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Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina

SISTEMAS DE POTÊNCIA

Tubarão - 2003

Sumário

1.Introdução

1

2.Modelagem das redes elétricas

6

3.Sistema de unidade P.U. (Por unidade)

12

4.Transformadores

17

5.Fluxo de potência

25

5.1.Fluxo de potência cc

28

5.2.Fluxo de potência C.A

30

6.Compensação de potência reativa

39

7.Curto – circuito

45

8.Estabilidade em sistemas de potência

63

1. INTRODUÇÃO

Até o início do século XX, a geração de energia era baseada na utilização do combustível exatamente no ponto de consumo de energia. Entretanto, graças a Thomas Edison, um novo tipo de industria surgiu quando a primeira estação de energia elétrica, chamada Pearl Street Electric Station, em NY, entrou em operação em 1882. À partir desse instante, o consumo de energia elétrica aumentou rapidamente e as estações geradoras se espalharam pelo mundo

inteiro. Dentre as varias razões para o crescimento rápido da demanda de energia elétrica, as seguintes são citadas como as mais importantes:

1. A Energia Elétrica é, sob vários aspéctos, a forma mais conveniente de energia.

2. A Energia Elétrica pode ser transportada até o ponto de consumo e então

transformada em outro tipo de energia (calor, energia mecânica, etc,

).

3. A Energia Elétrica não pode ser efetivamente armazenada, o que tem contribuído para o seu uso crescente.

O objetivo básico de um sistema de potência é gerar energia em quantidades suficientes e nos locais apropriados, transmiti-la em grandes quantidades aos centros de consumo e então distribui-la aos consumidores individuais, em forma e quantidade apropriadas e com os mais baixos custos econômico e ecológico e a maior segurança possível.

A estrutura de um sistema de potência é muito grande e complexa, contudo, ela pode ser dividida nos seguintes estágios principais:

1. Fonte de energia

2. Conversor de energia

3. Sistema de transmissão

4. Sistema de distribuição

5. Carga

de transmissão 4. Sistema de distribuição 5. Carga Representação de um sistema elétrico por um diagrama

Representação de um sistema elétrico por um diagrama unifilar.

Além disso durante as etapas de planejamento e operação do sistema elétrico certos requisitos devem ser observados, os quais basicamente dizem respeito aos pontos citados a seguir.

1.

Suprimento das demandas de potência ativa e reativa, quantidades variáveis ao longo do tempo e que devem ser integralmente satisfeitas ao longo da área de atuação;

2. Qualidade de serviço, a qual implica em

Pequenas variações na magnitude da tensão (± 5% em torno do

valor nominal) e freqüência (± 0,05Hz em torno do valor nominal de 60Hz)

Alta confiabilidade (continuidade de serviço)

Em geral, os sistemas elétricos são representados por diagramas unifilares. Diagramas desse tipo mostram a topologia de rede elétrica e fornecem concisamente os dados significativos do sistema de potência.

Os níveis de tensão podem ser distinguidos nos diagramas unifilares:

1. Nível de transmissão.

2. Nível de subtransmissão.

3. Nível de distribuição - primária

- secundária Esses níveis, os quais são baseados na magnitude das tensões, são padronizados no Brasil da seguinte maneira:

Transmissão: 750,500; 230; 138; 69 Kv

Subtransmissão: 138; 69; 34,5 Kv

Distribuição primária: 34,5; 13,8 Kv

Distribuição secundária: 380/220V ,220/127V, 230/115V

Dependendo da topologia da rede elétrica, a estrutura de um sistema de potência pode ser ainda classificada como;

Radial

Em anel (malha)

Simbologia Diagrama Unifilar

Máquina rotativacomo; ∗ Radial ∗ Em anel (malha) Simbologia Diagrama Unifilar Barra Transformador de dois enrolamentos 2

Barracomo; ∗ Radial ∗ Em anel (malha) Simbologia Diagrama Unifilar Máquina rotativa Transformador de dois enrolamentos

Transformador de dois enrolamentospode ser ainda classificada como; ∗ Radial ∗ Em anel (malha) Simbologia Diagrama Unifilar Máquina rotativa

Transformador de três enrolamentos Conexão delta trifásica Conexão Y trifásica (Neutro não aterrado) Conexão Y

Transformador de três enrolamentos

Conexão delta trifásicaTransformador de três enrolamentos Conexão Y trifásica (Neutro não aterrado) Conexão Y trifásica (Neutro aterrado)

Conexão Y trifásica (Neutro não aterrado)Transformador de três enrolamentos Conexão delta trifásica Conexão Y trifásica (Neutro aterrado) Linha de

Conexão Y trifásica (Neutro aterrado)trifásica Conexão Y trifásica (Neutro não aterrado) Linha de transmissão Carga estática Disjuntor

Linha de transmissãonão aterrado) Conexão Y trifásica (Neutro aterrado) Carga estática Disjuntor Desconexão Fusível

Y trifásica (Neutro aterrado) Linha de transmissão Carga estática Disjuntor Desconexão Fusível

Carga estática

Disjuntor

Desconexão

Fusível

Fusível desconectadoCarga estática Disjuntor Desconexão Fusível Transformador de Corrente Transformador de Potêncial 3

Transformador de CorrenteCarga estática Disjuntor Desconexão Fusível Fusível desconectado Transformador de Potêncial 3

Disjuntor Desconexão Fusível Fusível desconectado Transformador de Corrente Transformador de Potêncial 3

Transformador de Potêncial

Capacitor O planejamento é um processo analítico que consiste numa avaliação das condições para o

Capacitor

O planejamento é um processo analítico que consiste numa avaliação das

condições para o futuro, determinando o curso das ações alternativas em função dos objetivos desejados. Os tipos de planejamento principais são:

Planejamento a curto prazo: o qual diz respeito à seleção do curso se ação recomendado para o período de tempo em questão requer comissionamento imediato.

Planejamento a longo prazo: idem, para além do período de tempo que requer imediato comissionamento.

O objetivo do planejamento do sistema elétrico é otimizar as facilidades

necessárias para fornecer um suprimento de energia elétrica adequado, a um preço relativamente baixo. Em geral isto está relacionado às seguintes atividades:

Síntese:

desenvolvimento

de

planos

iniciais

para

o estudo do

sistema.

Análise: avaliação técnica da operação do sistema em termos de requisito de reserva, fluxo de potência e estabilidade sob condição simuladas.

Otimização: avaliação econômica das alternativas para determinar aquela de mínimo custo. Maximização da segurança do sistema.

Em termos específicos, as principais atividades do planejamento são:

Previsão de carga.

Planejamento da geração

Planejamento

dos

sistemas

distribuição.

de

transmissão,

subtransmissão

e

Planejamento do suprimento de combustível.

Planejamento ambiental.

Planejamento financeiro.

Tanto no planejamento como na operação dos sistemas de potência, os seguintes estudos são envolvidos:

Fluxo de potência: consiste em determinar as tensões complexas nas barras do sistema elétrico, de forma a permitir que os fluxos de potência ativa e reativa sejam calculados;

Compensação

de

da

localização e da quantidade ótima de potência

potência

reativa:

diz

respeito

ao

estudo

reativa (capacitores, indutores, etc.) que devem ser alocados ao longo do sistema, de maneira a garantir uma quantidade de serviço satisfatória em termos da magnitude das tensões nas barras.

Despacho econômico: consiste em determinar a distribuição ótima da geração de potência ativa visando a minimização dos custos de produção de energia.

Cálculo de faltas: Consiste na determinação das correntes que circulam nas redes elétricas durante a ocorrência de distúrbios, de forma a projetar satisfatoriamente o sistema de proteção dos elementos constituintes da rede elétrica.

Estudos de proteção: envolvem a determinação da seleção, da localização e do dimensionamento dos dispositivos de proteção dos componentes do sistema elétrico.

Projeto do sistema de controle: diz respeito a determinação quantitativa e qualitativa dos dispositivos de controle de excitação e de velocidade dos geradores do sistema de potência em malha fechada, de maneira que o sistema mantenha durante a sua operação um desempenho satisfatório em termos de freqüência e magnitude da tensão.

Estudo de estabilidade: relacionados à determinação do ponto de operação das unidades geradoras da rede elétrica visando manter o sincronismo entre as mesmas.

Estudos de expansão: relacionados a análise da expansão de ambos os sistemas, geração e transmissão, com base nos estudos de previsão de aumento de demanda.

2. MODELAGEM DAS REDES ELÉTRICAS

Os sistemas trifásicos equilibrados são representados, para estudos em regime permanente, pelo diagrama de impedâncias de uma fase do circuito em Y equivalente. Cada elemento constituinte do diagrama unifilar é representado pelo correspondente circuito monofásico equivalente. Os modelos dos principais elementos do sistema de potência são mostrados a seguir.

Máquinas Síncronas

de potência são mostrados a seguir. Máquinas Síncronas E – Tensão de fase no terminal da

E – Tensão de fase no terminal da máquina síncrona à vazio. Xd – Reatância síncrona de eixo direto, por fase. R – Resistência por fase do enrolamento do estator.

Transformadores

por fase. R – Resistência por fase do enrolamento do estator. Transformadores Referir as grandezas para

Referir as grandezas para o mesmo lado

R 1 – Resistência do enrolamento primário. R 2 – Resistência do enrolamento secundário. X

R 1 – Resistência do enrolamento primário. R 2 – Resistência do enrolamento secundário. X L1 – Reatância indutiva representando os fluxos de dispersão enrolamento primário. X L2 – Reatância indutiva representando os fluxos de dispersão enrolamento secundário. Rf.Xm – Parâmetros de magnetização. N 1 /N 2 – Relação de transformação.

Em geral, para os transformadores utilizados em sistemas de potência, as perdas no ferro, a corrente de magnetização e as perdas no cobre são muito pequenas. Por este motivo, o circuito equivalente reduz-se à:

Por este motivo, o circuito equivalente reduz-se à: Linhas de transmissão Neste caso, é necessário distinguir

Linhas de transmissão

Neste caso, é necessário distinguir três tipos de linhas, classificados com base no seu comprimento, isto é:

Linhas de transmissão longas: l > 249 Km

Linhas de transmissão médias: 80 < l > 249 Km

Linhas de transmissão curtas: l < 80 Km

Uma linha de transmissão é caracterizada pelos seguintes parâmetros:

Resistência

Indutância

Condutância

pelos seguintes parâmetros: ∗ Resistência ∗ Indutância ∗ Condutância série paralelo ∗ Capacitância 7

série

paralelo

Capacitância

Dependendo do comprimento uma LT ela é representada de uma maneira diferente:

- Linhas curtas: Apenas os parâmetros série de linha são considerados, com a impedância série da linha de transmissão sendo expressa por.

Z L = R+j X L

linha de transmissão sendo expressa por. Z L = R+j X L - Linhas médias :

- Linhas médias: A LT é representada por um circuito denominado π - nominal.

é representada por um circuito denominado π - nominal. - equivalente. Linhas longas : A LT

-

equivalente.

Linhas

longas:

A

LT

é

representada

por

um

circuito

denominado

π

-

: A LT é representada por um circuito denominado π - Os parâmetro Z’ e Y’

Os parâmetro Z’ e Y’ são calculados com auxílio das coeficientes de atenuação α e propagação γ da LT

Cargas

γ = (α + jβ)

As cargas admitem diversos tipos de representações, entre eles:

Injeção de corrente (injeção de potência constante). Carga polinominal, expressa em função da magnitude da tensão.

Diagrama de Impedâncias de um Sistema Elétrico Diagrama Unifilar Diagrama de Impedâncias Sistemas Trifásicos Conexão

Diagrama de Impedâncias de um Sistema Elétrico

Diagrama Unifilar

de Impedâncias de um Sistema Elétrico Diagrama Unifilar Diagrama de Impedâncias Sistemas Trifásicos Conexão Y

Diagrama de Impedâncias

de um Sistema Elétrico Diagrama Unifilar Diagrama de Impedâncias Sistemas Trifásicos Conexão Y Balanceadas 9

Sistemas Trifásicos

Conexão Y Balanceadas

de um Sistema Elétrico Diagrama Unifilar Diagrama de Impedâncias Sistemas Trifásicos Conexão Y Balanceadas 9
E an E an = 0º V E bn E bn = −120º V E
E
an
E an
= 0º V
E
bn
E bn
= −120º V
E
cn
E cn
= 120º V
3
E
an
E ab
= 30º V
3
E
bn
E bc
= − 90º V
3 E
= /
cn
E ca
150º V
E
I
=
an
a
Z
Y
E
I
=
bn
b
Z
Y
E
=
cn
I c
Z
Y

Conexão Delta Balanceada

bn b Z Y E = cn I c Z Y Conexão Delta Balanceada I  

I

 

=

=

=

ab Z ∆
ab
Z

E

bc Z ∆
bc
Z

E

ca Z ∆
ca
Z

E

AB

I

BC

I

 

CA

I =

ab Z ∆ E bc Z ∆ E ca Z ∆ E AB I BC I

3 I

AB
AB

30º

I

I

b

c

=

=

II I b c = = I − 150º 90º Potência Complexa em Sistemas Trifásicos Balanceados

II I b c = = I − 150º 90º Potência Complexa em Sistemas Trifásicos Balanceados

150º 150º

90ºI I b c = = I I − 150º Potência Complexa em Sistemas Trifásicos Balanceados

Potência Complexa em Sistemas Trifásicos Balanceados

= P + jQ S 3φ 3φ 3φ S = 3V I = 3V I
= P
+ jQ
S 3φ
S
=
3V I
=
3V I
3 φ
L
L
f
L

3. SISTEMA DE UNIDADE P.U. (POR UNIDADE)

Uma quantidade no sistema P.U. é definida pela razão entre o valor real de uma grandeza e o valor base da mesma grandeza, selecionado como referencia, isto é:

Valor P.U. = Valor real da grandeza

(V, A, , W

)

Valor base da grandeza

(V, A, , W

)

Observe que:

A quantidade em P.U. é admensional Valor base é sempre um numero real O ângulo do valor em P.U. é sempre o mesmo do valor verdadeiro.

Exemplo: Referir as tensões abaixo em P.U., usando arbitrariamente como Base o valor de 120 KV.

V

1

V

2

V

3

=

=

=

126KV

109KV

120KV

Valores base das grandezas elétricas do sistema

Cada ponto do sistema elétrico fica caracterizado por quatro grandezas:

Tensão elétrica (V)

Corrente elétrica (I)

Potência aparente (S)

Impedância (Z)

Observe-se que, conhecendo apenas duas destas grandezas, as outras duas ficam também definida através das equações abaixo.

V

S

=

=

ZI

VI

*

P = XI

Q = XI

2

2

S = P + jQ

Basta, então, escolher como base, apenas duas dessas grandezas. É comum, em sistema de potência, escolher como bases a tensão (V base ) e a potência

aparente (S base ), ficando, conseqüentemente, fixadas as bases de corrente e de impedância para o nível de tensão correspondente.

Sistema Monofásico

É o caso de redes monofásicas ou transformadores monofásicos. Calculo da corrente base (I base )

S

base

= V

base

.I

base

I

base

=

S base

V base

Onde: V base = tensão base da fase no nível de tensão considerado S base = potência aparente base

I base

= corrente base no nível de tensão da V base

Calculo de impedância base (Z base )

Sistema Trifásico

Z base

=

V base

I base

=

V base

S base

V base

=

V

S

2

base

base

Um sistema trifásico (3) de potência envolve cargas e transformadores ligados em e Y. Os cálculos de curto - circuitos, para proteção, são feitos usando componentes simétricas, que são equilibradas. Deste modo, pode-se analisar apenas uma única fase. Portanto, toda a representação de um sistema trifásico em PU é feito numa única fase do sistema em Y equivalente.

em PU é feito numa única fase do sistema em Y equivalente. S b a s

S base Potência aparente base do sistema trifásico, ou seja, é a soma das potências aparentes base de cada fase.

(3φ) = 3 S (1φ) S b b V base → Tensão base de linha
(3φ)
=
3
S
(1φ)
S b
b
V base → Tensão base de linha à linha, ou
3 vezes a tensão base de fase da
Y
equivalente.
= 3 V V base bf
=
3 V
V base
bf

V bf Tensão base de fase.

Cálculo da corrente de base (I base )

A corrente base é a mesma da linha do sistema trifásico original e da fase do

Y equivalente.

= 3 V I S base base base S base I = base 3 V
=
3 V
I
S base
base
base
S base
I
=
base
3 V
base

Calculo da impedância base (Z base )

A impedância base de um sistema trifásico, é sempre a impedância da fase do sistema trifásico em Y equivalente

Z

base

=

V bf

I bf

= I I bf base V = 3 V base bf V base = Z
= I
I bf
base
V
=
3 V
base
bf
V base
=
Z base
3
I
base

Z base

=

V

S

2

base

base

Exemplo: Um sistema de potencia trifásico, tem como 100 MVA e 230 KV. Determinar:

a) Corrente base

b) Impedância base

c) Admitância base

d) Corrente I = 502,04 A em P.U.

e) Impedância Z = 264,5 +j 1058em P.U.

f) Em P.U., a impedância de uma linha de transmissão de 230 Kv com 52,9 Km de comprimento, tendo 0,5/Km por fase.

Mudança de base de uma grandeza (Impedância)

Geralmente os dados dede placa dos transformadores não coincidem com a base na qual o sistema esta sendo calculado. A mudança de base da impedância do transformador deverá ser efetuada como segue.

Z pu velho

Z

Z

real

real

V

S

base velha

base velha

= Z

pu velho

= Z

pu

Novo

. Z

. Z

base velho

base Novo

Z

Z

puVelho

pu novo

. Z

base Velho

= Z

pu Novo

=

Z

pu velho

V

V

base velha

base nova

2

Z

pu novo

. Z

base Novo

S

base nova

S

base velha

V

S

base nova

base nova

Exemplo: A placa de um gerador síncrono apresenta os seguintes dados 50 MVA, 13,8 KV e X=20%. Calcular a reatância da máquina em PU referida a uma nova base de 100 MVA e 13,2 KV

X = 0,2

pu

V

S

base velha

base velha

=

=

13,8

50

KV

MVA

X

novo

= ?

V

S

base novo

base novo

=

=

13,2

100

KV

MVA

Vantagens do sistema “por unidade”

1. Especificando propriamente as quantidades – base, o circuito equivalente do transformador pode ser simplificado. O transformador ideal pode ser eliminado, de forma que as tensões, correntes, impedâncias e admitâncias externas expressas em P.U. não se modificam quando referidas aos lados AT ou BT do transformados.

2. Evita-se erros de cálculos provenientes de se referir as grandezas a um lado ou ao outro.

3. Fabricantes em geral especificam as impedâncias das máquinas e transformadores nos sistemas P.U. ou percentual. (%)

Exemplo: Considerando o diagrama unificar abaixo calcule a corrente na carga e a corrente fornecida pelo gerador.

a corrente na carga e a corrente fornecida pelo gerador. Determinação das bases S b a

Determinação das bases

S

base = 30

KVA

Região 1 - V Região 2 - V Região 3 - V

base

base

base

1

2

3

=

=

=

240

480

120

V

V

V

para todo o circuito

Exemplo: Fazer o diagrama de impedância do sistema da figura abaixo usando como base as características nominais do gerador síncrono G 1.

base as características nominais do gerador síncrono G 1. S b a s e = 3

S

base = 30

MVA

V

base

V

base

V

base

V

base

1

2

3

4

=

=

=

=

13,8

138

13,8

18

KV

KV

KV

KV

para todo o circuito

4. TRANSFORMADORES

Transformador ideal

4. T RANSFORMADORES Transformador ideal E 1 E 2 = N 1 N 2 S 1

E

1

E

2

=

N

1

N

2

S

1

= E

1

I

*

1

= E

2

Transformador defasador

I

*

2

I

1

N

2

=

I

2

N

1

= S

2

E 2 Transformador defasador I * 2 I 1 N 2 = I 2 N 1

Este transformador pode ser utilizado para o controle dos fluxos de potência ativa nas LT’s.

A relação de transformação é um numero complexo expresso por A tensão e a corrente no lado primário são respectivamente

E

1

=

a E

I

1

=

2

e

=

jφ

e

I

jφ

2

E

2

onde se pode observar que

a = e

j φ

.

A tensão E 1 está adiantada da tensão E 2 por um ângulo 0.

A corrente I 1 está adiantada da corrente I 2 por um ângulo 0.

As magnitudes das correntes e tensões não são modificadas.

A potência complexa no transformador defasador e expressa como

S

1 =

E

1

I

*

1

=

E

2

I

*

2

Transformadores trifásicos de dois enrolamentos

Os transformadores trifásicos podem ser conectados da seguinte forma

YY, Y , Y,

Nas conexões YY e não há deslocamento angular entre as grandezas dos lados de AT e BT. Nas conexões Y e Y um deslocamento angular de 30º deve ser considerado nos circuitos de seqüência positiva. As impedância PU não dependem das conexões dos enrolamentos, isto é, Z pu de um transformador independe da conexão. Entretanto os valores base dependem da conexão do enrolamento. Na conexão Y , as tensão e as correntes no lado AT estão adiantadas de 30º de suas correspondentes grandezas no lado de BT, no diagrama de seqüência positiva. No caso da seqüência negativa as correntes e tensões do lado de BT estão adiantadas em relação as correspondentes grandezas do lado de AT por 30º.

Exemplo: Um transformador de Energia Elétrica com valores nominais de 20 MVA, 345 KV / 34,5 KVY, possui uma impedância de dispersão de 8%. O transformador atua como um elo conectando um sistema de transmissão de 345 KV e um sistema de distribuição de 34,5 KV. A resistência dos enrolamentos e a corrente de magnetização são desprezadas. A barra AT conectada ao transformador é suposta ser uma fonte ideal de 345 KV, seqüência positiva, com impedância desprezível. Utilizando os valores nominais do transformador como base, determinar:

a)

Os valores da queda de tensão no transformador e da queda de tensão nos terminais BT, quando a corrente nominal (1 pu) do transformador a um fator de potência 0,8 atrasado entra nos terminais de AT.

b)

O valor PU da corrente de falta quando um curto-circuito trifásico para a terra ocorre nos terminais de BT.

a)

O valor PU da corrente de falta quando um curto-circuito trifásico para a terra ocorre nos

b)

V T

=

Z

T

I

V

BT

=

V

AT

=

0,08

b) V T = Z T I V BT = V AT = 0,08 90º .

90º

.

b) V T = Z T I V BT = V AT = 0,08 90º .

1,0

36,87

º =

V

T

=

0º

1,0

0,08

0,08 90º . 1,0 − 36,87 º = − V T = 0º 1,0 − 0,08

53,13

0,08 º pu 53,13 0,954 º = − 3,85º pu
0,08
º pu
53,13
0,954
º =
− 3,85º pu

V

T

?

53,13 0,08 º pu 53,13 0,954 º = − 3,85º pu V T ? Conclusão →

Conclusão

Reatância de dispersão de alto valor limita I cc Causa maior queda de tensão.

Transformador de três enrolamentos

V

bT

?

Num transformador nós temos AT, MT e BT, ou seja, três tensões diferentes.

nós temos AT, MT e BT, ou seja, três tensões diferentes. No sistema pu I ATpu

No sistema pu

I

ATpu

E

ATpu

= I

MTpu

= E

MTpu

+ I

BTpu

= E

BTpu

Para a seleção das quantidades base, adota-se o seguinte procedimento:

Uma base comum de potência aparente S base é selecionada para os terminais AT, BT e MT.

As tensões V AT base , V MT base e V BT base são selecionadas de acordo com as relações de tensão.

Deslocamento de fase devem ser incluídos para bancos Y .

Autotransformadores

Autotransformadores No autotransformador as duas bobinas estão acopladas eletricamente e magneticamente. Há, portanto

No autotransformador as duas bobinas estão acopladas eletricamente e magneticamente. Há, portanto menor impedância de dispersão pu, e menor queda de tensão, o que constitui uma vantagem na utilização deste tipo de equipamento. Entretanto, há também uma maior corrente de curto-circuito e isto pode ser considerado uma desvantagem dos autotransformadores. Ainda neste

caso, as perdas são mais baixas, há uma maior eficiência, a corrente de excitação

é mais baixa e o custo também é mais baixo (se a relação de transformação não

é grande demais). Uma desvantagem adicional dos autotransformadores é que as

sobretensões transitórias passam através do autotransformador mais facilmente por causa da conexão elétrica dos enrolamentos.

Transformadores com TAP variável

Os transformadores com TAP variável necessitam ser modelados de uma forma particular, por ser impossível selecionar as quantidades base.

por ser impossível selecionar as quantidades base. V no min al 1 = at V no

V

no min al 1

= at V

no min al

2

são as tensões nominais dos lados primário e

secundário do transformador, respectivamente, e at é suposto um numero real ou complexo. Supondo ainda que as tensões base selecionadas satisfazem a relação.

Onde

V

no min al 1

e

V

no min al 2

V

base1

= b

base 2

definido

C = at /b, obtem se

V

no min al 1

=

b

at

b

V

no min al 2

=

bc V

no min al 2

Se at

=

b

c = 1 Osegundotrafosai

Esta equação pode ser interpretada como representando dois transformadores conectados em série com as seguintes características:

O primeiro transformador possui a mesma relação entre as tensões nominais que as tensões base selecionadas (parâmetro b); este transformador é modelado no sistema pu portanto como um transformador convencional.

O segundo transformador é suposto ideal, sendo modelado da forma mostrada na figura abaixo.

ideal, sendo modelado da forma mostrada na figura abaixo. Exemplo : Um transformador trifásico possui 13,8

Exemplo:

Um

transformador

trifásico

possui

13,8KV/345KVY ,

com

Z eq =j10%.

As

valores

bobinas

nominais

alta

de

1000MVA;

do

tensão

transformador possuem TAPS com variação ± 10%. As quantidades base são:

S base 30 = 500 MVA; V base BTFF = 13,8 KV;

V base ATFF = 345 KV

Determine

transformador quando:

a) O TAP é selecionado no valor nominal.

os

circuitos

equivalentes

de

seqüência

positiva

deste

b) O

TAP é

selecionado no valor –10% (isto é, resultando num

decréscimo de 10% no valor da tensão no lado de AT).

a) TAP no valor nominal at = 6 C = 1

b)

V

base1

at =

V nomiinal

1 13,8

KV

=

V no

min

al

2

345 KV

Z

eq novo

=

j 0,10

500 MVA

1000 MVA

= 0,04 = b

=

j

0,05

pu

= j 0,10 500 MVA 1000 MVA = 0,04 = b = j 0,05 pu =

= bV

base

2

b =

V

base

1

V

base

2

=

13,8

K

345

K

=

0,04

at =

V

no

min

al

1

13,8

K

=

V

no

min

al

2

345

K

0,9

=

0,0444

c =

at

0,0444

=

b

0,04

= 1,111

cY eq

(

(

1

c

2

=

1,111

c

)

Y eq

=

(

1

)

c Y

eq

=

1

j

0,05

1,111

)

= −

j

22,22

1

j

0,05

=

pu

j

2,222

pu

(

1,111

2

1,111

)

1

j

0,05

= − j

2,469

pu

j 2,222 pu ( 1,111 2 − 1,111 ) 1 j 0,05 = − j 2,469

Transformadores Reguladores

A figura abaixo mostra o diagrama do transformador trifásico com TAP variável para regulação da magnitude da tensão.

As tensões ajustáveis ∆ Van , ∆ Vbn e ∆ Vcn possuem (denotadas como ∆

As

tensões

ajustáveis

Van, Vbn

e

Vcn possuem

(denotadas como V ) e estão em fase com as tensões

V

an

, V

bn

magnitudes

.

e

V

cn

iguais

O parâmetro correspondente a variação do TAP é:

C = (1+ ∆V ) no caso de um aumento de tensão no lado abc.

C =

(

1

+ ∆V

)

1 se a elevação da magnitude da tensão é no lado a’b’c’.

O trafos reguladores de tensão influenciam o fluxo de potência reativa.

A figura abaixo mostra o diagrama do transformador trifásico com TAP variável

para a regulação da fase da tensão.

com TAP variável para a regulação da fase da tensão. No caso do transformador com TAP

No caso do transformador com TAP variável para deslocamento de fase, as

tensões incrementais

correntes tensões Vam, Vbm e Vcm.

V

an

, V

bn

e

V

cn

. Estão deslocadas de

+

em relação as

90

C

1 α
1
α

se o aumento de fase é no lado abc.

C

≈ 1 − α

1

α

se o aumento de fase é no lado a’b’c’.

Os trafos reguladores de fase da tensão influenciam o fluxo de potencia ativa.

de fase é no lado a’b’c’. Os trafos reguladores de fase da tensão influenciam o fluxo

5.FLUXO DE POTÊNCIA

O calculo do fluxo de potência é uma das mais importantes soluções requeridas na análise de sistemas de transmissão. Os resultados deste tipo de calculo são extensivamente utilizados durante os estágios de projeto, planejamento e operação dos sistemas de potência

Fluxo de potência em LT’s e trafos

sistemas de potência Fluxo de potência em LT’s e trafos Considere uma LT conectando duas barras

Considere uma LT conectando duas barras i e j, cujo circuito π - equivalente é mostrado acima. Suponha ainda que

Os fatores que representam as tensões nodais complexas, expressos

são conhecidos.

A impedância série da LT é conhecida.

A condutância em paralelo da LT é desprezível, e portanto a admitância

V

i

=

V I δ i
V
I
δ
i

j

=

j δ i
j
δ
i

V

como

e V

shunt se reduz a suceptância capacitiva

Y

sh

=

j B

sh

.

As potências aparentes

S

ij

e

S , são consideradas positivas quando se

ji

afastam das barras i e j, respectivamente.

O fator corrente que flui da barra i para a barra j é dado por

=

V

i

V

j

R

ij

+

jX

ij

V I

i

*

ij

=

V

i

2

VV

 

V

i

R

ij

i j ( δ i
i
j
(
δ
i

I ij

e a correspondente potência aparente é

'

S P

ij

=

'

ij

'

S ij

=

+

jQ

1

'

ij

=

V

i

*

*

V

j

j X

ij

δ

j

)

R ij

j X

ij

δ

ij

Denotando a defasagem entre os fasores tensão nas barras i e j como

qual é chamada ângulo de potência, ou abertura da LT, e

(

= δ δ

i

j

)

,

a

expandindo a última equação obtém-se:

S

'

ij

=

R

ij

+

j X

ij

R

2

ij

+

X

2

ij

[

V

i

2

VV

i

j

(

cosδ

ij

+

j

senδ

ij

)]

Separando a parte real e a imaginária

'

ij

P

=

1

R

2

ij

+

X

2

ij

(

R V

ij

i

2

R VV

ij

i

j

cosδ

ij

+

X VV

ij

i

j

senδ

ij

)

Q

'

ij

=

1

R

2

ij

+

X

2

ij

(

X V

ij

i

2

X VV

ij

i

j

cosδ

ij

R VV

ij

i

j

senδ

ij

)

Nenhuma potência ativa flui pelo ramo paralelo da linha, portanto.

P

ij

'

ij

= P

Isto não acontece no caso do fluxo de potência retiva

Q

ij

'

ij

= Q

+ Q

shi

A potência aparente que flui no ramo shunt relativo a barra i é dada por

S

shi

=

V I

i

*

shi

=

VY

i

sh

V

i

2

*

Q shi

V

= i

2 B

c

2

= − j

V

i

2

B

c

2

Portanto, os fluxos de potência ativa e reativa numa linha de transmissão são expressos como:

P

ij

=

Q

ij

1

R

2

ij

+

X

2

ij

(

R V

ij

i

2

R VV

ij

i

j

cosδ

ij

= −

V

i

2

B

c

1

2

R

2

ij

+

X

2

ij

+

(

X V

ij

i

2

+

X VV

ij

i

j

senδ

ij

X VV

ij

i

j

cosδ

ij

R VV

ij

i

j

senδ

ij

R VV

ij

i

j

senδ

ij

)

)

De maneira análoga, os fluxos de potência ativa e reativa da barra j para i são:

P

ji

=

1

R

2

ij

+

X

2

ij

(

R V

ij

j

2

R VV

ij

i

j

cosδ

ji

+

X VV

ij

i

j

senδ

ji

)

Q

ji

= −

2

V

j

B

c

1

2

R

2

ij

+

X

2

ij

+

(

2

X V

ij

j

X VV

ij

i

j

cosδ

ji

R VV

ij

i

j

senδ

ji

)

No caso de LT’s contendo transformadores, em geral a resistência e a

capacitância da linha são desprezíveis, isto é

P

ij

Q ij

Q ji

=

VV

i

j

X ij

senδ

ij

=

1

X ij

(

V

i

2

1

(

V

2

j

= −

X ij

VV

i

j

VV

i

j

cosδ

ij

cosδ

ij

)

)

R ij

P

ji

= 0

e

= P

ij

B

c

= 0

, então

As perdas de potência ativa e reativa são

P

L

Q

L

= P

ij

= Q

+ P

ji

ij

+ Q

ji

Potência ativa: fluxo positivo depende de que tensão está adiantada.

V i adiantada em relação a

V adiantada em relação a

j

V

i

V

i

P

ij

P

ij

> 0

< 0

Potência reativa: fluxo depende mais fortemente do módulo das tensões

V > V i j V > V j i
V
>
V
i
j
V
>
V
j
i

Q

Q

ij

ij

> 0

< 0

5.1.FLUXO DE POTÊNCIA CC

Uma versão do fluxo de potência A.C. utilizada freqüentemente em estudos onde não se requer demasiada precisão da solução é aquela onde são feitas aproximações no modelo de forma que as equações resultantes constituem um conjunto de equações lineares.

Sendo a potência aparente do sistema de duas barras anterior

S

ij

=

P

ij

+

jQ

ij

=

P

ij

(

V

i

2

VV

i

j

=

g V

ij

i

2

+

cosδ

ij

jVV

i

j

g VV cosδ

ij

i

j

senδ

ij

)(

g

ij

+

b V V senδ

ij

i

j

ij

Supondo que:

δ ij

0

então

cos

senδ

δ

ij

ij

= 1,0

= δ

ij

Portanto:

V

i

X

= V

j

= 1,0

ij

>> R

ij

pu

g ij

= 0

 

b ij

=

X

ij

 

R

2

ij

+

X

2 = −

 

ij

δ δ

i

P ij

=

X

ij

j

em geral

P

i

= P

ij

1

X

ij

ou em forma matricial

P

1

P

2

P

N

=

R

ij

0

P = Bδ

B

11

B

B

21

N

1

B

12

B

1 N

B

NN

δ

1

δ

2

δ

N

jb

ij

)

*

2

jV b

j

sh

Seqüência p/ o cálculo

1. Selecionar um nó como referência

2. Determinar a matriz B’ resultante (n 1)x(n 1)

3. Determinar a matriz P

4. Resolver o sistema linear P = B'δ [(n 1) ângulos]

5. Calcular os fluxos de potência ativa

P ij

=

(

δ δ

i

j

)

X

ij

Exemplo: Para o sistema mostrado na figura abaixo, calcule os fluxos de potência ativa nas linhas de transmissão utilizando o método de solução fluxo de potência c.c.

utilizando o método de solução fluxo de potência c.c. construção da matriz B’ B ij Quando

construção da matriz B’

B

ij

Quando

Quando

i

=

j

=

i

j

=

(

n

1

j

j

=

0

i

)

1

X

ij

1

X ij

5.2.FLUXO DE POTÊNCIA C.A.

O problema de fluxo de potência geral C.A. pode ser formulado considerando o i – ésimo nó de um sistema de potência genérico, conforme figura abaixo.

um sistema de potência genérico, conforme figura abaixo. De acordo com as leis de Kirchoff ou

De acordo com as leis de Kirchoff

ou

ou

onde

δ

ki

= δ δ

k

i

S

*

i

=

S

*

i

* n S i = Y V * ik k V i k = 1
* n
S
i
=
Y V
*
ik
k
V
i
k
= 1
n
*
*
S
= V
Y V
i
i
ik
k
k
= 1
n
V
V
i
k
Y
δ
ik
δ
i
k
k
=
1
n
V
= V
k
Y
i
ik
δ
ki
k
=
1

Separando as partes real e imaginária da ultima expressão, obtem-se:

(

P V

i

i

)

δ

=

V

i

n

k

1

(

G

ik

cos δ

ik

+

B

ik

sen δ

ik

)

V

k

(

Q V

1 δ

)

=

V

i

n

k

=

1

(

G

ik

sen δ

ik

B

ik

cosδ

ik

)

V

k

onde

Para a solução numérica destas equação, em geral assume-se que o sistema trifásico é balanceado, com a rede de transmissão representada pelas correspondentes impedância de seqüência positiva. Em forma matricial, a equação da tensão modal complexa pode ser escrita como

G

ik

e

B

ik

são elementos da matriz admitância de barra.

YV = I

onde I representa o equivalente modal das correntes injetadas e é calculado

de:

onde

I

=

S

*

i

i V

i

*

*

S é a geração líquida de potência na barra i, isto é

i

S

*

i

=

(

P

gi

P

di

)

(

j Q

gi

Q

di

)

= P jQ

i

i

Denotando por

V

i

r a tensão complexa na i – esima geração e por

S

i

= S

esp

i

r

V I

i

* r

i

= ∆P + j Q

i

i

A potência aparente incremental, é possível escrever

P

i

=

P

i

esp

V

i

n

k = 1

(

G

ik

cosδ

ik

B

ik

cosδ

ik

)

V

k

Q

i

=

Q

esp

i

V

i

n

=

k

1

(

G

ik

senδ

ik

B

ik

cosδ

ik

)

V

k

Os cálculos dos fluxos de potência são em geral estabelecidas de uma forma tal que as tensões complexas (magnitude e ângulo ou partes real e imaginária)

são determinados para que as potências ativas

das cargas e de

determinados geradores sejam mantidas em valores especificados. Além disso, é

em certas barras

de geração também sejam mantidas em valores especificados. O objetivo do fluxo de potência é calcular a tensão complexa (módulo e ângulo) nas barras do sistema e, à partir desses valores junto com a topologia e os parâmetros da rede elétrica, determinar os fluxos de potência ativa e reativa nas LT’s.

desejado que a magnitude da tensão

P

esp

e reativa

Q

esp

P

esp

V

esp

e a potência ativa

Classificação das Barras

Observe-se que quatro variáveis (

P,Q ,V e δ ) estão associadas a cada barra.

i

i

i

i

Duas dessas variáveis devem ser especificadas de forma que as outras duas possam ser calculadas. Dependendo a especificação das variáveis, as barras podem ser divididas em três tipos:

Barra PQ ou de carga: neste tipo de barra, há predominância de demanda sobre as outras variáveis, não existindo na grande maioria dos bases geração de potência na barra. Neste caso, as injeções de potência ativa

(P esp ) e reativa (Q esp ) são especificadas e a magnitude (V i ) e o ângulo ( )

δ

i

da tensão modal são calculados através da solução das equações da rede elétrica; portanto para uma barra de carga.

S

esp

i

=

(

esp

P

gi

P

di

)

+

(

j Q

esp

gi

Q

di

)

=

(

V I

i

*

i

) esp

Barra PU ou de tensão controlada: Neste tipo de barra, a injeção de potência ativa (P