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Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA)

Turma: DI2N09

Aluno: Marcelo Vitor Siqueira Medeiros

Respostas das Questões da Prova de História do Direito

1. É o conjunto de leis marcado pelo princípio da vingança expressa na


frase “olho por olho, dente por dente”, ou seja, se o indivíduo danificar os
olhos de seu algoz, este poderá fazer o mesmo havendo um processo de
equilíbrio. Outra característica pode ser entendida no período “para que o
forte não prejudique o mais fraco, a fim de proteger as viúvas e os órfãos”,
isto é, mais uma vez demonstra a harmonia existente na lei de modo que esta
fosse sempre justa para não beneficiar apenas os mais favorecidos e sim
aqueles que detinham poucos privilégios visando também a proteção das
viúvas que perdiam seus maridos principalmente em guerras e as pessoas
sem famílias sejam elas crianças, adultos ou idosos.

Ditava relações de trabalho, família, propriedade e escravidão; deu origem


ao que se chama modernamente de cláusula pétrea, por causa das leis
escritas em pedra tornando-se assim imutáveis.

2. Segundo o livro Códigos de Hamurabi – De Manu – Lei das XII Tábuas


(pág. 35), podemos citar os seguintes exemplos:

• Art. 196. Se um homem destruiu um olho de outro homem, destruirão


seu olho.

• Art. 197. Se quebrou o osso de um homem, quebrarão o seu osso.

Outra exemplificação pode ser vista no mesmo livro (pág. 34):

• Art. 185. Se um homem adotou uma criança desde o seu nascimento


e a criou, essa criança adotada não poderá ser reclamada.

3. O texto retrata uma das mais belas e dramáticas tragédias já escritas na


antiguidade clássica, pelo fato de levantar questões tanto no âmbito jurídico
levando estas mesmas para o lado moral da vida humana transformando este

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mito grego num drama universal podendo ser vivido por qualquer pessoa,
quanto no âmbito sentimental onde há a presença do amor que pode ser
percebida entre o filho do tirano de Tebas, Hêmon, e Antígona, uma das
principais personagens da narrativa.

Destaca-se pela presença da lealdade e dignidade vivida por Antígona


quando desobedece a uma ordem imposta por Creonte, no qual ele proibia o
enterro de Polinice, quando em vida, atentou contra as leis da cidade. O fato
dele não poder ser enterrado representava uma grande ofensa para o próprio
morto e sua família, pois a alma do falecido não faria a transição adequada
ao mundo dos mortos.

Isso se dá pelo fato de Polinices ter lutado contra Tebas e seu irmão
Etéocles, pela posse do trono aonde ambos vieram a falecer em combate.
Antígona ao saber da morte deles fica bastante entristecida; e como Etéocles
estava a favor da cidade foi enterrado com herói recebendo todas as
honrarias, entretanto, Polinice, por ser considerado traidor, foi jogado para
fora da cidade sendo entregue aos abutres.

Exemplo 1: CREONTE - (...) como sabeis, esses filhos, ligados pelo destino
comum, pareceram no mesmo dia, ferindo mortalmente um ao outro com
suas mãos ímpias; cabe portanto a mim ocupar o trono e exercer o poder na
cidade, por direito gerado pelos laços de parentesco que eles me ligavam.
Mas ninguém pode conhecer a alma, os sentimentos e as idéias de um
homem, a não ser observando o seu agir, ao aplicar as leis investindo de
autoridade. (...) e movido pelo mesmo espírito, quis que fosse tornada
pública a minha decisão sobre os filhos de Édipo: Etéocles, que em favor de
Tebas lutou e morreu com inigualável bravura, receba, por minha ordem
expressa, o devido sepultamento; e que se lhe consagrem todas as oferendas
que se depositam sob a terra, para os mortos mais ilustres! Quanto ao seu
irmão – quero dizer, Polinice – (...) fica a todos terminantemente proibido de
honrá-lo com um túmulo ou lamentar publicamente sua morte; que seu
cadáver fique insepulto, repasto de abutres e cães, e se transforme em objeto
de horror. Eis o sentido de minha decisão: criminoso algum jamais de mim
obterá qualquer honraria. E ao contrário, aquele que for cidadão benéfico
para Tebas terá de mim, enquanto eu viver e depois de minha morte, todas as
honras possíveis!

Por isso, por volta do meio dia, ela (Antígona) faz sozinha o sepultamento de
Polinice contrariando as determinações do seu tio tirano. Ao ser descoberta
pelos soldados de vigia é capturada e levada até Creonte que a sentencia a
morte.

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Exemplo 2: GUARDA – Ela estava dando sepultura ao morto por suas
próprias mãos, já te disse.

GUARDA – Sim! Foi ela que, violando tua proibição, deu sepultura ao
morto... Não é claro o que digo?

CREONTE – Ó tu, de olhar amarrado ao chão, confessas ou negas ter feito o


que ele afirma?

ANTÍGONA – Agora que me tens em teu poder, que mais queres tu, além de
minha morte?

ANTÍGONA – Ai de mim! Zombaram de minha desgraça! Oh Deuses! Por


que não esperam eles a minha morte e por que me escarnecerem diante de
todos? Ó felizes habitantes de minha terra, ó fontes do Dirceu, ó muros
sagrados, a vós eu tomo por testemunhas! Vede como, ignoradas as súplicas
de meus amigos, iníquas leis me levam a um covil de pedra, a um túmulo de
nova espécie! Oh desdita! Nem sobre a terra, nem no mundo das sombras
poderei habitar, nem com os vivos, nem com os mortos!

Diálogos extraídos do livro Antígona de Sófocles (pág. 88, 94, 95, 97, 109).

Com isso, percebe-se na peça um conflito entre as leis divinas, representada


por Antígona, e as leis dos homens, representada por Creonte, em que ambos
foram castigados por serem radicais em suas posições.

4. O problema entre justiça e ética enfatizada na peça demonstra a oposição


entre o Direito Consuetudinário representado por Antígona quando sepulta
seu irmão de modo simbólico acreditando que a ética estava acima da lei
determinada pelo tirano Creonte (proibição do enterro de Polinice), pois a
tradição do sepultamento era originária dos Deuses. E o Direito feito pelos
homens, representado por seu tio, que contrariando os costumes deste povo,
impôs suas regras acreditando que seu querer ou sua vontade, através de
decreto em forma de lei, estava acima de toda uma tradição presente em
Tebas resultando nas seguintes sanções: Antígona foi presa e sentenciada à
morte no interior de uma prisão subterrânea por inanição, todavia, cometeu
suicídio e Creonte além de ter perdido a sobrinha e futura nora, perdeu
também o filho e a mulher, ambos por suicídio.

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5. A solução de conflitos entre classes, principalmente entre a dos Eupátridas,
detentora do poder e a burguesia comercial juntamente com o proletariado
urbano e rural, foi com a escolha de alguns legisladores. Suas metas eram
fazer reformas tanto no âmbito social quanto no econômico visando atender
àquelas pessoas que tinham menos privilégios.

Como estas mudanças não foram obras de apenas um homem, surgiram três
figuras que deixaram seus nomes na história da democracia grega: Sólon,
Clístenes, Péricles.

Solón: De origem aristocrática, foi poeta, comerciante por enriquecimento e


herói nacional por lutar nas guerras contra Salamina e Mégara, merecendo
total confiança dos seus compatriotas. Considerado um gênio por dar a
Atenas a primeira constituição democrática, impondo reformas econômicas,
sociais e políticas; sendo uma das suas primeiras preocupações resolver o
problema agrário libertando a terra e o camponês, destruindo assim a base
econômica dos ricos, permitindo a mobilidade social entre classes.

Na área política instituiu a reforma de classes através da nova divisão


censitária, ou seja, em quatro classes tomando como base a riqueza de cada
um. Desse modo, aboliu a distinção de classe por nascimento, que era um
dos pilares da aristocracia.

A cada classe, atribuiu direitos e deveres específicos: os Pentacosiomedinos


e os Cavaleiros tinham o privilégio de exercer os mais altos cargos. Zeugitas
foram reservados os cargos subalternos. Os Tetas podiam participar da
Assembléia do Povo e dos Tribunais, todavia, a eles era negado o direito de
ter acesso às magistraturas.

Para ter um melhor desempenho da Assembléia do Povo, chamada também


de Ekklésia, Sólon criou a Bulé com quatrocentos membros. Atribuiu ao
Areópago o papel de zelar pelas leis.
Clístenes: O apoio popular foi decisivo para ele pelo fato de dividir todos os
cidadãos em dez classes, em vez das quatro anteriores, com a finalidade de
misturá-los para que melhor participassem do controle do Estado.
Estabeleceu a Bulé com quinhentos membros, em vez de quatrocentos,
sendo cinqüenta de cada classe, antes havia cem de cada classe.

Dividiu a Ática em trinta seções, usando a demos como unidades básicas;


dez das seções ficavam na área da cidade, dez na proximidade da costa e dez
no interior. E mais, as localizou por sorteio de três em cada classe, uma para
cada área geográfica.

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Deixou os cidadãos livres para estabelecer clãs, frátrias, e determinar
sacerdotes da maneira tradicional. Estas modificações tornaram a
constituição bem mais democrática do que na época de Sólon. Um fator que
contribuiu foi que as leis de Sólon haviam caído em desuso sob a tirania e
Clístenes as substituiu por outras com a finalidade de conseguir o apoio
popular.

As reformas de Clístenes consolidaram a cidade-estado (Pólis) de Atenas,


cujo sentimento de união e patriotismo ficou demonstrado durante as guerras
contra os Persas. A vitória contra os Persas garantiu a hegemonia de Atenas
até a guerra do Peloponeso.

Péricles: Outro grande articulador da democracia ateniense, sendo muito


popular assim como Clístenes e dotado de bastante inteligência e habilidade,
governou a cidade helênica ainda muito jovem realizando grandes obras
públicas que resultaram no embelezamento de Atenas.

Tornou o Estado ainda mais democrático, pois ele retirou do Areópago


alguns poderes que foi direcionado ao próprio Estado e ao poder naval,
cabendo ao povo a coragem de ocupar todos os campos do governo já que o
poder estava em suas mãos.

Do ponto de vista político-institucional, sobressaíram-se algumas medidas


como a concessão à classe dos Zeugitas o direito de exercer a função de
Arconte até então reservada as classes superiores como a dos
Pentacosiomedinos e Cavaleiros.

Para melhorar o funcionamento das instituições governamentais, ele


determinou que o Estado remunerasse os cidadãos que dedicavam grande
parte do seu tempo ao serviço público.

Expandiu também o império ateniense às outras cidades gregas, mas, após


sua morte o Estado entrou em declínio.

6. Foram três os princípios básicos:

• Liberdade: Ideal de vida que foi conquistado progressivamente,


tanto na paz como na guerra. Neste período os atenienses sentiram a
plenitude do valor da liberdade política interna e externa com o fim
da escravidão por dívida e nascença instituída por Sólon.

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• Igualdade de Direitos: Conjuntamente com a liberdade, a igualdade
constitui a essência da democracia ateniense. Um princípio não pode
existir sem o outro. Era dividido em três tipos:

 Isonomia: Igualdade de todos perante a lei.

 Isotonia: Direito de todos os cidadãos adultos livres a ocuparem


funções públicas ou cargos administrativos. Houve extinção de
todos os cargos vitalícios.

 Isegoria: Direito de freqüentar as assembléias gerais e se


expressar nelas livremente, desde que seja maior de dezoito anos
e ter prestado serviço militar, neste caso somente para os homens.

• Império da Lei: A lei era feita pelo povo que reunido na Assembléia
obedecia à suas normas, isto era ser livre.

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