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Profecia e Misticismo - Pb. José Roberto A.

Barbosa
Publicado em 19 de Julho de 2010 as 04:11:19 PM Comente
Texto Áureo: Jr. 29.8 - Leitura Bíblica em Classe: Dt. 13.1-5; 18.10-12
Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com
Objetivo: Refletir sobre a influência do sobrenatural místico nos dias atuais que não condizem com a
revelação da Palavra de Deus.
INTRODUÇÃO
A religiosidade pós-moderna está pautada no misticismo. A crença no relativismo tem levado o ser
humano à tentativa de encontrar respostas na experiência. A subjetividade, por estar na moda, está sendo
posta como verdade. Em resposta a essa realidade, estudaremos, na lição de hoje, esse fenômeno a partir
de uma perspectiva bíblica, e, ao final, defenderemos a espiritualidade cristã, pautada na Palavra e no
Espírito, e não na mera experiência, como princípio bíblico.
1. MISTICISMO, DEFININDO O TERMO
A palavra misticismo vem do latim “mystica” que quer dizer “espiritual”. No sentido amplo do termo,
qualquer pessoa espiritualizada, que esteja envolvida em práticas religiosas, pode ser considerada mística.
Partindo desse pressuposto, é possível encontrar referências a determinados cristãos como se esses
também fossem místicos. A partir da teologia cristã, a palavra “místico” tem a ver com a experiência
religiosa destituída de fundamentação bíblica. Essas experiências remetem aos tempos antigos, já
identificados por Moisés, em Dt. 131-5; 18.10-12, textos esses que denunciam a experiência de consulta a
entidades cuja revelação não proceda de Deus. A esse respeito, não podemos esquecer que toda
religiosidade tem base na necessidade divina de buscar o Outro. Esse, no entanto, não pode ser
encontrado por meio da subjetividade, isto é, da experiência do “eu”, sem a mediação da revelação bíblica
em Cristo. A consulta aos mortos, as práticas advinhatórias, feitiçarias, encantamentos e magias, bastante
propagadas nos dias atuais, inclusive no cinema, através de filmes como Harry Potter, entre outros, não
têm respaldo escriturístico. O misticismo, também denominado de ocultismo, é uma Torre de Babel (Gn.
11), pois se trata de uma construção meramente humana, e do mesmo modo daquele, está condenado à
ruína, haja vista a numerosidade de experiências que o fundamenta, gerando confusão.
2. O MISTICISMO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS
Quando o povo de Israel estava prestes a adentrar à Terra Prometida, o Senhor advertiu-lhe para que não
seguisse à religiosidade das nações vizinhas (Dt. 18.4). Esses povos cultivavam, em sua religiosidade,
ritos ainda observados pelos povos atuais, tais como: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô,
búzios, quiromancia, necromancia, numerologias, levitação, transe, entre outros. As pessoas que se
envolvem em tais ritos estão em desobediência ao que apregoa a Bíblia Sagrada. Comumente são
chamadas a prognosticarem o futuro em programas televisivos, mas seus vaticínios não se cumprem,
ainda que os entrevistadores não “prestem contas” dessas profecias falsas (Dt. 18.21,22). Ao invés de
buscarem a instrução na sábia Palavra de Deus, buscam orientação dos espíritos e de supostas
adivinhações (Dt. 18.11). As palavras proferidas por esses médiuns (Ex. 20.3,4) não procedem de Deus,
mas de ídolos, produto da invenção e religiosidade humana (Dt. 13.1-3). As mensagens místicas se opõem
aos fundamentos da verdade bíblica, dentre eles, o principal, a divindade de Cristo (Cl. 2.8,9), bem como
a sua humanidade (I Jo. 4.1,2). Além do mais, o centro da profecia não é o próprio Cristo, mas interesses
pessoas, que geralmente são revertidos em lucros financeiros (Ap. 19.10). Esse misticismo, já praticado
nos tempos de Paulo, instiga os seres humanos à abstinência, cujo fim último é a ostentação de uma
pretensa santidade (I Tm. 4.3,4). O misticismo é propenso aos extremismos, por um lado promove a
imoralidade sexual (Jd. 4,7), e por outro, encoraja ao legalismo (Cl. 2.16-23).
3. ESPIRITUALIDADE CRISTÃ SIM, MISTICISMO NÃO
O misticismo não é algo novo, mas remendo novo em pano velho. Ele sempre foi praticado na história da
religiosidade humana. Na verdade, misticismo e religiosidade andam de braços dados, é como se fossem
os dois lados da mesma moeda. O misticismo não se adequa à verdade bíblica, justamente por isso, foge
dela, não dá a mínima atenção a estudos bíblicos. As práticas místicas estão respaldas na mera
experiência humana. Onde há misticismo, não existe leitura criteriosa da Bíblia. O mais vergonhoso é
perceber que no contexto evangélico moderno, os ritos místicos estão substituindo a leitura bíblica e a
oração. A comunidade evangélica está repleta de superstições e amuletos. Penso que se os apóstolos e
reformadores testemunhassem algumas atitudes de determinadas igrejas pretensamente cristãs ficariam
escandalizados. Está na hora de resgatamos a genuína espiritualidade cristã. E essa não se fundamenta na
mera subjetividade humana, de quem quer que seja: homens ou anjos (Gl. 1.7-9), mas na pregação
comprometida da Palavra de Deus, na oração fervorosa no Espírito e na comunhão na igreja vivida em
amor. Uma espiritualidade que não leva em conta a ortodoxia, isto é, a apropriada leitura e interpretação
da Bíblia, os momentos de devoção fundamentados na Sagrada Escritura, não passa de misticismo. E não
importa onde aconteça, seja dentro ou fora dos arraias evangélicos. A espiritualidade verdadeiramente
cristã não se confunde com o misticismo, pois essa, além de partir da revelação de Deus, se concretiza em
atitudes condizentes com o fruto do Espírito (Gl. 5.22).
CONCLUSÃO
Neste momento, em que a sociedade começa a negar a redução da existência à materialidade, é
compreensível que muitos estejam se voltando ao misticismo. A igreja do Senhor, em resposta a essa
carência, precisa assumir uma voz verdadeiramente profética. A enunciação da igreja deva ter como mote
o “assim diz o Senhor”, não o “assim digo eu ou qualquer outra entidade”. Para tanto, faz-se necessário
que essa busque o caminho da genuína espiritualidade, fundamentada tanto na Palavra quanto no Espírito
de Deus.
BIBLIOGRAFIA
GEISLER, N. ; RHODES, R. Respostas às seitas. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

Profecia e Misticismo - Rede Brasil de


Comunicação
Publicado em 20 de Julho de 2010 as 11:28:34 AM
Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 04 - PROFECIA E MISTICISMO
INTRODUÇÃO
O objetivo primário desta lição é diferenciar a verdadeira profecia do misticismo. Para isso, é necessário
uma definição a palavra em estudo. A palavra “místico” foi usada pela primeira vez por Dionysius, o
Areopagita no final do V século, para sistematizar um tipo de Teologia onde Deus era entendido como
um ser absoluto e transcendente, além do natural. No entanto, com o passar do tempo, a palavra sofreu
variações de significado e uso. Hoje, as palavras “místico” e “misticismo” são aplicadas a todos os tipos
de conhecimentos esotéricos. A essência principal do misticismo é a experiência com o sobrenatural.
Como a ênfase das muitas manifestações místicas estão nas práticas divinatórias que se apresentam
rotuladas como profecias sobre a vida e futuro das pessoas, então, como avaliar tais prognósticos?
Vejamos no primeiro tópico.
I – COMO AVALIAR A PROFECIA?
A forma mais segura na avaliação de uma profecia consiste na coerência com os mandamentos Bíblicos.
As palavras o Senhor Jesus nos mostra como se dá esta coerência: “Por seus frutos os conhecereis.
Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mt 7:16). Jesus está dizendo que a
videira só pode dar uva, que a figueira só pode dar figo, e assim por diante. Os Frutos são conforme a
espécie da árvore: “…árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie…” (Gn 1:11). A profecia tem
que está de acordo com os preceitos Bíblicos.
O cumprimento de uma profecia não é, por si só, suficiente para autenticá-la como de origem divina.
“Quando o profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, e
suceder …” (Dt 13:2). Se o evento acontecer como foi profetizado e o profeta induzir o povo a adorar
outros deuses, a recomendação do Senhor é: “…não ouvirás
as palavras daquele profeta…” (Dt. 13.3). Quando isto acontece, é Deus quem permite para provar se o
povo dEle ama-O de todo coração. Além da coerência e do cumprimento da profecia, assuntos já
comentados, existem outros critérios para avaliação da profecia que merecem relevância. A profecia não
pode: utilizar meios de adivinhação (Mq 5.12); envolver médiuns ou feiticeiros (Ml 3.5), negar a
divindade de Cristo, e nem promover a imoralidade (Lv 19.2)
II – QUAIS ERAM AS PRÁTICAS DIVINATÓRIAS DO MISTICISMO NO AT?
O povo de Israel foi advertido diversas vezes por Deus para não se envolver com as abominações dos
cananeus (Lv 18.29; 20.23; Dt 18:14; Jz 2.2). Todas as práticas divinatórias desse povo, quanto dos
demais que estavam em volta de Israel,
eram de origem satânica e encaminhavam a idolatria.
2.1 O Senhor Deus ordena que o Seu povo não se envolvesse para não se contaminar com o pecado e
assim afastasse da Santidade requerida por Deus.”Não vos virareis para os adivinhadores e
encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus.” (Lv 19:31).
2.2 A advertência é anunciada por Deus – O Senhor fica contra os que tais coisas praticam: “Quando
alguém se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face
contra ele, e o extirparei do meio do seu povo.” (Lv 20:6).
2.3 A consequência no AT era a morte, isto nos fala também de morte espiritual para aqueles
envolvidos com essas práticas; “Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de
necromancia ou espírito de adivinhação, certamente morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre
eles.” (Lv 20:27).
A Bíblia nos mostra como as nações realizavam suas práticas divinatórias, que iam do lançar flechas
escritas com presságios a exames de fígados dos animais oferecidos em sacrifícios. Em outro momento,
os adivinhadores repousavam em sepulcros para obter sonhos, e recebiam entidades espirituais malignas
para predizer o futuro. A palavra de Deus é categoricamente contra essas práticas satânicas.
Astrologia: adivinhar por meio dos astros celestes (Is 14.13; 2Rs17.16; 21.3; 23.5; Dn 2.27). De todas as
nações existentes, Israel foi a única ensinada a não se envolver com as artes mágicas e nem temer os
sinais dos céus. “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos
sinais dos céus; porque com eles se
atemorizam as nações.” (Jr.10.2).
Belomancia: Arte de adivinhar por meio de flechas. As flechas eram jogadas ao largo a que parasse mais
distante determinava o prognóstico sobre a pessoa: “Porque o rei de Babilônia parará na encruzilhada, no
cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas…” (Ez 21.21).
Necromancia: Arte de adivinhar por meios da evocação dos mortos (Dt.18.11). Por meio de espírito
familiares, isto é, entidades que podem aparecer por meio de invocações desses espíritos (Is.19.3).
Hepatoscopia: Arte de adivinhar por meio da análise do fígado das vítimas (Ez.21.21) “… consultará as
imagens, atentará para o fígado…”. Cada parte do fígado tinha sua própria significação. Este órgão
também era considerado em muitas nações pagãs como sendo o centro da vida.
Rabdomancia: Adivinhação por meio de varas mágicas: “O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara
lhe responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da sujeição do seu
Deus.” (Os. 4.12).
Sonhos: As práticas divinatórias também envolviam sonhos; para isso, tinha-se o costume de dormir
juntos aos sepulcros “Que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares secretos; come
carne de porco e tem caldo de coisas abomináveis nos seus vasos…” (Is. 65.4). A Bíblia mostra os sonhos
dos homens de Deus, como o de José (Gn 37.5-10), mas em momento algum, essas revelações vieram
acompanhados de práticas como essas citadas no versículo anterior.

III – A URGENTE NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA.


A profecia genuinamente Bíblica é uma necessidade para o mundo presente, pois ela mostra o caráter
santo de Deus. Qualquer profecia que contradiz isto tem que ser desconsiderada. Além disso, todos os
acontecimentos futuros referente a este mundo em que vivemos estão vaticinados nas Escrituras Sagradas,
com a garantia do seu fiel cumprimento. A expressão “Assim diz o Senhor”, que aparece 407 vezes na
Bíblia, é a certeza de que a profecia Bíblica é a voz de Deus na terra para os homens. A sua autenticidade
pode ser verificada na pessoa de Cristo, pois das 332 predições do AT. referente ao Senhor Jesus, todas se
cumpriram literalmente nele. Sendo assim, a veracidade da profecia é confirmada e a necessidade dela
tornar-se uma questão urgente para o mundo.
A profecia Bíblica proclama a vontade de Deus: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel, dizendo: Escreve
num livro todas as palavras que te tenho dito. Porque eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei tornar
do cativeiro o meu povo de Israel” (Jr 30:30). O Senhor disse que iria trazer Israel do cativeiro, e trouxe,
conforme a sua vontade revelada na profecia.
A Profecia Bíblica declara os juízos de Deus: “Filho do homem, profetiza e dize: Assim diz o Senhor
Jeová: a Gemei: Ah! Aquele dia!” (Ez 30:2). Os juízos de Deus contra o pecado, por diversas vezes nas
Escrituras, são mencionados nas profecias (Ez.21.2; 25.2).
A profecia Bíblica revela a santidade de Deus: “Tu, pois, lhes profetizarás todas estas palavras e lhes
dirás: O Senhor, desde o alto, bramirá e fará ouvir a sua voz desde a morada da sua santidade” (Jr 25:30).
Uma profecia que vai de encontro a santidade de Deus, tem que ser desprezada veementemente.
A profecia Bíblica mostra o grande amor de Deus: “Assim diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na
morte do ímpio….convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis,
ó casa de Israel?” (Ez 33:11). A história de Israel é marcada por desvios e grandes pecados, os juízos de
Deus foram contundentes contra eles. Mas a misericórdia, a compaixão e sua grande longanimidade estão
presentes nas profecias a partir do momento que o Senhor promete resgatar e restaurar o seu povo (Zc.
12.7).
A revelação do Caráter Santo de Deus, a sua vontade anunciada e confirmada, os juízos contra os
pecados, a santidade exigida e o seu grande amor com os pecadores são mostradas nas profecias. Desta
forma, isso nos mostra os propósitos da profecia bíblica e a necessidade dela ser ouvida por esta geração
envolvida com o misticismo satânico.
CONCLUSÃO
A profecia Bíblica é a voz de Deus na terra e por meio dela é proclamada a verdade e revelado o caráter
santo do Senhor aos homens. Já o misticismo com as suas práticas divinatórias não provêm de Deus, e
sim do maligno. Em todos os textos que estudamos ficou claro a ordem expressa de Deus para não nos
envolvermos com tais práticas. A Bíblia a classifica como abominação, algo repugnante, detestável aos
olhos do Senhor. “Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR” (Dt.18.12). A Bíblia
encerra em si mesma toda revelação para o mundo, não sendo necessário feiticeiros, adivinhadores, nem
prognosticadores e nem agoureiros.
REFERÊNCIAS:
• Pequena Enciclopédia da Bíblia – Orlando Boyer – Editora Vida.
• Evidência que merecem um veredito – Josh McDowell – Editora Candeia
• Pequena Enciclopédia Temática da Bíblia – Geziel Gomes – CPAD

LIÇÃO 4 – PROFECIA E MISTICISMO


Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2010
O Ministério Profético na Bíblia, a voz de DEUS na Terra
Comentários da revista da CPAD:
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva
QUESTIONÁRIO

TEXTO ÁUREO
"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o DEUS de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão
no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais" (Jr 29.8).
VERDADE PRÁTICA
Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não procede de DEUS.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Gn 41.8 - O fracasso dos sábios adivinhadores
Terça - Êx 8.18 - A enganação dos magos continua ainda hoje
Quarta -Dn 2.2-5 - A antiga falácia dos magos e astrólogos
Quinta -Ez 21.21 - Hepatoscopia praticada por Nabucodonosor
Sexta - Os 4.12 - Rabdomancia feita pelo espírito de luxúria
Sábado - Lv 20.27 - A Bíblia condena toda forma de prática divinatória
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE- Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12
Dt 13.1-5 - 1 Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, 2 e
suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não
conheceste, e sirvamo-los, 3 não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o
SENHOR, vosso DEUS, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso DEUS, com todo o vosso coração e
com toda a vossa alma. 4 Após o SENHOR, vosso DEUS, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos
guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. 5 E aquele profeta ou sonhador de
sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR, vosso DEUS, que vos tirou da terra do Egito e vos
resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso DEUS, para
andardes nele; assim, tirarás o mal do meio de ti.

Dt 18.10-12 - 10 Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prog-nosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,11nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um
espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, 12 pois todo aquele que faz tal coisa é
abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu DEUS, as lança fora de diante de ti.

13.3 NÃO OUVIRÁS AS PALAVRAS DAQUELE PROFETA. É fundamental à comunhão do crente com o
Senhor, a sua fidelidade a DEUS e à Palavra revelada dEle (8.3). Os versículos 1-5 mostram que a tentação
visando a destruir nossa lealdade a DEUS, às vezes surge através de pessoas parecendo espirituais. Várias
inferências decorrem disso, para nossa vida como crentes.
(1) DEUS, às vezes, testa a sinceridade do nosso amor e dedicação a Ele e à sua Palavra (cf. 8.2).
(2) DEUS, às vezes, nos prova permitindo que surja entre o seu povo, pessoas afirmando que são profetas de
DEUS, e que realizam "sinal ou prodígio" (vv. 1,2). Tais pessoas, às vezes, falam com muita "unção", predizem
corretamente o futuro, e operam milagres, sinais e prodígios. Ao mesmo tempo, porém, podem pregar um
evangelho contrário à revelação bíblica, acrescentar inovações à Palavra de DEUS ou subtrair partes dela (cf. 4.2;
12.32). Aceitar esses falsos pregadores, significa abdicar da fidelidade total a DEUS e à sua Palavra inspirada (v.
5).
3) O NT também, por sua vez, adverte que falsos profetas e falsos mestres perverterão grandemente o evangelho
de CRISTO nos últimos dias desta era. O crente deve ter firme determinação quanto a sua fidelidade à revelação
escrita de DEUS, como a temos na Bíblia. A autenticidade do ministério de uma pessoa e do seu ensino não deve
ser avaliada apenas pela sua pregação talentosa, alocuções proféticas poderosas, realização de milagres ou
número de decisões. Esses critérios tornam-se cada vez menos dignos de confiança à medida que se aproximam
os tempos do fim. O padrão da verdade sempre deverá ser a infalível Palavra de DEUS.

18.10 PASSAR PELO FOGO. Moisés relembra aos israelitas que não devem imitar a prática dos cananeus, de
sacrificar crianças aos deuses pagãos, o que eles faziam, tentando influir no decurso de eventos futuros (cf. Lv
20.2-5).
18.10 NEM ADIVINHADOR, NEM PROGNOSTICADOR. Os adivinhos ou feiticeiros procuravam predizer eventos
futuros ou desvendar segredos, pela ação de espíritos malignos ou de algum meio humano (cf. Ap 9.21). Já o
plano de DEUS para obtermos a verdade é ouvir os fiéis mensageiros de DEUS exporem a sua Palavra (vv. 14-
22).
18.11 NEM ENCANTADOR... NEM QUEM CONSULTE OS MORTOS. Esta lista inclui médiuns, espíritas e todos
que invocam os mortos ou consultam espíritos (i.e., demônios) para conhecerem segredos, predizer o futuro, ou
controlar coisas e pessoas. O que eles chamam de comunicação com os mortos é, na realidade, comunicação
com os demônios (cf. 1 Sm 28.7-14; 2 Rs 21.6; Is 8.19).

2Pe 1.19 - MUI FIRME A PALAVRA DOS PROFETAS. Pedro contrasta as idéias humanistas com a Palavra de
DEUS (v. 16). Ele atesta a origem divina das Escrituras e afirma que toda a profecia teve sua origem em DEUS, e
não no ser humano (cf. v. 16). Assim, temos a certeza de que a mensagem de DEUS é infalível (não é passível de
conter erros ou enganos) e inerrante (livre de erros, falsificação ou logro). A infalibilidade e a inerrância da Bíblia
são inseparáveis, porque a inerrância é o resultado da infalibilidade da própria Palavra de DEUS. As Escrituras, na
sua totalidade, são verdadeiras e fidedignas em todos os seus ensinos (2 Sm 23.2; Jr 1.7-9; 1 Co 14.37).
1.20 NENHUMA PROFECIA DA ESCRITURA. O significado é que nenhuma profecia das Escrituras veio das
idéias, ou raciocínio do seu escritor, mas, sim, do ESPÍRITO SANTO.
1.21 OS HOMENS... DE DEUS FALARAM INSPIRADOS PELO ESPÍRITO SANTO. Pedro afirma a divina origem
e autoridade das profecias da Escritura. Todos os crentes devem, de modo semelhante, manter um conceito firme
e final da inspiração e autoridade das Sagradas Escrituras. Há várias razões para isso:
(1) É a única maneira de ser fiel ao que JESUS CRISTO, os apóstolos e a própria Bíblia ensinam a respeito das
Escrituras (ver Sl 119; Jo 5.47).
(2) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, a igreja fica sem alicerce autêntico e seguro para sua
fé, sem certeza da salvação, sem valor moral absoluto, sem mensagem
garantida para pregar, sem nenhuma certeza do batismo no ESPÍRITO SANTO e da operação de milagres e
nenhuma esperança da volta iminente de JESUS CRISTO.
(3) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, os cristãos fiéis à Bíblia não têm nenhuma verdade
absoluta e objetiva, baseada na autoridade do próprio DEUS, com a qual possam julgar e rejeitar os valores
movediços deste mundo, as filosofias humanas e as práticas ímpias da cultura mundana (Sl 119.160).
(4) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escrituras, o cristão não tem condições de suportar as terríveis
dificuldades dos últimos dias (ver 1 Ts 2.1-12; 1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1).
(5) Sem uma convicção inabalável nas Sagradas Escritu-ras, ficam enfraquecidas a plena autoridade e as
doutrinas da Bíblia; em conseqüência disso, ela será substituída pela experiência religiosa subjetiva humana, ou
pelo ra-ciocínio independente e crítico, também humano (2.1-3)

1Tm 3.15 - IGREJA... COLUNA E FIRMEZA DA VERDADE. A igreja deve ser o fundamento da verdade do
evangelho. Ela sustenta e preserva a verdade revelada por CRISTO e pelos apóstolos. Ela recebeu esta verdade
para obedecê-la (Mt 28.20), escondê-la no coração (Sl 119.11), proclamá-la como "a palavra da vida" (Fp 2.16),
defendê-la (Fp 1.17) e demonstrar seu poder no ESPÍRITO SANTO (Mc 16.15-20; At 1.8; 4.29-33; 6.8).

2Tm 3.8 - RESISTEM À VERDADE. Uma das coisas que identifica o falso mestre na igreja é a sua oposição às
verdades básicas do evangelho, ou sua indiferença para com elas (ver 1 Tm 4.1)
4.1 APOSTATARÃO ALGUNS DA FÉ. O ESPÍRITO SANTO revelou explicitamente que haverá, nos últimos
tempos, uma rebeldia organizada contra a fé pessoal em JESUS CRISTO e da verdade bíblica (cf. 2 Ts 2.3; Jd
3,4).
(1) Aparecerão na igreja pastores de grande capacidade e poderosamente ungidos por DEUS. Alguns realizarão
grandes coisas por DEUS, e pregarão a verdade do evangelho de modo eficaz, mas se afastarão da fé e
paulatinamente se voltarão para espíritos enganadores e falsas doutrinas. Por causa da unção e do zelo por
DEUS que tinham antes, desviarão a muitas pessoas.
(2) Muitos crentes se desviarão da fé porque deixarão de amar a verdade (2 Ts 2.10) e de resistir às tendências
pecaminosas dos últimos dias (cf. Mt 24.5,10-12; ver 2 Tm 3.2,3). Por isso, o evangelho liberal dos ministros e
educadores modernistas encontrará pouca resistência em muitas igrejas (4.1; 2 Tm 3.5; 4.3; ver 2 Co 11.13).
(3) A popularidade dos ensinos antibíblicos vem sobretudo pela ação de Satanás, conduzindo suas hostes numa
oposição cerrada à obra de DEUS. A segunda vinda de CRISTO será precedida de uma maior atividade de
satanismo, espiritismo, ocultismo, possessão e engano demoníacos, no mundo e na igreja (Ef 6.11,12).
(4) A proteção do crente contra tais enganos e ilusões consiste na lealdade total a DEUS e à sua Palavra
inspirada, e a conscientização de que homens de grandes dons e unção espirituais podem enganar-se, e enganar
os outros com sua mistura de verdade e falsidade. Essa conscientização deve estar aliada a um desejo sincero do
crente praticar a vontade de DEUS (Jo 7.17) e de andar na justiça e no temor de DEUS (Sl 25.4,5,12-15).
(5) Os crentes fiéis não devem pensar que pelo fato da apostasia predominar dentro do cristianismo nesses
últimos dias, não poderá ocorrer reavivamento autêntico, nem que o evangelismo segundo o padrão do NT não
será bem-sucedido. DEUS prometeu que nos "últimos dias" salvará todos quantos invocarem o seu nome e que
se separarem dessa geração perversa, e que Ele derramará sobre eles o seu ESPÍRITO SANTO (At 2.16-
21,33,38-40; 3.19)

FALSOS MESTRES
Mc 13.22: “Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais e prodígios, para
enganarem, se for possível, até os escolhidos”;.

DESCRIÇÃO. O crente da atualidade precisa estar informado de que pode haver, nas igrejas, diversos obreiros
corrompidos e distanciados da verdade, como os mestres da lei de DEUS, nos dias de JESUS (Mt 24.11,24).
JESUS adverte, aqui, que nem toda pessoa que professa a CRISTO é um crente verdadeiro e que, hoje, nem todo
escritor evangélico, missionário, pastor, evangelista, professor, diácono e outros obreiros são aquilo que dizem
ser.
(1) Esses obreiros “exteriormente pareceis justos aos homens” (Mt 23.28). Aparecem “vestidos como ovelhas” (Mt
7.15). Podem até ter uma mensagem firmemente baseada na Palavra de DEUS e expor altos padrões de retidão.
Podem parecer sinceramente empenhados na obra de DEUS e no seu reino, demonstrar grande interesse pela
salvação dos perdidos e professar amor a todas as pessoas. Parecerão ser grandes ministros de DEUS, líderes
espirituais de renome, ungidos pelo ESPÍRITO SANTO. Poderão realizar milagres, ter grande sucesso e multidões
de seguidores (ver Mt 7.21-23; 24.11,24; 2Co 11.13-15).
(2) Todavia, esses homens são semelhantes aos falsos profetas dos tempos antigos (ver Dt 13.3; 1Rs 18.40; Ne
6.12; Jr 14.14; Os 4.15), e aos fariseus do NT. Longe das multidões, na sua vida em particular, os fariseus
entregavam-se à “rapina e de iniqüidade” (Mt 23.25), “cheios de ossos de mortos e de toda imundícia” (Mt 23.27),
“cheios de hipocrisia e de iniqüidade” (Mt 23.28). Sua vida na intimidade é marcada por cobiça carnal, imoralidade,
adultério, ganância e satisfação dos seus desejos egoístas.
(3) De duas maneiras, esses impostores conseguem uma posição de influência na igreja. (a) Alguns falsos
mestres e pregadores iniciam seu ministério com sinceridade, veracidade, pureza e genuína fé em CRISTO. Mais
tarde, por causa do seu orgulho e desejos imorais, sua dedicação pessoal e amor a CRISTO desaparecem
lentamente. Em decorrência disso, apartam-se do reino de DEUS (1Co 6.9,10; Gl 5.19-21; Ef 5.5,6) e se tornam
instrumentos de Satanás, disfarçados em ministros da justiça (ver 2Co 11.15). (b) Outros falsos mestres e
pregadores nunca foram crentes verdadeiros. A serviço de Satanás, eles estão na igreja desde o início de suas
atividades (Mt 13.24-28,36-43). Satanás tira partido da sua habilidade e influência e promove o seu sucesso. A
estratégia do inimigo é colocá-los em posições de influência para minarem a autêntica obra de CRISTO. Se forem
descobertos ou desmascarados, Satanás sabe que grandes danos ao evangelho advirão disso e que o nome de
CRISTO será menosprezado publicamente.

A PROVA. Quatorze vezes nos Evangelhos, JESUS advertiu os discípulos a se precaverem dos líderes
enganadores (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Noutros
lugares, o crente é exortado a pôr à prova mestres, pregadores e dirigentes da igreja (1Ts 5.21; 1 Jo 4.1).
Seguem-se os passos para testar falsos mestres ou falsos profetas:
(1) Discernir o caráter da pessoa. Ela tem uma vida de oração perseverante e manifesta uma devoção sincera e
pura a DEUS? Manifesta o fruto do ESPÍRITO (Gl 5.22,23), ama os pecadores (Jo 3.16), detesta o mal e ama a
justiça (Hb 1.9) e fala contra o pecado (Mt 23; Lc 3.18-20)?
(2) Discernir os motivos da pessoa. O líder cristão verdadeiro procurará fazer quatro coisas: (a) honrar a CRISTO
(2Co 8.23; Fp 1.20); (b) conduzir a igreja à santificação (At 26.18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18); (c) salvar os perdidos
(1Co 9.19-22); e (d) proclamar e defender o evangelho de CRISTO e dos seus apóstolos (ver Fp 1.16; Jd 3).
(3) Observar os frutos da vida e da mensagem da pessoa. Os frutos dos falsos pregadores comumente consistem
em seguidores que não obedecem a toda a Palavra de DEUS (ver Mt 7.16).
(4) Discernir até que ponto a pessoa se baseia nas Escrituras. Este é um ponto fundamental. Ela crê e ensina que
os escritos originais do AT e do NT são plenamente inspirados por DEUS, e que devemos observar todos os seus
ensinos (ver 2Jo 9-11)? Caso contrário, podemos estar certos de que tal pessoa e sua mensagem não provêm de
DEUS.
(5) Finalmente, verifique a integridade da pessoa quanto ao dinheiro do Senhor. Ela recusa grandes somas para si
mesma, administra todos os assuntos financeiros com integridade e responsabilidade, e procura realizar a obra de
DEUS conforme os padrões do NT para obreiros cristãos? (1Tm 3.3; 6.9,10).

Apesar de tudo que o crente fiel venha a fazer para avaliar a vida e o trabalho de tais pessoas, não deixará de
haver falsos mestres nas igrejas, os quais, com a ajuda de Satanás, ocultam-se até que DEUS os desmascare e
revele aquilo que realmente são.

A INSPIRAÇÃO E A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS


2Tm 3.16,17 “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir,
para instruir em justiça, para que o homem de DEUS seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa
obra.”

O termo “Escritura”, conforme se encontra em 2Tm 3.16, refere-se principalmente aos escritos do AT (3.15). Há
evidências, porém, de que escritos do NT já eram considerados Escritura divinamente inspirada por volta do
período em que Paulo escreveu 2Tm (1Tm 5.18, cita Lc 10.7; 2Pe 3.15,16). Para nós, hoje, a Escritura refere-se
aos escritos divinamente inspirados tanto do AT quanto do NT, i.e., a Bíblia. São (os escritos) a mensagem
original de DEUS para a humanidade, e o único testemunho infalível da graça salvífica de DEUS para todas as
pessoas.
(1) Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por DEUS. A palavra “inspirada” (gr. theopneustos) provém de
duas palavras gregas: Theos, que significa “DEUS”, e pneuo, que significa “respirar”. Sendo assim, “inspirado”
significa “respirado por DEUS”. Toda a Escritura, portanto, é respirada por DEUS; é a própria vida e Palavra de
DEUS. A Bíblia, nas palavras dos seus manuscritos originais, não contém erro; sendo absolutamente verdadeira,
fidedigna e infalível. Esta verdade permanece inabalável, não somente quando a Bíblia trata da salvação, dos
valores éticos e da moral, como também está isenta de erro em tudo aquilo que ela trata, inclusive a história e o
cosmos (cf. 2Pe 1.20,21; note também a atitude do salmista para com as Escrituras no Sl 119).
(2) Os escritores do AT estavam conscientes de que o que disseram ao povo e o que escreveram é a Palavra de
DEUS (ver Dt 18.18; 2Sm 23.2). Repetidamente os profetas iniciavam suas mensagens com a expressão: “Assim
diz o Senhor”.
(3) JESUS também ensinou que a Escritura é a inspirada Palavra de DEUS até em seus mínimos detalhes (Mt
5.18). Afirmou, também, que tudo quanto Ele disse foi recebido da parte do
Pai e é verdadeiro (Jo 5.19, 30,31; 7.16; 8.26). Ele falou da revelação divina ainda futura (i.e., a verdade revelada
do restante do NT), da parte do ESPÍRITO SANTO através dos apóstolos (Jo 16.13; cf. 14.16,17; 15.26,27).
(4) Negar a inspiração plenária das Sagradas Escrituras, portanto, é desprezar o testemunho fundamental de
JESUS CRISTO (Mt 5.18; 15.3-6; Lc 16.17; 24.25-27, 44,45; Jo 10.35), do ESPÍRITO SANTO (Jo 15.26; 16.13;
1Co 2.12-13; 1Tm 4.1) e dos apóstolos (3.16; 2Pe 1.20,21). Além disso, limitar ou descartar a sua inerrância é
depreciar sua autoridade divina.(5) Na sua ação de inspirar os escritores pelo seu ESPÍRITO, DEUS, sem violar a
personalidade deles, agiu neles de tal maneira que escreveram sem erro (3.16; 2Pe 1.20,21; ver 1Co 2.12,13).
(6) A inspirada Palavra de DEUS é a expressão da sabedoria e do caráter de DEUS e pode, portanto, transmitir
sabedoria e vida espiritual através da fé em CRISTO (Mt 4.4; Jo 6.63; 2Tm 3.15; 1Pe 2.2).
(7) As Sagradas Escrituras são o testemunho infalível e verdadeiro de DEUS, na sua atividade salvífica a favor da
humanidade, em CRISTO JESUS. Por isso, as Escrituras são incomparáveis, eternamente completas e
incomparavelmente obrigatórias. Nenhuma palavra de homens ou declarações de instituições religiosas igualam-
se à autoridade delas.
(8) Qualquer doutrina, comentário, interpretação, explicação e tradição deve ser julgado e validado pelas palavras
e mensagem das Sagradas Escrituras (ver Dt 13.3).
(9) As Sagradas Escrituras como a Palavra de DEUS devem ser recebidas, cridas e obedecidas como a
autoridade suprema em todas as coisas pertencentes à vida e à piedade (Mt 5.17-19; Jo 14.21; 15.10; 2Tm
3.15,16; ver Êx 20.3). Na igreja, a Bíblia deve ser a autoridade final em todas as questões de ensino, de
repreensão, de correção, de doutrina e de instrução na justiça (2Tm 3.16,17). Ninguém pode submeter-se ao
senhorio de CRISTO sem estar submisso a DEUS e à sua Palavra como a autoridade máxima (Jo 8.31,32, 37).
(10) Só podemos entender devidamente a Bíblia se estivermos em harmonia com o ESPÍRITO SANTO. É Ele
quem abre as nossas mentes para compreendermos o seu sentido, e quem dá
testemunho em nosso interior da sua autoridade (ver 1Co 2.12).
(11) Devemos nos firmar na inspirada Palavra de DEUS para vencer o poder do pecado, de Satanás e do mundo
em nossas vidas (Mt 4.4; Ef 6.12,17; Tg 1.21).
(12) Todos na igreja devem amar, estimar e proteger as Escrituras como um tesouro, tendo-as como a única
verdade de DEUS para um mundo perdido e moribundo. Devemos manter
puras as suas doutrinas, observando fielmente os seus ensinos, proclamando a sua mensagem salvífica,
confiando-as a homens fiéis, e defendendo-as contra todos que procuram
destruir ou distorcer suas verdades eternas (ver Fp 1.16; 2Tm 1.13,14; 2.2; Jd 3). Ninguém tem autoridade de
acrescentar ou subtrair qualquer coisa da Escritura (ver Dt 4.2; Ap 22.19).
(13) Um fato final a ser observado aqui. A Bíblia é infalível na sua inspiração somente no texto original dos livros
que lhe são inerentes. Logo, sempre que acharmos nas Escrituras alguma coisa que parece errada, ao invés de
pressupor que o escritor daquele texto bíblico cometeu um engano, devemos ter em mente três possibilidades no
tocante a um tal suposto problema: (a) as cópias existentes do manuscrito bíblico original podem conter
inexatidão; (b) as traduções atualmente existentes do texto bíblico grego ou hebraico podem conter falhas; ou (c)
a nossa própria compreensão do texto bíblico pode ser incompleta ou incorreta.

INTERAÇÃO
Prezado professor, como tem sido a receptividade do tema por parte dos alunos? O universo temático da lição de
hoje é a identificação do misticismo enganoso, por trás do uso da nomenclatura de Profecia. Como identificar essa
tendência? Como saber se a manifestação é ou não divina? O texto da Leitura Bíblica em Classe revela-nos que o
sobrenatural pode ser usado para desviar o povo de DEUS. A Palavra do Senhor esclarece que, qualquer
experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura Sagrada. No tempo hodierno, não
são poucas as pessoas que usam a ingenuidade dos indoutos, a fim de desanimá-los. Cabe a você ensiná-los a
ter uma resposta firme contra essas tendências.

OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Definir o termo misticismo
Explicar o que são práticas divinatórias
Conscientizar-se de que o objetivo da profecia bíblica é nortear o Corpo de CRISTO na sua peregrinação.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Essa lição trata da identificação da verdadeira profecia e do misticismo. Explique aos alunos o termo misticismo e
como este, de acordo com o texto áureo, deve ser rejeitado. É importante que o seu aluno saiba fazer uma leitura
das ramificações místicas e esotéricas contemporâneas que podem influenciar o povo de DEUS. Assim, poderá
analisar o universo evangélico e identificar possíveis influências que este vem sofrendo de outras religiões (com
destaque para os objetos "sagrados", o uso de roupas, fotos, plantas etc.), a fim de alcançar algum tipo de favor
"divino". O povo de DEUS precisa saber rejeitar tais inovações.

PALAVRA-CHAVE
Misticismo – (Do Lat. Mystica, espiritual).
É uma atitude mental de busca da união íntima e direta do homem com a divindade, baseada mais na intuição e
no sentimento do que no conhecimento racional.

REFLEXÃO: “Na Bíblia, DEUS nos diz tudo o que precisamos saber sobre o que está por acontecer”. Bíblia do
Estudante Aplicação Pessoal.
REFLEXÃO: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas...” Mt 7.15.
REFLEXÃO: “Com a direção fidedigna do ESPÍRITO SANTO, das escrituras e da igreja, não precisamos voltar-
nos para as fontes ocultas, a fim de obter informações, especialmente porque o que vêm destas fontes é
enganoso.” Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal.
RESUMO DA LIÇÃO 4 – PROFECIA E MISTICISMO
I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA
1. Os embusteiros (13.1).
2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2).
3. DEUS usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3).
II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS
1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9).
2. Adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, n
ecromante e mágico (18.10,11).
3. Bruxo e bruxaria.
III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA
1. A voz de DEUS na terra.
2. Revelação dos arcanos divinos.
3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs.
CONCLUSÂO
Nós temos a Bíblia, o Senhor JESUS CRISTO e o ESPÍRITO SANTO,
portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).

SINÓPSE DO TÓPICO (1)


As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de DEUS.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de DEUS.
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO
Subsídio Teológico
Método do paganismo e os verdadeiros profetas
"Antes de discutir a lei sobre profetas, Deuteronômio lista diversas técnicas utilizadas pelo paganismo para obter
oráculos divinos (Dt 18.9-14). Tais métodos não serviriam para Israel ouvir a voz do Senhor. O que esses itens
proibidos têm em comum é que todos caem na categoria da sabedoria e da ingenuidade humanas. Yehezkel
Kaufmann, com muita propriedade, chama a adivinhação de ciência de segredos cósmicos e o adivinho de
cientista que pode dispensar a revelação divina. O Senhor, em contrapartida, levantaria como seu veículo de
revelação um profeta. Tal qual o rei, ele devia ser oriundo da comunidade israelita (18.15; 17.15). Ele só era capaz
de falar porque DEUS punha a palavra em sua boca (17.19). O fato de DEUS, [...], colocar suas palavras na boca
de seus profetas explica o porquê de muitos deles iniciarem seus pronunciamentos com: "A palavra do Senhor
veio a mim" ou "Assim diz o Senhor". Por outro lado, é raro qualquer outra pessoa nas Escrituras, Antigo ou Novo
Testamentos, prefaciar e validar seus comentários com esta fórmula. Uma coisa é afirmar que as Escrituras foram
inspiradas; outra coisa é entender como DEUS a inspirou. Já com os profetas, não restam dúvidas: DEUS os
inspirou ao lhes ditar suas palavras, colocando sua palavra em suas bocas, de forma que as palavras do profeta
eram proferidas por DEUS"
(HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. RJ: 2.ed. CPAD, 2006, pp.481-2).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOII
Subsídio Teológico - Como Identificar a falsa profecia? DEUTERONÔMIO 18.10-22 - Como é que os falsos
profetas podem ser distinguidos dos verdadeiros?
A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para que nelas creiamos, porque
vieram de DEUS. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de falsos profetas (Mt 7.15). Na verdade, muitas
religiões e seitas - incluindo as Testemunhas de Jeová e os Mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exortar os
crentes a "provar" aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um
verdadeiro profeta de DEUS de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem muitos testes para provar um falso profeta. Vários deles estão
listados na passagem bíblica em questão. Colocando-os em forma de perguntas, os testes são:

1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao futuro se
cumprem? (Dt 18.21,22)
2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)
3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)
4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Êx 20.3,4)
5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)
6. Negam a divindade de JESUS CRISTO? (Cl 2.8,9)
7. Negam a humanidade de JESUS CRISTO? (1 Jo 4.1,2)
8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de JESUS CRISTO? (Ap 19.10)
9. Defendem a abstenção de certos alimentos e carnes por razões espirituais? (1 Tm 4.3,4)
10. Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)
11. Promovem a imoralidade? (Jd vv.4,7)
12. Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2.16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta não está falando por
parte de DEUS. DEUS não fala e não encoraja qualquer coisa que seja contrária ao seu próprio caráter e
mandamentos conforme registrados nas Escrituras. E com absoluta certeza, o DEUS da verdade não dá falsas
profecias (Dt 18.21-23) (GEISLER, Norman L.; RHODES, Ron. Respostas às Seitas. Rio de Janeiro. 1. ed. CPAD,
2000, pp.65-6).

VOCABULÁRIO
Embusteiro: O que utiliza de embustes; o impostor.
Cosmovisão: Modo de olhar o mundo.
Quiromancia: Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão.
Necromancia: Adivinhação pela invocação de espíritos; magia negra.
Clarividência: capacidade mediúnica de visualizar objetos por meios paranormais.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.
GEISLER, Norman.; RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: CPAD, 2000.
BEVERE, J. Assim diz o Senhor? Como saber quando DEUS está falando através de outra pessoa. RJ: CPAD,
2006.
SAIBA MAIS EM Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 43, p. 38
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 4 – PROFECIA E MISTICISMO
RESPONDA CONFORME A REVISTA DA CPAD DO 2º TRIMESTRE DE 2010
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas corretas e com "F" as falsas.

TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos __profetas__ que
estão no meio de vós, nem os vossos __adivinhos__, nem deis __ouvidos__ aos vossos sonhos que sonhais" (Jr
29.8).

VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
Embora o __sobrenatural__ fascine o ser __humano__, muito do que ocorre, nesse âmbito, não __procede__ de
Deus.

INTRODUÇÃO
3- Devido a que os termos "profecia" e "misticismo" que antes eram restritas a grupos específicos,
acabaram tornando-se comuns?
Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais.

4- O que de fato significam os termos "profecia" e "misticismo"?


( ) Profecia é a mensagem ou palavra do profeta.
( ) O misticismo, no sentido em que vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com seres
espirituais tenebrosos (Ef 6.12).
( ) O misticismo, são também manifestações ocultistas e esotéricas dos místicos no Antigo Testamento.

5- O que acontece hoje com os que tentam imitar a autêntica experiência dos verdadeiros profetas da
igreja em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo.
( ) Há pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum com a fé
cristã.

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA
6- A que se refere o texto de Deuteronômio 13.1?
( ) Fala sobre "profeta" ou "sonhador", na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é
possível que ele realize perante o povo "um sinal ou prodígio".
( ) Contudo, tal milagre em si não é garantia de que o seu ministério seja de origem divina.
( ) À luz do texto sagrado, é possível alguém manifestar tais sinais e maravilhas sem necessariamente ser um
servo de Deus.
( ) O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus.
( ) Jesus afirmou que tais impostores "farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até
os escolhidos" (Mt 24.24).
( ) O apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até "Satanás se transfigura em anjo de luz" (2 Co 11.14).

7- Como identificar a fonte do milagre? (13.2).


( ) A primeira e mais segura regra de autenticação dos prodígios realizados por alguém é a sua coerência
bíblica.
( ) É impossível alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à
Bíblia.
( ) Quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus (Dt 13.5).
( ) Jesus disse: "[...] por seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16).

8- O que quiz dizer Jesus quando disse: "[...] por seus frutos os conhecereis" (Mt 7.16)?
( ) O termo "frutos" não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e praticantes de doutrinas
ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade.
( ) Ao falar dos "frutos", o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do pregador milagreiro e
enganador.

9- Como Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3)? Complete:
Como já foi dito, uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o __conteúdo__ de sua
mensagem. Se a cosmovisão religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do
mundo __afasta__-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à
nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte
__estranha__. Conforme vimos na leitura bíblica, Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar
(13.3). Isso é ainda mais válido para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores
de "outro __Jesus__, outro espírito e outro evangelho" (2 Co 11.4).

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS


10- Quais os principais profetas que advertiram o povo sobre as abomináveis práticas divinatórias n AT
(18.9)?
( ) Moisés enumerou algumas práticas divinatórias comuns entre os cananeus (Dt 18.14).
( ) O profeta Isaías preveniu o povo sobre algo semelhante observado pelos egípcios (Is 19.3).

11- Quais práticas abomináveis existem ainda hoje na sociedade? Por que?
( ) Elas abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia,
necromancia, numerologia, levitação, transe etc.
( ) São práticas repulsivas aos olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.

12- Sobre adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11),
ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:

é uma das possíveis traduções


O "adivinhador" ou do hebraico onen, e literalmente
"adivinho" significa "fazer agouros pela
nuvem".
é o que pratica agouros, uma
forma de magia especializada em
A Magia
tentar predizer males e
desgraças (2 Rs 17.17)
denota "amarrar" alguém por
meio de mágica.
O termo hebraico É o praticante de macumba, de
traduzido em nossas despacho etc. na ARA, tem
versões por "encantador sentido abrangente: médium,
de encantamentos" espírito, espírito de mortos,
necromante e também mágico
(Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).
essa prática é uma antiga arte de
predizer o futuro por meios
O termo "prognosticador" diversificados: intuição,
explicação de sonhos, cartas,
leitura de mão etc.
é usada também para "bruxo"; os
A palavra hebraica usada
tais faziam parte do grupo de
para "espírito adivinhante"
conselheiros de Faraó, com os
ou "necromante"
seus sábios e magos (Êx 7.11).
aquele que pratica mágica,
A palavra hebraica
vaticínio, presságio, prognóstico
empregada para
e tenta prever o futuro por meio
"feiticeiro"
de sortilégios.
O agoureiro é quem pratica a adivinhação.

13- O que vem a ser 'Bruxo e bruxaria'?


( ) Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal (qualquer forma de adivinhação em si mesma já é
um mal).
( ) A bruxaria chegou ao seu apogeu na Idade Média.
( ) Hoje, as bruxas são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as crianças e adolescentes.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA


1. A voz de Deus na terra.
A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é
também chamada de a "profecia da Escritura" (2 Pe 1.20).
Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas
racionais.
Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu
povo (Êx 25.8; 29.45,46).
Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao mundo inteiro por
meio da "igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15).

2. Revelação dos arcanos divinos.


Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento da mensagem dos profetas, o apóstolo Pedro disse que "agora",
ou seja, para nós que estamos presenciando a materialização dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos
atentar ainda mais para a importância de tais mensagens, pois cumprem o propósito de servirem como um norte,
"até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração" (2 Pe 1.19).

3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs.


A Leitura Bíblica em Classe e as demais referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas
ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica.
Elas são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus.
O objetivo dos adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes etc., é o mesmo dos tempos
bíblicos: fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único
caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que "resistiram a Moisés, assim também estes resistem à
verdade" (2 Tm 3.8).

CONCLUSÂO
Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e práticas disseminadas
no mundo atual.
Tal popularidade ocorre principalmente por causa dos meios de comunicação (livros, revistas, internet, televisão,
esta última principalmente através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a
sociedade encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas.
Os formadores de opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação
(Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos
ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).

RESPOSTAS DO QUESTIONÁRIO EM http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

AJUDA
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Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE


Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524
LIÇÃO 04 – PROFECIA E MISTICISMO
INTRODUÇÃO
O objetivo primário desta lição é diferenciar a verdadeira profecia do misticismo. Para isso, é
necessário uma definição
da palavra em estudo. A palavra “místico” foi usada pela primeira vez por Dionysius, o
Areopagita no final do V século, para
sistematizar um tipo de Teologia onde Deus era entendido como um ser absoluto e
transcendente, além do natural. No entanto,
com o passar do tempo, a palavra sofreu variações de significado e uso. Hoje, as palavras
“místico” e “misticismo” são
aplicadas a todos os tipos de conhecimentos esotéricos. A essência principal do misticismo é a
experiência com o sobrenatural.
Como a ênfase das muitas manifestações místicas estão nas práticas divinatórias que se
apresentam rotuladas como profecias
sobre a vida e futuro das pessoas, então, como avaliar tais prognósticos? Vejamos no primeiro
tópico.
I – COMO AVALIAR A PROFECIA?
A forma mais segura na avaliação de uma profecia consiste na coerência com os mandamentos
Bíblicos. As palavras
do Senhor Jesus nos mostra como se dá esta coerência: “Por seus frutos os conhecereis.
Porventura, colhem-se uvas dos
espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mt 7:16). Jesus está dizendo que a videira só pode dar
uva, que a figueira só pode dar
figo, e assim por diante. Os Frutos são conforme a espécie da árvore: “...árvore frutífera que
dê fruto segundo a sua
espécie...” (Gn 1:11). A profecia tem que está de acordo com os preceitos Bíblicos.
O cumprimento de uma profecia não é, por si só, suficiente para autenticá-la como de origem
divina. “Quando o
profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou
prodígio, e suceder ...” (Dt 13:2). Se o evento
acontecer como foi profetizado e o profeta induzir o povo a adorar outros deuses, a
recomendação do Senhor é: “...não ouvirás
as palavras daquele profeta...” (Dt. 13.3). Quando isto acontece, é Deus quem permite para
provar se o povo dEle ama-O de
todo coração. Além da coerência e do cumprimento da profecia, assuntos já comentados,
existem outros critérios para avaliação
da profecia que merecem relevância. A profecia não pode: utilizar meios de adivinhação (Mq
5.12); envolver médiuns ou
feiticeiros (Ml 3.5), negar a divindade de Cristo, e nem promover a imoralidade (Lv 19.2)
II – QUAIS ERAM AS PRÁTICAS DIVINATÓRIAS DO MISTICISMO NO AT?
O povo de Israel foi advertido diversas vezes por Deus para não se envolver com as
abominações dos cananeus (Lv
18.29; 20.23; Dt 18:14; Jz 2.2). Todas as práticas divinatórias desse povo, quanto dos demais
que estavam em volta de Israel,
eram de origem satânica e encaminhavam a idolatria.
2.1 O Senhor Deus ordena que o Seu povo não se envolvesse para não se contaminar com o
pecado e assim afastasse da
Santidade requerida por Deus."Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores;
não os busqueis, contaminando-vos
com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus." (Lv 19:31).
2.2 A advertência é anunciada por Deus – O Senhor fica contra os que tais coisas praticam:
"Quando alguém se virar para os
adivinhadores e encantadores, para se prostituir com eles, eu porei a minha face
contra ele, e o extirparei do meio do seu
povo." (Lv 20:6).
2.3 A consequência no AT era a morte, isto nos fala também de morte espiritual para aqueles
envolvidos com essas práticas;
"Quando, pois, algum homem ou mulher em si tiver um espírito de necromancia ou
espírito de adivinhação, certamente
morrerá; serão apedrejados; o seu sangue será sobre eles." (Lv 20:27).
A Bíblia nos mostra como as nações realizavam suas práticas divinatórias, que iam do lançar
flechas escritas com
presságios a exames de fígados dos animais oferecidos em sacrifícios. Em outro momento, os
adivinhadores repousavam em
sepulcros para obter sonhos, e recebiam entidades espirituais malignas para predizer o futuro.
A palavra de Deus é
categoricamente contra essas práticas satânicas.
• Astrologia: adivinhar por meio dos astros celestes (Is 14.13; 2Rs17.16; 21.3; 23.5; Dn 2.27).
De todas as nações
existentes, Israel foi a única ensinada a não se envolver com as artes mágicas e nem temer os
sinais dos céus. “Assim
diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais
dos céus; porque com eles se
atemorizam as nações.” (Jr.10.2).
• Belomancia: Arte de adivinhar por meio de flechas. As flechas eram jogadas ao largo a que
parasse mais distante
determinava o prognóstico sobre a pessoa: “Porque o rei de Babilônia parará na
encruzilhada, no cimo dos dois
caminhos, para fazer adivinhações; aguçará as suas flechas...” (Ez 21.21).
• Necromancia: Arte de adivinhar por meios da evocação dos mortos (Dt.18.11). Por meio de
espírito familiares, isto é,
entidades que podem aparecer por meio de invocações desses espíritos (Is.19.3).
• Hepatoscopia: Arte de adivinhar por meio da análise do fígado das vítimas (Ez.21.21) “...
consultará as imagens,
atentará para o fígado...”. Cada parte do fígado tinha sua própria significação. Este órgão
também era considerado em
muitas nações pagãs como sendo o centro da vida.
• Rabdomancia: Adivinhação por meio de varas mágicas: “O meu povo consulta a sua
madeira, e a sua vara lhe
responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da
sujeição do seu Deus.” (Os.
4.12).
• Sonhos: As práticas divinatórias também envolviam sonhos; para isso, tinha-se o costume de
dormir juntos aos
sepulcros “Que habita entre as sepulturas, e passa as noites junto aos lugares
secretos; come carne de porco e tem
caldo de coisas abomináveis nos seus vasos...” (Is. 65.4). A Bíblia mostra os sonhos dos
homens de Deus, como o de
José (Gn 37.5-10), mas em momento algum, essas revelações vieram acompanhados de
práticas como essas citadas no
versículo anterior.
III – A URGENTE NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA.
A profecia genuinamente Bíblica é uma necessidade para o mundo presente, pois ela mostra o
caráter santo de Deus.
Qualquer profecia que contradiz isto tem que ser desconsiderada. Além disso, todos os
acontecimentos futuros referente a este
mundo em que vivemos estão vaticinados nas Escrituras Sagradas, com a garantia do seu fiel
cumprimento. A expressão
“Assim diz o Senhor”, que aparece 407 vezes na Bíblia, é a certeza de que a profecia Bíblica é a
voz de Deus na terra para os
homens. A sua autenticidade pode ser verificada na pessoa de Cristo, pois das 332 predições do
AT. referente ao Senhor Jesus,
todas se cumpriram literalmente nele. Sendo assim, a veracidade da profecia é confirmada e a
necessidade dela tornar-se uma
questão urgente para o mundo.
• A profecia Bíblica proclama a vontade de Deus: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel,
dizendo: Escreve num livro
todas as palavras que te tenho dito. Porque eis que dias vêm, diz o Senhor, em que
farei tornar do cativeiro o meu
povo de Israel” (Jr 30:30). O Senhor disse que iria trazer Israel do cativeiro, e trouxe,
conforme a sua vontade revelada
na profecia.
• A Profecia Bíblica declara os juízos de Deus: “Filho do homem, profetiza e dize: Assim
diz o Senhor Jeová: a
Gemei: Ah! Aquele dia!” (Ez 30:2). Os juízos de Deus contra o pecado, por diversas vezes nas
Escrituras, são
mencionados nas profecias (Ez.21.2; 25.2).
• A profecia Bíblica revela a santidade de Deus: “Tu, pois, lhes profetizarás todas estas
palavras e lhes dirás: O
Senhor, desde o alto, bramirá e fará ouvir a sua voz desde a morada da sua
santidade” (Jr 25:30). Uma profecia que
vai de encontro a santidade de Deus, tem que ser desprezada veementemente.
• A profecia Bíblica mostra o grande amor de Deus: “Assim diz o Senhor Jeová, que não
tenho prazer na morte do
ímpio....convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão
morrereis, ó casa de Israel?” (Ez
33:11). A história de Israel é marcada por desvios e grandes pecados, os juízos de Deus foram
contundentes contra
eles. Mas a misericórdia, a compaixão e sua grande longanimidade estão presentes nas
profecias a partir do momento
que o Senhor promete resgatar e restaurar o seu povo (Zc. 12.7).
A revelação do Caráter Santo de Deus, a sua vontade anunciada e confirmada, os juízos contra
os pecados, a santidade
exigida e o seu grande amor com os pecadores são mostradas nas profecias. Desta forma, isso
nos mostra os propósitos da
profecia bíblica e a necessidade dela ser ouvida por esta geração envolvida com o misticismo
satânico.
CONCLUSÃO
A profecia Bíblica é a voz de Deus na terra e por meio dela é proclamada a verdade e revelado
o caráter santo do
Senhor aos homens. Já o misticismo com as suas práticas divinatórias não provêm de Deus, e
sim do maligno. Em todos os
textos que estudamos ficou claro a ordem expressa de Deus para não nos envolvermos com
tais práticas. A Bíblia a classifica
como abominação, algo repugnante, detestável aos olhos do Senhor. “Pois todo aquele que
faz tal coisa é abominação ao
SENHOR” (Dt.18.12). A Bíblia encerra em si mesma toda revelação para o mundo, não sendo
necessário feiticeiros,
adivinhadores, nem prognosticadores e nem agoureiros.
REFERÊNCIAS:
• Pequena Enciclopédia da Bíblia – Orlando Boyer – Editora Vida.
• Evidência que merecem um veredito – Josh McDowell – Editora Candeia
• Pequena Enciclopédia Temática da Bíblia – Geziel Gomes – CPAD
Assista o programa Escola Bíblica Dominical, no canal 14, todos os sábados às 06:00h, com reprise
aos domingos às 00:00h e às 05:30h.
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Novas AM 580

Lição 4 Profecia e Misticismo


Written on 7/17/2010 03:26:00 PM by Segredo de Davi

"Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de
vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhos que sonhais"
(Jr 29.8).
VERDADE PRÁTICA
Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não procede de Deus.

INTRODUÇÃO

Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais, algumas expressões que
antes eram restritas a grupos específicos, acabaram tornando-se comuns. Um bom exemplo são os termos
"profecia" e "misticismo". Mas o que de fato significam? Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já
o misticismo, no sentido em que vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com
seres espirituais tenebrosos (Ef 6.12). Nessa lição, trataremos das manifestações ocultistas e esotéricas
dos místicos no Antigo Testamento, os quais tentaram imitar a autêntica experiência dos verdadeiros
profetas de Israel. O mesmo acontece hoje em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Há
pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum com a fé
cristã.

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA

1. Os embusteiros (13.1). Quando o texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre "profeta" ou "sonhador", na
realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é possível que ele realize perante o povo
"um sinal ou prodígio". Contudo, tal milagre em si não é garantia de que o seu ministério seja de origem
divina. O reformador alemão, Martinho Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus.
Jesus afirmou que tais impostores "farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam
até os escolhidos" (Mt 24.24). E o apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até "Satanás se transfigura em
anjo de luz" (2 Co 11.14). Assim, à luz do texto sagrado, é possível alguém manifestar tais sinais e
maravilhas sem necessariamente ser um servo de Deus.

2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2). A primeira e mais segura regra de autenticação dos
prodígios realizados por alguém é a sua coerência bíblica. É impossível alguém operar milagres da parte do
Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a
um deus estranho está incitando a rebelião contra Deus (Dt 13.5). Jesus disse: "[...] por seus frutos os
conhecereis" (Mt 7.16). O termo "frutos" não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e
praticantes de doutrinas ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade.
Ao falar dos "frutos", o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do pregador milagreiro e
enganador.

3. Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Como já foi dito, uma das formas mais
simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua mensagem. Se a cosmovisão religiosa e
filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do ser humano e do mundo afasta-se das Escrituras,
contrariando a doutrina bíblica, ainda que ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo,
devemos continuar firmes em nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. Conforme vimos
na leitura bíblica, Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar (13.3). Isso é ainda mais válido
para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de "outro Jesus, outro
espírito e outro evangelho" (2 Co 11.4).

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS

1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Moisés enumerou algumas práticas divinatórias comuns entre
os cananeus (Dt 18.14), e o profeta Isaías preveniu o povo sobre algo semelhante observado pelos egípcios
(Is 19.3); todas essas coisas Israel devia rejeitar. Isso vale também para os cristãos, pois tais práticas
existem ainda hoje na sociedade. Elas abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia,
clarividência, tarô, búzios, quiromancia, necromancia, numerologia, levitação, transe etc. São práticas
repulsivas aos olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.
2. Adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (18.10,11). O
"adivinhador" ou "adivinho" é quem pratica a adivinhação. Como parte da magia, essa prática é uma antiga
arte de predizer o futuro por meios diversificados: intuição, explicação de sonhos, cartas, leitura de mão etc.
O termo "prognosticador" é uma das possíveis traduções do hebraico onen, e literalmente significa "fazer
agouros pela nuvem". É aquele que pratica mágica, vaticínio, presságio, prognóstico e tenta prever o futuro
por meio de sortilégios.
O agoureiro é o que pratica agouros, uma forma de magia especializada em tentar predizer males e
desgraças (2 Rs 17.17). A palavra hebraica empregada para "feiticeiro" é usada também para "bruxo"; os tais
faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico
traduzido em nossas versões por "encantador de encantamentos" denota "amarrar" alguém por meio de
mágica. É o praticante de macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para "espírito adivinhante"
ou "necromante", na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e
também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).
3. Bruxo e bruxaria. Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal (qualquer forma de
adivinhação em si mesma já é um mal). A bruxaria chegou ao seu apogeu na Idade Média. Hoje, as bruxas
são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as crianças e adolescentes. Tenha cuidado!
SINÓPSE DO TÓPICO (2)

As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto, repulsivas aos olhos de
Deus.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA

1. A voz de Deus na terra. A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear homens e mulheres no
caminho seguro para o céu; é também chamada de a "profecia da Escritura" (2 Pe 1.20). Mesmo com a
queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se comunicar com as suas criaturas racionais. Através
dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas, Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu
povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é
pregada ao mundo inteiro por meio da "igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade" (1 Tm 3.15).

2. Revelação dos arcanos divinos. Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento da mensagem dos
profetas, o apóstolo Pedro disse que "agora", ou seja, para nós que estamos presenciando a materialização
dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos atentar ainda mais para a importância de tais mensagens, pois
cumprem o propósito de servirem como um norte, "até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em
vosso coração" (2 Pe 1.19).

3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. A Leitura Bíblica em Classe e as demais
referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas ocultistas e esotéricas, as quais tentam
imitar a profecia bíblica. Elas são demoníacas, portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos
adivinhadores, magos, prognosticadores, agoureiros, necromantes etc., é o mesmo dos tempos bíblicos:
fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único caminho
certo, à semelhança de Janes e Jambres que "resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade"
(2 Tm 3.8).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as práticas pagãs

CONCLUSÂO

Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e práticas disseminadas no
mundo atual. Tal popularidade ocorre principalmente por causa dos meios de comunicação (livros, revistas, internet,
televisão, esta última principalmente através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a
sociedade encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas. Os formadores de opinião
apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação (Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós
temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo, portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo
Consolador (Jo 14.26).

Lições Bíblicas CPAD


Jovens e Adultos

3º Trimestre de 2010
Título: O Ministério Profético na Bíblia — a voz de Deus na Terra

Comentarista: Esequias Soares

Lição 4: Profecia e Misticismo

Data: 25 de Julho de 2010

TEXTO ÁUREO

“Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os
vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos
vossos sonhos que sonhais” (Jr 29.8).

VERDADE PRÁTICA

Embora o sobrenatural fascine o ser humano, muito do que ocorre, nesse âmbito, não
procede de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gn 41.8
O fracasso dos sábios adivinhadores

Terça - Êx 8.18
A enganação dos magos continua ainda hoje
Quarta - Dt 2.2-5
A antiga falácia dos magos e astrólogos

Quinta - Ez 21.21
Hepatoscopia praticada por Nabucodonosor

Sexta - Os 4.12
Rabdomancia feita pelo espírito de luxúria

Sábado - Lv 20.27
A Bíblia condena toda forma de prática divinatória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12.

Deuteronômio 13

1 - Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou


prodígio,
2 - e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros
deuses, que não conheceste, e sirvamo-los,

3 - não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o SENHOR,


vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, com todo o vosso
coração e com toda a vossa alma.

4 - Após o SENHOR, vosso Deus, andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos


guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis.

5 - E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR,
vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos
apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso Deus, para andardes nele; assim,
tirarás o mal do meio de ti.

Deuteronômio 18

10 - Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem
adivinhador, nem prognosticador nem agoureiro, nem feiticeiro,

11 - nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem


mágico, nem quem consulte os mortos,

12 - pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações
o SENHOR, teu Deus, as lança fora de diante de ti.

INTERAÇÃO

Prezado professor, como tem sido a receptividade do tema por parte dos alunos? O
universo temático da lição de hoje é a identificação do misticismo enganoso, por trás do uso
da nomenclatura de Profecia. Como identificar essa tendência? Como saber se a
manifestação é ou não divina? O texto da Leitura Bíblica em Classe revela-nos que o
sobrenatural pode ser usado para desviar o povo de Deus. A Palavra do Senhor esclarece
que, qualquer experiência antes de ser aceita, deve ser submetida ao escrutínio da Escritura
Sagrada. No tempo hodierno, não são poucas as pessoas que usam a ingenuidade dos
indoutos, a fim de desanimá-los. Cabe a você ensiná-los a ter uma resposta firme contra
essas tendências.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

• Definir o termo misticismo.


• Explicar o que são práticas divinatórias.
• Conscientizar-se de que o objetivo da profecia bíblica é nortear o Corpo de
Cristo na sua peregrinação.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Essa lição trata da identificação da verdadeira profecia e do misticismo. Explique aos


alunos o termo misticismo e como este, de acordo com o texto áureo, deve ser rejeitado. É
importante que o seu aluno saiba fazer uma leitura das ramificações místicas e esotéricas
contemporâneas que podem influenciar o povo de Deus. Assim, poderá analisar o universo
evangélico e identificar possíveis influências que este vem sofrendo de outras religiões (com
destaque para os objetos “sagrados”, o uso de roupas, fotos, plantas etc), a fim de alcançar
algum tipo de favor “divino”. O povo de Deus precisa saber rejeitar tais inovações.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Misticismo: [Do lat. mystica, espiritual] É uma atitude mental de busca da união intima e
direta do homem com a divindade, baseada mais na intuição e no sentimento do que no
conhecimento racional.
Devido à popularidade que os meios de comunicação dão às questões espirituais,
algumas expressões que antes eram restritas a grupos específicos, acabaram tornando-se
comuns. Um bom exemplo são os termos “profecia” e “misticismo”. Mas o que de fato
significam? Profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Já o misticismo, no sentido em que
vamos enfocar, é a tendência para a união espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos
(Ef 6.12). Nessa lição, trataremos das manifestações ocultistas e esotéricas dos místicos no
Antigo Testamento, os quais tentaram imitar a autêntica experiência dos verdadeiros profetas
de Israel. O mesmo acontece hoje em relação à mensagem do evangelho de Jesus Cristo. Há
pessoas que desejam imitá-lo, sem necessariamente ter conhecimento e compromisso algum
com a fé cristã.

I. AVALIAÇÃO DA PROFECIA

1. Os embusteiros (13.1). Quando o texto de Deuteronômio 13.1 fala sobre “profeta”


ou “sonhador”, na realidade está referindo-se a alguém que se apresenta como tal, e é
possível que ele realize perante o povo “um sinal ou prodígio”. Contudo, tal milagre em si não
é garantia de que o seu ministério seja de origem divina. O reformador alemão, Martinho
Lutero, dizia com razão que o Diabo é o maior imitador de Deus. Jesus afirmou que tais
impostores “farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os
escolhidos” (Mt 24.24). E o apóstolo Paulo nos adverte dizendo que até “Satanás se
transfigura em anjo de luz” (2 Co 11.14). Assim, à luz do texto sagrado, é possível alguém
manifestar tais sinais e maravilhas sem necessariamente ser um servo de Deus.

2. Como identificar a fonte do milagre? (13.2). A primeira e mais segura regra de


autenticação dos prodígios realizados por alguém é a sua coerência bíblica. É impossível
alguém operar milagres da parte do Senhor e, ao mesmo tempo, adotar uma teologia
contrária à Bíblia, ou seja, quem ensina ao povo a seguir a um deus estranho está incitando a
rebelião contra Deus (Dt 13.5). Jesus disse: “[...] por seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). O
termo “frutos” não diz respeito apenas ao testemunho pessoal, pois há ateus e praticantes de
doutrinas ocultistas que têm um excelente testemunho junto à família e diante da sociedade.
Ao falar dos “frutos”, o Senhor Jesus Cristo referiu-se mais ao conteúdo teológico do
pregador milagreiro e enganador.
3. Deus usa o falso profeta para provar os seus servos (13.3). Como já foi dito,
uma das formas mais simples de avaliação de um falso profeta é o conteúdo de sua
mensagem. Se a cosmovisão religiosa e filosófica do profeta, ou sonhador, acerca de Deus, do
ser humano e do mundo afasta-se das Escrituras, contrariando a doutrina bíblica, ainda que
ele faça descer fogo do céu à nossa vista e impressione o povo, devemos continuar firmes em
nosso lugar, pois tais manifestações são de fonte estranha. Conforme vimos na leitura bíblica,
Deus permite que essas coisas aconteçam para nos provar (13.3). Isso é ainda mais válido
para os dias atuais com tantos inovadores milagreiros, falsos cristos e pregadores de “outro
Jesus, outro espírito e outro evangelho” (2 Co 11.4).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

A avaliação mais segura da profecia consiste em verificar se o seu conteúdo está


coerente com a Bíblia.

II. PRÁTICAS DIVINATÓRIAS

1. As abomináveis práticas divinatórias (18.9). Moisés enumerou algumas práticas


divinatórias comuns entre os cananeus (Dt 18.14), e o profeta Isaías preveniu o povo sobre
algo semelhante observado pelos egípcios (Is 19.3); todas essas coisas Israel devia rejeitar.
Isso vale também para os cristãos, pois tais práticas existem ainda hoje na sociedade. Elas
abrangem direta ou indiretamente: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios,
quiromancia, necromancia, numerologia, levitação, transe etc. São práticas repulsivas aos
olhos de Deus porque representam uma forma infame de idolatria e demonismo.

2. Adivinhador, prognosticados agoureiro, feiticeiro, encantador,


necromante e mágico (18.10,11). O “adivinhador” ou “adivinho” é quem pratica a
adivinhação. Como parte da magia, essa prática é uma antiga arte de predizer o futuro por
meios diversificados: intuição, explicação de sonhos, cartas, leitura de mão etc. O termo
“prognosticador” é uma das possíveis traduções do hebraico onen, e literalmente significa
“fazer agouros pela nuvem”. É aquele que pratica mágica, vaticínio, presságio, prognóstico e
tenta prever o futuro por meio de sortilégios.

O agoureiro é o que pratica agouros, uma forma de magia especializada em tentar


predizer males e desgraças (2 Rs 17.17). A palavra hebraica empregada para “feiticeiro” é
usada também para “bruxo”; os tais faziam parte do grupo de conselheiros de Faraó, com os
seus sábios e magos (Êx 7.11). O termo hebraico traduzido em nossas versões por “encantador
de encantamentos” denota “amarrar” alguém por meio de mágica. É o praticante de
macumba, de despacho etc. A palavra hebraica usada para “espírito adivinhante” ou
“necromante”, na ARA, tem sentido abrangente: médium, espírito, espírito de mortos,
necromante e também mágico (Lv 19.31; 20.6; Is 8.19; 29.4).

3. Bruxo e bruxaria. Bruxo é o praticante da magia negra que visa fazer o mal
(qualquer forma de adivinhação em si mesma já é um mal). A bruxaria chegou ao seu apogeu
na Idade Média. Hoje, as bruxas são apresentadas, pela mídia, como heroínas belas para as
crianças e adolescentes. Tenha cuidado!

SINOPSE DO TÓPICO (II)

As práticas divinatórias são uma forma infame de idolatria e satanismo e, portanto,


repulsivas aos olhos de Deus.

III. A NECESSIDADE DA PROFECIA BÍBLICA


1. A voz de Deus na terra. A profecia bíblica é a voz de Deus na terra para nortear
homens e mulheres no caminho seguro para o céu; é também chamada de a “profecia da
Escritura” (2 Pe 1.20). Mesmo com a queda do homem no Éden, o Senhor nunca deixou de se
comunicar com as suas criaturas racionais. Através dos patriarcas, reis, sacerdotes e profetas,
Ele revelou a si mesmo e se propôs a habitar no meio do seu povo (Êx 25.8; 29.45,46). Na
atualidade, a voz do Senhor pode ser ouvida através da Palavra de Deus, que é pregada ao
mundo inteiro por meio da “igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15).

2. Revelação dos arcanos divinos. Ao falar sobre o fato de Jesus ser o cumprimento
da mensagem dos profetas, o apóstolo Pedro disse que “agora”, ou seja, para nós que estamos
presenciando a materialização dos vaticínios e arcanos divinos, precisamos atentar ainda
mais para a importância de tais mensagens, pois cumprem o propósito de servirem como um
norte, “até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração” (2 Pe 1.19).

3. O contraste entre a verdadeira profecia e as práticas pagãs. A Leitura Bíblica


em Classe e as demais referências citadas nesta lição revelam a gravidade das práticas
ocultistas e esotéricas, as quais tentam imitar a profecia bíblica. Elas são demoníacas,
portanto, condenadas pela Palavra de Deus. O objetivo dos adivinhadores, magos,
prognosticadores, agoureiros, necromantes, etc, é o mesmo dos tempos bíblicos: fazer frente
à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo, levando o povo ao desvio do único
caminho certo, à semelhança de Janes e Jambres que “resistiram a Moisés, assim também
estes resistem à verdade” (2 Tm 3.8).

SINOPSE DO TÓPICO (III)

A profecia bíblica norteia homens e mulheres no caminho para o céu e contradiz as


práticas pagãs.
CONCLUSÃO

Cada crente em Jesus deve ser sóbrio e vigilante diante da atual avalanche de crenças e
práticas disseminadas no mundo atual. Tal popularidade ocorre principalmente por causa
dos meios de comunicação (livros, revistas, internet, televisão, esta última principalmente
através de novelas, programas de auditórios, filmes e seriados), os quais fazem a sociedade
encarar tudo como se tais práticas fossem naturais, comuns e inofensivas. Os formadores de
opinião apresentam tais coisas como modismos, mas aos olhos de Deus são uma abominação
(Dt 18.9-12; Ap 9.21; 21.8). Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo,
portanto, deixemo-nos ser guiados e ensinados pelo Consolador (Jo 14.26).

VOCABULÁRIO

Clarividência: capacidade mediúnica de visualizar objetos por meios paranormais.


Cosmovisão: Modo de olhar o mundo.
Embusteiro: O que utiliza de embustes; o impostor.
Necromancia: Adivinhação pela invocação de espíritos; magia negra.
Quiromancia: Adivinhação pelo exame das linhas da palma da mão.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: CPAD, 2006.


CEISLER, N.; RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: CPAD, 2000.
BEVERE. J. Assim diz o Senhor? Como saber quando Deus está falando através
de outra pessoa. RJ: CPAD, 2006.

EXERCÍCIOS

1. Que são profecia e misticismo?


R. A profecia é a mensagem ou palavra do profeta. Misticismo é a tendência da união
espiritual íntima com seres espirituais tenebrosos.

2. O “milagre” ou “prodígio” garante a origem divina do ministério?

R. Não.

3. Por que as práticas religiosas dos cananeus e dos egípcios mencionadas em Dt 18.10,11 são
repulsivas aos olhos de Deus?

R. Porque representam uma forma infame de idolatria e satanismo.

4. Qual o objetivo dos adivinhadores em todas as suas formas de adivinhação?

R. Fazer frente à vontade de Deus e ao evangelho de Jesus Cristo.

5. O que e quem temos nós, os cristãos, para nortear a nossa vida espiritual?

R. Nós temos a Bíblia, o Senhor Jesus e o Espírito Santo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

Método do paganismo e os verdadeiros profetas

“Antes de discutir a lei sobre profetas, Deuteronômio lista diversas técnicas utilizadas
pelo paganismo para obter oráculos divinos (Dt 18.9-14). Tais métodos não serviriam para
Israel ouvir a voz do Senhor. O que esses itens proibidos têm em comum é que todos caem na
categoria da sabedoria e da ingenuidade humanas. Yehezkel Kaufmann, com muita
propriedade, chama a adivinhação de ciência de segredos cósmicos e o adivinho de cientista
que pode dispensar a revelação divina. O Senhor, em contrapartida, levantaria como seu
veículo de revelação um profeta. Tal qual o rei, ele devia ser oriundo da comunidade israelita
(18.15; 17.15). Ele só era capaz de falar porque Deus punha a palavra em sua boca (17.19). O
fato de Deus, [...], colocar suas palavras na boca de seus profetas explica o porquê de muitos
deles iniciarem seus pronunciamentos com: ‘A palavra do Senhor veio a mim’ ou ‘Assim diz o
Senhor’. Por outro lado, é raro qualquer outra pessoa nas Escrituras, Antigo ou Novo
Testamentos, prefaciar e validar seus comentários com esta fórmula. Uma coisa é afirmar que
as Escrituras foram inspiradas; outra coisa é entender como Deus a inspirou. Já com os
profetas, não restam dúvidas: Deus os inspirou ao lhes ditar suas palavras, colocando sua
palavra em suas bocas, de forma que as palavras do profeta eram proferidas por Deus”.

(HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. RJ: 2.ed. CPAD, 2006, pp.481-2)

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II

Subsídio Teológico

Como Identificar a falsa profecia?

DEUTERONÔMIO 18.10-22 - Como é que os falsos profetas podem ser


distinguidos dos verdadeiros?

A MÁ INTERPRETAÇÃO: A Bíblia contém muitas profecias que nos foram dadas para
que nelas creiamos, porque vieram de Deus. Contudo, a Bíblia também mostra a existência de
falsos profetas (Mt 7.15). Na verdade, muitas religiões e seitas — incluindo as Testemunhas
de Jeová e os Mórmons, alegam ter profetas. Daí, a Bíblia exortar os crentes a “provar”
aqueles que se dizem profetas (1 Jo 4.1a). Qual é a diferença entre um falso profeta e um
verdadeiro profeta de Deus de acordo com Deuteronômio 18.10-22?

CORRIGINDO A MÁ INTERPRETAÇÃO: Existem muitos testes para provar um


falso profeta. Vários deles estão listados na passagem bíblica em questão. Colocando-os em
forma de perguntas, os testes são:
1. Eles sempre entregam falsas profecias? Cem por cento de suas predições em relação ao
futuro se cumprem? (Dt 18.21,22)

2. Contatam espíritos de mortos? (Dt 18.11)

3. Utilizam meios de adivinhação? (Dt 18.11)

4. Envolvem médiuns ou feiticeiras? (Êx 20.3,4)

5. Seguem a falsos deuses ou ídolos? (Êx 20.3,4; Dt 13.1-3)

6. Negam a divindade de Jesus Cristo? (Cl 2.8,9)

7. Negam a humanidade de Jesus Cristo? (1 Jo 4.1,2)

8. As suas profecias desviam a atenção da pessoa de Jesus Cristo? (Ap 19.10)

9. Defendem a abstenção de certos alimentos e carnes por razões espirituais? (1 Tm


4.3,4)

10. Criticam ou negam a necessidade do casamento? (1 Tm 4.3)

11. Promovem a imoralidade? (Jd vv.4,7)

12. Encorajam a renúncia pessoal legalista? (Cl 2.16-23)

Uma resposta positiva a qualquer das questões acima é uma indicação de que o profeta
não está falando por parte de Deus. Deus não fala e não encoraja qualquer coisa que seja
contrária ao seu próprio caráter e mandamentos conforme registrados nas Escrituras. E com
absoluta certeza, o Deus da verdade não dá falsas profecias (Dt 18.21-23) (GEISLER, N. L.;
RHODES, R. Respostas às Seitas. RJ: 1.ed. CPAD, 2000, pp.65-6).

04 - Profecia e Misticismo

Professoras e professores, para esta lição apresento as seguintes orientações:

1 – Cumprimentem os alunos, perguntem como passaram a semana. Vocês estão fazendo


isto? Percebem a importância desse momento?
2 – Iniciem a aula, distribuindo ¼ de uma folha de papel ofício para cada aluno e peçam
para que eles escrevam uma crendice popular e a razão de sua prática, por exemplo: não
passar debaixo de escada porque dá azar, não deixar a bolsa no chão, porque o dinheiro
“vai embora” etc.

3 – Colem os pedaços de papel numa cartolina, leiam cada um, questionem a finalidade
dessas práticas e discutam sobre Misticismo e sua influência na Igreja.

4 – Trabalhem os itens II, III e I, nesta ordem.

5 – Para concluir a aula, utilizem a dinâmica “Separados

3º Trimestre de 2010
Tema: “O Ministério Profético na Bíblia, a voz de Deus na Terra”.

Lição 04 - Profecia e Misticismo


Texto Áureo: Jr. 29.8 - Leitura Bíblica em Classe: Dt. 13.1-5; 18.10-12
Pb. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com

Objetivo: Refletir sobre a influência do sobrenatural místico nos dias atuais que não condizem com a revelação
da Palavra de Deus.

INTRODUÇÃO
A religiosidade pós-moderna está pautada no misticismo. A crença no relativismo tem levado o ser humano à
tentativa de encontrar respostas na experiência. A subjetividade, por estar na moda, está sendo posta como
verdade. Em resposta a essa realidade, estudaremos, na lição de hoje, esse fenômeno a partir de uma
perspectiva bíblica, e, ao final, defenderemos a espiritualidade cristã, pautada na Palavra e no Espírito, e não
na mera experiência, como princípio bíblico.

1. MISTICISMO, DEFININDO O TERMO


A palavra misticismo vem do latim “mystica” que quer dizer “espiritual”. No sentido amplo do termo, qualquer
pessoa espiritualizada, que esteja envolvida em práticas religiosas, pode ser considerada mística. Partindo desse
pressuposto, é possível encontrar referências a determinados cristãos como se esses também fossem místicos. A
partir da teologia cristã, a palavra “místico” tem a ver com a experiência religiosa destituída de fundamentação
bíblica. Essas experiências remetem aos tempos antigos, já identificados por Moisés, em Dt. 131-5; 18.10-12,
textos esses que denunciam a experiência de consulta a entidades cuja revelação não proceda de Deus. A esse
respeito, não podemos esquecer que toda religiosidade tem base na necessidade divina de buscar o Outro. Esse,
no entanto, não pode ser encontrado por meio da subjetividade, isto é, da experiência do “eu”, sem a mediação
da revelação bíblica em Cristo. A consulta aos mortos, as práticas advinhatórias, feitiçarias, encantamentos e
magias, bastante propagadas nos dias atuais, inclusive no cinema, através de filmes como Harry Potter, entre
outros, não têm respaldo escriturístico. O misticismo, também denominado de ocultismo, é uma Torre de Babel
(Gn. 11), pois se trata de uma construção meramente humana, e do mesmo modo daquele, está condenado à
ruína, haja vista a numerosidade de experiências que o fundamenta, gerando confusão.

2. O MISTICISMO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS


Quando o povo de Israel estava prestes a adentrar à Terra Prometida, o Senhor advertiu-lhe para que não
seguisse à religiosidade das nações vizinhas (Dt. 18.4). Esses povos cultivavam, em sua religiosidade, ritos ainda
observados pelos povos atuais, tais como: magia, astrologia, alquimia, clarividência, tarô, búzios, quiromancia,
necromancia, numerologias, levitação, transe, entre outros. As pessoas que se envolvem em tais ritos estão em
desobediência ao que apregoa a Bíblia Sagrada. Comumente são chamadas a prognosticarem o futuro em
programas televisivos, mas seus vaticínios não se cumprem, ainda que os entrevistadores não “prestem contas”
dessas profecias falsas (Dt. 18.21,22). Ao invés de buscarem a instrução na sábia Palavra de Deus, buscam
orientação dos espíritos e de supostas adivinhações (Dt. 18.11). As palavras proferidas por esses médiuns (Ex.
20.3,4) não procedem de Deus, mas de ídolos, produto da invenção e religiosidade humana (Dt. 13.1-3). As
mensagens místicas se opõem aos fundamentos da verdade bíblica, dentre eles, o principal, a divindade de
Cristo (Cl. 2.8,9), bem como a sua humanidade (I Jo. 4.1,2). Além do mais, o centro da profecia não é o próprio
Cristo, mas interesses pessoas, que geralmente são revertidos em lucros financeiros (Ap. 19.10). Esse misticismo,
já praticado nos tempos de Paulo, instiga os seres humanos à abstinência, cujo fim último é a ostentação de uma
pretensa santidade (I Tm. 4.3,4). O misticismo é propenso aos extremismos, por um lado promove a imoralidade
sexual (Jd. 4,7), e por outro, encoraja ao legalismo (Cl. 2.16-23).
3. ESPIRITUALIDADE CRISTÃ SIM, MISTICISMO NÃO
O misticismo não é algo novo, mas remendo novo em pano velho. Ele sempre foi praticado na história da
religiosidade humana. Na verdade, misticismo e religiosidade andam de braços dados, é como se fossem os dois
lados da mesma moeda. O misticismo não se adequa à verdade bíblica, justamente por isso, foge dela, não dá a
mínima atenção a estudos bíblicos. As práticas místicas estão respaldas na mera experiência humana. Onde há
misticismo, não existe leitura criteriosa da Bíblia. O mais vergonhoso é perceber que no contexto evangélico
moderno, os ritos místicos estão substituindo a leitura bíblica e a oração. A comunidade evangélica está repleta
de superstições e amuletos. Penso que se os apóstolos e reformadores testemunhassem algumas atitudes de
determinadas igrejas pretensamente cristãs ficariam escandalizados. Está na hora de resgatamos a genuína
espiritualidade cristã. E essa não se fundamenta na mera subjetividade humana, de quem quer que seja: homens
ou anjos (Gl. 1.7-9), mas na pregação comprometida da Palavra de Deus, na oração fervorosa no Espírito e na
comunhão na igreja vivida em amor. Uma espiritualidade que não leva em conta a ortodoxia, isto é, a
apropriada leitura e interpretação da Bíblia, os momentos de devoção fundamentados na Sagrada Escritura, não
passa de misticismo. E não importa onde aconteça, seja dentro ou fora dos arraias evangélicos. A espiritualidade
verdadeiramente cristã não se confunde com o misticismo, pois essa, além de partir da revelação de Deus, se
concretiza em atitudes condizentes com o fruto do Espírito (Gl. 5.22).

CONCLUSÃO
Neste momento, em que a sociedade começa a negar a redução da existência à materialidade, é compreensível
que muitos estejam se voltando ao misticismo. A igreja do Senhor, em resposta a essa carência, precisa assumir
uma voz verdadeiramente profética. A enunciação da igreja deva ter como mote o “assim diz o Senhor”, não o
“assim digo eu ou qualquer outra entidade”. Para tanto, faz-se necessário que essa busque o caminho da
genuína espiritualidade, fundamentada tanto na Palavra quanto no Espírito de Deus.

BIBLIOGRAFIA
GEISLER, N. ; RHODES, R. Respostas às seitas. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
ZIBORDI, C. S. Evangelhos que Paulo jamais pregaria. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
Fonte: Pb. José Roberto A. Barbosa