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Português em Exercícios

Para provas e concursos

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Interpretação de texto
Texto I (Carlos Chagas)

Ganhamos a guerra, não a paz

Os físicos se encontram numa posição não muito diferente da de Alfred Nobel. Ele
inventou o mais poderoso explosivo jamais conhecido até sua época, um meio de
destruição por excelência. Para reparar isso, para aplacar sua consciência humana,
instituiu seus prêmios à promoção da paz e às realizações pacíficas. Hoje(*), os físicos
que participaram da fabricação da mais aterradora e perigosa arma de todos os tempos
sentem-se atormentados por igual sentimento de responsabilidade, para não dizer culpa.
E não podemos desistir de advertir e de voltar a advertir, não podemos e não devemos
relaxar em nossos esforços para despertar nas nações do mundo, e especialmente nos
seus governos, a consciência do inominável desastre que eles certamente irão provocar,
a menos que mudem sua atitude em relação uns aos outros e em relação à tarefa de
moldar o futuro.
Ajudamos a criar essa nova arma, no intuito de impedir que os inimigos da
humanidade a obtivessem antes de nós, o que, dada a mentalidade dos nazistas, teria
significado uma inconcebível destruição e escravização do resto do mundo.
Entregamos essa arma nas mãos dos povos norte-americano e britânico, vendo neles
fiéis depositários de toda a humanidade, que lutavam pela paz e pela liberdade. Até
agora, porém, não conseguimos ver nenhuma garantia das liberdades que foram
prometidas às nações no Pacto do Atlântico. Ganhamos a
guerra, não a paz. As grandes potências, unidas na luta, estão agora divididas quanto aos
acordos de paz. Prometeu-se ao mundo que ele ficaria livre do medo, mas, na verdade, o
medo aumentou enormemente desde o fim da guerra. Prometeu-se ao mundo que ele
ficaria livre da penúria, mas grandes partes dele
se defrontam com a fome, enquanto outras vivem na abundância. (...)
Possa o espírito que motivou Alfred Nobel a criar sua notável instituição, o espírito
de fé e confiança, de generosidade e fraternidade entre os homens, prevalecer na mente
daqueles de cujas decisões dependem nossos destinos. Do contrário, a civilização
humana estará condenada.
(Albert Einstein, Escritos da maturidade.. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994)

(*) Este texto foi escrito em 1945, logo depois do fim da II Guerra Mundial.

1. Ao escrever esse texto, o grande físico Albert Einstein preocupou-se sobretudo


em formular uma grave advertência contra
(A) a pacificação do mundo por meio da ação de governos totalitários.
(B) a perigosa instabilidade gerada pelo Pacto do Atlântico.
(C) o novo potencial belicoso da situação de pós-guerra.
(D) o poder de devastação representado pelo invento de Alfred Nobel.
(E) o espírito do armistício assinado pelas grandes potências.

2. Considere as seguintes afirmações:

I. A criação e a entrega da mais aterradora e perigosa arma de todos os tempos aos


norte-americanos e britânicos se deram em meio a uma perigosa e disputada corrida
armamentista.
II. Einstein mostra-se insatisfeito quanto aos termos em que se configurou o Pacto do
Atlântico, um acordo em si mesmo tímido e incapaz de gerar bons resultados.
III. Einstein inclui-se entre os responsáveis pelo término da guerra e pela derrota dos
nazistas, mas declina de qualquer responsabilidade quanto a uma futura utilização da
nova e devastadora arma.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em


(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) Ie II.
(E) IIe III.

3. A atitude de vigilância, para a qual Einstein convoca a todos nesse texto, deve
materializar-se, conforme deseja o grande físico,
(A) numa advertência contra os preocupantes riscos representados pela iminente
reorganização dos nazistas.
(B) na conscientização dos vitoriosos quanto à necessidade de se entenderem e de
assumirem suas responsabilidades diante do futuro.
(C) no cumprimento das exigências feitas pelos cientistas quando se propuseram a
elaborar as condições do Pacto do Atlântico.
(D) na manutenção das auspiciosas condições políticas do pós-guerra, marcadas pela
derrota dos nazistas.
(E) na constituição de um novo tratado que, indo de encontro ao Pacto do Atlântico,
represente um esforço de real pacificação.

4. Quanto à sua construção interna, as frases Ganhamos a guerra, não a paz e As


grandes potências, unidas na luta, estão agora divididas têm em comum .
(A) um jogo entre alternativas.
(B) uma relação de causa e efeito.
(C) a formulação de uma condicionalidade.
(D) a articulação de uma hipótese.
(E) a exploração de antíteses.

5. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão


do texto em:
(A) numa posição não muito diferente da de Alfred Nobel = em atitude inteiramente similar
à de Alfred Nobel.
(B) para aplacar sua consciência humana = para obliterar seu juízo sobre a humanidade.
(C) dada a mentalidade dos nazistas = em que pese a consciência dos nazistas.
(D) vendo neles fiéis depositários = reconhecendo-os como confiáveis guardiões.
(E) consciência do inominável desastre = concepção inevitável da tragédia.

6. Possa o espírito que motivou Alfred Nobel a criar sua notável instituição, o
espírito de fé e confiança, de generosidade e fraternidade entre os homens,
prevalecer na mente daqueles de cujas decisões dependem nossos destinos.
Observa-se que na construção do período acima, se empregou o verbo
(A) poder como auxiliar do verbo criar.
(B) criar como auxiliar do verbo prevalecer.
(C) motivar como auxiliar de prevalecer.
(D) criar como auxiliar do verbo poder.
(E) poder como auxiliar do verbo prevalecer.

Texto II (Carlos Chagas)

Ciência e esoterismo

A astrologia é muito mais popular do que a astronomia. Um número muito maior de


pessoas abre um jornal ou uma revista para consultar uma coluna astrológica do que para
ler uma coluna sobre astronomia. E a astrologia não está sozinha: numerologia,
quiromancia, cartas de tarô, búzios etc. também são extremamente populares.
Como físico, não cabe a mim explicar o porquê dessa irresistível atração pelo que
obviamente está além do que chamamos fenômenos naturais. Mas posso ao menos
oferecer uma conjectura. O fascínio pelo esotérico vem justamente de seu aspecto
pessoal, privado: você paga a um profissional com conhecimentos ou "poderes"
esotéricos para que ele fale sobre você, sua vida, seus problemas, seu futuro...
O problema com o esoterismo é que não temos nenhuma prova concreta,
científica, de que certos fenômenos realmente ocorrem. As "provas" que foram oferecidas
até o momento – fotos, depoimentos pessoais, sessões demonstrativas e compilações
estatísticas de dados – misteriosamente se recusam a sobreviver quando testadas no
laboratório sob o escrutínio do cientista ou após uma análise quantitativa mais detalhada.
Uma das grandes armas da ciência contra o charlatanismo é justamente a possibilidade
de repetirmos certos experimentos
tantas vezes quantas desejarmos. Os cientistas não precisam "acreditar" nos resultados
de outros cientistas; basta repetir o experimento em seu próprio laboratório, sob
condições idênticas, e os mesmos resultados devem ser encontrados.
Seria realmente fascinante se houvesse uma força desconhecida que pudesse
influenciar nosso comportamento (ou pelo menos indicar tendências) a partir de um
arranjo cósmico em que nós, como indivíduos, participássemos ativamente, uma espécie
de astronomia personalizada.
Mas, para mim, mais fascinante ainda é seguir os passos de outros cientistas e
dedicar toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, armado apenas com inspiração
e razão. Ao compreendermos um pouco mais sobre o mundo à nossa volta, estaremos,
também, compreendendo um pouco mais sobre nós mesmos e sobre nosso lugar neste
vasto e misterioso Universo.
(Marcelo Gleiser, Retalhos cósmicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999)

7. Observando-se alguns dos recursos utilizados na construção do texto, verifica-se


que
(A) o emprego das aspas em "poderes" justifica-se do mesmo modo que em "provas".
(B) a falta de marca pessoal na linguagem garante a objetividade da demonstração.
(C) as expressões astronomia personalizada e basta repetir o experimento são
manifestações da ironia do autor.
(D) o emprego das aspas em "acreditar" deve-se à ênfase atribuída a uma ação afirmativa
dos cientistas.
(E) o emprego da palavra inspiração, no final do texto, revela que o autor reviu e retificou
sua posição contrária ao esoterismo.

8. Na argumentação que desenvolve em seu texto, o autor se vale dos seguintes


procedimentos:
I. Não aceita a suposta popularização das crenças de natureza esotérica, considerando-a
uma manipulação dos charlatões que têm interesse em propagar seus falsos poderes.
II. Afirma que os fenômenos esotéricos não são comprovados quando submetidos a
testes rigorosamente científicos ou a análises largas e detalhadas.
III. Admite que a ciência é menos atraente que as práticas esotéricas, já que ela não se
propõe a desvendar as grandes incógnitas do nosso Universo.
IV. Conclui que a ciência também tem seus encantos, embora aceite que os que a
praticam não costumam se valer dos conhecimentos já conquistados dentro da tradição
científica.

Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em


(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) III e IV.

9. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão


do texto em:
(A) ao menos oferecer uma conjectura = pleitear, mesmo assim, uma comprovação.
(B) seu aspecto pessoal, privado = sua verdade íntima, inconfessável.
(C) arranjo cósmico = pretexto universal.
(D) sob o escrutínio do cientista = pela análise minuciosa do cientista.
(E) armado apenas com inspiração e razão = tão-somente com a fé e a perseverança.

Texto III (Carlos Chagas)

O Brasil entrou no século XXI justificando o lugar comum do século passado:


continua sendo um país de contrastes. Isso é o que revelam os números iniciais do Censo
2000, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último ano
da década passada, em comparação com o primeiro – 1991 –, muito mais brasileiros
estavam estudando, tinham carros, eletrodomésticos, telefones, luz, água encanada,
esgoto e coleta de lixo, e muito menos brasileiros morriam antes de completar um ano de
vida. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. A queda foi
maior do que os especialistas haviam projetado no início da década.
Isso, a despeito de a maioria da população continuar vivendo com rendimentos
franciscanos: pouco mais da metade dos 76,1 milhões de membros da população
economicamente ativa ganhava até dois salários mínimos por mês (ou R$ 302,00 à data
do recenseamento e R$ 400,00 hoje) e apenas 2,4% ganhavam mais de vinte salários
mínimos, ou seja, R$ 4 000,00 – um salário relativamente modesto nas sociedades
desenvolvidas. Por esse ângulo, pode-se dizer que o Brasil é um país igualitário: ostenta
a dramática igualdade na pobreza.
Os números agregados escondem que o consumo se distribui de forma
acentuadamente desigual pelo território e entre os diversos grupos de renda. Enquanto no
Sul e no Sudeste os domicílios com carro somam mais de 40%, no Norte e no Nordeste
não chegam a 15%. De certo modo, quem pode consumir bens duráveis acaba
consumindo por si e por quem não pode. O desequilíbrio regional e social do consumo
acompanha, obviamente, a concentração da capacidade aquisitiva.
Os dados que apontam para a intolerável persistência da igualdade na pobreza
entre os brasileiros têm relação manifesta com o desempenho da economia. Se é verdade
que, em matéria de expansão dos benefícios sociais e do acesso a bens indispensáveis
no mundo contemporâneo, como o telefone, os anos 1990 foram uma década ganha, no
que toca ao crescimento econômico foram uma década das mais medíocres, desde a
transformação do País em sociedade industrial. Entre 1991 e 2000, o Brasil cresceu, em
média, parcos 2,7% ao ano. Mesmo em 1994, o melhor ano do período, o Produto Interno
Bruto (PIB) não chegou a 6% – muito abaixo dos picos registrados na década de 1970, a
do "milagre brasileiro". É óbvio que a retomada do desenvolvimento é condição sine qua
para a elevação da renda do povo.
(Adaptado de O Estado de S. Paulo, maio/2002)

10. De certo modo, quem pode consumir bens duráveis acaba consumindo por si e
por quem não pode. A afirmação acima aponta para
(A) a melhoria real do padrão de vida da população brasileira, registrando existência de
consumo mesmo entre os mais pobres.
(B) resultados estatísticos aparentemente otimistas, mas que deixam de mostrar dados
pouco animadores da situação econômica e social da população brasileira.
(C) um equilíbrio final da capacidade de consumo da população nas várias regiões
brasileiras, igualando os resultados de cada uma delas.
(D) o paradoxo que resulta dos dados do último censo, pois eles indicam o consumo de
bens duráveis por uma população que não tem poder aquisitivo.
(E) a falsidade do resultado de certas pesquisas, cujos dados desvirtuam a realidade,
especialmente a da classe social mais desfavorecida.

11. Considere as afirmativas abaixo, a respeito do texto. O Censo 2000

I. indica o avanço do Brasil, idêntico ao de algumas sociedades desenvolvidas,


especialmente quanto à garantia de emprego, apesar de um valor modesto
para o salário mínimo.
II. apresenta índices positivos de melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro, ao
lado de disparidades acentuadas, em todo o território nacional.
III. assinala um aumento geral do poder aquisitivo do povo brasileiro, reduzindo a um
mínimo as diferenças regionais.

Está correto o que se afirma SOMENTE em:


(A) I e II
(B) II e III
(C) I
(D) II
(E) III

12. A afirmação no segundo parágrafo: “Por esse ângulo, pode-se dizer que o Brasil
é um país igualitário”. É correto afirmar que a conclusão acima tem um caráter
(A) acentuadamente irônico, pela constatação que se segue a ela.
(B) bastante otimista, por ter sido possível constatar melhorias na distribuição de renda.
(C) de justificado orgulho, pela melhoria da qualidade de vida no Brasil.
(D) de extremo exagero, considerando-se os dados indicativos do progresso brasileiro.
(E) pessimista, tendo em vista a impossibilidade de aumento do salário mínimo.

13. A queda foi maior do que os especialistas haviam projetado no início da década.
O emprego da forma verbal grifada na frase acima indica, no contexto,
(A) uma incerteza em relação a um fato hipotético.
(B) um fato consumado dentro de um tempo determinado.
(C) a repetição de um fato até o momento da fala.
(D) uma ação passada anterior a outra, também passada.
(E) uma ação que acontece habitualmente.

14. O segundo parágrafo do texto está ligado ao primeiro


(A) por tratar-se de uma explicação das afirmações apresentadas de início.
(B) pela condição imposta no início desse segundo parágrafo, em relação aos dados
observados no Censo.
(C) por ser uma síntese do que vem sendo desenvolvido.
(D) pela continuidade da mesma idéia, desenvolvida em ambos.
(E) por uma ressalva, marcada pelo uso da expressão a despeito de.

15. Há, no texto, relação de causa e efeito entre


(A) retomada do desenvolvimento e elevação da renda do povo.
(B) a década do "milagre brasileiro" e a persistência da situação de pobreza do povo.
(C) situação econômica do Brasil no século XX e a que se apresenta no início do século
XXI.
(D) queda dos índices de mortalidade infantil e valor do salário mínimo.
(E) consumo maior no Sul e no Sudeste e acentuadamente menor no Norte e no
Nordeste.

16. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. O emprego
dos dois pontos assinala
(A) uma restrição à afirmação do período anterior.
(B) a ligação entre palavras que formam uma cadeia na frase.
(C) a inclusão de um segmento explicativo.
(D) a citação literal do que consta no relatório do IBGE.
(E) a brusca interrupção da seqüência de idéias.

17. Os números iniciais do Censo 2000 revelam melhorias. A queda das taxas de
mortalidade infantil foi maior do que o esperado. Boa parte da população brasileira
continua vivendo na pobreza.
As frases acima formam um único período, com correção e lógica, em:

(A) Se as taxas de mortalidade infantil entraram em queda maior do que era esperada, a
população brasileira continua vivendo na pobreza, apesar das melhorias que o Censo
2000, revelam em seus dados iniciais.
(B) A população brasileira em boa parte continua vivendo na pobreza, os números iniciais
do Censo 2000 revelam as melhorias, onde as taxas de mortalidade infantil em queda,
maior do que se esperava.
(C) Com a queda das taxas de mortalidade infantil, e os números iniciais do Censo 2000
revela que foi maior que o esperado, mas boa parte da população brasileira continua
vivendo na pobreza.
(D) Os números iniciais do Censo 2000 melhoraram, com a queda das taxas de
mortalidade infantil, que foi maior do que se esperavam, onde boa parte da população
brasileira continua vivendo na pobreza.
(E) Boa parte da população brasileira continua vivendo na pobreza, conquanto os
números iniciais do Censo 2000 revelem melhorias, como a queda das taxas de
mortalidade infantil, maior do que o esperado.

Texto IV (Esaf)
18- Em relação ao sentido das palavras e expressões do texto, assinale a opção
correta.

A farsa — se existe rigorosamente — é, no momento atual, o menor problema que


temos de enfrentar. Sabemos, hoje, que a repetição histórica tem-nos conduzido muito
mais a novas tragédias — não raro, aproximando-se da barbárie — do que a ações
burlescas; ou ao menos há uma certa identificação entre ambas, sendo aquelas mais
penosas do que estas. Se tomarmos a globalização como referência, a pantomima
atribuída a ela não difere muito de sua face trágica. Mas a última excede a primeira à
medida que revela o ângulo visível de sua aparente inocência. Só se percebe o que
acontece, efetivamente, quando os olhos (e a razão) dão conta da realidade em toda sua
crueza.
(Fernando Magalhães, “A globalização e as lições da história”)

a) A palavra “barbárie” está associada à idéia de barbarismo, ou seja, à inadequação de


linguagem.
b) A expressão “burlescas” está associada à idéia de heróicas.
c) A palavra “pantomima” está sendo utilizada em seu sentido conotativo de vanguarda,
modernidade.
d) A expressão “à medida que” pode ser substituída por à proporção que, sem prejuízo
gramatical para o período.
e) A expressão “sua crueza” refere-se à palavra “razão”.

Texto VI (Esaf)

19- Considerando as idéias do texto, assinale as inferências como verdadeiras (V)


ou falsas (F) e marque a correta opção em seguida.

Li que a espécie humana é um sucesso sem precedentes. Nenhuma outra com


uma proporção parecida de peso e volume se iguala à nossa em termos de sobrevivência
e proliferação. E tudo se deve à agricultura. Como controlamos a produção do nosso
próprio alimento, somos a primeira espécie na história do planeta a poder viver fora de
seu ecossistema de nascença. Isso nos deu mobilidade e a sociabilidade que nos
salvaram do processo de seleção, que limitou outros bichos de tamanho equivalente. É
por isso que não temos mudado muito, mas também não nos extinguimos.
(Luiz Fernando Veríssimo, Recursos Humanos, in: O Desafio Ético, org. de Ari Roitman, com adaptações)

( ) Mede-se o sucesso pela capacidade de sobrevivência e proliferação.


( ) Se a espécie humana tivesse outro peso e volume não teria sobrevivido.
( ) Viver fora do ecossistema de nascença depende da capacidade de criar o próprio
alimento.
( ) O processo de seleção das espécies é que limita a mobilidade e a sociabilidade.
( ) A história da espécie humana poderia ser outra se não houvesse agricultura.
( ) Poucas mudanças trazem como conseqüência a não-extinção da espécie.

A seqüência correta é:
a) V, V, V, F, F, V
b) V, F, F, V, V, F
c) F, F, V, V, F, V
d) F, V, F, V, V, F
e) V, F, V, F, V, F

Texto VII (Esaf)

A racionalidade comunicativa se tornou possível com o advento da modernidade, que


emancipou o homem do jugo da tradição e da autoridade, e permitiu que ele próprio
decidisse, sujeito unicamente à força do melhor argumento, que proposições são ou não
aceitáveis, na tríplice dimensão: da verdade (mundo objetivo), da justiça (mundo social) e
da veracidade (mundo subjetivo). Ocorre que simultaneamente com a racionalização do
mundo vivido, que permitiu esse aumento de autonomia, a modernidade gerou outro
processo de racionalização, abrangendo a esfera do Estado e da Economia, que acabou
se automatizando do mundo vivido e se incorporou numa esfera "sistêmica", regida pela
razão instrumental. A racionalização sistêmica, prescindido da coordenação comunicativa
das ações e impondo aos indivíduos uma coordenação automática, independente de sua
vontade, produziu uma crescente perda de liberdade.

20. De acordo com o texto, na modernidade:


a) a racionalização comunicativa valorizou o trabalho
b) o homem pôde decidir quais seriam os novos valores aceitáveis
c) o advento da racionalidade emancipou o homem do jugo da tradição e da autoridade
d) o homem, ao perder a tradição, perdeu a autoridade
e) a racionalidade impeliu o homem ao jugo da tradição

21. A racionalização do mundo vivido permitiu:


a) a tríplice dimensão da verdade d) um aumento da autonomia
b) a aceitação da autoridade e) a busca da justiça social
c) a valorização do trabalho

22. A modernidade gerou dois processos da racionalização:


a) a do mundo vivido e a sistêmica
b) a subjetiva e a objetiva
c) a instrumental e a da Economia
d) a da tradição e a da autoridade
e) a da comunicação e a do mundo vivido

23. A racionalização regida pela razão institucional:


a) veio explicar a tradição e a autoridade
b) é imprescindível para a comunicação humana
c) impõe aos indivíduos a comunicação das ações
d) ganhou dimensão maior por causa do Estado
e) fez decrescer a liberdade

Texto VIII - (NCE/UERJ)

A liberdade e o consumo
Quantos morreram pela liberdade de sua pátria? Quantos foram presos ou
espancados pela liberdade de dizer o que pensam? Quantos lutaram pela libertação dos
escravos?
No plano intelectual, o tema da liberdade ocupa as melhores cabeças, desde
Platão e Sócrates, passando por Santo Agostinho, Spinoza, Locke, Hobbes, Hegel, Kant,
Stuart Mill, Tolstoi e muitos outros. Como conciliar a liberdade com a inevitável ação
restritiva do Estado? Como as liberdades essenciais se transformam em direitos do
cidadão? Essas questões puseram em choque os melhores neurônios da filosofia, mas
não foram as únicas a galvanizar controvérsias.
Mas vivemos hoje em uma sociedade em que a maioria já não sofre agressões a
essas liberdades tão vitais, cuja conquista ou reconquista desencadeou descomunais
energias físicas e intelectuais. Nosso apetite pela liberdade se aburguesou. Foi atraído
(corrompido?) pelas tentações da sociedade de consumo.
O que é percebido como liberdade para um pacato cidadão contemporâneo que
vota, fala o que quer, vive sob o manto da lei (ainda que capenga) e tem direito de mover-
se livremente?
O primeiro templo da liberdade burguesa é o supermercado. Em que pesem as
angustiantes restrições do contracheque, são as prateleiras abundantemente supridas
que satisfazem a liberdade do consumo (não faz muitas décadas, nas prateleiras dos
nossos armazéns ora faltava manteiga, ora leite, ora feijão). Não houve ideal comunista
que resistisse às tentações do supermercado. Logo depois da queda do Muro de Berlim,
comer uma banana virou ícone da liberdade no Leste Europeu.
A segunda liberdade moderna é o transporte próprio. BMW ou bicicleta, o que
conta é a sensação de poder sentar-se ao veículo e resolver em que direção partir.
Podemos até não ir a lugar algum, mas é gostoso saber que há um veículo parado à
porta, concedendo permanentemente a liberdade de ir, seja aonde for. Alguém já disse
que a Vespa e a Lambretta tiraram o fervor revolucionário que poderia ter levado a Itália
ao comunismo.
A terceira liberdade é a televisão. É a janela para o mundo. É a liberdade de
escolher os canais (restritos em países totalitários), de ver um programa imbecil ou um
jogo, ou estar tão perto das notícias quanto um presidente da República - que nos
momentos dramáticos pode assistir às mesmas cenas pela CNN. É estar próximo de reis,
heróis, criminosos, superatletas ou cafajestes metamorfoseados em apresentadores de
TV.
Uma “liberdade” recente é o telefone celular. É o gostinho todo especial de ser
capaz de falar com qualquer pessoa, em qualquer momento, onde quer que se esteja.
Importante? Para algumas pessoas, é uma revolução no cotidiano e na profissão. Para
outras, é apenas o prazer de saber que a distância não mais cerceia a comunicação, por
boba que seja.
Há ainda uma última liberdade, mais nova, ainda elitizada: a internet e o correio
eletrônico. É um correio sem as peripécias e demoras do carteiro, instantâneo, sem
remorsos pelo tamanho da mensagem (que se dane o destinatário do nosso attachment
megabáitico) e que está a nosso dispor, onde quer que estejamos. E acoplado a ele vem
a web, com sua cacofonia de informações, excessivas e desencontradas, onde se compra
e vende, consomem-se filosofia e pornografia, arte e empulhação.
Causa certo desconforto intelectual ver substituídas por objetos de consumo as
discussões filosóficas sobre liberdade e o heroísmo dos atos que levaram à sua
preservação em múltiplos domínios da existência humana. Mas assim é a nossa
natureza, só nos preocupamos com o que não temos ou com o que está ameaçado. Se
há um consolo nisso, ele está no saber que a preeminência de nossas liberdades
consumistas marca a vitória de havermos conquistado as outras liberdades, mais vitais.
Mas, infelizmente, deleitar-se com a alienação do consumismo está fora do horizonte de
muitos. E, se o filósofo Joãosinho Trinta tem razão, não é por desdenhar os luxos, mas
por não poder desfrutá-los.
Cláudio de Moura Castro

24. O primeiro parágrafo do texto apresenta:


(A) uma série de perguntas que são respondidas no desenrolar do texto;
(B) uma estrutura que procura destacar os itens básicos do tema discutido no texto;
(C) um questionamento que pretende despertar o interesse do leitor pelas respostas;
(D) um conjunto de perguntas retóricas, ou seja, que não necessitam de respostas;
(E) umas questões que pretendem realçar o valor histórico de alguns heróis nacionais.

25. Nos itens abaixo, o emprego da conjunção OU (em maiúsculas) só tem nítido
valor alternativo em:
(A) “Quantos foram presos OU espancados pela liberdade de dizer o que pensam?”;
(B) “A segunda liberdade moderna é o transporte próprio, BMW OU bicicleta...”;
(C) “...de ver um programa imbecil ou um jogo, OU estar tão perto das notícias...”;
(D) “...só nos preocupamos com o que não temos OU com o que está ameaçado.”;
(E) “É estar próximo de reis, heróis, criminosos, superatletas OU cafajestes...”.

26. “Como conciliar a liberdade com a inevitável ação restritiva do Estado?”; nesse
segmento do texto, o articulista afirma que:
(A) o Estado age obrigatoriamente contra a liberdade;
(B) é impossível haver liberdade e governo ditatorial;
(C) ainda não se chegou a unir os cidadãos e o governo;
(D) cidadãos e governo devem trabalhar juntos pela liberdade;
(E) o Estado é o responsável pela liberdade da população.

27. “O primeiro templo da liberdade burguesa é o supermercado. Em que pesem as


angustiantes restrições do contracheque, são as prateleiras abundantemente
supridas que satisfazem a liberdade do consumo...”; o segmento sublinhado
corresponde semanticamente a:
(A) as despesas do supermercado são muito pesadas no orçamento doméstico;
(B) os salários não permitem que se compre tudo o que se deseja;
(C) as limitações de crédito impedem que se compre o necessário;
(D) a inflação prejudica o acesso da população aos bens de consumo;
(E) a satisfação de comprar só é permitida após o recebimento do salário.

28. “Não houve ideal comunista que resistisse às tentações do supermercado”.;


com esse segmento do texto o autor quer dizer que:
(A) todo ideal comunista se opõe aos ideais capitalistas;
(B) a ideologia comunista sofre pressões por parte dos consumidores;
(C) os supermercados socialistas são menos variados que os do mundo capitalista;
(D) o ideal comunista ainda resiste à procura desenfreada por bens de consumo;
(E) as tentações do supermercado abalaram as estruturas capitalistas.

29. “É a liberdade de escolher os canais (restritos em países totalitários),...”; o


segmento sublinhado significa que:
(A) nos países totalitários a censura impede o acesso à programação capitalista;
(B) o número de canais disponíveis é bem menor do que nos países não-totalitários;
(C) a televisão, nos países totalitários, é bem de que só poucos dispõem;
(D) nos países totalitários todos os canais são do sistema de TV a cabo;
(E) nos países totalitários, a TV não sofre censura governamental.

Texto IX (NCE-UERJ)

Leia atentamente o texto a seguir para responder às duas primeiras questões!


“Os principais da agricultura brasileira referem-se muito mais à diversidade dos
impactos causados pelo caráter truncado da modernização, do que à persistência de
segmentos que dela teriam ficado imunes. Se hoje existem milhões de estabelecimentos
agrícolas marginalizados, isso se deve muito mais à natureza do próprio processo de
modernização, do que à sua falta de abrangência”.
(Folha de S. Paulo, Editoral, fevereiro/2001)

30. Podemos afirmar, de acordo com o texto acima, que:


a) O processo de modernização deve tornar-se mais abrangente para implementar a
agricultura.
b) Os problemas da agricultura resultam do impacto causado pela modernização
progressiva do setor.
c) Os problemas da agricultura resultam da inadequação do processo de modernização
do setor.
d) Segmentos do setor agrícola recusam-se a adotar processos de modernização.
e) Os problemas da agricultura decorrem da não-modernização de estabelecimentos
agrícolas marginalizados.

31.No trecho “à persistência de segmentos que dela teriam ficado imunes”, a


expressão “teriam ficado” exprime:
a) Desejo de que esse fato não tenha ocorrido.
b) A certeza de que a imunidade à modernização é própria de estabelecimentos
agrícolas marginalizados.
c) A certeza de que esse fato realmente não ocorreu.
d) A hipótese de que esse fato tenha ocorrido.
e) A possibilidade de a imunidade à modernização ser decorrente de certos segmentos.

Texto X (Esaf)

Num de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade refere-se à rotina dos


“homens que voltam para casa”, que “levam o jornal embaixo do braço”, depois de mais
de um dia de trabalho. Sugere o poeta que esses homens cansados, depois do jantar, vão
ao jornal e “soletram o mundo, sabendo que o perdem”.
“Soletram o mundo”: é um belo modo que Drummond encontrou para expressar
seu ponto de vista. Num jornal, a vida não é a vida, é um conjunto de letras impressas,
que nos cabe apenas soletrar. Quem passa os olhos pelas noticias não vive os fatos,
apenas percorre as letras, as sílabas, as palavras em que os fatos se converteram. Daí se
entende porque o poeta concluiu: “sabendo que o perdem”. Sim, parece que a simples
leitura do jornal, longe de ser uma forma de participarmos do mundo, é um modo de
perdê-lo. Por quê? Porque, diante das noticias de jornal, somos meros contempladores da
vida, assistindo sentados à variedade do noticiário. Estar bem informado não é, ainda,
viver:
O poeta Carlos Drummond de Andrade, funcionário publico, homem tímido, de
hábitos metódicos e rotineiros, conhece de perto esse estado de pura observação das
coisas, forma de perder o mundo, não deixa de dar um belo recado para quem julga que
as informações sejam essenciais em si mesmas. De que valem elas, se não nos orientam
para algum tipo de ação? Embora informadíssimos, perdemos o mundo quando apenas
nos dispomos a soletrá-lo.
(Celso de Oliveira, inédito)
32. É correto afirmar que o autor do texto deu a seguinte interpretação ao verso
“soletram o mundo, sabendo que o perdem”, de Carlos Drummond de Andrade
a) Quem se fixa nas notícias de jornal sabe que esse pode ser um modo de afastar do
mundo, em vez de participar dele.
b) As notícias do mundo, para serem de fato compreendidas, não podem ser lidas
apressadamente.
c) Os homens que lêem jornal metodicamente acreditam que esse é um modo ativo de
participar do que ocorre no mundo.
d) Quando desabituados à leitura, os homens soletram o mundo, não podendo por isso
compreender bem as noticias de um jornal.
e) Os fatos noticiados num jornal só se tornam relevantes se forem analisados em seus
mínimos elementos.

33. Considere as seguintes afirmações.


I- As informações dadas sobre o poeta Carlos Drummond de Andrade, no terceiro
parágrafo, aproximam-nos dos “homens que voltam para casa”, de que fala em um de
seus poemas.
II- O autor do texto afirma que as informações sobre os fatos essenciais não costumam
ser publicadas.
III- A expressão “meros contempladores de vida” caracteriza a quem apenas “percorre
as letras, as sílabas, as palavras em que os fatos se converteram”.

Está correto somente o que vem afirmando em


a) I. c) I e II. e) II e III
b) II d) I e III.

34. Indique a afirmação correta, considerando o sentido do conjunto do texto.


a) A expressão “hábitos metódicos” seria contraditória, se utilizada para caracterizar a
rotina dos “homens que voltam para casa” e “vão ao jornal”.
b) A expressão “longe de ser”, utilizada no segundo parágrafo, poderia ser substituída por
“não deixa de ser”, sem prejuízo para o que afirma o autor.
c) As expressões “metódico” e “rotineiro” caracterizam uma pessoa volúvel em seus atos.
d) A frase “Estar bem informado não é, ainda, viver” afirma o contrário do que diz o ultimo
período do texto.
e) O “belo recado” a que se refere o autor, no ultimo parágrafo, tem como destinatário
todo aquele que acha que o essencial é estar bem informado.

35. Quanto à função sintática, e dentro do terceiro parágrafo:


a) “funcionário público” e “homem tímido” têm classificações diferentes.
b) O termo “esse estado” é sujeito de “conhece”.
c) O termo ,“informadíssimos” refere-se ao sujeito de “perdemos”.
d) As formas verbais “deixa” e “julga” tem o mesmo sujeito.
e) As formas verbais “valem” e “orientam” têm distintos sujeitos.

36. A frase em que o termo destacado tem a função de complemento verbal é:


a) somos meros contempladores da vida.
b) Soletrar notícias não é o mesmo que participar dos fatos.
c) O poeta conhece de perto esse estado da pura observação das coisas.
d) As informações não são essenciais em si mesmas.
e) Assistimos sentados à variedade do noticiário.
37. No período “Embora informadíssimos, perdemos o mundo quando apenas nos
dispomos a soletrá-lo”, a oração em destaque conservará o mesmo sentido e o
mesmo valor sintático se substituirmos embora pela expressão:
a) desde que estejamos.
b) Porque estamos.
c) Uma vez que estejamos.
d) Mesmo estando.
e) Já que estamos.

Texto XI (Esaf)

“Desde os seus primeiros dias, o ano de 1919 trouxe uma inusitada excitação às
ruas de São Paulo. Era alguma coisa além da turbulência instintiva, que o calor um tanto
tardio do verão quase tropical da cidade naturalmente incitava nos seus habitantes. De tal
modo esse novo estado de disposição coletiva era sensível, que os paulistanos em geral,
surpresos consigo mesmos, e os seus porta-vozes informais em particular, os cronistas,
se puseram a especular sobre ele”.
(Autor desconhecido)

38. Considere as seguintes afirmativas sobre o uso de artigos no texto.


I- Se suprimíssemos o primeiro artigo “os” do texto, isso não acarretaria qualquer erro, já
que a ocorrência de artigo antes de possessivo não é obrigatória na língua
portuguesa.
II- Se substituíssemos o artigo “uma”, no primeiro período, por “a”, isso não acarretaria
qualquer alteração de significado, porque ambos desempenham a mesma função
semântica e são do mesmo gênero gramatical.
III- Se suprimíssemos o artigo “um”, no segundo período, isso não acarretaria qualquer
erro, porque no contexto pode-se usar igualmente “um tanto” e “tanto”.

Podemos afirmar que estão corretas:


a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas III.
d) apenas I e III.
e) todas estão corretas.

39.Assinale a opção que apresenta sinônimos convenientes para as palavras


“inusitada”, “turbulência” e “sensível” sem alterar significativamente os
respectivos sentidos.
a) Estranha, ventania, perceptível;
b) Exagerada, perturbação, suscetível;
c) Estranha, perturbação, suscetível;
d) Exagerada, ventania, perceptível.
e) Estranha, perturbação, perceptível.

40. O trecho “De tal modo... sensível”, no último período pode ser reescrito de
várias maneiras. Assinale aquela em que há alteração do significado original.
a) Era de tal modo sensível esse novo estado de disposição coletiva.
b) De tal modo era sensível esse novo estado de disposição coletiva.
c) Esse novo estado de disposição coletiva era de tal modo sensível.
d) Esse novo estado de disposição coletiva de tal modo era sensível.
e) De tal modo sensível esse novo estado era de disposição coletiva.

41. Assinale a opção correta sobre a razão do uso das duas últimas vírgulas do
texto acima.
a) Marcam a separação de adjunto adverbial deslocado.
b) Marcam a separação de itens de uma série.
c) Marcam um vocativo.
d) Marcam um aposto.
e) Marcam um sujeito deslocado.

Texto XII (CESPE)

As marcas do bem

Nos anos 30, Charles Chaplin empenhava toda a sua criatividade na


produção de filmes como Tempos Modernos. Na obra, que se passa durante a
Depressão Econômica, o genial Carlitos torna-se operário de uma grande indústria e vira
líder grevista por acaso. O filme é uma crítica à industrialização desenfreada, às relações
desumanas nas linhas da produção e ao descaso com os deserdados em geral,
especialmente os operários.
A engraçada – nem por isso pouco ácida – crítica de Carlitos já não cabe a
um grupo de empresas que, nos anos mais recentes, introduziram nos seus planos
estratégicos e a preocupação com a responsabilidade social. Essa nova postura
pressupõe o resgate de valores, como o humanitarismo e a solidariedade, além de
adoção de princípios éticos na sua relação com empregados, clientes, fornecedores,
comunidade e meio ambiente. São empresas que abandonaram a posição acomodada de
doar um chefe, periodicamente, a instituições em apuros. Essa postura foi substituída por
outra, “na qual o aprendizado coletivo é um dos itens mais importantes”, na definição de
Guilherme Leal, presidente do conselho consultivo do Instituto Ethos, entidade fundada
recentemente para aglutinar empresários que compartilham idéias parecidas, quando o
assunto é responsabilidade social.
Nessa nova concepção de apoio, o dinheiro quase nunca chega sozinho às
entidades sociais. Junto com ele, os empresários transferem o aprendizado que
acumulam ao longo dos anos no próprio gerenciamento de seus negócios. “Queremos
fortalecer as entidades que apoiamos”, diz Antônio Meireles, diretor-presidente de uma
das empresas associadas ao Instituto Ethos. Há, pelo menos, duas conseqüências dessa
postura, que está muito distante do “paternalismo” e da caridade descompromissada.
Uma delas é o surgimento de instituições bem gerenciadas e que, por isso mesmo têm
mais condições de captar recursos na sociedade. Par destacá-las já existe até um prêmio,
o “Bem Eficiente”.
O apoio a projetos que nascem na própria comunidade é propriedade das
empresas socialmente solidárias. Um dos exemplos é o programa Crer para Ver. Mantido
pela Fundação Abrinq Pelos Direitos da Criança, financiou, em 1998, projetos em 1.103
escolas públicas, localizadas em 16 estados, atendendo a 154.000 crianças. Todas as
idéias vieram da comunidade e foram submetidas a análise de um comitê técnico. O
dinheiro para manter o programa foi captado com a venda de cartões de Natal.
As experiências vividas no trabalho comunitário enriquecem também o dia-
a-dia dentro das empresas. Essa troca é possível porque algumas corporações liberam
empregados para ir a campo e fazer trabalho social.
Os motivos que levam as empresas adotarem posturas solidárias não são
necessariamente humanitários, mas é inegável que seus projetos aglutinam pessoas
dispostas a doar parte de seu tempo e experiência a quem nasce com a sina de perdedor
em uma cidade cada vez mais excludente. O consumidor está atento e prefere as marcas
de quem faz o bem. No Brasil, ainda não existem dados sobre isso, mas, nos Estados
Unidos, pesquisa mostram que mais de 60% das pessoas optam por artigos de
fabricantes “politicamente corretos”. Os benefícios à imagem são inegáveis. O diferencial
competitivo também. Do lado dos colaboradores, há mais envolvimento.
(Ícaro Brasil, nº 172, dezembro / 98 – com adaptações.)

42. Com referência à tipologia textual, o texto:


a) é fundamentalmente argumentativo; o redator posiciona-se favoravelmente ao
comprometimento de empresas com os problemas sociais, pelo resgate de valores
humanitários e solidários;
b) é essencialmente a descrição do programa Crê para Ver, pois quantifica as metas
alcançadas ao longo de um ano de atividades;
c) compara, narrando a história do tratamento dado à questão social nas últimas seis
décadas, os resultados de pesquisas acerca do assunto no Brasil e nos Estados Unidos
da América;
d) é principalmente dissertativo porque desenvolve o assunto das relações desumanas na
sociedade industrial contemporânea, exemplificando com iniciativas no sentido da solução
desse problema;
e) é uma propaganda do Instituto Ethos, pois visa estimular os empresários a adquirirem
seus produtos incentivando o consumo.

43. De acordo com as idéias do texto, assinale a opção correta.


a) Charles Chaplin com “filmes como Tempos Modernos” criticava as causas da
Depressão Econômica: a industrialização desenfreada, as relações de trabalho
desumanas e o descaso com os empregados.
b) Atualmente, não há mais espaço para a crítica de Carlitos, pois as empresas
“introduziram nos seus planos estratégicos a preocupação com a responsabilidade
social”.
c) O “dinheiro quase nunca chega sozinho às entidades sociais”: em geral, os próprios
empresários o levam.
d) O programa Crer para Ver, por ter sido criado por empresas, não constitui um exemplo
de “experiências vividas no trabalho comunitário”.
e) Embora as razões das empresas não tenham sempre caráter humanitário, a postura
empresarial solidária por elas adotada leva o consumidor a optar por produtos ligados a
esse tipo de ação.

44. Segundo o texto, são politicamente corretas:


a) todas as experiências vividas no trabalho comunitário, iniciando com Carlitos, na
década de 30;
b) todas as razões que levam as empresas adotarem postura solidária;
c) as ações de empresas preocupadas com a responsabilidade social que, fugindo da
postura paternalista, propõem o humanitarismo e a solidariedade;
d) as trocas que algumas corporações fazem com os empregados, liberando-os da carga
horária contratual para a prestação de serviços de assistência social;
e) somente as iniciativas que visam ao bem-estar da empresa e também dos empregados
e de seus familiares.

45. No texto, não se estabelece nenhuma relação entre:


a) trabalho e alienação;
b) capital e educação;
c) industrialização e desumanização;
d) economia e ética;
e) empresariado e responsabilidade social.

46. Não serão respeitadas as idéias do texto I caso se substitua:


a) “empenhava” por aplicava;
b) “desenfreada” por descomedida;
c) “descompromissada” por descomprometida;
d) “análise” por apreciação;
e) “liberam” por concedem.

47. Assinale a opção correta quanto à regência e ao emprego do sinal indicativo da


crase:
a) O filme de Carlitos traça a crítica à um processo de industrialização desenfreado.
b) O texto manifesta-se contrário às relações desumanas nas linhas de produção e à
indiferença para com as camadas deserdadas, na sociedade em geral.
c) A crítica de Carlitos não se sustenta frente a mais de uma dezena de empresa que, às
vezes, introduzem para os seus planos estratégias visando a minimização dos problemas
atinentes as conjunturas sociais.
d) A contribuição pecuniária quase nunca chega sozinha àquelas entidades sociais
favorecidas; junto com ela, as empresas transferem na aprendizagem acumulada no
longo dos anos.
e) O apoio à iniciativas pertinentes a própria comunidade é prioridade junto as entidades
socialmente solidárias.

Texto XIII – (Esaf)

Os velhos das cidadezinhas do interior parecem muito mais plenamente velhos


que os das metrópoles. Não se trata da idade real de uns e outros, que pode até ser a
mesma, mas dos tempos distintos que eles parecem habitar. Na agitação dos grandes
centros, até mesmo a velhice parece ainda estar integrada na correria; os velhos guardam
alguma ansiedade no olhar, nos modos, na lentidão aflita de quem se sente fora do
compasso. Na calmaria das cidades pequeninas, é como se a velhice de cada um
reafirmasse a que vem das montanhas e dos horizontes, velhice quase eterna, pousada
no tempo.
Vejam-se as roupas dos velhinhos interioranos: aquele chapéu de feltro
manchado, aquelas largas calças de brim cáqui, incontavelmente lavadas, aquele puído
dos punhos de camisas já sem cor – tudo combina admiravelmente com a enorme
jaqueira do quintal, com a generosa figueira da praça, com as teias no campanário da
igreja. E os hábitos? Pica-se o fumo de corda, lentamente, com um canivete herdado do
século passado, enquanto a conversa mole se desenrola sem pressa e sem destino.
Na cidade grande, há um quadro que se repete mil vezes ao dia, e que talvez já
diga tudo: o velhinho, no cruzamento perigoso, decide-se, enfim, a atravessar a avenida,
e o faz com aflição, um braço estendido em sinal de pare aos motoristas apressados,
enquanto amiúda o que pode o próprio passo. Parece suplicar ao tempo que diminua seu
ritmo, que lhe dê a oportunidade de contemplar mais demoradamente os ponteiros
invisíveis dos dias passados, e de sondar com calma, nas nuvens mais altas, o sentido de
sua própria história.
Há, pois, velhices e velhices - até que chegue o dia em que ninguém mais tenha
tempo para de fato envelhecer.
Celso de Oliveira.

48. A frase "Os velhos das cidadezinhas do interior parecem muito mais plenamente
velhos que os das metrópoles" constitui uma:
a) impressão que o autor sustenta ao longo do texto, por meio de comparações.
b) impressão passageira, que o autor relativiza ao longo do texto.
c) falsa hipótese, que a argumentação do autor demolirá.
d) previsão feita pelo autor, a partir de observações feitas nas grandes e nas pequenas
cidades.
e) opinião do autor, para quem a velhice é mais opressiva nas cidadezinhas que nas
metrópoles.

49. Indique a afirmação INCORRETA em relação ao texto:


a) roupas, canivetes, árvores e campanário são aqui utilizados como marcas da velhice.
b) autor julga que, nas cidadezinhas interioranas, a vida é bem mais longa que nos
grandes centros.
c) Hábitos como o de picar fumo de corda denotam relações com o tempo que já não
existem nas metrópoles.
d) que um velhinho da cidade grande parece suplicar é que lhe seja concedido um ritmo
de vida compatível com sua idade.
e) autor sugere que, nas cidadezinhas interioranas, a velhice parece harmonizar-se com
a própria natureza.

50. O sentido do último parágrafo do texto deve ser assim entendido:


a) Do jeito que as coisas estão, os velhos parecem não ter qualquer importância.
b) Tudo leva a crer que os velhos serão cada vez mais escassos, dado o atropelo da
vida moderna.
c) prestígio do que é novo é tão grande que já ninguém repara na existência dos velhos.
d) A velhice nas cidadezinhas do interior é tão harmoniosa que um dia ninguém mais
sentirá o próprio envelhecimento.
e) No ritmo em que as coisas vão, a própria velhice talvez não venha a ter tempo para
tomar consciência de si mesma.

51. Indique a alternativa em que se traduz corretamente o sentido de uma expressão


do texto, considerado o contexto.
a) "parecem muito mais plenamente velhos" = dão a impressão de se ressentirem mais
dos males da velhice.
b) "guardam alguma ansiedade no olhar" = seus olhos revelam poucas expectativas.
c) "fora do compasso" = num distinto andamento.
d) "a conversa mole se desenrola" = a explanação é detalhada.
e) "amiúda o que pode o próprio passo" = deve desacelerar suas passadas.

Texto XIV – (Cespe)

O anônimo

Tão logo o carteiro entregou a correspondência, Eduardo foi em busca daquilo que
a experiência já lhe ensinara. Certamente estaria ali: a carta anônima. De fato, não tardou
a encontrar o envelope, àquela altura familiar: o seu nome e endereço escritos em neutra
letra de imprensa, e nenhuma indicação de remetente (alguns missivistas anônimos usam
pseudônimo. Aquele não fazia concessões: nada fornecia que pudesse alimentar
especulações com respeito à identidade).
Com dedos um pouco trêmulos – a previsibilidade nem sempre é o antídoto da
emoção – Eduardo abriu o envelope. Continha, como sempre, uma única folha de papel
ofício manuscrita em letra de imprensa. Como de hábito, começava afirmando: “Descobri
teu segredo”. Nova linha, parágrafo, e aí vinha a acusação.
No presente caso: desonestidade. “Todos acham que você é um homem sério,
correto”, dizia a carta, “mas nós dois sabemos que você não passa de um refinado patife.
Você está roubando seu sócio, Eduardo. Há muito tempo. Você vem desviando dinheiro
da firma para a sua própria conta bancária. Você disfarça o rombo com supostos
prejuízos nos negócios. Seu sócio, que é um homem bom, acredita em você. Mas a mim,
você não engana, Eduardo. Eu sei de tudo que você está fazendo. Conheço suas
trapaças tão bem como você”.
Eduardo não pôde deixar de sorrir. Boa tentativa aquela, do missivista anônimo.
Desonestidade na firma, isto não é tão incomum. Com um sócio tão crédulo como era o
Ênio, Eduardo de fato não teria qualquer dificuldade em subtrair dinheiro da empresa.
Só que ele não estava fazendo isso. Em termos de negócios, era
escrupulosamente honesto. Mais que isto, muitas vezes repassara dinheiro para a conta
de Ênio – um trapalhão em matéria de finanças – sem que este soubesse. Honesto – e
generoso. Contudo, como certos caçadores tão pertinazes quanto incompetentes, o autor
da carta anônima atirara no que vira e acertara no que não vira.
Eduardo enganava Ênio, sim. Mas não na firma. Há meses – em realidade, desde
que aquela história das cartas anônimas começara – tinha um caso com a mulher do
sócio, Vera: grande mulher. Claro, não poderia garantir que não sentia um certo prazer
em passar para trás o amigo que sempre fora mais brilhante e mais bem sucedido do que
ele, mas, de qualquer forma, isto nada tinha a ver com a empresa. Desonestidade nos
negócios? Não. Tente outra, missivista. Quem sabe na próxima você acerta. Tente. Tente
já.
Sentou à mesa, tomou uma folha de papel ofício e escreveu, numa bela, mas
inconspícua letra de imprensa: “Descobri teu segredo”.
Moacyr Scliar.

Para a leitura compreensiva se efetivar, um dos passos essenciais é o


entendimento do vocabulário utilizado. Julgue os itens a seguir como Verdadeiro
ou Falso, considerando o sentido das palavras do texto.

52. O vocábulo “concessões” (primeiro parágrafo) está utilizado denotativamente, com o


sentido de privilégios; da mesma forma, “especulações” (primeiro parágrafo) traz o
sentido de negociações.
53. Contextualmente, “antídoto” (segundo parágrafo) significa droga, veneno.
54. As palavras “desonestidade” (terceiro parágrafo) e “pertinazes” (quinto parágrafo)
estão empregadas como antônimos de probidade e de volúveis, respectivamente.
55. O termo “crédulo” (quarto parágrafo) apresenta conotações de religiosidade,
significando crente, devoto.
56. A palavra “inconspícua” (último parágrafo) tem o significado de ilegível, indecifrável.
57. Infere-se do texto que o remetente era o próprio destinatário das cartas.
58. O título “O Anônimo” é, frente ao conteúdo do texto, um emprego irônico dessa
palavra.
59. O narrador faz suposições acerca da identidade do remetente, ao registrar, como
texto da carta, a seguinte idéia: “nós dois sabemos que você não passa de um refinado
patife” (terceiro parágrafo).
60. Infere-se do texto que são comuns casos de desonestidade profissional, mas tal
acusação não pode ser aplicada a Eduardo.
61. No sexto parágrafo, depreende-se do texto que Eduardo sentia um complexo de
inferioridade profissional frente a Ênio.
62. A história acerca das cartas anônimas, conforme contada pelo autor, apresentando-se
na forma de uma narrativa curta, densa, pode exemplificar o que é conhecido por crônica.
63. O trecho entre aspas situado no terceiro parágrafo possui várias marcas de oralidade:
registros típicos da língua falada, transpostos para a língua escrita.
64. O texto apresenta algumas expressões típicas da linguagem vulgar, como, entre
outras, “patife”, “trapaças”, “trapalhão”.
65. Os trechos registrados entre aspas no texto estão dispostos na forma de discurso
indireto.
66. As passagens descritivas são predominantes nos quatro últimos parágrafos.
67. Em “Eduardo foi em busca daquilo” (primeiro parágrafo), o termo destacado refere-se
ao que “a experiência já lhe ensinara” (primeiro parágrafo).
68. Embora o texto seja narrativo como um todo, predomina a descrição.
69. O uso de frases curtas ao lado das frases de maior extensão, principalmente no sexto
parágrafo, é um recurso estilístico ligado ao ritmo da prosa, utilizado para dar densidade
ao texto, prendendo o interesse do leitor.
70. Ao destacar a figura feminina com “Vera: grande mulher” (sexto parágrafo), o narrador
dá duas informações, simultaneamente: que ela era valorosa e também robusta.
71. Com a passagem “Desonestidade nos negócios? Não” (sexto parágrafo), o autor usa
de um recurso estilístico denominado apóstrofe.

Texto XV – (Cespe)

Em qualquer acampamento ou ocupação de sem-terra que se visite, uma


constatação é inevitável: grande parte dessas pessoas que vivem embaixo de lonas
pretas nas estradas e fazendas saiu das franjas sujas e maltrapilhas das grandes cidades.
Expulsos do campo por um processo cruel de concentração de terras, milhões de
trabalhadores rurais buscaram redenção sob o gás néon (o termo, de origem grega,
significa novo) das metrópoles. Queimaram asas feito mariposas. Caíram numa espécie
de vácuo social – a favela intransponível.
Sem emprego, sem saúde, sem teto, sem instrução, esse povo desgraçado pelo
descaso das autoridades descobriu no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra
(MST) o que alguns buscam em entidades e organizações como as novas seitas e igrejas:
esperança. Mais pragmaticamente, trabalho, comida, teto e, se sobrar, educação e saúde.
Correio Braziliense (com adaptações).

Em relação ao emprego dos elementos no texto, julgue os itens a seguir.

72. A palavra “franjas”, no primeiro parágrafo, está empregada em sentido figurado e


significa periferia, ou seja, a região mais afastada do centro urbano, em geral carente
em infra-estrutura e serviços urbanos, e que abriga os setores de baixa renda da
população.
73. A palavra “redenção”, no segundo parágrafo, significa salvação eterna, perdão, fé.
74. As palavras “vácuo” e “saúde”, que aparecem no texto, são acentuadas com base na
mesma regra ortográfica.
75. A expressão “Queimaram asas feito mariposas”, no segundo parágrafo, constitui uma
metáfora do insucesso, do fracasso, da melancolia, da nostalgia, da saudade.
76. O vocábulo “teto” está empregado metonimicamente, significando casa, moradia,
habitação.
77. A repetição intencional da preposição sem, no início do terceiro parágrafo, constitui
um recurso estilístico de ênfase.
78. A expressão “Mais pragmaticamente”, no terceiro parágrafo, significa mais
objetivamente, mais concretamente, de forma mais direcionada para a ação prática.

Texto XVI (Cespe)

É comum e procedente o comentário de que a justiça e o povo estão separados


por um grande abismo, o que torna praticamente impossível ao cidadão leigo, mesmo
aquele com grau de instrução superior à média do País, compreender os assuntos
inerentes ao Judiciário.
Uma das razões que contribuem para esse triste distanciamento – que se
confunde com seus próprios efeitos e, por isso, engendra um círculo vicioso reside na
falta de cultura jurídica do povo brasileiro. Falta de cultura jurídica não no sentido de que
as pessoas leigas não têm o desejável tirocínio para entender os meandros, o tecnicismo
e os termos próprios do Direito, o que realmente não têm. Refiro-me ao fato de que o
brasileiro não tem o costume de interessar-se por assuntos relativos à função judiciária do
Estado.
Rogério Schietti Machado Cruz. Direito e Justiça, in Correio Braziliense.

Com relação às idéias do texto, julgue os itens abaixo.

79. Mesmo os cidadãos com formação específica em Direito têm dificuldade de


compreender os assuntos relativos ao judiciário.
80. A falta de cultura jurídica do povo brasileiro é razão, e também efeito, do
distanciamento entre a justiça e o cidadão.
81. Os leigos não têm experiência prática suficiente para entender os procedimentos, o
tecnicismo e os termos próprios dos trâmites judiciários.
82. É lamentável que o brasileiro não desenvolva o costume de se interessar pelos
assuntos referentes à função judiciária do Estado.
83. O judiciário cria, voluntariamente, um círculo vicioso entre as pessoas leigas e os
meandros do tecnicismo.
84. “procedentes” (primeiro parágrafo) significa freqüente, antigo.
85. “leigo” (primeiro parágrafo) significa alheio a um assunto, desconhecedor.
86. “inerentes (primeiro parágrafo) significa prioritários, especializados.
87. “engendra” (segundo parágrafo) significa gera, produz.
88. “tirocínio” (segundo parágrafo) significa vaticínio, tiromancia.

Texto XVII (Cespe)

Os estados e a União não têm recursos para coisa nenhuma. Hoje em dia, com
essa preocupação neoliberal de Estado mínimo, de redução das atividades públicas, de
sucateamento da máquina pública, eu faço uma pergunta: se todas as atividades
ficassem com a iniciativa privada e o Estado fosse reduzido a uma única atividade, qual
seria essa atividade? A justiça, administrar a Justiça. E isso pressupõe segurança. Se o
Estado abdicar de uma dessas funções, ele simplesmente deixa de ser Estado. A palavra
Estado existe desde Maquiavel e significa uma nação com um governo institucionalizado
e dotada de estabilidade. Estado e estabilidade têm a mesma raiz. Um Estado que deixa
de ter estabilidade deixa ser Estado. E um Estado que deixa de ter segurança pública
deixa de ter estabilidade.
Flávio Bierenbach. Folha de São Paulo.

Quanto às idéias do texto, julgue os itens.

89. Os recursos dos estados são inversamente proporcionais aos recursos da União.
90. Pode-se inferir que a “redução das atividades públicas” é decorrência de uma
preocupação neoliberal de Estado mínimo.
91. Quanto mais antigo o Estado, mais atividades são deixadas à iniciativa privada.
92. Nação com governo institucionalizado + estabilidade = Estado.
93. Se há estabilidade, há segurança pública; se há Estado, há segurança pública e
estabilidade.
94. No primeiro período, o uso do acento gráfico na forma verbal “têm” indica que, no
texto, o verbo está concordando com o sujeito simples “União”.
95. Respeita-se a idéia de negação e a correção gramatical ao se substituir “nenhuma”
por “alguma” no primeiro período.
96. Para respeitar as regras de pontuação, se, no lugar da expressão “uma pergunta”, for
usada a expressão “a seguinte pergunta”, então uma vírgula deve ser usada no lugar dos
dois-pontos.
97. Pelo sentido textual, a forma verbal subentendida no início da oração “A justiça,
administrar a justiça” é “seria”.
98. O pronome “isso” em “E isso pressupõe segurança” tem a função textual de retomar e
resumir as idéias expressas pela pergunta anterior.

Texto XVIII (Cespe)

Ética e moral

Que é ética? Que é moral? São a mesma coisa ou há distinções a serem feitas?
Há muita confusão acerca disso.
Tentemos um esclarecimento. Na linguagem comum e mesmo culta, ética e moral
são sinônimos. Assim, dizemos “aqui há um problema ético” ou “um problema moral”.
Com isso emitimos um juízo de valor sobre alguma prática pessoal ou social, se boa, se
má, se duvidosa.
Mas, aprofundando a questão, percebemos que ética e moral não são sinônimos.
A “ética” é parte da filosofia. Considera concepções de fundo, princípios e valores que
orientam pessoas e sociedades. Uma pessoa é ética quando se orienta por princípios e
convicções. Dizemos, então, que tem caráter e boa índole. A “moral” é parte da vida
concreta. Trata da pratica real das pessoas que se expressam por costumes, hábitos e
valores aceitos. Uma pessoa é moral quando age em conformidade com valores e
costumes que podem ser eventualmente, questionados pela ética. Uma pessoa pode ser
moral (segue costumes) mas não necessariamente ética (obedece a princípios).
Embora úteis, essas definições são abstratas, porque não mostram o processo
como a ética e a moral, efetivamente, surgem.
Leonardo Boff. In: O.popular, 4/7/2003, p.8 (com adaptações).

A respeito das idéias e da estrutura do texto, julgue os itens a seguir.


99. Ao compreender o título e constatar, no inicio da exposição, uma série de
interrogações, de cunho filosófico, o leitor depreende que está perante uma estrutura
textual expositiva, ou argumentativa.
100. A substituição de “acerca disso” (primeiro parágrafo) pela expressão sobre disso
não altera o sentido nem a sintaxe do texto.
101. A partir do segundo parágrafo, o autor passa a responder às questões apresentadas
no parágrafo inicial.
102. Segundo o texto, as duas palavras que compõem o titulo são sinônimos perfeitos,
tanto na língua culta quanto na coloquial.
103. Ao empregar a forma verbal “dizemos” (segundo parágrafo), o autor está se referindo
à população em geral, indiscriminadamente, e não apenas às pessoas cultas.
104. Infere-se do texto que o leitor deve desconfiar de quem se utiliza da linguagem
comum para expressar um juízo de valor, tanto bom, quanto mau.
105. Ao iniciar o terceiro parágrafo com a conjunção “Mas”, o autor passa a explorar o
assunto sob outro enfoque, oposto ao que estava sendo apresentado antes.
106. Todas as pessoas que tem “caráter e boa índole” (terceiro parágrafo) norteiam suas
condutas por princípios sólidos e convicções inabaláveis.
107. A distinção sutil entre ética e moral interessa apenas àqueles que têm por função
social orientar a “prática real das pessoas” (terceiro parágrafo).
108. No último parágrafo, pelo emprego do pronome demonstrativo “essas”, depreende-se
que o substantivo “definições” refere-se às palavras que, ao longo do texto, são postadas
em confronto: ética e moral.

Texto XIX (Cespe)

Para entender as distinções entre ética e moral, os gregos partiam da experiência,


sempre válida, do sentido de “morada”: a morada entendida, essencialmente, como o
conjunto de relações entre o meio físico e as pessoas. Chamam a morada de ethos (em
grego, com o e longo). Para que a morada seja morada, precisa-se organizar espaço
físico – quartos, sala, cozinha – e o espaço humano – relações dos moradores entre si e
com seus vizinhos – segundo critérios, valores e princípios para que tudo flua e esteja a
contento. Isso confere caráter à casa e às pessoas. Ao que os gregos chamam de ethos,
nós diríamos ética e caráter ético das pessoas.
Na morada, os moradores têm costumes, maneiras de organizar as refeições, os
encontros, estilos de relacionamento, tensos e competitivos ou harmoniosos e
cooperativos. A isso os gregos chamavam também de ethos (com o e curto); nós
diríamos moral e postura moral e de uma pessoa.
Ocorre que esses costumes (moral) formam o caráter (ética) das pessoas.
Winnicot, prolongando os trabalhos de Freud, estudou a importância das relações
familiares para estabelecer o caráter das pessoas. Elas serão éticas (terão princípios e
valores) se tiverem tido uma boa moral (relações harmoniosas e inclusivas) em casa.
Os medievais não tinham as sutilezas dos gregos. Usavam a palavra “moral” tanto
para os costumes quanto para o caráter. Distinguiam a moral teórica que estuda os
princípios e as atitudes que iluminam as práticas, e a moral pratica que analisa os atos à
luz das atitudes e estuda a aplicação dos princípios à vida.
Idem, ibidem (com adaptações)

Considerando a construção morfossintática, semântica e discursiva do texto, julgue os


itens a seguir.

109. O trecho “Para entender as distinções entre ética e moral” (primeiro parágrafo)
equivale, semanticamente, a Para se entenderem as distinções entre ética e moral.
110. Está sintaticamente correta e reescritura de “Isso confere caráter à casa e às
pessoas” (primeiro parágrafo) como Isso confere caráter para a casa e para os seus
ocupantes.
111. A substituição da parte sublinhada em “têm costumes” (segundo parágrafo) pelo
pronome oblíquo correspondente está correta em tê-los.
112. As observações “com o e longo” e “com o e curto” revelam que, em grego, as
alterações de pronúncia produziam mudanças de sentido nas palavras.
113. As palavras “caráter” e “éticas” recebem acento agudo porque são proparoxítonas.
114. Depreende-se do texto que Freud foi contemporâneo a Winnicot nos estudos sobre a
importância da família e seu sucessor na configuração do caráter das pessoas.
115. Depreende-se das relações sintáticas e semânticas do período “Elas serão (...) em
casa” (terceiro parágrafo) que as pessoas com princípios e valores só serão éticas caso
tenham vivido relações harmoniosas e inclusivas,e m família.
116. Ao registrar que “Os medievais não tinham as sutilezas dos gregos” (último
parágrafo), o texto informa que os povos românicos, no período medieval, não eram sutis.
117. A pontuação da seguinte reescritura do ultimo período do texto está correta, pois não
altera o sentido original:
Os medievais faziam distinção entre a moral teórica (que estuda os princípios e as
atitudes que iluminam as práticas) e a moral prática que analisa os atos à luz das
atitudes e estuda a aplicação dos princípios à vida.

Texto XX (Cespe)

Quais a ética e a moral vigentes hoje? A capitalista. Sua ética diz: bom é o que
permite acumular mais com menos investimento e em menos tempo possível, pagar
menos salários e impostos e explorar mais natureza. Imaginemos como seria uma casa e
uma sociedade que tivessem tais costumes (moral) e produzissem caracteres (éticos)
assim conflitivos. Seriam ainda humanas e benfazejas à vida? Eis a razão da grave crise
atual.
Idem, ibidem(com adaptações).

Considerando os três anteriores, julgue as idéias e a correção gramatical dos itens


que se seguem.

118. A autoria, a fonte e o tema dos textos XVIIII e XIXI são os mesmos do texto XX; isso,
no entanto, não é suficiente para assegurar que são fragmentos de um mesmo todo
textual.
119. O texto XX, perante os dois textos anteriores, circunscreve espacialmente o tema
tratado: o contexto brasileiro, desde a Revolução Industrial.
120. No início do texto XX, “Sua” refere-se, respectivamente, à ética capitalista e à moral
capitalista hodiernas.
121. No texto XX, após as formas verbais “diz” e “reza” os dois-pontos estão empregados
porque houve a supressão do pronome relativo que.
122. No texto XXI, o emprego do adjetivo “confilitivos e a pergunta retórica “seriam ainda
humanas e benfazejas à vida?”, que enseja a resposta Não, evidenciam a postura
antiética e amoral que perpassa o texto.
123. Segundo o autor, tanto a ética quanto a moral capitalistas são causas negativas do
contexto da modernidade: a “grave crise atual”.

Coerência e coesão
1- Assinale a opção que preenche, de forma coesa e coerente, as lacunas do texto
abaixo.
O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de
mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder
regulador do Estado. _________________ a estonteante rapidez e abrangência
_________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, em
todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.
(Adaptado de texto da Revista do TCU, nº82)

a) Não obstante – com que


b) Portanto – de que
c) De maneira que – a que
d) Porquanto – ao que
e) Quando – de que

2- Marque a seqüência que completa corretamente as lacunas para que o trecho a


seguir seja coerente.
A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma
de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A
validade dessa linguagem não precisa ser questionada, ________ o sistema funciona na
base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados.
(Barbara Freytag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, pág. 61, com adaptações)

a) em que – posto que


b) onde – em que
c) cuja – já que
d) na qual – todavia
e) já que - porque

3. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá seqüência com coerência e


coesão.

Em nossos dias, a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade


industrial e pós-industrial. Ela procura novos caminhos para os cidadãos e as
organizações, encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas
no quadro referencial de valores. A dignidade do indivíduo passa a aferir-se pela relação
deste com seus semelhantes, muito em especial com as organizações de que participa e
com a própria sociedade em que está inserido.
(José de Ávila Aguiar Coimbra – Fronteiras da Ética, São Paulo, Editora SENAC, 2002).

a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a esse


pensamento religioso predominante.
b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, pois
vários pensadores partem de conceitos diferentes.
c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada
estejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções.
d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações
caminham para fora dos grandes contextos reais, das realidades e suas respectivas
soluções.
e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produz
mais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais se
pressupõe acerto e segurança.

4- Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as
duas partes do texto.

O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de


Serviços, alimentada pelo conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se
configuram como peças-chave na economia e na sociedade do século XXI.
_____________,no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à
sua densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar
serviços, informações, conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as
condições necessárias para inovar, criar, inventar.
(Aspásia Camargo, “Um novo paradigma de desenvolvimento”)

a) Diante dessas considerações,


b) É necessário considerar a idéia oposta de que,
c) Partindo-se dessas premissas,
d) Tendo como pressupostos essas afirmações,
e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que,

5- Assinale a opção que não representa uma continuação coesa e coerente para o
trecho abaixo.

É preciso garantir que as crianças não apenas fiquem na escola, mas aprendam, e
o principal caminho para isso, além de investimentos em equipamentos, é o professor. É
preciso fazer com que o professor seja um profissional bem remunerado, bem preparado
e dedicado, ou seja, investir na cabeça, no coração e no bolso do professor.

a) Qualquer esforço dessa natureza já tem sido feito há muitos anos e comprovou que os
resultados são irrelevantes, pois não há uma importação de tecnologia educacional.
b) Tal investimento não custaria mais, em 15 anos, do que o equivalente a duas Itaipus.
c) Esse esforço financeiro custaria muito menos do que o que será preciso gastar daqui a
20 ou 30 anos para corrigir os desastres decorrentes da falta de educação.
d) Isso custaria muitas vezes menos que o que foi gasto para criar a infra-estrutura
econômica.
e) Um empreendimento dessa natureza exige como uma condição preliminar: uma grande
coalizão nacional, entre partidos, lideranças, Estados, Municípios e União, todos voltados
para o objetivo de chegarmos a 2022, o segundo centenário da Independência, sem a
vergonha do analfabetismo.
(Adaptado de Cristovam Buarque, O Estado de S.Paulo, 09/7/2003)

6- Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para


que componham um texto coeso e coerente e indique a opção correta.

( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito, o
modelo de substituição de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira,
colocando, em definitivo, um ponto final na vocação exclusivamente agrária herdada dos
idos da colônia.
( ) O ciclo econômico subseqüente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi a modernização
conservadora levada à prática pelos militares, de forte coloração nacionalista e alicerçado
nas grandes empresas estatais.
( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém a enorme
vitalidade do passado, porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar, o fio
para sair do labirinto da estagnação e retomar novamente o caminho do desenvolvimento
e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia.
( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôde negociar em
igualdade com os grandes investidores internacionais, mostrando, na prática, que oferecia
rentabilidade e segurança ao capital.
( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíram as
atenções pelo êxito nos programas de desenvolvimento.
( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5, tornando a
indústria automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura e
promovendo a arrancada de setores estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e a
energia elétrica.
(Emerson Kapaz, “Dedos cruzados” in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39)

a) 1º - 2º - 4º - 5º - 6º - 3º
b) 2º - 3º - 5º - 1º - 4º - 6º
c) 2º - 5º - 6º - 4º - 1º - 3º
d) 5º - 2º - 4º - 6º - 3º - 1º
e) 3º - 5º - 2º - 1º - 4º - 6º

7. Se cada período sintático do texto for representado, respectivamente, pelas letras


X, Y, W e Z, as relações semânticas que se estabelecem no trecho correspondem às
idéias expressas pelos seguintes conectivos:

a) X e Y mas W e Z.
b) X porque Y porém W logo Z.
c) X mas Y e W porque Z.
d) Não só X mas também Y porque W e Z.
e) Tanto X como Y e W embora Z.

8. Indique a opção que completa com coerência e coesão o trecho a seguir.

Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e


gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a
primazia nos planos de reconstrução nacional. Pois, se a evolução orgânica do sistema
de um país depende de suas condições econômicas,

a) subordina-se o problema pedagógico à questão maior da filosofia da educação e dos


fins a que devem se propor as escolas em todos os níveis de ensino.
b) é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção sem o preparo
intensivo das forças culturais.
c) são elas as reais condutoras do processo histórico de arregimentação das forças de
renovação nacional.
d) o entrelaçamento das reformas econômicas e educacionais constitui fator de somenos
relevância para o soerguimento da cultura nacional.
e) às quais se associam os projetos de reorganização do sistema educacional com vistas
à renovação cultural da sociedade brasileira.
Atenção: as próximas questões são de Verdadeiro ou Falso.
Como se tornar o número 1

Chegar ao posto mais alto de uma empresa não é tarefa para acomodados. Exige
talento, dedicação, persistência e principalmente uma boa dose de sacrifício. Segundo
consultores de recursos humanos, é justamente esse empenho e espírito de liderança
que as empresas valorizam nos ocupantes de cargos mais altos. “A pessoa deve ter
iniciativa, capacidade de tomar decisões, fazer as coisas acontecerem”, diz o diretor da
Top Human Resources, de São Paulo.
A qualificação profissional também é um dos principais aspectos para se alcançar
o posto mais alto. “Qualquer executivo tem de investir sempre em sua educação”, enfatiza
outro diretor de recursos humanos. “Senão você será um computador sem software”,
completa.
Traçar metas profissionais é outro aspecto fundamental para quem quer chegar ao
topo. Nesse caso, a ambição acaba sendo uma boa aliada.
A intuição também é uma boa arma na hora de dar um palpite em uma reunião. E,
quem sabe, pode valer aquela promoção esperada...
Conhecer passo a passo cada etapa do processo de produção da empresa e do
setor é um dos principais fatores que levaram M.C.P. a uma carreira bem-sucedida.
Ele aponta ainda a importância de valorizar os colegas. “Ninguém consegue as
coisas sozinho. É fundamental reconhecer a participação do grupo e sempre motivá-lo”.
A primeira regra da cartilha daqueles que anseiam alcançar um alto cargo em uma
corporação, de acordo com esses consultores, é não permanecer estagnado em uma
função ou empresa por um longo período.
Daniela Paiva. Emprego e formação profissional. In Correio Braziliense, 23/6/2002.

Considerando o desenvolvimento das idéias do texto acima, julgue a pertinência das


inserções sugeridas em cada parágrafo indicado nos itens abaixo, de modo a preservar
os argumentos utilizados, as relações de coesão e coerência e a correção gramatical do
texto.

9. Ao final do segundo parágrafo: Ciente disso, o economista R. B. nunca passou mais


de um ano sem participar de algum tipo de especialização e considera que a
aprendizagem é que vai permitir que alguém permaneça na função e obtenha
resultados melhores.
10. Ao final do terceiro parágrafo: “Pois, se não sabe o que quer, dificilmente o
profissional vai alcançar uma função significativa”, alerta um consultor paulista.
11. Ao final do quarto parágrafo: “Correr riscos com bom senso e ter uma boa
percepção são necessários para se tornar um líder”, acrescenta um diretor da
Executive Search.
12. Ao final do quinto parágrafo: Ele planejou, detalhe por detalhe, sua carreira de
executivo na empresa X, qualificando-se por meio de cursos especializados e
dedicando tempo, além do horário de expediente, ao aprimoramento de línguas e
pesquisas sobre o mercado.
13. Ao final do sexto parágrafo: O executivo da CBI, J. S., concorda com M. C. P. e
acrescenta: “Você tem de reconhecer a importância de cada um e as dificuldades
de sua equipe”.
Julgue os itens subseqüentes com relação aos recursos de coesão textual e à adequação
das palavras e da pontuação utilizadas no texto acima.

14. O adjetivo “acomodados”, no primeiro período, está empregado, textualmente, em


oposição ao conjunto de substantivos expressos em “talento, dedicação, persistência e
principalmente uma boa dose de sacrifício”, no período seguinte, que, por sua vez, podem
ser interpretados como resumidos em “esse empenho”, no terceiro período.
15. Para que o texto fosse adequado ao tema e aos leitores em potencial, o estilo muito
informal de linguagem e, especialmente, o título deveria sofrer ajustes retóricos de modo
a se tornarem mais coerentes com o gênero argumentativo utilizado.
16. O emprego de outro (terceiro parágrafo), também (quarto parágrafo) e ainda (sexto
parágrafo) mostra que diferentes classes gramaticais podem desempenhar a função de
manter coesão textual entre os parágrafos e no texto como um todo.
17. Ao usar, tão freqüentemente, o recurso do discurso alheio, o autor do texto toma o
cuidado de marcar por aspas aquelas afirmações acerca das quais não tem muita certeza
ou que são empregadas com ironia.
18. De acordo com o desenvolvimento da argumentação, a troca de lugar entre o último
período sintático do texto e o primeiro preservaria a coerência e a coesão textuais.

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Os fragmentos abaixo, adaptados de VEJA, 13/2/2002, constituem um texto, mas


estão ordenados aleatoriamente.

I. Para chefes, o caso é ainda mais complexo.Os que acham que seus subordinados
nunca entendem o que eles falam precisam ficar atentos à própria conduta. Talvez o
problema seja tanto de habilidade quanto de falta de comunicação.
II. E você? Está pronto para coordenar uma equipe ou para relatar a um grupo as
propostas de seu departamento? Se a resposta é não, cuide-se. Corra atrás de cursos de
liderança, compre livros que lhe ensinem a expressar suas idéias claramente.
III. O caixa da agência bancária é o mais indicado para liderar a equipe que vai propor
alteração no desenho da área de atendimento ao público, onde ficam as filas. O faxineiro
deve tomar a frente do pessoal que decidirá o local mais adequado para estocar material
de limpeza.
IV. Competência técnica é só um ingrediente necessário à liderança. Um bom
coordenador tem de conseguir explicar como a tarefa sob seu controle vai contribuir para
os resultados da companhia, ou da instituição.

Considerando que a organização de um texto implica a ordenação lógica e coerente de


seus fragmentos, julgue os itens a seguir quanto à possibilidade de constituírem
seqüências lógicas e coerentes para os fragmentos acima.

19. I, II, IV, III.


20. I, III, II, IV.
21. II, III, IV, I.
22. III, I, II, IV.
23. IV,III, I, II.

Ortografia-semântica
1. Foram insuficientes as ....... apresentadas, ....... de se esclarecerem os .......
a) escusas - a fim - mal-entendidos
b) excusas - afim - mal-entendidos
c) excusas - a fim - malentendidos
d) excusas - afim - malentendidos
e) escusas - afim - mal-entendidos

2. Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter direito ao título de eleitor.
a) extrangeiro - naturalizar d) estrangeiro - naturalizar
b) estrangeiro - naturalisar e) estranjeiro - naturalisar
c) extranjeiro - naturalizar

3. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente


grafadas:
a) quiseram, essência, impecílio
b) pretencioso, aspectos, sossego
c) assessores, exceção, incansável
d) excessivo, expontâneo, obseção
e) obsecado, reinvidicação, repercussão

4. O orador “ratificou” o que afirmara. O termo destacado pode ser


substituído sem prejuízo de sentido por:
a) negou d) confirmou
b) corrigiu e) enfatizou
c) frisou

5. "A ............... de uma guerra nuclear provoca uma grande .............. na


humanidade e a deixa ............... quanto ao futuro."
a) espectativa - tensão - exitante
b) espectativa - tenção - hesitante
c) expectativa - tensão - hesitante
d) expectativa - tenção - hezitante
e) espectativa - tenção - exitante

6. Assinale a alternativa que possa substituir, pela ordem, as partículas de


transição dos períodos abaixo, sem alterar o significado delas: "Em primeiro
lugar, observemos o avô. Igualmente, lancemos um olhar para a avó. Também o
pai deve ser observado. Todos são altos e morenos. Conseqüentemente a filha
também será morena e alta."
a) primeiramente, ademais, além disso, em suma
b) acima de tudo, também, analogamente, finalmente
c) primordialmente, similarmente, segundo, portanto
d) antes de mais nada, da mesma forma, por outro lado, por conseguinte
e) sem dúvida, intencionalmente, pelo contrário, com efeito
7. Estava ....... a ....... da guerra, pois os homens ....... nos erros do passado.
a) eminente, deflagração, incidiram
b) iminente, deflagração, reincidiram
c) eminente, conflagração, reincidiram
d) preste, conflaglação, incidiram
e) prestes, flagração, recindiram

8. Indique a alternativa correta:


a) O ladrão foi apanhado em flagrante.
b) Ponto é a intercessão de duas linhas.
c) As despesas de mudança serão vultuosas.
d) Assistimos a um violenta coalizão de caminhões.
e) O artigo incerto na Revista das Ciências foi lido por todos nós.

9. "A solidão é um retiro de ......., mas ninguém vive sempre em trégua, .......
só, ....... o preguiçoso, eternamente em repouso."
a) descanço, tampouco, exceto
b) descanso, tãopouco, exceto
c) descanço, tão pouco, esceto
d) descanso, tampouco, exceto
e) descanso, tão pouco, esceto

10. "Durante a .......... solene era .......... o desinteresse do mestre diante da


.......... demonstrada pelo político."
a) seção - fragrante - incipiência
b) sessão - flagrante - insipiência
c) sessão - fragrante - incipiência
d) cessão - flagrante - incipiência
e) seção - flagrante - insipiência

11. Em "Repare bem o braço que ninguém sabe de onde circunda o busto da
moça e a quer levar para um lugar esconso." A palavra sublinhada só não
pode conotar a idéia de:
a) um lugar de volúpia
b) um lugar escondido, suspeito
c) um lugar desconhecido, misterioso
d) um lugar escolhido, eleito
e) um lugar escuro, recôndito

12. Considerando-se a relação Veneza (cidade) - gaturamo (pássaro) como


modelo, as palavras que sucessivamente completariam a relação: Califórnia
- pretos - morrer - Gioconda - cem mil réis, seriam:
a) estado, raça, ação, escultura, dinheiro
b) país, povo, fato, escultura, valor
c) província, etnia, acontecimento, literatura, moeda
d) estado, raça, acontecimento, pintura, valor
e) território, gente, ação, música, moeda
13. Há palavras escritas de modo INCORRETO na alternativa:
(A) Investimentos maciços em educação, saúde e reforma agrária constituíram a
fórmula utilizada por países mais atrasados do que o Brasil, para reduzir os
índices de pobreza.
(B) O problema da miséria no Brasil apresenta componentes bem mais perversos
do que a simples escassez de recursos, que caracteriza o problema em outros
países, como no continente africano.
(C) Os recursos gastos na área social acabam sendo insuficientes, como por
exemplo, a parcela mínima destinada ao saneamento básico, importante para
aumentar a expectativa de vida da população.
(D) A desnutrição, resultado da falta de ingestão de proteínas e de outras
substâncias, degenera em má-formação do sistema neurológico, com danos
irreversíveis, na maioria das vezes.
(E) Vários estudos afirmam que a taxa de miséria só baixará quando houver
crecimento da economia, assossiado a um modelo mais justo de distribuição de
renda para a população.

14. Está correta a grafia de todas as palavras da frase:


(A) Ao ascender à condição de um grande sistema de mercados, a economia
mundial propisciou o poder hegemônico dos grandes conglomerados financeiros.
(B) Se os grandes centros econômicos não se emiscuíssem decisivamente nas
economias nacionais, talvez estas lograssem alcançar um índice expressivo de
desenvolvimento.
(C) Os economistas podem discentir quanto às soluções para o nosso
desenvolvimento, mas reconhecem que o imperialismo econômico é um fator
crucial para nosso atraso.
(D) A necessidade de sincronizar o ritmo de nossa economia com o da expansão
da economia global constitui uma das exigências mais difíceis de serem
atendidas.
(E) Não fosse a dicotomia das direções econômicas com que nos deparamos, o
Brasil talvez não se firmasse numa posição de maior relevância entre os países
emerjentes.

15. Está correta a grafia de todas as palavras da frase:


(A) A comprensão dos fatos só foi possível porque algumas pessoas propuzeram-
se a relatá-los tal como ocorreram.
(B) A repreção da polícia acabou por ocazionar a morte de um estudante e
ferimento em vários jovens.
(C) O autor sentiu-se honrado com o privilégio de ter sido homenageado pelo
grande poeta.
(D) Nos versos transcrevidos na cronica, há aluzão ao frio que fazia naquela tarde
paulistana.
(E) O autor supoz que nos versos de Drummond havia referência a termos
utilisados num artigo.
16. Todas as palavras estão corretamente grafadas na seguinte frase:
(A) Concessão inadequada de privilégios e atitudes maltomadas geram sempre
excesso de gastos, propício a suspensões de crédito.
(B) O menospreso para com bens culturais excede o tolerável, chegando à atingir
níveis desesperadores.
(C) Na palavra "dilapidar", o etmologista vai identificar a raíz latina "lapid -", que
significa "pedra"; estabelecese, assim, assossiação entre "destruir" e "atirar
pedra".
(D) Estavam tão anciosas para ver o resultado da pesquisa, que dei à elas
autorização para estender o expediente.
(E) O hêsito de manifestações em pró da revisão das leis relacionadas à posse de
fósseis dependerá de muitos fatores.

17. A frase em que todas as palavras estão corretamente flexionadas é a


seguinte:
(A) A quem se dispor a colaborar, os voluntários entregarão listas de abaixo-
assinados para serem preenchidas.
(B) Nas mesas-redondas em que se discutiram mudanças na legislação, muitos se
manteram indecisos.
(C) Não é um único dirigente que institue os passos a serem dados; nesta
questão, quanto maior o número de cidadões a opinar, melhor será.
(D) Eles detêm um saber específico que devemos respeitar; não se pode fazer
como aqueles pseudoespecialistas que criticam tudo aleatoriamente.
(E) Se eles verem necessidade de conferir a autenticação dos documentos a
serem enviados ao museu, os tabeliões poderão ajudar.

18. A frase totalmente correta quanto a grafia e acentuação é:


(A) Trabalhadores reinvindicavam alí a contratação de mão-de-obra sem grande
burocracia.
(B) Nessa conjuntura, é difícil explicar porquê a mobilidade da mão-de-obra
decresceu.
(C) Assessores especializados procuram pôr no papel todas as variáveis que
envolvem o tema.
(D) Pesquizas realizadas recentemente mostram que o êxito do "euro" é
questionável.
(E) Até em adjacências de pequenos centros, chega a haver letígio para
preenchimento de vagas.

19. Estão corretamente grafadas todas as palavras da frase:


(A) Um jornalista deve abster-se de julgar o que noticia, afim de que seu público
possa ter assesso às várias posições e emitir, ele sim, seu próprio julgamento.
(B) Alberto Dines é um notório crítico da imprensa; o fato de ser jornalista não o
impede de polemisar com vários colegas, quando cometem algum deslise.
(C) A dúvida suscitada por uma manchete poderia ser evitada caso o redator não
se eximisse da responsabilidade de mostrar os dois lados de um mesmo fato.
(D) A repercusção das primeiras manchetes deveu-se ao fato de que elas
destorceram a declaração do Ministro, reproduzindo-a apenas parcialmente.
(E) A virtude jornalística não está em previlegiar a face sensacionalista de um fato,
mas em abranjê-lo em toda a sua complexidade.

20. Há palavras escritas de modo INCORRETO na frase:


(A) O anseio geral por uma sociedade mais justa e igualitária transformou a luta
trabalhista num dos mais expressivos modelos que caracteriza a sociedade
contemporânea.
(B) De início, as idéias trabalhistas, fenômeno quase excluzivamente inglês,
tiveram pouca ou nenhuma repercursão nos sindicatos.
(C) O trabalho é sempre uma atividade que depende da habilidade manual e da
inteligência de quem o desempenha, e exige o dispêndio de certa energia física e
mental.
(D) O trabalho, de início coleta ou extrativismo, diversificou-se com a caça, a
pesca e a utilização do fogo, possibilitando o progresso, pelo uso de objetos como
o arco e a flecha.
(E) Os alicerces da produção social deslocaram-se da agricultura para a indústria
quando o comércio se sobrepôs ao trabalho agrícola e ampliou suas atividades.

21. Indique, dentre os grupos de palavras abaixo, aquele cuja sílaba tônica
das palavras esteja na mesma posição da sílaba tônica de: corpos, abolido e
funerais, respectivamente:
(A) glória, enxergar, decisão;
(B) sutil, tulipa, juiz;
(C) doutor, rubrica, poder;
(D) erudito, item, recém.

22. Assinale a alternativa em que os vocábulos formem o plural como funeral


e cadáver, respectivamente:
(A) abdominal / ardor;
(B) funil / qualquer;
(C) cônsul / açúcar;
(D) mal / caráter.

23. Todos os pronomes estão corretamente empregados na seguinte frase:


(A) As discussões perdem seu vigor; considerem-nas encerradas e façam os
relatórios chegarem até eu.
(B) É remota a possibilidade de eles, atravessadores, se sensibilizarem, motivo
pelo qual dirijo-me a V.Sa. para pedir-lhe providências.
(C) Mandei-os sair, e o motivo de tal procedimento, não o sei dizer; convide-lhes a
voltarem, por favor.
(D) A questão da procedência é relevante, é onde que nos debatemos para
chamar a atenção a quem de direito.
(E) Entre os maiores especialistas está este aqui, por quem me responsabilizo e
que dou-o todo o apoio.

24. Quanto à colocação do pronome oblíquo, analise os enunciados e,


depois, assinale a alternativa correta:
I – Em pensando-se em licença, as reservas já foram feitas.
II – Não tenho visto-te nas baladas dominicais.
III – Poupe-me dos seus comentários maldosos.
IV – Solicitei a Vossa Senhoria que remetesse-lhe as cópias imediatamente.
V – Tudo transcorreu conforme nos foi dito.

(A) Apenas IV está correto.


(B) Apenas I e II estão corretos.
(C) Apenas III e V estão corretos.
(D) Apenas V está correto.
(E) Todos estão corretos.

25. Quanto à colocação do pronome oblíquo, analise os enunciados e,


depois, assinale a alternativa correta:

I – Convidaria-te, com prazer, se eu pudesse.


II – A norma não se deve utilizar neste caso.
III – Ambos se odeiam.
IV – Nada o impedirá de conseguir o cargo que ele pretende.
V – Chegou tarde, lhe dando péssimas explicações.

(A) Apenas I, III e IV está correto.


(B) Apenas III está correto.
(C) Apenas II, III e V estão corretos.
(D) Apenas II, III e IV estão corretos.
(E) Todos estão corretos.

26. O Brasil representa 3% do problema mundial.


A frase do texto em que o verbo apresenta o mesmo tipo de complemento
exigido pelo verbo grifado acima é:
(A) Parecem inexpugnáveis.
(B) .. eles começaram a vida num patamar inferior.
(C) O Brasil aparece com menos de 1% do movimento...
(D) ... o Brasil é hoje o país mais rico do mundo...
(E) ... os miseráveis nem entram na equação econômica...

27. Antonio Candido escreveu uma carta, fez cópias da carta e enviou as
cópias a amigos do Rio.
Substituem de modo correto os termos sublinhados na frase acima,
respectivamente, constituem
(A) destas -enviou-as
(B) daquela -os enviou
(C) da mesma -enviou-lhes
(D) delas -lhes enviou
(E) dela -as enviou
28. O diploma de jornalista é obrigatório, mas há quem veja o diploma de
jornalista como uma inutilidade, pois os cursos que oferecem o diploma de
jornalista não podem cobrir todas as áreas de atuação.
Evitam-se as desnecessárias repetições da frase acima substituindo-se os
elementos sublinhados, respectivamente, pelas formas
(A) o veja e oferecem-lhe.
(B) o veja e o oferecem.
(C) lhe veja e lhe oferecem.
(D) veja-o e oferecem-o.
(E) veja ele e oferecem ele.

29. Diante das fotos antigas, olhamos as fotos para captar dessas fotos a
magia do tempo que repousa nessas fotos.
Evitam-se as abusivas repetições da frase acima substituindo-se os
elementos sublinhados por, respectivamente:
(A) olhamo-lhes -captá-las -lhes repousa
(B) as olhamos -captar-lhes -nelas repousa
(C) olhamo-las -as captar -repousa nas mesmas
(D) olhamo-las -captar-lhes -nelas repousa
(E) olhamo-as -lhes captar -lhes repousa

30. As leis muçulmanas são rigorosas, mas muitos julgam as leis


muçulmanas especialmente draconianas com as mulheres, já que se reflete
nas leis muçulmanas a hierarquia entre os sexos, hierarquia que deriva de
fundamentos religiosos. Evitam-se as repetições do período acima
substituindo-se os elementos sublinhados por, respectivamente:
(A) julgam-as -se lhes reflete -a qual
(B) julgam-nas -se reflete nesta -o que
(C) julgam-nas -naquelas se reflete -a qual
(D) julgam-lhes -nas quais se reflete -a qual
(E) julgam-lhes -naquelas se reflete -à qual

31. ... que usam grandes extensões ... (meio do 2º parágrafo) O mesmo tipo de
complemento exigido pelo verbo grifado acima está na frase:
(A) Levantamentos comprovam uma maior devastação em toda a região
amazônica.
(B) Poucos acreditam na possibilidade de controle das queimadas na Amazônia.
(C) A devastação da floresta amazônica parece sempre maior a cada ano.
(D) As queimadas, sem controle, avançam muitas vezes sobre a floresta.
(E) Surgem, cada vez mais, propostas para a preservação da região florestal.

32. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas. “Todos os cidadãos


devem saber _________ o Poder Legislativo está assim. Estamos instalando novos
computadores, é um momento de transição, eis o _________.
a) por que - porquê
b) porque – por quê
c) porquê – por que
d) por que - porque

32. Assinale a opção em que o vocábulo entre parênteses preenche corretamente a


lacuna correspondente.
a) Não se punem os malfeitores _______ não se dispõe de um Código Penal atualizado?
(porque.)
b) Essa questão requer indagar-se preliminarmente __________ não se derrubou ainda a
inflação. (porque.)
c) Pergunta-se, para começar, o ________ não foi votada ainda. (por quê.)
d) Não se fará mudança _________ não foi votada uma nova Constituição? (por que.)
e) Todos sabem, aqui no Brasil, _________ não se punem os bandidos. (porque.)

33. Assinale a alternativa incorreta, de acordo com o padrão culto da modalidade


escrita do Português.
a) Maria ficou indignada por que não obteve a classificação.
b) Por que haveria de se ocupar daquele assunto, se não era sua a obrigação?
c) O princípio de que o réu é inocente até prova em contrário é uma conquista da
civilização; daí por que não tem ele que se preocupar.
d) Depois de suas explicações foi fácil entender por que tomara aquela decisão.

34. Assinale a opção em que a palavra sublinhada está empregada incorretamente.


a) Durma cedo, senão acordará tarde demais.
b) Mal começou a chover, o barranco deslizou.
c) Disse que há cinco anos ganhou na loteria.
d) Estava mau informado, por isso equivocou-se.
e) De hoje a dois meses pedirei novo empréstimo.

35. Assinale a seqüência que preenche corretamente as lacunas.


“Era ______________ a ___________ do conflito, pois as partes ____________ nos
erros já cometidos.”

a) iminente – deflagração – reincidiram.


b) eminente – confraglação - incidiram
c) inevitável – defraglação – reicindiram.
d) iminente – deflagração – reincidiram.

36. Os sinônimos de ignorante, principiante, sensatez e confirmar são,


respectivamente:
a) incipiente – insipiente – descreção – retificar.
b) incipiente – insipiente – discrição – ratificar.
c) insipiente – incipiente – discrição – ratificar.
d) insipiente – incipiente – discreção – ratificar.
e) incipiente – incipiente – descrição – retificar.

37. Aponte a alternativa em que há confusão entre mal e mau.


a) Falar no mau, preparar o pau.
b) Os agentes sanitários interditaram o bar porque estava mau-cheiroso.
c) Ao disputar uma bola o zagueiro caiu de mau jeito.
d) De um mau espera-se todo o mal.
e) Mau proceder é substantivação de proceder mal.
38. Assinale a alternativa correta.
a) O marceneiro usa brocha; o pintor, broxa.
b) Às 18 horas, a bandeira deve ser arreada de seu mastro.
c) Quando o doente assuou o nariz, viu que havia pequeno sangramento.
d) O Plano Cruzado trouxe prejuízo vultuoso a todos os comerciantes.
e) Minha estadia em Paris foi brevíssima, porém inesquecível.

39. Assinale a opção incorreta.


a) A regra que orienta a acentuação gráfica de “saúde” é a mesma que justifica o acento
de “diminuíram”.
b) A regra que orienta a acentuação gráfica de “dispôs” é a mesma que justifica o acento
de “Canadá”.
c) A regra que orienta a acentuação gráfica de “países” é a mesma que justifica o acento
de “mídia”.
d) A regra que orienta a acentuação gráfica de “hábito” é a mesma que justifica o acento
de “genérica”.
e) Uma mesma regra orienta o uso do acento grave indicador de crase em “relacionava-
se à descoberta” e “expõe-se à fumaça”.

40. A alternativa que apresenta erro quanto à acentuação gráfica em um dos


vocábulos é:
a) lápis – júri
b) bônus – hífen
c) ânsia – série
d) raízes – amável
e) baú - bambú

Classes de Palavras
1. Assinale o item que só contenha preposições:
a) durante, entre, sobre d) em, caso, após
b) com, sob, depois e) após, sobre, acima
c) para, atrás, por

2. Observe as palavras grifadas da seguinte frase: "Encaminhamos a V. Senhoria


cópia autêntica do Edital nº 19/82." Elas são, respectivamente:

a) verbo, substantivo, substantivo d) pronome, adjetivo, substantivo


b) verbo, substantivo, advérbio e) pronome, adjetivo, adjetivo
c) verbo, substantivo, adjetivo

3. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor adjetivo:


a) "Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio."
b) "Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos."
c) "Pediu-me com voz baixa cinqüenta mil réis."
d) "Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras..."
e) "Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que
era delas."

4. Aponte a alternativa em que a palavra em negrito é conjunção explicativa:


a) Como estivesse cansado, não foi trabalhar.
b) Assim que fores ao Rio, não te esqueças de avisar-me.
c) Retirou-se antes, já que assim o quis.
d) Não se aborreça, que estamos aqui para ouvi-lo.
e) Não compareceu, porque não foi avisado.

5. O "que" está com função de preposição na alternativa:


a) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga!
b) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és.
c) João não estudou mais que José, mas entrou na Faculdade.
d) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro.
e) Não chore que eu já volto.

6. "Saberão que nos tempos do passado o doce amor era julgado um crime."
Temos na frase anterior.
a) 1 preposição d) 7 palavras átonas
b) 3 adjetivos e) 4 substantivos
c) 4 verbos

7. Em "Orai porque não entreis em tentação", o valor da conjunção do período é de:


a) causa d) explicação
b) condição e) finalidade
c) conformidade

8. As expressões sublinhadas correspondem a um adjetivo, exceto em:


a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim.
e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.

9. No trecho: "E o azul, o azul virginal onde as águias e os astros gozam, tornou-se
o azul espiritualizado...", as palavras grifadas correspondem morfologicamente,
pela ordem, a:
a) adjetivo - pronome relativo - substantivo - pronome relativo
b) substantivo - pronome relativo - substantivo - pronome reflexivo
c) adjetivo - advérbio - substantivo - pronome reflexivo
d) substantivo - advérbio - advérbio - pronome relativo
e) adjetivo - conjunção - substantivo - pronome

10. Na frase "As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de
trabalho", as palavras grifadas são, respectivamente:
a) adjetivo, adjetivo d) numeral, adjetivo
b) advérbio, advérbio e) numeral, advérbio
c) advérbio, adjetivo

11. Assinale o caso em que não haja expressão numérica de sentido indefinido:
a) Ele é o duodécimo colocado.
b) Quer que veja este filme pela milésima vez?
c) "Na guerra os meus dedos dispararam mil mortes."
d) "A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas."
e) n.d.a

12. Na frase: "Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a


cara vermelha", o termo a está empregado, sucessivamente, como:
a) artigo, preposição preposição
b) pronome, preposição, artigo
c) preposição, preposição, artigo
d) preposição, pronome, preposição
e) preposição, artigo, preposição

13. Nos trechos: "A menina conduz-me diante do leão..."; "... sobre o focinho contei
nove ou dez moscas..."; "... a juba emaranhada e sem brilho."
Sob o ponto de vista gramatical, os termos destacados são, respectivamente:
a) locução adverbial, locução adverbial, locução adverbial
b) locução conjuntiva, locução adjetiva, locução adverbial
c) locução adjetiva, locução adverbial, locução verbal
d) locução prepositiva, locução adverbial, locução adjetiva
e) locução adverbial, locução prepositiva, locução adjetiva

14. Assinale a frase em que "meio" funciona como advérbio:


a) Só quero meio quilo. d) Parou no meio da rua.
b) Achei-o meio triste. e) Comprou um metro e meio.
c) Descobri o meio de acertar.

15. "Podem acusar-me: estou com a consciência tranqüila." Os dois pontos do


período acima poderiam ser substituídos por vírgula, explicando-se o nexo entre as
duas orações pela conjunção:
a) portanto d) pois
b) e e) embora
c) como

16. Classifique as palavras como nas construções seguintes, numerando,


convenientemente, os parênteses:
1) preposição
2) conj. subord. causal
3) conj. subord. conformativa
4) conj. coord. aditiva
5) adv. interrogativo de modo

( ) Perguntamos como chegaste aqui.


( ) Percorrera as salas como eu mandara.
( ) Tinha-o como amigo.
( ) Como estivesse frio, fiquei em casa.
( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos.

a) 2 - 4 - 5 - 3 - 1 d) 3 - 1 - 2 - 4 - 5
b) 4 - 5 - 3 - 1 - 2 e) 1 - 2 - 4 - 5 - 3
c) 5 - 3 - 1 - 2 - 4

17. Talvez seja bom que o proprietário do imóvel possa desconfiar de que ele não é
tão imóvel assim. A palavra destacada é, respectivamente:
a) substantivo e substantivo d) advérbio e adjetivo
b) substantivo e adjetivo e) adjetivo e advérbio
c) adjetivo e verbo

18. Assinale a alternativa correspondente à classe gramatical da palavra a,


respectivamente: Esta gravata é a que recebi; Estou disposto a tudo; Fiquei
contente com a nota; Comprei-a logo que a vi.
a) artigo - artigo - preposição - preposição
b) preposição - artigo - pronome demonstrativo - artigo
c) pronome demonstrativo - preposição - artigo - pronome pessoal
d) pronome pessoal - preposição - artigo - pronome pessoal
e) nenhuma das alternativas

19. No trecho: "Todo romancista, todo poeta, quaisquer que sejam os rodeios que
possa fazer a teoria literária, deve falar de ... o mundo e o escritor fala, eis a
literatura." A palavra destacada é:
a) advérbio de inclusão d) palavra denotadora de inclusão
b) advérbio de designação e) palavra denotadora de designação
c) conjunção subordinativa

20. Assinale a alternativa cuja relação é incorreta:


a) Sorria às crianças que passavam - pronome relativo
b) Declararam que nada sabem - conjunção integrante
c) Que alegre manifestação a sua - advérbio de intensidade
d) Que enigmas há nesta vida - pronome adjetivo indefinido
e) Uma ilha que não consta no mapa - conjunção coord. explicativa

21. Assinale a frase em que a colocação do pronome pessoal oblíquo não obedece
às normas do português padrão:
a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro.
b) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe.
c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito?
d) Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta.
e) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: - Fostes incumbido de difícil missão, mas
cumpriste-la com denodo e eficiência.

22. A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as


normas vigentes no português padrão do Brasil é:
a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.

23. Assinale a alternativa correta:


a) A solução agradou-lhe. d) Darei-te o que quiseres.
b) Eles diriam-se injuriados. e) Quem contou-te isso?
c) Ninguém conhece-me bem.

24. Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta:


a) Ter-me-ão elogiado. d) Temo-nos esquecido.
b) Tinha-se lembrado. e) Tenho-me alegrado.
c) Teria-me lembrado.

25. A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:


a) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
c) Não me submeterei aos seus caprichos.
d) Ele me olhou algum tempo comovido.
e) Não a vi quando entrou.

26. Assinale a alternativa que apresenta erro de colocação pronominal:


a) Você não devia calar-se.
b) Não lhe darei qualquer informação.
c) O filho não o atendeu.
d) Se apresentar-lhe os pêsames, faço-o discretamente.
e) Ninguém quer aconselhá-lo.

27. "O individualismo não a alcança." A colocação do pronome átono está em


desacordo com a norma culta da língua, na seguinte alteração da passagem acima:
a) O individualismo não a consegue alcançar.
b) O individualismo não está alcançando-a.
c) O individualismo não a teria alcançado.
d) O individualismo não tem alcançado-a.
e) O individualismo não pode alcançá-la.

28. Há um erro de colocação pronominal em:


a) "Sempre a quis como namorada."
b) "Os soldados não lhe obedeceram as ordens."
c) "Todos me disseram o mesmo."
d) "Recusei a idéia que apresentaram-me."
e) "Quando a cumprimentaram, ela desmaiou."

29. Pronome empregado incorretamente:


a) Nada existe entre eu e você.
b) Deixaram-me fazer o serviço.
c) Fez tudo para eu viajar.
d) Hoje, Maria irá sem mim.
e) Meus conselhos fizeram-no refletir.

30. "Alguém, antes que Pedro o fizesse, teve vontade de falar o que foi dito." Os
pronomes assinalados dispõem-se nesta ordem:
a) de tratamento, pessoal, oblíquo, demonstrativo
b) indefinido, relativo, pessoal, relativo
c) demonstrativo, relativo, pessoal, indefinido
d) indefinido, relativo, demonstrativo, relativo
e) indefinido, demonstrativo, demonstrativo, relativo
31. Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:
a) Este é um problema para mim resolver.
b) Entre eu e tu não há mais nada.
c) A questão deve ser resolvida por eu e você.
d) Para mim, viajar de avião é um suplício.
e) Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava.

32. Assinale o mau emprego do pronome:


a) Aquela não era casa para mim, comprá-la com que dinheiro?
b) Entre eu e ela nada ficou acertado.
c) Estava falando com nós dois.
d) Aquela viagem, quem não a faria?
e) Viram-no mas não o chamaram.

33. Os técnicos .......... bem para os jogos, mas, .......... contra nova derrota, pediam
que treinasse ainda mais.
a) o haviam preparado - se tentando precaver
b) haviam preparado-o - se tentando precaver
c) haviam preparado-o - tentando precaver-se
d) haviam-no preparado - se tentando precaver
e) haviam-no preparado - tentando precaver-se

34. Ninguém atinge a perfeição alicerçado na busca de valores materiais, nem


mesmo os que consideram tal atitude um privilégio dado pela existência. Os
pronomes destacados no período acima classificam-se, respectivamente, como:
a) indefinido - demonstrativo - relativo - demonstrativo
b) indefinido - pessoal oblíquo - relativo - indefinido
c) de tratamento - demonstrativo - indefinido - demonstrativo
d) de tratamento - pessoal oblíquo - indefinido - demonstrativo
e) demonstrativo - demonstrativo - relativo - demonstrativo

35. O emprego dos tempos e modos verbais está correto apenas em:
(A) Quando houver condições de todos os funcionários públicos serem confiáveis,
aí, sim, os procedimentos judiciais eram simplificados.
(B) Não se apoiarão supressões de solenidades jurídicas, caso elas fossem
realmente indispensáveis à garantia da ampla defesa.
(C) Se curadores de réus forem consultados, eles provavelmente defenderiam o
que é melhor para seus representados.
(D) Visto que vivenciou experiências bem-sucedidas, ele talvez pudesse ter sido
convidado a dar sua opinião.
(E) Desde que tomasse conhecimento da contestação, o proponente das
mudanças pode querer rebatê-la.

36. Está adequada a articulação entre os tempos verbais na frase:


(A) Caso venha a ser considerado nocivo à comunidade, o programa “Nheengatu”
deverá ter sido proibido pelas autoridades.
(B) A menos que fosse nocivo o conteúdo veiculado pelo programa “Nheengatu”,
não há razões para que se o houvera proibido.
(C) Se o conteúdo veiculado pelo programa “Nheengatu” vier a se revelar nocivo,
só assim se pudesse cogitar de proibir sua transmissão.
(D) No caso de que o programa “Nheengatu” se caracterizasse por transmitir
idéias nocivas à comunidade, cabe cogitar sua proibição.
(E) A menos que o conteúdo veiculado pelo programa “Nheengatu” possa ser
considerado nocivo à comunidade, não há razões para que se venha a proibi-lo.

37. A frase totalmente correta quanto à flexão é:


(A) Tenho certeza de que reouverei o gráfico que mostra a mobilidade dos
artesãos.
(B) Se eles revirem a questão do contrato, muito dessa celeuma terá fim.
(C) Alguns se entretem com o "euro" e não percebem que os problemas
continuam iguaisinhos.
(D) Analistas crêm que essa núpcia com o "euro" pode acabar logo.
(E) Dizem as má-línguas que esses dados não advém
de relatório oficial.

38. Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:


(A) Embora se requeram, aqui e ali, medidas locais, não haverá como abstermos-
nos de medidas de caráter geral.
(B) Se um país não se provir de planos econômicos próprios, estará cada vez
mais dependente do ritmo que lhe impor a economia global.
(C) Se não nos convir o ritmo ditado pela economia global, fazer-se-á necessário
criar um modelo que melhor se adeqüe à nossa realidade.
(D) Os grandes centros econômicos associaram-se e comporam, paulatinamente,
um sistema de mercados ao qual é praticamente impossível um país deixar de
pertencer.
(E) O que de fato obstrui o desenvolvimento da economia nacional é a oscilação
entre direções dificilmente conciliáveis, a que vimos nos sujeitando.

39. Estão corretas as formas dos verbos intervir, propor e obter empregadas
na frase:
(A) Se obtessem tudo o que propuseram, não seria preciso que a polícia tivesse
intervido.
(B) Se a polícia não interviesse, eles teriam obtido tudo o que proporam.
(C) No caso de a polícia intervir, eles não obterão tudo o que propuseram.
(D) Eles só obtiveram o que propuseram porque a polícia não interviu.
(E) O fato de a polícia ter intervindo evitou que obtessem o que antes propuseram.

40. Por equívoco na flexão, é preciso corrigir a forma verbal sublinhada na


frase:
(A) Viu-se que muita gente soubera dos fatos pelas cartas enviadas de São Paulo.
(B) Ainda bem que os policiais não apreenderam as cópias das cartas.
(C) Muitas pessoas não se abstiveram de protestar contra a ditadura da época.
(D) Muitas pessoas do Rio obteram cópias das cartas do pessoal de São Paulo.
(E) Outros leitores supuseram que no poema repercutiam as palavras do artigo.
41. Estão corretamente flexionadas todas as formas verbais da frase:
(A) Caso as células não se recompossem, todos os tecidos entrariam rapidamente
em colapso.
(B) Como não lhe aprouveu ficar mais uns dias, acabou perdendo a comemoração
do centenário da cidade.
(C) Se não reavermos nossas malas, prestaremos queixa na delegacia.
(D) Ainda bem que obtiveram tudo o que requereram, sem que a polícia
interviesse.
(E) Ele intervia a todo momento no jogo, buscando boicotá-lo.

42. Está adequada a articulação entre os tempos verbais na frase:


(A) Nunca poderia imaginar que o adiamento de minha viagem viesse a causar
tantos transtornos para aqueles que pretendiam me hospedar.
(B) Não admito que vocês pudessem tomar qualquer medida antes que eu venha
a expor as minhas justificativas.
(C) Tão logo desembarcamos, notáramos que ninguém se dispunha a ter ido nos
receber.
(D) A menos que eles se retratem, não teríamos como relevar seus erros, que
tanto prejuízo nos haviam dado.
(E) Quero que a partir de agora você esteja providenciando os papéis que eu
devesse estar assinando na próxima semana.

43. Estão corretos o emprego e a forma de ambos os verbos sublinhados


em:
(A) Não há o que contenhe o ânimo exaltado de quem é contrário à exigência, de
quem se indiguine com a obrigatoriedade do diploma.
(B) Caso um veterano jornalista requera o diploma, alegando toda a sua
experiência, é justo que seje atendido?
(C) Há quem julgue que um profissional só deveria fazer o curso de jornalismo se
esse lhe conviesse e quando bem lhe aprouvesse.
(D) Se alguém se dispor a fazer o curso de Jornalismo apenas para obtiver o
diploma, beneficiar-se-á com as prerrogativas da profissão?
(E) Alguns jornalistas interviram no momento da tramitação do projeto, mas não
obteram sucesso.

44. Mantém-se corretamente a mesma pessoa gramatical na seguinte frase:


(A) O lixo é seu, esse lixo que deixai à beira de sua porta.
(B) O lixo é teu, esse lixo que deixa à beira de vossas portas.
(C) O lixo é teu, esse lixo que deixas à beira de tua porta.
(D) O lixo é de vocês, esse lixo que deixais à beira de suas porta.
(E) O lixo é vosso, esse lixo que deixas à beira de suas portas.

45. Toda vez que ...... seu caminhão com tanto capricho, o motorista ......
demonstrando toda sua dignidade.
Para completar corretamente a frase acima, devem-se usar as formas verbais
(A) limparia -estivesse
(B) limpar -estivesse
(C) limpasse -estará
(D) limpar -estará
(E) limpará -estaria

46. Todas as formas verbais estão corretas na frase:


(A) Elas se absteram de votar nas últimas eleições.
(B) Quando vocês requiserem mais material, preencham corretamente o
formulário.
(C) Se virdes a mudar de opinião, comunicai-nos a tempo.
(D) A menos que eles se imponhem na reunião, não serão ouvidos pelos
colegas.
(E) Se tivéssemos podido responder, tê-lo-íamos feito de modo contundente.

47 Estão corretamente flexionadas as formas verbais da frase:


(A) Os caboclos de fato obtiveram algumas melhorias, mas nem todas as
novidades lhes convieram.
(B) O pesquisador deteu-se em alguns dados e percebeu que do progresso
adviram, também, alguns prejuízos.
(C) Conclue-se, da leitura do texto, que a alimentação mais natural constitue um
fator de saúde.
(D) Se o progresso não intervisse na vida de Aracampina, os moradores não
fazeriam novos projetos de vida.
(E) Quando os habitantes de Aracampina se proporam a aceitar as novidades,
ninguém conteu seu ingênuo entusiasmo.

48. As formas verbais sublinhadas respeitam as normas de concordância na


frase:
(A) Não caberiam aos caboclos ter consciência de todas as coisas que o
progresso lhes trariam.
(B) Entre os diversos fatores que determinam o estresse, um dos mais importantes
está nos hábitos alimentares.
(C) Toda a comunidade de Aracampina acabaram por se envolver em tanta
melhoria que passaram a ficar ao seu alcance.
(D) Tão logo surgiu, as primeiras manifestações de estresse deixou bem claro que
se deviam às novidades do cotidiano.
(E) Fogão a gás, televisão, luz elétrica, tudo fascinavam os caboclos, a quem
ninguém advertiram da outra face da moeda.

49. Está adequada a articulação entre os tempos verbais na frase:


(A) Na primeira vez em que lá esteve, o pesquisador notara que os caboclos
pescassem mais do que da segunda vez.
(B) Uma vez que a dieta dos caboclos se alterasse, tinham passado a sofrer de
hipertensão.
(C) Se os alimentos que ingeriam fossem, em boa parte, industrializados, a taxa
de hipertensão tende a crescer.
(D) No caso de surgir a necessidade de ganhar mais dinheiro, a taxa de
hipertensão elevava-se rapidamente.
(E) Tão logo passaram a usar fraldas descartáveis, as mulheres viram reduzido o
seu trabalho.

50. Estão corretos o emprego e a forma do verbo sublinhado na frase:


(A) São grandes os esforços que o complexo pensamento de Rousseau sempre
requereu de seus intérpretes.
(B) Advêem de Rousseau as principais formulações sobre a soberania política do
povo.
(C) A teoria de Rousseau ainda hoje contribue para a análise das relações entre o
homem e a natureza.
(D) Os ingênuos seguidores de Rousseau não se deteram na complexidade de
seu pensamento.
(E) Em seu tempo, Rousseau interviu radicalmente na formação do pensamento
democrático.

51. Os tempos e modos verbais estão corretamente articulados na frase:


(A) Foi um contra-senso interpretativo quando afirmáramos que o princípio da
soberania absoluta do povo terá origem em Rousseau.
(B) Seria um contra-senso interpretativo se afirmássemos que o princípio da
soberania absoluta do povo teve origem em Rousseau.
(C) Será um contra-senso interpretativo se afirmássemos que o princípio da
soberania absoluta do povo haverá de ter origem em Rousseau.
(D) É um contra-senso interpretativo quando afirmávamos que o princípio da
soberania absoluta do povo tem tido origem em Rousseau.
(E) É um contra-senso interpretativo quando afirmarmos que o princípio da
soberania absoluta do povo tinha origem em Rousseau.

52. Está correta a flexão de todos os verbos da seguinte frase:


(A) Tudo o que advir de uma experiência esotérica sempre obterá, da parte dos
cientistas, a atenção e o cuidado de uma verificação objetiva.
(B) Os profissionais da quiromancia ou da numerologia não apreciam os
consulentes que regateam na hora do pagar o que lhes é pedido.
(C) Quando diz que um cientista se "inspira", o autor sugere que ele intui um
caminho, que ele se provê de confiança para considerar uma hipótese objetiva.
(D) O esoterismo obstrue o caminho da ciência; a cada vez que manter os
incautos distantes das práticas científicas, estará propagando o irracionalismo.
(E) É explicável que creamos em práticas esotéricas, pois elas nos fornecem
imediatamente explicações mirabolantes para todos os mistérios.

53. Segundo a Anistia Internacional, a prova usada contra ela foi o fato de ter
engravidado sem ser casada. O segmento sublinhado na frase acima pode
ser corretamente substituído, mantendo-se o sentido da frase, por:
(A) fora o fato de haver engravidado sem ter sido casada.
(B) foi o fato de que engravidou sem que fosse casada.
(C) era o fato de que teria engravidado sem que seja casada.
(D) foi o fato de que se engravidara sem que se casasse.
(E) é o fato de que engravidaria sem que seja casada.
54. Está correta a flexão de todas as formas verbais da frase:
(A) Caso não se detessem nas questões formais, os responsáveis pelo julgamento
de Amina não teriam satisfazido as expectativas internacionais.
(B) Toda mulher que manter uma relação amorosa fora do casamento será
submissa ao rigor da lei islâmica.
(C) As leis nigeriana provêem da tradição islâmica, e jamais se absteram de
observar os rígidos postulados desta.
(D) Se a Anistia e outros órgãos internacionais não intervissem no caso de Amina,
não havia o que contivesse o ânimo punitivo do tribunal nigeriano.
(E) Não se propusessem os formadores de opinião pública a intervir no caso de
Amina, é quase certo que a ela se imporia a pena de morte por apedrejamento.

55. Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:


(A) No caso de rever suas teorias, em face do que julgue algum mistério divino,
um cientista sobreporá a atitude espiritual ao método propriamente científico.
(B) É preciso que o cientista se abstenhe de incorporar ao seu trabalho hesitações
de natureza espiritual, que trazeriam prejuízo para a objetividade de sua pesquisa.
(C) Cientistas como Newton ou Einstein proporam-se considerar a idéia platônica
de que tudo, na natureza, se constitue como obra de um Arquiteto Universal.
(D) Se os cientistas não conterem seus impulsos subjetivos, submeterão-se às
paixões, em vez de se guiarem pelos procedimentos científicos.
(E) O conhecimento que um cientista por vezes intue deve ser objeto de
verificação científica, para que não o submissa a força da pura imaginação.

56. Transpondo para a voz passiva a frase: "Haveriam de comprar, ainda, um


trator maior", obtém-se a forma verbal:
a) comprariam d) ter-se-ia comprado
b) comprar-se-ia e) haveria de ser comprado
c) teria sido comprado

57. Leia a seguinte passagem na voz passiva: "O receio é substituído pelo
pavor, pelo respeito, pela emoção ..." Se passarmos para a voz ativa,
teremos:
a) O pavor e o respeito substituíram-se pela emoção e o receio.
b) O pavor e o receio substituem a emoção e o respeito.
c) O pavor, o respeito e a emoção são substituídos pelo receio.
d) O pavor, o respeito e a emoção substituem-se.
e) O pavor, o respeito e a emoção substituem o receio.

58. Assinale a frase que não está na voz passiva:


a) "Esperavam-se manifestações de grupos radicais japoneses de esquerda e de
direita... ."
b) "Foram salvos pelo raciocínio rápido de um agente do serviço secreto... ."
c) "Vocês se dão pouca importância nessa tarefa."
d) "Documentos inúteis devem ser queimados em praça pública."
e) "Devem-se estudar estas questões."

59. Transpondo para a voz ativa a frase: "Os ingressos haviam sido vendidos
com antecedência", obtém-se a forma verbal:
a) venderam d) haviam vendido
b) vendeu-se e) havia vendido
c) venderam-se

60. Transpondo para a voz passiva a frase: "Eu estava revendo, naquele
momento, as provas tipográficas do livro", obtém-se a forma verbal:
a) ia revendo d) comecei a rever
b) estava sendo revisto e) estavam sendo revistas
c) seriam revistas

61. Transpostos para a voz passiva, os verbos do texto "Que miragens vê o


iluminado no fundo de sua iluminação? (...) E por que nos seduz a ilha?"
(Carlos Drummond de Andrade), assumem, respectivamente, as formas:
a) eram vistas e somos seduzidos
b) são vistas e fomos seduzidos
c) foram vistas e somos seduzidos
d) são vistas e somos seduzidos
e) foram vistas e fomos seduzidos

62. O verbo da oração: Os pesquisadores orientarão os alunos" terá, na voz


passiva, a forma:
a) haverão de orientar d) terão orientado
b) haviam orientado e) serão orientados
c) orientaram-se

63. "Explicou que aprendera aquilo de ouvido." Transpondo para a voz


passiva, o verbo assume a seguinte forma:
a) tinha sido aprendido d) tinha aprendido
b) era aprendido e) aprenderia
c) fora aprendido

64. Transpondo para a voz ativa a frase "Os livros seriam postos em um
líqüido desinfetante", obtém-se a forma verbal:
a) vão pôr d) vão ser postos
b) íamos pôr e) poriam
c) põem-se

65. Transpondo para a voz passiva a oração "Os colegas o estimavam por
suas boas qualidades", obtém-se a forma verbal:
a) eram estimadas d) era estimado
b) tinham estimado e) foram estimadas
c) fora estimado
66. Transpondo para a voz passiva a frase: "A assembléia aplaudiu com
vigor as palavras do candidato", obtém-se a forma verbal:
a) foi aplaudido d) estava aplaudindo
b) aplaudiu-se e) tinha aplaudido
c) foram aplaudidas

67. "O farol guiava os navegantes". Transpondo esta frase para a voz
passiva, o verbo apresentará a forma:
a) guiava-se d) guiavam
b) iam guiando e) foram guiados
c) eram guiados

68. Assinale o trecho que não contém erro na voz passiva:


a) Lamentamos que o pouco tempo disponível venha a prejudicar o processo que
foi iniciado de forma tão incorreta.
b) No quarto, já tinham sido espalhados vários colchões pelo chão, para acomodar
os parentes que vinham de longe.
c) À distância, viam-se pequenos pontos de luz, a denunciar a presença de casas
por ali.
d) Assim que começou a cursar medicina, sentiu-se atraído para a área de
neurologia.
e) A lembrança de sua convivência conosco ia sendo afastada à medida que os
afazeres iam nos absorvendo.

69. "Um prólogo a um livro de versos é cousa que se não lê, e quase sempre
com razão." (Sílvio Romero) O verbo "lê":
a) está na voz passiva e seu sujeito é "que"
b) está na voz ativa, seu sujeito é "cousa" e seu objeto direto é "versos"
c) está na voz reflexiva, e o sujeito "versos" pratica e recebe a ação, ao mesmo
tempo
d) sugere reciprocidade de ação, pois há troca de ações entre os "versos" e quem
os lê
e) funciona acidentalmente como verbo de ligação, com predicativo oculto

70 A forma passiva correspondente ao enunciado "Vi, no claro azul do céu,


um papagaio de papel, alto e largo", é:
a) O garoto viu, no claro azul do céu, um papagaio de papel, alto e largo.
b) Um papagaio de papel, alto e largo, estava sendo visto pelo menino, no claro
azul do céu.
c) No claro azul do céu, era visto um papagaio de papel, alto e largo, por mim.
d) Alto e largo, um papagaio de papel foi visto por mim no claro azul do céu.
e) Foi visto pelo menino, no claro azul do céu, um papagaio de papel.

Análise sintática
1. Em todas as alternativas, o termo em negrito exerce a função de sujeito, exceto
em:
a) Quem sabe de que será capaz a mulher de seu sobrinho?
b) Raramente se entrevê o céu nesse aglomerado de edifícios.
c) Amanheceu um dia lindo, e por isso todos correram às piscinas.
d) Era somente uma velha, jogada num catre preto de solteiros.
e) É preciso que haja muita compreensão para com os amigos.

2. Em "Eu era enfim, senhores, uma graça de alienado.", os termos da oração


grifados são respectivamente, do ponto de vista sintático:
a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito
b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto
c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito
d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto
e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do sujeito

3. "O homem está imerso num mundo ao qual percebe ..." A palavra em negrito é:
a) objeto direto preposicionado d) agente da passiva
b) objeto indireto e) adjunto adnominal
c) adjunto adverbial

4. Assinale a frase cujo predicado é verbo-nominal:


a) "Que segredos, amiga minha, também são gente ..."
b) "... eles não se vexam dos cabelos brancos ..."
c) "... boa vontade, curiosidade, chama-lhe o que quiseres ..."
d) "Fiquemos com este outro verbo."
e) "... o assunto não teria nobreza nem interesse ..."

5. Todos os itens abaixo apresentam o pronome relativo com função de objeto


direto, exceto:
a) "Aurélia não se deixava inebriar pelo culto que lhe rendiam."
b) "Está fadigada de ontem? perguntou a viúva com a expressão de afetada ternura que
exigia o seu cargo."
c) "... com a riqueza que lhe deixou seu avô, sozinha no mundo, por força que havia de
ser enganada."
d) "... O Lemos não estava de todo restabelecido do atordoamento que sofrera."
e) "Não o entendiam assim aquelas três criaturas, que se desviviam pelo ente querido."

6. A partícula apassivadora está exemplificada na alternativa:


a) Fala-se muito nesta casa. d) Ria-se de seu próprio retrato.
b) Grita-se nas ruas. e) Precisa-se de um dicionário.
c) Ouviu-se um belo discurso.

7. Classifique o "se" na frase: "Ele queixou-se dos maus tratos recebidos".


a) partícula integrante do verbo
b) conjunção condicional
c) pronome apassivador
d) conjunção integrante
e) símbolo de indeterminação do sujeito
8. O “se” é índice de indeterminação do sujeito na frase:
a) Não se ouvia o sino.
b) Assiste-se a espetáculos degradantes.
c) Alguém se arrogava o direito de gritar.
d) Perdeu-se um cão de estimação.
e) Não mais se falsificará tua assinatura.

9. O “se” é pronome apassivador em:


a) Precisa-se de uma secretária.
b) Proibiram-se as aulas.
c) Assim se vai ao fim do mundo.
d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado.
e) Eles se propuseram um acordo.

10. A palavra "se" é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada


substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes?
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de operários.
e) Não sei se o vinho está bom.

11. Em relação à função da partícula “se”, numere a segunda de acordo com a


primeira e depois assinale a numeração correta:
1. Partícula apassivadora
2. Índice de indeterminação do sujeito
3. Objeto direto reflexivo
4. Objeto indireto
5. Conjunção
6. Partícula de realce

( ) Veja se falta alguém.


( ) "Vai-se a primeira pomba despertada..."
( ) Daqui se assiste ao desfile.
( ) Ele arroga-se o direito de reclamar.
( ) Ainda se ouvem gemidos.
( ) A jovem olhava-se no espelho.

a) 5, 4, 2, 6, 1, 3 d) 5, 6, 2, 1, 3, 4
b) 5, 6, 2, 4, 1, 3 e) 2, 6, 5, 4, 1, 3
c) 2 ,6, 5, 1, 4, 3

12. No período "Avistou o pai, que caminhava para a lavoura", a palavra que
classifica-se morfologicamente como:
a) conjunção subordinativa integrante
b) pronome relativo
c) conjunção subordinativa final
d) partícula expletiva
e) conjunção subordinativa causal
13. Das expressões sublinhadas abaixo, com as idéias de tempo ou lugar, a única
que tem a função sintática do adjunto adverbial é:
a) "Já ouvi os poetas de Aracaju"
b) "atravessar os subúrbios escuros e sujos"
c) "passar a noite de inverno debaixo da ponte"
d) "Queria agora caminhar com os ladrões pela noite"
e) "sentindo no coração as pancadas dos pés das mulheres da noite"

14. "Ande ligeiro, Pedro". O termo destacado tem a função sintática de:
a) sujeito d) aposto
b) objeto direto e) adjunto adverbial
c) vocativo

15."Não se sabe se é verdade ou não." O “se” nos dois casos em que aparecem no
texto são, conforme a sua colocação:
a) partícula apassivadora - pronome reflexivo, sujeito
b) partícula apassivadora - conjunção integrante
c) partícula integrante do verbo - conjunção condicional
d) índice de indeterminação do sujeito - partícula de realce
e) partícula integrante do verbo - conjunção integrante

16. Considerando como conjunção integrante aquela que inicia uma oração
subordinada substantiva, indique em qual das opções nenhum ”se” tem esta
função:
a) Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu.
b) Comenta-se que ele se feria de propósito.
c) Se vai ou fica é o que eu gostaria de saber.
d) Saberia me dizer se ele já foi?
e) n.d.a

17. Na oração "Esboroou-se o balsâmico indianismo de Alencar ao advento dos


Romanos", a classificação do sujeito é:
a) oculto d) composto
b) inexistente e) indeterminado
c) simples

18. Em "O hotel virou catacumba":


a) o predicado é nominal d) o verbo é transitivo direto
b) o predicado é verbo-nominal e) estão corretas c e d
c) o predicado é verbal

19. Nas frases abaixo, o pronome oblíquo está corretamente classificado, exceto
em:
a) "Fugia-lhe é certo, metia o papel no bolso ..." (objeto indireto)
b) "... ou pedir-me à noite a bênção do costume" (objeto indireto)
c) "Todas essas ações eram repulsivas: eu tolerava-as ..." (objeto direto)
d) "... que vivia mais perto de mim que ninguém" (objeto indireto)
e) "... eu jurava matá-los a ambos ..." (objeto direto)

20. Na frase "Fugia-lhe, e certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-se,
não abria as vidraças, chegava a fechar os olhos", são adjuntos adverbiais:
a) no bolso - a casa - não
b) no bolso - não
c) certo - no bolso - a casa - se - não
d) lhe - certo - no bolso - a casa - se - não
e) certo - no bolso - a casa - não - a fechar

21. Entre as alternativas abaixo, aponte a única em que um dos termos corresponde
à análise dada: "Pareciam infinitas as combinações de cores no azul do céu."
a) Pareciam é um verbo intransitivo
b) Infinitas é objeto direto
c) Cores é o núcleo do sujeito
d) Do céu é o complemento nominal
e) n.d.a

22. No período "... a nacionalidade viveu da mescla de três raças que os poetas
xingaram de tristes: as três raças tristes", as unidades sublinhadas exercem,
respectivamente, as funções sintáticas de:
a) adjunto adverbial - objeto direto - predicativo do objeto - aposto
b) objeto indireto - sujeito - predicativo do objeto - adjunto adverbial
c) objeto direto - objeto direto - adjunto adnominal - adjunto adverbial
d) adjunto adverbial - objeto direto - adjunto adnominal - aposto
e) adjunto adverbial - sujeito - adjunto adverbial - adjunto adverbial

23. "Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos, a pau." Nessa frase o sujeito é:
a) nas mãos
b) indeterminado
c) eles (determinado)
d) inexistente ou eles: dependendo do contexto
e) n.d.a

24. Em: "Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda", as expressões
sublinhadas são:
a) complemento nominal - objeto direto
b) predicativo do objeto - objeto direto
c) objeto indireto - complemento nominal
d) objeto indireto - objeto indireto
e) complemento nominal - objeto direto preposicionado

25. "No mar, tanta tormenta e tanto dano, / Tantas vezes a morte apercebida; / Na
terra, tanta guerra, tanto engano, / Tanta necessidade aborrecida! / Onde pode
acolher-se um fraco humano, / Onde terá segura a curta vida, / Que não se arme e
se indigne o Céu sereno / Contra um bicho da terra tão pequeno?"

Na oração "Onde terá segura a curta vida...":

a) o adjetivo segura é predicativo do objeto vida


b) o adjetivo curta é adjunto adnominal do sujeito vida
c) os dois adjetivos - segura e curta - são adjuntos do substantivo vida
d) o adjetivo segura está empregado com valor de adjunto adverbial
e) os adjetivos - segura e vida - são predicativos do sujeito vida
26. A oração sublinhada está corretamente classificada, EXCETO em:
a) Casimiro Lopes pergunta se me falta alguma coisa / oração subordinada adverbial
condicional
b) Agora eu lhe mostro com quantos paus se faz uma canoa / oração subordinada
substantiva objetiva direta
c) Tudo quanto possuímos vem desses cem mil réis / oração subordinada adjetiva
restritiva
d) Via-se muito que D. Glória era alcoviteira / oração subordinada substantiva subjetiva
e) A idéia é tão santa que não está mal no santuário / oração subordinada adverbial
consecutiva

27. No seguinte grupo de orações destacadas:


1. É bom que você venha.
2. Chegados que fomos, entramos na escola.
3. Não esqueças que é falível.

Temos orações subordinadas, respectivamente:

a) objetiva direta, adverbial temporal, subjetiva


b) subjetiva, objetiva direta, objetiva direta
c) objetiva direta, subjetiva, adverbial temporal
d) subjetiva, adverbial temporal, objetiva direta
e) predicativa, objetiva direta, objetiva indireta

28. "Lembro-me de que ele só usava camisas brancas." A oração sublinhada é:


a) subordinada substantiva completiva nominal
b) subordinada substantiva objetiva indireta
c) subordinada substantiva predicativa
d) subordinada substantiva subjetiva
e) subordinada substantiva objetiva direta

29. Neste período "não bate para cortar", a última oração apresenta idéia de:
a) a causa b) a explicação
b) o modo e) a finalidade
c) a conseqüência

30. Em todos os períodos há orações subordinadas substantivas, exceto em:


a) O fato era que a escravatura do Santa Fé não andava nas festas do Pilar, não vivia no
coco como a do Santa Rosa.
b) Não lhe tocara no assunto, mas teve vontade de tomar o trem e ir valer-se do
presidente.
c) Um dia aquele Lula faria o mesmo com a sua filha, faria o mesmo com o engenho que
ele fundara com o suor de seu rosto.
d) O oficial perguntou de onde vinha, e se não sabia notícias de Antônio Silvino.
e) Era difícil para o ladrão procurar os engenhos da várzea, ou meter-se para os lados de
Goiana

31. Classifique as palavras como nas construções seguintes, numerando,


convenientemente, os parênteses:
1) preposição
2) conj. subord. causal
3) conj. subord. conformativa
4) conj. coord. aditiva
5) adv. interrogativo de modo

( ) Perguntamos como chegaste aqui.


( ) Percorrera as salas como eu mandara.
( ) Tinha-o como amigo.
( ) Como estivesse frio, fiquei em casa.
( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos.

a) 2 - 4 - 5 - 3 - 1 d) 3 - 1 - 2 - 4 - 5
b) 4 - 5 - 3 - 1 - 2 e) 1 - 2 - 4 - 5 - 3
c) 5 - 3 - 1 - 2 - 4

32. Em - "Há enganos que nos deleitam", a oração grifada é:


a) substantiva subjetiva d) substantiva apositiva
b) substantiva objetiva direta e) adjetiva restritiva
c) substantiva completiva nominal

33. Em que período há oração subordinada substantiva completiva nominal?


a) Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro
Barqueiro.
b) Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro no rancho, que só tinha três
divisões.
c) Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em
sua rocinha.
d) Pascoal me fez um sinal, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o
Barqueiro pelas costas.
e) Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro nas ruas da
cidade.

34. Em qual opção está incorreta a análise do período “Jejuo o materialismo, logo
amo”?
a) o período é composto por coordenação.
b) a segunda oração possui adjunto adverbial.
c) a primeira oração é coordenada assindética.
d) o predicado das duas orações é verbal.
e) o verbo da segunda oração é intransitivo.

35. “O homem que confessa a sua ignorância revela-a uma só vez; o homem que
tenta ocultá-la, revela-a muitas vezes.” Assinale a análise incorreta.
a) período composto por coordenação e subordinação.
b) os pronomes relativos exercem função de sujeito.
c) a primeira oração adjetiva possui dois adjuntos adnominais.
d) a segunda oração adjetiva não possui complemento verbal.
e) as orações principais não possuem predicativo.

36. Aponte a alternativa em que a oração destacada estiver analisada


incorretamente.
a) “O homem não é uma ilha que possa viver isolado.” (principal.)
b) “O homem que não comete erros geralmente nada fez.” (adjetiva.)
c) “Tremo pela minha pátria quando penso que Deus é justo.” (temporal e principal.)
d) “Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens.” (subjetiva reduzida
de infinitivo.)
e) “A máscara é tão bonita que sinto medo de tudo.” (causal.)

37. Teimou em contratar os serviços de uma empresa, se bem que não houvesse
necessidade. Substituindo a oração destacada, comece com: Não havia
necessidade...
a) porém
b) portanto
c) ainda que
d) porque
e) visto que

38. Em qual das orações o “se” é conjunção subordinativa integrante.


a) Ela se morria de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de pedreiros.
e) Não sei se o vinho está bom.

39. Espere até tarde, que ele aparecerá. Substituindo a oração destacada, comece
com: Ele aparecerá...
a) assim que
b) enquanto
c) quando
d) portanto
e) para que

40. Qual o período composto por coordenação e subordinação.


a) Se não és generoso na penúria, não serás generoso na abundância.
b) O silêncio diz mais que o longo discurso.
c) Palavras fortes e amargas indicam uma causa fraca.
d) Tudo que é débil é velho; tudo que é forte é bom.
e) Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas.

41. No período: “Ainda que fosse bom jogador, não ganharia a partida”, a primeira
oração encerra idéia de:
a) causa
b) concessão
c) finalidade
d) condição
e) proporção

42. Dentre as orações abaixo, uma é subordinada causal. Assinale-a!


a) Mesmo que parta antes, precisarei do resultado da prova.
b) Chegamos tão cedo que o portão da faculdade ainda estava fechado.
c) Já que possuo pouco dinheiro, não poderei viajar.
d) O público aplaudia euforicamente para que o circo continuasse a apresentação.
e) Realizou os exercícios de acordo com as instruções do mestre.
43. Assinale a única alternativa em que não aparece oração coordenada conclusiva.
a) Só tive decepções; por isso fiquei descrente.
b) Vive mentindo; logo, não merece crédito.
c) Considero-me pessoa sensata, portanto não reagirei à provocação.
d) Vou mudar de atividade, pois não me sinto realizado.
e) O espetáculo acabou bem; foram, pois, infundadas as críticas e as incertezas.

44. Aponte a alternativa em que a vírgula indica que há oração subordinada adjetiva
explicativa.
a) Anda logo, que a chuva te pega.
b) Que não é atitude legal, isso eu já sabia.
c) A verdade, que não é dita por todos, sempre incomoda.
d) Estude toda a matéria, que a prova será amanhã
e) Nossos alunos, os mais estudiosos, passarão neste concurso.

45. Observe os períodos abaixo.


I – Como tinha fé, nada temia.
II – Terminarei o curso, ainda que tenha de estudar à noite.
III – Ao entrar, deparou com a chocante cena.

As orações adverbiais sublinhadas indicam, respectivamente:


a) causa – concessão – tempo.
b) causa – causa – tempo.
c) concessão – causa – causa.
d) causa – concessão – causa.
e) conformidade – concessão - condição

Concordância
1. Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a
norma culta:
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.

2. Assinale a frase em que há erro de concordância verbal:


a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.
d) Deve existir problemas nos seus documentos.
e) Choveram papéis picados nos comícios.

3. Assinale a opção em que há concordância inadequada:


a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.
b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.
c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.
d) De casa à escola é três quilômetros.
e) Nem uma nem outra questão é difícil.

4. Há erro de concordância em:


a) atos e coisas más
b) dificuldades e obstáculo intransponível
c) cercas e trilhos abandonados
d) fazendas e engenho prósperas
e) serraria e estábulo conservados

5. Indique a alternativa em que há erro:


a) Os fatos falam por si sós.
b) A casa estava meio desleixada.
c) Os livros estão custando cada vez mais caro.
d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis.
e) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça.

6. Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal:


a) Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila.
b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas.
c) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos.
d) Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos.
e) Ela comprou dois vestidos cinza.

7. Verbo deve ir para o plural:


a) Organizou-se em grupos de quatro.
b) Atendeu-se a todos os clientes.
c) Faltava um banco e uma cadeira.
d) Pintou-se as paredes de verde.
e) Já faz mais de dez anos que o vi.

8. Verbo certo no singular:


a) Procurou-se as mesmas pessoas
b) Registrou-se os processos
c) Respondeu-se aos questionários
d) Ouviu-se os últimos comentários
e) Somou-se as parcelas

9. A concordância verbal está correta na alternativa:


a) Ela o esperava já faziam duas semanas.
b) Na sua bolsa haviam muitas moedas de ouro.
c) Eles parece estarem doentes.
d) Devem haver aqui pessoas cultas.
e) Todos parecem terem ficado tristes.

10. É provável que ....... vagas na academia, mas não ....... pessoas interessadas:
são muitas as formalidades a ....... cumpridas.
a) hajam - existem - ser d) haja - existe - ser
b) hajam - existe - ser e) hajam - existem - serem
c) haja - existem - serem
11. ....... de exigências! Ou será que não ....... os sacrifícios que ....... por sua causa?
a) Chega - bastam - foram feitos d) Chegam - basta - foram feitos
b) Chega - bastam - foi feito e) Chegam - bastam - foi feito
c) Chegam - basta - foi feito

12. Soube que mais de dez alunos se ....... a participar dos jogos que tu e ele ....... .
a) negou - organizou d) negou - organizaram
b) negou - organizasteis e) negaram - organizastes
c) negaram - organizaste

13. A frase em que a concordância nominal contraria a norma culta é:


a) Há gritos e vozes trancados dentro do peito.
b) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos.
c) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos.
d) Trancada dentro do peito permanece uma voz e um grito.
e) Conservam-se trancadas dentro do peito uma voz e um grito.

14. Aponte a alternativa correta:


a) Considerou perigosos o argumento e a decisão.
b) É um relógio que torna inesquecível todas as horas.
c) Já faziam meses que ela não a via.
d) Os atentados que houveram deixaram perplexa a população.
e) A quem pertence essas canetas?

15. Vão ............ à carta várias fotografias. Paisagens as mais belas ............. . Ela
estava ............. narcotizada.
a) anexas - possíveis - meio d) anexo - possível - meio
b) anexas - possível - meio e) anexo - possível - meia
c) anexo - possíveis - meia

16. Vai ............ à carta minha fotografia. Essas pessoas cometeram crime de ............-
patriotismo. Elas ............. não quiseram colaborar.
a) incluso - leso - mesmo d) incluso - leso - mesmas
b) inclusa - leso - mesmas e) inclusas - lesa - mesmo
c) inclusa - lesa - mesmas

17. Assinale a alternativa em que há erro de concordância:


a) Tinha os olhos e a boca abertos.
b) Haviam ratos no porão.
c) Tu e ele permanecereis na mesma sala.
d) Separamo-nos ela e eu.
e) Ouviam-se passos lá fora.

18. No grupo, ............ os trabalhos.


a) sou eu que coordena d) é eu quem coordeno
b) é eu que coordena e) sou eu que coordeno
c) é eu quem coordena

19. Para se atender às normas de concordância, é preciso corrigir a forma


verbal sublinhada na frase:
(A) Não nos parece que sejam irrelevantes quaisquer medidas que visem à
preservação de línguas utilizadas pelas minorias.
(B) Que não se meça esforços para se preservar ou resgatar um fato cultural que
ajude a compreender o nosso passado histórico.
(C) Tem havido muitas pressões para garantir os direitos das minorias, tais como
a utilização e a veiculação de línguas que resistem ao desaparecimento.
(D) As populações a quem interessa preservar seus direitos históricos devem unir-
se e mobilizar-se contra medidas autoritárias.
(E) Caso politicamente não convenha às autoridades do Ministério das
Comunicações proibir o programa “Nheengatu”, este será mantido em sua forma
original.

20. A concordância está feita corretamente em:


(A) Os poucos anos de escolaridade do trabalhador são insuficientes para um bom
uso das inovações tecnológicas.
(B) O número de postos de trabalho geralmente aumentam quando as empresas
elevam a produtividade.
(C) Os trabalhadores que perdem o emprego pode ser admitido em novos postos,
dependendo do nível de escolaridade.
(D) Existe vários efeitos que é resultante da aplicação da tecnologia, capazes de
gerar novos empregos.
(E) A recuperação de novos postos de trabalho nas empresas são possíveis para
candidatos com formação adequada a eles.

21. As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase:


(A) Muitos julgam imprescindíveis que se consulte os especialistas para que se
avalie com precisão os livros de uma velha biblioteca.
(B) Qualquer um dos que entram desprevenidos numa velha biblioteca podem se
defrontar com surpresas de que jamais se esquecerá.
(C) Mesmo que hajam passado cem anos, as fotos revelam instantâneos de um
presente perdido, no qual não se contava com os efeitos do tempo.
(D) Nada do que se lê nos grandes livros, mesmo quando extinta a época em que
foram escritos, parecem envelhecidos para quem os compreende.
(E) Lá estão, como se fosse hoje, a imagem das jovens e sorridentes senhorinhas
daqueles tempos, inteira mente alheias ao passar do tempo.

22. O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma forma


no plural, ao se flexionar na seguinte frase:
(A) À grande maioria dos livros de uma biblioteca ...... (caber) um destino dos mais
melancólicos.
(B) É comum que livros antigos, na perspectiva de um herdeiro pouco afeito às
letras, ...... (representar) mais um incômodo do que uma dádiva.
(C) ....... (costumar) haver muitas surpresas para quem se propõe a vasculhar uma
antiga biblioteca.
(D) Pouca gente, tendo o compromisso de avaliar uma biblioteca, ...... (saber)
separar com rigor os livros valiosos dos que não o são.
(E) ....... (ocorrer) a muitos imaginar que uma velha biblioteca valerá mais pela
quantidade do que pela qualidade dos livros.

23. A frase em que há pleno atendimento às normas de concordância verbal


é:
(A) Deve espantar-nos que sejam consideradas crimes, na Nigéria, atitudes que,
entre nós, são passíveis de uma simples censura moral?
(B) É possível que venha a ocorrer, imediatamente após o caso de Amina Lawall,
julgamentos relativos à mesma infringência das leis muçulmanas.
(C) Muitos acreditam que não se deveriam admitir, em nome dos direitos
humanos, a aplicação da pena máxima contra desvios de ordem moral.
(D) É polêmica a proposta de que se confira a um tribunal internacional poderes
para intervir em normas jurídico-religiosas estabelecidas em culturas milenares.
(E) Caberiam aos cidadãos ocidentais, cujas leis se estabeleceram em sua própria
tradição cultural, o direito de intervirem nos códigos de outros povos?

24. Quanto às normas de concordância verbal, está inteiramente correta a


frase:
(A) Einstein não deseja que se acusem os físicos de se omitirem quanto às suas
responsabilidades depois da guerra, para cujo fim deram importante
contribuição.
(B) A todos aqueles que ajudaram a criar a nova e terrível arma devem-se
responsabilizar por toda e qualquer omissão diante da construção do futuro da
humanidade.
(C) Não cabem aos físicos, de fato, tomar as medidas que redundem no efetivo
controle da utilização da nova arma, o que não significa que eles devam se
omitir sobre o assunto.
(D) Se a quaisquer dos físicos fossem permitido tomar decisões quanto à
utilização da nova arma, provavelmente haveria nelas mais sensatez do que nas
dos políticos.
(E) Não se impute aos físicos todas as responsabilidades por alguma desastrosa
utilização da nova arma, pois não pertencem a eles as iniciativas políticas.

25. O verbo indicado entre parênteses deverá se flexionar numa forma do


plural para preencher adequadamente a lacuna da frase:
(A) Ao percalço que ...... (haver) de enfrentar, responderam os romeiros com um
ato de fé.
(B) Aos romeiros não ........... (convir) dificultar as coisas para a Providência divina.
(C) Tem gente que só diante dos grandes perigos é que ...... (persignar-se).
(D) Aqueles a quem não ...... (mover) a fé abalam-se pelo temor.
(E) Não ...... (queixar-se) das águas fortes quem as cruza com fé maior.

26. O verbo indicado entre parêntenses deverá se flexionar numa forma do


plural para completar corretamente a lacuna da frase:
(A) Por mais que se ........ (haver) beneficiado com o progresso, os caboclos não
deixaram de sofrer algumas de suas desvantagens.
(B) Em todas as vezes que se ........ (falar) dos benefícios do progresso, costuma-
se omitir o quanto ele pode ser prejudicial.
(C) Até mesmo às fraldas descartáveis ....... (ter) acesso, agora, a mulher que vive
em Aracampinas.
(D) Entre as novidades com que se ........... (entusiasmar) o morador de
Aracampinas estão a televisão e o telefone.
(E) Pouca gente......... (poder) censurar a atração que têm os moradores pelas
novidades que chegaram a Aracampinas.

27. A frase que está inteiramente de acordo com as normas da concordância


verbal é:
(A) A corrupção dos povos que saem da infância e da juventude parecem fazer
parte do nosso destino histórico, segundo o pessimista Rousseau.
(B) Constituem os males da humanidade um desafio invencível para qualquer
providência de natureza jurídica.
(C) De acordo com Rousseau, devem-se discriminar o que é a vontade geral,
diante do que é a vontade de todos.
(D) Quanto mais contra-sensos houverem na interpretação de Rousseau, menos
compreendido será o filósofo.
(E) Nas teses de Rousseau, a reforma dos costumes sempre tiveram mais
importância do que quaisquer remédios jurídicos.

28. Para completar corretamente a lacuna da frase, o verbo indicado entre


parênteses deverá adotar uma forma do plural em:
(A) Não se ........ (dever) atribuir às idéias de Rousseau qualquer grau de
ingenuidade.
(B) Quando se......... (administrar) aos males da humanidade apenas um remédio
jurídico, os efeitos são insignificantes.
(C) Nunca ....... (faltar) às teorias de Rousseau a preocupação com o destino dos
povos.
(D) O moralismo e o desejo de justiça social de Rousseau sempre o .........
(estimular) a pensar criticamente.
(E) Foram muitos os pensadores a quem Rousseau ......... (influenciar) com suas
preocupações morais.

29. Quanto à concordância, está inteiramente correta a frase:


(A) Não ocorrem aos cientistas imaginar que as explicações dos fenômenos
naturais possam ser dadas pelas práticas esotéricas.
(B) Se conviessem aos charlatões demonstrar suas crenças em experimentos de
laboratório, eles seriam os primeiros a fazê-lo.
(C) A todo cientista, seguindo os passos de seus antecessores e submetendo-se
aos procedimentos próprios da ciência, cumprem desmascarar as malícias dos
charlatões.
(D) É desejável que se oponham às "provas" oferecidas pelos charlatões a prática
das experiências controladas nos laboratórios.
(E) Não se recorra às práticas esotéricas para que se "provem", sem nenhum
rigor, "fatos" que não passam de construções da fantasia e da especulação.
30. ...... de ...... alguns estudos sobre o stress no trabalho, com resultados
semelhantes, não ...... os países.
(A) Acabam -ser concluídos -importam
(B) Acaba -ser concluído -importam
(C) Acaba -ser concluído -importa
(D) Acabam -ser concluído -importam
(E) Acaba -ser concluídos -importa

31. A frase totalmente correta quanto à concordância é:


(A) Cidades históricas inteiras estão deixando de serem referências para a
humanidade, dado, especificamente, os poucos recursos destinados a elas.
(B) São muitas as áreas em que se reconhece as insuficiências no trato da coisa
pública, na maioria das vezes insuperável.
(C) Levada em conta a totalidade da questão, tratam-se mesmo de prioridades:
realiza-se governantes consideram mais urgente.
(D) As mais variadas facetas preservação do patrimônio dedo um problema país
deve de ser analisado com equilíbrio e apoio técnico.
(E) Deve haver obstáculos legais para certas decisões, mas existem, certamente,
outras medidas para as quais não se apresente impedimento.

32. A concordância nas frases abaixo, adaptadas do texto, está correta em


(A) Os números iniciais do Censo 2000 mostram que o consumo nas diversas
regiões brasileiras são distribuídas de maneira desigual e contrastante.
(B) Constituem uma proporção relativamente pequena as famílias brasileiras que
podem dar-se ao luxo de serem sustentadas por um único membro.
(C) Alguns dados resultantes do Censo 2000 parece incompatível com aqueles
que assinalam o aumento do consumo de bens duráveis, no mesmo período.
(D) A qualidade de vida dos brasileiros, refletida principalmente na saúde,
dependem de aspectos importantes na área de serviços, como a de saneamento
básico.
(E) Os dados referentes à economia informal não é captados pelas estatísticas, o
que geram algumas situações aparentemente contraditórias.

33. Para que a concordância verbal se faça corretamente, é preciso flexionar


no singular a forma verbal sublinhada na frase:
(A) Seus protestos de beleza e de dignidade estão no zelo com seu caminhão.
(B) Aos homens da cidade devem-se dizer que motorista é um herói.
(C) O lixo e a imundície constituem o vosso presente.
(D) As flores, em vossas mãos impregnar de vossa sujeira.
(E) É com a mão suja que recebem alguns as dádivas da vida.

34. Está de acordo com as normas de concordância verbal a seguinte frase:


(A) Aos editores preocupados com o perigo do simplismo cabem recorrer aos
expedientes que o evitam.
(B) Um daqueles famosos petardos, freqüentes na página de opinião, acabaram
sendo disparados no dia seguinte.
(C) O respeito aos direitos adquiridos constituem uma das cláusulas pétreas da
Constituição.
(D) Quando se recorrem a manchetes com duas idéias, permitem-se manifestar-se
as contradições.
(E) Fatos ou afirmações divergentes, numa mesma manchete, hão de traduzir
mais fielmente a complexidade de uma questão.

35. O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma forma


do plural para preencher de modo correto a lacuna da frase:
(A) A punição dos abusos ....... (CORRIGIR) essa onda de exageros da imprensa.
(B) É degradante a situação a que se .... (EXPOR) alguns suspeitos.
(C) É difícil saber qual dos dois "ismos" a que se refere Ceneviva .... (TRAZER)
piores conseqüências.
(D) Entre os excessos a serem eliminados ..... (ESTAR) o sensacionalismo da
imprensa.
(E) Em busca de notoriedade, há sempre gente que..... (FAZER) o jogo da má
imprensa.

36. O verbo indicado entre parênteses adotará uma forma do plural, ao se


flexionar corretamente na seguinte frase:
(A) Agissem os membros do tribunal de acordo com os cânones da escola Maliki,
(redundar) tudo na morte de Amina.
(B) É de se perguntar quantos apedrejamentos (haver) de ocorrer, caso se
observasse o mesmo rigor da lei em relação ao adultério masculino.
(C) Por mais razões que (poder) haver para se condenar moralmente um adultério,
nenhuma delas tem força para torná-lo um crime.
(D) Acreditam os observadores que um conflito de interpretações entre juizes
muçulmanos e juizes laicos (ensejar), provavelmente, uma guerra civil.
(E) Aos fanáticos religiosos não (satisfaz) que se solucionem casos como esse de
um modo político.

37. A concordância respeita o padrão culto da língua na frase:


(A) O estudo das condições de vida no Brasil permitem avaliar a movimentação
dos indivíduos nas diferentes classes sociais.
(B) Ocupações manuais, como pescador e lavrador, foram colocadas abaixo, na
lista, e em cima estão as atividades liberais, como medicina e advocacia.
(C) Em um grande trabalho de pesquisa foi entrevistado 42 000 chefes de família
e os dados mostram que muita coisa mudou ultimamente.
(D) Os resultados de todo esse trabalho mostra que no Brasil cinco entre dez
brasileiros vivem melhor do que vivia seus pais.
(E) Em alguns países, como a Índia, engessado por sua milenar cultura de castas,
a mobilidade, tendo em vista etnias, religiões e idiomas diversos, tendem a zero.

38. Assinale a opção com a concordância correta.


a) A Revista Ilustrada, periódico da época, publicaram uma descrição da máquina.
b) Por meio do teclado, transmite-se ao papel os caracteres correspondentes.
c) O Padre Azevedo pertencia a uma família em que havia diversos mecânicos.
d) As letras vão imprimir-se ao papel que se envolvem e deslizam por um rolo.
e) As peças que sobraram da máquina encontra-se em Recife.

39. Assinale a opção que completa, corretamente, as lacunas das seguintes


frases.

Neste carro ________ dezesseis latas de tinta.


Poucos dias antes, ________ de três empregados.
Certamente, __________ muitas reclamações na reunião.
Qual de vocês _________ coragem para isto?

a) couberam – precisava-se – haverá - tem


b) coube – precisava-se – haverão - têm
c) couberam – precisavam-se – haverão - tem
d) coube – precisa-se – haverá - têm
e) couberam – precisavam-se – haverá - têm

40. Marque a opção em que a concordância verbal está correta.


a) Os encarregados de coibir a violência contra a população não cumpre a lei.
b) João Paulo, um dos melhores advogados da cidade, defenderam a vítima.
c) Tem domicílio em comarcas diferentes os dois réus.
d) Não é permitido que se estacionem os carros sem cartão.
e) Foi publicada em abril as leis necessárias à punição do criminoso.

Regência
1. Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de acordo com a
norma culta da língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

2. Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela mesma
preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente d) orgulhoso / rico / sedento
b) indigno / odioso / perito e) oposto / pálido / sábio
c) leal / limpo / oneroso

3. Regência imprópria:
a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

4. Alternativa correta:
a) Precisei de que fosses comigo.
b) Avisei-lhe da mudança de horário.
c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.
d) Recusei-me em fazer os exames.
e) Convenceu-se nos erros cometidos.

5. Isso ..... autorizava ..... tomar a iniciativa.


a) o - à d) o - a
b) lhe - de e) lhe - a
c) o - de

6. Assinale a alternativa gramaticalmente correta:


a) Não tenham dúvidas que ele vencerá.
b) O escravo ama e obedece o seu senhor.
c) Prefiro estudar do que trabalhar.
d) O livro que te referes é célebre.
e) Se lhe disserem que não o respeito, enganam-no.

7. Indique a alternativa correta:


a) Preferia brincar do que trabalhar.
b) Preferia mais brincar a trabalhar.
c) Preferia brincar a trabalhar.
d) Preferia brincar à trabalhar.
e) Preferia mais brincar que trabalhar.

8. As palavras ansioso, contemporâneo e misericordioso regem, respectivamente,


as preposições:
a) em - de - para d) de - com - para com
b) de - a - de e) com - a - a
c) por - com - de

9. Observe o verbo que se repete: "aspirou o ar" e "aspirou à glória". Tal verbo:
a) apresenta a mesma regência e o mesmo sentido nas duas orações
b) embora apresente regências diferentes, ele tem sentido equivalente nas duas orações
c) poderia vir regido de preposição também na primeira oração sem que se modificasse o
sentido dela
d) apresenta regência e sentidos diferentes nas duas orações
e) embora tenha o mesmo sentido nas duas orações, ele apresenta regência diferente em
cada uma delas

10. Assinale o item em que a regência do verbo proceder contraria a norma culta da
língua:
a) O juiz procedeu ao julgamento.
b) Não procede este argumento.
c) Procedo um inquérito.
d) Procedia de uma boa família.
e) Procede-se cautelosamente em tais situações.
11.Quando implicar tem sentido de "acarretar", "produzir como conseqüência",
constrói-se a oração como objeto direto, como se vê em:
a) Quando era pequeno, todos sempre implicavam comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.

12. Assinale a única alternativa incorreta quanto à regência do verbo:


a) Perdoou nosso atraso no imposto.
b) Lembrou ao amigo que já era tarde.
c) Moraram na rua da Paz.
d) Meu amigo perdoou ao pai.
e) Lembrou de todos os momentos felizes.

13. Assinale a alternativa em que a regência verbal está correta:


a) Prefiro mais a cidade que o campo.
b) Chegamos finalmente em Santo André.
c) Esta é a cidade que mais gosto.
d) Assisti ao concerto de que você tanto gostou.
e) Ainda não paguei o médico.

14. Assinale a frase que apresenta um erro de regência verbal:


a) Este autor tem idéias com que todos nós simpatizamos.
b) Eis a ordem de que nos insurgimos.
c) Aludiram a incidentes de que já ninguém se lembrava.
d) Qual o cargo a que aspiras?
e) Há fatos que nunca esquecemos.

15. Assinale a alternativa correta quanto à regência:


a) Fomos ao cinema e assistimos um filme.
b) Prefiro mais trabalhar do que estudar.
c) Iremos para o Rio de Janeiro nas próximas férias.
d) Ele está curioso em saber a resposta.
e) Ele aspira a um cargo de chefia.

16. Observe as frases seguintes:


I - Pedro pagou os tomates.
II - Pedro pagou o feirante.
III - Pedro pagou os tomates ao feirante.

Assinale a alternativa que teve considerações corretas sobre tais frases:


a) Estão corretas apenas a I e II porque o verbo pagar é transitivo direto.
b) A II está errada, porque pagar tem por objeto um nome de pessoa, é transitivo indireto
(o certo seria "ao feirante").
c) Apenas a I está correta.
d) A frase III é a única correta e pagar é transitivo direto nesta frase.
e) Todas as frases estão construídas conforme as regras de regência do verbo pagar.

17. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte


frase: "O controle biológico de pragas, ............ o texto faz referência, é
certamente o mais eficiente e adequado recurso ............ os lavradores
dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo."
a) do qual, com que d) ao qual, cujos
b) de que, que e) a que, de que
c) que, o qual

18. Assinale a opção em que o verbo exige a mesma preposição que referir-
se em "... a boneca de pano a que me referi":
a) O homem .......... quem conversei há pouco.
b) O livro .......... que lhe falei há pouco.
c) A criança .......... quem aludi há pouco.
d) O tema .......... que escrevi há pouco.
e) A fazenda .......... que estive há pouco.

19. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas da frase: "As


mulheres, .......... olhos as lágrimas caíam, assistiram a uma cena .......... não
gostavam."
a) cujos - que d) cujos - de que
b) em cujos - que e) de cujos - que
c) de cujos - de que

20. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do período


ao lado: "Não nos interessa .......... eles vêm, .......... moram, nem ..........
pretendem ir."
a) donde - onde - aonde d) de onde - aonde - onde
b) aonde - onde - aonde e) donde - aonde - onde
c) donde - aonde - aonde

21. O funcionário ...... ele se referiu é pessoa ...... se pode confiar.


a) que - da qual d) do qual - que
b) a que - quem e) o qual - em que
c) a quem - em que

22. Assinale a única frase cuja lacuna não deve ser preenchida por um
pronome relativo preposicionado:
a) O relator da emenda constitucional apresentou proposições ..... todos
simpatizavam.
b) Recordaram com carinho a ponte ..... trocaram o primeiro beijo.
c) Fui ver hoje o filme ..... mais gosto.
d) Guimarães Rosa é o escritor brasileiro ..... mais gosto.
e) Esta é a região ......... fronteira agrícola deve ser aplicada.

23. Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas das frases


abaixo:

I. Não foi essa a pessoa ............ aludi.


II. Há certos acontecimentos ............ nunca nos esquecemos.
III. Itaipu foi uma das obras ............ construção mais se comprometeu o orçamento
nacional.
IV. A conclusão ............ chegou não tem o menor fundamento.
V. O conferencista, ............ conhecimentos desconfiávamos, foi infeliz em suas
colocações.

a) à qual de que em cuja a que de cujos


b) à que que cuja à que em cujos
c) a qual dos quais com cuja a qual dos quais
d) a quem que em cuja à qual em cujos
e) a que de que cuja à que de cujos

24. O auxiliar judiciário, .......... méritos não se discutem, merece confiança.


a) de cujos d) cujos os
b) em cujos e) por cujos
c) cujos

25. Preencha as lacunas

I - O livro ..................... me refiro não está traduzido.


II - Os candidatos ............... cartões foram extraviados, poderão fazer a prova. Os
termos que completam, respectivamente, as lacunas das frases acima são:

a) que - cujos os d) a que - cujos


b) ao qual - dos quais e) que - dos quais
c) onde - cujos

26. A desigualdade jurídica do feudalismo ..... alude o autor se faz presente


ainda hoje nos países ..... terras existe visível descompasso entre a riqueza e
a pobreza.
Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se
corretamente as lacunas da sentença acima com:
a) a qual / cujas d) o qual / por cujas
b) a que / em cujas e) ao qual / cuja as
c) à qual / em cuja as

27. Preencha as lacunas

I - Pé-de-Meia é cabo eleitoral ....... mostra serviço.


II - O homem ....... te referiste é alistador de gente.
III - Eis os documentos ....... necessitamos para o registro do candidato. A opção
que completa corretamente as frases é:

a) que / o qual / os quais d) a que / a que / que


b) que / o qual / de que e) cujo / a que / que
c) que / a que / de que
28. A lacuna da frase "A situação ....... aspiro começou a se delinear" é
preenchida, de acordo com a norma culta, por:
a) onde d) que
b) cujo e) a qual
c) a que

29. A preposição nos parênteses não preenche corretamente a lacuna do


período em:
a) O perigo ......... o qual informaram a mulher era conhecido de quase todos.
(sobre)
b) A menina .......... que ele deparou trouxe-lhe muita esperança. (com)
c) O triste acontecimento .......... que lembramos esclareceu a verdade. (de)
d) O jovem .......... que chamamos de imprudente saiu às pressas. (a)
e) A verdade ......... que ansiávamos surgiria a qualquer momento. (por)

30. ............ você estima o orçamento ............ solicitei?


a) Quanto - em que lhe Em quanto - de que o
b) Quanto - por que lhe Em quanto - que o
c) Em quanto - que lhe

31. Assinale a alternativa que preencha, pela ordem, corretamente, às


lacunas:
1. A aurora é o terceiro tom .......... fala o poeta.
2. A aurora é o terceiro tom .......... se refere o poeta.
3. A aurora é o terceiro tom .......... propõe o poeta.
4. A aurora é o terceiro tom ........... faz menção o poeta.

a) de que, a que, a que, que


b) que, a que, que, a que
c) de que, a que, que, a que
d) a que, a que, que, que
e) de que, que, de que, a que

32. Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos ou não de


preposição, que completam corretamente as frase abaixo: Os navios
negreiros, ....... donos eram traficantes, foram revistados. Ninguém conhecia
o traficante ....... o fazendeiro negociava.
a) nos quais / que d) de cujos / com quem
b) cujos / com quem e) cujos / de quem
c) que / cujo

33. O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na


opção:
a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos.

34. Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor se referia.
a) de que - que d) cujos - cujo
b) a cujos - cujos e) a que - a que
c) por que - que

35. As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju,
....... coração bate de noite, no silêncio.
A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:

a) as quais / de cujo d) às quais / cujo


b) a que / no qual e) que / em cujo
c) de que / o qual

36. É tal a simplicidade ....... se reveste a redação desse documento, que ele
não comporta as formalidades ....... demais.
a) que - os d) em que - nos
b) de que - aos e) a que - dos
c) com que - para os

37. Diferentes são os tratamentos ....... se pode submeter o texto literário.


Sempre se deve aspirar, no entanto, ....... objetividade científica, fugindo .......
subjetivismo.
a) à que, a, do d) a que, a, do
b) que, a, ao e) a que, à, ao
c) à que, à, ao

38. Alguns demonstram verdadeira aversão ..... exames, porque nunca se


empenharam o suficiente ..... utilização do tempo ..... dispunham para o
estudo.
a) com - pela - de que d) com - na - que
b) por - com - que e) a - na - de que
c) a - na - que

39. Em qual das alternativas o uso de cujo não está conforme a norma culta?
a) Tenho um amigo cujos filhos vivem na Europa.
b) Rico é o livro cujas páginas há lições de vida.
c) Naquela sociedade, havia um mito cuja memória não se apagava.
d) Eis o poeta cujo valor exaltamos.
e) Afirmam-se muitos fatos de cuja veracidade se deve desconfiar.

40. Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição
entre parênteses:

a) uma companheira desta, ..... cuja figura os mais velhos se comoviam. (com)
b) uma companheira desta, ..... cuja figura já nos referimos anteriormente. (a)
c) uma companheira desta, ..... cuja figura havia um ar de grande dama
decadente. (em)
d) uma companheira desta, ..... cuja figura andara todo o regimento apaixonado.
(por)
e) uma companheira desta, ..... cuja figura as crianças se assustavam. (de)

41. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte


frase: Toda comunidade, ..... aspirações e necessidades devem vincular-se
os temas da pesquisa científica, possui uma cultura própria, ..... precisa ser
preservada.
a) cujas / de que d) cuja / que
b) a cujas / que e) a cujas / de que
c) cujas / pela qual

42. Assinale o período em que foi empregado o pronome relativo


inadequado:
a) O livro a que eu me refiro é Tarde da Noite.
b) Ele é uma pessoa de cuja honestidade ninguém duvida.
c) O livro em cujos dados nos apoiamos é este.
d) A pessoa perante a qual comparecemos foi muito agradável.
e) O moço de cujo lhe falei ontem é este.

43. Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas abaixo:


1. Veja bem estes olhos ....... se tem ouvido falar.
2. Veja bem estes olhos ....... se dedicaram muitos versos.
3. Veja bem estes olhos ....... brilho fala o poeta.
4. Veja bem estes olhos ....... se extraem confissões e promessas.

a) de que - a que - sobre o qual - dos quais


b) que - que - sobre o qual - que
c) sobre os quais - que - de que - de onde
d) dos quais - aos quais - sobre cujo - dos quais
e) em quais - aos quais - a cujo - que

44. São excelentes técnicos, ....... colaboração não podemos prescindir.


a) cuja d) de que a
b) de cuja e) dos quais a
c) que a

45. Destaque a frase em que o pronome relativo está empregado


corretamente:
a) É um cidadão em cuja honestidade se pode confiar.
b) Feliz o pai cujos os filhos são ajuizados.
c) Comprou uma casa maravilhosa, cuja casa lhe custou uma fortuna.
d) Preciso de um pincel delicado, sem o cujo não poderei terminar meu quadro.
e) Os jovens, cujos pais conversei com eles, prometeram mudar de atitude.
46. Sendo o carnaval uma das festas ..... mais gosto, achei preferível ir ao
baile ..... viajar para a praia.
a) que - à d) de que - a
b) que - do que e) de que - do que
c) das quais - que

47. Embora pobre e falto ..... recursos, foi fiel ..... ele, que ..... queria bem com
igual constância.
a) em - a - o d) de - a - lhe
b) em - para - o e) de - para - lhe
c) de - para - o

48. Indique a alternativa que completa corretamente as lacunas do seguinte


período: "Era um tique peculiar ..... cavalariço o de deixar caído, ..... canto da
boca, o cachimbo vazio ..... fumo, enquanto alheio ..... tudo e solícito apenas
..... animais, prosseguia ..... seu serviço."
a) ao - ao - de - a - com os - em
b) do - no - em - de - dos - para
c) para o - no - de - com - pelos - a
d) ao - pelo - do - por - sobre - em
e) do - para o - no - para - para com os - no

49. Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente


as lacunas da frase apresentada: O projeto, ............ realização sempre
duvidara, exigiria toda a dedicação .......... fosse capaz.
a) do qual a, que d) que sua, de cuja
b) cuja a, da qual e) cuja, a qual
c) de cuja, de que

50. O projeto ............ estão dando andamento é incompatível ............


tradições da firma.
a) de que, com as d) à que, às
b) a que, com as e) que, com as
c) que, as

Crase
1. Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de
crase:
a) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada.
b) Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente.
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
d) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja.
e) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade.
2. Assinale a opção em que o “a” sublinhado nas duas frases deve receber acento
grave indicativo de crase:
a) Fui a Lisboa receber o prêmio. / Paulo começou a falar em voz alta.
b) Pedimos silêncio a todos. Pouco a pouco, a praça central se esvaziava.
c) Esta música foi dedicada a ele. / Os romeiros chegaram a Bahia.
d) Bateram a porta fui atender. / O carro entrou a direita da rua.
e) Todos a aplaudiram. / Escreve a redação a tinta.

3. Disse ..... ela que não insistisse em amar ..... quem não ..... queria.
a) a - a - a d) à - à - à
b) a - a - à e) a - à - à
c) à - a - a

4. Quanto ..... suas exigências, recuso-me ..... levá-las ..... sério.


a) às - à - a d) à - a - à
b) a - a - a e) as - a - a
c) as - à - à

5. Há crase:
a) Responda a todas as perguntas.
b) Avise a moça que chegou a encomenda.
c) Volte sempre a esta casa.
d) Dirija-se a qualquer caixa.
e) Entregue o pedido a alguém na portaria.

6. A casa fica ..... direita de quem sobe a rua, ..... duas quadras da avenida do
Cortorno.
a) à - há d) à - a
b) a - à e) à - à
c) a - há

7. Não nos víamos ..... tanto tempo, que ..... primeira vista não ..... reconheci.
a) a - à - a d) há - à - a
b) a - à - há e) a - a - a
c) há - a - há

8. Aconselhei-o ..... que, daí ..... pouco, assistissse .... novela.


a) a - à - a d) à - à - a
b) a - a - à e) à - a - à
c) a - a - a

9. Observe as alternativas e assinale a que não contiver erro em relação à crase:


a) Rabiscava todos os seus textos à lápis para depois escrevê-los à máquina.
b) Sem dúvida que, com novos óculos, ele veria a distância do perigo, aquela hora do dia.
c) Referia-se com ternura ao menino, afeto às meninas e, com respeito, a várias pessoas
menos íntimas.
d) Àquela distância, os carros só poderiam bater; não obedeceram as regras do trânsito.
e) Fui à Maceió provar um sururu à região.
10. ....... noite, todos os operários voltaram ....... fábrica e só deixaram o serviço .......
uma hora da manhã.
a) Há, à, à d) À, a, há
b) A, a, a e) A, à, a
c) À, à, à

11. Garanto ....... você que compete ....... ela, pelo menos ....... meu ver, tomar as
providências para resolver o caso.
a) a, a, a d) a, à, a
b) à, à, a e) à, a à
c) a, à, à

12. Sentou ....... máquina e pôs-se ....... reescrever uma ....... uma as páginas do
relatório.
a) a - a - à d) à - à - à
b) a - à - a e) à - à - a
c) à - a - a

13. Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas no seguinte


período: "Agradeço ....... Vossa Senhoria ....... oportunidade para manifestar minha
opinião ....... respeito."
a) à - a - à d) a - a - a
b) à - a - a e) à - à - a
c) a - a - à

14. ....... dias não se conseguem chegar ....... nenhuma das localidades ....... que os
socorros se destinam.
a) Há - à - a d) Há - a - a
b) A - a - à e) À - a - à
c) À - à - a

15. Assinale a alternativa em que não deve haver o sinal da crase:


a) O sonho de todo astronauta é voltar a Terra.
b) As vezes, as verdades são duras de se ouvir.
c) Enriqueço, a medida que trabalho.
d) Filiei-me a entidade, sem querer.
e) O sonho de todo marinheiro é voltar a terra.

16. A alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase, é: "....... muito


tempo, devido ....... condições político-econômicas do país, não é dado .......
população o direito de viver ....... salvo de sobressaltos financeiros", é:
a) a, as, à, à d) há, às, à, à
b) à, às, à, a e) à, as, à, a
c) há, às, à, a

17. O pobre homem fica ....... meditar, ....... tarde, indiferente ........ que acontece ao
seu redor.
a) à, a, aquilo d) à, à, aquilo
b) a, a, aquilo e) à, à, àquilo
c) a, à, àquilo
18. Não me refiro ....... essa peça, mas ....... a que assistimos sábado ....... noite.
a) a, àquela, à d) à, àquela, a
b) a, aquela, a e) à, àquela, à
c) à, aquela, à

19. Quanto à necessidade ou não de utilização do sinal de crase, está


inteiramente correta a frase:
(A) Quem está à alguma distância de Campo Grande não pode avaliar à contento
o mérito da polêmica à que se refere o texto.
(B) Não é aqueles que se instalam nos gabinetes oficiais que cabe a interdição do
uso de uma língua à cuja preservação estejam devotados milhares de falantes.
(C) Quem visa à restringir a utilização de uma língua das minorias deveria também
se ater à toda e qualquer má utilização das chamadas línguas oficiais.
(D) As decisões que se tomam à revelia do interesse das populações são
semelhantes àquelas tomadas na vigência dos atos institucionais da ditadura
militar.
(E) Quem se manifeste contrário à uma única manifestação de arbitrariedade está
manifestando sua hostilidade à todas as medidas arbitrárias.

20. Quanto à necessidade ou não de utilização do sinal de crase, a frase


inteiramente correta é:
(A) O processo correrá às expensas do denunciante, a menos que a isto se
oponha a autoridade do Ministro, de cuja decisão nenhuma parte poderá vir a
recorrer.
(B) Em meio as atribulações do processo, uma das testemunhas recusou-se a
comparecer a sessão, alegando à autoridade judicial, num simples bilhete à
lápis, que estava acamada.
(C) À despeito de haver provas contundentes, o juiz decidiu inocentar àquela velha
senhora, a quem não falta malícia: viram quando se pôs à soluçar?
(D) Sem advogado, o rapaz ficou à deriva, enquanto o juiz designava como sua
defensora à jovem bacharel, que ainda não se submetera à uma prova de fogo,
como aquela.
(E) Ele ficou à distância, em meio as profundas hesitações que a ausência da
testemunha lhe provocou: se ela não chegasse, poderia ele aspirar à que fosse
adiada a sessão?

21. O acento indicativo da crase está corretamente empregado em:


(A) Especificamente à ele, transgressor confesso, muito interessava a leitura dos
direitos do réu.
(B) Não sabia que até o réu tem direito à compulsar os autos durante o
interrogatório.
(C) A sociedade pede lucidez àqueles que podem alterar as regras dos rituais
democráticos.
(D) Esse texto deve ser indicado à todas as pessoas que lidam com o Direito.
(E) Sociedades pós-modernas quebram formalismos à torto e à direito.

22. Há plena observância da necessidade de utilização do sinal de crase em:


(A) Não espantou à maioria das pessoas que o caso de Amina tenha chegado à
uma solução tão feliz, pois acreditavam que o tribunal nigeriano seria sensível à
pressões internacionais.
(B) Pouco à pouco, a Anistia Internacional e outras organizações congêneres vão
ascendendo àquele mais alto patamar de respeitabilidade, à que sempre fizeram
jus.
(C) Não se impute à corte nigeriana qualquer culpa pelo fato de se ater às leis do
país, pois é a estas, e não a outras, que lhe cabe dar cumprimento.
(D) Aqui e ali se verifica, à toda hora, algum tolerado desacato às nossas leis; que
faríamos se os nigerianos nos conclamassem a cessação dessa permanente
afronta às nossas normas legais?
(E) Tendo em vista à condenação do acusado de sodomia a morte por
apedrejamento, e à falta de indícios positivos, não se confira a absolvição de
Amina um significado maior do que o de uma concessão.

23. A população de miseráveis não tem acesso ...... quantidade mínima de


alimentos necessária ...... manutenção de uma vida saudável, equivalente ......
uma dieta de 2000 calorias diárias.

A alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada é:


(A) a-à-a
(B) à-à-a
(C) à-à-à
(D) à-a-a
(E) a-a-à

24. Está correto o emprego do sinal de crase em:


(A) Quem recorre às escolas de jornalismo deve saber que terá acesso apenas às
informações básicas acerca da profissão.
(B) Não dá para ensinar jornalismo à todo aquele que se dispõe à fazer o curso.
(C) Ocorrendo à falta de talento, um diplomado não terá acesso à nenhum órgão
da imprensa.
(D) Instituindo-se à obrigatoriedade do diploma, muitos profissionais competentes
poderão ficar à ver navios.
(E) Deve-se à essa obrigatoriedade o fato de que muita gente se obrigou a
freqüentar às faculdades de comunicação.

25. O Brasil é um país favorável ...... ascensão social, ao contrário dos países
ricos, onde quem chega ...... uma posição social de prestígio já parte de
condições favoráveis ...... essa situação. As lacunas da frase apresentada
acima estão corretamente preenchidas por
(A) a - a - à
(B) a - à - à
(C) à - à - à
(D) à - a - a
(E) à - à - a
26. Chegar ao desrespeito ...... propriedade privada, na cidade e no campo, e
...... um eventual não-cumprimento de contratos, pode levar ...... ruptura das
instituições democráticas vigentes no País. As lacunas da frase acima estão
corretamente preenchidas por
(A) à -à -à
(B) à -à -a
(C)a -à -a
(D)à -a -à
(E) a -a -a
Pontuação
1. Assinale a opção que apresenta erro de pontuação:
a) Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras, crescerão sempre.
b) No Brasil, a diferença social é motivo de constante preocupação.
c) O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.
d) Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora a mudar.
e) Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas.

2. Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada:


a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário.
b) Ele, modestamente se retirou.
c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.
d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.
e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães.

3. Assinale o texto de pontuação correta:


a) Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó.
b) Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos,
palavrões.
c) A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que
este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado.
d) Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os
pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar.
e) Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa
sala pequena.

4. Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente:


a) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso.
b) Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso.
c) Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso.
d) Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila.
e) Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso.

5. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a reunião ficou mais animada.
b) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada.
c) Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a reunião ficou mais animada.
d) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião, ficou mais animada.
e) Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou, mais animada.

6. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho.
b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho.
c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho.
d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho.
e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho.

7. Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que


corresponde ao período de pontuação correta:
a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.
b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.
c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.
d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.
e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio.

8. A alternativa com pontuação correta é:


a) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável e
muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
b) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e,
muitas vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
c) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e
muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
d) Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir; nossa capacidade de retenção, é variável e
- muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.
e) Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável -
e muitas vezes inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos.

9. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque, conhece pouco os deveres da
hospitalidade.
b) Entra a propósito disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da
hospitalidade.
c) Entra a propósito, disse Alves o seu moleque conhece pouco os deveres da
hospitalidade.
d) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da
hospitalidade.
e) Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco, os deveres da
hospitalidade.

10. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Prima faça calar titio suplicou o moço, com um leve sorriso que imediatamente se lhe
apagou.
b) Prima, faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe
apagou.
c) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe
apagou.
d) Prima, faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe
apagou.
e) Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que, imediatamente se lhe
apagou.

11. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante,
destas que mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso.
b) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante,
destas que mesmo sérias trazem, impresso constante sorriso.
c) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante,
destas que, mesmo sérias, trazem impresso, constante sorriso.
d) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante,
destas que, mesmo sérias trazem impresso constante sorriso.
e) Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante,
destas que, mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso.

12. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.
b) Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva empregou na execução do canto.
c) Deixo ao leitor calcular quanta paixão, a bela viúva, empregou na execução do canto.
d) Deixo ao leitor calcular, quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.
e) Deixo ao leitor, calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.

13. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Bem te dizia eu, que não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.
b) Bem te dizia eu que, não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.
c) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados, as tuas paixões simuladas.
d) Bem te dizia eu que não iriam, a bons resultados as tuas paixões simuladas.
e) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.

14. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Eram frustradas, insatisfeitas; além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.
b) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso seus conhecimentos eram duvidosos.
c) Eram frustradas; insatisfeitas: além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.
d) Eram frustradas, insatisfeitas; além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.
e) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.

15. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Escancarou-as, finalmente; mas a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa
estava trancada e retrancada.
b) Escancarou-as finalmente; mas, a porta se assim podemos chamar ao coração, essa
estava trancada e retrancada.
c) Escancarou-as, finalmente; mas a porta se assim podemos chamar ao coração, essa
estava trancada, retrancada.
d) Escancarou-as finalmente; mas a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa
estava trancada e, retrancada.
e) Escancarou-as finalmente, a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava
trancada e retrancada.

16. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) E, tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo enquanto na sala o pai continuava
a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.
b) E tornou a olhar para a rua inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala, o pai continuava
a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.
c) E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala o pai continuava
a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.
d) E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala o pai continuava
a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas, tenaz.
e) E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto, na sala o pai continuava
a guiar o Rubião para a porta sem violência, mas tenaz.

17. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Esqueceu-me apresentar-lhe, minha mulher, acudiu, Cristiano.
b) Esqueceu-me, apresentar-lhe minha mulher, acudiu Cristiano.
c) Esqueceu-me, apresentar-lhe: minha mulher acudiu Cristiano.
d) Esqueceu-me apresentar-lhe minha mulher, acudiu Cristiano.
e) Esqueceu-me, apresentar-lhe; minha mulher acudiu, Cristiano.

18. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Em suma poderia haver algumas atenções, mas, não devia um real ninguém.
b) Em suma, poderia dever algumas atenções, mas não devia um real ninguém.
c) Em suma poderia dever algumas atenções, mas não devia um real a ninguém.
d) Em suma poderia dever, algumas atenções, mas não devia um real a ninguém.
e) Em suma, poderia dever, algumas atenções, mas, não devia um real a ninguém.

19. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Um deles muito menor, que todos, apegava-se às calças de outro taludo.
b) Um deles, muito menor que todos, apegava-se às calças de outro, taludo.
c) Um deles, muito menor que todos apegava-se, às calças de outro, taludo.
d) Um deles - muito menor - que todos, apegava-se às calças de outro taludo.
e) Um deles muito menor que todos, apegava-se, às calças de outro taludo.

20. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Hoje, eu daria o mesmo conselho, menos doutrina e, mais análise.
b) Hoje eu daria o mesmo conselho: menos doutrina e mais análise.
c) Hoje, eu, daria o mesmo conselho, menos doutrina e mais análise.
d) Hoje eu daria o mesmo conselho menos doutrina e mais análise.
e) Hoje eu, daria o mesmo conselho: menos doutrina, e, mais análise.

21. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Precisando de meu auxílio por favor não hesite em chamar-me.
b) Precisando, de meu auxílio, por favor não hesite em chamar-me.
c) Precisando de meu auxílio, por favor, não hesite em chamar-me.
d) Precisando de meu auxílio por favor não hesite, em chamar-me.
e) Precisando, de meu auxílio por favor, não hesite, em chamar-me.

22. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Cada qual tem o ar que Deus lhe deu.
b) Cada qual, tem o ar que Deus, lhe deu.
c) Cada qual, tem o ar, que Deus lhe deu.
d) Cada qual tem o ar, que Deus, lhe deu.
e) Cada qual tem, o ar que Deus lhe deu.
23. Assinale a opção correta em relação à pontuação:
a) Apesar de toda a atenção o fato passou despercebido a todos.
b) Apesar de, toda a atenção, o fato, passou despercebido a todos.
c) Apesar de, toda a atenção o fato passou, despercebido a todos.
d) Apesar de toda a atenção o fato, passou despercebido, a todos.
e) Apesar de toda a atenção, o fato passou despercebido a todos.

24. Assinale a alternativa em que o texto está pontuado corretamente:


a) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
b) Matias cônego honorário, e pregador efetivo estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.
c) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando
começou o idílio psíquico.
d) Matias cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando
começou, o idílio psíquico.
e) Matias, cônego honorário e, pregador efetivo, estava compondo um sermão quando
começou o idílio psíquico.

25. Assinale o período que está pontuado corretamente:


a) Solicitamos aos candidatos que respondam às perguntas a seguir, importantes para
efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.
b) Solicitamos aos candidatos, que respondam, às perguntas a seguir importantes para
efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.
c) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir importantes para
efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.
d) Solicitamos, aos candidatos que respondam às perguntas a seguir importantes para
efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.
e) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir, importantes para
efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.

26. Assinale a correta:


a) O fogo, está apagado; defendeu-se a moça; mas, o almoço está pronto.
b) O fogo está apagado, defendeu-se a moça. Mas, o almoço, está pronto.
c) O fogo está apagado... defendeu-se, a moça; mas o almoço está pronto.
d) O fogo está apagado? Defendeu-se a moça. Mas o almoço, está pronto.
e) O fogo está apagado - defendeu-se a moça. Mas o almoço está pronto.

27. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Quem foi, que me disse, que o Pedro estava à procura, de uma gramática de alemão?
b) Quem foi que, me disse, que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão?
c) Quem foi que, me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão?
d) Quem foi que me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão?
e) Quem foi, que me disse que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão?

28. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Cada qual, busca a salvar-se , a si próprio.
b) Cada qual busca, a salvar-se a si próprio.
c) Cada qual, busca a salvar-se a si, próprio.
d) Cada qual busca, a salvar-se, a si próprio.
e) Cada qual busca a salvar-se a si próprio.
29. Assinale a opção correta em relação à pontuação:
a) Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder.
b) Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder.
c) Justamente, no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder.
d) Justamente no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder.
e) Justamente, no momento em que as coisas iam melhorar ele pôs tudo, a perder.

30. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa, de lado!
b) Prezados colegas deixemos agora, a boa conversa de lado!
c) Prezados colegas, deixemos agora, a boa conversa de lado!
d) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa de lado!
e) Prezados colegas, deixemos agora a boa conversa de lado!

31. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) O assunto do romance: é o naufrágio, do navio no mar encapelado, o tema a força,
trágica, do destino.
b) O assunto do romance é o naufrágio do navio no mar encapelado; o tema, a força
trágica do destino.
c) O assunto do romance é, o naufrágio do navio, no mar encapelado, o tema a força
trágica do destino.
d) O assunto do romance é o naufrágio do navio no mar encapelado; o tema a força,
trágica do destino.
e) O assunto do romance é, o naufrágio do navio, no mar encapelado; o tema a força
trágica do destino.

32. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Tu meu amigo, se não me engano, estás atrasado.
b) Tu meu amigo se não me engano, estás atrasado.
c) Tu, meu amigo se não me engano estás atrasado.
d) Tu meu amigo, se não me engano estás atrasado.
e) Tu, meu amigo, se não me engano, estás atrasado.

33. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Tantos fatos agradáveis, guardo-os a todos na memória.
b) Tantos fatos agradáveis guardo-os a todos na memória.
c) Tantos fatos agradáveis, guardo-os, a todos na memória.
d) Tantos fatos, agradáveis, guardo-os, a todos na memória.
e) Tantos fatos, agradáveis guardo-os, a todos na memória.

34. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) Ainda não sabemos quando se realizarão as provas.
b) Ainda não sabemos, quando se realizarão as provas.
c) Ainda, não sabemos quando, se realizarão, as provas.
d) Ainda não sabemos, quando se realizarão, as provas.
e) Ainda não sabemos, quando, se realizarão as provas.

35. Assinale a opção correta em relação à pontuação:


a) E, palavra, no caso desta última, senti profundamente o que aconteceu.
b) E palavra, no caso, desta última senti, profundamente o que aconteceu.
c) E palavra no caso desta última: senti profundamente, o que aconteceu.
d) E, palavra, no caso desta última senti profundamente o que, aconteceu.
e) E palavra: no caso desta última senti, profundamente o que aconteceu.

36. Terminada a aula, o professor Jacinto, dirigindo-se à classe, disse: "Todos


deverão trazer dicionário na próxima aula." No texto, as aspas foram colocadas:
a) para enfatizar a necessidade do dicionário.
b) porque a oração entre aspas vem depois dos dois pontos.
c) porque os componentes da frase estão em ordem inversa.
d) para sugerir que a falta do dicionário será prejudicial aos alunos.
e) para iniciar uma citação.

37. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase adaptada do


texto:
(A) Na chapada do Araripe, com seus 9000 km2, a fiscalização dos fósseis está a
cargo única e exclusivamente, de dois geólogos.
(B) Uma boa maneira de destruir as formas, que poderiam ser úteis para o
desenvolvimento da ciência, é deixá-las fora do controle, de especialistas.
(C) Considerando o que ocorre no Brasil - merece destaque, o descaso com as
obras do Aleijadinho; elas estão se esfacelando, ao sabor de intempéries.
(D) A verdade, é que: todo patrimônio, não só na área paleontológica, deveria
merecer zelo e permanente.
(E) Diante de um fóssil, a preocupação é com o valor científico do achado, por isso
seria interessante a atuação permanente do Ministério da Ciência e Tecnologia.

38. A pontuação está totalmente correta na frase:


(A) Alterações – em qualquer campo do conhecimento – podem ser: bem-vindas,
desde que não impliquem, perdas.
(B) Alterações em qualquer campo do conhecimento, podem ser bem-vindas
desde que não impliquem perdas.
(C) Alterações, em qualquer campo do conhecimento, podem ser bem-vindas,
desde que não impliquem perdas.
(D) Alterações em qualquer campo do conhecimento podem ser bem-vindas,
desde que: não impliquem perdas.
(E) Alterações, em qualquer campo do conhecimento podem ser bem-vindas
desde que, não impliquem perdas.

39. Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:


(A) Consta que o nheengatu, uma mistura de termos indígenas com o português
tem suas raízes no período colonial brasileiro, chegando a ser proibido por D.
João IV em seu intuito de oficializar o português.
(B) A indignação de Bosco Martins é das mais justas pois, tendo os índios sido
vítimas de tantos crimes, a possível proibição ao “Nheengatu” parece soar como:
mais uma violência injustificável.
(C) O fato de que cerca de 370 mil pessoas utilizam o nheengatu, mereceria, por
si só, uma atenção especial não só das zelosas autoridades federais como de
todos aqueles que têm visto na cultura popular, uma forma de resistência.
(D) Dado que a lei de 1963 não podia prever o advento da Internet, parece
anacrônico hoje em dia estabelecer o confinamento, à freqüência de, ondas
curtas, dos programas de rádio transmitidos em língua estrangeira.
(E) A repórter, precavidamente, valeu-se do dicionário Aurélio, mas certamente
obteria melhores e mais precisas informações acerca do nheengatu se, em vez de
um dicionário, recorresse a um especialista em línguas indígenas.

40. Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:


(A) A população de Aracampinas, povoado próximo a Santarém sofreu fortes
influências dos avanços tecnológicos, que alteraram a rotina, e o modo de
vida de cada um.
(B) Segundo Hilton da Silva o consumo de produtos industrializados, foi um dos
fatores responsáveis pelas ocorrências de hipertensão, em boa parte dos
caboclos.
(C) Relógios, bicicletas, aparelhos de som: eis alguns dos novos objetos de desejo
dos caboclos de Aracampinas, comunidade estudada pelo antropólogo Hilton da
Silva.
(D) O abandono do extrativismo significou entre outras coisas, uma sensível
diminuição das atividades físicas nas quais, os caboclos, há muito vinham se
empenhando.
(E) O progresso não chegou totalmente: pois falta água encanada e mesmo a luz
elétrica, é fornecida por meio de geradores a diesel.

41. Está inteiramente adequada a pontuação do seguinte período:


(A) Se de fato, a vontade geral predominasse, sobre as vontades particulares, as
decisões políticas, refletiriam mais do que interesses, pessoais ou corporativos.
(B) A distinção entre as duas vontades feita por Rousseau, pode parecer estranha
à primeira vista, mas logo, revela-se cheia de sabedoria.
(C) Ao se referir à infância dos povos, o pensador francês alude ao homem no
estado da pura natureza, longe dos artifícios da civilização.
(D) Os bons leitores, de um grande filósofo, devem evitar que, um pensamento
complexo, se torne simplório, para assim não falsificar sua tese central.
(E) O pessimismo de Rousseau ao qual o autor do texto alude, prende-se ao fato
de que, o filósofo genebrino, lamentava os rumos da civilização.

42. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período:


(A) A imprensa nigeriana noticiou, no mesmo dia da libertação de Amina, a
sentença de morte por apedrejamento, aplicada a um acusado de sodomia.
(B) Não deixou de constituir, para o presidente Obasanjo um alívio a notícia: de
que a execução de Amina, já não ocorreria.
(C) A interpretação da lei muçulmana, a "sharia", é a de que em casos como o de
Amina, a gravidez constitui em si mesma, uma prova de culpabilidade.
(D) O homem, identificado por Amina como o parceiro que a engravidara, sequer
foi indiciado já que lhe bastou negar o fato, valendo sua palavra, mais do que a da
mulher.
(E) Deve-se alertar que contrariamente ao que muitos supõem, não houve
propriamente julgamento do mérito mas, sim, reconhecimento de erro processual.
43. O recurso de se separar e confrontar duas idéias divergentes por meio de
um ponto-e-vírgula está adequadamente utilizado na frase:
(A) A medida foi aprovada pela Câmara; a expectativa é que seja rejeitada pelo
Senado.
(B) Ele afirmou que não entrará com recurso; muito embora ninguém acredite.
(C) O delegado prometeu fazer uma investigação rigorosa; seu passado avaliza
sua promessa.
(D) Muitos se interessaram em fazer o concurso; cujo edital deverá ser publicado
brevemente.
(E) A notícia gerou muita polêmica; porque a matéria tratada divide, efetivamente,
as opiniões.

44. Assinale, na folha de respostas, a letra da alternativa que contém o


período corretamente pontuado.
(A) Apesar, de convocada em caráter de urgência, poucas pessoas
compareceram, à reunião, havia porém, uma extensa pauta a ser discutida e
aprovada.
(B) Apesar de convocadas, em caráter, de urgência, poucas pessoas
compareceram à reunião, havia porém uma extensa pauta, a ser discutida e
aprovada.
(C) Apesar de convocadas em caráter de urgência poucas pessoas,
compareceram à reunião; havia, porém uma extensa pauta a ser, discutida e
aprovada.
(D) Apesar de convocadas em caráter de urgência poucas pessoas
compareceram, à reunião, havia porém uma extensa, pauta a ser discutida e
aprovada.
(E) Apesar de convocadas em caráter de urgência, poucas pessoas
compareceram à reunião; havia, porém, uma extensa pauta a ser discutida e
aprovada.

Gabarito
Interpretação de texto

1.C 2.A 3.B 4.E 5.D 6.E 7.A 8.B 9.D 10.B 11.D 12.A 13.D 14.E 15.A 16.C 17.E 18.D 19.E
20.B 21.D 22.A 23.E 24.D 25.B 26.A 27.B 28.B 29.B 30.C 31.D 32.A 33.D 34.E 35.C
36.B 37.D 38.A 39.E 40.E 41.D 42.A 43.E 44.C 45.A 46.E 47.B 48.A 49.B 50.E 51.C 52.F
53.F 54.V 55.F 56.F 57.V 58.V 59.F 60.V 61.V 62.V 63.V 64.F 65.F 66.V 67.F 68.F 69.V
70.F 71.F 72.V 73.F 74.F 75.F 76.V 77.V 78.V 79.F 80.V 81.V 82.F 83.F 84.F 85.V 86.F
87.V 88.F 89.F 90.V 91.F 92.V 93.V 94.F 95.V 96.F 97.V 98.F 99.V 100.E 101.C 102.E
103.C 104.E 105.C 106.E 107.E 108.C 109.C 110.C 111.E 112.C 113.E 114.E 115.E 116.E
117.C 118.C 119.E 120.C 121.E 122.E 123.C
Coerência e coesão

1.A 2.C 3.C 4.B 5.A 6.C 7.A 8.B 9.V 10.V 11.V 12.F 13.V 14.V 15.F 16.V 17.F 18.F 19.F
20.F 21.F 22.V 23.V

Ortografia e semântica

1.A 2.D 3.C 4.D 5.C 6.D 7.B 8.A 9.D 10.B 11.D 12.D 13.E 14.D 15.C 16.A 17.D 18.C
19.C 20.B 21.D 22.A 23.B 24.C 25.D 26.B 27.E 28.B 29.D 30.C 31.A 32.A 33.A 34.D
35.D 36.C 37.B 38.A 39.C 40.E

Classes de palavras

1.A 2.C 3.E 4.D 5.D 6.E 7.E 8.B 9.B 10.B 11.A 12.C 13.D 14.B 15.D 16.C 17.B 18.C 19.E
20.E 21.D 22.B 23.A 24.C 25.B 26.D 27.D 28.D 29.A 30.E 31.D 32.B 33.E 34.A 35.D
36.E 37.B 38.E 39.C 40.D 41.D 42.A 43.C 44.C 45.D 46.E 47.A 48.B 49.E 50.A 51.B 52.C
53.B 54.E 55.A 56.E 57.E 58.C 59.D 60.E 61.D 62.E 63.C 64.E 65.D 66.C 67.C 68.D
69.A 70.D

Análise sintática

1.D 2.C 3.A 4.C 5.E 6.C 7.A 8.B 9.B 10.E 11.B 12.B 13.D 14.C 15.B 16.B 17.C 18.B 19.D
20.B 21.E 22.A 23.B 24.B 25.A 26.A 27.D 28.B 29.E 30.C 31.C 32.E 33.E 34.B 35.D 36.E
37.A 38.E 39.D 40.D 41.B 42.C 43.D 44.C 45.A

Concordância

1.C 2.A 3.D 4.D 5.D 6.A 7.D 8.C 9.C 10.C 11.A 12.E 13.E 14.A 15.A 16.B 17.B 18.E 19.B
20.A 21.C 22.B 23.A 24.A 25.A 26.A 27.B 28.D 29.E 30.A 31.E 32.B 33.B 34.E 35.B 36.B
37.B 38.C 39.A 40.D

Regência

1.D 2.D 3.E 4.A 5.D 6.E 7.C 8.D 9.D 10.C 11.E 12.E 13.D 14.B 15.E 16.B 17.E 18.C 19.C
20.A 21.C 22.E 23.A 24.C 25.D 26.B 27.C 28.C 29.C 30.C 31.C 32.B 33.C 34.E 35.D 36.B
37.E 38.E 39.B 40.E 41.B 42.E 43.D 44.B 45.A 46.D 47.D 48.A 49.C 50.B

Crase

1.B 2.D 3.A 4.B 5.B 6.D 7.D 8.B 9.C 10.C 11.A 12.C 13.D 14.D 15.E 16.C 17.C 18.A
19.D 20.A 21.C 22.C 23.B 24.A 25.D 26.D

Pontuação

1.A 2.C 3.C 4.E 5.C 6.D 7.E 8.B 9.D 10.B 11.E 12.B 13.E 14.A 15.A 16.C 17.D 18.B 19.B
20.B 21.C 22.A 23.E 24.C 25.A 26.E 27.D 28.E 29.A 30.E 31.B 32.E 33.A 34.A 35.A 36.E
37.E 38.C 39.E 40.C 41.C 42.A 43.A 44.E

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