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Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Farmacopeia
Brasileira
Volume 2

5ª edição

Brasília
2010
Copyright © 2010 Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Fundação Oswaldo Cruz
Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

5ª edição

Fundação Oswaldo Cruz

Presidente da República Presidente


Luiz Inácio Lula da Silva Paulo Gadelha

Ministro de Estado da Saúde Vice-Presidente de Ensino, Informação e Comunicação


José Gomes Temporão Maria do Carmo Leal

Diretor-Presidente
Dirceu Raposo de Mello Editora Fiocruz

Adjunto do Diretor-Presidente Diretora


Pedro Ivo Sebba Ramalho Maria do Carmo Leal

Diretores Editor Executivo


Dirceu Aparecido Brás Barbano João Carlos Canossa Mendes
José Agenor Álvares da Silva
Maria Cecília Martins Brito Editores Científicos
Nísia Trindade Lima e Ricardo Ventura Santos
Adjunto de Diretores
Luiz Roberto da Silva Klassmann Conselho Editorial
Neilton Araujo de Oliveira Ana Lúcia Teles Rabello
Luiz Armando Erthal Armando de Oliveira Schubach
Carlos E. A. Coimbra Jr.
Chefe de Gabinete Gerson Oliveira Penna
Iliana Alves Canoff Gilberto Hochman
Joseli Lannes Vieira
Lígia Vieira da Silva
Elaboração e edição: Maria Cecília de Souza Minayo
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
SIA Trecho 5, Área Especial 57, Lote 200
71205-050, Brasília – DF
Tel.: (61) 3462-6000
Home page: www.anvisa.gov.br

Brasil. Farmacopeia Brasileira, volume 2 / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2010.
836p., 2v/il.
1. Substâncias farmacêuticas químicas, vegetais e biológicas. 2. Medicamentos e correlatos. 3. Especificações e métodos
de análise. I Título.
RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº. 49, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2010

Aprova a Farmacopeia Brasileira, 5ª edição e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do
art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº. 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso
II e §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria Nº 354 da ANVISA, de 11 de
agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, e ainda o que consta do art. 7º inciso XIX da Lei nº. 9.782,
de 26 de janeiro de 1999, em reunião realizada em 11 de novembro de 2010, adota a seguinte Resolução da Diretoria
Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1° Fica aprovada a Farmacopeia Brasileira, 5ª edição, constituída de Volume 1 – Métodos Gerais e textos e Volume
2 – Monografias.

Art. 2° Os insumos farmacêuticos, os medicamentos e outros produtos sujeitos à vigilância sanitária devem atender às
normas e especificações estabelecidas na Farmacopeia Brasileira.

Parágrafo único. Na ausência de monografia oficial de matéria-prima, formas farmacêuticas, correlatos e métodos gerais
na quinta edição da Farmacopeia Brasileira, para o controle de insumos e produtos farmacêuticos admitir-se-á a adoção
de monografia oficial, em sua última edição, de códigos farmacêuticos estrangeiros, na forma disposta em normas
específicas.

Art. 3° É vedada a impressão, distribuição, reprodução ou venda da Farmacopeia Brasileira, 5ª edição sem a prévia e
expressa anuência da ANVISA.

Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no caput desse artigo, a ANVISA disponibilizará gratuitamente em seu
endereço eletrônico cópia da quinta edição e de suas atualizações.

Art. 4º Fica autorizada a Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Editora Fiocruz, para a comercialização dos exemplares
da quinta edição da Farmacopeia Brasileira

Art. 5º Ficam revogadas todas as monografias e métodos gerais das edições anteriores da Farmacopeia Brasileira.

Art. 6° Esta Resolução entrará em vigor noventa (90) dias após a sua publicação.

Brasília, em 24 de novembro de 2010

DIRCEU RAPOSO DE MELLO


Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Publicada no DOU Nº 224, 24 de novembro de 2010


SUMÁRIO

Volume 1
1 PREFÁCIO
2 HISTÓRICO
3 FARMACOPEIA BRASILEIRA
4 GENERALIDADES
5 MÉTODOS GERAIS
5.1 Métodos gerais aplicados a medicamentos
5.2 Métodos físicos e físico-quimicos
5.3 Métodos químicos
5.4 Métodos de farmacognosia
5.5 Métodos biológicos, ensaios biológicos e microbiológicos
5.6 Métodos imunoquímicos
5.7 Métodos físicos aplicados a materiais cirúrgicos e hospitalares
6 RECIPIENTES PARA MEDICAMENTOS E CORRELATOS
6.1 Recipientes de vidro
6.2 Recipientes plásticos
7 PREPARAÇÃO DE PRODUTOS ESTÉREIS
7.1 Esterilização e garantia de esterilidade
7.2 Indicadores biológicos
7.3 Processo asséptico
7.4 Salas limpas e ambientes controlados associados
7.5 Procedimentos de liberação
8 PROCEDIMENTOS ESTATÍSTICOS APLICÁVEIS AOS ENSAIOS BIOLÓGICOS
8.1 Glossário de símbolos
8.2 Fundamentos
8.3 Valores atípicos
8.4 Ensaios diretos
8.5 Ensaios indiretos quantitativos
8.6 Médias móveis
8.7 Ensaios indiretos “tudo ou nada”
8.8 Combinação de estimativas de potência
8.9 Tabelas estatísticas
8.10 Exemplos de cálculos estatísticos aplicados em ensaios biológicos
9 RADIOFÁRMACOS
10 EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA E BIOEQUIVALÊNCIA DE MEDICAMENTOS
11 ÁGUA PARA USO FARMACÊUTICO
12 SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS DE REFERÊNCIA
13 SUBSTÂNCIAS CORANTES
14 REAGENTES
14.1 Indicadores e soluções indicadoras
14.2 Reagentes e soluções reagentes
14.3 Soluções volumétricas
14.4 Tampões
ANEXO A - TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS QUÍMICOS - NOMES, SÍMBOLOS
E MASSAS ATÔMICAS
ANEXO B - UNIDADES DO SISTEMA INTERNACIONAL (SI) USADAS NA FARMACOPEIA E AS EQUIVALÊN-
CIAS COM OUTRAS UNIDADES
ANEXO C – SOLVENTES PARA CROMATOGRAFIA
ANEXO D – ALCOOMETRIA

Volume 2
MONOGRAFIAS______________________________________________________________________________ 554
a 554 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

células parenquimáticas próximas às nervuras. Na base


ABACATEIRO da lâmina foliar, dois outros feixes colaterais pequenos
Persea folium ocorrem junto ao bordo, voltados para a face adaxial.

DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
Persea americana Mill. – LAURACEAE
O pó atende a todas as exigências estabelecidas para
A droga vegetal é constituída pelas folhas secas contendo,
a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
no mínimo, 0,4% de flavonoides totais expressos em
características: coloração verde-escura; fragmentos
apigenina e 0,14% de óleo volátil.
da epiderme voltada para a face adaxial com células
poligonais isodiamétricas, recoberta por cutícula espessa;
SINONÍMIA CIENTÍFICA fragmentos da epiderme voltada para a face abaxial, com
células menores; fragmentos da epiderme voltada para a
Persea gratissima Gaertn. f. face abaxial com estômatos anomocíticos; fragmentos
da epiderme voltada para a face abaxial com tricomas
CARACTERÍSTICAS tectores; tricomas tectores inteiros acompanhados de
células da epiderme ou isolados; fragmentos de tricomas
Características organolépticas. A folha é inodora e de tectores; fragmentos do mesofilo com idioblastos secretores
sabor fracamente adstringente. arredondados; fragmentos de nervura, como descrita,
acompanhados de células contendo cristais fusiformes.
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA
IDENTIFICAÇÃO
Folhas simples, elípticas, oblongas ou oval-acuminadas,
semi-coriáceas, de margens inteiras, mais ou menos Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada
onduladas; lâmina com 8,0 cm a 20,0 cm de comprimento delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, com
e 4,0 cm a 9,0 cm de largura; pecíolo de até 5 cm de espessura de 250 µm, como suporte, e mistura de acetato
comprimento e 3 mm a 4 mm de largura na base; quando de etila, ácido fórmico e água (80:10:10) como fase móvel.
frescas são de cor verde-escura na face adaxial, pouco Aplicar, separadamente, à placa, 10 μL da Solução (1),
brilhantes e quase lisas, e de face abaxial de cor verde mais recentemente preparada, descrita a seguir.
clara, fosca e um tanto áspera; folhas secas de coloração
até castanho-clara. Nervura principal proeminente na Solução (1): preparar tintura 20% (p/v) das folhas
face abaxial, com nervuras secundárias oblíquas, também pulverizadas com etanol a 65% (v/v) por maceração ou
proeminentes, dando origem às nervuras terciárias que se percolação.
anastomosam em fina trama.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
secar ao ar. Nebulizar com anisaldeído SR. Examinar sob
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA luz visível. Observar cinco manchas principais de coloração
amarelada: na parte superior do cromatograma, uma
A lâmina foliar é hipoestomática e de simetria dorsiventral.
mancha isolada e duas manchas bem próximas um pouco
A epiderme, em vista frontal, na face adaxial, é formada
abaixo; na parte mediana do cromatograma, duas outras
por células poligonais, com células de paredes levemente
manchas próximas. Na parte inferior do cromatograma,
sinuosas e raros tricomas tectores unicelulares, curtos a
observar uma mancha de coloração rósea e outra, mais
longos, de paredes espessas; na face abaxial geralmente é
abaixo, de coloração azulada.
formada por células menores, retangulares ou arredondadas,
com paredes periclinais levemente convexas. A cutícula
é granulosa e os estômatos são anomocíticos, com 3 a 4 ENSAIOS DE PUREZA
células subsidiárias. Tricomas tectores são frequentes
em folhas jovens e raros em folhas adultas. Em secção Material estranho (5.4.2.2). No máximo 2,0%.
transversal, a epiderme é uniestratificada em ambas as Água (5.4.2.3). No máximo 12,0%.
faces, com cutícula espessa. Na face adaxial as células
são alongadas no sentido transversal. O mesofilo é Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 5,0%.
formado por uma ou duas camadas de células paliçádicas,
alongadas, apresentando muitos idioblastos secretores Cinzas sulfatadas (5.4.2.6). No máximo 10,0%.
de mucilagem e óleo volátil, volumosos e arredondados.
O parênquima esponjoso apresenta poucas camadas de DOSEAMENTO
células irregulares, com grandes espaços intercelulares.
Pode ocorrer uma conformação diferenciada do mesofilo, Óleos voláteis
junto aos idioblastos secretores, formada por células
Proceder conforme descrito em Determinação de óleos
parenquimáticas alongadas e achatadas tangencialmente,
voláteis em drogas vegetais (5.4.2.7). Utilizar balão
de paredes espessas. A nervura principal mostra um feixe
de 1000 mL contendo 500 mL de água como líquido de
vascular colateral desenvolvido, envolto por uma bainha
destilação. Utilizar planta seca rasurada e não contundida.
esclerenquimática, praticamente contínua. Pequenos
cristais fusiformes, de oxalato de cálcio, ocorrem em
Proceder imediatamente à determinação do óleo volátil a
partir de 100 g da droga rasurada. Destilar por 4 horas.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solução amostra: adicionar 10 mL da Solução estoque


em balão volumétrico de 25 mL com 2 mL de solução de
555
aa
cloreto de alumínio a 5% (p/v) em solução de etanol a 50%
Flavonoides totais (v/v) e completar o volume com solução de etanol 50%
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de (v/v). Após 30 minutos fazer a leitura.
absorção no visível (5.2.14). Preparar as soluções descritas Solução branco: adicionar 10 mL da Solução estoque em
a seguir. balão volumétrico de 25 mL e completar o volume com
Solução estoque: pesar, exatamente, cerca de 0,5 g da solução de etanol a 50% (v/v).
droga pulverizada (800 µm) e colocar em balão de fundo Medir a absorvância da Solução amostra a 425 nm,
redondo de 100 mL. Acrescentar à droga 1 mL de solução utilizando a Solução branco para ajuste do zero. O teor de
aquosa de metenamina a 0,5% (p/v), 30 mL de solução de flavonoides totais, expressos em apigenina por 100 g de
etanol a 50% (v/v) e 2 mL de ácido clorídrico. Aquecer em droga seca, é calculado segundo a expressão:
manta de aquecimento por 30 minutos, sob refluxo. Filtrar
a mistura através de algodão para balão volumétrico de 100
mL. Retornar o resíduo da droga e o algodão ao balão de
fundo redondo, adicionar mais 30 mL de solução de etanol em que
a 50% (v/v) e aquecer novamente, sob refluxo, durante
TFT = teor de flavonoides totais;
15 minutos. Filtrar novamente através de algodão para o
Abs = absorvância da Solução amostra;
mesmo balão volumétrico de 100 mL. Repetir a operação,
250 = fator de diluição;
retornar novamente o resíduo da droga e o algodão para o
m = massa da droga (g);
balão de fundo redondo, adicionar 30 mL de solução de
PD = perda por dessecação;
etanol a 50% (v/v), aquecer sob refluxo, por 15 minutos e
336,5 = absortividade específica da apigenina.
filtrar para o mesmo balão volumétrico de 100 mL. Após
resfriamento, completar o volume do balão volumétrico de
100 mL com solução de etanol a 50% (v/v). EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e do calor.


a 556 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópidos em Persea americana Mill.


______________

Complemento da legenda da Figura 1.

A – folha em vista frontal: lâmina foliar (lf); pecíolo (pl). B – detalhe parcial da epiderme voltada para a face abaxial, em secção transversal: parênquima
paliçádico (pp); epiderme (ep); cutícula (cu); célula contendo mucilagem (cm); tricoma tector (tt). C – detalhe parcial da epiderme voltada para a face
adaxial, em vista frontal. D – detalhe parcial da epiderme voltada para a face abaxial, em vista frontal: estômato (es); tricoma tector (tt). E – detalhe de
porção da lâmina foliar, em secção transversal: cutícula (cu); epiderme (ep); parênquima paliçádico (pp); idioblasto secretor (is); parênquima esponjoso
(pj); estômato (es); idioblasto com cristais de oxalato de cálcio (ico); feixe vascular (fv).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 557
aa

Figura 2 – Aspectos da microscopia do pó em Persea americana Mill.


______________

Complemento da legenda da Figura 2.

A – fragmento da epiderme voltada para a face abaxial: estômato (es); tricoma tector (tt). B e C – fragmentos da lâmina foliar, em vista frontal, com
destaque para feixe vascular e idioblastos secretores: feixe vascular (fv); idioblasto secretor (is). D – fragmento da lâmina foliar em secção transversal,
mostrando idioblasto secretor acompanhado de células com conformação diferenciada: idioblasto secretor (is); cutícula (cu); epiderme (ep); parênquima
paliçádico (pp); parênquima esponjoso (pj). E – fragmento da epiderme: tricoma tector (tt). F – fragmentos de tricoma
a 558 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ACETATO DE DEXAMETASONA CREME EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


Em recipientes bem fechados e ao abrigo do calor
excessivo.
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de C24H31FO6.
ROTULAGEM
IDENTIFICAÇÃO Observar a legislação vigente.
O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
da Solução amostra, obtida no método de Doseamento,
corresponde àquele do pico principal da Solução padrão. ACETATO DE SÓDIO
Natrii acetas
CARACTERÍSTICAS
O
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
H3C ONa
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
C2H3NaO2; 82,03
Contagem de micro-organismos viáveis totais C2H3NaO2.3H2O; 136,08
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste. acetato de sódio; 00087
Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3). acetato de sódio tri-hidratado; 00088
Cumpre o teste. Sal de sódio do ácido acético (1:1)
[127-09-3]
Sal de sódio do ácido acético hidratado (1:1:3)
DOSEAMENTO [6131-90-4]
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de
de detector ultravioleta a 240 nm; coluna de 250 mm de C2H3NaO2, em relação à substância dessecada.
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 DESCRIÇÃO
mm), mantida à temperatura de 40 ºC; fluxo da Fase móvel
de 1,2 mL/minuto. Características físicas. Cristais incolores, transparentes,
ou pó cristalino branco, granular, ou flocos branco. Inodoro
Fase móvel: mistura de metanol e água (65:35). e com leve odor acetoso, tendo sabor salino ligeiramente
amargo. Efloresce ao ar quente e seco.
Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 20 mg de
acetato de dexametasona SQR e transferir para balão Solubilidade. Muito solúvel em água, solúvel em etanol.
volumétrico de 100 mL. Adicionar 50 mL de metanol e
deixar em ultrassom para dissolver. Completar o volume
com metanol e misturar. Transferir 5 mL dessa solução IDENTIFICAÇÃO
para balão volumétrico de 50 mL, completar o volume com A. Responde às reações do íon acetato (5.3.1.1).
Fase móvel e homogeneizar.
B. Responde às reações do íon sódio (5.3.1.1).
Solução amostra: transferir quantidade da amostra,
cuidadosamente pesada, equivalente a 2 mg de acetato de
dexametasona. Adicionar 40 mL de metanol e deixar em ENSAIOS DE PUREZA
ultrassom, agitando com bastão de vidro, até dissolver.
Tranferir quantitativamente para balão volumétrico de Aspecto da solução. A solução aquosa a 10% (p/v) é
100 mL, completar o volume com o mesmo solvente e límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12).
homogeneizar. pH (5.2.19). Preparar uma solução que contenha 5%
Injetar replicatas de 20 µL da Solução padrão. O desvio (p/v) de C2H3NaO2 e proceder conforme descrito em
padrão relativo das áreas de replicatas dos picos registrados Determinação do pH. Entre 7,5 e 9,2.
não deve ser maior que 2%. Matéria insolúvel. Dissolver o equivalente a 20 g de
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL das Soluções acetato de sódio anidro, com água a 150 mL. Preparar essa
padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as solução em um béquer e aquecer até ebulição. Cobrir o
áreas sob os picos. Calcular o teor de C24H31FO6 na amostra béquer com vidro de relógio e deixá-lo em banho-maria
a partir das respostas obtidas para a Solução padrão e por uma hora. Filtrar em um filtro previamente pesado,
Solução amostra. lavar e secar a 105 °C até peso constante. No máximo
0,05% (500 ppm).
Cálcio e magnésio. Pesar o equivalente a 0,2 g de acetato
de sódio anidro e dissolver em 20 mL de água. Adicionar
CATEGORIA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 559
aa
2 mL dos seguintes reagentes: hidróxido de amônio 6 M, Adjuvante farmacêutico utilizado em soluções para diálise.
oxalato de amônio SR e fosfato de sódio dibásico a 12%
(p/v). Nenhuma turbidez é desenvolvida durante 5 minutos.
ACETAZOLAMIDA
Potássio. Pesar o equivalente a 3 g de acetato de sódio Acetazolamidum
anidro e dissolver em 5 mL de água. Acidificar a solução
com algumas gotas de ácido acético M, e adicionar cinco
gotas de cobaltinitrito de sódio SR. Nenhum precipitado é O O
H
formado. S S
H3C N
Arsênio (5.3.2.5). Dissolver o equivalente a 1 g de acetato NH2
de sódio anidro em 35 mL de água e proceder conforme O N N
Ensaio limite para arsênio. No máximo 0,0003% (3 ppm).
C4H6N4O3S2; 222,25
Cloretos (5.3.2.1). O equivalente a 1 g de acetato de sódio acetazolamida; 00063
anidro não apresenta mais cloretos que o equivalente a 0,5 N-[5-(Aminossulfonil)-1,3,4-tiadiazol-2-il]acetamida
mL de ácido clorídrico 0,02 M SV. No máximo 0,035% [59-66-5]
(350 ppm).

Ferro (5.3.2.4). Proceder conforme descrito em Método I Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
utilizando 10 mL da solução obtida em Aspecto da solução. C4H6N4O3S2, em relação à substância dessecada.
Utilizar 1 mL de Solução padrão de ferro (10 ppm). No
máximo 0,001% (10 ppm). DESCRIÇÃO
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. Dissolver o Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase
equivalente a 4,2 g de acetato de sódio anidro para balão branco.
volumétrico de 50 mL. Completar o volume com água e
proceder conforme descrito em Ensaio limite para metais Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, pouco
pesados utilizando Solução padrão de chumbo (2 ppm Pb). solúvel em etanol, praticamente insolúvel em clorofórmio,
No máximo 0,001% (10 ppm). éter etílico e tetracloreto de carbono. Solúvel em soluções
diluídas de hidróxidos alcalinos.
Sulfatos (5.3.2.2). O equivalente a 10 g de acetato de sódio
anidro não apresenta mais sulfatos que o equivalente a 0,50
mL de ácido sulfúrico 0,01 M SV. No máximo 0,005% (50 IDENTIFICAÇÃO
ppm).
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
amostra. Dessecar em estufa a 105 °C, até peso constante. máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
A forma hidratada perde de 38% a 41% do seu peso; a de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
forma anidra perde no máximo 1%. observados no espectro de acetazolamida SQR, preparado
de maneira idêntica. Caso o espectro da amostra não se
apresente idêntico ao do padrão, dissolver, separadamente,
DOSEAMENTO a amostra e o padrão em etanol, evaporar até secura e
repetir o teste com os resíduos.
Proceder conforme descrito em Titulações em meio não
aquoso (5.3.3.5). Pesar quantidade equivalente a 0,2 g B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na
de acetato de sódio previamente dessecado e dissolver faixa de 230 nm a 260 nm, de solução a 0,003% (p/v) em
em 25 mL de ácido acético glacial, aquecer se necessário hidróxido de sódio 0,01 M, exibe máximo em 240 nm e
para completa solubilização. Adicionar duas gotas de a absorvância é de 0,49 a 0,52. O espectro de absorção
1-naftolbenzeína. Titular com ácido perclórico 0,1 M SV. no ultravioleta, na faixa de 260 nm a 350 nm, de solução
Fazer uma determinação em branco e realizar as correções a 0,00075% (p/v) em hidróxido de sódio 0,01 M, exibe
necessárias. Cada mL de ácido perclórico 0,1 M SV máximo em 292 nm e a absorvância é de 0,43 a 0,46.
equivale a 8,203 mg de C2H3NaO2.
C. Em tubo de ensaio, adicionar 20 mg da amostra, 4 mL
de ácido clorídrico 2 M e 0,2 g de zinco em pó. Colocar tira
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO de papel de acetato de chumbo sobre a abertura do tubo.
Em recipientes bem fechados. Ocorre desprendimento de ácido sulfídrico e escurecimento
do papel.

ROTULAGEM D. Dissolver 25 mg da amostra em mistura de 0,1 mL de


hidróxido de sódio SR e 5 mL de água. Adicionar 1 mL de
Observar a legislação vigente. sulfato cúprico SR. Produz-se precipitado azul-esverdeado.
a 560 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA CLASSE TERAPÊUTICA


Aspecto da solução. Dissolver 1 g da amostra em 10 mL Diurético.
de hidróxido de sódio M. A solução obtida não é mais
opalescente que a Suspensão de referência II (5.2.25) e não
é mais intensamente corada que a Solução de referência de ACETILCISTEÍNA
cor (5.2.12), preparada como descrito a seguir. Acetylcysteinum
Solução de referência de cor: misturar 4,8 mL de Solução
base de cloreto férrico, 1,2 mL de Solução base de cloreto COOH
cobaltoso e 14 mL de ácido clorídrico a 1% (v/v). Diluir HS
12,5 mL dessa solução com 87,5 mL de ácido clorídrico a
1% (v/v). HN CH3

Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em O


Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de amônia, C5H9NO3S; 163,19
acetato de etila e álcool isopropílico (20:30:50), como fase acetilcisteína; 00067
móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 20 µL de cada uma N-Acetil-L-cisteína
das soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir. [616-91-1]
Solução (1): solução a 5 mg/mL da amostra em mistura de
etanol e acetato de etila (1:1). Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
C5H9NO3S, em relação à substância dessecada.
Solução (2): diluir 1 mL da Solução (1) para 100 mL com
mistura de etanol e acetato de etila (1:1).
DESCRIÇÃO
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
incolor.
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com
a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais Solubilidade. Facilmente solúvel em água e etanol,
intensa que aquela obtida com a Solução (2) (1,0%). praticamente insolúvel em cloreto de metileno.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No Constantes físico-químicas.
máximo 0,002% (20 ppm).
Faixa de fusão (5.2.2): 104 ºC a 110 ºC.
Sulfatos (5.3.2.2). Dissolver 0,96 g da amostra em 20
mL de água, aquecer à ebulição até completa dissolução. Poder rotatório específico (5.2.8): +21º a +27º, em relação
Resfriar com agitação e filtrar. Prosseguir conforme à substância dessecada. Em balão volumétrico de 25 mL,
descrito em Ensaio limite para sulfatos, utilizando 1 mL adicionar 1,25 g da amostra, 1 mL de edetato dissódico a
de ácido sulfúrico padrão. No máximo 0,05% (500 ppm). 1% (p/v), 7,5 mL de hidróxido de sódio SR e homogeneizar.
Completar o volume com tampão fosfato pH 7,0.
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
amostra, em estufa, entre 100 ºC e 105 ºC. No máximo
0,5%. IDENTIFICAÇÃO

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da


No máximo 0,1%. amostra previamente dessecada, dispersa em brometo
de potássio, apresenta máximos de absorção somente
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
DOSEAMENTO intensidades relativas daqueles observados no espectro de
acetilcisteína SQR, preparado de maneira idêntica.
Dissolver 0,2 g da amostra em 25 mL de dimetilformamida.
Titular com hidróxido de sódio etanólico 0,1 M SV, B. Dissolver cerca de 1 g da amostra em 20 mL de água
determinando o ponto final potenciometricamente. Cada e adicionar 0,05 mL de nitroprusseto de sódio 5% (p/v) e
mL de hidróxido de sódio etanólico 0,1 M SV equivale a 0,05 mL de hidróxido de amônio. Desenvolve-se coloração
22,225 mg de C4H6N4O3S2. violeta escura.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO ENSAIOS DE PUREZA


Em recipientes herméticos, protegidos da luz. Aspecto da solução. A solução da amostra a 5% (p/v) é
límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12).
ROTULAGEM pH (5.2.19). 2,0 a 2,8. Determinar em solução a 1% (p/v)
Observar a legislação vigente. em água isenta de dióxido de carbono.
Metais pesados (5.3.2.3). Umedecer 2 g da amostra,
cuidadosamente, gota a gota, com 2 mL de ácido nítrico e
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

e à DL-fenilalanina. Calcular o teor de C5H9NO3S na


amostra a partir das respostas obtidas para a relação
561
aa
prosseguir conforme descrito em Método III. No máximo acetilcisteína/DL-fenilalanina com a Solução padrão e a
0,001% (10 ppm). Solução amostra.

Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de


amostra, em estufa a 70 ºC, sob pressão reduzida, até peso EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
constante. No máximo 0,5%.
Em recipientes bem fechados.
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 2 g de amostra.
No máximo 0,5%. ROTULAGEM
Observar a legislação vigente.
DOSEAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir. CLASSE TERAPÊUTICA
A. Pesar, exatamente, cerca de 0,14 g da amostra, diluir em Mucolítico.
60 mL de água e adicionar 10 mL de ácido clorídrico 2 M.
Resfriar em banho de gelo, adicionar 10 mL de iodeto de
potássio SR e titular com iodo 0,05 M SV, determinando o ACETILMETIONINA
ponto final potenciometricamente ou utilizando 1 mL de
Acetylmethioninum
amido SI como indicador. Cada mL de iodo 0,05 M SV
equivale a 16,319 mg de C5H9NO3S.
S COOH
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido H3C
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de detector ultravioleta a 214 nm; coluna de 300 mm de HN CH3
comprimento e 3,9 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 O
μm); fluxo da Fase móvel de 1,5 mL/minuto.
C7H13NO3S; 191,25
Fase móvel: dissolver 6,8 g de fosfato de potássio
acetilmetionina; 00074
monobásico em 1000 mL de água. Filtrar e ajustar o pH em
N-Acetil-L-metionina
3,0 com ácido fosfórico.
[65-82-7]
Solução padrão interno: transferir, aproximadamente, 1
g de DL-fenilalanina para balão volumétrico de 200 mL Contém, no mínimo, 98,0% de C7H13NO3S, em relação à
e completar o volume com metabissulfito sódico a 0,05% substância dessecada.
(p/v) recentemente preparado. Homogeneizar.

Solução amostra: pesar, exatamente, cerca de 1 g da DESCRIÇÃO


amostra e transferir para balão volumétrico de 100 mL.
Características físicas. Pó cristalino branco, de leve odor
Completar o volume com metabissulfito sódico a 0,05%
peculiar desagradável e sabor levemente amargo.
(p/v) e homogeneizar. Transferir 5 mL dessa solução e 5
mL da Solução padrão interno para balão volumétrico de Solubilidade. Solúvel em água, acetona e etanol fervente.
100 mL e completar o volume com metabissulfito sódico
a 0,05% (p/v). Constantes físico-químicas.

Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 0,1 g de Faixa de fusão (5.2.2): 114 °C a 116 ºC.
acetilcisteína SQR para balão volumétrico de 10 mL e
completar o volume com metabissulfito sódico a 0,05%
IDENTIFICAÇÃO
(p/v). Transferir 5 mL desta solução e 5 mL da Solução
padrão interno para balão volumétrico de 100 mL e Dissolver 10 mg de amostra em 1 mL de água destilada e
completar o volume com metabissulfito sódico a 0,05% adicionar, sucessivamente, sob agitação, 1 mL de hidróxido
(p/v), obtendo solução a 0,5 mg/mL. de sódio 5 M, 1 mL de glicerol e 0,3 mL de nitroprusseto
de sódio 5% (p/v). Aquecer entre 35 °C e 40 °C, durante
Injetar 5 µL da Solução padrão. A resolução entre os picos
10 minutos, e resfriar em banho de gelo, durante 2
correspondentes à acetilcisteína e à DL-fenilalanina não é
minutos. Adicionar 1,5 mL de ácido clorídrico SR e agitar.
menor de 6. O desvio padrão relativo das áreas de replicatas
Desenvolve-se coloração vermelho-púrpura.
dos picos registrados não é maior que 2,0%.

Procedimento: injetar, separadamente, 5 µL da Solução ENSAIOS DE PUREZA


padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas e
medir as áreas sob os picos correspondentes à acetilcisteína Aspecto da solução. Dissolver 0,2 g da amostra em 2 mL
de água destilada. A solução obtida é límpida (5.2.25).
a 562 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Adicionar 38 mL de água destilada e reservar esta solução


para os demais ensaios. ACICLOVIR
Ferro (5.3.2.4). Utilizar o Método I. Determinar em 10 Aciclovirum
mL da solução obtida em Aspecto da solução. No máximo
0,005% (50 ppm). O
Cloretos (5.3.2.1). Determinar em 10 mL da solução obtida N
em Aspecto da solução. No máximo 0,015% (150 ppm). HN

Metais pesados (5.3.2.3). Determinar em 10 mL da solução H2N N


obtida em Aspecto da solução. No máximo 0,002% (20 N
ppm). O
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
amostra. Dessecar em estufa a 105 °C, por 4 horas, até peso
constante. No máximo 2,0%. OH
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. C8H11N5O3; 225,20
No máximo 0,1%. aciclovir; 00082
2-Amino-1,9-diidro-9-[(2-hidroxietoxi)metil]-6H-purin-6-ona
DOSEAMENTO [59277-89-3]

Pesar, exatamente, cerca de 0,3 g de amostra e transferir Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 101,0% de
para um erlenmeyer com tampa. Adicionar 100 mL de C8H11N5O3, em relação à substância anidra.
água, 5 g de fosfato de potássio dibásico, 2 g de fosfato
de potássio monobásico e 2 g de iodeto de potássio.
Agitar até dissolução completa. Adicionar 50 mL de iodo DESCRIÇÃO
0,05 M SV, agitar e deixar em repouso por 30 minutos. Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase
Titular o excesso de iodo com tiossulfato de sódio 0,1 M branco.
SV, adicionar 3 mL de amido SI próximo ao ponto final, e
prosseguir a titulação até o desaparecimento da cor azul. Solubilidade. Pouco solúvel em água, facilmente solúvel
Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias. em dimetilsulfóxido e muito pouco solúvel em etanol.
Cada mL de iodo 0,05 M SV equivale a 9,562 mg de Solúvel em soluções diluídas de ácidos minerais e
C7H13NO3S. hidróxidos alcalinos.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO IDENTIFICAÇÃO


Em recipientes bem fechados. A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
ROTULAGEM
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
Observar a legislação vigente. observados no espectro de aciclovir SQR, preparado de
maneira idêntica.

CLASSE TERAPÊUTICA B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa


de 200 nm a 350 nm, de solução a 0,015% (p/v) em ácido
Lipotrópico. clorídrico 0,1 M, exibe máximos em 255 nm e um ombro
inclinado em torno de 274 nm, idênticos aos observados no
espectro de solução similar de aciclovir SQR.

C. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma


da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
corresponde àquele do pico principal da Solução padrão.

ENSAIOS DE PUREZA
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de clorofórmio,
metanol e hidróxido de amônio (80:20:2), como fase
móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 5 μL de cada uma
das soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.
Solução (1): transferir 0,1 g da amostra para balão
volumétrico de 10 mL, dissolver em dimetilsulfóxido e
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

de 20 mL de hidróxido de sódio 0,1 M. Adicionar 80 mL


de água, deixar em ultrassom por 15 minutos e agitar
563
aa
completar o volume com o mesmo solvente, de modo a mecanicamente por 15 minutos. Completar o volume
obter solução a 10 mg/mL. com água e homogeneizar. Transferir 10 mL para balão
volumétrico de 50 mL, completar o volume com hidróxido
Solução (2): solução de aciclovir SQR a 0,2 mg/mL em de sódio 0,01 M e homogeneizar.
dimetilsulfóxido.
Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 25
Solução (3): solução de aciclovir SQR a 0,1 mg/mL em mg de aciclovir SQR para balão volumétrico de 50 mL,
dimetilsulfóxido. dissolver em 5 mL de hidróxido de sódio 0,1 M, completar
o volume com água e homogeneizar. Transferir 10 mL
Solução (4): solução de aciclovir SQR a 0,05 mg/mL em
desta solução para balão volumétrico de 50 mL, adicionar
dimetilsulfóxido.
2 mL da Solução de guanina, completar o volume com
Solução (5): solução de aciclovir SQR a 0,01 mg/mL em hidróxido de sódio 0,01 M e homogeneizar, de modo a
dimetilsulfóxido. obter concentração de 0,1 mg/mL de aciclovir SQR e 0,7
μg/mL de guanina.
Procedimento: desenvolver o cromatograma. Remover a
placa, secar as manchas com corrente de ar seco. Examinar Os tempos de retenção relativo são cerca de 0,2 para
sob luz ultravioleta (254 nm). Qualquer mancha secundária guanina e 1 para aciclovir. O fator de cauda para os
obtida no cromatograma com a Solução (1), diferente da picos analisados não é maior que 2,0. A resolução entre o
mancha principal, não é mais intensa que aquelas obtidas aciclovir e a guanina não é menor que 2,0. O desvio padrão
com a Solução (2), Solução (3), Solução (4) e Solução (5). relativo das áreas de replicatas dos picos registrados não é
A soma das impurezas observadas não excede de 2,0%. maior que 2,0%.

Limite de guanina. Proceder conforme descrito no Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL, da Solução
método B. de Doseamento. Calcular o teor de guanina na padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
amostra a partir das respostas obtidas para o pico relativo e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C8H11N5O3
à guanina na Solução padrão e na Solução amostra. No na amostra a partir das respostas obtidas com a Solução
máximo 0,7%. padrão e a Solução amostra.

Água (5.2.20.1). No máximo 6,0%.


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.
No máximo 0,1%. Em recipientes herméticos, em temperatura inferior a 25 ºC.

DOSEAMENTO ROTULAGEM

Empregar um dos métodos descritos a seguir. Observar a legislação vigente.

A. Proceder conforme descrito em Titulações em meio não


CLASSE TERAPÊUTICA
aquoso (5.3.3.5). Dissolver 0,15 g da amostra em 60 mL
de ácido acético glacial. Titular com ácido perclórico 0,1 Antiviral.
M SV, determinando o ponto final potenciometricamente.
Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias.
Cada mL de ácido perclórico 0,1 M SV equivale a 22,52 ACICLOVIR COMPRIMIDOS
mg de C8H11N5O3.

B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido Contém, no mínimo, 95,0% e, no máximo, 105,0% da
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido quantidade declarada de C8H11N5O3.
de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 250 mm de
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 IDENTIFICAÇÃO
μm a 10 μm); fluxo da Fase móvel de 3 mL/minuto.
A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na
Fase móvel: mistura de água e ácido acético glacial faixa de 230 nm a 350 nm, da solução amostra obtida
(100:0,1). em Doseamento, exibe máximo em 255 nm e um ombro
inclinado em torno de 274 nm.
Solução de guanina: transferir, exatamente, cerca de
8,75 mg de guanina para balão volumétrico de 500 mL e B. Proceder conforme descrito em Limite de guanina. A
dissolver em 50 mL de hidróxido de sódio 0,1 M. Completar mancha principal obtida com a Solução (2) corresponde
o volume com água e homogeneizar. em posição, cor e intensidade à mancha obtida com a
Solução (3).
Solução amostra: transferir, exatamente, cerca de 0,1 g da
amostra para balão volumétrico de 200 mL com auxílio
a 564 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

CARACTERÍSTICAS Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir


quantidade do pó equivalente a 0,25 g de aciclovir para
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. balão volumétrico de 50 mL. Adicionar 25 mL de hidróxido
de sódio 0,1 M, agitar por 10 minutos e completar o volume
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
com hidróxido de sódio 0,1 M. Deixar decantar o material
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste. não dissolvido, antes da aplicação na placa.

Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste. Solução (2): transferir 1 mL da Solução (1) para balão
volumétrico de 10 mL e completar o volume com hidróxido
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. de sódio 0,1 M.

Solução (3): dissolver 5 mg de aciclovir SQR em 10 mL de


TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) hidróxido de sódio 0,1 M.
Meio de dissolução: ácido clorídrico 0,1 M, 900 mL Solução (4): dissolver 5 mg de guanina em 100 mL de
Aparelhagem: pá, 50 rpm hidróxido de sódio 0,1 M.

Tempo: 45 minutos Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio Qualquer mancha secundária, correspondente à guanina,
de dissolução, filtrar e diluir em ácido clorídrico 0,1 M obtida no cromatograma com a Solução (1) não é mais
até concentração adequada. Medir as absorvâncias das intensa que aquela obtida no cromatograma com a Solução
soluções em 255 nm (5.2.14) utilizando o mesmo solvente (4) (1,0%). Desprezar as manchas presentes no ponto de
para ajuste do zero. Calcular a quantidade de C8H11N5O3 aplicação do solvente.
dissolvido no meio, comparando as leituras obtidas com a
da solução de aciclovir SQR na concentração de 0,001 % TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
(p/v). Alternativamente, realizar os cálculos considerando
A(1%, 1 cm) = 560, em 255 nm, em ácido clorídrico 0,1 M. Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade
declarada de C8H11N5O3 se dissolvem em 45 minutos. Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste.
ENSAIOS DE PUREZA
DOSEAMENTO
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de hidróxido de do pó equivalente a 0,1 g de aciclovir para balão volumétrico
amônio 13,5 M, metanol e cloreto de metileno (2:20:80), de 100 mL, adicionar 60 mL de hidróxido de sódio 0,1 M,
como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 2 µL de deixar em ultrassom por 15 minutos e completar o volume
cada uma das soluções, recentemente preparadas, descritas com hidróxido de sódio 0,1 M. Homogeneizar e filtrar.
a seguir. Transferir 15 mL do filtrado para balão volumétrico de 100
mL, adicionar 50 mL de água, 5,8 mL de ácido clorídrico 2
Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar, M e completar o volume com água. Transferir 5 mL dessa
por 15 minutos, quantidade do pó equivalente a 0,25 g de solução para balão volumétrico de 50 mL, completar o
aciclovir com 10 mL de dimetilsulfóxido. Filtrar. volume com ácido acético 0,1 M e homogeneizar, obtendo
Solução (2): diluir 0,7 volumes de Solução (1) para 100 solução a 0,0015% (p/v). Preparar solução padrão na
volumes com dimetilsulfóxido. mesma concentração, utilizando o mesmo solvente. Medir
as absorvâncias das soluções resultantes em 255 nm
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar (5.2.14), utilizando ácido clorídrico 0,1 M para ajuste do
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). zero. Calcular a quantidade de C8H11N5O3 nos comprimidos
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com a partir das leituras obtidas. Alternativamente, realizar os
a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais cálculos considerando A(1%, 1 cm) = 560, em 255 nm, em
intensa que aquela obtida com a Solução (2) (0,7%). ácido clorídrico 0,1 M.

Limite de guanina. Proceder conforme descrito em


Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
celulose F254, como suporte, e mistura de álcool n-propílico,
Em recipientes herméticos, em temperatura inferior a 25 ºC.
hidróxido de amônio 13,5 M e sulfato de amônio a 5% (p/v)
(10:30:60), como fase móvel. Aplicar, separadamente,
à placa, 10 µL de cada uma das soluções, recentemente ROTULAGEM
preparadas, descritas a seguir.
Observar a legislação vigente.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA


565
aa
ACICLOVIR CREME
Contagem de micro-organismos viáveis totais
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Contém, no mínimo 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de C8H11N5O3. Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste.

IDENTIFICAÇÃO
DOSEAMENTO
A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na
faixa de 230 nm a 350 nm, da solução amostra obtida Transferir quantidade de amostra equivalente a 7,5 mg de
em Doseamento, exibe máximo em 255 nm e um ombro aciclovir para funil de separação com auxílio de 50 mL de
inclinado em torno de 274 nm, idênticos aos observados no ácido sulfúrico 0,5 M e agitar. Adicionar 50 mL de acetato
espectro de solução similar de aciclovir SQR. de etila, agitar, esperar a separação das fases e coletar a
fase aquosa inferior. Lavar a fase orgânica com 20 mL de
B. A mancha principal do cromatograma da Solução (2), ácido sulfúrico 0,5 M, coletar a fase aquosa e juntar ao
obtida em Limite de guanina, corresponde em posição e combinado anterior. Transferir os combinados aquosos para
intensidade àquela obtida com a Solução (3). balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com
ácido sulfúrico 0,5 M. Homogeneizar e filtrar, descartando
os primeiros mililitros do filtrado. Transferir 10 mL desta
CARACTERÍSTICAS solução para balão volumétrico de 50 mL e completar
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. o volume com água. Preparar solução de aciclovir SQR
na mesma concentração, utilizando o mesmo solvente.
Medir as absorvâncias das soluções resultantes em 255
ENSAIOS DE PUREZA nm (5.2.14), utilizando ácido sulfúrico 0,1 M para ajuste
do zero. Calcular a quantidade de C8H11N5O3 no creme, a
Limite de guanina. Proceder conforme descrito em
partir das leituras obtidas.
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
celulose F254, como suporte. Aplicar, separadamente,
à placa, 10 µL de cada uma das soluções, recentemente EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
preparadas, descritas a seguir.
Em recipientes bem fechados, em local seco e temperatura
Solução (1): pesar quantidade de creme equivalente a entre 15 °C e 25 °C.
30 mg de aciclovir, transferir para tubo de centrífuga
graduado, adicionar 3 mL de hidróxido de sódio 0,1 M e
ROTULAGEM
agitar de modo a obter a dispersão do creme. Adicionar 5
mL de mistura de clorofórmio e álcool n-propílico (1:2), Observar a legislação vigente.
agitar, centrifugar e utilizar a camada superior.

Solução (2): transferir 1 mL da Solução (1) para balão


volumétrico de 10 mL e completar o volume com hidróxido
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO
de sódio 0,1 M. Acidum acetylsalicylicum

Solução (3): dissolver 6 mg de aciclovir SQR em 10 mL de COOH


hidróxido de sódio 0,1 M.
O CH3
Solução (4): dissolver 6 mg de guanina em 100 mL de
hidróxido de sódio 0,1 M.
O
Desenvolver o cromatograma, inicialmente, utilizando
acetato de etila como fase móvel e deixar percorrer por C9H8O4; 180,16
toda extensão da placa. Retirar a placa e deixar secar ao ar. ácido acetilsalicílico; 00089
Desenvolver novamente o cromatograma utilizando, como Ácido 2-(acetiloxi)benzoico
fase móvel, mistura de álcool n-propílico, hidróxido de [50-78-2]
amônio 13,5 M e sulfato de amônio a 5% (p/v) (10:30:60).
Remover a placa, deixar secar ao ar. Examinar sob luz Contém, no mínimo, 99,5% e, no máximo, 101,0% de
ultravioleta (254 nm). Qualquer mancha secundária, C9H8O4, em relação à substância dessecada.
correspondente à guanina, obtida no cromatograma com
a Solução (1) não é mais intensa que aquela obtida no
cromatograma com a Solução (4) (1%). Desprezar as DESCRIÇÃO
manchas presentes no ponto de aplicação do solvente. Características físico-químicas. Pó cristalino branco
ou cristais incolores, geralmente inodoro. Ponto de fusão
(5.2.2): funde em torno de 143 oC.
a 566 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solubilidade. Pouco solúvel em água, muito solúvel em


etanol, solúvel em éter etílico.
mL de tioacetamida SR e 2 mL de tampão acetato pH 3,5.
Deixar em repouso por 5 minutos. Qualquer coloração
desenvolvida não é mais escura do que a de um padrão
preparado com 25 mL de acetona, 2 mL de Solução padrão
IDENTIFICAÇÃO
de chumbo (10 ppm Pb), 1,2 mL de tioacetamida SR e 2 mL
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da de tampão acetato pH 3,5. No máximo 0,001% (10 ppm).
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
amostra, em dessecador, à temperatura ambiente, sob
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
pressão reduzida, até peso constante. No máximo 0,5%.
observados no espectro de ácido acetilsalicílico SQR,
preparado de maneira idêntica. Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%.
B. Misturar pequena quantidade da amostra com água,
aquecer por alguns minutos. Resfriar. Adicionar uma ou
duas gotas de cloreto férrico SR. Desenvolve-se coloração DOSEAMENTO
vermelho-violeta.
Pesar, exatamente, cerca de 1 g de amostra, transferir para
C. Pesar 0,2 g da amostra. Adicionar 4 mL de hidróxido erlenmeyer de 250 mL com tampa e dissolver em 10 mL
de sódio 2 M e ferver por 3 minutos. Resfriar. Adicionar 5 de etanol. Adicionar 50 mL de hidróxido de sódio 0,5
mL de ácido sulfúrico M. Produz-se precipitado cristalino. M SV. Deixar em repouso por 1 hora. Adicionar 0,2 mL
Filtrar, lavar o precipitado com água e secar em estufa a de fenolftaleína SI como indicador e titular com ácido
105 °C. O precipitado apresenta faixa de fusão (5.2.2) entre clorídrico 0,5 M SV. Realizar ensaio em branco e efetuar as
156 °C e 161 °C. correções necessárias. Cada mL de hidróxido de sódio 0,5
D. Aquecer o filtrado obtido no teste C. de Identificação M SV equivale a 45,040 mg de C9H8O4.
com 2 mL de etanol e 2 mL de ácido sulfúrico. Forma-se
acetato de etila, de odor característico. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes perfeitamente fechados.
ENSAIOS DE PUREZA
Aspecto da solução. Dissolver 1 g da amostra em 9 mL ROTULAGEM
de etanol. A solução é límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12).
Observar a legislação vigente.
Substâncias relacionadas. Proceder conforme
Espectrofotometria de absorção no visível (5.2.14).
Transferir 0,3 g da amostra para balão volumétrico de 100 CLASSE TERAPÊUTICA
mL e dissolver com 10 mL de hidróxido de tetrabutilamônio
0,1 M em etanol. Após 10 minutos, adicionar 8 mL de ácido Analgésico; antipirético; anti-inflamatório não-esteroide;
clorídrico 0,1 M, 20 mL de tetraborato sódico a 1,9% (p/v) antiagregante plaquetário; utilizado também para alívio da
e homogeneizar. Adicionar 2 mL de 4-aminoantipirina a enxaqueca e em cardiopatia isquêmica.
1% (p/v), agitando constantemente, e 2 mL de ferrocianeto
de potássio a 1% (p/v). Após 2 minutos, diluir para 100
mL com água. Deixar em repouso por 20 minutos. Medir a ÁCIDO ACETILSALICÍLICO
absorvância da solução resultante em 505 nm, em cubetas COMPRIMIDOS
de 1 cm, utilizando água para ajuste do zero. A absorvância
não deve ser maior que 0,25.
Contém, no mínimo, 95,0% e, no máximo, 105,0% da
Ácido salicílico. Pesar, exatamente, 0,1 g da amostra, quantidade declarada de C9H8O4.
dissolver em 5 mL de etanol, adicionar 15 mL de água
gelada e uma ou dua gotas de cloreto férrico 0,5% (p/v). IDENTIFICAÇÃO
Deixar em repouso por 1 minuto. Transferir para tubo de
Nessler. Para o preparo da solução padrão, dissolver 5 mg A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir quantidade
de ácido salicílico em 100 mL de etanol. Transferir 1 mL de pó equivalente a 0,5 g de ácido acetilsalicílico para tubo
desta solução para tubo de Nessler e adicionar uma ou de centrífuga e agitar com 10 mL de etanol por alguns
duas gotas de cloreto férrico 0,5% (p/v), 0,1 mL de ácido minutos. Centrifugar. Remover o sobrenadante límpido e
acético, 4 mL de etanol e 15 mL de água. A cor da solução evaporar à secura em banho-maria a 60 °C, por 1 hora.
amostra não é mais intensa que a da solução padrão. No Secar o resíduo em estufa a vácuo a 60 °C, por 1 hora. O
máximo 0,05% (500 ppm). espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) do resíduo
disperso em brometo de potássio, apresenta máximos de
Metais pesados (5.3.2.3). Dissolver 2 g da amostra em 25 absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e
mL de acetona e adicionar 1 mL de água. Adicionar 1,2 com as mesmas intensidades relativas daqueles observados
no espectro de ácido acetilsalicílico SQR, preparado de
maneira idêntica.
B. Pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir quantidade
de pó equivalente a 0,5 g de ácido acetilsalicílico e dissolver
DOSEAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 567
aa
em 10 mL de hidróxido de sódio 5 M. Ferver por 2 ou 3 Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade
minutos. Esfriar. Adicionar um excesso de ácido sulfúrico do pó equivalente a 0,5 g de ácido acetilsalicílico para
M. Produz-se precipitado cristalino e odor característico erlenmeyer de 250 mL e adicionar 30 mL de hidróxido de
de ácido acético. Adicionar cloreto férrico SR à solução. sódio 0,5 M SV. Ferver cuidadosamente por 10 minutos e
Desenvolve-se coloração violeta intensa. titular o excesso de álcali com ácido clorídrico 0,5 M SV,
utilizando vermelho de fenol SI como indicador. Realizar o
ensaio em branco e efetuar as correções necessárias. Cada
CARACTERÍSTICAS mL de hidróxido de sódio 0,5 M SV equivale a 45,040 mg
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. de C9H8O4.

Dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


Friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste. Em recipientes perfeitamente fechados e protegidos da luz.
Teste de desintegração (5.1.4.1). No máximo 5 minutos.
ROTULAGEM
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Para comprimidos de 100 mg, proceder conforme descrito Observar a legislação vigente.
em Doseamento, empregando soluções volumétricas a 0,1 M.

TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) ÁCIDO ASCÓRBICO


Acidum ascorbicum
Meio de dissolução: tampão acetato 0,05 M pH 4,5, 500
mL H
HO OH
Aparelhagem: pás, 50 rpm
O O
Tempo: 30 minutos
H
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de
dissolução, filtrar e, se necessário, diluir em tampão HO OH
acetato 0,05 M pH 4,5 até concentração adequada. Medir C6H8O6; 176,12
imediatamente as absorvâncias das soluções em 265 nm ácido ascórbico; 00104
(5.2.14), utilizando o mesmo solvente para ajuste do zero. Ácido L-ascórbico
Calcular a quantidade de C9H8O4 dissolvido no meio, [50-81-7]
comparando as leituras obtidas com a da solução de ácido
acetilsalicílico SQR na concentração de 0,008% (p/v),
preparada no momento do uso. Pode-se usar etanol para Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 100,5% de
dissolver o padrão antes da diluição em tampão acetato C6H8O6, em relação à substância dessecada.
0,05 M pH 4,5. O volume de etanol não pode exceder 1%
do volume total da solução padrão. DESCRIÇÃO
Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade Características físicas. Pó fino, cristalino branco, ou
declarada de C9H8O4 se dissolvem em 30 minutos. ligeiramente amarelado. No estado sólido é estável ao ar,
mas em solução oxida-se rapidamente. Sua solução aquosa
ENSAIOS DE PUREZA é límpida.

Ácido salicílico. Pesar e pulverizar os comprimidos. Solubilidade. Facilmente solúvel em água, pouco solúvel
Transferir quantidade de pó equivalente a 0,2 g de ácido em etanol e acetona, insolúvel em éter etílico, clorofórmio,
acetilsalicílico para um balão volumétrico de 100 mL. éter de petróleo e benzeno.
Adicionar 4 mL de etanol e agitar. Diluir a 100 mL com Constantes físico-químicas.
água resfriada, mantendo a temperatura inferior a 10 °C.
Filtrar imediatamente e transferir 50 mL do filtrado para Faixa de fusão (5.2.2): 189 oC a 192 oC, com decomposição.
tubo de Nessler. Preparar a solução de ácido salicílico SQR
a 0,01% (p/v). Transferir 3 mL desta solução para um tubo Poder rotatório específico (5.2.8): +20,5o a +21,5o,
de Nessler, adicionar 2 mL de etanol e água em quantidade determinado em solução a 10% (p/v) em água isenta de
suficiente para 50 mL. Adicionar 1 mL de sulfato férrico dióxido de carbono.
amoniacal SR2 às soluções padrão e amostra. A cor violeta
produzida com a solução amostra não deve ser mais intensa IDENTIFICAÇÃO
que a obtida com a solução padrão.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
a 568 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos


de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
CARACTERÍSTICAS

observados no espectro de ácido ascórbico SQR, preparado Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
de maneira idêntica.
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
B. A uma alíquota da solução a 2% (p/v) adicionar tartarato
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.
cúprico alcalino SR e deixar em repouso a temperatura
ambiente. Observa-se mudança de coloração devido à Teste de desintegração (5.1.4.1). No máximo 30 minutos.
redução lenta do tartarato cúprico. Sob aquecimento, a
redução é mais rápida. Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.

ENSAIOS DE PUREZA TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)


pH (5.2.19). 2,2 a 2,5. Determinar em solução aquosa a Meio de dissolução: água, 900 mL
5% (p/v).
Aparelhagem: pás, 50 rpm
Metais pesados (5.3.2.3). Dissolver 1 g em 25 mL de água.
No máximo 0,002% (20 ppm). Tempo: 45 minutos

Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio
amostra, em dessecador a vácuo, sobre ácido sulfúrico, por de dissolução e diluir, se necessário, com água até
24 horas. No máximo 0,4%. concentração adequada. Homogeneizar e filtrar. Transferir
volume equivalente a cerca de 2 mg de ácido ascórbico
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra. para erlenmeyer de 50 mL, adicionar 5 mL de ácido
No máximo 0,1%. metafosfórico-acético SR e titular com solução padrão de
diclorofenol indofenol até coloração rosa persistente por 5
segundos. Realizar ensaio em branco com a mistura de 5,5
DOSEAMENTO mL de ácido metafosfórico acético SR e 15 mL de água.
Dissolver, exatamente, cerca de 0,2 g da amostra em uma Calcular a quantidade de ácido ascórbico dissolvida, a
mistura de 100 mL de água e 25 mL de ácido sulfúrico M. partir do título da solução padrão de diclorofenol indofenol.
Adicionar 3 mL de amido SI e titular imediatamente com Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade
iodo 0,05 M SV. Cada mL de iodo 0,05 M SV equivale a declarada de C6H8O6 se dissolvem em 45 minutos.
8,806 mg de C6H8O6.

DOSEAMENTO
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
A. Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Utilizar quantidade
do pó equivalente a 0,2 g de ácido ascórbico. Prosseguir
ROTULAGEM
conforme descrito em Doseamento na monografia de
Observar a legislação vigente. Ácido ascórbico.

B. Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Utilizar quantidade


CLASSE TERAPÊUTICA de pó equivalente a 0,15 g de ácido ascórbico. Dissolver em
mistura de 30 mL de água e 20 mL de ácido sulfúrico M.
Vitamina. Titular com sulfato cérico amoniacal 0,1 M SV, utilizando
ferroína SI, como indicador. Cada mL de sulfato cérico
amoniacal 0,1 M SV equivale a 8,806 mg de C6H8O6.
ÁCIDO ASCÓRBICO COMPRIMIDOS
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de C6H8O6. Em recipientes herméticos e opacos.

IDENTIFICAÇÃO ROTULAGEM

Pesar e pulverizar os comprimidos. A partir do pó, Observar a legislação vigente.


preparar solução a 2% (p/v) de ácido ascórbico em etanol,
homogeneizar e filtrar. Prosseguir conforme descrito nos
testes A. e B. de Identificação na monografia de Ácido
ascórbico, utilizando 2 mL da solução obtida.
DOSEAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 569
aa
ÁCIDO ASCÓRBICO SOLUÇÃO Transferir volume da solução injetável equivalente a cerca
INJETÁVEL de 0,2 g de ácido ascórbico para erlenmeyer. Adicionar
100 mL de água isenta de dióxido de carbono e prosseguir
conforme descrito no Doseamento da monografia de Ácido
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
ascórbico a partir de “e 25 mL de ácido sulfúrico M...”.
quantidade declarada de C6H8O6.
Cada mL de iodo 0,05 M SV equivale a 8,806 mg de
C6H8O6.
IDENTIFICAÇÃO
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
Em recipientes de vidro tipo I, protegidos da luz.
como suporte, e mistura de etanol e água (120:20), como
fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 2 μL de cada
uma das soluções, recentemente preparadas, descritas a ROTULAGEM
seguir.
Observar a legislação vigente.
Solução (1): diluir a solução injetável em água, de modo a
obter solução de ácido ascórbico a 5 mg/mL.
ÁCIDO BENZOICO
Solução (2): solução aquosa a 5 mg/mL de ácido ascórbico
SQR.
Acidum benzoicum

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar COOH


ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição,
cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2).

B. Diluir a solução injetável em etanol, até concentração de


2% (p/v) e filtrar. Prosseguir conforme descrito no teste B.
C7H6O2; 122,12
de Identificação da monografia de Ácido ascórbico.
ácido benzoico; 00115
C. Transferir volume da solução injetável equivalente a 50 Ácido benzoico
mg de ácido ascórbico para tubo de ensaio. Adicionar 0,2 [65-85-0]
mL de ácido nítrico 2 M e 0,2 mL de nitrato de prata 0,1 M.
Produz-se precipitado cinza. Contém, no mínimo, 99,5% e, no máximo, 100,5% de
C7H6O2, em relação à substância anidra.
D. Responde às reações do íon sódio (5.3.1.1).

DESCRIÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Características físicas. Pó branco, cristalino ou cristais
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste. incolores, inodoro ou com ligeiro odor muito característico.
pH (5.2.19). 6,1 a 7,1. Solubilidade. Ligeiramente solúvel em água, solúvel em
água fervente, facilmente solúvel em etanol, éter etílico e
ENSAIOS DE PUREZA ácidos graxos.

Limite de oxalato. Diluir volume da solução injetável Constantes físico-químicas


equivalente a 50 mg de ácido ascórbico com água para 5
Faixa de fusão (5.2.2): 121 ºC a 124 ºC.
mL. Adicionar 0,2 mL de ácido acético glacial e 0,5 mL de
cloreto de cálcio SR. Não se produz turvação no intervalo
de 1 minuto. IDENTIFICAÇÃO
A. Preparar uma solução saturada de ácido benzoico
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA em água e filtrar duas vezes. A uma porção do filtrado,
adicionar solução de cloreto férrico SR. Ocorre formação
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste.
de um precipitado alaranjado. A uma outra porção de 10
Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 1,2 UE/ mL do filtrado, adicionar 1 mL de ácido sulfúrico 3 M e
mg de ácido ascórbico. resfriar a mistura. Ocorre a formação de um precipitado
branco, solúvel em éter etílico, em aproximadamente 10
minutos.

B. Dissolver 5 g de amostra em 100 mL de etanol. Responde


às reações do íon benzoato (5.3.1.1).
a 570 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.


No máximo 0,05%.
Aspecto da solução. Dissolver 5 g de amostra em 100 mL
de etanol. A solução obtida é límpida (5.2.25).
DOSEAMENTO
Substâncias oxidáveis. Dissolver 2 g de amostra em 10 mL
de água fervente, resfriar e filtrar. Adicionar, ao filtrado, 1 Pesar, exatamente, cerca de 200 mg da amostra e dissolver
mL de ácido sulfúrico 5% (v/v) e 0,2 mL de permanganato em 20 mL de etanol. Titular com hidróxido de sódio 0,1
de potássio 0,02 M. Forma-se coloração rosa persistente M SV, utilizando vermelho de fenol SI até formação
por, pelo menos, 5 minutos. de coloração violeta, correspondente ao ponto final da
titulação. Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M SV
Substâncias carbonizáveis. Dissolver 0,5 g de amostra equivale a 12,212 mg de C7H6O2.
em 5 mL de ácido sulfúrico SR. Após 5 minutos, a solução
não é mais intensamente colorida que a solução preparada
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
pela diluição de 12,5 mL da Solução de cor H (5.2.12) para
100 mL com ácido clorídrico SR. Em recipientes bem fechados e opacos.
Compostos halogenados e haletos.
ROTULAGEM
Nota: toda a vidraria utilizada deve estar isenta de cloretos.
Uma maneira de se conseguir isso é preencher a vidraria Observar a legislação vigente.
com uma solução de ácido nítrico a 50% (p/v) e deixá-la
em banho de ultrassom por uma noite. No dia seguinte,
lavar a vidraria com água e guardá-la preenchida com
CLASSE TERAPÊUTICA
água. É recomendado que se tenha uma vidraria reservada Antimicrobiano.
para a execução desse teste.

Solução (1): dissolver 6,7 g de amostra em uma mistura


de 40 mL de hidróxido de sódio 0,1 M e 50 mL de etanol e ÁCIDO BÓRICO
completar para o volume de 100 mL com água. Em 10 mL Acidum boricum
dessa solução, adicionar 7,5 mL de solução de hidróxido de
sódio SR, 0,125 g de liga de níquel-alumínio e aquecer em
H3BO3; 61,83
banho-maria por 10 minutos. Deixar esfriar à temperatura
ácido bórico; 00116
ambiente, filtrar e lavar com três porções, de 3 mL cada, de
Ácido bórico
etanol. Lavar com 25 mL de água.
[10043-35-3]
Solução (2): preparar essa solução de maneira similar à
Solução (1), porém, sem utilizar a amostra. Contém, no mínimo, 99,5% e, no máximo, 100,5% de
H3BO3, em relação à substância dessecada.
Solução (3): solução padrão de cloreto (8 ppm Cl).

Em quatro frascos volumétricos de 25 mL, adicionar, DESCRIÇÃO


separadamente, 10 mL da Solução (1), 10 mL da Solução
(2), 10 mL da Solução (3) e 10 mL de água. A cada frasco, Características físicas. Pó cristalino branco, untuoso ao
adicionar 5 mL de sulfato férrico amoniacal SR1, 2 mL tato, ou cristais brilhantes incolores.
de ácido nítrico SR e 5 mL de tiocianato de mercúrio SR.
Solubilidade. Solúvel em água, facilmente solúvel em
Completar o volume de cada frasco para 25 mL com água.
água fervente e glicerol a 85% (v/v), solúvel em etanol.
Deixar em repouso em banho-maria a 20 ºC por 15 minutos.
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
absorção no visível (5.2.14). Medir a absorvância da IDENTIFICAÇÃO
Solução (1) em 460 nm, utilizando a Solução (2) para
ajuste do zero. Medir a absorvância da Solução (3) em 460 Dissolver, sob aquecimento brando, 0,1 g da amostra em
nm, utilizando a solução obtida com 10 mL de água para 5 mL de metanol. Adicionar 0,1 mL de ácido sulfúrico e
ajuste do zero. A absorvância da Solução (1) não é maior levar a solução à ignição. Observa-se chama com bordas
do que a absorvância da Solução (3) (300 ppm). verdes.

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Pesar 5


ENSAIOS DE PUREZA
g de amostra e dissolver em 100 mL de etanol. Preparar
a solução padrão utilizando etanol como solvente. No Aspecto da solução. Dissolver 3,3 g da amostra em 80 mL
máximo 0,001% (10 ppm). de água fervente. Resfriar e diluir para 100 mL com água
isenta de dióxido de carbono. A solução obtida é límpida
Água (5.2.20.1). Dissolver a amostra em uma mistura de
(5.2.25) e incolor (5.2.12).
metanol e piridina (1:2). No máximo 0,7%.
pH (5.2.19). 3,8 a 4,8. Determinar na solução obtida em
Aspecto da solução.
Solubilidade em etanol. Dissolver 1 g da amostra em 10
mL de etanol fervente. A preparação é incolor (5.2.12) e não
DESCRIÇÃO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 571
aa
mais opalescente que a Suspensão referência II (5.2.25). Características físico-químicas. Cristais incolores
e translúcidos, ou pó cristalino, branco. Eflorescente
Impurezas orgânicas. Aquecer progressivamente a ao ar quente e seco. A forma hidratada é ligeiramente
amostra ao rubro. Não ocorre escurecimento. deliquescente em ar úmido. Ponto de fusão (5.2.2): 153 °C,
com decomposição.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. Dissolver 1
g da amostra em 23 mL de água, adicionar 2 mL de ácido Solubilidade. Muito solúvel em água, facilmente solúvel
acético M e prosseguir conforme descrito em Ensaio limite em etanol.
para metais pesados. No máximo 0,002% (20 ppm).

Sulfatos (5.3.2.2). Determinar em 2,7 g da amostra. No IDENTIFICAÇÃO


máximo 0,045% (450 ppm).
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
Perda por dessecação (5.2.9). Dessecar sobre sílica-gel amostra, previamente dessecada a 105 °C por duas horas,
por 5 horas. No máximo 0,5%. dispersa em brometo de potássio, apresenta máximos de
absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e
com as mesmas intensidades relativas daqueles observados
DOSEAMENTO no espectro de ácido cítrico SQR, preparado de maneira
Pesar, exatamente, cerca de 1 g da amostra e dissolver em idêntica.
100 mL de água contendo 15 g de manitol, sob aquecimento. B. Dissolver 1 g da substância em 10 mL de água. A solução
Titular com hidróxido de sódio M SV, utilizando 0,5 mL é fortemente ácida.
de fenolftaleína SI como indicador, até viragem para rosa.
Cada mL de hidróxido de sódio M SV equivale a 61,832 C. Dissolver 0,5 g da substância em 5 mL de água e
mg de H3BO3. neutralizar com hidróxido de sódio M. Adicionar 10 mL de
cloreto de cálcio SR e aquecer até ebulição. Um precipitado
branco é formado.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
D. Responde às reações do íon citrato (5.3.1.1).
Em recipientes bem fechados.

ROTULAGEM ENSAIOS DE PUREZA


Aspecto da solução. Dissolver 2 g da amostra em água e
Observar a legislação vigente.
completar o volume para 10 mL com o mesmo solvente. A
solução obtida é límpida (5.2.24) e incolor (5.2.12).
CATEGORIA
Substâncias facilmente carbonizáveis. Transferir,
Antisséptico e adjuvante farmacêutico. exatamente, cerca de 0,5 g da amostra pulverizada para um
tubo de ensaio previamente lavado com ácido sulfúrico,
contendo 5 mL de ácido sulfúrico. Aquecer durante uma hora
ÁCIDO CÍTRICO a 90 °C. A solução deve ficar somente amarela e não parda.
Acidum citricum
Ácido oxálico. Pesar o equivalente a 0,8 g de ácido cítrico
e dissolver em 4 mL de água. Adicionar 3 mL de ácido
HO COOH clorídrico e 1 g de zinco granulado. Ferver por 1 minuto
e esfriar por 2 minutos. Transferir o sobrenadante líquido
HOOC COOH para um tubo de ensaio contendo 0,25 mL de solução de
cloreto de fenilidrazina a 1% (p/v) e aquecer até ebulição.
C6H8O7; 192,12 Resfriar rapidamente, transferir para um tubo graduado e
C6H8O7.H2O; 210,14 adicionar igual volume de ácido clorídrico e 0,25 mL de
ácido cítrico; 00134 ferricianeto de potássio SR. Agitar e deixar em repouso
Ácido 2-hidroxi-1,2,3-propanotricarboxílico por 30 minutos. A cor rosa desenvolvida na solução não
[77-92-9] deve ser mais intensa do que a desenvolvida pelo padrão de
Ácido 2-hidroxi-1,2,3-propanotricarboxílico hidratado ácido oxálico preparado da mesma maneira usando 4 mL
(1:1) de uma solução de ácido oxálico a 0,01% (p/v).
[5949-29-1]
Alumínio (5.3.2.10). Pesar, exatamente, cerca de 20 g da
Contém, no mínimo, 99,5% e, no máximo, 100,5% de amostra e proceder conforme descrito em Ensaio limite de
C6H8O7 em relação à substância anidra. alumínio, utilizando 40 mL do padrão 2 ppm. No máximo
0,2 ppm (0,00002%), quando o ácido cítrico for usado em
soluções para diálise.
a 572 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Sulfatos (5.3.2.2). Dissolver 3,2 g da amostra em 40 mL


de água e prosseguir conforme descrito em Ensaio limite ÁCIDO DESIDROCÓLICO
para sulfatos, utilizando 1 mL da solução padrão de ácido Acidum dehydrocholicum
sulfúrico 0,005 M. No máximo 0,015% (150 ppm).

Metais Pesados (5.3.2.3). Utilizar Método I. Pesar, COOH


exatamente, cerca de 2 g da amostra e dissolver em
hidróxido de sódio SR. Diluir para 25 mL com água e H3C
proceder conforme descrito em Ensaio limite para metais O
pesados. Após a adição do reagente tioacetamida e diluição
CH3
H
com água, homogeneizar e aquecer a 80 °C, deixando em
seguida em repouso por 2 minutos. No máximo 0,001% CH3 H
(10 ppm).

Água (5.2.20). Forma anidra: determinar em 2 g da H H


amostra. No máximo 1%. Forma hidratada: determinar em O
O
0,5 g da amostra. Entre 7,5 e 9,0%.
H
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%. C24H34O5; 402,52
ácido desidrocólico; 00157
Ácido (5β)-3,7,12-trioxocolan-24-óico
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA [81-23-2]
Ácido cítrico destinado à produção de preparação parenteral
cumpre com os seguintes testes adicionais. Contém, no mínimo, 98,5% e, no máximo, 101,0% de
C24H34O5, em relação à substância dessecada.
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste.

Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,5 UE/ DESCRIÇÃO


mg de ácido cítrico anidro, se o produto acabado não for
Características físicas. Pó branco, inodoro e de sabor
submetido a um procedimento posterior de remoção de
amargo.
endotoxinas bacterianas.
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água e éter
DOSEAMENTO etílico, pouco solúvel em ácido acético glacial, etanol e
clorofórmio.
Pesar, exatamente, cerca de 0,5 g da amostra e dissolver
em 50 mL de água, aquecendo brandamente, se necessário, Constantes físico-químicas
até dissolução completa. Titular com hidróxido de sódio M Faixa de fusão (5.2.2): 231 °C a 240 °C. A faixa entre o
SV, usando fenolftaleína SI como indicador. Cada mL de início e o fim da fusão não excede a 3 °C.
hidróxido de sódio M SV equivale a 64,040 mg de C6H8O7.
Poder rotatório específico (5.2.8): +29,0° a +32,5º.
Determinar em solução a 2% (p/v) em dioxana.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados. IDENTIFICAÇÃO
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
ROTULAGEM
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo
Observar a legislação vigente. de potássio, apresenta máximos de absorção somente
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
intensidades relativas daqueles observados no espectro de
CLASSE TERAPÊUTICA ácido desidrocólico SQR, preparado de maneira idêntica.
Acidulante. B. Dissolver 5 mg da amostra em 1 mL de ácido sulfúrico
e uma gota de solução de formaldeído. Após cinco minutos
adicionar 5 mL de água. A solução adquire coloração
amarela e azul-esverdeada fluorescente.

ENSAIOS DE PUREZA
Bário. Dissolver 2 g de amostra em 100 mL de água e
ferver por 2 minutos. Adicionar 2 mL de ácido clorídrico
SR e ferver por mais 2 minutos, esfriar e filtrar. Lavar o
filtro com água e completar o volume para 100 mL com o
mesmo solvente. Adicionar 1 mL de ácido sulfúrico M a
10 mL do filtrado. A solução obtida não deve turvar nem
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, facilmente


solúvel em clorofórmio e éter etílico, solúvel em etanol e
573
aa
precipitar. éter de petróleo.

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Utilizar 1 Constantes físico-químicas


g da amostra, aquecendo a solução a 80 °C antes da adição
de tioacetamida SR. No máximo 0,002% (20 ppm). Temperatura de congelamento: não inferior a 54 ºC.

Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de


IDENTIFICAÇÃO
amostra, em estufa, 105 ºC por 2 horas. No máximo 1,0%.
Cumpre com os requerimentos do teste Índice de acidez
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
em Ensaios de Pureza.
No máximo 0,3%.

ENSAIOS DE PUREZA
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Acidez. Agitar, durante 2 minutos, 5 g da amostra fundida
Contagem de micro-organismos viáveis totais
com volume igual de água quente; esfriar e filtrar. Adicionar
(5.5.3.1.2). Bactérias aeróbicas totais: no máximo 1000
uma gota de alaranjado de metila SI ao filtrado. Não se
UFC/g. Fungos e leveduras: no máximo 100 UFC/g.
desenvolve coloração avermelhada.

DOSEAMENTO Índice de acidez (5.2.29.7). 194 a 212.

Pesar, exatamente, cerca de 0,25 g da amostra previamente Índice de iodo (5.2.29.10). No máximo 4,0.
dessecada e dissolver em 30 mL de etanol. Agitar até
Parafina e outras substâncias não saponificáveis. Ferver
solubilização completa, aquecendo se necessário, e
em balão volumétrico cerca de 1 g da amostra com 30 mL
adicionar duas gotas de fenolftaleína SI e 30 mL de água.
de água e 0,5 g de carbonato de sódio anidro. A solução
Titular com hidróxido de sódio 0,1 M SV. Cada mL de
resultante, enquanto quente, é límpida ou, no máximo,
hidróxido de sódio 0,1 M SV equivale a 40,252 mg de
levemente opalescente.
C24H34O5.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO máximo 0,001% (10 ppm).

Em recipientes bem fechados. Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 4 g da amostra.


No máximo 0,1%.

ROTULAGEM
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Observar a legislação vigente.
Contagem de micro-organismos viáveis totais
(5.5.3.1.2). Bactérias aeróbicas totais: no máximo 1000
CLASSE TERAPÊUTICA UFC/g. Fungos e leveduras: no máximo 50 UFC/g.
Colagogo. Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste.

ÁCIDO ESTEÁRICO
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Acidum stearicum
Em recipientes bem fechados.
ácido esteárico; 00182
Ácido octadecanóico ROTULAGEM
[57-11-4]
Observar a legislação vigente.
Mistura de ácidos esteárico (C18H36O2, 284,48) e palmítico
(C16H32O2, 256,43). Pode conter antioxidante. CATEGORIA
Matéria-prima para preparação de estearatos de sódio,
DESCRIÇÃO magnésio, zinco e outros adjuvantes farmacotécnicos.
Características físicas. Pó branco a branco-amarelado, ou
cristais brancos, floculosos e cerosos, ou massas sólidas
brancas a fracamente amareladas. Odor leve, semelhante
ao de sebo não rançoso.
a 574 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA
ÁCIDO FÓLICO Pureza cromatográfica. Proceder conforme descrito em
Acidum folicum Doseamento. Utilizar a Solução amostra concentrada
como Solução teste.
H
H2N N N Procedimento: injetar 10 µL da Solução teste. Registrar
H o cromatograma por, no mínimo, duas vezes o tempo
N N de retenção do ácido fólico e medir as áreas sob os
N
H picos. A soma das áreas de todos os picos, exceto aquele
O N COOH correspondente ao ácido fólico, não é maior que 2,0% da
soma das áreas de todos os picos registrados, incluindo
O COOH
aquele correspondente ao ácido fólico. Não considerar
C19H19N7O6; 441,40 picos relativos ao solvente.
ácido fólico; 00194 Água (5.2.20.1). No máximo 8,5%.
Ácido N-[4-[[(2-amino-3,4-diidro-4-oxo-6-pteridinil)
metil]amino]benzoil]-L-glutâmico Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar 1 g da amostra. No
[59-30-3] máximo 0,2%.

Contém, no mínimo, 97,0% e, no máximo, 102,0% de


DOSEAMENTO
C19H19N7O6, em relação à substância anidra.
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
DESCRIÇÃO de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de detector ultravioleta a 280 nm; coluna de 250 nm de
Características físicas. Pó cristalino, amarelo-alaranjado, comprimento e 4,0 mm de diâmetro interno, empacotada
inodoro. com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (3
µm a 10 µm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, insolúvel Fase móvel de 1,2 mL/minuto.
em etanol, acetona, clorofórmio e éter etílico. Solúvel em
soluções de hidróxidos alcalinos. Solúvel em ácido clorídrico Fase móvel: transferir 2 g de fosfato de potássio monobásico
e ácido sulfúrico, produzindo soluções amarelo-pálidas. para balão volumétrico de 1000 mL. Adicionar 650 mL de
água, 15 mL de hidróxido de tetrabutilamônio 0,5 M em
Constantes físico-químicas metanol, 7 mL de ácido fosfórico M, 270 mL de metanol
e homogeneizar. Ajustar o pH em 5,0 com ácido fosfórico
Poder rotatório específico (5.2.8): +18º a +22º, em relação
M ou hidróxido de amônio 6 M. Completar o volume com
à substância anidra. Determinar em solução a 1,0% (p/v)
água, homogeneizar e filtrar.
em hidróxido de sódio 0,1 M.
Nota: proteger da luz direta as soluções descritas a seguir.
IDENTIFICAÇÃO Solução padrão interno: dissolver 50 mg de metilparabeno
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em em 1 mL de metanol, diluir para 25 mL com Fase móvel e
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G, como homogeneizar.
suporte, e mistura de etanol, álcool n-propílico e solução Solução amostra concentrada: transferir, exatamente,
concentrada de amônia (60:20:20), como fase móvel. cerca de 0,1 g da amostra para balão volumétrico de 100
Aplicar, separadamente, à placa, 2 µL de cada uma das mL. Adicionar 40 mL de Fase móvel e 1 mL de hidróxido
soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir. de amônio a 10% (v/v). Completar o volume com Fase
Solução (1): solução a 0,5 mg/mL da amostra em mistura móvel e homogeneizar.
de solução concentrada de amônia e metanol (2:9). Solução amostra: transferir 4 mL da Solução amostra
Solução (2): solução a 0,5 mg/mL de ácido fólico SQR em concentrada e 4 mL da Solução padrão interno para balão
mistura de solução concentrada de amônia e metanol (2:9). volumétrico de 50 mL. Completar o volume com Fase
móvel e homogeneizar.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar
ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (365 nm). A mancha Solução padrão estoque: preparar solução de ácido fólico
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição, SQR a 1 mg/mL em Fase móvel, utilizando 1 mL de
cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2). hidróxido de amônio a 10% (v/v) para cada 100 mL de
solução.
B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
da Solução amostra, obtida em Doseamento, corresponde Solução padrão: transferir 4 mL da Solução padrão
àquele do pico principal da Solução padrão. estoque e 4 mL da Solução padrão interno para balão
volumétrico de 50 mL. Completar o volume com Fase
móvel e homogeneizar.
Injetar replicatas de 10 µL da Solução padrão. A resolução
entre metilparabeno e ácido fólico não é menor que 2,0.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.


575
aa
O desvio padrão relativo das áreas de replicatas dos picos TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)
registrados não é maior que 2,0%.
Meio de dissolução: água, 500 mL
Procedimento: injetar, separadamente, 10 µL da Solução
padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas Aparelhagem: pás, 50 rpm
e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C19H19N7O6
na amostra a partir das respostas obtidas para a relação Tempo: 45 minutos
ácido fólico/metilparabeno com a Solução padrão e a
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de
Solução amostra.
dissolução e proceder conforme descrito em Doseamento.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Tolerância: não menos do que 75% (Q) da quantidade de-
Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz. clarada de C19H19N7O6 se dissolvem em 45 minutos.

ROTULAGEM DOSEAMENTO

Observar a legislação vigente. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido


de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de detector ultravioleta a 283 nm; coluna de 250 mm de
CLASSE TERAPÊUTICA comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octilsilano (5 μm),
Hematopoiético.
mantida à temperatura ambiente; vazão da Fase móvel de
1 mL/minuto.
ÁCIDO FÓLICO COMPRIMIDOS Fase móvel: mistura de fosfato de potássio monobásico
0,05 M e acetonitrila (93:7). Ajustar o pH da mistura para
6,0 com hidróxido de sódio 5 M.
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de C19H19N7O6. Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos.
Transferir quantidade do pó equivalente a 20 mg de ácido
IDENTIFICAÇÃO fólico para balão volumétrico de 100 mL, adicionar 50 mL
de hidróxido de sódio 0,1 M e completar o volume com o
Pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar quantidade do mesmo solvente. Homogeneizar. Centrifugar, transferir 5
pó equivalente a 50 mg de ácido fólico com 100 mL de mL do sobrenadante para balão volumétrico de 100 mL e
hidróxido de sódio 0,1 M aquecido entre 40 ºC e 50 ºC. completar o volume com Fase móvel.
Deixar esfriar e filtrar. Ajustar o pH do filtrado para 3,0 com
ácido clorídrico. Resfriar a solução até 5 ºC, filtrar e lavar Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 20 mg
o precipitado com água fria até que as águas de lavagem de ácido fólico SQR para balão volumétrico de 100 mL
não respondam à reação de cloretos (5.3.1.1). Lavar o e completar o volume com hidróxido de sódio 0,1 M.
precipitado com acetona e secar a 80 ºC, durante 1 hora. Homogeneizar. Transferir 5 mL desta solução para balão
Transferir 10 mg do resíduo para balão volumétrico de 100 volumétrico de 100 mL e completar o volume com Fase
mL, dissolver em hidróxido de sódio 0,1 M e completar móvel.
o volume com o mesmo solvente. Transferir 5 mL dessa Procedimento: injetar, separadamente, 10 μL das Soluções
solução para balão volumétrico de 50 mL e completar o padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as
volume com hidróxido de sódio 0,1 M, obtendo solução áreas sob os picos. Calcular a quantidade de C19H19N7O6
0,001% (p/v). O espectro de absorção no ultravioleta nos comprimidos a partir das respostas obtidas com a
(5.2.14), na faixa de 230 nm a 386 nm, da solução obtida Solução padrão e Solução amostra.
exibe máximos em 256 nm, 283 nm e 365 nm. A razão
entre os valores de absorvância medidos em 256 nm e 365
nm está compreendida entre 2,80 e 3,00. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz.
CARACTERÍSTICAS
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. ROTULAGEM

Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. Observar legislação vigente.

Teste de friabilidade (5.1.3.2).Cumpre o teste.

Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.


a 576 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Substâncias insolúveis em éter. Dissolver 1 g da amostra


em 25 mL de éter etílico. A solução não é mais opalescente
ÁCIDO LÁCTICO
Acidum lacticum que o solvente utilizado para o teste.

Ácidos oxálico, cítrico e fosfórico. A 5 mL da solução


OH obtida em Aspecto da solução adicionar amônia SR até
pH fracamente alcalino (entre 8 e 10). Adicionar 1 mL de
OH
solução de cloreto de cálcio SR. Aquecer em banho-maria
H3C por 5 minutos. Qualquer opalescência na solução, antes ou
O depois do aquecimento, não é mais intensa que a de uma
mistura de 1 mL de água e 5 mL da solução obtida em
C3H6O3; 90,08 Aspecto da solução.
ácido láctico; 00274
Ácido 2-hidroxipropanóico Cálcio (5.3.2.7). Diluir 5 mL da solução obtida em Aspecto
[50-21-5] da solução para 15 mL com água e prosseguir conforme
descrito em Ensaio limite para cálcio. No máximo 0,02%
(200 ppm).
Mistura do ácido 2-hidroxipropanóico e seus produtos
de condensação, tais como ácido lactoil-láctico, e os Cloretos (5.3.2.1). A 10 mL de solução da amostra a 1%
polilácticos e água. O equilíbrio entre ácido láctico e os (p/v) acidificada com ácido nítrico adicionar algumas
ácidos polilácticos é dependente da concentração e da gotas de nitrato de prata 0,1 M. Nenhuma opalescência é
temperatura. O ácido láctico normalmente é um racemato produzida imediatamente.
((RS)-ácido láctico), mas o isômero S (+) pode predominar.
Contém, no mínimo, 88,0% e, no máximo, 92,0% de Sulfatos (5.3.2.2). A 10 mL de solução da amostra a 1%
C3H6O3. (p/v) adicionar duas gotas de ácido clorídrico e 1 mL de
cloreto de bário SR. Nenhuma turbidez é produzida.
DESCRIÇÃO Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No
máximo 0,001% (10 ppm).
Características físicas. Líquido viscoso incolor ou
levemente amarelado. Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%.
Solubilidade. Miscível em água, etanol e éter etílico.

Constantes físico-químicas DOSEAMENTO


Poder rotatório (5.2.8): –0,05º a +0,05º, para o ácido Transferir, exatamente, cerca de 1 g da amostra para frasco
láctico racêmico. com tampa, adicionar 10 mL de água e 20 mL de hidróxido
de sódio M. Fechar o frasco e deixar em repouso por 30
IDENTIFICAÇÃO minutos. Adicionar 0,5 mL de fenolftaleína SI e titular com
ácido clorídrico M SV até desaparecimento da coloração
A. Dissolver 1 g da amostra em água. A solução é rosa. Cada mL de hidróxido de sódio M equivale a 90,080
fortemente ácida (pH menor que 4). mg de C3H6O3.

B. Responde às reações do íon lactato (5.3.1.1).


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
ENSAIOS DE PUREZA Em recipientes bem fechados.

Aspecto da solução. Dissolver 5 g da amostra em 42 mL


de hidróxido de sódio M e diluir para 50 mL com água. A ROTULAGEM
solução obtida não é mais corada que a Solução padrão de
Observar a legislação vigente.
cor SC F (5.2.12).

Açúcares e outras substâncias redutoras. A 10 mL de CATEGORIA


tartarato cúprico alcalino SR quente adicionar cinco gotas
da amostra. Nenhum precipitado vermelho é produzido. Agente tamponante.

Substâncias facilmente carbonizáveis. Lavar um tubo de


ensaio com ácido sulfúrico e deixar escorrer por 10 minutos.
Adicionar ao tubo de ensaio 5 mL de ácido sulfúrico e,
cuidadosamente, acrescentar 5 mL da amostra, de modo a
não misturar os líquidos. Manter o tubo a uma temperatura
de 15 ºC. Após 15 minutos, nenhuma coloração escura se
desenvolve na interface entre os dois ácidos.
ENSAIOS DE PUREZA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 577
aa
ÁCIDO NALIDÍXICO
Absorção de luz. Dissolver 1,5 g da amostra em balão
Acidum nalidixicum
volumétrico de 50 mL com cloreto de metileno e completar
o volume com o mesmo solvente. Homogeneizar. A
CH3 absorvância da solução (5.2.14) medida em 420 nm não é
maior que 0,10.
H3C N N Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
sílica-gel F254, como suporte, e mistura de amônia SR,
COOH cloreto de metileno e etanol (10:20:70), como fase móvel.
Aplicar, separadamente, à placa, 10 μL de cada uma das
O soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.
C12H12N2O3; 232,24
Solução (1): dissolver 0,2 g da amostra em cloreto de
ácido nalidíxico; 00294
metileno e completar o volume para 10 mL com o mesmo
Ácido 1-etil-1,4-diidro-7-metil-4-oxo-1,8-naftiridina-3-
solvente. Homogeneizar.
carboxílico
[389-08-2] Solução (2): transferir 1 mL da Solução (1) para balão
volumétrico de 20 mL e completar o volume com cloreto
Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de de metileno.
C12H12N2O3, em relação à substância dessecada.
Solução (3): dissolver 10 mg de ácido nalidíxico SQR em
cloreto de metileno e completar o volume para 10 mL com
DESCRIÇÃO o mesmo solvente. Homogeneizar.
Características físicas. Pó cristalino branco a quase Solução (4): transferir 2 mL da Solução (2) para balão
branco ou amarelo pálido. volumétrico de 10 mL e completar o volume com cloreto
de metileno.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, solúvel em
cloreto de metileno, pouco solúvel em acetona e etanol. Solução (5): transferir 1 mL da Solução (4) para balão
Solúvel em soluções diluídas de hidróxidos alcalinos. volumétrico de 10 mL e completar o volume com cloreto
de metileno.
Constantes físico-químicas
Solução (6): transferir 1 mL da Solução (4) para balão
Faixa de fusão (5.2.2): 225 ºC a 231 ºC.
volumétrico de 25 mL e completar o volume com cloreto
de metileno.
IDENTIFICAÇÃO
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
O teste de identificação A. poderá ser omitido se forem secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
realizados os testes B., C. e D. Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com
a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da intensa que aquela obtida com a Solução (5) (0,1%) e no
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo máximo uma mancha é mais intensa que a mancha obtida
de potássio, apresenta máximos de absorção somente com a Solução (6) (0,04%).
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
intensidades relativas daqueles observados no espectro de Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No
ácido nalidíxico SQR, preparado de maneira idêntica. máximo 0,002% (20 ppm).

B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
de 230 nm a 350 nm, de solução resultante a 0,0005% (p/v) amostra, em estufa entre 100 °C e 105 ºC, por 2 horas. No
em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe máximos em 258 nm e máximo 0,5 %.
334 nm. A razão entre os valores de absorvância medidos
em 258 nm e 334 nm está compreendida entre 2,2 e 2,4. Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%.
C. A mancha principal do cromatograma da Solução
(2), obtida em Substâncias relacionadas, corresponde
DOSEAMENTO
em posição, cor e intensidade a mancha principal no
cromatograma obtido com a Solução (3). Dissolver, exatamente, cerca de 0,25 g da amostra em 30 mL
de dimetilformamida, previamente neutralizada, utilizando
D. Dissolver 0,1 g da amostra em 2 mL de ácido clorídrico.
timolftaleína SI como indicador. Titular com metóxido de
Adicionar 0,5 mL de 2-naftol a 10% (p/v) em etanol.
lítio 0,1 M SV, utilizando timolftaleína SI como indicador.
Desenvolve-se coloração vermelha-alaranjada.
Utilizar agitador magnético e evitar absorção de dióxido de
a 578 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

carbono atmosférico. Cada mL de metóxido de lítio 0,1 M


SV equivale a 23,224 mg de C12H12N2O3.
de metileno, agitar por 15 minutos, filtrar e evaporar até
secura. Dissolver o resíduo em 5 mL de cloreto de metileno.

Solução (2): diluir a Solução (1) para balão volumétrico


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO de 200 mL e completar o volume com cloreto de metileno.
Diluir a solução resultante (1:2) com cloreto de metileno.
Em recipientes bem fechados.
Solução (3): diluir a Solução (2) (1:2,5) com cloreto de
ROTULAGEM metileno.

Observar a legislação vigente. Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Nenhuma mancha obtida no cromatograma com a Solução
CLASSE TERAPÊUTICA (1), além da mancha principal, deve ser mais intensa do que
a mancha obtida com a Solução (2) (0,25%) e no máximo
Antibacteriano.
uma mancha é mais intensa que a mancha obtida com a
Solução (3) (0,1%).
ÁCIDO NALIDÍXICO COMPRIMIDOS
TESTE DE DISSOLUÇÃO

Contém, no mínimo, 95,0% e, no máximo, 105,0% das Meio de dissolução: tampão fosfato pH 8,6, 900 mL
quantidades declaradas de C12H12N2O3.
Aparelhagem: pá, 60 rpm

IDENTIFICAÇÃO Tempo: 30 minutos

A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Utilizar quantidade Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de
do pó equivalente a 1 g de ácido nalidíxico, adicionar 50 dissolução, filtrar e diluir em hidróxido de sódio 0,01 M
mL de clorofórmio, agitar por 15 minutos, filtrar e evaporar até a concentração adequada. Medir as absorvâncias das
o filtrado até secura. O resíduo responde ao teste A. de soluções em 334 nm (5.2.14) utilizando uma mistura
Identificação da monografia de Ácido nalidíxico. de hidróxido de sódio 0,01 M e Meio de dissolução na
mesma proporção da solução teste, para o ajuste do zero.
B. Secar o resíduo do teste A. de Identificação, a 105 °C por Calcular a quantidade de ácido nalidíxico dissolvido no
2 horas. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na meio, comparando as leituras obtidas com a solução de
faixa de 230 nm a 350 nm, de solução do resíduo a 0,0008% ácido nalidíxico SQR na concentração de 0,00055% (p/v),
(p/v) em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe máximos em 258 hidróxido de sódio 0,01 M.
nm e 334 nm.
Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade
C. Secar o resíduo do teste A. de Identificação, a 105 °C declarada de ácido nalidíxico se dissolvem em 30 minutos.
por 2 horas. Temperatura de Fusão (5.2.2): em torno de
228 °C.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

CARACTERÍSTICAS Contagem do número total de micro-organismos


mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste Cumpre o teste.
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste
DOSEAMENTO
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste
Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade
Uniformidade de dose unitária (5.1.6). Cumpre o teste do pó equivalente a 0,1 g de ácido nalidíxico para balão
volumétrico de 200 mL, adicionar 150 mL de hidróxido de
ENSAIOS DE PUREZA sódio M, agitar por 3 minutos e completar o volume com
o mesmo solvente. Deixar a solução em repouso por 15
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em minutos. Transferir 2 mL para balão volumétrico de 200 mL
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando e completar o volume com água. Preparar solução padrão
sílica-gel GF254 como suporte, e mistura de amônia 5 M, nas mesmas condições. Medir a absorvância da solução
cloreto de metileno e etanol (20:30:50), como fase móvel. resultante em 334 nm, utilizando hidróxido de sódio 0,01
Aplicar, separadamente, à placa, 10 µL de cada uma das M para ajuste do zero. Calcular o teor de ácido nalidíxico
seguintes soluções recentemente preparadas. na amostra, a partir das leituras obtidas. Alternativamente,
realizar os cálculos considerando A(1%, 1 cm) = 494, em
Solução (1): dissolver quantidade de comprimido 334 nm, em hidróxido de sódio 0,01 M.
equivalente a 0,1 g de ácido nalidíxico em 50 mL de cloreto
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
579
aa
Em recipientes herméticos e protegidos da luz. Em recipientes bem fechados.

ROTULAGEM ROTULAGEM
Observar a legislação vigente. Observar a legislação vigente.

ÁCIDO NALIDÍXICO SUSPENSÃO ORAL ÁCIDO PARAMINOBENZOICO


Acidum 4-aminobenzoicum
Contém, no mínimo, 92,5% e, no máximo, 107,5% da
quantidade declarada de C12H12N2O3. COOH

IDENTIFICAÇÃO
Transferir 5 mL da amostra para funil de separação,
adicionar 30 mL de água e 20 mL de carbonato de sódio
decaidratado a 10% (p/v). Homogeneizar. Extrair com NH2
duas porções de 30 mL de clorofórmio. Acidificar a
C7H7NO2; 137,14
solução aquosa com ácido clorídrico 5 M, adicionar 40 mL
ácido paraminobenzoico; 00098
de clorofórmio e agitar. Recolher a camada clorofórmica e
Ácido 4-aminobenzoico
transferir para funil de separação, lavar com 10 mL de água
[150-13-0]
e adicionar 0,5 mL de ácido clorídrico 5 M, filtrar a camada
clorofórmica através de algodão e evaporar o filtrado até
secura. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), Contém, no mínimo, 98,5% e, no máximo, 101,5% de
na faixa de 230 nm a 350 nm, da solução do resíduo a C7H7NO2, em relação à substância dessecada.
0,0008% (p/v) em hidróxido de sódio 0,1 M, exibe dois
máximos, em 258 nm e 334 nm. DESCRIÇÃO
Características físicas. Pó cristalino ou agulhas brancas
CARACTERÍSTICAS
ou branco-amareladas, de sabor amargo. Escurece quando
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste. exposto ao ar e à luz.

Solubilidade. Pouco solúvel em água, facilmente solúvel


TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA em etanol, solúvel em glicerol a quente, ligeiramente
solúvel em éter etílico, pouco solúvel em clorofórmio.
Contagem de micro-organismos viáveis (5.5.3.1.2). Facilmente solúvel em soluções de hidróxidos e carbonatos
Cumpre o teste. alcalinos e pouco solúvel em soluções de ácido clorídrico
SR.
Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste. Constantes físico-químicas

Faixa de fusão (5.2.2): 186,0 ºC a 189,5ºC.


DOSEAMENTO
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de IDENTIFICAÇÃO
absorção no ultravioleta (5.2.14). Transferir volume ou
massa da suspensão oral, equivalente a 0,12 g de ácido A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
nalidíxico, para balão volumétrico de 100 mL. Adicionar de 200 nm a 400 nm, de solução a 1% (p/v) em álcool
hidróxido de sódio 0,01 M, agitar e completar o volume isopropílico, exibe máximo em 288 nm. A absorvância em
com o mesmo solvente. Transferir 2 mL dessa solução para 288 nm é de, aproximadamente, 1,370.
balão volumétrico de 250 mL e completar o volume com
hidróxido de sódio 0,01 M. Filtrar, se necessário. Medir a B. Dissolver 0,05 g da amostra em mistura de 1 mL de
absorvância da solução resultante em 334 nm, utilizando hidróxido de sódio SR e 1 mL de água destilada. Junte,
hidróxido de sódio 0,01 M para o ajuste do zero. Calcular a nesta, ordem, 0,5 mL de iodeto de potássio SR, 0,5 mL de
quantidade de C12H12N2O3 na suspensão oral, considerando ácido clorídrico SR e 0,5 mL de hipoclorito de sódio SR.
A (1%,1 cm) = 494, em 334 nm, em hidróxido de sódio Forma-se precipitado de cor castanho.
0,01 M. C. Dissolver 0,01 g da amostra em 2 mL de ácido clorídrico
SR, aquecendo, se necessário. Resfriar a cerca de 10 ºC e
adicionar 1 mL de nitrito de sódio SR e, a seguir, 3 mL de
2-naftol SR. Forma-se coloração vermelha.
a 580 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA DESCRIÇÃO


Metais pesados (5.3.2.3). Suspender 1 g da amostra em 15 Características físicas. Pó esponjoso, branco e cristalino
mL de água destilada e adicionar quantidade de hidróxido ou cristais brancos, geralmente em forma de agulhas finas,
de amônio 6 M até dissolução. Adicione ácido acético SR inodoro e de sabor a princípio adocicado, passando a
até que a mistura fique levemente ácida ao papel tornassol e azedo. O produto sintético é branco e inodoro. O obtido de
adicione mais 2 mL do mesmo ácido. Prosseguir conforme substâncias naturais é ligeiramente corado de amarelo ou
descrito em Método I. No máximo 0,002% (20 ppm). róseo e com leve odor de salicilato de metila.

Perda por dessecação (5.2.9). No máximo 0,2%. Solubilidade. Pouco solúvel em água, muito solúvel
em acetona, facilmente solúvel em etanol e éter etílico,
Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo 0,1%. ligeiramente solúvel em clorofórmio e óleos graxos.

Constantes físico-químicas.
DOSEAMENTO
Faixa de Fusão (5.2.2): 158 °C a 161 °C.
Pesar exatamente cerca de 250 mg da amostra, previamente
dessecada, e transferir para erlenmeyer. Adicionar 5 mL
de ácido clorídrico e 50 mL de água destilada. Agitar até IDENTIFICAÇÃO
completa dissolução, aquecendo, se necessário. Resfriar
a cerca de 15 ºC, adicionar 25 g de gelo picado e titular Os testes de identificação B. e C. podem ser omitidos se for
lentamente com nitrito de sódio 0,1 M SV até que uma gota realizado o teste A.
produza uma coloração azul ao ser tocada, em uma placa
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
de porcelana, por bastão de vidro umedecido pela solução
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo
de amido iodetado SI. A titulação estará terminada quando
de potássio, apresenta máximos de absorção somente
a mistura estiver em repouso mais de 1 minuto e uma gota
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
reproduzir a coloração azul observada com a solução de
intensidades relativas daqueles observados no espectro de
amido iodetado SI. Cada mL de nitrito de sódio 0,1 M SV
ácido salicílico SQR, preparado de maneira idêntica.
equivale a 13,714 mg de C7H7NO2.
B. Solubilizar 0,1 g da amostra, a frio, em ácido sulfúrico.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Adicionar alguns cristais de nitrato de sódio. Desenvolve-
se coloração vermelha.
Em recipientes bem fechados e opacos.
C. Adicionar a uma solução aquosa saturada da amostra
uma gota de cloreto férrico SR. Desenvolve-se coloração
ROTULAGEM roxa que, pela adição de hidróxido de amônio, se torna
pardo-esverdeada. Os ácidos minerais fortes, algumas
Observar a legislação vigente. bases e diferentes sais impedem esta reação.

CLASSE TERAPÊUTICA ENSAIOS DE PUREZA


Protetor tópico. Substâncias Facilmente Carbonizáveis. Dissolver 0,5 g
da amostra em 5 mL de ácido sulfúrico. Não se desenvolve
coloração nitidamente parda antes de 20 minutos.
ÁCIDO SALICÍLICO
Acidum salicylicum Fenol. Dissolver 0,5 g da amostra em 10 mL de carbonato
de sódio SR, agitar com 10 mL de éter etílico e deixar em
repouso até decantar a fase etérea. Dessecar a fase etérea
COOH com sulfato de sódio anidro e filtrar. Um volume de 5 mL
OH do filtrado, abandonado à evaporação espontânea, deixa,
no máximo, 0,001 g de resíduo. Dissolver o resíduo em
água quente, adicionar hidróxido de amônio e algumas
gotas de hipoclorito de sódio SR. Desenvolve-se coloração
azul.
C7H6O3; 138,12
ácido salicílico; 00340 Cloretos (5.3.2.1). Dissolver, sob aquecimento, 1,5 g
Ácido 2-hidroxibenzoico da amostra em 75 mL de água destilada. Deixar resfriar,
[69-72-7] adicionar água destilada até completar o volume inicial
e filtrar. Um volume de 25 mL do filtrado não contem
Contém, no mínimo, 99,5% e, no máximo, 101,0% de mais cloreto do que o correspondente a 0,10 mL do ácido
C7H6O3, calculado em relação à substância dessecada. clorídrico 0,02 M. No máximo 0,014% (140 ppm).

Sulfatos (5.3.2.2). A 25 mL do filtrado, obtido em


Cloretos, adicionar duas gotas de ácido clorídrico e cinco
gotas de cloreto de bário SR. A preparação obtida não é
mais opalescente que 0,1 mL de ácido sulfúrico 0,01 M. No
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solubilidade. Pouco solúvel em água, facilmente solúvel


em etanol e em éter etílico.
581
aa
máximo 0,02% (200 ppm).
Constantes físico-químicas.
Metais pesados (5.3.2.3). Dissolver 1 g da amostra em 25
mL de acetona. Adicionar 2 mL de água, 2 mL de tampão de Faixa de fusão (5.2.2): 132°C a 136°C.
acetato pH 3,5 e 1,2 mL de tioacetamida SR. Homogeneizar
e deixar em repouso por 5 minutos. A coloração produzida IDENTIFICAÇÃO
não é mais intensa do que a obtida na Preparação padrão,
preparada com 25 mL de acetona, 2 mL de Solução padrão O teste de identificação A. pode ser omitido se forem
de chumbo (10 ppm) e tratada da mesma maneira que a realizados os testes B. e C.
amostra. No máximo 0,002% (20 ppm).
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14)
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da da amostra, dispersa em brometo de potássio apresenta
amostra. No máximo 0,5%. máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
Cinzas Sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. observados no espectro de ácido sórbico SQR, preparado
No máximo 0,05%. de maneira idêntica.

B. Dissolver 50 mg em água e completar volume para 250


DOSEAMENTO mL. Diluir 2 mL desta solução para 200 mL com ácido
Pesar, exatamente, cerca de 0,5 g da amostra e dissolver em clorídrico 0,1 M. O espectro de absorção no ultravioleta
25 mL de etanol, previamente neutralizado com hidróxido (5.2.14) na faixa de 230 a 350 nm da solução obtida exibe
de sódio 0,1 M. Utilizar fenolftaleína SI como indicador e máximo em 264 nm (± 2 nm).A absorvância em 264 nm é
titular com hidróxido de sódio 0,1 M SV, até o aparecimento de 0,43 a 0,51.
de coloração rósea. Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M
C. Dissolver 0,2 g da amostra em 2 mL de etanol e adicionar
SV equivale a 13,812 mg de C7H6O3.
0,2 mL de água de bromo. A solução se descolore.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO ENSAIOS DE PUREZA


Em recipientes bem fechados.
Aspecto da solução. Solução a 5% em etanol deve ser
límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12).
ROTULAGEM
Limite de aldeídos. Dissolver 1 g da amostra em uma
Observar a legislação vigente. mistura de 50 mL de álcool isopropílico e 30 mL de água,
ajustar a solução para pH 4,0 com ácido clorídrico 0,1 M
ou hidróxido de sódio 0,1 M e completar o volume para
CLASSE TERAPÊUTICA 100 mL com água. A 10 mL da solução, adicionar 1 mL de
Ceratolítico. fucsina descorada SR e deixar em repouso por 30 minutos.
A cor produzida não deve ser mais intensa que a obtida
em solução preparada pela adição de 1 mL de fucsina
ÁCIDO SÓRBICO descorada SR em mistura de 1,5 mL de solução padrão de
acetaldeído (100 ppm C2H4O), 4 mL de álcool isopropílico
Acidum sorbicum
e 4,5 mL de água. (0,15%, calculado como C2H4O).

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No


COOH máximo 0,001% (10 ppm).
H3C
Água (5.2.20). Determinar em 2 g de substância. No
C6H8O2; 112,13
máximo 0,5%.
ácido sórbico; 00346
Ácido (2E,4E)-2,4-hexadienóico Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de
[110-44-1] substância. No máximo 0,2%.

Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de


DOSEAMENTO
C6H8O2, em relação à substância anidra.
Dissolver 0,1 g da amostra em 20 mL de etanol. Titular
DESCRIÇÃO com hidróxido de sódio 0,1 M SV, utilizando 0,2 mL de
fenolftaleína SI como indicador, até viragem para róseo.
Características físicas. Pó cristalino branco ou quase Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M SV equivale a 11,213
branco. mg de C6H8O2.
a 582 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO DOSEAMENTO


Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e do calor Dissolver 0,150 g da amostra em 20 mL de água. Titular
excessivo. com hidróxido de sódio 0,1 M SV utilizando fenolftaleína
SI como indicador. 1 mL de hidróxido de sódio 0,1 M SV
corresponde a 16,339 mg de C2HCl3O2.
ROTULAGEM
Observar a legislação vigente. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados.
CLASSE TERAPÊUTICA
Conservante antimicrobiano, especialmente contra fungos ROTULAGEM
e leveduras.
Observar a legislação vigente.

ÁCIDO TRICLOROACÉTICO CATEGORIA


Acidum trichloraceticum
Tem ação cáustica.
O
Cl ÁCIDO UNDECILÊNICO
OH Acidum undecylenicum
Cl Cl
C2HCl3O2; 163,39 H2C COOH
ácido tricloroacético; 00366
Ácido 2,2,2-tricloroacético C11H20O2; 184,28
[76-03-9] ácido undecilênico; 00367
Ácido 10-undecenóico
Contém no mínimo 98,0% e no máximo 100,5% de ácido [112-38-9]
tricloroacético.
Contém, no mínimo, 97,0% e, no máximo, 102,0% de
DESCRIÇÃO C11H20O2.

Características físicas. Massa cristalina, branca ou cristais


DESCRIÇÃO
incolores muito deliquescentes.
Características físicas. Massa cristalina branca ou
Solubilidade. Muito solúvel em água, em etanol e em
amarelada e pálida ou, quando acima da temperatura de
cloreto de metileno.
congelamento, líquido incolor ou amarelo pálido.

IDENTIFICAÇÃO Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, facilmente


solúvel em etanol, éter etílico, óleos graxos e óleos
A. A 0,5 mL da solução obtida no Ensaio limite para cloretos essenciais.
adicionar 2 mL de piridina e 5 mL de solução concentrada
de hidróxido de sódio SR. Agitar energicamente e aquecer Constantes físico-químicas.
em banho-maria a 60-70°C durante 5 minutos. A fase
Densidade relativa (5.2.5): 0,910 a 0,913.
superior apresenta coloração vermelha intensa.

B. A solução obtida no Ensaio limite para cloretos é IDENTIFICAÇÃO


fortemente ácida.
A. A temperatura de congelamento (5.2.4) da amostra está
entre 21 °C e 24 °C.
ENSAIOS DE PUREZA
B. O índice de refração (5.2.6) da amostra, determinado a
Cloretos (5.3.2.1). Dissolver 2,5 g da amostra em água
(25,0 ± 0,5) °C, está entre 1,447 a 1,450.
e completar 25 mL com o mesmo solvente. Pipetar 5 mL
desta solução e completar 15 mL com água. A solução C. Dissolver 0,1 g da amostra em mistura de 2 mL de ácido
satisfaz ao Ensaio limite para cloretos. No máximo, 0,01% sulfúrico M e 5 mL de ácido acético glacial. Adicionar,
(100 ppm). gota a gota, 0,25 mL de permanganato de potássio SR. A
solução de permanganato de potássio se descolore.
Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo, 0,1 %,
determinadas em 1,0 g da amostra.
ENSAIOS DE PUREZA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Água para injetáveis é obtida por destilação da água


adequadamente tratada, em equipamento cujas partes em
583
aa
Ácidos solúveis em água. Adicionar 5 mL de água a 5 contato com a água são de vidro neutro, quartzo ou outro
mL de amostra, homogeneizar e filtrar a camada aquosa material apropriado. Pode ser obtida também por processo
em papel de filtro umedecido com água. Adicionar uma equivalente ou superior à destilação, na remoção de
gota de alaranjado de metila SI e titular com hidróxido de contaminantes químicos, micro-organismos e endotoxinas
sódio 0,01 M SV. Não mais que 1 mL de hidróxido de sódio bacterianas. O processo de obtenção deve ser validado.
0,01 M SV é necessário para se obter coloração idêntica à
produzida por uma gota de alaranjado de metila SI em 5 Para assegurar que a água atende aos requisitos de qualidade
mL de água. requeridos, sua produção deve ser monitorada por meio
de procedimentos validados, quanto aos parâmetros de
Índice de iodo (5.2.29.10). 131 a 138. condutividade elétrica, carbono orgânico total, endotoxinas
e contagem microbiana.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No
máximo 0,001% (10 ppm). Água esterilizada para injeção. Água esterilizada para
injeção é a Água para injetáveis que, após esterilização, foi
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
armazenada em recipientes inertes, como o aço inox 316L
No máximo 0,15%.
polido, mantidos fechados, em temperatura de 80 – 85 °C e
sob recirculação, por um período máximo de 24 horas, em
DOSEAMENTO condições para assegurar que o produto ainda cumpre com
o teste para endotoxinas bacterianas. A água esterilizada é
Dissolver, exatamente, cerca de 0,75 g da amostra em 50 livre da adição de qualquer substância.
mL de etanol. Titular com hidróxido de sódio 0,1 M SV,
utilizando 0,2 mL de fenolftaleína SI como indicador,
até viragem para róseo persistente por, no mínimo, 30 DESCRIÇÃO
segundos. Realizar ensaio em branco e fazer as correções
Características físicas. Líquido límpido, incolor, insípido
necessárias. Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M SV
e inodoro.
equivale a 18,428 mg de C11H20O2.

ENSAIOS DE PUREZA
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Cumpre com os testes descritos na monografia de Água
Em recipientes bem fechados e não metálicos, protegidos
purificada.
da luz.
A água esterilizada para injeção cumpre com os testes
ROTULAGEM descritos na monografia de Água purificada e com o teste
adicional apresentado abaixo.
Observar a legislação vigente.
Contaminação por partículas: partículas sub-visíveis
(5.1.7.1). Cumpre o teste A ou B, conforme o volume dos
CLASSE TERAPÊUTICA recipientes.
Antifúngico tópico.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

ÁGUA PARA INJETÁVEIS Contagem do número total de micro-organismos


mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. Proceder conforme
Aqua ad injectabilia
descrito para substâncias solúveis em água em método
de Filtração por membrana ou outra metodologia que se
H2O; 18,02 revele igual ou superior a método farmacopeico validado.
água para injetáveis; 09320 Utilizar pelo menos 200 mL de amostra. No máximo 10
Água UFC/100 mL.
[7732-18-5]
Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,25 UI
de endotoxinas por mL.
Água para injetáveis é o insumo utilizado na preparação
de medicamentos para administração parenteral, como A água esterilizada para injeção cumpre adicionalmente
veículo ou na dissolução ou diluição de substâncias ou de com o teste de Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2) e com o
preparações. Outros exemplos de aplicações farmacêuticas Teste de esterilidade (5.5.3.2.1).
são a fabricação de princípios ativos de uso parenteral, para
lavagem final de equipamentos, tubulação e recipientes
usados em preparações parenterais e na limpeza de certos
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
equipamentos. Armazenada e distribuída em condições adequadas para
assegurar a manutenção das propriedades físico-químicas
e microbiológicas exigidas.
a 584 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ROTULAGEM Cálcio e magnésio. Adicionar 2 mL de tampão de cloreto


de amônio pH 10,0, 0,5 mL de negro de eriocromo T e 5 µL
Observar a legislação vigente. de edetato de sódio 0,05 M em 100 mL da amostra. Uma
coloração azul límpida é produzida. No máximo 1 ppm.

ÁGUA PURIFICADA Cloretos. Adicionar 1 mL de ácido nítrico SR e 0,2 mL


Aqua purificata de nitrato de prata 0,1 M em 10 mL da amostra. A solução
não apresenta alterações na aparência por, pelo menos, 15
minutos.
H2O; 18,02
água purificada; 09879 Nitratos. Transferir 5 mL de amostra para tubo de
Água ensaio imerso em água gelada, adicionar 0,4 mL de
[7732-18-5] solução de cloreto de potássio a 10% (p/v) e 0,1 mL de
difenilamina 0,1% (p/v). Gotejar, sob agitação, 5 mL de
ácido sulfúrico livre de nitrogênio. Transferir o tubo para
Água purificada é a água potável que passou por algum
banho-maria a 50°C. Após 15 minutos, qualquer coloração
tipo de tratamento para retirar os possíveis contaminantes
azul desenvolvida na solução não é mais intensa do que
e atender aos requisitos de pureza estabelecidos nessa
a do padrão, preparada concomitantemente e da mesma
monografia. É preparada por destilação, troca iônica,
maneira, utilizando uma mistura de 4,5 mL de água livre
osmose reversa ou por outro processo adequado. Deve
de nitrato e 1 mL de solução padrão de nitrato 2 ppm em
estar livre da adição de quaisquer substâncias dissolvidas.
NO3, recém preparada. No máximo 0,00002% (0,2 ppm).
Geralmente é utilizada na preparação de medicamentos que
não requeiram água estéril nem apirogênica, destinados ao Sulfatos. Adicionar 0,1 mL de ácido clorídrico 2 M e 0,1
uso não parenteral. mL de solução aquosa de cloreto de bário 6,1% (p/v) em
10 mL da amostra. A solução não apresenta alterações na
DESCRIÇÃO aparência por pelo menos 1 hora.

Características físicas. Líquido límpido, incolor, insípido


e inodoro.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Contagem do número total de micro-organismos
ENSAIOS DE PUREZA mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. Proceder conforme
descrito para substâncias solúveis em água em método
Acidez ou alcalinidade. Adicionar 0,05 mL de vermelho de Filtração por membrana ou outra metodologia que se
de metila SI em 10 mL da amostra recentemente fervida revele igual ou superior a método farmacopeico validado.
e arrefecida em frasco de borossilicato. A solução não Utilizar pelo menos 200 mL de amostra. No máximo 100
desenvolve coloração vermelha. Adicionar 0,1 mL de UFC/mL.
solução de azul de bromotimol SI em 10 mL da amostra. A
solução não adquire coloração azul. Um outro teste que pode ser realizado em substituição ao
descrito acima é o da contagem de bactérias heterotróficas.
Substâncias oxidáveis. Ferver 100 mL da amostra com 10 No máximo 100 UFC/mL.
mL ácido sulfúrico M. Adicionar 0,2 mL de permanganato
de potássio 0,02 M SV e deixar em ebulição durante 5 Quando a água purificada for coletada de reservatório
minutos. A solução remanescente é fracamente rosada. de acondicionamento, além da contagem do número
total de micro-organismos mesofílicos ou de bactérias
Condutividade da água (5.2.24). No máximo 1,3 μS/ heterotróficas, deve ser realizada a pesquisa de micro-
cm a 25,0ºC ± 0,5°C. O usuário deve definir o limite organismos patogênicos (5.5.1.6.3): Ausência de coliformes
máximo adequado para a aplicação específica (11.vol.1). totais, Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa,
Alternativamente substitui os testes para amônio, cálcio e principalmente se a água for utilizada em produtos de uso
magnésio, cloretos, nitratos e sulfatos. tópico. Utilizar 100 mL de água no teste.

Carbono orgânico total (5.2.30). Alternativamente, A modalidade de água purificada estéril, utilizada na
substitui o teste para substâncias oxidáveis. No máximo preparação de colírios e demais processos que não podem
0,50 mg/L. passar por esterilização final por calor ou filtração, deve
atender adicionalmente ao teste de esterilidade.
Amônio. Adicionar 1 mL de iodeto de potássio mercúrico
alcalino SR1 em 20 mL da amostra. Após 5 minutos,
examinar a solução no eixo vertical do tubo. A solução não EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
é mais intensamente colorida do que o padrão pela adição
Em recipientes inertes, tais como vidro ou aço inox 316L
de 1 mL de iodeto de potássio mercúrico alcalino SR1
polido, adequadamente identificados, que assegurem as
a uma mistura de 4 mL de solução padrão de amônio (1
propriedades físico-químicas e microbiológicas exigidas.
ppm NH4) e 16 mL de água isenta de amônia. No máximo
0,00002% (0,2 ppm).
Caso seja necessário estocar, a água purificada deve ser
armazenada e distribuída em condições adequadas para
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

estocar, a água ultrapurificada pode ser armazenada por


no máximo 24 horas, e em condições adequadas para
585
aa
prevenir o crescimento microbiano e evitar qualquer outra prevenir o crescimento microbiano e evitar qualquer outra
contaminação. contaminação.

ROTULAGEM ROTULAGEM
Observar a legislação vigente. Identificar corretamente o recipiente destinado a esse tipo
de água.

ÁGUA ULTRAPURIFICADA
Aqua ultra purificata ALANINA
Alaninum
H2O; 18,02
água ultrapurificada; 09880 O
Água H3C
[7732-18-5] OH
Água ultrapurificada é a água purificada que passou por NH2
tratamento adicional para retirar os possíveis contaminantes
C3H7NO2; 89,09
e atender aos requisitos de pureza estabelecidos nessa
alanina; 00451
monografia. É preparada pela complementação de um
L-Alanina
conjunto de processos, como destilação, troca iônica,
[56-41-7]
osmose reversa, dentre outros. Não possui substância
dissolvida. Geralmente é utilizada em aplicações
que requeiram água de alta pureza ou na maioria de Contém, no mínimo, 98,5% e, no máximo, 101,5% de
procedimentos laboratoriais de ensaio, que requeiram C3H7NO2, em relação à substância dessecada.
leituras em baixas concentrações ou que a pureza da água
possa afetar a sensibilidade, a reprodutibilidade ou a DESCRIÇÃO
robustez do método analítico.
Características físicas. Pó cristalino branco ou quase
branco ou cristais incolores.
DESCRIÇÃO
Solubilidade. Facilmente solúvel em água, muito pouco
Características físicas. Líquido límpido, incolor, insípido
solúvel em etanol, praticamente insolúvel em éter etílico.
e inodoro.
Constantes físico-químicas.
ENSAIOS DE PUREZA Poder rotatório específico (5.2.8): +13,7º a +15,1º, em
Condutividade da água (5.2.24). No máximo 0,1 µS/cm relação à substância dessecada. Determinar em solução a
a 25,0 oC ± 0,5 oC. 10% (p/v) em ácido clorídrico 6 M.

Carbono orgânico total (5.2.30). No máximo 0,050 mg/L.


IDENTIFICAÇÃO
Nota: Este ensaio é opcional. Deve ser empregado caso a
aplicação específica requeira esse controle. A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA de potássio, apresenta máximos de absorção somente
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
Contagem do número total de micro-organismos intensidades relativas daqueles observados no espectro de
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. Proceder conforme alanina SQR, preparado de maneira idêntica.
descrito para substâncias solúveis em água em método
de Filtração por membrana ou outra metodologia que se B. A mancha principal do cromatograma da Solução
revele igual ou superior ao método farmacopeico validado. (2), obtida em Substâncias detectáveis pela ninidrina,
Utilizar pelo menos 200 mL de amostra. No máximo 1 corresponde em posição, cor e intensidade àquela obtida
UFC/100mL. com a Solução (4).

C. A amostra responde ao teste de Poder rotatório


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO específico em Constantes físico-químicas.

Em recipientes poliméricos ou de vidro, conforme


a aplicação, que assegurem as propriedades físico-
químicas e microbiológicas exigidas. Caso seja necessário
a 586 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA de água e 0,3 g de óxido de magnésio. No máximo 0,02%


(200 ppm).
Aspecto da solução. Dissolver 2,5 g da amostra em água
e completar para 50 mL com o mesmo solvente. Diluir 10 Cloretos (5.3.2.1). No máximo 0,05% (500 ppm).
mL desta solução para 20 mL com água. A solução obtida
é límpida (5.2.25) e não mais intensamente corada que a Ferro (5.3.2.4). Utilizar o Método III. No máximo 0,003%
Solução de referência de cor (5.2.12), preparada como (30 ppm).
descrito a seguir. Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. No máximo
Solução de referência de cor: misturar 2,4 mL de solução 0,0015% (15 ppm).
base de cloreto férrico, 1 mL de solução base de cloreto Sulfatos (5.3.2.2). No máximo 0,03% (300 ppm).
cobaltoso, 0,4 mL de solução base de sulfato cúprico e 6,2
mL de solução de ácido clorídrico a 1% (v/v). Misturar 5 Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de
mL da solução obtida com 95 mL de ácido clorídrico a 1% amostra, em estufa a 100-105 °C, por 3 horas. No máximo
(v/v). 0,5%.
pH (5.2.19). 5,5 a 7,0. Determinar em solução a 5% (p/v). Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%.
Substâncias detectáveis pela ninidrina. Proceder
conforme descrito em Cromatografia em camada delgada
(5.2.17.1), utilizando sílica-gel G, como suporte, e mistura DOSEAMENTO
de água, ácido acético glacial e 1-butanol (20:20:60), como
fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 5 µL de cada Proceder conforme descrito em Titulações em meio
uma das soluções, recentemente preparadas, descritas a não aquoso (5.3.3.5). Pesar, exatamente, cerca de 80
seguir. mg da amostra e dissolver em 3 mL de ácido fórmico
anidro. Adicionar 30 mL de ácido acético glacial anidro
Solução (1): solução da amostra a 10 mg/mL em água. e titular com ácido perclórico 0,1 M SV. Determinar o
ponto final potenciometricamente ou utilizar 0,1 mL
Solução (2): diluir 1 mL da Solução (1) para 50 mL com de 1-naftolbenzeína SI até mudança de cor para verde.
água. Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias.
Cada mL de ácido perclórico 0,1 M SV equivale a 8,909
Solução (3): diluir 5 mL da Solução (2) para 20 mL com
mg de C3H7NO2.
água.

Solução (4): solução de alanina SQR a 0,2 mg/mL em água. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Solução (5): dissolver 10 mg de alanina SQR e 10 mg de Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
glicina SQR em água e diluir para 25 mL com o mesmo
solvente.
ROTULAGEM
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
secar ao ar. Nebulizar com ninidrina SR. Aquecer a placa Observar a legislação vigente.
a 105 °C por 15 minutos e examinar imediatamente.
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com CLASSE TERAPÊUTICA
a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais
intensa que aquela obtida com a Solução (3) (0,5%). O Aminoácido.
teste somente é válido se o cromatograma obtido com a
Solução (5) apresenta duas manchas principais nitidamente
separadas. ALBENDAZOL
Albendazolum
Amônio. Preparar uma pequena câmara utilizando 2 vidros
de relógio de 60 mm de diâmetro, colocados bordo a bordo.
Aderir à parede interior do vidro de relógio superior, por N
meio de algumas gotas de água, uma tira de papel de H
tornassol vermelho de 5 mm × 5 mm. No vidro inferior
N
H3C
suspender 50 mg da amostra, finamente pulverizada, em S N OCH3
0,5 mL de água. Adicionar 0,3 g de óxido de magnésio, H O
misturar rapidamente com um bastão de vidro e fechar
a câmara juntando os dois vidros de relógio. Aquecer C12H15N3O2S; 265,33
a 40 °C por 15 minutos. O papel de tornassol não deve albendazol; 00458
adquirir coloração azul mais intensa que a de uma tira de Éster metílico do ácido [6-(propiltio)-1H-benzimidazol-2-
papel de tornassol vermelho de uma preparação realizada il]carbâmico
simultaneamente, e nas mesmas condições, com 0,1 mL [54965-21-8]
de solução de cloreto de amônio a 0,0296% (p/v), 0,5 mL
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.


No máximo 0,2%.
587
aa
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
C12H15N3O2S, em relação à substância dessecada.
DOSEAMENTO
DESCRIÇÃO
Empregar um dos métodos descritos a seguir
Características físicas. Pó cristalino, untuoso ao tato,
A. Proceder conforme descrito em Titulações em meio não
branco ou quase branco, quase inodoro.
aquoso (5.3.3.5). Dissolver 0,4 g da amostra, previamente
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, facilmente dessecada, em 30 mL de ácido acético glacial. Aquecer se
solúvel em ácido fórmico, solúvel em ácido acético glacial necessário. Esfriar e adicionar cinco gotas de cloreto de
e ácido sulfúrico, pouco solúvel em clorofórmio, muito metilrosanilínio SI. Titular com ácido perclórico 0,1 M
pouco solúvel em acetato de etila, acetona, álcool terc- SV, até coloração verde esmeralda. Realizar ensaio em
amílico, benzeno, cloreto de metileno, etanol, éter etílico, branco e fazer as correções necessárias. Cada mL de ácido
álcool isopropílico, metanol e tolueno, insolúvel em perclórico 0,1 M SV equivale a 26,533 mg de C12H15N3O2S.
n-hexano e tetracloreto de carbono. Muito pouco solúvel
B. Proceder conforme descrito em Espectrofotometria
em ácido clorídrico 0,1 M e insolúvel em hidróxido de
de absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar, exatamente,
sódio 0,1 M.
cerca de 25 mg de amostra e dissolver em 25 mL de ácido
Constantes físico-químicas. clorídrico a 2% (p/v) em metanol. Completar o volume para
50 mL com água. Transferir 5 mL para balão volumétrico
Faixa de fusão (5.2.2): 208 ºC a 209 ºC. de 50 mL e completar o volume com ácido clorídrico 0,1
M. Diluir, sucessivamente, em hidróxido de sódio 0,1
IDENTIFICAÇÃO M, até concentração de 0,0005% (p/v). Preparar solução
padrão na mesma concentração, utilizando os mesmos
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da solventes. Medir as absorvâncias das soluções resultantes
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo em 309 nm, utilizando hidróxido de sódio 0,1 M para ajuste
de potássio, apresenta máximos de absorção somente do zero. Calcular o teor de C12H15N3O2S na amostra a partir
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas das leituras obtidas.
intensidades relativas daqueles observados no espectro de
albendazol SQR, preparado de maneira idêntica. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em Em recipientes bem fechados.


camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
como suporte, e mistura de clorofórmio, ácido acético ROTULAGEM
glacial e éter etílico (60:10:10), como fase móvel. Aplicar,
separadamente, à placa 10 µL de cada uma das soluções Observar a legislação vigente.
recentemente preparadas, descritas a seguir.

Solução (1): solução a 1% (p/v) de amostra em ácido CLASSE TERAPÊUTICA


acético glacial. Anti-helmíntico.
Solução (2): solução a 1% (p/v) de albendazol SQR em
ácido acético glacial.
ALBENDAZOL COMPRIMIDOS
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar
ao ar e examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição, Contém, no mínimo 90,0% e, no máximo, 110,0% da
cor e intensidade, àquela obtida com a Solução (2). quantidade declarada de C12H15N3O2S.

C. Dissolver, em tubo de ensaio, 10 mg de amostra em 5


IDENTIFICAÇÃO
mL de clorofórmio. Transferir 1 mL para tubo de ensaio
contendo 5 mL de ácido sulfúrico e quatro gotas de solução A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir
de formaldeído. Desenvolve-se coloração na interface. quantidade de pó equivalente a 10 mg de albendazol para
Após a agitação a camada sulfúrica também desenvolve balão volumétrico de 50 mL e adicionar 25 mL de ácido
coloração. clorídrico a 2% (v/v) em metanol. Agitar por 10 minutos,
completar o volume com o mesmo solvente e filtrar. Diluir
ENSAIOS DE PUREZA o filtrado até concentração de 0,001% (p/v) com o mesmo
solvente. Preparar solução padrão na mesma concentração.
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 2 g de O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14) da solução
amostra. Dessecar em estufa a 105 ºC, por 4 horas. No amostra, na faixa de 200 nm a 400 nm, exibe máximos e
máximo 0,5%. mínimos somente nos mesmos comprimentos de onda da
solução padrão.
a 588 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma


da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
sódio 0,1 M como solvente. Preparar solução padrão na
mesma concentração, utilizando os mesmos solventes.
corresponde àquele do pico principal da Solução padrão. Medir as absorvâncias das soluções em 308 nm, utilizando
hidróxido de sódio 0,1 M para ajuste do zero. Calcular a
quantidade de C12H15N3O2S nos comprimidos, a partir das
CARACTERÍSTICAS
leituras obtidas.
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 250 mm de
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste. comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
Teste de desintegração (5.1.4.1). No máximo 15 minutos. μm); fluxo da Fase móvel de 2,0 mL/minuto.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. Fase móvel: solução de 0,5 g de fosfato de amônio
monobásico em 1000 mL de mistura de água e metanol
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) (4:6).

Meio de dissolução: ácido clorídrico 0,1 M, 900 mL Solução de padrão interno: pesar, exatamente, cerca de 150
mg de parbendazol SQR. Transferir para balão volumétrico
Aparelhagem: pás, 50 rpm de 50 mL, adicionar 5 mL de ácido sulfúrico a 1% (v/v) em
metanol e completar o volume com metanol.
Tempo: 30 minutos
Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos.
Procedimento: após o teste, filtrar e retirar alíquota de 10
Transferir quantidade de pó equivalente a 100 mg de
mL do meio de dissolução, transferir para balão volumétrico
albendazol para balão volumétrico de 50 mL, adicionar 5
de 250 mL e completar o volume com hidróxido de sódio
mL de ácido sulfúrico a 1% (v/v) em metanol e 20 mL de
0,1 M. Transferir 90 mg de albendazol SQR para balão
metanol. Agitar por 15 minutos, completar o volume com
volumétrico de 250 mL, adicionar 10 mL de ácido clorídrico
metanol e filtrar. Transferir 5 mL do filtrado e 5 mL da
a 2% (v/v) em metanol e homogeneizar. Diluir com ácido
Solução de padrão interno para balão volumétrico de 50
clorídrico 0,1 M até completar o volume. Transferir 5 mL
mL e completar o volume com metanol.
desta solução para balão volumétrico de 200 mL e diluir
com hidróxido de sódio 0,1 M. Medir as absorvâncias Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 100 mg de
em 308 nm e 350 nm, utilizando o mesmo solvente para albendazol SQR e transferir para balão volumétrico de
o ajuste do zero. Calcular a quantidade de C12H15N3O2S, 50 mL, adicionar 5 mL de ácido sulfúrico a 1% (v/v) em
dissolvido no meio, pela expressão: 22,5C (Aa/Ap), em que metanol e completar o volume com metanol. Transferir 5
C é a concentração, em μg/mL, de albendazol na solução mL desta solução e 5 mL da Solução de padrão interno
padrão e Aa e Ap são as diferenças entre as absorvâncias a para balão volumétrico de 50 mL e completar o volume
308 nm e 350 nm, obtidas para a solução amostra e para a com metanol.
solução padrão, respectivamente.
A eficiência da coluna não é menor que 4000 pratos
Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade teóricos/metro. A resolução entre albendazol e parbendazol
declarada de C12H15N3O2S se dissolvem em 30 minutos. não é menor que 2,0. O desvio padrão relativo das áreas
de replicatas dos picos registrados não deve ser maior que
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA 2,0%.

Contagem do número total de micro-organismos Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL da Solução


mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
e medir as áreas sob os picos. Calcular a quantidade de
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). C12H15N3O2S na solução amostra a partir das respostas
Cumpre o teste. obtidas com a Solução padrão e a Solução amostra em
relação à Solução de padrão interno.
DOSEAMENTO
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
Em recipientes bem fechados.
A. Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar e pulverizar 20
comprimidos. Transferir quantidade de pó equivalente ROTULAGEM
a 10 mg de albendazol para balão volumétrico de 50
Observar a legislação vigente.
mL e adicionar 25 mL de ácido clorídrico a 2% (v/v)
em metanol. Agitar por 10 minutos, completar o volume
com água destilada e filtrar. Diluir, sucessivamente, até a
concentração de 0,0008% (p/v), utilizando hidróxido de
ALBENDAZOL SUSPENSÃO ORAL
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

A eficiência da coluna não deve ser menor que 8000 pratos


teóricos/metro. O desvio padrão relativo das áreas de
589
aa
replicatas dos picos registrados não deve ser maior que 2%.
Albendazol suspensão oral é mistura de albendazol com
um ou mais agentes corantes, aromatizantes, tampões, Procedimento: injetar, separadamente, 20 mL das Soluções
adoçantes e conservantes, em veículo aquoso. Contém, amostra e padrão, registrar os cromatogramas e medir
no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da quantidade as áreas dos picos. Calcular a quantidade, em mg, de
declarada de C H N O S. C H N O S em cada mL da suspensão oral, a partir das
12 15 3 2
12 15 3 2 respostas obtidas para solução padrão e amostra.

IDENTIFICAÇÃO EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Diluir volume adequado da suspensão em mistura de Em recipientes bem fechados, a temperatura ambiente.
metanol e ácido clorídrico (99:1) para obter concentração
de 1 mg/mL. Filtrar, se necessário, transferir 1 mL do ROTULAGEM
filtrado para balão volumétrico de 100 mL, completar o
volume com hidróxido de sódio 0,1 M e homogeneizar. O Observar a legislação vigente.
espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14) da solução
resultante, na faixa de 200 a 400 nm, exibe máximos e
mínimos somente nos mesmos comprimentos de onda de ÁLCOOL BENZÍLICO
solução similar de albendazol SQR. Alcohol benzylicus

OH
CARACTERÍSTICAS
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste.

pH (5.2.19). 4,5 a 5,5. C7H8O; 108,14


álcool benzílico; 00471
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA Benzenometanol
[100-51-6]
Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 100,5% de
C7H8O.
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste.
DESCRIÇAO
DOSEAMENTO Características físicas. Líquido oleoso, límpido e incolor.
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido de Solubilidade. Ligeiramente solúvel em água, miscível
alta eficiência (5.2.17.4), utilizando cromatógrafo provido com etanol, éter etílico e clorofórmio.
de detector a 308 nm, coluna de 250 mm de comprimento
e 4 mm de diâmetro interno, empacotada com sílica Constantes físico-químicas.
quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 µm); fluxo Densidade relativa (5.2.5): 1,042 a 1,047 g/mL.
da Fase móvel de 2,0 mL/minuto.
Índice de refração (5.2.6): 1,538 a 1,541. Determinar a 20 ºC.
Fase móvel: dissolver 11 g de fosfato de sódio monobásico
em 800 mL de água e adicionar 1200 mL de metanol.
IDENTIFICAÇÃO
Solução amostra: transferir para balão volumétrico de
100 mL volume da suspensão correspondente a 0,1 g de O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
albendazol e completar o volume com mistura de metanol amostra, dispersa entre placas de cloreto de sódio ou
e ácido clorídrico (99:1). Diluir, sucessivamente, até a brometo de potássio, apresenta máximos de absorção
concentração de 100 mg/mL, utilizando Fase móvel como somente nos mesmos comprimentos de onda e com as
solvente. Filtrar, se necessário. mesmas intensidades relativas daqueles observados no
espectro de álcool benzílico SQR, preparado de maneira
Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 50 mg de idêntica.
albendazol SQR. Transferir para balão volumétrico de
50 mL e completar o volume com a mistura de metanol
ENSAIOS DE PUREZA
e ácido clorídrico (99:1). Diluir, sucessivamente, até a
concentração de 100 mg/mL, utilizando Fase móvel como Limpidez da solução.
solvente.
a 590 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solução de hidrazina: transferir 1 g de sulfato de hidrazina


para balão volumétrico de 100 mL, dissolver e completar o
até que a coloração amarela desapareça. Adicionar 5 mL
de amido SI e continuar a titulação, sob agitação vigorosa,
volume com água. Homogeneizar. Deixar em repouso por até que a coloração azul desapareça. Realizar ensaio em
4 a 6 horas. branco (o volume gasto no branco não deve exceder 0,1
mL). O valor de peróxidos é igual a diferença entre os
Solução de metenamina: transferir 2,5 g de metenamina volumes (mL) de tiossulfato de sódio gastos na amostra e
para balão volumétrico de 100 mL, adicionar 25 mL de no branco, multiplicado por 10 e dividido pela massa (g) da
água e agitar até dissolver. amostra. Não mais que 5.
Suspensão opalescente primária: transferir 25 mL da Limite de resíduos não voláteis. Evaporar 10 g da
Solução de hidrazina para o balão volumétrico de 100 mL amostra, em banho de água, e secar o resíduo a 105 ºC por
contendo a Solução de metenamina, completar o volume 1 hora. Esfriar em dessecador e pesar. O resíduo pesa não
com água e homogeneizar. Deixar em repouso por 24 mais que 5 mg: são encontrados não mais que 0,05% de
horas. (Esta suspensão é estável por 2 meses, se mantida resíduos não voláteis.
em frasco de vidro fechado e sem defeitos. A suspensão
pode aderir ao vidro e deve ser agitada antes do uso.)
DOSEAMENTO
Padrão de opalescência: transferir 15 mL da Suspensão
opalescente primária para balão volumétrico de 1000 Pesar, exatamente, cerca de 0,9 g de amostra, adicionar 15
mL, completar o volume com água e homogeneizar. (Esta mL de uma mistura recém-preparada de piridina e anidrido
solução não deve ser utilizada após 24 horas do preparo.) acético (7:1) e ferver em refluxo por 30 minutos. Resfriar,
adicionar 25 mL de água e 0,25 mL de fenolftaleína SI
Suspensões de referência: transferir 5 mL do Padrão de e titular com hidróxido de sódio M SV. Realizar ensaio
opalescência para balão volumétrico de 100 mL, completar em branco. Calcular a porcentagem de C7H8O através da
o volume com água e homogeneizar, para obter a Suspensão fórmula:
de referência A. Transferir 10 mL do mesmo padrão para
outro balão volumétrico de 100 mL, completar com água
e homogeneizar, para obter a Suspensão de referência B.
sendo que, Va é o volume (mL) de titulante gasto para
Solução amostra: dissolver 2 g da amostra em 60 mL de a amostra, Vb é o volume (mL) de titulante gasto para
água. o branco e Ma é a massa (g) de álcool benzílico que foi
titulada.
Procedimento: transferir, separadamente, a mesma
quantidade da Solução amostra, Suspensão de referência
A, Suspensão de referência B e de água para tubos de EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
vidro incolor e transparente, com diâmetro interno entre Em recipientes bem fechados.
15 mm e 25 mm, de forma a obter, aproximadamente, 40
mm de profundidade. Comparar as soluções, empregando
fundo escuro e luz incidente. A Solução amostra tem a ROTULAGEM
mesma claridade da água ou não é mais opalescente que a
Observar a legislação vigente.
Suspensão de referência A.

Cor da solução. Transferir, separadamente, a mesma CLASSE TERAPÊUTICA


quantidade da Solução amostra, obtida em Limpidez da
solução, e de água para tubos de vidro incolor e transparente, Anestésico local; antimicrobiano.
com diâmetro interno entre 15 mm e 25 mm, de forma
a obter, aproximadamente, 40 mm de profundidade. A
Solução amostra tem a mesma coloração da água. ÁLCOOL ETÍLICO
Acidez. Adicionar 1 mL de fenoltaleína SI a 50 mL de etanol
Alcohol ethylicus
e neutralizar com hidróxido de sódio 0,1 M. Dissolver 10
mL de amostra em 10 mL de etanol neutralizado e titular
com hidróxido de sódio 0,1 M, até que a coloração rósea H3C OH
permaneça por não menos que 30 segundos. Não mais que
1 mL é consumido. C2H6O; 46,07
álcool etílico; 00475
Índice de peróxidos. Pesar, exatamente, cerca de 5 g Etanol
de amostra e transferir para um erlenmeyer de 250 mL. [64-17-5]
Adicionar 30 mL de uma mistura de ácido acético glacial
e clorofórmio (3:2), agitar e adicionar 0,5 mL de solução
Contém, no mínimo, 95,1% (v/v), correspondendo a
saturada de iodeto de potássio. Agitar por 1 minuto
92,55% (p/p), e, no máximo, 96,9% (v/v), correspondendo
e adicionar 30 mL de água. Titular lentamente com
a 95,16% (p/p) de C2H6O a 20 °C, calculado a partir da
tiossulfato de sódio 0,01 M SV, sob agitação constante,
densidade relativa empregando a tabela alcoométrica
(5.2.26). Para álcool etílico absoluto, contém, no mínimo,
99,5% (v/v) correspondendo a 99,18% (p/p) de C2H6O a 20
°C, calculado a partir da densidade relativa empregando a
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Procedimento: transferir uma porção da Solução amostra


A e da Solução amostra B para tubos de vidro incolor e
591
aa
tabela alcoométrica (5.2.26). transparente com diâmetro interno entre 15 mm e 25 mm,
de forma a obter aproximadamente 40 mm de profundidade.
Transferir para um tubo semelhante o mesmo volume de
DESCRIÇAO
Suspensão de referência A, Suspensão de referência B
Características físicas. Líquido incolor, límpido, volátil, e água e para outro tubo a mesma quantidade de água.
inflamável e higroscópico. Comparar as Soluções amostra A, Solução amostra B,
Suspensão de referência A, Suspensão de referência B e
Solubilidade. Miscível com água e com cloreto de água, empregando fundo escuro e luz. A Solução amostra
metileno. A e Solução amostra B têm a mesma claridade da água
ou não apresentam maior opalescência que a Suspensão de
Constantes físico-químicas referência A.
Densidade relativa (5.2.5): 0,805 a 0,812, determinada a Cor da solução (5.2.12).
20 °C. Para álcool etílico absoluto, não mais que 0,793,
determinada a 20 °C. Solução padrão estoque: combinar 3 mL de Solução base
cloreto férrico, 3 mL de Solução base cloreto de cobalto,
2,4 mL de Solução base sulfato cúprico e 1,6 mL de ácido
IDENTIFICAÇÃO
clorídrico diluído (10 mg/mL).
O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
Solução padrão: transferir 1 mL da Solução padrão estoque
amostra apresenta máximos de absorção somente nos
para um balão volumétrico de 100 mL, completar o volume
mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
com ácido clorídrico diluído (10 mg/mL) e agitar. Utilizar
intensidades relativas daqueles observados no espectro de
esta solução logo após o preparo.
etanol SQR.
Procedimento: transferir uma porção da Solução padrão
ENSAIOS DE PUREZA para um tubo de vidro incolor e transparente com
diâmetro interno entre 15 mm e 25 mm, de forma a obter
Limpidez da solução (5.2.25). aproximadamente 40 mm de profundidade. Transferir
para um tubo semelhante o mesmo volume de amostra e
Solução de hidrazina: transferir 1 g de sulfato de hidrazina para outro tubo a mesma quantidade de água. A Solução
para um balão volumétrico de 100 mL, dissolver e amostra A não tem coloração mais intensa que a Solução
completar o volume com água e agitar. Deixar em repouso padrão.
por 4 a 6 horas.
Acidez ou alcalinidade. Adicionar 20 mL de água isenta
Solução de metenamina: transferir 2,5 mg de metenamina de dióxido de carbono a 20 mL da amostra e adicionar
para um balão volumétrico de 100 mL, adicionar 25 mL de 0,1 mL de fenolftaleína SI. A solução deve ser incolor.
água e agitar até dissolver. Adicionar 1,0 mL de hidróxido de sódio 0,01 M. A solução
Suspensão opalescente primária: transferir 25 mL da torna-se rosa (30 ppm, expresso como ácido acético).
Solução de hidrazina para o balão volumétrico de 100 Absorção de luz. Registrar o espectro de absorção no
mL contendo a Solução de metenamina. Agitar e deixar ultravioleta da amostra entre 200 e 400 nm empregando
em repouso por 24 horas. (Esta suspensão é estável por cubeta de 1 cm de caminho óptico, utilizando água como
2 meses, se mantida em frasco de vidro fechado e sem branco. Absorvância máxima de 0,08 em 240 nm, 0,06
defeitos. A suspensão pode aderir ao vidro e deve ser entre 250 e 260 nm e 0,02 entre 270 e 340 nm.
agitada antes do uso.)
Limite de resíduos não voláteis. Evaporar 100 mL de
Padrão de opalescência: transferir 15 mL da Suspensão amostra em banho de água e secar o resíduo a 105 °C por
opalescente primária para um balão volumétrico de 1000 1 hora. Esfriar em dessecador e pesar. O resíduo pesa não
mL, completar o volume com água e agitar. (Esta solução mais que 2,5 mg. No máximo 0,025%.
não deve ser utilizada após 24 horas do preparo.)
Impurezas orgânicas voláteis. Proceder conforme
Suspensões de referência: transferir 5 mL do Padrão descrito em Cromatografia a gás (5.2.17.5). Utilizar
de opalescência para um balão volumétrico de 100 cromatógrafo provido de detector de ionização de chamas;
mL, completar o volume com água e agitar para obter a coluna capilar de 30 m de comprimento e 0,53 mm de
Suspensão de referência A. Transferir 10 mL para outro diâmetro interno, preenchida com fase estacionária ligada
balão de 100 mL, completar com água e agitar para obter a a cianopropilfenil (6%) e dimetilpolisiloxano (94%), com
Suspensão de referência B. espessura de 1,8 µm; temperatura da coluna de 40 °C a
Solução amostra A: amostra a ser examinada. 240 °C (40 °C mantida durante 12 minutos após a injeção,
aumentada a 240 °C de 12 a 32 minutos e mantida a 240
Solução amostra B: diluir 1 mL da Solução amostra A para °C durante o período de 32 a 42 minutos), temperatura do
20 mL de água e deixar em repouso por 5 minutos antes injetor 200 ºC e temperatura do detector a 280 °C; utilizar
do uso.
a 592 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

hélio a 35 cm/s como gás de arraste e razão de split de 1:20;


fluxo do gás de arraste de 1 mL/minuto.
Desconsiderar quaisquer picos com área menor que 0,03
vezes a área sob o pico correspondente ao 4-meitlpentan-
2-ol no cromatograma obtido da Solução amostra B
Solução amostra A: amostra de álcool etílico a ser testada. (9 ppm). A área sob o pico correspondente ao metanol
no cromatograma da Solução amostra A não pode ser
Solução amostra B: transferir 150 µL de 4-metilpentan-2-
maior que a metade da área sob o pico correspondente
ol para um balão volumétrico de 100 mL e completar com
no cromatograma da Solução padrão A. A quantidade de
a amostra. Homogeneizar. Transferir 10 mL dessa solução
acetaldeído encontrada na Solução amostra A não deve ser
para balão volumétrico de 50 mL e completar o volume
maior que 10 ppm. A quantidade de benzeno encontrada na
com a amostra. Homogeinizar.
Solução amostra A não deve ser maior que 2 ppm. O total
Solução padrão A: transferir 100 µL de metanol para de impurezas obtidas no cromatograma da Solução amostra
balão volumétrico de 50 mL e completar o volume com B não pode ser maior que a área correspondente ao pico de
a amostra. Homogeneizar. Transferir 5 mL dessa solução 4-metilpentan-2-ol, obtido no mesmo cromatograma.
para um balão volumétrico de 50 mL e completar o volume
com a amostra. Homogeneizar.

Solução padrão B: transferir 50 µL de metanol e 50 µL de


acetaldeído para balão volumétrico de 50 mL e completar
com a amostra. Homogeneizar. Transferir 100 µL dessa
solução para balão volumétrico de 10 mL e completar o
volume com a amostra. Homogeneizar. DOSEAMENTO

Solução padrão C: transferir 150 µL de acetal para um Determinar a quantidade de C2H6O a 20 °C, a partir da
balão volumétrico de 50 mL e completar com a amostra. densidade relativa empregando a tabela de alcoometria
Homogeneizar. Transferir 100 µL dessa solução para (5.2.26).
balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com a
amostra. Homogeneizar. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Solução padrão D: transferir 100 µL de benzeno para Em recipientes bem fechados.
balão volumétrico de 100 mL e completar com a amostra.
Homogeneizar. Transferir 100 µL dessa solução para
balão volumétrico de 50 mL e completar o volume com a ROTULAGEM
amostra. Homogeneizar.
Observar a legislação vigente.
Injetar, separadamente, 1 µL da Solução amostra e
da Solução padrão no cromatógrafo a gás. Obter os
cromatogramas e medir as áreas sob os picos. Calcular ALECRIM ÓLEO VOLÁTIL
a soma de todos as quantidades de acetaldeído e acetal, Oleum rosmarini aetheroleum
expressos como acetaldeído, pela seguinte fórmula:

Acetaldeído (ppm) = [(10 x AE)/(AT – AE)] + [(30 x CE)/ Rosmarinus officinalis L. - LAMIACEAE
(CT – CE)]
O óleo volátil de alecrim é obtido por arraste à vapor
em que d’água das sumidades floridas.

AE = área sob o pico de acetaldeído obtido do cromatograma


da Solução amostra A; CARACTERÍSTICAS
AT = área sob o pico de acetaldeído obtido do cromatograma Características organolépticas. Líquido incolor ou de cor
da Solução padrão B; levemente amarelo-esverdeado, de odor forte característico
CE = área sob o pico de acetal obtido do cromatograma da e sabor aromático, canforáceo e amargo.
Solução amostra A;
CT = área sob o pico de acetal obtido do cromatograma da IDENTIFICAÇÃO
Solução padrão C.
A. Proceder conforme descrito em Perfil cromatográfico.
Calcular a quantidade de benzeno pela seguinte fórmula: Preparar a Solução amostra e a Solução padrão como
descrito a seguir.
Benzeno (ppm) = (2BE)/(BT – BE)
Solução amostra: dissolver 0,2 mL do óleo volátil de
em que
alecrim em 1 mL de n-hexano. Armazenar sob refrigeração,
BE = área sob o pico de benzeno obtido do cromatograma em frasco hermeticamente fechado e ao abrigo da luz.
da Solução amostra A;
Solução padrão: dissolver 50 µL de 1,8-cineol (eucaliptol),
BT = área sob o pico de benzeno obtido do cromatograma 30 mg de acetato de bornila e 10 mg de borneol em 10
da Solução padrão D.
mL de n-hexano. Armazenar sob refrigeração, em frasco
hermeticamente fechado e ao abrigo da luz.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

a temperatura do detector para 240 °C e a temperatura


da coluna programada para iniciar em 50 °C durante 10
593
aa
minutos, com incremento de 50 °C a 200 °C a 2 °C por
Os tempos de retenção dos picos característicos do minuto e manter a 200 °C durante 25 minutos (total: 110
cromatograma da Solução amostra, deverão ser similares min). Usar hélio purificado como gás de arraste (1 mL/
àqueles obtidos com o cromatograma da Solução padrão minuto).
ou a identificação confirmada com a cromatografia gasosa
acoplada a detector seletivo de massas (Figura 1). Solução amostra: dissolver 0,2 mL do óleo volátil de
alecrim em 1 mL de n-hexano. Armazenar sob refrigeração,
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em em frasco hermeticamente fechado e ao abrigo da luz.
camada delgada (5.2.17.1), utilizando cromatoplaca de
sílica-gel GF254, com espessura de 250 µm, como suporte, Solução padrão: dissolver 10 mg de canfeno, 50 µL de
e cloreto de metileno, como fase móvel. Aplicar na 1,8-cineol (eucaliptol), 50 mg de cânfora, 30 mg de acetato
cromatoplaca, separadamente, em forma de banda, 10 µL de bornila e 10 mg de borneol em 10 mL de n-hexano.
de cada uma das soluções descritas a seguir. Armazenar sob refrigeração, em frasco hermeticamente
fechado e ao abrigo da luz.
Solução (1):diluir 0,5 mL da amostra a ser examinada
em acetato de etila e completar o volume com o mesmo Procedimento: injetar volume de 1 µL da Solução amostra
solvente para 10 mL. e da Solução padrão no cromatógrafo a gás, utilizando
divisão de fluxo de 1:50 e a concentração relativa obtida
Solução (2): dissolver 50 mg de borneol, 50 mg de acetato por integração eletrônica pelo método de normalização.
de bornila e 100 µL de 1,8-cineol em acetato de etila e
completar o volume com o mesmo solvente a 10 mL. Examinar o cromatograma obtido através do perfil
cromatográfico da Solução amostra. Os picos característicos
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar no cromatograma obtido com a Solução amostra deverão
secar ao ar. Nebulizar com uma solução de p-anisaldeido, ter tempos de retenção similares àqueles obtidos com
seguida de aquecimento em estufa a 100 °C - 105 ºC o cromatograma da Solução padrão ou a identificação
durante 10 minutos. O cromatograma obtido com a Solução confirmada com a cromatografia gasosa acoplada a detetor
(2), deverá apresentar no terço inferior da placa uma seletivo de massas operando nas mesmas condições que a
mancha de coloração verde intenso com borda amarelada cromatografia a gás com detetor por ionização de chama
(borneol) e no terço mediano duas manchas de intensidade (Figura 1).
média, sendo uma de coloração violeta (cineol) e outra de
coloração verde com borda amarelada (acetato de bornila). O cromatograma, poderá ainda, apresentar os seguintes
O cromatograma da Solução (1) deverá apresentar duas compostos: acetato de bornila, borneol, β-pineno,
manchas de coluração verde com borda amarelada, sendo β-mirceno, limoneno, p-cimeno, α-terpineol e verbenona.
uma de intensidade mediana, correspondente ao borneol
e outra de baixa intensidade, correspondente ao acetato Verificar a presença, no cromatograma obtido com a
de bornila. Uma mancha violeta intensa, corresponde ao Solução amostra, o teor mínimo dos seguintes compostos:
cineol. No terço superior da placa deverá aparecer uma α-pineno: 9%; canfeno: 2,5%; cineol: 16% e cânfora: 5%.
mancha vermelha intensa.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
ENSAIOS DE PUREZA Em recipientes de vidro hermeticamente fechados, ao
Densidade relativa (5.2.29.1). A 20°, no mínimo, 0,894 e, abrigo da luz e do calor.
no máximo, 0,912.

Índice de refração (5.2.29.4). A 20 °C, no mínimo, 1,460


e, no máximo, 1,476.

Poder rotatório (5.2.29.5). No mínimo, -5° e, no máximo,


+15°.

Índice de acidez (5.2.29.7). No máximo 1%.

PERFIL CROMATOGRÁFICO
Proceder conforme descrito em Cromatografia a gás
(5.2.17.5). Utilizar cromatógrafo provido de detector de
ionização de chamas, utilizando mistura de nitrogênio,
hidrogênio e ar sintético (1:1:10) como gases auxiliares à
chama do detector; coluna capilar de 60 m de comprimento
e 0,25 mm de diâmetro interno, preenchida com
polietilenoglicol, com espessura de filme de 0,25 µm. A
temperatura do injetor deverá ser ajustada para 200 °C,
a 594 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Cromatograma ilustrativo obtido com o óleo volátil de


Rosmarinus officinalis L por cromatografia gasosa acoplada a detector de massas.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

tarada, e umedecer com ácido sulfúrico diluído. Aquecer,


cautelosamente, até o enegrecimento e a seguir aumentar o
595
aa
ALGODÃO PURIFICADO E
calor até incineração completa; o resíduo não deve exceder
ESTERILIZADO
0,2%.

Substâncias Corantes. Colocar 10 g em um percolador de


Algodão hidrófilo. Algodão absorvente.
diâmetro estreito e proceder à sua extração lentamente com
O algodão purificado é constituído por pêlos das sementes etanol, até que o percolato atinja 50 mL; observando sobre
de diversas sementes cultivadas do gênero Gossypium fundo branco, em uma coluna de 20 cm de altura, o líquido
(Malvacea), alvejadas, bem cardados, privados (isentos) poderá apresentar leve coloração amarelada, porém, nunca
de matérias gordurosas, resinosas e outras impurezas verde ou azul.
capazes de absorver água.
Substâncias Gordurosas. Colocar cerca de 10 g,
O algodão purificado, quando impregnado de substâncias exatamente pesados, em um extrator de Soxhlet e proceder
medicamentosas, deve apresentar concentração à sua extração com éter etílico, regulando o aquecimento
uniformemente distribuída. Não deve conter substâncias de modo a obter, no mínimo, 4 sifonagens por hora.
ou concentrações capazes de provocar acidentes tóxicos ou Continuar a extração por durante 5 horas. O extrato etéreo
reacionais. não deve apresentar vestígios de coloração azul, verde ou
acastanhada. Evaporar o extrato até à secura, aquecer a 105
°C, durante uma hora, resfriar em um dessecador e pesar; o
CARACTERÍSTICAS resíduo não deve exceder a 0,7%.
Aspecto. Pêlos finos e de cor branca, suave ao tato e Substâncias Hidrossolúveis. Colocar cerca de 10 g,
de consistência frouxa, sem grumos e sem quaisquer exatamente pesados, em um frasco de precipitação com
impurezas; o algodão purificado é inodoro e insípido. 1000 mL de água destilada e ferver brandamente durante 30
Apresenta ao exame microscópico somente fibras finas, minutos, adicionando água destilada, quando necessário,
ocas, achatadas, retorcidas, estriadas, ligeiramente para manter o volume aproximadamente constante.
espessadas nas bordas. Transferir o conteúdo para outro recipiente, retirando o
Comprimento da fibra. Determinar o comprimento excesso de água retido pelo algodão, comprimindo com
da fibra depois de colocar o algodão, livre (isento) de um bastão de vidro. Lavar o algodão duas vezes, com
envoltórios, durante 4 horas em atmosfera 65% ± 2% de porções de 250 mL de água destilada fervente, espremendo
umidade relativa, na temperatura de 21 °C ± 1 °C; no após cada lavagem. Filtrar os líquidos da extração e de
mínimo 60%, em peso, das fibras devem medir 12,5 mm ou lavagem, lavar o filtro com água quente e evaporar o
mais, sendo permitido até 10% em peso, de fibras medindo filtrado até cerca de 50 mL. Transferir o concentrado para
6 mm ou menos. uma cápsula de porcelana, previamente tarada, lavar o
recipiente que o conteve com água destilada e reúna nessa
Poder absorvente. Proceder conforme é indicado na cápsula os líquidos de lavagem. Evaporar até a secura; o
determinação do poder absorvente do algodão, depois resíduo dessecado a 105 °C, até peso constante, não deve
de colocar o algodão, durante 4 horas, nas condições ser superior a 0,25%.
atmosféricas acima indicadas; a absorção deverá ser
completa em 10 segundos e o algodão deverá reter, no Outras Substâncias Estranhas. Porções de algodão
mínimo, 24 vezes seu peso de água. hidrófilo retiradas da embalagem original não devem
apresentar manchas de óleo, partículas metálicas ou
Solubilidade. É insolúvel nos solventes comuns e solúvel quaisquer outras substâncias estranhas.
no sulfato cúprico amoniacal SR.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
ENSAIOS DE PUREZA
Esterilidade (5.5.3.2.1). O algodão hidrófilo deve ser
Acidez ou alcalinidade. Colocar cerca de 10 g em um esterilizado nas embalagens apresentadas ao consumo.
frasco de precipitação contendo 100 mL de água destilada Quando expressamente declarado estéril ou esterilizado,
recentemente fervida e resfriada sem agitação. Comprimir deve satisfazer às exigências especificadas nas provas de
o algodão com um bastão de vidro, espremer e transferir esterilidade para sólidos.
alíquotas de 25 mL para duas cápsulas de porcelana.
Adicionar a uma das cápsulas uma gota de alaranjado de EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
metila SI e à outra, 3 gotas de fenolftaleína SI; não deve
produzir-se coloração rósea ou vermelha. Em rolos de peso não superior a 500 g, em camada
contínua, em papel apropriado, cuja largura e comprimento
Determinação da perda por dessecação (5.2.9). O possibilitem serem dobrados, no mínimo, 25 mm sobre
algodão purificado, dessecado a 100 °C, não deve perder as margens da camada de algodão. Os rolos devem
mais que 8% de seu peso. receber um segundo envoltório que ofereça uma proteção
Determinação de cinzas sulfatadas (5.2.10). Colocar completa contra poeiras. O algodão purificado quando
cerca de 5 g, exatamente pesados, em uma cápsula declarado estéril ou esterilizado, deverá ser acondicionado
a 596 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

de modo que sua esterilidade seja protegida contra uma


contaminação posterior.
folha é anfiestomática e os estômatos numerosos, do tipo
tetracítico, dispondo-se ao mesmo nível das demais células
epidérmicas, com cutícula mostrando uma leve projeção na
Poderá, também, ser acondicionado de outra forma e em região do ostíolo. A câmara subestomática possui tamanho
outros tipos de embalagem, desde que sejam preservadas correspondente a uma ou duas camadas de células do
as condições de esterilidade exigidas para o produto. clorênquima. A secção transversal da lâmina foliar mostra
duas zonas distintas, a mais externa verde e a mais interna
ROTULAGEM incolor e mucilaginosa. Abaixo da epiderme pode ocorrer
uma primeira camada distinta de células clorenquimáticas,
Observar a legislação vigente. O rótulo deve conter o nome em forma de paliçada, e várias camadas (13 a 18) de
do fabricante, o peso líquido e tratando-se de algodão células clorenquimáticas, arredondadas ou irregularmente
impregnado de substâncias medicamentosas, a fórmula poliédricas (poligonais), ricas em cloroplastídeos e amido,
empregada. além de idioblastos contendo feixes de ráfides de oxalato
de cálcio. Frequentemente não se observa distinção de
forma entre as camadas do clorênquima. A quantidade de
CATEGORIA
cloroplastídeos e de amido diminui nas células próximas
Adjuvante de uso em unidades de saúde em geral. ao parênquima aquífero. Na zona de contato entre o
clorênquima e o parênquima aqüífero ocorrem feixes
vasculares, do tipo colateral, alternados com 3 a 5 células
do clorênquima. Na região da margem foliar este número
de células clorenquimáticas pode ser maior. Os feixes
ALOE vasculares dispõem-se em linha paralela à epiderme
Aloe vera folium e são separados dela por 10 a 16 camadas de células
clorenquimáticas. A porção superior de cada feixe encontra-
se em contato com o clorênquima e as porções mediana
Aloe vera (L.) Burm.f. - ASPHODELACEAE e inferior penetram no parênquima aqüífero. Os feixes
vasculares são envolvidos por uma bainha parenquimática
A droga vegetal é constituída pelas folhas frescas,
formada por células pequenas, hexagonais, contendo
contendo gel incolor, mucilaginoso, obtido das células
amido. Internamente a esta camada e próximo ao floema,
parenquimáticas, constituído de, no mínimo, 0,3% de
encontra-se uma agrupamento de 3 a 5 células muito
carboidratos totais.
grandes, além de outras menores, poliédricas, um pouco
alongadas em direção ao eixo da folha, e de paredes finas,
NOME POPULAR chamadas células aloéticas ou tecido aloífero, repletas de
látex amarelo, viscoso, denominado de líquido aloético ou
Babosa. suco de aloe. No momento em que a folha é seccionada
transversalmente há o extravasamento do líquido aloético
CARACTERÍSTICAS proveniente de cada feixe. O floema é externo e pouco
desenvolvido, e o xilema é formado por 2 a 4 elementos
Características organolépticas. A droga apresenta sabor traqueais com algumas fibras. No bordo da lâmina algumas
ligeiramente amargo, sendo incolor e inodora. células podem apresentar paredes mais espessadas. O
parênquima fundamental é do tipo aqüífero, ocupando
geralmente 75% da espessura da lâmina, sendo formado
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA
por células muito grandes em relação às do clorênquima,
Folhas suculentas, lanceoladas, agudas, verde-glaucas, incolores, de paredes finas, cheias de mucilagem, dispostas
com manchas esbranquiçadas quando jovens, medindo perpendicularmente à epiderme. Células com ráfides de
de 15 cm a 60 cm de comprimento e cerca de 7 cm na oxalato de cálcio também ocorrem neste parênquima.
base na face adaxial e 10 cm na face abaxial, quando
adultas. A face adaxial vista em secção transversal, é IDENTIFICAÇÃO
côncava e a face abaxial convexa. Os bordos foliares são
dentado-espinhosos, apresentando acúleos esbranquiçados Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada
pequenos, perpendiculares à lâmina. delgada (5.2.17.1), utilizando cromatoplaca de sílica-gel
GF254, com espessura de 250 mm, como fase estacionária,
e mistura de tolueno e acetato de etila (90:10), como fase
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA
móvel. Aplicar, separadamente, à placa, em forma de barra,
A folha, em secção transversal, mostra estrutura 20 µL da Solução (1) e 10 µL da Solução (2) recentemente
isobilateral. Apresenta uma única camada epidérmica, preparadas, descritas a seguir.
recoberta externamente de espessa cutícula ondulada. As
Solução (1): transferir 2 mL de gel líquido de aloe para
células desta camada são achatadas tangencialmente, sendo
balão volumétrico de 5 mL, completar o volume com
que algumas apresentam maior comprimento do que altura,
metanol e aquecer em banho-maria (60 °C) sob agitação
enquanto que em outras estes parâmetros se aproximam. Em
durante 10 minutos.
vista frontal, as células mostram-se redondo-poligonais. A
Solução (2): dissolver 2 mg de β-sitosterol SQR em 1 mL
de metanol.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 597
aa
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa e secar
ao ar. Nebulizar a placa com anisaldeído SR e deixar em
estufa entre 100 °C e 105 °C, durante 5 a 10 minutos. O
cromatograma obtido com a Solução (1) apresenta uma
mancha principal de coloração azulada, na mesma altura
que a obtida com a Solução (2), (Rf 0,31 aproximadamente).

DOSEAMENTO
Carboidratos totais

Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de


absorção no visível (5.2.14). Preparar as soluções descritas
a seguir.

Solução estoque: transferir 3 mL de gel líquido de aloe para


balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com
água. Homogeneizar por turbolização durante 5 minutos.

Solução amostra: transferir 0,2 mL da Solução estoque para


tubo de ensaio, completar o volume para 0,5 mL com água
e deixar em banho de gelo. Adicionar 0,5 mL de solução
de fenol a 5% (p/v) e 2 mL de ácido sulfúrico concentrado.
Agitar bem e deixar em repouso a temperatura ambiente
por 30 minutos.

Solução branco: transferir 0,5 mL de água para tubo de


ensaio e deixar em banho de gelo. Adicionar 0,5 mL de
solução de fenol a 5% (p/v) e 2 mL de ácido sulfúrico
concentrado. Agitar bem e deixar em repouso a temperatura
ambiente por 30 minutos.

Soluções para curva analítica: preparar solução padrão


de glicose 0,2 mg/mL. Transferir alíquotas de 25, 50, 100,
150, 200 e 250 µL desta solução para tubos de ensaio e
completar o volume para 0,5 mL com água, obtendo-se as
seguintes concentrações 10; 20; 40; 60; 80 e 100 µg/mL, e
deixar em banho de gelo. Adicionar 0,5 mL de solução de
fenol a 5% (p/v) e 2 mL de ácido sulfúrico concentrado.
Agitar bem e deixar em repouso a temperatura ambiente
por 30 minutos.

Medir a absorvância da Solução amostra e das Soluções


para curva analítica em 490 nm (5.2.14), 30 minutos após
o seu preparo, utilizando a Solução branco para o ajuste
do zero. Calcular o teor de carboidratos totais da amostra
a partir da equação da reta obtida com as Soluções para
curva analítica da glicose. O resultado é expresso em
percentagem de carboidratos totais, calculados como
glicose, por 100 mL de droga.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz e calor.
a 598 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 - Aspectos macroscópicos e microscópicos da Aloe vera L.


______________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A a 6 cm, em B a 2 cm; em C, D e F a 100 µm e em E 1 mm.

A - aspecto geral da planta sem a inflorescência.B - aspecto geral de uma folha.C - vista frontal da epiderme voltada para a face adaxial; estômatos
(es).D - vista frontal da epiderme voltada para a face abaxial; estômatos (es).E - aspecto geral da folha em secção transversal; clorênquima (cl); cutícula
(cu); epiderme (ep); parênquima aqüífero (pa); feixe vascular (fv).F - detalhe da porção assinalada em E; célula aloífera (cal); clorênquima (cl); cutícula
(cu); epiderme (ep); estômato (es); floema (f); feixe vascular (fv); grão de amido (ga); parênquima aqüífero (pa); ráfides (r); xilema (x).
ALOE EXTRATO SECO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

a 110 ºC, durante cinco minutos. Desenvolve-se uma


mancha de fluorescência violeta situada imediatamente
599
aa
Aloe capensis extractum siccum abaixo da mancha correspondente à barbaloína.

B. Dissolver a droga pulverizada em ácido nítrico.


Aloe ferox Mill., Aloe africana Mill. e Aloe spicata Baker Desenvolve-se efervescência, sendo obtida uma solução
– ASPHODELACEAE de coloração pardo-avermelhada a parda.

A droga vegetal é constituída do suco espesso proveniente C. Num frasco com rolha, misturar 1 g da droga, finamente
das folhas, dessecado por meio de calor, e pertence às pulverizada, com 25 mL de água e agitar, de vez em quando,
espécies acima ou a seus híbridos interespecíficos, ou durante duas horas. Filtrar, lavar o filtrado e o resíduo com
ainda, da mistura delas. A droga seca é constituída de, no quantidade suficiente de água de modo a obter 100 mL. A
mínimo, 18% de derivados hidroxiantracênicos, expressos coloração do filtrado, observado através do corpo de um
em barbaloína. balão de 100 mL, é amarelo-esverdeada com o aloe-do-
cabo. O filtrado escurece com o tempo.

NOME POPULAR D. A 5 mL do filtrado obtido no teste C. de Identificação,


acrescentar 45 mL de água e 20 mL de solução de tetraborato
Aloe-do-cabo. de sódio a 5% (p/v). É desenvolvida fluorescência amarelo-
esverdeada ou verde-amarelada que, com o tempo, passa a
CARACTERÍSTICAS alaranjado-amarelada (barbaloína).

Características organolépticas. A droga apresenta odor


ENSAIOS DE PUREZA
acre, desagradável, característico, e sabor muito amargo,
nauseante. Substâncias insolúveis em álcool. Pesar, exatamente,
cerca de 1 g da droga vegetal e transferir para um balão
Solubilidade. Parcialmente solúvel em água fervente,
contendo 50 mL de etanol. Aquecer a mistura e mantê-la,
solúvel em etanol quente e praticamente insolúvel em éter
moderadamente, em ebulição durante 15 minutos, repondo
etílico.
o etanol evaporado. Deixar esfriar e agitar a mistura, de vez
em quando, durante uma hora. Filtrar com papel de filtro
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA pequeno, dessecado e tarado, e lavar o resíduo com etanol
até que os líquidos de lavagem passem incolores. Dessecar
Massas irregulares, de coloração castanho-escura, este resíduo a 105 °C, até peso constante, e pesar. O peso
com reflexos esverdeados, de fratura lisa e vítrea. Seus encontrado deve ser inferior a 10,0%.
fragmentos são translúcidos nos bordos, muito friáveis,
originando um pó amarelo. Água (5.4.2.3). No máximo 12,0%.

Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 4,0%.


IDENTIFICAÇÃO
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em DOSEAMENTO
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
com espessura de 250 µm, como suporte, e mistura de água, Derivados hidroxiantracênicos
metanol e acetato de etila (13:17:100), como fase móvel.
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
Aplicar, separadamente, à placa, em forma de banda, 10
absorção no visível (5.2.14). Preparar as soluções descritas
μL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
a seguir.
descritas a seguir.
Solução estoque: adicionar 0,4 g da amostra pulverizada
Solução (1): a 0,25 g do pulverizado, adicionar 20 mL de
em erlenmeyer de 250 mL. Umedecer com 2 mL de
metanol e aquecer até ebulição. Agitar por alguns minutos,
metanol, adicionar 5 mL de água previamente aquecida a
decantar a solução e manter a cerca de 4 °C. Esta solução
cerca de 60 °C e misturar. Juntar 75 mL de água aquecida
pode ser utilizada até 24 horas depois.
à cerca de 60 °C e agitar durante 30 minutos. Esfriar e
Solução (2): dissolver 25 mg de barbaloína em 10 mL de filtrar para balão volumétrico. Lavar o erlenmeyer e o filtro
metanol. com 20 mL de água. Verter a água de lavagem para balão
volumétrico e completar com água até 1000 mL. Introduzir
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa e secar 10 mL desta solução num balão de fundo redondo de 100
ao ar. Pulverizar com solução de hidróxido de potássio mL, contendo 1 mL de solução de cloreto férrico a 60%
a 10% (p/v) em metanol. Examinar sob luz ultravioleta (p/v) e 6 mL de ácido clorídrico. Aquecer em banho-
(365nm). A mancha principal obtida com a Solução (1), maria sob refluxo durante 4 horas, mantendo o nível de
de fluorescência amarela, corresponde em posição e água acima do líquido do balão e ao abrigo da luz intensa.
intensidade àquela obtida com a Solução (2), referente à Deixar esfriar e transferir a solução para funil de separação.
barbaloína. A mancha de fluorescência azul clara obtida Lavar sucessivamente o balão com 4 mL de água, 4 mL de
com a Solução (1), na parte inferior do cromatograma, hidróxido de sódio M e 4 mL de água, juntar os líquidos
refere-se à aloesina. Em seguida, aquecer a placa em estufa de lavagem ao conteúdo do funil de separação. Agitar três
a 600 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

vezes com 20 mL de éter etílico de cada vez. Reunir as


camadas etéreas e lavar duas vezes com 10 mL de água
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA

de cada vez, rejeitando as águas de lavagem. Completar a A raiz não mondada, em vista frontal, apresenta súber
camada orgânica até 100 mL com éter etílico. com células poliédricas de paredes retilíneas. Em secção
transversal, são distintas três regiões: o córtex, de coloração
Solução amostra: evaporar 20 mL da Solução estoque até parda, o câmbio vascular de coloração amarelada e o
resíduo em banho-maria. Ressuspender o resíduo em 10 cilindro central, de coloração esbranquiçada. O córtex
mL de acetato de magnésio a 0,5% (p/v) em metanol. apresenta súber pouco desenvolvido, constituído por
células geralmente tabulares e irregulares, de diferentes
Medir a absorvância da Solução amostra em 512 nm, tamanhos, de paredes delgadas e retilíneas, dispostas em
imediatamente após o seu preparo, utilizando metanol fileiras e ricas em grãos de amido. Em secção transversal, o
para ajuste do zero. Considerar, para a barbaloína, A(1%, parênquima cortical apresenta células de variadas formas,
1 cm) = 255, em 512 nm, em metanol. Calcular o teor de geralmente poliédricas e volumosas, com paredes delgadas
derivados hidroxiantracênicos, expressos em barbaloína, e retilíneas, repletas de grãos de amido. O parênquima
segundo a expressão: cortical externo possui células de maior volume do que as
do parênquima cortical interno. Agrupamentos irregulares
de fibras do floema, com variado número de células,
em que mostrando paredes pouco espessadas, encontram-se
dispostos aleatoriamente, em grande quantidade na porção
DHC = derivados hidroxiantracênicos em %; mais interna do córtex. Células condutoras do floema
A = absorvância medida; muito raramente são observadas. Os raios parenquimáticos
m = massa da droga (g) considerando o teor de água distribuem-se desde o córtex interno até o cilindro central
determinado. e são constituídos por poucas fileiras de células, raramente
várias, comumente pequenas, alongadas longitudinalmente
e de paredes retilíneas. O câmbio possui várias camadas
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO de células de reduzido tamanho, a maioria achatada
longitudinalmente, de paredes muito delgadas, dispostas
Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz e calor.
em fileiras, sendo facilmente distintas as iniciais fusiformes
e as radiais. O cilindro central é muito desenvolvido,
está formado por xilema que apresenta parênquima com
ALTEIA células variadas tanto na forma quanto no volume, repletas
Althaeae radix de grãos de amido, de disposição um tanto regular, com
paredes retilíneas, delgadas e com espaços intercelulares
Althaea officinalis L. – MALVACEAE visíveis. Os elementos condutores formam agrupamentos
irregulares quanto ao número de elementos, são alinhados
A droga consiste de fragmentos de raízes dessecadas, longitudinalmente e muitas vezes estão associados a
mondados ou não, desprovidos de ramificações laterais. pequenas células parenquimáticas. Estes agrupamentos
são menos desenvolvidos e de distribuição mais irregular
junto ao câmbio. Mais internamente mostram disposição
CARACTERÍSTICAS anelar, sendo variado o número de anéis. Agrupamentos
Características organolépticas. Odor doce e insípido. de fibras e, por vezes, fibras isoladas são encontrados por
Consistência mucilaginosa e sabor adocicado. todo o cilindro central em quantidade bem menor quando
comparado com o córtex. Ocorrem também junto ao xilema
primário, quando presente. As raízes que apresentam
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA medula sólida possuem xilema primário, formado por
elementos de pequeno calibre, associados a células
A raiz não mondada é cilíndrica, ligeiramente retorcida
parenquimáticas arredondadas e de reduzido tamanho, não
e sulcada longitudinalmente, com até 20,0 cm de
ocorrendo agrupamentos de fibras neste tecido. Algumas
comprimento e até 2,0 cm de espessura. A superfície
raízes podem apresentar a região medular preenchida por
externa é pardo-grisácea e apresenta numerosas cicatrizes
parênquima, composto por células de grande volume, com
das raízes laterais. A fratura é fibrosa na porção externa e
menor quantidade de grãos de amido e espaços intercelulares
irregular e granulosa internamente. Na secção transversal
mais reduzidos do que os dos demais parênquimas.
são visíveis camadas concêntricas do córtex pardacento e
Nestas raízes, os resíduos de arcos de xilema são visíveis
sua estrutura estratificada, separado por uma faixa cambial
e também estão associados a parênquima de células
bem marcada, sinuosa e escura, seguida pelo cilindro
pequenas. Grãos de amido simples, de variadas formas,
central branco a creme-amarelado, mostrando xilema com
freqüentemente arredondados, ovóides ou reniformes,
estrutura radial, especialmente após hidratação em água e
com hilo geralmente central e ramificado, raramente
com auxílio de lente. A raiz mondada é quase cilíndrica e a
excêntrico, ou raramente grãos compostos, muitas vezes
face externa tem cicatrizes escuras originadas pelas raízes
mostrando lamelação, ocorrem em grande quantidade
laterais e apresenta coloração amarelo-esbranquiçada.
em todos os tecidos, exceto no parênquima medular.
Geralmente está fragmentada e mostra porções de fibras
Cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa, com diferentes
dispostas longitudinalmente ou desprendidas dos restos do
tamanhos são muito comuns no córtex e no cilindro central.
córtex e, por vezes, as três regiões descritas são visíveis.
Células contendo mucilagem frequentemente ovaladas
ou arredondadas, podendo apresentar maior volume do
que as demais parenquimáticas, com protoplasto denso e
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

amido; porções de elementos de vaso com espessamento


reticulado, em secção longitudinal; fragmentos de
601
aa
escuro, também ocorrem no córtex e no cilindro central, fibras, em secção longitudinal associados a células
exceto no parênquima medular. Raízes mondadas podem parenquimáticas do xilema; fragmentos de feixes de
não apresentar súber e parênquima cortical externo. Raízes fibras, em secção longitudinal, contendo grãos de amido;
em estágio de crescimento primário caracterizam-se como fragmentos de feixe de fibras, em secção longitudinal,
pentarcas. Com a adição de azul de toluidina os elementos associados a células do raio parenquimático; fragmentos de
de vaso adquirem coloração azul intenso, as fibras coram agrupamentos de fibras, em secção transversal; fragmentos
de azul-claro e as células contendo mucilagem, de violeta. de agrupamentos de fibras, em secção transversal; fibras
Devido à grande quantidade de grãos de amido e de células ou porções destas, em secção longitudinal, isoladas e/ou
contendo mucilagem há dificuldade na confecção de agrupadas; grãos de amido, em vista frontal, simples ou
lâminas histológicas utilizando-se material hidratado. compostos, isolados ou agrupados em pequeno número;
agrupamentos formando grumos de grãos de amido, em
vista frontal; mucilagem desprendida das células; células
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
isoladas contendo mucilagem; cristais de oxalato de cálcio
O pó atende a todas as exigências estabelecidas para a do tipo drusa, isolados.
espécie, menos os caracteres macroscópicos. A observação
microscópica do pó torna-se mais clara, quando utilizado IDENTIFICAÇÃO
hidrato de cloral. São característicos: coloração branca
a branco-amarelada, quando proveniente de raízes Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada
mondadas ou pardo-acinzentada quando proveniente de delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, com
raízes não mondadas; fragmentos de súber, em secção espessura de 250 µm, como fase estacionária e mistura
transversal, mostrando células retangulares e achatadas de acetato de etila, metil-etil-cetona, ácido fórmico e água
longitudinalmente; fragmentos de súber, em secção (50:30:10:10), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à
transversal, mostrando células quadrangulares; fragmentos placa, em forma de banda, 20 µL de cada uma das soluções,
de súber, em secção transversal, contendo idioblastos recentemente preparadas, descritas a seguir.
cristalíferos; fragmentos de súber, em secção transversal,
com células retangulares e achatadas longitudinalmente, Solução (1): pesar 1 g da amostra, adicionar 10 mL de
contendo idioblastos cristalíferos e grãos de amido; metanol, aquecer em banho-maria durante 15 minutos.
fragmentos de súber, em vista frontal, contendo grãos Filtrar.
de amido; fragmentos de súber, em secção transversal,
Solução (2): dissolver 2,5 mg de rutina e 1 mg de ácido
com células retangulares e achatadas longitudinalmente,
clorogênico em 10 mL de metanol.
repletas de grãos de amido; fragmentos de parênquima,
em vista frontal, contendo células com mucilagem e Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
muitos grãos de amido; fragmentos de parênquima, em secar ao ar. Em seguida, nebulizar com difenilborato de
vista frontal, mostrando idioblastos cristalíferos e células aminoetanol SR (Reagente Natural A) e observar sob luz
repletas de grãos de amido; fragmentos de parênquima, em ultravioleta (365 nm). A Solução (1), quando visualizada
secção transversal, contendo grãos de amido; fragmentos sob luz ultravioleta (365 nm) apresenta três manchas de
de parênquima, em secção transversal, contendo coloração azul fluorescente, com Rf aproximados de 0,12;
idioblastos cristalíferos; fragmentos de parênquima, em 0,42 e 0,97. A mancha inferior da Solução (1) aparece logo
secção transversal, com células contendo mucilagem e abaixo da mancha correspondente à rutina (Rf 0,25), de
grande quantidade de grãos de amido; fragmentos de coloração alaranjada, e a mancha média, abaixo do ácido
raio parenquimático, em secção longitudinal, mostrando clorogênico (Rf 0,51), de coloração verde fluorescente.
células parenquimáticas e fibras; células parenquimáticas
isoladas, repletas de grãos de amido e/ou contendo
cristais; fragmentos de raio parenquimático, em secção ENSAIOS DE PUREZA
transversal, com células contendo grãos de amido; Material estranho (5.4.2.2). No máximo 2,0% de
fragmentos de xilema, em secção longitudinal, mostrando elementos de cor castanho. No máximo 2,0% de elementos
elemento de vaso com espessamento reticulado associado do súber (raiz mondada).
a fibras e a parênquima; fragmentos de xilema, em
secção longitudinal, mostrando elementos de vaso com Água (5.4.2.3). No máximo 12,0%. Determinar em 1 g da
espessamento reticulado, fibras e parênquima em secção amostra moída (710 µm), em estufa de 100 °C a 105 °C,
transversal e com grãos de amido; fragmentos de xilema, durante 2 horas.
em secção longitudinal, mostrando elementos de vaso com
espessamento reticulado e com espessamento pontoado, Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo, 6,0% na raiz mondada.
associados a células parenquimáticas repletas de grãos No máximo, 8,0% na raiz não mondada.
de amido; fragmentos de xilema, em secção longitudinal,
mostrando elementos de vaso com espessamento reticulado EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
e com espessamento pontoado, associados a células
parenquimáticas, repletas de grãos de amido; porções de Em recipiente hermeticamente fechado, protegido da luz
elemento de vaso com espessamento helicoidal, em secção e do calor.
longitudinal; elementos de vaso em secção transversal,
associados a células parenquimáticas repletas de grãos de
a 602 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópicos da Althaea officinalis L.


_______________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A e B a 2,0 cm (régua 1); em C e D a 100 µm (régua 2); em E e F a 1,0 mm (régua
3); em G a 1,0 mm (régua 4).

A - aspectos gerais de raízes não mondadas; fibra (fb). B - aspectos gerais de raízes mondadas; fibra (fb); raiz lateral (rzl). C - vista frontal do súber
externo de uma raiz não mondada; grão de amido (ga). D - vista frontal do súber interno de uma raiz mondada. E - representação esquemática de uma
raiz não mondada, em secção transversal; câmbio (ca); cilindro central (cc); córtex (cx); elemento traqueal (el); elementos traqueais com disposição
anelar (ela); floema (f); fibra (fb); raio parenquimático (rp); súber (su); xilema primário (xp); xilema secundário (xs). F - representação esquemática
de uma raiz não mondada, em secção transversal; câmbio (ca); cilindro central (cc); córtex (cx); elemento traqueal (el); elementos traqueais com
disposição anelar (ela); floema (f); fibra (fb); parênquima medular (pm); raio parenquimático (rp); súber (su); xilema secundário (xs). G - representação
esquemática de uma raiz mondada, em secção transversal; câmbio (ca); cilindro central (cc); córtex (cx); elemento traqueal (el); elementos traqueais
com disposição anelar (ela); floema (f); fibra (fb); parênquima medular (pm); raio parenquimático (rp); restos de súber (rs); xilema secundário (xs).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 603
aa

Figura 2 – Aspectos microscópicos do pó da Althaea officinalis L.

______________

Complemento da legenda da Figura 2. A escala corresponde a 100 µm.

A - fragmentos de súber; A1 - fragmento de súber, em secção transversal, mostrando células retangulares e achatadas longitudinalmente; A2 - fragmento
de súber, em secção transversal, mostrando células quadrangulares; A3 - fragmento de súber, em secção transversal, contendo idioblastos cristalíferos
a 604 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

(ic) A4 - fragmento de súber, em secção transversal, com células retangulares e achatadas longitudinalmente, contendo idioblastos cristalíferos e grãos
de amido; grão de amido (ga); idioblasto cristalífero (ic); A5 – fragmento de súber, em vista frontal, contendo grãos de amido (ga); A6 - fragmento de
súber, em secção transversal, com células retangulares e achatadas longitudinalmente, repletas de grãos de amido (ga). B - fragmentos de parênquima;
B1 - fragmento de parênquima, em vista frontal, contendo células com mucilagem e muitos grãos de amido (ga); célula contendo mucilagem (cm);
B2 - fragmento de parênquima, em vista frontal, mostrando idioblastos cristalíferos e células repletas de grãos de amido (ga); idioblasto cristalífero
(ic); B3 – fragmento de parênquima, em secção transversal, contendo grãos de amido (ga); B4 - fragmento de parênquima, em secção transversal,
contendo idioblastos cristalíferos (ic); B5 - fragmento de parênquima, em secção transversal, com células de mucilagem e com muitos grãos de amido
(ga); mucilagem (um); B6 - fragmento de raio parenquimático, em secção longitudinal, mostrando células parenquimáticas e fibras; célula do raio
parenquimático (crp); fibra (fb); parênquima (p); B7- células parenquimáticas isoladas, contendo grãos de amido e cristais de oxalato de cálcio do tipo
drusa ou repletas de grãos de amido; cristal do tipo drusa (cd); grão de amido (ga); B8 - fragmento de raio parenquimático, em secção transversal,
com células contendo grãos de amido (ga). C - fragmentos de xilema; C1 - fragmento de xilema, em secção longitudinal, mostrando elemento de vaso
com espessamento reticulado associado a fibras e a parênquima; elemento de vaso com espessamento reticulado (ere); fibra (fb); grão de amido (ga);
parênquima; C2 - fragmento de xilema, em secção longitudinal, mostrando elemento de vaso com espessamento reticulado, fibras e parênquima em
secção transversal e com grãos de amido; elemento de vaso com espessamento reticulado (ere); fibra (fb); grão de amido (ga); parênquima (p); C3 -
fragmento de xilema, em secção longitudinal, mostrando elementos de vaso com espessamento reticulado e com espessamento pontoado, associados
a células parenquimáticas, repletas de grãos de amido; elemento de vaso com espessamento pontoado (epo); elemento de vaso com espessamento
reticulado (ere); grão de amido (ga); parênquima (p); C4 – porções de elemento de vaso com espessamento helicoidal, em secção longitudinal; C5
- elementos de vaso em secção transversal, com grãos de amido (ga); C6 - porções de elementos de vaso com espessamento reticulado, em secção
longitudinal. D - fragmentos de fibras; D1 - fragmento de fibras, em secção longitudinal associados a células parenquimáticas do xilema; fibra (fb);
parênquima do xilema (px); pontoação (pto); D2 - fragmento de feixes de fibras, em secção longitudinal, contendo grãos de amido (ga); D3 -fragmentos
de feixe de fibras, em secção longitudinal, associados a células do raio parenquimático; célula do raio parenquimático (crp); fibra (fb); grão de amido
(ga); D4 – fibras ou porções destas, isoladas ou agrupadas, em secção longitudinal; grão de amido (ga); D5 - fragmento de agrupamento de fibras, em
secção transversal. E - grãos de amido, em vista frontal, simples ou compostos, isolados ou agrupados em pequeno número; grão de amido composto
(gac); grão de amido (ga). F - agrupamentos formando grumos de grãos de amido, em vista frontal. G - mucilagem desprendida das células. H - células
isoladas contendo mucilagem; mucilagem (mu). I - cristais de oxalato de cálcio do tipo drusa, isolados.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 605
aa

Figura 3 – Aspectos microscópicos da Althaea officinalis L.


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Complemento da legenda da Figura 3. A escala corresponde a 100 µm.

A - detalhe parcial do súber, em secção transversal, de uma raiz não mondada; grão de amido (ga). B - detalhe parcial de uma raiz mondada, em secção
transversal; B1. detalhe parcial do córtex, câmbio e porção externa do cilindro central; câmbio (ca); cilindro central (cc); células condutoras do floema
(cfl); célula contendo mucilagem (cm); córtex (cx); espaço intercelular (ei); elemento de vaso (ev); floema (f); fibra (fb); idioblasto cristalífero (ic); grão
de amido (ga); grão de amido composto (gac); raio parenquimático (rp); parênquima (p); xilema secundário (xs); B2. continuidade do detalhe parcial
de B1, mostrando porção interna do cilindro central; cilindro central (cc); célula contendo mucilagem (cm); espaço intercelular (ei); elemento de vaso
(ev); fibra (fb); idioblasto cristalífero (ic); grão de amido (ga); raio parenquimático (rp); parênquima (p); xilema primário (xp); xilema secundário (xs).
a 606 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

AMARANTO
principal, não é mais intensa que aquela obtida com a
Solução (3) (4%).

Chumbo, cobre, estanho, zinco. Proceder conforme


descrito em Espectrofotometria de absorção atômica
(5.2.13). Pesar 2 g da amostra, usar cadinho de sílica
e queimar, brandamente, sobre tela de amianto (± 350
°C); levá-lo à mufla durante 12 horas, sem ultrapassar
a temperatura de 450 °C. Remover o cadinho e resfriar.
Misturar o resíduo com cerca de 2 mL de água e adicionar
duas gotas de nitrato de magnésio a 50% (p/v). Secar sobre
chapa elétrica e retornar à mufla durante 3 a 4 horas, ou até
que o resíduo esteja branco, ou amarelado. Em seguida,
resfriar, gotejar 1 a 2 mL de ácido nítrico e 1 mL de água
C20H11N2Na3O10S3; 604,47 e aquecer sobre chapa elétrica até quase secar. Dissolver
CI 16185 os nitratos metálicos com 5 mL de água. Se necessário,
Sal sódico do ácido 3-hidroxi-4-[2-(4-sulfo-1-naftalenil) centrifugar. Levar ao espectrofotômetro de absorção
diazenil]-2,7-naftalenodissulfônico (3:1) atômica, calibrado previamente e realizar a leitura da
[915-67-3] concentração de cada um dos metais. No máximo 0,001%
(10 ppm) de chumbo, 0,002% (20 ppm) de cobre, 0,025%
Contém, no mínimo, 85,0% de C20H11N2Na3O10S3 em (250 ppm) de estanho e 0,005% (50 ppm) de zinco.
relação à substância dessecada.
Cloretos e sulfatos. Pesar 0,5 g da amostra, dissolver
em 200 mL de água, acidificar com 8 mL de ácido nítrico
DESCRIÇÃO a 25% (v/v) e titular com nitrato de prata 0,1 M SV em
potenciômetro com eletrodo combinado de prata. Cada mL
Características físicas. Pó fino, castanho avermelhado, de nitrato de prata 0,1 M SV equivale a 5,85 mg de NaCl.
higroscópico. Solução aquosa cor de vinho.
Pesar 0,5 g da amostra e dissolver com 100 mL de água
Solubilidade. Solúvel em água, metanol e glicerol, pouco em banho-maria. Adicionar 35 g de cloreto de sódio,
solúvel em etanol, insolúvel em éter etílico e acetona. isentos de sulfatos e agitar bem. Transferir para balão
volumétrico de 200 mL e completar o volume com solução
IDENTIFICAÇÃO saturada de cloreto de sódio. Homogeneizar. Após 1 hora,
filtrar por papel de filtro e transferir alíquota de 100 mL
O espectro de absorção no ultravioleta e visível (5.2.14), na do filtrado para béquer de 600 mL, diluir até 300 mL com
faixa de 200 nm a 700 nm, de solução a 0,001% (p/v) em água e acidificar com ácido clorídrico SR, adicionando
acetato de amônio 0,02 M (pH 5,6), exibe máximos em 519, leve excesso. Aquecer à fervura e gotejar, com agitação,
330 e 217 nm e mínimos em 360, e 310 nm, idênticos aos 25 mL de cloreto de bário a 12% (p/v), ou até que não
observados no espectro de solução similar de amaranto SQR. ocorra mais precipitação. Deixar em repouso durante
quatro horas. Separar o sulfato de bário por filtração, lavar
com água quente, secar o papel com o resíduo, transferir
ENSAIOS DE PUREZA
para cadinho seco, previamente pesado e calcinar em mufla
Corantes subsidiários. Proceder conforme descrito em a 500 °C durante 1 hora. Resfriar em dessecador e pesar.
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando Calcular o teor de sulfatos pela expressão:
sílica-gel G, como suporte, e mistura de 1-butanol, etanol,
N × 0 ,6085 × 100
água e hidróxido de amônio (50:25:25:10), como fase = % sulfatos
móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 2 µL de cada uma p
das soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir. em que
Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em água. N = gramas de sulfato de bário;
Solução (2): solução a 10 mg/mL de amaranto padrão em p = gramas da amostra usados na precipitação.
água.
No máximo, 5% de cloretos e sulfatos.
Solução (3): diluir 1 mL da Solução (2) para 25 mL com
água. Substâncias insolúveis em água. Dissolver 5 g da amostra
em 200 mL de água quente (80-90 °C) com agitação.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Resfriar à temperatura ambiente. Filtrar por placa filtrante,
secar ao ar. Examinar sob luz ambiente e sob luz ultravioleta previamente seca e pesada. Lavar com água fria até que as
(254 nm). A mancha principal obtida com a Solução (1) águas de lavagem se tornem incolores. Secar o filtro com
corresponde em posição, cor e intensidade àquela obtida o resíduo em estufa a 120 °C durante quatro horas e pesar.
com a Solução (2). Qualquer mancha secundária obtida No máximo, 0,5%.
no cromatograma com a Solução (1), diferente da mancha
Arsênio (5.3.2.5). Utilizar o Método I. Determinar em 1 g
da amostra. No máximo, 0,0001% (1 ppm).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

no espectro de solução de amaranto SQR, preparado de


607
aa
mesma maneira.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Determinar B. Transferir 0,15 g da amostra para béquer de 60 mL
em 0,5 g da amostra. No máximo, 0,004% (40 ppm). e dissolver com cerca de 20 mL de ácido acético a 30%
(p/v) a quente, até que fique apenas opalescente. Esfriar
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 0,5 g da e dividir a solução em dois tubos de ensaio. A um deles,
amostra. Dessecar em estufa a 120 °C por 4 horas, ou a adicionar 2 mL de solução de morina a 3 mg/mL em etanol,
135 °C por 3 horas. No máximo, 10%. recém preparada. Observar a fluorescência verde que se
desenvolve sob luz ultravioleta (254 nm), comparando
DOSEAMENTO com o tubo sem reativo.

Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de


absorção no visível (5.2.14). Preparar solução amostra ENSAIOS DE PUREZA
conforme descrito na Identificação. Preparar solução Corantes subsidiários. Proceder conforme descrito em
padrão na mesma concentração, utilizando o mesmo Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
solvente. Medir as absorvâncias das soluções resultantes sílica-gel G, como suporte, e mistura de 1-butanol, etanol,
em 519 nm, utilizando acetato de amônio 0,02 M (pH 5,6) água, solução concentrada de amônia (50:25:25:10), como
para ajuste do zero. Calcular o teor de C20H11N2Na3O10S3 fase móvel. Aplicar, separadamente a placa, 2 µL de cada
na amostra a partir das leituras obtidas. Alternativamente, uma das soluções recentemente preparadas como descrito
realizar os cálculos considerando A(1%, 1 cm) = 564, em a seguir:
481 nm, em base anidra.
Solução (1): 0,25 g de amostra em 10 mL de hidróxido de
sódio 0,5 M.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Solução (2): 0,05 g de amaranto padrão em 10 mL de
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
hidróxido de sódio 0,5 M.

ROTULAGEM Solução (3): diluir a Solução (2) de modo a obter uma


solução a 0,2 mg/mL ,com o mesmo diluente.
Observar a legislação vigente.
Solução (4): diluir a Solução (1) de modo a obter uma
solução a 1 g/mL, com o mesmo diluente.
CATEGORIA
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
Corante. secar ao ar. Examinar sob luz ambiente e luz ultravioleta
(254 nm). A mancha principal obtida com a Solução (1)
corresponde em posição, cor e intensidade aquela obtida
AMARANTO LACA DE ALUMÍNIO com a Solução (2). As manchas secundárias obtidas com
a Solução (1) não devem ser mais intensas do que aquelas
obtidas com a Solução (3) e a Solução (4).(4%).
Corante constituído principalmente do sal sódico do
ácido 3-hidroxi-4-[2-(4-sulfo-1-naftalenil)diazenil]-2,7- Alternativamente pode ser empregada mistura de 1-butanol,
naftalenodissulfônico (3:1) - amaranto - sobre substrato de água, ácido acético glacial (20:12:5) como fase móvel. Em
alumina. Contém, no mínimo, 95% e, no máximo, 105% lugar de sílica-gel G pode ser usado papel cromatográfico,
do teor de corante declarado no rótulo. utilizando-se as condições anteriormente descritas e
observando as manchas também por transparência.
DESCRIÇÃO Cloretos e sulfatos. Pesar 10 g da amostra, agitar com 250
Características físicas. Pó fino, vermelho. Higroscópico. mL de água, deixando em contato por 30 minutos. Filtrar.
Medir 50 mL do filtrado, equivalente a 2 g da amostra,
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água e em diluir para 200 mL com água, acidificar com 8 mL de ácido
etanol. Solúvel em hidróxido de sódio M, porém o corante nítrico a 25% (v/v) e titular com nitrato de prata 0,1 M
decompõe-se lentamente em pH alcalino. SV em potenciômetro com eletrodo combinado de prata.
Cada mL de nitrato de prata 0,1 M SV equivale a 5,85 mg
de NaCl.
IDENTIFICAÇÃO
Medir outros 50 mL do filtrado, diluir a 300 mL com
A. O espectro de absorção no visível e no ultravioleta
água, acidificar com ácido clorídrico SR e mais 1 mL de
(5.2.14), na faixa de 200 nm a 700 nm, de uma solução
excesso. Aquecer à fervura e gotejar, com agitação, 25 mL
contendo a amostra a 0,001% (p/v) em acetato de amônio
de cloreto de bário a 12% (p/v). Deixar em repouso por
0,02 M (pH 5,6), previamente solubilizada em hidróxido
quatro horas. Separar o sulfato de bário por filtração, lavar
de sódio M, exibe máximos em cerca de 519, 330 e 217
nm e mínimos em 360 e 310 nm, idênticos aos observados
a 608 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

com água quente, secar o papel com o resíduo, transferir


para cadinho seco, previamente pesado e calcinar em mufla AMARELO CREPÚSCULO
a 500 °C durante 1 hora. Resfriar em dessecador e pesar.
Calcular o teor de sulfatos pela expressão:

N × 0 ,6085 × 100
= % sulfatos
p
em que

N = gramas de sulfato de bário;


p = gramas da amostra usados na precipitação;

No máximo, 2% de cloretos e sulfatos.


C16H10N2Na2O7S2; 452,37
Perda por dessecação (5.2.9). Pesar cerca de 0,5 g.
CI 15985
Dessecar a amostra a 120 °C por 4 horas ou a 135 °C por 3
Sal sódico do ácido 6-hidroxi-5-[2-(4-sulfofenil)diazenil]-
horas. No máximo 20%.
2-naftalenossulfônico (2:1)
Resíduo por incineração (5.2.10). Pesar cerca de 0,1 g da [2783-94-0]
amostra em cadinho previamente seco e pesado e incinerar
a 800 °C durante 2 horas. Deve conter entre 40 e 55%. Contém, no mínimo, 85% de C16H10N2Na2O7S2.

DOSEAMENTO DESCRIÇÃO
Efetuar as diluições como descrito no método A. em Características físicas. Pó fino, laranja avermelhado e
Identificação, e ler a absorvância no pico máximo em higroscópico. Solução aquosa amarelo-alaranjada
cerca de 519 nm (5.2.14). Calcular o teor do corante pela
expressão: Solubilidade. Solúvel em água, etanol, metanol e glicerol,
insolúvel em éter etílico, acetona e óleo mineral. Pouco
A × 100 = % de amaranto na amostra em 519 nm estável em presença de agentes redutores
436 × p
IDENTIFICAÇÃO
em que
O espectro de absorção no ultravioleta e visível (5.2.14),
p = peso da amostra em gramas na diluição efetuada. na faixa de 200 nm a 700 nm, de solução a 0,001% (p/v)
em acetato de amônio 0,02 M (pH 5,6), exibe máximos em
Alternativamente pode-se considerar A(1%, 1 cm) = 436 481, 312, 234 e 211 nm e mínimos em 348, 286 e 218 nm,
em 519 nm. idênticos aos observados no espectro de solução similar de
amarelo crepúsculo SQR.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes perfeitamente fechados, protegidos da luz.
ENSAIOS DE PUREZA
Corantes subsidiários. Proceder conforme descrito em
ROTULAGEM Cromatografia em camada delgada (V.2.17.1), utilizando
sílica-gel G, como suporte, e mistura de 1-butanol, etanol,
Observar a legislação vigente. água, hidróxido de amônio (50:25:25:10), como fase
móvel. Aplicar, separadamente a placa, 2 µL de cada uma
das soluções recentemente preparadas como descrito a
CATEGORIA
seguir:
Corante.
Solução (1): 0,25 g de amostra em 10 mL de hidróxido de
sódio 0,5 M.

Solução (2): 0,05 g de amarelo crepúsculo padrão em 10


mL de hidróxido de sódio 0,5 M.

Solução (3): diluir a Solução (2) de modo a obter uma


solução a 0,25 mg/mL, com o mesmo diluente.

Solução (4): diluir a Solução (1) de modo a obter uma


solução a 1,25 mg/mL, com o mesmo diluente.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


secar ao ar. Examinar sob luz ambiente e luz ultravioleta
(254 nm). A mancha principal obtida com a Solução (1)
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Substâncias insolúveis em água. Dissolver 5 g da amostra


em 200 mL de água quente (80-90 °C) com agitação.
609
aa
corresponde em posição, cor e intensidade aquela obtida
com a Solução (2). As manchas secundárias obtidas com Resfriar à temperatura ambiente. Filtrar por placa filtrante,
a Solução (1) não devem ser mais intensas do que aquelas previamente seca e pesada. Lavar com água fria até que as
obtidas com a Solução (3) e a Solução (4) (5%). águas de lavagem se tornem incolores. Secar o filtro com
o resíduo em estufa a 120 °C durante quatro horas e pesar.
Alternativamente pode ser empregada mistura de 1-butanol, No máximo, 0,5%.
água, ácido acético glacial (20:12:5) como fase móvel. Em
lugar de sílica-gel G pode ser usado papel cromatográfico, Arsênio (5.3.2.5). Utilizar o Método I. Determinar em 1 g
utilizando-se as condições anteriormente descritas e da amostra. No máximo, 0,0001% (1 ppm).
observando as manchas também por transparência.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Determinar
Chumbo, cobre, estanho, zinco. Proceder conforme em 0,5 g da amostra. No máximo, 0,004% (40 ppm).
descrito em Espectrofotometria de absorção atômica
(5.2.13). Pesar 2 g da amostra, usar cadinho de sílica
DOSEAMENTO
e queimar, brandamente, sobre tela de amianto (± 350
°C); levá-lo à mufla durante 12 horas, sem ultrapassar Efetuar as diluições como descrito em Identificação, e ler a
a temperatura de 450 °C. Remover o cadinho e resfriar. absorvância no pico máximo em cerca de 481 nm (5.2.14).
Misturar o resíduo com cerca de 2 mL de água e adicionar Calcular o teor do corante pela expressão:
duas gotas de nitrato de magnésio a 50% (p/v). Secar sobre
chapa elétrica e retornar à mufla durante 3 a 4 horas, ou até A × 100 = % de amarelo crepúsculo na
que o resíduo esteja branco, ou amarelado. Em seguida, 564 × p amostra em 519 nm
resfriar, gotejar 1 a 2 mL de ácido nítrico e 1 mL de água
em que
e aquecer sobre chapa elétrica até quase secar. Dissolver
os nitratos metálicos com 5 mL de água. Se necessário, p = peso da amostra em gramas na diluição efetuada.
centrifugar. Levar ao espectrofotômetro de absorção
atômica, calibrado previamente e realizar a leitura da Alternativamente pode-se considerar A(1%, 1 cm) = 564
concentração de cada um dos metais. No máximo 0,001% em 481 nm.
(10 ppm) de chumbo, 0,002% (20 ppm) de cobre, 0,025%
(250 ppm) de estanho e 0,005% (50 ppm) de zinco.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Cloretos e sulfatos. Pesar 0,5 g da amostra, dissolver
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
em 200 mL de água, acidificar com 8 mL de ácido nítrico
a 25% (v/v) e titular com nitrato de prata 0,1 M SV em
potenciômetro com eletrodo combinado de prata. Cada mL ROTULAGEM
de nitrato de prata 0,1 M SV equivale a 5,85 mg de NaCl.
Observar a legislação vigente.
Pesar 0,5 g da amostra e dissolver com 100 mL de água
em banho-maria. Adicionar 35 g de cloreto de sódio,
CATEGORIA
isentos de sulfatos e agitar bem. Transferir para balão
volumétrico de 200 mL e completar o volume com solução Corante
saturada de cloreto de sódio. Homogeneizar. Após 1 hora,
filtrar por papel de filtro e transferir alíquota de 100 mL
do filtrado para béquer de 600 mL, diluir até 300 mL com AMARELO CREPÚSCULO LACA DE
água e acidificar com ácido clorídrico SR, adicionando
leve excesso. Aquecer à fervura e gotejar, com agitação,
ALUMÍNIO
25 mL de cloreto de bário a 12% (p/v), ou até que não
ocorra mais precipitação. Deixar em repouso durante Corante constituído principalmente do sal sódico
quatro horas. Separar o sulfato de bário por filtração, lavar do ácido 6-hidroxi-5-[2-(4-sulfofenil)diazenil]-2-
com água quente, secar o papel com o resíduo, transferir naftalenossulfônico (2:1) - amarelo crepúsculo - sobre
para cadinho seco, previamente pesado e calcinar em mufla substrato de alumina. Contém, no mínimo, 95% e, no
a 500 °C durante 1 hora. Resfriar em dessecador e pesar. máximo, 105% do teor de corante declarado no rótulo.
Calcular o teor de sulfatos pela expressão:

N × 0 ,6085 × 100 DESCRIÇÃO


= % sulfatos
p
Características físicas. Pó fino, amarelo-alaranjado.
em que Higroscópico.

N = gramas de sulfato de bário; Solubilidade. Praticamente insolúvel em água e em


p = gramas da amostra usados na precipitação. etanol. Solúvel em hidróxido de sódio M, porém o corante
decompõe-se lentamente em pH alcalino.
No máximo, 5% de cloretos e sulfatos.
a 610 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

IDENTIFICAÇÃO Medir outros 50 mL do filtrado, diluir a 300 mL com


água, acidificar com ácido clorídrico SR e mais 1 mL de
A. O espectro de absorção no visível e no ultravioleta excesso. Aquecer à fervura e gotejar, com agitação, 25 mL
(5.2.14), na faixa de 700 nm a 200 nm, da solução amostra de cloreto de bário a 12% (p/v). Deixar em repouso por
a 0,001% (p/v) em acetato de amônio 0,02 M (pH 5,6), quatro horas. Separar o sulfato de bário por filtração, lavar
previamente solubilizada em hidróxido de sódio M, exibe com água quente, secar o papel com o resíduo, transferir
máximos em cerca de 481, 312, 234 e 211 nm e mínimos para cadinho seco, previamente pesado e calcinar em mufla
em 348 nm, 286 nm e 218 nm, idênticos aos observados no a 500 °C durante 1 hora. Resfriar em dessecador e pesar.
espectro de solução similar de amarelo crepúsculo SQR. Calcular o teor de sulfatos pela expressão:
B. Transferir 0,15 g da amostra para béquer de 60 mL
e dissolver com cerca de 20 mL de ácido acético a 30% N × 0 ,6085 × 100
= % sulfatos
(p/v) a quente, até que fique apenas opalescente. Esfriar p
e dividir a solução em dois tubos de ensaio. A um deles
adicionar 2 mL de solução de morina a 3 mg/mL e etanol, em que
recém preparado. Observar a fluorescência verde que se N = gramas de sulfato de bário;
desenvolve sob luz ultravioleta (254 nm), comparando
com o tubo sem reativo. p = gramas da amostra usados na precipitação;

No máximo, 2% de cloretos e sulfatos.


ENSAIOS DE PUREZA
Perda por dessecação (5.2.9). Pesar cerca de 0,5 g.
Corantes subsidiários. Proceder conforme descrito em Dessecar a amostra a 120 °C por 4 horas ou a 135 °C por 3
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando horas. No máximo 20%.
sílica-gel G, como suporte, e mistura de 1-butanol, etanol,
Resíduo por incineração (5.2.10). Pesar cerca de 0,1 g da
água, hidróxido de amônio (50:25:25:10), como fase
amostra em cadinho previamente seco e pesado e incinerar
móvel. Aplicar, separadamente a placa, 2 µL de cada uma
a 800 °C durante 2 horas. Deve conter entre 40 e 55%.
das soluções recentemente preparadas como descrito a
seguir:
DOSEAMENTO
Solução (1): 0,25 g de amostra em 10 mL de hidróxido de
sódio 0,5 M. Efetuar as diluições como descrito no método A. em
Identificação, e ler a absorvância no pico máximo em cerca
Solução (2): 0,05 g de amarelo crepúsculo padrão em 10 de 481 nm. Calcular o teor do corante pela expressão:
mL de hidróxido de sódio 0,5 M.
A × 100 = % de amarelo crepúsculo na
Solução (3): diluir a Solução (2) de modo a obter uma 564 × p amostra em 481 nm
solução a 0,25 mg/mL, com o mesmo diluente.
em que
Solução (4): diluir a Solução (1) de modo a obter uma
solução a 1,25 mg/mL, com o mesmo diluente. p = peso da amostra em gramas na diluição efetuada.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Alternativamente pode-se considerar A(1%, 1 cm) = 564
secar ao ar. Examinar sob luz ambiente e luz ultravioleta em 481 nm.
(254 nm). A mancha principal obtida com a Solução (1)
corresponde em posição, cor e intensidade aquela obtida
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
com a Solução (2). As manchas secundárias obtidas com
a Solução (1) não devem ser mais intensas do que aquelas Em recipientes perfeitamente fechados, protegidos da luz.
obtidas com a Solução (3) e a Solução (4).(5%).

Alternativamente pode ser empregada mistura de 1-butanol, ROTULAGEM


água, ácido acético glacial (20:12:5) como fase móvel. Em
lugar de sílica-gel G pode ser usado papel cromatográfico, Observar a legislação vigente.
utilizando-se as condições anteriormente descritas e
observando as manchas também por transparência. CATEGORIA
Cloretos e sulfatos. Pesar 10 g da amostra, agitar com 250 Corante.
mL de água, deixando em contato por 30 minutos. Filtrar.
Medir 50 mL do filtrado, equivalente a 2 g da amostra,
diluir para 200 mL com água, acidificar com 8 mL de ácido
nítrico a 25% (v/v) e titular com nitrato de prata 0,1 M SV
em potenciômetro com eletrodo combinado de prata. Cada
mL de nitrato de prata 0,1 M SV equivale a 5,85 mg de
NaCl.
AMIDO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

μm a 35 μm. Os grãos menores agrupam-se, por vezes,


611
aa
assemelhando-se a grãos compostos.
Amylum
Amido de trigo (Figura 5). Duas formas de grãos,
nitidamente diferenciadas e quase sem formas
amido; 00657 intermediárias: grãos grandes, lenticulares, redondos,
Amido ovais e sub-reniformes, algumas vezes fendidos nos
[9005-25-8] bordos; apresentam camadas concêntricas pouco distintas,
assim como o hilo sob a forma de um ponto central ou uma
O amido é obtido dos frutos, raízes e outras partes de simples linha; medem, em média, de 28 μm a 35 μm de
diferentes vegetais. O amido de milho (Zea mays L., diâmetro. Vistos de perfil, são elípticos, alongados, quase
Poaceae), amido de arroz (Oryza sativa L., Poaceae), fusiformes, sulcados por uma fenda, às vezes bastante
amido de trigo (Triticum aestivum L., Poaceae), amido larga. Os grãos menores são arredondados, facetados pela
de mandioca (Manihot utilissima Pohl, Euphorbiaceae) compressão mútua, medindo de 2 μm a 9 μm (5 μm a 7 μm,
e amido de batata (Solanum tuberosum L., Solanaceae) em média) de diâmetro. Também se apresentam em alguns
são considerados oficinais. Amidos obtidos de diferentes grupos de dois a quatro grãos.
origens botânicas podem não ter propriedades idênticas
quando usados para fins farmacêuticos. Quimicamente,
o amido é uma mistura de polímeros que corresponde à
IDENTIFICAÇÃO
fórmula (C6H10O5)n. O amido de milho contém cerca de A. Misturar 1 g da amostra com 2 mL de água fria. Verter
27% de amilose e 73% de amilopectina. sobre 15 mL de água fervente. Ferver, brandamente,
durante 2 minutos, sob agitação. Resfriar. Forma-se
DESCRIÇÃO produto gelatinoso, claro e translúcido.

Características físicas. Pó fino, branco, inodoro e insípido. B. Á mistura gelatinosa obtida no teste A. de Identificação,
Quando examinado em camada fina, não deve apresentar adicionar uma gota de iodo SR. Desenvolve-se coloração
impurezas visíveis ou sujidades. azul, que desaparece pela fervura e retorna pelo
resfriamento.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água fria, etanol
e solventes orgânicos.
ENSAIOS DE PUREZA

DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA pH (5.2.19). 4,5 a 7,0 para amido de milho e 5,0 a 8,0 para
amido de batata. Determinar em 20 g da amostra. Transferir
Amido de arroz (Figura 1). Grãos muito pequenos, a amostra para frasco não metálico e adicionar 100 mL de
poliédricos, com ângulos agudos e arestas retas, água. Forma-se uma pasta. Agitar, continuamente, durante
comumente reunidos em grupos, com diâmetro de 2 μm a 5 minutos, a velocidade moderada.
10 μm (4 μm a 6 μm, em média). Os grãos arredondados
são raros e o hilo frequentemente está ausente ou aparece Substâncias oxidantes. Transferir 4 g da amostra para
como diminuta pontuação. erlenmeyer de 125 mL. Adicionar 50 mL de água. Tampar
e agitar por 5 minutos. Transferir para tubo de centrífuga
Amido de batata (Figura 2). Grãos simples, irregularmente com capacidade de 50 mL e centrifugar. Transferir 30 mL
ovóides ou subesféricos, raramente agrupados aos pares ou do sobrenadante límpido para erlenmeyer de 125 mL.
trios, característicos. Os grãos ovóides são desigualmente Adicionar 1 mL de ácido acético glacial e 1 g de iodeto
alongados ou triangulares, de 30 μm a 100 μm de diâmetro. de potássio. Tampar, agitar e deixar em repouso durante
Os grãos subesféricos medem de 10 μm a 35 μm. O hilo é 30 minutos, ao abrigo da luz direta. Adicionar 1 mL de
redondo, excentricamente disposto na parte mais estreita amido SI e titular com tiossulfato de sódio 0,001 M SV até
do grão, com estrias bem nítidas e concêntricas. desaparecimento da cor azul. Realizar ensaio em branco e
fazer as correções necessárias. Cada mL de tiossulfato de
Amido de mandioca (Figura 3). Os grãos variam de 25 sódio 0,001 M SV equivale a 17 μg de oxidante, calculado
μm a 35 μm de diâmetro, irregularmente arredondados, como peróxido de hidrogênio. No máximo 1,4 mL de
em forma de dedal, de esfera truncada em uma ou várias tiossulfato de sódio 0,001 M SV são consumidos (0,002%).
faces, com hilo pontuado, linear ou estrelado, central e bem
nítido. Dióxido de enxofre. Misturar 20 g da amostra com 200
mL de água até obtenção de suspensão homogênea. Filtrar.
Amido de milho (Figura 4). Mistura de grãos de duas Adicionar à 100 mL do filtrado límpido, 3 mL de amido SI e
formas. Quando provenientes da periferia do albúmen titular com iodo 0,02 M SV até coloração azul permanente.
são poliédricos, fortemente comprimidos, mostrando hilo No máximo 5,4 mL de iodo 0,02 M SV são consumidos
arredondado, rachado ou estelar e medem, em média, 14 (0,008%).
μm a 20 μm de diâmetro. Quando oriundos da parte mais
central do albúmen mostram contorno pouco anguloso, Ferro (5.3.2.4). Dissolver o resíduo obtido em Cinzas
irregularmente arredondado e são alongados, ovóides ou sulfatadas em 8 mL de ácido clorídrico, sob aquecimento
piriformes e com o hilo maior; e medem, em média, 10 suave. Diluir para 100 mL com água e homogeneizar.
Transferir 25 mL para tubo de Nessler, adicionar 12 mL
a 612 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

de água e proceder conforme descrito em Método I. No


máximo 0,002% (20 ppm).
Figura 2 – Amido de batata.

Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da


amostra. Dessecar em estufa a 105 °C, até peso constante.
No máximo 15,0%.

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 2 g da amostra.


No máximo 0,6%.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA


Contagem do múmero total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Bactérias aeróbicas totais: no Figura 3 – Amido de mandioca.
máximo 100 UFC/g. Fungos e leveduras: no máximo 100
UFC/g. Contaminação acentuada por fungos pode acarretar
presença de aflatoxinas no amido.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).


Cumpre o teste.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados, protegidos da umidade. O
rótulo deve indicar a procedência botânica.
Figura 4 – Amido de milho.
ROTULAGEM
Observar a legislação vigente.

CATEGORIA
Adjuvante farmacêutico.

Figura 5 – Amido de trigo.

AMINOFILINA
Aminophyllinum

Figura 1 – Amido de arroz.


O
H
H3C N
N

N . H2N
O N NH2
CH3
2
(C7H8N4O2)2.C2H8N2; 420,43
C7H8N4O2; 180,16
C2H8N2; 60,10
aminofilina; 00685
3,9-Diidro-1,3-dimetil-1H-purina-2,6-diona com
1,2-etanodiamina (2:1)
[317-34-0]
Aminofilina é uma combinação de teofilina e etilenodiamina,
que contém, no mínimo, 84,0% e, no máximo, 87,4%
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No


máximo 0,002% (20 ppm)
613
aa
da quantidade declarada de teofilina (C7H8N4O2) e, no
mínimo, 13,5% e, no máximo, 15,0% de etilenodiamina Água (5.2.20.1). Determinar em 2 g da amostra. No
(C2H8N2), em relação à substância anidra. máximo 1,5%.

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.


DESCRIÇÃO No máximo 0,15%.

Características físicas. Pó ou grânulos brancos ou


levemente amarelados, com leve odor amoniacal e sabor DOSEAMENTO
amargo.
Etilenodiamina
Solubilidade. Muito solúvel em água, praticamente
Dissolver 0,25 g de amostra em 30 mL de água. Titular
insolúvel em etanol absoluto e éter etílico.
com ácido clorídrico 0,1 M SV utilizando 0,1 mL de verde
de bromocresol SI como indicador, até viragem para verde.
IDENTIFICAÇÃO Cada mL de ácido clorídrico 0,1 M SV equivale a 3,005 mg
de etilenodiamina (C2H8N2).
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) do
precipitado obtido no teste B. de Identificação, disperso Teofilina
em brometo de potássio apresenta máximos de absorção
somente nos mesmos comprimentos de onda e com as Empregar um dos métodos descritos a seguir.
mesmas intensidades relativas daqueles observados no A. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
espectro da teofilina SQR, preparada de maneira idêntica. de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
B. Dissolver 0,5 g de amostra em 20 mL de água, adicionar de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 150 mm de
1 mL de ácido clorídrico 3 M, com agitação constante. comprimento por 3,9 mm de diâmetro interno, empacotada
Filtrar e lavar o precipitado com pequenas porções de água com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
fria. Secar a 105°C por 1 hora. O precipitado obtido funde- μm); fluxo da Fase móvel de 1 mL/minuto.
se entre 270°C e 274°C. Fase móvel: misturar 200 mL de metanol, 0,96 g de
C.Transferir 10 mg do precipitado dessecado obtido no teste 1-pentanossulfonato de sódio monoidratado e completar o
B. de Identificação para cápsula de porcelana, adicionar volume para 1000 mL com água. Ajustar o pH em (2,9 ±
1 mL de ácido clorídrico e 0,1 g de cloreto de potássio. 0,1) com ácido acético glacial.
Evaporar em banho-maria até secura. Inverter a cápsula Diluente: mistura de água e metanol (4:1).
sobre um recipiente contendo algumas gotas de hidróxido
de amônio 6 M. O resíduo adquire coloração púrpura, que Solução amostra: transferir 24 mg da amostra, exatamente
desaparece com a adição de soluções alcalinas fixas. pesada, para balão volumétrico de 250 mL, completar o
volume com Diluente e misturar.
D. O precipitado obtido no teste B. de Identificação
responde às reações de xantina (5.3.1.1). Solução padrão: dissolver quantidade, exatamente pesada,
de teofilina SQR no Diluente e diluir adequadamente de
modo a obter solução a 80 μg/mL.
ENSAIOS DE PUREZA
Solução de resolução: preparar solução de teobromina
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
SQR a 80 μg/mL utilizando Solução padrão como
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
diluente. Transferir 20 mL para balão volumétrico de 25
sílica-gel HF254, como suporte, e mistura de solução
mL, completar o volume com Diluente e homogeneizar.
concentrada de amônia, acetona, clorofórmio e 1-butanol
(10:30:30:40), como fase móvel. Aplicar, separadamente Injetar replicatas de 10 µL da Solução de resolução. Os
à placa, 10 μL de cada uma das soluções, recentemente tempos de retenção relativos são de 0,65 para a teobromina
preparadas, descritas a seguir. e 1,0 para a teofilina. A resolução entre os picos de
teobromina e teofilina não é menor que 3,0. O fator de
Solução (1): dissolver 0,2 g da amostra pulverizada em 2
cauda para o pico da teofilina não é maior que 2,0. O
mL de água e diluir para 10 mL com metanol.
desvio padrão relativo das áreas de replicatas dos picos
Solução (2): transferir 0,5 mL da Solução (1) para balão registrados não é maior que 2,0%.
volumétrico de 100 mL e completar o volume com metanol.
Procedimento: injetar, separadamente, 10 µL da Solução
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de teofilina
Qualquer mancha obtida no cromatograma da Solução (1), (C7H8N4O2) na amostra de aminofilina a partir das respostas
diferente da mancha principal, não é mais intensa que a obtidas para teofilina com a Solução padrão e a Solução
mancha obtida no cromatograma da Solução (2) (0,5%). amostra.
a 614 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

B. Dessecar a amostra a 135ºC até peso constante. Pesar


exatamente 0,2 g da amostra, dissolver em 100 mL de
de água e filtrar. A 2 mL do filtrado, adicionar 2 mL de
sulfato cúprico a 1% (p/v) e homogeneizar. Desenvolve-se
água e aquecer, se necessário. Resfriar. Adicionar 20 mL coloração azul-escura.
de nitrato de prata 0,1 M e agitar. Titular com hidróxido de
sódio 0,1 M SV, utilizando1 mL de azul de bromotimol SI
CARACTERÍSTICAS
como indicador. Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M SV
equivale a 18,016 mg de teofilina (C7H8N4O2). Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.

Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.
Em recipientes fechados e protegidos da luz.
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
ROTULAGEM Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Observar a legislação vigente.
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)
CLASSE TERAPÊUTICA Meio de dissolução: água, 900 mL
Broncodilatador. Aparelhagem: pás, 50 rpm

Tempo: 45 minutos
AMINOFILINA COMPRIMIDOS
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio
de dissolução, filtrar e diluir em água até concentração
Contém, no mínimo, 80,6% e, no máximo, 90,8% de adequada. Medir as absorvâncias das soluções em 269
teofilina (C7H8N4O2) e, no mínimo, 10,9% de etilenodiamina nm (5.2.14), utilizando o mesmo solvente para o ajuste do
(C2H8N2), da quantidade declarada de aminofilina. zero. Calcular quantidade de teofilina anidra (C7H8N4O2)
dissolvida no meio, comparando as leituras obtidas com
a da solução de teofilina SQR na concentração de 0,001%
IDENTIFICAÇÃO (p/v), preparada no mesmo solvente.
A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar quantidade
Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade
de pó equivalente a 0,5 g de aminofilina com 20 mL de
declarada de teofilina (C7H8N4O2) se dissolvem em 45
água e filtrar. Adicionar ao filtrado, sob constante agitação,
minutos.
1 mL de ácido clorídrico 2 M, deixar em repouso por alguns
minutos e filtrar. Reservar o filtrado para o teste C. de
Identificação. Lavar o resíduo com pequenas quantidades DOSEAMENTO
de água fria, recristalizar em água quente e secar em estufa
a 105 °C até peso constante. O espectro de absorção no Etilenodiamina
infravermelho (5.2.14) do resíduo, disperso em brometo Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir quantidade
de potássio, apresenta máximos de absorção somente de pó equivalente a 0,3 g de aminofilina para erlenmeyer
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas de 150 mL, dissolver em 20 mL de água e aquecer a 50
intensidades relativas daqueles observados no espectro de °C por 30 minutos, agitando ocasionalmente. Titular com
aminofilina SQR, preparado de maneira idêntica. ácido sulfúrico 0,05 M SV, utilizando solução de verde de
B. O resíduo obtido do teste A. de Identificação funde em bromocresol como indicador, até a mudança de coloração
torno de 271 °C. para azul-esverdeado. Cada mL de ácido sulfúrico 0,05 M
SV equivale a 3,005 mg de etilenodiamina (C2H8N2).
C. Ao filtrado reservado no teste A. de Identificação, adicionar
0,2 mL de cloreto de benzila, alcalinizar com hidróxido de Teofilina
amônio 5 M e agitar vigorosamente. Filtrar e lavar o resíduo Empregar um dos métodos descritos a seguir.
com água fria, recristalizar em mistura de água e etanol
(10:30) e secar em estufa a 100 °C até peso constante. Os A. Proceder conforme descrito em Espectrofotometria
cristais obtidos fundem-se em torno de 250 °C. de absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar e pulverizar,
a pó fino, 20 comprimidos. Transferir quantidade de pó
D. Dissolver 10 mg do resíduo obtido no teste A. de equivalente a 80 mg de aminofilina [(C7H8N4O2)2.C2H8N2]
Identificação em 1 mL de ácido clorídrico. Adicionar 0,1 para balão volumétrico de 200 mL. Adicionar 20 mL
g de cloreto de potássio e evaporar até a secura. Obtém-se de hidróxido de sódio 0,1 M e 60 mL de água e agitar
resíduo avermelhado, que se torna roxo sob a exposição de mecanicamente por 10 minutos. Completar o volume com
vapor de amônia. água, homogeneizar e filtrar. Transferir 5 mL do filtrado
E. Pesar e pulverizar os comprimidos. Misturar quantidade para balão volumétrico de 200 mL e completar o volume
de pó equivalente a 0,25 g de aminofilina com 5 mL com hidróxido de sódio 0,01 M SV, obtendo concentração
de 0,001% (p/v). Medir a absorvância da solução
resultante em 275 nm, utilizando hidróxido sódio 0,01 M
SV para ajuste do zero. Calcular a quantidade de teofilina
DESCRIÇÃO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 615
aa
(C7H8N4O2) nos comprimidos considerando A (1% 1 cm) = Características físicas. Pó ou cristais brancos a creme.
650, em 250 nm, em hidróxido sódio 0,01 M SV. Inodoro, sabor alcalino levemente agridoce. É um pouco
higroscópico. Suas soluções decompõem-se lentamente e
B. Pesar e pulverizar, a pó fino, 20 comprimidos. Transferir escurecem.
quantidade de pó equivalente a 2 g de aminofilina
[(C7H8N4O2)2.C2H8N2] para balão volumétrico de 200 mL, Solubilidade. Facilmente solúvel em água. Ligeiramente
com o auxílio de uma mistura de 50 mL de água e 15 mL de solúvel em etanol.
hidróxido de amônio 6 M e deixar com agitação ocasional
Informação adicional. Preparar as soluções de
durante 30 minutos, aquecendo a 50 °C se necessário, para
aminossalicilato de cálcio dentro de 24 horas do uso. Não
dissolver a aminofilina. Esfriar a mistura à temperatura
usar as soluções se sua cor for mais escura do que a de uma
ambiente, se tiver sido aquecida, adicionar água, completar
solução recentemente preparada.
o volume e homogeneizar. Centrifugar cerca de 50 mL
da mistura, pipetar a porção clara do sobrenadante,
equivalente a 250 mg de aminofilina, para um erlenmeyer IDENTIFICAÇÃO
de 250 mL e diluir com água, se necessário, para perfazer
cerca de 40 mL. Adicionar 8 mL de hidróxido de amônio 6 A. Dissolver cerca de 3 g da amostra em 50 mL de água,
M e 20 mL de nitrato de prata 0,1 M SV, aquecer à ebulição adicionar ácido acético gota a gota até que a mistura seja
por 15 minutos. Esfriar entre 5 °C e 10 °C por 20 minutos nitidamente ácida. Filtrar com sucção, retendo o filtrado
e filtrar, preferencialmente através de cadinho sob pressão para o teste C. de Identificação. Lavar o precipitado com
reduzida. Lavar o precipitado com três porções de 10 mL várias pequenas porções de água e secar a vácuo sobre
de água. Acidificar o filtrado combinado e as lavagens com pentóxido de fósforo. Colocar cerca de 1 g do ácido
ácido nítrico e adicionar 3 mL do ácido. Esfriar, adicionar aminossalicílico assim obtido em balão pequeno de fundo
2 mL de sulfato férrico amoniacal SR e titular o excesso de redondo e adicionar 10 mL de anidrido acético. Aquecer o
nitrato de prata com tiocianato de amônio 0,1 M SV. Cada balão de fundo redondo em banho-maria por 30 minutos,
mL de nitrato de prata 0,1 M SV equivale a 18,016 mg de adicionar 40 mL de água, misturar, filtrar e resfriar. Deixar
teofilina (C7H8N4O2). em repouso até que o derivado diacetílico precipite.
Recolher o precipitado em um filtro, lavar bem com água
e secar a 105 °C por 1 hora. O derivado diacetílico obtido
EMBALAGEM funde entre 191 °C e 197 °C.
Em recipientes bem fechados B. Agitar 0,1 g do ácido aminossalicílico obtido no teste
A. de Identificação com 10 mL de água e filtrar. A 5 mL
ROTULAGEM do filtrado adicionar uma gota de cloreto férrico SR.
Desenvolve-se coloração violeta.
Observar a legislação vigente
C. O filtrado obtido no teste A. de Identificação responde
às reações do íon cálcio (5.3.1.1).
AMINOSSALICILATO DE CÁLCIO D. Dissolver 0,25 g do ácido aminossalicílico obtido
Calcii aminosalicylas no teste A. de Identificação em 3 mL de hidróxido de
sódio SR, transferir para balão volumétrico de 500 mL,
completar o volume com água e misturar. Transferir 5 mL
dessa solução para balão volumétrico de 250 mL contendo
12,5 mL de tampão fosfato pH 7,0, completar o volume
com água e misturar. Esta solução, quando comparada em
cubetas de 1 cm, com espectrofotômetro adequado, contra
branco do mesmo tampão e na mesma concentração,
apresenta absorvâncias máximas a (265 ± 2) nm e a (299
± 2) nm e a razão entre os valores de absorvância medidos
em 265 nm e 299 nm está compreendida entre 1,50 e 1,56.

ENSAIOS DE PUREZA
C14H12CaN2O6; 344,33 Aspecto da solução. Uma solução de 1 g da amostra
aminossalicilato de cálcio; 00695 em 50 mL de água apresenta turbidez (5.2.25) não mais
Sal de cálcio do ácido 4-amino-2-hidroxibenzoico (1:2) intensa do que aquela produzida pela adição de 100 µL de
[133-15-3] ácido clorídrico diluído 1:600 a uma mistura de 48 mL de
água, 1 mL de ácido nítrico e 1 mL de nitrato de prata SR,
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 100,5% de sendo as comparações feitas em provetas de vidro iguais,
C14H12CaN2O6, em relação à substância anidra. examinando horizontalmente contra um fundo branco e um
fundo preto.
a 616 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Aspecto da solução em ácido nítrico diluído. 1 g da


amostra dissolve-se em 50 mL de ácido nítrico diluído
DOSEAMENTO

resultando solução límpida (5.2.25) que tem, no máximo, Dissolver, exatamente, cerca de 0,35 g da amostra em cerca
cor leve. de 25 mL de água e deixar em repouso por 10 minutos,
com agitação ocasional. Adicionar 25 mL de ácido acético
pH. (5.2.19). 6,0 a 8,0. Determinar em solução aquosa a glacial e 20 mL de solução de brometo de potássio 1:4.
1:50. Resfriar a 15 °C, adicionar 5 mL de ácido clorídrico e
imediatamente titular com nitrito de sódio 0,1 M SV,
Sulfeto de hidrogênio e dióxido de enxofre. Dissolver agitando vigorosamente. Determinar potenciometricamente
cerca de 0,5 g da amostra em 5 mL de água, adicionar 5 a viragem, usando sistema de eletrodos adequado. Cada
mL de ácido clorídrico diluído e agitar vigorosamente. Não mL de nitrito de sódio 0,1 M SV equivale a 17,22 mg de
é perceptível odor de sulfeto de hidrogênio nem dióxido de C14H12CaN2O6.
enxofre e há, no máximo, leve odor de álcool amílico. Um
pedaço de papel de filtro umedecido de acetato de chumbo
SR colocado sobre a mistura não se descora. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

m-aminofenol. Pesar, exatamente, quantidade calculada Em recipientes herméticos e opacos.


com base no Doseamento, equivalente a 0,562 g de
aminossalicilato de cálcio anidro (0,5 g de ácido ROTULAGEM
aminossalicílico) e colocar em balão volumétrico de 100
mL. Adicionar 1,8 mL de hidróxido de sódio SR e diluir Observar a legislação vigente.
com água para cerca de 80 mL. Adicionar 10 mL de ácido
sulfúrico diluído (1:10), completar o volume com água e
misturar. Dentro de 2 minutos e meio a partir do tempo CLASSE TERAPÊUTICA
em que o ácido foi adicionado, transferir 5 mL dessa Antibacteriano (tuberculostático).
solução para um segundo balão volumétrico de 100 mL,
mergulhado em um banho de gelo e contendo 50 mL de
água a temperatura de 0 °C a 5 °C e adicionar 2,5 mL de AMOXICILINA E CLAVULANATO DE
solução de nitrito de sódio (1:100). Misturar e deixar em
repouso em banho de gelo por 3 minutos ± 5 segundos. POTÁSSIO COMPRIMIDOS
Adicionar 25 mL de carbonato de sódio SR, misturar e
colocar o balão em banho-maria a 25 °C por 15 minutos. Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% das
Completar o volume com água, misturar e deixar a solução quantidades declaradas de amoxicilina (C16H19N3O5S) e de
repousar a 25 °C por 3 horas. Determinar a absorvância clavulanato de potássio (C8H8KNO5).
da solução sobrenadante límpida, em cubeta de 1 cm, no
máximo observado na zona do espectro entre 425 nm e
435 nm, com espectrofotômetro adequado, usando água IDENTIFICAÇÃO
como branco. Calcular a porcentagem de m-aminofenol na
Os tempos de retenção dos picos principais do cromatograma
amostra pela fórmula:
da Solução amostra, obtida em Doseamento, correspondem
(A - 0,320) / 1,09 àqueles dos picos principais da Solução padrão.

em que
CARACTERÍSTICAS
A = absorvância da solução;
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste
0,320 = fator de correção da absorvância que representa
a cor produzida por outros fatores e não pela reação de Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
m-aminofenol inicialmente presente;
1,09 = fator de conversão da absorvância em porcentagem Teste de desintegração (5.1.4.1). No máximo 45 minutos.
de m-aminofenol. Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Permite-se, no máximo, 0,20% de m-aminofenol.
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)
Cloretos (5.3.2.1). 0,5 g da amostra apresenta menos
cloreto que o correspondente a 0,3 mL de ácido clorídrico Meio de dissolução: água, 900 mL
0,02 M SV. No máximo 0,04% (400 ppm).
Aparelhagem: pás, 75 rpm
Metais pesados (5.3.2.3). No máximo 0,003% (30 ppm).
Tempo: 30 minutos
Água (5.2.20.1). Entre 12,5% e 14,5%.
Procedimento: imediatamente após o teste, retirar alíquota
do meio de dissolução e diluir, se necessário, em água
até concentração adequada. Proceder conforme descrito
em Doseamento. Calcular as quantidades de amoxicilina
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

que 1,5. A resolução entre os picos de amoxicilina e ácido


clavulânico não é menor que 3,5. O desvio padrão relativo
617
aa
(C16H19N3O5S) e de clavulanato de potássio (C8H8KNO5) das áreas de replicatas dos picos registrados não é maior
dissolvidas no meio, comparando as respostas obtidas que 2,0%.
com as da solução de amoxicilina SQR e clavulanato de
lítio SQR nas concentrações de 0,05% (p/v) e 0,02% (p/v) Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL das Soluções
respectivamente, preparadas no mesmo solvente. padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as
áreas sob os picos. Calcular os teores de amoxicilina e
Tolerância: não menos que 85% (Q) da quantidade clavulanato de potássio na amostra a partir das respostas
declarada de amoxicilina (C16H19N3O5S) e não menos obtidas com as Soluções padrão e amostra.
que 80% (Q) da quantidade declarada de clavulanato de
potássio (C8H8KNO5) se dissolvem em 30 minutos.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

ENSAIOS DE PUREZA Em recipientes bem fechados.

Água (5.2.20.1). No máximo 7,5%, se a quantidade


ROTULAGEM
rotulada de amoxicilina for de até 250 mg. No máximo
10,0%, se a quantidade rotulada de amoxicilina for maior Observar a legislação vigente.
que 250 mg e menor que 500 mg. No máximo 11,0%, se a
quantidade rotulada de amoxicilina for superior a 500 mg.
AMOXICILINA E CLAVULANATO
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA DE POTÁSSIO PÓ PARA SOLUÇÃO
INJETÁVEL
Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% das
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
quantidades declaradas de amoxicilina (C16H19N3O5S) e de
Cumpre o teste.
clavulanato de potássio (C8H8KNO5).

DOSEAMENTO
IDENTIFICAÇÃO
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
Os tempos de retenção dos picos principais do cromatograma
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
da Solução amostra, obtida em Doseamento, correspondem
de detector ultravioleta a 220 nm; coluna de 300 mm de
àqueles dos picos principais da Solução padrão.
comprimento e 4 mm de diâmetro interno empacotada com
sílica ligada a grupo octadecilsilano (3µm a 10 μm); fluxo
da Fase móvel de 2,0 mL/minuto. CARACTERÍSTICAS
Tampão pH 4,4: dissolver 7,8 g de fosfato de sódio Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
monobásico em 900 mL de água. Ajustar o pH para 4,4 ±
0,1 com ácido fosfórico ou hidróxido de sódio. Completar Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste.
para 1000 mL com água e homogeneizar. Determinar na solução injetável reconstituída conforme
indicado no rótulo.
Fase móvel: mistura de Tampão pH 4,4 e metanol (95:5)
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Solução amostra: dissolver não menos que 10 comprimidos
em água, em balão de volume que resulte em concentração
ENSAIOS DE PUREZA
não superior, em amoxicilina, a 3 mg/mL, com agitação
durante 30 minutos. Filtrar ou centrifugar e diluir alíquota pH (5.2.19). 8,0 a 10,0. Determinar na solução reconstituída
da solução límpida resultante, com água, até obter contendo o equivalente a 10% (p/v) de amoxicilina.
concentração de amoxicilina em 0,5 mg/mL. Utilizar esta
solução em até uma hora. Água (5.2.20.1). Determinar em 0,5 g. No máximo 3,5%.

Solução padrão: Dissolver quantidades exatamente


pesadas de amoxicilina SQR e clavulanato de lítio SQR TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
em água de modo a obter uma solução contendo 0,5 mg/
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste.
mL e 0,2 mg/mL, respectivamente.
Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). Dissolver o conteúdo
Injetar replicatas de 20 μL da Solução padrão. A eficiência
do frasco ampola em Água para reagente LAL de modo a
da coluna, determinada para cada analito, não é menor que
obter uma solução a 10 mg/mL de amoxicilina. No máximo
550 pratos teóricos. Os tempos de retenção relativos são
2,5 UE/mL desta solução.
cerca de 0,5 para ácido clavulânico e 1,0 para amoxicilina.
O fator de cauda para o pico de cada analito não é maior
a 618 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

DOSEAMENTO TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA


Proceder conforme descrito em Doseamento da monografia Contagem do número total de micro-organismos
Amoxicilina e clavulanato de potássio comprimidos. mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Preparar a Solução amostra como descrito a seguir.
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
Solução amostra: misturar os conteúdos de 10 unidades. Cumpre o teste.
Transferir quantidade do pó equivalente a 0,1 g de
amoxicilina para balão volumétrico de 200 mL, adicionar
DOSEAMENTO
água até a dissolução e completar o volume com o mesmo
solvente. Homogeneizar. Utilizar esta solução em até uma Proceder conforme descrito em Doseamento da monografia
hora. de Amoxicilina e clavulanato de potássio comprimidos.
Preparar a Solução amostra como descrito a seguir.
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL da Solução
padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas Solução amostra: reconstituir o pó para suspensão oral
e medir as áreas sob os picos. Calcular as quantidades de conforme indicado no rótulo. Diluir quantitativamente um
amoxicilina e clavulanato de potássio na amostra a partir volume da suspensão em água de modo a obter solução
das respostas obtidas com a Solução padrão e a Solução contendo 0,5 mg/mL de amoxicilina. Agitar mecanicamente
amostra. por 10 minutos e filtrar. Utilizar esta solução em até uma
hora.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL da Solução
Em recipientes bem fechados. padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
e medir as áreas sob os picos. Calcular as quantidades de
amoxicilina e clavulanato de potássio na amostra a partir
ROTULAGEM das respostas obtidas com a Solução padrão e a Solução
amostra.
Observar a legislação vigente.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
AMOXICILINA E CLAVULANATO DE
Em recipientes bem fechados.
POTÁSSIO PÓ PARA SUSPENSÃO ORAL
ROTULAGEM
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% das
quantidades declaradas de amoxicilina (C16H19N3O5S) e de Observar a legislação vigente.
clavulanato de potássio (C8H8KNO5).

IDENTIFICAÇÃO
AMOXICILINA TRI-HIDRATADA
Amoxicillinum trihydricum
Os tempos de retenção dos picos principais do cromatograma
da Solução amostra, obtida em Doseamento, correspondem
àqueles dos picos principais da Solução padrão. HO
O
CARACTERÍSTICAS H H
N S
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste. H CH3
Determinar na suspensão oral reconstituída conforme
NH2
indicado no rótulo. N CH3
O
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. COOH
C16H19N3O5S; 365,40
ENSAIOS DE PUREZA C16H19N3O5S.3H2O; 419,45
amoxicilina; 00734
Água (5.2.20.1). No máximo 7,5%, se a quantidade amoxicilina tri-hidratada; 00736
rotulada de amoxicilina após reconstituição for de até 40 Ácido (2S,5R,6R)-6-[[(2R)-2-amino-2-(4-hidroxifenil)
mg/mL. No máximo 10,0%, se a quantidade rotulada de acetil]amino]-3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]
amoxicilina após reconstituição for maior que 40 mg/mL e heptano-2-carboxílico
menor que 50 mg/mL. No máximo 11,0%, se a quantidade [26787-78-0]
rotulada de amoxicilina após reconstituição for maior que
50 mg/mL e menor que 80 mg/mL. No máximo 12,0%, se a
quantidade rotulada de amoxicilina após reconstituição for
superior a 80 mg/mL.
Ácido(2S,5R,6R)-6-[[(2R)-2-amino-2-(4-hidroxifenil)
acetil]amino]-3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]
ENSAIOS DE PUREZA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 619
aa
heptano-2-carboxílico hidratado (1:3) Cristalinidade. Suspender algumas partículas da amostra
[61336-70-7] em óleo mineral, transferir para uma lâmina de vidro e
examinar por meio de microscópio dotado de luz polarizada.
Apresenta potência de, no mínimo, 900 µg e, no máximo, As partículas exibem birrefringência, que se extingue ao
1050 µg de amoxicilina (C16H19N3O5S) por miligrama, em movimentar a amostra por meio de ajuste micrométrico.
relação à substância anidra. pH (5.2.19). 3,5 a 6,0. Determinar em solução aquosa a
0,2% (p/v).
DESCRIÇÃO
Água (5.2.20.1). 11,5% a 14,5%. Determinar em 0,3 g de
Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase amostra.
branco.
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.
Solubilidade. Pouco solúvel em água, etanol e metanol. No máximo 1%.
Insolúvel em benzeno, hexano, acetato de etila,
clorofórmio, éter etílico e acetonitrila. Solúvel em soluções DOSEAMENTO
de hidróxidos alcalinos.
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
Constantes físico-químicas
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
Poder rotatório específico (5.2.8): +290º a +315º, em de antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar,
relação à substância anidra. Determinar em solução a 0,2% utilizando cilindros.
(p/v) em água isenta de dióxido de carbono.
Micro-organismo: Micrococcus luteus ATCC 9341.
IDENTIFICAÇÃO Meios de cultura: meio número 1, para manutenção
dos micro-organismos; solução salina estéril, para a
O teste de identificação A. pode ser omitido se forem
padronização do inóculo e meio número 11, para a camada
realizados os testes B. e C.
base e camada de inóculo na placa.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
Solução amostra: pesar quantidade da amostra equivalente
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
a 100 mg de amoxicilina e transferir para um balão
máximos de absorção somente nos mesmos comprimidos
volumétrico de 100 mL. Completar com água e agitar por
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
cerca de 30 minutos. Transferir 1 mL desta solução para
observados no espectro de amoxicilina tri-hidratada SQR,
balão volumétrico de 100 mL, completar com solução
preparado de maneira idêntica.
tampão fosfato de potássio, estéril, pH 8,0 (solução 2) e
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa agitar. Diluir, sucessivamente, até as concentrações de
de 200 a 400 nm, de solução a 0,02% (p/v), em etanol, 0,05 µg/mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/mL, utilizando solução
exibe máximos em 230 nm e em 274 nm, idênticos aos tampão fosfato de potássio, estéril, pH 8,0 (solução 2)
observados em solução similar de amoxicilina tri-hidratada como diluente.
SQR.
Solução padrão: pesar quantidade de amoxicilina tri-
C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em hidratada SQR equivalente a 25 mg de amoxicilina e
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G 60, como transferir para balão volumétrico de 50 mL. Completar
suporte, e mistura de metanol, clorofórmio, água e acetona o volume com água. Transferir 1 mL desta solução para
(9:8:3:1), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com
placa, 5 µL de cada uma das soluções descritas a seguir, solução tampão fosfato de potássio, estéril, pH 8,0 (solução
que devem ser usadas em, no máximo, 10 minutos após 2) e agitar. Diluir, sucessivamente, até as concentrações de
sua preparação: 0,05 µg/mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/mL, utilizando solução
tampão fosfato de potássio, estéril, pH 8,0 (solução 2)
Solução (1): solução a 4 mg/mL da amostra em ácido como diluente.
clorídrico 0,1 M.
Procedimento: adicionar 21 mL de meio de cultura número
Solução (2): solução a 4 mg/mL de amoxicilina tri- 11 em cada placa, esperar solidificar, adicionar 4 mL de
hidratada SQR em ácido clorídrico 0,1 M. inóculo a 0,5% e proceder conforme descrito em Ensaio
microbiológico de antibióticos (5.5.3.3.1), adicionando aos
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar cilindros, 0,2 mL das soluções recentemente preparadas.
secar ao ar. Nebulizar com ninidrina SR. Aquecer a placa Calcular a potência da amostra, em µg de amoxicilina por
em estufa a 110 ºC por 15 minutos. A mancha principal miligrama, a partir da potência do padrão e das respostas
obtida com a Solução (1) corresponde em posição, cor e obtidas com as Soluções padrão e amostra.
intensidade àquela obtida com a Solução (2).
a 620 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

B. Por método iodométrico. Dissolver e diluir padrão


e amostra de amoxicilina tri-hidratada em água, até
diluentes e secantes adequados, incluídos em cápsulas de
gelatina.
concentração de, aproximadamente, 1,25 mg/mL.
Transferir 2 mL da solução padrão para erlenmeyer com
tampa esmerilhada e adicionar 2 mL de hidróxido de sódio IDENTIFICAÇÃO
M. Agitar e deixar em repouso por 15 minutos. Adicionar A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
2 mL de ácido clorídrico 1,2 M e 10 mL de iodo 0,01 M de 200 nm a 400 nm, de solução a 0,02% (p/v) em etanol,
SV. Deixar em repouso, por 15 minutos, ao abrigo da luz. exibe máximos em 230 nm e em 274 nm, idênticos aos
Titular com tiossulfato de sódio 0,01 M SV. Próximo ao observados no espectro de solução similar de amoxicilina
ponto final, adicionar tres gotas de amido SI e prosseguir tri-hidratada SQR.
com a titulação até o desaparecimento da cor azul. Proceder
ao mesmo ensaio com a solução amostra. Realizar prova B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
em branco, da amostra e do padrão, por meio da titulação camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G 60, como
de 2 mL de ambas soluções, adicionadas de 10 mL de iodo suporte, e mistura de metanol, clorofórmio, água e acetona
0,01 M SV e 0,1 mL de ácido clorídrico M. Próximo ao (9:8:3:1), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à
ponto final, adicionar tres gotas de amido SI e prosseguir placa, 5 µL de cada uma das soluções descritas a seguir,
com a titulação até o desaparecimento da cor azul. Titular que devem ser usadas, no máximo, 10 minutos após sua
com tiossulfato de sódio 0,01 M SV. Calcular a potência da preparação:
amostra segundo a fórmula a seguir:
Solução (1): solução a 0,4% (p/v) da amostra em ácido
clorídrico 0,1 M.

Solução (2): solução a 0,4% (p/v) de amoxicilina tri-


Em que: hidratada SQR em ácido clorídrico 0,1 M.

P = potência da amostra (µg/mg); Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


Vba = volume de titulante gasto na titulação do branco da secar ao ar e nebulizar com ninidrina SR. Aquecer em estufa
amostra (mL); a 110 °C por 15 minutos. A mancha principal obtida com
a Solução (1) corresponde em posição, cor e intensidade
Va = volume de titulante gasto na titulação da amostra
àquela obtida com a Solução (2).
(mL);
Vbp = volume de titulante gasto na titulação do branco
do padrão (mL); CARACTERÍSTICAS
Vp = volume de titulante gasto na titulação do padrão Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
(mL);
Pó = potência do padrão (µg/mg); Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste
Pp = peso do padrão (mg);
Pa = peso da amostra (mg). TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)
Meio de dissolução: água, 900 mL
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Aparelhagem: cestas, 100 rpm
Em recipientes perfeitamente fechados, em temperatura
entre 15 ºC a 25 ºC. Tempo: 90 minutos

Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio


ROTULAGEM de dissolução, filtrar e diluir em água até concentração
adequada. Medir as absorvâncias das soluções em 272
Observar a legislação vigente. nm (5.2.14), utilizando o mesmo solvente para ajuste do
zero. Calcular a quantidade de C16H19N3O5S dissolvida no
CLASSE TERAPÊUTICA meio, comparando as leituras obtidas com a da solução de
amoxicilina tri-hidratada SQR na concentração de 0,01%
Antibiótico. (p/v), preparada no mesmo solvente.

Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade


AMOXICILINA TRI-HIDRATADA declarada de C16H19N3O5S se dissolvem em 90 minutos.
CÁPSULAS
ENSAIOS DE PUREZA
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% da Água (5.2.20.1). Determinar em 0,3 g da amostra. No
quantidade declarada de C16H19N3O5S. As cápsulas de máximo 14,5%.
amoxicilina tri-hidratada são constituídas de amoxicilina
tri-hidratada com ou sem, um ou mais, agentes lubrificantes,
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
621
aa
Contagem de micro-organismos viáveis totais Em recipientes perfeitamente fechados, em temperatura
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste entre 15 °C a 25 °C.

Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).


Cumpre o teste. ROTULAGEM
Observar a legislação vigente.
DOSEAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir. AMOXICILINA TRI-HIDRATADA PÓ
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico PARA SUSPENSÃO ORAL
de antibióticos (5.5.3.3) pelo método de difusão em ágar,
utilizando cilindros.
Amoxicilina tri-hidratada pó para suspensão oral é uma
Micro-organismo: Micrococcus luteus ATCC 9341. mistura de um ou mais agentes adequados para suspensão,
contendo ou não corantes, aromatizantes, conservantes,
Meios de cultura: meio de cultura número 1, para tampões, adoçantes e estabilizantes. Contém, no mínimo
manutenção do micro-organismos; solução salina estéril, 90,0% e, no máximo, 120,0% da quantidade declarada de
para a padronização do inóculo; meio de cultura número C16H19N3O5S. A amoxicilina tri-hidratada empregada na
11, para a camada base e camada de inóculo na placa. produção cumpre as especificações descritas na monografia
Amoxicilina tri-hidratada.
Solução amostra: remover o conteúdo das cápsulas e pesá-
las exatamente. Homogeneizar o conteúdo. Transferir
quantidade do pó equivalente a 0,1 g de amoxilicina para IDENTIFICAÇÃO
balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com
água e agitar por cerca de 30 minutos. Transferir 1 mL desta Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada
solução para balão volumétrico de 100 mL, completar com delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G 60, como
Tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução suporte, e mistura de metanol, clorofórmio, água e acetona
2) e agitar. Diluir, sucessivamente, até as concentrações de (9:8:3:1), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à
0,05 µg/mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/mL, utilizando Tampão placa, 5 µL de cada uma das soluções descritas a seguir,
fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2) como que devem ser usadas, no máximo, 10 minutos após sua
diluente. preparação.

Solução padrão: pesar quantidade de amoxicilina tri- Solução (1): solução a 0,4% (p/v) da amostra em ácido
hidratada SQR equivalente a 25 mg de amoxicilina, clorídrico 0,1 M.
transferir para balão volumétrico de 50 mL e completar o Solução (2): solução a 0,4% (p/v) de amoxicilina tri-
volume com água. Transferir 1 mL da solução obtida para hidratada SQR em ácido clorídrico 0,1 M.
balão volumétrico de 100 mL, completar o volume com
Tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
2) e agitar. Diluir, sucessivamente, até as concentrações de secar ao ar e nebulizar com ninidrina SR. Aquecer em estufa
0,05 µg/mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/mL, utilizando Tampão a 110 °C por 15 minutos. A mancha principal obtida com
fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2) como a Solução (1) corresponde em posição, cor e intensidade
diluente. àquela obtida com a Solução (2).
Procedimento: adicionar 21 mL de meio de cultura número
11 em cada placa, esperar solidificar, adicionar 4 mL de CARACTERÍSTICAS
inóculo a 0,5% e proceder conforme descrito em Ensaio
microbiológico de antibióticos (5.5.3.3.1), adicionando aos pH (5.2.19). 5,0 a 7,5. Determinar na suspensão
cilindros, 0,2 mL das soluções recentemente preparadas. reconstituída, conforme indicado no rótulo.
Calcular a potência da amostra, em mg de amoxicilina Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
por cápsula, a partir da potência do padrão e das respostas
obtidas com a Solução padrão e com a Solução amostra. Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste para
Produtos líquidos em recipientes para doses múltiplas.
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico de Determinar na suspensão reconstituída conforme indicado
antibióticos (5.3.3.10). Remover o conteúdo das cápsulas no rótulo.
e pesá-las. Homogeneizar o conteúdo das cápsulas.
Transferir quantidade do pó, exatamente pesado, para
frasco volumétrico e diluir em água de modo a obter ENSAIOS DE PUREZA
solução de amoxicilina tri-hidratada a 1,25 mg/mL. Agitar
Água (5.2.20.1). No máximo 3,0%. Determinar em 0,3 g
de 3 a 5 minutos. Preparar solução padrão nas mesmas
da amostra.
condições.
a 622 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA ROTULAGEM


Contagem de micro-organismos viáveis totais Observar a legislação vigente.
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).


AMPICILINA
Cumpre o teste.
Ampicillinum

DOSEAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir. O
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico H H
de antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar, N S
H CH3
utilizando cilindros. NH2
N CH3
Micro-organismo: Micrococcus luteus ATCC 9341. O
Meios de cultura: meio número 1, para manutenção
COOH
do micro-organismos; solução salina estéril, para a
padronização do inóculo e meio número 11, para a camada C16H19N3O4S; 349,40
base e camada de inóculo na placa. ampicilina; 00738
Ácido (2S,5R,6R)-6-[[(2R)-2-amino-2-fenilacetil]amino]-
Solução amostra: transferir o equivalente a 250 mg de 3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]heptano-2-
amoxilicina para um balão volumétrico de 250 mL. carboxílico
Completar com água e agitar por cerca de 30 minutos. [69-53-4]
Transferir 1 mL desta solução para balão volumétrico
de 100 mL, completar com Tampão fosfato de potássio, Apresenta potência de, no mínimo, 900 μg e, no máximo,
estéril, pH 8,0 (Solução 2) e agitar. Diluir, sucessivamente, 1050 μg de C16H19N3O4S por miligrama, em relação à
até as concentrações de 0,05 µg/mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/ substância anidra.
mL, utilizando Tampão fosfato de potássio, estéril, pH 8,0
(Solução 2) como diluente.
DESCRIÇÃO
Solução padrão: pesar quantidade de amoxicilina tri-
hidratada SQR equivalente a 25 mg de amoxicilina e Características físicas. Pó cristalino branco a levemente
transferir para balão volumétrico de 50 mL. Completar o amarelado.
volume com água. Transferir 1 mL desta solução para balão Solubilidade. Pouco solúvel em água e metanol,
volumétrico de 100 mL, completar o volume com Tampão praticamente insolúvel em acetona, clorofórmio, etanol
fosfato de potássio, estéril, pH 8,0 (Solução 2) e agitar. absoluto e éter etílico, insolúvel em benzeno e tetracloreto
Diluir, sucessivamente, até as concentrações de 0,05 µg/ de carbono. Solúvel em soluções ácidas e alcalinas diluídas.
mL, 0,10 µg/mL e 0,20 µg/mL, utilizando Tampão fosfato
de potássio, estéril, pH 8,0 (Solução 2) como diluente. Constantes físico-químicas
Procedimento: adicionar 21 mL de meio de cultura número Faixa de fusão (5.2.2): 199 °C a 202 °C.
11 em cada placa, esperar solidificar, adicionar 4 mL de
inóculo a 0,5% e proceder conforme descrito em Ensaio Poder rotatório específico (5.2.8): +280° a +305°, em
microbiológico de antibióticos, adicionando aos cilindros, relação à substância anidra. Determinar em solução a
0,2 mL das soluções recentemente preparadas. Calcular a 0,25% (p/v).
potência da amostra, em mg de amoxicilina por mililitro, a
partir da potência do padrão e das respostas obtidas com as IDENTIFICAÇÃO
Soluções padrão e amostra.
O teste de identificação A. pode ser omitido se forem
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico de realizados os testes B. e C. Os testes de identificação B. e
antibióticos (5.3.3.10). Reconstituir o conteúdo conforme C. podem ser omitidos se for realizado o teste A.
indicado pelo produtor. Transferir quantidade do pó,
exatamente pesado, para balão volumétrico e diluir em A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
água de modo a obter solução de amoxicilina tri-hidratada amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
a 1,25 mg/mL. Agitar de 3 a 5 minutos. Preparar solução máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
padrão nas mesmas condições. de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
observados no espectro de ampicilina SQR, preparado de
maneira idêntica.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
Em recipientes perfeitamente fechados, em temperatura
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel H, como
entre 15 °C a 25 °C.
suporte, e mistura de acetona e acetato de amônio a 15,4%
(p/v) com pH ajustado para 5,0 com ácido acético glacial
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Procedimento: injetar, separadamente, 1 μL da Solução


de dimetilanilina e 1 μL da Solução amostra, registrar
623
aa
(10:90), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, os cromatogramas e medir as áreas sob os picos
2 μL de cada uma das soluções, recentemente preparadas, correspondentes à dimetilanilina e ao naftaleno. A área
descritas a seguir. sob o pico relativo à dimetilanilina, obtido com a Solução
amostra, não é superior à área sob o pico principal obtido
Solução (1): solução a 2,5 mg/mL da amostra em com a Solução de dimetilanilina (0,02%).
bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v).
Água (5.2.20.1). No máximo 2,0%.
Solução (2): solução a 2,5 mg/mL de ampicilina SQR em
bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v). Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,5%.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
secar ao ar. Expor a vapores de iodo até aparecimento das
manchas. A mancha principal obtida no cromatograma com TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
a Solução (1) corresponde em posição, cor e intensidade
Ampicilina destinada à produção de preparações parenterais
àquela obtida com a Solução (2).
cumpre com os seguintes testes adicionais.
C. Transferir cerca de 2 mg da amostra para tubo de
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste. Dissolver 6 g
ensaio. Umedecer com 0,05 mL de água. Adicionar 2 mL
da amostra em 800 mL de Fluido II contendo quantidade
de mistura de solução de formaldeído e ácido sulfúrico
suficiente de β-lactamase para inativar a ampicilina, agitar
(2:100) e agitar. A solução é praticamente incolor. Aquecer
até total solubilização e proceder conforme descrito em
em banho-maria por 1 minuto. Desenvolve-se coloração
Método de filtração em membrana.
amarela escura.
Pirogênio (5.5.2.1). Cumpre o teste. Injetar 1 mL/kg de
ENSAIOS DE PUREZA ampicilina a 2 mg/mL em hidróxido de sódio 0,05 M.

pH (5.2.19). 3,5 a 6,0. Determinar em solução aquosa a Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,15 UE/
1% (p/v). mg de ampicilina.

Cristalinidade. Suspender algumas partículas da amostra


DOSEAMENTO
em óleo mineral. Transferir para lâmina de vidro e examinar
em microscópio dotado de luz polarizada. As partículas Empregar um dos métodos descritos a seguir.
exibem birrefringência, que se extingue ao movimentar a
amostra por meio de ajuste micrométrico. A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
de antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar.
Limite de N,N-dimetilanilina. Proceder conforme
descrito em Cromatografia a gás (5.2.17.5). Utilizar Nota: as diluições das Soluções padrão e amostra para a
cromatógrafo provido de detector de ionização de chamas, curva padrão devem ser preparadas simultaneamente.
coluna de vidro de 2 m de comprimento e 2 mm de
diâmetro interno, empacotada com suporte de diatomáceas Solução amostra: dissolver quantidade exatamente pesada
silanizado, impregnado com 3% (p/p) de fenilmetilsilicone da amostra em água estéril de modo a obter solução a 0,1
(50% fenil); temperatura da coluna de 120 °C, temperatura mg/mL. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato de
do injetor e detector de 150 °C; nitrogênio como gás de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a
arraste, fluxo de 30 mL/minuto. obter soluções na faixa de concentração adequada para a
curva padrão.
Solução de padrão interno: solução de naftaleno a 0,05
mg/mL em cicloexano. Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de ampicilina SQR em água estéril de modo a obter solução
Solução amostra: dissolver 1 g da amostra em 5 mL de a 0,1 mg/mL. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato
hidróxido de sódio M, e adicionar 1 mL da Solução de de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a
padrão interno. Agitar, vigorosamente, por 1 minuto, obter soluções na faixa de concentração adequada para a
centrifugar, se necessário, e usar o sobrenadante. curva padrão.

Solução de dimetilanilina: dissolver 50 mg de N,N- Procedimento: proceder conforme descrito em Ensaio


dimetilanilina em mistura de 2 mL de ácido clorídrico e microbiológico por difusão em ágar (5.5.3.3.1). Calcular a
20 mL de água, sob agitação. Completar o volume para potência da amostra, em μg de C16H19N3O4S por miligrama,
50 mL com água e agitar. Transferir 5 mL para balão a partir da potência do padrão e das respostas obtidas com
volumétrico de 250 mL, completar o volume com água as Soluções padrão e amostra.
e agitar. Transferir 1 mL para tubo de ensaio, adicionar 5
mL de hidróxido de sódio M, 1 mL da Solução de padrão B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico
interno, e agitar vigorosamente por 1 minuto. Centrifugar, de antibióticos (5.3.3.10). Preparar a solução padrão nas
se necessário, e usar o sobrenadante. mesmas condições que a solução amostra.
a 624 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

C. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquida


de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
IDENTIFICAÇÃO

de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 300 mm de Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação da
comprimento por 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada monografia de Ampicilina. Preparar a Solução (1) como
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 descrito a seguir.
μm); fluxo da Fase móvel de 2,0 mL/minuto.
Solução (1): pesar as cápsulas, remover o conteúdo e pesá-
Fase móvel: mistura de água, acetonitrila, fosfato de potássio las novamente. Homogeneizar o conteúdo das cápsulas.
monobásico 0,1 M e ácido acético M (90,9:8,0:1,0:0,1). Agitar quantidade de pó equivalente a 0,125 g de ampicilina
com bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v) e diluir para 50 mL
Diluente: transferir 10 mL de fosfato de potássio com o mesmo solvente. Filtrar.
monobásico 0,1 M e 1 mL de ácido acético glacial M para
balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume com
água.
CARACTERÍSTICAS
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 25 mg
de ampicilina SQR para balão volumétrico de 25 mL, Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
completar o volume com o Diluente e homogeneizar.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Solução amostra: transferir, exatamente, cerca de 100 mg
da amostra, para balão volumétrico de 100 mL, completar
o volume com o Diluente e homogeneizar. TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)

Solução de resolução: dissolver quantidade suficiente Meio de dissolução: água, 900 mL


de cafeína, na Solução padrão, de modo a obter solução
Aparelhagem: cestas, 100 rpm
contendo 0,12 mg/mL.
Tempo: 45 minutos
Injetar replicatas de 20 µL da Solução de resolução. A
resolução entre o pico de cafeína e ampicilina não é menor Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de
que 2,0. O fator de cauda para o pico da ampicilina não é dissolução, filtrar e diluir em tampão sulfato cúprico até
maior do que 1,4. O desvio padrão relativo das áreas de concentração adequada. Transferir 10 mL para tubo de
replicatas sob os picos registrados não é maior que 2,0%. ensaio com tampa, aquecer em banho-maria a 75 °C por
30 minutos e resfriar rapidamente. Medir as absorvâncias
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL das Soluções
das soluções em 320 nm (5.2.14), utilizando alíquota do
padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as
meio de dissolução diluída em tampão sulfato cúprico, sem
áreas sob os picos. Calcular o teor em µg de C16H19N3O4S
aquecimento, para ajuste do zero. Calcular a quantidade
por miligrama na amostra, a partir do teor do padrão e
de C16H19N3O4S dissolvida no meio, comparando as
das respostas obtidas com a Solução padrão e a Solução
leituras obtidas com a da solução de ampicilina SQR na
amostra.
concentração de 0,0022% (p/v), preparada nas mesmas
condições.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade
Em recipientes hermeticamente fechados, a temperatura declarada de C16H19N3O4S se dissolvem em 45 minutos.
inferior a 30 °C.
ENSAIOS DE PUREZA
ROTULAGEM
Água (5.2.20.1). No máximo 4%.
Observar a legislação vigente.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
CLASSE TERAPÊUTICA
Contagem de micro-organismos viáveis totais
Antibiótico. (5.5.3.1.2). Cumpre o teste

Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).


AMPICILINA CÁPSULAS Cumpre o teste.

DOSEAMENTO
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% da
quantidade declarada de C16H19N3O4S. Empregar um dos métodos descritos a seguir.

A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico


de antibióticos (5.5.3.3) pelo método de difusão em ágar.
Nota: as diluições da Solução padrão e da Solução
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v) e diluir para 50 mL com


o mesmo solvente. Filtrar.
625
aa
amostra para a curva padrão devem ser preparadas
simultaneamente.
CARACTERÍSTICAS
Solução amostra: pesar 20 cápsulas, remover o conteúdo
e pesá-las novamente. Homogeneizar o conteúdo das Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
cápsulas. Transferir quantidade de pó, exatamente pesado,
para frasco volumétrico e diluir com água estéril de modo Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
a obter solução de ampicilina a 0,1 mg/mL. Agitar por 3 Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.
a 5 minutos. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato
de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
obter soluções na faixa de concentração adequada para a
curva padrão. Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.

Solução padrão: dissolver quantidade, exatamente pesada,


de ampicilina SQR em água estéril de modo a obter solução
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5)
a 0,1 mg/mL. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato Meio de dissolução: água, 900 mL
de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a
obter soluções na faixa de concentração adequada para a Aparelhagem: cestas, 100 rpm
curva padrão.
Tempo: 45 minutos
Procedimento: proceder conforme descrito em Ensaio
microbiológico de antibióticos por difusão em ágar Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de
(5.5.3.3.1). Calcular a quantidade em mg de C16H19N3O4S dissolução, filtrar e diluir em tampão sulfato cúprico até
nas cápsulas a partir da potência do padrão e das respostas concentração adequada. Transferir 10 mL para tubo de
obtidas com a Solução padrão e com a Solução amostra. ensaio com tampa, aquecer em banho-maria a 75 °C por
30 minutos e resfriar rapidamente. Medir as absorvâncias
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico das soluções em 320 nm (5.2.14), utilizando alíquota do
de antibióticos (5.3.3.10). Pesar 20 cápsulas, remover o meio de dissolução diluída em tampão sulfato cúprico, sem
conteúdo e pesá-las novamente. Homogeneizar o conteúdo aquecimento, para ajuste do zero. Calcular a quantidade
das cápsulas. Transferir quantidade de pó, exatamente de C16H19N3O4S dissolvida no meio, comparando as
pesado, para frasco volumétrico, adicionar água, agitar por leituras obtidas com a da solução de ampicilina SQR na
3 a 5 minutos e completar o volume com o mesmo solvente, concentração de 0,0022% (p/v), preparada nas mesmas
de modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 1,25 condições.
mg/mL. Transferir 2 mL dessa solução para erlenmeyer de
125 mL com tampa. Preparar solução padrão nas mesmas Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade
condições. declarada de C16H19N3O4S se dissolvem em 45 minutos.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO ENSAIOS DE PUREZA

Em recipientes hermeticamente fechados, entre 15 °C e 25 °C. Água (5.2.20.1). No máximo 4,0%.

ROTULAGEM TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA

Observar a legislação vigente. Contagem do número total de micro-organismos


mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).


AMPICILINA COMPRIMIDOS Cumpre o teste.

Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% da DOSEAMENTO


quantidade declarada de C16H19N3O4S.
Empregar um dos métodos descritos a seguir.

IDENTIFICAÇÃO A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico


de antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar.
Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação da
monografia de Ampicilina. Preparar a Solução (1) como Nota: as diluições das Soluções padrão e amostra para a
descrito a seguir. curva padrão devem ser preparadas simultaneamente.

Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos.
quantidade do pó equivalente a 0,125 g de ampicilina com Transferir quantidade do pó exatamente pesada para balão
volumétrico e diluir com água estéril de modo a obter
a 626 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

solução de ampicilina a 0,1 mg/mL. Agitar durante 3 a 5


minutos. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato de
CARACTERÍSTICAS

potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste para
obter soluções na faixa de concentração adequada para a Produtos líquidos em recipientes para doses múltiplas.
curva padrão. Determinar na suspensão reconstituída conforme indicado
no rótulo.
Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de ampicilina SQR em água estéril de modo a obter solução pH (5.2.19). 5,0 a 7,5. Determinar na suspensão
a 0,1 mg/mL. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato reconstituída conforme indicado no rótulo.
de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. Determinar
obter soluções na faixa de concentração adequada para a
no pó não reconstituído.
curva padrão.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste
Procedimento: proceder conforme descrito em Ensaio
para sólidos envasados em recipientes de dose-única.
microbiológico por difusão em ágar (5.5.3.3.1). Calcular
a quantidade em mg de C16H19N3O4S nos comprimidos a
partir da potência do padrão e das respostas obtidas com as ENSAIOS DE PUREZA
Soluções padrão e amostra.
Água (5.2.20.1). No máximo 2,5%.
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico de
antibióticos (5.3.3.10). Pesar e pulverizar 20 comprimidos.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Transferir quantidade do pó, exatamente pesada, para
balão volumétrico, adicionar água, agitar durante 3 a 5 Contagem do número total de micro-organismos
minutos e completar o volume com o mesmo solvente, de mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 1,25
mg/mL. Transferir 2 mL dessa solução para erlenmeyer de Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
125 mL com tampa. Preparar solução padrão nas mesmas Cumpre o teste.
condições.
DOSEAMENTO
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
Em recipientes hermeticamente fechados, protegidos da
umidade, em temperatura inferior a 30 °C. A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
por difusão em ágar (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em
ágar, utilizando cilindros.
ROTULAGEM
Nota: as diluições da Solução padrão e da Solução
Observar a legislação vigente. amostra para a curva padrão devem ser preparadas
simultaneamente.

AMPICILINA PÓ PARA SUSPENSÃO Solução amostra: reconstituir a suspensão conforme


indicado no rótulo. Transferir quantidade da suspensão
ORAL
exatamente medida para frasco volumétrico e diluir com
água estéril de modo a obter solução de ampicilina a 0,1 mg/
Ampicilina pó para suspensão oral é mistura de ampicilina mL. Agitar por 3 a 5 minutos. Diluir sucessivamente com
com um ou mais agentes corantes, aromatizantes, tampões, Tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução
edulcorantes e conservantes. Contém, no mínimo, 90,0% e, 2), de modo a obter soluções na faixa de concentração
no máximo, 120,0% da quantidade declarada de ampicilina adequada para a curva analítica.
(C16H19N3O4S).
Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de ampicilina SQR em água estéril de modo a obter solução
IDENTIFICAÇÃO a 0,1 mg/mL. Diluir sucessivamente com Tampão fosfato
de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), de modo a
Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação da obter soluções na faixa de concentração adequada para a
monografia de Ampicilina. Preparar a Solução (1) como curva analítica.
descrito a seguir.
Procedimento: proceder conforme descrito em Ensaio
Solução (1): reconstituir a suspensão oral conforme microbiológico por difusão em ágar (5.5.3.3.1). Calcular
indicado no rótulo. Agitar quantidade da suspensão a quantidade em mg de C16H19N3O4S na suspensão oral
oral, equivalente a 0,125 g de ampicilina, em solução de reconstituída a partir da potência do padrão e das respostas
bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v) e diluir para 50 mL com obtidas com a Solução padrão e a Solução amostra.
o mesmo solvente. Filtrar.
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico
de antibióticos (5.3.3.10). Reconstituir o conteúdo de
10 unidades conforme indicado no rótulo. Misturar
e homogeneizar o conteúdo dos frascos. Transferir
IDENTIFICAÇÃO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 627
aa
quantidade, exatamente medida, da suspensão oral O teste de identificação A. pode ser omitido se forem
reconstituída para frasco volumétrico, adicionar água, realizados os testes B. e C. Os testes de identificação B. e
agitar por 3 a 5 minutos e completar o volume com o C. podem ser omitidos se for realizado o teste A.
mesmo solvente, de modo a obter solução de ampicilina
A. Dissolver 250 mg da amostra em 5 mL de água,
(C16H19N3O4S) a 1,25 mg/mL. Transferir 2 mL desta
adicionar 0,5 mL de ácido acético 2 M, agitar e deixar em
solução para erlenmeyer com tampa. Preparar a solução
repouso por 10 minutos em banho de gelo. Filtrar através
padrão nas mesmas condições.
de filtro de vidro sinterizado, sob pressão reduzida. Lavar
com 2 a 3 mL de mistura de 9 partes de acetona e 1 parte
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO de água e secar a 60 °C por 30 minutos. O espectro de
absorção no infravermelho (5.2.14) da amostra dispersa
Em recipientes bem fechados, protegidos da umidade, em em brometo de potássio apresenta máximos de absorção
temperatura inferior a 25ºC. somente nos mesmos comprimentos de onda e com as
mesmas intensidades relativas daqueles observados no
ROTULAGEM espectro de ampicilina sódica SQR, preparado de maneira
idêntica.
Observar a legislação vigente.
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
camada delgada (5.2.17.1), utilizando como suporte,
AMPICILINA SÓDICA sílica-gel GF-254, e como fase móvel, mistura de acetona
e acetato de amônio a 15,4% (p/v) (90:10), com pH 5,0,
Ampicillinum natricum
ajustado com ácido acético glacial. Aplicar, separadamente,
à placa 2 μL de cada uma das soluções, recentemente
preparadas, descritas a seguir.
O
Solução (1): solução a 0,5% (p/v) da amostra em solução
H H de bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v).
N S
H CH3 Solução (2): solução a 0,5% (p/v) de ampicilina sódica
NH2
SQR em solução de bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v).
N CH3
O Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
COONa secar ao ar e nebulizar com solução alcoólica de ninidrina
a 0,3% (p/v), aquecer em estufa de calor seco, a 90°C,
C16H18NaN3O4S; 371,39 durante 15 minutos. Examinar sob luz visível. A mancha
ampicilina sódica; 00741 principal obtida no cromatograma com a Solução (1) deve
Sal sódico do ácido (2S,5R,6R)-6-[[(2R)-2-amino- corresponder em posição, cor e intensidade àquela obtida
2-fenilacetil]amino]-3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1- com a Solução (2).
azabiciclo[3.2.0]heptano-2-carboxílico (1:1)
[69-52-3] C. Transferir cerca de 2 mg da amostra para tubo de ensaio.
Umedecer com 0,05 mL de água e adicionar 2 mL da
Apresenta potência de, no mínimo, 845 μg e, no máximo, mistura de 2 mL de solução de formaldeído com 100 mL
988 μg de ampicilina (C16H19N3O4S) por miligrama, de ácido sulfúrico. Agitar o tubo e observar a cor. Deve-se
calculado em relação à substância anidra. apresentar quase incolor. Imergir o tubo em banho-maria
durante 1 minuto. Desenvolve-se coloração marrom-
avermelhada.
DESCRIÇÃO
D. Responde às reações do íon sódio (5.3.1.1).
Características físicas. Pó cristalino branco, higroscópico.

Solubilidade. Muito solúvel em água, solúvel em acetona, ENSAIOS DE PUREZA


pouco solúvel em clorofórmio, praticamente insolúvel em
éter etílico. pH (5.2.19). 8,0 a 10,0. Determinar em solução aquosa a
1% (p/v).
Constantes físico-químicas
Água (5.2.20). Não mais que 2,0%.
Faixa de fusão (5.2.2): 203 °C a 206 °C.
Cristalinidade. Suspender algumas partículas da amostra
Poder rotatório específico (5.2.8): +258° a + 287°, em óleo mineral, transferir para uma lâmina de vidro e
determinado em solução a 0,25% (p/v) tendo como examinar por meio de microscópio dotado de luz polarizada.
solvente, solução de biftalato de potássio a 0,4% (p/v), As partículas exibem birrefringência, que se extingue ao
calculado em relação à substância anidra. movimentar a amostra por meio de ajuste micrométrico.
a 628 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

N,N-Dimetilanilina. No máximo 0,02% (200 ppm).


Proceder conforme descrito em Cromatografia a gás
cumpre com o teste de Pirogênios ou de Endotoxinas
bacterianas, e com o teste de Esterilidade.
(5.2.17.5) utilizando cromatógrafo provido de detector
de ionização de chama; coluna de vidro (2 m x 2 mm) Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste. Empregar método
empacotada com suporte de diatomáceas silanizado, de filtração por membranas. Dissolver 6 g da amostra em
impregnado com 3% (p/p) de fenilmetilsilicone (50% 800 mL de Fluido II contendo quantidade suficiente de
fenil), mantida a 120 °C; injetor e detector a 150 °C, gás penicilinase estéril para inativar a ampicilina, agitar até
de arraste nitrogênio para cromatografia, fluxo de 30 mL/ total solubilização e proceder como descrito.
minuto.
Pirogênios (5.5.2.1). Cumpre o teste. Injetar, 1 mL/kg,
Solução de padrão interno: solução de naftaleno a 0,005% empregando solução de ampicilina sódica 20 mg/mL, em
(p/v) em cicloexano. água.

Solução de dimetilanilina padrão: dissolver 50 mg de Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,15 UE/
N,N-dimetilanilina em mistura de 2 mL de ácido clorídrico mg de ampicilina.
em 20 mL de água sob agitação, completar o volume
a 50 mL com água e agitar. Transferir 5 mL para balão DOSEAMENTO
volumétrico de 250 mL, completar o volume com água
e agitar. Transferir 1 mL para tubo de ensaio, adicionar 5 Empregar um dos métodos descritos a seguir.
mL de hidróxido de sódio M, 1 mL da Solução de padrão
interno, agitar vigorosamente por 1 minuto, centrifugar, se A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
necessário, e usar o sobrenadante. de antibióticos (5.5.3.3). Dissolver, separadamente,
ampicilina sódica SQR e amostra em água estéril de modo
Solução amostra: dissolver 1 g da amostra em 5 mL de a obter solução na concentração de 0,1 mg/mL cada. Diluir
hidróxido de sódio M, adicionar 1 mL da amostra A, agitar as soluções obtidas, em solução tampão fosfato de potássio
vigorosamente por 1 minuto, centrifugar, se necessário, e 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), às concentrações
usar o sobrenadante. empregadas na curva padrão.

Procedimento: injetar, separadamente, 1µL das soluções B. Por método iodométrico. Dissolver e diluir amostra
padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as e ampicilina sódica SQR em água, até concentração
áreas sob os picos principais. de, aproximadamente, 1,25 mg/mL. Transferir 2 mL da
solução padrão para erlenmeyer com tampa esmerilhada
Cloreto de metileno. Proceder conforme cromatografia a e adicionar 2 mL de hidróxido de sódio M. Agitar e deixar
gás (5.2.17.5).Utilizar cromatógrafo provido de detector em repouso por 15 minutos. Adicionar 2 mL de ácido
de ionização de chama; coluna de vidro (105 m x 4 mm) clorídrico 1,2 M e 10 mL de iodo 0,01 M SV. Deixar em
empacotada com suporte de diatomáceas silanizado repouso, por 15 minutos, ao abrigo da luz. Titular com
(partículas de até 120 µm), lavado com ácido, revestido tiossulfato de sódio 0,01 M SV. Próximo ao ponto final,
com macrogol 1000 a 10% (p/p), mantida a 60 ºC; injetor adicionar tres gotas de amido SI e prosseguir com a
a 100 ºC; detector a 150 ºC, gás de arraste nitrogênio para titulação até o desaparecimento da cor azul. Proceder ao
cromatografia, fluxo de 40 mL/mimuto. mesmo ensaio com a solução amostra. Realizar prova em
branco, da amostra e do padrão, por meio da titulação de
Solução padrão: transferir 1 mL de solução aquosa de
2 mL de ambas as soluções, adicionadas de 10 mL de iodo
cloreto de metileno a 0,2% (v/v) para balão volumétrico de
0,01 M SV e 0,1 mL de ácido clorídrico M. Próximo ao
100 mL. Acrescentar 1 mL da solução aquosa de dicloreto
ponto final, adicionar tres gotas de amido SI e prosseguir
de etileno a 0,2% (v/v) (padrão interno), completar o
com a titulação até o desaparecimento da cor azul. Titular
volume com água e agitar.
com tiossulfato de sódio 0,01 M SV.
Solução amostra: dissolver 10 g da amostra em água e
transferir para balão volumétrico de 100 mL. Adicionar 1,0
mL de solução aquosa de dicloreto de etileno a 0,2% (v/v) em que
(padrão interno), completar o volume com água e agitar.
P = potência da amostra (µg/mg);
Procedimento: injetar, separadamente, 1 µL da Solução Vba = volume de titulante gasto na titulação do branco da
padrão e Solução amostra, registrar os cromatogramas amostra (mL);
e calcular a porcentagem (p/p) de cloreto de metileno,
considerando como 1,325 g/mL o valor da densidade a 20 Va = volume de titulante gasto na titulação da amostra (mL);
ºC. Não mais que 0,2% (p/p). Vbp = volume de titulante gasto na titulação do branco do
padrão (mL);
Vp = volume de titulante gasto na titulação do padrão (mL);
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Pó = potência do padrão (µg/mg);
Ampicilina sódica destinada à preparação parenteral deve Pp = peso do padrão (mg);
cumprir com os seguintes testes adicionais. Quando for
Pa = peso da amostra (mg).
indicado no rótulo que a substância é estéril, a amostra
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

descritos a seguir, utilizando amostragem mínima de 10


frascos.
629
aa
Em recipientes hermeticamente fechados, a temperatura
inferior a 30 ºC. Sendo destinado à produção de formas A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
farmacêuticas injetáveis, deverá ser embalado em de antibióticos (5.5.3.3). Reconstituir o conteúdo de
recipientes estéreis. 10 frascos conforme indicado pelo produtor. Dissolver,
separadamente, padrão e amostra em água estéril de modo
a obter solução na concentração de 0,1 mg/mL. Diluir,
ROTULAGEM separadamente, solução padrão e amostra, em Tampão
Observar a legislação vigente. fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), às
concentrações empregadas na obtenção da curva padrão.

CLASSE TERAPÊUTICA B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico


de antibióticos (5.3.3.10). Reconstituir o conteúdo de
Antibiótico. 10 frascos conforme indicado pelo produtor. Dissolver
a amostra reconstituída em água, até concentração de,
aproximadamente, 1,25 mg/mL. Transferir 2 mL da
AMPICILINA SÓDICA PÓ PARA solução padrão para erlenmeyer com tampa esmerilhada.
SOLUÇÃO INJETÁVEL Preparar solução padrão nas mesmas condições.

Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 115,0% do


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
valor declarado de C16H19N3O4S. Em recipientes hermeticamente fechados, a temperatura
inferior a 25 °C.
IDENTIFICAÇÃO
Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação na
ROTULAGEM
monografia Ampicilina sódica. Observar a legislação vigente.

CARACTERÍSTICAS
AMPICILINA TRI-HIDRATADA
pH (5.2.19). 8,0 a 10,0. Determinar em solução aquosa a Ampicillinum trihydricum
1% (p/v).

Determinação do peso (5.1.1). Cumpre o teste.


O
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
H H
N S
ENSAIOS DE PUREZA H CH3
NH2
Água (5.2.20.1). No máximo 2,0%. N CH3
O
COOH
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
C16H19N3O4S.3H2O; 403,45
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste. Empregar método ampicilina tri-hidratada; 00742
de filtração por membranas. Dissolver 6 g da amostra em Ácido (2S,5R,6R)-6-[[(2R)-2-amino-2-fenilacetil]amino]-
800 mL de Fluido II contendo quantidade suficiente de 3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]heptano-2-
penicilinase estéril para inativar a ampicilina, agitar até carboxílico hidratado (1:3)
total solubilização e proceder como descrito. [7177-48-2]
Pirogênios (5.5.2.1). Cumpre o teste. Injetar 1 mL/kg, Apresenta potência de, no mínimo, 900 μg e, no máximo,
empregando solução de ampicilina sódica a 20 mg/mL, em 1050 μg de ampicilina (C16H19N3O4S) por miligrama, em
água. relação à substância anidra.
Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,15 UE/
mg de ampicilina. DESCRIÇÃO
Características físicas. Pó cristalino branco.
DOSEAMENTO
Solubilidade. Pouco solúvel em água, praticamente
Para determinação da potência do pó para solução insolúvel em clorofórmio, etanol, éter etílico e em
injetável de ampicilina, empregar um dos métodos óleos fixos. Solúvel em soluções diluídas de ácidos e de
hidróxidos alcalinos.
a 630 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Constantes físico-químicas Limite de N,N-dimetilanilina. Proceder conforme


descrito em Cromatografia a gás (5.2.17.5). Utilizar
Poder rotatório específico (5.2.8): +280° a +305°, em cromatógrafo provido de detector de ionização de chamas,
relação à substância anidra. Determinar em solução aquosa coluna de vidro de 2 m de comprimento e 2 mm de
a 0,25% (p/v). diâmetro interno, empacotada com suporte de diatomáceas
silanizado, impregnado com 3% (p/p) de fenilmetilsilicone
IDENTIFICAÇÃO (50% fenil); temperatura da coluna de 120 ºC, temperatura
do injetor e detector de 150 ºC; nitrogênio como gás de
O teste de identificação A pode ser omitido se forem arraste, fluxo de 30 mL/minuto.
realizados os testes B e C. Os testes de identificação B e C
podem ser omitidos se for realizado o teste A. Solução de padrão interno: solução de naftaleno a 0,05
mg/mL em cicloexano.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14)
da amostra dispersa em brometo de potássio, apresenta Solução amostra: dissolver 1 g da amostra em 5 mL de
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos hidróxido de sódio 1 M, e adicionar 1 mL da Solução de
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles padrão interno. Agitar, vigorosamente, por 1 minuto,
observados no espectro de ampicilina tri-hidratada SQR, centrifugar, se necessário, e usar o sobrenadante.
preparado de maneira idêntica. Solução de dimetilanilina: dissolver 50 mg de N,N-
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em dimetilanilina em mistura de 2 mL de ácido clorídrico e
camada delgada (5.2.17.1) utilizando sílica-gel H, como 20 mL de água, sob agitação. Completar o volume para
suporte, e mistura de acetona e acetato de amônio a 15,4% 50 mL com água e agitar. Transferir 5 mL para balão
(p/v) (10:90) pH 5,0 ajustado com ácido acético glacial, volumétrico de 250 mL, completar o volume com água e
como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 1 μL de agitar. Transferir 1 mL para tubo de ensaio, adicionar 5 mL
cada uma das soluções, recentemente preparadas, descritas de hidróxido de sódio 1 M, 1 mL da Solução de padrão
a seguir. interno, e agitar vigorosamente por 1 minuto. Centrifugar,
se necessário, e usar o sobrenadante.
Solução (1): solução da amostra contendo o equivalente
a 2,5 mg de C16H19N3O4S por mililitro em bicarbonato de Procedimento: injetar, separadamente, 1 μL da Solução
sódio a 4,2% (p/v). de dimetilanilina e 1 μL da Solução amostra, registrar
os cromatogramas e medir as áreas sob os picos
Solução (2): solução de ampicilina SQR a 2,5 mg/mL em correspondentes à dimetilanilina e ao naftaleno. A área
bicarbonato de sódio a 4,2% (p/v). sob o pico relativo à dimetilanilina, obtido com a Solução
amostra, não é superior à área sob o pico principal obtido
Solução (3): solução de ampicilina SQR a 2,5 mg/mL e de com a Solução de dimetilanilina (0,02%).
amoxicilina tri-hidratada SQR a 2,5 mg/mL em bicarbonato
de sódio a 4,2% (p/v). Água (5.2.20.1). 12,0% a 15,0%.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.
secar ao ar e expor a vapores de iodo até o aparecimento No máximo 0,5%.
das manchas. Examinar sob luz visível. A mancha principal
obtida no cromatograma com a Solução (1) corresponde
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
em posição, cor e intensidade àquela obtida com a Solução
(2). O ensaio somente é válido se o cromatograma obtido Quando for indicado no rótulo que a substância é estéril,
com a solução (3) apresenta duas manchas bem definidas. a amostra cumpre com o teste de Pirogênios ou de
Endotoxinas bacterianas, e com o teste de Esterilidade.
C. Transferir cerca de 2 mg da amostra para tubo de ensaio.
Quando for indicado que a sustância deve ser esterilizada
Umedecer com 0,05 mL de água e adicionar 2 mL de mistura
durante a produção de preparações estéreis, a amostra
de solução de formaldeído e ácido sulfúrico (2:100). Agitar
cumpre com o teste de Pirogênios ou de Endotoxinas
o tubo e observar a cor. A solução é praticamente incolor.
bacterianas.
Aquecer em banho-maria durante 1 minuto. Desenvolve-se
coloração amarelo-escura. Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste. Dissolver 6 g
da amostra em 800 mL de Fluido II contendo quantidade
ENSAIOS DE PUREZA suficiente de β-lactamase para inativar a ampicilina, agitar
até total solubilização e proceder conforme descrito em
pH (5.2.19). 3,5 a 6,0. Determinar em solução aquosa a Método de filtração em membrana.
1% (p/v).
Pirogênios (5.5.2.1). Cumpre o teste. Injetar 1 mL/kg de
Cristalinidade. Suspender algumas partículas da amostra ampicilina a 2% (p/v) em hidróxido de sódio 0,05 M.
em óleo mineral, transferir para lâmina de vidro e examinar
por meio de microscópio dotado de luz polarizada. As Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,15 UE/
partículas exibem birrefringência, que se extingue ao mg de ampicilina.
movimentar a amostra por meio de ajuste micrométrico.
DOSEAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Solução amostra: transferir, exatamente, cerca de 100 mg


da amostra, para balão volumétrico de 100 mL, completar
631
aa
Empregar um dos métodos descritos a seguir. o volume com o diluente e homogeneizar.
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico Solução de resolução: dissolver quantidade suficiente
de antibióticos (5.5.3.3) para Ampicilina, pelo método de de cafeína, na Solução padrão, de modo a obter solução
difusão em ágar. Dissolver, separadamente, quantidades contendo 0,12 mg/mL.
exatamente pesadas de ampicilina SQR e amostra em água
estéril de modo a obter soluções contendo cerca de 0,1 Injetar replicatas de 20 mL da Solução de resolução. A
mg de C16H19N3O4S por mililitro. Diluir soluções padrão resolução entre o pico de cafeína e ampicilina não é menor
e amostra em tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril, que 2,0. O fator de cauda para o pico da ampicilina não é
pH 8,0 (Solução 2) até as concentrações da curva padrão. maior do que 1,4. O desvio padrão relativo das áreas de
Calcular a potência da amostra, em μg de ampicilina por replicatas dos picos registrados não é maior que 2,0%.
miligrama, a partir da potência do padrão e das respostas
obtidas com as soluções padrão e amostra. Procedimento: injetar, separadamente, 20 mL das Soluções
padrão e Solução amostra, registrar os cromatogramas
B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor em mg de
de antibióticos (5.3.3.10). Preparar o padrão utilizando ampicilina (C16H19N3O4S) por miligrama na amostra, a
ampicilina SQR. Preparar a amostra como descrito a seguir. partir do teor do padrão e das respostas obtidas com as
Soluções padrão e Solução amostra.
Preparação amostra: dissolver quantidade exatamente
pesada da amostra em água e diluir com o mesmo solvente
de modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 1,25 EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
mg/mL. Transferir 2 mL desta solução para erlenmeyer de
Em recipientes hermeticamente fechados, em temperatura
125 mL com tampa.
inferior a 30 ºC. Ampicilina tri-hidratada destinada à
Calcular a potência da amostra, em μg de C16H19N3O4S por produção de preparações parenterais deve ser embalada em
miligrama, segundo a expressão: recipientes estéreis.

ROTULAGEM
Observar a legislação vigente. Ampicilina tri-hidratada
em que destinada à produção de preparações estéreis deve
apresentar indicação no rótulo se a substância é estéril ou
BA = volume de titulante, em mL, consumido no Ensaio em se deve ser esterilizada durante o processo.
branco da Preparação amostra;
IA = volume de titulante, em mL, consumido na Inativação
CLASSE TERAPÊUTICA
e titulação da Preparação amostra;
CA = concentração, em mg/mL, da Preparação amostra, Antibiótico.
com base na quantidade de amostra pesada e na diluição
realizada.
AMPICILINA TRI-HIDRATADA
C. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
CÁPSULAS
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 300 mm de
comprimento por 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada Contém ampicilina tri-hidratada equivalente a, no mínimo,
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano 90,0% e, no máximo, 120,0% da quantidade declarada de
(5μm); fluxo da fase móvel de 2 mL/minuto. ampicilina (C16H19N3O4S).
Fase móvel: mistura de água, acetonitrila, tampão fosfato
de potássio monobásico 0,1 M e ácido acético 1 M IDENTIFICAÇÃO
(90,9:8,0:1:0,1).
A. Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação
Diluente: transferir 10 mL do tampão fosfato de potássio da monografia de Ampicilina tri-hidratada. Preparar a
monobásico 0,1 M e 1 mL de ácido acético glacial 1 M Solução (1) como descrito a seguir.
para balão volumétrico de 1 000 mL e completar o volume
com água. Solução (1): pesar as cápsulas, remover o conteúdo e pesá-
las novamente. Homogeneizar o conteúdo das cápsulas.
Solução padrão: transferir, exatamente, cerca de 25 mg Agitar quantidade do pó em solução de bicarbonato de
de ampicilina SQR para balão volumétrico de 25 mL, sódio a 4,2% (p/v) e diluir com o mesmo solvente de modo
completar o volume com o Diluente e homogeneizar. a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 2,5 mg/mL.
Filtrar.
a 632 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

B. Pesar as cápsulas, remover o conteúdo e pesá-las


novamente. Homogeneizar o conteúdo das cápsulas.
minutos e completar o volume com o mesmo solvente, de
modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 0,1
Transferir quantidade de pó equivalente a 10 mg de mg/mL. Diluir, sucessivamente, com o mesmo solvente até
ampicilina para béquer, adicionar 1 mL de água e 2 mL as concentrações da curva analítica.
de mistura de tartarato cúprico alcalino SR e água (2:6).
Desenvolve-se, imediatamente, coloração violeta. Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de ampicilina SQR em água estéril e diluir com o mesmo
solvente de modo a obter solução a 0,1 mg/mL. Diluir,
CARACTERÍSTICAS sucessivamente, em Tampão fosfato de potássio 0,1 M,
estéril, pH 8,0 (Solução 2) até as concentrações da curva
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
analítica.
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
Calcular a quantidade em mg de ampicilina (C16H19N3O4S)
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. nas cápsulas a partir da potência do padrão e das respostas
obtidas com a Solução padrão e a Solução amostra.

TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) B. Proceder conforme descrito em Ensaio iodométrico


de antibióticos (5.3.3.10). Pesar 20 cápsulas, remover o
Meio de dissolução: água, 900 mL conteúdo e pesá-las novamente. Homogeneizar o conteúdo
das cápsulas. Transferir quantidade do pó, exatamente
Aparelhagem: cestas, 100 rpm
pesada, para frasco volumétrico, adicionar água, agitar por
Tempo: 45 minutos 3 a 5 minutos e completar o volume com o mesmo solvente,
de modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 1,25
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de mg/mL. Transferir 2 mL desta solução para erlenmeyer de
dissolução, filtrar e diluir em tampão sulfato cúprico até 125 mL com tampa. Preparar a solução padrão nas mesmas
concentração adequada. Transferir alíquota de 10 mL para condições.
tubo de ensaio com tampa, submeter a aquecimento em
banho-maria a 75 °C por 30 minutos e resfriar rapidamente.
Medir as absorvâncias das soluções em 320 nm (5.2.14), EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
utilizando Solução amostra sem aquecimento para ajuste Em recipientes perfeitamente fechados, em temperatura
do zero. Calcular a quantidade de C16H19N3O4S dissolvida inferior a 30ºC.
no meio, comparando as leituras obtidas com a da solução
de ampicilina SQR na concentração de 0,0022% (p/v),
preparada nas mesmas condições. ROTULAGEM

Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade Observar a legislação vigente.
declarada de C16H19N3O4S se dissolvem em 45 minutos.

AMPICILINA TRI-HIDRATADA
ENSAIOS DE PUREZA
COMPRIMIDOS
Água (5.2.20.1). 10,0% a 15,0%.
Contém ampicilina tri-hidratada equivalente a, no mínimo,
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA 90,0% e, no máximo, 120,0% da quantidade declarada de
ampicilina (C16H19N3O4S).
Contagem de micro-organismos viáveis totais
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste
IDENTIFICAÇÃO
Pesquisa e identificação de patógenos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste. A. Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação
da monografia de Ampicilina tri-hidratada. Preparar a
Solução (1) como descrito a seguir.
DOSEAMENTO
Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
quantidade do pó em solução de bicarbonato de sódio a
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico 4,2% (p/v) e diluir com o mesmo solvente de modo a obter
de antibióticos por difusão em ágar (5.5.3.3.1) para solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 2,5 mg/mL. Filtrar.
Ampicilina.
B. Pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir quantidade
Solução amostra: pesar 20 cápsulas, remover o conteúdo de pó equivalente a 10 mg de ampicilina para béquer e
e pesá-las novamente. Homogeneizar o conteúdo das prosseguir conforme descrito no teste B. de Identificação
cápsulas. Transferir quantidade do pó exatamente pesada da monografia de Ampicilina tri-hidratada cápsulas.
para frasco volumétrico, adicionar Tampão fosfato de
potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), agitar por 3 a 5
CARACTERÍSTICAS
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Calcular a quantidade em mg de ampicilina (C16H19N3O4S)


633
aa
nos comprimidos a partir da potência do padrão e das
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. respostas obtidas com a Solução padrão e a Solução
amostra.
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
B. Proceder conforme descrito em Ensaio Ensaio
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.
iodométrico de antibióticos (5.3.3.10). Pesar e pulverizar
Teste de desintegração (5.1.4.1). No máximo 15 minutos. 20 comprimidos. Transferir quantidade do pó exatamente
pesada para frasco volumétrico, adicionar água, agitar por
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. 3 a 5 minutos e completar o volume com o mesmo solvente,
de modo a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S)
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) a 1,25 mg/mL. Transferir 2 mL desta solução para
erlenmeyer de 125 mL com tampa. Preparar o padrão
Meio de dissolução: água, 900 mL utilizando ampicilina SQR. Prepara a solução padrão nas
mesmas condições.
Aparelhagem: cestas, 100 rpm

Tempo: 45 minutos EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de Em recipientes perfeitamente fechados, protegidos da
dissolução, filtrar e diluir com tampão sulfato cúprico umidade, em temperatura inferior a 30 ºC.
até concentração adequada. Prosseguir conforme descrito
em Teste de dissolução na monografia de Ampicilina tri-
ROTULAGEM
hidratada cápsulas.
Observar a legislação vigente.
Tolerância: não menos que 75% (Q) da quantidade
declarada de C16H19N3O4S se dissolvem em 45 minutos.
AMPICILINA TRI-HIDRATADA PÓ PARA
ENSAIOS DE PUREZA SUSPENSÃO ORAL
Água (5.2.20.1). 9,5% a 12%.
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 120,0% da
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA quantidade declarada de C16H19N3O4S. O pó para suspensão
oral contém um ou mais agentes corantes, aromatizantes,
Contagem do número total de micro-organismos tampões, edulcorantes e conservantes.
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). IDENTIFICAÇÃO


Cumpre o teste.
Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada
delgada (5.2.17.1), utilizando sílica G, como suporte,
DOSEAMENTO e mistura de acetona, água, tolueno e ácido acético
glacial (650:100:100:25), como fase móvel. Aplicar,
Empregar um dos métodos descritos a seguir. separadamente, à placa, 2 μL de cada uma das soluções,
A. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico recentemente preparadas, descritas a seguir.
de antibióticos por difusão em ágar (5.5.3.3.1) para Solução (1): solução contendo 5 mg/mL de ampicilina em
Ampicilina. mistura de acetona e ácido clorídrico 0,1 M (4:1).
Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos. Solução (2): solução a 5 mg/mL de ampicilina SQR em
Transferir quantidade do pó exatamente pesada para frasco mistura de acetona e ácido clorídrico 0,1 M (4:1).
volumétrico, adicionar Tampão fosfato de potássio 0,1
M, estéril, pH 8,0 (Solução 2), agitar por 3 a 5 minutos Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
e completar o volume com o mesmo solvente, de modo secar ao ar. Nebulizar a placa com ninidrina 0,3% (p/v)
a obter solução de ampicilina (C16H19N3O4S) a 0,1 mg/ em etanol. Secar em estufa a 90 °C durante 15 minutos. A
mL. Diluir, sucessivamente, com o mesmo solvente até as mancha principal obtida com a Solução (1) corresponde em
concentrações da curva padrão. posição, cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2).
Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de ampicilina SQR em água estéril e diluir com o mesmo CARACTERÍSTICAS
solvente de modo a obter solução a 0,1 mg/mL. Diluir,
Determinação do volume (5.1.2). Cumpre o teste.
sucessivamente, em Tampão fosfato de potássio 0,1 M,
Determinar na suspensão oral reconstituída conforme
estéril, pH 8,0 (Solução 2)até as concentrações da curva
indicado no rótulo.
padrão.
a 634 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

pH (5.2.19). 5,0 a 7,5. Determinar na suspensão oral


reconstituída conforme indicado no rótulo.
das áreas de replicatas dos picos registrados não é maior
que 2,0%.
Determinação do peso (5.1.1). Cumpre o teste.
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL da Solução
padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
ENSAIOS DE PUREZA e medir as áreas sob os picos. Calcular a quantidade de
C16H19N3O4S no pó para suspensão oral a partir das respostas
Água (5.2.20.2). No máximo 2,5% em produto contendo 50 obtidas com a Solução padrão e a Solução amostra.
mg/mL de ampicilina após a reconstituição ou no máximo
5,0% em produto contendo 100 mg/mL de ampicilina. B. Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico
de antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar,
utilizando cilindros.
TESTE DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Micro-organismo: Micrococcus luteus ATCC 9341.
Contagem do número de micro-organismos mesófilos
(5.5.3.1.2). Cumpre o teste. Meios de cultura: meio de cultura número 1, para
manutenção do micro-organismo; meio de cultura número
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
11, para a camada base e preparação do inóculo.
Cumpre o teste.
Solução amostra: reconstituir o conteúdo conforme
DOSEAMENTO indicado pelo produtor. Transferir volume da suspensão
oral para balão volumétrico e diluir com Tampão fosfato de
Empregar um dos métodos descritos a seguir. potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2) de modo a obter
solução a 0,1 mg/mL de ampicilina. Diluir, sucessivamente,
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido até as concentrações de 0,05 μg/mL, 0,1 μg/mL e 0,2 μg/
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido mL, utilizando Tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril,
de detector ultravioleta a 254 nm; pré-coluna de 50 mm de pH 8,0 (Solução 2) como diluente.
comprimento e 4,0 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 25 mg de
(5 μm); coluna de 250 mm de comprimento e 4,6 mm de ampicilina SQR, transferir para balão volumétrico de
diâmetro interno, empacotada com sílica quimicamente 250 mL e completar o volume com água estéril. Diluir,
ligada a grupo octadecilsilano (5 μm); mantida à sucessivamente, até as concentrações de 0,05 μg/mL, 0,1
temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel de 2,0 mL/ μg/mL e 0,2 μg/mL, utilizando Tampão fosfato de potássio
minuto. 0,1 M, estéril, pH 8,0 (Solução 2) como diluente.

Fase móvel: mistura de água, acetonitrila, fosfato de Procedimento: adicionar 20 mL de meio de cultura número
potássio monobásico M e ácido acético M (909:80:10:1). 11 em cada placa, esperar solidificar, adicionar 5 mL de
inóculo a 0,5% e proceder conforme descrito em Ensaio
Diluente: misturar 10 mL de fosfato de potássio monobásico microbiológico de antibióticos (5.5.3.3.1), adicionando aos
M e 1 mL de ácido acético M. Diluir com água para 1000 cilindros, 0,2 mL das soluções recentemente preparadas.
mL. Calcular a potência da amostra, em μg de ampicilina por
mililitro da suspensão reconstituída, a partir da potência do
Solução amostra: reconstituir a suspensão como descrito
padrão e das respostas obtidas com a Solução padrão e a
no rótulo do produto. Transferir volume da suspensão oral
Solução amostra.
equivalente a 0,1 g de ampicilina para balão volumétrico
de 100 mL, adicionar 75 mL de Diluente e misturar. Se
necessário deixar em ultrassom. Completar o volume com EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
o mesmo solvente.
Em recipientes bem fechados, protegidos da umidade e em
Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada temperatura inferior a 25 °C.
de ampicilina SQR em Diluente e diluir com o mesmo
solvente de modo a obter solução a 1 mg/mL.
ROTULAGEM
Solução de resolução: dissolver quantidade exatamente
Observar a legislação vigente.
pesada de cafeína em Solução padrão e diluir com o
mesmo solvente de modo a obter solução a 0,12 mg/mL.

Injetar replicatas de 20 µL da Solução de resolução. A


resolução entre a cafeína e a ampicilina não é menor que
2,0. Injetar replicatas de 20 µL da Solução padrão. O fator
de cauda não é maior que 1,4. O desvio padrão relativo
ANIS-DOCE
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 635

de aleurona e cristais de oxalato de cálcio do tipo drusa. O


carpóforo e pedicelo são caracterizados pela presença de
aa
Anisi fructus vasos e fibras estreitas.

Pimpinella anisum L. — APIACEAE DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ


A droga vegetal é constituída pelos frutos, que são O pó atende a todas as exigências estabelecidas para
diaquênios secos, contendo, no mínimo, 2,0% de óleo a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
volátil, com, no mínimo, 87% de anetol. características: coloração castanho-amarelada ou castanho-
esverdeada; fragmentos irregulares do pericarpo, que
mostram porções de canais secretores; tricomas inteiros ou
NOMES POPULARES
fragmentados, unicelulares, às vezes curvados, com pontas
Erva-doce. atenuadas e cutícula verrucosa; fragmentos do epicarpo
com cutícula estriada e escassos estômatos anomocíticos;
fragmentos castanhos contendo canais secretores
CARACTERÍSTICAS ramificados; fragmentos de tecido vascular; células da
testa de paredes finas; fragmentos de endosperma contendo
Características organolépticas. A droga apresenta odor
grãos de aleurona e cristais de oxalato de cálcio; esclereídes
agradável e sabor doce e anisado.
quadrados, retangulares ou alongados de paredes espessas,
pontoadas; cordões de fibras do carpóforo e do pedicelo. O
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA pó não contém grãos de amido.
O fruto (diaquênio) é ovóide ou piriforme, comprimido
lateralmente, alargado na base e estreitado no ápice, IDENTIFICAÇÃO
o qual é coroado por um estilopódio espesso, com 2
Proceder conforme descrito em Cromatografia em
estiletes curtos divergentes e reflexos, de cor castanho-
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
amarelada ou castanho-esverdeada, de 3,0 mm a 7,0 mm
com espessura de 250 μm, como suporte, e tolueno como
de comprimento e 2,0 mm a 3,0 mm de largura, provido
fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, em forma de
de um pequeno fragmento do pedicelo, delgado, rígido e
banda, 2 µL a 3 µL de cada uma das soluções preparadas
um tanto arqueado, que se prolonga entre os mericarpos
como descrito a seguir.
de cada cremocarpo, pelo carpóforo (filamento central),
filiforme e bifendido. Os aquênios, unidos pelo ápice na Solução (1): utilizar 0,1 g de frutos secos triturados,
extremidade do carpóforo, apresentam uma face comissural adicionar 2 mL de cloreto de metileno. Agitar durante 15
plana e uma face dorsal convexa, esta última recoberta minutos. Filtrar. Concentrar o filtrado à secura, em banho-
de tricomas simples e curtos, visíveis com lente. O fruto maria, a temperatura inferior a 60 °C. Ressuspender o
é percorrido longitudinalmente por 5 arestas primárias resíduo em 2 mL de tolueno.
filiformes, retilíneas e lisas, 3 dorsais e 2 comissurais pouco
salientes e de tom mais claro. Em secção transversal, os 2 Solução (2): dissolver 3 µL de anetol e 40 µL de óleo de
aquênios mostram-se quase sempre unidos pelas suas faces oliva em 1 mL de tolueno.
comissurais.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
secar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). O
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA cromatograma apresenta uma mancha com atenuação de
fluorescência, obtida com a Solução (2), no terço superior
Em secção tranversal, cada aquênio mostra um epicarpo
da placa, correspondente aos triacilglicerídeos do azeite de
de uma camada de células, onde se encontram numerosos
oliva. Nebulizar a placa com anisaldeído SR e aquecer entre
tricomas tectores curtos, geralmente unicelulares, cônicos,
100 °C a 105 °C, por 5 minutos. A mancha violeta-claro
com paredes espessas e cutícula verrucosa. Em vista frontal,
obtida no terço superior do cromatograma com a Solução
observam-se esparsos estômatos e uma cutícula fortemente
(1) corresponde em posição e intensidade mediana àquela
estriada. O mesocarpo é formado por algumas camadas de
referente ao anetol obtida com a Solução (2). A mancha de
parênquima, no qual se distingue, ao longo da face dorsal,
coloração rosa obtida no terço superior do cromatograma
uma série quase contínua de canais secretores esquizógenos
com a Solução (1) corresponde em posição e intensidade
ramificados (3 a 4 entre duas arestas); ao longo da face
àquela referente aos triacilglicerídeos do azeite de oliva
comissural ocorrem 2 canais secretores amplos. Na face
obtida com a Solução (2). A mancha de coloração violeta-
comissural são encontrados também esclereídes estreitos,
intenso obtida no terço central do cromatograma com
alongados longitudinalmente e com numerosas pontoações.
a Solução (1) corresponde em posição e intensidade
Cada aresta contém um estreito feixe vascular circundado
àquela referente a compostos provenientes do azeite de
por fibras. O endocarpo é composto de uma camada de
oliva obtida com a Solução (2). As manchas de coloração
células, alongadas tangencialmente e de paredes finas,
variando de rosa-claro a violeta-claro obtidas no terço
aderida à testa; esta é formada por uma camada de células
inferior do cromatograma com a Solução (1) são referentes
de paredes internas mais espessas, amarelas ou amarelo-
aos compostos graxos mais polares.
esverdeadas. O endosperma apresenta células poligonais
de paredes espessadas, contendo gotículas de óleo, grãos
a 636 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ENSAIOS DE PUREZA
Material estranho (5.4.2.2). No máximo 2%.

Água (5.4.2.3). No máximo 7%.

Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 12%.

DOSEAMENTO
Óleos voláteis

Proceder conforme descrito em Determinação de óleos


voláteis em drogas vegetais (5.4.2.7). Utilizar balão
de 250 mL contendo 100 mL de água como líquido de
destilação. Reduzir o fruto de anis a pó grosseiro. Proceder
imediatamente à determinação do óleo volátil, a partir de
20 g da droga em pó. Destilar por 4 horas.

Anetol

Proceder conforme descrito em Cromatografia a gás


(5.2.17.5). Utilizar cromatógrafo provido de detector de
ionização de chamas, utilizando mistura de nitrogênio,
hidrogênio e ar sintético (1:1:10) como gases auxiliares
à chama do detector; coluna capilar de 60 m de
comprimento e 0,25 mm de diâmetro interno, preenchida
com polietilenoglicol, com espessura do filme de 0,25 µm.
Manter a temperatura da coluna a 60 °C por 5 minutos e
aumentá-la a uma taxa de 2 °C por minuto até temperatura
de 210 °C, mantida por 20 minutos (total: 100 minutos).
Temperatura do injetor a 200 °C e temperatura do detector
a 220 º; utilizar hélio purificado como gás de arraste; fluxo
do gás de arraste de 1 mL/minuto.

Solução amostra: óleo volátil de anis-doce obtido em


xileno, conforme descrito em Determinação de óleos
voláteis em drogas vegetais (5.4.2.7), sem diluição.
Armazenar em recipiente hermeticamente fechado, sob
refrigeração e ao abrigo da luz.

Solução padrão: dissolver 60 µL de anetol em 1 mL de


n-hexano. Armazenar em recipiente hermeticamente
fechado, sob refrigeração e ao abrigo da luz.

Procedimento: injetar 1 µL no cromatógrafo a gás, utilizando


divisão de fluxo de 1:100 e a concentração relativa obtida
por integração eletrônica pelo método de normalização.
Examinar o cromatograma obtido para a Solução amostra.
Os picos característicos obtidos no cromatograma com a
Solução amostra possuem tempos de retenção similares
àqueles obtidos com a Solução padrão ou a identificação
confirmada com a cromatografia a gás acoplada a detector
seletivo de massas operando nas mesmas condições que a
cromatografia a gás com detector de ionização de chamas.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipiente hermeticamente fechado, sob refrigeração e
ao abrigo da luz, por um período de no máximo um ano.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 637
aa

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópicos de Pimpinella anisum L.


______________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A a 1 cm (régua 1); em B a 2 cm (régua 2); em C a 500 μm (régua 4); em D e E a
100 μm (régua 3).

A – aspecto do diaquênio (esquizocarpo). B – esquema da secção transversal do diaquênio segundo assinalado em A. C – esquema da secção transversal
em um dos mericarpos: canal esquizógeno (e); oco (o); semente (se). D – detalhe da região comissural segundo assinalado em C. E – detalhe de porção
do fruto e semente segundo assinalado em C. F – secção do pericarpo do fruto: endocarpo (ed); epicarpo (ep); mesocarpo (m). S – secção da porção
externa da semente: endosperma (en); tegumento (t).
a 638 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 2 – Aspectos microscópicos do fruto de Pimpinella anisum L. em pó.


______________

Complemento da legenda da Figura 2. A escala corresponde a 100 μm.

A – porções irregulares do mesocarpo com canais secretores ramificados e não ramificados de cor castanha. B – porção do epicarpo com tricomas
inteiros e fragmentados e cutícula estriada. C – o mesmo, mostrando cutícula estriada e estômato anomocítico. D – fragmentos de elementos de vaso
com espessamento helicoidal. E – células da testa com paredes delgadas. F – fragmentos do endosperma com células poligonais contendo gotas de óleo
e grãos de aleurona com 1-2 drusas de oxalato de cálcio. G – esclereídes da face comissural. H – cordões de fibras do carpóforo e do pedicelo.
ANIS ESTRELADO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

oleíferos esféricos, com paredes finas; em sua parte


interna, o mesocarpo é formado de células menores, de
639
aa
Anisi stellati fructus
paredes espessas; no limite dessas duas zonas, localizam-
se numerosos feixes vasculares. O endocarpo é formado
Illicium verum Hook. f. - MAGNOLIACEAE por uma camada de células alongadas radialmente,
sob forma de paliçada, de 60 µm de comprimento, em
A droga é constituída pelos frutos secos, contendo, no média; na parte correspondente à deiscência (sutura
mínimo, 7,0% de óleo volátil, com, no mínimo, 80% de ventral), essas células tornam-se menores, com paredes
anetol. desigualmente espessadas e pontoadas, e as células
poligonais da zona mesocárpica vizinha transformam-
NOMES POPULARES se num maciço esclerótico. O eixo central (columela), o
pedúnculo (pedicelo) e o mesocarpo contem numerosas
Badiana, badiana-da-china. células escleróticas características. Os astroesclereídes do
pedicelo e do mesocarpo são muito grandes e usualmente
CARACTERÍSTICAS solitários; eles podem ser irregularmente ramificados
ou podem ter projeções mais curtas e afiladas. Outros
Características organolépticas. O pericarpo da droga esclereídes do mesocarpo são encontrados em grupos,
possui odor aromático agradável e sabor doce e anisado; a mas são alongados, com paredes espessadas e pontoadas.
semente é inodora e tem um sabor desagradável. O tegumento seminal é formado por camadas distintas. O
tegumento externo está representado por um tecido hialino
formado por 2-3 camadas de células, seguido por um
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA tegumento constituído por um estrato de osteoesclereídes,
O fruto é múltiplo, composto habitualmente de 8 folículos, com células alongadas radialmente, de paredes espessadas
algumas vezes até 11, dispostos horizontalmente em e pontoadas; seguem-se várias camadas de células de
forma de estrela, em volta de um eixo central (columela), paredes lignificadas, espessadas e pontoadas, denominadas
ordinariamente achatado na altura dos bordos dos carpelos. macroesclereídes, sendo as camadas interiores de paredes
A columela continua frequentemente num pedicelo delgadas; o tegumento interno é limitado por uma camada
pequeno, curvo, claviforme e frágil, que poucas vezes se de células com cristais de oxalato de cálcio. Na zona
encontra ligado aos frutos. Os folículos, de 10,0 mm a micropilar ocorrem braquiesclereídes. O endosperma
20,0 mm de comprimento, desigualmente desenvolvidos, compõe-se de células poligonais com grãos de aleurona
lenhosos, careniformes, achatados lateralmente, de cor com cristalóides e gotas de óleo. O embrião é pequeno.
castanho-acinzentada, terminam em ápice obtuso e curvo. Difere de Illicium anisatum L. (= Illicium religiosum Sieb.
Cada folículo é anguloso na base, onde se fixa ao eixo et Zucc.) por esta última apresentar raros astroesclereides,
central; o bordo inferior do folículo é espesso e rugoso; o sendo estes não ramificados; os esclereídes do mesocarpo
bordo superior é aberto em dois lábios delgados e lisos de são arredondados, nunca alongados.
cada lado da fenda; as faces laterais rugosas apresentam,
perto da base, uma parte mais lisa, clara e semi-elíptica, DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
pela qual os carpelos estão em contato entre si. Na época da
maturação o folículo torna-se deiscente e abre-se no bordo O pó atende a todas as exigências estabelecidas para
superior (sutura ventral), por uma larga fenda, que deixa ver a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
sua face interna lisa e brilhante, de cor castanho-amarelada, características: coloração castanho-avermelhada;
e uma única semente oval, castanho-avermelhada ou fragmentos formados por células marrons do epicarpo,
castanho-amarelada, dura e brilhante, truncada na base, com cutícula fortemente estriada; fragmentos de células
onde se distinguem o hilo e a micrópila bastantes próximos parenquimáticas do mesocarpo, com células de óleo
um do outro. A semente contém um invólucro frágil e um arredondadas; esclereídes volumosos, irregularmente
albúmen oleoso que circunda um pequeno embrião. Difere ramificados, oriundos do pedicelo; esclereídes alongados,
de Illicium anisatum L. (= Illicium religiosum Sieb. et oriundos do mesocarpo, com paredes espessadas e
Zucc.) por esta última apresentar folículos menores e mais pontoadas; fragmentos formados por células colunares do
ovalados, sutura ventral mais larga e pedúnculo reto, não endocarpo, com paredes levemente espessadas, lignificadas,
claviforme. com pigmentos nas paredes terminais; massas amareladas
de células pequenas, de paredes bastante espessadas e
pontoadas, provenientes da zona da sutura carpelar; células
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA escleróticas (osteoesclereídes isolados, macroesclereídes
O epicarpo, em vista frontal, mostra células poligonais, e braquiesclereídes), oriundas do tegumento da semente,
marrons, irregulares, de paredes pouco espessadas. A dispostas em paliçada; fragmentos hialinos do tegumento
epiderme do epicarpo apresenta estômatos grandes, externo da semente; cristais tabulares de oxalato de
anomocíticos, não muito frequentes, e cutícula com estrias cálcio; porções de albúmen com grãos de aleurona com
irregulares bem acentuadas. O mesocarpo é constituído, cristalóides.
em sua parte externa, por parênquima de células de
paredes castanho-avermelhadas, contendo amido, podendo
ser observados, neste tecido, idioblastos secretores-
a 640 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

IDENTIFICAÇÃO ionização de chama. Como gás de arraste utilizar hélio à


pressão de 80 kpa e velocidade linear de 1,0 mL/minuto.
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em Como gases auxiliares à chama do detector, utilizar
camada delgada (5.2.17.1), utilizando cromatoplaca nitrogênio, ar sintético e hidrogênio na razão de 1:1:10,
de sílica-gel GF254, com espessura de 250 µm como respectivamente. Programar a temperatura da coluna de
fase estacionária e tolueno como fase móvel. Aplicar, 60 °C a 300 °C, a 3 ºC por minuto (total: 80 minutos), a
separadamente, em forma de banda, 6 µL da Solução (1), temperatura do injetor a 220 ºC e a temperatura do detector
10 µL da Solução (2), e 4 µL da Solução (3). a 250 °C.
Solução (1): ferver 1g de folículos moídos, sem sementes, Solução amostra: mistura de óleo votátil e éter etílico
com 10 mL de etanol a 90% (v/v) durante 2 minutos. Filtrar. (2:100).
Solução (2): mistura de óleo volátil e éter etílico (1:30). Procedimento: injetar 1 µL desta solução no cromatógrafo a
Solução (3): dissolver 3 µL de anetol em 1 mL de tolueno. gás, utilizando divisão de fluxo de 1:50. O anetol apresenta
tempo de retenção linear (índice de Kovats) de 1277. A
Desenvolver o cromatograma. Após secagem da placa, concentração relativa é obtida por integração manual ou
examiná-la sob luz ultravioleta (254 nm). O cromatograma eletrônica. O teor de anetol não é inferior a 80,0%.
apresenta mancha de fluorescência atenuada, na mesma
altura obtida com a Solução (3), anetol possui Rf
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
aproximado de 0,6. Em seguida, nebulizar com anisaldeído
SR e colocar em estufa de 100 °C a 105 °C, durante 5 Em recipiente, bem fechado, ao abrigo da luz e do calor.
minutos. A mancha correspondente ao anetol apresenta
coloração levemente violácea.

B. Ferver 1g de folículos moídos, sem sementes, com


10 mL de etanol a 90% (v/v) durante 2 minutos. Filtrar
e separar o filtrado em duas partes. Parte 1: em tubo de
ensaio adicionar ao filtrado 10 mL de água destilada.
Ocorre opalescência devido ao anetol. Parte 2: adicionar
ao filtrado 25 mL de água destilada. Em seguida, extrair
duas vezes com 20 mL de éter de petróleo. Evaporar o éter
de petróleo e adicionar ao resíduo 2 mL de ácido acético.
Transferir para um tubo de ensaio e adicionar três gotas de
cloreto férrico SR. A seguir adicionar lentamente 2 mL de
ácido sulfúrico. Na interface entre os dois líquidos forma-
se, imediatamente, um anel pardo devido à presença de
anetol.

ENSAIOS DE PUREZA
Material estranho (5.4.2.2). No máximo 2,0%.

Água (5.4.2.3). No máximo 7,0%.

Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 6,0%.

DOSEAMENTO
Óleos Voláteis

Proceder conforme descrito em Determinação de óleos


voláteis (5.4.2.7). Usar balão de 250 mL contendo 100 mL
de água como líquido de destilação. Reduzir o fruto a pó
grosseiro. Proceder imediatamente à determinação do óleo
volátil, a partir de 20 g da droga pulverizada. Destilar por
2 horas.

Anetol

Proceder conforme descrito em Cromatografia a gás


(5.2.17.5). Utilizar cromatógrafo equipado com coluna
capilar de 30 m de comprimento e 250 µm de diâmetro
interno, preenchida com polidifenildimetilsiloxano,
com espessura do filme de 0,25 µm. Utilizar detector de
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 641
aa

Figura 1 - Aspectos macroscópicos e microscópicos do fruto da Illicium verum Hook. f.


_______________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem: em A, B, C (1) a 1 cm; em D (2) a 500 µm; em E, F (3) a 500 µm.

A. aspecto do fruto. B. detalhe de um folículo em vista dorsal. C. detalhe de um folículo em vista ventral. D. detalhe de três folículos vistos em A. E.
secção transversal do pericarpo na porção indicada em D. F. fruto; ep. epicarpo. G. detalhe do endocarpo na região comissural.
a 642 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 2 - Aspectos macroscópicos e microscópicos da Illicium verum Hook. f.


_______________

Complemento da legenda da Figura 2. As escalas correspondem: em A (1) a 1 cm; em B (2) a 100 µm; em C, D (3) a 500 µm.

A. semente em vista lateral. B. semente em secção longitudinal. C. braquiesclereídes da zona micropilar. D. secção transversal da semente na porção
indicada em B. Outros detalhes: endosperma (e); embrião (eb); hilo (hi); micrópila (mi); tegumento (t).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 643
aa

Figura 3 - Aspectos microscópicos do pó Illicium verum Hook. f.


______________

Complemento da legenda da Figura 3. As escalas correspondem em: em A-K (1) a 100 µm; em L-N (2) a 500 µm.

A - epicarpo com estômato anomocítico e cutícula estriada. B - células do parênquima do mesocarpo. C - células da zona comissural com paredes
espessadas. D - célula do endocarpo fora da zona comissural. E - esclereide. F - idioblasto com gotas de óleo. G - porção do mesocarpo com idioblastos
oleíferos e esclereides. H - células do endosperma com glóbulos lipídicos e grãos de aleurona. I - osteoesclereídes em secção transversal; Ia. os mesmos
em secção tangencial. J - cristais prismáticos de oxalato de cálcio. K - células da camada cristalífera. L - braquiesclereídes da região comissural. M -
macroesclereíde alargado do mesocarpo, com paredes espessas e pontoadas. N - esclereídes volumosos e ramificados do pedicelo.
a 644 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ANTIMONIATO DE MEGLUMINA
Solução de ácido cítrico: preparar solução de ácido cítrico
a 4% (p/v) em água.

Procedimento: adaptar o frasco de reação no sistema gerador


OH OH de hidretos, esperar 30 segundos para purga do sistema e
H proceder à determinação conforme demais recomendações
N
H3C OH HSbO3 do fabricante, específicas para o equipamento utilizado.
.
O intervalo máximo para a mistura da Solução amostra
OH OH diluída ou da Solução padrão com a Solução de ácido
cítrico, deverá ser de 5 segundos antes da introdução no
C7H17NO5.HSbO3; 365,98
equipamento. Construir a curva analítica com alíquotas
antimoniato de meglumina; 05587
de 0,1 mL de Solução padrão de antimônio nas seguintes
Trioxoantimonato(1-) de 1-desoxi-1-(metilamino)-D-
concentrações: 0,1 mg/L; 0,2 mg/L; 0,3 mg/L; 0,4 mg/L e
glicitol
0,5 mg/L, preparadas, diariamente, por diluição sequencial
[133-51-7]
com água. Colocar entre 0,20 mL e 0,80 mL da Solução
amostra diluída ou da Solução padrão de antimônio no
Antimoniato de meglumina é constituído do sal de antimônio frasco de reação e adicionar 10 mL de Solução de ácido
pentavalente de N-metilglucamina. Contém, no mínimo, cítrico. No máximo 0,04 mg de antimônio trivalente por
26% e, no máximo, 28% de antimônio pentavalente (Sb5+) mililitro da solução de antimoniato de meglumina a 0,3%
em relação ao antimoniato de meglumina. (p/v), correspondem a 1,33% de antimônio trivalente da
substância analisada.
DESCRIÇÃO
Metais pesados. As determinações deverão ser feitas por
Características físicas. Pó branco, levemente amarelo. Espectrometria de absorção atômica (5.2.13.1) com forno
de grafite ou geração de hidretos, por espectrometria de
Solubilidade. Solúvel em água, praticamente insolúvel em emissão óptica com plasma indutivamente acoplado ou
etanol, éter etílico e clorofórmio. por espectrometria de massa com plasma indutivamente
acoplado. No máximo 9 mg/L na solução de antimoniato
de meglumina a 30% (p/v), correspondente a 0,003% (30
IDENTIFICAÇÃO
ppm) de metais pesados na substância analisada, para
A. Dissolver 6 g da amostra em 20 mL de água. Acidificar o somatório da concentração dos seguintes elementos:
2 mL dessa solução com ácido clorídrico SR e adicionar alumínio, arsênio, bismuto, cádmio, chumbo, cobre,
tioacetamida SR preparada no momento de uso. Forma-se cromo, manganês, mercúrio, níquel e zinco.
precipitado alaranjado.

B. Dissolver 6 g da amostra em 20 mL de água. Diluir 1 DOSEAMENTO


mL dessa solução com 9 mL de água. Acidificar com 5 mL Proceder conforme descrito em Espectrometria de absorção
de ácido sulfúrico a 0,3% (v/v) e adicionar 4 mL de iodeto atômica (5.2.13.1), utilizar o Método I. Empregar as
de potássio mercúrico alcalino SR. Após alguns segundos seguintes condições: chama ar mais acetileno, comprimento
desenvolve-se coloração amarela. de onda 217,6 nm, resolução do monocromador de 0,20 ±
0,10 nm.
ENSAIOS DE PUREZA
Solução amostra: preparar solução de antimoniato de
pH (5.2.19). 5,5 a 7,5. Determinar em solução a 30% (p/v) meglumina a 30% (p/v) em água e diluir, em seguida, por
em água isenta de dióxido de carbono. um fator de 2500 vezes com ácido clorídrico 6 M.

Antimônio trivalente. Proceder conforme descrito em Solução padrão: preparar solução de antimônio trivalente
Espectrometria de absorção atômica com geração de a 0,1% (p/v), em água, utilizando tartarato de potássio e
hidretos (5.2.13.1.2), sistema em batelada, atomização antimônio (C4H4KO7Sb.0,5H2O).
em cela de quartzo, comprimento de onda de 217,6 nm e
Procedimento: construir a curva analítica com a Solução
resolução do monocromador de 0,20 ± 0,10 nm.
padrão de antimônio nas seguintes concentrações:
Solução amostra: preparar solução da amostra a 0,3% (p/v) 10 mg/L, 20 mg/L, 30 mg/L, 40 mg/L e 50 mg/L por
em água e diluir essa solução por um fator a 500 vezes diluição sequencial em ácido clorídrico 6 M. A partir da
utilizando o mesmo solvente. concentração de Sb determinada, calcular o teor de Sb no
antimoniato de meglumina.
Solução padrão: preparar solução de antimônio trivalente
a 0,1% (p/v), por diluição de tartarato de potássio e
antimônio (C4H4KO7Sb. ½H2O) em água. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Solução redutora: preparar, imediatamente, a solução de Em recipientes bem fechados.


tetraidroborato de sódio a 1% (p/v) em hidróxido de sódio
a 0,1% (p/v).
ROTULAGEM
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
645
aa
Observar a legislação vigente. Em recipientes bem fechados.

CLASSE TERAPÊUTICA ROTULAGEM


Antiprotozoário. Observar a legislação vigente.

ANTIMONIATO DE MEGLUMINA ARNICA


SOLUÇÃO INJETÁVEL Arnicae flos

Contém, no mínimo, 92,0% e, no máximo, 108,0% de Arnica montana L. – ASTERACEAE; 09894


antimônio pentavalente (Sb5+) em relação à quantidade
declarada de Sb5+. Cada 1,5 g de antimoniato de meglumina A droga é constituída pelos capítulos florais secos, inteiros
contém 405 mg de Sb5+. ou parcialmente fragmentados. Deve conter no mínimo 0,4
% p/p de sesquiterpenos lactônicos totais expressos em
tiglato de helenalina, calculados com referência a droga
IDENTIFICAÇÃO seca.
A. Acidificar 2 mL da solução injetável com ácido clorídrico
SR e adicionar tioacetamida SR preparada no momento de CARACTERÍSTICAS
uso. Desenvolve-se um precipitado alaranjado.
Características organolépticas. Odor aromático e
B. Diluir 1 mL da solução injetável com 9 mL de água. agradável; sabor acre e amargo.
Acidificar essa solução com 5 mL de ácido sulfúrico a 0,3%
(v/v) e adicionar 4 mL de iodeto de potássio mercúrico
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA
alcalino. Após alguns segundos desenvolve-se coloração
amarela. As flores estão agrupadas em inflorescências do tipo
capítulo heteromorfo, de coloração amarelo-alaranjada. O
CARACTERÍSTICAS capítulo é constituído por um pedúnculo, um receptáculo,
flores radiais liguladas e flores do disco tubulosas. O
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste. capítulo, quando fechado, mede cerca de 2 cm de diâmetro
e quando com as flores radiais distendidas, mede de 5
pH (5.1.19). 5,5 a 7,5. cm a 6 cm de diâmetro. O pedúnculo, quando presente,
mede de 2 cm a 3 cm de comprimento. O receptáculo,
ENSAIOS DE PUREZA quando privado das flores, tem um diâmetro entre 6 mm
e 10 mm e uma profundidade de 15 mm e é levemente
Antimônio trivalente. Diluir a solução injetável com água convexo, alveolado e recoberto de tricomas brancos, curtos
por um fator de 50 000 vezes e proceder conforme descrito e duros. O receptáculo apresenta um invólucro constituído
em Antimônio trivalente na monografia de Antimoniato de por 18 a 24 brácteas ovalado-lanceoladas, veludosas na
meglumina. face abaxial, dispostas em 1 ou 2 séries imbricadas. Cada
bráctea involucral apresenta ápice agudo e bordo inteiro,
Metais pesados. Proceder conforme descrito em Metais ciliado, medindo de 8 mm a 10 mm, mais raramente até 15
pesados na monografia de Antimoniato de meglumina. No mm de comprimento. As brácteas internas têm cor verde
máximo 0,0009% (9 mg/L) da solução injetável. parda e são mais curtas; as brácteas externas são verdes;
ambas apresentam a face abaxial recoberta de tricomas
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA verde-amarelados, visíveis com lente. As flores liguladas
radiais são zigomorfas e femininas, em número de 14 a 20,
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste. e medem de 20 mm a 30 mm de comprimento. Cada flor
ligulada apresenta um cálice reduzido, denominado papus,
Endotoxinas bacterianas (5.5.2.2). No máximo 0,5 UE/ o qual é formado por uma série de cerdas esbranquiçado-
mg de antimoniato de meglumina. amareladas grossas, rígidas, medindo de 4 mm a 8 mm
Toxicidade (5.5.2.3). Cumpre o teste. Injetar, via de comprimento. O limbo da corola é oblongo, de cor
intravenosa, o equivalente a 1 mg/g de peso do animal.. amarelo-alaranjada e apresenta de 7 a 10 nervuras paralelas,
culminando em 3 lóbulos pequenos e desiguais. Os estames
não são completamente desenvolvidos, sendo, portanto,
DOSEAMENTO estaminódios, e apresentam anteras livres. O ovário é
ínfero, estreito, de coloração parda, mede de 4 mm a 5 mm
Diluir a solução injetável por um fator de 2500 vezes com de comprimento e apresenta 4 ou 5 arestas longitudinais
ácido clorídrico 6 M e proceder conforme descrito em pouco evidentes, além de um estilete bifurcado em 2
Doseamento na monografia de Antimoniato de meglumina. ramos estigmáticos curvos e reflexos. As flores tubulosas
a 646 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

do disco são actinomorfas e perfeitas, em número muito


maior do que as flores liguladas, e medem até 15 mm
anomocíticos. Na face abaxial, especialmente na região
do tubo, ocorrem tricomas de diferentes tipos: tricomas
de comprimento. Cada flor tubulosa apresenta um cálice tectores unisseriados e pluricelulares, formados por 4 ou
reduzido, denominado papus, o qual é formado por uma 5 células, de tamanho mais ou menos igual e de paredes
série de cerdas esbranquiçado-amareladas rígidas, com pouco espessadas, com a célula distal pontiaguda; tricomas
até 8 mm de comprimento. A corola é curta, de coloração tectores unisseriados e pluricelulares, formados por 1 a 3
amarelo-alaranjada, mede cerca de 8 mm de comprimento células proximais de paredes espessadas e 2 a 4 células
e tem 5 lobos triangulares reflexos. Os estames são 5, distais de paredes delgadas; tricomas glandulares de
férteis e estão soldados pelas anteras formando um tubo; pedicelo unisseriado e pluricelular, com cabeça globosa
as tecas são elipsoidais e o conetivo prolonga-se numa unicelular a pluricelular; tricomas glandulares de pedicelo
escama triangular. O ovário é ínfero, estreito, de coloração bisseriado e pluricelular, com cabeça globosa bisseriada,
parda, mede de 4 mm a 8 mm de comprimento e apresenta bicelular a pluricelular. Em secção transversal, o mesofilo
4 ou 5 arestas longitudinais visíveis, além de um estilete é formado por um parênquima frouxo, atravessado
bifurcado em 2 ramos estigmáticos curvos e reflexos. Os longitudinalmente ao eixo da lígula por feixes vasculares
frutos, quando presentes, são aquênios pardos, coroados ou em igual número aos das nervuras paralelas. A corola da
não pelo papus. flor tubulosa, em vista frontal, apresenta epiderme com
células de paredes anticlinais levemente onduladas nas
duas faces da porção distal das pétalas, e mais poligonais na
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA
porção mediana, as células da região do tubo têm paredes
As brácteas involucrais, em vista frontal, apresentam a face anticlinais poligonais; na porção distal e triangular de cada
abaxial da epiderme com células de paredes anticlinais pétala ocorrem papilas digitiformes. Gotas lipídicas podem
onduladas e estômatos do tipo anomocítico; face adaxial estar presentes. As flores de corola tubulosa apresentam os
com células alongadas, de paredes anticlinais poligonais mesmos tipos de tricomas que aqueles encontrados nas
a pouco onduladas, sem estômatos. Na face abaxial flores de corola ligulada. As anteras, em secção transversal,
encontram-se diferentes tipos de tricomas: abundantes mostram um endotécio espessado nas paredes laterais.
tricomas tectores unicelulares ou bicelulares, pontiagudos, A escama triangular da extremidade distal do conetivo
formados por células de paredes pouco espessadas, apresenta, em vista frontal, células de paredes anticlinais
geralmente retos, sendo os tricomas bicelulares formados retas e espessadas. Os grãos de pólen são triporados,
por uma célula proximal curta e uma distal mais longa, arredondados, com exina equinada, e medem cerca de 30
ligadas entre si por uma parede inclinada; raros tricomas µm. O ovário, em vista frontal, apresenta epiderme com
tectores pluricelulares, unisseriados, com 3 a 10 células, células alongadas, recoberta de tricomas glandulares de
formados por 1 a 3 células proximais curtas e 2 a 4 células pedicelo curto e cabeça claviforme a globosa, pluricelular,
distais longas; tricomas tectores pluricelulares unisseriados, com até 8 células dispostas em 2 fileiras, e de tricomas
particularmente abundantes nas margens das brácteas; tectores pluricelulares, bisseriados, com células geminadas,
tricomas tectores pluricelulares com células proximais cujas paredes adjacentes são pontoadas, pouco espessadas,
de tamanho uniforme e célula distal mais longa; tricomas e com porção celular distal aguda e às vezes bífida. A
glandulares numerosos, com pedicelo uni ou bisseriado, com parede do ovário pode mostrar placas reticuladas de cor
cabeça glandular grande, globosa ou ovóide, pluricelular, castanha ou preta, devido à presença de fitomelanina. Os
abundantes na face abaxial; tricomas glandulares com o ramos estigmáticos do estilete apresentam em sua porção
mesmo aspecto descrito, porém mais curtos, com pedicelo distal tricomas unicelulares cônicos, pontiagudos. Sob o
unisseriado, mais frequentes na face adaxial; raros tricomas tapete formado por estes tricomas observam-se papilas
glandulares de aspecto claviforme. Em secção transversal, arredondadas. O fruto, quando presente, tem as mesmas
a bráctea apresenta um parênquima fundamental frouxo, características epidérmicas do ovário, principalmente os
com feixes vasculares correspondentes às nervuras de cada dois tipos de tricomas e as placas de fitomelanina evidentes.
bráctea. O receptáculo, em vista frontal, apresenta epiderme
semelhante à das brácteas, com tricomas tectores de 2 a 5 DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
células. Em secção transversal, observa-se um parênquima
fundamental frouxo, com feixes vasculares e canais O pó atende a todas as exigências estabelecidas para a
secretores. As cerdas do cálice, na forma de papus, são espécie, menos os caracteres macroscópicos. Examinar
compostas cada uma por 2 a 3 fileiras de células alongadas, ao microscópio utilizando solução de hidrato de cloral.
agudas na porção distal, e por um maior número de fileiras São características: porções de epiderme das brácteas
de células na porção proximal; estas células assemelham-se involucrais com estômatos e tricomas como os descritos,
às células dos tricomas geminados, com suas extremidades mais abundantes na face abaxial; tricomas ou seus
distais agudas, expostas e livres, orientadas em direção ao fragmentos, conforme descritos; fragmentos de corolas
extremo distal da cerda. A corola da flor ligulada, em vista liguladas, com tricomas conforme descritos; fragmentos
frontal, apresenta epiderme da face adaxial com células de da porção distal da corola ligulada cobertos de papilas
paredes anticlinais poligonais, papilosas, principalmente arredondadas; fragmentos de corolas tubulosas com
na porção distal e mediana da lígula, com papilas curtas tricomas conforme descritos; fragmentos da porção distal
e arredondadas, sendo visíveis estrias epicuticulares e da corola tubulosa cobertos de papilas digitiformes;
gotas lipídicas; a epiderme da face abaxial apresenta fragmentos de ovário com os dois tipos de tricomas
células de paredes anticlinais alongadas, quase retas, mas característicos, como descritos acima; porções do papus ou
visivelmente onduladas na porção distal. Os estômatos são
fragmentos de cerdas do papus conforme descritos; grãos
de pólen triporados, arredondados, com exina equinada.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

e 4 mm de diâmetro interno, empacotada com sílica


octadecilsililada (4µm); fluxo da Fase móvel de 1,2 mL/
647
aa
min.
IDENTIFICAÇÃO Eluente A: metanol.
Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada Eluente B: água.
delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, com
espessura de 250 µm, como suporte, e mistura de ácido Gradiente da Fase móvel: adotar o sistema de gradiente
fórmico anidro, água, metil-etil-cetona e acetato de etila descrito na tabela a seguir:
(10:10:30:50) como fase móvel. Aplicar, separadamente à
placa, em forma de bandas de 20 mm, a 1 cm de distância, Tempo Fase móvel Fase móvel
Eluição
15 µL de cada uma das soluções, descritas a seguir. (minutos) A (%) B (%)

Solução (1): a 2 g da amostra pulverizada, adicionar 10 0-3 62 38 Isocrático


mL de metanol e aquecer em banho-maria (60 °C), sob 3-20 62→55 38→45 Gradiente linear
agitação, durante 5 minutos. Resfriar a solução e, em 20-30 55 45 Isocrático
seguida, filtrar. 30-55 55→45 45→55 Gradiente linear
55-57 45→0 55→100 Gradiente linear
Solução (2): dissolver 2 mg de ácido cafeico, 2 mg de 57-70 0 100 Isocrático
ácido clorogênico e 5 mg de rutina em metanol e ajustar o 70-90 62 38 Isocrático
volume para 30 mL com metanol.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Solução de padrão interno: dissolver imediatamente antes
secar ao ar. Nebulizar com solução de difenilborato de do uso 0,01 g de santonina exatamente pesado em 10 mL
aminoetanol SR e, depois, com solução de macrogol de metanol.
400 a 5% (p/v) em metanol. Aquecer a placa durante 5
Solução amostra: em balão de fundo redondo de 250
minutos a 100-105 ºC. Deixar secar ao ar e examinar sob
mL, introduzir 1 g da amostra pulverizada. Adicionar
luz ultravioleta 365 nm. O cromatograma obtido para
50 mL de uma mistura de volumes iguais de metanol e
a Solução (2) apresenta, na parte inferior, uma zona de
água isenta de dióxido de carbono e aquecer, sob refluxo,
fluorescência amarelo-alaranjada (rutina); na parte mediana
em banho-maria a 50 °C - 60 ºC, durante 30 minutos
do cromatograma observa-se uma zona de fluorescência
agitando frequentemente. Deixar esfriar e em seguida,
devido ao ácido clorogênico e, na parte superior, uma zona
filtrar utilizando filtro de papel. Transferir o filtro cortado
de fluorescência azulada (ácido cafeico). O cromatograma
em pedaços grandes e o resíduo para o balão de fundo
obtido com a Solução (1) mostra, na parte inferior, pouco
redondo, adicionar 50 mL de uma msitura de volumes
acima da zona correspondente à rutina, uma banda de
iguais de metanol e água isenta de dióxido de carbono
fluorescência azul-esverdeada, uma banda de fluorescência
e aquecer, sob refluxo, em banho-maria a 50 ºC - 60 ºC,
azulada (ácido clorogênico) pode ser visualizada um pouco
durante 30 minutos, agitando frequentemente. Repetir a
mais acima; na sequência, de baixo para cima, podem ser
operação duas vezes. Reunir os filtrados, adicionar 3 mL da
observadas uma zona de fluorescência castanho-amarelada
Solução de padrão interno e evaporar, a pressão reduzida,
a amarelo-alaranjada; três zonas de flurorescência
até a obtenção de um volume de 18 mL. Lavar o balão de
castanho-amarelada a amarelo-alaranjada e, pouco abaixo
fundo redondo com água isenta de dióxido de carbono e
da zona correspondente ao ácido cafeico, uma banda de
completar 20 mL com as águas de lavagem. Transferir a
fluorescência azul-esverdeada.
solução para uma coluna cromatográfica com cerca de 0,15
m de comprimento e cerca de 30 mm de diâmetro interno,
ENSAIOS DE PUREZA contendo 15 g de sílica kieselguhr para cromatografia.
Deixar em repouso durante 15 minutos e, depois, eluir com
Material estranho (5.4.2.2). Não superior a 5,0% de 200 mL de uma mistura de volumes iguais de acetato de
caules com um diâmetro superior a 5 mm. etila e cloreto de metileno. Evaporar o eluato à secura, num
Cinzas totais (5.4.2.4). Não superior a 10,0%. balão de fundo redondo de 250 mL. Dissolver o resíduo
em 10 mL de metanol, adicionar 10 mL de água isenta de
Perda por dessecação (5.2.9). Não superior a 10,0% em dióxido de carbono e, em seguida, 7 g de óxido de alumínio
1 g da amostra pulverizada, determinada em estufa a 100– neutro. Agitar durante 2 minutos, centrifugar (10 min,
105 ºC, durante 2 horas. 6.000 r/min) e filtrar utilizando filtro de papel. Evaporar à
secura 10 mL do filtrado. Dissolver o resíduo em 3 mL de
uma mistura de iguais volumes de metanol e água isenta de
DOSEAMENTO dióxido de carbono e filtrar.
Sesquiterpenos lactônicos totais Procedimento: injetar separadamente, 20 µL da Solução
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido de padrão interno e da Solução amostra. Calcular a
de alta eficiência (5.2.17.4) utilizando santonina como porcentagem de sesquiterpenos lactônicos totais, expressos
padrão interno. Utilizar cromatógrafo provido de detector em tiglato de helenalina, segundo a expressão:
ultravioleta a 225 nm; coluna de 0,12 m de comprimento
a 648 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

em que

FLS = área total dos picos correspondentes aos


sesquiterpenos lactônicos que aparecem depois do pico da
santonina no cromatograma
FS = área sob o pico correspondente à santonia no
cromatograma obtido com a Solução amostra
m = massa da tomada de ensaio, em gramas
C = concentração da santonina na Solução de padrão
interno utilzada na Solução amostra (mg/mL)
V = volume (em mL) da Solução de padrão interno
utilizado na Solução amostra
1,187 = fator de correção entre o tiglato de helenalina e a
santonina

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO

Em recipientes opacos, bem fechados, ao abrigo da luz e


calor.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 649
aa

Figura 1 - Aspectos macroscópicos em Arnica montana L.


______________

Complemento da legenda da Figura 1.

A – aspecto de um ramo com inflorescências. B – capítulo floral: flor tubular (flt); flor ligulada (fll); pedúnculo (pd). C – capítulo floral desprovido de
flores tubulosas: flor ligulada (fll); receptáculo (rc); pedúnculo (pd). D – aspecto da droga seca: flor tubular (flt); flor ligulada (fll); receptáculo (rc);
pedúnculo (pd).
a 650 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 2 – Aspectos macroscópicos e microscópicos em Arnica montana L.


______________

Complemento da legenda da Figura 2.

A – flor ligulada: ovário (ov); papus (pap); estigma bífido (eg); lígula (l). B – flor tubulosa; ovário (ov); papus (pap); estame com antera soldada (ea);
estigma bífido (eg); corola (co). C – flor ligulada: lígula (l). D – flor tubulosa: ovário (ov); papus (pap); estigma bífido (eg). E – detalhe de uma cerda
do papus: grão de pólen (gp). F – superfície externa do ovário: tricoma glandular (tg); tricoma tector (tt). G – fragmento do papus. H – detalhe de uma
cerda do papus: grão de pólen (gp); papus (pap); tricoma tector (tt).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 651
aa

Figura 3 – Aspectos microscópicos em Arnica montana L.


______________

Complemento da legenda da Figura 3.

A – corte transversal da bráctea: epiderme (ep); parênquima (p); feixe vascular (fv); tricoma gladular (tg); base do tricoma glandular (btg). B e C –
detalhes dos tricomas grandular e tector: tricoma glandular (tg); tricoma tector (tt). D – superfície externa do ovário vista de cima: tricoma glandular
com cabeça bicelular (tgb), com corpo bisseriado. E – aspectos dos tricomas glandulares. F e G – fragmento da epiderme inferior: tricoma glandular
(tg); tricoma glandular com cabeça bicelular (tgb).
a 652 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ARTEMÉTER
ENSAIOS DE PUREZA

Artemetherum Substâncias relacionadas 1. Proceder conforme descrito


em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1),
utilizando sílica-gel G, como suporte, e mistura de éter
CH3 de petróleo e acetato de etila (70:30), como fase móvel.
H Aplicar, separadamente, à placa, 10 µL de cada uma das
O O soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.
H3C
Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em acetona.
O
H H Solução (2): solução a 0,05 mg/mL da amostra em acetona.
O
CH3 Solução (3): solução a 0,025 mg/mL da amostra em
acetona.
OCH3
Solução (4): solução a 0,10 mg/mL da amostra em acetona.
C16H26O5; 298,37
arteméter; 00885 Solução (5): solução a 0,10 mg/mL de arteméter SQR em
(3R,5aS,6R,8aS,9R,10S,12R,12aR)-Decaidro-10- acetona.
metoxi-3,6,9-trimetil-3,12-epoxi-12H-pirano[4,3-j]-1,2-
benzodioxepina Procedimento: desenvolver o cromatograma. Remover a
[71963-77-4] placa, deixar secar ao ar. Nebulizar a placa com vanilina SR
e examinar imediatamente. Qualquer mancha secundária
obtida no cromatograma com a Solução (1), diferente da
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
mancha principal, não é mais intensa que aquela obtida
C16H26O5, em relação à substância dessecada.
com a Solução (2) (0,5%) e não mais que uma mancha é
mais intensa que aquela obtida com a solução (3) (0,25%).
DESCRIÇÃO
Substâncias relacionadas 2. Proceder conforme descrito
Características físicas. Pó fino, cristalino e branco. em Doseamento. Preparar a Soluções (1) e a Solução (2)
como descrito a seguir.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, muito
solúvel em cloreto de metileno e acetona e facilmente Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em fase
solúvel em etanol absoluto e acetato de etila. móvel.

Constantes físico-químicas. Solução (2): solução a 0,05 mg/mL da amostra em fase


móvel.
Faixa de fusão (5.2.2): 86 °C a 90 °C.
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL de cada
Poder rotatório específico (5.2.8): +166º a +173º. solução. Registrar os cromatogramas e medir a área sob
Determinar em solução a 1% em etanol absoluto. os picos. A soma das áreas de todos os picos secundários
obtidos com a Solução (1), exceto a do pico principal, não é
IDENTIFICAÇÃO maior que o dobro da área sob o pico principal, obtido com
a Solução (2) (1,0%) e a área de nenhum pico é maior que
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da aquela do pico principal obtido com a Solução (2) (0,5%).
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta Não mais que um pico obtido com a Solução (1) apresenta
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos área superior à metade da área sob o pico principal obtido
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles com a Solução (2) (0,25%). Desconsiderar os picos com
observados no espectro de arteméter SQR, preparado de área inferior a 0,1 vezes a área sob o pico principal obtido
maneira idêntica. com a Solução (2).
B. A mancha principal do cromatograma da Solução (4), Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
obtida em Substâncias relacionadas, corresponde em amostra. Dessecar sob pentóxido de fósforo em estufa a 60
posição, cor e intensidade àquela obtida com a Solução (5). °C, sob pressão reduzida, por 4 horas. No máximo 0,5%.
C. A 30 mg da amostra, adicionar 1 mL de etanol absoluto Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo 0,1%.
e 0,1 g de iodeto de potássio. Aquecer em banho-maria.
Desenvolve-se coloração amarela.
DOSEAMENTO
D. Dissolver 10 mg da amostra em 2 mL de etanol absoluto,
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
em cápsula de porcelana. Adicionar tres gotas de vanilina
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
SR. Desenvolve-se coloração rosa.
de detector ultravioleta a 216 nm; coluna cromatográfica
de 250 mm de comprimento e 4 mm de diâmetro interno,
empacotada com sílica quimicamente ligada a grupo
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 653

Solução (1): diluir volume da solução injetável em acetona,


de modo a obter solução a 10 mg/mL.
aa
octadecilsilano (5 µm), mantida a 30 ºC; fluxo da Fase
móvel de 1,5 mL/min.
Solução (2): diluir a Solução (1) em acetona, de modo a
Fase móvel: mistura de acetonitrila e água (62:38). obter solução a 0,05 mg/mL.

Solução amostra: dissolver quantidade, exatamente pesada, Solução (3): diluir a Solução (2) em acetona, de modo a
da amostra em fase móvel, de modo a obter solução a 4 mg/ obter solução a 0,025 mg/mL.
mL.
Solução (4): diluir a Solução (1) em acetona, de modo a
Solução padrão: dissolver quantidade, exatamente pesada, obter solução a 0,10 mg/mL.
de arteméter SQR em fase móvel, de modo a obter solução
Solução (5): solução a 0,10 mg/mL de arteméter SQR em
a 4 mg/mL.
acetona.
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL da Solução
Substâncias relacionadas 2. Proceder conforme descrito
padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
em Substâncias relacionadas 2, por Cromatografia a
e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C16H26O5
líquido de alta eficiência (5.2.17.4), na monografia de
na amostra, a partir das respostas obtidas com a Solução
Arteméter. Preparar as soluções como descrito a seguir.
padrão e a Solução amostra.
Solução (1): diluir volume da solução injetável em fase
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO móvel, de modo a obter solução a 10 mg/mL.

Em recipientes bem fechados, protegidos da luz. Solução (2): diluir a Solução (1) em fase móvel, de modo a
obter solução a 0,05 mg/mL.

CLASSE TERAPÊUTICA
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Antimalárico.
Esterilidade (5.5.3.2.1). Cumpre o teste.

Pirogênios (5.5.2.1). Cumpre o teste.


ARTEMÉTER SOLUÇÃO INJETÁVEL
DOSEAMENTO
Contém, no mínimo, 95,0% e, no máximo, 105,0% da
quantidade declarada de C16H26O5. Proceder conforme descrito em Doseamento da monografia
de Arteméter. Preparar a Solução amostra como descrito a
seguir.
IDENTIFICAÇÃO
Diluente: mistura de isopropanol e acetonitrila (75:25).
A. Transferir volume da solução injetável equivalente a 50
mg de arteméter para béquer, adicionar 25 mL de acetona, Solução amostra: diluir volume da solução injetável no
agitar e filtrar. Evaporar o filtrado a 40 °C e secar o resíduo diluente, de modo a obter solução a 4 mg/mL.
em dessecador por 24 horas. Proceder conforme descrito
no teste A. de Identificação da monografia de Arteméter. Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL das Soluções
padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir as
B. A mancha principal do cromatograma da Solução (4), áreas sob os picos. Calcular a quantidade de C16H26O5 na
obtida em Substâncias relacionadas, corresponde em solução injetável, a partir das respostas obtidas para as
posição, cor e intensidade àquela obtida com a Solução (5). Soluções padrão e amostra.
C. Adicionar 6 mL de etanol absoluto a um volume
da solução injetável equivalente a 30 mg de arteméter. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Transferir cinco gotas para cápsula de porcelana e adicionar
Em recipientes de vidro tipo I, protegidos da luz, em
uma gota de vanilina SR. Desenvolve-se coloração rosa.
temperatura inferior a 25 ºC.

CARACTERÍSTICAS
ROTULAGEM
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste.
Observar a legislação vigente.

ENSAIOS DE PUREZA
Substâncias relacionadas 1. Proceder conforme descrito
em Substâncias relacionadas 1, por Cromatografia em
camada delgada (5.2.17.1), na monografia de Arteméter.
Preparar as soluções como descrito a seguir.
a 654 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ARTESUNATO
Solução (2): solução a 0,10 mg/mL de artesunato SQR em
tolueno.
Artesunatum
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
CH3 secar ao ar. Nebulizar a placa com anisaldeído SR e aquecer
H a 120 °C por 5 minutos. Examinar sob luz ultravioleta
(254 nm). A mancha principal obtida com a Solução (1)
O O corresponde em posição, cor e intensidade àquela obtida
H3C com a Solução (2).
O
H H C. Dissolver 0,1 g da amostra em 40 mL de etanol absoluto,
O agitar e filtrar. A 20 mL do filtrado, adicionar 0,5 mL de
CH3 cloridrato de hidroxilamina SR e 0,25 mL de hidróxido de
O O sódio SR. Aquecer em banho-maria até a fervura, resfriar
e adicionar duas gotas de ácido clorídrico SR e duas gotas
de cloreto férrico a 5% (p/v). Desenvolve-se coloração
violeta.

D. Dissolver 0,1 g da amostra em 40 mL de etanol absoluto,


HOOC
agitar e filtrar. Evaporar 20 mL do filtrado em banho-maria
C19H28O8; 384,42 até volume de 5 mL. Transferir cinco gotas para cápsula de
artesunato; 09673 porcelana e adicionar uma gota de vanilina SR. Após 30
Éster 1-[(3R,5aS,6R,8aS,9R,10S,12R,12aR)-decaidro- minutos, desenvolve-se coloração vermelha.
3,6,9-trimetil-3,12-epoxi-12H-pirano[4,3-j]-1,2-
benzodioxepina-10-ílico] do ácido butanodióico
ENSAIOS DE PUREZA
[88495-63-0]
pH (5.2.19). 3,5 a 4,5. Determinar em suspensão a 1%
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de (p/v) em água isenta de dióxido de carbono.
C19H28O8, em relação à substância anidra.
Substâncias relacionadas 1. Proceder conforme descrito
em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1),
DESCRIÇÃO utilizando sílica-gel G, como suporte, e mistura de éter de
petróleo, acetato de etila e ácido acético glacial (48:36:1),
Características físicas. Pó fino, cristalino, branco ou
como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 10
quase branco.
μL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, muito solúvel descritas a seguir.
em cloreto de metileno, facilmente solúvel em etanol e
Solução (1): solução a 5 mg/mL da amostra em cloreto de
acetona.
metileno.
Constantes físico-químicas.
Solução (2): solução a 0,05 mg/mL da amostra em cloreto
Faixa de fusão (5.2.2): 132 °C a 135 °C. de metileno.

Poder rotatório específico (5.2.8): +2,5º a +3,5º. Determinar Solução (3): solução a 0,025 mg/mL da amostra em cloreto
em solução a 1% (p/v) em cloreto do metileno. de metileno.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


IDENTIFICAÇÃO secar ao ar. Nebulizar a placa com vanilina SR e examinar
imediatamente. Qualquer mancha secundária obtida no
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da cromatograma com a Solução (1), diferente da mancha
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta principal, não é mais intensa que aquela obtida com a
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos Solução (2) (1,0%) e não mais que uma mancha é mais
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles intensa que aquela obtida com a Solução (3) (0,5%).
observados no espectro de artesunato SQR, preparado de
maneira idêntica. Substâncias relacionadas 2. Proceder conforme descrito
no método B. de Doseamento. Preparar as soluções como
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em descrito a seguir.
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G, como
suporte, e mistura de tolueno e acetato de etila (95:5), Solução (1): solução a 4 mg/mL da amostra em acetonitrila.
como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 2 μL de
cada uma das soluções, recentemente preparadas, descritas Solução (2): solução a 0,04 mg/mL da amostra em
a seguir. acetonitrila.

Solução (1): solução a 0,10 mg/mL da amostra em tolueno. Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL de cada
solução. Registrar os cromatogramas e medir as áreas sob
os picos. A soma das áreas de todos os picos secundários
obtidos com a Solução (1), exceto a do pico principal, não é
ROTULAGEM
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 655
aa
maior que o dobro da área sob o pico principal, obtido com Observar a legislação vigente.
a Solução (2) (2,0%) e a área de nenhum pico é maior que
aquela do pico principal obtido com a Solução (2) (1,0%). CLASSE TERAPÊUTICA
Não mais que um pico obtido com a Solução (1) apresenta
área superior à metade da área sob o pico principal obtido Antimalárico.
com a Solução (2) (0,5%). Desconsiderar os picos com
área inferior a 0,1 vezes a área sob o pico principal obtido
com a Solução (2). ARTESUNATO COMPRIMIDOS
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. No
máximo 0,002% (20 ppm). Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de artesunato (C19H28O8).
Água (5.2.20.1). Determinar em 2 g da amostra. No
máximo 0,5%.
IDENTIFICAÇÃO
Cinzas sulfatadas. No máximo 0,1%.
A. Pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir quantidade
do pó equivalente a 50 mg de artesunato para béquer,
DOSEAMENTO adicionar 25 mL de acetona, agitar e filtrar. Evaporar o
Empregar um dos métodos descritos a seguir. filtrado em banho-maria e deixar o resíduo em dessecador,
sob sílica-gel, por 24 horas. O resíduo obtido responde ao
A. Dissolver, exatamente, cerca de 0,25 g da amostra em 25 teste A. de Identificação da monografia de Artesunato.
mL de etanol. Titular com hidróxido de sódio 0,05 M SV,
utilizando duas gotas de fenolftaleína SI como indicador. B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
Cada mL de hidróxido de sódio 0,05 M SV equivale a da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
19,221 mg de C19H28O8. corresponde àquele do pico principal da Solução padrão.

B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido C. Proceder conforme descrito no teste B. de Identificação
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido da monografia de Artesunato. Preparar a Solução (1) como
de detector ultravioleta a 216 nm; coluna de 125 mm de descrito a seguir.
comprimento e 3 mm de diâmetro interno, empacotada Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 quantidade do pó equivalente a 5 mg de artesunato para
µm), mantida a 30 ºC; fluxo da fase móvel de 0,6 mL/min. béquer, adicionar 50 mL de etanol absoluto, agitar e filtrar.
Tampão pH 3,0: dissolver 1,36 g de fosfato de potássio Evaporar 2 mL do filtrado em banho-maria e dissolver o
monobásico em 900 mL de água. Ajustar o pH para 3,0 com resíduo em 2 mL de acetona.
ácido fosfórico, completar o volume para 1000 mL com D. Pesar e pulverizar os comprimidos. Utilizar quantidade
água e homogeneizar. do pó equivalente a 0,1 g de artesunato. Prosseguir conforme
Fase móvel: mistura de Tampão pH 3,0 e acetonitrila descrito no teste D. de Identificação da monografia de
(50:50). Artesunato.

Solução amostra: dissolver quantidade exatamente pesada


CARACTERÍSTICAS
da amostra em acetonitrila, de modo a obter solução a 2
mg/mL. Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
de artesunato SQR em acetonitrila, de modo a obter
solução a 2 mg/mL. Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.

Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL da Solução Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.


padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C19H28O8 Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
na amostra, a partir das respostas obtidas com a Solução Proceder conforme descrito no método B. de Doseamento.
padrão e a Solução amostra.
ENSAIOS DE PUREZA
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Substâncias relacionadas 1. Proceder conforme descrito
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz. em Substâncias relacionadas 1, da monografia de
Artesunato. Preparar as soluções como descrito a seguir.

Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Agitar


quantidade do pó equivalente a 0,1 g de artesunato com 20
a 656 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

mL de cloreto de metileno e filtrar, de modo a obter solução


a 5 mg/mL.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz.
Solução (2): diluir a Solução (1) em cloreto de metileno, de
modo a obter solução a 0,05 mg/mL.
ROTULAGEM
Solução (3): diluir a Solução (2) em cloreto de metileno, de
Observar a legislação vigente.
modo a obter solução a 0,025 mg/mL.

Substâncias relacionadas 2. Proceder conforme descrito


em Substâncias relacionadas 2, da monografia de ASCORBATO DE SÓDIO
Artesunato. Preparar as soluções como descrito a seguir. Natrii ascorbas
Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir
quantidade do pó equivalente a 0,4 g de artesunato para béquer
e adicionar 20 mL de etanol. Agitar vigorosamente e filtrar.
Transferir 5 mL do filtrado para balão volumétrico de 25
mL e completar o volume com Fase móvel.

Solução (2): transferir 1 mL da Solução (1) para balão


volumétrico de 100 mL e completar o volume com Fase
móvel.
C6H7NaO6; 198,11
ascorbato de sódio; 00107
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Sal de sódio do ácido L-ascórbico (1:1)
Contagem do número total de micro-organismos
[134-03-2]
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de


Cumpre o teste. C6H7NaO6 em relação à substância dessecada.

DOSEAMENTO DESCRIÇÃO
Empregar um dos métodos descritos a seguir. Características físicas. Pó branco ou amarelado, cristalino.

A. Pesar e pulverizar 20 comprimidos. Transferir, Solubilidade. Facilmente solúvel em água, ligeiramente


exatamente, quantidade do pó equivalente a 0,5 g de solúvel em etanol e praticamente insolúvel em cloreto de
artesunato para balão volumétrico de 50 mL e adicionar metileno.
40 mL de etanol. Agitar mecanicamente por 10 minutos,
completar o volume com o mesmo solvente e filtrar. Titular Constantes físico-químicas.
25 mL do filtrado com hidróxido de sódio 0,05 M SV,
Poder rotatório específico (5.2.8): +103° a +108°,
utilizando duas gotas de fenolftaleína SI como indicador.
determinado em uma solução 100 mg/mL em água.
Cada mL de hidróxido de sódio 0,05 M SV equivale a
19,221 mg de C19H28O8.
IDENTIFICAÇÃO
B. Proceder conforme descrito no método B. de Doseamento
da monografia de Artesunato. Preparar a Solução amostra A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
como descrito a seguir. amostra, dispersa em óleo mineral, apresenta máximos de
absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e
Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos. com as mesmas intensidades relativas daqueles observados
Transferir, exatamente, quantidade do pó equivalente a 0,25 g no espectro de ascorbato de sódio SQR, preparado de
de artesunato para balão volumétrico de 25 mL, adicionar maneira idêntica.
20 mL de etanol e agitar mecanicamente por 10 minutos.
Completar o volume com o mesmo solvente, homogeneizar B. Pesar 1 g de amostra e dissolver em 50 mL de água. A 4
e filtrar. Transferir 5 mL do filtrado para balão volumétrico mL desta solução, adicionar 1 mL de ácido clorídrico 0,1
de 25 mL e completar o volume com Fase móvel. M. A solução resultante reduz o tartarato cúprico alcalino
SR lentamente à temperatura ambiente e mais rapidamente
Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL das Soluções sob aquecimento.
padrão e amostra, registrar os cromatogramas e medir
as áreas sob os picos. Calcular a quantidade de C19H28O8 C. Responde às reações do íon sódio (5.3.1.1).
nos comprimidos, a partir das respostas obtidas para as
Soluções padrão e amostra. D. Preparar uma solução 10% (p/v) da amostra. A 1 mL
desta solução, adicionar 0,2 mL de ácido nítrico SR e 0,2
mL de nitrato de prata 1,7% (p/v). Ocorre formação de
precipitado cinza.
ENSAIOS DE PUREZA
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

sulfatos, utilizando 0,5 mL de solução padrão de ácido


sulfúrico 0,005 M. No máximo 0,015% (150 ppm).
657
aa
Aspecto da solução. Dissolver 5 g de amostra em água e
completar para o volume de 50 mL com o mesmo solvente. Cobre. Proceder conforme descrito em Espectrometria
Essa solução não é mais intensamente colorida que a atômica (5.2.13.1.1). Utilizar espectrofotômetro provido
solução padrão preparada pela diluição de 5 mL da Solução de chama alimentada com mistura de ar-acetileno, lâmpada
de referência de cor descrita a seguir, em 95 mL de ácido de cátodo oco de cobre e selecionar a linha de emissão em
clorídrico 1% (p/v). Proceder conforme descrito em Cor de 324,8 nm.
líquidos (5.2.12).
Solução amostra: Transferir 2 g da amostra para frasco
Solução de referência de cor: misturar 1,5 partes da volumétrico de 25 mL e completar o volume com ácido
solução base de cloreto férrico, 1,2 partes da solução base nítrico SR. No máximo 5 ppm de cobre.
de sulfato cúprico, 1,5 partes da solução base de cloreto
cobaltoso e 0,8 partes de ácido clorídrico 1% (p/v). Ferro. Proceder conforme descrito em Espectrometria
atômica (5.2.13.1.1).Utilizar espectrofotômetro provido de
pH (5.2.19). 7,0 a 8,0. Determinar na solução 10% (p/v). chama alimentada com mistura de ar-acetileno, lâmpada
de cátodo oco de ferro e selecionar a linha de emissão em
Impurezas orgânicas voláteis. Proceder conforme 248,3 nm.
descrito em Cromatografia gasosa (5.2.17.5). Utilizar
cromatógrafo provido de detector de ionização de chamas, Solução amostra: Transferir 5 g da amostra para frasco
utilizando mistura de nitrogênio, ar sintético e hidrogênio volumétrico de 25 mL e completar o volume com ácido
(1:1:10) como gases auxiliares à chama do detector; coluna nítrico SR. No máximo 2 ppm de ferro.
capilar de 30 m de comprimento e 0,53 mm de diâmetro
interno, preenchida com fase estacionária ligada de fenil e Níquel. Proceder conforme descrito em Espectrometria
metilpolisiloxano (5:95), com espessura do filme de 5 µm; atômica (5.2.13.1.1).Utilizar espectrofotômetro provido de
temperatura da coluna de 35 ºC a 260 ºC (35 ºC mantida chama alimentada com mistura de ar-acetileno, lâmpada
durante 5 minutos, aumentar a 175 ºC a 8 ºC por minuto, de cátodo oco de níquel e selecionar a linha de emissão em
aumentada a 260 ºC a 35 ºC e mantida a esta temperatura 232,0 nm.
por pelo menos 16 minutos), temperatura do injetor a 70 ºC Solução amostra: Transferir 10 g da amostra para frasco
e temperatura do detector a 260 ºC; utilizar hélio como gás volumétrico de 25 mL e completar o volume com ácido
de arraste; fluxo do gás de arraste de 1 mL/minuto. nítrico SR. No máximo 1 ppm de níquel.
Solução amostra: Dissolver em 50 mL de água, livre de Metais pesados (5.3.2.3). Dissolver 2 g de amostra em
compostos orgânicos, exatamente, cerca de, 1 g de amostra. água e completar para o volume de 20 mL. Transferir 12
Solução padrão: preparar uma solução, em água livre de mL desta solução e proceder conforme descrito em Método
compostos orgânicos, contendo, em cada mL, 10 µg de I. No máximo 0,001% (10 ppm).
cloreto de metileno, 1 µg de clorofórmio, 2 µg benzeno, 2 Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de
µg de dioxana e 2 µg de tricloroetileno. amostra, em estufa a 105 ºC até peso constante. No máximo
Injetar, separadamente, 1 µL da Solução amostra e 0,25%.
da Solução padrão no cromatógrafo à gás. Obter os
cromatogramas e medir a área sob os picos. Identificar, DOSEAMENTO
baseado no tempo de retenção, qualquer pico presente
no cromatograma da solução amostra. A presença e a Pesar, exatamente, cerca de 0,4 g da amostra e dissolver em
identificação dos picos no cromatograma devem ser uma mistura de 100 mL de água e 25 mL de ácido sulfúrico
estabelecidas comparando os cromatogramas da Solução 9,8% (p/v). Titular imediatamente com iodo 0,1 M SV e
amostra e Solução padrão. Limites: Benzeno 2 ppm, adicionar 3 mL de amido I próximo ao ponto final. Cada
clorofórmio 50 ppm, dioxana 100 ppm, cloreto de metileno mL de iodo 0,1 M SV equivale a 9,905 mg de C6H7NaO6.
500 ppm e tricloroetileno 100 ppm. Cumpre o teste.

Ácido oxálico. Deixar as seguintes preparações em EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


repouso por 1 hora. A opalescência da preparação amostra Em recipientes não metálicos, protegidos da luz.
não é maior que a da preparação padrão.

Preparação amostra: Dissolver 0,25 g de amostra em 5 ROTULAGEM


mL de água. Adicionar 1 mL de ácido acético diluído e 0,5
mL de cloreto de cálcio SR. No máximo 0,3% (3000 ppm). Observar a legislação vigente.

Preparação padrão: Dissolver 70 mg de ácido oxálico em


água e completar para o volume de 500 mL com o mesmo CATEGORIA
solvente. A 5 mL desta solução, adicionar 1 mL de ácido Excipiente.
acético diluído e 0,5 mL de cloreto de cálcio SR.

Sulfatos (5.3.2.1). Dissolver 1,6 g da amostra em 40 mL de


água e proceder conforme descrito em Ensaio limite para
a 658 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ATADURA DE GAZE ATENOLOL


Atenololum
A atadura de gaze é constituída por faixa contínua de gaze
purificada do tipo I, firmemente enrolada, de largura e NH2
comprimento variáveis, isenta de fiapos e enovelamentos. CH3
A atadura de gaze, desenrolada previamente, deve O
satisfazer todas as exigências estabelecidas para o tecido H3C N O
de gaze hidrófila purificada, determinadas de acordo com
H
OH
as respectivas técnicas e às especificações a seguir.
C14H22N2O3; 266,34
atenolol; 00911
CARACTERÍSTICAS
4-[2-Hidroxi-3-[(1-metiletil)amino]propoxi]benzenoacetamida
Comprimento. Determinar medindo ao longo da linha [29122-68-7]
mediana da atadura, desenrolada e alisada sem tração; o
comprimento não deverá ser menor que 98% do indicado Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
na rotulagem. C14H22N2O3, em relação à substância dessecada.
Largura. Medir a largura em três pontos uniformemente
espalhados ao longo da atadura aberta. A média das três DESCRIÇÃO
medidas deve apresentar variação dimensional de, no
Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase
máximo, 2% em relação ao declarado na rotulagem.
branco.
Número de fios. Determinar o número de fios da urdidura
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, facilmente
e da trama em 5 áreas de 1 cm x 1 cm, na linha central da
solúvel em metanol, solúvel em ácido acético glacial e
atadura, em pontos de intervalos regulares, pelo menos a
etanol, pouco solúvel em cloreto de metileno, muito pouco
30 cm da extremidade e calcular o número de fios em uma
solúvel em acetona, praticamente insolúvel em acetonitrila.
área de 5 cm x 5 cm.
Constantes físico-químicas
Peso. Determinar o peso de todo o rolo da atadura e,
utilizando os resultados das medidas anteriores, calcular o Faixa de fusão (5.2.2): 152 °C a 155 °C.
peso por metro quadrado.
Poder rotatório (5.2.8): +0,10° a -0,10°. Determinar em
Poder absorvente. Sustente a atadura, devidamente solução a 1 % (p/v) em água.
desenrolada horizontalmente, quase em contato com uma
superfície de água destilada e deixar cair, delicadamente,
sobre o líquido; a atadura deve submergir completamente IDENTIFICAÇÃO
no espaço de tempo de 30 segundos.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
Substâncias medicamentosas ou adesivas. A atadura de amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo
gaze, quando impregnada de substâncias medicamentosas de potássio, apresenta máximos de absorção somente
ou misturas adesivas deve apresentar concentração nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas
uniforme. Não deve conter substâncias em concentrações intensidades relativas daqueles observados no espectro de
capazes de provocar acidentes tóxicos ou reacionais. atenolol SQR, preparado de maneira idêntica.

B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na


TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA faixa de 230 nm a 350 nm, de solução a 0,01% (p/v) em
metanol, exibe máximos e mínimos somente nos mesmos
Esterilidade (5.5.3.2.1). Aplicável quando a atadura é comprimentos de onda de solução similar de atenolol SQR.
declarada estéril. Cumpre o teste. A razão entre os valores de absorvância medidos em 275
nm e 282 nm está compreendida entre 1,15 e 1,20.
ROTULAGEM
C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
Observar a legislação vigente. camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
como suporte, e mistura de hidróxido de amônio e metanol
(3:97), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa,
10 µL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
descritas a seguir.

Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em metanol.

Solução (2): solução a 10 mg/mL de atenolol SQR em


metanol.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar
ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

µm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel


de 0,6 mL/minuto.
659
aa
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição,
cor e intensidade aquela obtida com a Solução (2). Fase móvel: dissolver 1,1 g de heptanossulfonato de sódio
e 0,71 g de fosfato de sódio dibásico anidro em 700 mL
de água. Se necessário, ajustar o pH em 3,0 com acido
ENSAIOS DE PUREZA fosfórico SR. Adicionar 300 mL de metanol e 2 mL de
dibutilamina e homogeneizar.
Cloretos. Dissolver 1 g da amostra em 100 mL de ácido
nítrico 0,15 M, adicionar 1 mL de nitrato de prata SR e Solução amostra: dissolver quantidade exatamente pesada
homogeneizar. Qualquer turbidez desenvolvida não é mais da amostra em Fase móvel de modo a obter solução a 10
intensa que a de mistura de 1,4 mL de ácido clorídrico 0,02 µg/mL.
M, 98,6 mL de ácido nítrico 0,15 M e 1 mL de nitrato de
prata SR. No máximo 0,1% (1000 ppm). Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
de atenolol SQR em Fase móvel de modo a obter solução
Pureza cromatográfica. Proceder conforme descrito no a 10 µg/mL.
método B. de Doseamento. Preparar a Solução (1) e a
Solução(2) como descrito a seguir. Injetar replicatas de 10 µL da Solução padrão. A eficiência
da coluna não é menor que 5000 pratos teóricos. O fator
Solução (1): dissolver quantidade exatamente pesada da de cauda não é maior que 2,0. O desvio padrão relativo
amostra em Fase móvel de modo a obter solução a 0,1 mg/ das áreas de replicatas dos picos registrados não é maior
mL. que 2,0%.
Solução (2): transferir 0,5 mL da Solução (1) para balão Procedimento: injetar, separadamente, 10 µL da Solução
volumétrico de 100 mL e diluir com Fase móvel, de modo padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
a obter solução a 0,5 µg/mL. e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C14H22N2O3
na amostra a partir das respostas obtidas com a Solução
Procedimento: injetar, separadamente, 50 µL da solução
padrão e a Solução amostra.
(1) e da Solução (2), registrar os cromatogramas por, no
mínimo, seis vezes o tempo de retenção do pico do atenolol
e medir as áreas dos os picos. Nenhum pico secundário EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
obtido com a Solução (1) deve apresentar área superior à
metade da área sob o pico principal obtido com a Solução Em recipientes bem fechados.
(2) (0,25%). A soma das área sob os picos secundários
obtidos com a Solução (1) não deve ser superior à área sob ROTULAGEM
o pico principal obtido com a Solução (2) (0,5%).
Observar a legislação vigente.
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
amostra. Dessecar em estufa a 105 °C, até peso constante.
No máximo 0,5%. CLASSE TERAPÊUTICA.

Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra. Anti-hipertensivo.


No máximo 0,1%.

ATENOLOL COMPRIMIDOS
DOSEAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
A. Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de quantidade declarada de C14H22N2O3.
absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar, exatamente, cerca
de 25 mg da amostra e dissolver em metanol. Completar IDENTIFICAÇÃO
o volume para 50 mL com o mesmo solvente. Diluir,
sucessivamente, em metanol, até concentração de 0,01 % A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
(p/v). Preparar solução padrão na mesma concentração, de 230 nm a 350 nm, da Solução amostra obtida no método
utilizando o mesmo solvente. Medir as absorvâncias das A. de Doseamento, exibe máximos de absorção em 275 nm
soluções em 275 nm, utilizando metanol para o ajuste do e 282 nm, idênticos aos observados no espectro da Solução
zero. Calcular o teor de C14H22N2O3 na amostra, a partir das padrão.
leituras obtidas.
B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia liquida da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido corresponde àquele do pico principal da Solução padrão.
de detector ultravioleta a 226 nm; coluna de 250 mm de
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada CARACTERÍSTICAS
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
a 660 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. da monografia de Atenolol. Preparar a Solução amostra
como descrito a seguir.
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.
Solução amostra: transferir 10 comprimidos para balão
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste. volumétrico de 1000 mL, adicionar 500 mL de Fase
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. móvel e deixar em ultrassom por 15 minutos, ou até
desintegração total dos comprimidos. Completar o volume
Procedimento para uniformidade de conteúdo. Transferir com o mesmo solvente, homogeneizar e centrifugar. Diluir
cada comprimido para balão volumétrico de 25 mL sucessivamente, no mesmo solvente, até concentração de
contendo 15 mL de metanol e deixar em ultrassom até 10 mg/mL.
a desintegração do comprimido. Prosseguir conforme
descrito no método A. de Doseamento a partir de “Aquecer Procedimento: injetar, separadamente, 10 μL da Solução
a suspensão resultante”. padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
e medir as áreas sob os picos. Calcular a quantidade de
C14H22N2O3 nos comprimidos a partir das respostas obtidas
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) para a Solução padrão e a Solução amostra.
Meio de dissolução: água, 900 mL
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Aparelhagem: pás, 50 rpm
Em recipientes bem fechados.
Tempo: 30 minutos

Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de ROTULAGEM


dissolução, diluir com ácido fosfórico a 0,1% (v/v) até
concentração de 10 mg/mL e proceder conforme descrito Observar a legislação vigente.
no método B. de Doseamento da monografia de Atenolol.
Calcular a quantidade de C14H22N2O3 dissolvida no meio,
comparando as áreas sob os picos obtidos com a de solução ATENOLOL E CLORTALIDONA
de atenolol SQR na concentração de 10 mg/mL, preparada COMPRIMIDOS
no mesmo solvente.

Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
declarada de C14H22N2O3 se dissolvem em 30 minutos. quantidade declarada de C14H22N2O3 e C14H11ClN2O4S.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA IDENTIFICAÇÃO


Contagem do número total de micro-organismos A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel G como
suporte, e mistura de hidróxido de amônio M e 1-butanol
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). (1:5), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa,
Cumpre o teste. 10 µL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
descritas a seguir:
DOSEAMENTO
Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Transferir
Empregar um dos métodos descritos a seguir. quantidade do pó equivalente a 10 mg de clortalidona para
balão volumétrico de 10 mL, adicionar 8 mL de metanol.
A. Por Espectrofotometria de absorção no ultravioleta Agitar mecanicamente por 15 minutos e completar o
(5.2.14). Pesar e pulverizar 20 comprimidos, transferir volume com o mesmo solvente. Homogeneizar e filtrar.
quantidade do pó equivalente a 0,25 g de atenolol para
balão volumétrico de 250 mL e adicionar 150 mL de Solução (2): preparar solução a 1 mg/mL de clortalidona
metanol. Aquecer a suspensão resultante a 60 °C por 10 SQR em metanol.
minutos, agitando ocasionalmente. Agitar mecanicamente
Solução (3): preparar solução a 4 mg/mL de atenolol SQR
por 15 minutos, resfriar e completar o volume com metanol.
em metanol.
Homogeneizar e filtrar. Diluir, sucessivamente, em metanol,
até concentração de 0,01% (p/v). Preparar solução padrão Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
na mesma concentração, utilizando o mesmo solvente. secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). As
Medir as absorvâncias das soluções resultantes em 275 manchas referentes ao atenolol e à clortalidona obtidas com
nm, utilizando metanol para o ajuste do zero. Calcular a a Solução (1) correspondem em posição, cor e intensidade
quantidade de C14H22N2O3 nos comprimidos, a partir das àquelas obtidas com a Solução (2) e com a Solução (3).
leituras obtidas.
B. Os tempos de retenção dos picos principais do
B. Por Cromatografia a líquido de alta eficiência (5.2.17.4). cromatograma da Solução amostra, obtida em Doseamento,
Proceder conforme descrito no método B. de Doseamento
correspondem aqueles dos picos principais da Solução
padrão.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido


661

de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido


aa
de detector ultravioleta a 275 nm; coluna de 250 nm de
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
CARACTERÍSTICAS
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. μm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel
de 1,7 mL/minuto.
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.
Fase móvel: mistura de água, acetonitrila e ácido sulfúrico
Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste. 1,8 M (740:250:8) e 930 mg de octilsulfato de sódio por
litro de mistura.
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
Solução amostra: pesar e pulverizar 10 comprimidos.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. Transferir quantidades de pó equivalente a 25 mg de
Procedimento para uniformidade de conteúdo. Transferir clortalidona para balão volumétrico de 50 mL, adicionar
cada comprimido para balão volumétrico, obtendo solução 40 mL da mistura de água e acetonitrila (1:1) e agitar
de clortalidona a concentração de 0,025% (p/v). Adicionar mecanicamente por 20 minutos. Completar o volume com
mistura de água e acetonitrila (1:1) equivalente a 50% do o mesmo solvente, homogeneizar e filtrar. Transferir 25 mL
volume do balão. Agitar mecanicamente por 20 minutos até do filtrado para balão volumétrico de 50 mL e completar o
desintegração total do comprimido e completar o volume volume com água, obtendo solução a 0,25 mg/mL.
com o mesmo solvente. Prosseguir conforme descrito no Solução padrão: dissolver quantidade exatamente pesada
método de Doseamento a partir da Solução padrão. de atenolol SQR e clortalidona SQR em mistura de água e
acetonitrila (3:1) para obter solução a 1 mg/mL e 0,25 mg/
TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) mL, respectivamente.

Meio de dissolução: ácido clorídrico 0,01 M, 900 mL Injetar replicatas de 10 µL da Solução padrão. Os tempos
de retenção relativos são cerca de 0,8 para atenolol e 1,0
Aparelhagem: pás, 50 rpm para clortalidona. A resolução entre atenolol e clortalidona
não deve ser menor que 3,0. O desvio padrão relativo das
Tempo: 45 minutos
áreas de replicatas dos picos registrados não deve ser maior
Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de que 2,0%.
dissolução e proceder conforme descrito em Doseamento.
Procedimento: injetar, separadamente, 10 μL da Solução
Preparar a Solução amostra, a Solução padrão e o Diluente
padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
como descrito a seguir.
e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C14H22N2O3
Diluente: mistura de acetonitrila e ácido sulfúrico 1,8 M e C14H11ClN2O4S na amostra a partir das respostas obtidas
(1000:32). com a Solução padrão e a Solução amostra.

Solução amostra: mistura de 10 mL da amostra e 3 mL do


EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Diluente.
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
Solução padrão: preparar solução de atenolol SQR em
mistura de água e Diluente (750:225), obtendo solução a
0,00085 L mg de atenolol e 0,00085 L’ mg de clortalidona, ROTULAGEM
por mililitro, onde L e L’ são as quantidades declaradas, nos
comprimidos, de atenolol e clortalidona, respectivamente. Observar a legislação vigente.

Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade


declarada de C14H22N2O3 e 70% (Q) da quantidade
declarada de C14H11ClN2O4S se dissolvem em 45 minutos.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA


Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).


Cumpre o teste.

DOSEAMENTO
Empregarum dos métodos descritos a seguir:
a 662 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

AZATIOPRINA
clorídrico 0,02 M é gasto para neutralizar 20 mL do filtrado,
utilizando vermelho de metila SI como indicador.
Azathioprinum
Limite de mercaptopurina. Proceder conforme descrito
em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1),
utilizando sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de
1-butanol, etanol e água (4:1:1), como fase móvel. Aplicar,
separadamente, à placa, 5 µL de cada uma das soluções,
recentemente preparadas, descritas a seguir.

Solução (1): solução da amostra a 20 mg/mL em amônia SR.

Solução (2): solução de mecarptopurina a 0,2 mg/mL em


amônia SR.

C9H7N7O2S; 277,26 Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


azatioprina; 00984 secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). Em
6-[(1-Metil-4-nitro-1H-imidazol-5-il)tio]-9H-purina seguida, submeter a vapores de iodo. Qualquer mancha
[446-86-6] secundária obtida no cromatograma com a Solução (1),
diferente da mancha principal, não é mais intensa que
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 101,5% de aquela obtida com a Solução (2) (1,0%).
C9H7N7O2S, em relação à substância dessecada.
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 0,5 g da
amostra. Dessecar em estufa a vácuo 105 °C, por 5 horas.
DESCRIÇÃO No máximo 1,0%.
Características físicas. Pó amarelo pálido. Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo 0,1%.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, etanol e
clorofórmio. Solúvel em soluções diluídas de hidróxidos DOSEAMENTO
alcalinos e pouco solúvel em soluções diluídas de ácidos
minerais. Empregar um dos métodos descritos a seguir

A. Proceder conforme descrito em Titulações em meio


IDENTIFICAÇÃO não aquoso (5.3.3.5). Pesar, exatamente, cerca de 0,25 g
da amostra e dissolver em 25 mL de dimetilformamida.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da Titular com hidróxido de tetrabutilamônio 0,1 M SV,
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo determinando o ponto final potenciometricamente. Cada
de potássio, apresenta máximos de absorção somente mL de hidróxido de tetrabutilamônio 0,1 M SV equivale a
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas 27,726 mg de C9H7N7O2S.
intensidades relativas daqueles observados no espectro de
azatioprina SQR, preparado de maneira idêntica. B. Por Espectrofotometria de absorção no ultravioleta
(5.2.14). Transferir, exatamente, cerca de 0,1 g de
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na azatioprina para balão volumétrico de 500 mL e acrescentar
faixa de 230 nm a 350 nm, de solução a 0,00075% (p/v) 300 mL de ácido c1orídrico 0,1 M. Deixar em banho-
preparada em ácido clorídrico 0,1 M, exibe máximo de maria por 30 minutos. Resfriar e completar o volume
absorção em 280 nm, idêntico ao observado no espectro de com o mesmo solvente. Homogeneizar. Realizar diluição
solução similar de azatioprina SQR. até concentração de 0,001% (p/v), utilizando o mesmo
solvente. Preparar solução padrão nas mesmas condições.
C. Aquecer 20 mg da amostra com 100 mL de água e filtrar. Medir a absorvância das soluções em 280 nm, utilizando
A 5 mL do filtrado, adicionar 1 mL de acido clorídrico e ácido clorídrico 0,1 M para o ajuste do zero. Calcular o
10 mg de zinco em pó e deixar em repouso por 5 minutos. teor de C9H7N7O2S na amostra, a partir das leituras obtidas.
Desenvolve-se coloração amarela. Filtrar. Adicionar 0,1 Alternativamente, realizar os cálculos considerando A
mL de nitrito de sódio SR e 0,1 g de ácido sulfâmico. (1%, 1 cm) = 628, em 280 nm, em ácido c1orídrico 0,1 M.
Agitar até desaparecimento das bolhas. Adicionar 1 mL de
2-naftol SR. Produz-se precipitado rosa.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
ENSAIOS DE PUREZA Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
Acidez ou alcalinidade. Agitar, exatamente, 2 g da
amostra com 100 mL de água por 15 minutos. Filtrar. No ROTULAGEM
máximo 0,1 mL de hidróxido de sódio 0,02 M é gasto
para neutralizar 20 mL do filtrado, utilizando vermelho de Observar a legislação vigente.
metila SI como indicador. No máximo 0,1 mL de ácido
CLASSE TERAPÊUTICA IDENTIFICAÇÃO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 663
aa
Imunossupressor. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
AZITROMICINA de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
Azithromycinum observados no espectro de azitromicina SQR, preparado de
maneira idêntica.

H3C
ENSAIOS DE PUREZA
N CH3
H3C pH (5.2.19). 9,0 a 11,0. Determinar em solução a 0,2%
CH3 N(CH3)2 (p/v), em mistura de água e metanol (1:1).
HO OH OH
OH H Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método IV. No
H3C máximo 0,0025% (25 ppm).
H3C
O O O CH3 Água (5.2.20.1). No máximo 5,0%.
CH3 Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.
O O OCH3
Umedecer a amostra com 2 mL de ácido nítrico e cinco
CH3 CH3 gotas de ácido sulfúrico. No máximo 0,3%.
O Cristalinidade. Suspender algumas partículas da amostra
OH em óleo mineral, transferir para uma lâmina de vidro
CH3 e examinar por meio de microscópio dotado de luz
polarizada. As partículas exibem birrefringência, que se
extingue ao movimentar a amostra por meio de ajuste do
C38H72N2O12; 748,98
micrométrico.
C38H72N2O12.2H2O; 785,02
azitromicina; 00997
azitromicina diidratada; 00998 DOSEAMENTO
(2R,3S,4R,5R,8R,10R,11R,12S,13S,14R)-13-[(2,6-
Didesoxi-3-C-metil-3-O-metil-α- L-ribo-hexopiranosil) Proceder conforme descrito em Ensaio microbiológico de
oxi]-2-etil-3,4,10-triidroxi-3,5,6,8,10,12,14-heptametil- antibióticos (5.5.3.3.1) pelo método de difusão em ágar,
11-[[3,4,6-tridesoxi-3-(dimetilamino)-β- D -xilo- utilizando cilindros.
hexopiranosil]oxi]-1-oxa-6-azaciclopentadecan-15-ona Micro-organismo: Micrococcus luteus ATCC 9341.
[83905-01-5]
(2R,3S,4R,5R,8R,10R,11R,12S,13S,14R)-13-[(2,6- Meios de cultura: meio de cultura número 1, para
Didesoxi-3-C-metil-3-O-metil-α- L-ribo-hexopiranosil) manutenção do micro-organismo, meio de cultura número
oxi]-2-etil-3,4,10-triidroxi-3,5,6,8,10,12,14-heptametil- 3, para padronização do inóculo e meio de cultura número
11-[[3,4,6-tridesoxi-3-(dimetilamino)-β- D -xilo- 11, para camada base e preparação do inóculo.
hexopiranosil]oxi]-1-oxa-6-azaciclopentadecan-15-ona
diidratada Solução amostra: pesar, exatamente, cerca de 25 mg da
[117772-70-0] amostra, transferir para balão volumétrico de 25 mL com
auxílio de 10 mL de metanol. Agitar mecanicamente por 15
Apresenta potência de, no mínimo 945 µg e, no máximo, minutos e completar o volume com metanol. Filtrar. Diluir,
1030 µg de azitromicina (C38H72N2O12) por miligrama, em sucessivamente, a solução resultante, em Tampão fosfato
relação à substância anidra. de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (solução 2), de modo a
obter soluções a 0,1 µg/mL, 0,2 µg/mL e 0,4 µg/mL.

DESCRIÇÃO Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 25 mg de


azitromicina SQR, transferir para balão volumétrico
Características físicas. Pó cristalino branco. de 25 mL e completar o volume com metanol. Diluir,
sucessivamente, a solução resultante, em Tampão fosfato
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, solúvel em de potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (solução 2), de modo a
clorofórmio, facilmente solúvel em etanol e metanol. obter soluções a 0,1 µg/mL, 0,2 µg/mL e 0,4 µg/mL.
Muito pouco solúvel em soluções de hidróxidos alcalinos.
Ligeiramente solúvel em soluções ácidas. Procedimento: adicionar 20 mL de meio de cultura número
11 em cada placa, esperar solidificar, adicionar 5 mL de
Constantes físico-químicas inóculo a 1% e acrescentar, aos cilindros, 0,2 mL das
Poder rotatório específico (5.2.8): -45º a -49º, em relação Soluções amostra e padrão recentemente preparadas.
à substância anidra. Determinar em solução a 2% (p/v) em Calcular a potência da amostra, em μg de azitromicina por
etanol, a 20 ºC.
a 664 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

miligrama, a partir da potência do padrão e das respostas


obtidas com a Solução padrão e com a Solução amostra.
volumétrico de 25 mL e completar o volume com metanol.
Agitar por 15 minutos e filtrar. Diluir, sucessivamente, a
solução resultante, em Tampão fosfato de potássio 0,1 M,
estéril, pH 8,0 (solução 2), de modo a obter soluções nas
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
concentrações entre 0,1 µg/mL e 0,4 µg/mL.
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
ROTULAGEM
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
Observar a legislação vigente.
ROTULAGEM
CLASSE TERAPÊUTICA
Observar a legislação vigente.
Antibacteriano.

AZITROMICINA PÓ PARA SUSPENSÃO


AZITROMICINA CÁPSULAS ORAL

Apresenta potência de, no mínimo, 90,0% e, no máximo, Azitromicina pó para suspensão oral é mistura de
110,0% do valor declarado de C38H72N2O12. azitromicina com um ou mais agentes aromatizantes,
tampões, adoçantes e agentes suspensores. Apresenta
potência de, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0%, do
IDENTIFICAÇÃO valor declarado de azitromicina (C38H72N2O12).
Pesar as cápsulas, remover o conteúdo e pesá-las
novamente. Transferir o equivalente a 0,25 g de IDENTIFICAÇÃO
azitromicina para balão volumétrico de 50 mL, dissolver
em metanol e completar o volume com o mesmo solvente. Transferir quantidade do pó equivalente a 0,2 g de
Filtrar. Evaporar o filtrado em banho-maria e pesar 1,5 mg azitromicina para balão volumétrico de 50 mL, completar
do resíduo. Proceder conforme descrito em Identificação o volume com metanol. Homogeneizar e filtrar. Evaporar
da monografia de Azitromicina. o filtrado em banho-maria, até obter o resíduo. Prosseguir
conforme descrito em Identificação da monografia da
Azitromicina.
CARACTERÍSTICAS
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. CARACTERÍSTICAS
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste. Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste.
Determinar no frasco do diluente.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
pH (5.2.19). 8,5 a 11,0. Reconstituir a suspensão como
ENSAIOS DE PUREZA descrito no rótulo do produto.

Água (5.2.20.1). No máximo 5,0%. Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. Determinar
no pó não reconstituído.

TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Aplicado


quando o pó é envasado em dose única. Cumpre o teste.
Contagem do número total de micro-organismos Reconstituir a suspensão como descrito no rótulo do
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. produto.
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
Cumpre o teste. ENSAIOS DE PUREZA
Água (5.2.20.1). No máximo 1,5%.
DOSEAMENTO
Proceder conforme descrito em Doseamento da monografia TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
de Azitromicina. Preparar Solução amostra como descrito
a seguir. Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
Solução amostra: pesar 20 cápsulas, remover o
conteúdo e pesá-las novamente. Transferir quantidade Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
do pó equivalente a 25 mg de azitromicina para balão Cumpre o teste.
DOSEAMENTO
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 665
aa
Proceder conforme descrito em Doseamento da monografia
de Azitromicina. Preparar a Solução amostra como descrito
a seguir.

Solução amostra: reconstituir a suspensão como descrito


no rótulo do produto. Transferir volume da suspensão
oral, recentemente homogeneizada e livre de bolhas,
contendo o equivalente a 0,2 g de azitromicina, para balão
volumétrico de 20 mL com auxílio de 10 mL de metanol.
Agitar e completar o volume com mesmo solvente. Filtrar.
Transferir 5 mL do filtrado para balão volumétrico de
50 mL e completar o volume com Tampão fosfato de
potássio 0,1 M, estéril, pH 8,0 (solução 2). Diluir até as
concentrações de 0,1 µg/mL, 0,2 µg/mL e 0,4 µg/mL,
utilizando o Tampão fosfato de potássio 0,1 M, estéril, pH
8,0 como diluente.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados.

ROTULAGEM
Observar a legislação vigente.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 667

e examinar o cromatograma à luz do dia. As manchas


BÁLSAMO DO PERU correspondentes ao benzoato de benzila e ao cinamato de
benzila apresentam coloração azul sobre fundo amarelo.

ba
Balsamum peruvianum O cromatograma apresenta, em sua parte média, uma
mancha cinza-violeta (timol) obtida com a Solução (2).
O cromatograma apresenta uma mancha de coloração
Myroxylon balsamum (L.) Harms var. pereirae (Royle)
azul (nerolidol), obtida com a Solução (1), imediatamente
Harms – FABACEAE
abaixo à mancha correspondente ao timol, obtida com a
A droga vegetal é constituída do bálsamo obtido a partir do Solução (2). Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). Logo
tronco escarificado à quente. Contém, no mínimo, 45% e, abaixo da mancha correspondente ao nerolidol, não deve
no máximo, 70% de ésteres, principalmente benzoato de aparecer nenhuma mancha de coloração azul ou apresentar
benzila e cinamato de benzila. extinção de fluorescência, quando examinada sob luz
ultravioleta (254 nm), correspondente à colofônia.

CARACTERÍSTICAS B. Dissolver 0,20 g da amostra em 10 mL de etanol.


Adicionar 0,2 mL de cloreto férrico SR. Desenvolve-se
Características organolépticas. Líquido viscoso, coloração verde a verde oliva.
límpido, castanho-escuro a castanho-avermelhado.
Quando examinado em camada fina apresenta cor C. Misturar duas ou três gotas com um volume
castanho-amarelada. Possui odor característico, aromático, aproximadamente 5 vezes maior de ácido sulfúrico
que lembra o da baunilha, e sabor amargo e acre. Não se concentrado. Desenvolve-se coloração vermelho-escura
solidifica em exposição ao ar, nem por tempo prolongado que, pela adição de 40 mL de água, passa a violácea. Não
ou por aquecimento, e não produz filamentos. deve aparecer qualquer matiz pardo (adulteração).

Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, muito


solúvel em etanol, solúvel em clorofórmio e ácido acético, ENSAIOS DE PUREZA
pouco solúvel em éter etílico e éter de petróleo, imiscível
Densidade relativa (5.2.5). 1,14 a 1,17.
nos óleos graxos, exceto em óleo de rícino.
Índice de acidez (5.2.29.7). 56 a 84. Dissolver 1 g da
IDENTIFICAÇÃO amostra em 100 mL de etanol neutralizado, adicionar 1
mL de fenolftaleína SI e titular com hidróxido de potássio
etanólico 0,5 M SV.
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, Índice de saponificação (5.2.29.8). 230 a 255. Determinar
com espessura de 250 μm, como suporte, e mistura de ácido no resíduo obtido em Doseamento.
acético glacial, acetato de etila e hexano (0,5:10:90), como Bálsamos artificiais. Agitar, vigorosamente, 0,2 g da
fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, em forma amostra com 6 mL de éter de petróleo. A solução de éter
de banda, 10 mL de cada uma das soluções, recentemente de petróleo deverá permanecer transparente e incolor e
preparadas, descritas a seguir. todas as partes insolúveis do bálsamo estarão aderidas nas
Solução (1): dissolver 0,5 g da amostra em 10 mL de paredes do tubo de ensaio.
acetato de etila. Terebintina. Evaporar 4 mL da solução obtida em
Solução (2): dissolver 4 mg de timol, 30 mg de cinamato Bálsamos artificiais. O resíduo não apresenta odor de
de benzila e 80 mL de benzoato de benzila em 5 mL de terebintina.
acetato de etila. Óleos graxos. Agitar 1 g da amostra com 3 mL de uma
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar solução de hidrato de cloral a 1000 g/L. A solução obtida
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). é transparente assim como a solução de hidrato de cloral a
As manchas principais obtidas com a Solução (1) 1000 g/L.
correspondem em posição, cor e intensidade àquelas
obtidas com a Solução (2). Quando examinada sob luz DOSEAMENTO
ultravioleta (254 nm), o cromatograma apresenta, em seu
terço superior, duas manchas de extinção de fluorescência Ésteres
obtidas com a Solução (2), a superior correspondente ao Em funil de decantação, adicionar 2,5 g da amostra, 7,5
benzoato de benzila e a inferior ao cinamato de benzila, que mL de solução de hidróxido de sódio diluída a 8,5%
correspondem em posição àquelas obtidas com a Solução (p/v) e 40 mL de éter etílico isento de peróxidos. Agitar,
(1). Duas outras manchas intensas, uma acima e outra vigorosamente, durante 10 minutos. Separar a fase etérea
abaixo das manchas de referência podem ser visualizadas. e agitar a fase básica por 1 minuto com três porções de
Nebulizar a placa com solução recém preparada de ácido 15 mL de éter etílico isento de peróxidos. Reunir as fases
fosfomolíbdico a 20% (p/v) em etanol, utilizando 10 etéreas, dessecar com 10 g de sulfato de sódio anidro e
mL para uma placa com dimensões 20 mm x 20 mm. filtrar. Lavar o resíduo de sulfato de sódio duas vezes com
Aquecer entre 100 °C a 105 °C, durante 5 a 10 minutos, 10 mL de éter etílico isento de peróxidos. Reunir as fases
668 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

etéreas e evaporar à secura. Dessecar o resíduo (ésteres) Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
entre 100 °C a 105 °C, durante 30 minutos, resfriar em secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
dessecador e pesar. As manchas principais obtidas com a Solução (1)

b
correspondem em posição, cor e intensidade àquelas
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO obtidas com a Solução (2). O cromatograma obtido com a
Solução (2), quando visualizado sob luz ultravioleta (254
Em recipiente bem fechado e protegido da luz.
nm), apresenta em seu terço superior, duas manchas de
extinção de fluorescência: a superior correspondente ao
benzoato de benzila e a inferior ao cinamato de benzila.
BÁLSAMO DE TOLU Na Solução (1) também podem ser observadas manchas
Balsamum tolutanum com extinção de fluorescência: uma no fronte e duas
manchas logo abaixo da mancha correspondente ao
Myroxylon balsamum (L.) Harms e Myroxylon balsamum cinamato de metila. Em seguida, nebulizar a placa com
var. pereirae (Royale) Harms – FABACEAE. vanilina sulfúrica SR e colocar em estufa de 100 °C a
105 °C, durante 5 minutos. As manchas correspondentes
O Bálsamo de tolu é constituído de óleo-resina obtido ao benzoato de benzila e cinamato de benzila apresentam
de Myroxylon balsamum (L.) Harms e de Myroxylon coloração azul sobre fundo amarelo. Outras duas manchas
balsamum var. pereirae (Royale) Harms. Contém, no de coloração roxa são observadas acima da mancha do
mínimo, 25% e, no máximo, 50% de ácidos livres ou benzoato de benzila. Na parte inferior do cromatograma
combinados, expressos em ácido cinâmico (C9H8O2, M ocorrem diversas manchas de coloração azul e roxa, entre
148,16). estas uma mancha de coloração amarela.

CARACTERÍSTICAS ENSAIOS DE PUREZA


Características organolépticas. Massa acastanhada a Índice de acidez (5.2.29.7). 100 a 160. Dissolver 1 g da
castanho-avermelhada, dura, friável e cujos fragmentos amostra fragmentada em 50 mL de etanol neutralizado.
finos apresentam cor amarelo-acastanhada por Adicionar 1 mL de fenolftaleína SI e titular com hidróxido
transparência. Odor semelhante ao da baunilha e sabor um de potássio etanólico 0,5 M SV.
pouco acre.
Índice de saponificação (5.2.29.8). 154 a 220.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água e éter de
petróleo, muito solúvel em etanol, solúvel em acetona e Limite de substâncias insolúveis em álcool. Aquecer à
clorofórmio. ebulição 2 g da amostra fragmentada com 25 mL de etanol
a 90% (v/v). Filtrar por filtro de vidro poroso, previamente
tarado. Lavar o recipiente e o resíduo contido no funil
IDENTIFICAÇÃO com etanol a 90% (v/v) quente, até a extração completa.
Aquecer o funil de vidro e o seu conteúdo em estufa a 105
A. Adicionar, com cuidado, uma gota de ácido sulfúrico °C, durante 2 horas. Resfriar em dessecador e pesar. No
concentrado sobre um fragmento da amostra. Desenvolve máximo, 5,0%.
coloração vermelho-vinho.
Colofônia. Triturar 1 g da amostra com 10 mL de éter de
B. Aquecer 1 g da amostra com 5 mL de água até a ebulição, petróleo durante 1 a 2 minutos. Filtrar para tubo de ensaio
filtrar através de papel de filtro pregueado. Ferver o filtrado e adicionar 10 mL de solução de acetato de cobre a 0,5%
com 1 mL de permanganato de potássio a 3% (p/v). Produz (p/v) recentemente preparada. Agitar energicamente, deixar
forte odor de aldeído benzoico. separar as fases. A camada etérea não deve apresentar
C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em coloração verde.
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, Água (5.4.2.3). No máximo 5,0%. Espalhar 2 g da amostra
com espessura de 250 µm, como fase estacionária e mistura fragmentada na superfície de um cristalizador plano de 9
de éter de petróleo e tolueno (5:95) como fase móvel. cm de diâmetro e deixar secar à pressão reduzida, durante
Aplicar, separadamente, à placa, em forma de banda, 20 4 horas.
mL da Solução (1) e 10 mL da Solução (2), recentemente
preparadas, descritas a seguir. Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 0,3%.
Solução (1): agitar 0,4 g da amostra fragmentada com
10 mL de cloreto de metileno durante 5 minutos. Filtrar DOSEAMENTO
através de papel de filtro pregueado.
Ácidos livres ou combinados expressos em ácido
Solução (2): dissolver 50 mg de cinamato de benzila em cinâmico
1 mL de cloreto de metileno, juntar 50 mL de benzoato de
benzila e completar o volume para 10 mL com cloreto de Aquecer sob refluxo, em banho-maria, 1,5 g da amostra
metileno. com 25 mL de hidróxido de potássio etanólico 0,5 M SV,
durante 1 hora. Evaporar o etanol e aquecer o resíduo
com 50 mL de água até que a solução fique homogênea.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 669

Após o resfriamento à temperatura ambiente, juntar 80 mais interna, coloração marrom mais clara, quando
mL de água e solução de 1,5 g de sulfato de magnésio comparada à região do súber, mais externa e de intensa
em 50 mL de água. Misturar e deixar em repouso durante coloração marrom-avermelhada. Nos caules jovens o

ba
10 minutos. Filtrar, lavar o resíduo com 20 mL de água. súber apresenta-se, em vista frontal, de coloração escura e
Reunir o filtrado e a água de lavagem, acidificar com ácido aspecto granuloso, homogêneo, portando fissuras estreitas
clorídrico concentrado e extrair quatro vezes com 40 mL e profundas no sentido transversal. Nas porções caulinares
de éter etílico. Desprezar a fase aquosa. Reunir os extratos mais velhas, apresenta coloração marrom-escura ou
orgânicos e extrair com duas vezes de 20 mL e três vezes marrom-acinzentada, quando da presença de líquens,
com 10 mL de solução de bicarbonato de sódio a 5% sempre com profundas fendas, predominantes no sentido
(p/v). Desprezar a fase etérea. Reunir os extratos aquosos, transversal, ou com cinturas consecutivas, desprendendo-
acidificar com ácido clorídrico concentrado e extrair uma se em placas de dimensões e formatos variados, irregulares,
vez com 30 mL, duas vezes com 20 mL e uma vez com 10 deixando depressões profundas no local. A fratura da
mL de cloreto de metileno. Reunir os extratos de cloreto de casca é do tipo granulosa em relação à região do súber e
metileno e dessecar com 10 g de sulfato de sódio anidro. fibrosa, estriada longitudinalmente, esquirolosa, na região
Filtrar, lavar o resíduo com 10 mL de cloreto de metileno. floemática.
Concentrar os extratos reunidos, sob pressão reduzida,
até 10 mL e eliminar o restante do cloreto de metileno em
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA
corrente de ar na capela. Dissolver à quente o resíduo com
10 mL de etanol neutralizado previamente em presença A porção externa da casca apresenta súber com 20 a 30
de solução de vermelho de fenol SI. Após resfriamento, estratos de células tabulares enfileirados radialmente,
titular com hidróxido de sódio 0,1 M SV, utilizando o com paredes delgadas e conteúdo marrom, seguidos por
mesmo indicador. Cada mL de hidróxido de sódio 0,1 M muitos estratos de células parenquimáticas de formato
SV equivale a 14,816 mg de ácido cinâmico (C9H8O2). isodiamétrico ou pouco alongado periclinalmente, também
com paredes delgadas. A maioria destas células possui
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO conteúdo marrom-avermelhado, que não se descora
facilmente com hipoclorito de sódio a 30% (p/v) e não
Em recipiente bem fechado e não conservar na forma de pó. altera a cor na presença do cloreto férrico SR. Nesta
porção parenquimática ocorrem células pétreas (maioria)
e macroesclereídes, posicionados em diversos planos, em
BARBATIMÃO grupos de vários elementos ou isolados, com paredes muito
Barbadetimani cortex espessadas com lignina, apresentando lamelações evidentes
e pontoações simples, por vezes ramificadas. Nas porções
mais externas do súber, tanto as células parenquimáticas
Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville - quanto os esclereídes podem ser visualizados, compactados
FABACEAE e deformados pela ação mecânica nos tecidos internos. Na
região do floema ocorrem conjuntos de poucos elementos
A droga vegetal é constituída pelas cascas caulinares secas de fibras gelatinosas, relativamente estreitas, sempre com
contendo, no mínimo, 8% de taninos totais, expressos idioblastos adjuntos, contendo um grande cristal de oxalato
em pirogalol (C6H6O3; 126,11), dos quais no mínino 0,2 de cálcio, prismático, com variado número de lados, inteiro
mg/g equivalem a ácido gálico (C7H6O5; 170,1) e 0,3 mg/g ou superficialmente erodido. Os conjuntos de fibras, quando
correspondem a galocatequina (C15H14O7; 306,27), em observados em secções longitudinais, acompanham os
relação à droga seca. Entende-se por casca do caule todos raios parenquimáticos do floema, os quais são, em geral,
os tecidos situados externamente ao câmbio vascular deste unisseriados, mas tornam-se bi-multisseriados nas porções
órgão. mais externas. Os elementos de tubo crivado apresentam
placas crivadas compostas, estando colapsados nas
SINONÍMIA CIENTÍFICA regiões mais externas do floema. Células pétreas isoladas,
semelhantes às do súber, e grãos de amido esféricos são
Stryphnodendron barbatimam Mart. abundantes no tecido parenquimático do floema. As células
ao redor dos raios parenquimáticos reagem positivamente
CARACTERÍSTICAS à presença do cloreto férrico SR, adquirindo coloração
verde-escura. Ainda na região floemática podem ser
Características organolépticas. Cascas secas inodoras e encontradas células volumosas de conteúdo hialino,
de sabor fortemente adstringente. dispostas em conjuntos de 5 a 7 elementos.

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ


As cascas caulinares, quando secas, apresentam-se em O pó atende a todas as características estabelecidas para
fragmentos arqueados, com dimensões e formatos muito a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
variados. Em secção transversal apresentam, em média, características: fragmentos do súber com células tabulares;
0,6 mm de espessura quando secas, e de 10 mm a 12 mm grupos de células parenquimáticas com conteúdo
de espessura quando hidratadas, tendo a região floemática, marrom-avermelhado, justapostas com células pétreas
670 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

ou macroesclereídes, em grupos ou isolados, de paredes de ácido clorídrico SR. O desenvolvimento de coloração


fortemente lignificadas, com pontoações simples, por vermelha, indica reação positiva para taninos condensados.
vezes ramificadas; conjuntos de fibras com idioblastos

b
cristalíferos adjuntos, delimitando fragmentos de raios E. A 5 mL do extrato obtido no teste B. de Identificação,
parenquimáticos do floema; células parenquimáticas com adicionar 10 mL de ácido acético 2 M e 5 mL de acetato de
grãos de amido esféricos. chumbo SR. O aparecimento de precipitado esbranquiçado,
indica presença de taninos.

IDENTIFICAÇÃO
ENSAIOS DE PUREZA
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel F254, com Material estranho (5.4.2.2). No máximo 2,0%.
espessura de 250 µm, como suporte, e mistura de acetato
Água (5.4.2.3). No máximo 14,0%.
de etila, ácido fórmico e água (75:5:5) como fase móvel.
Aplicar, separadamente, à placa, em forma de banda, 10 Cinzas totais (5.4.2.3). No máximo 2,0%.
mL da Solução (1) e 3 mL da Solução (2) e da Solução (3),
recentemente preparadas, como descrito a seguir. Cinzas sulfatadas (5.4.2.6). No máximo 3,0%.

Solução (1): extrair por turbólise exatamente cerca de 10


g da droga vegetal moída em 90 mL de mistura acetona DOSEAMENTO
e água (7:3) durante 15 minutos, com intervalos de 5 Taninos totais
minutos para que a temperatura não exceda 40 °C. Filtrar,
eliminar a acetona em evaporador rotatório sob pressão Nota: efetuar todas as operações de extração e diluição
reduzida. Extrair a fase aquosa resultante com três porções ao abrigo da luz.
de 20 mL de acetato de etila em funil de separação (125
mL). Deixar em repousou a temperatura de -18 °C durante Preparar as soluções descritas a seguir.
15 minutos, para total separação das fases. Reunir e filtrar
Solução estoque: pesar 0,750 g da droga pulverizada (250
as frações orgânicas com 5 g de sulfato de sódio anidro.
µm) e transferir para um erlenmeyer de 250 mL com boca
Evaporar a fração orgânica em evaporador rotatório sob
esmerilhada. Adicionar 150 mL de água destilada. Aquecer
pressão reduzida até resíduo, ressuspendendo-o em 1 mL
em banho-maria durante 30 minutos, à temperatura de 60
de metanol.
°C. Resfriar em água corrente e transferir para um balão
Solução (2): pesar cerca de 1 mg de epigalocatequina SQR volumétrico de 250 mL. Lavar o erlenmeyer e transferir
e dissolver em 1 mL de metanol. as águas de lavagem com todo conteúdo de droga vegetal
para o mesmo balão volumétrico. Completar o volume
Solução (3): pesar cerca de 1 mg de 4’-O-metilgalocatequina com água destilada. Deixar decantar e filtrar o líquido
SQR e dissolver em 1 mL de metanol. sobrenadante em papel de filtro. Desprezar os primeiros 50
mL do filtrado.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa e deixar
secar em capela de exaustão. Examinar sob luz ultravioleta Solução amostra para polifenóis totais: diluir 5 mL do
(254 nm). O cromatograma obtido com a Solução (1) filtrado em balão volumétrico de 25 mL com água destilada.
apresenta manchas de fluorescência atenuada, na mesma Transferir volumetricamente 2 mL desta solução, 1 mL de
altura que as obtidas com a Soluções (2) e a Solução (3) reagente fosfomolibdotúngstico e 10 mL de água destilada
(Rf de aproximadamente 0,75 e 0,82, respectivamente). para balão volumétrico de 25 mL e completar o volume com
Em seguida, nebulizar a placa com cloreto férrico a 1% solução de carbonato de sódio a 29% (p/v). Determinar a
(p/v) em metanol. Após a nebulização, o cromatograma absorvância em 760 nm (A1) após 30 minutos, utilizando
da Solução (1) deverá apresentar bandas com a mesma água destilada para ajuste do zero.
coloração e Rf da Soluções (2) e da Solução (3).
Solução amostra para polifenóis não adsorvidos por pó
B. Aquecer sob refluxo cerca de 3 g da droga vegetal moída de pele: para 10 mL do filtrado adicionar 0,1 g de pó de
com 60 mL de água, durante 15 minutos. Esfriar e filtrar. pele SQR e agitar mecanicamente em erlenmeyer de 125
A 2 mL do extrato adicionar duas gotas de ácido clorídrico mL durante 60 minutos. Filtrar em papel de filtro. Diluir
SR e gotejar gelatina SR até precipitação. O aparecimento 5 mL desse filtrado em balão volumétrico de 25 mL com
de precipitado nítido indica reação positiva para taninos água destilada. Transferir volumetricamente 2 mL desta
totais. solução, 1 mL de reagente fosfomolibdotúngstico e 10
mL de água destilada para balão volumétrico de 25 mL e
C. A 2 mL do extrato obtido no teste B. de Identificação, completar o volume com solução de carbonato de sódio a
adicionar 10 mL de água e duas a quatro gotas de solução de 29% (p/v). Determinar a absorvância em 760 nm (A2) após
cloreto férrico a 1% (p/v) em metanol. O desenvolvimento 30 minutos, utilizando água destilada para ajuste do zero.
de coloração cinza-escura indica reação positiva para
taninos totais. Solução padrão: dissolver imediatamente antes do uso 50
mg de pirogalol em balão volumétrico de 100 mL com água
D. A 2 mL do extrato obtido no teste B. de Identificação, destilada. Transferir volumetricamente 5 mL dessa solução
adicionar 0,5 mL de vanilina a 1% (p/v) em metanol e 1 mL para balão volumétrico de 100 mL e completar o volume
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 671

com água destilada. Transferir volumetricamente 2 mL obtida em evaporador rotatório sob pressão reduzida até
dessa solução, 1 mL de reagente fosfomolibdotúngstico e resíduo. Retomar o resíduo com 5 mL de metanol:água
10 mL de água destilada para balão volumétrico de 25 mL (2:8). Extrair em cartucho de extração em fase sólida,

ba
e completar o volume com solução de carbonato de sódio a empacotada com sílica quimicamente ligada a grupo
29% (p/v). Determinar a absorvância em 760 nm (A3) após octadecilsilano (55 mm, 70 Å), previamente acondicionada
30 minutos, utilizando água destilada para ajuste do zero. com 10 mL de mistura de metanol e água (2:8), para balão
de 100 mL. Eluir, em seguida, 10 mL da metanol e água
Calcular o teor, em porcentagem, de taninos (droga seca), (2:8) para o mesmo balão e completar o volume (S1) com
expressos em pirogalol, segundo a expressão: metanol e água (2:8). Transferir volumetricamente 5 mL da
S1 para balão volumétrico de 25 mL e completar o volume
com metanol e água (1:1) (S2). Filtrar a S2 (membrana de
em que: PTFE de porosidade 0,5 µm) e injetar no cromatógrafo.

A1 = absorvância da Solução amostra para polifenóis Solução padrão de galocatequina: dissolver quantidade
totais; exatamente pesada de galocatequina SQR em mistura de
A2 = absorvância da Solução amostra para polifenóis não metanol e água (1:1), para obter solução a 0,152 mg/mL.
adsorvidos em pó de pele; Solução padrão de ácido gálico: dissolver quantidade
A3 = absorvância da Solução padrão; exatamente pesada de ácido gálico SQR em mistura de
m1 = massa da amostra utilizada no ensaio, em gramas, metanol e água (1:1), para obter solução a 0,100 mg/mL.
considerando a determinação de água;
Soluções para curva analítica da galocatequina: diluir uma
m2 = massa de pirogalol, em gramas. alíquota de 600 µL da Solução padrão de galocatequina
Ácido gálico e galocatequina em balão volumétrico de 5 mL, com metanol e água (1:1).
Proceder diluições para obter concentrações de 1,14 mg/
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido de mL; 2,28 mg/mL; 4,56mg/mL; 9,12mg/mL; 18,24 mg/mL.
alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido de
detector ultravioleta ajustado em comprimento de onda de Soluções para curva analítica do ácido gálico: diluir uma
210 nm; pré-coluna empacotada com sílica quimicamente alíquota de 800 µL da Solução padrão de ácido gálico em
ligada a grupo octadecilsilano; coluna de 250 mm de balão volumétrico de 5 mL, com metanol e água (1:1).
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada Proceder diluições para obter concentrações de 2 µg/mL; 4
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5 µg/mL; 8 µg/mL; 14 µg/mL e 16 mg/mL.
mm); fluxo da Fase móvel de 0,8 mL/minuto. Procedimento: injetar, separadamente, 20 µL das soluções
Eluente A: mistura de água e ácido trifluoracético 0,05 % para a construção das curvas analíticas e da Solução
(v/v). amostra em quintuplicata, registrar os cromatogramas e
medir as áreas sob os picos. O tempo de retenção relativo
Eluente B: mistura de acetonitrila e ácido trifluoracético para ácido gálico e galocatequina é cerca de 8,4 e 10,8
0,05% (v/v). minutos, respectivamente. Calcular o teor de ácido gálico e
galocatequina na amostra a partir da equação linear da reta
Gradiente da Fase móvel: adotar sistema de gradiente obtida com as curvas analíticas dos padrões. O resultado é
descrito na tabela a seguir: expresso pela média das determinações em mg/g de droga
vegetal, considerando o teor de água, segundo a expressão:
Tempo Eluente A Eluente B
Eluição VLR × 500
(minutos) (%) (%) SQR =
1000 × m
0 - 10 95 → 80,7 5 → 19,3 gradiente linear em que
10 – 13,5 80,7 → 75 19,3 → 25 gradiente linear
13,5 - 23 75 → 62 25 → 38 gradiente linear SQR = substância química de referência;
23 - 25 62 → 25 38 → 75 gradiente linear VLR = valor obtido em (µg/mL) de SQR/mL em S2, a
25 - 28 25 →95 75 → 5 gradiente linear partir da equação da reta;
28 - 32 95 5 isocrática 500 = fator de diluição;
Solução amostra: extrair por turbólise 10 g da droga 1000 = valor de conversão de µg para mg;
vegetal pulverizada (250 µm) em 90 mL de acetona:água m = massa (g) de droga vegetal considerando a determinação
(7:3) durante 15 minutos, com intervalos de 5 minutos para de água.
que a temperatura não exceda 40 °C. Filtrar em algodão
e eliminar a acetona em evaporador rotatório sob pressão
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
reduzida. Extrair a fase aquosa resultante com três porções
de 20 mL de acetato de etila em funil de separação (125 Em recipientes bem fechados, ao abrigo da luz e do calor.
mL). Deixar em repousou em temperatura de -18 °C
durante 15 minutos, para total separação das fases. Reunir
as fases orgânicas e filtrar através de papel de filtro com 5
g de sulfato de sódio anidro. Evaporar a fração orgânica
672 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópicos em Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville.


_____________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A, B e C a 1 cm; em D a 2 mm e em E, F, G e H a 100 µm.

A e B – aspecto parcial da superfície externa e interna da casca de ramo mais novo, respectivamente: líquens (li). C – aspecto parcial da superfície
externa de ramo mais velho. D – diagrama da distribuição dos tecidos da casca: células tabulares (ct), célula pétrea (cp); parênquima (pa); súber (su);
floema (f). E e F – detalhes parciais da região do súber, em secções transversais: células tabulares (ct); macroesclereídes (me); parênquima (pa); célula
pétrea (cp). G e H – detalhes parciais da região do floema, em secções transversais: fibras do floema (ff); células volumosas (cv); placa crivada (pc);
elemento de tubo crivado obliterado (et).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 673

ba

Figura 2 – Aspectos microscópicos em Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville.


________________

Complemento da legenda da Figura 2. As escalas correspondem em A, B e D a 100 µm; em C e E a 25 µm.

A e B – detalhes parciais de floema, em secções longitudinais tangenciais: raio parenquimático (ra); célula parenquimática (pa); idioblasto cristalífero
(ic). C – detalhe parcial do parênquima floemático com grãos de amido: grãos de amido (am); placa crivada (pc). D – detalhe parcial do floema em
secção longitudinal radial: célula volumosa (cv); idioblasto cristalífero (ic); fibras do floema (ff); raio parenquimático (ra). E – detalhe dos idioblastos
cristalíferos do floema: fibras do floema (ff); idioblasto cristalífero (ic).
674 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

profusamente ramificada, onde em suas terminações se


BAUNILHA inserem as sementes. As sementes, de coloração negra ou
Vanillae fructus castanho-escura, anátropas e ligeiramente platispérmicas,

b
apresentam região calazal alargada e região micropilar
cônica com ápice obtuso; possuem testa esclerenquimática,
Vanilla planifolia Andrews – ORCHIDACEAE
sendo classificadas como testais; a testa seminal é
A droga vegetal é constituída pelos frutos imaturos e secos composta por uma única camada de braquisclereídes de
contendo, no mínimo, 12% de extrato hidroalcoólico seco. paredes muito espessas, lignificadas, cujo lume é pouco
discernível; as paredes celulares apresentam linea lucida.
O tegumento interno ou tégmen é comprimido e a estrutura
CARACTERÍSTICAS de suas células é pouco discernível. O endosperma possui
células volumosas com reservas; embriões diferenciados
Características organolépticas. A droga apresenta odor
não são observados.
agradável e floral que lembra a vanilina o qual, no entanto,
é bem mais sutil e encorpado que a substância isolada.
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA O pó atende a todas as exigências estabelecidas para
a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
Os frutos são cápsulas plurispérmicas, derivadas de
características: fragmentos com apresentação na forma
ovário súpero, tricarpelar, unilocular. O formato do fruto
de grumos, pela própria natureza do fruto, levando a uma
em secção transversal é variável, em função do modo
dificuldade maior na observação de elementos dissociados;
de armazenamento; o fruto maduro não comprimido
grumos compostos por fragmentos amalgamados de
possui contorno triangular em secção transversal. O fruto
diferentes tecidos; elementos como cristais e esclereides,
maduro é castanho escuro, apresenta estrias longitudinais,
referidos na descrição microscópica não são facilmente
é flexível e mede de 20 cm a 25 cm de comprimento e,
visualizados; são observados apenas os cristais prismáticos,
aproximadamente, 1 cm a 1,5 cm de diâmetro em sua
embora não seja possível determinar, com clareza, a
região mediana.
natureza do tecido que os abriga; fragmentos com células
do exocarpo apresentam evidentes paredes espessadas;
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA fibras podem ser facilmente reconhecidas em grupos
de dois ou três elementos e frequentemente aparecem
O pericarpo, de maneira geral, possui exocarpo com apartadas de outros tecidos; elementos de vaso do xilema
uma única camada celular e mesocarpo multicelular, são reconhecidos facilmente graças às características
predominantemente parenquimático, com regiões de suas células; reforços de lignina e pontoações das
distintas; endocarpo com uma única camada celular paredes destacam-se mesmo nos grumos mais densos,
especializada. Em função do armazenamento, a forma onde as células que compõem o tecido mantêm-se juntas,
das células é descaracterizada, sendo dificultada também proporcionando a visualização da estrutura do tecido. O
a contagem do número de camadas, principalmente da elemento que se destaca são as sementes, que permanecem
porção interna do mesocarpo. Idioblastos com ráfides praticamente intactas em sua estrutura.
orientadas longitudinalmente ao pericarpo são comuns;
cristais prismáticos também são observados. O exocarpo
possui células alongadas tangencialmente, cujas paredes IDENTIFICAÇÃO
periclinais externas são espessas e cutinizadas e as paredes
A. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
periclinais internas também são espessas e pécticas;
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
as células geralmente acumulam compostos fenólicos.
com espessura de 250 μm, como suporte, e mistura de
O exocarpo é estomatífero e glabro. O mesocarpo
cloreto de metileno e acetona (95:5), como fase móvel.
externo apresenta duas a quatro camadas similares a um
Aplicar, separadamente, à placa, em forma de banda, 20
colênquima anguloso, não vascularizado; o mesocarpo
mL de Solução (1) e 10 mL de Solução (2).
médio possui células volumosas, com grande acúmulo
de compostos fenólicos. Feixes vasculares colaterais Solução (1): utilizar o extrato hidroalcoólico obtido em
em grupos de dois ou três, usualmente mais calibrosos Doseamento.
do que os feixes individuais de pequeno calibre; feixes
envoltos por uma bainha esclerenquimática com duas a Solução (2): dissolver 1 mg de vanilina em 10 mL de etanol.
cinco camadas celulares de espessura; o esclerênquima é
composto por células volumosas vacuoladas, de paredes Desenvolver o cromatograma. Remover a placa e secar.
lignificadas e pouco espessadas; o mesocarpo interno Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha de
possui células achatadas, contendo compostos fenólicos. fluorescência azul-violeta obtida com a Solução (1), com
O endocarpo é diferenciado em um estrato densamente Rf de aproximadamente 0,5, corresponde em posição
piloso, cuja base das células possui arranjo compacto e àquela obtida com a Solução (2), referente à vanilina.
porção locular projetada para o espaço locular; as células B. Colocar sobre vidro de relógio algumas sementes do
possuem paredes delgadas e pécticas, com citoplasma fruto, adicionar uma gota de floroglucina SR e uma gota
denso, com aspecto secretor. Em secção transversal é de ácido clorídrico. A solução adquire, imediatamente,
possível distinguir três regiões placentárias, com placenta coloração vermelha.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 675

ENSAIOS DE PUREZA
Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo 7,0%.

DOSEAMENTO
Substâncias extraíveis
ba
Determinar o teor de substâncias extraíveis através do
cálculo do rendimento do extrato hidroalcoólico. Pesar,
exatamente, cerca de 2 g de baunilha, previamente
cortada em pequenos fragmentos ou triturada a pó grosso.
Transferir o pó para um erlenmeyer, de tampa esmerilhada,
e adicionar 70 mL de etanol diluído (solução preparada
com 263 mL de etanol em 250 mL de água destilada),
tampar bem o recipiente e agitar por 2 horas em agitador
mecânico, ou deixar em contato, durante uma noite, e
agitar, frequentemente, por mais 8 horas. Decantar a
camada líquida e filtrar, recolhendo o filtrado em um
balão volumétrico de 100 mL. Lavar o frasco e o resíduo
quatro vezes sucessivas, com porções de 8 mL da solução
de etanol diluído. Filtrar os líquidos de lavagem, através
do mesmo filtro, e juntar ao filtrado obtido anteriormente.
Com quantidade suficiente de etanol diluído, completar
o volume para 100 mL, homogenizar e evaporar 50 mL,
exatamente medidos, em uma cápsula de porcelana tarada,
em banho-maria. Dessecar o resíduo em estufa a 105 °C
por 4 horas. Resfriar a cápsula em dessecador e pesar. O
peso do resíduo representa o extrato hidroalcoólico seco
de 1 g da droga.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados e em lugar fresco e ao abrigo
da luz.
676 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Aspectos microscópicos de Vanilla planifolia Andrews.


_________________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em: A a 20 mm; em B a 5 mm; em C a 100 µm; em D a 160 µm; em E a 74 µm; em
F a 9 µm; em G a 37 µm.

A – representação esquemática da cápsula, em vista lateral. B – representação da histologia do pericarpo e sementes, em secção transversal: endocarpo
(ed); endosperma (e); exocarpo (ep); idioblastos cristalíferos com ráfides (ic); feixe vascular (fv); mesocarpo (m); tecido placentário (pl); tegumento da
semente(t). C – representação esquemática da cápsula em secção transversal: pericarpo (f); semente (se). D – semente em vista lateral. E – fragmento
de elementos de vaso do xilema. F – fragmento de grupo de fibras da bainha vascular. G – cristais de oxalato de cálcio.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 677

de oxalato de cálcio e areia microcristalina. A nervura


BELADONA principal é proeminente em ambas as faces e apresenta
Belladonnae folium

ba
feixes vasculares bicolaterais em arco aberto, sendo o
floema intra-axilar descontínuo. Colênquima angular
Atropa belladonna L. - SOLANACEAE ocorre abaixo da epiderme, em ambas as faces da nervura
principal.
A droga é constituída pelas folhas secas e deve apresentar
no mínimo 0,3% de alcaloides totais, expressos em DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
hiosciamina com referência ao material seco a temperatura
entre 100 °C e 105 °C. Entre esses alcaloides, a hiosciamina, O pó atende a todas as características estabelecidas para
nitidamente preponderante, é acompanhada de pequenas a espécie, menos os caracteres macroscópicos. São
quantidades de escopolamina. características: coloração verde escura; fragmentos da
lâmina, em vista frontal, com células epidérmicas de paredes
CARACTERÍSTICAS anticlinais sinuosas e cutícula com estrias; fragmentos do
mesofilo, em secção transversal, mostrando epiderme com
Características organolépticas. A droga apresenta sabor poucos estômatos e parênquima paliçádico uniestratificado;
amargo e desagradável e odor fracamente nauseoso, fragmentos da epiderme voltada para a face abaxial, em
lembrando o do fumo. vista frontal, mostrando estômatos anisocíticos e raros
tricomas tectores e glandulares; fragmentos da epiderme
sobre as nervuras, em vista frontal, mostrando células
DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA alongadas e de paredes finas; fragmentos do parênquima,
As folhas são elípticas, oval-lanceoladas a largamente em secção transversal, contendo idioblastos cristalíferos;
ovaladas, inteiras, de ápice acuminado, base atenuada, cristais prismáticos isolados como os descritos; tricomas
simétrica e algo decurrente, e bordo inteiro. Medem 5,0 glandulares, como os descritos, isolados, fragmentados ou
cm a 25,0 cm de comprimento e 3,0 cm a 12,0 cm de com restos da epiderme; tricomas tectores isolados ou seus
largura, com pecíolos de 0,5 cm a 4,0 cm de comprimento. fragmentos.
A coloração varia do verde a castanho esverdeado, sendo
mais escura na face adaxial. As folhas secas são enrugadas, IDENTIFICAÇÃO
friáveis e delgadas. As folhas jovens são pubescentes,
porém as mais idosas apresentam-se apenas ligeiramente A. Agitar 3 g de droga pulverizada com 30 mL de ácido
pubescentes ao longo das nervuras e do pecíolo. A nervação sulfúrico 0,05 M durante 2 minutos e filtrar. Alcalinizar
é do tipo peninérvea, sendo que as nervuras secundárias o filtrado com 3 mL de hidróxido de amônio e adicionar
partem da nervura principal em um ângulo de cerca de através do filtro 15 mL de água. Transferir a solução
60° e se anastomosam próximo ao bordo. A superfície da alcalina para funil de separação e extrair sucessivamente
lâmina é seca e áspera ao tato, devido à presença de células com três alíquotas de 15 mL de clorofórmio. Reunir as
com conteúdo microcristalino de oxalato de cálcio no fases clorofórmicas e adicionar sulfato de sódio anidro.
mesofilo. Estas células aparecem como minúsculos pontos Filtrar e dividir o filtrado em duas cápsulas de porcelana,
brilhantes quando a superfície é iluminada; as outras procedendo à evaporação do solvente. Em uma das
células contraem-se mais durante a dessecação. O exame à cápsulas de porcelana, adicionar 0,5 mL de ácido nítrico
lupa revela os mesmos pontos escuros por transparência e fumegante e evaporar à secura em banho-maria. Adicionar
brilhantes por reflexão. ao resíduo 2 mL de acetona e gotejar uma solução de
hidróxido de potássio a 10% (p/v) em etanol, desenvolve-
se uma coloração violeta intensa. Utilizar a outra cápsula
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA para a execução do teste B. de Identificação.
A lâmina foliar é anfiestomática e de simetria dorsiventral. B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
A epiderme, em vista frontal, mostra células fundamentais camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, com
de paredes anticlinais sinuosas e com cutícula finamente espessura de 250 µm, como suporte, e mistura de tolueno,
estriada; sobre a região da nervura principal, as células são acetato de etila e dietilamina (7:2:1) como fase móvel.
alongadas e de paredes finas. Tricomas tectores e glandulares Aplicar, separadamente, à placa, em forma de banda, 20 µL
são numerosos por toda a lâmina. Os tricomas tectores têm das soluções recentemente preparadas, descritas a seguir.
de duas a cinco células, são unisseriados e cônicos, de
paredes lisas e delgadas; os tricomas glandulares possuem Solução (1): na cápsula reservada para esse fim, descrita
pedicelo pluricelular, composto por duas a quatro células, no teste A. de Identificação, dissolver o resíduo em 0,25
com célula terminal claviforme, ou possuem pedicelo mL de metanol.
pluricelular e cabeça pluricelular, formada por quatro a sete
células, de aspecto ovóide a piriforme. Os estômatos, do Solução (2): dissolver 24 mg de sulfato de atropina em 9
tipo anisocítico, são mais frequentes na epiderme abaxial. mL de metanol e 7,5 mg de bromidrato de escopolamina
Em secção transversal, a epiderme é uniestratificada e a em 10 mL de metanol. Misturar 9 mL da solução de
cutícula é delgada. O mesofilo é composto por parênquima sulfato de atropina e 1 mL da solução de bromidrato de
paliçádico uniestratificado e parênquima esponjoso escopolamina.
com grandes idioblastos contendo cristais prismáticos
678 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Desenvolver o cromatograma. Secar a placa a temperatura e remover o clorofórmio por evaporação em banho-maria.
entre 100 °C e 105 °C durante 15 minutos. Deixar esfriar Titular o excesso de ácido com solução de hidróxido de
e nebulizar sucessivamente com iodeto de potássio e sódio 0,02 M SV utilizando vermelho de metila como

b
subnitrato de bismuto SR e solução etanólica de ácido indicador. Calcular a percentagem de alcaloides totais,
sulfúrico a 5% (p/v) (ou solução aquosa de nitrito de sódio expressos em hiosciamina, segundo a expressão:
a 5% (p/v)) até o aparecimento de manchas vermelhas ou
vermelho alaranjadas sobre fundo amarelo cinzento. A
Solução (2) apresenta, quando examinada sob luz visível,
manchas com Rf variando de 0,3 a 0,45, correspondentes
à hiosciamina/atropina e manchas com Rf variando de em que
0,55 a 0,65 correspondentes à escopolamina. As manchas
da Solução (1) devem ser semelhantes quanto à posição e d = perda por dessecação, em %;
coloração àquelas obtidas para a Solução (2). n = volume da solução de hidróxido de sódio 0,02 M
utilizado (mL);
ENSAIOS DE PUREZA m = massa da droga (g).

Material estranho (5.4.2.2). No máximo 3,0% de caules


da espécie com um diâmetro superior a 5 mm. Não deve EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
conter fragmentos de folhas com ráfides no mesofilo Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e do calor.
(Phytolacca americana L.), nem apresentar camadas de
células com maclas de oxalato de cálcio ao longo das
nervuras (Ailanthus altissima Swingle).

Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 10,0%.

Cinzas insolúveis (5.4.2.5). No máximo 4,0%.

DOSEAMENTO
Alcaloides totais

Pesar cerca de 10 g da amostra pulverizada (180 µm) e


umedecer com 5 mL de hidróxido de amônio. Adicionar
10 mL de etanol e 30 mL de éter etílico isento de peróxido,
misturados cuidadosamente. Transferir a mistura para um
percolador, se necessário, com auxílio da solução extratora.
Macerar durante quatro horas e percolar a mistura com
mistura de clorofórmio e éter etílico isento de peróxidos
(1:3) até extração completa dos alcaloides. Evaporar à
secura 1 mL do percolado e dissolver o resíduo em ácido
sulfúrico 0,25 M e verificar a ausência de alcaloides com
iodeto de potássio mercúrio SR. Reduzir o volume do
percolado até 50 mL e transferir para um funil de separação
com auxílio de éter etílico isento de peróxidos. Ao líquido
obtido, adicionar éter etílico isento de peróxidos, 2,5 vezes
o volume do percolador até a obtenção de um líquido
de densidade inferior a da água. Extrair a solução, no
mínimo três vezes, utilizando 20 mL de solução de ácido
sulfúrico 0,25 M em cada uma das vezes. Separar as fases,
por centrifugação, se necessário, e transferir a fase ácida
para outro funil de separação. Alcalinizar a fase ácida com
hidróxido de amônio até pH entre 8,0 e 9,0 e extrair três
vezes com clorofórmio, com alíquotas de 30 mL. Juntar as
fases clorofórmicas e retirar a água residual, adicionando 4
g de sulfato de sódio anidro, deixando em repouso por 30
minutos, com agitação ocasional. Retirar a fase clorofórmica
e lavar o sulfato de sódio restante com três alíquotas de
10 mL de clorofórmio. Reunir os extratos clorofórmicos
e evaporar à secura em banho-maria. Aquecer o resíduo
em estufa a temperatura entre 100 °C e 105 °C durante
15 minutos. Dissolver o resíduo em 5 mL de clorofórmio,
adicionar 20 mL de solução de ácido sulfúrico 0,01 M SV
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 679

ba

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópicos em Atropa belladonna L.


______________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A a 5 mm; em B, C e D a 20 µm.

A – Representação esquemática da folha: lâmina foliar (lf); pecíolo (pl). B – detalhe de porção da epiderme voltada para a face adaxial em vista frontal:
tricoma glandular (tg); tricoma tector (tt); estômato (es). C – detalhe da porção do mesofilo, em secção transversal: tricoma glandular (tg); cutícula (cu);
epiderme (ep); parênquima paliçádico (pp); idioblasto contendo microcristais de oxalato de cálcio (ic); feixe vascular (fv); parênquima esponjoso (pj);
epiderme (ep); tricoma tector (tt); estômato (es). D – detalhe de porção da epiderme voltada para a face abaxial, em vista frontal: tricoma glandular (tg);
estômato (es); tricoma tector (tt).
680 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 2 – Aspectos da microscopia do pó em Atropa belladonna L.


______________

Complemento da legenda da Figura 2. As escalas correspondem em A, B e D a 30 µm; em C a 100 µm; em E a 20 µm..

A e C – fragmentos da epiderme voltada para a face adaxial, em vista frontal, mostrando idioblastos cristalíferos por transparência: idioblasto cristalífero
(ic); parênquima paliçádico (pp); feixe vascular (fv). B – fragmento da epiderme voltada para a face abaxial, em vista frontal, mostrando idioblastos
cristalíferos por transparência: idioblasto cristalífero (ic); estômato (es). D – fragmento da lâmina foliar, em secção transversal: cutícula (cu); epiderme
(ep); parênquima paliçádico (pp); idioblasto cristalífero (ic); parênquima esponjoso (pj). E – tricomas ou suas partes, isolados: tricoma glandular (tg);
tricoma tector (tt).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 681

Solução (2): dissolver 20 mg de ácido benzoico, 10 mg de


BENJOIM ácido cinâmico, 4 mg de vanilina e 20 mg de cinamato de
Benzoe sumatranus metila em 10 mL de etanol.

Styrax benzoin Dryander ou Styrax paralleloneurus


Perkins - STYRACACEAE

O benjoim é uma resina balsâmica, obtida por incisões


As manchas principais obtidas com a Solução (1)
correspondem em posição, cor e intensidade àquela obtida
com a Solução (2). O cromatograma obtido com a Solução
(1), quando examinado sob luz ultravioleta (254 nm),
ba
apresenta, em seu terço superior, manchas de extinção
no tronco de Styrax benzoin Dryander ou Styrax
de fluorescência nas mesmas posições correspondentes
paralleloneurus Perki. Contém, no mínimo, 25% e no
ao cinamato de metila (mancha escura intensa), ácido
máximo, 50% de ácidos totais, calculados como ácido
benzoico (mancha escura), ácido cinâmico (mancha escura
benzoico (C7H6O2).
intensa) e uma mancha de intensidade muito fraca no meio
da placa referente à vanilina.
CARACTERÍSTICAS
Características organolépticas. Apresenta-se sob forma ENSAIOS DE PUREZA
de fragmentos arredondados ou ovóides, irregulares, de cor
Goma Dammar. Proceder conforme descrito em
creme-esbranquiçada, que podem estar revestidas de um
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
material resinoso de cor castanho-acinzentada ou castanho-
óxido de alumínio G, com espessura de 250 µm, como
avermelhada. São duras e quebradiças, sendo a superfície
suporte e mistura de éter de petróleo e éter etílico (40:60)
de fratura rugosa e irregular. Odor suave e balsâmico e
como fase móvel. Aplicar, separadamente, em forma de
sabor a princípio adocicado, passando a levemente picante
banda, 5 mL da solução, recentemente preparada, descrita
e acre.
a seguir.
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, pouco
Solução (1): aquecer 0,2 g da amostra moída com 10 mL de
solúvel em etanol, dissulfeto de carbono e xileno.
etanol a 90% (v/v). Centrifugar.

IDENTIFICAÇÃO Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


secar ao ar. Nebulizar com anisaldeído SR1. Aquecer
A. Aquecer lentamente 0,5 g da amostra em tubo de ensaio em estufa de 100 °C a 105 °C durante 5 minutos. O
seco. O material funde e emite fumaças brancas, acres e cromatograma não deve apresentar nenhuma mancha
irritantes que se condensam, na parte superior do tubo, em nítida com Rf entre 0,4 e 1,0.
lâminas e pequenos cristais.
Styrax tonkinensis. Proceder conforme descrito no teste
B. Aquecer levemente 1 g da amostra moída com 10 mL E. de Identificação. A Solução (1) apresenta 2 manchas
de permanganato de potássio a 3% (p/v). Um forte odor de de fraca intensidade e não apresenta manchas intensas,
aldeído benzoico é produzido. respectivamente na mesma posição das manchas escuras
correspondentes ao ácido benzoico e à vanilina no
C. Adicionar 0,2 g da amostra finamente pulverizada a 10 cromatograma obtido com a Solução (2).
mL de etanol. Agitar energicamente até a dissolução quase
completa. Filtrar. Num tubo de ensaio colocar 5 mL do Colofônia. Tomar 1 g da amostra com 10 mL de xileno,
filtrado e 0,5 mL de solução de cloreto férrico a 5% (p/v) colocar em ultrassom durante 1 minuto. Filtrar. Adicionar
em etanol, agitar. Não desenvolve coloração verde. ao filtrado 10 mL de a acetato de cobre 1% (p/v). Agitar
bem e deixar separar as fases. A camada de xileno não deve
D. Em 0,5 g da amostra moída e adicionar 5 mL de etanol; apresentar coloração verde.
colocar em ultrassom por 2 minutos. Filtrar. Adicionar ao
filtrado 10 mL de água. Verifica-se formação de mistura Limite de substâncias insolúveis em etanol. Pesar 2 g da
turva, com aspecto leitoso. Apresenta reação ácida ao papel amostra pulverizada e adicionar 25 mL de etanol a 90%
de tornassol. (v/v). Aquecer à ebulição até dissolução quase completa.
Filtrar por filtro de vidro poroso, previamente tarado, lavar
E. Proceder conforme descrito em Cromatografia em três vezes com 5 mL de etanol a 90% (v/v) quente. Aquecer
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254, com o funil de vidro e seu conteúdo em estufa de 100 °C a 105
espessura de 250 µm, como fase estacionária e mistura de °C durante 2 horas. Resfriar em dessecador e pesar. No
ácido acético glacial, éter isopropílico e hexano (10:40:60) máximo 25,0%.
como fase móvel. Aplicar, separadamente, em forma de
banda, 10 mL das soluções, recentemente preparadas, Água (5.4.2.3). No máximo 5,0%. Determinar em 2 g da
descritas a seguir. amostra grosseiramente pulverizada, a pressão reduzida,
durante 4 horas.
Solução (1): tomar 0,2 g da amostra, finamente pulverizada,
adicionar 5 mL de etanol e colocar em banho de ultrassom Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 2,0%.
durante 2 minutos. Centrifugar e utilizar a solução
sobrenadante.
682 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

DOSEAMENTO intensidades relativas daqueles observados no espectro de


benznidazol SQR, preparado de maneira idêntica.
Em balão de boca esmerilhada de 250 mL, introduzir 0,75

b
g da amostra finamente pulverizada e 15 mL de hidróxido B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na
de potássio etanólico 0,5 M SV. Aquecer sob refluxo, em faixa de 200 nm a 400 nm, de solução amostra obtida
banho-maria, durante 30 minutos. Deixar esfriar, lavar o em Doseamento, exibe máximo de absorção em 316 nm,
condensador com 20 mL de etanol. Titular o excesso de idêntico ao observado no espectro da solução padrão. A
hidróxido de potássio com ácido clorídrico 0,5 M SV. absorvância em 316 nm é de, aproximadamente, 0,352.
Determinar o ponto final potenciometricamente. Realizar
ensaio em branco e fazer as correções necessárias. Cada C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
mL de hidróxido de potássio etanólico 0,5 M SV equivale camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
a 61,050 mg de ácido benzoico (C7H6O2). como suporte, e mistura de acetato de etila e metanol
(85:15) como fase móvel. Saturar a cuba previamente com
a fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa 5 mL de
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO cada uma das soluções, recentemente preparadas, descritas
a seguir.
Em recipiente bem fechado, protegido da luz e do calor.
Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em metanol.

BENZNIDAZOL Solução (2): solução a 10 mg/mL de benznidazol SQR em


Benznidazolum metanol.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar


secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Nebulizar com solução extemporânea de cloreto de estanho
O2N H SR, deixar secar e colocar em recipiente com gases nitrosos,
N por 10 minutos. Eliminar o excesso de gases nitrosos com
N corrente de ar frio e nebulizar com dicloridrato de N-(1-
N
naftil)etilenodiamina SR. A mancha principal obtida com
O a Solução (1) corresponde em posição, cor e intensidade
C12H12N4O3; 260,25 àquela obtida com a Solução (2).
benznidazol; 01153
2-Nitro-N-(fenilmetil)-1H-imidazol-1-acetamida D. Dissolver cerca de 30 mg de amostra em 3 mL de metanol
[22994-85-0] em tubo de ensaio, aquecendo ligeiramente. Adicionar 1
mL de cloridrato de hidroxilamina 2 M em água. Aquecer,
ligeiramente, em banho-maria ajustado para temperatura
Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de
entre 70 °C e 90 °C, durante cerca de 1 minuto. Resfriar e
C12H12N4O3, em relação à substância dessecada.
adicionar 1 mL de ácido clorídrico 0,1 M e 1 mL de cloreto
férrico a 5% (p/v). Produz-se coloração castanho-violeta.
DESCRIÇÃO
Características físicas. Pó cristalino, levemente ENSAIOS DE PUREZA
amarelado, inodoro, insípido e estável ao ar.
Cloretos. Dissolver 30 mg da amostra em 3 mL de metanol
Solubilidade. Muito pouco solúvel em água, muito em tubo de ensaio e adicionar 5 mL de ácido nítrico a 12%
solúvel em dimetilsulfóxido, facilmente solúvel em (v/v) e 5 mL de nitrato de prata SR. Não ocorre turvação.
dimetilformamida, solúvel em hexano, ligeiramente
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em estufa a 105
solúvel em etanol, metanol, acetato de etila e cloreto de
°C, por 2 horas. No máximo 0,5%.
metileno, pouco solúvel em acetona, muito pouco solúvel
em clorofórmio, álcool isopropílico, glicerol e praticamente
insolúvel em éter de petróleo. Muito pouco solúvel em DOSEAMENTO
hidróxido de sódio 0,1 M e ácido clorídrico 0,1 M.
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
Constantes físico-químicas. absorção no ultravioleta (5.2.14). Transferir, exatamente,
cerca de 0,12 g da amostra, para balão volumétrico de 200
Faixa de fusão (5.2.2): 188 °C a 190 °C. mL e adicionar 150 mL de metanol. Agitar, mecanicamente,
até completa solubilização. Completar o volume com o
IDENTIFICAÇÃO mesmo solvente e homogeneizar. Diluir, sucessivamente,
em ácido clorídrico 0,1 M, até concentração de 0,0012%
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da (p/v). Preparar solução padrão na mesma concentração
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo e utilizando os mesmos solventes. Determinar as
de potássio, apresenta máximos de absorção somente absorvâncias das soluções em 316 nm, utilizando ácido
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas clorídrico 0,1 M para ajuste do zero. Calcular o teor de
C12H12N4O3 na amostra a partir das leituras obtidas.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 683

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO B. A mancha principal do cromatograma da Solução (2),


obtida em Substâncias relacionadas, corresponde em
Em recipientes hermeticamente fechados e ao abrigo da luz. posição, coloração, fluorescência e dimensão àquela obtida

ba
com a Solução (3).
ROTULAGEM C. Dissolver 2 mg em 2 mL de ácido sulfúrico. A solução
Observar a legislação vigente. apresenta-se amarelo-esverdeada e com fluorescência azul.
Adicionar 2 mL de água destilada, a coloração passa para
alaranjada.
CLASSE TERAPÊUTICA
Antichagásico. ENSAIOS DE PUREZA
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
BENZOATO DE ESTRADIOL Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de tolueno e etanol
Estradioli benzoas
(90:10), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa,
5 µL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
OH descritas a seguir.
CH3
Solução (1): dissolver 0,2 g da amostra numa mistura de
H metanol e clorofórmio (1:9) e completar o volume para 10
mL com a mesma mistura.
O
H H Solução (2): diluir 2,5 mL da Solução (1) e completar o
volume para 50 mL com mistura de metanol e clorofórmio
O (1:9).

Solução (3): dissolver 25 mg de benzoato de estradiol SQR


numa mistura de metanol e clorofórmio (1:9) e completar
C25H28O3; 376,49 o volume para 25 mL com a mesma mistura.
benzoato de estradiol; 03597
3-Benzoato de (17β)-estra-1,3,5(10)-trieno-3,17-diol Solução (4): diluir 2 mL da Solução (3) e completar o
[50-50-0] volume para 10 mL com mistura de metanol e clorofórmio
(1:9).
Contém, no mínimo, 97,0% e, no máximo, 103,0% de
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
C25H28O3, em relação à substância dessecada.
secar ao ar. Aquecer a 110 °C durante 10 minutos. Nebulizar
a placa quente com solução etanólica de ácido sulfúrico.
DESCRIÇÃO Aquecer novamente a 110 °C durante 10 minutos. Examinar
sob luz ultravioleta (365 nm). Qualquer mancha secundária
Características físicas. Pó cristalino, branco ou branco- obtida no cromatograma com a Solução (1), diferente da
amarelado, inodoro e estável ao ar. mancha principal, não é mais intensa que aquela obtida
com a Solução (4) (1,0%).
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água,
ligeiramente solúvel na acetona, pouco solúvel em etanol Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 0,5 g da
e óleos vegetais. amostra. Dessecar em estufa a 105 °C durante 3 horas. No
máximo 0,5%.
Constantes físico-químicas.
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 0,5 g da
Faixa de fusão (5.2.2): 191 °C a 196 °C
amostra. No máximo 0,2%.
Poder rotatório específico (5.2.8): +57° a +63°, em relação
à substância dessecada. Determinar em solução a 1,0% DOSEAMENTO
(p/v) em dioxana.
Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar, exatamente, cerca
IDENTIFICAÇÃO
de 25 mg da amostra e dissolver em etanol. Diluir para 250
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da mL com o mesmo solvente. Transferir 10 mL da solução
amostra, previamente dessecada, dispersa em brometo para balão volumétrico de 100 mL, diluir e completar
de potássio, apresenta máximos de absorção somente o volume com etanol. Medir a absorvância da solução
nos mesmos comprimentos de onda e com as mesmas resultante em 231 nm, utilizando etanol para ajuste do
intensidades relativas daqueles observados no espectro de zero. Calcular o teor de C25H28O3 na amostra considerando
benzoato de estradiol SQR, preparado de maneira idêntica. A (1%, 1 cm) = 500, em 231 nm, em etanol.
684 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO similar de benzoilmetronidazol SQR. A absorvância em


232 nm está compreendida entre 0,525 e 0,575.
Em recipientes bem fechados e protegidos da luz.

b
C. A mancha principal do cromatograma da Solução (2),
obtida em Substâncias relacionadas, corresponde em
ROTULAGEM posição, cor e intensidade àquela obtida com a Solução (3).
Observar a legislação vigente.
D. A 20 mg da amostra, adicionar 20 mg de zinco em pó, 2
mL de água e 1 mL de ácido clorídrico. Aquecer em banho-
CLASSE TERAPÊUTICA maria por 5 minutos e resfriar a 0 ºC. A solução resultante
responde à reação de amina aromática primária (5.3.1.1).
Estrogênio.

ENSAIOS DE PUREZA
BENZOILMETRONIDAZOL Acidez. Dissolver 2 g da amostra em 40 mL de mistura de
Metronidazoli benzoas dimetilformamida e água (1:1), previamente neutralizada
com ácido clorídrico 0,02 M ou hidróxido de sódio 0,02
M utilizando 0,2 mL de vermelho de metila SI como
O2N indicador. Não mais que 0,25 mL de hidróxido de sódio
0,02 M SV é necessário para mudar a cor do indicador.
O
N Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em
O Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando
N sílica-gel GF254, como suporte, e acetato de etila, como fase
CH3
móvel. Aplicar, separadamente, à placa, 10 µL de cada uma
das soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.
C13H13N3O4; 275,26
benzoilmetronidazol; 01166 Solução (1): solução da amostra a 20 mg/mL em acetona.
1-Benzoato de 2-metil-5-nitro-1H-imidazol-1-etanol
[13182-89-3] Solução (2): diluir quantitativamente a Solução (1)
em acetona, de modo a obter solução a 0,1 mg/mL de
Contém, no mínimo, 98,5% e, no máximo, 101,0% de benzoilmetronidazol.
C13H13N3O4, em relação à substância dessecada.
Solução (3): solução de benzoilmetronidazol SQR a 0,1
mg/mL em acetona.
DESCRIÇÃO
Solução (4): diluir 4 mL da Solução (3) para 10 mL com
Características físicas. Pó cristalino ou flocos, branco a acetona.
branco-amarelado.
Solução (5): solução contendo metronidazol SQR a 0,2
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, facilmente mg/mL e de 2-metil-5-nitroimidazol SQR (Impureza A) a
solúvel em clorofórmio, solúvel em acetona, pouco solúvel 0,2 mg/mL em acetona.
em etanol.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
Constantes físico-químicas. secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com
Faixa de fusão (5.2.2): 99 ºC a 102 ºC. a solução (1), diferente da mancha principal, não é mais
intensa que aquela obtida com a Solução (3) (0,5%), e não
IDENTIFICAÇÃO mais do que três manchas secundárias são mais intensas que
aquela obtida com a Solução (4) (0,2%). O teste somente
Os testes de identificação C. e D. podem ser omitidos se será válido se o cromatograma obtido com a Solução (5)
forem realizados os testes A. e B. O teste de identificação apresentar duas manchas principais nitidamente separadas.
A. pode ser omitido se forem realizados os testes B., C. e D.
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método IV. No
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da máximo 0,002% (20 ppm).
amostra, dispersa em brometo de potássio, apresenta
máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de
de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles amostra, em estufa a 80 ºC, por 3 horas. No máximo 0,5%.
observados no espectro de benzoilmetronidazol SQR,
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
preparado de maneira idêntica.
No máximo 0,1%.
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
de 200 nm a 400 nm, de solução a 0,001% (p/v) em ácido
clorídrico 1 M, exibe máximos de absorção em 232 nm e em
275 nm, idênticos aos observados no espectro de solução
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 685

DOSEAMENTO TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA


Proceder conforme descrito em Titulações em meio não Contagem do número total de micro-organismos

ba
aquoso (5.3.3.5). Dissolver 0,25 g da amostra em 50 mL mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
de anidrido acético. Titular com ácido perclórico 0,1 M
SV, determinando o ponto final potenciometricamente ou Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3).
utilizando cloreto de metilrosalínio SI (cristal violeta) até Cumpre o teste.
mudança de cor para verde-azulado. Cada mL de ácido
perclórico 0,1 M SV equivale a 27,526 mg de C13H13N3O4. DOSEAMENTO
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
A. Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
absorção no ultravioleta (5.2.14). Transferir volume da
suspensão oral equivalente a 0,4 g de benzoilmetronidazol
ROTULAGEM para balão volumétrico de 100 mL, adicionar 10 mL de
dimetilformamida e 60 mL de etanol. Deixar em ultrassom
Observar a legislação vigente. por 15 minutos, agitar mecanicamente por 15 minutos,
completar o volume com etanol, homogeneizar e filtrar.
CLASSE TERAPÊUTICA Diluir, sucessivamente, em etanol, até concentração
de 0,002% (p/v). Preparar solução padrão na mesma
Antiprotozoário, antibacteriano. concentração, utilizando os mesmos solventes. Medir
as absorvâncias das soluções resultantes em 308 nm,
utilizando etanol para ajuste do zero. Calcular a quantidade
BENZOILMETRONIDAZOL SUSPENSÃO de C13H13N3O4 na suspensão oral a partir das leituras
ORAL obtidas.

B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido


Contém, no mínimo, 95,0% e, no máximo, 105,0% da de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
quantidade de C13H13N3O4. de detector ultravioleta a 254 nm; coluna de 150 mm de
comprimento e 3,9 mm de diâmetro interno, empacotada
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
IDENTIFICAÇÃO µm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel
de 1 mL/minuto.
O teste A. pode ser omitido se forem realizados os testes B.
e C. O teste de identificação B. pode ser omitido se forem Fase móvel: mistura de metanol e água (50:50).
realizados os testes A. e C.
Solução amostra: transferir volume da suspensão oral
A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa equivalente a 0,2 g de benzoilmetronidazol para balão
de 250 nm a 400 nm, da solução amostra obtida no método volumétrico de 50 mL, adicionar 35 mL de metanol e
A. de Doseamento, exibe máximo de absorção em 308 nm, deixar em ultrassom por 15 minutos. Esfriar à temperatura
idêntico ao observado no espectro da solução padrão. ambiente, completar o volume com o mesmo solvente,
homogeneizar e filtrar. Transferir 5 mL do filtrado para
B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com a
da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
Fase móvel, obtendo solução a 0,2 mg/mL.
corresponde àquele do pico principal da Solução padrão.
Solução padrão: transferir 50 mg de benzoilmetronidazol
C. A um volume da suspensão oral equivalente a 20 mg
SQR para balão volumétrico de 25 mL, adicionar 20 mL de
de benzoilmetronidazol, adicionar 20 mg de zinco em pó,
metanol e deixar em ultrassom por 15 minutos. Resfriar à
1 mL de água e 1 mL de ácido clorídrico. Aquecer em
temperatura ambiente, completar o volume com o mesmo
banho-maria durante 5 minutos. Resfriar a 0 ºC. A solução
solvente e homogeneizar. Transferir 5 mL para balão
resultante responde à reação de amina aromática primária
volumétrico de 50 mL e completar o volume com Fase
(5.3.1.1).
móvel, obtendo solução a 0,2 mg/mL.

CARACTERÍSTICAS Injetar replicatas de 20 µL da Solução padrão. O desvio


padrão relativo das áreas de replicatas dos picos registrados
Determinação de volume (5.1.2). Cumpre o teste. não é maior que 2,0%.

pH (5.2.19). 5,5 a 6,5. Determinar na suspensão oral Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL da Solução
reconstituída conforme indicado no rótulo. padrão e Solução amostra, registrar os cromatogramas
e medir as áreas sob os picos. Calcular a quantidade de
C13H13N3O4 na suspensão oral a partir das respostas obtidas
para a Solução padrão e Solução amostra.
686 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO Solução (2): preparar solução a 0,1% (p/v), em água,


utilizando cloreto de sódio grau analítico. Preparar as
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz. soluções da curva analítica por diluição sequencial em

b
água.
ROTULAGEM Adicionar à Solução (1) e à Solução (2) quantidade
Observar a legislação vigente. equivalente a 0,5% (v/v) de uma solução de cloreto de
césio a 1% (p/v). No máximo 0,5% de sódio (5000 ppm).

Amônia (5.3.2.6). Utilizar 10 mL da solução obtida em


BICARBONATO DE POTÁSSIO Aspecto da solução. No máximo 0,002% (20 ppm).
Kalli hydrogenocarbonas
Cálcio (5.3.2.7). Utilizar 10 mL da solução obtida em
Aspecto da solução. No máximo 0,001% (10 ppm).
KHCO3; 100,12
bicarbonato de potássio; 01248 Cloretos (5.3.2.1). Determinar em 2,4 g da amostra. No
Sal de potássio do ácido carbônico (1:1) máximo 0,015% (150 ppm).
[298-14-6]
Ferro (5.3.2.4). Determinar em 10 g da amostra. No
máximo 0,002% (20 ppm).
Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de
KHCO3, em relação à substância dessecada. Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método I. Dissolver
2 g da amostra em 25 mL de água e prosseguir conforme
descrito em Ensaio limite para metais pesados, não
DESCRIÇÃO
havendo a necessidade de ajustar o pH. No máximo
Características físicas. Pó branco, cristalino, ou cristais 0,001% (10 ppm).
incolores. Quando aquecido, substância seca ou em solução,
Sulfatos (5.3.2.2). Determinar em 8 g da amostra. No
converte-se gradualmente em carbonato de potássio.
máximo 0,015% (150 ppm).
Solubilidade. Facilmente solúvel em água e praticamente
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de
insolúvel em etanol.
amostra, em sílica-gel, por 4 horas. No máximo 0,3%.

IDENTIFICAÇÃO
DOSEAMENTO
A. A 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução,
Dissolver 0,8 g da amostra em 50 mL de água isenta de
adicionar 0,1 mL de fenolftaleína SI. A solução adquire
dióxido de carbono. Adicionar 0,1 mL de alaranjado
coloração rosa-pálido. Aquecer. O gás evapora, e a
de metila SI. Titular com ácido clorídrico M SV até a
coloração torna-se vermelha.
coloração amarela começar a mudar para rosa-amarelado.
B. Responde às reações do íon carbonato (5.3.1.1). Aquecer cuidadosamente e ferver por 2 minutos. A solução
torna-se amarela. Resfriar e titular até obter coloração rosa-
C. Responde às reações do íon bicarbonato (5.3.1.1). amarelado. Cada mL de ácido clorídrico M SV equivale a
100,100 mg de KHCO3.
D. A solução obtida em Aspecto da solução responde às
reações do íon potássio (5.3.1.1).
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
ENSAIOS DE PUREZA Em recipientes bem fechados.
Aspecto da solução. Dissolver 5 g da amostra em água
isenta de dióxido de carbono e completar o volume para ROTULAGEM
100 mL com o mesmo solvente. A solução obtida é límpida
(5.2.25) e incolor (5.2.12). Observar a legislação vigente.

pH (5.2.19). No máximo 8,6. Determinar na solução obtida


CATEGORIA
em Aspecto da solução.
Adjuvante farmacotécnico.
Sódio. Proceder conforme descrito em Espectrometria
de absorção atômica com chama (5.2.13.1.1), Método I.
Utilizar espectrômetro provido de chama alimentada com
mistura de ar e acetileno, com fonte emissora de luz a 589,6
nm. Preparar as soluções como descrito a seguir.

Solução (1): dissolver 1 g da amostra em água e completar


para 100 mL com o mesmo solvente.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 687

BICARBONATO DE SÓDIO Ferro (5.3.2.4). Dissolver 0,5 g da amostra em 5 mL de


Natrii hydrogenocarbonas ácido clorídrico. Prosseguir conforme descrito em Ensaio

ba
limite para ferro. No máximo 0,002% (20 ppm).
NaHCO3; 84,01 Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Dissolver
bicarbonato de sódio; 01249 2 g da amostra na mistura de 2 mL de ácido clorídrico e
Sal de sódio do ácido carbônico (1:1) 18 mL de água. Utilizar 12 mL da solução e prosseguir
[144-55-8] conforme descrito em Ensaio limite para metais pesados.
Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de No máximo 0,001% (10 ppm).
NaHCO3. Sulfatos (5.3.2.2). Suspender 1 g da amostra em 10 mL
DESCRIÇÃO de água e adicionar ácido clorídrico até neutralidade.
Prosseguir conforme descrito em Ensaio limite para
Características físicas. Pó branco, cristalino, inodoro. sulfatos. No máximo 0,015% (150 ppm).
Quando aquecido, seco ou em solução, converte-se,
gradativamente, em carbonato de sódio.
DOSEAMENTO
Solubilidade. Solúvel em água, praticamente insolúvel em
Dissolver 1,5 g da amostra em 50 mL de água isenta
etanol.
de dióxido de carbono. Titular com ácido clorídrico M
SV, utilizando 0,2 mL de alaranjado de metila SI como
IDENTIFICAÇÃO indicador. Cada mL de ácido clorídrico M SV corresponde
a 84,010 mg de NaHCO3.
A. Preparar solução de bicarbonato de sódio a 5% (p/v)
em água isenta de dióxido de carbono. A 5 mL desta
solução, adicionar 0,1 mL de solução de fenolftaleína SI. EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Desenvolve-se coloração rósea. Sob aquecimento, ocorre
Em recipientes bem fechados.
liberação de gás e a coloração da solução muda para
vermelho.
ROTULAGEM
B. Responde às reações dos íons carbonato e bicarbonato
(5.3.1.1). Observar a legislação vigente.

C. Responde às reações do íon sódio (5.3.1.1).


CLASSE TERAPÊUTICA
ENSAIOS DE PUREZA Antiácido.

Aspecto da solução. A solução a 5% (p/v) em água isenta


de dióxido de carbono é límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12). BISACODIL
Amônia (5.3.2.6). Diluir 10 mL da solução descrita em Bisacodylum
Aspecto da solução para 15 mL com água. Prosseguir
conforme descrito em Ensaio limite para amônia. No O
máximo 0,002% (20 ppm). H
CH3
Arsênio (5.3.2.5). A 0,5 g de amostra, adicionar ácido O
sulfúrico 3,5 M até cessar a efervescência. Prosseguir O
conforme descrito em Ensaio limite para arsênio. No N
máximo 0,0002% (2 ppm). H3C O
Carbonatos. O pH (5.2.19) da solução descrita em Aspecto
da solução, recém-preparada, não é superior a 8,6.
C22H19NO4; 361,39
Cálcio (5.3.2.7). Neutralizar a suspensão de 1 g em 10 bisacodil; 01287
mL de água com ácido clorídrico e diluir para 15 mL com 1,1’-Diacetato de 4,4’-(2-piridinilmetileno)bis-fenol
água. Prosseguir conforme descrito em Ensaio limite para [603-50-9]
cálcio. No máximo 0,01% (100 ppm).
Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 101,0% de
Cloretos (5.3.2.1). A 7 mL da solução descrita em Aspecto
C22H19NO4, em relação à substância dessecada.
da solução, adicionar 2 mL de ácido nítrico e diluir para
15 mL com água. Prosseguir conforme descrito em Ensaio
limite para cloretos. No máximo 0,015% (150 ppm).
688 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

DESCRIÇÃO
Solução (5): diluir 5,0 mL da Solução (4) para 10 mL com
Características físicas. Pó cristalino, branco ou quase

b
acetona.
branco.
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
Solubilidade. Praticamente insolúvel em água, solúvel em secar ao ar, se necessário aquecer a placa a 105 °C.
acetona, pouco solúvel em etanol, muito pouco solúvel em Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). Qualquer mancha
éter etílico. Solúvel em ácidos minerais diluídos. secundária obtida com a Solução (1), diferente da mancha
Constantes físico-químicas principal, não deve ser mais intensa que a mancha obtida
com a Solução (4) (1,0%) e nenhuma outra mancha deve
Faixa de fusão (5.2.2): 131 °C a 135 °C. ser mais intensa que a mancha obtida no cromatograma
com a Solução (5) (0,5%).
IDENTIFICAÇÃO Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 0,5 g da
amostra. Dessecar em estufa a 105 °C, até peso constante.
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
No máximo 0,5%.
amostra dessecada a 105 °C, até peso constante, e dispersa
em brometo de potássio, apresenta máximos de absorção Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g de amostra.
somente nos mesmos comprimentos de onda e com as No máximo 0,1%.
mesmas intensidades relativas daqueles observados no
espectro de bisacodil SQR, preparado de maneira idêntica.
DOSEAMENTO
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
de 200 nm a 350 nm, da solução da amostra a 0,001% (p/v) Proceder conforme descrito em Titulações em meio
em hidróxido de potássio metanólico 0,6% (p/v), exibe não aquoso (5.3.4.5). Dissolver 0,250 g da amostra em
máximo em 248 nm e um ombro em 290 nm. A absorvância 70 mL de ácido acético glacial, adicionar duas gotas de
em 248 nm é de, aproximadamente, 0,632 a 0,672. 1-naftolbenzeína SI e titular com ácido perclórico 0,1 M SV.
Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias.
C. Nebulizar os cromatogramas obtidos em Substâncias Cada mL de ácido perclórico 0,1 M SV equivale a 36,139
relacionadas com a mistura de solução de iodo 0,05 mg de C22H19NO4.
M e ácido sulfúrico M (50:50). A mancha principal do
cromatograma da Solução (2), obtida em Substâncias
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
relacionadas, corresponde em posição, cor e intensidade
àquele obtida com a Solução (3). Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e em
temperatura ambiente.
ENSAIOS DE PUREZA
ROTULAGEM
Acidez ou alcalinidade. Agitar 1,0 g da amostra com 20
mL de água isenta de dióxido de carbono. Aquecer até Observar a legislação vigente.
fervura, resfriar e filtrar. No máximo 0,2 mL de hidróxido de
sódio 0,01 M é gasto para neutralizar o filtrado, utilizando
vermelho de metila SI como indicador. No máximo 0,4 CLASSE TERAPÊUTICA
mL de ácido clorídrico 0,01 M é gasto para neutralizar o
Catártico.
filtrado, utilizando o mesmo indicador.

Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em


Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando BISACODIL COMPRIMIDOS
sílica-gel GF 254, como suporte, e mistura de xileno e
metil-etil-cetona (50:50), como fase móvel. Aplicar,
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
separadamente, à placa, 10 mL de cada uma das soluções
quantidade declarada de C22H19NO4. Os comprimidos
recentemente preparadas, descritas a seguir.
devem ser revestidos.
Solução (1): dissolver 0,2 g da amostra em acetona e
completar o volume para 10 mL com o mesmo solvente. IDENTIFICAÇÃO
Solução (2): diluir 1,0 mL da Solução (1) para 10 mL com A. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
acetona. da Solução amostra, obtida em Doseamento, corresponde
Solução (3): dissolver 20 mg de bisacodil SQR em acetona àquele do pico principal da Solução padrão.
e completar o volume para 10 mL com o mesmo solvente. B. Pesar e pulverizar os comprimidos. Extrair quantidade
Solução (4): diluir 1,0 mL da Solução (1) para 100 mL com do pó equivalente a 50 mg de bisacodil com clorofórmio,
acetona. filtrar, evaporar o filtrado até a secura e dissolver o resíduo
com 10 mL de solução de ácido sulfúrico a 0,5% (v/v).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 689

A 2 mL da solução obtida, adicionar 50 µL de iodeto de


potássio mercúrio SR. Um precipitado branco é formado. de detector ultravioleta a 265 nm; coluna de 250 mm de

ba
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
C. A 2 mL da solução obtida no teste B. de Identificação,
com sílica-gel quimicamente ligada a grupo octadecilsilano
adicionar ácido sulfúrico. Desenvolve-se coloração violeta.
(4,6 µm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase
D. Ferver 2 mL da solução obtida no teste B. de Identificação móvel de 2,0 mL/minuto.
com um pouco de ácido nítrico. Desenvolve-se coloração
Tampão acetato de sódio 0,074 M: contém 10,06 g de
amarela. Resfriar e adicionar hidróxido de sódio 5 M.
acetato de sódio tri-hidratado em água para produzir 1000
Desenvolve-se coloração marrom-amarelada.
mL. Ajustar o pH a 7,4 com ácido acético a 2,5% (v/v)

CARACTERÍSTICAS Fase móvel: mistura de Tampão acetato de sódio 0,074 M


e acetonitrila (50:50).
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
Solução amostra: pesar e pulverizar 20 comprimidos.
Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste. Transferir quantidade de pó equivalente a 50 mg de bisacodil
para balão volumétrico de 100 mL e adicionar 12 mL de
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste. Realizar água. Agitar mecanicamente por 15 minutos e submeter a
a etapa ácida em ácido clorídrico 0,1 M por 120 minutos. banho de ultrassom, à temperatura ambiente, por 15 minutos.
A segunda etapa deve ser realizada com solução de Adicionar 50 mL de acetonitrila, agitar mecanicamente e
bicarbonato de sódio a 1,5% (p/v) por 60 minutos. sonicar por períodos de 15 minutos. Completar o volume
com acetonitrila, homogeneizar e centrifugar por 15 minutos.
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
Filtrar o sobrenadante e utilizar o filtrado nas determinações.
Proceder conforme descrito em Doseamento. Preparar
solução com concentração final de 0,5 mg/mL. Solução padrão: dissolver quantidade, exatamente pesada,
de bisacodil SQR em acetonitrila e diluir adequadamente
ENSAIOS DE PUREZA de modo a obter solução a 0,5 mg/mL.

Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em Procedimento: injetar, separadamente, 10 µL da Solução


Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de xileno e e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C22H19NO4
metil-etil-cetona (50:50), como fase móvel. Aplicar, nos comprimidos a partir das respostas obtidas com a
separadamente, à placa, 10 mL de cada uma das soluções Solução padrão e a Solução amostra.
recentemente preparadas, descritas a seguir.
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Solução (1): agitar quantidade de pó equivalente a 20 mg de
bisacodil com 2 mL de acetona por 10 minutos, centrifugar Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e em
e utilizar o sobrenadante líquido. temperatura ambiente.
Solução (2): diluir 3 volumes da Solução (1) para 100
volumes com acetona. ROTULAGEM
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Observar a legislação vigente.
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com
a Solução (1), diferente da mancha principal, que não seja BISACODIL SUPOSITÓRIOS
referente aos excipientes, não é mais intensa que aquela
obtida com a Solução (2) (3%).
Contém, no mínimo, 90,0% e, no máximo, 110,0% da
quantidade declarada de C22H19NO4.
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA
Contagem do número total de micro-organismos IDENTIFICAÇÃO
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste.
A. Proceder conforme descrito em Substâncias
Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). relacionadas. Aplicar na placa cromatográfica 2 µL de
Cumpre o teste. cada uma das soluções e utilizar bisacodil SQR a 1% (p/v)
em acetona, como Solução (2). A mancha principal do
DOSEAMENTO cromatograma da Solução (1) corresponde àquela obtida
com a Solução (2).
Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido B. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma
da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,
corresponde àquele do pico principal da Solução padrão.
690 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

C. Dissolver quantidade de supositórios contendo o contendo o equivalente a 0,1 g de bisacodil em 80 mL de


equivalente a 0,15 g de bisacodil em 150 mL de éter de ácido acético glacial previamente neutralizado com ácido
petróleo. Filtrar, lavar o resíduo com éter de petróleo até perclórico 0,02 M SV, utilizando 1-naftolbenzeína SI para

b
o mesmo estar livre de material oleoso e secar a 100 °C. verificar a neutralização. Titular com ácido perclórico 0,02
Dissolver o resíduo em quantidade mínima de clorofórmio M SV, determinando o ponto final potenciometricamente.
levemente aquecido e solubilizar em 10 mL de ácido Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias.
sulfúrico a 0,5% (v/v). A 2 mL da solução obtida, adicionar Cada mL de ácido perclórico 0,02 M SV equivale a 7,228
50 μL de iodeto de potássio mercúrio SR. Um precipitado mg de C22H19NO4.
branco é formado.
B. Proceder conforme descrito em Doseamento da
D. A 2 mL da solução obtida no teste C. de Identificação, monografia de Bisacodil comprimidos. Preparar a Solução
adicionar ácido sulfúrico. Desenvolve-se coloração violeta. amostra como descrito a seguir.
E. Ferver 2 mL da solução obtida no teste C. de Identificação Solução amostra: transferir quantidade de supositórios
com um pouco de ácido nítrico. Desenvolve-se coloração contendo o equivalente a 0,1 g de bisacodil para funil de
amarela. Resfriar e adicionar hidróxido de sódio 5 M. separação de 500 mL e adicionar 150 mL de n-hexano.
Desenvolve-se coloração marrom-amarelada. Agitar mecanicamente até que os supositórios estejam
dissolvidos. Adicionar 50 mL de acetonitrila, agitar por
1 minuto e aguardar a separação das fases. Transferir a
CARACTERÍSTICAS
fase inferior para balão volumétrico de 200 mL. Extrair
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste. o conteúdo remanescente no funil de separação com
duas porções de 50 mL de acetonitrila, reunir as camadas
Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste. inferiores no balão volumétrico de 200 mL e completar o
Proceder conforme descrito no método B. de Doseamento. volume com acetonitrila. Agitar e filtrar.

Procedimento: injetar, separadamente, 10 µL da Solução


ENSAIOS DE PUREZA padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas
Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito em e medir as áreas sob os picos. Calcular o teor de C22H19NO4
Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), utilizando na amostra a partir das respostas obtidas com a Solução
sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de xileno e padrão e a Solução amostra.
metil-etil-cetona (50:50), como fase móvel. Aplicar,
separadamente, à placa, 10 mL de cada uma das soluções EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
recentemente preparadas, descritas a seguir.
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e em
Solução (1): agitar quantidade de supositórios contendo o temperatura ambiente.
equivalente a 20 mg de bisacodil com 20 mL de éter de
petróleo e filtrar. Lavar o resíduo com éter de petróleo até o
mesmo estar livre do material oleoso e dissolver em 2 mL ROTULAGEM
de acetona. Observar a legislação vigente.
Solução (2): diluir 3 volumes da Solução (1) para 100
volumes com acetona.
BOLDO
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Boldus folium
secar ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm).
Qualquer mancha secundária obtida no cromatograma com
a Solução (1), diferente da mancha principal, não é mais Peumus boldus Molina – MONIMIACEAE
intensa que aquela obtida com a Solução (2) (3%).
A droga vegetal é constituída de folhas secas contendo,
no mínimo, 1,5% de óleo volátil e no mínimo 0,1% de
TESTES DE SEGURANÇA BIOLÓGICA alcaloides totais expressos em boldina.
Contagem do número total de micro-organismos
mesófilos (5.5.3.1.2). Cumpre o teste. NOMES POPULARES

Pesquisa de micro-organismos patogênicos (5.5.3.1.3). Boldo-do-chile.


Cumpre o teste.
CARACTERÍSTICAS
DOSEAMENTO
Características organolépticas. A droga apresenta odor
Empregar um dos métodos descritos a seguir. aromático característico, canforáceo e levemente acre, que se
acentua com o esmagamento. Sabor amargo e um tanto acre.
A. Proceder conforme descrito em Titulações em meio não
aquoso (5.3.3.5). Dissolver quantidade de supositórios
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 691

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA único feixe colateral, envolvido por endoderme e bainha


de fibras muito esclerificadas; podem ocorrer outros
Folha simples, inteira, elíptica, elíptico ovalada, elíptico dois feixes menores, voltados para a face adaxial, sendo

ba
obovada ou obovada, de ápice obtuso, retuso ou agudo e o conjunto envolvido por bainha de fibras. Em toda a
base arredondada, obtusa ou cuneada, ápice e base simétricos lâmina, na hipoderme, colênquima e parênquimas ocorrem
ou assimétricos, margem ligeiramente revoluta, lâmina células contendo compostos fenólicos; no parênquima há
coriácea, quebradiça, verde acinzentada a cinzento prateada, maior concentração de grãos de amido e são frequentes as
pontuações levemente translúcidas, correspondentes a células secretoras esféricas, unicelulares, de grande volume
cavidades secretoras, visíveis a olho nu ou com lente de e de paredes suberizadas; cristais de oxalato de cálcio,
aumento de seis vezes, de 1,2 cm a 7,0 cm de comprimento geralmente na forma de monocristais ou cristais prismáticos
e 0,6 cm a 5,0 cm de largura; lâmina pilosa, com tricomas são encontrados na epiderme e sob a forma de bastonete,
estrelados visíveis com lente de aumento, comumente muito pequenos, finos e agrupados, nos parênquimas; gotas
caducos na face adaxial, sendo essa face áspera ao tato lipídicas ocorrem em todos os tecidos. O pecíolo, em vista
devido às proeminências da base dos tricomas; venação frontal, apresenta cutícula levemente ondulada, epiderme
camptódroma-bronquidródoma. Pecíolo curto, piloso, formada por células pequenas, quadrangulares e de paredes
medindo de 0,1 cm a 0,5 cm de comprimento e de 0,1 cm anticlinais espessas, muitas contendo compostos fenólicos,
a 0,2 cm de largura, côncavo na face adaxial, com duas e muitos tricomas estrelados, iguais aos da lâmina; várias
pequenas costelas laterais, e convexo na face abaxial, com células secretoras esféricas, de grande volume e com
maior densidade de tricomas nessa face. paredes suberizadas são visíveis por transparência. Em
secção transversal, o pecíolo possui duas costelas laterais,
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA voltadas para a face adaxial; a cutícula é espessa, as células
epidérmicas são pequenas, os tricomas são mais comuns na
Lâmina foliar de simetria dorsiventral, hipoestomática, com face abaxial e sua inserção pode chegar até o parênquima
estômatos anomocíticos. Em vista frontal, a cutícula é lisa cortical; a hipoderme é uniestratificada, raramente
e a epiderme voltada para a face adaxial, na região entre as biestratificada, formada por células pequenas de paredes
nervuras, apresenta células poligonais de paredes anticlinais espessas; o colênquima é angular e o parênquima cortical é
espessas, pouco sinuosas e, na face abaxial, células de formado por células poligonais, de paredes muito espessas,
diferentes formas, com paredes sinuosas, espessas; os pequenos cristais de oxalato de cálcio, normalmente
estômatos situam-se acima das demais células epidérmicas monocristais isolados ou agrupamentos em forma de
e são acompanhados por quatro a oito células; na região da bastonete, além de gotas lipídicas e de células secretoras
nervura principal, as células voltadas para a face adaxial de grande volume e de paredes suberizadas; a endoderme é
apresentam diferentes formas, são pouco alongadas, de contínua, formada por células arredondadas a elípticas, com
tamanho homogêneo e de paredes retilíneas, enquanto que grande quantidade de grãos de amido; o sistema vascular
as voltadas para a face abaxial são mais alongadas e tem está representado por um feixe colateral aberto e central,
diferentes tamanhos; entre as nervuras por transparência, são apresentando floema com ou sem uma calota de fibras
visíveis células secretoras; os tricomas são estrelados, mais ou fibras esparsas, isoladas ou agrupadas; o procâmbio é
frequentes na face adaxial e formados por diferentes números evidente e possui grande quantidade de grãos de amido; o
de longas células de paredes espessadas; em regra as células xilema tem distribuição em raios e pode apresentar fibras
epidérmicas têm disposição radial em torno da porção basal isoladas ou em pequenos grupos junto às suas células
do tricoma. Em secção transversal, a cutícula é mais espessa condutoras, além de um expressivo agrupamento de fibras
na face adaxial, a epiderme é uniestratificada, com células junto aos elementos protoxilemáticos.
alongadas e de paredes espessas; a hipoderme, também
apresenta paredes espessas, é uniestratificada, raramente
DESCRIÇÃO MICROSCÓPICA DO PÓ
biestratificada, ocorre em ambas as faces, exclusivamente
na região da nervura principal na face abaxial; a epiderme O pó atende a todas as exigências estabelecidas para a
e a hipoderme, em geral, são proeminentes ao redor da base espécie, menos os caracteres macroscópicos. A observação
de cada tricoma; o parênquima paliçádico é uniestratificado microscópica do pó exige utilização de hidrato de cloral.
ou biestratificado, de células colunares mais alongadas, São características: coloração amarelo esverdeada a amarelo
enquanto que a segunda camada é mais frouxa, com células pardacenta; tricomas estrelados íntegros e isolados ou parte
menores e com maior concentração de grãos de amido; o destes, em vista frontal e/ou em vista lateral; porções de
parênquima esponjoso possui várias camadas de células de epiderme da região do mesofilo, com células de paredes
diferentes formas e grandes espaços intercelulares; feixes espessadas e com campos de pontoação visíveis, em vista
colaterais secundários distribuem-se no mesofilo, envolvidos frontal; porções de epiderme com estômatos, em vista frontal;
por bainha completa ou não de fibras, ou por endoderme, porções da epiderme com células de paredes espessas,
ou ocorrem agrupamentos xilemáticos envolvidos por mostrando a base de tricoma estrelado, em vista frontal;
endoderme. Na nervura principal, em secção transversal, fragmentos de epiderme com porções de nervuras, em
a cutícula é mais espessa, principalmente na face abaxial, vista frontal; porções da epiderme do pecíolo, com células
onde as células epidérmicas são pequenas e a hipoderme secretoras visíveis por transparência, em vista frontal; porções
geralmente apresenta duas camadas de células em ambas as do mesófilo com células secretoras, em vista frontal; porções
faces; o colênquima é angular e mais desenvolvido junto à do mesofilo com idioblasto cristalífero e célula com compostos
face abaxial; o parênquima é formado por células poligonais fenólicos, em vista frontal; agrupamentos de fibras, em secção
de paredes espessas; o sistema vascular é formado por um longitudinal; fragmentos do sistema vascular com porções de
692 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

fibras, elementos traqueais, parênquima com porções de fibras, Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido
em secção longitudinal; fragmentos da lâmina com porções de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido
de epiderme, de hipoderme e de parênquima paliçádico, em de detector ultravioleta a 304 nm; coluna de 250 mm de

b
secção transversal; fragmentos de epiderme e de hipoderme, comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada
em secção transversal; porções de parênquima paliçádico com com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
células secretoras e com células contendo cristais em forma μm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel
de bastonete, em secção transversal; fragmentos da região do de 1,5 mL/minuto.
mesofilo, em secção transversal.
Fase móvel: mistura da Solução A e Solução B (16:84),
preparadas como descrito a seguir.
IDENTIFICAÇÃO
Solução A: mistura de 0,2 mL de dietilamina e 99,8 mL de
A. Triturar algumas folhas com etanol. Evaporar o etanol acetonitrila.
em banho-maria. Adicionar ao resíduo resultante algumas
gotas da solução de vanilina a 1% (p/v) em ácido clorídrico Solução B: mistura de 0,2 mL de dietilamina e 99,8 mL de
SR. Desenvolve-se coloração castanho avermelhada ou água, ajustar o pH para 3,0 utilizando ácido fórmico anidro.
vermelha intensa.
Solução amostra: pesar, exatamente, cerca de 1 g da droga
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em camada pulverizada em erlenmeyer, adicionar 50 mL de ácido
delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254 como suporte, clorídrico 2 M e aquecer em banho-maria a 80 °C por 30
e mistura de metanol, dietilamina e tolueno (10:10:80) como minutos, com agitação. Filtrar e ressuspender o resíduo com
fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa, em forma de 50 mL de ácido clorídrico 2 M e aquecer em banho-maria a
banda, 40 µL (ou 6 µL) da Solução (1) e 20 µL (ou 2 µL) da 80 °C por 30 minutos, com agitação. Filtrar e repetir mais
Solução (2), recentemente preparadas, descritas a seguir. uma vez a operação com o resíduo obtido. Filtrar. Combinar
os filtrados resfriados em funil de separação e agitar com
Solução (1): transferir 0,5 g da droga pulverizada para 100 mL de uma mistura de n-hexano e acetato de etila (1:1).
balão de 50 mL, adicionar uma mistura de 1 mL de ácido Descartar a fase orgânica. Ajustar o pH da fase aquosa para
clorídrico 2 M e 20 mL de água. Homogeneizar. Aquecer 9,0 com hidróxido de amônio 6 M. Extrair a fase aquosa com
em banho-maria, sob refluxo, durante 10 minutos. Resfriar uma porção de 100 mL, e duas porções de 50 mL de cloreto
e filtrar. Adicionar ao filtrado 2 mL de hidróxido de amônio de metileno. Combinar as fases orgânicas e evaporar em
6 M. Extrair o filtrado duas vezes em funil de separação evaporador rotatório até a secura. Transferir o resíduo para
com 20 mL de éter etílico em cada vez, com agitação balão volumétrico de 10 mL utilizando a Fase móvel como
moderada para evitar a formação de emulsão. Reunir as diluente. Completar o volume com a Fase móvel e misturar.
fases orgânicas e evaporar o solvente sob pressão reduzida.
Dissolver o resíduo em 1 mL de metanol. Solução padrão: pesar exatamente cerca de 12 mg de
boldina SQR. Dissolver a quantidade pesada em balão
Solução (2): dissolver 2 mg de boldina SQR em 5 mL de volumétrico de 100 mL utilizando a Fase móvel como
metanol. diluente. Completar o volume com Fase móvel e misturar.
Transferir 1 mL da solução obtida, utilizando pipeta
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
volumétrica, para balão volumétrico de 10 mL. Completar
secar ao ar. Observar a placa sob luz ultravioleta (365
o volume com a Fase móvel e misturar.
nm). O cromatograma obtido com a Solução (2) apresenta
uma mancha azul violácea. O cromatograma obtido com Solução de resolução: utilizar a Solução amostra.
a Solução (1) apresenta mancha similar em posição e
coloração à mancha obtida no cromatograma da Solução Injetar 20 µL da Solução de resolução. Os tempos de retenção
(2). Nebulizar a placa com iodobismutato de potássio aquo- relativos à boldina, cujo tempo de retenção é de cerca de seis
acético. Deixar secar ao ar por cinco minutos. Nebulizar a minutos, são cerca de 0,9 para isoboldina, 1,0 para boldina,
placa com nitrito de sódio SR. Observar à luz visível após 1,8 para N-óxido de isocoridina, 2,2 para laurotetanina, 2,8
30 minutos. A boldina apresenta coloração castanha. para isocoridina e 3,2 para N-metil laurotetanina. Outros
picos podem estar presentes. A resolução entre os picos de
isoboldina e de boldina não é menor que 1,0.
ENSAIOS DE PUREZA
Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL da Solução
Material estranho (5.4.2.2). No máximo 3,0%. padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas e
Água (5.2.20.2). No máximo 10,0%. medir as áreas sob os picos referentes ao padrão de boldina
e aos seis alcaloides descritos e identificados na Solução
Cinzas totais (5.4.2.4). No máximo 10,0%. de resolução, ou seja, na Solução amostra. Calcular o teor,
em porcentagem, de alcaloides totais, expresso em boldina,
Cinzas insolúveis em ácido (5.4.2.5). No máximo 6,0%. segundo a expressão:

DOSEAMENTO
Alcaloides totais
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 693

em que

m1 = massa da droga (g);


m2 = massa de boldina SQR na Solução padrão (g);
ba
ΣA1 = somatório das área sob os picos referentes aos seis
alcaloides identificados no cromatograma obtido com a
Solução amostra;
A2 = área sob o pico referente à boldina no cromatograma
obtido com a Solução padrão.

Óleos voláteis

Proceder conforme descrito em Determinação de óleos


voláteis em drogas vegetais (5.4.2.7). Utilizar balão de 1000
mL contendo 500 mL de água como líquido de destilação.
Utilizar 0,5 mL de xileno. A droga previamente triturada
deve ser turbolizada com 100 mL de água. Transferir
imediatamente para o balão e proceder a hidrodestilação a
partir de 50 g da droga. Destilar durante 4 horas.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz e do calor.
694 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 1 – Aspectos macroscópicos e microscópicos em Peumus boldus Molina


_____________

Complemento da legenda da Figura 1. As escalas correspondem em A (a, b, c, e, f e g) a 10 mm, em A (d) a 15 mm, em B e C a 14 mm, em D a 5 mm;
em E, F, G e H a 100 µm.

A – aspecto geral de diferentes formas foliares: base foliar assimétrica (bfa); ápice foliar assimétrico (afa); ápice foliar acuminado (afc); pecíolo (pe);
lâmina (l); ápice foliar retuso (aft); ápice foliar arredondado (afr). B – aspecto geral da face adaxial foliar: pedículo (pe); lâmina (l). C – aspecto geral
da face abaxial foliar: bordo (bor). D – detalhe de porção da face abaxial da lâmina foliar, em vista frontal, mostrando parte da nervação da região da
nervura principal até o bordo: bordo (bor); nervura secundária (ns); proeminência formada pela região basal do tricoma estrelado (pre); nervura principal
(np).E – detalhe de porção da epiderme voltada para a face adaxial, na região do mesofilo, em vista frontal: campo primário de pontoação (cpp); célula
fundamental da epiderme (cfe). F – detalhe de porção da epiderme voltada para a face abaxial, na região do mesofilo, em vista frontal: estômato (es);
campo primário de pontoação (cpp); célula fundamental da epiderme (cfe). G – detalhe de porção da epiderme na região da nervura principal, voltada
para a face adaxial, em vista frontal: campo primário de pontoação (cpp); célula fundamental da epiderme (cfe). H – detalhe de porção da epiderme
na região da nervura principal, voltada para a face abaxial, em vista frontal: célula fundamental da epiderme (cfe); célula secretora (cse); idioblasto
cristalífero (ic); campo primário de pontoação (cpp); porção basal de célula do tricoma partido (pbt); tricoma estrelado (tes).
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 695

ba

Figura 2 – Aspectos microscópicos em Peumus boldus Molina.


_____________

Complemento da legenda da Figura 2. As escalas correspondem em A, C, F, G e E a 100 µm, em B a 400 µm; em D e H a 400 µm.

A – detalhe de porção da lâmina foliar em secção transversal, junto à face adaxial, mostrando proeminência da região basal do tricoma estrelado:
cloroplastídio (clo); gota lipídica (gl); campo primário de pontoação (cpp); cutícula (cu); face adaxial (ad); hipoderme (h); parênquima paliçádico (pp);
epiderme (ep). B – detalhe de porção de tricoma estrelado em vista frontal. C – detalhe de tricoma estrelado em vista lateral: tricoma estrelado (tes); célula
fundamental da epiderme (cfe). D – esquema parcial da região da nervura principal da lâmina foliar, em secção transversal, mostrando um único feixe
vascular: face adaxial (ad); face abaxial (ab); endoderme (end); colênquima (co); feixe vascular (fv); xilema (x); cutícula (cu); hipoderme (h); parênquima
paliçádico (pp); parênquima esponjoso (pe); epiderme (ep); fibras (fb); floema (f); procâmbio (prc). E – esquema parcial da região da nervura principal da
lâmina foliar, em secção transversal, mostrando três feixes vasculares: face adaxial (ad); face abaxial (ab); hipoderme (h); feixe vascular (fv); parênquima
paliçádico (pp); parênquima esponjoso (pe); endoderme (end); fibras (fb); colênquima (co); epiderme (ep); cutícula (cu); floema (f); procâmbio (prc); xilema
(x). F – detalhe de porção da lâmina foliar, na região do mesofilo, em secção transversal, mostrando feixe vascular secundário: face adaxial (ad); face abaxial
(ab); epiderme (ep); cutícula (cu); campo primário de pontoação (cpp); hipoderme (h); parênquima paliçádico (pp); fibras (fb); feixe vascular (fv); idioblasto
cristalífero (ic); xilema (x); floema (f); grão de amido (ga); gota lipídica (gl); espaço intercelular (ei); célula com compostos fenólicos (ccf); parênquima
esponjoso (pe); estômato (es); colênquima (co); cloroplastídio (clo); célula secretora (cse). G – detalhe do bordo na região mediana da lâmina foliar, em
secção transversal: face adaxial (ad); face abaxial (ab); parênquima paliçádico (pp); agrupamento xilemático (ax); espaço intercelular (ei); cloroplastídio
(clo); cutícula (cu); idioblasto cristalífero (ic); célula com compostos fenólicos (ccf); parênquima esponjoso (pe); grão de amido (ga); : gota lipídica (gl);
epiderme (ep); fibras (fb); hipoderme (h). H – detalhe de porção da região mediana da lâmina foliar, em secção transversal, na região da nervura principal:
face adaxial (ad); face abaxial (ab); grão de amido (ga); espaço intercelular (ei); xilema (x); gota lipídica (gl); cloroplastídio (clo); feixe vascular (fv);
idioblasto cristalífero (ic); floema (f); colênquima (co); fibras (fb); pontoação (pto); célula com compostos fenólicos (ccf); célula secretora (cse); parênquima
esponjoso (pe); parênquima paliçádico (pp); hipoderme (h); epiderme (ep); cutícula (cu).
696 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Figura 3 – Aspectos microscópicos e da microscopia do pó em Peumus boldus Molina.


_____________

Complemento da legenda da Figura 3. As escalas correspondem em A, B, D e E (E2 até E5) a 100 µm, em C a 400 µm e em E (E1) a 400 µm.

A – detalhe de porção da epiderme do pecíolo, em vista frontal: gota lipídica (gl); célula com compostos fenólicos (ccf); célula secretora (cse); campo
primário de pontoação (cpp); célula fundamental da epiderme (cfe); tricoma estrelado (tes); porção basal de células do tricoma estrelado(pbt). B –
detalhe de porção da epiderme do pecíolo, em vista lateral: tricoma estrelado (tes); célula fundamental da epiderme (cfe); cutícula (cu). C – esquema
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 697

geral do pecíolo, em secção transversal: face adaxial (ad); face abaxial (ab); costela (cst); fibras (fb); colênquima (co); procâmbio (prc); endoderme
(end); epiderme (ep); xilema (x); floema (f): parênquima (p); feixe vascular (fv); tricoma estrelado (tes); hipoderme (h); cutícula (cu). D – detalhe de
porção do pecíolo, em secção transversal, conforme destacado em C: face abaxial (ab); hipoderme (h); cutícula (cu); epiderme (ep); colênquima (co);

ba
parênquima (p); gota lipídica (gl); célula secretora (cse); campo primário de pontoação (cpp); grão de amido (ga); endoderme (end); xilema (x); floema
(f); fibras do xilema (fx); floema (F); idioblasto cristalífero (ic); cloroplastídio (clo). E – detalhes do pó: célula fundamental da epiderme (cfe); campo
primário de pontoação (cpp); estômato (es); base do tricoma (bt); célula secretora (cse); célula com compostos fenólicos (ccf); idioblasto cristalífero
(ic); pontoação (pto); fibras (fb); elemento de vaso com espessamento helicoidal (eh); parênquima (p); face adaxial (ad); face abaxial (ab); cloroplastídio
(clo); gota lipídica (gl); cutícula (cu); epiderme (ep); hipoderme (h); parênquima paliçádico (pp); espaço intercelular (ei). E1 – detalhes de tricomas:
tricoma estrelado em vista frontal (a), porção de tricoma estrelado em vista lateral (b), célula isolada de tricoma estrelado, em vista lateral (c). E2 –
detalhes da epiderme: porção da epiderme na região do mesofilo, em vista frontal (a), porção da epiderme com estômato, em vista frontal (b), porção da
epiderme com células de paredes espessas, mostrando a base de tricoma estrelado, em vista frontal (c), fragmento da epiderme com porção de nervura,
em vista frontal (d), porção da epiderme do pecíolo, em vista frontal (e). E3 – detalhes do mesofilo, em secção transversal: porção do mesofilo com
célula secretora (a), porção do mesofilo com cristais de oxalato de cálcio e com célula contendo compostos fenólicos (b). E4 – detalhes de porções do
sistema vascular, em secção longitudinal: agrupamento de fibras (a), fragmento do sistema vascular com porções de fibras, de elementos traqueais e
de parênquima (b). E5 – detalhes de tecidos da lâmina foliar, em secção transversal: fragmento da lâmina com porção de epiderme, de hipoderme e de
parênquima paliçádico (a), fragmento da epiderme e da hipoderme (b); porção de parênquima paliçádico com célula secretora e célula contendo cristais
(c), fragmento da região do mesofilo (d).

BOLDO TINTURA a Solução (1) apresenta mancha similar em posição e


Boldus tinctura coloração à mancha obtida no cromatograma da Solução
(2). Nebulizar a placa com iodobismutato de potássio aquo-
acético. Deixar secar ao ar por cinco minutos. Nebulizar a
A tintura é preparada a partir das folhas secas de Peumus placa com nitrito de sódio SR. Observar à luz visível após
boldus Molina – MONIMIACEAE, a 10,0% (p/v), por 30 minutos. A boldina apresenta coloração castanha.
percolação ou maceração, utilizando etanol a 60,0% (v/v)
como líquido extrator. Contém, no mínimo, 0,01% de
alcaloides totais expressos em boldina. ENSAIOS DE PUREZA
Etanol (5.3.3.8.1). 60 ± 5% (p/v). Proceder conforme
CARACTERÍSTICAS descrito em Método por destilação, Tratamentos especiais,
Líquidos com mais de 30% de álcool.
Características organolépticas. Líquido límpido,
castanho esverdeado escuro, de odor e sabor característicos. Resíduo seco (5.4.3.2.3). No mínimo 2,0%.

IDENTIFICAÇÃO DOSEAMENTO

A. Evaporar 10 mL da tintura em banho-maria até a secura. Alcaloides totais


Adicionar ao resíduo resultante algumas gotas da solução
Empregar um dos métodos descritos a seguir.
de vanilina a 1% (p/v) em ácido clorídrico SR. Desenvolve-
se coloração castanho avermelhada ou vermelha intensa. A. Pesar exatamente cerca de 100 g de tintura. Evaporar
em evaporador rotatório até a consistência de extrato mole.
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
Transferir quantitativamente a amostra para um funil de
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254
separação, utilizando alguns mililitros de água. Adicionar
como suporte, e mistura de metanol, dietilamina e tolueno
6 mL de hidróxido de amônio 6 M. Agitar com sucessivas
(10:10:80) como fase móvel. Aplicar, separadamente, à
frações de 40 mL, 25 mL e 25 mL de cloreto de metileno.
placa, em forma de banda, 10 µL da Solução (1) e 5 µL da
Verificar a completa extração dos alcaloides pela adição de
Solução (2), recentemente preparadas, descritas a seguir.
uma gota de iodeto de potássio mercúrico SR a algumas
Solução (1): evaporar 25 mL da tintura em banho-maria gotas da fase aquosa. No caso de reação positiva, agitar a
até a consistência de extrato mole. Triturar o resíduo ainda fase aquosa com sucessivas frações de 20 mL de cloreto
quente duas vezes com 10 mL de ácido clorídrico 2 M em de metileno até reação de Mayer negativa. Reunir as fases
cada vez. Filtrar e alcalinizar o filtrado em pH 9,0 com orgânicas em funil de separação e lavar com água até a
hidróxido de amônio 6 M. Extrair o filtrado duas vezes em neutralidade. Adicionar à solução orgânica 2 g de sulfato
funil de separação com 20 mL de éter etílico em cada vez, de sódio anidro, deixar em contato por alguns minutos,
com agitação moderada para evitar a formação de emulsão. com agitação casual. A solução orgânica deve estar
Reunir as fases orgânicas e evaporar o solvente em banho- límpida. Decantar e lavar o sulfato de sódio com 10 mL de
maria. Dissolver o resíduo em 0,5 mL de metanol. cloreto de metileno três vezes. Reunir as frações orgânicas
e evaporar em evaporador rotatório. Transferir o resíduo
Solução (2): dissolver 2 mg de boldina SQR em 5 mL de com a menor quantidade possível de cloreto de metileno
metanol. para um erlenmeyer, e adicionar 20 mL de ácido sulfúrico
0,005 M. SV. Titular o excesso de ácido com hidróxido de
Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar
sódio 0,01 M SV em presença de vermelho de metila SI.
secar ao ar. Observar a placa sob luz ultravioleta (365
nm). O cromatograma obtido com a Solução (2) apresenta
uma mancha azul violácea. O cromatograma obtido com
698 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

Calcular o teor, em porcentagem, de alcaloides totais, Procedimento: injetar, separadamente, 20 μL da Solução


expresso em boldina, segundo a expressão: padrão e da Solução amostra, registrar os cromatogramas e
medir as áreas sob os picos referentes ao padrão de boldina

b
e aos seis alcaloides descritos e identificados na Solução
de resolução, ou seja, na Solução amostra. Calcular o teor,
em que em porcentagem, de alcaloides totais, expresso em boldina,
segundo a expressão:
n = número de mililitros de hidróxido de sódio 0,01 M SV
gastos;
m = massa da tintura (g). em que
B. Proceder conforme descrito em Cromatografia a líquido ΣA1 = somatório das área sob os picos referentes aos seis
de alta eficiência (5.2.17.4). Utilizar cromatógrafo provido alcaloides identificados no cromatograma obtido com a
de detector ultravioleta a 304 nm; coluna de 250 mm de Solução amostra;
comprimento e 4,6 mm de diâmetro interno, empacotada mb = massa de boldina SQR na Solução padrão (g);
com sílica quimicamente ligada a grupo octadecilsilano (5
A2 = área sob o pico referente à boldina no cromatograma
μm), mantida à temperatura ambiente; fluxo da Fase móvel
obtido com a Solução padrão.
de 1,5 mL/minuto.

Fase móvel: mistura da Solução A e Solução B (16:84), EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO


preparadas como descrito a seguir.
Em recipientes de vidro âmbar bem fechados, protegidos
Solução A: mistura de 0,2 mL de dietilamina e 99,8 mL de da luz e calor.
acetonitrila.

Solução B: mistura de 0,2 mL de dietilamina e 99,8 mL de


água, ajustar o pH para 3,0 utilizando ácido fórmico anidro. BORATO DE SÓDIO
Natrii boras
Solução amostra: pipetar uma alíquota de 10 mL da tintura,
que equivale a 1 g da droga vegetal,. Evaporar em banho-
maria a 80 °C até a consistência de extrato mole. Triturar Na2B4O7; 201,22
o resíduo ainda quente com 50 mL de ácido clorídrico Na2B4O7.10H2O; 381,37
2 M por cinco minutos. Filtrar e repetir o procedimento borato de sódio; 00117
mais uma vez com o resíduo obtido. Filtrar. Combinar Óxido sódico de boro
os filtrados resfriados em funil de separação e agitar com [1330-43-4]
100 mL de uma mistura de hexano e acetato de etila (1:1). Bórax
Descartar a fase orgânica. Ajustar o pH da fase aquosa para [1303-96-4]
9,0 utilizando hidróxido de amônio 6 M. Extrair a fase
Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 105,0% de
aquosa com porções de 100 mL, 50 mL e 50 mL de cloreto
Na2B4O7.10H2O.
de metileno. Combinar as fases orgânicas e evaporar em
evaporador rotatório até a secura. Transferir o resíduo para
balão volumétrico de 10 mL utilizando Fase móvel como DESCRIÇÃO
diluente. Completar o volume com Fase móvel e misturar.
Características físicas. Pó cristalino branco ou cristais
Solução padrão: pesar, exatamente, cerca de 12 mg de incolores.
boldina SQR. Dissolver a quantidade pesada em balão
volumétrico de 100 mL utilizando Fase móvel como Solubilidade. Solúvel em água, muito solúvel em água
diluente. Completar o volume com Fase móvel e misturar. fervente, facilmente solúvel em glicerol, insolúvel em
Transferir 1 mL da solução obtida, utilizando pipeta etanol.
volumétrica, para balão volumétrico de 10 mL. Completar
o volume com Fase móvel e misturar. IDENTIFICAÇÃO
Solução de resolução: utilizar a Solução amostra. A. Dissolver 0,2 g da amostra em água isenta de dióxido
de carbono e completar para 5 mL com o mesmo solvente.
Injetar 20 µL da Solução de resolução. Os tempos de
Adicionar 0,1 mL de fenolftaleína SI. Desenvolve-se
retenção relativos à boldina, cujo tempo de retenção é de
coloração vermelha. Adicionar 5 mL de glicerol a 85%
cerca de seis minutos, são cerca de 0,9 para isoboldina,
(v/v). A coloração desaparece.
1,0 para boldina, 1,8 para N-óxido de isocoridina, 2,2
para laurotetanina, 2,8 para isocoridina e 3,2 para N-metil B. A solução preparada de maneira idêntica à solução do
laurotetanina. Outros picos podem estar presentes. A teste A. de Identificação responde às reações do íon borato
resolução entre os picos de isoboldina e de boldina não é (5.3.1.1).
menor que 1,0.
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 699

C. A solução preparada de maneira idêntica à solução do ROTULAGEM


teste A. de Identificação responde às reações do íon sódio
(5.3.1.1). Observar a legislação vigente.

ENSAIOS DE PUREZA
Aspecto da solução. Dissolver 4 g da amostra em água
isenta de dióxido de carbono e completar o volume para
CLASSE TERAPÊUTICA
Agente antisséptico, detergente, adstringente para mucosas.
ba
100 mL com o mesmo solvente. A solução obtida é límpida
(5.2.25) e incolor (5.2.12). BROMAZEPAM
Bromazepamum
pH (5.2.19). 9,0 a 9,6. Determinar na solução obtida em
Aspecto da solução.
H O
Carbonato e bicarbonato. Em tubo de ensaio adicionar 5 N
mL de solução aquosa da amostra a 5% (p/v) e 1 mL ácido
clorídrico 3 M. Não ocorre efervescência.
N
Sulfatos (5.3.2.2). Utilizar 15 mL da solução obtida em
Aspecto da solução e prosseguir conforme descrito em Br
Ensaio limite para sulfatos. Preparar a solução padrão
utilizando mistura de 3 mL da solução padrão de sulfato (10
N
ppm SO4) e 12 mL de água. No máximo 0,005% (50 ppm).

Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar 12 mL da solução


C14H10BrN3O; 316,15
obtida em Aspecto da solução e prosseguir conforme
bromazepam; 01366
descrito no Método I. Preparar solução padrão utilizando
7-Bromo-1,3-diidro-5-(2-piridinil)-2H-1,4-benzodiazepin-
Solução padrão de chumbo (1 ppm). No máximo 0,0025%
2-ona
(25 ppm).
[1812-30-2]
Arsênio (5.3.2.5). Utilizar o Método I. Utilizar 15 mL
da solução obtida em Aspecto da solução e prosseguir Contém, no mínimo, 99,0% e, no máximo, 101,0% de
conforme descrito em Ensaio limite para arsênio. No C14H10BrN3O em relação à substância dessecada.
máximo 0,0005% (5 ppm).

Amônia (5.3.2.6). Diluir 6 mL da solução obtida em DESCRIÇÃO


Aspecto da solução para 14 mL com água e prosseguir
Características físicas. Pó cristalino, branco ou
conforme descrito em Ensaio limite para amônia. Preparar
ligeiramente amarelado, e inodoro.
a solução padrão utilizando mistura de 2,5 mL da Solução
padrão de amônia (1 ppm) e 7,5 mL de água. No máximo Solubilidade. Insolúvel em água, ligeiramente solúvel em
0,001% (10 ppm). etanol e cloreto de metileno.
Cálcio (5.3.2.7). Utilizar 15 mL da solução obtida em Constantes físico-químicas.
Aspecto da solução e prosseguir conforme descrito em
Ensaio limite para cálcio. Preparar a solução padrão Faixa de fusão (5.2.2): 237 ºC a 238,5 ºC, com
utilizando mistura de 6 mL da Solução padrão de cálcio decomposição.
(10 ppm) e 9 mL de água. No máximo 0,01% (100 ppm).
IDENTIFICAÇÃO
DOSEAMENTO
Os testes de identificação C. e D. poderão ser omitidos se
Pesar, exatamente, cerca de 0,3 g da amostra e dissolver forem realizados os testes A. e B.
em 50 mL de água. Adicionar algumas gotas de vermelho
de metila SI e titular com ácido clorídrico 0,1 M SV. Cada A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
mL de ácido clorídrico 0,1 M SV equivale a 19,069 mg de amostra, previamente dessecada até peso contante, e
Na2B4O7.10H2O. dispersa em brometo de potássio, apresenta máximos de
absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e
com as mesmas intensidades relativas daqueles observados
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO no espectro de bromazepam SQR, preparado de maneira
idêntica.
Em recipientes bem fechados.
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14) na faixa
de 220 nm a 350 nm, da solução a 0,0005% (p/v) em
metanol, exibe máximos e mínimos somente nos mesmos
700 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

comprimentos de onda de solução similar de bromazepam 0,1 M SV e determinar o ponto final potenciometricamente.
SQR. A razão entre os valores de absorvância medidos em Realizar ensaio em branco e fazer as correções necessárias.
233 nm e 325 nm está compreendida entre 980 e 1080. Cada mL de ácido perclórico 0,1 M SV equivale a 31,615

b
mg de C14H10BrN3O.
C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
como suporte, e mistura de dietilamina e éter etílico EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO
(30:70), como fase móvel. Aplicar, separadamente, à placa,
Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.
5 µL de cada uma das soluções, recentemente preparadas,
descritas a seguir.
ROTULAGEM
Solução (1): solução a 1 mg/mL da amostra em mistura de
metanol e cloreto de metileno (1:9). Observar a legislação vigente.

Solução (2): solução a 1 mg/mL de bromazepam SQR em


mistura de metanol e cloreto de metileno (1:9). CLASSE TERAPÊUTICA

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar Ansiolítico


ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição,
cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2). BROMAZEPAM COMPRIMIDOS
D. Dissolver cerca de 20 mg da amostra em 5 mL de
metanol. Adicionar 5 mL de água e 1 mL de sulfato ferroso Contém, no mínimo, 93,0% e, no máximo, 110,0% da
amoniacal a 1% (p/v). Desenvolve-se coloração violeta. quantidade declarada de C14H10BrN3O.

ENSAIOS DE PUREZA IDENTIFICAÇÃO


Substâncias relacionadas. Proceder conforme descrito A. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na
em Cromatografia em camada delgada (5.2.17.1), faixa de 200 nm a 400 nm, da solução amostra obtida em
utilizando sílica-gel GF254, como suporte, e mistura de Doseamento, exibe máximos e mínimos idênticos aos
etanol, trietilamina, cloreto de metileno e éter de petróleo observados no espectro da solução padrão.
(5:5:20:70), como fase móvel. Aplicar, separadamente
à placa, 5 µL de cada uma das soluções, recentemente B. Proceder conforme descrito em Cromatografia em
preparadas, descritas a seguir. O ensaio deve ser realizado camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
ao abrigo da luz. como suporte, e mistura de acetato de etila e hidróxido de
amônio a 25% (v/v) (100:1), como fase móvel. Aplicar,
Solução (1): solução a 10 mg/mL da amostra em mistura separadamente, à placa, 10 µL de cada uma das soluções,
de metanol e cloreto de metileno (1:9). recentemente preparadas, descritas a seguir.

Solução (2): diluir a Solução (1) em mistura de metanol Solução (1): pesar e pulverizar os comprimidos. Utilizar
e cloreto de metileno (1:9), de modo a obter solução da quantidade do pó equivalente a 25 mg de bromazepam e
amostra a 20 mg/mL. adicionar 10 mL de metanol. Homogeneizar e filtrar.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar Solução (2): solução a 2,5 mg/mL de bromazepam SQR
secar em corrente de ar por 20 minutos. Examinar sob luz em metanol.
ultravioleta (254 nm). Qualquer mancha secundária obtida
no cromatograma com a Solução (1), diferente da mancha Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar
principal, não é mais intensa que aquela obtida com a ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
Solução (2) (0,2%). principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição,
cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2).
Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g da
amostra, em estufa a vácuo, a 80 °C, por 4 horas. No
CARACTERÍSTICAS
máximo 0,2%.
Determinação de peso (5.1.1). Cumpre o teste.
Cinzas sulfatadas (5.2.10). Determinar em 1 g da amostra.
No máximo 0,1%. Teste de dureza (5.1.3.1). Cumpre o teste.

Teste de friabilidade (5.1.3.2). Cumpre o teste.


DOSEAMENTO
Teste de desintegração (5.1.4.1). Cumpre o teste.
Pesar, exatamente, cerca de 0,25 g de amostra, dissolver
em 20 mL de ácido acético glacial e adicionar 50 mL de Uniformidade de doses unitárias (5.1.6). Cumpre o teste.
anidrido acético. Titular com solução de ácido perclórico
Procedimento para uniformidade de conteúdo. Proceder
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 701

ao abrigo da luz. Pesar individualmente e transferir cada


comprimido para balão volumétrico de 100 mL. Prosseguir
BROMETO DE NEOSTIGMINA
conforme descrito em Doseamento, a partir de “Adicionar Neostigmini bromidum

ba
70 mL de ácido sulfúrico metanólico 0,1 M...”.

TESTE DE DISSOLUÇÃO (5.1.5) +


N (CH3)3
Meio de dissolução: fluido gástrico simulado (sem enzima),
900 mL O -
Br
Aparelhagem: pás, 50 rpm CH3
O N
Tempo: 20 minutos

Procedimento: após o teste, retirar alíquota do meio de


CH3
dissolução, filtrar, resfriar a 20 ºC e diluir, se necessário,
em fluido gástrico simulado (sem enzima) até concentração C12H19BrN2O2; 303,20
adequada. Medir as absorvâncias das soluções em 239 nm brometo de neostigmina; 06287
(5.2.14), utilizando fluido gástrico simulado (sem enzima) Brometo de 3-[[(dimetilamino)carbonil]oxi]-N,N,N-
para ajuste do zero. Calcular a quantidade de C14H10BrN3O trimetilbenzenamínio
dissolvida no meio, comparando as leituras obtidas com [114-80-7]
a da solução de bromazepam SQR na concentração de
0,00033 % (p/v), preparada no mesmo solvente. Contém, no mínimo, 98,0% e, no máximo, 102,0% de
C12H19BrN2O2, em relação à substância dessecada.
Tolerância: não menos que 80% (Q) da quantidade decla-
rada de C14H10BrN3O se dissolvem em 20 minutos. DESCRIÇÃO
Características físicas. Pó cristalino branco. É incolor e
DOSEAMENTO
tem sabor amargo. Suas soluções são neutras ao papel de
Nota: realizar o preparo das soluções ao abrigo da luz. tornassol.

Proceder conforme descrito em Espectrofotometria de Solubilidade. Muito solúvel em água, solúvel em etanol.
absorção no ultravioleta (5.2.14). Pesar e pulverizar 20
Constantes físico-químicas.
comprimidos. Transferir quantidade do pó, exatamente
pesada, equivalente a 0,6 g de bromazepam para balão Faixa de fusão (5.2.2): 171 °C a 176 °C, com decomposição.
volumétrico de 100 mL. Adicionar 70 mL de ácido
sulfúrico metanólico 0,1 M e deixar em ultrassom por 20
minutos. Completar o volume com o mesmo solvente, IDENTIFICAÇÃO
centrifugar e filtrar, se necessário. Realizar diluições
A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da
sucessivas até concentração de 0,0006% (p/v), utilizando
amostra, previamente dessecada a 105 °C por 3 horas,
o mesmo solvente. Preparar solução padrão nas mesmas
dispersa em brometo de potássio, apresenta máximos de
condições. Medir as absorvâncias das soluções resultantes
absorção somente nos mesmos comprimentos de onda e
em 239 nm, utilizando ácido sulfúrico metanólico 0,1 M
com as mesmas intensidades relativas daqueles observados
para ajuste do zero. Calcular a quantidade de C14H10BrN3O
no espectro de brometo de neostigmina SQR, preparado de
nos comprimidos, a partir das leituras obtidas.
maneira idêntica.

EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO B. A solução 1:50 responde às reações do brometo (5.3.1.1).

Em recipientes bem fechados, protegidos da luz.


ENSAIOS DE PUREZA

ROTULAGEM Sulfato. Dissolver 0,25 g da amostra em 10 mL de água,


adicionar 1 mL de ácido clorídrico e 1 mL de cloreto de
Observar a legislação vigente. bário. Não se produz turbidez imediatamente.

Perda por dessecação (5.2.9). Dessecar a amostra a 105 °C


por 3 horas. No máximo 2,0%

Cinzas sulfatadas (5.2.10). No máximo 0,15%.


702 Farmacopeia Brasileira, 5ª edição

DOSEAMENTO 0,01 M ou hidróxido de sódio 0,01 M para promover a


viragem do indicador.
Dissolver exatamente, cerca de 0,75 g da amostra em

b
mistura de 70 mL de ácido acético glacial e 20 mL de Brometos. A 10 mL da solução obtida em Aspecto da
acetato de mercúrio SR. Adicionar quatro gotas de cloreto solução adicionar 1 mL de solução de amido SI, 0,1 mL de
de metilrosanilínio SI e titular com ácido perclórico 0,1 M uma solução de iodeto de potássio 10% (p/v) e 0,25 mL de
SV ate coloração azul. Realizar ensaio em branco e fazer ácido sulfúrico 0,5 M. Proteger da luz por 5 minutos. Não
as correções necessárias. Cada mL de ácido perclórico 0,1 deve ser desenvolvida coloração azul ou violeta.
M SV equivale a 30,32 mg de C12H19BrN2O2.
Cloretos. Transferir 1 g da amostra para erlenmeyer e
dissolver em 20 mL de ácido nítrico a 20% (p/v). Adicionar
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO 5 mL de peróxido de hidrogênio concentrado e aquecer em
banho-maria até a solução ser completamente descolorida.
Em recipientes herméticos.
Lavar as paredes do frasco com um pouco de água e
aquecer em banho-maria por 15 minutos. Resfriar, diluir
ROTULAGEM para 50 mL com água, adicionar 5 mL de nitrato de prata
0,1 M SV e 1 mL de ftalato de dibutila. Homogeneizar
Observar a legislação vigente. e titular com solução de tiocianato de amônio 0,1 M SV
utilizando 5 mL de solução de sulfato férrico amoniacal SR
CLASSE TERAPÊUTICA como indicador. Não mais que 1,7 mL de solução de nitrato
de prata 0,1 M SV são necessários para promover viragem
Colinérgico. do indicador (0,6%). Registrar o volume de nitrato de prata
0,1 M SV utilizado.

BROMETO DE SÓDIO Iodetos. A 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução


adicionar 0,15 mL de cloreto férrico SR e 2 mL de
Natrii bromidum
clorofórmio. Agitar e observar as fases. A fase clorofórmica
é incolor.
NaBr; 102,89
Sulfatos (5.3.2.2). Utilizar 15 mL da solução obtida em
brometo de sódio; 01445
Aspecto da solução e prosseguir conforme descrito em
Brometo de sódio
Ensaio limite para sulfatos. No máximo 0,01% (100 ppm).
[7647-15-6]
Bário. A 5 mL da solução obtida em Aspecto da solução
Contém, no mínimo, 98,0 % e, no máximo, 100,5 % de adicionar 5 mL de água destilada e 1 mL de ácido sulfúrico
NaBr, em relação à substância dessecada. diluído SR. Após 15 minutos, qualquer opalescência
observada não é mais intensa do que a mistura de 5 mL
da solução obtida em Aspecto da solução e 6 mL de água.
DESCRIÇÃO
Metais pesados (5.3.2.3). Utilizar o Método III. Utilizar 12
Características físicas. Pó branco ou cristais incolores ou
mL da solução obtida em Aspecto da solução e prosseguir
opacos, ligeiramente higroscópico.
conforme descrito em Ensaio limite para metais pesados.
Solubilidade. Facilmente solúvel em água e solúvel em Preparar uma solução referência utilizando solução de
etanol. chumbo (1 ppm Pb). No máximo 0,001% (10 ppm).

Ferro (5.3.2.4). Diluir 5 mL da solução obtida em Aspecto


IDENTIFICAÇÃO da solução para 10 mL com água e prosseguir conforme
descrito em Ensaio limite para ferro. No máximo 0,002%
A. Responde às reações do íon brometo (5.3.1.1). (20 ppm).
B. A solução a 10% (p/v) responde às reações do íon sódio Magnésio e metais alcalinos terrosos (5.3.2.9). Utilizar
(5.3.1.1). 10 g de amostra e prosseguir conforme descrito em Ensaio
limite para magnésio e metais alcalinos terrosos. O volume
ENSAIOS DE PUREZA de edetato dissódico 0,01 M SV utilizado não excede 5 mL.
No máximo 0,02% (200 ppm), calculados como cálcio.
Aspecto da solução. Transferir 10 g da amostra para
balão volumétrico de 100 mL, dissolver em água isenta de Perda por dessecação (5.2.9). Determinar em 1 g de
dióxido de carbono e completar o volume com o mesmo amostra, em estufa entre 100 °C e 105 °C, por 3 horas. No
solvente. A solução é límpida (5.2.25) e incolor (5.2.12). máximo 3,0%.

Acidez ou alcalinidade. A 10 mL da solução obtida em


Aspecto da solução adicionar 0,1 mL de azul de bromotimol
DOSEAMENTO
SI. Não é necessário mais que 0,5 mL de ácido clorídrico Transferir, exatamente, cerca de 2 g da amostra para balão
volumétrico de 100 mL, dissolver em água e completar
Farmacopeia Brasileira, 5ª edição 703

o volume com mesmo solvente. A 10 mL desta solução IDENTIFICAÇÃO


adicionar 50 mL de água, 5 mL de ácido nítrico 20% (p/v),
25 mL de nitrato de prata 0,1 M SV, 2 mL de ftalato de A. O espectro de absorção no infravermelho (5.2.14) da

ba
dibutila e homogeneizar. Titular com tiocianato de amônio amostra, dessecada em dessecador sob vácuo até peso
0,1 M SV, utilizando 2 mL de sulfato férrico amoniacal SR constante, dispersa em brometo de potássio, apresenta
como indicador, agitando vigorosamente, até a viragem máximos de absorção somente nos mesmos comprimentos
do indicador. Corrigir o volume, subtraindo o volume de de onda e com as mesmas intensidades relativas daqueles
nitrato de prata 0,1 M SV gasto no teste para Cloretos em observados no espectro de bromidrato de citalopram SQR,
Ensaios de pureza. Cada mL de nitrato de prata 0,1 M SV preparado de maneira idêntica.
equivale a 10,289 mg de NaBr.
B. O espectro de absorção no ultravioleta (5.2.14), na faixa
de 200 nm a 400 nm, da solução a 0,001% (p/v) em ácido
EMBALAGEM E ARMAZENAMENTO clorídrico 0,1 M, exibe máximo em 239 nm, idêntico ao
observado no espectro de solução similar de bromidrato de
Em recipientes bem fechados. citalopram SQR.

C. Proceder conforme descrito em Cromatografia em


ROTULAGEM camada delgada (5.2.17.1), utilizando sílica-gel GF254,
Observar a legislação vigente. como suporte, e mistura de água, 1-butanol e ácido acético
(15:12:3), como fase móvel. Preparar a fase móvel com
24 horas de antecedência e desprezar a camada orgânica.
CLASSE TERAPÊUTICA Aplicar, separadamente, à placa, 5 µL de cada uma das
soluções, recentemente preparadas, descritas a seguir.
Sedativo, hipnótico, anticonvulsivante.
Solução (1): solução a 1 mg/mL da amostra em água.

BROMIDRATO DE CITALOPRAM Solução (2): solução a 1 mg/mL de bromidrato de


Citaloprami hydrobromidum citalopram SQR em água.

Desenvolver o cromatograma. Remover a placa, deixar secar


ao ar. Examinar sob luz ultravioleta (254 nm). A mancha
principal obtida com a Solução (1) corresponde em posição,
cor e intensidade àquela obtida com a Solução (2).

D. O tempo de retenção do pico principal do cromatograma


da Solução amostra, obtida no método B. de Doseamento,