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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha 1ª Edição: 1996 2ª Edição: maio/2010

Revisão:

Adriana Santos e Nicibel Silva

Capa e Diagramação:

Junio Amaro

ApresentAção

Nosso cotidiano é um desfilar constante de emoções e, conse- quentemente, de reações. Correspondendo a cada estímulo uma resposta, conclui-se que basicamente nossa vida se resume em um processo contínuo de reação-ação, o que nos dá a imagem perfeita daquilo que somos e de como encaramos os fatos. Nossas atitudes são o produto de fatores das mais diversas or- dens, tais como carga genética, saúde, educação, mas, sobretudo do conhecimento que temos da Palavra de Deus. É no efetivo manejar da Palavra, na sua internalização e vivência, que vamos encontrar suporte para o discernimento de nossas emoções e dar-lhes um tratamento à luz do evangelho. Essas e outras lições são apreendidas nesta obra, que reúne duas

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mensagens. Trazendo-nos preciosos ensinamentos sobre dois sen- timentos dentre os que geralmente povoam a alma humana – a ira e a amargura – cujos resultados podem ser, às vezes, funestos, o Pr. Márcio discorre sobre eles, com firme embasamento nas Escrituras e nos aponta suas raízes, consequências e a maneira como Deus os vê e nos adverte a respeito deles. A mensagem deste livro é de Deus, amigo leitor, e cabe a você tirar pleno proveito dela. Certamente ela irá mudar sua vida no que diz respeito ao seu relacionamento em casa, no trabalho, na igreja, como também irá ajudá-lo a conhecer e dominar melhor suas emoções como um autêntico cristão. Isso lhe trará, certamente, uma vida saudável, sem traumas, sem ressentimentos.

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Introdução

Não existe uma matéria na Bíblia que possa ser esgotada. Temos que ter sempre o entendimento de que, no momento em que esgo- tarmos qualquer assunto bíblico, estaremos limitando a Deus, que é fonte inesgotável de todas as graças. É por isso que a Palavra do Senhor é tão rica! Você pega um texto, o lê, e cada vez que volta a ele sempre encontra coisas novas. Não estudamos a Bíblia por estudar. Abrimos a Palavra e medita- mos nela porque queremos ouvir a voz do Senhor, queremos ser trans- formados pelo poder da Palavra. Vamos ler o evangelho de Mateus no capítulo 5. Esse foi o primeiro sermão que Jesus pregou. Até então, os discípulos não conheciam a sua pregação. O seu primeiro sermão foi este, chamado Sermão do Monte. Leiamos um trecho dele:

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“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo:

não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.” (Mt 5.38-48.) “Vivifica, ó Pai, a tua Palavra em nossos corações. Vem, Senhor, e entra no coração de cada um de nós. Que a tua unção não esteja somente em mim, meu Pai, mas em todo aquele que estiver participando desta oração. Senhor, que a partir deste instante a Tua Palavra flua como espada que penetra, e divide alma e espírito! Senhor Deus, que ao acabarmos de ler este livro, possamos es- tar mais parecidos com Jesus Cristo. Para a glória dele e no nome dele. Amém”!

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Vós, porém, reAgIreIs A ssIm

Se você observar bem, perceberá que boa parte do seu tempo é usado nas suas reações, por meio da suas atitudes. Para cada ato seu praticado, existe sempre uma ação e uma reação. Todas as pessoas re- agem! Mas qual deve ser a reação do cristão? Como ele deve reagir em todas as ocasiões? Se for um crente em Jesus Cristo, de verdade, ele deve ter um tipo de reação diferente daquela do homem que a própria Escritura chama de perverso, ímpio, homem natural ou incrédulo, não importando o adjetivo que se possa dar àquele que ainda não tem Je -

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sus Cristo como referencial em sua vida.

Normalmente, estamos sempre reagindo. E Jesus Cristo, quando nos

deixou essa mensagem, estava nos preparando para vivermos aqui na Ter-

ra. A preocupação do Senhor Jesus não é a de como vamos reagir lá nos

céus, quando estivermos andando pelas ruas de ouro. Lá não haverá pro-

blema nenhum, não existirá diabo, nem demônios, não haverá situações

de ação e reação. Será muito diferente daqui. Há pessoas que têm uma

preocupação grande de como viverão no céu, enquanto ainda estão aqui

na Terra. Enquanto você está aqui, precisa apenas viver e assumir esta po-

sição que a Palavra do Senhor diz sobre como reagir. Jesus Cristo foi muito

enfático em nos mostrar por meio desse texto, como nós, cristãos, devemos

reagir.

Na antiga aliança, a reação era assim: Se alguém feria o outro,

era ferido também. A lei era esta: “Olho por olho, dente por dente!”

Se alguém furasse o olho do outro, consequentemente, deveria ter o

olho furado. Se alguém quebrasse o dente de outro, quebrariam o dele

também.

Porém, quando Jesus iniciou a sua pregação, começou a separar

como um divisor de águas, o que dizia a lei do que Ele veio nos ensinar.

“Ouvistes o que foi dito aos antigos [

...

]”

Antes era daquele modo; mas

a partir de agora Eu quero que seja assim: “Se alguém quiser levar a

sua túnica deixa-lhe a capa.” “Se alguém lhe bater numa face, dê-lhe

a outra.” Se alguém lhe obrigar a caminhar uma milha, vai com ele

duas [ ]” ...

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Jesus estava tocando, em resumo, naquilo que temos de mais

pessoal: a vontade, a honra e os bens materiais. Se alguém o obrigar a

caminhar uma milha, isso é a questão da vontade; se alguém lhe bater

numa face, é a questão da honra; levar a túnica é questão de tocar nos

bens materiais.

Ele mencionava a questão própria das reações, de como deveriam

reagir dali para frente. Não estava teorizando; estava sendo claro, en-

fático e, sobretudo, prático, pois Ele vivia o que pregava para que todos

vissem nele o exemplo de santidade.

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sAIbA mos dIscernIr A s emoções

No mundo, existem muitas emoções e cada um de nós tem capa-

cidade para senti-las. Por exemplo, podemos amar, ter paz, ter alegria,

chorar ...

E dizemos que estas emoções são divinas, são do Espírito San-

to. No entanto, pensamos que a ira é uma emoção que não é de Deus.

Não é assim. Precisamos também ver a ira como uma emoção sadia.

Todos nós temos ira. E Jesus Cristo, ao se manifestar em carne, também

tinha emoções: Ele chorava, sorria, abraçava as pessoas, sentia triste-

za; experimentou profunda angústia, e se irava também. Encontramos

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em algumas passagens da Bíblia Jesus se irando. Isso significa que o

cristão não deve anular a ira dentre as suas emoções.

Vamos perceber, na Bíblia, que devemos irar pelos mesmos mo-

tivos pelos quais Jesus Cristo se irava. O problema é a quem dirigimos

a nossa ira e como manifestá-la. Está escrito na Bíblia: “Irai-vos e não

pequeis [

...

]”

(Ef 4.26.) Ou seja, precisamos ter uma compreensão sadia

a respeito da ira. As nossas emoções e reações nos foram dadas por

Deus, e precisamos compreender esse fato.

O grande problema é quando as pessoas não sabem cuidar das

suas emoções. Existe um nível, um equilíbrio para nossas emoções e

o cristão é aquele que transcende, que vai além desse limite. Não é

aquele que apenas caminha a segunda milha, ou deixa a sua capa, mas

o que também oferece a outra face. O que Deus espera é que o cristão

possa se revelar por inteiro como cristão: na sua maneira de olhar, de

ser, de se expressar, de se vestir, expressando em si mesmo a própria

face de Jesus Cristo.

Você sabe o que é ira, no que se refere à raiva, ao ódio? Você sabe

o que é uma pessoa iracunda? A própria expressão revela isso: coléri-

co, enfurecido, irado. Quando você chega ao seu serviço, lá está seu

chefe, irado. Você olha-o e o vê com os olhos vermelhos, vidrados, a

cara fechada, parece que até passou a noite inteira chupando limões

ou mordendo marimbondos. O ambiente ao seu redor é horrível, cons-

trangedor. Ninguém consegue trabalhar bem ao lado de um patrão

irado, nervoso.

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A esposa sabe quando o marido acorda irado. Ele pisa no rabo do

cachorro, grita à toa, faz uma confusão tremenda, aterroriza a esposa

e os filhos. Estes são exemplos de pessoas que vivem sem o controle

das emoções, sem ter a compreensão de que a ira é um sentimento

e, como tal, pode ser controlada. É triste ver uma pessoa enraivecida,

irada, contagia os que estão ao seu lado.

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consequêncIA s dA IrA

Assisti a uma reportagem em que falavam sobre o infarto, uma

doença do coração. O médico não era crente, mas falou: “Vocês não

devem fumar, devem fazer exercícios físicos”. E vejam a coincidência: Je -

sus Cristo mencionou uma coisa que esse médico falou, também: “Para

você não ter um infarto, viva bem com as pessoas, não guarde raiva, não

guarde ódio!” Interessante isso: viva bem com as pessoas.

A pessoa que alimenta a ira vive uma situação muito difícil: ge -

ralmente tem úlceras, é uma pilha de nervos, explode à toa. Existem

pessoas que manifestam a ira explodindo: batem a porta, chutam

coisas, saem quebrando tudo. Mas há outro tipo de pessoas que guar-

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dam a ira através de um rancor silencioso, um ressentimento interior

de amargura, de ódio. Não agem como aqueles que quebram coisas,

que estão sempre de cara feia, brigando por tudo e por nada. Mas a ira

silenciosa é trancada por dentro como um caramujo. A pessoa se volta

para dentro de si mesma e vive tão irada e tão azeda que chega a ter

sérios problemas de saúde e, normalmente, é chamada de enfezada.

Vemos exemplos de pessoas assim no dia a dia: o marido vai para casa

almoçar. Quantas vezes chega ao lar, encontra a esposa que, amorosa-

mente, preparou muitas coisas gostosas. Porém, de repente, por uma

coisinha de nada, provoca uma briga enorme, o ambiente fica carrega-

do. Quando alguém manifesta ira, que é fruto e obra da carne, começa

a ministrar coisas ruins para a sua vida e para sua família. A pessoa

entrega as chaves da sua vida ao próprio satanás, abrindo espaço para

que demônios comecem a atuar nela.

Já vi muitos casamentos que foram desfeitos por causa da ira.

Muitos filhos saíram de casa por causa da ira. Por isso, um dos man-

damentos para os pais diz: “[

...

]

pais, não provoqueis vossos filhos à ira

[

...

]”

(Ef 6.4.) Há filhos que têm ojeriza dos pais, exatamente porque

eles os provocam à ira.

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todo extremo é perIgoso

Uma pessoa reprimida, à medida que a ira a invade, fica com as mãos

úmidas, geralmente tem coriza (defluxo), asma, diarréia, ou prisão de

ventre, náuseas, vômitos, úlceras, pressão alta, dores nas costas e outros

problemas de saúde. Corre de um médico para outro, vai ao psicólogo, mas

nada adianta. É que dentro dela falta algo, exatamente a compreensão da

Palavra de Deus!

Quantos acidentes acontecem porque há pessoas que fazem do seu

carro uma arma! Pegam o carro, saem com ele a 180 km por hora, como

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se fossem donos das ruas. São pessoas iradas, que têm vontade de passar

o carro em cima da sogra, do patrão

...

Mas, como não podem fazê-lo, vão

pelas ruas em disparada, atropelando animais, quando não provocam sé-

rios acidentes.

Uma irmã colocou no carro dela um adesivo plástico escrito assim: Se você

ama Jesus, buzine. Então, um outro irmão, passando atrás olhou o adesivo e co-

meçou a buzinar, talvez esperando que a irmã lhe dissesse: “Aleluia! Glória a Deus,

você é um irmão!” Mas não foi assim; aquela irmã saiu do carro, irada. Que coisa

feia! De que adiantava levar aquela mensagem no carro? O que deveria ser uma

saudação ao Senhor Jesus, passou a ser uma reação demoníaca. Isso porque o

incrédulo, o homem que a Bíblia chama de homem natural, tem um tipo dife-

rente de reação para os problemas, que é sempre exagerada, difícil, irada. Mas

o cristão verdadeiro tem uma outra maneira de reagir, por meio da expressão

passiva da ira.

O homem que não explode como os outros quando está irado,

fica em silêncio, incomodado, irritado, frustrado, exasperado, invejoso,

ciumento, cheio de desespero, enfurecido; não perdoa, tem ressenti-

mento, amargura, ódio e malícia.

Mas o outro, o que tem uma expressão ativa da ira, normalmente

é uma pessoa crítica, sempre usa de sarcasmo, leva os outros ao ridícu-

lo, à humilhação, preocupação excessiva. Procura deixar os outros no

ostracismo (exclusão), calunia, demonstra valentia e é uma pessoa tão

sujeita ao suicídio como ao assassinato.

Uma das coisas mais tristes no irado é o sentimento de desprazer,

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de hostilidade, de indignação, de raiva, de fúria. Sabemos que o amar-

gurado é aquela pessoa que sofre da doença da ira, aquela que não

sabe tratar com essa emoção.

Na Bíblia encontramos a palavra iracundo, mas encontramos

também o vocábulo longânimo. Iracundo é aquele que vive irado, por

qualquer coisinha está explodindo. Longânimo, ao contrário, é aquele

que tem um longo ânimo. É pacífico, tem o “estopim

comprido”...

Custa

a estourar. Mas o outro, o irado, tem o estopim curto”, estoura à toa,

por tudo e por nada. Ou ele morde do lado de fora, ou ofende interior-

mente: ou chega para a pessoa e briga, ou a despreza, o que é muito

pior.

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controle suA s emoções

A ira precisa estar no lugar certo. Ela é uma emoção, como o amor, a

paz e a alegria. Se nós não controlarmos a alegria, ela deixará de ser uma

emoção sadia, vira histeria e a pessoa passa por boba. É necessário que as

pessoas entendam que a ira é uma emoção dada pelo Senhor, bem como

todas as demais emoções e, se não as tivéssemos, seríamos como robôs,

frios, mecânicos. Deus quer que o seu povo seja constituído por pessoas

atraentes, sensíveis, que se amam. Por isso nos deu as emoções.

Vamos ler Levítico 19, versos 17 e 18, que diz assim: “Não abor-

recerás teu irmão no teu íntimo; mas repreenderás o teu próximo, e por

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causa dele não levarás sobre ti pecado; não te vingarás, nem guardarás

ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mes-

mo: Eu sou o Senhor.”

Quando existir uma situação crítica entre você e outra pessoa, an-

tes de ficar irado, se exaltando ou, por outro lado, ficar calado, rilhan-

do os dentes, você precisa confrontar a pessoa, conversar com ela. O

tempo não resolve esse tipo de problema; é preciso se ajustar, colocar

“os pingos nos is”.

Se você guardar uma xícara suja na cristaleira, dez anos depois, verá

que ela não ficou limpa. Ao contrário, talvez se tenha criado vermes ali, a

sujeira tenha criado mofo; e tudo isso deixa um cheiro ruim, de podridão.

Portanto, toda e qualquer situação errada que exista precisa ser acertada,

resolvida. Está escrito: “Não aborrecerás o teu irmão no teu íntimo, mas re-

preenderás o teu próximo e; por causa dele não levarás sobre ti pecado.” (Lv

19.17.)

O problema é que muitas vezes a pessoa, pelo fato de não confrontar

as coisas erradas na hora em que elas acontecem, deixa o tempo ir passan-

do e carrega sobre si mesma o pecado. Enquanto não se resolver a situação

não adianta, você estará preso a ela! Você precisa praticar a Palavra, que diz:

“[

...

]

não te vingarás, e nem guardarás ira contra os filhos do teu povo [

...

]”

(Lv

19.18.) O que você precisa fazer é amar os filhos de Deus, amar sua família.

As pessoas que mais o amam estão dentro de sua casa e, talvez você tenha

feito delas um fio-terra, um condutor onde explodir a sua ira, a sua raiva.

Muitas vezes, no trabalho o patrão o incomodou, foi azedo com você;

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no trânsito alguém lhe deu uma fechada, ou então, você perdeu o ônibus.

Acontecem mil situações diferentes a cada dia. Então, chega a hora de ir

para casa. A casa deve ser para você um ninho de descanso e alegria, um

referencial de paz e amor. Mas você chega brigando com as pessoas que o

amam, vai ferindo aqueles que esperam de você uma palavra amiga, um

afeto, uma exortação, o mesmo que você espera deles.

No salmo 37, verso 8, vemos a questão da ira, contra quem é dirigida

e como ela é: “Deixa a ira, abandona o furor, não te impaciente;, certamente

isso acabará mal.” Deixar a ira é uma escolha. Como toda emoção, ela deve

ser mantida sob controle. Quem deve estar no controle é você, não sua

emoção. Esta deve ser submissa a você, com a ajuda de Deus! Você nunca

poderá deixar se levar pelas emoções.

Você já viu quantas pessoas que por não seguirem estas orientações

acabaram se dando mal? Quantas vezes o namoro, o noivado, o casamento,

ou até mesmo o emprego acabou mal, porque as pessoas não seguiram a

exortação para deixarem a ira, a fúria, a raiva, a incompreensão. Abandone

isso, não se impaciente, aprenda a contar até dez. Se depois de contar até

dez você ainda estiver irado, conte até 10 milhões! Vai levar muito tempo,

mas enquanto estiver contando, estará exercitando a paciência.

No entanto, a questão das emoções não se resolverá por si; só uma

decisão e atitude sua que vai resolvê-la. É colocando-se à mercê do Senhor

que você adquirirá capacidade para se dominar, pois a ira precisa estar sob

o controle do Espírito Santo.

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cuIdAdo com A s reAções repentInA s

O livro de Provérbios tem 31 capítulos. É um capítulo para ser lido

a cada dia do mês. É um livro que você deve saber de cor. Algumas

pessoas perguntam por onde deve começar a ler a Bíblia. Você pode

começar por qualquer livro, mas, se quer um conselho, comece pelo

evangelho de João e depois leia Provérbios. Lendo João, você conhece-

rá a divindade de Jesus e o amor do Pai, que não poupou o próprio Fi-

lho para que nós também nos tornássemos seus filhos. Por outro lado,

Provérbios leva-o a viver aqui na Terra o querer, a vontade de Deus.

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Provérbios 14.17 diz que: “O que presto se ira faz loucuras, e o ho-

mem de maus desígnios é odiado.” Há pessoas que dizem que dão um

boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair dela! O cris-

tão de verdade dá uma boiada para não brigar. A reação do primeiro

é uma reação dúbia, de valentia; mas a do cristão é diferente: é séria,

sincera e, sobretudo, demonstra controle emocional.

Quantas vezes, você tem um bom emprego e, de repente, seu

chefe o ofende, o magoa e você diz: “Hoje eu saio daqui, não fico nem

mais um dia”. Sai e fica meses desempregado. Ou então, alguém está

namorando ou noivando, está tudo bem, tudo direitinho. Um dia o

noivo se atrasa, não chega na hora. A moça fica irada e comete uma

loucura: termina o relacionamento. Então sofrem os dois. É tão triste

isso!

Conheço casais que, depois de uma pequena briga, tiveram medo

de voltarem a conversar. Ficaram tempos sem trocar uma palavra, vi-

vendo na mesma casa, debaixo do mesmo teto. Passavam pelo outro

sem nem se olharem, sem uma palavra. E os filhos ali, vendo tudo

aquilo e se perguntando: “Nossos pais aprenderam outra linguagem,

a do silêncio?” “O que presto se ira faz loucuras [

...

]” No contexto desta

palavra “loucura”, você deve colocar tudo o que é de ruim da natu-

reza humana, pois a Palavra de Deus é fiel, além de ir direto ao ponto

nelvrágico da questão.

Cuidei de uma moça que cometeu uma loucura. Ela estava noi-

va de um bom rapaz, e um dia aconteceu algo diferente entre ela e o

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noivo. Ela ficou tão irada, que jurou se vingar dele. Chamou então um

colega de trabalho, uma pessoa estranha aos fatos, sem nenhum rela-

cionamento de amizade com nenhum dos dois e disse-lhe que queria

ir com ele para um motel. Ela estragou a sua vida e a do noivo, pen-

sando que daquela forma iria atingir apenas o noivo. Isso é loucura!

Quantas vezes as pessoas morrem por loucura, por causa da ira,

só porque dizem por aí que o homem tem de ser macho, que não pode

levar desaforo para casa. Isso não é verdade. O cristão não tem que

reagir brigando; a sua reação é outra, é pacífica. Ainda em Provérbios,

14.29 lemos: “O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo

precipitado exalta a loucura.” Aquele que é paciente é grande em en-

tendimento, mas o de ânimo precipitado provoca e faz loucuras.

Continuando, em Provérbios 15.1, está escrito: “A resposta branda

desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Se chegar uma pessoa

perto de você, irada, e lhe dizer algo com rispidez, e você responder-

lhe com brandura, com mansidão, isso quebra-lhe a ira, você a des-

monta. Como diz Paulo: amontoa brasas visas sobre sua cabeça.” (Rm

12.20.) Mas, se chega uma pessoa irada e encontra outra ainda mais

irada, o que acontece? As duas irão brigar, discutir, provavelmente par-

tirão para a agressão. E isso não é de Deus!

Há pessoas que gostam de assistir às cenas de violência, como

lutas de boxe. Isso não é sadio, pois é como se fosse a extensão da sua

própria ira. O cristão dever ter sempre uma palavra branda, doce, enér-

gica, mas alegre.

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dueto ou duelo?

Está escrito na Bíblia: “[

...

]

falai a verdade, com amor.”

Muitas pessoas dizem: “Eu não sou sincero, não minto, sou

franco”. Não é verdade; elas são mal educadas. As pessoas confun-

dem o sentido do que seja falar a verdade para o crente: “[

...

] sim,

sim e não, não [

...

]”

(Mt 5.37.) É a maneira como se diz sim, e

como se diz não! Com brandura, com amor, com respeito, com firmeza,

não com falta de educação!

Se você chegar em casa e seu esposo lhe disser uma palavra dura,

ou lançar-lhe um olhar estranho, dê-lhe um sorriso e diga: “Oi, que-

rido”. A coisa mudará, o furor será desviado, o gelo quebrado. Isso eu

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lhe garanto. Falam por aí que: “dois bicudos não se beijam”. Não é nada

disso. Há que se abrir mão do mau gênio, há que se mudar de vida.

Ou seu relacionamento será um duelo ou vai ser um dueto. A escolha

é sua.

Existem casamentos que são um duelo constante, um procurando

matar o outro, procurando furar o olho do outro, brigas que não aca-

bam nunca. Nenhum dos dois quer ceder. Mas, na maioria das vezes,

vemos nos relacionamentos honestos e sinceros, um dueto. Quando

duas pessoas que se amam de verdade cantam a mesma música, no

mesmo tom harmonioso, formam um dueto. Esta é a relação digna de

todo casal cristão!

Ninguém tropeça nas montanhas, mas nas pedrinhas. Para o ho-

mem iracundo, qualquer coisinha é motivo de irritação, de bate-boca,

de cara feia. Você que é solteira quando encontrar um rapaz, olhe-o

bem. Ele pode até não ser tão bonito fisicamente, mas preste atenção

no modo como ele fala, como ele reage às situações. Não importa o

exterior, querida! Você poderá encontrar um homem lindo. Mas se ele

for iracundo e vocês se casarem, a sua vida será um inferno.

O iracundo é terrível, estraga tudo, ninguém tem prazer de estar

com ele. Todos temem suas reações, pois ele é imprevisível. Sua esposa

não tem liberdade para convidar ninguém para a sua casa. Todos so-

frem com ele porque está sempre azedo: “Este lugar é meu, arreda daí,

sai pra lá”. Coisas simples o incomodam.

Jesus Cristo disse: “Bem-aventurados os pacificadores [

...

]”

(Mt

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5.9) Mas o iracundo por qualquer coisinha se irrita. Você que é cris-

tão, vai estacionar o carro, de repente chega outro, entra na vaga que

seria sua, mas você diz: “Tudo bem, Jesus o abençoe”. É diferente; você

é manso, evita contendas. Jesus falou assim: “Quando entrarem numa

casa, a primeira coisa que devem dizer é, a Paz esteja nesta casa.”(Lc

10.5, grifo do autor.) Ele disse ainda: “Curem os enfermos e preguem

a verdade!”(Lc 10.9, grifo do autor.) Só que hoje, as pessoas invertem

tudo: primeiro pregam a verdade; segundo, curam os enfermos e só

depois amam as pessoas. Jesus foi muito claro quando disse: A pri-

meira coisa que devemos fazer é amar, amar sempre”. Em segundo lugar,

curar os enfermos; curar o que não está bem, trazer vida ao que está

apodrecendo. Em terceiro lugar, depois de dar paz e amor e de curar as

pessoas, aí é que vamos pregar a verdade para elas! Depois de darmos

os dois primeiros passos, poderemos ter as pessoas maleáveis em nos-

sas mãos. Só então, poderemos pregar-lhes a Palavra, pois só assim

estarão aptas para ouvir e entender Jesus!

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o homem sábIo é ApAzIguAdor

Provérbios 16.14: “O furor do rei são uns mensageiros de morte,

mas o homem sábio o apazigua.” O rei, nesse verso, é todo aquele que

está em algum cargo de autoridade: o marido, o patrão, o guarda de

trânsito, um chefe de repartição pública e outros mais. Você chega a

uma repartição pública e se depara com uma pessoa atrás de um gui-

chê. Ela é como se fosse um rei; ali ela é a autoridade máxima. Poderia

ser uma pessoa autoritária e fazer grosseira com você; às vezes poderia

até magoá-lo. O que você faria? Lembrar-se-ia da Palavra de Deus [ ] ...

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“O homem sábio apazigua.” É tão bonito você amar e dar uma palavra

amiga a quem o fere. Isso é que significa dar a outra face.

Ainda em Provérbios, leiamos o verso 32 do capítulo 16: “Melhor

é o longânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito do que

o que toma uma cidade.” É interessante isso: o herói de guerra é aquele

que chega despedaçando e acabando com tudo em seu caminho; é

mais fácil dominar uma cidade do que apaziguar-lhe o espírito. Exis-

tem ocasiões em que parece que um monstro quer sair de dentro de

você, fruto da sua carne. Nesses momentos a sua esposa diz: “Esse não

é o meu marido”. O marido olha para a esposa e diz: “Essa não é a minha

mulher”. Parece que sai alguma coisa ruim de dentro da pessoa. Por

isso a Palavra diz: “[

...

]

o que domina o seu espírito [

...

]”

E nós sabemos

o que significa dominar o espírito!

A pessoa iracunda, aquela que não se submete à Palavra, aos en-

sinamentos de Deus, só irá aprender da vida apanhando. Está escrito

na Bíblia: Homem de grande ira tem de sofrer o dano; porque, se tu o

livrares, virás ainda a fazê-lo de novo.” (Pv 19.19.) Ele, muitas vezes,

tem que sofrer o dano até aprender: Sofre no emprego, na família, na

saúde. Sua obstinação faz com que sofra as perdas e danos durante

toda a vida.

Você pode mostrar ao iracundo que há um buraco bem ali, e dizer-

lhe que dê a volta, senão cairá. Ele não o ouvirá nem o olhará e cairá

no buraco! Deixe-o cair! Ele precisa aprender nem que seja caindo e se

arrebentando. Então, no dia em que compreender o que é ser manso,

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compassivo, longânimo, ele vai aprender e compreender tudo o que

for necessário, pelos princípios da Palavra de Deus!

A grande dificuldade na vida do iracundo é que, antes que seja

dominado pelo Espírito Santo de Deus, ele vai sofrer muito. Mas o pior

é que todos ao seu redor vão sofrer também: a esposa, os filhos, todo

mundo. Em casa estraga tudo e contagia todos com o seu azedume.

Está escrito em Provérbios 22.24: “Não te associes com o iracundo,

nem andes com o homem colérico.” Se você namorar um iracundo, vai

ficar iracunda também. Será que você já teve a infelicidade de asso-

ciar-se com um iracundo? A Palavra diz: “Não te associes [

...

]” Não faça

sociedade com o iracundo. Isso porque ele explode à toa, então, você

tem até medo de conversar com ele. É uma bomba ambulante. Você

não sabe a que hora ela estará pronta para explodir.

O que devemos fazer com o homem iracundo? Amá-lo, abençoá-

lo, orar por ele. Se seu marido, se sua esposa ou se seus filhos são ira-

cundos, você precisa orar por eles e tentar, com amor, trazer até eles o

conhecimento da Palavra de Deus.

Jesus Cristo, em Mateus 5.22, começa a falar a respeito da ira,

dizendo: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar

contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir insulto a

seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar:

Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.” Se você já chamou alguém de

tolo, de burro, precisa se arrepender. Não deixe para depois!

37

IrAI-Vos, m A s não pequeIs

Como cristão, por qual motivo você pode e deve irar-se? Pelos mesmos

motivos pelos quais Jesus se irou. Jesus nunca se irava porque as pessoas

falavam mal dele! Ele comia com os pescadores, era amigo dos publicanos

e deixou a meretriz lavar os seus pés. Mas, quando as pessoas liberavam

hipocrisia religiosa ou quando o nome do Pai era vilipendiado (desrespeita-

do), o Cordeiro se transformava em leão.

Quando Ele chegou ao templo, viu aquele comércio e ouviu o vo -

zerio que era bem mais forte do que o som da Palavra de Deus, houve

um zelo e uma “ira santa” no Senhor. Ele derrubou as mesas, levantou

um chicote e o brandiu contra aqueles homens mercenários. Era a ira

39

manifestada porque o nome de Deus estava sendo vilipendiado. Esta

“ira santa” você percebe dentro de você quando alguma coisa procura

macular a sua fé. Aquele que não experimentou o novo nascimento é

chamado FILHO DA IRA! A reação do cristão tem que ser outra, comple-

tamente diferente da reação daquele que ainda é um filho da ira. Está

escrito em Efésios 4.26: “Ira-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre

a vossa ira.”

Existe outro tipo de ira que é dirigido contra as pessoas. Mas, a Pa-

lavra diz: “Nossa luta não é contra carne ou sangue [

...

]” (Ef 6.12.) É uma

luta espiritual. Sempre devemos amar as pessoas por mais perversas

ou pervertidas que elas sejam. O grande problema é que as pessoas

confundem aceitação com aprovação. Jesus não foi muito entendido

por isso. As pessoas confundiam seu amor pelos pecadores com sua

aprovação ao pecado deles. Nós amamos os pecadores, não os julga-

mos! Não significa que nossa aceitação seja aprovação pela sua vida

errada. Na época de Jesus, as pessoas confundiam isso.

Algo que sempre devemos fazer é ter uma aceitação absoluta,

sem fazer acepção de pessoas: abençoá-las, amá-las, não desprezar

ninguém. Aceitação deve ser assim: absoluta, completa plena e irres-

trita.

40

despojAI-Vos de todA IrA

Se você pecou em irar, não deixe que o sol se ponha sem que a

situação seja resolvida. Se pela manha você brigou com a esposa,

falou-lhe uma palavra áspera, ofendeu-a (para o homem às vezes é

mais difícil pedir perdão), é preciso você mesmo falar: “Me perdoa”. É

tão fácil pedir perdão para Jesus! “Jesus, me perdoa!” Mas como é difícil

pedir perdão para a empregada, para o seu chefe, para o cobrador de

ônibus! Pedir perdão é ficar livre!

Está escrito em Efésios 4.31: “Longe de vós toda amargura e cólera,

e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia.” Se você não tra-

tar da ira, tornar-se-á um iracundo, que é uma pessoa sempre amar-

41

gurada, que permite que haja em si raízes de amargura. Esta se alastra

por onde for: tudo em que a pessoa iracunda toca fica amargurado.

Está escrito em Efésios 5.6: “Ninguém vos engane com palavras

vãs; porque, por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da deso-

bediência.” O filho obediente é sempre o que é louvado. Mas o filho da

desobediência é o que sempre custa a aprender. Ele dá tanta cabeçada,

machuca tanto a si próprio como aos outros.

Em Efésios 6.4 está escrito: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos

à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Quantos

filhos de crentes há que não são crentes porque não encontraram em

casa esse referencial da Palavra, mas sim, pais que os provocaram à ira.

Há filhos que não têm liberdade dentro de casa. Em muitos lares, os

filhos não têm nenhuma liberdade: há enfeites por todo lado, mas o

menino não pode nem passar perto. Quando o pai derrama o copo de

refrigerante, não apanha, não leva pito; mas o filho, se deixa cair uma

só gota, lá vem palavrão. Não é por aí! Tem que haver discernimento

para a boa educação dos filhos e reinar a paz no lar!

Em Colossenses 3.8 está escrito: “Agora, porém, despojai-vos,

igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, lin-

guagem obscena do nosso falar.” Pense bem ao falar sobre qualquer

assunto, para não dizer algo que possa ofender outro irmão e ao nosso

Deus.

Está escrito em 1 Timóteo 2.8: “Quero, portanto, que os varões orem

em todo lugar, levantando as mãos santas, sem ira e sem animosidade.”

42

Esta deve ser a relação íntima entre a ira e a oração: levantar mãos

santas, limpas de ódio ou amargura. Em Tiago 1.19-20 lemos: “Sabeis

estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para

ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não

produz a justiça de Deus.” Sejamos, pois, mansos, longânimos, aber-

tos para a Palavra de Deus, externando a nossa ira mesmo com amor,

somente quando o nome do Senhor estiver sendo maculado. Então,

estaremos permitindo ao Espírito Santo de Deus, que Ele aja em nós

caminhando para alcançarmos a estatura do varão perfeito, que é o

nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo. Desta maneira, de coração livre,

sincero poderemos orar crendo que Deus é perdoador, clemente e

misericordioso, tardio em irar-se, grande em bondade, e que não nos

desamparará jamais.

43

Parte 2

A m ArgurA

Introdução

Ao considerarmos a Palavra de Deus, vemos que ela é uma espa-

da, uma pérola, um espelho: nela nós nos vemos. E está escrito na Bí-

blia: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino para repre-

ensão, para correção, para a educação na justiça, a fim de que homem de

Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Tm

3.16.) E os homens de Deus não apenas os missionários e os pastores,

mas todos os que creem que Jesus Cristo é o Salvador e Senhor de suas

vidas, porque todos nós somos nascidos de Deus.

Deus é nosso Pai, e para que o homem de Deus seja perfeito e

habilitado para toda boa obra, precisa se espelhar nele.

45

VInhA de sodom A, cAchos A m Argos

Algumas pessoas imaginam que ser semelhante a Deus seria fazer

as obras de Deus: fazer os paralíticos andarem, os cegos abrirem os

olhos ou os mortos receberem novamente a vida. Tudo isso é obra de

Deus. Mas obra de Deus também se converte nas coisas pequeninas,

ao contrário do que pensamos: que seriam somente aquelas coisas

extraordinárias que viram manchetes de jornais. Nem sempre é assim.

Quando você vê Jesus tomando crianças no colo, abraçando-as,

47

beijando-as, isso é obra de Deus também. Quando você o vê indo à

casa de Zaqueu e participando de um jantar, é obra de Deus; quando

Ele atua naquelas coisas pequenas, dividindo sua companhia com as

pessoas, também está fazendo a obra do Pai.

Não houve um instante sequer na vida de Jesus que Ele deixasse

de fazer as obras de Deus e operar no poder do Espírito Santo. Mas,

uma coisa que muitas pessoas questionam é a saúde de Jesus. Como

ele podia ser tão saudável? Como é que Jesus nunca experimentou o

“stress”, o cansaço físico e emocional, nunca experimentou enfermi-

dade alguma?

Não quero nesta mensagem falar de enfermidades causadas por

vírus ou outras coisas, mas falar daquela enfermidade que o próprio

indivíduo pode produzir; e uma das suas causas mais comuns é a

amargura. A Bíblia fala muito sobre a amargura e queremos focalizá-

la neste livro.

Quando pegamos um dicionário e procuramos a palavra amargo,

vamos encontrar: ser afligido, ser apertado, pressionado. Amargura:

“forte animosidade; ser marcado pelo ressentimento ou pelo rancor;

amargurar-se: pingar como gotas de água da tortura chinesa, fustigar

com objeto pontiagudo”.

Ao ver o sentido dessas palavras no dicionário, eu me impressionei

com esta expressão: amargurar-se, pingar como as gotas de águas da

tortura chinesa.

Os chineses são mestres em muitas coisas bonitas e em muitas

48

coisas ruins também. E uma dessas coisas ruins é a chamada tortura

chinesa, ou seja, eles deixam cair um pingo d’água na testa da pes-

soa. O primeiro pingo cai e não acontece nada, cai o segundo, também

nada, o terceiro, o quarto, só vai molhando

...

Mas quando começa a

cair o enésimo pingo, aí ele cai como se fosse uma martelada. Cai, cai ...

E aquilo vai como que explodindo por dentro da pessoa. É uma tortura!

Há pessoas que abrigam no coração o sentimento chamado

amargura. Nutrem amargura contra o esposo, contra a esposa, con-

tra o filho, contra o irmão, contra um amigo

...

E há pessoas que nunca

declaram, mas que lá no fundo guardam amargura até contra Deus.

Olhe o que está escrito em Deuteronômio 32.32: “Porque a sua vinha é

da vinha de Sodoma e dos campos de Gomorra; as suas uvas são uvas de

veneno, seus cachos, amargos.”

Em outras palavras, todos nós temos frutos, e uma das coisas que

machucam muito é quando o fruto que é esperado se transforma em um

fruto amargo, em fruto de amargura. Está escrito em Provérbios 14.10: O

coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o

estranho.”

Cada pessoa conhece o seu próprio coração. Ninguém conhece o co-

ração do outro a não ser Deus. É bobagem alguém dizer que conhece ao

outro. Não conhece! Alguém poderá viver casado até cinquenta anos que

não conhecerá o parceiro; pode conhecer uma parte dele, mas não o todo.

Mas, como a Palavra de Deus diz que: “O coração conhece a sua própria

amargura”, só você se conhece.

49

Há muitas pessoas que conservam no rosto uma máscara: sempre

um sorriso! Parece que as coisas estão muito bem

...

Mas, quando retiram a

máscara, só Deus o reconhece, porque Ele conhece o coração do homem e

sabe quando há semente de amargura em seu interior.

50

longe de Vós todA A m ArgurA

É horrível o que acontece com algumas pessoas: suas palavras são

amargas; e a Bíblia usa a expressão chamada fel; fel de amargura. Pes-

soas que se alimentam da amargura, comem da amargura, caminham

com a amargura.

Em Efésios 4.31 está escrito: Longe de vós toda a amargura, e

cólera, e ira, e gritaria e blasfêmias, e bem assim toda a malícia”. Mui-

tas vezes, achamos que os pecados que devemos evitar são apenas

aqueles pecados lá da lista dos dez mandamentos, que diz assim “Não

51

adulterarás, não furtarás, não matarás [

...

]” (Êx 20) Algumas pessoas

se julgam muito santas, e dizem: “Bem, eu vivo de acordo com a Palavra

de Deus e vivo firmado nela”. Você pode não ser adúltero, mas se for

uma pessoa amarga, é a mesma coisa. Compreende isso?

Muitos que vêm de outras religiões ou seitas trazem um embasamen-

to tão errado, porque alguns segmentos religiosos dividem os pecados em

pecados capitais, pecados veniais, pecados mortais e uma série de gradua-

ções do pecado. Então, há uma contemporização para certos pecados. Mas

aos olhos de Deus, transgressão é transgressão.

Muitas vezes, você se indaga quem será o beneficiado se você viver

uma vida santa. Você mesmo, é claro! Não pense que Deus estabelece seus

princípios, suas leis, simplesmente para nos fazer penar. Deus não tem ne-

nhum propósito em dividir suas leis, seus mandamentos para que Ele possa

se agradar somente. Não! Quem lucra em viver uma vida bonita somos nós

mesmos. Por isso a Palavra descreve: “Longe de vós toda amargura ...”

Algumas coisas têm que estar bem perto de nós; a Bíblia diz que quem

está perto de nós é o anjo do Senhor: “O anjo do Senhor, acampa-se ao redor

dos que o temem”, “perto está o Senhor dos que o temem.” Mas está escrito:

“Longe de vós toda a amargura, e cólera [ ]” ...

Quando mais longe puder estar de nós, toda amargura, toda cólera, toda a

ira, toda a gritaria, melhor. Aquela gritaria dentro de casa com seus filhos, com a

vizinha, com o gato, com o cachorro

...

são gritos que não levam a nada, são gritos

apenas da carne. Você pode gritar dentro da igreja: Aleluia, glória a Deus! Pode e

deve dar glórias e aleluias. São brados de louvor a Deus. Mas toda gritaria e até a

52

blasfêmia e toda malícia deve estar “longe de vós”. Devemos fazer, sim, as

obras de Deus para em tudo sermos semelhantes a Ele.

Carnal I dade, al I mento do d I abo

Há uma coisa linda em Jesus: Ele não nutriu nenhuma amargura.

Amargura é obra da carne, da ira. Quando Ele apontou para o diabo

e disse: “Lá vem o príncipe deste mundo, e ele nada tem em Mim” (Jo

14.30, grifo do autor), em outras palavras Jesus estava querendo dizer:

“Eu não alimento o diabo”.

Quando o homem pecou, ele passou a ter sobre si uma sentença. O Se-

nhor disse que o homem foi feito do pó; e sobre a serpente repousou tam-

bém uma maldição, dizendo que ela iria rastejar e se alimentar do pó. Ela

comeria o quê? Comeria o pó. E uma das coisas de que o diabo se alimenta

é do pó. E a nossa carne é esse pó.

Quando manifestamos sentimentos de amargura, de ira, de cólera, esta-

mos alimentando o diabo. Estamos dando comida para ele. Foi por isso que Jesus

disse: Lá vem o príncipe deste mundo e ele nada tem em Mim.” Ou seja, Ele nunca

o alimentou, nunca serviu um prato de comida ao diabo, nunca se curvou diante

dele; ele nunca achou em Jesus “o seu prato”.

Mas, você pode perceber que quando você se envereda por esse ca-

minho, você o alimenta, as coisas ficam diferentes, a própria atmosfera fica

pesada.

Não sei se você já percebeu isso: quando entra numa casa e as pessoas

estão manifestando ira, amargura, cólera, você entra e sente no seu espí-

53

rito que algo não está bem. A atmosfera está carregada, impregnada de

comida para o diabo. Naquela hora há um prato feito de coisas muito ruins

naquele lugar, e o diabo está se alimentando. Mas a Palavra diz: Longe de

vós, toda amargura”, meu amado.

54

lIções de deus contrA A A m ArgurA

Deus deseja ver o seu povo santo. Às vezes, queremos focalizar

apenas o poder, mas temos que ter o equilíbrio do poder com a vida,

com aquilo que manifestamos, que passamos pelo nosso caminhar.

Em Hebreus 12.14 está escrito: “Segui a paz com todos e a santifi-

cação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” E em Romanos 12.18 lemos:

55

“Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.”

Você pode ter paz com todos, mas algumas pessoas não vão querer ter

paz com você. Porém, se as pessoas não quiserem ter paz com você, o

problema será delas. Seu dever como cristão é ter paz com todos.

Queremos ver a Deus, mas não é ver a sua imagem, o seu rosto; não é

vê-lo fisicamente, e, sim, vê-lo atuando em nossa vida, em tudo o que faze-

mos: nos nossos caminhos, nos nossos passos, segurando as nossas mãos,

curando as enfermidades. É ver Deus falando dia a dia, compreende isso?

Deus é Espírito; você não pode vê-lo conforme seu aspecto físico, mas você

precisa ver Deus no cotidiano, em cada coisa. Todos nós gostaríamos de ver

Deus face a face! Mas estamos aqui e durante nossa peregrinação, nossa

jornada neste mundo, precisamos vê-lo no dia a dia. E a melhor maneira

de ver Deus, é obedecendo o que diz a Palavra: “Segui a paz com todos e a

santificação [

...

]”

Santificação, aqui, não é o que as pessoas querem mostrar

por aí, como o tamanho do cabelo, o modo de vestir, ou isto ou aquilo; não

é isso. Há pessoas que se portam de tal maneira, que aos olhos do mundo

podem parecer as mais santas; mas, na verdade, têm dentro do coração um

vulcão de amargura.

Ser santo é ser separado, ter dedicação integral a Deus, é ter um

comprometimento cem por cento com o Senhor, levar Deus a sério.

Está escrito na Bíblia em Hebreus 12.15: Atentando, diligente-

mente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus;

nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos pertube e, por

meio dela, muitos sejam contaminados.”

56

Para haver uma raiz é precioso que haja uma semente. O nosso cora-

ção é mostrado na Bíblia como se fosse um terreno, o solo. Cada coração

é diferente um do outro; há coração que a semente cai nele, mas é um

coração cheio de cascalhos, tão cheio de pedras que a semente não brota.

Outras vezes, nasce, mas não tem raízes. Muitos corações se identificam

nesta questão da semente da amargura. Alguém o machuca, alguém o

decepciona, ou há alguma situação que o magoa; então aquilo foi uma

sementinha que foi plantada ali dentro do seu coração. Todas as vezes que

você começa a regar aquela semente com suas lágrimas, com seu ressenti-

mento, falando com as pessoas a respeito daquilo que o outro fez com você

imperceptivelmente, você estará regando aquela semente, porque está

dando muita importância para ela.

Se você tem uma semente plantada na terra, ou uma plantinha

qualquer que você não rega, ela irá morrer, vai desaparecer, mas, à

medida que você vai alimentado-a, regando-a, ela vai fazer uma coisa,

está escrito na Bíblia: “Ela irá brotar”. E quando ela brota, começam a

sair as raízes, e começam a perturbar os relacionamentos, a comunhão

com Deus. E está escrito na Palavra: “Que por meio dela, muitos serão

contaminados.” (Hb 12.15.) A amargura contamina. Você vê na história

de Israel que o povo não entrou na Terra Prometida. Todos que saíram

do Egito, com exceção de Josué e Calebe, ficaram prostrados no deser-

to; e dentre as tantas razões foi exatamente a amargura que quando é

alimentada, só vai crescendo.

Conheci crentes que viveram na igreja a vida toda, mas não cres-

57

ciam um centímetro na vida espiritual por causa da amargura. Outros

foram para o túmulo, amargurados.

No livro de Tiago 3.14 está escrito: “Se, pelo contrário, tendes em

seu coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis

disso, nem mintais contra a verdade.” Tiago estava escrevendo isso para

crentes, como também o versículo de Hebreus se dirige aos crentes. A

proposta da Palavra de Deus é nos fazer semelhantes a Ele. A amargura

vem porque nós a alimentamos; existe uma situação de contenda, de

porfia, de briga, de rivalidade, de incitamento, de combate, de discór-

dia. Há um princípio tão interessante na Palavra de Deus, semelhante

ao princípio do jogo de dama, ou seja, quem perde é quem ganha. No

mundo espiritual é assim: “o que perde é o que ganha”. Quando Jesus

estava ali na cruz, o diabo proferiu: “Eu venci”. Houve uma grande festa

e um rufar de tambores no inferno. Diziam eles: “A vitória é nossa, nós

ganhamos”. Mas o que eles não sabiam é que na morte de Jesus estava

a sua derrota, porque após a morte do Senhor, Ele quebraria as cadeias

da morte, ressurgiria cheio de glória e esmagaria por completo o últi-

mo inimigo, que é a morte. A vitória foi imensa!

58

sereI InImIgo dos teus InImIgos

Jesus deu a sua vida por você; quando você compreende isso,

que a sua vida está nas mãos do Senhor, não significa que você vai

ser um “nariz de cera” para os outros fazerem de você o que quiserem.

Pelo contrário. Deus não vai permitir que você seja uma marionete,

pois Deus vela por aqueles que esperam nele, e a Palavra diz: “Porque,

quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se

forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele [

...

]” (2Cr 16.9.)

Deus é um Deus até de humor. Lembro de um episódio que acon-

59

teceu a um irmão que ia de bicicleta para uma determinada cidade e

parou em certo lugar. Chegou alguém perto dele e disse-lhe: “Olha, eu

vou dar uma volta com a sua bicicleta”. Ele falou: “não vai”. “Eu vou sim”,

replicou o outro. E saiu com a bicicleta do irmão. Quando voltou, depois

de um bom tempo, para devolver-lhe a bicicleta, esse irmão estava

com outro rapaz, que não era crente, e que tomando a defesa do outro,

falou: “Olha, ele aqui é crente e não vai brigar com você por ter saído com

a bicicleta dele sem sua permissão; mas eu não sou crente”. E descontou

naquele moço desaforado toda a afronta que ele tinha feito ao cristão.

Uma coisa Deus disse para Moisés: “Eu serei inimigo dos teus inimi-

gos e adversários dos teus adversários.” (Êx 23.22.) Ou seja, Deus seria

o guarda-costas de Moisés. Quando nós cantamos: Buscai primeiro o

reino de Deus”, isso quer dizer que o “reino de Deus não é comida, nem

bebida, mas justiça, e paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17), que é

o que todos nós devemos buscar sempre.

A amargura vem muitas vezes porque os nossos direitos foram

feridos; e nos levantamos em favor dos nossos direitos. Em Provérbios

13.10 está escrito: “Da soberba só resulta a contenda, mas com os que se

aconselham se acha a sabedoria.” Isso quer dizer que da soberba proce -

de a ruína daquele que não abre mão, daquele que diz: “Não é assim, o

direito é meu!” Mas, quando você deixa realmente Deus cuidar da sua

vida; entende que é mordomo de tudo o que Deus lhe tem confiado e

passa tudo para as mãos do Senhor, então, Deus zela pelo que é dele:

você e tudo o que lhe diz respeito.

60

Vejamos o que a Palavra nos diz no livro de Provérbios 17.14:

“Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda; desiste, pois,

antes que haja rixas.” “Os lábios do insensato entram na contenda, e por

açoites brada a sua boca. [

...

]

O irmão ofendido resiste mais que uma

fortaleza; suas contendas são ferrolhos de um castelo.” (Pv 18.6,19.) “A

estultícia do homem perverte o seu caminho, mas é contra o Senhor que

o seu coração se ira” (Pv 19.3.) Lança fora o escarnecedor, e com ele se

irá a contenda; cessarão as demandas e a ignomínia.” (Pv 22.10.) “Como

o carvão é para a brasa, e a lenha, para o fogo, assim é o homem con-

tencioso para acender rixas.” (Pv 26.21.) “O gotejar contínuo no dia de

grande chuva e a mulher rixosa são semelhantes.” (Pv 27.15.)

Poderíamos mencionar muitos outros textos das Escrituras que

falam sobre a contenda, a discórdia, essa disputa acalorada, muitas

vezes, violenta, esse conflito amargo, aquela luta entre rivais, outras

vezes até mesmo entre os que se amam e que têm que considerá-las

sempre por esta perspectiva: uma obra da carne! Lembre-se de que

ninguém entra numa briga sem sofrer as consequências, nem deixa de

expressar o amor sem levar as consequências também, porque, como

disse Jesus, tudo quanto quisermos que os outros nos façam, assim

façamos nós a eles, pois essa é a lei e os profetas. E se não estivermos

debaixo da graça, estaremos sob a lei, portanto, sob sua maldição; e

terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Por que a vida de Jesus era normal, exalava graça? Porque ela era

repleta de amor para com todos!

61

Devemos todos ler um pouco mais o livro de Provérbios! Aliás, este

é um livro que todos nós deveríamos decorar. Sabe por que Provérbios

tem 31 capítulos? Porque cada mês trem 30 ou 31 dias. Então, é para

que você possa ler um capítulo por dia. Procure decorar o livro de Pro-

vérbios, que além de fácil de decorar, é um livro muito abençoado, que

traz muitas instruções para o nosso dia a dia.

Conheço irmãos que sabem toda a Bíblia de cor. Foram decoran-

do versículo por versículo e hoje têm pleno domínio da Palavra. Sei

que não é fácil; mas, com persistência, muita disciplina e, sobretudo,

com a inspiração do Espírito Santo, todos nós poderemos tomar posse

do que está escrito em 2 Timóteo 2.15: Procura apresentar-se a Deus,

aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja

bem a Palavra da verdade.” Nela encontramos resposta para todos os

nossos questionamentos e solução para todos os nossos problemas.

Alimentando-nos de seus sábios ensinamentos estaremos sempre

fortalecidos para enfrentar os embates da vida sem nos deixar abater

nem dar lugar em nosso coração a sentimentos mesquinhos que só nos

trariam amargura e nos afastariam daquele que disse: Eis que estarei

convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28.20.)

“Pai, obrigado porque tendes abrandado meu coração, não permi-

tindo que a ira e a amargura dominem minha vida. Faz-me sempre man-

so e humilde de coração, como é o meu Senhor Jesus Cristo, esperando

sempre dele a direção e a solução para todos os meus problemas, sejam

eles de natureza física, emocional e espiritual. Que todo sentimento de

62

ira, amargura ou outros semelhantes que, porventura, estejam arrai-

gados no mais íntimo da minha alma sejam arrancados em nome do

Senhor Jesus. Que haja cura total de minhas emoções e que a doce paz

do teu Espírito, ó Deus, paire sobre a minha vida, trazendo-me a graça do

contínuo meditar da tua Palavra e a prática dos teus preceitos que são

doces para a minha boca e por meio dos quais consigo entendimento.

Abençoa a cada leitor desta obra, fazendo-o ver os caminhos da vida na

tua presença, na plenitude da alegria, andando sempre na tua destra,

onde há delícias perpetuamente. É no nome de Jesus que oro. Amém!”

Deus abençoe!

Pastor Márcio Valadão

63

jesus te A m A e quer Você!

1º PaSSo: deus o ama e tem um plano

maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou

o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigê-

nito, para que todo o que nele crê não pereça, mas

tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.)

2º PaSSo: o Homem é pecador e está

65

separado de deus. “Pois todos pecaram e

carecem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.)

3º PaSSo: Jesus é a resposta de deus,

para o conflito do homem. “Respondeu-lhe

Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida;

ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.)

4º PaSSo: É preciso receber a Jesus em

nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece-

beram, deu-lhes o poder de serem feitos filhos

de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“

(Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Je-

sus como Senhor e, em teu coração, creres que

Deus o ressuscitou dentre os mortos, será sal-

vo. Porque com o coração se crê para justiça

e com a boca se confessa a respeito da salva-

ção.” (Rm 10.9-10.)

5º PaSSo: Você gostaria de receber a

Cristo em seu coração? Faça essa oração de deci-

são em voz alta:

66

“Senhor Jesus eu preciso de Ti, confesso-te o

meu pecado de estar longe dos teus caminhos.

Abro a porta do meu coração e te recebo como

meu único Salvador e Senhor. Te agradeço por-

que me aceita assim como eu sou e perdoa o

meu pecado. Eu desejo estar sempre dentro

dos teus planos para minha vida, amém”.

6º PaSSo: Procure uma igreja evangé -

lica próxima à sua casa.

Nós estamos reunidos na Igreja Batista da Lagoinha, à

rua Manoel Macedo, 360, bairro São Cristóvão, Belo Horizon-

te, MG.

Nossa igreja está pronta para lhe acompanhar neste mo-

mento tão importante da sua vida.

Nossos principais cultos são realizados aos domingos,

nos horários de 10h, 15h e 18h horas.

Ficaremos felizes com sua visita!

67

Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440

Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com

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