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ORGANIZAÇÃO SÓCIO- ESPACIAL RIBEIRINHA MATERIALIZADA NA

CARTOGRAFIA SOCIAL E TIPOLOGIA ARQUITETÔNICA EM ILHA AO


SUL DE BELÉM-PARÁ

Luiz de Jesus Dias da Silva (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU)


Professor Mestre da Universidade Federal do Pará – UFPA
ljds@ufpa.br

Bárbara Morares de Carvalho (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU)


Discente, concluinte do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FAU/UFPA
barbaramdecarvalho@yahoo.com.br

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo discutir a organização sócio-espacial empreendida pela
população ribeirinha da ilha de Murutucu pertencente ao município de Belém, capital do Pará,
localizada ao sul desta, às margens do rio Guamá, a qual se materializa através de um mapa
elaborado pela própria comunidade e marcada no cenário insular através do modo cultural de
habitar em casas com tipologias próprias de uma arquitetura vernacular da beira-rio, com muitos
detalhes repetidos que integram-se com a paisagem, em uma demonstração da sistemática
gestão de uso comum dos recursos naturais disponíveis na ilha; territorialidade e habitação
harmônica com o locus numa verdadeira manifestação de identidade coletiva. A pesquisa foi
realizada a partir de aulas de campo da disciplina ecologia urbana da FAU/UFPA no ano de 2009
e traz como resultados a constatação de que existem três camadas sociais na Ilha marcadas pela
tipologia arquitetônica de suas moradias, há organização territorial embora não haja divisão
marcante nas áreas de posse das famílias, mas existe a preocupação de exteriorizar essa posse
em mapa social, elaborado - e reconhecido - pelos próprios habitantes da ilha.
INTRODUÇÃO

Belém é uma cidade que embora pertença ao continente, é ribeirinha e possui seu traçado urbano
marcado pela presença de muitos cursos d’água no seu interior e dois rios caudalosos ao seu
redor, ou seja a baía do Guajará, que é parte do rio Pará, a oeste e o rio Guamá ao sul, onde
existem diversos portos que reafirmam a relação da cidade com ilhas, vilas e outras cidades do
entorno e até mais longínquas.

As ilhas em torno da capital do Pará são destaques na paisagem fluvial, as quais vistas a partir de
qualquer ponto da cidade representam muito bem parte do ecossistema amazônico, paisagens
que se repetem por toda essa região, mas que não demonstram suas particularidades no que
concernem seus habitantes, seu modo de viver, de habitar, de se relacionar com o lócus e
consequentemente suas intervenções nessa paisagem. Para Faure et al (2006,p.186) paisagem é
[...] uma unidade elementar de estudo do(s) espaço(s), inserida entre o lugar e a região. Pode
não ser material quando associada a um território inscrito na consciência coletiva de uma
comunidade.

As aulas de ecologia urbana do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPA levam aos estudos
das relações entre a cidade e seu entorno, sua periferia, suas extensões. A cidade de Belém
cercada por rios e suas ilhas são sempre objetos desses estudos e desse modo no ano de 2009
houve visitas às ilhas mais próximas do Campus da Cidade Universitária, onde uma dessas ilhas
foi a Murutucu, objeto dessa pesquisa sobre organização sócio-espacial, cartografia social e
tipologia arquitetônica produzida por seus moradores, cuja relevância está no estudo das relações
antrópicas com meio ambiente, como o modo de habitar, de ocupar, de intervir na paisagem de
produzir seu espaço, marcar seu território.

Os habitantes das ilhas e das margens dos rios da Amazônia são conhecidos, ou denominados de
ribeirinhos. Neste caso são ribeirinhos das proximidades da cidade grande, mas que têm modo de
viver bem diferente do habitante urbano. Darcy Ribeiro (1995, p.45) considera os seringueiros,
castanheiros e ribeirinhos como “caboclos”, pois eles apresentam um modo de vida semelhante.
No entanto, existem diferenças entre elas, na medida em que os ribeirinhos vivem nas várzeas e
beiras de rio [...].

Após várias incursões foi possível observar a atenção da população local ao usar a cartografia
social para demonstrar sua territorialidade demarcada em um croqui representativo, elaborado em
uma folha de papel madeira traçado a caneta esferográfica e hidrocor, mas com muita riqueza de
detalhes das formas, da hidrografia interna, da locação de espécies arbóreas predominantes,
além de outros marcos referenciais, indicação de todas as áreas de posse demarcadas e
identificação de seus respectivos detentores.
Por cartografia social, também conhecida como etnomapa ou auto-cartografia, entende-se como
toda a manifestação gráfica que indica território, cultura, modos de criar, circular, fazer e viver,
elaborada pela sociedade sem necessariamente o uso de recursos técnicos tradicionais. É a
expressão de como a comunidade quer ser cartografada para também ser ouvida e respeitada
nas suas necessidades.

Essa observação s dialógica inicial instigou a pesquisa a partir das questões levantadas sobre a
sua organização social, espacial, relação com o meio ambiente e quanto às suas moradias nos
aspectos tipológicos tão marcantes, nos traçados, materiais e técnicas construtivas semelhantes,
mas com certa diversidade que merece ser investigada e aí resultou na hipótese de que esse
etnomapa poderia responder algumas dessas indagações, no mais poder-se ia observar de modo
aprofundado o que haveria de respostas na tipologia das habitações do local.

Metodologicamente essa pesquisa iniciou-se através da observação da existência do etnomapa


na comunidade e em seguida a atenção focada à disposição e tipologia arquitetônica às margens
dos rios que cercam a ilha Murutucu, a qual foi contornada várias vezes, sempre no sentido
horário a partir do porto da ACAIMU (Associação dos Catadores de Açaí da Ilha de Murutucu) no
rio Guamá, em seguida rio Bijogó, e furo da Paciência, depois o rio Guamá até retornar ao ponto
de partida. Nesse percurso foram coletadas imagens fotográficas das moradias, observado a
fidelidade do etnomapa em relação às propriedades ou concessões de uso apresentados e a
ausência de marcação territorial com cercas ou outro marco limítrofe material. No entanto, há
marcações naturais que separam as áreas de cada família local; são árvores, palmeiras, troncos,
ou piquetes discretos que fazem esse papel. O uso sócio-espacial integrado do ambiente é uma
das características dessa comunidade. Para Furtado e Sousa (2006, p. 161) quando se fala ou se
escreve sobre usos sociais pensa-se na utilização de algo como – recursos, espaços, saberes, etc
– de interesse de uma coletividade[...].

A observação quanto à tipologia arquitetônica se tornou importante porque denota certa unidade
ou padrão, consequentemente o sentido coletivo de ocupação, produção, mobilidade e uso dos
recursos hídricos e da flora abundante, da qual coletam frutos, principalmente o açaí, que é sua
principal fonte complementar alimentícia e econômica. Segundo Argan (2000, p.24), a
semelhança de tipos evidencia uma “analogia formal e funcional”, como é o caso das moradias em
tela. No caso da Ilha do Murutucu, essas analogias, bem como a ocupação da área, relacionam-
se com a atividade produtiva da região, base de subsistência e economia dos moradores. Pela
observação realizada in-locco foi verificado que o padrão tipológico da Ilha pode ser dividido em
três, mas, todas as habitações possuem detalhes comuns, como a base tipo palafita e o trapiche
ou ponte para alcançar maior profundidade no rio e facilitar o acesso às embarcações. Um dos
resultados foi que esse padrão tipológico retrata uma divisão social em função de poder aquisitivo
para materializar sua habitação dentro de determinada tipologia identificada.
Para complementar a percepção ambiental foram aplicados questionários com perguntas semi-
diretas com foco em reconhecer as relações existentes entre a população e o etnomapa, isto é
quanto ao reconhecimento das informações detalhadas no mapa. Nesse sentido, procurou-se
interpretar, a partir de aspectos quali-quantitativos, a percepção dos moradores quanto às práticas
sociais vinculadas à questão ambiental retratada no mapa, e assim, possibilitar uma abordagem
ampla sobre os diversos aspectos que norteiam as questões pesquisadas.

Os resultados demonstram que há organização territorial, social e que embora não haja divisão
marcante com cercas nas áreas de posse das famílias, há um respeito singular quanto aos seus
limites e um sentido de cooperação mútua, que pode ser representada pelo associativismo,
cultura dinâmica permanente no uso e manejo coletivo dos recursos naturais explorados sem que
haja exaustão e que o etnomapa só vem ratificar ou grafar tudo isso.

Para embasamento teórico foram utilizadas obras de autores que pesquisaram a temática aqui
investigada, que corroborem com este trabalho. Como Almeida ( 1994), com estudos para
valorizar a auto-cartografia dos povos e comunidades tradicionais da Amazônia, através do
Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, projeto da década de 1990 que vem justamente
com esse objetivo, Sztutman ( 2006), que traz sua experiência quanto à elaboração de etnomapa
com riqueza de detalhes metodológicos para sua construção, Castro (2006) que coordenou o
projeto MEGAN, de onde sairam diversas obras dentre as quais “ Belém das águas e ilhas” ou
Argan (2000) e Almeida (2008) que estudaram semelhanças e analogias além de Malard (2006) e
um estudo sócio-econômico realizado na ilha por professores e acadêmicos o Curso de
Tecnologia em Gestão Ambiental da Faculdade Ideal no ano de 2009, traçando um perfil
socioeconômico da população local.

Estruturalmente o capítulo 1 trata da ilha de Murutucu quanto aos aspectos físicos, de localização
geográfica, territorialidade e cartografia social, além de resultados quanto a posição dos ilhéus em
relação ao etnomapa. No capítulo 2 o estudo da tipologia arquitetônica e organização sócio-
espacial dos ilhéus. Nas considerações finais são respondidas as indagações da pesquisa.

1. ILHA MURUTUCU, TERRITORIALIDADE E CARTOGRAFIA SOCIAL

O Município de Belém situado na Amazônia Oriental possui 39 Ilhas, incluindo as que


estão localizadas ao sul da capital paraense, essas banhadas pelo rio Guamá, sendo que
algumas dessas ilhas do sul estão a cerca de 1.500 metros de Belém, cuja travessia dura em
torno de 20 a 30 minutos de barco regional, outras são mais distantes. Dentre essas destaca-se,
pela sua localização referencial vista da cidade, a ilha de Murutucu. Pertencente ao município de
Belém, capital do Pará, localiza-se ao sul desta, às margens do rio Guamá cercada pelo próprio
Guamá, rio Bijogó e furo da Paciência, com as seguintes coordenadas geográficas: 01º 29'
28''S/048 º26' 41''W, pertencente à Macrozona do Ambiente Natural pelo Plano Diretor Urbano do
município, ou seja a zona rural de Belém. A figura 01 traz a imagem do Pará situando Belém
regionalmente, enquanto a figura 02 apresenta o mapa da Mesoregião Metropolitana de Belém e
destaca a cidade de Belém, a ilha de Murutucu e a cidade Universitária da UFPA, que foi
referência inicial à pesquisa e a figura 03 apresenta em detalhe a ilha do Murutucu, mapa esse
que serviu de base para o etnomapa.

BELÉM

Figura 01: Mapa do estado do Pará e indicação da localização da cidade de Belém


Fonte: Modificado pelos autores a partir do Plano Diretor de Ananindeua,2006.

Figura 02: Mapa da Mesoregião Metropolitana de Belém com destaque para Ilha do Murutucu.
Fonte: Modificado pelos autores a partir do Plano Diretor de Ananindeua,2006.
Figura 03: Mapa em detalhe da Ilha do Murutucu.Base para construção do etnomapa.
Fonte: Museu Paraense Emílio Goeld,2009.

Na ilha de Murutucu existe um mapa elaborado pela comunidade, mais precisamente por
iniciativa de um membro da comunidade que elaborou o mapa se inspirando na imagem de
satélite ( figura 03) cedida pelo Museu Paraense Emílio Goeld/CNPQ, quanto à forma, escala e
principais acidente hídricos, logo a seguir socializaou e permitiu assim que houvesse participação
dos outros moradores da ilha, os quais a partir da compreensão quanto à leitura desse, passaram
a interagir e enriquece-lo graficamente. Tal leitura foi essencial para interlocução e apropriação do
instrumento. Para Almeida (1994, p.20; citando LACOSTE, 1985:p10) “ os mapas, para os que
não aprenderam a lê-los e utilizá-los teriam tanto sentido como página escrita para quem não
aprendeu a ler”. Quando a comunidade faz sua leitura, quando se apropria das representações
gráficas, cores e outros elementos cartográficos, ela passa a conduzir sua dinâmica de
elaboração. Sztutman ( 2006, p.2) considera que:

Mesmo quando o processo de mapeamento é conduzido por membros da própria


comunidade, que possuem intimidade com o sistema de etnoclassificação, é
importante ter uma padronização dos termos a serem utilizados. Não é difícil
encontrar diferentes termos em uma mesma comunidade para se referir para um
mesmo tipo de ambiente.[...] Um mapa é uma representação gráfica de um
determinado lugar ou região. Essa representação pode se dar através de cores,
desenhos, formas geométricas, símbolos e outros. Um mapa pode ser feito no
papel, na cartolina, escrito na terra ou ainda outros materiais. Etnomapa é um
mapa construído através do conhecimento próprio de um determinado grupo
étnico, onde está representado sua visão e conhecimento peculiares. É diferente
de um mapa oficial por conter seus padrões próprios de classificação de
ambientes, tipos de usos, aspectos culturais e outros.

O etnomapa que resultou nesta pesquisa foi grafado em uma folha de papel madeira com
gramatura máxima, que na região é mais usado para embalar charque ou pirarucu nas vendas,
riscado à caneta esferográfica e canetas em hidrocor de diversas cores, contendo informações de
pontos referenciais marcantes, propriedades ou posses, acidentes geográficos, principalmente os
igarapés, plantações e espécies arbóreas dominantes, dentre outros. É semelhante a mapa
tradicional, mas que embora apresente rusticidade nos traçados e na escrita traz informações
detalhadas que reforçam o sentido de pertencimento, de apropriação territorial e fiscalização,
informações essas que se refletem na organização sócio-espacial da ilha. A figura 04, apresenta a
imagem fragmentada do etnomapa em 8 partes e a figura 05 traz uma dessas partes ampliada,
onde se pode notar o detalhamento traçado.

Figura 04

Figura 05

Os mapas, de um modo geral, trazem graficamente muitas informações físicas e de outros


aspectos. Para Almeida (1994,p.28) o conjunto de representações gráficas sobre determinada
região denota a relevância dos mapas como instrumento básico para os planejadores oficiais,
para ele, no entanto, se referindo aos mapas tradicionais:

Perdem de vista os processos reais, o sistema de relações sociais que define a


apropriação dos recursos da natureza e a dinâmica dos antagonismos e dos
confrontos. Ademais não levam em conta a representação espacial dos sujeitos
sociais que tem morada habitual e produzem economicamente a região enfocada.

A importância desse etnomapa para os ilhéus de Murutucu ratifica o pensamento de Almeida


(1994) ao apresentar grafada parte da etnografia dessa população ribeirinha, onde eles se
apresentam do ponto de vista da territorialidade física. Para analisar a identificação dos
moradores quanto a localização de suas residências, seu entendimento quanto leitura do
etnomapa, foram aplicados questionários com perguntas diretas quanto ao reconhecimento das
informações detalhadas no mapa e o resultado foi positivo para a veracidade dessa grafia auto-
cartográfica, todos os entrevistados, em cerca de 11% dos domicílios, reconhecem o mapa, suas
informações e as demarcações das áreas.

Sztutman ( 2006, p.2) enumera alguns elementos importantes na elaboração de um etnomapa,


para ele uma importante fonte de informações são os mapas mentais, geralmente trabalhados na
fase de discussão geral sobre mapas[...]

Na produção deste tipo de mapas, a criatividade e memória dos moradores locais


são estimuladas para a geração de representações do território a partir apenas de
papel em branco e materiais de desenho. Uma possível interpretação do material
produzido é que as informações representadas com maior destaque - sejam
através de cores, tamanho ou outros recursos - estariam refletindo os assuntos de
maior importância.[...] A escala de trabalho dos mapas mentais pode ser variável
de acordo com o interesse dos participantes, podendo ser desde uma aldeia ou
vila até grandes regiões, passando por áreas de roça, bacias hidrográficas, e
reservas ou conjunto reservas inteiras. [...] Uma outra importante fonte de
informação que pode auxiliar a realização dos mapas são entrevistas formais e
informais. Cadernos de campo, por exemplo, sempre contém importantes
informações para serem utilizadas como lembretes ou indicações durante o
processo de interpretação das imagens. A informação contida em um possível
comentário realizado já há algum tempo, sobre a ocorrência de determinado
recurso natural em uma localidade, em função de um contexto específico durante
o qual a conversa foi realizada, poderia passar desapercebida caso não fosse o
registro realizado à época. sempre contém importantes informações para serem
utilizadas como lembretes ou indicações durante o processo de interpretação das
imagens. A informação contida em um possível comentário realizado já há algum
tempo, sobre a ocorrência de determinado recurso natural em uma localidade, em
função de um contexto específico durante o qual a conversa foi realizada, poderia
passar desapercebida caso não fosse o registro realizado à época. No caso de
existir o interesse específico em alguma informação particular visando o
planejamento específico de determinado tópico, pode-se realizar entrevistas
formais ou informais antes interpretação das imagens. Estas entrevistas permitirão
uma compreensão prévia do assunto, por exemplo as áreas potenciais em
determinado recurso natural, permitindo o afunilamento e aprofundamento durante
o processo de interpretação de imagens. O registro destas informações pode ser
realizado tanto na forma escrita como também através de gravadores portáteis.

A importância do etnomapa é notória, seja para delimitar um território, indicar os recursos naturais
existentes, traçar trilhas, caminhos, estrada, para facilitar a comunicação entre pessoas, para
saber a delimitação, o tamanho de uma área dentre outras. Sztutman ( 2006, p.3) classifica as
utilidades de um mapeamento participativo em três grandes classes inter-relacionadas: gestão
etnoambiental, educação e instrumento político. O etnomapa permite a integração do
planejamento e em uma escala ainda mais detalhada, permite ainda a realização de Planos de
Manejo formal, a fim de se organizar e legalizar uma atividade comercial de uso dos recursos
naturais.

No caso das comunidades da ilha Murutucu esse instrumento foi bem recebido por todos, pois em
entrevista com moradores de 11% dos 143 domicílio da ilha, foi constatado que 100% dos
moradores conhecem a existência do etnomapas tratado como objeto desta pesquisa e que
mesmo percentual reconhece como verdadeiras as informações nela existente, 80 % saberiam ler
o mapa e ainda 49% declararam que de algum modo contribuíram para sua elaboração. Quando
foi perguntado de modo semi-aberto em múltiplas escolhas qual a maior importância do
etnomapa, obteve-se diversas resposta com 43% indicando a demarcação territorial, 32% exaltou
organização política e social, 10% considerou os aspectos didáticos e documental e 15% não
souberam responder. Os resultados da pesquisa qualitativa quanto a percepção do etnomapa
revelam que a população local na sua totalidade o reconhece e ratificam suas informações e
quase a metade participou da sua elaboração e somente 15% não souberam responder quanto a
sua maior importância.

O fato de que uma das opções quanto a maior importância do etnomapa foi relativa a um
documento para uso didático ser de 10% revela esse outro potencial de espectativa de uso deve
ser considerado. Finalmente observa-se que os 32% que responderam que a maior importância
seria organização política e social poderia muito bem se somar aos 43% que crêem que a maior
importância se dá nos aspectos da demarcação e desse modo 75% consideram que a maior
importância do mapa social está na organização sócio-política espacial.

TIPOLOGIA ARQUITETÔNICA E ORGANIZAÇÃO SÓCIO- ESPACIAL NA ILHA.

No ocidente, o estudo das semelhanças possibilitou o desenvolvimento de muitas estruturas de


conhecimento, pois, segundo afirma Tavares (2005, p.5), “Os fenômenos invisíveis, ou causas até
então desconhecidas, expressavam-se necessariamente a partir de representações visíveis a um
modo de raciocínio baseado em analogias1”. De acordo com o autor é possível concluir que os
elementos construtivos que se repetem com freqüência em uma determinada área possivelmente
possuem significado específico, seja ele religioso, social, econômico. O estudo dos mesmos se
constitui em uma metodologia interessante de caracterização espacial, especialmente quando se
trata de comunidades tradicionais, pois o modo de viver e de se apropriar do espaço diverge do
usual. Esta metodologia será desenvolvida como ferramenta auxiliar ao estudo da organização
sócio-espacial ribeirinha, objeto deste trabalho.

1
Analogias= “Semelhanças de algumas particularidades de funções, etc, sem que haja igualdade atual ou completa.” (MIRADOR
INTERNACIONAL, 1976, apud TAVARES,2005).
O desenvolvimento deste estudo de semelhanças será pautado no que Almeida (2008, p.7) afirma
ser ideal para o estudo de comunidades tradicionais, onde a caracterização contextual que cerca
estas populações deve ser feita por meio da própria cultura de cada comunidade, a partir da
condição local das mesmas. A proposta deste item é desenvolver um estudo de semelhanças
baseado no espaço construído da Ilha do Murutucu e a identificação de símbolos espaciais
permitirá uma caracterização cultural, econômica e espacial da comunidade. O estudo de
semelhanças dentro da arquitetura, através da observação das analogias presentes em um grupo
de construções, denomina-se tipologia, termo que será amplamente utilizado nesta etapa do
trabalho.

A observação e caracterização das tipologias arquitetônicas2 com fim habitacional localizadas na


Ilha do Murutucu se tornaram importantes porque denotam certa unidade ou padrão,
conseqüentemente o sentido coletivo de ocupação, produção, mobilidade e uso dos recursos
hídricos e da flora abundante, da qual os ribeirinhos coletam frutos, principalmente o açaí, que é
sua principal fonte complementar alimentícia e econômica. Segundo afirma Argan (2000, p. 25), a
semelhança de tipos evidencia uma “analogia formal e funcional” entre as moradias.

Primeiramente, é necessário compreender que, segundo os estudos realizados por Holanda &
França (2003,p.136), a forma como a casa se organiza espacialmente revela muito sobre o dia-a-
dia das pessoas que ali habitam, logo a identificação de como os elementos construtivos das
habitações estão dispostos será de imensa importância para o processo de caracterização da ilha.

Para respaldar com mais consistência esta caracterização será utilizada a teoria defendida por
Malard (2006, p.52), onde o espaço arquitetônico possui três dimensões: a simbólica, definida
pela pergunta ‘para que é’; a funcional, que possui como diretriz o questionamento ‘como
funciona’ e a tecnológica ‘como fazer’. Logo, será necessário compreender para que a habitação
existe?. O porquê ela é importante, a resposta deste primeiro questionamento pode ser aplicada
genericamente a estudo: para satisfazer a condição humana de habitar. Os dois próximos
questionamentos que irão orientar o processo de caracterização da ilha são: de que forma as
habitações são utilizadas e como o espaço construído funciona como extensão do meio ambiente
circundante?; e por fim, como a casa foi construída: quais os materiais construtivos utilizados, e
como a opção de dados elementos construtivos podem representar alguns símbolos aos
moradores?.

No caso da comunidade em questão, essas analogias, bem como a ocupação da área, estão
relacionadas com a atividade produtiva da região: o extrativismo vegetal, base da subsistência dos
moradores. Ao contrário do que se observa nas áreas urbanas, onde o espaço construído
prevalece sobre o espaço natural, na área em questão, o espaço construído funciona como uma
extensão do meio ambiente circundante. Sendo este aspecto, segundo observação local, a

2
-Tipo, segundo Quatremére de Quincy (1832): “ A palavra ‘tipo’ não representa tanto a imagem de uma coisa a ser copiada ou imitada
perfeitamente quanto a idéia de um elemento que deve ele mesmo servir de regra ao modelo(...)” (apud ARGAN, 2000, p.25).
condição principal para haver semelhança de tipos arquitetônicos entre as habitações presentes
na ilha.

De acordo com a afirmação acima é possível concluir que o espaço exterior é tido como uma
continuidade do espaço doméstico, sendo, portanto, utilizado não somente para fins econômicos,
como para realização de atividades domésticas, como lavar roupa, por exemplo.

Figura 06: Mulher ribeirinha lavando roupas no rio. Fonte: autores,2010.

Conforme pode ser observado na imagem (figura 07), a localização das casas próximas ao rio é
fundamental para o bom funcionamento das mesmas, onde as atividades domésticas, para serem
realizadas dependem do meio ambiente. A relação da comunidade com o rio é fundamental para
escoamento da produção, realização de atividades domésticas e transporte dos moradores.

Caracterizando de que forma o meio circundante está presente dentro da condição de


habitabilidade dos moradores da Ilha do Murutucu, será realizada uma breve análise tipológica
destas habitações. Porém, é importante frisar que apesar de ter sido constatado a presença de
edificações de uso de lazer e religioso no Murutucu. Este foco se deve ao objetivo deste artigo:
caracterizar o uso sócio-espacial da ilha, uma vez que as construções não-residenciais
representam um número inexpressível de edificações, sendo destinadas principalmente para o
uso dos próprios moradores da área. A análise da mesma não influenciaria em tal caracterizarão.

Em geral, as casas da ilha são construídas de madeira, material abundante na região, por meio da
autoconstrução. Foi observada a presença de uma pequena elevação, ou nível, das casas em
relação ao solo a fim de garantir que a edificação não sofra alagamentos com a cheia dos rios.
Figura 07: Casa na Ilha do Murutucu e elevação em relação ao chão para prevenção de alagamentos.
Fonte: autores,2010.

Todas essas características habitacionais - em especial no que concerne aos elementos


construtivos- provêm da cultura dos moradores, repassada de forma hereditária, não havendo
grandes variações estéticas e funcionais, independentemente do período em que a habitação foi
construída. Este fato se dá devido ao isolamento da região de áreas urbanizadas, influenciadas
pelo processo de globalização, portanto, não existem na região, variações de influências artísticas
e arquitetônicas. Utilizando os conceitos de Noberg-Schulz (1965), baseado na definição de que a
cultura é o senso comum de um povo, é possível afirmar que os padrões sócio-culturais da ilha
não sofreram grandes transformações desde o período do início da ocupação da mesma, uma vez
que não existe variação tipológica das habitações associada ao período em que as casas foram
construídas.

Apesar do fato citado acima, é possível identificar variações de tipos quanto à presença de
determinados elementos construtivos. Para fins de sistematização de estudo, segundo
observação realizada in-locco, foi verificado que o padrão tipológico da ilha pode ser dividido em
três. A presença ou não de determinados elementos contribui para a caracterização da condição
social dos moradores, bem como permite a identificação de duas visões espaciais distintas na
ilha, envolvendo a relação entre o espaço doméstico e o espaço exterior.
Figura 08: Casas na Ilha do Murutucu. Fonte: autores,2010.

Diante da definição destes três grupos, é possível identificar a existência de três camadas sociais
na ilha. Esta distinção de nível social, possivelmente, é dada por algumas casas se localizarem
em áreas onde o açaí, principal fonte complementar alimentícia e econômica, é mais abundante,
uma vez que parte significativa dos moradores vende sua produção para uma mesma indústria de
polpa de açaí, localizada na própria ilha. As casas avarandadas, em especial as de dois
pavimentos, possivelmente possuem uma produção extrativista maior do que as casas de menor
complexidade espacial, conforme será analisado a seguir.

a) Tipo 01: casas com telhado de uma água:

Figuras 09: Simplificação do tipo 01 observado. Fonte: autores, 2010.

O primeiro tipo identificado é composto por casas em madeira, com telhado de uma água. Em
geral, a fachada deste tipo é composta por porta e janela, havendo variações quanto à presença
de portas na fachada principal. A maioria das casas deste grupo não possui pintura, um dos
indicadores de melhoria habitacional da ilha. A tipologia 01 possui as menores casas da região.
Muitas dessas casas não possuem divisão de cômodos, conforme pode ser observado nas figuras
10 e 11 abaixo. Dentro dessas tipologias as pessoas possuem apenas uma divisão de ambientes:
o espaço interior da casa, onde os moradores desfrutam de relativa privacidade e o espaço
exterior, compreendido como extensão da casa.

Figuras 10 e 11: habitações enquadradas dentro do tipo 01.


Fonte: autores

b) Tipo 02: casas com telhados de duas águas:

Figuras 12: Simplificação do tipo 01 observado. Fonte: autores,2010.

Esta tipologia de casas é composta por casas de madeira, com telhado em sua maioria cerâmica
e de duas águas, representando a maioria das casas da Ilha do Murutucu. Estas moradias
possuem na fachada principal uma porta e uma ou duas janelas. Muitas destas habitações
possuem pintura, com predominância da cor verde água, essa padronizadas pelo INCRA,
indicando a existência de condições sociais para fazer benfeitorias na residência.

Nesta tipologia é possível constatar que muitas possuem divisão interna de cômodos, sendo a
divisão espacial uma variação da considerada no tipo 01, conforme pode ser observado nas
figuras 13 e 14.
Figuras 13 e 14: habitações enquadradas dentro do tipo 02. Fonte: autores,2010.

c) Tipo 03: casas com varandas:

Figuras 15: Simplificação do tipo 03 observado. Fonte: autores,2010.

O terceiro tipo é composto por casas em madeira, telhado com duas águas e a presença de
varanda. Nesta tipologia são encontradas casas com um ou dois pavimentos. Neste grupo, o uso
da varanda funciona como um elemento de distanciamento do espaço doméstico com o exterior,
um indicador de que o espaço doméstico possui o que, França & Holanda (2003, p. 139),
conceituam como “profundidade quanto ao exterior”, ou seja, certo grau de distanciamento entre o
espaço doméstico e o espaço externo, onde apesar de um depender do outro (figuras 16 e 17).

Nessas casas já é possível identificar divisão de cômodos mais aprimorada, o que significa que o
espaço construído é dividido entre o setor íntimo (composto pelos quartos), setor social/ serviço
(composto pela sala e cozinha) e a varanda. É importante frisar que mesmo nesses casos onde
existe maior complexidade, o meio ambiente circundante é importante para realização de
atividades domésticas como a lavagem das roupas e outras, conforme já citado anteriormente.
Figuras 16 e 17: habitações enquadradas dentro do tipo 03. Fonte: autores,2010.

De acordo com a observação realizada in-locco é possível constatar que, de uma forma geral,
existe uma padronização sócio-espacial da ilha, com predominância de mais de 60% de casas
identificadas como tipo 2, conforme pode ser melhor visualizado no gráfico abaixo:

Gráfico 01: gráfico contendo distribuição de tipos na Ilha do Murutucu. Fonte: autores,2010.

A técnica aqui empreendida de análise tipológica da ilha do Murutucu, embora necessite ser mais
trabalhada demonstra ser eficaz quanto pesquisa sócio-espacial, pois permite análise das
habitações construídas pelos próprios ribeirinhos, essas fruto das exigências funcionais do
cotidiano dos moradores, ou seja, um vestígio concreto de como os próprios ribeirinhos
compreendem a relação entre o seu território e seu modo de viver nele integrado.
Figuras 18: habitações da Ilha do Murutucu. Fonte: autores,2010.
CONSIDERAÇÃO FINAIS

A organização sócio-espacial do moradores da ilha do Combu foi fortemente marcada


pelo processo de mapeamento participativo empreendido pelos seus moradores, que obtiveram
esse produto coletivo, qual tanto serve para indicar território como para grafar essa organização.
No contexto da gestão territorial, cada morador passa a se sentir mais partícipe do processo de
interação entre seu território e os recursos naturais existente e indicado no mapa. São muitas
suas utilidades como pode ser observado na pesquisa qualitativa.

Os etnomapas são ferramentas que podem apresentar múltiplas facetas políticas, sociais,
territoriais e ambientais. È uma forma de contribuir para o desenvolvimento de uma comunidade
que pode opinar o como quer ser cartografada, o como quer ver seu território, como quer fiscaliza-
lo, como quer ver demarcada sua área e posse.

A análise tipológica da ilha do Murutucu se mostrou uma ferramenta de pesquisa sócio-


espacial eficaz, pois permite análise das habitações construídas pelos próprios ribeirinhos, essas
fruto das exigências funcionais do cotidiano dos moradores, ou seja, um vestígio concreto de
como os próprios ribeirinhos compreendem a relação entre o espaço doméstico, a fauna, a flora e
o rio. Assim observa-se que o mapa é uma ferramenta de organização sócio-espacial e que suas
moradias indicam seu modo de vida e uma certa segregação social interna na ilha

REFERENCIAS:

ALMEIDA, Alfredo B. Wagner. Carajás: a guerra dos mapas.Belém: Falângola Editora, 1994.

ALMEIDA, Alfredo Wagner B. de. SPRANDEL, Márcia Anita. Palafitas do Jenipapo na Ilha do
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n.1.Belém:NAEA/UFPA,2006.

ALMEIDA, Jaime Golçalves de. Arquitetura, programa governamental e populações étnicas: o


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http://vsites.unb.br/fau/pos_graduacao/paranoa/edicao2005/kalunga.pdf

ARGAN, Giulio Carlo. Projeto e Destino. São Paulo: Editora Ática, 2000

FACI,Faculdade Ideal; Estudos das Atividades Produtivas, da Súde e da Educação da Ilha do


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FAURE, Jean-Françoise. PROST, Maria Thereza. CASTRO, Edna. Avaliação multitemporal da


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MALARD, Maria Lúcia. As aparências em Arquitetura. Belo Horizonte: Editora UFMG,2006

MARIN, Rosa Acevedo. CASTRO, Edna. No caminho de pedras de abacatal: experiência


social de grupos negros no Pará. Belém: NAEA/UFPA, 2004.

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de 2006. Disponível em http://ibcperu.org/doc/isis/6409.pdf. Acessado em 30/8/2010

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Janeiro: Programa de Pós Graduação em Arquitetura-PROARQ, 2005. Disponível em:
http://www.gae.fau.ufrj.br/arq_pdf/dissert/dissert_arthur_tavares_2005.pdf

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