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Introdução:

O presente trabalho pretende analisar, embora de maneira superficial devido


à brevidade do mesmo, as principais teorias surgidas a respeito da consciência.
Para isso na primeira parte tentamos apresentar uma definição preliminar da
do conceito de consciência destacando a impossibilidade de uma definição completa
e abrangente deste fenômeno tão complexo.
Já na segunda parte apresentamos as primeiras teorias surgidas neste
campo, dentre elas a naturalista, a não naturalista e a nova misteriana.
E finalmente na terceira e última parte procuramos destacar as teorias mais
contemporâneas da consciência.
2

1. Definição preliminar de consciência.

John R. Searle, em seu livro Mente, Linguagem e Sociedade: Filosofia no


Mundo Real parece levantar a questão que uma definição completa de consciência
não é possível, quando nos diz que:
“Ingenuamente, poderíamos supor que a consciência é o
mais bem compreendido fenômeno de todos... No
entanto isso se revela mais difícil do que parece. Se você
tentar descrever sua consciência, descobrirá que grande
parte do que faz é descrever os objetos que lha são mais
1
próximo.”
Andréa Vermont parece concordar com esta idéia quando diz que as teorias
que habitam a área da Filosofia da Mente parecem estar longe de chegar a um
consenso quanto ao tema da consciência. Ela levanta a questão de que estaríamos
confinados a conceber a consciência como uma propriedade irredutivelmente
subjetiva, não-analisável, indecomponível que faz com que os estados de
consciência sejam, de maneira privilegiada, acessíveis apenas para o próprio
sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa? Ou estaríamos diante de um
fenômeno que pode ser objetivado, passível de receber uma definição e uma
explicação causal, necessariamente formulada na terceira pessoa?2
No entanto para uma definição tentativa, podemos dizer que a consciência é a
percepção imediata do sujeito daquilo que se passa, dentro ou fora dele. Ela pode
definir-se ainda como o conhecimento que o homem possui dos seus próprios
pensamentos, sentimentos e atos. 3
Defini-se ainda como a faculdade do ser humano de decidir e fazer-se sujeito,
isto é, ator de seus atos e responsável pelas conseqüências, que deles se seguem,
segundo a percepção do bem e do mau.

1
SEARLE, R. John. A essência da mente: a consciência e sua estrutura. In: Mente, Linguagem e Sociedade:
Filosofia no Mundo Real, Rio de Janeiro, Rocco, 2000, p.68.
2
CUNHA, Andréa Vermont S. R. da. Sobre o conceito de Consciência em Filosofia da Mente [on line]
disponível em: http://www.consciencia.org/sobre-o-conceito-de-consciencia-em-filosofia-da-mente. Acesso em:
12/01/11
3
Consciência (filosofia). In Infopédia [on line]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. Disponível em:
http://www.infopedia.pt/consciencia-(filosofia). Acesso em: 12/01/11
3

Abbagnano por sua vez, amplia estas definições afirmando que o significado
que esse termo tem em filosofia moderna e contemporânea é o de uma relação da
alma consigo mesma, de uma relação intrínseca ao homem, “interior” ou “espiritual”,
pela qual ele pode conhecer –se de modo imediato e privilegiado e por isso julgar-se
de forma segura e infalível. Trata-se, portanto, de uma noção em que o aspecto
moral – a possibilidade de autojulgar-se – tem conexões estreitas com o aspecto
teórico, a possibilidade de conhecer-se de modo direto e infalível.4

2. Teorias pioneiras da consciência.

No século XX, a problema que girava em torno da distinção entre mente e


consciência não parecia ser mais a centralidade da preocupação dos filósofos da
mente. Havia grande entusiasmo, por parte destes filósofos, em virtude das atuais
perspectivas abertas pela inteligência artificial e a possibilidade da simulação
mecânica das atividades mentais humanas através de mentes artificiais.
Porém, seria possível simular a cognição humana sem simular ao mesmo
tempo seu aspecto consciente? Não seria essa uma diferença essencial entre
mentes artificiais e humanas? Estas foram às questões que começaram a ser
formuladas no final da década de 1980. Tudo se passava como se a simulação da
atividade mental humana fosse uma tarefa perfeitamente exeqüível, dependendo
apenas dos avanços tecnológicos.
Restaria apenas saber o que tornaria um estado mental algo consciente, e,
para isso, seria necessário responder algumas questões que não deixavam de
causar perplexidade: O que é consciência? Terá a consciência um papel causal na
produção da cognição e do comportamento? Podemos tratar a questão da
consciência como um problema científico, isto é, como um problema empírico.5
6
Surge então no primeiro momento algumas tentativas de responder a tais
questões, dentre eles os considerados naturalista formados por filósofos como:
Jackendoff (1987), os Churchland(1986, 1990) e Flanagan(1992) dentre outros.

4
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia, São Paulo, Martins Fontes, 2000, p.185
5
TEIXEIRA, João (org.), Cérebros, Máquinas e Consciência: uma Introdução à Filosofia da Mente. UFSCAR,
1996.p. 153
6
TEIXERA, João de Fernandes. Mente, Cérebro, e cognição, Petrópolis, Vozes, 2000, p. 154
4

O que caracteriza este grupo é a crença em poder explicar a natureza da


consciência através de teorias computacionais ou através do estudo do
funcionamento cerebral. Os Churchland, por exemplo, propunham à estratégia que
em vez de elabora uma teoria geral da consciência, elaborar teorias especifica dos
processos mentais como a natureza da atenção, da memória e etc.
Outro grupo que surge em oposição a este, conhecido como não naturalistas
e tento como filósofos representativos, Swinburne (1984) e Nagel( (1974).
Propunham que qualia e experiência consciente são intratáveis do ponto de vista de
qualquer tipo de teoria neurocientifica.
Surgiu ainda um terceiro grupo conhecido como “New Mysterians” que
sustentam que desvendar a natureza da consciência constitui um problema cuja
complexidade ultrapassa a capacidade cognitiva humana. Neste grupo destaca-se
McGinn (1991) que sustenta que o cérebro humano, não esta preparado para
responder a certas questões apesar da capacidade de propor-las, ou seja, para ele
não podemos transpor os limites da nossa própria razão.

3. Teorias contemporâneas da consciência.

Dentre as teorias contemporâneas que surgiram a respeito da consciência


vale destacar em primeiro lugar a teoria das múltiplas camadas de Dennett 7 que
propõe que o problema da consciência resulta dos pseudo-problemas ou de uma
mitologia filosófica e um dos principais mitos são: no teatro cartesiano haveria um
intérprete que existiria no consciente e que por assistir as cenas do teatro daria
origem a consciência reflexiva ou autoconsciência, o significador também como
interprete que ordenaria as cenas que se passam neste teatro, tornando-as
consistentes e coerentes, e múltiplas camadas que nosso cérebro como uma
máquina híbrida ou de arquitetura computacional mista, isto é, várias máquinas
acopladas a uma máquina serial (virtual).
É um erro pensar que nosso fluxo da consciência seja unívoco, pois, ele é
errático e fragmentário. Dennett nos diz que a consciência seria um processo que se
assemelha à fama, isto é, cada pensamento teria seu momento de holofotes (fama)
7
IBID, p. 160
5

e cada fragmento da narrativa entraria na máquina serial por um curtíssimo intervalo


de tempo.
Em segundo temos a teoria da recombinação mutante de cenários possíveis
de Calvin 8, para ele o cérebro funcionaria como uma máquina darwiniana. A sinfonia
cerebral, isto é, a atividade mental como organizadora e ordenadora (maestro) do
comportamento dos organismos no meio ambiente. Assim surgiriam vários cenários
na mente e esta produziria um novo cenário ganhador que resultaria de um processo
semelhante ao de uma mutação genética de espécies (máquina darwinista).
E em terceiro e último lugar, temos o espaço global de trabalho de Barrs9,
para ele o cérebro funcionaria como uma central de comutação de informações entre
os vários processos inconscientes executados por módulos ou circuitos
especializados que estão no cérebro. A realidade confirmada por evidências
neurobiológicas (áreas sendo ativadas no cérebro “neuroimagem”) significando que
processos conscientes são detectáveis e ocorrem em lugares específicos do
cérebro.
Teixeira nos afirma ainda que a as novas técnicas de mapeamento cerebral
inauguraram de maneira efetiva uma nova era na neurociência, pois segundo ele
não se pode mais estudar a mente sem estudar o cérebro, pois cada vez mais se
percebe que suas características seriam a chave para a compreensão da cognição e
da consciência.

Conclusão

8
Id, p. 163
9
Id, p. 164
6

Os resultados parecem indicar que embora não sendo possível uma definição
abrangente e definitiva da consciência podemos de forma tentativa afirmar ser ela
uma relação da alma consigo mesma, de uma relação intrínseca ao homem,
“interior” ou “espiritual”, pela qual ele pode conhecer –se de modo imediato e
privilegiado e por isso julgar-se de forma segura e infalível. Trata-se, portanto, de
uma noção em que o aspecto moral – a possibilidade de autojulgar-se – tem
conexões estreitas com o aspecto teórico, a possibilidade de conhecer-se de modo
direto e infalível.
Surge então no primeiro momento algumas tentativas de responder a tais
questões, dentre eles os naturalista que apresentam como característica principal a
crença em poder explicar a natureza da consciência através de teorias
computacionais ou através do estudo do funcionamento cerebral. Os não
naturalistas que propunham que qualia e experiência consciente são intratáveis do
ponto de vista de qualquer tipo de teoria neurociêntifica e os “New Mysterians” que
sustentam que desvendar a natureza da consciência constitui um problema cuja
complexidade ultrapassa a capacidade cognitiva humana.
Já na idade contemporânea surge a teoria das múltiplas camadas que afirma
ser o nosso cérebro uma máquina de arquitetura computacional mista, isto é, várias
máquinas acopladas a uma máquina serial (virtual). A teoria da recombinação
mutante de cenários possíveis que propõe a atividade mental como organizadora do
comportamento dos organismos no meio ambiente. Assim surgiriam vários cenários
na mente e esta produziria um novo cenário ganhador que resultaria de um processo
semelhante ao de uma mutação genética de espécies e a do espaço global de
trabalho.
E a do espaço global de trabalho que afirma que o cérebro funcionaria como
uma central de comutação de informações entre os vários processos inconscientes
executados por módulos especializados que estão no cérebro.

Obras consultadas
7

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia, São Paulo, Martins Fontes, 2000,


CUNHA, Andréa Vermont S. R. da. Sobre o conceito de Consciência em Filosofia da
Mente [on line] disponível em: http://www.consciencia.org/sobre-o-conceito-de-
consciencia-em-filosofia-da-mente. Acesso em: 12/01/11
Consciência (filosofia). In Infopédia [on line]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Disponível em: http://www.infopedia.pt/consciencia-(filosofia). Acesso em: 12/01/11
SEARLE, R. John. A essência da mente: a consciência e sua estrutura. In: Mente,
Linguagem e Sociedade: Filosofia no Mundo Real, Rio de Janeiro, Rocco, 2000,
TEIXEIRA, João (org.), Cérebros, Máquinas e Consciência: uma Introdução à
Filosofia da Mente. UFSCAR, 1996.p. 153
TEIXERA, João de Fernandes. Mente, Cérebro, e cognição, Petrópolis, Vozes, 2000.

Instituto de Estudos Superiores do Maranhão


Disciplina: Filosofia da Mente
Professor: Raimundo Portela
8

Teorias da consciência
Por
Francisco Tadeu Lobo dos Santos e Rogerio

São Luís, MA
12 de janeiro de 2011

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