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Nome : Ângelo Caçoilo

Idade: 32 anos
Residência: Braga
Profissão: Empreendedor\promotor de uma microempresa

Porque é que vou participar na manifestação

A minha geração, quem somos nós (perspectiva pessoal ) ?


O que é que tem de bom a minha geração?
Porque é que nos sentimos burlados\ e ou injustiçados .

A minha geração chamada de rasca, à rasca , com uma formação deficiente, é a geração que
faz investigação , que cria valor acrescentado. Nunca se produziu tanta Ciência com tanta qualidade
, e quantidade como agora , ao contrário das gerações anteriores. Hoje é mais fácil encontrar a
excelência nesta geração , veja-se que para cada oportunidade de emprego qualificado há pelo
menos uns 100 candidatos ( Agora, quando aparecem tantos candidatos e põem o filho do amigo do
patrão ou de outra pessoa com cunha , é claro que se sujeitam a ter um mau profissional ) . Dizem
os mais velhos que antes é que era bom, os alunos eram mais bem formados. Sim a percepção pode
ser essa , mas não se esqueçam era uma minoria que estudava , e grande parte desses alunos nascia
em famílias com dinheiro, formação e cultura. Essa geração que tanto nos critica , tinha o lugar
garantido e de certeza que não enviaram mais de 100 currículos, e não tiveram de mostrar que
sabiam falar várias línguas fluentemente ( não o: ai eu tirei um 18 à língua x !!!!, e depois não ser
capaz de ter uma conversa fluída numa língua estrangeira ), e que tinham disponibilidade para
mudar de residência, ou morar no estrangeiro ( para mim pessoalmente é um bónus ),viajar, saber
design , marketing, fazer vendas, saber realmente de engenharia ( sujar as mãos ), projectar ,
conhecer 1001 softwares, e ter capacidade de rápida adaptação à mudança de condições de
trabalho , e de problemáticas. Custa-nos ver pessoas a quererem ser chamadas de engenheiros e
doutores, e nunca terem exercido a tal dita profissão para a qual tiveram formação. O trabalho na
área é que nos forma como engenheiros , ou outros títulos profissionais , não um canudo . O que o
canudo nos dá, é a base para nos iniciarmos numa determinada profissão. Custa-nos ver estes auto-
proclamados especialistas decidir sem conhecimento, sem projecto , sem trabalho ,mas com muito
fato e gravata e status. Mas pronto, têm “feelings” e assim decidem as coisas nas empresas e na
política. Claro que não gostamos de os ver a auferirem bons ordenados, a não se matarem muito e
com um futuro completamente já estabelecido. Este mal estar não é pelas condições que esta “ elite”
tem , é mais pelo não merecerem terem estas condições, e sabermos que fragilizam as empresas e o
país ( Claro que felizmente existem bons exemplos, senão já não existíamos como país).
O que me custa a mim ( e penso que a uma boa parte desta geração ) é ter que ficar sem
ordenado de um dia para o outro: as chamadas rescisões de mútuo acordo, ( claro, mútuo só da
parte do patrão , não ouso chamar-lhes empresários ) ,Quando isto acontece as contas não deixam
de vir no fim do mês. Pede-se ajuda aos pais, saí-se de uma casa que já chamávamos nossa , e volta-
se mais uma vez para trás na vida rumo a casa dos pais .E eles lá voltam a apoiar , e a reduzir o seu
rendimento, e a ter que repartir o seu dinheiro por mais pessoas, ficando todos nós a viver pior. Não
queremos (não quero) trabalho para toda a vida , também é algo que não existe nem voltará a existir
. Queremos é ter dinheiro para pagar as contas , não ter que fazer contas todos os dias para saber se
dá até ao fim do mês. Chegaram a falar na “Flexigurança “,onde está ? Sei que não há dinheiro para
isso. Mas se entre empregos , nós pudéssemos organizar a nossa vida, sem perdas imediatas de
rendimento, e transitar de um trabalho para outro com um mínimo de previsibilidade , talvez
encarássemos melhor a vida . O que temos neste momento é nada, o que nos frustra e revolta é não
termos um futuro à nossa frente, é ter que pagar as contas da irresponsabilidade de quem veio antes
de nós e viver-mos pior ( com menos expectativas também ) que os nossos pais. E o que nos revolta
mesmo é sermos tratados como lixo, e não termos empresários com capacidade de nos explorar. Ao
menos se ainda fôssemos bem aproveitados para construir valor, para melhorar as empresas e o país.
O que queremos é que valorizem o mérito , o conhecimento, o trabalho.
E o que é que nós também temos de mau? Existe ainda nesta geração aqueles que não querem ser
independentes, não querem passar à vida adulta e que pensam que um canudo basta para ganhar
muito e fazer pouco ( Acordem mas é para a vida). È verdade, que esta geração não é tão fiel às
empresas (elas também não são). Isto da solidariedade entre gerações vai acabar um dia . Nós
ficámos com as dívidas e não gostámos. Chamem-nos egoístas , mas se esta geração quando chegar
ao poder e precisar de receitas e não as tiver ,vai buscá-las ,e se puder com retroactividade, às
gerações que passaram por lá ( espero que não aconteça).Existem alguns que não conseguindo
trabalho , seguem um trabalho com mais futuro, ser um Yesman no partido ( não há nada como
acrescentar mais ignorância e imbecilidade aos partidos)

Porque é que os partidos acham que esta manifestação é perigosa ,não tem valor, e não deve ser
valorizada? A resposta provavelmente será porque ( opinião pessoal):
– Quem está à direita no espectro político não tem ninguém a quem culpar , uma figura de
esquerda a quem possam acusar de populista, demagogo, algo para fazer fogo de artifício e
claro mexe com interesses.
– A esquerda ,que se quer colar à manifestação , está revoltada porque esta geração não se
revê nestes partidos,não é controlada por eles e considera-os tão inúteis quanto os outros
partidos, pois acha-os completamente desfasados da realidade dos nossos dias .
– No global os partidos da esquerda à direita estão a ter a mesma atitude que Kadhafi .Vivem
num país imaginado por eles com problemas imaginados por eles ( em que toda a gente os
ama). Cada partido vive dentro sua realidade mas nenhum se dá ao trabalho de conhecer o
seu povo. Aquilo que não se compreende tem-se medo.( até os comentadores andam
perdidos , com isto do facebook, e grupos , e posts, twits ,dá-lhes tudo muita confusão.
Chama-se a isto consciência colectiva , todos contribuem para uma ideia, um conceito, tudo
isto à velocidade de um post ,e claro não há líderes visíveis, nem aparentemente uma linha
condutora . Desenganem-se e vejam como trabalham empresas como google e facebook ,
em que todos contribuem para um projecto e não há uma hierarquia vertical.
– Não gostam porque nós vamos exigir que tenham um projecto para o país e como tal
queremos saber o que tencionam propor para os próximos 10 anos (pelo menos, com metas
intermediárias ),saber como chegar lá e como verificar os dados de modo a saber se
estamos no bom caminho.
– Não gostam de nós, porque queremos que façam escolhas , queremos saber onde vão
apostar , onde vão cortar ( Esta geração sabe que o dinheiro é limitado, e que não o temos )
– Não gostam de nós, porque queremos responsabilizá-los pelos seus actos . Para tal
queremos escolhê-los, queremos uma cara , um ser pensante e não mais um yesman na
Assembleia da República, queremos que nos explique por que apoiou determinada iniciativa
( para isso têm de existir círculos uninominais para eleger os deputados , pois na verdade
ninguém conhece quem o representa , e daí não ser possível exigir rigor , trabalho , mérito.
Para dar voz aos partidos pequenos façam um círculo eleitoral nacional.)
– Nós queremos políticos com um currículo sólido , com provas dadas na vida activa ,na vida
real. Não um dependente do dinheiro que o estado\ e ou partido lhe dá ,ou assegura.
– Queremos o que nos exigem a nós ( Méritocracia) , não nos importamos que nos exijam isso
, queremos é que seja pedida a todos de igual modo. .
– Queremos que os políticos tenham sentido de estado, que tenham ética, que trabalhem para o
bem comum e não para benefício próprio, que tenham opiniões e decisões bem
fundamentadas e não andem em guerras de alecrim e manjerona por factos irrelevantes (já
não temos paciência).
– Queremos modificar o Status quo ,queremos modificar o modo de construir o país.
– Façam as reformas que têm a fazer, mas de uma vez só , sem pensarem na maldita reeleição,
e sem nos martirizar com esta agonia que dura à mais de 10 anos de reformas mal feitas e a
conta-gotas.
Temos exigências para com os políticos, e eles têm ou deveriam de ter um comportamento que
servisse de exemplo para o eleitorado , mas em parte também são um reflexo de nós. Mas
pessoalmente tenho a opinião que nós também devemos ter a noção que existem deveres e direitos.
Como por exemplo, não usar e abusar de bens e serviços públicos para uso privado ( exemplo:
roubar materiais e equipamentos públicos para usar em casa ), o achar que o estado tem fundos
ilimitados ( sai de todos o dinheiro ), achar que o patrão é rico e não trabalhar , e o patrão achar que
os funcionários são uma cambada de malandros , e que não tem direito a um ordenado justo e
descanso. Deveríamos exigir que os serviços públicos funcionem melhor,e que não haja
desperdício de dinheiro. Devíamos contribuir e ter orgulho na construção de um país melhor.
Devíamos afastar os chicos espertos em vez de glorificá-los, pois são um cancro para nós
portugueses, e com eles as vitórias são fugazes e ilusórias.
Se seguirmos ( estou a falar para nos políticos e não só ) o que disse Lula da Silva quando saiu da
Presidência em que disse:“ Só fiz o que tinha de ser feito” , em vez de andar com rodeios . E se
seguirmos princípios como Ernâni Lopes defendeu :
Onde está ------- ► Pôr
Facilitismo ------- Exigência
Vulgaridade ------ Excelência
Ignorância ------- Conhecimento
Malandrice -------- Trabalho
Aldrabice -------- Honestidade
Videirismo ------- Honra
Golpada --------- Seriedade
Moleza ----------- Dureza
Deixo algumas ideias , do que queria que mudasse no nosso país , e tal como eu todos podem
contribuir ( claro que não são ideias unânimes , mas não há nada como comparar e confrontar ideias
)E, sim esses, os políticos deveriam ter a obrigação de contribuir com mais qualidade , e com mais
visão estratégica. O que penso que seja benéfico para o país:
– Usar os portos, de modo a trabalhar como um só, ou seja um porto para Europa. Cada
porto podia ter 2 canais de distribuição, um primeiro canal seria para carga que transita
entre a Europa e a América do Sul, América do Norte e África Ocidental , (esse canal
teria especialização ao nível do tipo de carga, diferente consoante o porto comercial) e
um segundo canal para o mercado nacional. Esta pode ser uma boa razão para quem
sabe, poder viabilizar a linha de TGV, ( parece que continuam a insistir em construir a
linha ( pessoalmente acho que não há dinheiro para isso neste momento ). Se for para
fazer excursões a Madrid não vale a pena, garantam primeiro que seja construída a
variante a Madrid , e que haja acesso ao centro da Europa. E aí pode ser que seja
vantajoso para a nós e para Europa ( não almoços grátis como sabemos). Interligando
alinha férrea com os nossos portos , e conseguindo colocar carga com valor
acrescentado em 24 horas ( ou num tempo aceitávelmente reduzido) na Alemanha , e a
outra carga num período mais alargado ( mas razoável) a um preço competitivo, talvez
tenha alguma lógica o investimento, se não for para isso ( como me parece) não vale a
pena enterrarmos dinheiro.

– Deixem de atribuir apoios sem racionalidade nem sustentabilidade ambiental ou


económica na agricultura, apoiem projectos que tragam valor ao nível de produtos DOP,
silvicultura ( defina-se áreas de baixo valor ambiental e agrícola na silvicultura de
regadio para eucalipto ).

– Na saúde se gastamos tanto dinheiro na comparticipação dos medicamentos e não há


dinheiro, façam concursos públicos para adquirir grandes quantidades medicamentos
com grande impacto nos gastos , assim beneficia-se o utente e o estado. Há prejudicados
é claro na indústria farmacêutica mas não é tempo de ter-mos preconceitos ideológicos.
Em todos os serviços prestados de saúde , apresentar o custo real no recibo com o valor
pago pelo contribuinte ( Aparentemente o estado gasta numa consulta regular, num
centro de saúde,50 euros por utente , e este paga 2 euros) . O objectivo é consciencializar
os utentes para o gasto, para que exijam também um melhor serviço e não abusem tanto
dele.

– Na generalidade o Estado devia apresentar sempre o custo real , quando fornece um


serviço ou apoio, deste modo seria mais fácil detectar desperdícios de dinheiro , e
analisar o seu custo-benefício.

– Na Educação dêem facilidade de gestão às escolas e permitam que haja uma gestão local
com participação de todos “stakeholders” ,mas exijam valências mínimas que
aumentem gradualmente de exigência ao longo de um período de 10 a 15 anos, isto em
cada ciclo de ensino. A aferição destas medidas devem ser facilmente mensuráveis.
Exigir provas específicas de Matemática e Português na entrada para o curso de ensino
básico ( Não é possível ensinar matemática , mesmo que básica, quando se andou a fugir
na escola à disciplina)

– Incentivem a que os cursos tenham no mínimo duas disciplinas semestrais na área do


empreendedorismo ( precisamos de portas alternativas de saída). Deve haver uma
avaliação dos cursos ao nível de custo-benefício para o país , e de empregabilidade.

– Incentivem a formação dos empresários que têm um baixo grau de formação.

– Não apoiem empresas que estejam falidas e inviáveis, canalizem para a criação de
empresas com pendor exportador . Acelerem os processos de avaliação de projectos de
empreendedores , sem baixar a qualidade da análise.

– Unam câmaras municipais e juntas de freguesia. É inadmissível que por causa de


bairrismos se tenha maus serviços , porque não têm dimensão. Acontece que temos
instituições que gastam dinheiro e não dão benefícios aos munícipes.

– Incentivem o arrendamento cobrando taxas ao consumo e habitação canalizando-o para


o apoio ao empreendedorismo, arrendamento, reconstrução ( em particular das cidades).

– Restrinjam a circulação nas grandes cidades, usando portagens , aumento do


estacionamento pago mas reforcem a cadência, horários e a qualidade dos transportes
públicos ( não seriam tão deficitários e a contribuição do orçamento de Estado seria
menor)

– Não construam equipamentos públicos tais como piscinas,pavilhões , e outros mais sem
ter um mínimo de utentes a quem servir.

– Unam , extingam empresas públicas\municipais e serviços públicos que não forneçam


serviços reais\úteis ao cidadãos ,ou que por falta de dimensão não tenham custos
elevados.

– Acabem com o sigilo bancário , e reforcem a fiscalização automatizada, reforcem com


pessoal de outros sectores as áreas mais complexas da fiscalidade. Simplifiquem a
fiscalidade, são mais portas para a fuga ao fisco. Mais pessoas a contribuir menor é a
carga fiscal em cada família.

– Eliminem burocracia como os licenciamentos , autorizações e outros papéis. Ao mesmo


tempo reforcem e garantam a autonomia,rapidez,e facilidade de actuação das
autoridades responsáveis pela fiscalização:trabalho,concorrência, indústria,ambiente,....

– façam um orçamento base zero nos serviços públicos , assim sabemos a situação real do
nosso Estado, o que faz falta e o que está a mais. Caso seja preciso retirar pessoas da
função pública , garantam-lhe uns 8 anos de ordenado fora do seu trabalho, mas
promovam a sua reciclagem e sua entrada no mercado de trabalho privado, pois todos
nós temos necessidade de nos sentirmos úteis . Sai mais barato ter esta atitude, do que
ter serviços que trabalham para serviços, que não prestam serviços públicos. Só em
manutenção,electricidade, água , o valor dos edifícios , serviços e produtos que não têm
de consumir obtém-se um ganho considerável que pode ser usado para algo mais útil ,
nem que seja depender menos do dinheiro dos outros países.

– Na justiça acelerem os processos, acaba por ser mais justa a justiça rápida para quem não
tem dinheiro do que o contrário , quem tem posses muitas vezes até beneficia daa
lentidão. Passem a usar só formato digital ,e não como nos dias de hoje papel e digital ao
mesmo tempo. Olhado para o volume dos processos é mais fácil encontrar algo via
software do que em papel . É uma pura ilusão de segurança.