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PLANO DE CONTROLE AMBIENTAL

Legislação Ambiental
A área de construção civil está sujeita a um conjunto de leis,
decretos, regulamentos e resoluções federais, estaduais e municipais
relativas à proteção do meio ambiente. Essas normas tratam,
principalmente, de conservação de áreas verdes, preservação de
mananciais e controle da disposição de resíduos sólidos e efluentes.
Via de regra, os Estados são mais atuantes no controle de
empreendimentos considerados efetiva ou potencialmente
poluidores. Essa atividade pode ser exercida diretamente pela
secretaria estadual de meio ambiente respectiva ou por órgão
delegados. O controle ambiental, nos estados do nordeste como
maranhão, é exercido pelas secretarias estaduais e municipais de
meio ambiente ou pela entidade federal, o IBAMA - Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
Sanções Ambientais
Independentemente da obrigação de reparar danos ambientais
eventualmente causados, a não observância das leis e regulamentos
ambientais pode resultar na aplicação de sanções de natureza penal
e administrativa.
Conforme o disposto na Lei Federal n.º 9.605/98 (Lei de Crimes
Ambientais), para as pessoas físicas (incluindo, entre outros, no
exercício de suas funções, os diretores, administradores e gerentes
de pessoas jurídicas), poderão ser aplicadas penas restritivas de
direitos e privativas de liberdade. Para as pessoas jurídicas, as penas
poderão ser de multa, restritivas de direitos e prestação de serviços à
comunidade. Administrativamente, as sanções podem variar desde
imposições de advertências e multas, até a suspensão parcial ou total
de atividades, podendo também incluir a perda ou restrição de
incentivos fiscais e o cancelamento ou suspensão de linhas de
financiamento junto a estabelecimentos oficiais de crédito, bem como
a proibição de contratar com o poder público.
Licenciamento Ambiental
O licenciamento ambiental é obrigatório para atividades consideradas
pelos órgãos ambientais como efetiva ou potencialmente poluidoras,
ou que, de alguma forma acarretem qualquer tipo de degradação
ambiental. Via de regra, empreendimentos de impacto local devem
ser licenciados pelos municípios. Já aqueles de impactos regionais
ficam sob a autoridade dos órgãos estaduais.
Os empreendimentos submetidos ao processo de licenciamento
ambiental, por seu porte, natureza e peculiaridade, possam acarretar
impactos ambientais significativos, o processo de licenciamento
ambiental dependerá da aprovação, pelas autoridades competentes,
de estudos de impacto ambiental e seu respectivo relatório
(EIA/RIMA), desenvolvidos por profissionais de diferentes
especialidades.
Nesses casos, o processo de licenciamento deve contemplar a
respectiva compensação ambiental. Trata-se de investimento a ser
realizado em Unidades de Conservação, seja na sua criação ou
manutenção. O montante de investimentos relacionados a essa
compensação é arbitrado pela autoridade ambiental, não devendo ser
menor que 0,5% do valor total de implementação do
empreendimento.

O licenciamento ambiental no Brasil dá-se mediante a concessão de


três tipos de Licenças. Estas são denominadas: Licença Prévia,
Licença de Instalação e Licença de Operação, as quais podem ser
expedidas isoladamente ou sucessivamente. Isto dependerá da
natureza, características e fase da atividade impactante em análise.

A Licença Prévia constitui a primeira fase do licenciamento


ambiental. Esta deve ser requerida na etapa preliminar de
planejamento do empreendimento e, ou, atividade. A licença será
concedida mediante a análise da localização e concepção do
empreendimento; a apreciação dos requisitos básicos a serem
atendidos nas próximas fases e a observância dos planos municipais,
estaduais ou federais para a área de abrangência do
empreendimento e, ou, atividade.

A Licença de Instalação, que corresponde a segunda fase do


licenciamento ambiental, é concedida mediante a análise e
aprovação dos projetos executivos de controle de poluição. Esta
licença permite a instalação e, ou, ampliação de um
empreendimento. O que permitirá a implantação do canteiro de
obras, movimentação de terra, construção de vias, edificação de
infra-estruturas e instalações de equipamentos.

A Licença de Operação autoriza a operação do empreendimento


e, ou, a realização da atividade impactante. Isto dá-se após a
verificação do efetivo cumprimento do que consta as Licenças Prévia
e de Instalação.

Conforme ressaltado acima o Decreto Federal no 88.351, de


01.06.1983, institui o CONAMA e define suas atribuições. Estas,
basicamente, objetivam o estabelecimento de definições,
responsabilidades, critérios básicos e diretrizes gerais para uso e
implementação da Política Nacional do Meio Ambientes. Desta forma,
no uso de suas atribuições o CONAMA tem processado diversas
regulamentações por meio de resoluções.
Dentre essas, as Resolução CONAMA 001, de 23.01.1986 e
CONAMA 237, de 19.12.1997, estabelecem definições,
responsabilidades, critérios básicos e diretrizes gerais para uso e
implementação da Avaliação e Estudos de Impactos Ambientais.

Segundo o inciso III do artigo terceiro da Resolução CONAMA


237/97 " Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos
aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação,
operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento,
apresentado como subsídio para a análise da licença requerida, tais
como: relatório ambiental, plano e projeto de controle ambiental,
relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de
manejo, plano de recuperação de área degradada e análise
preliminar de risco".

São descritos a seguir os principais documentos empregados em


Processos de Licenciamento Ambiental no Brasil, que são o EIA/RIMA,
o PCA/RCA e o PRAD.

O EIA/RIMA denominado Estudos de Impactos Ambientais


acompanhado do Relatório de Impacto Ambiental são aplicados
aos empreendimentos e atividades impactantes citados no segundo
artigo da Resolução CONAMA 001/86. O EIA, fundamentalmente,
trata-se do estudo detalhado sobre os impactos ambientais
associados a um dado tipo de empreendimento. Neste caso, em sua
elaboração são utilizados de diversos recursos científicos e
tecnológicos. Fato que resulta na elaboração de textos técnicos com
farto jargão técnico. Deste modo, o EIA presta-se a análises técnicas a
serem elaborados pelo Órgão Licenciador. Enquanto o RIMA, que é
um resumo do EIA, deve ser elaborado de forma objetiva e adequada
a compreensão por pessoas leigas. Sendo que, cópias do RIMA devem
ser colocadas a disposição de entidades e comunidades interessadas.

O PCA/RCA denominados Plano de Controle Ambiental


acompanhado do Relatório de Controle Ambiental são exigidos
para empreendimentos e, ou, atividades que não tem grande
capacidade de gerar impactos ambientais. Porém, a estruturação dos
documentos possuem escopo semelhantes aos do EIA/RIMA, no
entanto, não são demandados altos níveis de especificidade em suas
elaborações.

Quanto ao PRAD - Plano de Recuperação de Áreas Degradas


instituído pelo Decreto Federal 97.632, de 10.04.1989, define em seu
Artigo Primeiro que "Os empreendimentos que se destinam à
exploração dos recursos minerais deverão, quando da apresentação
do Estudo de Impacto Ambiental - EIA e do Relatório de Impacto
Ambiental - RIMA, submeter à aprovação do órgão ambiental
competente, plano de recuperação de áreas degradas".

Discute-se a seguir de forma sucinta a estruturação dos


documentos EIA/RIMA.

A elaboração do EIA/RIMA deve: (a) contemplar todas as


alternativas tecnológicas e de localização confrontando-as com a
hipótese de não execução do projeto, (b) identificar e avaliar
sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de
implantação e operação da atividade, (c) definir as Áreas Direta e
Indiretamente afetadas pelos impactos, e (d) considerar os Planos e
Programas de Governo com jurisdição sobre a área onde será
implementada a atividade impactante.

Desde modo, considerando as ambragências das Áreas Direta e


Indiretamente a serem afetas, o estudo de impacto ambiental deverá
no mínimo contemplar as seguintes atividades técnicas: (a) o
diagnóstico ambiental, (b) o prognóstico das condições ambientais
com a execução do projeto, (c) as medidas ambientais mitigadoras e
pontecializadoras a serem adotadas e (d) o programa de
acompanhamento e monitoramento ambiental. Descreve-se a seguir
esta atividades técnicas:

• 1) Diagnóstico Ambiental consiste na elaboração de uma


descrição e análise dos recursos ambientais e suas interações.
Portanto, este diagnóstico deverá caracterizar: (a) o meio físico
- exemplo: solo, subsolo, as águas, ar, clima, recursos minerais,
topografia e regime hidrológico; (b) o meio biológico: fauna e
flora; (c) o meio sócio econômico - exemplo: uso e ocupação do
solo; uso da água; estruturação sócio econômica da população;
sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais;
organização da comunidade local; e o potencial de uso dos
recursos naturais e ambientais da região.
• 2) Prognóstico refere-se a identificação, valoração e
interpretação dos prováveis impactos ambientais associados a
execução, e se for o caso, a desativação de um dado projeto.
Desta forma, estes impactos ambientais devem ser
categorizados segundo aos seguintes critérios: (a) Ordem -
diretos ou indiretos; (b) Valor - positivo (benéfico) ou
negativo(adverso); (c) Dinâmica - temporário, cíclico ou
permanente; (d) Espaço - local, regional e, ou, estratégico; (e)
Horizonte Temporal - curto, médio ou longo prazo; e (f) Plástica
- reversível ou irreversível.
• 3) Medidas Ambientais Mitigadoras e Pontecializadoras :tratam-
se de medidas a serem adotadas na mitigação dos impactos
negativos e potencialização dos impactos positivos. Neste caso,
as medidas devem ser organizadas quanto: (a) a natureza -
preventiva ou corretiva; (b) etapa do empreendimento que
deverão ser adotadas; (c) fator ambiental que se aplicam -
físico, biótico e, ou, antrópico; (d) responsabilidade pela
execução - empreendedor, poder público ou outros; e (e) os
custos previstos. Para os casos de empreendimentos que
exijam reabilitação de áreas degradas devem ser especificadas
as etapas e os métodos de reabilitação a serem utilizados.
• 4) Programa de Acompanhamento e Monitoramento Ambiental
implica na recomendação de programas de acompanhamento e
monitoramento das evolução dos impactos ambientais positivos
e negativos associados ao empreendimento. Sendo necessário
especificar os métodos e periodicidade de execução.

Como pode ser notado, as atividades técnicas associadas a


realização de estudos de impactos ambientas abrangem vários
campos do conhecimento humano. Fato que faz demandar o emprego
de diferentes meios científicos e tecnológicos, e a constituição de
uma equipe multidisciplinar. Sendo que a equipe deve ser constituída
por profissionais devidamente credenciados em seus órgãos de classe
e sua composição definida segundo a natureza da atividade
impactante em análise. Desde modo, poderá ser requerido
profissionais como: engenheiros, sociólogos, psicólogos, biólogo e
médicos sanitaristas.
Ressalta-se que o empreendedor deverá custear todas as despesas
decorrentes da: (a) contratação da equipe elaboradora, (b) condução
dos estudos, (c) elaboração dos documentos EIA/RIMA e (d)
tramitação do processo pelo Órgão Licenciador.

Uma vez o processo de licenciamento em curso, o Órgão


Licenciador poderá proceder a realização de audiências públicas.
Estas tem por finalidade expor e dirimir dúvidas relacionados ao
processo em análise.

As audiências públicas podem ser realizadas sempre que o Órgão


Licenciador julgar necessário ou quando for solicitado por entidade
civil, pelo Ministério Público, ou por 50 (cinquenta) ou mais cidadãos.
A audiência pública será dirigida pelo representante do Órgão
Licenciador que, após exposição objetiva do projeto e do seu RIMA,
abrirá as discussões com os interessados presentes. Ao final de cada
audiência pública será lavrada uma ata sucinta e a esta serão
anexadas todos os documentos escritos e assinados que forem
entregues ao presidente dos trabalhos durante a seção.

Att.

Dra. Dilene