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Universidade Federal Fluminense

TEXTO INTEGRADOR DE ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO


PROFESSOR PESQUISADOR

ANTONIO FERNANDO NAVARRO, M. Sc.

PROFESSOR ORIENTADOR

MIGUEL LUIZ FERREIRA RIBEIRO, D. Sc.

OBJETIVO

Apresentar as considerações necessárias sobre a importância, pertinência e


aplicabilidade dos fichamentos elaborados com base nos textos pesquisados,
abrangendo a disciplina de Organização da Produção. Para melhor
compreensão foram redigidos textos interligando as principais considerações
dos artigos fichados, normalmente extraídas das conclusões dos artigos.

ARTIGOS FICHADOS

• ENSHASSI, A.; MOHAMED, S.; MUSTAFA, Z. A.; MAYER, P.E. Factors


affecting labour productivity in building projects in the Gaza Strip. Journal of
Civil Engineering and Management, Vol. XIII, nº 4, 245-254, 2007.
• FRÖDELL, M. Swedish construction clients’ views on project success and
measuring performance. Journal of Engineering Design and Technology,
Vol. 6, Nº 1, 21-32, 2008.
• HSIEH, T. The economic implications of subcontracting on building
prefabrication. Journal of Automation in Construction, Vol. 6, 163-174,
1997.
• KARIM, S. Modularity in Organizational Structure: The reconfiguration of
Internally Developed and Acquired Business Units. Strategic Management
Journal, Vol. 27, 799-823, 2006.
• KOSKELA, L.; BALLARD, G. Should project management be based on
theories of economics or production? Building Research & Information, Vol.
34:2, 154-163, 2006.
• LARSON, E. W.; GOBELI, D. H. Significance of Project Management
Structure on Development Success. IEEE Transactions on Engineering
Management, Vol. 36, Nº 2, 119-125, 1989.
• NAHM, A. Y.; VONDEREMBSE, M. A.; KOUFTEROS, X. A.. The impact of
Organizational Structure on Time-Based Manufacturing and Plant
Performance. Journal of Operations Management, Vol. 21, 281-306, 2003.
• NICOLUCI, M. V.; MANDELLI, I. A. M.; CORREIA, P. C.; SHIMA, W. T.
Organização Industrial: Sistemas Industriais de MPME’s como estratégia para
a formação de empreendimentos competitivos. RACRE – Revista de
Administração, Vol. 7, Nº 11, JAN/DEZ, 28-46, 2007.

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• SILVESTRE, B. S.; DALCOL, P. R. T. The clusters and innovation systems


approaches: an hybrid model to analyze technologically dynamics industrial
agglomerations. Revista Gestão Industrial, Vol. 2, Nº 4, 99-111, 2006.
• WINCH, G. M. Towards a Theory of Construction as Production by Projects.
Building Research & Information, Vol. 34:2, 164-174, 2006.

COMENTÁRIOS

A disciplina de Organização da Produção é uma daquelas que permeiam todo o


processo de desenvolvimento de empreendimentos, desde à sua concepção
básica até à entrega do produto final, que pode ser uma construção industrial ou
residencial, a montagem de algum equipamento, desde um simples skid até um
módulo ou jaqueta de plataforma de petróleo, ou a instalação de
empreendimentos, isso porque seus conceitos estão muito relacionados e
podem causar impactos de custos e de produtividade com as demais disciplinas.

Por exemplo, pode ser abrigada nesta disciplina a questão da organização do


canteiro de obras, da mesma forma que os processos de compras e de
fornecimento de insumos para o projeto. Por sua vez, a questão da organização
do canteiro de obras pode abranger não só o layout dos prédios como também o
posicionamento dos equipamentos e instalações, espaçamentos entre projetos,
movimentação de materiais, áreas para a preservação e montagem de
instalações e outras mais.

Muito se tem discutido hoje sobre questões referentes a processos ou


mecanismos de terceirização de mão-de-obra, de produção ou outros, incluindo
clusters, pré-fabricação ou pré-montagem, modularização e outros. Algumas
dessas propostas quase sempre visam à agilização dos processos construtivos,
e, por conseguinte, ao aumento da produtividade, motivadas, sob certas
circunstâncias, até mesmo pela exigüidade do canteiro de obras, ou a condições
de acesso dos insumos, ou à falta de uma infra-estrutura viária e de suprimentos
no entorno do empreendimento.

Neste texto integrador faremos uma compilação dos principais aspectos relativos
a essas questões que envolvem a Organização da Produção. Para tal, definimos
alguns critérios de apresentação, como a seguir:

• Fatores que afetam a produtividade;


• Fatores críticos do sucesso ou fracasso;
• Impactos das mudanças;
• Arranjos produtivos / Modularização;

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• Utilização de critérios econômicos/produção;


• Gerenciamento de projetos.

1) Fatores que podem afetar as questões de produtividade e custos nos


projetos de construções

Enshassi (1997), quando analisa os fatores que podem impactar as questões


relativas a produtividade de projetos de construções, especificamente na região
da Faixa de Gaza, elenca uma série de fatores, os quais, guardadas as devidas
proposições, são também impactantes em outros países e em uma série de
atividades que não as de construção. Nas principais considerações elaboradas
para o seu artigo tem-se:

Inicialmente o artigo faz uma revisão crítica da bibliografia acerca do tema


pesquisado, identificando um conjunto de critérios a serem pesquisados.
Posteriormente, através de um sistema de geração de números aleatórios é
definida uma amostra com 83 empresas a serem pesquisadas.

Na etapa seguinte aplica-se um questionário para a amostra onde as empresas


explicitam, com o apoio de uma escala ordinal com cinco posições de
julgamento subjetivo, o grau de importância dos atores pesquisados. Com os
resultados obtidos é construído um ranking com os fatores que mais afetam
(negativamente) a produtividade da equipes de trabalho em projetos de
construção.

O artigo obtém um ranking geral dos fatores que impactam negativamente o


desempenho das equipes que atuam em projetos de construção.

Dentre 45 fatores investigados, os que foram considerados mais críticos foram:

• Falta de materiais apropriados


• Falta de experiência da mão de obra
• Desentendimentos entre mão de obra e supervisão
• Alteração nos desenhos e nas especificações durante a execução do projeto
• Atraso no pagamento
• Atrasos na inspeção
• Semana de trabalho com sete dias (sem folgas)

Pontos fortes apresentados pelo autor:

• A robustez dos seguintes aspectos da pesquisa aumenta a confiança nos

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resultados obtidos:

a. O método randômico usado para a definição da amostra.


b. A escala (verbal) com cinco posições permite ao avaliador “contar nos
dedos”, estando em acordo com as orientações específicas existentes
na literatura para a coleta de julgamentos de valor.
c. A construção do questionário foi baseada em uma aprofundada revisão da
literatura.

Pontos fracos observados no texto:

• O tratamento dos dados poderia usar técnicas mais apuradas que têm sido
desenvolvidas com grande sucesso para o tratamento de problemas que
envolvem avaliações subjetivas. Dentre essas técnicas cita-se aqui o Auxílio
Multicritério à Decisão (AMD).
• A coleta e análise de dados é feita em uma região com características muito
particulares o que dificulta a extensão dos resultados a outras regiões.

Observações adicionais:

• Embora o recorte geográfico seja muito particular, por estar restrito à Faixa de
Gaza, esse artigo levanta aspectos que contribuem para elaboração da
minuta do questionário a ser plicado no Projeto.

Em sua justificativa para a motivação de escrever o artigo diz:

Os resultados indicaram que os 10 principais fatores que afetam negativamente


a produtividade do trabalho são:

1. Falta de Materiais.
2. Falta de experiência no trabalho.
3. Falta de fiscalização do trabalho.
4. Falta de adequada comunicação entre os empregados e os encarregados.
5. Alteração de desenhos e especificações durante a execução.
6. Pagamento imediato.
7. Deslealdade no Trabalho.
8. Atraso de Inspeção no acompanhamento e liberação dos trabalhos.
9. Trabalho exaustivo de sete dias por semana sem feriado.
10. Falta de Ferramenta / equipamentos adequados para os serviços.

Em um paralelo com as obras na indústria de Óleo e Gás, observa-se uma


semelhança de aspectos. Especialmente quanto ao primeiro item, o

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aquecimento da economia e a execução de inúmeras obras quase que


simultaneamente faz com que os prazos de entrega de materiais, principalmente
os de equipamentos de grande porte e estruturas, seja bastante dilatado. Se o
cronograma de execução não previr essas situações com certeza podem ocorrer
atrasos na entrega das obras. Também, pelas mesmas razões, tem-se o caso
dos equipamentos auxiliares empregados nas construções como: bate-estacas,
guindastes e outros, cuja oferta tende a cair nessas situações.

Especialmente quanto ao segundo item, o da experiência dos profissionais


envolvidos, o principal aspecto é o de que as escolas de formação de
profissionais não estão preparadas para as demandas pontuais. Muitos
contratos de trabalho, além das naturais exigências de qualificação profissional
exigem também o tempo mínimo de experiência. Em se tratando de demandas
pontuais, provocadas pelas exigências do mercado consumidor ou pelas
oportunidades técnico-comerciais, os profissionais, muitas vezes, não atendem
as exigências quanto ao tempo de experiência profissional, “comprovada em
carteira de trabalho”.

Outra questão que cabe ser ressaltada, e que tem forte impacto nas questões
relacionadas à produtividade é a que se refere ao ritmo de produção. Quando os
orçamentos estão apertados, os recursos pequenos e sem muitas folgas e as
exigências dos clientes são grandes, principalmente para a antecipação da
produção, os empregados passam a trabalhar em ritmos cada vez mais
intensos. Os naturais dias de descanso são compensados por folgas futuras ou
por abonos salariais. Esse ritmo provoca naturalmente o stress físico e
emocional dos empregados, propiciando o surgimento de falhas ou problemas
na qualidade dos serviços executados.

Além disso, foram divididos em 10 grupos, classificados de acordo com o índice


de sua importância 45 fatores considerados no estudo, como:

1. Materiais / ferramentas.
2. Supervisão.
3. Liderança.
4. Qualidade.
5. Jornada de trabalho.
6. Manpower.
7. Projeto.
8. Fatores externos.
9. Motivação.
10. Segurança.

É recomendado que as empresas contratantes forneçam previamente

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cronogramas para cada projeto. Nesses deve estar explícito o tempo necessário
para o fornecimento de materiais e da disponibilidade de matérias, que deve ser
negociado com os fornecedores locais, à tempo.

As empresas contratantes deverão selecionar áreas destinadas ao local de


armazenamento adequado dos materiais adquiridos em cada projeto, que devem
ser facilmente acessíveis, e construídos edifícios de forma tal que se elimine o
desperdício de tempo de trabalho causado pela múltipla manipulação dos
materiais.

As empresas contratantes devem dar mais atenção à qualidade dos materiais de


construção e das ferramentas empregadas em seus projetos, já que o correto
emprego dessas reduz tanto o tempo necessário para concluir o trabalho quanto
o desperdício de materiais. O uso adequado dos materiais e ferramentas
também tem um efeito positivo sobre a qualidade de trabalho que,
consequentemente, melhora a produtividade do trabalho.

Projeto de gestão tem de ceder e recrutar as pessoas certas para a execução


dos trabalhos, e deve também manter uma estreita observação sobre os
trabalhadores para certificar-se de que compreendam corretamente a execução
de suas atividades e as instruções apresentadas nos locais de trabalho. Além
disso, deveria manter relações amigáveis com o trabalho e que eles saibam que
são importantes à organização, envolvendo seus empregados nas decisões que
afetam o processo de melhorias.

É necessária a utilização de técnicas de programação dos projetos (tais como a


gestão de projetos, construção assistida por computador) em cada projeto a fim
de otimizar os tempos relacionados as atividades e assegurar o contínuo
desempenho das tarefas, reduzindo a ociosidade da força de trabalho ao
mínimo. É importante, para cada empresa contratante, aprovar a gestão de
medidas motivacionais para o pessoal a fim de estimulá-los e manter a moral
elevada desses.

As empresas contratantes devem realizar estudos de produtividade das


atividades e operações, tais como o estudo de fatores que afetam a
produtividade do trabalho e a medição da produtividade do trabalho, a fim de
descrever as funções desempenhadas por cada indivíduo ou grupo, para cada
atividade ou serviço, e estabelecer áreas problemáticas, propondo formas de
melhorar a produtividade do trabalho.

As empresas contratantes devem ser também incentivadas a manter os dados


históricos de estudos da produtividade em projetos concluídos para melhorar a
eficácia e precisão dos custos estimativa de projetos futuros.

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É necessário que se realizem cursos de formação e seminários nos temas que


irão melhorar a produtividade nos projetos de construção. O esforço de formação
deve ser adaptado à melhoria da capacidade de utilização de técnicas de
programação projeto tais como o Microsoft Project e Primavera. O esforço para a
formação também deve ser adaptado para melhorar os métodos de estudo das
formas e melhora da produtividade da construção.

Existe uma necessidade de ampliação do número de escolas que ensinam


negócios de construção, tais como blocos trabalho, formwork, pintura, reboco,
canalizações, etc., para melhora das habilidades e competências dos
profissionais atuando em projetos de construção. Mais esforços devem ser feitos
pelas empresas para a transferência de tecnologias e benchmarking cedidas por
outros países.

2) Fatores críticos de sucesso nos empreendimentos

Frödell (2008), quando analisa as questões relativas ao sucesso ou fracasso


dos empreendimentos, por causas diversas apresenta as seguintes
considerações:

Esse artigo apresentado tem por objetivo contribuir ao entendimento dos efeitos
do comportamento do cliente sobre os fatores críticos de sucesso e da avaliação
de desempenho, no âmbito de projetos. Mais especificamente, quatro questões
são investigadas:

a) Quais são os fatores críticos de sucesso?


b) Quais os critérios/patamares de sucesso?
c) Como atingir o sucesso?
d) Quais as características dos sistemas para avaliação do desempenho de
projetos?

A população considerada na pesquisa é referente aos clientes


profissionais/organizações clientes no âmbito da construção sueca. A pesquisa
baseia-se em entrevistas semi-estruturadas e a amostra foi composta por 23
profissionais com larga experiência de atuação em empresas clientes (22
empresas), no contexto de projetos de construção na Suécia, sendo 12
profissionais eram funcionários de empresas públicas e 11 de empresas
privadas.

Inicialmente foram distribuídos questionários aos respondentes, nos quais se


solicitou a identificação de 5 aspetos que eles considerassem relevantes dentre

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um conjunto de critérios identificados na revisão bibliográfica. Após 12


entrevistas, refinou-se o questionário para incluir aqueles aspectos citados por
pelo menos dois respondentes – reduzindo-se o número de questões para 58.
Sendo o novo questionário submetido aos demais respondentes.

Os principais fatores críticos de sucesso, sob a ótica do cliente, identificados


pela pesquisa foram:

a) Participação compromissada/engajamento dos clientes no processo de


desenvolvimento do projeto
b) Qualificação da força de trabalho e da equipe de projeto.

Os aspectos identificados na pesquisa como os mais relevantes em um sistema


de medição de desempenho de projetos foram: simplicidade; e, confiança nos
resultados. A seguir a apresenta-se a lista dos aspectos identificados na
pesquisa e as suas respectivas pontuações:

1. Simplicidade; 118 pontos


2. Credibilidade: 111 pontos
3. Velocidade de retorno/retroalimentação: 62 pontos
4. Orientação das ações: 57 pontos
5. Eficiência e custo: 31 pontos
6. Número reduzido de questões 22 pontos
7. Abrangência dos dados: 116 pontos
8. Difusão de resultados: 10 pontos

Pontos fortes:

• Estabelece um importante referencial empírico quanto aos fatores críticos de


sucesso e sistemas de avaliação de desempenho de projetos.
• Estabelece uma importante polêmica quanto a variação de pontos de vista
quantos a fatores críticos de sucesso, como função do tipo de ocupação do
projeto, sugerido o tratamento desses pontos de vista de forma diferenciada.
Esse aspecto pode eliminar os efeitos compensatórios inerentes aos
sistemas de ponderação e que prejudicam a compreensão e análise de
dados.
• No âmbito dos sistemas de mensuração de desempenho de projetos o
trabalho identifica uma homogeneização quanto as características desejadas
nesse tipo de sistema. Vale ressaltar que, embora esse aspecto não tenha
sido relatado pelos autores, o método de cotejamento de dados é um método
de base multidecisor do tipo Método de Borda. Conforme relatado em Costa
(2005) esse tipo de abordagem tem como característica central a busca de

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consenso em sistemas de votação - em contraste com as ”votações


ditatoriais”.

Observações adicionais:

• O mercado da construção investigada é um mercado particular.


Consequentemente, as conclusões obtidas desse trabalho têm limitações
inerentes as particularidades desse mercado.
• Esse artigo levanta questões importantes que contribuíram para a elaboração
da minuta do questionário.

Todo o vasto número dos fatores de sucesso apresentados na revisão da


literatura pode afetar o resultado dos projetos. Entretanto, há uma tendência de
se usar e sugerir diferentes aspectos de sucesso dos demais que conduzem aos
grandes e confusos modelos.

Quando apresentada a lista de 140 fatores aos primeiros respondentes foram


assinalados 82 ou menos. Além disso, as avaliações mais elevadas foram dadas
somente a alguns fatores, que sugerem que os fatores chaves do sucesso não
são mais do que parecem à primeira vista. Ao rever a literatura de projetos de
construção são considerados frequentemente como uma entidade, um tipo de
projeto. Variáveis que estão apresentadas por exemplo o se o cliente é público
ou não (Chan e Tam, 2000) ou interesses ou urgência do projeto, como por
exemplo projetos executados após desastres naturais estão no foco de alguns
estudos (Belassi e Tukel, 1996). Além disso, a definição de que o sucesso do
ator deve ser considerado não está sempre claro, por exemplo em Chan e
outros. (2002) onde o alvo é conseguir os objetivos mas do projeto não é
especificado que objetivos são esses. Consequentemente, os modelos
começam grandes e confusos em vez de focalizar em um em um tipo particular
do ator sucesso e de produto a começar modelos gerenciáveis e utilizáveis. As
demandas diferem entre organizações públicas e privadas e não é provável que
sejam as mesmas depois que um desastre natural como sejam durante um
projeto planeou sob circunstâncias normais.

Os fatores que parecem ter grande efeito de sucesso nos projetos de construção
são, em primeiro lugar, a habilidade do cliente decidir, em segundo, gerência da
construção compromissada com a força de trabalho, e, em terceiro lugar, a
competência da gerência de construção. Além desses tem-se outros, como:
trabalhadores, o envolvimento dos clientes, o compromisso com o projeto e o
respeito dos trabalhadores às equipes de trabalho. Todos estes fatores são
relacionados à criação de objetivos relevantes e à disseminação destes.

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Junto com esses critérios a conformidade com expectativas de clientes e a


habilidade da contratada em trazer soluções para os clientes são fatores
altamente considerados por esses. A fim medir como bem sucedido é um projeto
os respondentes expressaram um número de características no sistema de
medição de acordo com sua importância. A simplicidade foi classificada como a
característica a mais importante seguida pela validez dos resultados. Tornou-se
também claro que os respondentes não dão nenhuma ou quase nenhuma
importância no número de aspectos que estão sendo avaliados contanto que os
resultados sejam válidos.

Para uns estudos mais adicionais é conseqüentemente relevante investigar os


sistemas de medição que existem atualmente no mercado. Os sistemas
focalizam somente na lucratividade ou focalizam em uma disposição mais larga
de fatores do sucesso? Como as necessidades dos clientes' são definidas e
monitoradas?

Além disso, seria interessante verificar se os sistemas tem as características que


foram discutidas neste trabalho. Seria também interessante olhar mais
profundamente os fatores de sucesso e investigar os fatores subjacentes a este.
Os projetos de construção bem sucedidos acontecem ainda, como os projetos
mal sucedidos. É conseqüentemente um desafio adicional contribuir para o
desenvolvimento de ferramentas da avaliação de desempenho e os métodos de
avaliação a fim suportar o desenvolvimento da alta qualidade na construção.

3) Impacto das mudanças oriundas na adoção de técnicas de pré-


fabricação no âmbito da construção

Hsieh (1997), quando aborda esta questão comenta: Inicialmente o artigo revisa
as práticas de sub-contratação adotadas na indústria de construção e, então,
desenvolve um modelo para as relações contrantante-sub-contratada. O modelo
construído é usado para explorar as implicações econômicas no contexto da
prática da sub-contratação.

Posteriormente, discutem-se os impactos desse tipo de prática na estrutura de


distribuição/compartilhamento de custos e de riscos em construções pré-
fabricadas.

A principal conclusão do artigo é de que o emprego de sistemas verticalizados


de produção ou a incorporação da sub-contratada à organização tem um
impacto econômico mais positivo para o contratante do que a práticas usuais de
sub-contratação, no ambiente de construções pré-fabricadas.

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Pontos fortes observados no texto:

• Estabelece uma importante polêmica: a conclusão apresentada no tópico


anterior é polêmica, visto que, em diversos setores de produção há a crença
de que a empresa deve se concentrar em seu negócio central (cor business).
Essa crença se deve ao fato de que as empresas não conseguem eficiência
máxima ao longo de toda a cadeia produtivas do produto, sendo
recomendada a terceirização ou sub-contratação em, segmentos da cadeia
onde hajam empresas mais eficientes atuando. A crença é de ao seguir essa
recomendação, há redução do custo final do produto com acompanhamento
de um ganho de qualidade – originado pelos ganhos decorrentes do
aprendizado.
• A conclusão do autor é muito bem argumentada e destaca aspectos
particulares da sub-contratação no âmbito de construções pré-fabricadas.
• Outro destaca que um aspecto relevante da pesquisa é a importância do
tema, a qual é amplificada pela crescente redução de espaço físico para a
construção de canteiros no entorno da obra no recorte geográfico (Taiwan)
pesquisado.
• A modelagem matemática é robusta e fundamentada em métodos de
pesquisa operacional (programação matemática).

Pontos fracos:

• A aplicação do modelo é experimentada em apenas dois casos. O que reduz


a confiança na abrangência dos resultados.
• Se por um lado o uso de métodos de pesquisa operacional dá maior robustez
a modelagem esse fato pode dificultar a compreensão e o entendimento para
um profissional que seja leigo nesse tipo de modelagem.

Observações adicionais:

• Embora o autor não destaque esse aspecto, é possível associar o aumento


dos custos gerais do contratante no âmbito da subcontratação em
construções pré-fabricadas está associado aos custos de transação e de
controle das subcontratadas.

Convencionalmente, um construtor do edifício pressupõe o papel de um


contratante geral e de contratos para fora o trabalho de construção para vários
subcontratantes de especialidades a fim transferir riscos da construção e custo
do controle.

Com subcontratação, o contratante pode minimizar seu importante investimento

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e reduzir o tamanho da equipe permanente de funcionários.

Enquanto a falta de trabalho e especialmente a falta de hábeis trabalhadores


emerge como um problema epidêmico, as tecnologias da automação fornecem
vasta oportunidade tanto de concorrentes quanto de rentabilidade. Por sua vez,
o emprego de tecnologias da automação impacta a prática de subcontratação
doméstica em vários aspectos.

Este papel dá a atenção especial à exploração do impacto na pré-fabricação de


edifícios, um exemplo proeminente da automação de construções.

Como mostrado, é difícil para um contratante maximizar seu benefício ao definir


o método de pré-fabricação a ser adotado, devido à pequena seleção dos
números impactados e a falta de informação.

Esta situação é completamente contrária ao método convencional da construção


no local, em que (I) o contratante geral pode facilmente obter a informação
técnica e fixar o preço dos numerosos subcontratantes, (2) há sempre um
grande número de subcontratantes a serem selecionados, e (3) o contratante
geral domina todas as informações necessárias não compartilhadas com os
subcontratados individuais.

A situação nova podia manifestar duas indicações importantes ao contratante.


Primeiramente, o risco que compartilham e os mecanismos do controle de custo
realizados por práticas de subcontratação tradicionais são desafiados
extensivamente quando a tarefa de pré-fabricação do edifício subcontratado.
Segundo, um benefício razoável do que se compartilha do esquema na
subcontratação da pré-fabricação é difícil de alcançar, desde que subcontratante
da pré-fabricação é na maior parte pequeno número de seleção.

Discute-se também que um subcontratado para pré-fabricação se assemelha às


características de uma transação de ponto, somente muito mais complexas na
garantia fixar o preço e de qualidade.

Pré-fabricação requer conseqüentemente o esforço considerável nas tarefas da


obtenção material e da gerência, mas relativamente a menos ênfase nas tarefas
relacionadas ao trabalho real da elevação da edificação.

Para superar as dificuldades potenciais no contratante - o relacionamento do


subcontratante apresentou-se acima, os contratantes que estão interessados em
adotar a decisão estratégica principal da cara uma da tecnologia do pré-
fabricação do edifício, isto é, contraindo para fora o trabalho do pré-fabricação
ou possuindo a tecnologia do pré-fabricação.

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Para melhorar o controle do risco e o custo da construção, o contratante pode


exercer o esforço em conseguir um contrato completo de pré-fabricação para
excluir todo o relacionamento contratual inesperado em que as
responsabilidades diretas de ambos não forem claramente especificadas.

Com o DAE (dispositivo automático de entrada) da execução do contrato e de


ações detalhadas da garantia de qualidade e da gerência de material, é provável
que o benefício previsto do contratante possa ser realizado.

Alternativamente, o contratante pode buscar ele próprio a tecnologia de pré-


fabricação melhor aplicada e planejar adequadamente seu relacionamento com
todas as empresas envolvidas necessárias ao projeto, com foco no risco comum
do projeto baseado na integração vertical ou mesmo internalização.

Baseado nas opiniões sumarizadas das entrevistas pessoais nos dois exemplos
construindo do pré-fabricação, a última estratégia, isto é, possuindo a tecnologia
do pré-fabricação, é mais praticável e eficaz do que de outra maneira.

Embora o mercado da construção investigado seja um mercado particular


(Taiwan), esse artigo levanta aspectos que devem ser explorados na pesquisa a
ser efetuada. Em especial esse tema é relevante devido a crescente adoção de
subcontratação no âmbito da construção de plataformas marítimas de
exploração e produção de petróleo – as quais são, em grande parte, pré-
fabricadas em canteiros de sub-contratadas.

4) Modularização na estrutura organizacional

Karim (2006), quando trata da questão da modularização em seu artigo


apresenta os seguintes aspectos: O artigo explora as mudanças na estruturas
organizacionais devido a rearranjos organizacionais, os quais podem ser
externos ou internos. A reconfiguração das unidades organizacionais considera
a criação, fusão, incorporação e extinção de unidades, implicando em alterações
nas atribuições das unidades organizacionais da empresas.

Esse estudo compara as reconfigurações das unidades internas àquelas


oriundas das unidades adquiridas, explorando o tipo de combinação e interação
ocorrida. O aporte teórico desse estudo é fundamentado em textos sobre
capacidade dinâmica, estruturas organizacionais modulares e estratégia
organizacional e industrial.

Dados da amostra extraídos de anuários e referem-se a empresas americanas e

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não americanas atuantes na área de saúde.

Os resultados indicam as diferença de resultados entre situações em que as


unidades absorvidas pertenciam a mesma organização e quando as unidades
pertenciam ao organizações diferentes.

Pontos fortes:

• O tratamento dos dados é feito de forma apurada e cuidadosa.


• O aporte teórico desse estudo é fundamentado em textos sobre capacidade
dinâmica, estruturas organizacionais modulares e estratégia organizacional –
aspectos relevantes no contexto da competição industrial.

Ponto fraco

• Não informa o recorte temporal.

Observações adicionais

• Outro aspecto a ser considerado é que as empresas pesquisadas são


empresas da área de saúde, com características próprias que diferem
daquelas presentes no contexto de empresas atuantes em EPC.

Em função desse aspecto um cuidado adicional precisou ser tomado na analogia


dos resultados ao contexto de EPC, o que reduziu a influência dos resultados do
artigo na elaboração do instrumento de pesquisa proposto para o projeto.

Este artigo foi ajustado de modo a analisar como as empresa perseguem a


mudança estrutural modular com a reconfiguração de unidades de negócios
adquiridas e internamente desenvolvidas. Este estudo teve três objetivos:
explorar os diferentes processos, adotados pela organização e implantados em
suas unidades internas no que diz respeito à reconfiguração, a fim de avaliar os
efeitos dos mesmos em outras organizações e se os formulários do
recombinação modular eram comuns, e para explorar o benefício percebido com
a reconfiguração estudando tentativas do recombinação das empresa (ou falta
de) antes do aplicação das mudanças.

Configurações desta pesquisa em cima de nossa compreensão de


potencialidades dinâmicas, de sistemas modulares, e da interação da estratégia
e da estrutura em diversas maneiras.

Este estudo destaca que as estruturas das empresas são dinâmicas e

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constantemente em desenvolvimento, face à natureza experimental da mudança


estrutural e do fato que as unidades podem ser reconfiguradas muitas vezes.

5) Gerenciamento de projetos baseado em critérios econômicos ou de


produção

Koskela (2006), trata da questão do emprego de critérios econômicos e de


produção da seguinte forma: O artigo explora a possibilidade de se subordinar
os conceitos usualmente empregados no contexto do gerenciamento de projetos
(que formam a base do PMBOK) aos princípios da produção enxuta.

Apresenta uma análise crítica dos princípios tradicionais de gerenciamento de


projetos e estabelece um quadro comparativo entre as possibilidades de
aplicação das abordagens baseadas em valores econômicos e as abordagens
baseadas em sistemas de produção fabris.

Segundo esse texto, é consenso entre os autores da área de construção enxuta


de que a teoria e a prática do gerenciamento de projetos não consideram,
quando lidando com os conceitos e princípios econômicos, conceitos e princípios
usualmente aplicados no contexto do planejamento e controle da produção em
ambientes fabris. Segundo essa visão, esse fato traz consequências negativas,
pois induz um controle pobre, que acarreta em perda de credibilidade e
desalinhamento entre Engenharia, Suprimento e Construção (coincidentemente,
o tripé do EPC), reduzindo o valor agregado ao produto entregue e aumentando
o desperdício.

Os autores do texto afirmam que existe uma crescente concordância no âmbito


da comunidade atuante em construção de que os problemas citados acima
podem ser reduzidos se houver uma maior integração entre os conceitos de
produção fabril (mais especificamente da produção enxuta) ao gerenciamento de
projetos. Ou seja: se forem adotados os princípios de “construção enxuta”.

Pontos fortes:

• Estabelece um referencial para aplicação dos conceitos de sistemas de


produção fabris, baseados em princípios de produção enxuta, ao contexto de
gerenciamento de projetos.
• Esse referencial descreve como proceder para aplicar os conceitos de lean
production ao gerenciamento de projetos e como a aplicação desses
conceitos pode se traduzir em ganhos, principalmente financeiros.

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Ponto fraco

• Não descreve um caso de aplicação experimental

Observações adicionais:

• Apresenta proposições que podem vir a contribuir significativamente as


empresas atuantes no âmbito do EPC.

Apesar das críticas e ressalvas apresentadas a essa proposta em texto de


Winch. A leitura desse trabalho contribuiu significativamente para a elaboração
do instrumento de coleta de dados proposto para o presente projeto.

6) Gerenciamento de Projeto

Larson (1989), em seu artigo trata a questão da seguinte forma: Esse artigo
investiga a percepção dos membros do PMI (Canadá e Estados Unidos) a
respeito da influência da estrutura organizacional sobre o sucesso do
gerenciamento do projeto.

Análise experimental, baseada em análise multivariada, de 547 projetos de


desenvolvimento. A pesquisa utilizou um questionário, que foi submetido a
membros, escolhidos aleatoriamente, filiados aos capítulos PMI no Canadá e
dos Estados Unidos, correspondendo a uma população com 5.000
elementos..Foram obtidos 547 formulários respondidos, o que equivale a uma
taxa de respostas em torno de 64% da população. Os dados obtidos foram
compilados e tratados com base em método de estatística multivariada.

A construção do questionário baseou-se em uma abrangente revisão


bibliográfica. É importante registrar que o questionário foi previamente testado
em um piloto, com grupo com oito especialistas. Observa-se ainda, na
construção do questionário a adoção de uma escala baseada em Likert, para
captar o grau de concordância dos respondentes, com respeito aos aspectos
investigados no questionário.

As questões investigadas foram agrupadas segundo quatro diferentes aspectos:

• Estrutura organizacional do projeto: funcional (“functional organization”);


matricial funcional (“functional matrix”); matricial balanceada (“balanced
matrix”); matricial por projeto (“project matrix”); e; times de projeto (“team
project”).

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• Sucesso do projeto: atendimento aos prazos; controle de custos;


desempenho técnico; e desempenho geral.
• Fatores contextuais: clareza da definição do objetivo e escopo do projeto;
suficiência de recursos; complexidade do projeto; grau de inovação
tecnológica do projeto e proridade do projeto.

Os resultados indicaram relação significante entre a estrutura organizacional


adotada no projeto e o sucesso do mesmo. Especificamente, os resultados
indicaram que a amostra pesquisada percebia que:

• A estrutura de times/equipes de projeto produz melhores resultados no que


refere aos custos do projeto;

A estrutura organizacional do tipo matriz balanceada induz melhores resultados


no aspecto prazo.

Pontos fortes:

• A amostra pesquisada é representativa de profissionais experientes no tema


gerenciamento de projetos.
• A revisão de conceitos adotada para a construção do questionário induziu a
construção de um questionário bem fundamentado.
• A adoção de uma escala apropriada (escala de Likert) leva a uma maior
confiança nos resultados obtidos.
• Apresenta conclusões relevantes e originais.

Pontos fracos:

O recorte temporal não é claramente apresentado.

Winch (2006), apresenta outro viés para tratar da mesma questão, como: Esse
artigo apresenta um debate teórico que contesta o emprego da teoria da
produção, mais especificamente a aplicação dos conceitos de produção enxuta,
ao contexto do gerenciamento de projetos. Mais especificamente, o artigo busca
responder as críticas colocadas por Koskela & Ballard referentes aos resultados
negativos oriundos do emprego da teoria de projetos proposta pelo PMI PMBOK
e da abordagem econômica do gerenciamento de projetos apresentada em
textos escritos por Winch.

A metodologia baseia-se em uma discussão crítica das bases conceitual, teórica


e prática da aplicação das diferentes teorias investigadas: produção enxuta,

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conceitos do PMI, análise econômica e projetos.

Como principal resultado tem-se que após profunda revisão dos conceitos da
produção enxuta, o artigo conclui que a construção enxuta possui limitações que
demandam novos desenvolvimentos antes de sua direta aplicação ao
gerenciamento de projetos. Segundo o texto os aspectos mais críticos a essa
adaptação estão associados a definição do processo, ao conceito de
organização, riscos e incertezas.

Pontos fortes:

• Estabelece um importante referencial teórico quanto aos conceitos


estudados oferecendo uma crítica substancial das diferentes “escolas”.
• Contrasta, de forma consistente e com boa fundamentação teórica,
importantes teorias de produção no contexto da construção.
• É fruto de um conhecimento desenvolvido e acumulado sobre o tema
gerenciamento de projetos – o que pode ser comprovado pela vasta
bibliografia ofertada pelo autror no contexto desse tema.

Ponto fraco

• Carece de aplicações e levantamentos empíricos de dados que


possibilitem uma maior compreensão dos graus de facilidade e de
dificuldade associadas a cada uma das abordagens teóricas investigadas.
Identifica os aspectos mais críticos do emprego da construção enxuta.
• Observações adicionais:A discussão apresentada nesse artigo, somada a
discussão apresentada no fichamento anterior (Kostella) (??), apresenta
um arcabouço que contribui para a elaboração do instrumento de coleta
de dados que está sendo proposto.

Essa discussão “coroa” um conjunto de discussões que vem sendo ofertada por
Kostella e por Winch, em correntes de pensamento divergentes – que
contribuem significativamente ao entendimento do problema e formação de uma
importante base de conhecimento.

7) Impacto da estrutura organizacional no tempo de projeto

Nahm (2003), trata dessa questão da seguinte forma: Esse estudo desenvolve
uma pesquisa que estabelece um referencial que examina as relações entre
diferentes dimensões estruturais (número de elementos nas camadas
hierárquicas, nível de integração horizontal, “locus da tomada de decisão”, grau

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de formalização e nível de comunicação), práticas de manufatura e desempenho


da planta.

Aplicação de um questionário a 224 empresas de manufatura. Esse estudo usa


uma parte da amostra (N = 104) para identificar as estruturas e a outra parte da
amostra (N= 120) para validar as repostas. Foi avaliada a influência dos níveis
organizacionais e de comunicação no desempenho da organização.

A metodologia desenvolvida na pesquisa é traduzida por uma amostra é


composta por 3.000 empresas americana de manufatura de quatro tipos de
indústria: "Fabricação de produtos metálicos," “Industria de máquinas e
equipamentos," "Equipamentos eletro-eletrônicos” e “Equipamentos de
transporte”. Apenas empresas com número de empregados igual ou superior a
100 foram incluídas na pesquisa.

Os resultados indicam forte correlação positiva entre a estrutura organizacional e


os resultados das tarefas operacionais e também forte correlação com o
desempenho da planta.

Pontos fortes:

• As perguntas do questionário são muito bem construídas e de extrema


pertinência.
• O aporte teórico desse estudo é fundamentado em textos sobre estrutura
organizacional, economia industrial e estatística.

Ponto fraco:

• Não informa o recorte temporal.

Observações adicionais:

• Um outro aspecto a ser considerado é que as empresas pesquisadas são


empresas de manufatura - que tem características próprias que diferem
daquelas presentes no contexto de empresas atuantes em EPC. Esse fato
não é um ponto fraco da pesquisa, mas um fator limitante da aderência da
mesma ao âmbito do presente projeto.

Apesar desse aspecto, um estudo aprofundado do artigo permitiu extrair


conceitos importantes que influenciaram a elaboração do instrumento de
pesquisa proposto para o projeto.

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8) Arranjos Produtivos

Nicolucci (2007), aborda o tema das MPMEs da seguinte maneira: O trabalho


discute a importância do aperfeiçoamento das diversas vertentes de conceitos
associados à eficiência técnica e alocativa de empresas e produtos,
considerando-se a competitividade como a agregação desses recursos desse
conjunto de fatores, determinantes para o empreendimento, formulação e
desenvolvimento de estratégias concorrenciais, que possibilitam a ampliação ou
conservação, de forma duradoura de uma posição sustentável no mercado.

Para tal, discutem-se as bases teóricas da organização industrial na formação


da competitividade, como forte fator para ganhos de concorrência e seus
impactos na decisão de novos empreendimentos, detalhando-se:

• a dinâmica concorrêncial;
• a impossibilidade do cálculo probabilístico mediante incertezas;
• o modelo estrutura, conduta, desempenho; barreiras à entrada;
• teoria do mercado contestável;
• diversificação;
• abordagens organizacional e institucional da empresa;
• a formação da competitividade mediante constituição de redes de
empresas ou sistemas industriais de MPMEs como estratégias para a
formação da eficiência coletiva e geração competitiva.

O método de construção baseia na análise bibliográfica de uma série de autores


que analisam os aspectos de competitividade entre as empresas através da
dinâmica de clusters, performances econômicas e outros fatores mais, dentre os
quais as demandas induzidas pelos consumidores e os aspectos relacionados à
regulação pelo próprio mercado consumidor.

O processo concorrencial impõe determinadas condicionantes ao se tomar uma


decisão, uma das quais é a que o consumidor não é soberano em suas
decisões.

As decisões das empresas algumas vezes ocorrem num mercado de incerteza,


quando se tem que comprar, investir, aprimorar a mão-de-obra etc.

As empresas concorrem entre sí obedecendo ao padrão de concorrência de seu


setor, expresso em preço, diferenciação, assistência às vendas e distribuição, o
qual pode estar próximo, distante ou diferente do padrão setorial.

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Nas análises de competitividade das empresas deve-se levar em consideração o


padrão de concorrência do setor. As questões relativas a desempenho têm que
ser criadas, considerando-se a estrutura setorial, caráter sistêmico (custo Brasil),
mudanças cambiais, alterações na carga tributária, mudanças na legislação
pertinente, e outros fatores que têm potencial para alterar as condições de
concorrência entre as empresas, independentemente dos níveis de
especialização de cada uma.

Pontos fracos abordados:

As variáveis relativas às demandas de mercado impactam na conduta que se


relaciona com a estrutura de mercado. A estratégia afeta a conduta, que, por sua
vez, afeta o desempenho. Enquanto uma não vive sem a outra, a alteração de
uma é determinante para o desempenho da outra e dos resultados finais da
estratégia.

Pontos fortes abordados:

O desempenho das empresas depende da sua conduta, as quais estão


associadas à estrutura do mercado, alicerçadas por: política de preços, práticas
cooperativas entre empresas, estratégias adotadas, investimento em P&D -
inovação. Essas ações tomadas podem afetar os resultados como: lucro;
eficiência alocativa; decisão de colocar os produtos no mercado. Se as
empresas planejam adequadamente suas estratégias e ações têm melhores
condições de competitividade, ou seja, as ações dependem mais das próprias
empresas do que dos concorrentes ou do mercado regulador.

O autor conclui da seguinte forma: A formação da capacidade competitiva, que


impulsiona uma empresa, uma região e um país, nasce do processo de
disponibilidade para se alavancar novos empreendimentos. Em larga medida,
está amparada em aspirações pessoais, do desejo de ter o próprio negócio e da
mentalidade de se pensar grande como patrão.

Parte-se de experiências acumuladas, como um poderoso diferencial de


vantagem competitiva, utilizando-se de uma rede de contatos já amadurecida.

O novo empreendimento pode ser um negócio em desenvolvimento. Navegar


primeiro em mares conhecidos pode permitir uma visão madura da realidade e
oportunidades, com reações rápidas às adaptações necessárias. Um novo
empreendedor pode utilizar-se de projetos conhecidos e abandonados, mas que
em função de um novo ambiente definem maduras chances de sucesso. A
adesão da firma a uma rede de empresas, ou aglomeração industrial, onde
ganhos de externalidades positivas possam ser utilizados como vantagem

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competitiva é altamente salutar ao fortalecimento e aprendizado das empresas.


A terceirização, também pode ser um caminho a ser seguido, especialmente em
segmentos de negócios onde já se tem experiência acumulada.

Pode-se, ainda, trabalhar por meio de um plano claro de negócios, que permita
despertar a atenção de quem pode ajudar, quando não há possibilidades de
levá-lo à frente com as próprias forças. As parcerias são necessárias e
importantes, e geram as redes de relacionamentos individuais ou coletivos.
Aliada a esses principais fatores, está a criatividade para enfrentar desafios,
perseverar, confiar, acreditar em seu talento e idéias que podem permitir infinitos
arranjos.

Por fim, preparar a equipe: treinar as pessoas, para que, além de estarem
falando a mesma linguagem, compartilhem objetivos focados em resultados,
com a disponibilidade de dedicação sem reservas. Pessoas dispostas a
transformarem um bom projeto em um negócio de sucesso, construindo o
fortalecimento dos mecanismos de edificação da competência para ganhos de
concorrência.

9) Clusters e aglomerações industriais

Silvestre (2006) trata do tema considerando: O trabalho apresenta uma nova


abordagem de organização da produção, através da análise de aglomerações
industriais com conteúdo tecnológico significativo, atuantes na área de petróleo e
gás, na região da Bacia de Campos/RJ. A partir dessa abordagem desenvolve
um modelo híbrido para a análise de aglomerações, utilizando as vertentes de
sistemas setoriais e tecnológicos de inovação, buscando os aspectos
relacionados ao desenvolvimento de capacitações tecnológicas, mudanças
tecnológicas e inovações.

O estudo foi desenvolvido em bases teóricas, centrado nas abordagens de


clusters e de sistemas de inovação setoriais e tecnológicos, em função do fato,
segundo os autores, de possuírem esses uma maior correlação com
aglomerações industriais e por apresentar retrospecto recente de dinamismo e
consolidação. Para tal, empregou uma revisão bibliográfica anexa ao artigo,
destacando modelo como o proposto, testado em aglomeração industrial de
petróleo e gás na região da Bacia de Campos, esse com resultados promissores
(SILVESTRE, 2006).

A origem desse processo de abordagem foi baseado em trabalho desenvolvido


por Alfred Marshall (1920), trabalhando em aglomerados, também conhecidos
por distritos industriais, milieus, clusters, arranjos, sistemas e outras, partindo do

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pressuposto de que todas as empresas localizadas dentro de um aglomerado


industrial aproveitam das vantagens ofertadas e do sinergismo das estratégias.

Em outra avaliação que serviu como base para o estabelecimento do modelo,


empregou-se conceito estabelecido por Albu (1997), no qual os clusters podem
ser conceituados, além do aspecto da aglomeração física, por sua
especialização produtiva e pela existência de uma rede de relacionamentos
entre firmas, que podem ser de natureza mais ou menos complexa e,
conseqüentemente, mais ou menos dinâmica e geradora de vantagens
competitivas para as mesmas.

A abordagem dos Sistemas Setoriais de Inovação complementa a abordagem


dos sistemas de inovação (local, regional e nacional) e dos sistemas
tecnológicos. Essa abordagem foca a inovação em um setor específico, ou seja,
concentrado dentro dos limites setoriais, através de uma visão multidimensional,
integrada e dinâmica dos setores a fim de analisar a inovação.

Essa abordagem pode ser afetada por 3 fatores básicos:

• Conhecimento e tecnologia – base particular de conhecimento, tecnologias e


insumos do setor;
• Atores e redes – são organizações ou indivíduos;
• Instituições – as quais possuem normas, rotinas, hábitos comuns, leis, e
outros fatores mais, diferentemente da noção intuitiva em relação ao termo.

É necessário ressaltar que tão importante quanto a existência de um sistema de


conhecimento robusto é a capacidade de absorção desse conhecimento pelas
empresas envolvidas no processo.

A abordagem de cluster é geralmente empregada em um contexto que


apresenta algumas características específicas, encontradas basicamente em
aglomerados de produção e de transformação de produtos manufaturados.

O modelo proposto foi aplicado com sucesso, segundo os autores, em estudo


empírico realizado na aglomeração industrial de petróleo e gás da região
produtora da Bacia de Campos, gerando resultados promissores no
entendimento dos aspectos já citados (SILVESTRE, 2006)

Pontos fracos abordados:

As premissas de que os clusters agregam vantagens para as empresas


consorciadas ou grupadas têm sido mais observadas em países intensamente

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inovadores do Hemisfério Norte.

Há evidências empíricas que apontam para o fato de que a atividade econômica


agrupada geograficamente de um setor particular, por si só não representa
nenhuma vantagem para as empresas ali localizadas. Para esse grupo de
pesquisadores, se a teoria se apresenta promissora o mesmo não ocorre com os
estudos empíricos, que mostram resultados desapontadores. São os ditos
clusters não-dinâmicos, não-maduros, estáticos, em declínio, atrasados, entre
outros (MASKELL e MALMBERG, 2002; MARTIN e SUNLEY, 2001; BEAUDY e
BRESCHI, 2003; BATISTA e SWANN, 1998; BOSCHMA, 2004).

Ainda de acordo com os autores, há mais algumas limitações da abordagem de


clusters, tais como a carência de validação empírica satisfatória dos
mecanismos teóricos apresentados.

Pontos fortes abordados:

Os clusters podem apresentar algumas vantagens para as empresas agrupadas,


tendo em vista que, por estarem interligadas, teoricamente, encorajariam os
fluxos de informação e a colaboração entre si.

A abordagem de cluster é geralmente utilizada em um contexto que apresenta


algumas características específicas: estrutura do setor focada em atividades de
manufatura, produção, aspectos industriais e conexões baseadas em fluxos de
bens e serviços. Tais características são encontradas basicamente em
aglomerados de produção/transformação de produtos manufaturados.

Alguns exemplos são, entre outros, os setores de calçados, cerâmica de


revestimento, tijolos, móveis, vinho, etc (SCHMITZ e NADVI, 1999; BELL e
ALBU, 1999; GIULIANI, 2004). Por esta razão, pode-se afirmar que, na análise
de clusters, o setor econômico em que este está inserido é relevante, ou seja,
deve ser considerado obrigatoriamente na análise. Nesse caso, se o setor deve
ser levado em conta, a diferença entre os setores pode representar uma
importante característica a ser ressaltada em análises e, principalmente,
comparações entre clusters industriais (PAVITT, 1984). Nessa situação, em
aglomerações industriais de setores tecnologicamente dinâmicos, a abordagem
de cluster pode apresentar algumas limitações.

Por esse motivo, da abordagem de sistemas de inovação, utiliza-se o elemento


global (sem fronteiras geográficas definidas) e sistêmico. O termo ‘sistêmico’
introduz a diversidade de atores e a complexidade das relações e conexões
como duas das principais características. ‘Diversidade de atores’ no sentido de
analisar cuidadosamente, não somente as firmas, mas também o papel das

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diversas organizações que contribuem para o desenvolvimento das atividades


do aglomerado (instituições de apoio), tais como: universidades, institutos de
pesquisa, organizações reguladoras, organizações públicas, organizações de
financiamento, etc. ‘Complexidade das relações e conexões’ no sentido de dar
ênfase às relações e conexões intra-aglomerado (entre firmas ou entre firmas e
organizações de apoio dentro do próprio aglomerado) e extra-aglomerado (entre
firmas ou organizações situadas dentro do aglomerado com firmas ou
organizações situadas fora do aglomerado – cross-bounderies).

Em que pese a incapacidade das abordagens existentes na literatura de


apresentar, de forma isolada, uma estrutura analítica que satisfaça estudos em
aglomerações industriais tecnologicamente dinâmicas, o Modelo Híbrido
proposto pode ser ampliado e testado em outras aglomerações para lhe conferir
validade podendo se transformar em uma ferramenta mais completa e um
arcabouço teórico interessante para se entender as relações entre aspectos
complexos como territorialidade, aprendizagem organizacional, capacitações
tecnológicas, mudanças tecnológicas e inovações.

O referido Modelo foi aplicado com sucesso em estudo empírico realizado na


aglomeração industrial de petróleo e gás da região produtora da Bacia de
Campos gerando resultados promissores no entendimento dos aspectos
supracitados (SILVESTRE, 2006).

No entanto, algumas limitações e dificuldades do estudo devem ser ressaltadas.


Algumas delas são relativas ao arcabouço teórico utilizado e outras, relativas ao
estudo empírico.

O tema tratado é recente e bastante dinâmico, com grande número de


pesquisadores envolvidos. No entanto, essa dinâmica gera grande multiplicidade
de nomenclaturas e conceitos, que, no fundo significam o mesmo tipo de
estrutura ou estruturas bem próximas que emperram o desenvolvimento teórico
e metodológico dos estudos na área.

No estudo empírico realizado, apesar das empresas estarem aglomeradas em


um mesmo espaço geográfico e possuírem, grosso modo, a mesma
especialização produtiva, apresentam outras características que diferem
fortemente dos clusters tradicionais. O fato de haver jazidas de recursos naturais
(petróleo e gás) abundantes na Bacia de Campos faz com que haja uma
ausência de aspectos relacionados à cultura e tradição da região na atividade de
E&P de petróleo e gás.

O foco do estudo empírico está limitado à absorção de conhecimento


tecnológico, para implementar as mudanças tecnológicas, por meio das

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conexões de conhecimento e das posturas tecnológicas das firmas. No entanto,


sabe-se que existem outras formas de absorver conhecimento tecnológico, tais
como: treinamento dos empregados, mobilidade da mão de obra, pesquisa e
desenvolvimento dentro da firma (desenvolvimento endógeno), e outras, mas
que não estão no foco central do estudo.

O acesso às firmas, como geralmente acontece, foi outra dificuldade encontrada


ao longo do trabalho. A conciliação entre o tempo para elaboração do estudo e a
disponibilidade limitada nas agendas dos executivos nem sempre é um problema
simples de solucionar. Além disso, aspectos como concorrência, segredo
industrial e pesquisa para inovação fazem com que os assuntos abordados
neste trabalho não estejam na lista de preferência dos executivos para serem
revelados a pessoas de fora da firma.

Finalmente, como sugestão para trabalhos futuros pode-se destacar:

• O aprimoramento e a consolidação do Modelo Híbrido, com a inserção de


outras abordagens pertinentes (redes de firmas, ou outras);
• A aplicação da metodologia em outras aglomerações industriais,
relacionadas a outras províncias petrolíferas;
• A aplicação da metodologia analítica em outros setores econômicos,
como o de energia elétrica, automobilístico, aeronáutico, entre outros.

BIBLIOGRAFIA / REFERÊNCIAS

1. Título: Managing Business and Enginerring Projects. Concepts and


Implementation.
Autor: John M. Nicholas
Editora: Prentice Hall Saddie Upper River
Ano: 1990
Idioma: Inglês
Volume: XV
Páginas: 543
2. Título: Human Resource Management in Construction Projects Strategic and
Operational Approaches..
Autores: Martin Loosemore, Andrew Dainty, Helen Lingard.
Editora: Taylor & Francis
Ano: 2003
Idioma: Inglês
Volume: -
Páginas: -368
3. Título: Gestão de projetos. Uma abordagem global
Autor: Ralph Keeling

Escola de Engenharia
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Editora: Saraiva
Ano: 2002
Idioma: Português
Volume: -
Páginas: 293
4. BAIDEN, B.K.; PRICE, A.D.F.; DAINTY. A.R.J. The extent of team integration
within construction projects. International Journal of Project Management, Vol.
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5. BUSSERI, M. A.; PALMER, J. M. Improving teamwork: the effect of self-
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2000.
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Suprimentos na Indústria Automobilística no Brasil; 1; 80; Português;
HAMACHER, S. (Docente);GERÊNCIA DE PRODUÇÃO; Gerencia de
Operacoes e Logistica Industrial; Tecnologia e Organização da Produção:
Emergência de Novos Sistemas de Manufatura; LUSTOSA, L.J. (Docente);
PIRES, S.R.I. (Outro Participante); Bolsa CAPES - DS 24m.
7. CHAN, D. W. M.; KUMARASWAMY, M. M. A comparative study of causes of
time overruns in Hong Kong construction projects. International Journal of
Project Management, Vol. 15, 55-63, 1997.
8. CHENG, M-Y.; TSAI, M-H.; XIAO, Z-W. Construction management process
reengineering: Organizational human resource planning for multiple projects.
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9. NAGLIS, M. M. M.: Estudo de Caso para Localização de Armazéns Utilizando
Programação Linear Inteira; 1; 90; Português; HAMACHER, S.
(Docente);GERÊNCIA DE PRODUÇÃO; Gerencia de Operacoes e Logistica
Industrial; Localização de Postos de Atendimento em Redes; LUSTOSA, L.J.
(Docente); PIZZOLATO, N.D. (Docente); Bolsa CNPq 6m.
10. NESSIMIAN, A. R.: Uma Visão da Flexibilidade no Nível Estratégico em
Relação aos Níveis Tático e Operacional; 1; 96; Português; DALCOL, P.R.T.
(Docente);GERÊNCIA DE PRODUÇÃO; Gerencia de Operacoes e Logistica
Industrial; Tecnologia e Organização da Produção: Emergência de Novos
Sistemas de Manufatura; TEIXEIRA, J.P. (Docente); ZUKIN, M. (Outro
Participante); Bolsa CNPq 21m.
11. NEWCOMBE, R. Empowering the construction project team. International
Journal of Project Management, Vol. 14, 75-80, 1996.
12. ODUSAMI, K. T.; IYAGBA, R. R. O.; OMIRIN, M. M. The relationship between
project leadership, team composition and construction project performance in
Nigeria.m International Journal of Project Management, Vol. 21, 519-527, 2003.
13. PINTO, M.M.: Aspectos da Dinâmica do Sistema Nacional de Inovação - Uma
Investigação a Partir da Análise Estratégica de um Programa Mobilizador de
Esforços para a Inovação; 1; 293; Português; MELO, M.A.C.
(Docente);GERÊNCIA DE PRODUÇÃO; Planejamento e Organizacao de
Sistemas Produtivos; Planejamento e Organização de Sistemas Sócio-

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Técnicos; BEVILACQUA, L. (Outro Participante); BOTELHO, A.J.J. (Outro


Participante); CASSIOLATO, J.E. (Outro Participante); DIAS, A.B. (Outro
Participante); Bolsa CAPES - DS 42m.
14. Proverbs, D. G.; Holt, G. D.; Olomolaiye, P. O. The management of labour on
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16. RAIDN, A. B.; DAINTY, A. R. J.; NEALE, R. H. Current barriers and possible
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18. SILVA, V. P. M.: O Fator Humano nas Organizações - O Caso DNER; 1; 120;
Português; MELO, M.A.C. (Docente);GERÊNCIA DE PRODUÇÃO;
Planejamento e Organizacao de Sistemas Produtivos; Planejamento e
Organização de Sistemas Sócio-Técnicos; SAMANEZ, C.P. (Docente);
SOARES, T.D.M. (Outro Participante); VISCONTI, T.S. (Outro Participante);
Bolsa CAPES - DS 24m.
19. TEIXEIRA, J. C. A.; A dinâmica de adoção de práticas inovadoras e o
desempenho dos adotantes: um estudo na indústria brasileira. Universidade
Federal da Bahia, Núcleo de Pós-Graduação em Administração – Doutorado
em Administração, 279fl, 2005.

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