y pues los los
brazos el del lado del toro con el codo muy arriba y atras,
y la mano igualmente a tra s, y el (jiro pasando por de­
lante del pecho, y yendo á buscar la otra mano, con lo
cual quedan las banderillas hacia atras y hacia aboj o so­
bre el m orrillo del toro , la cual postura es lan airosa,
que casi todos los que pintan las suertes de banderillas
la eligen.
Yo aconsejo que no intente jamás hacer esta el que
no sea muy diestro en el recorte , y que siempre se sal­
ga al hacer el quiebro del centro lo bastante para que
no pueda alcanzarle el achazo, aunque no ponga las
banderillas f pues vale mas quedarse con ellas en la ma­
no que llevar una cogida; igualmente aconsejo que soto
se le haga á las reses boyantes, y que sea cuando vayan
1Í)1
leva 11(¡id.is , pues Je este modo no liay peligro; sin em­
barco , puede hacerse con Jos abantos t y es muy buena
ron los tno ríos. Para entenderla mejor rem itiré al lec­
tor al capítulo en que hablo de los recortes, igualmen­
te fjue A lodo lo dicho en este acerra de las banderilla*!
todos los cuales conocimientos son absolutamente necc*
sarios para comprender esta suerte.

CA PITU LO X .

Del modo de p a rch ca r.

El poner parches á los toros es también una do las


suertes mas bonitas que se les puede hacer , y no com­
prendo Ja razón de haberla abandonado casi del todo.
Asi es, que me parece oportuno decir alguna cosa acer­
ca de e lla , aunque no será con la es tensión que lo he
hecho de otras, y que esta también merece ; pero como
no es frecuente el ejecutarla , basta con que para su in ­
teligencia y práctica demos los primeros elementos.
Los parches que se le ponen á los loros son de lienzo
ó papel, con una de sus caras untadas de trementina ó
alguna otra materia análoga , para que queden pegados.
Regularmente son de colores , para que hagan mas bo­
nito efecto, y A veces tienen cimas y otros adornos. E l
parche para ponerlo se lleva es tendido sobre la mano,
quedando hacia fuera Ja cara en que tiene la tremen­
tina.
Se puede p a rch e a r A cuarteo t á media vu e lta , al ses­
go y al recorte : muchas veces para hacer esta suerte se
lleva en una mano el capole y en otra el p a r c h e , para
tener mas seguridad, y un recurso en caso necesario:
aunque se puede parear también con los parches es bas­
tante difícil y arriesgado, por lo que regularmente solo
se pone uno.
192
Yo aconsejo que no se parchee tiíí cualquiera de lo.*}
cuatro modos dichos mas que á los toros boyantes , á los
abantos y tuertos que por sus propiedades se acerquen
á dichas clases. En esta .suposición paso á csplícar la
suerte de los modos indicados!
Para parch ca r d cuarteo es necesario observar lodas
las reglas que para las banderín»5 de esta clase he da-*
do , pero teniendo presente que el parvhe jamás se pon­
drá sino cuadrado con el toro, en cuya disposición se les
pegará en la frente, metiendo el brazo por cima del tes­
tuz y por medio de los cuernos. Debe saberse que para
parch ea r de este modo se llevará el parche en la mano
del lado del loro , que es siempre el mismo que el de la
buida , de manera que si el remate de la suerte ba de
ser por el lado derecho, se llevará el parche en la mano
derecha , que es la que después queda mas inmediata á
la cabeza* Es regla general en toda suerte de parches
salir con piernas, porque los toros no sienten en ella
castigo, y en no sufriendo un perfecto destronque coge-*
rán al diestro si tardó en sa lir, por lo cual será bueno
quitarles también las piernas.
E l modo de parear á cuarteo es ig u a l, hasta cuadrar­
se al antecedente, pero despues es mucho mas diJii'il,
pues ei parche que antes hemos visto se pegaba en la
frente, se pega ahora en el hocico, ó por decir mejor
sobre la n a riz , y el otro parche se pondrá en la frente
como ya hemos dicho. E l brazo que ahora pone el par­
che del hocico es el que antes puso el de la fren le, y pasa
por debajo del cuerno derecho ( í ) para buscar la raíz
de la nariz y el brazo izquierdo pasa por cima del íesluz
para poner el otro parche sobre la frente. La necesidad
que hay de que el diestro haga la suerte con mucha v i­
veza se deduce con claridad de lo mucho que le puede.

(1) S u p o n i e n d o que es el bulo de la-h u id a «


193
perjudicar permanecer en esta postura, pues está ha*
hiendo un quiebro muy grande, y es necesario reponer-
se de él con mucha presteza y salir con pies , pin* la ob­
via razón de que ¿d el toro se enmienda y se vuelvo ron
anticipación , llevará inmediatamente una cogida , que
será muy peligrosa por no tener recurso alguno tle en­
gaño , ni de banderillas, ni de otra especie.
También se parea á cuarteo de oíros modos, como
es poniéndole los dos parches en Ja frente, para lo en al
es necesario que los dos brazos pasen por cima del tes­
tuz , el cual modo es inuv bonito , y nías fácil que el an­
tecedente: otras veces se pone un parche en la frente d e l
modo que dije se ponía uno solo, y el otro en el morri«
lio ú en и Ira parle, pues ios parches se pueden poner 011
todos sitios, como se tenga cuidado de guardar simetría
en su situación, ann en tos colores. Ло obstante, las
suertes mas lucidas de ellos son en la cabeza y en la
cara.
Para parchertr á ¡a media v u e lta . al яехдо y (ti recorfv,
se observarán exaeÜsimamenle las reglas que para las
banderillas de estas clases hemos dado, y se pareará ó
no , según sea el toro y la suerte que se elija , advirtien­
do que en todas se puede parear con segiiridád en te*
niendo el diestro de su partí! todos los requisitos nece­
sarios. No obstante , será temeridad emprender esta
snerLe con aquellos loros cuyas propiedades los llevare
á las clases que merecen cuidado, no porque observan­
do rigorosamente lo espuesto pueda el diestro llevar una
cogida , sino porque siendo poco frecuente hallar tore­
ros que reúnan al conocimiento preciso de las reglas, la
perfección en ejecutar las suertes, en virtud de la exac­
ta y oporUina aplicación de aquellas, fie ahí es que cum­
pliría con mi deber sino hiciese esía advertencia. Por
tanto, debo prevenir que ahora y siempre que en el dis­
curro de esta obra se vea otra advertencia semejantG,
13
194
se entienda como una precaución , r no mas , para que
los toreros visoños y poco diestros no vayan cernios por
su amor propio y guiados por mis preceptos á empren­
der unas suertes de cuya ejecución quizás serán victi­
mas , pues para que sea feliz se necesita reunir en muy
alto grado las propiedades indispensables á todo torero.
Cuando están los toros levantados son muy buenas
las suertes á cuarteo , d pecho y al recorte. EL es la do de
parados es el mas á a propósito para la inedia vuelta. V
p o r último, en el de aplomados es cuantío únicamente
se les liará la suerte al sesgo. Sin embargo, se podrán
también hacer las primeras en Lodos estados, en tenien­
do cuidado de arreglarlas á las circunstancias. Pero la
última (al sesgoj 110 se Liará de ninguna manera en otro
estado que el que se ha dictio, pues se correría un gran­
de riesgo.

C A P 11T L O X I.

De la suerte de m u erte .

L a s m rte de muerte es la mas lucida que se ejecuta


es también la mas difícil. y por consiguiente merece tra­
tarse con mucha de tención. Se puedo decir que liem* dos
partes, que son: lo¿ pases de muleta t y la e H n m t!a t v asi
las espliüürernos separadamente.

P R IM E R A PARTE.

De loA panes de muleta.

Para pasar al toro con ia muleta se situará el diestro


romo para la suerte de capa T esto es, en la rectitud de
é l, y teniendo aquella en la mano izquierda y hacia el
terreno de afuera: en esta situación lo cila rá, guardan­
do la pro porcion de las distancias con arreglo á las pier­
nas que Jo advierta, lo dejará que llegue á jurisdicción
y que torne el engaño, en cuyo momento Je cargará Ja
suerte y le dará el remate por alio ó por bajo, del mis­
mo modo que ron la rapa, advirtiendo que si os el loro
boyante se puedo tener la muleta enteramente cuadra­
da, y siempre Ja tomará cumplidamente , pues como ya
hemos dicho , estos toros , aunque muy bravos, constan­
temente van por su Lerreno , y oslando en él la muleta
tanto mas cuanto se baya cuadrado, Ja loman y rema­
tan muy á placer, y tanto que ni aun precisan al d i ti s tro
á mudar do terreno, pues solo es necesario perfilarse al
cargarles la suelte .y al rematarla dar otro cuarto de
vuelta , coa lo que se cúmplela Ja media necesaria para
Volverá quedar de cara á él, A este modo do jugar Ja
muleta se llanta pane- r e g v í a r , para distinguirlo del de
pecho, que es aquel que es preciso dar en seguida del
pase r e g u la r cuando el loro se presenta en suerLe y el
diestro no juzga oportuno armarse á Ja muerte. Digo
que es preciso dar entonces el pase de pecho > porque el
salirse de Ja suerte y buscar otra vez proporcion para el
pane r<‘íju lar es deslucido, pues da idea ó de miedo ó de
poca des l re/.a , y el cambiar la muleta á la mano de ía
espada, para que estando en el Lerreno de afuera se le
pueda dar el puav re (ja la r, aun cuando no es mal visto
no es tan airoso: por tanto aconsejo que siempre que
des pues del pase regular quede el Loro en suerte para el
de pecho, se le haga, pues es muy bonito y mas seguro
que el r e g u la r , como veremos se deduce del modo de
practicarlo, que es asi; puesto el toro en suerte, y te­
niendo el torero el brazo de la ni ule la hacia el terreno
de adentro, se le hace indispensable para pasarlo sin
hacer un cambio periilarse hüeia el do afuera, y adelan­
tar hacia este mismo Lerreno el brazo de la muleta , con
lo cual queda esta delante y un poco afuera del cuerpo,
19G
y en la rectitud del loro, en la nía! disposición se le ci-
tn, so doja venir por su terreno sin mover los pies, y
despuos que haya IIt?gi;ado á jurisdicción y lomado ol
engaño* se le liará un quiebro y se le cardará bien la
suerte* para que pase bastante humillado por el Ierro-
no del diestro , que cuando el tenga bion engendrada la
cabezada y vaya fuera del ccn lro , rematará la suerle
con algunos pasos de espaldas; de modo que al sacar la
muleta estará en Lorain en Le fuera dol siLio del achazo.
Es Le -pase os muy seguro y muy lucido, y aunque algu­
nos crocín que por no poderse jugar la muleta en 01 con
el desembarazo que en ol regular tiene monos seguri­
dad , padecen en esto una equivocación: soa de la clase
que quiera ol toro con que se haga osla suerte, como
que no so aparlan en ella oí en gano y el cuerpo, se le re­
duce á un solo objeto, eviLando asi la colada, que es
muy posible en oí ptrac rrr¡uU(}\ y el lucimiento del de pa­
cho es mayor en ale no ion á lo unidos que están el dies­
tro y el toro.
Los dos jJí/srs do 111niela que hemos esplicado se pue­
den haeer con mucha facilidad , seguridad y lucimienlo,
á los toros revoltosos, sin lo ñor nías cuidado que al re­
matar la suerte alzar mucho el engaño para que rema­
ten bas tanto Inora y den Jugar á pro [»ararse á la segun­
da* También se tendrá cuidado de dar al remate de las
suettes algunos pasos do espalda por la misma razón
que lie dicho se alce ol en gano.
.No hay peligro ninguno en dejarles (odas las piernas
á estos Loros y á los boyantes, aillos bien siempre se
procurará conservarlas para que .sean mas lucidas las
suertes.
Los Loros que se cinon se cuelan con mucha froeuon-
cía en ol pase r e y u la r do m u id a , lo cual se debeevilar
cuidadosamente por lo que tiene de peligroso, y que á
buen escapar se hace la suerte arrollada. Para pasarlos
107
crni seguridad y lucimiento se situará el diestro romo
ya lie dicho anteriorm ente, ron ía sola diferencia de no
tener la muleta cuadrada, si no en dirección oblicua, de
modo que la cara de ella que en la primera posieion era
anterior, en esta, aunque mira también hácia adelante,
está inclinada baria el terreno de adentro, y por conse­
cuencia la que antes fue únicamente posterior, aunque
ahora lo es, sin embargo corresponde al terreno de
¡ifuera: piresia asi la muleta, se debe adelantar el cuer­
po, perfilando este un poco hacia el lerreno de adentro,
la cual postura es mucho m asairosa que la de tenerla
cuadrada. En es la disposición se cita al toro, y luego que
arranca y llega á jurisdicción se le liemie ía suerte co­
mo dije se hacia cou l¡i capa, y si á pesar de lodo se ve
que va á pisar en el terreno del dieslro, se adelanta el
engaño , se hace un quiebro , se carga la suerte, y se pa­
sa á ocupar et centro que él va dejando, con lo m al si?,
concluye con la mayor seguridad , y daudo un par de pa^
sos se queda preparado para el puse de pecho, (jue es se­
gurísimo con estos loros no menos que con los anteriores,
no siendo tampoco peligroso dejarles lodas las piernas.
Paca poder pasar con seguridad los loros que ganan
(rrreuo, se hace indispensable quitarles lodas las p ie r­
nas, [jara que pueda (’l dieslro írseles sobre corlo, don­
de apenas tengan tierra que ganar, y cuanto dan dos pa­
sos llegan á jurisdicción. A tiernas, será muy oportuno
el poner la m uida oblicua como ya he dicho para los
que se ciñen, por estar en muy buena proporción [jara
hacer la mejora del lerreno, lo cual se efectuará feliz­
mente siempre que ademas de toda lo espuesto se tenga
la precaución de adelantarse un poco para recibirlos en
jurisdicción* empararlos en el engaño, y re m atarla
suerte igual en un lodo que á los que so ciñen. Cuando
el toro que gana terreno tiene piernas, se hace indis­
pensable que el diestro se preparo mucha tie rra ; y que
19R
lo cile sobre largo para poder verificar la rntsj^n-íi rieJ $U
tío T lo cual se hará con mucím rapidez adelantándose lo
suficiente para hacer que el toro tome el engaño sin de­
tenerse y sin ganar terreno, y teniendo mucho cui^
dado al reinatai* la suerle, pues es muy frecuente ver­
los volverse con la prontitud que un royolLoso , por
lo cual sin apartarse mucho ti el ceiüro se quedará aiv
mado para ol pase de pecho ¿ que haciéndolo en se­
ntir ida ti re g u la r y sobre (‘orto, es bastante seguro, lio
advertido que para el pase de. pecho se «¡jarte el diestro,
poco del centro, con el fin de hacerlo sobre corto, por­
que si el Loro se vuelve pronto y lo ve tan ce rey*, hará
por él con mucha presteza sin g£\n£iríe terreno por lo in ­
mediato que está, y le dará una suerte lan lucida como
un hoyante; y esto no pudiera veiilicarse poniéndose
sobre largo ■ pues el Loro se repondría can tiempo y ar*
ranearía con su natural ligereza ganando terreno, y pon*
dría al diestro en bastantes criticas circunstancias* pues
mediante la disposición en que quedó de la suerte ante­
rio r, tiene poco terreno para hacer la mejora del sitio* y
está muy espuesto á ser arrollado junio á las tablas. Si
viendo que el toro se le cuela hace el cambio, como su
remate natural es el terreno de afuera, puede embro­
carlo por la espalda al concluir la suerte* lo que sucede-,
rá siempre en virtud de las piernas del toro, y íinalmeiw
te, si cambia la muleta á la mano de ia espada para dar­
le el pase re g u la r por la derecha, tiene la misma contra
del pase de pecho sobre largo , esto es* que siendo segun^
da suerle puede quedar poco terreno para hacer la me­
jora. Por últim o, sea regla general en estos toros que
despues del pase re g u la r la suerte que se les haga sea
siempre sobre corto* y citándolos al instante, pues como
vinieron la primera ganando terreno, y al co jidu ir pi^
saban casi en ei de adenlro, sufren poco, y como tienen
piernas se reponen y vuelven con la facilidad y p ron ti-
199
Util que un revoltoso: si ven al díesLro muy cercano ar­
rancarán con mucho ahinco y sencillez haciendo la suer­
te para que estaba armario, (Id mismo modo qn ela reü
mas sencilla. En este caso el remate siempre es bastan­
te largo , proporcionándolo el mismo turo por sus mu­
chas piornas.
Los toros de sentido son muy malos para la suerte do
muleta , porque como su remate , aun cuando tomen et
engaño, es sobre el cuerpo . y este se separa miicho do
aquella en esla suerte, el toro que lo distingue perfecta­
mente y lo advierte dentro corla el terreno, desprecia
el engaño y se dirija á é l , haciendo muy próximo el pe­
ligro. No obstante se lidiarán con toda seguridad en ob­
servando rigorosamente lo que sigue. La mu leí a que pa­
ra los toros boyantes y revoltosos vimos se potlia cua^
rirar, y que era necesario poner oblicua con los que se
ciñen y ganar» terreno, para los de sentido es necesario
absolutamente perfilarla: sus caras serán, una esterna
que mirará al Lerreno de afuera, y olra interna, que por
consiguiente dará al de adentro. Con esta precaución, y
Ja de no haberle dejado las piernas, podrá el diestro ha­
cerle, la suerte sin peligro alguno de este modoi citará
al LórOj el cual no viendo mas que un solo objeto, lieim
que reducir su intención á él, llega á jurisdicción y se
encuentra con d engaño, que perfilado delante del cuer­
po del diestro, no le permite llegar á él sin que antes lo
torne; este habrá tenido parados los píes hasta el punió
que lias a lomado el engaño, pues las pocas piernas riel
toro se lo permiten bien, y en este tiempo metiéndose
en su terreno le cuadra la muleta, dejándolo empapado
en ella y sin puder ver el Jado por donde se le huye et
bullo, con lo cual, y con dar el remate cuando ya esté
fuera del centro , sacando la muleta por alto> concluirá
la suerte con seguridad y limpie/a- Yo, aunqu&cono/t o
que se puede ejecutar, lio aconsejo que s,feríi|^ a el piiss
9 üTn
(íe pwho con estos toros, pues es bastante dilicil \ *_*í¡Ü-
enrío con desembarazo y perfección. Sin embargo, repi­
to ijuc se puede ejecutar, pero sea con todas las precau­
ciones imaginables, y por. las reglas que para los que
ganan terreno hemos dado, ad virtiendo que no i tendrá
éxito la suerte si no se cubre perfectamente el cuerpo
con el engaño para que no pueda distinguirlo y rematar
sobre él«
Los toros abantos son bastante buenos para los pasen
<k v w le t a cuando son de los hrabucones, ó h ié n d e lo s
que se quedan cerniendo en el engaño, pues Jos prime­
ros soto pueden dar cuidado en la suerte de capa, por­
que como ya be dicho, suelen rebrincar al tomarlo, y et
diestro, corno que está en el mismo terreno, puede ser
arrollado, pero con la muleta no hay ese riesgo, pues
está cuadrada y en otro terreno que el bulto, de suerte
que aun onando rebrinquen no puedon arrobarlo. Cuan­
do el toro que se va á pasar de ni niel a es de los que se
quedan cerniendo en el engaño (lo cual conoce por
las suertes que hayan precedido) se tendrá un igual cui^
dado en no mover los pies basta que ó lo tome, ó se es­
cupa fuera, porque do lo contrario ol menor moviniion­
io le azora, y se sale huyendo, frustrando la suerte que
quizás hubiera hecho no habiéndose movido, ó lo que
Cambien suele suceder, meterse atolondrado por el ter-»
reno del diestro y llevarlo por dclan Le.
E^tos loros por su cobardía precisan á que se les l i ­
die con gran cuidado, y tanto mayor cuanto mas grande
es su miedo: asi es que los abantos, que según dijimos
en su lugar, tienen mas miedo, se deben torear con la
muleta del modo que los de sentido, estando muy sobre
si para si alguna vez, lo que no es muy raro, se meten
por el terreno de adentro, cambiar la mu leí a con pron­
titud, ó ln&n hacerles el pase de pecho dándoles i as labias
y ecliám8 |&éiel diestro á la plaza; esto no es espuesto
§01
ion ellos aun cuando no tengan querencia alguna con
bs Labit ros, pues el meterse por el terreno de adentro
ro es efecto ni de malicia, ni do querencia, ni de olra
tosa mas que de miedo, y conforme saNan el bulto que
lenen delante, siguen eon el viage sin revolverse para
lacer por él; de manera que el peligro que se corre no
ts otro mas .sino meterse por el terreno que el toro d ije
jara huir, formando un contraste en que se puede pade^
uer, pues si bien es verdad que no harán por el diestro
mando lo vean en el suelo por haberlo arrollado en el
amlraste, también Jo es que lo puede 11 lastimar de un
pezuíiazo, de una cabezada, ó de una cornada que ca­
sualmente le diesen al cogerlo, las cuales cornadas aún­
en e son dadas de miedo, tienen los mismos efectos que
malquiera otra,
Para ptíHttr de muleta A los loros burir i-ciegos se ob­
servarán las reglas mismas qoe dimos para las suertes
tle eapa , cuadrándoles ü no la mulé La, según que apa­
rezcan sencillos ó de sentido.
l'inal¡nenie, los loros tuertos se pueden p asar dv mu-
k l a de dos modos, esto es, ya con Ja vista al terreno de
adentro ó ni de afuera, Cuando está el toro del primer
mudo es algo diticii rematar Ja suerte bien, porque casi
siempre parlen ganando terreuo, pues para que vean
bien la muleta es necesario metería un poco en el de
adentro, y el diestro queda por consiguiente mucho
mas dentro, por lo que el loro tiene eon precisión que
ganar terreno, \ o obstante, la suerte se puede hacer si­
tuándose 011 la rnciiUid, pues aunque d toro no vea asi
bien la mu lela, arrancará por su terreno, y asi que Jle^
gue á jurisdicción, con tal que el diestro Ja adelante
para recibirlo, y le haga el quiebro que al que se cFiie*
rematará la suerte con felicidad.
Cuando tengan Ja vista liácia el terreno de afuera la
suerte es muy segura, pues sea el toro de la clase que
902
quiera su remate es siempre por el lado qi*e t íi, y sien,
do el otro del diestro, minea puedo concluir sobro él
Los -pases de pecho se pueden hacera los toros Uierlos sil
peligro ninguno, principalmente cuando quedan con U
vista fuera, como ya se debe inferir.
La suerte de muleta es bastante fácil de por si, co­
mo ya liemos visto, pero la hace muy difícil la circuns­
tancia de ser la ultima que en la plaza se ejecuta, pnei
generalmente hablando, cuando va el diestro á practl·
caria esLi'i el toro aplomado, en querencia, y por senci­
llo que sea , con alguno intención; todo lo cual hace qu*
sea necesario mucha inlelígeneia y precaución para qut
el éxito sea el que se quiere ■ y con este mismo objeto
voy á hacer algunas advertencias de no menor utilidad
que las reglas precedentes.
Cuando se vaya á pasar de muleta un toro que esltV
aplomado, y que conserve piernas bastantes, se adela 11-
lar á mucho la muleta del cuerpo, ya oblicuándola ó per­
filándola. según sea necesario, y esto no por otra razón
mas sino porque siendo preciso para que arranque citar­
lo sobre corto, y conserva todavía muchas piernas, si vi
diestro liene la muleta cuadrada tín la misma dirección
que el cuerpo, y el toro aunque en la salida demostró ser
boyante, arranca ahora eiñéndose, ganando terreno ó re­
matando en el bulto, dará irremediablemente una cogi­
da, que no dária teniéndola muleta delante, por las ra­
yones que hemos dicho hablando de estos toros en la
suerte que nos ocupa.
Ademas, que el toro que conservando piernas baslan­
tes se aplomaj aun cuando haya sido muy boyanle, ya
no debe considerarse como tal, pues el haberse aploma­
do será efecto ó de ir tomando intención, ó de tener que­
rencia al sitio donde está, y de un modo ó de otro no de­
be ya torearse como hoyante, pues esto es una verdade­
ra transformación. A¿>i es, que til diestro para pasarlo
203
('Jebera hacer que ee lo eoi'ran antes, y do ninguna mane­
ja Jo pasará en el si lío en que esté, ni aun usando de la
precaución de adela rilar la muleta, pues esta es para
cuando hayan corrido al loro, y eslé fuera del pues lo en
f;ue estaba; en este caso lo podrá pasar con toda seguri­
dad, porque no necesitará citarlo tan sobre corlo como
hubiera sido necesario para hacerle arrancar en su que­
rencia, pues así debe ya considerarse el silio en que cs-
la ha primero; siendo ademas su pía menta espuesto el re ­
mata cU; la primera suerte, por lener tjue concluiría el
diestro sobre, la mL;ma querencia de un loro queconser·*
vando piernas ha lenido que citarlo sobre corlo, y que
íurancu <■iñéndose, ganando terreno, ó rematando en el
Jmilo: circo irla n d a s todas tan contrarías al buen éxito
de la suerte, que de cien que se hagan con ellos en las
noventa y nuevo habrá cogida-
(alando el loro está aplomado, con piernas aun, y es
(lelos que merecen torearse con precaución* será indis-*
pensable hacer (pie á fuerza de capotazos y de trastearlo
los chulos se las quiten, y lo ponga en situación de hacer
suerte con él,
Los loros (pie haya vistoeldiestro que en las suertes
untadores, y principalmente en la de banderillas, 110 so*
lo se lapahan, sino que continuamente tiraban derro­
tes y (‘ornadas sobre alto para desarmar, los deberá pa*
&:ir mochas veces, dejándolos llegar bien á la m ilicia, y
bajándola mucho al cargarla suerle para que humillen
bastante, lo en al es importantísimo, pues sino lo hace,
y van á la muerte con este resabio, lo desarmarán, que­
dándose parados en el centro, donde será un milagroque
po le den una cogida.
Finalmente, cuando el diestro vea que el toro es de
cuidado, y tema que se le cuele 6 se le revuelva muy
ron lo, y Je de una cogida, pondrá en el tarreña de afue­
ra á otro do los cJjulo,s> para que cuando lleguo á ju ris-
204
dicc ión, y vaya á lom arla muleta, eche el capole; con lo
que distraído por ambos engaiios no se cuela, y lampare·
se revuelve, porque el chulo iid saca el capole cuando el
diestro ia mulela, sino despues que ya aquel esté prepa­
rado paca recibirlo; siendo obligación suya volver el lo­
ro por el terreno di' afuera, y ponerle en disposición de
que el diestro pueda ejecutar con él la su orle para questí
lia preparado; por lo cual debe este chulo ser el mas in ­
teligente.
Esto se ha hecho ya lan frecuente, que siempre que
se va á pasar de muh'tfi un loro, por sencillo que sea, so
lleva el capole al indo, pero esto es nn abuso; y en ando
el loro es <le los huyanles y tiene piernas, en vez de ser­
v ir el capote de provecho, es da Tioso, porque es lando el
chulo en et terreno de la res lo ve en su remate, lo seguí*
rá, y por mas que el diestro lo cite no volverá á hacer la
suerte que ni n el capole so hubiera efectuado. Por lo tan-
to, debe omitirse éste cuando las reses son sencillas, en
cuyo caso el diestro mismo con subí la muleta Jos podrá
volver y preparar ¡jar a segunda suerte: es lo es su má­
menle bonito, y de 110 poco mérito, pues Sun muy pocos
Jos que saben recoger asi los loros.

SEGUISDA PARTE.

De la estacada de muerte.

La estocada de muerte, que he considerado eorno se­


cunda parte de esta suerte, es la que esencialmente la
consliLuyc, no siendo los pases de muleta mas que una
preparación, digamos asi, para ella. En efecto, alguna
vez los pases en vez de ser útiles, son perjudiciales, por
lo cual se deberán omitir en los casos que luego marea­
ré. Pero también es evidente que el acto mismu de dar
íá()i>
nnierle al Loro se debe considerar como un verdadero
pa/e de pecho, aunque cornil· ¡a rsperícneia lo arredila
se puedo malar sin tener muleta ni capole, ni dasealgu­
na de encaño; pero esto tu> puede veritiearse, como lue­
go veremos, sino con Jas roses sencillas,

AliTíCLLO IM ifilEIU l.

Del nimio (le m a ta r lo* /oros, recitticfíthlos.

Tara malar, pues, á un toro boyante se silnará el ma*


bidor, riespuos de haberlo pasado las veces que le haya
parecido, en [a re d il ud del loro, á la distancia que lein -
diqmjn «as piernas de d , con el brazo de la espada hacía
el le ['reno do afuera, el cuerpo perfilado igualmente ¿i
dicho terreno, y la mano de la espalda delanle tlel me­
dio del pecho, formando el brazo y la espada una mi.Miia
linea, para dar mas fue iza á la eslocada, por lo cual el
nulo esUu’á alio, y la punta do la espada mirando reclá­
menlo al silio en queso quiere da va r* K 1 brazo tío la mu­
leta· después de haberla cogido un poco sobre el palo en
d ostreino por donde eslá asido, lo que se hace con el
doble objelo de reducir al Loro al estreino de afuera, que
es el desliado, y de que no so pise, so pondrá riel mismo
modo que dijimos para el paso de pecho, en la cual silua-
cion. airosísima por sí, cita al loro para o) lanre lata!, lo
(leja llegar por su terreno á jurisdicción, y sin moverlos
píos, lue^o que oslé bien humillado, meterá ei brazo de
la espada, que liasla £ste tiempo estuvo reservado, con
lo cual maréala estocada dentro, y á favor del quiebro de
muleta se halla fuera cuando el loro lira la cabezada, lis­
ie modo de matar, que es el mas usado, y muy bonito, se
llama á toro recibido.
Los toros boyantes se malan de osla manera con mu­
cha facilidad y sin ningún peligro, pues ellos ',an por su
206
terreno mas bien fuera que dentro, y lanío, que es nece­
sario al citarlos hacerles un envite con la muleta hacia el
cuerpo* pues si no se desunen mucho en el centro, y no
puede el diestro dominarlos bien, ni darles la estocada
dentro, de lo que resulta muchas veces atravesarlos, lo
que es muy deslucido. Asi es que se hace indispensable
llamarlos bien al centro, para que entren ceñidos, y que
la suerte salara bien hecha; y esto es íi lo que los toreros
llaman e m bra g ú e la r lo* toma*
Л estos de que hablamos y á los revoltosos se le*
puede hacer esta suerte dejándoles Indas las piernas,
siendo ademas muy bonito con los úilimos pasa ríos mu­
chas veces seguidas, alternando el pase regular con el
de pecho; y en uno de estos darles la estocada, todo lo
cual hecho con mucha prontitud, como es necesario piu­
la rapidez con que se vuelven; con sti Luye la suerte mas
bonita de matar , pues aun teniendo dada ya la es­
tocada se les sigue trasteando con la muleta hasta que
caen.
Esto mismo, aunque puede hacerse con oíros loros en
teniendo habilidad para recogerlos, y qüe queden pre­
parados ásegunda suerte, nunca es tan completo como
con los revoltosos, poique estos en virtud de su índole
particular se prestan para este modo de suerte de una
manera muy ventajosa para el matador. Yo los repulo
por los mejores.
Los toros que se ciñen son escelen tes para esta suer­
te, y se les puede hacer .dejándolas todas las piernas,
porque como, según se ha visto, el ceñirse es cualidad
favorable para la muerte, rematarán la suerte con mas
lucimiento conservando las piernas que teniéndolas per­
didas, y la seguridad es la misma en ambos casos. Lo
que debo advertir es que no se les cite como á los bo­
yantes hácia el centro, pues ellos lo buscan , y si desde
el principio se inclinan á él prdrán llegar á embrocar.
207
Esío *e consigue con solo no doblar oí codo izquierdo,
pues quedando el brazo derecho, jiparla -lo que la
muleta, que en lodo caso es reírla general tenerla muy
buja para que el toro humille bien.
Los toros que ganan terreno son muy difir-ilos d? ma­
tar, principalmente cuando conservan piernas; sin em­
bargo, el diestro que armado de, valor v conocimientos
necesarios intente hacerles esta suerte del modo que di­
ré, saldrá felizmente de su empresa.
Sino tienen piernas se situará el diestro baslanle
corlo, con lo cual se les quila terreno que corta, v ía
suerte será, aunque muy ceñida , segura, siempre que
se les haga un quiebro grande de muleta y rio se tarde
en salirse del centro. Pero cuando conservan las piernas
se necesita mucha precaución ·, entonces es necesario si*
tnarse sobre largo, pero á pesar de eslo lo menos largo
posible, pues se corre menos riesgo en situarse un poco
corlo que largo por dejarle al toro mucho terreno (pie
cortar , y es la razón que en este último caso llega á for­
mar el centro de Ja suerle atravesado, y sin dejar tierra
al diestro para rematarla . de modo que pisando ambos
un mismo terreno, y siendo por consiguiente uno el re ­
mate, solo se librará de una cogida cuando sus pies su ­
p e r en á los del loro. Situado , pues, el diestro como he
dicho, lo rila , y luego que le arranque, si ve que no le
gana mucho terreno, se irá mejorando á la par de é l, de
modo que habiéndose preparado suficiente tierra, cuan*
do llega á jurisdicción se forma el centro cual se desea
para el feliz remate de la suerte , que en todas su:', par­
tes se hará por las reglas establecidas para estos toros
cuando están sin piernas. En el caso que el diestro co ­
nozca que por venir el toro ganando mucho terreno pue­
de resultar el centro atravesado¿ entonces el recurso
que hay es salirse con prontitud al encuentro, formando
el centro de la suerle en el mismo de las d if a m ia s , f
208
conforme ponga ln espada Imrá un buen quiebro para
acabar de cla va rla , y salir ron pies,
Esta suerte , que como se ve por su explicación- par­
ticipa de Ja tic toro re vi Oído y de fa de cttvía pica, es el
único modo que hay para malar con seguridad los luros
que gannn terreno y conservan p iern as; su ejecución es
muy dilicil , por ser'necesario embrocar para marcar
dentro la eslocada , hacer un quiebro grande y violen lo
pura salir de embroque, concluir la estocada y salir con
pies , todo en un momento, y en un centro tan pequeño
y tan veloz como es el que se Jornia por la unión de las
direcciones opuestas que el diestro y el toro traen en sus
viajes. Por lan ío , recomiendo su ejecución á los mala-
dores que se reconozcan con pies y ligereza para efec­
tuar estos movimientos, y que al mismo tiempo estén
dotados de su ii cien te resolución ; y por el con t[‘ario , se
Ja prohíbo á lodo aquel en quien no militen las circuns­
tancias dichas, los cuales siempre que Lenganque malar
nn toro de esta clase deberán hacer que 1c quiLen Jas
piernas.
Muchas veces he visto m alar eslos toros dando ei
diestro pasos de espalda (pero sin desarmarse) á la par
que el Loro los vá dando y ganándole el terreno , con lo
que se hace truc se enmiende y Lome el de afuera , y en
caso que no obedezca y siga corlando tierra , se le da el
pase regular trocado, y proporciona una buena sueríe.
También lie visto en este mismo caso que algunos mata­
dores cuando estaba el toro para entrar en jurisdicción
le alzaban la muleta desliada; y la bajaban con pronti­
tud poniéndola en el terreno que le corresponde ? con
cuyo espanto el toro se detiene un poco observando la
muleta, y al caer como está tan cerca hace por ella, y el
diestro aprovecha esle momento, lo coge en la hum illa­
ción, le da la estocada y sale con pies. Constantemente
he visto buen ¿sito en esta suerle , y aconsejo que siem-
209
prti que ('1 matador se vea en oí caso de ir á formar el
centro atravesado , por nu haberse enmendado 111 haber
salido al encuentro del lo ro , intente h acerla, que sino
siempre , las mas veces le proporcionará una suerte se­
gura y Imitante, en ve/ de otra que cuando mas feliz se­
rá arrollada.
Los toros de sentido son los mas difíciles para esta
suerle: rara vez se pueden m alar recibidos , porque no
la hacen buena , y aunque el diestro la intente nunca se­
rá cual es en sí, pues participará como ya diré, de lam e­
dla vuelta. A estos se lia ce indispensable qu liarles las
piernas, para que el diestro se pueda ¡r sobre corto t y
conforme arranquen y lleguen á jurisdicción les agacha­
rá mucho el engaño procurando empaparlos en él, y sa­
liendo del centro que traiga el toro le dará la estocada y
saldrá con pies. Regularmente, á pesar de los pocos su­
yos , el loro se revuelve mucho , y como el diestro se sa­
lió del centro, y no dió en él la estocada, tiene que se­
guir volviéndose, y buscándole los cuartos traseros, pa­
ra no llegar á embrocar y rem atarla, y es la es Ja razón
porque dije arriba que nunca esta suerle se les podría
hacer á estos toros cual es en s i , y que participaba de la
de media vuelta. N0 obstante, cuando el diestro esté
convencido de los pocos pies del toro podrá hacerla algo
mas lucida teniendo bien parados los suyos , hasta que
llegue perfectamente á hum illar para recogerlo, y en­
tonces con bastante quiebro de muleta vacía el cuerpo
del centro marcando en é l Ja estocada, y despues que es­
té fuera s íí dejará caer sobre el toro para asegurarlo de
aquella vez , y se saldrá como hemos dicho. l)e este mo­
do, que no es difícil en teniendo serenidad y firmeza pa­
ra hacer el quiebro á tiempo y con ligereza , se lo¿ra
matar á estos loros recibidos y con mucho lucimiento:
es también muy seguro, porque se le reduce áque haga
el centro en el sitio correspondiente, pues viendo en él
14
210
al diestro no puede menos que hacer por e l , y romo por
sus pocas piernas per mi le que este no mueva los pies , y
lo deje Negar hasta que humille para recogerlo, y no
puede volverse por fallarle el vigor, marca la eslocada
dentro , y á favor del quiebro vacia el cuerpo , de ma­
nera que se halla fuera á la cabezada , y Lan seguro co­
mo se puede in ferir por las pocas piernas del toro.
lie de advertir que muchas veces estos se matan bien
aunque conserven las piernas suficientes para dar que
temer: el buen éxito que se observa en estos casos, que
á primera vista parece imposible conseguir, y cuya
imposibilidad quizás la deducirá alguno de las reglas
mismas que dejo establecidas y de mis reflexiones so­
b r a d la s , s e obtendrá siempre que eltorero tenga los
requisitos que indispensablemente debe reunir paia
apellidarse justamente con este nombre (véase el ca­
pitulo 1.°), pues poniéndonos en el último resultado que
puede dar la suerte mas difícil y arriesgada , que es la
cogida del diestro, esta no se verificara jamás sin que
preceda un embroque sobre c o rlo , en el cual es nece­
sario que el toro humille para poder usar de las a r­
mas que le dio la naturaleza, y en esta hum illación,
precisa, inescusable, y que no puede dejar de verificar,
pues es un efecto de su disposición y esencia, se libertará
el que teniendo un ánimo tranquilo que le deje conocer
que á favor de un quiebro vacia el cuerpo del sitio en
que debe estar para que el loro io enganche, y ademas
ligereza para hacerlo , lo practique á tiempo. V o r consi­
guiente , ¿qué suerte arredrará ya á ningún torero? No
puede el toro cogerlo como haga un quiebro. Pero este
quiebro no siempre se puede hacer á tiempo, pues no
todo;] los que torean tienen los requisitos necesarios
en un tan alto punto como se requiere para este grado
de superioridad.
Por tanto, habiendo suertes que ejecutar con lodo#
§11
los loros (le una segundad grande, que siempre está en
razón di recia de la sencillez do aquellas , y de tanto ú
mas lucim iento, pues este no se opone á la sencillez,
sino anles bien se hermana completamente con ella, será
una vituperable temeridad intentar las que pueden dar
un funesto resultado en deserediLo del arle y de los pro-
fesores mismos*
l\sta digresión, impertinente para muchos , no lo se­
rá para los que consideren los funestos res ul Lados que
puede Lener el no manifestar las ventajas y perjuicios
que se hayan en las suertes; pero no piensen que las
presento para cohibir á los verdaderos diestros, y para
que sirva de disculpa á los ignorantes y cobardes: soy
bien conocido en el arle para facilitar escusas á los to­
reros que autoricen su miedo ó su holgazanería; mi ob­
jeto no es otro, como ya he dicho , que el de hacer pa­
tente las buenas Ci malas consecuencias de las suertes,
cuyas reglas manifiesto, con el lin de que no se intén­
tenlas muy difíciles por los toreros poco hábiles, ni por
los jóvenes que estando en el principio de la práctica
del arte, y manifestando una brillante disposición , in ­
tenten verificar lo que no puede lener buen resultado
atendiendo á su dificultad y á la poca experiencia de
ellos mismos, que guiados por su amor propio se arro­
jan inconsideradamente, basta que un momento desgra­
ciado termina su existencia, y desvanece las fundadas
esperanzas de los que algún dia se consentían verlos al
nivel de los mas diestros profesores.
Volviendo, pues, al hilo de mi discurso, digo quo
siempre se le quiten las piernas á estos toros para la
muerte , y que se debe lener al lado un chulo de bastan­
te conocimiento, el cual metiendo el capote á tiempo
distraerá al toro deí bulto, y tendrá mucha parte en el
buen resultado de la suerte.
Muchas Yeces estos toros ganan también terreno, y
219
en este caso, ademas de toda lo dicho para elfos, sí* ten­
drán presentes las reglas que para los que ganan lerre-
110 liemos dado, haciéndoles la suerte con la mas gran­
de precaución, y tratando de asegurarlos poniéndoles
baja la espacia.
Los toros abantos se matan muy bien recibidos siem­
pre que arrancan , pues nunca se quedan cerniendo en
el engafio por estar recogido ; pero es precian embra­
guetazos mucho, y tener muy reservado el brazo de la
espada para no darles la estocada hasta que es ten muy en
el centro ; no por otro motivo sino porque ellos son
siempre blandos, y si seadelanta el brazo y se les pincha
antes de estar muy metidos en la suerte, hacen un cor­
covo, y se salen de ella.
Los toros abantos, que be dadoá conocer con el nom­
bre de bravucones, tienen que matarse con algún cuida­
do, porque como ya lie dicho, suelen rebrincar al tomar
el e n g a ñ o , lo a ia i es mucho mas frecuente en la suerte
de muerte, y tiene el doble riesgo de poder arrollar al
diestro y lastimarle con la espada; por lo que será muy
oportuno salirse del centro que ellos traigan, y tener re­
servado el brazo hasta que humillen, que es el tiempo
propio de darles la muerte. De este modo se consigue,
que si el toro rebrinca no atropelle al diestro, y que no
haga el corcovo y se salga de la suerte.
Los burri-ciegos de la primer ciase se malarán reci­
bidos de un modo muy satisfactorio con solo lener ia
precaución dequebrantarlesun poco las piernas, hacién­
doles en lo demas la suerte de la manera que lo pida su
índole particular. No debe nunca perderse de vista, en
caso que el toro siendo malo ponga la suerte en disposi­
ción poco favorable, el recurso que hay de salirse de ella
sin recelo alguno, pues por el defecto que liene en Ja vis­
ta dejará de hacer por el bullo.
Los burri-ciegos de la segunda se pueden matar del
§13
modo dicho dejándoles ú no las piornas. Si se Ies dejan,
se eüan por consiguiente sobro largo, que es donde veu
mejor, y suele suceder que so paran poco antes dellegar
al engaño: esto no es muy frecuente ni de cuidado tam­
poco, pues en hablándoles y acercándoles la muleta re­
matan la suerte bien. Cuando no tienen piernas se Ies irá
muy sobre corlo para el cite, hablándoles también, y
haciéndoles la suerte en todo lo demás del modo que in ­
dique su condicioii; pero siempre será bueno tener algo
mas desliada la muleta para ellos que para las o Iras clases.
Si dijimos para los de la primera que tenia ei diestro
un buen recurso en salirse de la suerte, en estos por el
contrario se necesita un cuidado estremado para hacer­
lo, como ya dijo hablando de ellos en la suerte de capa,
adonde remito at lector para evitar repeticiones.
Los burri-ciegos de Ja última clase se matarán según
su condición, sin tener que hacer mas sino presentarles
la muleta con las mismas condiciones que dijimos para
ía capa.
Los toros tuertos se matan recibidos con mucha faci­
lidad, principalmente cuando lo son del ojo izquierdo.
IVo hay peligro en dejarles las piernas cuando son bo­
yantes, 6 de otra cualquier clase que no sea de cuidado,
pero se Íes quitarán siempre que sean de los que pueden
dar que recelar. Suponiendo que por ser boyante se lo
han dejado las piernas, y que el Jado por donde no ve es
el derecho, se pondrá el diestro para la muerte á la dis­
tancia regular, lo citará, y luego que arranque Jo dejará
venir por su terreno hasta que entre en jurisdicción, y
entonces, metiendo la muleta en el terreno del toro para
buscarle el ojo por donde ve, y haciendo el quiebro cor­
respondiente, dará la estocada, y rematará la suerte del
modo anteriormente esplicado.
Lo que he advertido de meter la muleta en el torni­
llo del toro para que la vea nost1 crea quy et indiferente,
su
pues en ello consiste en gran parte el buen resultado de
la suerte: si no se hace, el toro, que ve desaparecer casi
deltodo el bulto que tenia delante, se revuelve hacia el
lado tuerlo con una extraordinaria prontitud, y aunque
tenga clavada ya la espada, si el diestro se quedó parado,
lo cuales muy probable por lo misino de ser tuerlo el Lo­
ro, podrá sufrir un embroque, del que no siempre saldrá
con felicidad.
También los toros tuertos del ojo izquierdo se matan
con mucha facilidad siempre que sean boyantes, y aun­
que conserven piernas^ pero es necesario con ellos tener
muy bien parados los pies, y cuando lleguen á ju ris d ic ­
ción hacerles hum illar mucho y pronto, bajándoles la
muleta, y haciéndoles un buen quiebro para vaciar el
cuerpo del centro en que se habrá ya marcado la es­
tocada»
Aunque como ya lie dicho no hay peligro en dejarles
las piernas á estos toros, sin embargo no será inútil qui­
társelas, pues se revuelven muchísimo, por razón de que
ven muy bien la huida del diestro, y no se pueden dis­
traer por el otro lado, que es el tuerto, de manera que
en teniendo muchas pierna,s* pueden deslucir la suerlo
con peligro del torero. Es sin embargo rarísimo, y solo
sucede cuando son toros muy codiciosos y malos; pero
las demas clases de tuertos remalan lo mismo que los
mas boyantes, y mucho mas si van bien castigados dei
hierro.
A im c r r o n .

De la estocada d vuela píc$,

Joaquín Rodríguez (vulgo) Costillares hizo inmortal


su nombre entre los toreros y accionados, no solo por su
destreza poco común, y profundo conocimiento, sino por
la invención déla estocada á vuela pies.
815
En efecto» esta nueva suerte, que vino h enriquecer
la tauromaquia, es digna por sí de los muyeres elogios,
y no deja perder de vista la maestría de su autor. Sin
ella no tendríamos recursos para malar ciertos toros que,
por su intención ó por su estado particular no arrancan»
ni se prestan á suerte alguna, y que se quedarían 'vivos,
ó m orirían de un modo poco agradable, mientras que
por ella se matan del modo mas brillante y satisfactorio.
Es susceptible de hacerse con toda clase de toros,
siempre que se hallen en el estado de aplomados, único
oportuno para ejecutarla con toda seguridad.
El modo de practicarla es muy sencillo, pues consis­
te en armarse el diestro para la muerte sobre corto, pur
razón de que el toro no arranca, lo cual es requisito
preciso para la suerte , que por esto también la Maman
algunos d toro ¿nímilo: estando pues armado asi, se es­
pera el momento en que el toro tenga la cabeza natural,
y yéndose con prontitud ix él se le acercará la muleta al
hocico bajándola hasta el suelo para que humille bien y
se descubra, hecho lo cual se mete la espada saliendo
dul centro con todos los píes.
l*or medio de esta suerte, no muy difícil» como so
ve, se dan las mejores estocadas, y en el dia puede alir-
marse sin riesgo de errar que no hay otra mas segura,
siempre que se haga con todas las precauciones que el
grado de perfección á que el arte ha llegado hace consi­
derar como indispensables*
Cuando Joaquín Rodríguez inventó esta suerte no es­
taba la tauromaquia en posesion de tantos descubri­
mientos útiles ni tantas exactas observaciones como en
el dia, por lo que dicha suerte no tenia la seguridad y e l
lucimiento que ahora. Para convencernos de esta ve r­
dad no es preciso sino atender al estado presente del ar­
te , que enriquecido con los preceptos que la práctica
sobresaliente de tanto profesor LMíil le ha prodigado
216
está bajo un pie mucho mas sabio y mas exacto que en
los tiempos mismos en que florecieron estos genios de la
tauromaquia, que tanto la impulsaron hócia la cima dü
su perfección. Asi es que esta suerte se resentía en cier­
to modo de la rudeza de aquel tiempo, y quizás sea esta
la causa de las cogidas que se han verificado en ella.
Efectivam ente, en el día ningún matador que tenga un
mediano, conocimiento y una regular destreza sufrirá
cogida en dicho suerte si la hace con las condiciones que
son precisas y necesarias para su buen resultado. Estas
condiciones son: la primera , el estado aplomado del to­
ro : la segunda, la igualdad de sus pies; y la tercera> la
atención á su vista. Sin estas condiciones la suerle es
peligrosa, aunque infinitas veces haya dado un feliz re­
sultado.
E l estado aplomado del toro es absolutamente indis­
pensable para verificar con seguridad una suerle que se
funda en su coniplela inmovilidad. Son funestísimos los
resultados que acarrearía el desprecio de este precepto,
,Si por no oslar verdaderamente aplomado arranca ha­
cía el diestro despues que éste salió hácía él, ¡cuán pro­
bable es la cogida! A lo menos de tres veces que se dé es­
te caso,en una se verificará, y será de muy graves conse­
cuencias, y las otras dos, ó no se hará la suerte , ó será
deslucida, y en vez de aplaudir los espectadores, tacha­
rán al diestro como poco hábil.
Ni se crea que es de menor utilidad el atender á la
igualdad de las piernas del toro. No debe intentarse ja ­
más el vuela pies sin esta precaución con aquellos que
aunque verdaderamente aplomados, conservan cierto
grado de vigor y fuerza, que es á lo que llaman los tore­
ros estar el toro entero. Y no solo en este caso, en todos
debe atenderse esla circunstancia, no por otra razón
mas, si no porque con ella, existiendo las demas, no hay
^l menor riesgo, mientras que por el contrario, aunque
§17
concurran las otras, como esla falte, el peligro no está
lejos, siendo muchas Jas veces en que lias La eJía sola pa­
ra asegurarnos de la suerte.
Por otras razones se manifiesta la eficacia de esta
condicion para el buen éxito de la suerte, y la parí i c il­
iar atención que merece, 1.a prim era es, que el loro tie­
ne dado un paso, que seria preciso lo diese en caso de
querer partir teniendo los píes iguales: la segunda, que
tiene firmeza para arrancar, y hecho el punto de apoyo
para la carrera, que en estas circunstancias está ya en­
gendra da; y tercera, que esto indica esLar sobre s i , y
de consiguiente que no esLá exactamente aplomado. Es­
tas razones bastan por si para convencer á cualquiera
de la utilidad de esta nueva observación, cuya exacti­
tud confirma la esperienda. No sé á ciencia lija el tiem­
po en que se Iiizo: unos la atribuyen í\ Guillen , y otros
la hacen anterior á él; sea io que quiera ; ella es bastan­
te moderna y de mucha utilidad, por lo que ha llegado
¿t ser un axioma entre Jos toreros.
La atención á la vista del toro ni es superfina, como
pretenden algunos, ni es tampoco de primera necesi­
dad, como quieren otros: hay casos en que es absoluta­
mente indiferente que la tenga lija en este ó en aquel
objeto, ó que ande reconociéndolo todo, mientras que
por el contrario, algunas veces se hace preciso que esté
fija en alguna parle.
Cuando se va á intentar el vuela pies con un toro bo­
yante, verdaderamente aplomado, (pie humilla bien,
que liene los pies iguales, y en l'm T que no da el mas
mínimo motivo de recelo, se puede verificar aunque
tenga la visla fija en el diestro sin peligro alguno.· vice­
versa, cuando el toro sea de sentido, ó no esLé exacta­
mente aplomado, 6 conozca al matador, etc., entonce*
será muy oportuno írsele acercando paso á paso hasta
estar muy corto, y en viendo que vuelve la vista dejíir-
918
seltí caer encima y (lar la estocada; de lo contrario se
corre bastante riesgo. Este precepto, de no menor u ti­
lidad que tos antecedentes, 110 se despreciará jamás cu
el caso bastante frecuente de aplomarse el toro por ha­
berlo pinchado el diestro, y se observa que le conoce,
que se tapa a sus cites, y que 110 lo pierde un momen­
to de v ista , en tales circunstancias se hace necesario
no irse á él cuando la tenga en el bulto, porque se ta­
pará, y con derrotes continuos lo desarmará, y lo pon­
drá en el lance mas critico que le pueda acontecer.
De todo lo dicho se deduce, que la estocada á vuela
pies es muy fácil y segura en el dia , y de mucha u tili­
dad- sin ella, ¿cómo se m alaria un toro que teniendo
querencia casual en las labias , se pusiese de nalgas en
ellas, y no obedeciese á cite alguno? E11 efecto, esla
suerle es el único recurso seguro y brillante que posee
el diestro para desempeñar felizmente su proyecLo en
lodos los casos en que el toro , sea por querencia ó por
otro cualquier accidente, no corresponde á su envi'e y
no hace por él.
El vuela pies como dije antes, es susceptible de ha­
cerse con Lodos los toros, sea Ja que quiera su cíase, lo
cual no influye en et modo de hacerla, que es igual en
lodos: la única diferencia se lomará de los accidentes
particulares de los toros y de las circunstancias en que
se ejecuta. Asi es, que me parece á propósiLo para cerrar
este articulo dar una noticia de los casos particulares
en que con mas frecuencia se tiene precisión de hacer
esta suerle.
Cuando un loro que tiene querencia casual con los
tableros se va á pasar de muleta, y 110 sale á los cites
aunque conserve piernas , pero que se ve humilla bien
y que tiene los píes iguales, se le hará el vuela pies cam­
biando los terrenos sin aprensión alguna , pues en estas
circunstancias es segurísimo y muy lucido; pero no se
219
hará jamás faltan do la querencia , porque en este caso
la salida natural del Lora es por el mismo terreno que
el diestro , y en es le contraste puede peligrar.
Los toros de sentido se pueden malar á vuela pies
con mas seguridad que recibidos , siempre que se les
quiten cuanto sea posible las piernas, y teniendo cuida-
do de no irse á ellos sino con todas las precauciones que
be ni os dicho son indispensables : la les toros usan con
mucha frecuencia del ardid de no hum illar, lo que hará
siempre muy peligrosa la suerte; el remedio único y se­
guro que hay para este apuro es dejarle caer ía muleta
en el hocico , lo que siempre produce el electo deseado,
y se aprovecha es le momento para asegurarlo de la es­
tocada r de no hacerlo se corre el riesgo no solamente
de que no vuelva á ponerse en suerte , sino que después
de puesto se lape , y que escarnieniado del pinchazo, y
conociendo la estratagema . no hum ille tampoco al tirar
la muleta , y deje al diestro embrocado y desarmado.
Por consiguiente será muy oportuno no desperdiciar nin­
gún momento con ellos , y en la primera suerle que ha­
gan asegurar su muerte, confiado el diestro de que será
aplaudido por los verdaderos aficionados inteligentes.
Guando un toro está completamente aplomado y de
nalgas contra las tablas , será necesario que el matador
se decida á darle la estopada á favor del vuela pies; pe­
ro este jamás se intenta sino después de estar cerciora­
do de ia imposibilidad de hacer arrancar al toro, que
para este vuela pies mas que para otro debe estar sin
piernas algunas: seguro ya el matador de que el toro
tiene las condiciones que apetece , hará que los chulos
lo pongan en ia misma dirección que las tablas en cuan­
to sea posible , y dándoselas á él se pondrá en su recti­
tud, y cuando observe que tiene todos los requisitos que
se requieren para hacer la suerte con éxito, dejarse caer
para darle la cslocada , saliendo con todos los pies. Esla
220
fuerte es Ja mas espee sla , porque si el toro se revuelve
se encuentra el diestro encerrado entre él y las tablas;
por eso se intentará tan solo cuando se vea la imposibi­
lidad de hacerlo mover del sitio en que está, y cuando
por sus pocas piernas no pueda dar que temer.
Cuando conserve aun algunas, y esté en la disposi­
ción que dijimos anteriormente , se procurará endere­
zarlo con las ta iilas, esto es, hacer que se ponga m iran­
do á la plaza , en la cual disposición se 1c dará el pasa
regular , y en seguida el vuela pies, con la espalda á las
tablas, pues siendo esta su querencia, y teniéndolas
muy á la vista en el remate de la suerte, no corre el
diestro ningún peligro*
Algunas veces, aunque raras, se ve aplomarse un to­
ro en los medios de la plaza , lo cual por lo general es
efecto de haber sido lidiados ya , y es tanto mas es pues­
to, cuanto que unen á su malicia estremada la entereza
de sus p iernas, pues los toros de que hablamos, como
no se prestan á suerte de ninguna especie , llegan á la
muerte con el mismo vigor ó poco menos que cuando
salen. E l vuela pies en esta oeasion es multiplicadamen-
te mas difícil que en otra alguna , y aconsejo al que lo
intente que se lleve al lado un chulo bastante inteligen­
te que tiente al toro á ver si sale ; seguro de que n o , se
armará á la muerte, aguardará ix que tenga los pies
iguales, y liará que el chulo con algún movimíenLo pe­
queño le distraiga, para que volviendo la vista propor­
cione al matador el momento de hacedle la suerle, sien­
do ademas preciso que el chulo le niela el capote al mis­
mo tiempo que el matador va á salir del centro, para que
distraído por este segundo objeto que lo cita y obliga, sen­
tido del caslígo, y sorprendido por u;: bullo que casi no
vió venir, se evite el que se revuelva y se apodere dri dies­
tro, aunque tuviese dada la estocada; por lo que recomien­
do con particular empeño que siempre se salja por pie*.
221

ARTICULO ITf.

De ¡a estocada a la ca rre ra .

'La estocada á la carrera, que puede muy bien lla ­


marse á toro levantado, es muy lucida y secura, pero
ofrece batíanle di li cuitad para marcarla bien.
Se puede ejecutar de (los modos, que no se diferen­
cian en otra cosa inas, si no en que en uno va un clin lo
corriendo el toro , y en otro el toro va levantado, sin
que nadie ío haya citado.
La suerte no consiste ni as, si no en salir armado al
e neo en Ir o del to ro , y darle la estocada según las regí as
ya establecidas. La unirá diíiculLad que ofrece > compa­
rada con las o tras, es la de no ser muy lacil el m arcar­
la bien, por razón de la violencia que trae el loro, y el
de no haber tenido el diestro tiempo para hacer íijo el
punto de vis la f por lo que he visto dar frecuentes mar­
ronazos.
lista suerte se puede hacer con mucha seguridad a
los toros de sentido, en teniendo especial cuidado en sa­
lirse para marcar la es locada fuera del centro que ellos
traen; asi se evita el embroque muy peligroso con ellos,
y como por la violencia de su viaje no pueden volverse
para rematar sobre el bulto , se concluye i a suerte bien.
Con todas las (lemas clases se hace del mismo modo
que hemos dicho ; pero con los bravucones se debe te­
ner un cuidado particular, porque en esta suerte, mas
que en ninguna de las esplicadas , rebrincan , y asi con .
vendrá hacerla como he dicho para los de sen lid o , con
lo que se preeabe el que puedan dar la cogida*
E l modo de hacer esta suerte A los toros burri-ciegos
y á los tuertos se deduce necesariamente y sin dificul­
tad de la esplicacion que hemos dado de ella , y del co-
222
nocimienlo que ya tenemos de las modificaciones que
para ellos debe hacerse en toda clase de suertes.

ARTICU LO IV .

De la suerte d media vuelta.

La estocada á vuelta , cuyo mecanismo es igual al


de las banderillas de esta (‘lase, es una suerte de recur­
so para malar aquellos toros que por su Índole ó por
algún accidente no arrancan, 6 se tapan, 6 bien dan que
temer por rematar sobre el b u lto ; en solas estas c ir-
runstancias se usará esta, siu que padezca en nada la
reputación del diestro que la ejecuta , pero en otras es
deslucida.
Siendo en todo igual su práctica A la de las banderi­
llas á media vu e lta, seria una molesta repetición dete­
nerme en su esplicacion; lo único que tengo que adver­
tir, es, que Ja suerte se haga con mucha rapidez ape­
nas se empieza el toro á revolver, para no llegar á em­
brocar, y no dejarle tiempo para que reconozca al dies­
tro y se lape á su envite; ademas que al dar el toro la
media vuelta vuelve siempre muy humillado en virtud
del cite que sobre corto le hizo el diestro por (letras, y
en dejándosele caer encima con decisión no la conclui­
rá sin tener en sí la herida que pronto lo acabará.
Cuando se aplome un toro en los medios de la plaza
será preferible esta suerte al vuela pies que en su Ju­
gar dijimos, y se deberá llevar un chulo que lo entreten­
ga por delante mientras va el matador por del ras á po­
nerse á la distancia debida.
223

ARTICULO V.

De la estocada d paso de banderillas.

Esta suerte fe hace principalmente con los toros qtw


son laidos á partir, pero que conservan piernas, por cu­
ya razón no se juzga oportuno el vuela pies. También se
hace con los loros malos , es Lo os , de sentido, princi pál­
menle cuando se ponen en los tercios de la plaza enga­
llados y no salen á los cites ; en es Le ultimo caso es me­
nester mucho cuidado si tienen piernas.
El modo de hacerla es lomar el diestro la tierra quo
juzgue conveniente atendiendo al estado del Loro y á sus
muchos ó pocos pies , y Lomada que esté , hacer que na­
die ande al lado del loro , para que no le hagan perder
la posiciou ; y él en la suya liar la muleta y preparar el
brazo lo mismo que si lo estuviera esperando para re ci­
birlo : en esta posicion arrancan al toro , haciendo una
especie de cuarteo como en las banderillas de esta clase,
pero el brazo de la espada no lo reserva hasta estar cua­
drado, sino que en el embroque, cuando el toro hum i­
lla y dentro aun del centro, como dijimos en las otras
suertes de m alar, es cuando marca la estocada, hacien­
do al mismo tiempo el quiebro de muleta con que se sa­
le del centro para dejarse caer con fuerza «obre el toro
y apurar la eslocada basta la guarnición, pues que el
mérito de esla suerte consisle principalmente en que
hecho el quiebro de m uleta, el diestro no se a par Le del
toro, sino que se le deje caer encima; asi es que cada
momento la estamos viendo hacer .sin que le claven mas
de una cuarta de espada, con lo que no se mala ningún
toro , y sí se le resabia para que luego se lape y se pon­
ga en defensa. La suerLe no carece de mérito y de gra­
cia , pero tampoco pasa de ser una de las que los tore­
6224
ros llaman de recurso , esto es , de aquella* de que se
echa mano para matar las reses que 110 permiten se le·
ha^an las suertes (le primera ó de mas lucimiento , por
consiguiente que ya dan algún cuidado, de manera que
se debe tratar de asegurarlas y no darles en val ti e nin­
gún pinchazo.
Por tanto, recomiendo la presente a Jos toreros que
sepan hacer bien el quiebro de muleta, sin apartarse del
toro hasta envainarles todo el acero que puedan dentro
del cuerpo; en este caso es suerte de mucho mérito.
He oído llamar muchas veces vuela pies al paso do
banderilla, lo cual es una notable equivocación, por lo
que el vuela í\ pies neto, de que ya dimos noticia, se lla ­
ma por muchos vuela pies m ejo r,
La suerte que dejamos espitcada, como suerte de re­
curso que es, se puede ejecutar con todos los loros.

CAPITULO XII.

Consecuencias d é la estocada de muerte.

La estocada de muerte, cuyas reglas dejamos espli-


eadas, se practicará siempre con felicidad y perfección
en ejecutándola según ellas, pero no todas las yeces será
su consecuencia la muerte inmediata del toro.
En efecto, la esLocada por alto, ó sea por la cruz, son
infinitas las veces que no se puede clavar lo bastante, por
la reunión de los huesos que forma n la eminencia en que
concluyen los rubios, y es el sitio de preferencia para la
estocada: de aqui procede i a frecuencia con que vemos
sallar la espada sin haber el diestro podido evitarlo, 111
hacer mas de su parte, porlo que 110 debe medirse ei mé­
rito de la suerte en razón inversa del número de esto­
cadas, consistiendo menos en habilidad que en fortunad
matarlos de la primera.
295
Las estocadas por lo alto produeert inmediatamente
la muerte, cuando entrando por entre dos vértebras cor­
tan la m e d u l a e s p i n a l , cuando coge la espada lo que los
toreros llaman la herradura* cuando el toro está pasado
de p a ra d o , y cuando está deacortado.
Las estocadas que interesan la médula son los mas a i­
rosas que se pueden imaginar: ellas producen la muerte
con la misma rapidez que la puntilla, pues su mecanis­
mo es igual, y la única diferencia está en el sitio en quo
se verilica; asi es que pasma ver venir al toro con una
furia y violencia grandes, y apenas llega A la espada, y
casi sin haber sido pinchado, caer sin átomo de vida el
que un momento luibia era un monstruo da fuerza y de
valor.
Las estocadas que pasan la h e rr a d u r a producen in ­
mediatamente la muerte del toro, aunque solo se le ha­
ya introducido media espada.
Esta estocada es también muy lucida, aunque no tan­
to como la antecedente, y es algo mas frecuente. Se co­
noce que la espada corta la h e rr a d u r a , en que entra obli­
cua, un poco baja y e n el pecho: el toro se detiene un
poco, se queda en pié, pero sin fuerzas, y no arroja san­
gre ni por la herida ni por parle alguna, y al poco tiem­
po cae muerto sin necesitar á veces de puntilla.
Da una idea muy brillante del diestro y de su in te li­
gencia el conocer cuando la estocada corla la herradura,
pues en este caso se irá á hacer la cortesía de costumbre,
dejando en pié al loro, y á los espectadores suspensos
momentáneamente, porque la pronta muerte de aquel,
quitándoles la duda, les da un testimonio de la maestría
del ejecutor.
]4as otras estocadas por alto que matan prontamente
á los toros son las que entrando por la cruz pasan al pe­
cho, por traer una dirección casi perpendicular; y pa­
sándole los pulmones, les hacen arrojar sangre por la
i 5
22G
boca, eausáníiolíM muy enh rrve la muerte. Muchos con­
funden esta estocada con los r/oHeles, lo cual es efecto de
muy poca inteligencia, pues tienen un mérito sobresa­
liente estas, en razón á que para pasar el loro asi es ne­
cesario tener los pies muy parados, basla el momento
que esté en el centro de la suerte muy humillado, y en­
tonces meter el brazo de la espada, hasta ¿¡hora reserva­
da, en una dirección veri i c a l Lodo lo que es muy lucido
y difícil. A esta clase de estocada, por razón de sus c ir­
cunstancias, llaman los toreros pasadas por p ararse, y al
loro que está herido de ella pasado de parado. No deben
confundirse jamás los toros muertos por ella con los que
fueren muertos de (jollete*
Los toros que reciben una esto rada por alto y quedan
descordados, aunque caen á tierra muy pronto, no obs­
tante, quedarían vivos si no se les diera la puntilla, pues
la es loca da lo que hace es cortar ó bien los tendones que
les sirven para el manejo de Iu;¡ brazos, ó bien los ner­
vios que les dan la vida- por lo que 110 pueden tenerse en
pié, y caen como heridos de un rayo algunas veces, y
como en el suelo no pueden defenderse, son acachetados
con facilidad.
Las estocadas por bajo nunca son del mérito que las
por alto; pero en muchas ocasiones se deben dar, y por
consiguiente tienen también el suyo. Va hemos marca­
do todas las veces en que son preferibles, y aqui solo
nos resta que decir que se llaman genéricamente galle-
íes, y que matan prontamente al toro, porque cutían en
el pecho y le pasan los pulmones.
Muchas veces también sucede que la espada entra
oblicua, y asoma la punía por el otro lado; esto es muy
feo , y depende de haber hecho mal la suerte : entonces
se dice que está el toro atravesado. También suele suce­
der que se corte la carne que une la cara inferior de la
espaldilla con las costillas, de lo que resulta que cuan­
§97
do el Loro se apoya en el brazo de aquel lado , se eleva
el hueso mucho mas de lo n a tu ra l, y el animal anda con
fatiga y coceando.
Otras y eres cuando el toro se ciñe mucho en la suer­
te de muerte , ñ bien da una colada, sucede que la espa­
da entra por e! lado contrario del que debía, esto es,
por el izquierdo del lo ro , y muchas veces ni aun lo pin­
cha : á esto es á lo que los toreros llaman irse la estocada
lw r c a r n e . También sucede con bastante frecuencia en
este caso entrar la espada por el tejido que hay debajo
de la p ie l, y seguir por entre el cuero y carne , sin ha­
cer casi ningún daño at toro , í! lo que llaman algunos
con bastante oportunidad enva in ar.
Después que se han dado estas diferentes estocadas,
aun cuando el toro esté herido de tal modo que no ne­
cesite recibir otra, no obstante, suele tardar mucho
tiempo en echarse, y tardaría mucho mas si no se em­
plearan los recursos que para estos lances tiene el arte.
Si el matador se d e jó , como es lo mas frecuente , la As­
pada dentro; deberá conocer si le trae mejor cuenla que
permanezca m etida, y que el loro se la meta mas , ó sí
cacándola tendrá que echarse mas pronlo. Cuando la es­
pada está puesta en buen sitio , que interesa parles bas­
tante nobles, y por estar poco introducida se mantiene
en píe el toro, se le deben dar por el mismo lado de
la espada capotazos secos , esto es, que no le hagan dar
vueltas como para m alario, sino solamente tirar una
cabezada sobre aquel lado , con la que se la clava mas
él. solo. Cuando por el contrario se quiere que el toro
eche la espada , ya porque estorba para ponerle otra, ya
porque sacándola se desangra mas y caiga, como es muy
frecuente, se le deben dar los capotazos por el lado
opuesto, con lo que la espada va saliendo, también se
le puede echar un capote á la cruz de ella , para sacarla
agarrada con él. Luego que haya salido, y se vea que
228
la herida da alguna sangre , deben los chulos ponerse á
los lados, y empezar á dar también capotazos secos, al­
ternando los de un lado con los del otro, para que el lo­
ro tire un achazo á la derecha y olro á la izquierda, con
lo que echa mucha sangre , y va perdiendo las piernas
y la cabeza basta que cae : se le obliga muchas veres á
echarse mas pronto marcándolo, haciendo que dé vueltas.
Muchas veces también sucede que el loro que ba re­
cibido una ó mas estocadas se aploma en la querencia
contra los tableros , y aunque ya está casi muerLo 110 se
echa ni sale A los cites : en este caso debe dejársele un
par de minutos quicio y solo á ver si se echa, y que ún i­
camente se le acerque el cachetero cuando ya se baya
echado ; pero si permanece en pie con la cabeza haja y
sin piernas, se debe tentar por todos los medios que
hay A ver si saleTy cerciorado el diestro de que no, lia r
y enguionarlo varias veces para ponerle bien la cabeza,
que si no está muy ba ja se hace que la ponga tobándo­
le con la punta de la espada en el hocico y en el testuz,
para que se descubra bien y se le pueda descabellar. Se
debe tener la precaución para hacer esta suerte de te­
ner un chulo ó dos que sean de bastante inteligencia,
para sino se mata ol toro , y sale tras el diestro por el
pinchazo que recibió, le metan los capotes , porque la
mala posicion en que aquel estaba cuando intentó des­
cabellarlo no le permite alejarse del centro con ventaja
bastante.
Algunas veces suele echarse el loro teniendo aun a l­
gún v ig o r, y estando el matador delante; en estos casos
se recela con frecuencia del cachetero que siente venir
por detrás > y se levanta ó hace el amago; cuando tal su­
ceda el matador debe atronarle con las mismas precau­
ciones que dijimos debía tomar para descabellarle, pues
la acción es la misma, sin otra diferencia que descabellar
se dice cuando el toro está en pie, y a t ro n a r cuando es-
l;i echado, aunque la mayor paite cío la gente, y aun
de los toreros , 110 conocen esta diferencia , y dicen ge­
neralmente a tro n a r,

CAPITU LO X I I I .

Del ver llegar los ¿aros.

In ú til sería cuanto hemos dicho hablando de las suer­


tes, si no llamásemos mu y particularmente la atención
sobre esta importante parte del arte de torear.
Consistiendo todas sus reglas en hacer á tiempo los
eo[’respondientes movimientos para librarse del toro, y
correspondiendo A cada uno de los que este baee en la
suerte uno del torero con que lo elude, es evidente que
es menester tener la yista fija siempre en él para com­
binar muy á liempo aquellos movimientos , y á esto es
á lo que los toreros han llamado ver llegar los toro s . Pa­
semos, pues, A marcar en cada una de las suertes espli-
cadas el modo y el momento de verlos llegar con per­
fección.
En las suertes (le capa hay que atender, primero al
mumento en que entra el loro en jurisdicción , y hum i­
lla; segundo al instante en que mete la cabeza en el e n ­
gaño; y tercero al liempo en que estando fuera tira la
cabezada. Se debe atender A lo prim ero, porque nos
muestra si es preciso enmendar el terreno, ó cambiar­
lo, ó bien permanecer tranquilo , porque la ros camina
sencillamente por el suyo: á lo segundo, porque marca
cuándo debemos cargarle la suerte, y hacer el quiebro
que divide los terrenos; y á lo tercero, para tirarlo s
brazosá tiempo, y darles el remate largo ó corto , por
alto 6 por bajo, según lo requiera el carácter del toro,
y para dejarlo prevenido para segunda suerte.
Si hemos visto lo necesario que es el ver llegar á les
2?> O
toros en las s u e rtes de capa, de bem o s in fe r ir lo útilq u ti
que será en todas las de b a n d e rilla s . E n e f e c t o , el q ue
b a n d e r ille a debe o b s e r v a r el m o m e n to en que el t o ­
ro llega á ju y is d iccio n , h u m illa , t ira el a c lia z o , sufre
el d e s t r o n q u e y se r e p o n e , y le re co n oc e el v i a j e ; p ara
e m b ro ca r , .c uad rarse , m e t e r los b ra z o s y salir con pies,
á tiem po tudo y cu a n d o sea n e c e s a r i o , p u e s el b u e n é x i ­
to de la s u e rt e consis te en a c o m o d a r con o p o r tu n id a d á
cada m o v i m ie n to dei l o r o q u e él nos m a r c a el a rte p ara
b u r l a r l o , en a te n c ió n a q u e nos pone en situ ac ió n de
co n se g u ir n u es tra id e a , sin t e n e r ni a un r e m o t a m e n te
algún p eligro , y s erá im p o sible el ve rifica rlo sin e sta rlo
o b s er va n d o e x a c t a m e n t e p a r a v e r el 111 o m e n t o en que
e f e c t ú a ios m o vim ie n to s q u e nos s i r v e n de gu ia. Por
t a n l o , sin este req uisito , i n s e p a r a b l e é h ijo del v a lo r,
ja m á s se to re a r á con p e r fe cció n y s e g u rid a d .
VA ve r lleg ar los toros no es m e n o s n e c e s a r io en ia
s u e rt e de re c o rte q u e en las a n t e r io r e s . VA q u e re co rta
de b e ten er m u c h ís im o cu id a d o en o b s e r v a r con e x a e li*
Lud cu á n d o e n tra en el ce n tro del q u i e b r o , y el m o m e n ­
to de la h u m illa c ió n y colada del loro , p a r a h a c e r l e
a q u e l á tiem po y m e te rs e e n su t e r r e n o , co n c lu y e n d o
a si la s u e rt e co n s e g u rid a d . T a m b ié n d e b e r á v o l v e r la
c a r a p a r a o b s e r v a r la s alid a del t o r o , v e r si se r e p o n e
pro n to y si le o b s er va el viaje , p a r a salir 6 110 con pies,
s e g ú n ei caso lo e x ija . VA m e n o r d e sc u id o en esto p u ed e
a c a r r e a r m uchos danos : las s u e rtes son s e g u r ís im a s , en
usando á tiem p o de las re g la s y m o v i m ie n t o s . q u e p o s e e
ei a r t e para l o g r a r un é xito feliz : para esto es i n d i s p e n ­
s ab le p r e s t a r m u c h a a te n ció n á lo s m o v im ie n to s q u e los
loros h a c e n , q u e son los que m a rca n el m o v i m ie n to
op ortu n o de e je c u t a r noso tro s los que ha n de i n u t i li z a r ­
los , re s u lta n d o la se g u rid a d de e lla s de la e x a c t a e je c u ­
ción de dichos m o v i m ie n t o s , s e g ú n las re g la s infa lib les
de la t a u ro m a q u ia .
a-*í
En e leelo, ja m á s p e í ii; ;rará H (fin* use de flirts A t i e m ­
po , para Lo cual os in disp e n sa ble el v e r H o r a r i o s toros,
pues si olios son los (jue nos m a rca n las regias ti tí que
debemos o s a r , y el m o m e n to de su a p l i c a c i ó n , ¿so pi>*
drá e j e c u l a r s e g u r a m o n to sin este re q u is it o suerte a l g u ­
na ? C i e r t a m e n t e q u e no ■y os i a rito ma< n ece s a r io en la
de r e c o r t e s , rom o que en ella no [(‘nom os oíase algun a
tic e n g a á o para n u es tra d e fe n s a , la cual está toda en
hace r ol q u ie b ro muy á tiem p o , lo {]uo os im p o sible sin
\ e r l le g a r al (oro.
E ste re q u is it o os cuan do m eno s tan n ece s ar io en la
muerte do p a r ch e o como en la de b a n d e rilla s , y consisto
en o b s e r v a r al loro lo mismo que dijirnos en a q u ella , y
>on t a m b ié n ios mismos m o v i m i e n t o s , pues com o y a
hemos visto , la suorle es una 011 lo e se n cia! , y solo se
diferen cia por los accid en tes .
En los pasos do m n ie la es in d isp e n s a b le á lo monos
ver üoiiar los l o r o s , y tan to mas cu a n to se separa en
ella t'l cuerp o del e n g a ñ o , p u es si por Jaita de v e r l l e g a r
se ad ela n ta la s u e rte , y an te s de que el toro lo m e el uli­
ga fio se m e te el d ie stro en su terre n o é intenta r e m a ­
tarla , p o r sencillo q u e sea , com o no estA e m p a p ad o eu
ningún o b j e t o , y a d v ie rt e d e n t r o el bu lto m a y o r , irá A
reina Lar sobre él y lo e m bro ca rA por la e s p a ld a , siendo
in e v ita b le la c o g i d a com o el toro c o n s e rv e los pies. A s i
es q u e se h a c e in disp e n sa ble e sta rle o b s er va n d o e x a c t a ­
m ente , y v e r el m o m e n to en q u e llega A ju r is d icc ió n y
loma el e n g a ñ o para h a c e r la suerte A t i e m p o , siendo
m e jo r en osla a tr a s a rs e un poco que a d ela n ta rs e , pues
como ya he dicho es e s p u e s tis im o .
Si es n ece sario en todas las s u e rtes ver l le g a r los l o ­
ros, tanto mas lo será en la de m u e r t e , p o r ser mas
co mplicada que o tra a lg u n a . En e f e c t o , es preciso o b ­
s e r v a r en olla , lo p rim e ro , cu á n d o lle^a el loro á j u ­
risdicción ; lo sí-vrundo , n i fu i. lo h u m illa ; lo tercero,
§32
cu á n d o l le g a á la e s p a d a ; lo c u a r t o , cu á n d o e stá en el
ce n tro ; lo q u in to , cuán do sale de é l ; y lo seslo T cuá n do
re m a ta , E n no o b s er va n d o m u y e x a c t a m e n t e estos m o ­
vim ie n to s no p u e d e salir la s u e rte con lim p ie z a y s e ­
g u r i dad q u e sus re g la s ga ra n tiz a n ; es p u es de p r i m e ­
r a n ece s id ad a te n d e r lo s y m e d irlo s p ara h a c e r el q u i e ­
bro y salirse del ce n tro m u y á t i e m p o , d e ja n d o a d e ­
mas cla v a d a la e s p a d a en el m o m e n to q u e en su l u g a r
dijim o s.
Cuanto lle v o dicho en este ca p ítu lo so bre lo útil q ue
es v e r l le g a r los toros en las s u e rt e s , se d e b e e n t e n d e r
de todas las demas que se c o n o c e n , p u es no h a y u n a
q u e sea s e g u ra si fa lta e ste requisito*

CAPITU LO X IV .

Ve algunas otras suertes de á pie.

A d e m a s de todas las s u e rtes de q u e y a h e h a b la d o , se


s uelen h a c e r a l g u n a s otras, q u e a u n q u e no tan f r e c u e n ­
tes ? sin e m b a r g o im p o r t a m u c h o conocer- A s i es q u e da­
r é una s u cin ta esp licacio n de e ll a s , p er o q u e b a s t a r á
p a r a e je c u t a r la s co n s e g u r id a d , m e d ia n t e las n ocion e s
que preceden.
E m p e z a r é por los m odos de salta r los lo ro s que son
m a s f r e c u e n t e s , y s igu ie n d o el o rd e n de la a n t i g ü e d a d
de estos s a lt o s , s erá el p r im e r o q u e nos o cu p a el salto
ras-cuerno.

articulo prim ero .

Del salto, á tras-cuerno.

P a r a dar este salto se sale al lo ro co n el c u e r p o l i m ­


pio com o sí so le fuera á h a e e r un r e c o r t e , p ero t o m á n ­
233
dolo b a sta n te a tr a v e s a d o ; se procuran» que el toro co ­
n oz ca el v ia je p ara q u e e m p ie c e á c o rta r t i e r r a , y el
diestro irá de te n ién d o lo 6 a c e l e r á n d o l o , s eg ún lo que
c a lcule que sea suficiente p ara l le g a r á hacer el centro
de la s u e r t e , e n t e r a m e n t e a tr a v e s a d o y con la salida l a ­
p ada : en este ca so ha ce la h u m illa c ió n e l Loro p ara r c -
c o g e r el b u l t o , y el to rero se a pro ve ch a de este m o m e n ­
to para salta r por c i m a de los cu e rn o s y lib r a r la c a b e ­
zada: tiene e ste salto la v e n ta ja de no c o rta r la v io le n c ia
del v i a j e , por lo cual se p u e d e h a ce r co n toda clase de
l o r o s , en a te n ción á q u e por m o c h o q u e sea el v i g o r
q u e ten ga en las p ie r n a s , y la p ro n tit u d co n que se r e ­
v u e l v a n , n u n ca p o d rá n h a c e r s e d u e ñ os del bulto.

A R T ÍC IL O II.

D e l s a lt o so bre el t e s t u z .

P a r e c e q u e el lam oso L o r e ii c i l l o , c u y a lige re za s a b e ­


mos q u e fue e s t r e m a d a , lo e je c u t a b a co n m u c h a lim p ie ­
z a , y q u e su d is c íp u l o , el c é le b r e y de sg ra cia d o José
C á n d id o , no le ce d ía en n a d a dando esta clase de salto.
Se p u e d e h a c e r esta s u e rt e de dos m o d o s , ó bien e s ­
tando p a r a d o , citando al t o ro , y e sp e rá n d o lo h a s ta q ue
e n tre en ju ris d icc ión y h u m illa p ara r e c o g e r el b u llo ,
en c u y o m omento se le pone el pie en la ra iz de los c u e r ­
nos y en el medio de la c a b e z a ó te s tu z , 6 p ara lib ra rlo
todo de un sallo y c a e r por la c o l a , salie ndo con todos
los pies , ó bien , y es lo m eno s f r e c u e n t e , salir á él con
d ife r e n te v i a j e . y cu a n d o se l l e g u e á e m b r o c a r dar e l
?alto del m odo dicho. De c u a lq u ie r a de ellos es u n a s u e r ­
te, m u y l u c i d a , y q u e n e c e s ita q u e el diestro re ú n a en
un grado m u y s u p e r io r las cua lida des n e c e s a r i a s p ara
to rear.
L os m e jo r e s loros para e je c u t a r esta s u e rte son por
33 д
sup uesto los b o w m U s , poro tam p o co deben dar n in g u n a
ríase de cu i da do los que se ciñ en , Jos que ga n a n t e r r e ­
n o , y b a í t a los q u e re m a ta n en el b u l t o , en t e n ien d o la
p re cau ció n de que co n se rv a n p ier n a s y ten ga n la c a b e ­
za bien p u e s t a , pues m u c h o s toros la tienen m u y d e s ­
co m p ue sta por n a t u r a le z a . Los toros que dan mas c u i ­
dado en esta s u e rte son los r e v o lt o s o s , p u es por el m u ­
ch o celo que tien en por los o b j e t o s , y la fuerza con que
hem o s dicho se so stie ne n sobre las manos en toda clase
de s u e r t e s , pued en de te n erse i m p u r o , alzar la ca b e z a ,
лег el bulto por cim a , saltar y e n g a n c h a rlo ; ó bien , por
solo d e t e n e r s e , no deja r el centro libre y c a e r el torero
sobre él. A si es q u e e n c a r g o m u y p a r t ic u l a r m e n t e que
no se haga esta s u e r t e co n esta d a s e de Loros.

ARTICULO 111.

V e i sa lt o d e la g a r r o c h a .

P a r a d a r e ste salto se toma u n a v a ra de las de d e te ­


ner, y sí tiene la p u y a se pone ha cia a bajo , con lo que so
a s e g u r a mas en Ja tierra; se r e t i r a el diestro en m edio de
la p laza vie n do v e n ir al to ro , y puesto en la m ism a ree^
tilud q u e si fuera á v a d e a r a lg ú n a r r o y o , a p o y á n d o s e
en el palo y dando un salto al otro la d o; cu a n d o y a la
res va á e n l r a r en j u r is d i c c i ó n , se da u n a p e q u e ñ a c a r ­
rera , y se toma la v io le n cia n e c e s a r i a p a r a dar el sallo
a p o y a d o en el p alo y caer por detrás d e l toro. Es la s u e r ­
t e , com o se v e por su esp lica cio n , es tam b ién muy b o ­
n i t a , y solo ten go que a d v e r t ir p ara su s e g u ra e je cu ció n
q u e n o se haga con toros revo lto so s, p o rq u e p u ed en con
facilid a d dar una co g id a , y q u e s erá m u y op ortu n o s a ­
lir co n p ie s , y llev arse si es posible la g a r r o c h a , p u es si
dado el salto se deja c a e r , y lu e g o el toro hace por et
c u e r p o , 110 h a y defensa* m ie ntra s que si se q u e d a eí
235
diestro con ella podrá re p e tir el s a l l o , lo q u e ten d rá un
jnérito p a r t ic u la r .

AlíTlCCLO IV.

De la lanzada d ¡nc.

Esta s u e r t e , a u n q u e y a casi no se v e , tuvo sin e m ­


b argo tan ta n o m b ra d la a n t i g u a m e n t e , p o r la m u c h a se»
renidad q u e se n e c e s ita para p r a c t ic a r l a , q u e d e b em o s
dar una lig e ra noticia de ella.
T a r a e je c u t a r l a de b e usa rse de una lanza , cu y o
palo ten ga de largo de tres y m edia A c u a t ro v a r a s , y
de g r u e so sobre tres p ulgadas de d i á m e t r o , de u n a m a ­
dera m u y Tuerte, y que no s a l t e , ni sea q u e b ra d iza .
L a lanza p ro p ia m e n te tal d e b e r á tener un palm o do
l a r g o , y el g r u e so y a n ch o co rr e s p o n d ie n te s .
íse situará el d ie stro á unas seis v a ras distante d é l a
puerta del t o ril, t e n ien d o la rodilla d e r e c h a en t i e r r a ,
y el re g a ló n de la l j n z a ha cien d o p unto de a p o y o en un
h o y o , q u e de a n t e m a n o de b e h a b e r s e h e c h o en tierra,
la punta debe e s t a r a lta , so bre tres cuartas ó poco mas,
p a r a q u e co r r e s p o n d a á la (Vente del loro , q u e es donde
debe cla va rs e. Toda la h a b ilid a d de la s u e rt e se r e d u c e ,
com o se ve , á que el loro se c l a v e ía lanza ■y por si e sto
no s u c e d e , y trata de a c o m e t e r al b u l t o , se de b e t e n e r
un ca po te p ara d e fe n d erse .

ARTICULO V.

Del modo de capear entre dos ,

P a r a h a c e r e sta s u e r t e se tom a un ca p o te b astante


g r a n d e , y cada uno de los q u e h a y a n de c a p e a r l o a g a r r a
por u n a punta; se sit úan & Ja distan cia quo in d iq u en las
азе
p ier n a s del toro, y le h a r á n la suerte c o n fo rm e las reglas
q u e para Jas de capa d e ja m o s e s t a b le c id a s , de bién do se
te n e r p re se n te q u e los r e m a te s son siem p re por a lio , y
que al co n c lu ir la s u e rte se d e b e n ciar cu a tro и seis p a ­
sos de espalda, y c a m b i a r l a s m anos del ca p o t e , p u es h a y
q u e to m arlo con la c o n tr a r ia , en ra z ó n á q u e se ha dado
media vu elta sin c a m b ia r de te r re n o . E s te m o do de c a ­
p e a r es m u y seguro, y s u s c e p t ib le de h a c e rs e co n todos
los toros: la p r i n c i p a l defen sa consiste en que n u n c a se
suelte el c a p o te .

ARTICC1.0 v i .

D e l m o d o de p i c a r los t o r o s , m o n t a d o so bre o t r o h o m b r e .

P a r a e je c u t a r e sía s u e rte se pone el d ie stro m o n t a ­


do en el h o m b r o de otro torero, que ll e v a r á en la m a no
la m u l e t a , y el de encim a a rm a d o con la v a r a de d e t e ­
n e r , co m o si fu e r a v e r d a d e r a m e n t e Л p icar . l>e este m o ­
do e l q u e tiene la m u le t a cita al toro co n fo rm e á la s r e ­
glas q u e para el m a ne jo de ella hemos dado, y el de e n ­
c im a , cu a n d o e stá en la h u m illa ció n , le pone la g a r r o ­
cha y lo pica. E s in ú til d e cir q u e q uien p rin c ip a lm e n t e
h a c e la s u e rte es el de la m u le ta .

ARTICULO VI I.

D e l m o d o de m a n c o r n a r .

E s ta s u e rt e , a u n q u e 110 es de plaza, es m u y lucida, y


p u e d e t a m b ié n t e n e r lu g a r en ella cuan do el toro h a y a
e n g a n c h a d o á a lgun o , ó cuan do por fu e go ó caída de a n ­
da mio ú otro a ccid en te se e c h a Ja g e n te á la p la z a , y es
m e n e s te r s u je ta r al toro p a r a e v i t a r d e sg ra c ia s,
V qv f u e r z a y habilidad q u e t e n g a un h o m b r e no p o ­
§37
drá segura m on te él solo s u j e t a r un lo ro , au n q u e no ten ­
ga mas q u e cu a tro aíios; y p or eso los v a q u e ro s , que son
los q u e con m a s f r e c u e n c ia liacen esta operacio n , v a n
siem p re en n ú m e ro de tres, c u a t r o ó m as, cu a n d o t r a ­
tan íle c o g e r , com o ellos dice n , un a res de c a b e z a . Sin
e m b a r g o , un h o m b r e p u ed e, a u n q u e con dificultad , s u ­
j e t a r un n o v illo u tr ero . C uando se trata de c o g e r un t o ­
ro, se le de b e p rim e ro ca pe ar, h a cié n d o le s u frir todo el
d e stro nq ue posible, y cu a n d o ¡>e nulo q u e y a está sin
piernas, lo cual se co n sig u e muy p ro n to e n sabiendo bien
sacarles la capa; al p asar por j u n t o al cu e rp o se le co ge el
p itón con la m a n o de su lado, e sto es, que el pitón de -
reclio se le asirá con la m a n o d e r e c h a , y la otra, d e s ­
pués de dado una v u e lt a con el c u e r p o , que dehe c a r g a r ­
se y d e sc a n s a r sobre el b ra z u elo , p u es es el modo de su­
je ta rlo s m ejo r, c o g e r á el pitón del otro lado, p asando p o r
en cim a del morrillo: in m e d i a t a m e n t e d e b e r á o t r o h o m b r e
p o n e rs e e n e l o tro lado, y a g a r r a r s e olro á la co la, y si
qu ie re n lo e ch a n en tie r r a , e n donde se le v u e lv e la c a ­
beza, y se le pone u n pié en el ho cico , con lo q u e q u e d a
s eg u ro . T a m b ié n se h a c e , c u a n d o no es u n a res de m u ­
cho cuidado , t o rce rle uno la c a b e z a , m e t e r l e e l h o m b r o
en la b a rb a , y tu m b a r la si se q u ie re , y si no t e n e r l a a s i
sujeta, q u e es lo q u e s o l l a m a e m b a r b a r*

CAPITULO X V .

D e a l g u n a s p a r t i c u l a r i d a d e s qu e debe t e n e r pre s e n te n
el t o r e r o .

L o s toros 110 todos c o rn e a n bien ; h a y a lgu n o s m u y


torpes, y todos ellos t ien e n nn lado de que son mas d ies­
tros: est o es co n ocido desde el m o m e n t o en q u e se les ve
c o rn e ar u n a vez, y aun cu a n d o no, es b ie n sabido que
del lado c u y a o re ja mue ve?! mas á m e n u d o y m e n e a n
S3 8
enn mas pro n titud , de e?o co rn e an m e jo r . S u c e d e t a m ­
bién que del lado p o rq u e se Ies ha dado m a s salidas en
las suertes co ge n mas b i e n , y el torero, q u e debe h a c e r-
Jas? todas con la m ism a facilidad por c u a l q u ie r a de ellas,
de berá I n c o a r s iem p r e p a r a bu salida a q u e l por donde
están m a s sencillas.
Los b a n d e rille ro s g e n e r a lm e n t e no p area n bien sino
p o r una maní}· de m odo que a u n q u e el loro esló m u y s o­
bre sí, y el cu e rn o de la infida sea el m aestro, no se c a m ­
bian; y por esto son mas f re c u e n te s la s cogidas: por tanto
les e n c a r g o que desde el p rin cipio se a c o s t u m b r e n á p a ­
r e a r i g u a l m e n t e por am bo s lados, p u es de este modo co j
ge rá n s ie m p r e á los toros por el lado sen cillo, y no se les
q u e d a r á uno por b a n d e rille a r .
S u c e d e tam b ié n co n m u c h a fr e c u e n c i a q u e un toro
q u e salió b o y a n t e espe-rimenta lu e g o u n a v e r d a d e r a
t ra n sfo rm a ció n , y se h a c e de s e n t id o , lo cu a l es efecto
de h a b e r dado u n a cogida, ó de h a b e r lo to re ad o m al. Sea
p o r el m o t iv o q u e q u ie ra , co n o c id a la tra n s fo rm a ció n ,
de b e el tore ro lidiarlo s eg ún la clase á q u e n u e v a m e n t e
c o rr es p o n d e, y t e n i e n d o p r e s e n l e que si se hizo malo p or
h a b e r dado u n a co gida , 110 se le de b e h a c e r s u e r t e en el
p a r a j e en que la dió, ¡mes cu a n d o los to ros e st á n en s i­
tio p ropio y co n se n tid o s son m u y ca rn ic e r o s, y si dan se­
g u n d a cogida es s u m a m e n t e p e lig r o s a , y se h a c e lue go
casi im p o sib le el a p a r t a r lo d e allí. Esto d e b e n ten erlo
p r e s e n te co n m a s p a r t ic u la r i d a d los p ica d o r es , pues
e llo s son los que se v e n m a s á m e n u d o en el c o m p ro m iso
d e ir á b u s c a r ai toro en el sitio propio: es tal el cora ge
q u e tien en cuan do están en este ca so, q u e yo he visto
m a s de u n a v e z d a r siem p re p o rra z o s al p icad o r, y p e ­
ga rs e e s t r a o r d i n a r i a m e n t e e sta ndo a po dera do s de un si­
tio, y y e n d o á busc-arios á él, m ie n t ra s q u e estos m ism os
loros los lian sacado á o l r o p araje , y han h e cho la s u e rte
como bo y an tes , sin r e c a r g a r , ni mosl rae indicios di? codicia
939
T am b ié n üiicr-.-T-*níc, ios toros e xp e r im e n ta n tra n s ­
form acio nes e u bien *k ¡ íps torero?;, y que uno q u e salió
gan an do torre no ó re in al ando en el b u llo , c o n c l u y a c i ­
ñe mióse, ú par Lie tul o com o un boyante* G e n e r a l m e n te
esto s u ce d e p orque los tales lo ro s son m u y sentidos, sn
du elen m u c h o del castigo* y como lo e x p e r im e n t a n siem ­
pre que se a c e r c a n al lm lio, c o n c i l l e n m u c h a s ve ce s
hasta por e c h a rs e Cuera: no o b s ta n te , d eben s iem p r e to­
rearse con algún cu idado, p r in c ip a lm e n t e cuan do se les
ya á h a c e r a l g u n a s u e rte en q u e no se les pinch a, pues
se c o n sie n t e n co n facilidad, y á ta seg u n d a en tra n ya con
codicia por eJ bullo,
l'n a de las cosas que d e b e n dar mas cuidado ol to­
re ro es q u e el loro ten ga la c a b e z a d e s c o m p u e s t a , y p o r
lo r e g u l a r Llenen de ello la culpa los m ism o s lidiado res,
pues a u n q u e es c ie rto que a lg u n a s v e c e s desde que salen
por la p u e r ta del to ril vie n e n con la ca b ez a d e s c o n c e r t a ­
da, sin e m b a r g o , lo mas f r e c u e n t e es que en la plaza se
la d e sc o m p o n g a n con los ca p o t a z o s mal dados, y con las
ch a q u e ta s y p a ñ u e lo s q u e les e c h a n desde los a ndam ios;
nsi los a c o s t u m b r a n á c o r n e a r sobre alto, y á li r a r i n c e ­
santes d e r r o t e s , c o n q u e lu e go d e s a r m a n al diestro en
la s u e r l e . Por la u t o , re c o m ie n d o q u e n unca se les e che
el ca po te para d i a r i o s al testuz, sino s ie m p r e b a jo , p ara
que se a c o s t u m b r e n ix h u m i l l a r bien y d e sc u b rirse; y los
m a ta d o res ten drá n un e sp e cial cuidado cuan do v a y a n á
m atar, p a r a si el Loro no tien e bien co m p ue sta la ca b ez a
a r r e g l á r s e l a con la m u le t a , 6 co n u n a capa si fuere m e ­
n ester, a d v ir tié n d o le s q u e el la n c e p eo r en que puede
ve rs e e U o r c r o e s c u á l i d o eu la e sto ca da de m u e rt e el t o ­
ro se p ara en id ce n tro tira n d o d e rrote s , y lo de sa rm a.
T n este caso la co gida es casi i n e v i ta b le , p er o si se p u e ­
de h a c e r q u e 110 l le g u e este la nce co n solo cu id a r de
compone ríe la ca b ez a
A si com o los c a b a llo s , tienen los toros algun as veces
2/,O
un b ra zo ó una p ie r n a mas finían v y un lado de m as
vig o r por donde c o g e n m e jo r : et to rero d e b e o b s e r ­
v a r todo esto p a r a c o m b in ar 1? s u e rt e del modo mas s e ­
gu ro .
T a m b ié n deben los to re ro s t e n e r p r e s e n t e , y los de
á caballo con p a r t ic u l a r i d a d , q u e cu a n d o los toros e cha n
t ie r r a y e sca rb a n la rd a n en a r r a n c a r , y g e n e r a l m e n t e
no lo hacen ha sta n u e v o c i t e , ó hasta que los o b lig a n de
n uevo; t a m b ié n es co n sta n te q ue an te s de a r r a n c a r vu e l­
v e n de pronto y e n d e r e z a n las o re ja s y hacen una g r a n ­
d e i n s p ira c ió n , que se conoce en lo q u e h in ch a n el hijar.
Otra a d v e r t e n c ia im p o rt a n t e es que cu a n d o se trata
d e a b r i r el toro , esto e s , d e sv ia r lo un poco de las labia s
p a r a h a c e r s u e rte con é l , se d e b e n dar los ca p o t a z o s p o r
d entro para que el toro dé una vu elta , c u y o r e m a te es
sobre el terre n o de a f u e r a , y q u e d e en disposición dtí
h a c e r s uerte. Cuando por el co n tr a r io e stá m u y d e sv ia d o
y se trata de c e r r a r l o un p o co , los ca po tes se d a rá n de
f u e ra á d e n t ro .
Se p ued e m u y bien co n sid e ra r en los toros dos a ccio ­
nes p rin cip a les , á saber, la o fe i m v a y la defensiva·, se e n ­
t ien d e por a cción o fen s iva : todo m o v im ie n to del toro
cu y o o bjeto es a p o d e ra rs e del b ulto , co g e rlo , d e stro za rlo ;
y por acció n d e fe n s iv a , aquella co n q u e in tenta e v a d ir
las s u e r t e s , y e v ita r el da ño que en ellas e s p e r im e n t ó
y a . En la p r im e r a de estas a ccio ne s se co m p re n d e n la s
a r r a n c a d a s / l a h u m i l l a c i ó n , el a c h a z o e t c . j y en la s e g u n ­
da el ta p a r s e j v a c i a r s e de los c e n t r o s e tc . e t c .
L a a c c i ó n o f e n s i v a es mas propia de los toros b ra v o s y
b o y a n t e s , y la d e m u e s t r a n en la m a s p e q u e ñ a c o s a ; asi
es , por e je m p l o , que estos loros c u a n d o van sig u ie n d o
á un peón y se les escap a por un b u r la d e ro , se q u e d a n
c o rn e án do lo con cora ge 9 que es á lo q u e se llam a e n el tfj-
ro r e m a t a r ·. la a c c i ó n d e f e n s i v a por el co n trario es mas
in heren te á los toros a b a n t o s , y mas p a r t ic u l a r m e n t e á
C'M !
los tic senLido, que p a r e c e m u c h as ve re s qt¡e ia saben Ur_
re r s e r v i r tam b ié n como m edio de ofen der.
(lomo no todos ios to rero s son tan diesIros que p u e ­
dan e s t a r seguros-de sor j a m á s c o c i d o s , d ir e m o s algo
que p u e d a s erles ú l ü en el ca so de e sp e r im e n t a r esta
desg ra cia .
Ls m u y f re c u e n t e la c o g i d a , por por el toro s u p er io r
en pies al die stro que lo vá c o r r i e n d o , y que no lo hizo
con las p re ca u cio n e s que dijim os en su lu g ar . Kn esle r a ­
so vista ya la im p o sib ilidad de sacar ve n la ja por p iernas,
se d e tie n e mi poco la c a rr e r a . y se v u e lv e la c a ra para
v e r ll e g a r al toro , y en el m o m e n to que hornilla deja r s í ;
caer de pronto al suelo, de modo (pie la co rn a d a es en el
a i r e , y lo mas q u e p ued e el diestro sufrir es por a lgú n
p e z u í i a z o , au n qu e g e n e r a lm e n t e en e sle ('aso re b rin ca
y salva todo e l bulto. T am p o co es f re cu e n te q u e v u e l v a
el toro; pero si p or una ra re za s u ce d ier e, d e b e r á el d ie s ­
tro al v e rlo v e n ir , ó bien le v a n ta r y m e ne ar las piernas
para que se distra iga con ellas y deje el c u e rp o , ó bien
cuando v a y a á h u m illa r para re c o g e rlo ro d a rs e , d i g á ­
moslo a si, h a cia sus p i e r n a s , para a s e g u ra rs e á una , y
que no le pueda corn ear: tam b ién si se puede debe c o ­
gerle un p i l ó n , y asirse fu e r t e m e n te á éh
Los b a n d e rille ro s cu a n d o por h a b e r hecho una s a li­
da falsa se v e n en este c a s o , tien en la v e n ta ja de poder
h a ce r uso de las b a n d e r illa s , y c la v a rla s en el hocico al
toro , co n lo c u a l s ie m p r e re b rin ca y se va.
T am b ié n los m atadores cuando son a rro lla do s p ued en
h a ce r uso de la espada, y a u n q u e sea m a l a r al toro h i ­
riéndole en el p ech o , p u es an te s que todo es la vida de
un h o m b r e .
L o s to rero s que p re s e n c ie n estos fatales .accidentes,
lejos de ser p asivos e s p e c ta d o r e s , y m irarlo s ru n .n u a
execrable in d ife re n cia , d e b e n p ro d ig a r cu a n to s a ux ilio s
estén de su p a r t e , p ero sin atol o m iram ie n to v coa fu*·
16
242
pión . bien p ersuadidos do que u n ra p ó le bien ce b a d o
ha ce del loro lo que se q u i e r e , y m u c h o s mal d i r ij i -
dos nada s i r v e n , no siendo pocas las ve ce s q u e por esta
desorden y to rp ez a si se libe ría una cogida es í\ costa de
otra*

C A P IT U L O X V I.

M o d o de c a c h c t a r ,

t i a c a c h e t a r ú dar la p un tilla á los torus es un feliz


d e scubriin en to , y cuy a utilid ad en la p laza es bastante
manifiesta»
L a m a y o r p a r t e de los loros tarda ría n un t ie m p o
co n sid e ra ble en a c a b a rs e de m orir con sola ia e s t o c a ­
da , y el cual espacio se d e b ería p a s a r en b la nco e s p e ­
ran do con im p a cie n cia y disgusto el últim o mu m entó de
l a f ie r a , a n o ser que un gollete que in u n d ar la la p la z a
a b r e v ia r a su e x is t e n c ia .
Con el o bjeto , p u e s , de e v i t a r estos d is g u sto s al e s ­
p ectador, se hace uso del c a c h e te ro , el c u a l i n s t r u m e n t o
co n siste en un c ilindro de acero de una p u lg a d a de d iá ­
m e tr o y u n a tercia de la rgo , c u y a e str em id a d c o n c lu y e en
u n a esp ecie de lunciLa, y la o p u e s ta tiene su c o r r e s p o n ­
d ie n te a g a rra d e ro de m a d era. E stando ya echado e l toro,
y el m a ta d o r delante con la m u le t a m u y in rn ediala á él y
fija para q u e no m e n e e la c a b e z a , se irá por detras el q u e
h a y a de a c a c h e t a r l o , y d e un golpe le i n tr o d u c ir á la
p u n tilla por el sitio del te s tu z que co rresp o nd e á la p a r ­
t e m edia, y á pocas p ulgadas de distan cia de la raiz de
l o s cuernos, con lo que va á c o rta r la m édula, e s lin gu ie n -
do asi la v id a con la m ism a velo cida d q u e la es tin g u e un
rayo.
CAPITULO XVII.

M o d o de d e s g a r r e t a r .

(iliando no h a y m edio de h a c e r m o rir al toro por <’ 1


nrden r e g u l a r q u e se lle v a en las p lazas , se m a nda sol­
ear el asta 6 m e d ia luna para d e sb a rreta rlo .
E s te in str u m e n to consiste en un c u a rt o de c ir c u lo de
acero co rta n te en su b orde cón cavo . y por el c o n v e x o
unido á un palo igual al de las v a r a s de de te n er.
E l uso q u e se ha ce de él se limita á c o rta r los t e n ­
dones de las p ierna s T con lo cual e l to ro cae , y p uede
ser m u e rto como se q u i e r a .
Esta opc ración es m u y de sa g r a d a b le , y s eria de d e ­
sear q u e se d e s t e r r a r a de Jas plazas.

PARTE SEGUNDA.

arte ni; roar\ít a G A BA IT .o.

C A P I T U L O I.

D e la s c u a l i d a d e s que d eb e ten?.r el iorv.ro de á ca ba ll o .

Si h e m o s v is to q u e es in d isp e n s a b le para ser torero


de ¿ p i e r e u n ir cie rta s c u a l i d a d e s , y sab e rla s a r r e g l a r
de m odo q u e se s a q u e de ellas el p a r tid o q u e se n e c e s i ­
ta, para to r e a r ¿i caballo son n e c e s a r ia s o t r a s , sin las
cuales no se dará un paso a cer ta d o y seguro.
E l to rero de á ca b allo de b e ten er v a l o r , fínico d o ­
ble y r o b u s to f u n p e r f e c t o c o n o c i m i e n t o d o l a r t e , y s e r a d e ­
mas (jin ete c o n s u m a d o .
Totlo io q u e hem o s dicho del v a lo r co n relación á los
lo teros (le á p ie , debe en ten d e rse para los de á caballo,
y asi re m itim o s al lector al capí l ulo p rim e ro ele la p r im e ­
ra p arte, en q u e h a llará cu a n to co rresp o n d e al asunto.
Debe a d em a s el to re ro de á caballo ser forzudo, p o r ­
q u e si bien p ara las s u e rtes de á pie se n e r e s iía m a s li ­
g e r e z a que fu e rz a 3 para las de á ca b allo es in disp e n ­
sable e s t a , y con tanta mas razón en el día , q u e solo
se usa de la v a r a de d e te n er. C uando lia bienios lue go
d é l a s suertes en p a r t ic u l a r ? s e v e r a las ven lajas q ue
saca en ¿odas ellas un picado r de f u e rz a s , y (p¡e estas
no solo sirven p ara c o n tr a r e s t a r las del toro, sino t a m ­
b ié n p ara h a b é r s e la s con el c a b a l l o , p rin c ip a lm e n t e
cu a n d o se hallan los dos en e l suelo.
A s i es que por m u y g in e t e que sea el diestro Ty por
.m ucho c o n oc im ien to y valor q u e tu v ie re , no podrá , c a ­
re c ie n d o de la f u e r z a , re s is tir el e n co n tro n a z o , ni m u ­
cho m enos de: p e d ir al toro p o r la cab eza del caballo,
y no hará s u e rte en q u e no ten ga que sufrir un a c o g i­
da de mas ó m eno s co n sid e ra ció n . A d e m a s , que como
los toros se con sie nten s iem p r e que dan c o g id a s , y se
crece n al palo cu a n d o no e n c u e n t r a n c a s tig o , se le
p r e s e n ta r á com o b r a v o s y pegajo so s u n a gran p arte
de ellos , que si h u b i e r a n sen tido Lien el h ie rro ,
h u b ie r a n baja do la c a b e z a y se h u b iera n h e c h o b la n ­
dos y a u n cobardes* L le v a r á p o r tanto un sin n ú ­
m ero de p o r r a z o s , de que al ca b o ve n d rá á ser v i c ­
t im a , y j a m a s h a b r á podido h a ce r a larde de las b u e ­
nas cualidades q u e por o tra p arte lo ado rn ab a n. Y o c o ­
n o z co m u c h o s que se ha llan en esto o s o , y que no son
estim ados, p orque adem as de no l u c i r su trabajo por la
falta de p o d e r , m a ta n m u c h o s c a b a l l o s , y p er ju d ica n
á los c o m p a ñ e ro s por co n se n tir los t o r o s , y por el c o n ­
t rario co n o z co a lgu n o s otros que no siendo tan diestros,
tie nen b a sta nte opinion ú n ic a m e n t e , p o r e l m a c h o b r a ­
zo y el m u c h o ca s tig o q u e dan á las roses. S i , com o yo
a 45
deseo , se in tr o d u je s e otro a rre g lo en las corridas tin
toros , y los Loceros (le a caballo hicie ra n a lgu n as o irá s
suertes en q u e la d e str ez a , e l co n ocim ien to y el valor
tu v ie sen la p rincipal parte , y la fue rza j u g a r a a penas
p a p e l , t en d ría m o s mas toreros h á biles y mas m otivos
ele ti i versión.
L a s fr e c u e n t e s eaidas que dan a d em a s los p icadores,
y la d a s e de ropa q u e llevan de medio c u e rp o a bajo,
e v i t e n de su p a r le un físico re fo rz a d o p ara resistirlas
mas, s o ste n e r ia otra, y m a n e ja r s e con algu n a facilidad
cuan do se h a llen en lierra.
A d v i e r t o con respecto á los to re ro s de A caballo una
fatalidad que no puedo menos de p a t e n t i z a r a q u i , que
es su lu g a r op ortun o , y e n c a r e c e r con las m a y ores v e ­
ras su re m e d io : g e n e r a lm e n t e h a b lan d o los picadores
no tienen el c o n oc im ien to que deben de su profesión, y
y esta es la fatalidad de q u e me q u e jo . T e n e m o s , es
indudable , diestros de a caballo q u e no tienen que e n ­
vid iar A los L a u r e a n o s , C o r c h a d o s , P e r e z e t c , , y v e ­
mos con s a tis fa cc ió n q u e no faltan p icadores j ó v e n e s que
nos a s e g u r e n r e e m p la z a r co n ven Lajas quizas A los que
actu alm e n te se co n o c en como los m e jo r e s . Esto no o b s ­
tante, d ia ria m en te vemos salir A picar ho m b res con m u y
buenas p ro p o rcio n es, pero sin mas c o u n c i m i c u t o que el
que han a d quirido en el ca m p o d e rr ib a n d o r e s o s , y sin
otra prá ctica de Lomar por d elan te, que la de h a b e r dado
algunos p uyazo s en las lien Las A be e e rro s he ra les ó
utrero s. Por b r illa n t e que sea la disposición de estos,
por m u c h a q u e sea su a p l i c a c i ó n , y por muy decidida
que sea su afición , se pasará mucho tiem po an te s que
posean el c o n oc im ien to del a rle in disp e n sa b le para t o ­
rear co n s e g u r i d a d , y los aficionados é in te lig e n t e s no
podrán m eno s q u e e sta r disgu stado s p re se n cian d o un
a prendi'/age, y v ie n d o que los toreros de á pie tienen
á caí la m o m e n t o q u e e sta r diciendo al picado r lo que
Í5?46
debe hacer , y dúnele debe pnnerse. Y o bien sé q u e los
p icadores 110 tienen sino m u y ra ra ocasion de to m ar p o r
delante , y por tanto q u e en las plazas e s donde ú n i ­
c a m en te pueden soltarse y a d q u ir ir la práctica , por lo
cual debe hab¡j r esta t o leran cia de p a r t e del p úblico;
pero t am b ié n sé q u e pudieran cu a n d o lleg an á p re se n ­
tarse en e! ce rco v e n ir ad o rn ad o s del c o n o c im i e n t o de
los toros j de las s u e rtes . y en fin , de cu a n to el a r t e e n ­
c i e r r a en s i , y q u e solo les faltase la p rá ctica, q u e en
e ste ca so la a d q u irir ía n m uy pronto. No c e sa ré , pues,
d e e n ca re ce r Ja n ecesidad q u e tien e el diestro del c o ­
n oc im ien to del a rte , sin el cu a l no de b e a v e n t u r a r s e á
salir á la p laza , so pena de e s p e r i m e n t a r un n o v icia d o
peligro so y lleno de a z a r e s .
Pocas v e n ta ja s s acaría el picado r q u e r e u n ie s e los
re q u is ito s a n te ce d e n te s , si le faltase el de s e r g in e l e
co nsumad o- Digo g in e te con su m ad o , p o r q u e de n a d a
s irv e saberse ten er en el calta'lo y a g a r r a r s e b ien á Ja
silla ; esto basta ú n ic a m e n t e p ara no ca e r se , p e r o para
p icar es n ece sario a d em a s de una m uy b u e n a mano i z ­
q u ie rd a , y de tener m u c h a fu e rz a en las r o d i l l a s , pe*
n etrar las intenciones del caballo , do m in arlo , c o n o ­
c e r si está in có m o do , cu á l puede ser la causa , y si es
el b r a z o , ponérselo m a s ó m e n o s s u a v e , s eg ún lo r e ­
q u ie ra ; es m e n e s te r t am b ié n q u e se p a h a ce rlo g i r a r ,
y a sobre las manos , ya so bre la s p ierna s , seg ún la n e ­
cesidad que h a y a de ello , com o a sim ism o de h a ce rlo a n ­
dar liácia a tras y ¿1 los c o s t a d o s , sirv ié n d o s e p ara todo
esto tan to de la m a n o corno de la esp uela , y usando
todas las a y u d a s con el debido c o n o c i m i e n t o , y solo
cuando el caso lo e x ig i e s e , pues de lo c o n tr a r io se e x a s ­
p era el caballo y se pone en defensa , Jo c u a l es e s p u e s -
tísim o d e la n le del toro. Baste pues lo d i c h o , y el c o n ­
siderar que el picado r tien e q u e m o n ta rs e y s a lir á pi *
car en ca ballos que no c o n o c e , y que acaso no ha n ser-
247
vidu para m o n ta r hasta e n t o n c e s , pura c o n v e n ce rs e da
lo indispensable q u e le es ser g in e te co n su m ad o.

C A P Í T U L O II.

D f l m o d o d e d i v i d i r lo¿ tcrt'os p a r a la site ríe d e p i c a r .

Cu an d o en la p r im e r a p arle de esta o bra dividim os


Jos Loros en seis c l a s e s , nos d e sen ten dim o s del toreo
de á c a b a l l o , y al de á píe fue al q u e a rre gla m o s y r e ­
ferimos a q u e lla cla sificación. P e ro com o en el de á c a ­
ballo sucede q u e un toro q u e se cifie , por e je m p lo , y
utro de s e n t i d o , se d eben lidiar de un mismo modo,
sien do tan diferen te el de torearlos ¿1 p í e , de uqui p r o ­
cede la n ece s id ad de h a ce r una n u ev a división p ara el
toreo de á ca ballo , cu y o fu n d a m e n to se lo m e de las b u e ­
nas ó malas p ro p o rcio n es que ten ga n para las suertes
de la vara . así com o la base de Ja clasilicacion que h i c i ­
mos en el toreo de á pie, se lomó tam bién de la m a y o r
ó m e n o r idoneidad que p ara esta clase de suerte p r e ­
sen tab an ios toros.
Los a uto res que lie con su ltado a c e r c a de este ra m o
de l a rle de torear, 110 b a o he ciio m a s q u e una división
de los toros , y de ahí la oscurid ad q u e re in a en la es p li­
ca d o n de las suertes de a caballo ; y la co n fu sio n en
q u e 110 p ued e menos de caer el lector.
L a s u e rte de p i c a r , como todas las que se hacen des*
de el caballo , tiene sin duda muchos p u n to s de c o n t a c ­
to co n las de a pie ; pero n ece s ita un modo n u e v o de
co n sid e ra r los toros que se relicra a ella m ism a , y es­
to es lo q u e vo y á e je c u t a r ; pero com o soy el p rim e ro
que e s t a b le c e esla n u ev a división , y es mas probable
q u e r e s u lte d e f e c t u o s a , deseo q u e se atiend a solo mí
buena intención , y á la n e c e s id a d que de ella tiene el
arte , únicos m o tivo s que me obliga n á p ro p o n e rla .
248
í 'un tro son h\s y;rumies clases en que me p ar ece p u e ­
den dividirse los Loros con re lac ión á las suertes de la
vara de d e t e n e r , á s a b e r : b o y a n t e s , p e g a j o s o s , que r e ­
c a r g a n , y abantos A s i g n é m o s l e á cada clase los c a r a c ­
teres q u e la dan á c o n o c e r , y sirven p a r a d is t in g u ir ­
la de las d e m ás.
L o s toros bo y a n tes son a quellos que a u n q u e m u y b r a ­
vos , tom an su terre n o con formo se lo m u e s tra el p i­
cador , y q u e p o r co n sig u ien te ju m a s duran cogida al
q u e s e p a fo s e a r lo s co m o se debe. No o b s t a n t e , si el
die stro no tiene los re q u is ito s q u e liem os v is to n e c e ­
sita p ara torear bien , y se tarda en m a nife stá rse le s su
t e r r e n o , le p odrán dar co gida . E slos Loros pued en ser
a d em a s de b o y a n t e s , b l a n d o s , esto es , q u e se duelen
m u c h o del castigo y no a rre m p u jan : el p ic a d o r lo c o n o ­
ce en que en el e n co n tro n a z o 110 hacen fuerza , y g e ­
n e r a lm e n t e a la salida de ta suerte tiran coces á los e s ­
t r i b o s , y salen co n el cuello i o r c u l o ; estos toros son
m u y fáciles de p icar.
T am b ié n p ued e un Loro ser b o y a n te y ( f u r o ; q u ie ro
d e cir con esta e sp re sio n , q u e nu se sienta del castigo:
estos Loros no dan las coces que los o í r o s , ni salen con
el p e s c u e z o t o r c i d o , y en el e n co n tro n a z o h acen bastan ­
te fu e r z a .
L la m o toros p e g a j o s o s á los que aun cuan do ten g a n
jib re la saiida ñ o l a l o m a n , sino q u e se q u e d a n en el
c e n tro tirand o ca b ez a d a s á ve r si pued en l le g a r al b u l ­
to, y cu a n d o d e s a r m a n al picado r y lo consiguen, c u e s ­
ta m ucho trabajo h a c e r que lo d e je n . EsLos toros son
s ie m p r e d u r o s ; esto e s , q u e no les liuce m e lla el c a s ­
t ig o , y si el picador no tien e m u c h o p oder no se lib ra
de !u co gida.
Los loros q u e r e c a r g a n son a q uello s que ll e g a n á la
vara , y asi que la sien ten se a p a rta n d e l ce n tro co m o
p ara tom ar su t e r r e n o , p ero que c o n fo r m e se les q n i-
249
l¡i del m orrillo para r e m n la r la suerte a r r a n c a n con
.prontitud y tían la cusida . J^sLo^ son Jos que deben t o ­
r e a r s e con mas cuidado , v m u c h o m a s cu a n d o g e n e -
r a í m e n l o se cuelan sueltos en el re ca rg o , y a p o d e ra d o s
una voz del b u l l o son tan codicio so s como los p egajosos.
L o s loros a b a n t o s p ara la pica son a quello s q u e se
qu e d an ce rn ien do delante del b u l l o , y no lle g a n m u ­
chas ve ce s á lo m a r la , si no que so e scupen f u e r a , m i e n ­
tras q u e otras la toman y e m p ie z a n á t ira r derrotes p a ­
ra d e s a t in a r , p er o sin h a c e r f u e r z a , de su e rle t|ue el
e n co n tro n a z o es l e v e ; mas sin e m b a r g o se n ecesita ser
m u y diestro y tener b u e n b ra z o para q u e el co n tin u o
m o v im ie n to que h a ce n de un ludo p a r a otro m i e n t r a s
sien ten la puya no de sa rm e al picador,
E stos l o r o s , corno luego ve re m o s hab lan do de las
s u e r t e s , d eben torearse con precau ció n , pues que su
m ism a cobardía les ha ce a p a re c e r co n a lgu n as a n o m a ­
lías que e x i g e n cuidado y a te n c ió n . Es casi inútil de cir
q u e ja m a s sale uno d u r o ,

CAPITULO II’

En qu e ac (tan a l g u n a s n o c i o n e s p r e l i m i n a r e s d la s u e r t e
de p i c a r .

S e ria u n a im p e r tin e n te re p etició n t ra t a r en esta se­


g u n d a p a r le del a rle de t o r e a r , de las qu e re n cia s de
los t o r o s , de los tres es lados que se Ies a d v i e r t e en la
p l a z a , y de otras m e n u d en cia s q u e q u e d an y a e s p u e s ­
tas y d e s e n v u e lt a s con la estensiou q u e m e r e c e n en la
p arte q u e co rresp o n d e al toreo de á p ie.
A s i es que sup o niendo , como es n a t u r a l , conocidas
ya estas n oc ion e s i n d is p e n s a b l e s , po dría m o s p a s a r á
os plica r las suertes de á ca b allo re íi rién donos á (días
en n u es tra esp licacio n ■pero aun cuan do es verd ad que
250
casi todas las g e n era lid a d es del toreo do á pie co n v ie n e n
e x a c t a m e n te al de i caballo , tam b ién lo es que p ara
este d e b e m o s h a ce r a lg u n a s p revia s a d v e r t e n c ia s quo
sirvan de base p a r tic u la r a ia explicación de las suertes.
L o p rim e ro de que d e b e m o s h a blar es de la div isió n
de los terrenos. l s b a s la n le difícil á la v e id a d íijar el
terreno del loro y el de i diestro en la s u e rt e de p icar,
pues siendo m u y diferen tes las posiciones eu q u e se «je­
cuta , a penas se e n c u e n tr a n re g la s que los m a rq u e n con
fijeza. No o b s ta n te , hay u n a q u e ias mas ve ce s nos los
pre se n ta rá : e s t a , p u e s , nos dice que el terreno del loro
es g e n e r a lm e n t e el de Ja iz q u ie r d a del p icado r, y su e n ­
trada en él por de lan te de la c a b ez a del ca b allo ; el del
diestro no es p re cisam e n te ei de su d e re c h a , sino a q u e l
por do nde aten dien do á la d a s e de toro que va á picar,
de je mas pronto d e s c u b ie r t a la s a lid a , la cual debe p ro ­
cu r a r s iem p r e que sea buscand o tos cutirlos traseros del
toro.
V e m o s , p ues, que en oslas s u e rtes no está bien m a r­
cada Ja división , y que no es uno c o n s t a n t e m e n t e el ter­
ren o del diestro ni el del to ro , m ie n tra s q u e en bis de á
pie está n per re cia m en te divididos, de lo que re su lta en
m ucha p arle la m a y o r p e r fe cció n q u e ha adq uirido
a qu el ra m o del a r l e de t o re ar con respecLo aL q u e nos
ocupa.
L a n e c e s id a d , p u e s T que tien e el to rero de conocer
en cada s u e rte cuál es su t e r re n o y cuál el del t o ro , es
la que nos ha obligado á insistir sobre la m a te r ia , y la
q u e en lo s u ce s iv o nos ha rá d e te n e r en cada s u e rt e so­
bre el par líen lar,
Por va ria da s que sean las suertes de p ic a r , tienen
tudas de co m ú n u n a m u ltitu d de c ir c u n s t a n c ia s , y las
diferencias que las d iv id en e u clases se toman ú n ic a ­
mente de Jos a c c e s o rio s , digam os a s i , m ie ntra s que lo ­
do lo e s e n c ia l, lo q u e se verifica en el centro , es igual.
por Jo que da re m o s a lgun as a cla r a c io n e s que faciliten
s u i n te lig e n c ia .
£1 m é r it o de la s u e rte de picar consiste p r i n c i p a l m e n ­
te en que el toro no lle g u e al caballo, y lo h ie ra ó lo m a ­
te ; y es t u , com o se ve c l a r a m e n t e , n ece s ita no solo h a ­
b ilid a d , sino la f u e r z a c o m p ete n te . De a q uí la m b ió o su
d e d u ce q u e á los toros p e g ajo so s q u e r e ú n a n m u c h o po­
d er en la c a b e z a , y q u e sean secos m e l la n d o , no h a b r á
h o m b r e en el m un do que con la v a ra de d e te n e r los
m a n t e n g a de sv ia d o s y les dé la s a lid a , por lo que m u ­
chos picadores diestros en e s l e caso hacían lo que se
conoce con el n om bre de picar á ca b a llo l e v a n t a d o , ú n i­
co medio de e v i t a r la co g id a ; e s t o , que tiene sin duda
mas m é r it o artístico que de ja rse caer al suelo por e l l o ­
r o , y qu и solo pued en h a c e rlo los q u e sean m u y g i n e -
l e s , y con ciertos c a b a llo s , es no obstante re cibido con
disgusto por a lgun o s.
A s i es tpie c u a l q u i e r a que sea la s u e rte que se está
e j e c u t a n d o , de b e el diestro co n ducirse asi citar al to­
r o , deja rlo lleg ar á la лага sin m o ve r el caballo y c o n ­
forme lleg u e á j u r is d i c c ió n y h u m i l l e , p o n e rle la p u y a
ca r g a r s e sobre el p alo , y d e sp e dirlo , si puede, en el e n ­
co n tro n a zo p o r la c a b ez a del c a b a llo , q u e b asla ahora
no de b e h a b e r s e m o v id o , p ero que co n fo rm e está el to­
ro en disp osición de t o m a r su t e r r e n o , se le ha ce g ir a r
por la i z q u i e r d a , y se sale con pies. Con re s p e c t o á la
salida del d ie stro h a y in fin ita s va ria cio n es que m a rc a ­
rem o s co n fo rm e v a y a m o s esp hean do las s u e rtes en que
tien en lu g a r .
E s te modo de p i c a r , q u e llam an s i n p e r d e r t i e r r a f es
el q u e gu sta , y e le c t i v a m e n t e es m u y b o n it o , p ero á m i
p a r e c e r no debe e je c u t a r s e sino con ios loros q u e vere^
mos lu e g o r e m p u j a » poco en el e n c o n t r o n a z o , pues con
los d e m á s es in e v ita b le la cogida. E sto es lo q u e c o n sli-
tuve e sencia?m ente la suerte¿~de p icar ; sin e m b a r g o ,
2 59
h a y vario s modos de e j e c u t a r l a , quo aun cuan do c o n ­
vie n e n en casi lodo lo q u e hornos dicho a r r i b a , tienen
no obstante a lg u n a s d e fe r e n c ia s , q u e baslan p ara h a c e r
clases que deben ser co nocidas con p a r t ic u la r id a d .
P o r tan l o , va m o s á dar una circu n sta n cia d a e sp lica -
cion de ellas en sus corresp ond ien te» capítulos.

C A P I T U L O IV .

5 Heríe de p i c a r a l f o r o le v a n t a d o .

Esta s u e rte es la p r im e r a q u e se ha ce en las p lazas,


y aun cu a n d o sus p ro p o rcio n es son p o co v e n t a j o s a s , tie­
ne b a sta n te buen r e s u lt a d o , por la p a r tic u lar id ad de h a ­
ce rla s iem p r e al toro cu a n d o v ie n e l e v a n t a d o , pues s a ­
b e m o s lo sencillo q u e esfá en este caso.
P a r a v e r if ic a r la , suponiendo que la res es boyan le.
y q u e es el p r im e r p u y a z o al salir del to ril, se situará el
diestro á la iz qu ier d a del c h i q u e r o , á unas diez varas
de distan cia de él, y unas tres ó c u a t ro de las labias, h a ­
cia las c u a le s v ie n e por co n sig u ie n te á q u e d a r el lado
d é l a g a r r o c h a , y esta v u e l t a , que es la de la d e r e c h a ,
es la que siem p re tie n e que llev ar el picado r en la p l a ­
za. G e n e r a lm e n te se sitúan mas c e r c a , la n ío del lo n l
com o de fas la b ia s ; pero esto es m u y m a l h e c h o , en r a ­
zón á que si id toro , com o es m u y f r e c u e n t e , sale con
todas las p iernas há cia a q u ella p arte , p ued e no dar
tiem p o al picado r p ara a r m a r s e , y co lársele s u e l t o , la
cu a l co gid a es m u y de sa ira da y e sp u e s la. T ien e a d em a s
la co n tra de q u e si sale m u y p egado á las t a b l a s , q u e es
lo que se llam a t r o c a d o , no h a y ni sitio [jara e n m e n d a r ­
s e, ni tiem po p ara salirse de la s u e r t e , y l a c o g id a es
i n e v ita b le : p o r tan to , se ten d rá un esp ecial cuida do en
s it uarse com o se ha d iclio , si se q u ie r e salir con l u c i ­
mie nto.
253
Puesto y a el diestro en el parag e que liem o s d e t e r ­
minado . e sperará la sai ida del t o ro , y co n fo rm e ha ga
por él so a r m a r á , y cuan do lleg u e á ju r is d ic c ió n y á
la vara se c a rg a r á sob re ei p a l o , sesg ará el ca ballo , y
m o stra rá al toro su terre n o , el cual lo tom ará ai m o ­
m e n t o , sin p recisar al picador á salir con pies.
Por la a n te rio r explicación se ve qué fácil es esta suer­
te con los loros hoyantes, y se puede in ferir que lo será
tam b ién con los d e m á s , por tomarlos siem p re lev a n ­
tados. Sin e m b a r g o , debem os h a c e r a lgu n as a d v e r ­
tencias.
Con los toros pegajo so s es n ece s a r io no solo no d e ­
ja r lo s lleg ar m ucho, sino h a c e r e l e n co n tro n a z o mas
v i o l e n t o , ca rg án d o s e con toda la fue rza posible so bre eí
palo , á íiu de h a ce rles b a ja r la cabe/a f el cual m o m e n ­
to se a p r o v e ch a para ses g a r el caballo m u c h o , á fin de
qu e ten ien do bien manifiesta la salida, y sintiendo ei
c a s t i g o , la Lomen, y den b uen r e m a t e .
JWuclias veces s u ce d e que a u n cu a n d o el p ica d o r h a ­
y a llegado á desp edirlo s casi hasta su t e r r e n o , no lo l o ­
m a n , sino que se quedan lo davia r e m p u j a n d o : en esLe
caso se en d e re za un poco el caballo ? y se le m eten las
p ier n a s p ara salir del c e n t r o , y no haya miedo de que
el toro se r e v u e l v a .
Con los toros (jve r e c a r g a n se n ecesita bastante c u id a ­
do : por t a n t o , se les hará la suerte com o á los p e g a j o ­
sos , pero si cuan do se apartan del ce n t r o 110 es lo sufi­
c ie n t e para q u e el p icad o r salga con p iernas sin re c e la r
le dé a lcan ce t no se in tenta rá la salida , sino se v o lv e r á
un poco el c a b a l l o , y se p e r m a n e c e r á a r m a d o , p a r a que
al re c a rg o no cu e len sueltos, lo cual es m u y p e r ju d ic i a l.
A l g u n a s v e c e s dan lu g a r á salir, p er o siguen tras el b u l ­
to : oslo es m u y t e m i b l e , p o rq u e si lo a lcan za n en la
ca rr e r a y dan la c o g i d a , puede s e r m a l í s i m a , por lo
v io le n ta que os la caída.
Lo que so de he h a ce r s iem p r e que so salga d é l a s u e r ­
te co n el loro detrás es irlo o b s e r v a n d o , y si se pued o
p ic a r para que so vaya , hacerlo; poro si esto no es p o ­
sible so p o n d r á la v a ra por detrás del caballo p ara que
el toro se e n t re t e n g a con e ll a , y no pued a a lcan za rlo .
Los Loros a b a n t o s d e b en (.orearse con p recau ción por
los co n trastes en q u e pone su m ie do al diestro. Asi es
que co n fo r m e v e a v e n ir uno do estos co n o c e r á si trae
¡a vista en él p ara h a ce r la s u e r t e , y si v ie n e bien le
ce rrará un poco la salida para que sea mas c e ñ id a , pues
si no a p e n a s siente el p inchazo so irá . por lo que t a m ­
bién se deja rá lleg ar m ucho . El r e m a t e es se g u rís im o ,
y p ued e el diestro á su p la c e r a n tic ip a r lo ó re ta r d a r lo .
Una de las cosas en que so debe p o ne r m u c h o cu idado
con estos loros es on que uo se cu e len s u e lto s , com o es
m u y fácil que s u c e d a , si cuan do so q u e d a n cern ien do
de lan te de la v a ra se adelanta el pinchazo : oslo no d ebe
h a ce rs e j a m á s 7 p u e s con ten er b ien h e ch o el punto de
vista , y no de sv ia r de él la p u y a , so está en defensa p a ­
ra si inten La colarse»
T a m b ié n se n ece s ita c u id a r do q u e no d e sa rm en l u e ­
go que sien ten la p u y a , p u es si lo c o n sig u e n re ca rg a n
por e sta r ir rila do s , y dan una cogida : esto se e vita con
ca rg a r se bien sobro el palo, y h a c e r l a fue rza d i r e c t a m e n ­
te hacia bajo , con lo q u e e l ca s tig o le hace b a j a r l a c a b e ­
za, y c om o son s iem p r e blandos , salirse de la s u e rt e p o r
do nde p rim e ro se les p resen ta. A s i es q u e m u c h as v e c e s
re m a ta n sobre los cu a rto s traseros del caballo, y buscan
p or allí la h u id a . on este ca so d e b e r á tenerse cuidado
de sacar e l ca b allo p ara q u e no ten ga n tierra por donde
h u ir , p u e s de lo co n trario pued en d a r una co g id a .
Esta s u e rte no v u e l v e á v e rifica rse cu a n d o se l!ei;a el
Loro á p arar si no por una casualidad, com o por e je m p lo ,
cuando vie n e castigado de o tro picador, ó cu a n d o lo v ie ­
ne corriendo alquil peón. L o s ior^ü b ra v o s y secos casi
355
nunca pued en picarse asi , p o rq u e no so m a n tie n e n le­
van la dos m u c h o tiempo.
En Inda suerte de picar es un p re cep to d a r m ucho
palo á los toros cuan do están sin piernas , y m uy poco
cuan do las t i e n e n : p o r la n ío en e s t a , q u e solo tiene l u ­
gar cuantío están lev a ntad os, se Ies deberá dar m uy p oco .

C A P I T U L O V.

S u e r t e de p i c a r a l f o r o e n s u r e c t i t u d .

E s ta suerte no se e m p ie z a á h a ce r ha sta q u e los to­


ros c o m ie n z an ñ p a r a r s e , y n ecesita y a m ucha ate n ción .
Sus p ro p o rcio n es son casi Jas mismas que las de la a n te ­
r io r , pero es m u c h o mas difícil r e m a ta rla b i e n , p o iq u e
los toros tienen m ucha mas codicia cuan do se les h a c e
que cu a n d o estaban lev a n la d o s.
V a m o s á d a r su e x p lic a c ió n , lo m an do por lipo de
ella el modo com o se hace a los b o y a n te s .
L a s itu ac ió n del toco puede ser ú bien m iran do di­
re c t a m e n te á Jas tablas, y con las n algas hacia el m ism o
c e n tro de la plaza, 6 bien un poco o b lic u o , pero s iem p re
d esv iad o de las b a r r e r a s el espacio que cu a n d o menos
sea n ecesario para r e v o l v e r el ca ballo . E l picador d e b e ­
rá p onérsele de la ule, y e n te r a m e n te en su rectitud, p e ­
ro con el cuidado de c o n s e rv a r s iem p r e la distancia con
a rre g lo á las piernas que le o b s e r v e . Situado a si, d eb e
el picado r cita r lo , y d e ja rlo v e n ir ha sta q u e l le g u e á la
vara, y asi que b a y a hecho la h u m illa c ió n y la h a y a l o ­
m ado se c a r g a r á sobre el palo p ara que no l le g u e el toro
á b e s a r al caballo en el e n c o n t ro n a z o , y le m o s tra rá su
salida al m ism o tiem po q u e sacará el caballo por la i z ­
q u ie rd a , p a r a h a c e rle d a r la e sp e cie de vu elta que se
n ece s ita p ara to m ar e l t e r re n o q u e le co rres p o n d e.
á56
Si el Loro c o n se rv a piernas, ¿imiquo sea de los que se
d uelen poco del ca s ligo, to m ar á su terre n o en cu a n to el
picado r se lo enhene, por lo q u e se podrá q u e d a r q uieto,
e n a tención á q u e los toros b o y an tes ja m á s r e c a r g a n si se,
Jes lia h e cho bien la s u e rte .
L a de q u e h a b la m o s n ecesita h a ce rse con m u c h o c u i­
dado y p re ca u ció n , a u n q u e sea el lo ro sencillo, finando
se ha lle aplo m ado . Como una de las cosas propias de e s ­
te estado es ca re cer de piernas, ó al menos h acer-de ellas
poco uso, de a q ui resulta q u e se quedan en el ce n tro de
la su e rte, no p o rq u e h a y a n sufrido tra nsfo rm a ció n y se
h a y a n h e c h o p eg ajo so s, sino p o rq u e les falla el poder p a­
ra salir: de modo que para h a c e r un b uen r e m a te se n e ­
cesita d arles mas palo para que el centro de la s u e rt e sea
m e n o s ce ñido y la salida mas p a t e n t e , como asim ism o
en el acto del e n co n tro n a z o v a c i a r el ca b allo u n poco,
con todo lo c u a l el toro se e n cu e n tr a ca stig ado y m etido
en su te r r e n o . L a salida deberá h a c e r s e con pies, p ues
au n q u e el Loro, com o y a dijim os antes, no r e c a r g a r á ,
suele salir con m u c h a p arsim on ia , y á ve ce s q u e d a r s e
qu ie to en su terreno, y si el p icad o r t am b ié n lo ha ce le
falta una gran p arte de lu cim ie n to a l a suerLe.
Hem o s y a visto que los toros b o y a n t e s se p ica n sin
cuida do del modo que se h a in dicado, pero los p eg ajo so s
r e q u i e r e n mas p re ca u cio n e s .
Situado el picador c o m o dijim os para los b o y a n te s , y
á la rga ó corta distan cia co n m u c h o ó poco palo a de la n ­
ío, s eg ún las p ierna s que a d v i e r t a al lo ro, lo citará, y
co n fo r m e a r ra n q u e irá a b rie n d o y vaciando un poco eí
ca b allo , p ara q u e cuan do lle g u e á ju r is d ic c ió n se e n c u e n ­
tr e con su t e r re n o e n t e r a m e n t e franco; si e l picado r c o ­
mí ce q u e no es m u y seco m e tie n d o , y q u e p u e d e e c h a r ­
lo f u e ra en el e n c o n t r o n a z o sin q u e l le g u e á b e sa r, d e ­
b e r á ha ce rlo , y será un a s u e r t e m u y lu cid a ; p ero si v e
que no es posible esto, e n to n c e s s e g u irá v o lv ie n d o el ca
257
bailo b a s l a tom ar su t e r re n o p ropio, y le m e t e r á las p ic r -
пая para salir co rr ien d o .
L o s pocos pies q u e tien en ya los toros en el estado de
p a r a d o s a s e g u r a n al p icador, y m u c h o mas con los que
com o es Los 110 r e c a rg a n .
H e m o s visto y a el modo de p ic a r las dos p rim e ra s
clases de loros de las c u a t ro en q u e los h e m o s dividido,
y sien do en Lera m e n te ig u al el modo de liac er la s u e rte
q u e nos o cup a á los de la t er cer a , 110 nos d e te n d re m o s en
su p rolija e sp lic a c io n , sino que pasa reñios á v e r có m o
de he ser el re m a te , q u e es do nde h a y v a r ia c io n e s n o ­
tables,
P o r tanto, de sp ué s de h a b e r h e ch o todo c o n fo r m e á
las regla s e sta b le cid a s para los b o y a n t e s , si el loro se
a p a r t a del centro con in te n c ió n de r e c a r g a r , y se a le ja
lo suficiente p a r a salirse sin ten er re ce lo de ser alcanzan­
do, se debe h a c e r, pero suele s u c e d e r q u e s ig u e con t o ­
dos los pies Iras el diestro, y si el ca ballo no tien e m u ­
chos d a rle a lcan ce: en e ste caso se sigue co rr ie n d o , y se
v u e l v e el cu e rp o lo suficien te para p o ne rle la p u y a , con
lo q u e r e g u l a r m e n t e ó se h u y e ó de tie n e a lg o el via je, y
á [toco q u e el diestro a p r e s u r e el suyo se co n clu y e con
felicid a d .
l is casi i n e v ita b l e la c o g id a co n estos loros cu a n d o el
ca b a llo es m u y tardo en salir, pues e n to n c es en el r e c a r­
go p r im e r o lo a lcan za n y se cu e la n sueltos; lo q u e deb e
l ia c e r el picado r q ue lle v a d e b ajo una b e s t i a de e sia n a ­
t u r a le za es no in te n t a r jam;'is salirse de la su e rte, sino
cu a n d o el toro so re tira p ara r e c a r g a r , e n m e n d a r s e lo
que ba ste p a r a re cib irlo s e g u n d a ó t e r c e r a v e z , pues co ­
mo g e n e r a l m e n t e no son du ro s en e l e n c o n t ro n a z o , no
lle g a n á b e s a r ; y p o r ú ltim o , se salen de la s u e r t e dejan^
(lo al d iestro co n m u c h o l u c i m i e n t o .
L o s toros ab an tos r a r a v e z h a c e n esta s u e r t e , p o rq u e
se salen de e lla cu a n to el p icad o r los e m pe ña : si a lg u n a
’ 17
2 58
vex llegan á e fe ctu a rla h á g a s e le s p o r t a s regla s (huías \;i,
pu es no h a y vari ai ion n ota b le que hacer.

C A P I T U L O V I.

D e l m o d o d e p i c a r a l to r o a t r a v e s a d o .

L s t a s u e rte solo de b e h a c e r s e á los toros a p lo m a d o s


c u a n d o están en q u e re n c ia , p u es de otro m odo es b a s ­
tante e s p u e s ta . Se d ife r e n c ia e s e n c i a l m e n t e de las otras
en q u e no se cita al toro t e n ien d o el caballo de cara á é l ,
sino a tr av es a d o , esto es, p re se n tá n d o le el cosUulo d e r e ­
cho; en esta disposició n se le obliga m u c h o para que e m ­
b is ta n , y asi q u e h a c e el e n co n tro n a z o se le a c e r c a n b ie n
tas e s p u e la s al ca ballo p ara salir por d e la n te de la c a b e ­
za del toro, que ca stig ado y h a llán d o se en su q u e r e n c i a
n o h a c e por e l b u lto . Sin e m b a r g o , a l g u n a ve z , a u n q u e
■muy r a ra , s uelen los q u e r e c a r g a n salir detrás: en esle
ca so se c o n d u c ir á el p icad o r com o d ijim o s lo h ic ie r a en
la s u e r t e a n t e r i o r , t e n ien d o la v e n ta ja en la q u e nos o c u '
p á de h a llar s e et toro con m u c h a s m e n o s p ie r n a s .
L a s u e r t e q u e h e m o s e sp lica d o se ha ce s ie m p r e del
m is m o m odo, sea de la clase q u e q u i e r a el t o ro q u e se
v a y a á p ic a r .

CAPITULO VI L

Del modo de p icar d caballo levantado.

P a r a p icar á caballo l e v a n t a d o se n ece s ita no solo


m u c h a d e str e z a , sino t a m b ié n un ca ballo de b u e n a boca,
y bastante avisad o.
E s t e m o d o de p ic a r es e n t e r a m e n t e d i f e r e n t e de los
de m ás , y consis te en d e ja r l l e g a r al toro á la v a r a l e r -
259
d u n d o un poco oí ca ballo h a c ia la iz q u ie r d a , y co n fo r m e
e sté a q u e l en el e en lro , en v e z de d e sp e d irlo d e l e n c o n ­
tro n azo , d e ja rlo s e g u i r ha cia el b ra z u elo del ca b allo , q ue
en e ste tiem po se h a b rá a lza d o de m a no s, y e ch á n d o s e
h a cia á la d e r e c h a b u s c a n d o los cu a rt o s tra s e r o s del lo­
ro, y s alie n d o co n p ies, l a co gid a no p ued e j a m a s v e r i -
licarse en esta s u e r t e en h a cién d o la a tiem p o , p u es que
cuan do el Loro e stá h u m illa d o p a r a m e te rs e d e b ajo de l
ca ballo , lo lib ra é ste en v i r t u d d e l m o v i m ie n to que h a c e
sobre las p ie r n a s .
E sta s u e rt e , com o se ve p or su c s p lic a c io n , es s u m a ­
m ente bonita, p ero m u y difícil, y tien e un m é r i t o p a r l i -
cular* K 1 famoso L u is C o rch a do era so b re sa lie n te p r a c ­
t icándola, y el d e sg ra c ia d o P a blo de la Cruz, m u e r t o de
nn tiro q u e le d is p a r ó un m a l h e c h o r en el ca m in o de San
P ú c a r d e l ía r r a m e d a , su p atria , e r a t a m b ié n a v e n t a ja d o
e je cu tá n d o la .
Sus p ro p o rcio n es son tan b u e n a s , que sea el toro b o ­
yante, p eg ajo so , que r e c a r g u e , ó a b an to, se ha ce del m is­
mo modo y se r e m a t a con la m is m a facilida d.

CA PITU LO Y III.

De la s u e r t e d e l s e ñ o r Z a o n e r o .

H em o s por fin lleg ado á la s u e rt e de picar,, c u y o s p r in ­


cipios e st á n perfeclaimuiífc Conformes con los q u e s i r ­
ven de b a s e al Loreo de á pié. H asta a h o ra todas las q ue
llevam os e sp lic a d a s tienen algo de vio le n t o , y si e s c e p -
tuamos la a n t e rio r, ll e g a n k p o nerse de tal modo, q u e no
liay m edio de e v i t a r la co gida . E s ta es la ra z ón p o rq u e
m ueren tantos caballos c u a n d o ios toros son p egajosos,
y porque los p ic a d o r e s p o nen tan tas v e c e s m a l de su g r a ­
do las costillas en el suelo.
P a r a v e rific a r e s la s u e r t e se e sp e ra á q u e el toro e s-
260
té en la m is m a d isp osició n q u e d ijim o s deb ía ba lla rso
p a r a la v e ró n ica con la capa, p ero d e b e r á s e r el costado
d e r e c h o el q u e ten g a el t e r re n o de a d en tro , p ara que
cuan do el d ie stro se p o n g a en s u e rt e , q u e será del m i s ­
mo modo q u e dijimos se debía p o ne r el peón p a r a c a p e ar,
q u e d e co n la v a r a há cia e l de a fu er a. Situ a d o s asi p e r ­
f e c t a m e n t e en la re ctitu d com o se dijo p ara la capa, y
g u a r d a n d o la distan cia que las p ierna s del loro in d iq u en ,
se le cita, y c o n fo r m e lleg a á j u r is d ic c ió n y h u m ille , se
le pone la va r a , se c a r g a un poco el cu e rp o sobre el palOj
y se m e te el ca b allo en el t e r r e n o de a d e n t ro , co n lodo
lo cual el toro, que se halla c a s tig a d o y con su l e r r e n o
f ra n c o y á la vista, lo to m a y s ig u e co n pies sin o b lig a r
á q u e el d ie slr o b a g a uso de los del c a b a llo . ITe descrito
la suerte ni m a s ni m enos q u e com o se ha ce co n los l o ­
ros b o y a n te s ; v a m o s á v e r si co n los d o m a s e s tan s e g u r a
y sen cilla.
L o s toros p e g ajo so s son bu enísim o s para esta suerte;
se les h a c e del m is m o modo, con la sola d ife r e n c ia de
m e t e r algo m as el ca b a llo en el l e r r e n o de a d e n tro y con
m a s p ro n titu d , con lo cu a l so ha llan d e sp e d id o s y c a s ti­
gado s en el e n c o n t r o n a z o y sin el b u lto d e l a n t e , de m a ­
n e r a que no t ie n e n o lro r e m e d io ya q u e s e g u ir su via je,
y el picado r tam poco tiene precisió n de salir con pies.
L o s toros q u e re c a r g a n , que son tan difíciles de li­
d ia r e n las s u e rtes a n t e r io r e s , y q u e con ta n ta f r e c u e n ­
c ia dan cogidas e n los re m a te s , se to re an con la m a y o r
f a c ilid a d y s e g u r is i m a m e n t e h a cién d o le s la de q u e h a ­
b la m o s com o se dijo p ara los bo y an tes , sin otra d i f e r e n ­
c ia m as, si no q u e de sp ue s de p artid os los terre no s, en
t c z de p a r a r s e y d e ja r ir al toro, se de b e salir con todos
los p i e s p a r a e v i t a r el re c a r g o . H a c i e n d o la s u e rt e de
esta m a n e ra , c u a n d o el to r o se v u e l v a p a r a r e c a r g a r e s ­
tá e l d ie stro a p a rt a d o v e in t e va ras, y si q u is iera hacer
p o r el, la delan tera q u e llev a, y la s u p e r io r id a d q u e lie-
261
tu!un ca b a llo so bre un loro t^n la c a r r e r a , k a s e g u r a no
ser a lcan za d o .
L o s toros a b a n t o s dan poco q u e r e c e l a r en esta su o r ­
le, la cual no sufre a lte ra ció n p a r t ic u l a r p a r a e je c u t a rs e
cuíi ellos.
i'o r la espticaeíon que a c a b a m o s de dar de la s u e rte
del s e ñ o r Z a o n e ro se ve q u e tiene u n a m u lt it u d de s e ­
m e ja n za s con las s u e rtes de í\ pié, pero m u y p a r t i c u l a r ­
m e n te con la v e ró n ic a .
E n ella están dividido s los t e r re n o s del m ism o m odo
que en esta, y se g u a r d a n i g u a l m e n t e la distan cia que
m a rq u e n las p ierna s del toro, se le cita en su r e ctitu d , so
ie deja t am b ié n v e n ir p o r su te r re n o , y asi q u e lleg a a
jurisdicción y h u m illa se le h a c e la s u e rte y lo m a cada
cual su t e r re n o re spectivo; con m u c h a ra zón , p ues, la
llam aría yo la v c r ó n i c a d e p i c a r .
La s e m e ja n z a de esta* s u e rt e s nos o bíiga á d e t e n e r ­
nos a lgo sobre a lg u n a s m o d iü c a c io n e s q u e deben h a ­
ce rse en la que t í o s ocup a r e l a t i v a s á las d ife r e n te s c í a -
ses de toros, s eg ún la div isión l ie c h a p ara el toreo de á
pié. Ln e fe cto , sien do en todo igu al á Ja v e ró n ic a con la
cana, d e b e r á s u f r ir a lg u n a v a r ia c ió n el modo de h a c e r ­
le, seg ún q u e sea b o y a n t e , q u e se cine e le ., el toro con
quien se eje cu le.
P a r t i e n d o , p u e s , del m o do com o se ha ce á los bo-.
y a n t e s , q u e es el tipo de Ja s u e r t e , direm o s que á los
que se c iñ e n 110 hay qvie h a c e r l e s mas v a r ia c ió n en
cuan to al modo de re cibirlo s q u e la de s e s g a r un t a n ­
to el ca b allo cu a n d o l l e g u e n á la vara : y d a rle s el r e ­
m ate s e g ú n la clase á q u e p e r t e n e z c a n en la cla sili-
ca cio n p a r a la pica.
Los loros que ga n a n t e r r e n o p u ed en dar que h a c e r
alguna vez por co lo carse al de a d e n t r o ; para e v i t a r e s ­
to es in disp e n sa ble situarse rig o ro s a m e n te en su r e c t i­
tud y lo mas sobre co rlo p o sib le , p ero nunca nienoi? ' k l
262
t re s v a r a s , y h a ce rles en lo de mas la s u e rt e com o á los
qu e se cin en . En o b s e r v a n d o estos p re c e p to s se co n se ­
gu irá s iem p r e b u e n r e m a te ; pero si se d e s e n tie n d e n , y
se m e te el toro en el t e r re n o de a d e n t r o , es m e n e s te r
h a c e rle la s u e rt e de picar q u e liem os llam ad o en su r e c ­
tit u d , q u e c o m o no tiene las m e jo r e s p ro p o rcio n es , s e ­
g ú n se h a v i s t o , y h a y a d e m a s en es Le caso la c o n t r a
de h a c e r la en o posicio n con los t e r r e n o s , su e le n t e n e r
niuy b u e n é x it o .
L o s toros de sen tido , q u e tan to cuidado dan en los
s u e rt e s de á p i e , en las de á c a b a l l o , y en e s p e c ia lid a d
en la q u e estam os e s p l í c a n d o , nq dan n in g u n o sino
se les une ser pegajo so s ó q u e re c a r g a n , p u e s m u c h as v e ­
ces son b o y a n t e s y a u n ab an tos p a r a la vara; de todos
juodos será b u e n o salir con pies en el r e m a t e .
Nos liem os de te n id o b a sta n te en e sta s u e rt e p ara h a ­
c e r m a n if e s t a r sus ve n ta jas, y v e r si en a lg ú n m odo po­
d e m o s c o n t r ib u ir á q u e se e s t a b l e z c a en las plazas, es
u n a fatalidad gr a n d e que sea tan po dero so el influjo de l
h á b it o en Jos p ica d o r es , que les im p ida h a c e r una r e f o r ­
m a t*m ve n ta jo sa para ellos m ism o s.
No fa lta rá a lgu n o q u e m e d iga q u e á pesar de lo v e n ­
tajosa que p ar ece Ja s u e rt e , com o q u e toilavia no se ha
t\jecuUdo, 110 p o d e m o s a s e g u r a r q u e su é x it o es cu a l
sup o nem o s, y quizás que me a cuse de h a b e r c o m p r o m e ­
tido en cie rto modo la vida del que in te n t a r e p r a c t i c a r ­
la a n im a d o p o r la b r illa n t e p e r s p e c t iv a con q u e la he
p i n t a d o . P ero esta o b jecio n c a r e c e r ía dé f u n d a m e n to , lo
p rim e ro , p o rq u e esta ndo los p rin cip io s f u n d a m e n ta le s
de la s u e rte en p er fe cta a r m o n ía cun los y a co n ocido s
c o m o cie rto s y e sp e rim e n ta d o s com o s eg u ro s , ú por m e ­
jo r de cir, sien do unos m is m os, no p ued e m enos de c o r ­
r e s p o n d e r la p rá ctica co n la te ó r ica ; lo seg u n d o , p o rq u e
la e s p e rie n c ia ha con firm ad o mil veces esta c o r r e s p o n ­
dencia. ¿Qué aficion ad o no ha v is to m u c h a s veces sqí ir
263
un loro Irocado, y por no h a b er <1n<lo tiem po al picador
para salirse de la s u e rt e ten er este q u e re c ib ir lo , que
a b r ir el ca b allo p a r a darle la salida por el l e r r e n o de
a fu er a y e c h a r al toro por el de ad en tro ? ¿Quién no ha
o b s e r v a d o a lgu n a voz ir el d ie stro á dar un p uyazo e n los
m edios de la p ía 7a y to m ar el toro para su salida el t e r ­
ren o de la de ron-ha: p re cisan do al picado r á s e g u ir por oí
de ía iz q u ier d a con op uesto viaje? D ia ria m e n t e somo*
testigos de estas suerLcs que oí toro p ro p o rcio n a, y c u y o
é x it o es feliz, A pesar de h a ce rse con los t e r re n o s c a m ­
biados, sin e sta r el diestro p re v e n id o para h a c e rla s , y lo
q u e es mas, sin ten er ni a un la idea mas rem o ta de q ue
se p u ed a p o n e r en p rá c t ic a . ¿V estas s u e rt e s son otra
eosa que la que el s e ñ o r Zao nero ha p ro p uesto ? C ie rta -
m e n te q u e no.

C A P I T U L O IX .

De alguna# particularidades guc deben saberse relativas ti


las suertes de pica r .

D e spu es de h a b e r e sp uesto la s re g la s que el picador


de b e o b s e r v a r en las d if e r e n t e s s u e r t e s do p icar, d e b e ­
re m o s h a c e r a lg u n a s a d v e r t e n c i a s , q u e no sien do pecu^
liaros do o s ta ó la o tra su e rte, sino a p lica b le s A lo d a s T
d e b e n o c u p a r un lu g a r s ep a ra do do aquellas*
Los toros, com o ya liem os in sin uado en (,tra p a r te,
sufren en la p la z a ve rd a d e ra s tra n s fo rm a cio n es , q u e si
son algo raras co n sid e rá n d o las con re lac ión al to re o de
á pié, son f r e c u e n t ís im a s co n re s p e c t o al de A caballo:
no se v e r á si no m u y r a r a v e z p ic a r un toro sin n o t á r s e ­
le algu n a a n o m a lías cu a n d o m enos, por lo c u a l h a y n e ­
ce sid ad de d a rle s c ic r í o s n om b re s q u e las e sp lique n y la«
den á conocer.
26á
H a y m u c h o s toros q u e cu la salida m u e s tra n ser h u ­
y a n l e s y h a s ta b la ndo s, y co n fo rm e s ie n te n e! h ie rro , en
v e z de b a ja r la c a b ez a se p o nen m a s e n g a lla d o s, se e n ­
s o b e r b e c e n , y se co n d u ce n en a d e la n t a com o pegajosos
y duros* E stos toros g e n e r a l m e n t e siguen y a sien do f e ­
ro ce s y c a rn ic e r o s, y deb en dar mu el) o cuidado en las
su e rtes. A e sta t ra n s fo rm a c ió n se conoce con la d e n o m i ­
n ació n de c r e c e r s e a l p a l o .
L o s toros p e g a jo s o s cu a n d o tienen poco p o d e r y dan
co n p icad o res de f u e rz a q u e los c a s tig u e n m ucho, suelen
e c h a r m ano de un a rd id s ie m p r e t em ib le p ara el d ie s ­
tro, y es irse alejan do poco A poco del bulto pora t r a e r
jnas vio le n cia , y de este m o do lle g a n A d a r la co g id a ,
p u es por m u c h o p o d er que ten g a el p icador, y por poco
q u e t u v ie r a el taro, la v e lo cid a d que tien e le l\ace m u l ­
ti p l i c a r la f u e r z a con q u e choca en el e n c o n t ro n a z o , y
no hay h o m b r e q u e sea ca p a z de re sis Lirio. Esto se l l a ­
m a a r r a n c a r de l a r g o . M u c h o s toros lo suelen h a c e r des-
de el prin cipio , y tam b ié n algu n a vez re b rin ca n y a l c a n ­
zan al d ie stro A caballo; esto es m u y e sp u e s to , p o rq ue
p u e d e n en el re salto d a r una corn ada a cu e rp o limpio;
el modo de eviLarlo el p ic a d o r es v e r l l e g a r al toro, y
c u a n d o o b s e r v e e l re salto m e te rs e en la cun a y q u e lo
e n fro n tile , p u es la co rn a d a solo p u e d e s e r al subir, y
l u e g o a u n q u e c a h e c e e n o p u e d e h a c e r da ño, p o rq u e y^
v ie n e de sc en d ien d o , y en el a íre no tien e punLo de a p o ­
yo, por lo cual no se siente la tes ter ad a.
L o s toros p e g a jo s o s cuan do tienen poco p oder y e n ­
c u e n t r a n m u c h o ca s tig o s uelen t a m b ié n m u d a r de c o n ­
d ició n en b ie n , y es lo q u e se qu ie re s ig n ific a r cu a n d o
se dice c e d i ó a i p a l o . Es v e rd ad q u e p o r lo g e n e r a l c u a n ­
do e n c u e n t r a n o tra v e z poco ca s ligo v u e l v e n A m o s t r a r ­
se p egajosos.
Cu an d o un toro lleg a á co la r s e a lg u n a v e z suelto , ó
Bien e n c u e n tr a p o ca oposicion y se a po d e ra del bullo,
265
s 1 ha ce ca s i s iem p r e p tg a j o s o , y á esto es ó Jo q u e se
llam a e s la r el Loro coíiscí^ íí/q. IVo o bsta n te, si son en s e ­
gu ida bien c a stig ad o s, v u e l v e n á ce d e r , p er o si 110 c a d a
v e z se h a ce n mas t em ib le s .
H a y a lg u n o s toros q u e a u n q u e sean b o y a n t e s son de
tanto p oder y tan duros, q u é s ie m p r e a lc a n z a n a l e a b a *
lio, y a u n q u e en seg uida t o m en su t e r re n o por ten erlo y a
lib re , s u e len dar la co rn a d a , y g e n e r a l m e n t e en el p e c h o
ó ai b r a z u e l o del ca ballo . E s t a clase de toros, a u n q u e
m u y sencillos y q u e j a m o s se p e g a n , m a ta n m u c h o s c a ­
ballos; se e spliea esta esp ecie de a n o m a lía s de ser el toro
b o y a n t e y d a r co gid a d icie ndo que llegó s iem p re *
T a m b ié n se dice q u e los toros lle g a n á b e s a r cu a n d o
Lonicmlo p u e s t a la p u y a van poco á poco ga n an d o sitio
hasta tocar al caballo: esto es propio, de los p eg a jo s o s
mas bien q u e de los d e m as , y se vé con mas fr e c u e n c ia
cu a n d o Licúen piteas piernas, m ie n tra s q u e el U e ga r es
casi p e c u lia r de los h o y a n t e s , p a r t ic u l a r m e n t e cua n do
c o n s e r v a n a q u ella s .
L o s picado res d eb en so licita r salir s iem p r e en c a b a ­
llos de su e n ter a con lianza, p ro cu r an d o q u e sean avisad os
de la boca y pronto s en todas sus salidas, sien do a dem a s
m u y i m p o r t a n t e que ten ga n para no p e r d e r á e a d a m o vi-
mienLo de los que b a cen en la s u e rt e , la s i t u a c ió n q u e e l
die stro desea g u a r d a r ; es la eon dicion es muy a p r e c i a ­
ble, y la de sig n a n los p icad o res d icie n d o q u e se en jar r a
bi e n á la (ierra. A n t e s de ponerse en s u e rte d e b e r á t a m ­
bién el picador b a ja r el lo m o al caballo p ara p o d e r m a ­
n ejarlo mejor; de o t ra m anera le pued en s u c e d e r m uchos
c o n tr a tie m p o s . I\ o es m eno s ú l i l tap a rles los ojos, á lo
menos el d e re ch o .
P r o c u r a r á el d ie stro no soltar la v a ra cu a n d o p u ed e
serle úlil, pues 110 e s t á b i e . : visto; pero cu a n d o y a 110 s ea
posible h a c e r uso de ella p o r t o descom puesto, q u e esté,
y le e sto rb e p ara a s e g u r a r s e , la d e ja rá , y según la dis-
266
po sicion en que ve a está e l Loro c o rn e a n d o al cab allo ,
asi lo g o b e rn a r á p ara q u e n o v a y a á tie r r a , y p a r a s a c a r ­
lo si es posible de la c a b e z a , por lo c u a l j a m á s de bo
a b a n d o n a r la rienda.
T a m b ié n d eben los p ica d o r e s s a b e rs e c o n d u c i r c u a n ­
do se b aila n en el suelo, p u es si no esta rá n m u y e s p u e s ­
tos. L o p rim e ro que d e b e n p r o c u r a r en la caída es n o
t ro ca rs e , esto es, no q u e d a r co n la c a b e z a hacia las a n ­
ca s del ca b a llo y los p ies Inicia el c u e llo de este; esta
d a s e de caídas es m a lísim a , p o r q u e no se p u e d e m a n e ­
j a r e l c a b allo , se está e s p u e s to á re c ib ir co c e s en la cara,
y a d em a s á que se l e v a n t e y d e je el diestro en el sue lo á
cu e rp o d e s c u b i e r t o . T a m b ié n debe el p ica d o r cu a n d o se
h alle en tie r ra a g a r r a r la rie n d a lo mas ce rca que p ued a
de la boca del caballo, p a r a s u j e t a r l o y c u b r i r s e co n é l t
c o m o a sim ism o d e b e desde el m o m e n to en que suelte la
v a r a y t e m a c a e r p o ne r bien los pies p ara no q u e d a r c o ­
gido á un estrib o, y que el c aballo si sale lo a r r a s t r e por
la p la z a .
E n la s ca ídas co n tr a las b a r r e r a s d e b e r á p r o c u r a r
p o n e r siem p re un co stado p a r a re c ib ir en él el tablera -
zo, pues se sien te m u c h o menos: cu a n d o se h a lle en e l
s ue lo y ten g a al lado la va ra, p o drá h a c e r b u e n uso de
ella p in ch á n d o le al toro en e l h o cico p ara que se v a y a .
P r o c u r a r á a d em a s el p ic a d o r p o n e r al ca b allo e n t re él y
el lo ro, y d ir ig irs e há cia el p escue zo mas b i e n q u e h á -
cia el a n c a , p u e s el toro g e n e r a l m e n t e co rn e a á lo m as
vo lu m in o so .
No h a y cosa m a s d e s a ira d a en los p icado res, y que
dé a d em a s in d icio s de co ba rdía , q u e a g a r r a r s e al o livo
antes de tiem po: esto solo lo d ebe h a c e r cu a n d o y a se e n ­
cue n tra d e sa rm a d o y co n e l ca ballo jiarado y casi m u e r ­
to, por seg u ir el toro c o rn e án d o lo ; de otro m o do es m u y
deslu cido .
267

i:a p i t i : i,o x .

D e a l g u n a s o i r á s s u e r t e s d c á ca b a llo .

A u n q u e oí p rin cip a l o bjeto de e s t a o b r a es el dar á


c o n o c e r las re g la s del a r l e en p l a z a , y por co n sig u ien te
solo debe c o m p r e n d e r las s u e r t e s que se h a c e n en ella,
no o bsta n te voy á dar una li g e r a n oticia de a lgu n as otras
q u e aun cu a n d o no se h a c e n en el c e r c o , sin e m b a r g o
se p u d ie ra n verificar, y son de tan to lu cim ie n to co m o
c u a lq u ie r a o tra .
D i r e m o s , p u e s , c u a t ro p ala b ra s a cer ca del m odo de
a c o s a r , de d e r r ib a r y de e n l a z a r las reses desde el c a ­
ba llo.

A U T I C U hO r t U S l M U * .

D e l m o d o fie a c o s a r .

Por b ra v as q u e sean las re s e s h u y e n por lo ge n e ra l


en el ca m p o cu a n d o va sobre ellas un h o m b re a caballo;
de a quí la d iv e r sió n de a c o s a r , q u e es m u y bonita y n a ­
da es p uesta ,
E l modo de h a ce rlo en el ca m p o es m e te rs e en tre e l
g an ado despues de h a b e r m a rca do la res que se q u ie re
a p a r t a r , y e m p e z a r á s eg u irla e n t r e todas las otras, pro­
c u r a n d o q u e v a y a saliénd ose de la p ia r a , y así q u e esté
c u l e r a m e n t e fuera de e l l a , 0 en la m is m a c i r c u n f e r e n ­
c i a , irse d e r e c h o h a b lá n d o le y h a c ie n d o a d e m a n de
o f e n d e r l a , c o n lo q u e sa!e h u y e n d o , y se s ig u e d e tr as ,
l le v a n d o s ie m p r e cuidado de i n te r p o n e r s e en tre la p i a ­
r a , q u e es su q u e r e n c i a , para q u e c o n tin ú e h u y e n d o ,
pues si la ve cla ra se d ir ig e b á c i a ella com o un ra y u .
C u a n t i ó l e fallan ya las p i e r n a s , ó cuan do son reses de
26 8
m u c h o c o r a g e , se su e le n p a r a r p ara a c o m e t e r ; en e st e
ca so se m u d a el v i a j e p a r a d e ja rle s lib re la q u e r e n c ia ,
se acosan de n u e v o , y se va a r e m a ta r A la p ia r a .
Por lo q u e h e m o s d ic h o de esta s u e r t e p a r e c e se p u e ­
de in fe r ir q u e tien e l u g a r en las p l a z a s , p o rq u e en ellas
los to ros e m b is t e n al b u l l o ; no o b sta n te salen m u y A
m e n u d o a lgu n o s q u e h u y e n h a s ta de su s o m b r a , y estos
no h a b r ía otro m o do de h a c e r l e s p r e s e n ta r en s u e rte
que aco sán do los ha sta q u e se p a r a s e n .

A R T I C U L O II,

D e l m o d o de d e r r ib a r .

l 'n a de las s u e rtes mas b o n ita s que p u e d e n h a ce rs e


á los toros desde el caballo es d e r r i b a r l o s .
P a r a esto se debe p r o c u r a r un ca b allo fu e rte, lig e r o ,
m u y m a ñ o s o , y que esté a c o st u m b ra d o á este e je r c ic io ,
pu es e s t a eon dicion e s tan e s e n c ia l , q u e en sien do un
caballo m a estro no tie n e el g in e t e q u e h a c e r casi nada
p a r a d ir ig irlo bien y v e r if ic a r la s u e r t e , de modo que
con poca habilidad se q u e d a lu cid o , m ie n t ra s q u e el m e ­
j o r g in e te y el q u e sea mas d ie stro d e r r ib a n d o , no po­
dra si lle v a un ca b a llo malo s a lir con l u c im i e n t o de la
empresa.
H a y dos ó tres modos de d e r r i b a r q u e se d if e r e n c ia n
en b ien p o c o , y d e los c u a le s solo uno se e j e c u t a , por
ser m a s n atu ral y d e s e m b a r a z a d o , p u e s los o t r o s , a d e ­
mas de ser mas difíciles, no t ie n e n l a n ío lu c im ie n t o ; asi
es q u e r a í a v e z se ponen en p rá ctica.
P a r a d e r r i b a r del modo r e f e r i d o , q u e llam an A la
f a l s c t a , se a co sa la res g u a r d a n d o las r e g la s dichas a r r i ­
ba j y c o n s e rv a n d o la distan cia de u n as v e in t e y cinco á
treinta v a r a s , e ch á n d o s e t am b ié n un poco h a c ia su co s ­
tado d e r e c h o : cu a n d o p arezca b u e n a ocasion se a p r ie t a
2G9
m a n t o se p ued e ol c a b a l l o , de m odo q u e la l ín e a que
d e sc rib e en su v ia je ve n ga á f o rm a r un á n g u lo bien o b ­
tuso con la q u e el loro figura en el suyo, y en la re un ió n
q u e form a el á n g u lo , que es el centro de la s u e r t e , v i e ­
ne á pasar el ca b a llo por j u n to Д lo* cuartos traseros de
l a r e s ; e! j i n e t e , cnanto la h a y a ten ido en j u r is d i c c ió n ,
h a b r á echado todo el palo a (hilan te p ara p o n e r le la p u y a
e n el n a cim ie n to de Ja r o l a , c a r g a r bien el ca b allo y s e ­
g u ir h a cien do fu e rz a y ce rr á n d o lo ha sta e c h a rlo al s u e ­
lo. Fs m e n e s te r ten er un cu id a d o p a r t ic u la r p ara no
a tr a v e s a r s e de m asia do y lleg ar á t r o p e z a r con el Loro y
c a e r co n el caballo á t i e r r a .
Debí) a d v e r t i r que p ara todas las s u e rt e s q u e se h a ­
g a n á los loros sin que sea to m arlo s p o r de lan te con la
v a r a de d e t e n e r , se use de g a r r o c h a s la rga s y ligeras
con m u y poca p u y a , pues si no es im p o sib le m a n e ja r la s
co m o el caso r e q u ie re . T a m b ié n de b e s a b e rs e que s i e m ­
p re q u e se v a y a á d e r r i b a r se lleva la g a r r o c h a a g a r r a ­
da cerca, de la e strem ida d y a p o y a d a en el b ra z o i z q u i e r ­
do, p a r a no a r m a r s e hasta el misino in sta nte de ir á p o ­
n e r la p u y a á la r e s , p u es de lo co n tr a r io no p u e d e s u ­
frirse el peso que ha ce todo el palo a dela nte , cansan el
b r a z o , falta la fu e rz a , y es i n c i e r l o el go lp e de vista.
I l a y otro modo de d e r r i b a r q u e llam an de v i o lit i, en
e l cu a l la g a rro ch a pasa por cim a del cu e llo del ca b a llo
y vie n e á q u e d a r al lado i z q u i e r d o , com o ya dije anlcs;
se usa poco , y no p ro m e te v e n ta ja s . L o m ism o digo de
a lgu n o s otros , en que no me d e te n g o lo poco i n t e r e s a n ­
tes q u e son.

A R T Í C U L O III.

D e l m o d o de e n l a z a r los to r o s d e s d e e l c a b a l l o .

P a r a e n l a z a r c u a l q u i e r res d e b e r á lle v a r s e u n a c u e r ­
270
da de cá ñ a m o del g r u e so que b aste, y del la rg o s u f i c i e n ­
t e p ara lo q u e se p ien se h a c e r d e sp u e s . Ksla c u e rd a t e n ­
drá un anillo en u n o de los estreñ ios p ara m e te r por él
Ja o tra p un ta y f o rm a r asi un l a z o c o r r e d iz o , el cual se
p u ed e p o n e r en el estrem o de un p alo q u e ten ga (los v a ­
ra s de la rg o , pstra p o d er e c h a r l o m e jo r en las asías de l
t o ro y deja rlo e n m a ro m a d o . Se e n tien d e q u e p ara e sta
o p e r a c io n se le va aco sa n d o ha sta p o n é rs ele al costado
i z q u i e r d o , y q u e se de b e ir bien p r e v e n i d o p ara si se
v u e l v e a leja r s e co n p re ste za . T a m b ié n se p ued e e n l a z a r
tirand o la cu e r d a con la mano*

PARTE TERCERA.

REFORMA DEL ESP E CT ÁC U L O;

C A P I T U L O Ú N ICO .

L a s plazas de loros d eb en e s t a r en e l c a m p o á c o rt a
distan cia de la po b la cio n , co m b in a n d o q u e se h a lle n al
a b r ig o de los T i e n t o s que con mas f u e r z a r e in en en el
p u e b lo : d e b e r á h a b e r t am b ié n una ca lza d a de b u e n p i ­
so p ara las g e n te s q u e v a y a n á pie á 3a f u n c i ó n , y un
c a m in o q u e no cr u ce con el a n te rio r , por el q u e irán los
c a r r u a g e s y caballerías* l)e e s t e modo s e e v i t a r í a m u c h a
co n fu sio n y d e s o r d e n , y ha sta las d e sg ra cia s que a lg u n a
v e z suceden .
Estas d i s p o s i c io n e s , q u e p a r e c e in flu ye n p o co en e l
p restig io de la d i v e r s i ó n , t ie n e n por el co n trario un a
gran p a r t e en su e n g r a n d e c i m i e n t o , p u es no h a y duda
q u e á m u c h a s p e r s o n a s , y co n p a r t ic u la r id a d al bello
s e x o , re tra en estos y o íro s i n c o n v e n ie n t e s p ara ir á las
fiestas de toros*
971
Las p laz as d e b e r á n tenor cu a n d o m e n o s de c a n te ría
hasta los p r im e r o s b a l c o n e s , y e s t a r co n struida s co n la
m a y o r solidez y el gu sto mas esq u ¡s ilo s } d e b ie n d o s e r
el g o b ie rn o quie n cu id a s e de todo lo c o n c e r n ie n t e ú su
h e r m o s u r a y m a g n i fi c e n c ia ; p u es son e dificio s p ú b lico s
s u sce ptibles fie r e c i b i r cua n ta s b e lle za s posee la mas b r i ­
llan te a rq u ite c tu ra , y en q u e de b e darse á c o n o c e r á t o ­
dos los que los o b s e r v e n el grad o de e sp le n d o r y de
a d e la n to en que se h a lla n las a r t e s en E s p añ a.
E n cu a n to á la disposició n i n te rio r de la p laza solo
t e n g o que d e c i r , q u e s e r í a s u m a m e n t e b u e n o p ara e l
p ú b lico q u e todos los a sie n to s se n u m e r a s e n , y ca d a
cual se c o lo c a r a en el q u e t ra je r a a no tad o su billete; de
este m odo se e v i t a r ía la c s l r a o r d in a r i a co n c u rr e n c ia que
se a d v i e r t e en a lgu n o s pun tos de la plaza, m ie n tra s que
otros están e n t e r a m e n t e vacíos, y a d e m a s las r e n c illa s ó
i n co m o d id ad e s que la m u ltitu d y e str e c h e z Iraen c o n si­
go: t a m b ié n esta medid a p r e c a v e r ía en m u c h a p arte los
h u n d im ie n t o s y alboro to s q u e la d em asiada g e n te en un
d e te r m in a d o sitio oca sio n a con b a sta n te f r e c u e n c ia .
T a m b ié n de b e p ro c u r a r s e q u e los c o r r e d o r e s , las e s ­
c a leras y todos los dem ás sitios de tránsito sean a n c h o s ,
cóm odos y d e c e n t e s .
E n cu a n to al ce rco s eria de d e se a r que fu e se de piso
m liy ig u a l, ni duro ni b la n d o , sin h o y o s ni p ied r a s , ni
clase alguna de estorbo; y por lo q u e re s p e cta A las b a r ­
r e r a s , diré q u e (lebe h a b e r u n a c o n tr a b a r r e r a s e p a ra d a
de l o s a n d a m i o s de tres á cu a tro v a r a s , y de alto c o r ­
r e s p o n d ie n t e , con q u e se e v it a que desde las cu e rd a s
e ste n in co m o d an d o á los lid ia d o r e s , y q u e r e s a b ie n (i
los to ro s co n los p añ u e lo s y d e m a s eng añ o s co n que al
cabo les d e sc o m p o n e n la c a b e z a , y dan m uchas v e c e s
l u g a r á un c o n tr a s t e en q u e q u i z á p ierd e un h o m b r e
la vid a. > o se p u e d e m i r a r co n in dife re n cia un abuso de
tan fun estas co n se cu e n c ia s , y vale mas h a c e r un e s c a r ­
272
m ie n t o en uno de estos i n c o n s i d e r a d o s , que r e g u l a r ­
m ente están casi del lodo eb rio s . q u e a u t o r i z a r con i íi -
d ife r e n c ia el p e lig r o á q u e esponen al in fe liz to r e r o ,
q u e por m u y diestro que sea no p u e d e lidiar co n v e n t a ­
j a s c o n tr a tantos a z a r e s .
T a m p o c o p u e d e r e s is tir s e el abuso de ios a v e l l a n e ­
r o s , a g u a d o re s y d em ás v e n d e d o r e s : es un e n ja m b r e
el q u e h a y de estos h o m b r e s q u e se creen a u t o riz a d o s
p a r a in c o m o d a r ai q u e está pacífico en su a s i e n t o , e n ­
t re t e n id o y aun e m b eb id o con algu n a s u e r le q u e le llam a
la a t e n c i ó n ; se le ponen d e la n te q u i t á n d o le la v is t a , lo
p isa n , lo e n s u cia n , lo m ojan, lo ato lo n d ra n con sus d e s ­
co m u n a les g r i t o s , y es n ece s ar io v a le r s e d e la p r u d e n ­
cia y s u f r i r , ú e sta r g u e r r e a n d o toda la fun ció n. i\o so
d e b e p e r m i t ir la en Irada á es tus ho m b r es sino en c i e r t o
n ú m e r o , y ten erles en cada octiava ó a n d a m io su sitio
s e ñ a la d o , del q u e no p u ed a n m o v e r s e , y sin que se les
p e r m it a p re g o n a r , pues estando e st a b le c id a e sta disposi­
ción T c u a lq u ie r a que los n ece s ita s e ios lla m a r ía 6 iria á
b u s ca rlo s .
Los soldados y los dem ás d e p e n d ie n te s de ju s t ic ia ,
como a sim ism o todos los e m p le a d o s de la p l a z a , d e b e ­
rán t e n e r sus sitios señ alado s donde no in co m o d e n a i
e s p e c t a d o r , e l cual por lo que lia c o n tr ib u id o tien e un
d e r e c h o ¿t ser a t e n d i d o , y á q u e n adie le estorbe ni
m o les te .
L a clase b a ja c r e e t e n e r en los to ros una s o b e r a n í a
i n d i s p u t a b l e , y d e b em o s c o n fe s a r q u e e fe c t iv a m e n t e
liasta el dia lo q u e r e q u i e r e la m u ltitu d eso se h a c e en
estas fu n cio n e s . Pero ¿ o s esto j u s t o ? S e g u r a m e n te que
no. ¿ Y no h a y modo de r e m e d i a r l o ? m u c h o s c r e e n q ue
110, p er o se e q u iv o c a n . Si en m e d io del e n t u s ia sm o y
e x a lta c ió n q u e el vin o y la lidia p ro d u c e n en las mal o r ­
ga n iza d as c a b e z a s del po pu lacho T q u e do n d e q u ie ra es
soez , se tra ta de r e fre n a rlo por la f u e rz a , y c o r t a r d e s ­
273
de el m o m e n to los ab u s o s , os in d u d a b le q u c no se c o n ­
s e g u iría nada, y q u e el ca m p o de A g r a m a n t e sería mñ<i
de Lela ¡jara la p laza de lo ros. P e ro si de sp u c s de li a b r r
in tim a do por e d k t o s ó por ios m edios q u e p arez ca n m a s
co n d u ce n te s por las re sp e ctiva s a u t o rid a d e s las penas
q u e tienen los in fracto res del orden p ú b lic o , y Jas p r o ­
hibicion es que s o j u z g a s e n o p o r tu n a s ( e n t r e las que
de b e c o m p re n d e rs e ia de no e n t r a r nadie con g a rr o te s
ní v a r a s en la plaza , por el daño que ca u san al edificio
y A los oídos, y p o rq u e pued en s e r v i r de a r m a ofensiva},
si hicie sen a lg u n o s e je m p la r e s casLigando á los que se
a t r e v i e s e n A co m e te r a lgu n o s de los es ce sos p r o h ib id o s ,
y se p re s e n ta s e la suficiente fu e rz a a r m a d a p a r a i m ­
p o n e r A los in s o le n t e s , se p u e d e a s e g u r a r que b ien
p r o n to c e sa ría el d eso rden y p i l l a g e q u e h a c e in d e c o r o -
¡;a esta d iv ersió n . No h a y duda en que el carácLer del
e s p e c tá c u lo es m u y A p ropósito p ara la a lg a z a r a y v o ­
c e r í a ; p ero tam poco la h a y en q u e p u ed en estas c o n t e ­
n erse d entro de los lím ites j u s t o s , y re d u cirs e á v i c t o ­
r e a r y A a p la u d ir A los lid ia d o res , an im á n d olo s y e n t u ­
siasm á n do lo s mas y mas : p ara e sto no es n ece s ar io usar
de frases d e sc om p u estas ni co n trarias A la decen cia p ú ­
blica , y si p ued e e c h a rs e m a n o de las a g u d e za s pro p ias
del g r a c e jo de Jos e s p a ñ o l e s , y de los ch is tes con que
a m e n i z a la d iv ersió n el p o n d e r a t i v o a nda luz.
L a s p lazas de toros están pre sid id as y m a n d a d a s por
los g o b e r n a d o r e s , 6 por d ip u ta c io n es d e ia y u n ta m ie n to »
ó en fin, p o r las p rim e ra s a u to rid a d es del p u eb lo en q ue
se b a ila n ; esto es m uy justo , sin d u d a ; p ero com o para
m a n d a r bien lo que p e r te n e z c a a i a p a r t e de la lidia se
n e c e s i ta un p e r fe cto co n o c im ie n to de todo l o q u e c o n s ­
t it u y e el a r t e d e t o re ar . y e s t e c o n o c im ie n t o m u y r a r a
v e z lo ten drá el p r e s id e n te de la p l a z a , com o a g e n o de
su c a r r e r a y de su pro lesión , será m u y uel caso que
en todas estas fun cio ne s ten g a la a uto rida d in m e d ia t a &
18
274
sí un h o m bro de co n ocida p robidad ó i m p a r c i a l , y qu<
re ú n a un co m p leto co n o c im ie n t o de los t o r o s , de las
s u e rtes e t c . e l e , el cual ilumino al p re sid en te , y le diga
q u é es lo q u e debo h a c e r con respe с Lo á lo q u e prisa en
el cerco, E s t e h o m b r e d e b e r á t e n e r su co rr e s p o n d ie n te
r e t r ib u c ió n en p ago do su buen oficio , p ero d e b e r á s e r
ca stig ado s e v e r a m e n t e s iem p r e que p o r p a r c ia l id a d , o cio ­
sidad б c u a l q u i e r otro m otivo , falte en a lgo á la j u s t i c i a
y á la v e r d a d .
E s t e h o m b r e , q u e bien p u e d e lla m a r s e fiel d e t e c o r ­
rid a s de l o r o s , d e b e r á r e c o n o c e r el ga n a d o antes de
t ra e r lo á la p la z a , p a r a v e r si tien en los h ie r r o s y m a r ­
cas de las g a n a d e ría s á q u e dice el a se n tis ta q u e p e r t e ­
necen , para que no e n g a ñ e n al p ú b l i c o , como s uce de
todos los dias a n u n cia n d o toros de ca sia s a cre d ita d a s ú
oriu ndo s de e ll a s , y co rrién do les lu e g o cim e ro s. D e b e r á
tam b ién este h o m b r e e x a m in a r si los toros tien en edad
y f u e r z a s u f i c i e n t e , y por ú ltim o , si la vista y d e m as
re q u is ito s n ece s ar io s se ha llan com o se desea , para
d e se c h a r los que ca re zca n de las p ro p o rcio n es o p o r ­
tunas para la lidia. T a m b ié n d e b e r á el mismo fiel d i ­
r ig i r cu a n to c o rr e s p o n d a á la con d u cció n de los toros,
y m u y p a r t ic u l a r m e n t e los e n c ie r r o s , para q u e se h a ga n
sin d e te rio r o del g a n a d o , y sin q u e la m u ltitu d y b u l l i­
cio q u e en todas p a r t e s va á p re se n ciarlo s p u ed a h a c e r ­
los d e s m a n d a r . S e r ia i g u a l m e n t e de d e se a r q u e el d e s ­
canso e s t u v ie r a d is p u es to de m o do q u e las g en tes no pu­
d ie ra n e s t a r in co m o d a n d o á los toros todo el tiem p o q ue
m e d ia e n t r e el e n c i e r r o y la corrida.
E l diputado del festejo d e berá co n c u r r ir a c o m p a ñ a d o
d e l fiel á l o q u e llam an la p ru e b a de ios c a b a llo s : t a m ­
b i é n c u id a r á de q u e h a y a el n ú m e r o suficien te p ara c u ­
b r i r la c o r r i d a , y q u e todos sean b u e n o s , y p ro b a d o s de
a n te m a n o . En s e g u id a d e b e r á h a c e r q u e le p r e s e n te n
las m o n t u r a s , p a r a ve r sí h a y el n ú m e r o suficien te y es-
275
tan en b u e n e s t a d o , como tam bién e x a m i n a r las p u y as
y m e d ir la s , a r r e g lá n d o la s á la m arca q u e pida la e s t a ­
ción, y a s e g u r a r la s co n los topes ó ca equillos p ara q u e
110 p u e d a n d e slia rse m as. T a m b ié n si el tiem p o es m u y
seco d e b e r á h a c e r q u e h u m ed e zc an las v a ras de d e t e ­
n e r , p a r a q u e no se q u i e b r e n A cada m o m e n t o , co m o
su ce d e con m u c h a fr e c u e n c i a por no ten er esta p r e c a u ­
ción.
D e spu es de h a b e r d is p u e s t o y h echo e je cu ta r estas
c o s a s , dará o rde n de que se co m p o n g a y h u m e d e z c a lo
suficien te el t e r re n o de la p l a z a , y q u e a r r e g l e n todos
los d em as útiles que se p u e d a n n e c e s i t a r , tan to para la
p olicía de la plaza y seg u rid ad de los e sp e cta d o re s 9 c o ­
mo p ara el s e r v ic io de la lidia y socorro de los fo reros
cuando por una ca su alid a d h u b ie s e algún herido» p o r lo
q u e h a b rá un cu a rto p re p a ra d o con c u m a s , y un c i r u j a ­
no con cuan to p ueda n ece s ita r.
l i e m o s dicho que co rr es p o n d e al p e í de las co rridas
h a ce r un reconocí m iento prolijo de los t o ro s p a r a d e se ­
ch a r los que 110 d e b an lidiarse , y a ñ a d o q u e e ste m ism o
ho m b re d e b e r á a v is a r á la a u to rid a d si se p r e se n ta e n ­
tre los t o re ro s , asi á pie co m o A ca ballo , algun o que por
su ig n o ra n c ia no e sté en el ca so de cu m p lir co n su o b l i­
g a c i ó n , y p ueda ocasio n ar un disgu sto á los e sp e c ta d o ­
r e s , p a r a no p e r m it ir su salida. H e p re se n ciad o m u c h a s
cogidas por la poca e sc r u p u lo s id a d q u e tienen A v e c e s
los a se n tis tas de las p lazas en e sco g er los to r e r o s , p o ­
niéndonos co m o picadores h o m b r e s q u e ni a un saben t e ­
n erse A c a b a l l o , y co m o m a ta d o res a lgu n o s muy malos
c h u l o s : de ahí n ace n ios d igu sto s y d e s g r a c ia s , y de
aquí q u e se pierda la afición á e ste e s p e c tá c u l o , q u e 110
p ued e a g r a d a r siendo m alos los lidiadores.
L o s e le m e n t o s ó la base del e sp e ctá cu lo , que son ios
t o r e r o s , los t o ro s y los c a b a l l o s , elegidos de esta m a n e ­
ra no p o d ría n d e ja r de l le n a r c o m p le t a m e n t e la satis­
facción de ío¿ e s p e c t a d o r e s , y l le v a r ía n la lidia hasla la
cima de raí p er fe ctib ilid a d . No o bsta n te, sí con re s p e cto
/i la partí; c ie n t íf ic a , si es propia la e x p re s ió n , no ca bo
y a m e jo ra despues fio p r a c t ic a d o lo d ic h o , con relación
al o rden ó la m a rch a del e sp e ctá cu lo resia m u c h o que
e n m e n d ar . A s i e s , que p ara no d e ja r nada o h ¡da d o , y
seg u ir m ejo r el orden que (leseamos se e s t a b le z c a en es~
tas fu n cio n e s , ire m o s h a b lan d o segnn la m a r c h a q ue
ellas sigan ahora*
H e ch o el despojo de la p l a z a , y d e sp u e s de o c u p a r
cada uno de los e sp e c ta d o re s su a s ie n t o , y colocarse e n ­
tre b a r r e r a s los em p le ad o s y soldados que d e b e n e s t a r
a b ajo p ara cuida r q u e nadie se e c h e á la p ía / a , y q u e no
es ten e m b a r a z a d o s los por! i líos de las co n tr a b a r r e r a s
donde han de g u a r e c e r s e los toreros, harán estos el c o r ­
re s p o n d ie n te saludo á las a u t o r id a d e s , y los picadores-
se situarán , el mas m o dern o el p r i m e r o , y el mas a n t i ­
gu o el ú l t i m o , el cu a l o rden de a n t ig ü e d a d no se i n t e r ­
r u m p ir á , á no ser cu a n d o uno do ellos se d e sm o n te y
v a y a por otro caballo : en esta o pe rae ion solo deb en l a r ­
da r lo que b a ste p ara l le g a r á la c u a d r a y m o n ta rs e ,
pues que en ella d e b e r á n e sta r s iem p r e ensillado s y lis ­
tos á lo menos tres ca ballo s, y si el picador su la rd a mas
del tiem po dicho, será efecto de h o lg a z a n e r ía , lo c u a l se
d e b e r á c a s tig a r , lo m ism o que todas las falta s q u e c o m e ­
ta n los d em ás t o r e r o s , h a c ié n d o le s una re b a ja en ol e s ­
tip e n d io s eg ún lo m e re z c a la f a l t a , pues no se Ies p uede
im p o n e r p e n a mas s u a v e ni m a s e fi c a z ; y se puede a u ­
m e n t a r en cie rto m o do el estim ulo da ndo co m o g r a t i f i­
ca ció n al q u e m e jo r h a y a cum plido lo q u e com o ca stig o
se e x ig i ó al q u e cum plió mal. Los p icad o res e x p e r im e n ­
tados su e le n usar a lg u n a s ra te r ía s ¡»ara t r a b a j a r poco y
s a c a r partid o (le su t r a b a j o : u n a de e sta s es p o nerse á
p ic a r á un l o r o b o y a n t e y b l a n d o , y d a rle dos ó Iros p u ­
y a z o s seg u id o s en los t e r c i o s , y aun e n los m e d io s de Ja
27 7
p l a z a , sin deja r casi tr a b a ja r á los c o m p a ñ e r o s , y a t r a ­
v e sán d o se siem p re com o si e s t u v i e r a n e n tu sia sm a d o s y
con m u c h a s ganas de p ic a r ; pero si en seguida sale un
toro p e g a j o s o , va no h a ce n p o r é l , ó b i e n eJ ca b allo no
a n d a , ó en fin , se apean para tom ar otro y d e ja r p as a r
el t i e m p o : esto es una infamia» p o rq u e no deja n lucir á
los otros cuan do el toro es á p ropósito para elfo, y l u e ­
go los dejan q u e l raba j e n con <d q u e los puede d e slu cir
v la s t im a r: p o r esto dije a r r ib a que no debía a ltera rse
el o rd e n de los p u y a z o s , y solo en el caso de r e c a r g a r el
t o r o e s cuan do dará el p icad o r dos ó m as: el fiel ú e la
p laza in fo r m a r á de esto á la a uto rida d p ara el efe cto
co n v e n ie n t e , com o t a m b ié n cuán do d e b e n ir á b u s ca r al
to ro , y cuan do la calidad de este no p e r m ita sino p i c a r ­
lo c e r c a de los tableros*
Con re s p e c i o á los b a n d e rille ro s solo tengo que de cir
q u e no d eberán q u it a r las piernas á los toros ni ion Iras
se esten p ican do, ni d eb en h a c e r nada con ellos sino por
orden de las e s p a d a s , que d e b er án e sla r m u y prontos
para s ac arlo s d e los ca b allo s cu a n d o r e c a r g u e n , y no
mas; y q u e si el picado r cae d e b e r á n llev arse al toro c o n
l i g e r e z a y c o n o c i m i e n t o , e ch á n d o le siem p re el capote á
ins ojos p a r a q u e o b e d e z c a m e jo r, r u a n d o lle g u e el caso
de b a n d e rille a r saldrá p rim e ro el mas a ntigu o, y si vu e l­
ve á te n e r s u e r le antes que el otro, !a v e rifica rá sin g u a r ­
dar c o n s i d e r a c i ó n , p o rq u e si el s eg u n d o no la co nsiguió
por h a b er h e c h o salidas fals a s , j u s t o <-s que pague su
í o r p e z a , y lo g r e el p rim e ro el p re m io de su hab ilidad .
Seria de d e se a r que se d e tu v ie s e n mas tiem p o en b a n ­
d e r i l l e a r , p o rq u e no hay razón para que á una s u e r le
tan lind a se le dé tan poco lu g a r en la lidia.
C u a n d o se lo q u e á m a t a r al toro d e b e r á h a c e rlo p r i ­
mero e l m a s a n tig u o ,, q u e lo b rin d a rá según co s tu m b re
á la a u t o r id a d , y no p o d rá ce derlo á n ia g im otro m a t a ­
d o r , y m u c h o s m eno s á ninguíj lu u í o . L a s u e rte de
278
m u e r t e que es la ma* difícil y Inr ida , no de he ser e j e c u ­
tada sino por las p rim e ra s e s p a d a s , las cu a les no tien en
d e re c h o a lg u n o p ara c e d er la (x n i n g ú n o tro t o r e r o , p o r ­
q u e el p ú b l ic o , que es lo m a s r e s p e t a b le y lo que p r i m e ­
ro debe a t e n d e r s e , va al cerco en la in te lig e n c ia de que
á cada una de ellas le s toca m a ta r la Jes y tales toros, s e ­
g ú n se in fie ra de la pape le la ó c a r t e l en q u e se a n u n c ió
Ja función: el no c u m p l i r con es Lo es un e n g añ o m a n i ­
f i e s t o , y tanto m a s cuan to sea menos d ie stro el q u e p o r
ce sió n de la p r im e r a e sp a da va y a á m a ta r al to ro . F s te
a b u s o es tan f r e c u e n t e , q u e yo Jie visto co r r id a s en que
la p r i m e r a e s p a d a , q u e e ra de co n o c id a d e s t r e z a , debía
m a t a r , s eg ún be ín feria del c a r t e l , cu a tro l o r o s , la otra
espada tres, y el media e sp a d a el ú ltim o : y luego solo m a­
tó uno la p rim e ra , dos la seg u n d a , y los res 1a n t e s e n tre
la m edia e s p a d a , dos chulos, y o tro q u e ni aun e sta b a en
la cu a d r illa . ¿Qué razón h a y para o slas v a r ia cio n es ? E l
a ficio n ad o que va íi Jo* toros por v e r m a l a r á los m as
d i e s t r o s , que sale de su casa y a u n de su p u e b lo r o b a n ­
do ei tiem po á sus o c u p a c io n e s , y p o sp o n ie n d o todo ¿i
su fav o rita d i v e r s ió n , ¡con c u á n to d e r e c h o podrá a cu s a r
de in ju s t ic ia y a rb itra rie d a d al q u e a u t o r ic e s e m e ja n t e
a buso!
Y a q u e h e m o s Locado e ste p u n t o , b u e n o será e sp o -
n e r las ra zon e s en que me fundí) p ara d e c ir q u e ningún
to rero de b e c e d e r á o Ir o la suerte que te toca. P r e s c i n ­
d ie n d o y a de la p r i n c i p a l , c u a l es la de c u m p l ir co n lo
q u e se a n u n c ia ai púJjdico, q u e es e l d e b e r m a s fuerte
y s a g r a d o , me a sisten o t r a s , q u e si p o r una parte no
t ie n e n la f u e rz a in c o n tra s ta b le que la a n t e rio r, in flu ye n
sin e m b a r g o de un m odo m a s in m e d ia t o y d ir e c t o en e l
b u e n suceso de las lidias. S a b em o s q u e por d e sg ra cia
son m u y fr e c u e n t e s en tre los torero s Jas re n cilla s y e n e ­
m istades que los e sp e c ta d o r e s p arciale s é i m p ru d e n t e s
fom en tan con sus d e te rm in a d o s a plausos y g r i t o s : de
279
a qui es que m u c h a s ve ce s cu a n d o el p a r lid o de un t o r o -
ru es el do mina rite en la p laza , y se va h m a ta r un Loro
b o y a n t e , por el que sea su é m u lo se fo rm e a q u e lla e sp e ­
cie de m o t í n , e u que a tr o p e lla n d o por lo ju s t o y por el
o rden e s t a b l e c i d o , se oponen ii que haga la s u e rte el
q u e d e b e , y le o b ligue n á dar la espada al fav o rito de la
p l e b e , q u e s iem p r e es la q u e asi se c o n d u c e , para q ue
luzca con un toro q u e la ca s u a lid a d h a bía p re v e n id o al
o t r o , y co n el que p ro b a b le m e n t e h u b ie r a lucido su des­
t re za . H a y a d e m a s o tra ra z ó n p ara q u e no se p e r m i ­
tan e sta s c e s i o n e s , y es que Jos toreros son g e n e r a l '
m e n te f a t a l i s t a s , es d e c i r , q u e tienen sus a p r en s io n e s í\
c ie rto s Loros, p o rq u e se les ligu ra q u e los han de coger;
unos los tem en por la p i u l a , otros por la c a lid a d , a lg u -
n os p o r la c a s t a , y m u c h o s p o rq u e sean corn i-apreL a-
d o s , co rn a lon e o, c a p a d l o s ele,; si en unos de estos c a m ­
bios se añade al disgu sto de re c ib ir un desaire de p arte
del p ú b l i c o , tener luego que m a l a r uno de eslos toros,
ó que sea r e a lm e n te di; s e n t i d o , es mas probable la c o ­
g i d a , y si pierde la vid a el diestro será una de sg ra cia
d o b le m e n te dign a de sen tim ien to .
S e r í a , pues , de de se a r q u e la a u to rid a d hiciese s a ­
b e r al p úb lico quo 110 se co n cede ría n de m a n e ra a l g u ­
na s e m e ja n t e s p e r m u t a s , y m u c h o m eno s cu a n d o son
p a r a e m p e o r a r , por r e c a e r en sujetos poco h á b i l e s , y
q u e se ca s tig a r ía com o p ertu rb a d o r del orden del esp cc-
Lácuío al que, la solicitase y pidiese, asi com o se ba ria en
un teatro si a lz a se uno la voz pidiendo que un parte de
por m edio hiciese de p r im e r galán .
T a m b ié n es m u y f re c u e n t e pedir el p ueblo que salga
á m a ta r ó b a n d e rille a r algún to rero q u e esté viendo la
función, p o rq u e el v u l g o n o v e le r o mas g u s t a de v e r m a ­
la r ca d a toro por un to re ro d ife r e n te f a u n q u e sea malo,
q u e Lodos por el m a s d ie stro: tam poco debe esto p e r m i ­
tirse por las razon es d i c h a s . \ m uchos mas si se em peo-
280
r p ero si el to rero á q u ie n solícita el p u e b l o v e r m a ta r
e s de un a d e str ez a c o n o c id a , s u p e r i o r , ó al m eno s ig u a l
al m e jo r que h a y a en la plaza, y este se co n v ie n e espon­
tá n e a m e n t e e n ce d erle la e s p a d a , se podrá p er m itir ,
p ueslo q u e no es p e r ju ic io p a r a ios demás t o r e r o s , y sí
beneficio para el público. Sin e m b a r g o , solo a lg u n a ra ra
v e z , y sien do contento en ello el q u e co da la s u e r t e , se
ten d rá o sla c o m p la c e n c ia ,
Del m ism o modo so debe p ro h ibir la salida d e c u a l ­
q u ie r picado r intruso 6 a v e n t u r e r o q u e se o f r e c ie s e g ra ­
t u it a m e n t e á p ic a r , y de c u a l q u i e r a q u e se brin da se á
h a c e r algu n a esp ecie de s uerte.
E s t o s son los vic io s de q u e a d o le ce el e sp e ctá cu lo ,
c u y o s medios de co rr ec ció n dejo e s p u e s t o s , i g u a lm e n t e
q u e las ra z o n e s que me asisten p ara p ro p o n e rlo s ■p ero
no co n siste en esto solo la re fo rm a q u e él e x ig e . ¿Por
q u é ra z ó n se lian de lim itar Jas fun cio ne s de toros tan
solo á unas cía les de s u e r t e s , m ie ntra s que otras que en
nada ceden á las que se usan, están c u l e r a m e n t e d e s t e r ­
ra d a s del ce rco ? ¿ P o r qué cuan do salen los toros de u n a
co rrida malos p ara las v a ras y no las toman se ha de sa­
lir el p úb lico sin verlos l i d i a r , y con p a r t ic u la r id a d si
son de r e g o c i j o s ? No puedo alcanzar· la razón- p ero n a ­
da h a y mas f re cu e n te que ir á los l o r o s , y sí son de los
q u e no q u ie re n los ca ballos, ía c o r r id a no es de muerte?
a cab a rs e la función sin h a b e r s e h e c h o mas en ella que
p o n e r a lg u n a s b a n d e rilla s . Con el o b jeto de r e m e d ia r e s ­
to en cuanto sea p o sib le , voy á propon (ir los m edios de
qu e yo us a ría p ara a m e n iz a r la d iv e r sió n , y no d e ja rla
e n cie rto modo casual y a d v e n e d iz a , com o sucede ho y.
Los toros q u e fu e re n b ra v o s para los caballos se t o ­
re a r ía n com o de c o s t u m b r e , h a c ié n d o le s las s u e rtes do
p icar á caballo le v a n tad o , y la del s e o o r Zaonero. L os
qu e fuesen co bardes y re h u sa sen to m ar las v a r a s d e b e ­
rían ser acosados por los picadores y d e rrib a d o s , y a de
281
osU?. y a tic a q u e l m odo, con lo cual se p ararían y ha ría n
s u e r t e , hiendo a d e m a s n in y b onito v e r estas o p e r a c i o ­
n es , q u e son o iras tantas suertes m u y lucidas y b r i l l a n ­
tes. С une luid as las de á ca ballo d e b e r ía n las t o re ra s do
a p ie h a ce r los m u c h o s j u g u e t e s que se ie h a c e n á los to­
ros * ya ro n la c a p a , y a s a lt á n d o lo s , p ar ch e an d o e le .,
y no dedicarse escln siva m erite á ia de b a n d e rilla s . F s ía
se g u n d a é p o c a , dirim íoslo asi, q u e se co n sa graría á las
s u e rt e s de <\ pie , seria de mas и menos d u r a c i ó n , se g n u
el estado y p oder deí toro ■Lodo lo cual haría e! flvl h a ­
c e r s a b e r a l d ip utad o p ara q u e m arcase con o p o r t u n i­
dad y con el debido co n ocim ien to. Con esto se c o n s e g u i­
ría v e r una m u ltitu d de suertes c u y a va rie d a d e m b e l e ­
saría , y 110 h a b r ía toro , por malo y co b a rd e q u e fuese,
de q u ie rw io se sacase re creo y n o v ed ad .
La s u e rte do m u e rte , la mas dilicil ípie se e je c u t a , y
c u y a s di (i с и Hades se m ultip lican por la cir c u n sta n c ia
de ser la ú lt im a , y e s t a r ya el toro con mas con ocí m i e n ­
to y p ic a r d í a , es p e c u l i a r , com o ya hem o s dicho , de las
espadas : pero sería de desear que cu a n d o lleg a el caso
de 111 a lar un loro q u e por h a b er sido ya placead o, ó por
h a b e r apren dido en Ja l i d i a , ó por ser n a t u r a lm e n t e de
s e n t id o , dé m u c h o r e c e l o , y p u ed a e sp o n e r con m u c h a
p r o b a b ilid ad al t o r e r o , so ie m a nda se e c h a r p erro s f en
ve z de turar á m a t a r le con la e s p a d a ; de este mudo so
e s c u s a r i a el disgu sto que la m u c h a intención del toro
p udie ra ocasio n ar , y se o frecía á los e sp e cta do re s un a
n u e v a lucha m u y div ertida y curio sa .
T e n g o que h a ce r una a d v e r t e n c ia con respecto á las
corridas do n o v illo s, p orque como en ellas¡salen los to­
jo s v i v o s , y luego se van al cam po , p u ed en v o lv e r á la
plaza y tra e r d e m as ia d a i n t e n c i ó n , com o Ja e sperieneiu
l o b a probado ya t r is t e m e n te 011 las cogidas que ellos
lian dado : esto se p edria e v it a r haciendo m a rca r a l loro
en la p laza eon un hierro que fu иse co n ocido tle todos,
282
ro n lo que se co n se g u iría q u e no p udiesen v o lv e r a c o r ­
r e r sem e jan tes r e s e s , pues confo rm e se p re se n ta s en p a ­
ra la v e n t a , el ¡ i d de la plaza los d e se ch a ría com o in ú t i-
les . Esta sen cilla p recau ción no solo e v it a b a c o m p l e t a ­
m e n t e el fraude en esta m a t e r i a , sino q u e p ro p o r c i o n a ­
b a una d iv e r sió n n u ev a t lodos los co n c u r r e n t e s .
L a re f o r m a que á mi p a r e c e r reclam a el e s p e c tá c u lo
e st r ib a p rin cip a lm e n te en los pun tos d ich o s : no dudo
q u e se me h a b r á e sca p a d o a lgu n o , y acaso m uy i n t e r e ­
san te t tam poco de sc on o zc o el trabajo y el tiem po que
se n ece s ita ría n p a r a d e s a r r a ig a r lan i n v e te ra d o s a busos,
y la co n sta n c ia y p r u d e n c ia que esta e m p r e s a necesita:
p ero su utilidad e x ig e c u a l q u ie r sacrificio. D e s te r r a r lo
q u e tiene de incivil y s a n g u i n a r i a ; a m e n iz a r y m u l t i p l i ­
c a r su p er sp e ctiv a , y c o m b in a r i a d e s t r e z a y la s e g u r i ­
dad ; hé atjui lo que form a su o bjeto. Si el h a b e r Jijado
la a tenció n sob re esta im p o rta n te m a teria c o n t r i b u y e
a lgo á i m p u ls a r ha cia la p erfe cció n la lies la de toros,
m e c r e e r é feliz , y h a b rá co n se gu id o este p e q u e ñ o t r a ­
bajo , el p re m io q u e m e r e c e tan solo mi b u e n a i n t e n ­
ción.»
H a s ta aqni lo m eno s m alo que h e m o s h a lla d o en los
a u t o r e s que de toros hablan , y d e cim o s Jo m enos m alo,
p o r q u e de tejas abajo, co m o d ecían n u e s t ro s a b u elo s ,
todo es malo, d e le z n a b le y p e r e c e d e r o .
De lo que hem o s citad o r e s u lta sin e m b a r g o , una
v e r d a d , y es que la g e n e ra c ió n a n t e r i o r , esto es, la g e ­
n eració n de ch u p a y casaca la rga s, de cofia, c a b ello e m ­
po lv a do y s e m i - t u n U l l o , se div er tía mas q u e n osotros,
en lo cual ha cia como una santa, p o rq u e m e jo r es p as a r
a le g r e q u e triste ios c u a t ro dias q u e se v iv e n en este
m is er ab le mundo.
V a h a b rá n n otado n u es tro s lecto res, q u e en m edio
del e n tusia sm o que p ro d u c ía n las e sto ca d as de Pedro
Homero, no faltaban in d ivid u o s q u e ce n s u ras e n las es­
283
lo cad as y el entusia sm o . l\slo es tam b ién n a t u r a l. l a
o posicio n es todavía mas a n t ic u a qm¡ el siste m a r e p r e ­
s e n t a t iv o . E n esta p a r t e la his to ria nos de sc u bre una
v e rd a d a m a r g a ; á sab e r, q u e los h o m b r e s no ha n sab ido
n un ca lo q u e se p es ca b an .
P or esto a q u e lla s d ife r e n te s y ha sta rid iculas e s c u e ­
las de la a n tig u a G r e c i a , en q u e lleg ó el caso de h a b e r
un filósofo ( P ilá g o r a s ) q u e no solo c r e y ó , sino q u e (im­
p licó é hizo c r e e r á sus discípulos la t ra n s m ig ra ció n de
las almas, y q u e la de un r e y ó co n q u is ta d o r que h u b i e ­
se m a n d a d o á m illones de h a b ita n te s , podria c o n v e r t i r ­
se á su m u e r t e en la de un m o squito de t ro m p etilla ,
o cu p a d o en c h u p a r de n o c h e la san gre de una p o b re
v ie ja .
L a opinion de los ho m b r es es cu a lq u ie r cosa ; es un a
fan tasm a ; m e jo r dicho, el re sultado de la edad y del
tem pera m entó. De jó v e n e s lodos somos fogosos, i n q u ie ­
tos, a n h e l a n t e s de gloria (q u e es una buena señora) y
de h o n o re s (que tam b ién son g en te de sustancia) · en
una p a la b ra , de a p a rie n c ia y o j a r a s e a , q u e es lo q ue
co n s t it u y e la a m bició n de la j u v e n tu d . D espues viene el
d e s e n g a ñ o de a quello s h e r v o r e s , de a q uello s sueños d e ­
licio sos que no son otra co sa, ni la gloria m u n d a n a ni
los h o n o re s, y e l h o m b r e q u e re cib e e s l e d e se n ga ñ o se
q u e d a mas frió que un vaso de o r c h a l a de chu fa s. ¿Pica­
ro m u n d o !
N o hay co sa en e ste globo s u b l u n a r , esto es , que e s ­
tá deb ajo de la luna , ó que Jo p arece, que tam poco esto
se sabe bien q u e no sea co n tr o v e r t ib le en tre los hijos
de A d á n . ¡P o r cierto q u e su m e rce d dejó una sucesió n
de p ro ve ch o ! T ontos y p o b r e s , y p icaro s por a ñ a d id u r a .
¡ Y a y a una fam ilia h o n ra d a I
Sin e m b a r g o , este es el m un do , h e r m a n o s míos · 110
h a y o l i o h a s ta q u e uno se m u e r e (que es o t ra gracia ) y
d e s p u é s .... p ero despites todos serem o s felices , y yo asi

lo c r e o á jpie.í j lin l i M a s . p o r q u e soy c r i s t i a n o , c í i t ó l í c o ,
apostólico r o m a n o , r e d o n d o c o m o una p e l ó l a .
Una o b serva ció n se nos o c u r re a quí no m u y en favor
c ie r la m e n t e de las corridas de toros, y por c o n se cu e n c ia
ni de la ÍÜOMíiia de estas funciones; pero nosotros la h e ­
mos ele m anifestar, p orque á tan Lo llega ¡mesI ra i m p a r ­
cialidad. V n h o m b r e q u e desde el c u e rn o de un Loro p a ­
sa á la e te rn id a d , hace una tra nsició n vi o! en La y una
lea figura. Eso de m o r ir vestido de pía La y seda, y en
medio de un circo (v u lg o p laza) y solo por d iv e r tir al
re s p e ta b le p ú b lic o , tie n e machí) de Ionio y no poco de
ir raciona L V o v fin, (mando á tino le mata el m édico, ó
no p u ed e cu r a r le , que la n ío m o n la. salo de este m un do
por la p uerta principal, y com o q uien dice con lodos los
d o cu m e n to s ju s tifica tivo s de su b u e n a co m lu c la . P e ro
esto de m o rir a punta de cue rn o , no tiene ni m iga ja de
filosófico. Es nna m u e rt e in v e r o s ím i l , a u n q u e re ai y
e fe c t iv a , p o rq u e la re a lid ad está m u c h as ve ce s en razón
i n v e r s a de !a ve ro s im ilitu d .
E n m edio de todo, un to rero cu a n d o tiene la d e s g r a ­
cia de sufrir una cogida, es m u y a c re e d o r á n uestra con ­
s ideración y sen tim ien to , que uno de esos que las g e n ­
tes llam an héroes, p orque un to rero es pone su vida por
d iv e r tir á otros h o m b r e s , y un hé ro e la es pone por m a ­
ta r á o íro s h o m b r e s . A cción q u e bien mirada no deja de
ser filantrópica, y sobre lodo c r istia n a , por aquello que
dijo el S a lva d o r del mundo: «amad á v u e s t ro s e n e m igo s
y h a ce d bien á los que os a b orre cen .»
Y o no he estado n un ca por esa filosofía de m e tr a l l a
y l a n z a d a en ri&lre. F no s seres nacidos p ara p asar po­
bre y a m a r g a m e n t e esta p icara v i d a , entre leu idos en
ro m p e rse la crism a y d e sp e d a z a rs e , tal v e z por un a p a ­
labra v a c ia de sentido, ó por f a v o r e c e r £ un p ica r o r e ­
dom ado, s e p re s e n ta n á m i i m a g in a c ió n mas d e sp r e cia -
tiles que los gusan os de seda, p o rq u e al fin e sto s algo
285
p ro d u c en , m ie n t ra s aquellos todo lo d e s t r u y e n . Sin e m ­
b a rg o , esto somos los d e s c e n d ie n t e s de Cain, el c i u d a ­
dano de ¡a q u ija d a de b u r ro , y el p rim o r g u e r r e r o q u e
h u b o en el mundo, En esta p a r le ni A l e j a n d r o ni Cesar,
ni T u r o n a , ni F ed eric o il ni X apnleon pued en g lo r ia r s e
del o rig en de la g u e r ra . L’ n brazo de un b á rb a ro y de un
m a lv a d o por a ñ a d id u r a , fue el p rim e ro que d e m o stró al
mu mío que un h o m b r e podía m a l a r á otro h o m b r e e n ­
c a s qu etá n d o le en tre ore ja y o re ja un gran p o rra z o dado
con la q u ija d a de u n b u r ro .
La g u e r ra , pues, tiene un o rig en in nob le y q u ij a d e s ­
eo. N o sotros, sin e m b a r g o , re s p e tam o s á los g u e r r e r o s ,
a u n qu e en nuestros a d e n tro s ten em o s so b re este punto
nuesi.ra o p i n i o u , com o sobre otras m u c h as cosas, y nos
la g u a r d a mus como pera en t a b a q u e , p o r q u e ...... porque
asi está e l m undo m o n ta do .
K o estamos c o n fo r m e s con m u c h a s de las a se rcio n es
q u e h e m o s citado, pero lo hem o s h e cho por p u ra docili­
dad, 6 m e jo r dicho, p orq ue en m a teria tan g r a v e co m o
es la filosofía de los toros, no hem o s q u e r id o g u ia r n o s ,
com o h e m o s d ich o antes, de n u es tra op i ni un, sino mas
b i e n c o r r o b o r a r l a con Ja de (¡iras m e jo r es co rla d a s p l u ­
m a s ; p o rq u e al ün y al c a b o , co m o dicen ios m é d ico s
q u e no conocen la e n f e r m e d a d , m a s ven en a íro ojos que
dos. E s ta es otra gracia de n u e s l r a m a d re n a t u r a l e z a ,
el no saber el h o m b r e , ese ser p riv ile g ia d o , lo q u e sabe
n i lo que se p esca.
A q u i de bo yo h a c e r una distinción teo ló g ica , que pa­
ra esto de d istincio n es los teó lo go s se p iu la n solos L o s
tontos, g e n era ció n feliz y f av o re cid a de ia f o r l u n a , e s ­
tán n a t u r a l m e n t e eseiuidos de aquella r e g l a , p o rq u e un
to n t o sabe s ie m p r e lo q u e se hace, y si 110 lo sabe a c i e r ­
ta co n el re s u ltad o , que tanto da- ¡ f i c a r o m u n d o !
Tua ¡iruposicion v a m o s á a v e n t u r a r ; la de q u e las
tiestas de to ros son d e d e re c h o n a t u r a l. L a g u e r r a , esa
286
ca la m id a d que Dios ha d estin ad o para ca s tig o del g e n e ­
ro hu m an o , y el« lo c u a l tam p o co s a b e m o s la ra zón , es
de d e re c h o n a tu r a l, p o rq u e d esd e flain acá todo ha sido
p elo teras y c a ch ip o rr a z o s e n t re los hijos do A d á n . ¡P i­
ca ro mundo!
lis La tendencia á r o m p e rs e la crism a , ten d e n cia que
naco con e l ho m b re y le a c o m p a s a ha sta el sep u lcro ,
fue sin duda a lg u n a la q u e dio o rig en A las co r r id a s de
toros; p o rq u e el h o m b r e que 110 tiene un m o t iv o f u n d a ­
do dii a n d a r a tro m p ico n e s con otro h o m b r e , b u s ca u n a
ti e ra con q u ie n h a b ér s ela s , y en e sto e n c u e n tr a su p la ­
cer; el p la c e r de la b a rb a rid a d , que es t am b ié n de d e r e ­
cho n a t u r a l. VA m ism o origen tienen indas las b a r b a r i ­
dades. Son la c o n s e c u e n c ia n atural y n e c e s a r ia de esa
m a q u in a q u e se llam a h o m b re, puesta en ju e go con las;
cosas que 1c rodean y q u e co m p o n e n esto q u e se co n oce
por m un do .
l i e m o s dicho q u e la lu ch a de h o m b r e s y lle r a s es de
d e r e c h o n a t u r a l , p o rq u e por e se d e re c h o e n t e n d e m o s
nosotros todo lo que el h o m b r e hace, im p u ls ad o do un
de seo que le domina, y al q u e no p u e d e h a c e r s e s u p e ­
rio r . Y en s up o sició n de l u c h a r con fie r a s , los toros d e ­
b i e r o n ser, com o son en e le c t o , los a n im a le s p r i v i l e g i a ­
dos. H a y países, sin e m b a r g o , en do n d e los toros no son
lie ras , sino de condi cion a p a cib le y m a nsa co m o corde­
ros; y en esos p aíses no se co n ocen las co rid as de Loros,
i,a ra z ó n es clara y v ie n e en a p o y o de n uestra doctrin a;
cu a n d o uno no q u ie r e dos 110 riñ e n , y los ho m b r es no l i ­
dian aIIi á los toros p o rq u e aíli lo¿¿ Loros 110 q u ie re n li­
dia r co n los ho m b res.
L a n a t u r a l e z a ha sido m a s va r ia y caprichosa con los
to ros que con los h o m b r e s . Estos en todas part es son i g u a ­
les y en todas p artes tienen esa in clin a ció n de la g u e r r a ,
y do a n d a r al redo p elo , m ie n t ra s los toros son de co n d i­
ción diferen te, no sulo en nacion es sino en p ro vin cia s.
287
Sin salir de E s p a ñ a , t e n e m o s q u e los loros a nda luce s
y so b re todo los m a n c h e g o s , son fieros y a c o m e t e d o ­
res , aun (*u el ca m p o y sin q u e se les irrite ni in c o ­
m ode : m ié n í r a s que en A s t u r ia s y Galicia son dulces y
a p a c i b l e s , y llevan las a sía s, no com o a n n a . sino co m o
una ca rg a . I n loro de la M ancha y un loro G alle go , son
dos a n im a le s q u e no se p arece n ni tien en en tre si nada
de c o m ú n . El uno vé un h om bro cerca do si y le a c o m e ­
te ¡jara m a t a r le , m ie ntra s e! ulro se a pro xim a á ese mis­
mo hom bro con m a n s e d u m b r e y paso m esu ra do y a l a r ­
ga el murro p ara q u e le dé algo con que refucile su e s t ó ­
mago*
Es la d iferen cia no se e n cu e n tr a en los hombros. Los
h a b ita n te s d é l a L a p o n í a c o m o los do N ueva G uin ea t i e ­
nen tas mismas i n c li n a c i o n e s , los mismos deseos y la
m ism a f e r o c i d a d , sin q u e las distintas castas ni el c l i­
ma , influyan en este p u n t o ; y si en todas [»arles no ha y
c o rr id a s de Loros, no es por ca usa de los hom bres, sino
de los toi'os . q u e no q u ie re n pen den cias ni p e lo te r a s .
Si t ra la u d ó s e de a n im a les de c u a t ro pies (v u lgo c u a ­
drúpedos) pudiera a p licá rs e les el o p íle lo de filósofos, n o ­
sotros d iria m o s que lo oran los que lejos de ga n a r fama y
r e n o m b r e á p un ta de c u e r n o , pasan tra n q u ila m e n te su
v id a paciend o p o r esos cam pos ha sta que las n ece sid a ­
des ó la codicia del h o m b re dá co n ellos en ia ca rn ice r ía ;
m a s p o r la m is m a razón de s e r m a n so s y bu e n o s, no son
tan a precia dos com o los Üeros, q u e en eslo picaro m u n ­
do, se a p r ecia , codicia y e nsalza mas lo m alo q u e lo bue no .
I l a y sin e m b a r g o una circu n sta n cia en fav o r (le la fe ­
rocidad de ios loros b r a v o s , y es la de q u e d iv ierte n al
r e s p e t a b le p úblico , lidiados con p o m p a y s o lem n id a d en
m e d io de un circo,
He aqni lector b e n é v o lo (que lo serás o no. pero t a n ­
to m onta) e! p e n s a m ie n t o q u e ha presidid o á e s t a o b r i l i a
escrita co n el o b jeto de m a n ife sta r que hay filosofía en
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las corridas do to ro s, p o rq u e d i v i e r t e n , p u es f.udo lo q ue
d iv ie rte ñ los hijos de A d á n , en este va lle de l a g rim a s ,
es a lta m e n t e filosófico, a unqu e no s ie m p r e sea m o ral.
El h o m b r e que pasa a l e g r e m e n te dos ó mas h o ras
v ie n d o rociar á o íros h o m b r e s , y h a ce r s u e rt e s á la v e ­
r ó n i c a , pases de m u l e t a , p o n e r b a n d e rilla s al re co rte y
á to p a - c a r n e r o y dar e sto ca d a s re c ib ie n d o ó á vo lap ié,
es feliz en a q u e l m om ento, y aqus en ca ja, h e r m a n o s m ío s ,
la íilosofia (le los toros.

1 'ITS.