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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

YARA MARINELLI

EFEITOS DO TREINAMENTO DE HIDROGINÁSTICA NA FORÇA DE MEMBROS


INFERIORES DE MULHERES IDOSAS

MARINGÁ
2010
YARA MARINELLI

EFEITOS DO TREINAMENTO DE HIDROGINÁSTICA NA FORÇA DE MEMBROS


INFERIORES DE MULHERES IDOSAS

Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia)


apresentado à Universidade Estadual de Maringá
– UEM como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharelado em Educação Física.

Orientador (a): Prof ª. Dra. Fabiana Andrade Machado

MARINGÁ

2010
YARA MARINELLI

EFEITOS DO TREINAMENTO DE HIDROGINÁSTICA NA FORÇA DE MEMBROS


INFERIORES DE MULHERES IDOSAS

Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia)


apresentado à Universidade Estadual de Maringá
– UEM como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharelado em Educação Física.

Aprovado em ____/ _____/ _____

COMISSÃO EXAMINADORA

Prof ª. Dra. Fabiana Andrade Machado


Universidade Estadual de Maringá - UEM

Prof. Ms. Claudio Kravchychyn


Universidade Estadual de Maringá - UEM

Prof ª. Ms. Luciane Cristina Arantes da Costa


Universidade Estadual de Maringá - UEM
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais,

que sempre estiveram ao meu lado,

dando-me o apoio necessário.


AGRADECIMENTOS

Agradeço ao apoio de meus familiares, pois com sua contribuição este


trabalho pode ser concluído. Agradeço principalmente ao meu pai, José, a minha
mãe, Janete e ao meu irmão, Marcelo por todo esforço a mim dedicado.

Meu muito obrigado a DEUS, por me ajudar dando forças para vencer
todos os obstáculos de minha vida.

Agradeço também aos meus amigos de faculdade, pela parceria durante


estes 5 anos.

Também meu obrigado a minha orientadora Profª. Dra. Fabiana Andrade


Machado pela compreensão e apoio, até mesmo nos momentos difíceis durante
a realização desta pesquisa.

Agradeço também a todas as idosas que contribuíram para a realização


deste trabalho.
RESUMO

O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos da prática do treinamento de


hidroginástica na força de membros inferiores de mulheres idosas. A amostra foi
composta por 17 mulheres, com idade média de 65,8 ± 5,46 praticantes de
hidroginástica regularmente. Foram aferidas medidas antropométricas e após
este procedimento as mesmas realizaram o teste “sentar e levantar” sugerido e
padronizado pelo American for Health, Physical Education, Recreation and
Dance (AHHPERD), a fim de mensurar a força de membros inferiores. Verificou-
se que as idosas avaliadas apresentaram melhoras em sua força muscular de
membros inferiores. O número de repetições do teste “sentar e levantar” no
momento pré foi de 12,35 ± 3,12 apresentando 16,65 ± 3,32 no momento pós
treinamento. Quanto às medidas antropométricas aferidas, massa corporal e
Índice de Massa Corporal (IMC) não houve diferença estatisticamente
significativa. Sugere-se que a prática de hidroginástica pode melhorar a força de
membros inferiores em mulheres idosas.

Palavras-chave: exercício físico, aptidão física, terceira idade.


ABSTRACT

The aim of this study was to investigate the effects of the practice of gymnastics
training on lower limb strength in older women. The sample comprised 17
women, mean age 65.8 ± 5.46 practicing gymnastics regularly. Anthropometric
measurements were taken after this procedure and performed the same test
"chair stand" and suggested the American standard for Health, Physical
Education, Recreation and Dance (AHHPERD) in order to measure the strength
of lower limbs. It was found that the elderly evaluated showed improvement in
muscle strength of lower limbs. The number of repetitions of the test, sit and
stand "at the moment before was 12.35 ± 3.12 16.65 ± 3.32 showing the day
after training. Regarding the anthropometric measurements were taken, body
mass and body mass index (BMI) showed no statistically significant difference. It
is suggested that the practice of gymnastics can improve lower limb strength in
older women.

Key-words: physical exercise, physical fitness, senior citizens.


LISTA DE TABELAS

TABELA 1 – Valores médios ± desvio padrão (DP) das variáveis antropométricas


pré e pós treinamento de hidroginástica..............................................................35
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 – Valores médios ± desvio padrão (DP) do número de repetições do


teste “sentar e levantar” pré e pós treinamento de hidroginástica.......................38
LISTA DE ABREVIATURAS

AVD – Atividades de vida diária

DP – Desvio Padrão

GH – Growth Hormone (Hormônio do Crescimento)

IMC – Índice de Massa Corporal

%GC – Porcentagem de Gordura Corporal


LISTA DE ANEXOS

ANEXO I – Parecer de autorização do Comitê Permanente de Ética em Pesquisa


Envolvendo Seres Humanos................................................................................51

ANEXO II – Carta de Autorização ao clube recreativo........................................52

ANEXO III – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.................................53


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 13
13
2. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................ 15
15
2.1. IDOSOS E O EFEITO DO ENVELHECIMENTO............................. 15
15
2.2. ENVELHECIMENTO E FORÇA MUSCULAR ................................ 18
18
2.3. ATIVIDADE FÍSICA E O IDOSO ................................................... 22
2.4. HIDROGINÁSTICA E A TERCEIRA IDADE .................................. 25
25
3. JUSTIFICATIVA..................................................................................... 29
29
4. OBJETIVOS........................................................................................... 30
30
4.1. Objetivo Geral .................................................................................. 30
4.2. Objetivo Específico ......................................................................... 30
30
5. METODOLOGIA.................................................................................... 31
31
5.1 LOCAL............................................................................................ 31
31
5.2 AMOSTRA ...................................................................................... 31
31
5.3 DESIGN EXPERIMENTAL ............................................................. 31
31
5.4 AVALIAÇÕES.................................................................................. 32
32
5.5 TREINAMENTO.............................................................................. 34
5.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA................................................................. 35
6. RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................... 35
35
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................. 42
42
8. REFERÊNCIAS ..................................................................................... 43
43
9. ANEXOS ................................................................................................ 50
51
13

1. INTRODUÇÃO

O envelhecimento da população mundial vem se tornando algo notório,

segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil em

2020 será o sexto país no que diz respeito à população de idosos no planeta.

Partindo desta informação, precisamos compreender que juntamente com

o aumento desta população, estão as limitações físicas que ela enfrenta.

Durante o processo de envelhecimento, alterações no sistema cardiorrespiratório

e na estrutura musculoesquelética, implicam na redução da capacidade

funcional do indivíduo (PAPALÉO NETTO; BORGONOVI, 1996; JANSSEN et al.,

2004).

O declínio das capacidades funcionais tem como fatores determinantes o

desuso devido à redução nos níveis de atividade física ou a imobilização (UENO,

1999). Para Owen et al. (2000), a inatividade física aumenta o risco de doenças

crônicas não transmissíveis, no entanto, a participação em programas de

exercícios físicos regulares pode intervir efetivamente na redução ou na

prevenção do declínio funcional associado ao envelhecimento (MAZZEO et al.,

1998).

Para Erim et al. (1999) e Connelly et al. (1999) a diminuição de

desempenho motor, ocasionada pelo envelhecimento, está associada a

profundas alterações na unidade motora, mais precisamente nos elementos

neurais que sofrem degeneração fazendo com que os componentes restantes se

reorganizem, alterando as propriedades de cada unidade motora.

Os idosos precisam passar a conviver com a redução das fibras

musculares após os 60 anos, o ritmo de perda se acelera levando a uma atrofia


14

e consequentemente, ao declínio da força muscular, podendo causar a

diminuição da amplitude do movimento e aumento do tônus (JACOB; ISHIZUKA,

2004).

Segundo dados da Vigitel (BRASIL, 2007) grande parte da população

idosa encontra-se no estado de inatividade física representada nos 50,3% das

mulheres e 65,4% dos homens acima dos 65 anos, em pesquisa realizada nas

capitais brasileiras.

Sendo assim, podemos compreender que a prática de exercícios físicos

regulares tem importância fundamental no combate ao sedentarismo,

contribuindo de maneira positiva na manutenção da aptidão física do idoso

(ALVES et al., 2004). Porém, vale ressaltar que nesta etapa da vida é preciso

respeitar o período de adaptação do indivíduo e suas condições físicas e

fisiológicas (FREITAS et al., 2002).

Para Rocha (2001) a atividade de maior aceitação por parte do grupo

idoso é a hidroginástica por apresentar vantagens, como a execução dos

exercícios sem sobrecarga, impedindo que as articulações sofram com o

impacto. Rabelo et al. (2003) ainda enfatizam que a escolha da prática de

exercícios físicos voltada para a população idosa deve ser cautelosa, pois o

sedentarismo está presente no cotidiano da maioria deles.

Portanto, um programa de exercícios físicos deve levar em consideração

a eficiência, segurança e motivação, fatores estes facilmente encontrados em

atividades realizadas ao meio líquido, como é o caso da hidroginástica, capaz de

proporcionar inúmeros benefícios à saúde, como melhorias no nível de força,

potência aeróbia e composição corporal. (MIYOSHI et al., 2004; ALBERTON et

al., 2005).
15

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 IDOSOS E O EFEITO DO ENVELHECIMENTO

No ano de 2050, estima-se que a população mundial, segundo a ONU,

será de nove milhões e a metade terá mais de 60 anos. Juntamente com esta

crescente estão os diversos problemas que a população idosa enfrenta, dentre

elas está a inatividade física estudos demonstram que quanto ao comportamento

para o exercício físico, conforme a Teoria dos Estágios de Mudança de

Comportamento indivíduos idosos tendem mais facilmente a se enquadrar nos

estágios de pré-contemplação ou no estágio de manutenção, ou seja, não

concretizam os planos de praticar exercício físico (NIGG et al., 1999).

Tornar-se um indivíduo idoso, está associado ao aumento da idade

cronológica e a diminuição ou falta da atividade física, levando ao declínio das

capacidades funcionais (MATSUDO, 2001).

Porém, para compreendermos com exatidão o tema que fundamenta

nosso capítulo precisamos conceituar envelhecimento. Segundo Spirduso

(2005), o termo envelhecimento é usado para se referir a um conjunto de

processos que ocorrem em um organismo vivo, e com o passar dos anos este

organismo acaba sofrendo perda de adaptabilidade, deficiência funcional, e

conseqüentemente acarretando à morte.

Rodrigues (1996) compreende envelhecimento, como um processo onde

ocorrem mudanças nas células, nos tecidos e no funcionamento dos diversos

órgãos. Envelhecimento representa o conjunto de conseqüências ou os efeitos


16

da passagem do tempo, pode ser considerado biologicamente como a involução

morfofuncional que afeta todos os principais sistemas fisiológicos principais

(MORAES, 2009).

O processo natural do envelhecimento acarreta ao idoso, redução na

capacidade física e funcional, perda de força além de estar associado a diversas

doenças crônico-degenerativas (MELLO, 2004; CÔRTES, SILVA, 2005). Sabe-

se também que a flexibilidade tende a declinar com o envelhecimento (BEMBEN;

McCALIP, 1999), devido ao desuso, ou até mesmo por estresse mecânico e

doenças.

Por outro lado, Andrews (2001 apud CARVALHO; SOARES, 2004),

entende que durante o processo de envelhecimento, é preciso ir além dos

aspectos relacionados com a saúde, e compreender que neste período é preciso

desenvolver competências que permitam ao idoso realizar as suas tarefas

básicas diárias sem depender de terceiros.

Partindo deste entendimento, Meirelles (2000) classifica o envelhecimento

de três maneiras: sobre o aspecto biológico, que se trata de um processo de

envelhecimento do corpo e de suas capacidades funcionais, pelo aspecto

psicológico, que se refere à função cognitiva, e através do aspecto social, onde

ocorre a perda de união com a sociedade, acarretando assim o isolamento do

idoso.

Por outro lado, Moraes et. al. (2009), classificam o envelhecimento,

apenas como um processo biológico e psíquico, onde o primeiro é de natureza

multifatorial e depende da programação genética e das alterações que ocorrem

em nível celular-molecular, já o segundo processo, depende exclusivamente de


17

adaptações de estímulos ambientais, para que assim o idoso tenha condições

de possuir funcionalidade comparável a de adultos jovens.

Com o passar dos anos, os sinais de deficiência funcional vão

aparecendo de maneira discreta, no decorrer da vida, sendo chamados de

senescência, sem que haja comprometimento das relações e a gerência de

decisões, sendo assim este processo não pode ser considerado uma doença.

Em condições basais, o idoso não apresenta alterações no funcionamento ao

ser comparado com o jovem. A diferença manifesta-se nas situações nas quais

se torna necessária a utilização das reservas homeostáticas, que no idoso são

mais fracas. Além disso, todos os órgãos ou sistemas envelhecem de forma

diferenciada, tornado a variabilidade cada vez menor (MORAES et al., 2009).

No envelhecimento biológico é possível verificar a deficiência nos diversos

sistemas do corpo humano, o sistema esquelético, sofre com a fragilidade dos

ossos, aumentando assim o risco de fraturas, já o sistema muscular, tende a

reduzir massa e força, provocando dificuldade em manter o equilíbrio,

acarretando a realização de uma marcha mais lenta e arrastada (RODRIGUES,

1996).

Estes processos de redução funcional podem ser detectados através de

estudos realizados na área. Pont Geis (2003) constatou que as alterações

também podem ser observadas no sistema nervoso, a explicação se dá pelo fato

da diminuição do número de neurônios, principalmente nos lóbulos frontais e

temporais. Os axônios sofrem uma redução de aproximadamente 35%, além da

diminuição da quantidade de sangue que irriga o cérebro, em 12% entre 45 e 85

anos.
18

Quanto às modificações hormonais, as secreções de estrógeno sofrem

uma redução, favorecendo o acúmulo de gordura corporal, podendo contribuir

para a redução da força muscular, neste aspecto mulheres idosas são as mais

prejudicadas, pois os declínios funcionais já são acentuados devido o período da

menopausa (GIBNEY, 2007).

Após os 50 anos a produção dos hormônios sexuais sofre decréscimo

entre 0,4% e 0,85% por ano, esta redução caracteriza um quadro de

hipoandrogenismo e pode ser detectado devido o surgimento de diversos

sintomas físicos e emocionais (BONACCORSI, 2001).

Todas estas modificações sofridas durante o envelhecimento fazem com

que as funções gerais tenham um declínio. Quando nos referimos ao

desempenho motor, estas modificações estão associadas a profundas

alterações nas unidades motoras, uma vez que os elementos neurais passam

por um período de degeneração, os componentes restantes se reorganizam e

cada unidade motora altera suas propriedades. Uma forma encontrada de

compensar a unidade motora sobrevivente é aumentar seu tamanho, através do

aumento do número de fibras musculares inervadas por esta unidade (ERIM et

al., 1999; CONNELLY et al., 1999).

2.2 ENVELHECIMENTO E FORÇA MUSCULAR

Diante de todos os processos de redução das capacidades funcionais, é

de extrema importância compreender o processo de envelhecimento muscular.

Bean (1999) define força muscular como a quantidade de força que um músculo

pode produzir, podendo sofrer interferência do tamanho deste músculo, ou seja,


19

quanto maior o músculo, maior a força nele produzida, segundo a autora, esta

força pode ser adquirida por meio de treinamento de resistência, ou seja, o

músculo é forçado a realizar um trabalho extra, chamado de sobrecarga,

induzindo ao aumento de força, que se dá da seguinte forma: quando ocorre a

contração muscular devido à resistência, a síntese de proteínas musculares é

estimulada, formando pequenas fissuras nas fibras musculares e no tecido

conectivo, depois de um período de repouso e recuperação, novas proteínas são

construídas, o tecido conectivo é restaurado, as fibras musculares tornam-se

maiores e o diâmetro do músculo aumento, aumentando conseqüentemente a

força.

Doherty et al. (1993) afirmam que durante o envelhecimento, a força sofre

um decréscimo, este fenômeno pode ser notado com mais evidência a partir dos

60 anos, principalmente entre as mulheres. A força muscular máxima é

alcançada por volta dos 30 anos, e começa a decair entre os 50 e 70 anos,

cerca de 15% a cada década (ROOK et al., 1993).

A redução de massa magra e força muscular, durante o envelhecimento é

definida como sarcopenia, onde o declínio das funções músculo-esqueléticas é

detectado juntamente com a redução de outros sistemas fisiológicos (ORSATTI

et al., 2006).

Para Silva et al. (2006) sarcopenia trata-se de uma variável utilizada para

definir a síndrome de fragilidade, muito encontrada em idosos, gerando um

maior risco de quedas, fraturas, incapacidade, dependência, hospitalização

recorrente e mortalidade. Porém em seu estudo os autores apontam o caráter

reversível da sarcopenia, ou seja, a capacidade física apresenta grande

potencial de reabilitação.
20

O estudo das causas da sarcopenia ainda não é totalmente conhecido,

porém sabe-se que fatores causais como o sedentarismo e as alterações do

processo metabólico provocadas pelo decréscimo na produção e ação do

hormônio do crescimento (GH) e hormônios sexuais possuem ampla relação

com este processo de redução de força muscular (ORSATTI et al., 2006).

Segundo Vandervoort (1998), com o envelhecimento, o ritmo de perda de

fibras musculares se acelera, acarretando uma atrofia muscular e

consequentemente a uma perda de força, além da diminuição da amplitude do

movimento e ao aumento do tônus. As fibras musculares passam a dar espaço

ao tecido conjuntivo, o que leva a um aumento do colágeno interstical no

músculo do indivíduo idoso (JACOB; ISHIZUKA, 2004).

Esta redução de força pode ser notada com mais expressividade nos

músculos dos membros inferiores, mais precisamente nos músculos de ação

antigravitacional, como é o caso do quadríceps (TIDEIKSAAR, 1998). A

diminuição de força neste grupamento muscular mostra em um número mais

acentuado de quedas entre idosos (RINGSBERG et al., 1998). Embora se

estime que apenas 10% das quedas resultam em fraturas ósseas graves,

Schultz (1992) reflete que cerca de 20% das mulheres idosas que sofreram

fraturas na pelve, não sobreviveram para além do primeiro ano e outras 20%

ficaram com limitações na mobilidade resultando na dependência de outros.

A redução de força muscular traz conseqüências para a autonomia

funcional do idoso. Lathan et al. (2005) afirmam que os níveis reduzidos de força

estariam associados à menor velocidade de caminhada e à inaptidão resulta um

aumento do risco de quedas e fraturas. O idoso torna-se incapaz de realizar


21

tarefas mais simples do dia-a-dia, reduzindo assim, sua qualidade de vida

(RHODES et al., 2000; JUDGE et al., 1993).

Gonçalves (2006) mostra em um estudo que verificou a relação das

quedas com os idosos e as taxas de mortalidade e internações, que as quedas

ocupam o terceiro lugar nas taxas de mortalidades por causas externas, já em

relação à morbidade as quedas ocupam o primeiro lugar nas internações.

Com o envelhecimento o idoso sofrerá aceleração no processo de perda

de fibras musculares, uma vez que ocorrerá diminuição dos estímulos cerebrais

aos grandes grupos musculares (ALVES, et al., 2004; MAIOR, 2004). Silva et al.

(2006) apontam a inatividade física como um importante fator na diminuição de

massa muscular e diminuição das aptidões físicas, esta inatividade provoca no

indivíduo idoso a sensação de medo e a diminuição de sua auto confiança para

realizar tarefas do cotidiano, fazendo com que o idoso se torne cada vez mais

inativo, limitando progressivamente sua capacidade funcional (PERRACINI;

RAMOS, 2002).

Durante o envelhecimento, ocorre a degeneração dos neurônios, mais

especificamente dos motoneurônios que são responsáveis por levar informações

cerebrais a todos os músculos do corpo, além de inervarem todos os tipos de

fibras musculares, sendo em sua grande maioria as fibras do tipo II ou de

contração rápida (GUYTON; HALL, 2006). Esta ruptura entre o motoneurônio e o

músculo provoca a denervação de fibras musculares e posteriormente degenera

estas fibras resultando em uma atrofia muscular, implicando assim, na

diminuição da força muscular e da velocidade da contração (ZHONG; CHEN;

THOMPSON, 2007).
22

Piton (2004) aponta ainda que a redução progressiva da massa muscular

acarreta em uma substituição do tecido muscular por colágeno e gordura,

transformando a composição corporal do idoso. Além de todos estes fatores,

durante o processo de envelhecimento é possível compreender que a redução

da massa muscular está relacionada ao declínio da produção de hormônios

sexuais e conseqüentemente na diminuição de quase 15% do metabolismo

basal do idoso, este processo hormonal se faz de grande importância, pois o

tecido muscular requer de grande quantidade de energia na manutenção de

suas funções (SILVA et al., 2006).

Sendo assim, Suetta et al. (2007) ressaltam a importância da realização

de exercícios de força para a reversão da atrofia muscular, aumento de força e

melhora da aptidão funcional em idosos com sarcopenia, confirmando o estudo

de Silva et al., (2006) que diz que o método mais eficaz para se conseguir a

prevenção e assim reverter o quadro de sarcopenia são exercícios de

resistência.

2.3 EXERCÍCIO FÍSICO E O IDOSO

A inatividade física nos dias de hoje, se tornou um fenômeno típico do

progresso e desenvolvimento tecnológico, agregada aos hábitos de vida

sedentária. Baseados nessa profunda transformação na história da humanidade

podem destacar como necessário uma mudança no estilo de vida, para que

assim possamos propiciar não somente mais anos de vida, como também uma

melhora na qualidade de vida, que principalmente pra os idosos, reflete na

manutenção da autonomia, funcionalidade, acesso facilitado aos recursos da


23

saúde, ou seja, o idoso passa a ter mais condições de viver uma vida mais feliz

e independente (PORTO, 2008).

Assim como em todas as etapas da vida, a prática regular de exercício

físico tende a melhorar significativamente a saúde, porém quando mencionamos

o indivíduo idoso, isto fica mais evidente, contribuindo para a saúde

cardiovascular e neuropsicológica e sendo um agente de ação contra o câncer,

diabetes, artrites e osteoporose (WALLACE; LAHTI, 2005).

Para O’Brien Cousins (1995) todas estas melhorias tratam-se de uma

parcela dos inúmeros benefícios provocados pela prática de atividades

regulares, sendo assim, o exercício físico vem sendo tratado como um recurso

de sobrevivência para os idosos, muitos autores relacionam os benefícios

sociais, psicológicos e físicos à pratica de atividade física (BARNETT et al.,

2003; BOUCHARD; DESPRES, 1995; NETZ et al., 2005).

A prática de exercícios físicos para Matsudo, Matsudo e Barros Neto

(2001) é fundamental no combate ao sedentarismo da população idosa, estes

exercícios físicos podem ser tanto aeróbico quanto de resistência somados aos

de equilíbrio e de flexibilidade, porém para os autores quando o assunto é

reduzir a prevalência de quedas ocorridas com freqüência nesta etapa da vida,

exercícios de resistência são apontados como os principais para o ganho de

força e massa muscular.

Durante o processo de envelhecimento, o organismo sofre alterações

como um todo, sendo assim uma prescrição de programa de exercícios físicos

deve considerar a estimulação equilibrada de todos os sistemas corporais, dessa

forma, durante a realização do exercício físico, devem-se considerar aspectos

como postura e equilíbrio corporal, reações e movimentos rápidos, controlados e


24

precisos. Ao seguir estas recomendações, o treinamento passa a estimular

funções neuromotoras, que devem ser ativadas tanto quanto as funções

cardiorrespiratórias e músculo-esqueléticas (NEGRÃO; BARRETO, 2006 apud

PORTO, 2008).

Segundo Porto (2008), exercícios de força sofrem um declínio com o

avanço da idade, porém estudos demonstram a importância da execução dos

mesmos, para a manutenção do equilíbrio, agilidade e da capacidade funcional.

O exercício físico, melhora a qualidade de vida dos idosos, mais especificamente

a manutenção da força muscular, evitando assim a ocorrência de quedas e

conseqüentemente as fraturas, facilitadas pela descalcificação óssea comum

nesta faixa etária (ADAMS et al., 1999; CARTER et al., 2001; EDELBERG,

2001). Atividades voltadas ao idoso devem considerar as particularidades de

cada indivíduo participante e realizadas de forma gradual.

Porém, o desenvolvimento de um programa de exercício físico para o

idoso exige um planejamento, que por sua vez envolve diversos elementos,

dentre eles está a avaliação. Spirduso (1995) mostra que testes para aferir

capacidade físicas são fundamentais para o planejamento e proporcionam

parâmetros para a avaliação da afetividade do programa desenvolvido com o

idoso.

Desenvolver um programa de treinamento de força promove a

conservação das capacidades funcionais e tem sido utilizado com mais

frequência entre indivíduos mais velhos, uma vez que esta capacidade tende a

reduzir com o passar dos anos. Macaluso e De Vito (2004) retratam em estudos

evidências sobre o alcance da força máxima, esta se dá entre a segunda e a

terceira década de vida e mostra diminuição lenta ou imperceptível por volta de


25

50 anos de idade, quando começa a declinar aproximadamente de 12% a 15%

por década de vida, e tendo uma aceleração na perda a partir dos 65 anos de

idade.

Treinamentos de força são utilizados há décadas como forma de

manutenção das capacidades físicas da população idosa. Fiatarone et al., (1990)

afirmam que indivíduos com mais de 90 anos podem conseguir ganhos de força

durante treinamentos com períodos de oito semanas.

2.4 HIDROGINÁSTICA E O ENVELHECIMENTO

A hidroginástica surgiu na Alemanha com o objetivo de atender a

população idosa, pois se trata de uma atividade segura, não causando riscos ou

lesões às articulações, proporcionando bem-estar físico e mental (BONACHELA,

1994).

Hipócrates, por volta de 460 a 375 a.C. já utilizava o banho frio como

recreação, o banho quente e o banho feito em ambiente fechado com ar úmido

com a finalidade de uma maior transpiração (FIGUEIREDO, 1996). Segundo o

autor, em 1722, alemães usavam os banhos mornos para o relaxamento e

espasmos musculares. Anos depois, dois médicos de Liverpool, investigaram

sobre a utilização da água quente e fria, durante exercícios vigorosos, pois

acreditavam nos benefícios para o corpo. Em 1835, o doutor Winternitz de Viena

e os doutores Wright e Currier, realizam uma pesquisa e concluíram que as

várias temperaturas da água geravam benefícios e serviam como uma

alternativa de cura e tratamento na medicina.


26

Somente em 1903, nos Estados Unidos, foi inaugurado um centro de uso

terapêutico da água. A partir deste momento exercícios em meio líquido,

começaram a ser desenvolvidos com a finalidade estética e recreacionista

(NOGUEIRA, 1994). No Brasil, a hidroginástica foi inserida em clubes e

academias, na década de 80, para diversas faixas etárias (BONACHELA, 1994).

Entre adultos e idosos, uma das modalidades mais praticadas para a

melhoria da aptidão física é a hidroginástica. Esta aceitação segundo Sova

(1998), se dá pelo fato da flutuabilidade na água permitindo que o indivíduo,

incapacitado, realize movimentos sem se machucar, podendo até imprimir vários

níveis de intensidade. Submerso na água até a altura dos ombros, é possível

sentir a redução aparente de 90% do peso corporal, esta perda reduz

drasticamente a tensão nas articulações.

A prática de hidroginástica provoca melhora nos cinco componentes do

condicionamento físico: condicionamento aeróbico, força muscular, resistência

muscular, flexibilidade e composição corporal (SOVA, 1998).

Segundo Takeshima et al. (2002), a hidroginástica oferece aos praticantes

benefícios fisiológicos, como o aumento do VO2, da flexibilidade e da força

muscular, uma vez que exercícios em meio líquido ressaltam o estímulo dos

praticantes (KIHLSTRAND et al., 1999).

Atividades no meio líquido como a hidroginástica possuem um caráter

profilático e de contribuição que permitem ao indivíduo independência pessoal;

as musculaturas agonistas e antagonistas trabalham em alternância e

igualmente para vencer a resistência da água (PÖYHÖNEN et al., 2002).


27

Estes benefícios ocorrem graças às propriedades físicas da água. Para

Kruel (1995), estas propriedades são: densidade, flutuação, pressão hidrostática,

viscosidade e temperatura, as quais serão retratadas abaixo.

Quanto a sua densidade, é possível compreender seu índice através da

relação entre a unidade da massa de um corpo e a unidade de massa de igual

volume de água deslocado. Um corpo imerso em um meio líquido sofre empuxo

para cima equivalente ao peso do líquido deslocado. A densidade relativa do

corpo depende da densidade óssea, percentual de gordura, relaxamento ou

tensão muscular e da quantidade de ar nos pulmões e vias aéreas do indivíduo

(RAMALDES, 2002).

Em relação a sua propriedade de flutuação, a água possui uma

capacidade de manter um corpo sem apoio na superfície. Arquimedes

estabelece que quando um corpo está dentro da água, sofre a ação de duas

forças opostas: da gravidade, que se dá de cima para baixo e da flutuabilidade,

que consiste em uma força de baixo para cima (BATES; HANSON, 1996;

PALMER, 1990).

Quanto à pressão hidrostática, de acordo com lei de Pascal, a pressão

exercida por um líquido, de forma igualitária sobre todos os pontos da superfície

de um corpo imerso, e em repouso, afeta os órgãos internos do corpo e o

sistema vascular e respiratório, levando a diminuição de inchaços (NOGUEIRA,

1994).

Além das propriedades citadas acima a água possui benefícios que

podem ser atribuídos a mesma, graças a sua viscosidade. Para Rocha (2001), a

viscosidade consiste em um atrito realizado por moléculas de um líquido,

causando resistência ao fluxo do mesmo, e consequentemente essa resistência


28

se aplicará ao movimento realizado na água. O autor afirma ainda que ao se

movimentar em um meio líquido de alta viscosidade, há uma maior turbulência e

resistência causando maior consumo de energia ao praticante.

Para finalizar, também podemos citar a temperatura da água que

corresponde a uma das propriedades de maior importância no trabalho de

hidroginástica. Temperaturas elevadas fazem com que a freqüência cardíaca

aumente, provocando um maior consumo de oxigênio e produção de dióxido de

carbono, como também aumenta a elasticidade muscular, acarretando a uma

maior amplitude no movimento (BATES; HANSON, 1996).

Diante de todos estes benefícios, a hidroginástica tem se tornado uma

das práticas mais aceitas pela população idosa, uma vez que esta prática esta

associada a melhorias físicas e mentais (MAZO et al., 2006).


29

3. JUSTIFICATIVA

Com o aumento do número de idosos no Brasil, tornam-se importantes os

estudos realizados com este grupo etário e evidencia a importância e os

benefícios do exercício físico para a diminuição e prevenção de patologias e

para a manutenção dos níveis de aptidão física, além de promover a

socialização. Sendo assim a prática de hidroginástica vem de encontro com as

necessidades e vontades da população idosa.


30

4. OBJETIVOS

4.1 Objetivo Geral:

Verificar os efeitos da prática de hidroginástica na melhora da força de

membros inferiores em mulheres idosas.

4.2 Objetivo Específico:

Comparar o nível de força de membros inferiores em mulheres idosas, pré e

pós treinamento de oito semanas em hidroginástica.

Verificar a melhora na composição corporal de mulheres idosas após oito

semanas de treinamento em hidroginástica.


31

5. METODOLOGIA

5.1 LOCAL

A pesquisa foi desenvolvida nas dependências do clube esportivo

Mandaguaçu Tênis Clube (MATEC), localizado no município de Mandaguaçu,

Paraná. As sessões de treinamento foram aplicadas em uma piscina térmica

semi-olímpica, com profundidade em torno de 1,20 metros e com temperatura de

31 ± 2 ºC.

5.2 AMOSTRA

A amostra foi composta por 17 mulheres idosas, com média de idade de

65,8 ± 5,46 anos que praticam hidroginástica regularmente, todos os sujeitos

foram previamente selecionadas e convidadas a participar voluntariamente do

referido estudo, em seguida foram esclarecidas quanto aos procedimentos de

treinamento e coleta de dados aos quais seriam submetidas.

5.3 DESIGN EXPERIMENTAL

O referido projeto foi previamente aprovado pelo Comitê de Ética

Permanente de Pesquisa (COPEP) de acordo com o parecer Nº. 231/2010. Antes


32

do início dos procedimentos todas as idosas participantes assinaram o Termo de

Consentimento Livre e Esclarecido (ANEXO III).

Ao início da primeira semana e ao final da oitava semana de treinamento

foram aferidas medidas antropométricas, como massa corporal e estatura, além

da coleta de dados através do teste “sentar e levantar” sugerido e padronizado

pelo American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance

(AHHPERD). Trata-se de um instrumento de medida capaz de mensurar a força

de membros inferiores. Durante a coleta de dados a intensidade de esforço foi

controlada através da utilização da escala de Borg, além do monitoramento da

pressão arterial e da freqüência cardíaca, a fim de evitar qualquer incômodo ou

desconforto relacionado à saúde dos sujeitos analisados.

5.4 AVALIAÇÕES

O teste “sentar e levantar” tem o papel de mensurar a força de membros

inferiores e compreende o número máximo de repetições em que o indivíduo

consegue sentar e levantar no período de 30 segundos em uma cadeira de

aproximadamente 43 cm de altura e sem braços. Com as costas retas, os pés no

chão e os braços cruzados na linha do tórax, levantar e sentar-se repetidamente

por 30 segundos. O teste é realizado uma única vez, conta-se o número de

movimentos completos realizados no tempo determinado.

A coleta dos dados foi realizada antes da realização das sessões de

exercícios, para assim evitar a fadiga e não prejudicar o resultado. Durante a


33

coleta a intensidade de esforço foi controlada através da utilização da escala de

Borg, além do monitoramento da pressão arterial e da freqüência cardíaca,

utilizando um medidor de pressão de pulso automático da marca G-Tech, a fim

de evitar qualquer incômodo ou desconforto relacionado à saúde dos sujeitos

analisados.

Quanto à coleta das medidas antropométricas, o estudo contou com a

utilização de uma balança mecânica analógica da marca Maxi, com capacidade

de até 130 quilogramas para aferir a massa corporal de cada idosa, que por sua

vez deveria estar sem sapatos e vestindo o mínimo de roupa necessário,

camiseta e shorts. A estatura foi aferida por uma fita métrica afixada na parede

sem rodapé, estando a idosa com a cabeça, dorso, glúteos e calcanhares

encostados na superfície da parede, junto à fita métrica.

5.5 TREINAMENTO

As aulas foram divididas em três fases, que são: aquecimento,

desenvolvimento ou exercícios de resistência muscular e relaxamento ou

resfriamento, cada sessão durou em média 50 minutos e foi realizada com

freqüência de duas vezes por semana, durante um período de 8 semanas.

O foco do programa se deu na segunda fase, ou seja, nos exercícios de

resistência muscular, as atividades aplicadas exigiam vigor e ritmo, as aulas

foram estruturadas enfatizando exercícios para os membros inferiores, o

treinamento teve como base exercícios que estimulassem o fortalecimento de


34

músculos anteriores e posteriores da coxa, como flexão de quadril com extensão

de joelho e extensão do quadril com extensão de joelhos, a intensidade de

esforço sofreu progresso gradativo durante as sessões.

5.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA

Após a coleta de dados, os mesmos foram digitados em planilhas usando

o programa Excel 7.0. A análise descritiva dos resultados obtidos nas coletas foi

realizada através da utilização do pacote estatístico SPSS 13.0, para

comparação dos dados pré e pós treinamento. A normalidade dos resultados foi

conferida através do Teste de Shapiro-Wilk.

Os dados obtidos estão apresentados como média ± desvio padrão (DP),

a análise estatística avaliou dois momentos de observação (pré-pós) e a

comparação entre as médias foi realizada através do teste t de Student, uma vez

que a normalidade nos dados pode ser constatada adotando-se nível se

significância de p<0,05.
35

6. RESULTADOS E DISCUSSÃO

O presente estudo teve como objetivo comparar o nível de força de

membros inferiores e possíveis variações nas medidas antropométricas. A partir

dos dados coletados e analisados, verificamos os efeitos do treinamento de

hidroginástica em mulheres idosas.

A tabela 1 mostra aos valores médios ± desvio padrão (DP) das variáveis

antropométricas aferidas nos momentos pré e pós treinamento de hidroginástica

com duração de oito semanas as variáveis analisadas na tabela abaixo são:

idade, estatura, massa corporal e Índice de Massa Corporal (IMC).

Tabela 1 – Valores médios ± desvio padrão (DP) das variáveis antropométricas

pré e pós treinamento de hidroginástica

Variáveis Pré Pós

Idade (anos) 65,8 ± 5,46 ____

Estatura (cm) 1,61 ± 0,03 ____

Massa corporal (kg) 68,75 ± 6,35 68,06 ± 6,42

IMC (kg/m²) 26,35 ± 2,11 24,42 ± 2,03


36

Quanto às possíveis melhoras nas medidas antropométricas das idosas,

não foram encontrados diferenças estatisticamente significativas. Podemos

verificar que a massa corporal e o IMC não apresentaram diferença na

comparação dos dois momentos, sugerindo que o treinamento de oito semanas

de hidroginástica não se mostrou suficiente para provocar alterações nas

variáveis antropométricas analisadas. Com isso precisamos destacar o período

de treinamento de oito semanas e a intensidade do mesmo, fato que pode ter

influenciado nos resultados da pesquisa, juntamente com a falta de controle na

alimentação e ausências durante o período analisado. Ao desenvolver um

programa de treinamento para idosos alguns cuidados devem ser tomados,

como freqüência semanal, duração, seleção dos exercícios, número de séries e

repetições, intensidade e forma de progressão (VELOSO; MONTEIRO;

FARINATTI, 2003).

A afirmação citada acima pode ser explicada através do estudo realizado

por Krinski et al. (2006) que relatam que no primeiro mês de exercícios físicos o

perfil antropométrico de 53 voluntários com idade de 64,28 ± 4,7 anos

apresentava elevado IMC, seguido de um alto %GC e sobrepeso; no entanto,

após seis meses de exercício foi possível verificar reduções significativas nas

variáveis relacionadas ao perfil antropométrico dos indivíduos, demonstrando

que em programas de curta duração as alterações no IMC e na massa corporal

são mais difíceis de se alcançar, esta dificuldade de redução nas medidas

antropométricas durante programas de treinamento de curta duração pode ser

notado em nossos resultados, confirmando a afirmação do autor.

No entanto, o presente estudo corrobora a afirmação de Teixeira et al.

(2007), que após aplicar um treinamento de 19 meses de exercício físico em


37

idosas com média de idade de 68 ± 7 anos, observou que sua amostra se

manteve com a massa corporal acima do normal (sobrepeso) e a variação do

IMC teve pequenas alterações durante o período estudado.

Melo e Giovoni (2004), em seus estudos, também não encontraram

diminuição significativa em relação à massa corporal de idosas praticantes de

hidroginástica, confirmando a afirmação de Pereira et al. (2009) que ao

realizarem um estudo com 62 idosas, inseridas em programa de hidroginástica

há pelo menos cinco anos constatou que mesmo depois de um longo período de

treinamento de hidroginástica, idosas não obtiveram bons resultados quanto a

melhora de sua composição corporal, apresentando altos índices de sobrepeso

e obesidade. Estes achados mostram que durante um programa de treinamento

de exercícios físicos voltado para a população idosa, é preciso seguir o protocolo

de treinamento, fazendo com a intensidade do mesmo seja acrescida durante as

sessões, fazendo com que o estímulo provoque alterações nos níveis de força,

fato este que interferiu positivamente em nossos resultados.

Por outro lado Neto, Oliveira e Santos (2007) compararam 20 idosos

esportistas com 20 idosos irregularmente ativos, isto é, indivíduos que erram na

quantidade de dias ou no tempo recomendado para os exercícios, em relação a

algumas variáveis antropométricas, especialmente em relação ao IMC, onde foi

identificado que os idosos esportistas apresentavam IMC inferior aos

irregularmente ativos, sugerindo que a prática esportiva pode ser benéfica na

redução dos índices de gordura corporal, sendo um importante fator na

prevenção de doenças crônico degenerativas. Desta forma a prática de uma

atividade sistematizada, mesmo que não provoque alterações nas variáveis


38

antropométricas, age de forma clara na manutenção das capacidades funcionais

do indivíduo idoso.

A figura 1 apresenta os valores médios ± desvio padrão (DP) do número

de repetições do teste “sentar e levantar” nos momentos pré e pós treinamento

de hidroginástica, através deste teste podemos analisar os níveis de força dos

membros inferiores.

20,00 3,32

15,00 3,12

10,00 16,65
12,35
5,00

0,00
Número de repeticões pré Número de repetições pós

média desvio padrão

* p < 0,05 em relação ao momento pré-treinamento.

Figura 1 - Valores médios ± desvio padrão (DP) do número de repetições do

teste “sentar e levantar” pré e pós treinamento de hidroginástica

Muito embora não tenha havido diferença estatisticamente significativa

nas medidas antropométricas. Podemos considerar que o proposto estudo

obteve melhora na aptidão física, referente à força muscular de membros


39

inferiores, medida pelo teste “sentar e levantar”. Mediante a Figura 1, podemos

verificar que o número de repetições realizados no teste “sentar e levantar” teve

um aumento significativo (p<0,05), comparando a primeira com a oitava semana

de treinamento de hidroginástica, fazendo com que a musculatura dos membros

inferiores, apresentando através de relatos a percepção de mudanças em seu

tônus muscular, uma vez que indivíduos de idade avançada apresentam pouca

reserva funcional, fazendo com que uma pequena redução de força represente a

diferença entre uma vida autônoma ou não. Durante as sessões de treinamento

este aumento do tônus muscular pôde ser identificado através de relatos, as

mulheres idosas praticantes de hidroginástica se sentiram mais dispostas para

realizar atividades de vida diária (AVD).

Alves et al. (2004) realizaram um estudo com 74 mulheres idosas não

praticantes de atividade física, onde 37 mulheres receberam duas aulas

semanais de hidroginástica durante três meses e outras 37 mulheres serviram

como controle, o autor pode mostrar que para idosos não praticantes de

exercícios regulares, esta prática contribui para a melhoria da aptidão física,

mantendo níveis de força muscular, velocidade, agilidade, equilíbrio e

flexibilidade. Para analisar força de membros inferiores os autores também

utilizaram o teste “sentar e levantar” e obtiveram 8,7 ± 1,6 no início e 14,9 ± 1,8

após o treinamento de três meses de hidroginástica, outro dado significativo no

estudo dos autores foi em relação ao teste de resistência aeróbia, para isso foi

aplicado o teste de andar seis minutos, onde a distância em metros percorrida

neste tempo subiu de 419,8 ± 72,4 para 513,0 ± 83,6.

A hidroginástica parece ser uma forma eficaz de manter a prática contínua

de exercícios físicos para indivíduos idosos, e desta maneira promover ao idoso


40

uma autonomia funcional por muito mais tempo, Taaffe (2006 apud PORTO et

al., 2008) em seus estudos revela que o treinamento de resistência, ou o

treinamento de força muscular, tem sido indicado como estimulador físico nesta

etapa da vida, pois tem a função de interromper o declínio funcional, atingindo

maiores grupos musculares em uma intensidade moderada, é suficiente para

melhorar a qualidade de vida. Mazo et al. (2005) durante um estudo realizado

com 198 mulheres idosas, analisou a relação da atividade física com a qualidade

de vida, para isso foi aplicado o questionário Whoqol abreviado que constatou

que as idosas mais ativas tinham energia suficiente para o dia-a-dia, boa

capacidade de locomoção, satisfação com o sono e com a sua capacidade para

exercer as AVD e de trabalho.

É possível evidenciar através da literatura, análises do efeito da prática de

exercícios físicos relacionado ao treinamento de força. O estudo de Aveiro et al.

(2006), nos ajudam a compreender nosso estudo ao descrever os efeitos de um

programa de treinamento de 12 semanas, em mulheres jovens, formado por

exercícios de alongamento, caminhada, fortalecimento dos músculos do quadril

e treinamento de equilíbrio, os resultados mostraram que, similarmente ao

aumento de força, muscular, houve também melhoria significativa no

desempenho de equilíbrio após o treinamento.

Por outro lado, este tipo de treinamento deve levar em consideração o

fato de o envelhecimento acarretar diversas reduções na funcionalidade,

elevando assim o papel do exercício fisco como conservador destas funções.

Rebellato (2006) analisou um grupo de idosas durante dois anos, que se

submeteram a um programa que consistia em alongamento, treinamento de

força e cardiorrespiratório, as sessões de treinamento eram realizadas três


41

vezes por semana, com média de 50 minutos cada, durante este estudo pode-se

constatar que não houve diferença estatística na melhora da força de pressão

manual, ocorrendo apenas a manutenção da força, mesmo que durante o

período de treinamento não tenha sido desenvolvido exercícios específicos para

o desenvolvimento da força. Esses resultados ratificam a importância da

realização do treinamento de força, para idosos.

A partir dos resultados apresentados no presente estudo, é possível

demonstrar que o aumento da força muscular pode ser encontrado em um

programa de treinamento de hidroginástica, podendo evitar disfunções físicas

causadas pelo envelhecimento, porém precisamos destacar o papel do

treinamento que deve respeitar alguns fatores como intensidade, freqüência e

volume.
42

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através do presente estudo, podemos verificar que a prática de

hidroginástica por mulheres idosas deve ser estimulada, pois além de promover

uma atividade de baixo impacto, também tem a capacidade de melhorar a

qualidade de vida relacionada ao domínio físico, como a melhora da força

muscular, contribuindo dessa forma na prevenção de lesões e proporcionando

autonomia no cotidiano do idoso. Os resultados obtidos com a realização deste

estudo demonstram que a hidroginástica foi eficaz na melhora do nível de força

muscular dos membros inferiores de mulheres idosas, durante oito semanas de

prática de hidroginástica, por outro lado, quanto à melhora na composição

corporal desta população, fica evidente que apenas a prática de hidroginástica

não é suficiente para promover reduções nos índices de IMC e massa corporal.
43

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51

9. ANEXOS

ANEXO I – Parecer de autorização do Comitê Permanente de Ética em Pesquisa


Envolvendo Seres Humanos
52

ANEXO II – Carta de Autorização ao clube recreativo


53

ANEXO III – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Gostaríamos de convidá-lo a participar da pesquisa intitulada


“Efeitos do treinamento de hidroginástica na força de membros inferiores
de mulheres idosas”, desenvolvido pela aluna Yara Marinelli aluna do
curso de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e
orientado pela Profª Drª Fabiana Andrade Machado. O objetivo da pesquisa
é verificar os efeitos da prática de hidroginástica nos níveis de força de
membros inferiores em mulheres idosas. Para isto a sua participação é
muito importante, e ela se dará da seguinte forma: será realizado um
protocolo de teste, através da prática de hidroginástica com atividades
sistematizadas, com duração de 45 a 60 minutos, que serão realizadas na
piscina térmica do Mandaguaçu Tênis Club. Antes da realização do
treinamento, todos os participantes serão avaliados e serão feitas medidas
de massa corporal, estatura, circunferência da cintura e quadril. Para a
avaliação do desempenho motor será utilizado o teste de resistência
muscular localizada (RML) de “sentar e levantar”, que compreende o
número máximo de repetições em que o indivíduo consegue sentar e
levantar no tempo de 30 segundos, de uma cadeira de aproximadamente 43
cm de altura e sem braços. Informamos que os possíveis desconfortos
poderão ser superiores aos encontrados na rotina diária de um indivíduo
idoso, porém não havendo maiores riscos ou incomodos para o mesmo,
uma vez que tenha duração reduzida, além de ser realizado conforme as
recomendações de um especialista na área da atividade física.
Gostaríamos de esclarecer que sua participação é totalmente voluntária,
podendo recusar-se a participar, ou mesmo desistir a qualquer momento
sem que isto acarrete qualquer ônus ou prejuízo à sua pessoa. Informamos
ainda que as informações serão utilizadas somente para os fins desta
pesquisa, e serão tratadas com o mais absoluto sigilo e confidencialidade,
de modo a preservar a sua identidade. Os benefícios esperados ao final do
54

treinamento são possíveis melhoras nos níveis de força muscular de


membros inferiores de mulheres praticantes de hidroginástica, permitindo
melhoras nas suas atividades da vida diária e também específicas.

Caso você tenha mais dúvidas ou necessite maiores esclarecimentos


pode nos contatar nos endereços abaixo ou procurar o Comitê de Ética
em Pesquisa da UEM, cujo endereço consta deste documento. Este termo
deverá ser preenchido em duas vias de igual teor, sendo uma delas,
devidamente preenchida e assinada entregue a você.

Eu,……………………………………………….........................................................
declaro que fui devidamente esclarecido e concordo em participar
VOLUNTARIAMENTE da pesquisa coordenada pela acadêmica Yara
Marinelli.

Data:……………………..

Assinatura ou impressão datiloscópica

Eu, Yara Marinelli, declaro que forneci todas as informações referentes ao


projeto de pesquisa supra-nominado.

_________________________ ________________________

Assinatura da aluna Orientadora Profa. Dra. Fabiana Andrade Machado

Qualquer dúvida com relação à pesquisa poderá ser esclarecida com o


pesquisador, conforme o endereço abaixo:

Nome: Profa. Dra. Fabiana Andrade Machado

Endereço: Bloco M06 Depto. de Educação Física - UEM


55

(telefone/e-mail): 3011-4315 famachado@uem.br

Nome: Yara Marinelli

Endereço: Av. Munhoz da Rocha, 1449 Mandaguaçu-PR

(telefone/email): (44)3245-1476 yaramarinelli@hotmail.com

Qualquer dúvida com relação aos aspectos éticos da pesquisa poderá ser
esclarecida com o Comitê Permanente de Ética em Pesquisa (COPEP)
envolvendo Seres Humanos da UEM, no endereço abaixo:

COPEP/UEM

Universidade Estadual de Maringá.

Av. Colombo, 5790. Campus Sede da UEM.

Bloco da Biblioteca Central (BCE) da UEM.

CEP 87020-900. Maringá-Pr. Tel: (44) 3261-4444

E-mail: copep@uem.br