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CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPUS DE ANDRADE

UNIANDRADE

R&GARCAT

SISTEMA INTELIGENTE DE ARBITRAGEM PARA COMPETIÇÃO


ATLÉTICA
2

CURITIBA
2005

2
JOEL LUIZ REAL KOEHLER

SINTARCA

SISTEMA INTELIGENTE DE ARBITRAGEM PARA COMPETIÇÃO


ATLÉTICA

Projeto de Sistema apresentado à disciplina de


Gerência de Projetos, do curso de Tecnologia de
Análise de Sistemas e Linguagens de
Programação, Centro de Ciências Exatas e
Tecnológicas, UNIANDRADE.

Orientadora: Profª. ANDERSON LIMA.

CURITIBA
2004
ii

Sempre que te perguntarem se podes


fazer um trabalho, respondas que sim e te
ponhas em seguida a aprender como se faz.

F. Roosevelt

ii
iii

SUMÁRI

CENTRO UNIVERSITÁRIO CAMPUS DE ANDRADE........................................................1


UNIANDRADE..........................................................................................................................1
R&GARCAT..........................................................................................................................1
SISTEMA INTELIGENTE DE ARBITRAGEM PARA COMPETIÇÃO ATLÉTICA........1
SINTARCA..............................................................................................................................i
SISTEMA INTELIGENTE DE ARBITRAGEM PARA COMPETIÇÃO ATLÉTICA........i
LISTA DE TABELAS...............................................................................................................iv
Tabela 1: Cronograma de Redes ...................................................................................... 35. iv
Tabela 2: Cronograma de Telecomunicações .................................................................. 35. iv
RESUMO....................................................................................................................................v
ABSTRACT...............................................................................................................................vi
1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................7
1.1. Caracterização do problema.............................................................................................8
1.2. Justificativas.....................................................................................................................9
1.3. Objetivos........................................................................................................................10
1.3.1. Objetivo Geral.........................................................................................................10
1.3.2. Objetivos Específicos..............................................................................................11
1.4. Vantagens.......................................................................................................................11
1.5. Desvantagens.................................................................................................................12
2. FUNDAMENTAÇÃO – REDES DE COMPUTADORES..................................................13
2.1. Tecnologias de Gerenciamento......................................................................................13
2.2. Redes TCP/IP e o SNMP...............................................................................................14
2.3. Integração de Sistemas Heterogêneos........................................................................15
2.4. Gerenciamento das Telecomunicações..........................................................................15
3. PROJETO GERATE.............................................................................................................18
3.1. Aplicações de Gerenciamento........................................................................................18
3.2. Gerenciamento em Telecomunicações...........................................................................20
3.3. Descrição do Projeto......................................................................................................21
3.3.1. Gerenciamento de redes de computadores..............................................................21
3.3.2. Rede de gerenciamento de telecomunicações (TMN)............................................23
3.4. Plano de Trabalho e Resultados Esperados....................................................................25
3.4.1. Gerenciamento de Redes de Computadores............................................................25
3.4.2. Rede de gerenciamento de telecomunicações ........................................................31
3.4.5. Custos......................................................................................................................35
REFERÊNCIAS ......................................................................................................................36

iii
iv

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Cronograma de Redes ...................................................................................... 35

Tabela 2: Cronograma de Telecomunicações .................................................................. 35

iv
v

RESUMO

Com a importância cada vez maior de distribuição de inteligência em sistemas


informatizados assume um papel essencial o controle remoto da sua administração. A
administração e operação de redes de computadores ou de sistemas de telecomunicações são
tarefas complexas que se tornam muito difíceis ou até inviáveis sem o apoio de ferramentas de
gerenciamento de redes. Estas ferramentas permitem o monitoramento e controle remoto do
funcionamento dos equipamentos de informática ligados a uma rede de comunicação de
dados, bem como os equipamentos de transmissão, interconexão e comutação que provêm a
sua própria infra-estrutura. Esta tecnologia vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos dez
anos, tendo alcançado penetração significativa nas suas áreas de aplicação. Porém ela ainda
não chegou a sua maturidade, tanto pelo aperfeiçoamento das suas ferramentas, como na
ampla aceitação e uso destas por parte dos administradores dos sistemas alvo.

PALAVRAS-CHAVE: GERATE, Gerenciamento, Gerente, Redes, Telecomunicações,


CORBA.

v
vi

ABSTRACT

With the importance each bigger time of distribution of intelligence in systems


computers assumes an essential role the remote control of its administration. The
administration and operation of system or computer networks of telecommunications are
complex tasks that if become very difficult or until impracticable without the support of tools
of management of nets. These tools allow to the monitorial and remote control of the
functioning of the on equipment of computer science to a net of communication of data, as
well as the equipment of transmission, interconnection and commutation that come its proper
infrastructure. This technology comes being developed to the long one of last the ten years,
having reached significant penetration in its areas of application. However it still did not
arrive its maturity, as much for the perfection of its tools, as in the ample acceptance and use
of these on the part of the administrators of the systems white.

KEY-WORDS: GERATE, Management, Manager, Networks, Telecommunications,


CORBA.

vi
vii

vii
7

1 INTRODUÇÃO

A base conceitual de gerenciamento de redes de computadores foi construída como


uma aplicação de redes de computadores. Ao contrário das demais aplicações de redes, esta
não costuma respeitar a estrita separação das camadas na pilha dos protocolos, por dar
suporte, pelo menos, em primeira instância, ao gerenciamento dos próprios protocolos. Com o
passar do tempo, a infra-estrutura conceitual montada para permitir o gerenciamento destes
protocolos foi também utilizada para o gerenciamento de outras áreas de aplicação, por
exemplo, os recursos e serviços providos por sistemas de computação, e os equipamentos de
sistemas de telecomunicações.

Hoje são duas as áreas principais de aplicação desta tecnologia:

• as grandes redes de computadores que compõem a Internet, tais como aquelas


administradas por provedores de conectividade em escala regional ou nacional, e as redes
internas (ou corporativas) das grandes empresas, organizações governamentais e instituições
de educação e pesquisa. Estas redes usam principalmente a tecnologia SNMP (simple network
management protocol).
• as redes de comunicação de dados utilizadas pelas empresas de
telecomunicações para gerenciar sua própria infra-estrutura operacional: as chamadas TMN
- Telecommunications Management Networks. Estas redes geralmente adotam a abordagem
OSI de gerenciamento de redes, embora os equipamentos controlados freqüentemente
empreguem outras tecnologias de gerenciamento, tais como a própria SNMP.

Já existe uma diversidade de produtos no mercado, que permite exercer algumas


funções de gerenciamento. Os mais recentes podem ser classificados em duas categorias:

• uma plataforma para gerenciamento, fornecendo facilidades básicas para uso


de aplicações rodando nela, incluindo suporte para comunicação, para a representação gráfica
de redes, e para a rápida prototipagem de aplicações.
• um conjunto de aplicações para rodar numa plataforma de gerenciamento,
freqüentemente providas pelos fabricantes dos equipamentos gerenciados.

7
8

Deve-se notar que as aplicações de diferentes procedências são difíceis de integrar, e


que poucas destas plataformas permitem compartilhamento de dados entre aplicações, ou
utilizam SGBDs de qualidade comercial, para o manuseio de grandes massas de dados.

Adicionalmente, dever-se-á fazer uma clara distinção entre o uso operacional de


gerenciamento de redes, onde se trata dos seus aspectos imediatos, e seu uso em prover
subsídios para atividades de análise e planejamento. Estas últimas são também baseadas na
coleta de informações operacionais, as quais não seriam processadas imediatamente, mas
guardadas (provavelmente em forma reduzida) para posterior processamento, em duas escalas
de tempo:

• a médio prazo, podendo ser aplicado a tarefas como o gerenciamento de


tráfego, a detecção de anomalias globais de roteamento, ou a tarifação.
• a longo prazo, em atividades tais como o planejamento de capacidade, o
planejamento de topologia, ou a avaliação de investimentos em redes e equipamentos.

Soluções para estas tarefas de gerenciamento de médio e longo prazos, porém, ainda
não progrediram muito, pois a interpretação destas informações ainda requer muita
intervenção humana. O gerenciamento de redes somente alcançará maturidade, quando for
possível embutir nas aplicações de gerenciamento a inteligência e conhecimento necessários à
análise e interpretação das informações disponíveis, permitindo sua utilização em
planejamento futuro.

O Projeto GERATE (Gerenciamento de Redes com Aplicações em


Telecomunicações) é uma ferramenta moderna de gerenciamento e controle, que objetiva
definir, montar e validar a operação de ambientes de gerenciamento para redes Internet, de
forma a atender os anseios aqui expressos, e os resultados do projeto serão colocados à
disposição dos interessados.

1.1. Caracterização do problema

8
9

A necessidade de gerenciamento de redes hoje pode ser comparada à necessidade de


redes de computadores num passado próximo. Hoje muitos grupos estão buscando soluções
para o problema de interconexão e gerenciamento de redes. As publicações sobre o assunto
atestam a inexistência de soluções satisfatórias.

A integração dos ambientes OSI e SNMPv2 se constitui numa iniciativa relevante no


campo da validação dos conceitos em adaptação de interfaces na arquitetura TMN. Através
dessa integração, aplicações no papel de gerente se comunicariam com aplicações no papel de
agente utilizando o serviço/protocolo CMIS/P para ter acesso a informações sobre recursos
gerenciados pelo protocolo SNMPv2.

O desenvolvimento de ferramentas de gerenciamento baseadas no uso do kit Tcl/Tk


será uma contribuição importante na construção de interfaces de programação de aplicações
(APIs) SNMP, cuja linguagem seja facilmente estendida para incluir novas funcionalidades,
de fácil aprendizagem, de fácil integração nas aplicações escritas pelos programadores e
possua um alto nível de recursos gráficos.

A aplicação prática dos conceitos especificados na arquitetura TMN permitirá a


vivência de problemas e soluções originais no âmbito da gerência integrada de redes.

1.2. Justificativas

Experiência com a atual geração de ferramentas de gerenciamento de redes


demonstra a necessidade de aprimorar a aplicação da tecnologia, através do desenvolvimento
de plataformas de gerenciamento mais flexíveis e abertas. Especificamente para a tecnologia
SNMP, ROSE e MCCLOGHRIE (1995) recentemente propuseram um esforço comunitário
para o desenvolvimento de uma plataforma de gerenciamento, baseada no uso de um SGBD
comercial, e de uma arquitetura e implementação abertas. Este caminho, envolvendo
colaboração entre muitos grupos em diferentes países, pode ser seja um bom caminho para

9
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gerar soluções interessantes, nos moldes do ISODE, outro empreendimento comunitário


coordenado por ROSE no final dos anos 80 (ROSE et. al., 1994 ).

No que diz respeito ao uso de gerenciamento de redes no setor produtivo, observa-se


que a iminente expansão da rede Internet no país acabará criando um número elevado de redes
extensas, tanto de provedores como de empresas usuárias, que se tornarão inadministráveis
sem o uso da tecnologia de gerenciamento de redes. Adicionalmente, está chegando a hora da
adoção pelas empresas de telecomunicações da tecnologia TMN para a gerenciamento dos
suas próprias operações. Em ambos os casos o rápido domínio e bom aproveitamento dos
novos mecanismos advirão de uma interação mais estreita com os grupos nas universidades
que já vêm estudando e desenvolvendo esta tecnologia recentemente.

1.3. Objetivos

O projeto tem por objetivo desenvolver tecnologia e experiência no seu uso no


gerenciamento de redes, inclusive com aplicações à engenharia de telecomunicações.
Podemos, porém, dividi-lo em duas áreas temáticas, com acoplamento frouxo entre si:

• gerenciamento de redes de computadores


• rede para o gerenciamento de telecomunicações (TMN)

1.3.1. OBJETIVO GERAL

O projeto GERATE objetiva articular o esforço de desenvolvimento de tecnologia na


área de gerenciamento de redes de vários grupos de profissionais, lotados em instituições
acadêmicas, e em entidades operadoras de redes de dados e de serviços de telecomunicações,
tais como a FAPESP e a EMBRATEL. Pretende-se promover contato mais íntimo por parte

10
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das equipes de pesquisa acadêmicas com o ambiente real da operação de serviços, com a
conseqüente focalização em problemas reais e a transferência de tecnologia para o setor
produtivo.

1.3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

⇒ Avaliação, adoção e eventual adaptação de arquitetura de ambiente aberto (ROSE et


al., 1995) para o desenvolvimento e utilização de aplicações de gerenciamento SNMP.
⇒ Migração desta plataforma de ambiente Unix para Windows.
⇒ Identificação, desenvolvimento e integração de ferramentas para a operação de redes
Internet, no contexto da plataforma adotada e no contexto da plataforma desenvolvida.
⇒ Identificação, desenvolvimento e integração de apoio para a análise e planejamento de
redes de longa distância.
⇒ Identificação, desenvolvimento e integração de apoio para a configuração dinâmica de
redes de longa distância.
⇒ Avaliação, adoção e eventual adaptação de arquitetura de ambiente aberto para o
desenvolvimento e utilização de aplicações de gerenciamento integrado OSI e SNMP.
⇒ Avaliação, adoção e eventual adaptação de arquitetura de ambiente aberto para uma
TMN.
⇒ Identificação e desenvolvimento de metodologias para estender uma TMN para incluir
a mediação e integração do gerenciamento de subsistemas não-TMN.
⇒ Validação dos conceitos e protótipos desenvolvidos em ambientes operacionais.

1.4. Vantagens

11
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⇒ Sistema Aberto;
⇒ Independência de Linguagem e Plataforma;
⇒ Utilização de CORBA;
⇒ Protocolo Simples – SNMP;
⇒ Simplicidade de Implementação;
⇒ Compartilhamento de dispositivos;
⇒ Flexibilidade;
⇒ Facilidade na construção de agentes;
⇒ Ganho em velocidade de tranmissão.

1.5. Desvantagens

⇒ Problemas com multiplexação de sinais de telofonia;


⇒ Dificuldade a nível de interface
⇒ Falta de suporte a autenticação;
⇒ Transmissão de dados desnecessários.

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13

2. FUNDAMENTAÇÃO – REDES DE COMPUTADORES

2.1. Tecnologias de Gerenciamento

As grandes redes de comunicação de dados que se alastram mundo afora


tendem a utilizar uma de duas principais abordagens de redes abertas: OSI da ISO e,
majoritariamente, a TCP/IP. O crescimento em tamanho e complexidade destas redes há
muito obriga o emprego de ferramentas automáticas de gerenciamento para auxiliar em sua
administração e operação. Estas permitem concentrar em um ou mais pontos as funções de
monitoramento e controle do funcionamento da rede, possibilitando que um único operador
exerça efetivo controle sobre uma infra-estrutura distribuída, possivelmente sobre milhares de
quilômetros.

Tanto a abordagem OSI como a TCP/IP conta com esquemas próprios


de gerenciamento. Estes esquemas possuem pontos em comum, a partir dos próprios
conceitos básicos de gerenciamento, baseados no modelo de gerente, agente e objetos
gerenciados. O gerente transmite operações de gerenciamento ao agente, que então as executa
sobre os objetos gerenciados. Por sua vez os objetos gerenciados são uma representação dos
recursos reais sujeitos ao gerenciamento, e seu conjunto forma a MIB - Management
Information Base do sistema de gerenciamento. Embora a dicotomia técnica pareça criar
dificuldades de integração entre as duas abordagens, suas semelhanças permitem um grau
elevado de integração entre si, possibilitando o melhor aproveitamento dos trabalhos mais
específicos. Esta característica é muito aproveitada na aplicação da abordagem OSI,
especialmente nas TMN, porque uma parte dos equipamentos de transmissão e comutação
hoje usados na montagem de redes de telecomunicações implementa agentes da abordagem
SNMP, e é raro o uso de agentes OSI.

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2.2. Redes TCP/IP e o SNMP

O esquema de gerenciamento da abordagem TCP/IP é normalmente


conhecido pelo nome SNMP, do seu protocolo de gerenciamento. A primeira versão de
SNMP (STALLINGS et. al.) foi formulada em 1988, e oficialmente publicada em 1990, na
forma de três normas técnicas publicadas em forma de RFCs. Ele logo se tornou um padrão
de fato para a inclusão de "inteligência", em forma de MIBs e agentes, em produtos
comerciais para a interconexão de redes, especialmente roteadores, pontes e concentradores.
Até 1992 haviam sido definidas outras duas dúzias de normas para as MIBs específicas de
diferentes tipos de equipamentos, interfaces de telecomunicações e protocolos, os quais
poderiam ser gerenciados utilizando o SNMP. Por ser a primeira solução disponível, o SNMP,
embora uma solução simples, foi um enorme sucesso porque claramente preencheu um vazio.
O esquema CMIS/CMIP (STALLINGS et. al.) da abordagem OSI, definida mais ou menos na
mesma época e com funcionalidade mais extensa do que o SNMP, ainda não teve tão ampla
adoção para o gerenciamento das grandes redes de computadores, provavelmente pelo
aparecimento tardio de suas implementações, especialmente em forma de agentes em
equipamentos de conectividade.

A simplicidade do SNMP, que o ajudou a ocupar o campo de


gerenciamento das grandes redes, é a principal responsável pelas suas limitações. A segunda
versão do SNMP, conhecida como SNMPv2 (STALLINGS et. al.) e lançada em 1993,
conserta várias deficiências da versão original, nos campos de eficiência, segurança,
flexibilidade e na distribuição da sua administração. Com estas melhorias, o SNMPv2 se torna
uma ferramenta afinada com as necessidades das redes grandes dos dias de hoje. Entre os
objetivos de SNMPv2 estão também a coexistência com a versão original, e sua utilização em
ambientes diferentes de TCP/IP, inclusive em redes OSI, AppleTalk e NetWare. Desta
maneira, o SNMPv2 seria uma solução de integração de gerenciamento em ambientes
heterogêneos.

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2.3. Integração de Sistemas Heterogêneos

A integração de programas que executam em diferentes plataformas de


hardware e software, como é o caso de agentes e aplicações de gerência em grandes redes,
vem recebendo grande atenção atualmente, tanto na comunidade acadêmica como na
comunidade industrial. Um dos desenvolvimentos atuais importantes nesta direção é a
proposta CORBA (Common Object Request Broker Architecture) (ORFALI et al, 1996), uma
proposta de padrão para comunicação e interfaceamento entre objetos distribuídos resultante
de um esforço conjunto de um número significativo de instituições. Nesta proposta, que segue
o paradigma de orientação a objetos, a ênfase é na definição de interfaces de objetos
servidores, realizada em uma linguagem de descrição específica (IDL - Interface Definition
Language). Uma vez criada esta descrição, o objeto servidor em si e os seus objetos clientes
podem ser desenvolvidos em qualquer linguagem, desde que a implementação desta possua
uma amarração adequada ao modelo CORBA.

Esta proposta ainda está em evolução, sendo que a versão 2.0, que dá o
passo fundamental de garantir interoperabilidade entre diferentes implementações de
CORBA, ainda não possui praticamente implementações. Acredita-se que este modelo será a
base para um número significativo de aplicações distribuídas dentro de alguns anos. A sua
utilização dentro deste projeto, além de tornar as ferramentas desenvolvidas compatíveis com
sistemas que venham a ser criadas seguindo este padrão, permite aos grupos envolvidos o
domínio e entendimento crítico do modelo.

2.4. Gerenciamento das Telecomunicações

O gerenciamento de redes de computadores também se tornou um


problema crítico dentro do mercado de produtos de telecomunicações. A construção de um
sistema de gerenciamento de ambientes heterogêneos envolve a definição do protocolo de

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gerenciamento a ser utilizado e a construção de um sistema distribuído que implemente este


protocolo.

No caso das telecomunicações, a normalização, baseada no conjunto de


normas ISO para o gerenciamento de comunicação entre sistemas abertos, é considerada
como a solução do futuro para o problema de definição de plataforma de comunicação e
deverá ser implantada pouco a pouco em todos os contextos. Entretanto o trabalho de
normalização, em particular dentro do domínio da informática, é um trabalho árduo, pois
consiste não somente de estudar as necessidades do momento, como também prever e levar
em conta as tendências de progressos futuros.

A comunidade científica, os organismos de pesquisas e de normatização,


e ainda os próprios construtores são conscientes destes problemas. Sendo assim diversas
soluções tem sido propostas e podem ser divididas em três grupos :

1. Solução de Administração Proprietária: Consiste em fornecer as ferramentas


de gerenciamento adaptadas as suas redes. Essas ferramentas fornecem soluções de
gerenciamento eficazes próprias a seus sistemas. Entretanto, com a introdução de redes cada
vez mais heterogêneas interligadas, ela se torna ineficaz. Assim, a necessidade de uma nova
orientação visando a pesquisa de uma solução integradora, capaz de levar em conta os
aspectos de heterogeneidade, se faz urgente.
2. Solução de Normalização : Paralelamente às soluções anteriores, organismos
de normalização, como ISO e ITU-T (ex-CCITT), produziram um conjunto de normas e
trabalhos para definição de modelos visando a especificação de sistemas de gerenciamento de
redes normalizados. Infelizmente, este modelos não estão suficientemente maduros para
fornecer sozinhos a solução desejada. Eles são sobretudo limitados pelo fato de que eles não
fornecem uma solução ao problema da heterogeneidade existente nas redes atuais.
3. Solução Integradora: Consiste em definir sistemas integradores capazes de
levar em conta os aspectos heterogêneos das redes, apoiando-se nos sistemas de
gerenciamento existentes.

Uma abordagem dessa solução consiste em tomar um dos sistemas


proprietários como referência para fins de integração. Esse é o caso da abordagem IBM
(Netview) e DEC (DECmmc). Essa abordagem é limitada tendo em vista que o sistema não

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foi projetado com esse objetivo, o que pode ser notado pelas dificuldades de integração de
algumas funções que não possuem correspondente equivalente para um dado sistema
proprietário.

Uma segunda abordagem consiste em realizar uma integração lógica e


posteriormente física. Na etapa de integração lógica os sistemas de gerenciamento
proprietários são integrados independentemente de qualquer solução específica. Alguns
sistemas seguindo essa abordagem são HP-OpenView e Accumaster (ATT).

Vários projetos em escala mundial vêm se dedicando à solução de


integração. Em particular a União Européia vem desenvolvendo projetos que contam com as
parcerias de indústrias e de universidades. Pode-se citar dentre esses projetos:

• ADVANCE, do programa RACE I, cujo objetivo foi fornecer


recomendações para a construção de plataformas de gerenciamento de redes de
telecomunicações.
• PEMMON, do programa ESPRIT, cujo objetivo foi a especificação e
desenvolvimento de uma plataforma de gerenciamento de redes distribuída, voltada para os
aspectos de aplicações de desempenho.
• ICM, do programa RACE II, cujo objetivo é num primeiro tempo
integrar todos os resultados dos projetos da fase I do programa RACE (por exemplo
ADVANCE) e em um segundo momento definir completamente uma plataforma para o
gerenciamento de redes de telecomunicações (com estudos de casos reais, ex: FDDI, ATM).
Essa plataforma vem sendo desenvolvida com base no modelo OSI e utilizando como
ferramenta a plataforma OSIMIS-ISODE.

A nível nacional, está em andamento o projeto PLAGERE (Plataformas para


Gerenciamento de Redes) no escopo do ProTeM-2, onde estão reunidas as instituições UFSC,
UFPb, CEFET-PR e o CPqD-TELEBRÁS.

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3. PROJETO GERATE

Como solução para o problema de gerenciamento de redes de


computadores , pretende-se investir no desenvolvimento de uma plataforma aberta de
gerenciamento de rede. Esta plataforma terá como modelo básico aquele proposto por ROSE
e MCCLOGHRIE (1995), ou seja, deve tomar a forma de um toolkit para construção de
aplicações de gerenciamento.

Uma vez que o objetivo é que se possam desenvolver, usando este


toolkit, ambientes para gerenciamento de sistemas heterogêneos, vários problemas de
integração devem ser levados em consideração. Em primeiro lugar, dependendo de origem
e/ou fabricante, os objetos a serem gerenciados podem dispor de agentes CMIP, SNMP, ou
SNMPv2; assim, o projeto deve tratar da integração destes modelos. Para isto, pretende-se
trabalhar no estudo e desenvolvimento de APIs que tornem a programação de aplicações de
gerenciamento independente do protocolo utilizado. O objetivo é que esta integração seja feito
utilizando, do ponto de vista da gerenciamento, o modelo OSI, mais completo e abrangente
que a gerenciamento SNMP. Além disto, é importante que a programação destas aplicações
de gerenciamento possa ser executada para diferentes plataformas de hardware e software. Em
particular, julga-se importante tratar do suporte para o desenvolvimento deste tipo de
aplicação na plataforma Windows, uma vez que esta é a plataforma predominante no Brasil,
em especial fora do mundo acadêmico.

3.1. Aplicações de Gerenciamento

O projeto também se propõe a investir na melhoria das aplicações de


gerenciamento.

Um primeiro tipo de aplicação a ser considerada são aquelas que


permitem ao administrador monitorar o estado da rede através de interfaces gráficas, e
eventualmente intervir neste estado. Um ponto julgado crucial é a dificuldade do usuário deste

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tipo de aplicação discernir, entre as muitas informações recolhidas pelo gerente, quais são
relevantes a cada instante. Para atacar este problema, pretende-se oferecer uma interface com
um alto grau de flexibilidade, onde o usuário final possa configurar a visualização de
informações sem precisar maiores conhecimentos de programação. Este trabalho será
apoiado, por um lado, em algumas propostas de SHNEIDERMAN (1992), onde são
discutidas facilidades de visualização de bases de dados por manipulação direta em interfaces
gráficas. Pretende-se investigar a extensão destas facilidades de manipulação direta de objetos
gráficos para atividades de controle, além de monitoramento. Por outro lado, pretende-se
investigar o uso das próprias linguagens Tcl e Lua, que já serão utilizadas na composição das
aplicações de gerenciamento, como ferramentas de configuração à disposição do usuário final.

Um segundo tipo de aplicação de gerenciamento, envolvendo um


processamento mais complexo dos dados coletados, são aplicações onde a coleta de dados é
integrada a mecanismos automáticos de tratamento de falhas. Este tipo de aplicação não
recebeu muita atenção até hoje, talvez exatamente pela dificuldade deste processamento
automático. Pretende-se estudar formas de implementar respostas programadas a
determinados eventos, e introduzir facilidades para a configuração destas respostas nas
aplicações de gerenciamento.

Pretende-se trabalhar também em aplicações de gerenciamento que


realizem análises mais complexas dos dados recolhidos para provisão de insumos para
planejamento e configuração de redes. Um dos problemas associados à construção deste tipo
de aplicação é a identificação dos dados relevantes. Pretende-se trabalhar nesta identificação e
desenvolver uma ferramenta de suporte ao planejamento de capacidade.

Ainda dentro desta linha, acredita-se que a análise estatística de dados


recolhidos pelo gerenciamento, como informações de tráfego e congestionamento, possam ser
usados como insumo para decisões de reconfiguração dinâmica de rotas. A implantação
efetivas de um mecanismo de reconfiguração deste tipo seria bastante complexa por envolver
alterações na forma de funcionamento dos sistemas de roteamento. Pretende-se fazer um
estudo dos resultados potenciais deste tipo de abordagem. Supõe-se que uma das dificuldades
envolvidas seria o tempo de processamento necessário para a tomada de uma decisão de
reconfiguração. Se este for o caso, pretende-se estudar a possibilidade de paralelizar este
processamento através de uma ferramenta de programação paralela distribuída.

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Resumidamente, podem-se enumerar os seguintes objetivos dentro deste


subprojeto:

• Conformidade com os padrões mais recentes da Internet e integração


com OSI
• Criação de um ambiente de desenvolvimento de aplicações de
gerenciamento transportável para diversas plataformas
• Enriquecimento da interface homem-máquina
• Domínio de técnicas de gerenciamento automático de redes
• Suporte para análise e planejamento

3.2. Gerenciamento em Telecomunicações

Para a área de telecomunicações o objetivo deste projeto é a definição e


implementação de uma solução integradora levando em conta os seguintes serviços a serem
fornecidos :

• Transparência de Distribuição : Aqui as transparências de distribuição


que devem ser oferecidas às aplicações de gerenciamento devem ser definidas. Vários tipos de
transparências podem ser oferecidas e devem num primeiro momento selecionadas.
Transparências que são consideradas imprescindíveis como acesso e localização deverão ser
levadas em conta.
• Interoperabilidade entre os sistemas de gerenciamento : basicamente
consistirá na definição da interface X da arquitetura CCITT M.3010, explorando o problema
de negociação de contextos de gerenciamento e segurança de sistemas.
• Transparência a Heterogeneidade : Nossa abordagem consistirá na
especificação e desenvolvimento do módulo Integrador (Q Adapter). Esse módulo fornecerá
basicamente a interface Q3 (CMIS/CMIP) oferecendo serviços de mapeamento (tradução) de
protocolos e modelos de gerenciamento proprietários (interface M da norma CCITT M3010).

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Prototipagem será desenvolvida visando a integração do ambiente OSI (CMIS/CMIP), com


do ambiente Internet (SNMPv2), e com um ou mais legacy systems, do interesse dos
parceiros.

O ambiente de desenvolvimento do protótipo será definido a partir de


um estudo comparativo entre várias ferramentas para desenvolvimento de aplicações
distribuídas. Além dos serviços tradicionais de gerenciamento, o protótipo incluirá funções de
operação automática de rede, executando reconfigurações automáticas com base no estado
corrente das entidades monitoradas.

3.3. Descrição do Projeto

3.3.1. GERENCIAMENTO DE REDES DE COMPUTADORES

• integração dos modelos OSI e TCP/IP de gerenciamento;

Este subprojeto tem como meta o desenvolvimento de uma interface de


programação de aplicações (API) única, independente do protocolo implementado pelos
agentes.

A interface de programação proposta e implementada por ROSE será


estudada. Uma extensão desta interface poderá ser adotada, se apropriado. Acredita-se, no
entanto, que será necessário criar uma interface com um nível de abstração mais alto, uma vez
que esta proposta foi desenvolvida para desenvolvimento de aplicações SNMP.

O modelo CORBA será avaliado como uma outra solução de integração.


Neste caso, a API seria modelada pela especificação de conjuntos de objetos gerenciáveis.
Acredita-se que a ênfase dada pelo modelo CORBA à separação entre especificação e
implementação seja bastante apropriada à integração de ambientes heterogêneas pretendida.

21
22

Além disto, como discutido em RUTT (1994), o modelo parece ser bastante adequado à
implementação do gerenciamento OSI, baseado em objetos.

Implementação da API escolhida

• para SNMP;

• para CMIP.

• desenvolvimento de toolkits independentes de plataforma de hardware


e software para desenvolvimento de aplicações de gerência sobre esta API.

O conjunto de ferramentas proposto por ROSE e MCCLOGHRIE (1995)


é baseado em Tcl/Tk, que é um software de domínio público com possibilidade de transporte
para diversas plataformas. Será feita a migração das ferramentas de ROSE para outros
ambientes com suporte a Tcl/Tk.

Atualmente, existe suporte para os ambientes X, DOS, Windows, e


Windows NT. As experiências de utilização desta plataforma vêm se mostrando
extremamente positivas. Será feita uma comparação entre as experiências de desenvolvimento
utilizando Tcl/Tk.

• desenvolvimento de interface gráfica de gerência configurável pelo usuário

Utilizando as ferramentas de suporte descritas nos itens anteriores, será


desenvolvida uma interface com facilidades de manipulação direta para seleção de
informações a serem monitoradas. Além disto, pretende-se estudar e implementar nesta
interface facilidades de controle dos dispositivos gerenciados, também por manipulação
direta.

Esta interface também oferecerá ao usuário final a possibilidade de


utilizar uma linguagem de configuração; novamente serão feitas experiências com Luz e com
Tcl.

• desenvolvimento de uma aplicação de gerência integrada

22
23

Será especificado um ambiente integrado, com respostas programadas,


solicitações de socorro, e assim em diante, e desenvolvido um ambiente protótipo, baseado
nas ferramentas descritas acima. A interface deste ambiente protótipo também deve integrar
facilidades de manipulação direta.

• Estudo da utilização de gerência como base para análise de configuração e para


configuração dinâmica de rotas e balanceamento de tráfego.

Será realizado um levantamento das informações relevantes e análises


estatísticas a serem usadas como insumo para aplicações de análise e planejamento, através da
comparação entre dados recolhidos por aplicações gerentes e o desempenho da rede. Caso
haja sucesso na identificação de um conjunto de informações de diagnóstico, este seria um
primeiro passo para a construção de uma ferramenta de suporte a planejamento.

Em relação à possibilidade de reconfiguração dinâmica, também deve


ser feita uma identificação dos dados que forneceriam subsídios para decisões de
remanejamento de tráfego. Acredita-se que possa ser necessário uma grande carga de
processamento na análise estatística destes dados. Será investigada a possibilidade de uso de
paralelismo nesta análise, com o uso de uma ferramenta como PVM.

3.3.2. REDE DE GERENCIAMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES (TMN)

O subprojeto também será dividido em três fases :

• Fase de especificação, cujo objetivo é analisar em detalhes o problema e fornecer os


seguintes resultados :

(a) Especificação da Plataforma de Gerenciamento

Esse estudo consistirá inicialmente em levantar o estado da arte e fazer


uma análise comparativa de plataformas TMNs existentes no mercado. Serão especificados os

23
24

requisitos funcionais com vistas a definir as restrições inerentes a cada serviço mencionado na
descrição dos objetivos. Serão definidos os módulos funcionais da arquitetura TMN a serem
implementados nos protótipos. Será estudada a aplicabilidade do conjunto de técnicas hoje
existentes em plataformas de gerenciamento. Será especificado um estudo de caso a ser
desenvolvido na fase de prototipagem.

(b) Definição do Ambiente de Desenvolvimento

Nessa fase, será feito um estudo de diferentes ferramentas de suporte à


programação distribuída, com vistas à definição de uma interface de programação para
construção de sistemas de gerenciamento independentes de protocolo. Será produzido um
documento sobre o estado da arte em sistemas distribuídos existentes, capazes de dar suporte
ao gerenciamento de sistemas em ambientes heterogêneos. Será feita a modelagem da
informação através da definição das classes de objetos gerenciados que farão parte das MIBs
a serem instaladas nos agentes. Será feita a especificação funcional da interface entre os
módulos de serviço do sistema de apoio de prestação de serviço (SPS) e a interface
padronizada TMN. Será produzida uma especificação do ambiente computacional a ser
utilizado por ocasião do desenvolvimento de protótipos, através da definição de hardware e
software envolvidos.

(c) Especificação da Aplicação de Gerenciamento

Nessa fase, serão especificadas as aplicações de gerenciamento a serem


validadas na fase de prototipagem, tais como monitoramento, (re)configuração e tratamento
de eventos espontâneos. Será especificado um ambiente de desenvolvimento de ferramentas
de auxílio ao projetista de aplicações OSI de gerenciamento. Será especificado o mecanismo
de integração de aplicações com interfaces não conformes à arquitetura TMN às interfaces
padronizadas. Será especificado um modelo informacional de referência que servirá de
suporte às atividades de análise e planejamento. Será também especificada uma metodologia
para o desenvolvimento de agentes inteligentes, visando o tratamento de alarmes.

• Fase de Prototipagem, cujo objetivo é validar teoricamente e


praticamente as soluções utilizadas e propostas na fase de especificação. Nessa fase serão

24
25

implementados os módulos funcionais de suporte e aplicação já especificados, bem como as


ferramentas necessárias.

• Fase de Recomendação, cujo objetivo é consolidar os resultados das


fases anteriores a fim de tirar conclusões globais. Como resultado final, um conjunto de
recomendações deverá ser fornecido para a construção de uma plataforma de gerenciamento
de redes.

3.4. Plano de Trabalho e Resultados Esperados

O plano de trabalho apresentado a seguir segue a mesma organização


apresentada na descrição do projeto. Para facilitar a visualização do cronograma, os
subprojetos são numerados e as tarefas são identificadas (usando letras) de forma
independente do subprojeto ao qual pertencem.

3.4.1. GERENCIAMENTO DE REDES DE COMPUTADORES

Subprojeto 1. integração dos modelos OSI e TCP/IP

Tarefa A- Estudo de interfaces existentes e especificação da interface de


programação de gerência (API) a ser adotada.

Descrição: Esta atividade envolve o estudo de interfaces propostas e/ou


implementadas. Como resultado desta atividade inicial, será gerado um documento contendo
um resumo do estudo desenvolvido. A tarefa inclui também o estudo da adequação do
CORBA como modelo a ser usado e também em termos de ferramentas de implementação
existentes. A seguir o grupo envolvido partirá para a especificação da API adotada, se

25
26

possível e considerado adequado, com o uso de uma ferramenta de implementação do


CORBA.

Resultado esperado: a especificação da API, possivelmente usando a


linguagem de definição (IDL) do CORBA. Esta API deve prover uma abstração em relação
aos protocolos de comunicação utilizados para a gerência de diferentes dispositivos.

Tarefa B- Implementação da API proposta.

Descrição: Esta tarefa envolve a implementação da API sobre agentes


OSI, SNMP e SNMPv2. A escolha das ferramentas de implementação a serem usadas nesta
fase é dependente do estudo feito na tarefa A.

Resultado esperado: protótipos disponíveis.

Subprojeto 2. desenvolvimento de um toolkit para aplicações de


gerenciamento transportável para diferentes plataformas

Tarefa C- Estudo e especificação do toolkit a ser desenvolvido.

Descrição: Esta tarefa envolve o estudo de ferramentas existentes para o


desenvolvimento de aplicações de gerência, sobretudo no que se refere ao suporte para
facilidades gráficas. Esta tarefa será feita em conjunto com a tarefa E, onde será feito o
projeto de uma interface específica de gerência, de modo a obter insumos em relação às
facilidades que o toolkit deve oferecer.

Resultado esperado: a especificação da ferramenta.

Tarefa D- Implementação do toolkit de gerência.

Descrição: Esta tarefa envolve a implementação do toolkit especificado


pela tarefa C. Duas implementações serão desenvolvidas, com o objetivo de comparar
funcionalidades e investigar qual a melhor plataforma para efeitos de flexibilidade e

26
27

transportabilidade. A implementação, como uma extensão da proposta de ROSE, utilizará


Tcl/Tk.

Resultado esperado: protótipos disponíveis.

Subprojeto 3. desenvolvimento de uma interface gráfica de


gerenciamento com facilidades de manipulação direta para configuração dos dados a
serem monitorados e para controle

Tarefa E- Estudo e especificação de uma aplicação de gerência

Descrição: Nesta tarefa serão estudadas aplicações de gerência existentes


e características desejáveis para configuração de monitoramento e controle. Em particular,
serão estudadas facilidades que permitam ao administrador de sistemas configurar as
informações exibidas e controlar os dispositivos gerenciados através da manipulação direta de
objetos gráficos.

Resultado esperado: uma especificação da interface desejada.

Tarefa F- Implementação da interface especificada em E.

Descrição: Esta tarefa só poderá ser iniciada depois da conclusão da


implementação conduzida em D, uma vez que a implementação desta interface funcionará
como um teste dos dois toolkits desenvolvidos.

Resultado esperado: protótipo de ferramenta com as características


propostas em funcionamento.

Tarefa G- Experimentação com a ferramenta desenvolvida.

Descrição: Nesta fase a ferramenta desenvolvida em F será colocada em


uso por administradores de sistemas em diferentes instituições e sua funcionalidade e
aceitação avaliada de perto pelos integrantes do projeto. Esta fase envolve diversas
instituições por julgar-se-á interessante o teste da ferramenta em diferentes ambientes e
configurações de redes. Em particular, os testes na FAPESP permitirão o uso da ferramenta
em um contexto de controle de grandes redes.

27
28

Resultado esperado: relatório técnico avaliando os resultados de uso das


ferramentas desenvolvidas.

Subprojeto 4. desenvolvimento de um ambiente integrado de


gerenciamento

Tarefa H- Migração das ferramentas do projeto de ROSE para


plataforma DOS-Windows.

Descrição: Esta tarefa envolve a instalação do ambiente Tcl/Tk e das


demais ferramentas de suporte de comunicação necessárias para instalação das ferramentas do
projeto de ROSE em ambiente DOS/Windows.

Resultado esperado: protótipo do ambiente computacional de gerência


instalado nesta plataforma.

Tarefa I- Especificação de um ambiente de gerência integrado.

Descrição: Nesta tarefa o grupo da FAPESP realizará um levantamento


de seu comportamento operacional diante de falhas da rede e pedidos de intervenção de forma
a desenvolver uma especificação de um ambiente com respostas programadas a eventos na
rede e endereçamento automático de solicitações aos técnicos responsáveis.

Resultado esperado: documento de especificação.

Tarefa J- Implementação do ambiente integrado.

Descrição: Esta tarefa envolve a implementação do ambiente


especificado em I, com o uso do ambiente instalado em H, na plataforma DOS/Windows, e do
mesmo ambiente na plataforma UNIX, já disponível atualmente. Seria extremamente
interessante usar o toolkit desenvolvido na tarefa D, mas se julga que não será possível
esperar a finalização de sua implementação.

28
29

Resultado esperado: protótipo de ambiente integrado de gerência de


redes em funcionamento.

Tarefa K- Experimentação com o ambiente integrado.

Descrição: Dada a dificuldade associada à criação de um ambiente como


este, julga-se conveniente que a experimentação seja feita como parte do processo de
desenvolvimento, não esperando a finalização da implementação. A medida que os módulos
do ambiente integrado forem completados, eles serão colocados em funcionamento de forma a
fornecer insumos para as outras etapas da implementação.

Resultado esperado: relatório técnico com descrição da experiência;


realimentação do processo de realização de protótipo.

Subprojeto 5. estudo do gerenciamento como base para planejamento


e como base para reconfiguração dinâmica

Tarefa L- Criação de um modelo de dados para planejamento

Descrição: Como existe muito pouco trabalho desenvolvido na área de


ferramentas de planejamento de redes, é necessário, em uma primeira etapa, realizar um
estudo da prática atual de planejamento, analisando como padrões de tráfego devem
influenciar este planejamento. Esta fase inclui também a comparação de dados monitorados
pelos mecanismos de gerência com o desempenho da rede, para identificação de padrões
relevantes.

Resultado esperado: um relatório contendo as conclusões alcançadas.

Tarefa M- Especificação e implementação da ferramenta de


planejamento;

29
30

Descrição: Utilizando o toolkit de gerência obtido como resultado da


tarefa D, será desenvolvida uma ferramenta que recolha os dados identificados como
resultado da tarefa L.

Tarefa N- Estudo de um modelo para reconfiguração dinâmica.

Descrição: Nesta tarefa serão feitos estudos sobre a possibilidade de uso


de dados coletados por ferramentas de gerência para a reconfiguração dinâmica da rede. O
objetivo é analisar que estatísticas e análises poderiam ser tomadas como insumo para
decisões sobre roteamento ou balanceamento de tráfego entre rotas alternativas. Esta tarefa
será feita em colaboração com a tarefa L, pois se julga que muitos dados relevantes naquele
caso também serão neste. Cabe ressaltar que estas são tarefas de cunho mais de pesquisa do
que de desenvolvimento, no sentido que o objetivo não é necessariamente o desenvolvimento
de uma ferramenta, e sim a investigação sobre a viabilidade de ferramentas.

Resultado esperado: relatório técnico com as experiências realizadas e


conclusões.

Tarefa O- Implementação paralela de análises para reconfiguração (se


cabível).

Descrição: Intuitivamente, um dos problemas associados à tarefa de


reconfiguração dinâmica é o processamento dos dados coletados em tempo suficientemente
pequeno para que os resultados ainda sejam relevantes como insumo para ações de controle.
Caso este problema seja de fato identificado, pretende-se investigar o uso da rede para
paralelizar este processamento, através do uso de uma ferramenta como PVM.

Resultado esperado: protótipo de software e relatório técnico.

30
31

3.4.2. REDE DE GERENCIAMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES

Subprojeto único

Tarefa A: Levantamento do estado da arte e estudo comparativo de


plataformas TMNs existentes no mercado.

Descrição: essa atividade tem por objetivo produzir um documento com


as principais plataformas TMNs disponíveis, detalhando os serviços oferecidos e tecnologias
envolvidas. Uma análise comparativa das funcionalidades presentes em cada plataforma será
feita.

Resultado esperado: relatório técnico.

Tarefa B: Familiarização com o ambiente computacional de


especificação e desenvolvimento.

Descrição: essa atividade tem por objetivo promover o treinamento dos


parceiros nas ferramentas a serem utilizadas na especificação e desenvolvimento de sistemas,
tais como linguagens C e C++, sistema operacional UNIX, modelo OSI e SNMP de
gerenciamento etc.

Resultado esperado: capacitação dos participantes

Tarefa C: Especificação de requisitos funcionais com vistas a definir as


restrições inerentes a cada serviço mencionado na descrição dos objetivos.

Descrição: essa atividade consistirá em definir as facilidades que


deverão estar presentes nos serviços a serem desenvolvidos para integração com a interface
padronizada.

Resultado esperado: relatório técnico.

Tarefa D: Especificação dos módulos funcionais da arquitetura TMN a


serem implementados nos protótipos.

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Descrição: nessa atividade serão definidos os módulos da arquitetura


TMN que serão implementados por ocasião da fase de prototipagem. Esses módulos serão
especificados em função dos requisitos funcionais já preestabelecidos.

Resultado esperado: relatórios técnicos.

Tarefa E: Modelagem da informação através da definição das classes


de objetos gerenciados que farão parte das MIBs a serem instaladas nos agentes.

Descrição: essa atividade tem por objetivo a especificação no formato


OSI de definição de informações de gerenciamento (GDMO) das classes de objetos que
representam os recursos (lógicos e físicos) a serem gerenciados.

Resultado esperado: relatórios técnicos e especificação formal (ASN.1)


das MIBs.

Tarefa F: Especificação funcional e desenvolvimento da interface entre


os módulos de serviço do sistema de apoio de prestação de serviço (SPS) na Embratel e a
interface padronizada TMN.

Descrição: essa atividade consistirá em especificar e desenvolver a


interface que permitirá a integração de aplicações (serviços) pré-TMN, existentes no sistema
de apoio de prestação de serviço na EMBRATEL, no ambiente padronizado TMN.

Resultado esperado: relatórios técnicos e protótipos de software.

Tarefa G: Especificação do ambiente computacional a ser utilizado por


ocasião do desenvolvimento de protótipos, através da definição de hardware e software
envolvidos.

Descrição: essa atividade consistirá no detalhamento de hardware e


software necessários à especificação e desenvolvimento dos sistemas identificados nos
objetivos do projeto.

Resultado esperado: documento contento um memorial descritivo de


todos os componentes a serem instalados nos laboratórios dos parceiros envolvidos.

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Tarefa H: Especificação e desenvolvimento de ferramentas de auxílio ao


projetista de aplicações OSI de gerenciamento.

Descrição: essa atividade consistirá no estudo de mecanismos que


permitam ao projetista de aplicações desenvolver sistemas de forma eficiente e automatizada.
A metodologia a ser proposta será validada através de protótipos a serem desenvolvidos.

Resultado esperado: relatórios técnicos e protótipos de software.

Tarefa I: Especificação e desenvolvimento do mecanismo de integração


de aplicações com interfaces não conformes à arquitetura TMN às interfaces padronizadas.

Descrição: essa atividade consistirá em especificar e desenvolver um


mecanismo integrador genérico, capaz de adaptar elementos de rede proprietários à
arquitetura TMN através do fornecimento do serviço e protocolo CMIS/P nas suas interfaces.

Resultado esperado: relatórios técnicos e protótipo.

Tarefa J: Instalação do ambiente computacional (C, C++, UNIX,


OSIMIS/ISODE etc) necessário ao desenvolvimento de protótipos.

Descrição: essa atividade consistirá em disponibilizar o parque


computacional necessário ao desenvolvimento do projeto.

Resultado esperado: o ambiente computacional instalado em cada


instituição envolvida neste tema.

Tarefa K: Especificação e desenvolvimento de uma metodologia para o


desenvolvimento de agentes inteligentes, visando o tratamento de alarmes.

Descrição: essa atividade tem por objetivo o estudo de uma metodologia


para o desenvolvimento de agentes capazes de tratar inteligentemente os eventos espontâneos
que ocorrem sobre os elementos de rede gerenciados, filtrando-os adequadamente antes de
enviá-los às aplicações que previamente manifestaram interesse.

Resultado esperado: relatório técnico e protótipo

33
34

3.4.3. Cronograma

O cronograma é apresentado na página seguinte em forma de uma tabela para cada


um dos dois temas descritos no Plano de Trabalho. Totalizando oito trimestres de execução,
implementação e teste.

Gerenciamento de Redes de Computadores


Trimestres
Tarefas
1 2 3 4 5 6 7 8
A X X
B X X
C X X
D X X X
E X X
F X X X
G X
H X X
I X X
J X X X X X
K X X X X
L X X X
M
N X X X
O X X X

Tabela 1: Cronograma Redes

Rede de Gerenciamento de
Telecomunicações
Trimestres
Tarefas
1 2 3 4 5 6 7 8
A X
B X
C X X
D X X
E X X X X X
F X X X X X
G X
H X X X X X X X X
I X X X X X X X
J X X X
K X X X X X X

Tabela 2: Cronograma Telecomunicações

34
35

3.4.5. CUSTOS

As despesas de capital, serão única e exclusivamente, as mínimas e necessárias para perfeita


execução e andamento das tarefas descritas no projeto (estações de trabalho, softwares,
livros...).

35
36

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