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Publicado em 10/03/2011 14:15

A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba, por unanimidade, negou


provimento ao Agravo Interno movido pelo Makro Atacadista de Campina Grande e determinou
que o estabelecimento não pode conferir produtos, após o cliente efetuar o pagamento nas
caixas registradoras. O relator do processo, desembargador José Ricardo Porto, observou a
Lei 4.845/09, daquele município, que mostra-se manifestamente improcedente a pretensão dos
representantes do Makro, que busca obter decisão judicial que contraria a norma em vigor.

³O Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece que todos os municípios detêm competência
para legislar sobre assuntos de interesse local, mesmo que tratem de direito comercial e do
consumidor´, registrou José Ricardo Porto em seu voto. O desembargador acrescentou que a
liberdade de iniciativa pode ser conceituada como dever do Estado intervir na atividade
econômica apenas em hipóteses específicas e imprescindíveis no exercício de outros direitos e
garantias fundamentais.

O Makro afirma que a Câmara dos Vereadores de Campina Grande não pode legislar sobre a
matéria, pois competiria a União elaborar leis sobre o direito comercial e sobre o consumo.
Segundo o relator, a inconstitucionalidade não prospera porque os municípios podem tratar da
questão, como se vê em várias decisões do STF.

O processo originário que trata desse caso - uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério
Público - tramita na 3ª Vara Cível da comarca de Campina Grande. A ação foi ajuizada com o
objetivo de obstar que o Makro deixasse de conferir as mercadorias dos consumidores nas
saídas de seus estabelecimentos, eis que tal prática estaria causando constrangimento e
vexames, mesmos depois do pagamento dos produtos.

Em decisão de primeiro grau, o magistrado ressaltou que a conduta do supermercado é ilícita,
além de abusiva e causadora de constrangimento. Determinou, na liminar, que os promovidos
se abstivessem, imediatamente, de proceder revista ou qualquer outro tipo de conferência, de
mercadorias/produtos após sua passagem pelo caixa registrador e consequente entrega da
nota/cupom fiscal ao consumidor. Determinou, ainda, que fosse exposto pelo estabelecimento
letreiro visível, informando aos clientes que a conferência de mercadorias é facultativa.

Inconformado, o Makro manejou recurso, observando de que se cuida de procedimento de
conferência de mercadorias absolutamente lícito, e que tal prática está em vigor há quase 40
anos. Alega, também, que em seu sistema de vendas o simples pagamento dos produtos não
promove a transferência de propriedade.

Em agosto do ano passado, o Makro conseguiu liminar para manter o sistema de conferência
de mercadorias. Com decisão do desembargador José Ricardo Porto, foi rejeitada a arguição
de inconstitucionalidade e, no mérito, o julgador negou provimento ao recurso manejado pelos
advogados do Makro. (Os dados do processo não foram fornecidos pela fonte).

Fonte: Tribunal de Justiça da Paraíba