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DDS: Manual prático para implantar um programa que funciona e dura.

Como planejar e executar um programa de DDS em 5 passos:

1) Saiba o que está fazendo e planeje tudo com a gerência:


Não adianta cismar e sair fazendo. Cinco minutos de segurança nunca duram
somente 5 minutos. O tempo para reunir e dispersar o pessoal pode dobrar
esse valor e nós sabemos que em termos de produção tempo é dinheiro. Se o
DDS começar a consumir muito tempo, no primeiro aperto de produção o
gerente manda cancelar a pausa para evitar novos atrasos e o programa vai
para o vinagre. Por isso é importante justificar o programa; ter muito bem
definido o objetivo e os ganhos que se podem ter com ele. Assim fica mais fácil
de manter a coisa funcionando. DDS não é uma coisinha que a segurança faz,
DDS é um programa sério, que envolve toda a população e por isso precisa ser
tratado com cuidado. Portanto, antes de qualquer coisa, pense bem no que o
programa vai ajudar. Escreva tudo num papel e apresente ao gerente da
fábrica, convença-o do valor do programa e torça para um “OK” dele.

2) Conte com mediadores bons


Uma andorinha não faz verão e um técnico certamente não faz um DDS
sozinho, principalmente se a empresa for de média para grande. Muitas vezes
o técnico reúne 50 pessoas para falar de segurança, e faz isso no meio da
produção, com ruído de fundo, calor etc. Que efeitos isso vai ter? Os que
ficarem atrás não vão ouvir e fatalmente perderão o interesse e os que ouvirem
certamente não absorverão nada. Portanto, os grupos não podem ser grandes:
10, 15 pessoas é um número bom, mais que isso já prejudica.
O técnico tem que treinar os mediadores, pois eles serão multiplicadores de
idéias, conceitos e normas. Se essas pessoas não forem boas em
comunicação, se não tiverem boa dicção e boa leitura tudo poderá estar
prejudicado.

5 características na hora de escolher um mediador para DDS:

1) É um cara carismático, gente boa, que a maioria gosta;


2) Tem certo poder de influenciar os outros. As pessoas ouvem o que ele diz e
respeitam o que ele pensa;
3) É um bom comunicador oral, fala bem (não é falar difícil, é falar bem, ter boa
dicção, usar a linguagem da galera), tem boa leitura e é desinibido;
4) Tem histórico positivo com a segurança. Não dá para escolher o “Zé
acidente” para ser mediador. O escolhido precisa ser visto como um cara que
segue as normas, que pratica aquilo que diz;
5) É responsável. Um mediador tem um grande poder. Ele está influenciando
pessoas. Não dá para correr o risco de colocar alguém que irá transformar o
DDS num balcão de reclamações e fofocas. O mediador tem que ser muito
responsável para não deixar esse tipo de coisa acontecer.

Treinamento para mediadores, conteúdo:

- Conceitos de segurança, acidentes, perdas e prevenções;


- Principais procedimentos de segurança da empresa;
- Comunicação em grupos (técnicas de comunicação oral);
- Objetivos e vantagens do programa DDS;
- O que se espera de um mediador;
- Funcionamento do programa DDS.

3) Prepare um estoque de folhas-tema


Muitos programas morrem por falta de assunto, e vem daí o grande número de
gente vasculhando a internet atrás de temas para o DDS.
Algumas regras para o assunto do DDS:
O mediador só pode usar folhas-tema emitidas pela segurança do trabalho.
Nenhum mediador pode trazer um tema para a reunião sem antes passar pelo
crivo da segurança. A regra tem que ser: Todos podem sugerir assuntos ou
trazer material (revista, livro, foto etc etc.), mas isso tudo deve ser entregue
para a segurança que se encarregará de elaborar uma folha-tema sobre o
assunto. Isso evita que assuntos polêmicos ou inadequados sejam levados
para o pessoal. Imagine a cena: Um mediador está navegando na internet e
encontra um material que diz que misturar determinados medicamentos pode
curar dores de cabeça, uma informação falsa, sem base científica e que é
divulgada oficialmente na empresa (já que o DDS é um programa da empresa),
imagine um funcionário seguindo as dicas e tendo reações adversas, imagine
um filho de um funcionário morrer por causa disso. Portanto, muito cuidado,
temas de DDS precisam ser avaliados muito bem e na dúvida é melhor não
abordar o assunto. Não é a toa que as grandes empresas não permitem
nenhuma divulgação sem antes passar pelo Departamento de Comunicação
Interna. Comunicação é coisa muito séria e muito poderosa.
O SESMT, para evitar a falta de assunto, só deve iniciar o programa quando já
contar com um estoque de folhas-tema, umas 30 ou mais. Depois disso inicia-
se o programa e mantem-se um ritmo de elaboração de novas folhas visando
sempre manter o estoque. É o mesmo critério usado no almoxarifado. Folha-
tema também precisa ter estoque mínino, usou duas, precisa elaborar mais
duas novas para manter o estoque, assim, numa emergência, naquela semana
em que tudo deu errado e você não conseguiu nem sentar em frente ao
computador, o estoque lhe socorre, e depois que a tempestade passar você
elabora mais e repõem.

4) Venda o programa ao chão de fábrica


De nada adianta ter um ótimo produto se ninguém conhece, se ninguém sabe
para que serve e que vantagens ele traz. A propaganda soluciona isso. E no
DDS é a mesma coisa. O programa precisa ser “vendido” ao pessoal da
produção como algo bom, divertido, que proporciona conhecimentos que
podem ser levados para casa, compartilhados com a família. Já vi
trabalhadores dizendo que adoravam sentar para jantar com a família e contar
o que tinham aprendido naquele dia no DDS. “Meus filhos adoram ouvir o que o
pai tem a ensinar”... Todo mundo gosta de aprender coisas novas que possam
ser passadas à outras pessoas, e isso o DDS faz muito bem.
Dicas para “vender” bem o seu programa DDS:
- Divulgue um teaser dois meses antes. Teaser são aqueles anúncios que
estimulam a curiosidade, mas não revelam o produto. Algo do tipo: “Vem ai o
programa que vai trazer mais conhecimento para você”... Isso cria uma
atmosfera de curiosidade em torno da coisa;
- Crie um concurso um mês antes do início para escolher um mascote para o
DDS. Negocie com a gerência um prêmio legal para ser dado ao ganhador.
Permita que os filhos dos colaboradores participem. Isso envolve as pessoas e
já dá um peso positivo ao programa;
- Faça um treinamento geral uma semana antes do início para explicar o que é,
como irá funcionar, quem serão os mediadores etc. Isso deixa tudo claro e as
pessoas não são pegas de surpresa;
- De tempos em tempos premie aqueles que se destacaram nos DDSs, aqueles
que trouxeram sugestões de temas, que participaram ativamente, que
discutiram, que valorizaram, enfim, aqueles que sempre participaram
ativamente;
- Diversifique os assuntos entre técnicos e curiosidades do dia-a-dia. Não fique
somente nos assuntos internos, como usar EPIs, normas de segurança etc.
Mescle assuntos do cotidiano como prevenção de doenças, cuidados com as
crianças, segurança no lar, no trânsito, perigo de uso de medicamentos sem
orientação médicas etc. São esses assuntos que fazem as pessoas terem a
sensação de estarem aprendendo coisas novas e não somente ouvindo
repetições;
- Divulgue os resultados estatísticos positivos que possam estar ligados ao
DDS, como por exemplo: “12 problemas foram solucionados nesse setor no
último mês graças as sugestões dadas no DDS...”

5) Tenha um bom sistema de gestão do DDS0


Esse sistema é chamado de “módulo de sustentação”, pois é ele que mantém o
programa em funcionamento e em constante crescimento.
- Registro estatístico:
Registre os encontros. Você não precisa colher assinaturas. DDS não é
treinamento e isso tomaria mais tempo que a própria exposição do tema, mas
peça aos mediadores que registrem o número de participantes, assim, você
consegue estimar a quantidade de pessoas que teve determinada orientação,
por exemplo: O tema “proteção das mãos” teve uma participação de 300
pessoas, se eu tenho 600 funcionários, posso dizer que 50% do meu efetivo
recebeu essa orientação.
Exemplo de folha de registro de participação
- Reuniões mensais com mediadores
É importante ouvir os medidores para saber como as coisas estão indo. Muitas
vezes os mediadores tem reclamações ou sugestões que podem melhorar o
andamento do programa, mas acabam não tendo oportunidades formais de
relatá-las.
Essas reuniões também podem ser usadas para entrega das folhas-tema que
serão utilizadas ao longo do mês (uma outra sugestão é que cada mediador
tenha uma pasta onde possa colocar as folhas-tema, as folhas de participação
e os demais formulários utilizados no programa).
- Reciclagem anual dos mediadores
Vale lembrar que os mediadores são multiplicadores da segurança,
disseminadores das idéias do SESMT e portanto precisam estar sempre
atualizados. Um bom treinamento anual com 8 horas de duração é suficiente
para reanimar e oxigenar a turma.
- Sistema de recepção, tratamento, encaminhando e follow-up de solicitações
vindas do chão de fábrica.
Quando se reúnem pessoas em torno de assuntos de segurança, é mais do
que natural que surjam reclamações ou sugestões de melhorias. O camarada
que trabalha numa máquina cuja proteção está quebrada, certamente irá se
manifestar quando o mediador abordar esse assunto no DDS. E o que fazer
com essa demanda? Um fluxo que funciona bem é o seguinte: O mediador
anota a reclamação numa folha padrão; essa folha (com várias necessidades
relatadas) será entregue ao SESMT de tempos em tempos (o ideal é uma vez
por semana, em data pré-determinada). O SESMT por sua vez irá analisar e
dar encaminhamento para resolução. Após isso, divulgará os resultados dando
crédito ao DDS como um programa que promove melhorias.
O efeito sobre o colaborador é muito positivo, pois ele percebe que as coisas
estão acontecendo e que as suas solicitações não são esquecidas, isso o
motiva a participar cada vez mais.
O importante é não deixar de dar satisfação sobre o que foi pedido num DDS,
mesmo que a situação não se resolva é importante dar retorno ao solicitante.
Esse talvez seja o ponto crucial do programa DDS, o calcanhar de Aquiles, se
essa estrutura não funcionar o programa cai em descrédito e inevitavelmente
morre.
Seguindo esses passos é muito provável que o seu Programa DDS nasça forte,
cresça e dê bons frutos à segurança.

Boa semana.

O que é DDS ?
A sigla DDS significa Diálogo Diário de Segurança. Algumas vezes, também
é usada a expressão DDSMS, ou seja, Diálogo Diário de Segurança, Meio
Ambiente e Saúde.
Trata-se de um método usado na prevenção de acidentes e impactos
ambientais. Com o DDS, os princípios básico de Segurança, Meio Ambiente e
Saúde são disseminados em toda a organização.
A metodologia consiste na realização de uma breve reunião diária, com
duração de aproximadamente 10 minutos.
Nossa experiência mostra que embora o DDS convencional seja uma excelente
metodologia para conscientizar os colaboradores da empresa sobre as
questões pertinentes às suas atividades, na prática a sua implementação sofre
uma série de dificuldades.
Entre as principais razões encontradas podemos citar:

• assunto apresentado de forma confusa e com linguagem inadequada,


sem considerar o nível de entendimento dos participantes;
• falta de habilidade para falar em público do apresentador e dificuldade
em transmitir o conhecimento;
• apresentação feita de forma monocórdia através da leitura de um texto.

Tendo identificado estes problemas nas empresas, foi detectada a necessidade


de criar uma forma mais eficiente e atraente para aprensentar o DDS. Esta
nova forma foi batizada de DDS PREMIUM, que é a informação do DDS
convencional com valor agregado, gerando conhecimento e produzindo
resultados para sua empresa.

Temas abordados no DDS


O DDS aborda uma grande variedade de temas, tais como:

• Cuidados com o uso de solventes;


• Poluição causada por produto químico;
• Armazenamento de produtos inflamáveis;
• Riscos do choque elétrico;
• Proteção das mãos;
• Importância do uso do equipamento de proteção individual;
• Riscos do ruído;
• Acidentes em escritório.

Dicas de implementação do DDS


O DDS Online sugere que, ao implementar o DDS na sua empresa, sejam seguidas as
seguintes recomendações:

• Convide profissionais de outras áreas da empresa para falar sobre


temas técnicos. Médicos, enfermeiros, psicólogos, engenheiros ou técnicos
são boas opções para dinamizar mais a reunião.
• Incentive a participação do grupo durante a reunião, para aumentar o
interesse e deixar mais dinâmico.
• Diversifique os temas e use recursos audiovisuais, sempre procurando
assuntos interessantes e atuais. Ouvir os colaboradores pode ser uma boa
fonte de inspiração para temas de DDS, além de situações do dia-a-dia.
Peça sugestões de DDS no jornal interno da empresa. Dê brindes para quem
sugerir temas.
• Não se esqueça que o objetivo do DDS é criar condições para que os
trabalhadores possam trocar informações, apresentar idéias, comentar
dúvidas e dificuldades relacionadas à Saúde, Segurança e Meio Ambiente.
• Use uma linguagem clara e simples, sem apelar para jargões e termos
dúbios ou de difícil entendimento.
• Uma reunião típica leva de 5 a 15 minutos, mas se houver interesse do
grupo, não há problema em prorrogar um pouco mais, mas sem impactar a
rotina de trabalho.
• Embora se recomende que o DDS seja feito diariamente, algumas
equipes preferem fazê-lo de com outra periodicidade. Entretanto, nestes
casos, a eficácia da metodologia pode ser reduzida. Para equipes
operacionais, com maior exposição ao perigo, sugerimos manter reuniões
diárias para aumentar o estado de alerta.
• Explique para a empresa o que é DDS. Faça a primeira reunião
apresentando o conceito do DDS. Inclua o tema DDS na integração dos
novos colaboradores da empresa.

Mantenha um registro da realização do DDS. Algumas empresas certificadas em


normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 incluem o DDS nos seus
Programas de Treinamento.

Foco nos negócios


Não há dúvida de que o DDS pode
ajudar a melhorar o desempenho de segurança e
ambiental nas empresas. Mas a implementação
eficaz desta metodologia depende de fatores como:
comprometimento da equipe, desenvolvimento dos
temas de DDS, capacidade de tornar as reuniões
atrativas e uma série de outros fatores.
Com a DDS Online grande parte de trabalho fica por nossa conta e sua equipe
pode focar no que realmente interessa para qualquer empresa: o negócio.
Um dos nossos objetivos é ajudar nossos clientes a manter o foco no negócio.
O DDS é uma metodologia eficaz e utilizada por várias empresas no Brasil e no
mundo. Mas sua aplicação envolve tempo dos seus colaboradores para a
seleção, busca de informações e elaboração dos temas a serem apresentados.