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APONTAMENTOS SOBRE A PROPOSTA

PEDAGÓGICA DA SEE
A Secretaria da Educação descreve a atual proposta curricular implantada na rede
desde 2008 como um projeto para os níveis de ensino fundamental e médio, sob
coordenação da professora Maria Inês Fini, da assessoria da pasta de educação.
A professora Maria Inês Fini é aposentada do departamento de educação da Unicamp,
já ocupou cargos no MEC e foi uma das responsáveis pela implantação do ENEM,
sendo muito próxima de Maria Helena Guimarães de Castro, atual secretaria de
educação, e de Guiomar Namo de Mello, comungando das idéias centrais defendidas
por ambas, ancoradas em uma conceituação inovadora de currículo e avaliação, de
construção coletiva e autônoma da proposta pedagógica, de respeito às diferenças etc,
mas com tratamento de mão de ferro aos professores, que buscam responsabilizar
pelas mazelas da educação.

Na apresentação da proposta definem-se três conjuntos de documentos, a saber: 1.


Documento básico com princípios orientadores; 2. Documento de orientações para a
gestão do currículo na escola; 3. Os cadernos do professor.

1. APRESENTAÇÃO

DOIS DOCUMENTOS – Básico


- Orientações para a Gestão do Currículo na Escola
Objetivos:
 Propor um currículo para os níveis de ensino fundamental II e médio
 Melhoria da qualidade das aprendizagens de seus alunos
 Realizar amplo levantamento do acervo documental e técnico pedagógico existente
 Iniciar um processo de consulta á escola e aos professores
 Ser mais do que uma declaração de intenções
 Garant ir a todos uma base co mum de conhecimentos e competências

DOCUEMENTO BÁSICO – Gestão

 Promover competências indispensáveis ao enfrentamento dos desafios sociais, culturais e


profissio nais do mundo contemporâneo.
 Aborda: - principais características da sociedade do conhecimento
- pressões que a contemporaneidade exerce sobre os jovens cidadãos
- preparar os alunos para esse novo tempo
- priorizar competências de leitura e escrita

Definição de escola – Espaço de Cultura e de articulação de competências e conteúdos disciplinares

DOCUMENTO 2 - – Orientações para a Gestão do Currículo na escola

 Finalidade específica – o gestor deve ser um líder e animador na implementação da proposta


- Disponibilizar outros programas e materiais sobre o tema gestão para:
 Assegurar aprendizagens dos conteúdos e constituição das competências previstas na
proposta curricular
 Estímulo à vida cultural da esco la e do fortalecimento de suas relações com a comunidade
 Educação continuada para professores

O que complementa a proposta


 Cadernos do professor por bimestre e disciplina
 Situações de aprendizagens para orientar o professor nos conteúdos, habilidades e
competências.
 Gestão da sala de aula, avaliação, recuperação, sugestões de métodos, estratégias do trabalho
nas aulas, atividades extraclasse e estudos disciplinares.

2. Educação para a altura dos desafios contemporâneos

Caracterização da Sociedade do Século XXI


Mundo
 O uso intensivo do conhecimento para trabalhar, conviver, exercer cidadania e cuidar do
ambiente.
 A sociedade do século XXI é produto da revolução tecnológica
 Processos políticos redesenharam relações mundiais gerando um novo tipo de exclusão (a
das tecnologias e comunicação que mediam acesso ao conhecimento e bens culturais)
 Exclusão – Bens materiais, conhecimentos e bens culturais.

Brasil – Educação
 Democratização do acesso, mas é indispensável à universalização da relevância da
aprendizagem.
 Valorização das características cognitivas e afetivas
 Capacidades de resolver problemas, trabalhar em grupo, resolver problemas, ser cooperativo
e continuar aprendendo.
 O diferencial na competitividade será dado pela qualidade da educação recebida
(competências constituídas na vida escolar)
 A população mais pobre acorre à qualidade para inserção no mundo do trabalho produtivo e
solidário
 Atender a adolescência precoce com ingresso tardio no trabalho
 Ampliar a importância da escola como espaço privilegiado para o desenvolvimento do
pensamento autônomo - para formar autonomia responsável
 Ser estudante significa aprender a ser livre e ao mesmo tempo respeitar as diferenças e as
regras de convivência
 Acentuar diferenças culturais, sociais e econômicas. Só uma educação de qualidade para
todos pode evitar que essas diferenças constituam mais um fator de exclusão.
 Desenvolvimento pessoal – aprimorar capacidades de agir, pensar, atuar, atribuir
significados e ser percebido e significado pelos outros.
 Educação a serviço do desenvolvimento, da construção da identidade da autonomia e da
liberdade.
 Educação articuladora que transite entre o local e o mundial de forma cooperativa e
solidária, uma síntese dos saberes produzidos pela humanidade.
 Tal síntese é uma das condições para acessar o conhecimento necessário ao exercício da
cidadania em dimensão mundial
 Aprender a aprender – autonomia para gerenciar a própria aprendizagem – aprender a fazer
e a conviver – resultado da autonomia em intervenções solidárias é a base para a
continuidade da produção cultural e das práticas sociais.
 Preparar indivíduos para manter o equilíbrio da produção cultural num tempo em que a
duração se caracteriza não pela permanência, mas pela mudança constante (o inusitado,
incerto, e o urgente constituem a regra e não a exceção).
 Apropriar-se ou não desses conhecimentos, pode ser um instrumento da ampliação das
liberdades ou mais um fator de exclusão.

Princípios centrais:
 A escola que aprende
 O currículo como espaço de cultura
 As competências como eixo da aprendizagem
 Prioridade da competência da leitura e da escrita
 A articulação das competências para aprender
 Contextualização no mundo do trabalho
3 - Princípios - Currículo

A - Escola que também aprende


 A escola deixa de ser instituição que ensina e passa a ser a que aprende a ensinar
 A capacidade de aprender se ampliará dos alunos para a própria escola
 A tecnologia facilita a viabilização da “comunidade aprendente” porque imprime ritmo sem
precedentes ao acúmulo de conhecimentos
 A escola deve aprender que o conhecimento coletivo é maior do que a somo dos
conhecimentos individuais

B – Papel da Equipe Gestora


 A equipe gestora é responsável pela formação dos professores e esses, em conjunto com o
grupo gestor são responsáveis pela problematização e significação dos conhecimentos.
 Os gestores como agentes formadores devem aplicar como professores tudo aquilo que
recomendar que apliquem aos alunos
 Construção coletiva da proposta pedagógica por meio da reflexão e prática compartilhadas.

C - Currículo como espaço de cultura

ANTES – Plano de trabalho indicava o que seria ensinado ao aluno


HOJE – O foco foi dirigido para a aprendizagem, não mais a liberdade de ensino mais o direito de
aprender.
 Todas as atividades da escola são curriculares. É preciso conectar o currículo à vida com
aprendizagens relevantes para os alunos.
 O conhecimento como instrumento mobilizador em competências reforça o sentido cultural
da aprendizagem
 Numa escola com vida cultural ativa, o conhecimento torna-se um prazer e pode ser
aprendido ao se aprender a aprender.
 O professor é o parceiro de fazeres culturais
 O Projeto pedagógico tem como prioridade a cidadania cultural e o currículo é a referencia
para ampliar, localizar e contextualizar os conhecimentos.

D - Competências como referencia


 Articular as disciplinas com aquilo que se espera que os alunos aprendam
 Atuação do professor, conteúdos, metodologia e aprendizagens têm funções específicas, mas
são indissociáveis e se complementam.
 Articular as disciplinas com as competências e habilidades dos alunos para que esses façam
a leitura crítica do mundo, enfrentem problemas e ajam de forma coerente em favor das
múltiplas possibilidades de solução.
 Competência caracteriza modos de ser raciocinar e interagir, que podem ser desprendidos
das ações e das tomadas de decisão em contextos de problemas, tarefas ou atividades.

E – Caracterização dos alunos


 Alunos de 11 a 18 anos estão em momento complexo e contraditório, o que deve orientar
nossa proposta sobre o papel da escola nessa fase da vida.
 Ponderar aspectos curriculares, recursos cognitivos, afetivos e sociais que os alunos
dispõem.
 Analisar como o professor mobiliza conteúdos visando desenvolver competências em
adolescentes

TRIADE SOBRE QUAIS COMPETENCIAS E HABILIDADES SÃO DESENVOLVIDAS


 O adolescente e suas características de ações e pensamentos
 O professor e suas características e a qualidade de suas mediações
 Conteúdos e metodologias para seu ensino e aprendizagem
Motivo – democratização da escola e equidade é tarefa coletiva tendo a frente o gestor para
capacitar o professor em seu dia a dia. A unidade não é obtida no ensino, mas na igualdade de
oportunidades, na diversidade, para garantir a todos uma base comum.

4. Prioridade - Competência de leitura e escrita

 O ser humano constitui-se num ser de linguagem e disso decorre todo o restante
 É na adolescência que a linguagem torna-se instrumento para compreender e agir sobre o
mundo real.
 Importante não apenas o domínio da língua mais de todas as outras linguagens. As
linguagens são sistemas simbólicos
 Na sociedade atual as linguagens e os códigos se multiplicam: os meios de comunicação
estão repletos de gráficos, esquemas, diagramas, fotografias e desenhos.
 Para acompanhar tal contexto, a competência de leitura e escrita vai além da linguagem
verbal vernácula, refere-se a sistemas simbólicos, tendo como base o pensamento
antecipatório, combinatório e probabilístico.

Antecipatório – Antecipar as conseqüências de uma ação sem precisar realizá-la


Combinatório – Fazer combinações e analisar hipóteses sem precisar conferi-las de antemão
Probabilístico – Estabelecer relações de relações – imaginar um objeto e agir sobre ele
decidindo se vale a pena ou não interagir com ele ou em outro plano.

Criança – Realiza e compreende o falar, pensar ou sentir, mas não o sabem como forma de
linguagem.
Adolescente – É possível transformar o ser humano em um ser de linguagem, em sua expressão
mais radical – uma forma de compreensão e ação sobre o mundo.

 A cultura da linguagem, do ponto de vista, social e afetivo, possibilita ao adolescente


aprender, pouco a pouco, a considerar suas escolhas em uma escala de valores.
 É em virtude da centralidade da linguagem. No desenvolvimento da Criança e do
adolescente que se prioriza, como objetivo de todas as disciplinas, a competência leitora e
escritora e só por meio dela será possível constituir as demais competências.
 A Responsabilidade pela aprendizagem e avaliação cabe a todos os professores
 O domínio das linguagens é um dos elementos de conquista e autonomia.

5. ARTICULAÇÃO DAS COMPETENCIAS PARA APRENDER

 A aprendizagem é o centro da atividade escolar


 Papel do Professor: que é o profissional da aprendizagem e não tanto do ensino: Apresentar
e explicar os conteúdos, organizar situações para a aprendizagem de conceitos, métodos,
formas de agir e pensar, promover conhecimentos que se mobilizados em competências e
habilidades, que instrumentalizem os alunos para enfrentar os problemas do mundo real
(educar para á vida).
 Papel da Escola: que não é a única detentora do conhecimento e da informação:
preparar o aluno para viver em sociedade que não exigem maior quantidade de ensino e sim
melhor qualidade da aprendizagem.Mais que os conteúdos isolados as competências são
guias eficazes para a vida. É exatamente a possibilidade de variar os conteúdos no tempo e
no espaço que legitima a iniciativa dos diferentes sistemas públicos de ensino.

A proposta curricular adota como competências para aprender as formuladas


pelo referencial teórico do ENEM voltado para a competência do ler e escrever:

I – Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática,
artística e científica:
LER: é interpretar (atribuir sentido ou significado)
ESCREVER: é assumir uma autoria individual ou coletiva (tornar-se responsável por uma ação e
suas conseqüências)

II – Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de


fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das
manifestações artísticas.
LER: modo de compreender, assimilar experiências ou conteúdos disciplinares (e os modos de sua
produção).
ESCREVER: Expressar sua construção ou reconstrução com sentido

III – Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de


diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
LER: Antecipar, de forma comprometida, a ação para intervir no fenômeno e resolver os problemas
decorrentes deles.
ESCREVER: Dominar os muitos formatos que a solução do problema comporta

IV - Relacionar informações representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis


em situações concretas, para construir argumentação consistente.
LER: Sintetizar a capacidade de escutar, supor, informar-se, relacionar, comparar, etc.
ESCREVER: dominar os códigos que expressam a defesa ou a reconstrução de argumentos

V – Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaborar propostas de


intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a
diversidade sócio-cultural.
LER: Antecipação de uma intervenção sobre o fenômeno, com tomada de decisões a partir de uma
escala de valores.
ESCREVER: Formular um plano para a intervenção, levantar hipóteses sobre os meios eficientes
para garantir resultados.

SÍNTESE: REALIZAÇÃO DE PROJETOS ESCOLARES QUE OS ALUNOS PARENDEM A


CRITICAR, RESPEITAR E PROPOR PROJETOS VALIOSOS PARA TODA A SOCIEDADE.

6. ARTICULAÇÃO COM O MUNDO DO TRABALHO

 A legislação estabelece que no ensino básico não se trata de formar especialistas nem
profissionais, mas preparar para assumir plenamente a cidadania o que passa pela
alfabetização científica, humanista, lingüística, artística e técnica, para que sua cidadania
tenha qualidade. O prazo para isso é todo o Ensino Básico.
 - Que limitações e potenciais têm os enfoques próprios das áreas
 - Que práticas humanas, das mais simples às mais complexas, têm fundamento ou inspiração
nessa ciência, arte ou área de conhecimento?
 - Quais as grandes polêmicas nas várias disciplinas ou áreas de conhecimento?

A RELAÇÃO ENTRE TEORIA E PRÁTICA EM CADA DISCIPLINA DO CURRÍCULO

 Compreender como a teoria se aplica em contextos reais ou simulados, pois parte dos
problemas de qualidade do ensino decorre da dificuldade em destacar a dimensão prática do
conhecimento, tornando-o verbalista e abstrato.
Exemplos:
1. Reproduzir a indagação de origem – a necessidade que levou a construção do conhecimento.
2. História é considerada teórica, mas nada é tão prático quanto entender a origem de uma
cidade e as razões da configuração urbana
3. Química é considerada mais prática por envolver atividades em laboratório, mas nada é mais
teórico do que o estudo da tabela de elementos químicos.
Não é preciso ser químico para escolher o que se vai comer.

Os cidadãos plenos devem adquirir discernimento e conhecimentos pertinentes para tomar


decisões em diversos momentos, em relação à escolha de alimentos, uso da eletricidade
consumo de água, seleção de programas de TV ou escolha do candidato a um cargo político.

AS RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA


A lei determina que deva se associar o currículo a “compreensão dos fundamentos científicos
dos processos produtivos” e detalha nas Diretrizes Curriculares Nacionais que o aluno deve
demonstrar ao final da Educação Básica, o “domínio dos princípios científicos e tecnológicos da
produção moderna”.

1. Alfabetização tecnológica- entender as tecnologias da história humana como elementos da


cultura, como parte das práticas sociais, culturais e produtivas com o sentido de preparar para
viver e conviver em um mundo no qual a tecnologia está cada vez mais presente em qualquer
situação sócio econômica: tarja magnética, celular, código de barras etc.
2. Compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos da produção – A tecnologia é a
chave para relacionar o currículo ao mundo da produção de bens e serviços, mas deve se evitar a
existência de disciplinas “tecnológicas” isoladas dos conhecimentos que lhe fundamentam.

PRIORIDADE PARA O CONTEXTO DO TRABALHO


 O trabalho enquanto produção de bens e serviços revela-se como a prática humana mais
importante para conectar os conteúdos do currículo com a realidade.
 O valor do trabalho incide em toda a vida escolar desde a valorização dos trabalhadores da
escola e da família, até o respeito aos trabalhadores da comunidade, o conhecimento do
trabalho como produtor da riqueza e o reconhecimento de que um dos fundamentos da
desigualdade social é a remuneração injusta do trabalho.
 O trabalho deve aparecer contextualizado nos conteúdos escolares
 O currículo não pode deixar de incluir os tipos de trabalho e as carreiras profissionais aos
quais se aplicam os conhecimentos das áreas ou disciplinas curriculares.

O CONTEXTO DO TRABALHO NO ENSINO MÉDIO


 O mundo do trabalho passa por transformações profundas
 Lei 5692/71 – tenta unir o ensino profissional e o propedêutico, mas descaracteriza a
formação geral, sem ganhos significativos para o profissional.
 A preparação deve prever a flexibilidade a novas condições de ocupação ou
aperfeiçoamento posteriores
 Ênfases curriculares diferentes – autonomia para eleger as disciplinas específicas e suas
respectivas cargas horárias dentro das três grandes áreas instituídas pelas DCNs, trabalhando
conteúdos para constituir competências básicas que sejam pré-requisitos para a formação
profissional, o que pode ser realizada em disciplinas de formação básica do Ensino Médio.

Elaborado por Luiz Freitas e Silvio de Souza – Oposição Alternativa - Itaquera

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